AVANTE!, VISITEI A SEDE DO PCP - PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊSA sede do PCP fica numa das mais movimentadas avenida de Lisbia, a Independência e faz divisa com griffes famosas. O prédio ocupado por eles é o único ponto destoante, diante de tanta oferta de consumo desenfreado, algo a demonstrar o que vem a ser o capitalismo português. Na verdade, os militantes comunistas não estão nem aí para a vizinhança, pois suas preocupações são bem outras. A incessante luta contra este desenfreado avanço da ultra-direita está preocupando não só os partidos comunistas mundo afora, mas todos os possuindo algum bom senso político.
Na estada aqui em Lisboa, descubro o endereço da sede e por essas coincidências da vida, 200 metros do hotel onde estou hospedado. Evidentemente, fui lá conferir a quantas anda o pessoal da lida e luta mas à esquerda, o ainda conseguindo editar o jornal impresso Avante!. Quem me atende é a Ana Guerra, uma senhora comunista de fino trato e que, creio eu, esteja lá pelos seus 60 e poucos anos - como eu. Muito simpática, diz que, no momento em que ali chego, não consegue me levar para conhecer todos os andares, pois ocorrem três reuniões no momento. Permaneço no saguão e me deixa à vontade para vasculhar livros e tudo o mais ali vendido.
Na lanchonete, diz a placa valer para o público em geral, pois a cozinha só funciona para os filiados e funcionários do prédio, por volta de 40 pessoas. Ali acontece uma refeição coletiva diária, ou seja, a comida é feita para o coletivo. Conta do prédio, diz ter ali funcionado um hotel e algumas décadas atrás, o partido somou forças e comprou o espaço. Mostrar que nada foi alterada, nem o balcão de atendimento da entrada. Numa TV ligada um filiado vê TV e o entra-sai é grande, pois como havia me dito, ocorriam três reuniões em andares diferentes. Pergunto das eleições para presidente, diz que o partido obteve 3% dos votos e que na segunda volta, farão o maissensato, somarão forças para não eleger o candidato da ultra-direita.
No saguão vejo três bancas de livros, alguns usados, mas a maioria novos, de militantes e com temas marxistas ou de lutas realizadas mundo afora. No momento, o que mais se vê nas prateleiras são motivos sobre Cuba. Não resisto e trago uma caneca, adesivo, pulseira e pin, tudo por 10 euros. Ana conta da festa do Avante!, famosa por já ter trazido até Chico buarque num dos anos. O evento é anual, ocorre no começo de setembro e movimenta vários países, vindo gente não são do PCdoB, mas também do PT. Conto do amigo bauruense Marcos Resende, que certa vez, se esforçou para que viesse com ele numa dessas festas. Na época, contei os caraminguás e não tive como. Todas são muito animadas e concorrida, um espaço não só de confraternização comunista, mas de união de forças.
Pouco antes de me despedir, diz ter relações cordiais com o Brasil, onde muitos dos seus parentes, se mudaram décadas atrás para Santo André. Pergunto quantos são como ela, comunistas. "Nunca foram, a única comunista na família sou eu", sua resposta. A conversa não pode ser muito encompridada, pois ela, naquele momento cuidado ali da porta, teria que se ausentar e participar de uma das reuniões. Tiro fotos, dou fraterno abraço e volto para as ruas, parando do outro lado da calçada, olhando mais atentamente para o prédio, uns cinco andares, de portas abertas em pleno século XXI, numa demonstração de que, as forças podem ter diminuido ao longo do tempo, porém, pelo que vi e senti da conversa, os comunistas portugueses não desistirão.
Bauru e a onda das escolas militares danando com a Educação
EU NÃO ESTUDEI NA EE MORAES PACHECO, MINHA MANA HELENA SIM E HOJE ME PREOCUPA MUITO VER A ESCOLA SENDO TRANSFORMADA EM COLÉGIO MILITAR
"Para mim, a Escola Estadual Prof. Morais Pacheco sempre representou mais do que paredes, salas e corredores. Foi ali, entre carteiras e professores dedicados, que dei os primeiros passos para um futuro construído pela educação. Nasci no Bairro Bela Vista. Meu pai era comerciante ali perto da Samaritana e, desde cedo, eu o ajudava no atendimento. Foi ali que aprendi a lidar com pessoas, a ouvir, a respeitar. Mas foi nesta escola que aprendi a sonhar. No Morais fui aluno da professora de português Sônia Neme, com o incentivo dela, passei a escrever crônicas e poesias e, já pensando no Brasil, cheguei a escrever uma peça de teatro — trabalho que chegou a ser encenado no anfiteatro da própria escola por alunos de outra série, um palco que recebeu o ator bauruense Edson Celulari. Aprendi matemática com o Arlindão, história com a dona Minerva, artes com a dona Kity, e outros professores e professoras que marcaram minha formação, ensinando valores que não aparecem nos livros, mas acompanham a gente para a vida toda.Também fiz parte do time de basquete da escola, com o professor Jussanã, aprendendo disciplina, convivência e trabalho em equipe. E como não lembrar do inspetor Max, sempre bem-humorado, e da firmeza da dona Eloy e mãe do Edson, que nos ensinava que rigor também é uma forma de cuidado.A escola vem passando por reformas importantes, melhorias necessárias para acolher melhor seus estudantes. Nesse processo, também observamos mudanças no entorno. Árvores conhecidas como "Chapéu de Sol" marcaram a paisagem da cidade por décadas cresceram muito e hoje trazem desafios concretos, como a queda intensa de folhas em determinadas épocas e frutos que já causaram acidentes. Cuidar da cidade exige equilíbrio: não se resolve tudo com punição, mas com diálogo, planejamento e substituições responsáveis, pensando na segurança hoje e na qualidade de vida amanhã.
Meu compromisso com a Morais Pacheco e com a educação é pessoal e profundo. Tudo o que eu sou começou aqui. E é por isso que desejo que cada aluno que entrar por esses portões tenha oportunidades iguais — ou maiores — do que as que eu tive. Que possam estudar, sonhar e alçar voos ainda mais altos. Educação muda destinos. Eu sou prova disso.
RAUL GONÇALVES PAULA
O QUE ACHO DESTE MOMENTO DO MORAES PACHECO: Compartilho este texto do Raul, porém sou de vertente oposta a dele. Não dá para acreditar em algo palatável e bom para a Educação dentro de um espírito militar. Eles já provaram que nada entendem disso. Ultimamente estão em baixa até no que fazem, tal a tentativa de golpe contra a democracia brasileira. Daí, entregar uma escola para estes tomarem conta é um horror. Isto tudso terá que ser revisto e rapidamente. Nenhuma experiência até então implantada deu certo. Que voltem para seus quartéis e deixem a Educação para quem dela entende. A luta em Bauru com essa adesão do Moraes Pacheco é algo que a comunidade precisa reagir e reverter. Nenhuma escola merece isso.



.jpg)
.jpg)
.jpeg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário