sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026


CAMISETA DO CHE ABRINDO PORTAS e OS DIÁLOGOS NADA PRODUTIVOS PELAS REDES SOCIAIS
São duas distintas histórias. Conto em separado. Ambas ocorreram por estes dias, uma num dia, outra noutro. No fundo, uma tem relação com a outra, ou seja, algo mais dessas intempestivas e tempestuosas,calorosas relações humanas destes tempos.

Na primeira, meu cão faleceu e fui perambular pela rua. Sai sem rumo pelo centro da cidade. Queria deixar o vento bater no meu rosto, deixar também a chuva me molhar um bocadinho. Estava sem rumo e desta forma, sentei na lanchonete no supermercado Confinança, o da rua Treze de Maio, enquanto aguardava terminarem a lavagem do meu carro. Pedi um suco, o salgado pedi por pedir, pois na verdade, não tinha fome nenhuma. Sentei e me pus a comer, tentando ler as páginas de uma revista. 

Na mesa do lado, duas senhoras, sentam e levam às mãos, prato cheio de salgados e ao me verem com uma vistosa camiseta com a estampa do eterno CHE GUEVARA - essa comprada em Cuba, quando de minha visita em 2007. A mais velha, antes de sentar, fala algo sobre Che e não consigo entender. Levanto a cabeça e peço para repetir, pois estava desatento.

- Achei linda sua camiseta. Fazia tempo que não via ninguém com uma camiseta com a cara do Che Guevara. Antes via muito mais, hoje acho estranho quando encontro alguém. Daí, quero lhe elogiar. O senhor assistiu ao Diário de Motocicleta?

- Sim - respondo. Precisamos, cada vez mais de gente como Che nos dias de hoje. Temos hoje, infelizamente, Che's de menos e bandoleiros demais. O mundo precisa de gente verdadeiramente revoluciuonária, que não aceita o que estão a fazer conosco, daí não só se revoltando, como nos defendendo. 

- É verdade. Na sua camiseta, uma estampa bonita do Che e não aquela lembrança, que não me sai da memória, a dele todo ensaguentado, sujo e já morto lá na Bolívia. Gente como Che aqui em Bauru, não permitiria, sem nada fazer, ver tudo o que essa prefeita está a fazer com a cidade e permanecer calado. Che se revoltou contra as injustiças e propôs enfrentar os que se apresentravam, como seus representantes, mas os apunhalavam.

Nisso, da mesa do lado, um casal. Enquanto ele se levanta para pagar a conta, ela se dirtige a nós:

- Agora mesmo, neste instante, nossa conta de água está subindo de forma exorbitante. Suéllen afirmou que nada subiria e a primeira coisa que fizeram foi subir o valor. Ela mente demais e reagirmos pouco. Faz falta um Che Guevara. Estava ouvindo a conversa de vocês e fiz questão de dar meu pitaco antes de ir embora.

Também me levanto, me despeço das duas senhoras e ao sair, um senhor numa outra mesa, olha para mim e com um sorriso nos lábios diz:

- Já estamos cansados das mentiras da prefeita. O povo votou nela, mas pelo visto, não entendeu qual a dela, não sacou de suas intenções. A cidade está feia e abandonada, como nunca vi em toda minha vida. Sua camiseta é mesmo muito bonita.

Saio e reflito sobre isso tudo. Ainda sentado na lanchonete, raciocinava sobre um diálogo com emérito bolsonarista, destes que, até a presente data, mesmo com suas repetitivas maléficas provocações, ainda não o deletei do rol dos presentes em meu Facebook. Ele postou e recebi sua provocação, sem conseguir me segurar. "Alguém sabe dizer o que aconteceu com a escola de samba que homenageou o LuIa? Ganharam?", escreve. Isso é o mais suave que consegue publicar, dentre suas últimas postagens. Sei que, não deveria ficar dando corda para idiotices, mas em algumas vezes, até gosto de provocá-los, para ver até onde conseguem prosseguir com a falta de raciocínio lógico e recomendável para um saudável ser humano.

Minha resposta: "Embora tenha sido rebaixada pela comissão julgadora do carnaval do Rio de Janeiro, como geralmente acontece com as escolas que subiram da série de ouro para o grupo especial no ano anterior, segundo a UOL, a Acadêmicos de Niterói foi a primeira colocada na preferência do povão, disparou 12 pontos percentuais à frente da segunda colocada, a Mocidade Independente de Padre Miguel, 37% e 25% respectivamente. De fato fez um desfile emocionante, e apresentou um enredo muito bonito, livre, satírico, e tocante. Nunca havia visto uma Escola de Samba mexer tanto com o Brasil, se tornando o centro das atenções. A Acadêmicos de Niterói terminou esse carnaval maior do que entrou, saiu da avenida e foi para a história, não apenas do samba, foi para a história de nossa democracia, com sua denuncia corajosa contra aqueles que recentemente tentaram golpea-la. Perdeu o campeonato mas levou consciência e ganhou o coração do povo".

Foi o bastante para impropérios surgir de todos os lados, num nível de latrina. Provoco estes e sei, deles não virá nenhuma possibilidade de enxergar nada de bom neste Governo Lula ou em qualquer outro com alguma conotação de esquerda. Estão dentro de uma bolha, onde só dão vazão para alguns sites pré-determinados e ficam repostando sempre as mesmas baboseiras. Seria divertido permanecer nas provocações, não fosse trágico. 

Concluo que, como aconteceu comigo lá na lanchonete, preferível hoje, travar conversações nas ruas, principalmente nas periferias da cidade - estava sentado na lanchonete de um supermercado, na boca de entrada no Bela Vista, local de um público reconhecidamente mais empobrecido e sofrendo do padecimento dos tempos atuais. Bater boca com bolsonaristas, já com a cabeça fora do prumo, perda de tempo. Mergulho a partir de agora em idas e vindas para conversações pessoais, as ditas presenciais, do que as online. Eis um caminho para daqui por diante.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


CHEGOU O DIA, MUITO TRISTE
Meu companheirão CHARLES, beirando os 17 anos se foi. Foi meu baluarte no antigo Mafuá, mascote de todas as horas. Se conseguir, escrevo algo logo mais...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026


COMO SE DARÁ A LUTA DAQUI ATÉ A ELEIÇÃO E ONDE ESTAREI SITUADO
Que a contenda este ano vai ser pegada, disso ninguém duvida. A cartada de crueldade para com o país que a extrema-direita está botando em curso é pra arrepiar carecas. Estejamos mais que preparados, pois esses inescrupúlosos são capazes de tudo - e mais um pouco. E farão de tudo para ter o poder de volta. Golpe baixo e abaixo da linha da cintura serão corriqueiros. Veremos de tudo pelas redes sociais. Mentira sendo expelida toda dia e dá-lhe para sacar se o publicado é fake ou verdade. Como a direitona não é dada em basear o que faz em cima de verdades, espera-se um festival de imbecilidades, tudo para engambelar os incautos. Este jogo já coemeçou de deve se intensificar, na medida em que ser aproxima o pleito presidencial da sucessão do presidente Lula.

Eu, todos sabem, sou e continuarei sendo petista, porém, afastado de qualquer atividade dentro de qualquer tipo de cargo dentro do partido. Minha participação neste pleito será a de militante, forte, ativo, presente e sempre me posicionando. Eu e o grupo do Núcleo de Base DNA Petista saímos da direção local do partido por completo desentendimento com a linha adotada pelos que, constituiam maioria e hoje dominam o partido. Ciente de que, estavam constituídos numa maioria, conquistada de forma ultrajante, tudo foi denunciado para a Direção Estadual e Municipal. Optamos por sair e continuar a luta do lado de fora, mais petistas que nunca, porém, longe de tudo o que é decidido pela direção bauruense. Minha opção pessoal é a de se manter calado neste instante e lutar, estar engajado na campanha de reeleição de Lula e na que for indicada para reverter e derrotar Tarcisio de Freitas em São Paulo.

No grupo, estamos todos atuando, presentes e isso pode ser notado em cada manifestação social em Bauru. Estamos presentes, diferente da atual direção. Posso mer considerar um petista autêntico, à moda antiga. Lutei, luto e lutarei sempre pelos ideais que sempre nortearam o PT e a esquerda brasileira. Não fujo da raia e do alto dos meus 65 anos, nem poderia seer diferente. Sempre estive presente, desde algumas décadas, engajado numa incessante luta, não só em Bauru, como nos demsais temas nacionais. O momento exige a continuidade dessa luta e dela não me afastarei. Creio, nem precisava fazer essa declaração, mas quiz reafirmar, deixar clarpo, evidente, onde estarei e o que farei daqui por diante. Quem me conhece sabe de todos meus envolvimentos políticos. Temos em Lula, a certeza de que, essa a única opção plausível para manter o país soberano, dentro do que se diz, regime democrático. 

Analiso também todos os candidatos até aqui lançados para a Câmara de Deputados, tanto Estadual como Federal e até o presente momento, não vejo nenhum, onde possa estar realmente engajado e acreditando poderia ser, não só eleito, como bem nos representar. Essa conversa de que devemos votar em candidato de Bauru não cola comigo, pois não tendo ninguém correspondendo com a luta e o ideal que acredito e luto, escolho, sem nenhum problema outros candidatos. Pelo que vejo, dos até agora sugestionados, nenhum em condições de lá chegar. Todos querendo marcar presença, levantar fundos para a campanha e fortalecer/reforçar trajetória/caminhada. Voto em candidatos realmente de luta, compromissados com algo novo, revolcionário, disposto aos enfrentamentos todos necessários neste momento. Existe a real necessidade de desbancar essa maioria de ultra-direita hoje nos parlamentos. Penso muito nisso e para tanto, escreverei em meus espaços, destes todos, eternos lutadores e na propositura de mudar de fato, não só na aparência. 

Resumindo, "envelheci, mas continuo em exposição", sendo, fazendo e acontecendo. Na lida e luta, sempre, de forma ininterrupta, engrimando em todas as esquinas e cantos. Na camiseta que escolhi para usar no dia de hoje, quando os assassinos de Marielle Franco são condenados, a visto e sei, este caso ainda não está totalmente resolvido com essas condenações, pois todas aquelas perversas reuniões lá no Condomínio Vivendas da Barra, ainda precisam ser desvendadas. Tem muita água para passar debaixo dessa ponte, como da do Banco Master, onde poderoso tentam se safar. A luta em Bauru continua, numa incessante luta contra a família Rosin e seus 17 asseclas na Câmara, hoje ainda encastelada no poder, promovendo ações totalmente descabidas, prejudicando um futuro palatável para Bauru, ainda é algo que a Justiça deverá se dedicar com mais atenção. Nos vemos por aí...

EU ESCREVEREI SEMPRE, MESMO NÃO TENDO ONDE PUBLICAR E QUEM ME LEIA - NÃO VIVO SEM ESCREVINHAR ALGO NOVO A CADA DIA
Uma história de jornalismo – e de vida
Ouvi esse relato de Eric Nepomuceno, testemunha ocular dos acontecimentos e que depois transformou a história num conto:
Eric lembra que em julho de 1985, ele estava em Montevidéu, num jantar, ao lado dos jornalistas Fernando Morais, Hugo Alfaro e Ernesto González Bermejo, os dois últimos uruguaios.
O jantar seguia alegre, porém, em certo momento, Alfaro começou a contar que sobrevivera durante a ditadura militar vendendo enciclopédias. À época, Alfaro estava proibido de trabalhar em qualquer atividade ligada à imprensa. Ele então – com quase 60 anos – foi vender livros, de porta em porta. Anos depois, encabeçando um grupo de jornalistas que preparava um novo semanário, ele recordou que, na tarde daquele dia, ele passara horas buscando um livro sobre bromélias. Tratava-se de um pedido de uma antiga cliente.
Todos riram, menos ele. Alfaro explicou que muitos continuavam a procurá-lo, apesar de ele já não vender mais livros. Porém, argumentou que sentia o dever moral de atendê-las, não decepcionando quem o ajudara nos tempos difíceis.
Fernando Morais, então, perguntou como foi sobreviver sem poder, nem de longe, ser o que Alfaro havia sido a vida inteira: jornalista.
E Alfaro, então, contou.
Certa noite, numa cidadezinha onde fora vender enciclopédias, ele acabou no único cinema. Alfaro havia sido crítico de cinema. Assim, naquela noite, como sempre, ele viu o filme com olhos de um rigor implacável, achou a obra formidável, saiu comovido e, de tão empolgado, foi para o hotel. Numa velha Remington despejou no papel, em menos de meia hora, as 65 linhas regulamentares ocupadas por suas resenhas. Correu até o telefone, viu que estava a tempo de transmitir a crítica e, antes que suspirasse aliviado, percebeu: o jornal não existia. Seus colegas sumiram: a maioria no exílio, outros desaparecidos para sempre.
Eric concluiu lembrando que, quando Alfaro terminava de contar, ele e Fernando cruzaram-se no jardim da casa tentando disfarçar a maré dos olhos. “Tento imaginar como é escrever o que tem de ser escrito, e então perceber que não há mais jornal, não há mais o que deveria haver - sei, porém, que não terá sido em vão".
Texto de Márcio Pinheiro, acompanhado do escritor e jornalista Fernando Morais. 

outra coisa, mas na mesma pegada
O "TOMATE" E SUA CONTINUIDADE, NECESSIDADE DE ESCLARECER OS FATOS
O bloco, denominado como farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, Bauru Sem Tomate é MiXto, nasceu irreverente e muito crítico e assim precisa continuar, superando arestas e esclarecendo algo ocorrido e servindo para desestabilizá-lo. Assim como somos contundentes com a crítica feita, isso desde o incío, 14 anos atrás, precisamos ser rápidos, sérios e entender o que está em curso, sanando divergências, pois para continuar, se faz necessário coesão e não divisão. 

Tenho comigo que, todos deste bloco sabíamos desde o começo que, ano após ano, estaríamos "flopando" no Calçadão da Batista, pois um bloco, crítico ao "establishment", criticando abertamente a elite dominante, grupo de poder ou ordem instituída, teríamos pela frente fortes barreiras. E assim o fizemos, unidos, coesos, fazendo a necessária crítica e festando, pois o Carnaval é a maior festa popular brasileira. Um dos problemas deste país é a desunião da dita esquerda no contexto do embróglio de resistência e luta. Desunidos, tudo é sempre mais problemátrico e difícil, algo até intransponível. Se unido já não é fácil, desunido, sem condições. 

O Tomate só tem sentido de existir promovendo uma festa ampla, unido e sem arestas. Creio que, terminada a festa deste ano, se faz necessário sentarmos todas e todos, desarmados e cada qual chegando, não com intuito de puxar a brasa para o seu lado, mas expor de fato nossos problemas e buscar soluções. Evidente que, blocos com a pegada do Tomate se faz cada vez mais necessários, num mundo onde querem nos ver calados, contidos e humilhados, onde festa, alegria e união, nem pensar. 
MOTIVO PARA TOMATE CONTINUAR NA LUTA

Eu, de minha parte, tenho um relato a fazer e quero fazê-lo no coletivo. Desta forma, estou propondo um ENCONTRO, para data mais breve possível, talvez já na próxima semana, quando os presentes terão amplo espaço para expor suas ideias e explicações. Um conversa necessária, pois ideias pululam e dentro das iniciativas necessárias para a continuidade está a de promover ações contínuas o ano todo. Eu estou proposto a isso. Quem mais? Já foi até falado numa atividade carnavalesca para o Sábado de Aleluia, como nos velhos tempos. Outras iniciativas, como a impressão de adesivos e participação efetiva em atos variados, porém para tanto se faz necessário essa conversa preliminar. O que somos, o que fomos e o que queremos ser daqui por diante? Conversar é preciso, ainda mais por estarmos batendo às portas de uma eleição, onde o "pau vai comer feio", pois a extrema-direita investe pesado em fake news e mentira repetida de todas as formas e jeitos como forma de dominação. 

Seria bom a manifestação imediata dos tomateiros. A proposta está lançada e aqui sugerida. Não dá mais para empurrar o problema para a frente. Sentamos já, resolvemos e seguimos adiante ou iremos continuar divididos e enfraquecidos? Estar na lida e luta, fortalecidos e coesos, aprontando com quem pisa no tomate é o que nos resta fazer, flopando ou não, porém, coesos e unidos. O inimigo se mostra presente diante de nós e se já chegamos aqui, 14 anos, levar este barco adiante se faz necessário. Vejamos uma data e nela, um ajuste, mais do que necessário para seguir em frente. A continuidade dessa conversa se dará no Grupo do Tomate, no whatts e por lá, definiremos data e pauta. Vamos juntos?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026


ZANIN VOLTOU, ANA BIA FEZ ANOS E O HPA PRESENCIOU O FELIZ REENCONTRO
Isso vale uma bela e longa história. Duas valentes mulheres, uma chegando na casa da outra, depois de longa viagem, tudo para comemorar seu aniversário. Escrevo das duas.

Maria Cristina Zanin Sant'Anna é dessas abnegadas advogadas, das pessoas que, diante de tudo o que se vê acontecendo no mundo de hoje, distorções em cima de distorções, coloco sem nenhum problema a mão no fogo. Ela é muito mais do que se pode considerar como "gente fina". A conheço de militância verdadeira, não só pela causa da Justiça plena como na defesa dos Direitos Humanos. Zanin é lutadora das boas causas e amiga de longa data. Estava em viagem, problemas de saúde com o irmão, indo e vindo para Bauru e ao chegar, me liga e queria ver Ana Bia, essa recém saída de recente cirurgia de varizes.

É o tipo de sensibilidade a diferenciar as pessoas neste atribulado e confuso mundo onde vivemos. Zanin é assim e é exatmente por isso, que eu e Ana Bia, a aniversariante do dia, a admiramos, somos amigos e confiamos em tudo que faz. Encontro com ela num café, conversamos sobre essas tantas questões hoje nos atormentando e da intensa luta, essa ainda começando a ser travada, sobre a permanência deste país dentro do salutar Estado Democrático de Direito. Evidentemente, eu e todos os que ainda respeito e sigo junto na caminhada desta vida, temos por princípio nos esgrimar frontalmente contra o fascismo e essa ultrajante ultra-direita, capitaneada pelo bolsonarismo. Zanin é uma eterna militante desta causa e além de tudo, uma ótima advogada, dessas que, sempre que posso e a vejo por perto, faço questão de repetir, "nada como ter a salutar companhia de uma excelente causídica por perto". Sempre que ajo assim, ela ri e seguimos em frente, enfim, a luta de uma vida inteira, precisa muito de bons ao nosso lado.

E daí, a levo em casa e festejamos, desta forma, ao noso modo, mais um aniversário da companheira de todas as horas, Ana Bia. Uma gostosura chegar em casa de surpresa, com um bolo, doces e salgados debaixo do braço, montarmos uma mesa simples num canto da sala e ali, com uma velha vela, fazermos a festa. Foi o modo como encontrei para comemorar mais uma passagem de ano de Ana Bia. Comemos e brindamos com taças de vinho do Porto - só Ana não bebeu, por causa da convalecença da cirurgia -, mas rimos pra dedéu, trocamos confidências e relembramos boas histórias, dessas a mover sempre para frente nossas vidas.

Enfim, tenho certeza, Ana ficou feliz com a surpresa e Zanin, nos presenteou com sua presença, algo que sempre nos dignifica cada vez mais. Eu a tenho como uma das mais sinceras amizades, dessas que, me enchem de orgulho. Eu tenho esse orgulho comigo, carrego isso como algo inerente ao posiconamento e escolhas que fiz ao longo de minha vida, o de manter ao meu lado gente brava, disposta a colocar a cara a tapa por causa dessa causa, que nada mais é do que ver o Brasil continuar trilhando caminhos altaneiros. Somos de briga, não nos vergamos, nada mais nos amedronta, pois já vimos quase de tudo nesta vida e mesmo, diante de algumas decepções - umas certas, outras ainda surpreendendo -, não temos escolha e assim sendo, continuamos na incessante busca de outro mundo possível, bem mais palatável do que o atual, onde Trumps, Bolsonaros, Rosins, Tarcísios, Mileis, Pontes, Moros não nos vergarão. Antes tivemos Malufs, Collors, Figueiredos, Médices e outros quetais. Ou seja, a luta continua. Feliz aniversário, querida Ana Bia e vida longa para nossa causídica, Cristina Zanin, mulheres de fibra.

A FESTA QUE FAÇO AO REENCONTRAR PESSOAS QUERIDAS - ZANELLO É O CARA
Zanello é um velho bardo destas plagas. Eu sempre gostei demais da conta de escrevinhar, passar para o papel histórias de gente como ele. Mais simples que ele impossível. É um fotógrafo, no que essa profissão tem de mais sublime. Depois do advento do celular, este bravo cidadão teve que se reiventar para continuar conseguindo tirar fotos pela aí. Fez e aconteceu até quando deu. Já contei algumas de sua peripécias em antigos escritos. Na junção de muitos destes, com certeza, daria um belo livro. Qualquer dia ainda sento com ele, ouço tudo o que lhe vai pela cabeça e sai algo mais consistente sobre essa vida das mais empoderadas que conheço.

O gosto de reencontrar pessoas como ele pela rua é a festa que faz, ou seja, o danado fica contente em estar trombando comigo e eu idem. Somos dois bobões deste mundo. Podemos até ser chamados de bobos alegres, designação mais ajustada para seres como nós, demonstrando felicidade por continuar vivo e podendo continuar se vendo pela aí.
Neste último domingo, para minha felicidade, o vi na Feira do Rolo e ao meu ver, empunhou seu celular num pau de selfie e me disse: "Quero gravar algo contigo, nem sei o que, mas quando ligar o celular, a gente descobre do que vai falar". E assim foi feito. Estávamos pouco adiante da Banca do Carioca, o livreiro da feira, justamente defronte a do Betinho, um pioneiro, ele e seu pai, deste negócio de feirar. Este, também conhecido do Zanello se junta a nós e gravamos algo sobre os primordios da Feira do Rolo.

Zanello me diz estar agora gravando curtos vídeos. O faz tão logo bata de frente com gente conhecida e que caia no seu agrado, com algo para contar. Fico contente, pois me considerando deste time, fiz parte de uma dessas gravações. Ele liga o aparelhinho e deixa a coisa rolar. E tudo acontece espontaneamente, de uma forma divinal. Ele, assim como eu, até podemos ser considerados como diferentões, mas na verdade, somos o que somos, pois vemos que, em lugares como aquela feira, nada melhor do que querer se apresentar com algo a diferenciar dos demais. Eu cheguei junto envergando a camiseta deste ano bloco do Tomate, a chinelada na Suéllen e no Trump. Zanello não sai sem seu jaleco de fotógrafo e neste dia, estava com um chapéu típico de gaúcho, desses mais rasos e presente de um amigo sulista, pampeiro.

Passa mais uns dias, quwria postar as fotos e hoje recebo pelo whatts, mais um convite advindo do espevitado amigo. Ele vai fazer aniversário na sexta e me convida para ir vê-lo numa missa, onde vai tocar sua viola caipira e depois, quer que comemore com ele e alguns outros diletos considerados, seu aniversário. Diz, pelo menos para mim, que o "chopp será por minha conta". Nem precisava, pois estar com gente da estirpe do Zanello é para mim motivo de orgulho e contentamento. Sei que, compoarecendo no que me convida, terei mais, no mínimo, uma dezena de novas histórias, dessas que ouço e depois não me seguro, quero contar por aqui. Aguardem mais um bocadinho, creio que, semana que vem terei mais coisinhas pra contar do mundo "zenelista" de encarar isso tudo, que a vida, como a construímos e vivemos. Adoro ter comi sincero amigo, gente como este aqui fotografado dançando lá no meio da feira no domingo passado.

LULA É ISSO, TEXTO DO SITE "HORIZONTE ABERTO"
“Repórter americana pediu desculpas a Lula… e o gesto dele emocionou até os seguranças”
As câmaras já estavam posicionadas. A sala de conferências em Kuala Lumpur, na Malásia, estava repleta de jornalistas do mundo todo. O encontro entre Lula e Donald Trump tinha virado o assunto do momento. Dois líderes, dois estilos, um mesmo palco, mas ninguém imaginava o que aconteceria a seguir. Entre os repórteres estava Amy Collins, jornalista americana conhecida pelas suas duras críticas a Lula.
Ela chamava-lhe de populista, teatral, presidente de emoções e agora estava ali a poucos metros dele, com o microfone a tremer nas mãos. Quando Lula entrou, o ambiente mudou. Trump manteve o semblante firme, o mesmo olhar de empresário calculista. Já Lula, de fato simples e sorriso leve, cumprimentava todos, mesmo quem o evitava.
A câmara captou o instante em que os dois cumprimentaram-se. Um aperto de mão rápido, mas sincero. As luzes dos flashes rebentaram e no fundo da sala Amy respirou fundo. Era a primeira vez que via de perto o homem que anos atrás ela tinha chamado encenação política. O moderador anunciou: "Agora vamos abrir perguntas para a imprensa internacional.
Amy levantou a mão. Os olhos dela denunciavam nervosismo. O tradutor coxixou algo ao ouvido de Lula e este assentiu, olhando diretamente para ela. "Senhor presidente", começou Amy com a voz embargada. Há anos atrás, eu critiquei o senhor e hoje, depois de ver o senhor ao lado de Trump, percebi que talvez tenha julgado mal.
O auditório ficou em silêncio. Ninguém esperava uma pergunta destas, muito menos uma confissão. Ela continuou: "Eu disse que o senhor representava um país dividido, mas agora vejo que o senhor transporta algo que nós, jornalistas, nos esquecemos. Humanidade. Lula aproximou-se lentamente do microfone.
O seu rosto era sereno, quase paternal. Trump, ao lado, observava em silêncio. Lula olhou para repórter e disse apenas: "O mundo muda quando entendemos que o outro também sente". Amy tentou sorrir, mas as lágrimas vieram primeiro. Ela baixou o microfone e a sala explodiu em aplausos. Até os seguranças, habituados à frieza dos eventos diplomáticos, enxugavam discretamente os olhos.
E foi ali, naquela conferência longínqua, que uma simples repórter americana descobriu que o poder de Lula não estava nas palavras, mas na calma de quem já sofreu e mesmo assim aprendeu a perdoar. Depois da cena inesperada, o salão continuou em silêncio durante alguns segundos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026


QUANDO VEJO COMO SE DEU A VOTAÇÃO PARA A TAXAÇÃO DO LIXO EM BAURU, RECORRO AO LIDO NO LIVRO "UM HOMEM CHAMADO MARIA", PENSAMENTO DO JORNALISTA ANTONIO MARIA:
"(...) Minha admiração pelos homens que passam os dias inteiros na praia. São homens honrados. Não fazem negócios escusos, não emprestam dinheiro a 4%, nem ganham comissões nas empreitadas do governo. Ficam na praia, que é de graça, expostos às graças do sol, adquirindo a pugmentação necessária a essa vida úmida dos trópicos. Gosto mais dessa gente, dessa humanidade que não ajuda mas também não atrapalha. Gosto mais desses que dos outros, os que acordam às 6 e partem, às 7, magros e pálidos, para a chamada zona bancária. Aquele escritor, cujo nome é o mesmo do cachorro de Jacinto de Thormes, dizia que Júlio Cesar não gosta de homens magros. Pensam muito. Chegam a muitas conclusões. Gosta (o escritor, não o cachorro) dos homens luzidios. E são estes, os da praia de Copacabana, que passam óleo nas costas, no rosto e nos maus pensamentos".

Antonio Maria, pernambucano, se encharcou do que ia pelas ruas, principalmente as de Copacabana, seu grande cenário, e tirou dali material entre o sentimental e o repartarioso para retratos argutos da alma carioca, como este que publicou no jornal Última Hora, em janeiro de 1961.

Grifei este trecho, pois sabia, me serviria para exemplificar contra os que investem contra os praieiros, mas fazem/produzem coisas imensamente mais horrorosas do que estes.

Agora mesmo, num clássico exemplo, vejo os vestustos vereadores de Bauru - nenhum praieiro -, aprovando a taxação do lixo, a cobrança de impostos escorchantes para a população, jogando tudo para mais de 30 anos, fazendo vista grossa para o não término da Estação de Tratamento de Esgoto e achando o máximo, a incomprefeita Suéllen Rosin, vir a público com mais uma promessa, a de abrir licitação para iniciar o Hospital Municipal, ou mesmo, para reformar/restaurar o prédio da antiga Estação da NOB. 

Como podem? Podem, tanto que fizeram. Fariam muito mais pela cidade se estivessem na praia, não causando problemas para Bauru. No entanto, estão aqui e irão continuar, o que é pior.

UMA ALCAIDE QUE NÃO CONSEGUE RESOLVER O PROBLEMA DAS ENCHENTES EM BAURU E DIZ ESTAR PREPARADA PARA DAR O PONTAPÉ INICIAL NA CONSTRUÇÃO DE UM HOSPITAL ESTADUAL E REFORMA DE UMA ESTAÇÃO FÉRREA PARA ABRIGAR A PREFEITURA, ALÉM DE DESISTIR DE TERMINAR A ETE, ESTAÇÃO DE TRATAMENTO ESGOTO - SUÉLLEN É PROMESSONA
Reflexão feita após ver o vídeo do JC e ler texto abaixo: 
https://sampi.net.br/bauru/noticias/2963185/bauru-e-regiao/2026/02/chuva-rapida-alaga-vias-e-deixa-carro-ilhado-em-bauru-video?

"12mm de chuva, pouco mais que uma forte garoa já inundando Bauru, nos mostra o TOTAL descaso do Poder Público com a drenagem urbana. Esse é o preço do uso da impermeabilização do solo desassociado de estudos e implantação de projetos de drenagem, como chamaríz de votos nas eleições de prefeitos e vereadores. ACORDA BAURU!", ex-secretário municipal e diretor do Zoólogico Municipal de Bauru, Luiz Pires. 

domingo, 22 de fevereiro de 2026


O PT E AS ELEIÇÕES DE 2026
Aconteceu neste final de semana aqui em Bauru, mais um reunião ampliada da militância petista com alguns de seus líderes. Não pude comparecer, pois estou em casa junto de Ana Bia, após uma cirurgia e acompanhei no que pude, aqui de longe. Encontros como este são mais que ótimos para a militância petista poder trocar ideias presencialmente com a liderança partidária. Isso, com certeza, deve ter sido feito. Pelas fotos, revejo muita gente conhecida e das mais diferentes regiões do interior paulista. Queria muito ter estado junto deles. Desta feita não deu.

O país está diante da real possibilidade de reeleger Lula como presidente da República e não ser novamente conduzido pela extrema-direita, que só atrasos causaria. Parte siginificativa do país já percebeu isso e nem a rede de fakenews está conseguindo mais atingir seu intento. Porém, estamos diante de muitas forças, apostando todas suas fichas num país retrógrado e atrasado, ou seja, o caos como em curso na Argentina de Javier Milei.

A força do PT é Lula e ciente disso, estamos todos no campo de luta, fazendo o possível para conscientizar um número cada vez maior de pessoas, da importância de reeleger Lula. Nem a transformação que já tivemos, com o Brasil novamente soberano e influente mundialmente parece influenciar os que estão com a cabeça virada. Este é um ano de luta e, mais que tudo, de Lula. Ou seja, uma trabalheira sem fim pela frente, diria mesmo, incessante, sem trégua. As forças contrárias não são só ladinas, são traiçoeiras, maléficas e perversas.

Adoraria estar aqui e podendo discutir questões internas do PT, esgrimando contra os que se passam por de esquerda, mas na verdade não se cansam de fazer acordos com a parte contrária. Abdico de fazê-lo neste momento, pois a causa maior é salvar o país de vê-lo nas mãos de perversos e criminosos da extrema-direita. Isso me move de forma decisiva neste momento. Milito num partido cheio de opiniões, posicionamentos e mesmo atitudes claudicantes, porém, o momento me faz seguir na lida e luta, sem tocar nessas questões, pelo menos neste momenti. Chegará o momento de muita coisa ser discutida internamente. Este é o de união, por Lula e pelo Brasil. Essa causa é maior que todas as demais.

A CÚPULA PETISTA PASSOU POR BAURU E DO QUE VI, DESTACO ESSA FALA DE RUI FALCÃO
O PT possui infinitos problemas internos. Não gosto de fazer essa discussão pública, pois ao fazê-lo, ajudo a enfraquecê-lo, algo que não quero fazer, pelo menos neste momento. Tem muita gente de imenso valor dentro das hostes petistas, assim como tem gente deplorável, detestável e não mais seguindo os ditames petistas, principalmente aqueles quando de sua fundação. Sempre militei dentro de um PT antiimperialista e anticapitalista. E assim quero continuar fazendo, pois sei existir um segmento de luta bem estabelecido dentro dele. Sigo ao lado de militantes arrojados, corajosos e lutadores. Me afasto de gente a fazer uso da sigla petista para conseguir poder.

Gosto do que ouço pelas palavras de Rui Falcão. Outros aqui estiveram, como o presidente nacional do PT, Edinho Silva e o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Sigo petista, mas cada vez mais seletivo. Não dá para ser solidário com quem age contra os princípios do PT. Muitos assim o fazem. Fica bem evidente essa separação do joio do trigo. Eu a faço e não milito mais aceitando discurso de muitos que, da boca pra fora são ótimos, mas por dentro pãp bolorento. O PT ainda há de expurgar quem contribui para manchar sua história. Cá continuo.

"O Interior Forte que Constrói o Futuro do Brasil
Estar em Bauru, no 4º Encontro do Interior do Partido dos Trabalhadores, foi reafirmar aquilo que sempre guiou a nossa trajetória: o PT nasceu da luta do povo e segue sendo instrumento de transformação social no Brasil.
Reencontrar companheiras e companheiros de tantas regiões do estado, homenagear a memória e a militância de Kita Amorim e olhar para o futuro com responsabilidade renovam nossa energia para continuar construindo um país mais justo.
O interior paulista tem força, diversidade e papel estratégico no desenvolvimento do Brasil. É com geração de empregos, redução das desigualdades e defesa intransigente dos direitos do povo trabalhador que seguimos avançando.
Estamos mais unidos e determinados a fortalecer nosso projeto democrático e popular, ampliar nossa bancada e seguir reconstruindo o país ao lado do presidente Lula.
Viva o PT, Viva o Presidente Lula, Viva o Povo Brasileiro", Rui Falcão.

Eis o vídeo da fala do Rui Falcão: www.facebook.com/reel/935379648989211/

CHEGANDO A HORA FATAL E A PREVISÃO É PELO FIM MELANCÓLICO DO RUFIÃO DONALD TRUMP
Pelas capas das revistas mundo afora, a imensa maioria expressa o descontentamento pelas ações intempestivas de Donald Trum à frente do governo dos EUA. Se o mundo esteve acuado e com um pé atrás para tomar uma decisão contra seus atos, a Suprema Corte norte-americana demonstra coragem na aplicação da lei e barra a taxação de 10% ao mundo. Está decretado a ilegalidade da cobrança e, evidente, o autoritário vai espernear e até tentar aumentar o percentual, porém, isso tudo só demonstra ele continuar no descaminho, solitário para sua derrocada final. Que o Império norte-americano está em franca decadência, disso ninguém mais tem a menor dúvida e que os EUA serem desbancados do ainda poderio mundial, questão de anos. Depois de tanta esbórnia mundo afora, inclusive com os tantos golpes e invasões aplicados em países ousando discordar do tal poderio, talvez até tenhamos mais um Guerra Mundial pela frente, pois pelo que ser sabe, historicamente falando, os EUA não vai ceder o poder assim de forma tranquila. Neste esperneio, muita violência mundo afora. Trump é a amostragem de como age os EUA quando acuado e perdendo já os anéis que o mantém todo poderoso. Ainda acho que, a maior reação contra Trump virá de dentro do próprio país, onde já ocorre manifestações espalhadas por todo o país. Trump só não é um bufão, pois reage e investe de forma violenta, nessas demonstrações de poder bélico. O sequestro efetuado na Venezuela contra o presidente Maduro precisa ser revisto o mais rápido possível. Não existe meios de um país se dizer democrático e manter um presidente de um país detido de forma totalmente irregular, sequestrando não só ele, como a maior riqueza daquele país. Tomara o mundo não demore muito tempo para reagir, pois com Hitler, quando o toleraram, deu noque deu. A demonstração de Trump é no mesmo sentido. Pessoas como ele fazem com que o planeta feneça mais rapidamente e o risco é generalizado. O mundo inteiro, como se observa pelas capas das revistas já se deu conta da necessidade de conter Trump. A pergunta agora é: Como?

OBS.: [questões estéticas] - Trump, um péssimo presidente – mas que ótimas capas! No site da piauí, Marcelo Soares escreve sobre drama, inspiração e uma quantidade absurda de tinta laranja. Leia: https://piaui.co/4s65r10

sábado, 21 de fevereiro de 2026


O MATERIAL BÁSICO, DIRIA, ELEMENTAR, LEVADO PARA O HOSPITAL, QUANDO DA INTERNAÇÃO DE ANINHA

Ontem pela manhã, como já noticiado, Ana Bia baixou no Hospital da Unimed para uma cirurgia de varizes. Eu, na condição de marido, fui o acompanhante em toda a saga. Das 6h da manhã, quando lá chegamos, até a liberação na condição de "alta", por volta das 21h30, lá estive. Das 7 às 13h estive apartado dela e acompanhando tudo numa sala de espera. Para não roer as unhas, olho para os lados e todos na mesma condição com seus celulares à mão e vasculhando suas redes sociais. Eu também o fiz, confesso, masd em menor escala. Preferi antes e ciente de que, passaria horas ali confinado, nervoso querendo saber de como se dava a contenda, passei domingo passado na Banca do Carioca, lá na feira do Rolo e no Sebo do Bau, do também amigo Roberto, me municiei de baratíssimas aquisições, lotei meu enbornal e fiquei a ler. Li junto duas edições atrasadas da revista Carta Capital, muito palatável nestes bicudos tempos, onde a maioria das publicações já claudicaram.
Ela lá sangrando na sala de cirurgia e eu tentando desviar a atenção. Terminei a leitura da bela biografia deste conturbado cidadão do mundo jornalístico, dominando o cenário da então Capital da República, o Rio de Janeiro, Antonio Maria, num perfil para distrair qualquer cidadão na minha situação: "Um homem chamado Martia", escrito por Joaquim Ferreira dos Santos". Terminado o livro, devoro as revistas. Sou chamado ao microfone, Ana vai para o quarto e lá ficamos juntos até o momento da alta. Não deu outra, quase devoro outro livro, o "As armas e os barões - Trilogia do Espanto", uma biografia do Flávio Moreira da Costa, quando aos 25 anos, perambulando pela Europa, após as decepções vivenciadas aqui no Brasil, período nefasto da ditadura militar, passou fome no interior da Grécia e alhures.
Faltou pouco para terminar e o faço neste sábado, com Ana já reinstalada em sua residência, sob os meus cuidados domésticos e médicos assistenciais. Devo terminar este e começar outros tantos. O duro é que, aqui em casa a oferta é maior e assim sendo, a dúvida que sou acometido é em qual devo enfurnar leitura, nas brechas e intervalos dos tantos chamados dela, atendidos todos prontamente. O gosto é ir conciliando, atendimento com leitura e assim devo permanecer, fazendo o que gosto, neste final de semana dos mais auspiciosos. "Eu não quero outra vida pescando no rio de Jereré, lá tem peixe bom, tem...", cantava o prosador popular e vou na dele.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026


SEU FUMINHO É RESISTÊNCIA PURA
Seu Osvaldo Santos Douza, o Fuminho, figura icônica e baluarte do movimento negro e do samba bauruense, nascido em 21 de fevereiro de 1937, ou seja, amanhã estará completando 89 anos de efervescente vida.
Isso, por si só, já é motivo de intensa euforia e paparicação. Teve mais, ou seja, irriquieta e incontida pessoa, não consegue permanecer trancafiado por muito tempo dentro de sua casa, lá no distante Rasi. Sobe e desce diariamente se utilizando do transporte coletivo, ciente de todos os horários, de ida para o centro e depois retorno. Com seu inseparável chapéu é personagem dos mais conhecidos, não só do Carnaval, como nas rodas de bate papo pelos lados do Calçadão da Batista.
Neste último Carnaval foi figura de proa no desfile do estreante bloco, reverenciando um dos locais épicos do movimento negro em Bauru, o Clube Icarahy. Sentado num dos seus carros alegóricos, acenou pra os apupos, estes vindos de todos os modos e lados. Depois da homenagem, ele nesta quarta esteve presente ali denfronte o Teatro Municipal, sol a pino, das 15 às 17h, na apuração do Carnaval. Entrou lá no reservado local da apuração e logo a seguir, circulou entre os presentes, sentadinho na!escada de entrada do Centro Cultural.
Os carnavalescos foram se despedindo do lugar e ele ali, com seus quase 89 e se preparando para ir a pé até a Rodrigues Alves, onde pegaria o circular para o Rasi. Fuminho não é dado a pedir carona, mas aceita quando lhe oferecem. O carro estava cheio, ele se apertou junto aos demais e não me deixou que o levasse em sua casa. "O circular passa defronte minha casa. Todos me conhecem, desde o ponto, o ônibus e no bairro. Já não pago passagem há um bom tempo", disse de forma altaneira. Fuminho é isso tudo e muito mais.

Complementando: " Em julho de 2025, Fuminho recebeu uma Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Bauru, proposta pelo vereador Pastor Bira, ambos do Geisel, destacando sua trajetória de vida e contribuição para a cultura local. Foi passista premiado e atuou como diretor social da Sociedade Recreativa e Cultural Icaraí, ajudando na organização de bailes de gala que trouxeram atrações como Jamelão para a cidade". Currículo de uma vida inteira dedicada à boas e valorososas causas.

ONDE ESTOU ENFURNADO NESTE SÁBADO - ALGO BEM PESSOAL
1.) ANINHA EM CIRURGIA, EU LENDO E TENTANDO ME MANTER ACORDADO NA SALA DE ESPERA
Chegamos no Hospital Estadual às 6h da manhã. 7h ela adentra o Centro Cirúrgico. Logo depois, segundo o painel informa, tem início sua operação de varizes pelo dr Paulo Bernardi. Sentado, rodeado de suas vestes, leio. "Um homem chamado Maria", do Joaquim Ferreira dos Sanros, perfil primoroso de um dos maiores boêmios do Rio nos anos 50/60, o jornalista, escritor e compositor Antonio Maria. O sono me balança, mas as estripulias do Maria, primeiro na Lapa, depois em Copacabana, impedem que babe no sofá. Um bom livro tira meu sono, pois quero devorá-lo e do outro lado, Aninha em busca de solucionar seus problemas de forno. Com o passar dos anos estes se avolumam. Hoje, não me convidem pra nenhuma esbórnia, pois tirei o dia para paparicar quem comigo convive. Daqui sairemos para a reclusão do lar, onde deitadinhos, diante da TV e de leituras variadas, tocaremos o barco. Hoje coloco as leituras e o sono em dia.

2.) ANINHA SE RECUPERANDO DA CIRURGIA E SOB CUIDADOS DESTE DESTRAMBELHADO MAFUENTO
Ela está num quarto, comidinha de hospital, sem poder levantar da cama, eu a rodeando, igual barata tonta. As vezes dou uma dentro, dando comidinha em sua boca, paparicada até não mais poder. Estamos, ela vendo TV, novela velha, "Salve, Jorge" e eu já no segundo livro, "As armas e os barões", do Flávio Moreira da Costa, comendo pra dedéu e aguardando o médico passar. Provavelmente terá alta e penso na melhor maneira de levá-la pra dentro de casa, se nas costas ou mesmo sentada numa cadeira, com quatro a carregando até o 12° andar. Em breve, fagueira e serelepando pra cima pra baixo.
Em tempo: A primeira coisa pedida a mim quando adentrou o quarto na Unimed foi para que, lhe passasse às mãos o controle da TV. Ela ficou com os olhos grudados na telinha e eu em paginas de livros e revistas. Foi uma tarde e tanto.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026


AINDA DO CARNAVAL BAURUENSE, PARA MIM, O PERSONAGEM DA FESTA: GILSON JACINTHO, DA VICE-CAMPEÃ COROA IMPERIAL, DO GEISEL

Faz já um bom tempo que tenho vontade de escrevinhar algo do que observo do carnavalesco Gilson Jachinto, há alguns anos à frente da Escola de Samba Coroa Imperial, localizada no bairro Geisel. No momento, está com 56 anos e não é nada novato da festa carnavalesca de Bauru. Nem sei se já tinha atuação em outras participações comandando a folia, mas passei a acompanhá-lo quando foi campeão, com o bloco Primavera, ali junto do Redentor, ao lado de Adílio Nascimento e Cristiane Ludgerio. Gilson é cria daquele pedaço, seu bairro é o Redentor, seu chão e naquele ano, 2020, superou dois fortes concorrentes, o Pé de Varsa, da vila Falcão e o Estrela do Samba, de Tibiriçá.
Até então eu só o conhecia de vista. Participeri daquele desfile quando emprestei a alfaia, tocada magistralmente pela Cristiane, o must da avenida naquele ano. Pelo que sei, ele é cria da Escola de Samba Cartola, lá dos altos do PVA - Parque Vista Alegre -, mas logo depois bateu asas e foi ser gauche na vida. E se deu bem. Na Coroa não sei como se deu sua chegada, sei que foi depois de todo o período sendo comandando pelo seu Avelino e suas irmãs. Ele fez parte da renovação surgida e possibilitada depois do falecimento do ex-presidente da Liga das Escolas de Samba. Veio também depois da passagem de Cláudio Goya, por três anos, como carnavalesco da escola. Despontou e foi ficando. Hoje, até o querem em outras funções, mas ele depois de um certo tempo foi trabalhar na Grande São Paulo e não quer outra vida fora do que mais gosta de fazer, a de ser o requisitado carnavalesco.
Escrevo algo e ele pode até achar que estou sendo rigoroso demais, mas o mundo carnavalesco da cidade, o via até bem pouco tempo como alguém que, sabia montar uma escola sem correria, tudo pronto bem antes da hora, mas sem aquele toque de ser ganhador. Se isso vigorou por alguns anos, creio eu, isso já não faz mais parte da realidade de quem conhece dos meandros do Carnaval. O Gilson hoje, pelo menos para mim, não deve nada a nenhum carnavalesco da cidade. Soube construir, pouco a pouco, padecendo de não lutar pelos títulos, até o que, neste ano não foi campeão por questão de dois décimos. O título ficou mais uma vez com a Mocidade Unida da Vila Falcão, mas se a Coroa ganhasse ninguém poderia reclamar, pois nos comentários dos bastidores, isso era mais do que possível. Enfim, chegou bem pertinho, dois décimos e ganhou percentuais de elevada consideração, de quase todos os que assuntei sobre sua pessoa. A Coroa pode ainda não possuir o décibel mais elevado dos ditos e vistos como os bambambãns, ou seja, uma escola importante, influente e talentosa, mas Gilson já o é e pelo vislumbrado neste ano, falta muito pouco. Quem ganha com tudo isso é o Carnaval de Bauru, pois aquela disputa entre Cartola e Mocidade, agora tem junto destes mais dois fortes concorrentes, a Coroa e a Estação Primeiro de Agosto.
Então, divaguei um bocado e foco agora no profissional do samba, Gilson. O cara é muito bom e está em plena ascenção. Ouvi de uma famosa carnavalesca da cidade, a Ludgerio que, ele é ótimo na montagem de carros e neste quesito existem poucos com igual qualificação. Ele mesmo já me disse algo a respeito, quando descreveu quando montou carros no estilo vapt-vupt e debaixo de forte chuva. Ou seja, foi colocado à prova e se saiu bem. Como não existe a perfeição em nada, pois todos, humanos, somos muito sujeitos a imperfeições variadas e múltiplas, ouço que ele sabe montar qualquer tema, porém não é excelência no floreio da fantasia. Porém, na junção de tudo o danado navega em mares, ainda mais depois deste ano, merecedor de rasgados elogios. Diante de bons carnavalescos, tendo o Horácio, do Cartola como o mais velho em atividade, Gilson desponta e se afirma.
Escrevo isso tudo na qualidade de quem só observa o evento Carnaval e nem pode ser considerado um estudioso do tema, ou mesmo um bom entendedor, mas como atento aobservador, o vi, principalmente neste ano, como aquele que, de forma jovial, sem afobação, sem muita prosopopéia, deu seu recado e muito bem dado. E exatamente pela forma como atua como carnavalesco, sem ficar se afirmando, se mostrando aos quatro ventos, executa algo mais do que louvável, diria mesmo, observado e reconhecido. Diante de tudo isso, vi nele alguém pelo qual se fazia necessário um texto como este. Diante de tudo o que presenciei nas duas noites na avenida Jorge Zainden - espero que a última -, não o credito como revelação, mas como a afirmação de alguém se afirmando e se estabelecendo como pela importante, fundamental para o crescimento do evento Carnaval na cidade. Conquistou tudo, não só com muito sangue, suor e lágrimas, mas também com um belo profissionalismo. Podem até não concordar comigo, mas vejo nele a pessoa mais que merecedora daquele saudoso Tamborim de Ouro, cria do velho e também saudoso Tuba, como o personagem deste ano.
Obs.: Adoro escrevinhar perfis de pessoas, algo que, quero incrementar e produzir mais daqui por diante. Outros tantos personagens do Carnaval estão no prelo.

E DAÍ, NEM POR ISSO ELA "FLOPOU" NA AVENIDA - TUDO É QUESTÃO DE PONTOS DE VISTA
Flopar, todos flopamos e muito no dia a dia. Porém, entender o significado que isso possui, pois eu mesmo confesso, flopo na maioria das coisas onde boto os pés - as mãos também -, porém não abandono a cacncha de luta por causa disso. Daí, dizem que a esquerda flopou quando a Acadêmicos de Niterói foi pra avenida contando a história do nordestino e de dona Lindu, de Lula. Eu tenho a certeza de ter sido exatamente o contrário, daí, peço a leitura do texto abaixo:

"A Acadêmicos de Niterói apostou alto porque via, ali, uma chance única de se tornar conhecida. A pequena e relativamente nova escola de samba não conta com o patrocínio de grandes bicheiros ou empresários, e estreia no grupo especial sabendo que as chances de permanecer ali são pequenas como ela. Afinal, a disputa que define as campeãs se dá por milésimos de pontos e por muita influência e poder entre as grandes.

Com o visto temporário carimbado para brilhar na Sapucaí, a escola de Niterói resolveu aproveitar o momento e a liberdade de quem já venceu apenas por estar ali. Resolveu homenagear não o Presidente, mas o homem que desde menino também vence batalhas improváveis e desafia as tradicionais lideranças hereditárias, tornando-se um dos mais respeitados nomes na política internacional e criando o maior partido político da América Latina. Não é pouca coisa. Não é pouca história.

A escolha do enredo foi ousada, mas justa. Existe um personagem que inspira, que desperta paixões como amor e ódio, que merece ser, mais do que homenageado, estudado como fenômeno político e como objeto de comportamento social: o que explica o ressentimento e o antagonismo de uma parcela que, supostamente, se beneficia de suas políticas? E aqui, não se trata apenas dos que recebem algum auxílio, mas dos que lucram com o ciclo econômico desses investimentos, seja em comércio, construção civil, produção industrial...

Como explicar o ódio que não se manifestou nem nos maiores crimes de omissão ou ação praticados pelo adversário político? Como a homenagem de uma escola de samba a Lula causa mais indignação a uma parcela histérica e barulhenta da população do que a homenagem Ustra, por um então Deputado, no Congresso Nacional?

Como a critica política é abominável no samba mas não nas igrejas? Como o carnaval virou vilão, enquanto a família dita tradicional coleciona casos crescentes de abusos, crimes e assassinatos entre seus próprios membros?
O que está acontecendo conosco?",
Georgia Reeve

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026


APURAÇÃO
1.) CRÔNICA DA APURAÇÃO DO CARNAVAL BAURU 2026 - MELHOR DO QUE ESCREVINHAR É IR VENDO AS FOTOS DOS PRESENTES
Todo ano que estou por aqui no Carnaval, me predisponho a ir na apuração e trazer de lá um retrato ao vivo e a cores da participação do lado de fora da apuração do Carnaval Bauruense. Eu não quero adentrar o recinto da SMC - Secretaria Municipal de Cultura - e ver a apuração de perto. Isso não me interessa. O que faço e é o que me interessa é sentir, pouco a pouco, a chegada das pessoas, a aglutinação defronte o Teatro Municipal, a avenida interditada e os grupos ali formados, a maioria uns conhecidos dos outros. Acompanho tudo, desde os cumprimentos cordiais, como depois, quando começa a apuração, cada um se reunindo junto aos seus e torcendo, até o momento da explosão final.
Faço isso com gosto. Não faço isso para expor ninguém, mas para mostrar um bocadinho das expressões, das imagens que movem o outro lado do Carnaval bauruense, o das pessoas realmente envolvidas em sua realização. Vibro muito em marcar presença e conseguir ali no meio de todos, ir registrando algo que, mostra de forma límpida, transparente, muito pelas expressões de cada um ali presente, como se dá, o amor pelo Carnaval, pela sua agremiação e pela festa em si, algo que naturalmente se transforma num anseio coletivo de realizações. Este dia da apruração e este local são únicos. Já escrevi sobre levá-lo para um outroi local, mas a apuração feita lá dentro, depois os vencedores sairem no primeiro andar e lá serem reverenciados pelos que, acompanharam tudo do lado de baixo, é uma das marcas dessa nossa festa.
Espero que, com minhas fotos, possa dar uma pequena contribuição para o entendimento do que seja de fato essa festa.

2.) CRÔNICA DA APURAÇÃO - FESTA DOS VITORIOSOS DE BAURU

Aqui o outro momento da apuração, o espocar da festa para alguns e a tristeza para outros, quando o resultado é divulgado. No caso daqui, com o bloco da Fiel Macabra sendo divulgada como campeão dessa categoria e a Mocidade Unida da Vila Falcão como campeão da categoria Escola de Samba. A partir daí, busco na expressão dos presentes, ressaltar este sentimento nas expressões faciais. Além de tudo, o registro destes abnegados integrantes das agremiações caranavalescas de Bauru, predispostos a numa quarta à tarde, permanecer ali defronte o prédio da Cultura bauruense e torcer mais uma vez pelas cores de sua escola/bloco.
Festa é festa. Alegria de um, frustração de outros. A vitória da Fiel Macabra sobre a iniciante Icarahy nos blocos demonstra que, nos próximos anos, haverá um boa disputa, pois uma se consolida e a outra chega já demonstrando força e disposição carnavalesca. A Escola de Samba Mocidade vence por dois décimos a acirrada disputa com a Coroa Imperial, a escola do samba do geisel, que mais uma vez surpreende, produzindo um belíssimo carnaval, deixando em terceiro lugar a já não tão novata Estação Primeiro de Agosto, que todo ano se renova e apresenta sério trabalho dentro deste processo de renovação e ressirgimento, reaformação do carnaval bauruense.
Com o registro da festa de uns e entendimento por outros de que, tudo o que é competição, tem que ter vitoriosos e perdedores, os que chegam perto e por pouco não chegam lá. Tento, infiltrado ali no meio de todos, conseguir registrar e captar exatamente o momento, possibilitando que, ele possa ser imortalizado. Estou nas ruas e também no Carnaval por gosto pessoal. Rueiro acima de tudo, carnavalesco desde os cueiros, estarei sempre pela aí e quando não mais me virem, constatem, aconteceu algo com o HPA. Sigo em frente.

3.) UMA FOFOCA OUVIDA NOS CAMAROTES DA JORGE ZAIDEN EM BAURU
Eu escrevo a todo instante da bazófia que é os tais 17 x 4 dentro das votações na Câmara de Vereadoeres. Existe uma turba que vota de cabresto, ou seja, tudo o que é proposto pela alcaide é referendado por estes. Quatro agem foram desta script. Lá na avenida, depois de mais uma escola de samba sair, parei numa roda onde se encontravam, dentre outros, alguns vereadores e de um deles, que até bem pouco tempo se encontrava no grupo dos que rezavam na cartilha da alcaide, isso: "Eu ainda serei o que vai provocar a cassação dela. Aguardem por esperar. Abri os olhos". Revelação contundente. Sei que, se tudo for decidido lá nas hostes das votações da Câmara - façam algo MP Ministério Público -, não será os 18 x 5 que irá resolver a situação, a não ser que ocorra algo além dos votos. Ou seja, o bom disso tudo é que a dissidência está plantada, vicejando e brotando por todos os poros. Tem muita gente já proposta a abandonar o navio, antes dele afundar. Depois da sucessão de ocorrências desgastantes, está difícil continuar apoiando tudo cegamente. Ou tem quem não ligue para isso? O circo começa a pegar fogo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (225)


TITIA SUÉLLEN NÃO GOSTOU DE VER LULA HOMENAGEADO NO CARNAVAL - COMO FOI A ACADÊMICOS DE NITERÓI REVERENCIANDO A HISTÓRIA DE LULA NA SAPUCAÍ
Ela, a alcaide bauruense, dita por mim como IncomPrefeita, chegou ao ridículo de postar algo neste sentido em suas redes sociais. Na verdade o que faz com essa postagem é reforçar o lado onde se encontra, o do insensível bolsonarismo. Imagino como seria sua ação se eleita para a Câmara dos Deputados. Evidentemente, viraria as costas para Bauru e se juntaria ao que de pior existe lá dentro, até porque estará se despedindo de Bauru com as próximas eleições. Ele e sua mãe não sendo eleitas e não conseguindo fazer seu sucessor, por que continuariam por aqui? Ou seja, uma política mais do que descartável, sem proposta séria para o país e só pensando em conrinuar a atuar, como sempre fez, ao lado do que existe de mais nojento e conservador neste país.

"A arte deveria iluminar. Mas quando escolhe ferir a fé de alguém, apaga a própria luz. O que aconteceu no desfile da Acadêmicos de Niterói não foi só irreverência. Foi desconsideração com aquilo que milhões tratam como sagrado. Respeito não pode ser seletivo, não pode depender de plateia, nem de aplauso. Se a liberdade serve para alguns e o deboche recai sobre outros, não estamos falando de cultura. Estamos falando de intolerância", foi o que ela postou. Para tudo nesta vida existem dois pesos e duas medidas, ou melhor, enxergar e atuar, principalmente na vida pública, não privilegiando somente um segmento, mas atendendo a todos. O que a Acadêmicos de Niterói fez na avenida não foi criticar a religião, mas quem a pratica para atendier fins específicos, nada religiosos e se a alcaide se doeu é por estar atuando junto a estes. O segmento evangélico neopentecostal produz hoje no Brasil algo além do deplorável e os exemplos todos comprovam isso. Criticar o que fazer é encergar que a religião não pode continuar sendo utilizada desta forma.

Outros que criticaram o Carnaval da Acadêmicos de Niterói: "O senador Sergio Moro (União-PR) está completamente irado. O ex-juiz da Lava Jato, que perseguiu Lula até colocá-lo na cadeia por 580 dias, para depois ter sua farsesca operação desmascarada e ser considerado formalmente suspeito e incompetente pelo STF e pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, o que levou à anulação de todas as ações presididas por ele contra o então ex-presidente, parece não ter assimilado muito bem o desfile da Acadêmicos de Niterói. Assim que a agremiação atravessou a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e o nome de Lula foi parar no topo das menções de várias redes sociais no mundo todo, assim com citações a Jair Bolsonaro (PL), fortemente ridicularizado no desfile, o antigo chefe da 13a Vara Federal de Curitiba resolveu se manifestar. Destilando um ódio incontrolável com o sucesso da apresentação e com um presidente livre, leve e solto sambando no maior espetáculo da Terra, Moro despejou suas críticas. "Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo Governo. A Coreia do Norte não faria melhor". Li isso e aqui posto entre aspas, pois é dentro do mesmo contexto da infundada crítica da alcaide bauruense. Ou seja, precisam levar a bordoada de troca.

Nas redes, os internautas não perdoaram a reação de dor de cotovelo de Moro, assim como não pode passar batida a de Suéllen. Muitos especularam que ele estava chateado por não ter sido lembrado no desfile. Aqui em Bauru, o bloco Bauru Sem Tomate é MiXto elegeu não só ela, como toda a Família Rosin como Prêmio Desatenção, pelo conjunto da obra, ou seja, a perversidade contra Bauru é latente. "Faltou o juíz picareta. Faltou o juiz que agiu em conluio com o procurador, combinando estratégias, orientando acusação e violando o devido processo legal, tudo revelado depois pelas próprias mensagens divulgadas", leio. Aqui em Bauru, louco os que continuam a denunciando, dia após dia, ato após ato, pois isto se faz necessário.

Guardada a devida proporção, reverenciar Lula, o maior presidente que o Brasil já teve em toda sua História deveria ser considerado algo mais que normal, pois como tema das escolas de samba o tema é livre e direito de qualquer agremiação. Muito oportuna a escolha. O que não é aceito é uma crítica vindo de quem produz ações de caráter duvidoso para beneficiar uma população.
Samba Enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói- Carnaval 2026
"Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil"
"Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva. Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo.Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo. Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular. Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula, Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns, lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos e a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos, assombrados e vazios, com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonho, peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante pro destino retirante, te levei, Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias, me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical à liderança mundial
Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir, que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer, Aceite se perder, Se o ideal valer, Nunca desista
Não é digno fugir, Nem tão pouco permitir. Leiloarem isso aqui, A prazo, à vista
É, tem filho de pobre virando doutor, Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia, É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções, Assim que se firma a soberania, Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome?Quanto importa a vida, Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo, Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo, Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá, Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá, Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula. Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula. Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula".

A história protagonizada por dona Lindu, mãe de Lula é a história do Nordeste e precisava ser retratada, entendida, mostrada, até para que o Brasil compreenda o que foi essa saga e, principalmente, o que foi possibilitado através de sua luta. Viva dona Lindu, mãe de todos nós!!! O Brasil só conseguiu atingir o patamar hoje de respeito e soberania mundial, conquistas inenarráveis em todos os segmentos, por causa desde senhor, Luis Inácio Lula da Silva e isso precisa ser contado, mostrado, divulgado, reverenciado e aclamado. O Carnaval é um bom momento para tanto. No cordão dos descontentes, dos que enxergam quase nada estarão sempre gente como a alacaide bauruense.

OBS.:
Nas ilustrações algo de muito bom gosto feito pela Acadêmicos de Niterói, prensando os conservadores fundamentalistas deste país numa lata de conserva. Na última foto, dona Lindu, mãe de Lula, a grande homenageada na avenida.
Essa é dona LINDU, mãe de Lula, quem possibilitou essa história acontecer.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

COMENDO PELAS BEIRADAS (180)


EU TENHO MUITO A DIZER SOBRE A SEGUNDA NOITE NO SAMBÓDROMO, sic, AVENIDA DO SAMBA
O texto será longo, mas só o farei após acordar deste sonho carnavalesco. Neste momento só quero dormir. Dói tudo, mas a cabeça está leve. Foi uma noite e tanto.

Falo de mim e do que presenciei no Carnaval deste ano, desfilando. Primeiro com o Tomate, esse oásis de resistência, que verga mas não quebra. Dele se espera algo mais já logo depois do Carnaval. Depois, consegui adentrar a avenida Jorge Zaiden em três desfiles. Primeiro no Sábado com a Escola de Samba de Tibiriçá, que tanto amo e participo, a Estrela do Samba. Não teria como me ausentar de participar. O fiz na Harmonia, ladeando um belo desfile que vi brotar das cinzas e sem recursos públicos, se fez presente, se mostrou muito vivo e com um samba emolgante, puxado por gente querida, do terrão de Tibiriçá. Aquilo tudo é de um amor inexplicável, que faz com que, os Baté e todos os que estão envolvidos na festa se transformem e saiam como leões da avenida. Vivenciei isso e posso contar em detalhes históirias que até deus duvida.

Descansei o domingo e na segunda, voltei para Jorge Zainden e aquela inexplicável curva no início, quando os carros tem que se entortar pra adentrar o percurso. Vergonha das vergonhas. Volta Sambódromo! Sai na Ala Coração da Bailarina, a última no desfile homenageando a grande bailarina bauruense Dalva Correa. Muito orgulho em estar junto de tanta gente querida. O que o Tobias Terceiro está proporcionando de novo ao Carnaval bauruense é algo pra ser reverenciado com muita pompa e louvor. Ele representa muito no ressurgimento do Carnaval na cidade, pois com seu incessante trabalho mostra a todas as demais que tudo é possível, bastando ir à luta. O tema escolhido por Tobias é Bauru sendo levado pra avenida e acredito, esteja na hora dele, de forma bem consciente abordar algo de uma pegada social já no próximo ano. Ele sabe o que faz e faz bem feito, tendo por detrás uma equipe boa, não deixando a peteca caior. Trabalho de aquipe. Vi estes atuando na avenida ao lado dos passistas. Depois do que vi, o sucesso será inevitável, inapelável e inquestionável.

Por fim, a última escola a sair na avenida, segunda perto da meia noite, lá estou na Escola de SAmba do geisel, a querida Coroa Imperial. O trabalho que o carnavalesco Gilson faz precisa ser enaltecido e neste ano, eu mesmo sem poder avaliar as demais, pois estava lá nos camarins, me aprontando para sair, não existe como negar, lindas fantasias e um samba reverenciando a Mangueira, com letra fácil de memorizar e cantar. Foi empolgação do começo ao fim. Arrebatadora apresentação, empolgando a platéia. A escola, depois dos anos todos nas mãos do ser Avelino, não fraquejou, buscou forças, se renovou e mantendo o Gilson lá, uma espécie de faz tudo, trabalho de formiguinha o ano todo, desta feita, creio eu, mostrou seu melhor desempenho desde que está à frente como carnavalesco. Páreo muito duro para quem está julgando. A Coroa não é mais o eterno terceiro ou quarto lugar. Isso é ótimo para o Carnaval bauruense.

Amei tudo onde estive metido e envolvido neste Carnaval deste ano, mas tenho que confessar, depois de passar 23 dias longe de Bauru, a surpresa maior veio do Gilson, da Coroa, que me conhecendo, acabou por me colocar como destaque numa das las, ou seja, sai com meu precário samba, abrindo a ala, num espaço só meu para ir para lá para cá, reverenciando o público e quem vinha atrás. Foi mais que um orgulho me ver neste destacado lugar. Dei o melhor de mim e espero ter representado à altura a beleza da escola na avenida. Para mim, que saio há muitos anos em variadas escolas, gosto da festa como nenhum outro, me esbaldo por estes dias, sei fazê-lo de forma consciente, me via ali na avenida, podendo olhar mais de frente para que me assistia. Não existe emoção comparável. Aquele momento é indescritível. Cantei, dancei, suei pra dedéu, nem senti o cansaço, pois incorporei algo mais, que nem sabia ser possível e assim, chegamos ao final do percurso e depois de tudo, ouvindo outras vozes, me certifiquei, todos na Coroa este ano fizeram História. Foi um memorável desfile e eu, este mafuento HPA, estive presente, como testemunha ocular.

Meu rescaldo é positivo. Creio que quem organiza a festa, no caso uma administração, cuja chefe maior, a alcaide, não gosta de Carnaval e se bobear faz até pouco caso, precisa melhorar em alguns quesitos. Primeiro precisamos todos lutar pela reforma imediata do Sambódromo, depois existir uma Comissão Permanente, que discuta detalhes da festa. Ser muito burocrático e rigoroso não condiz com a festa. Compreensão para todos os que se empenham, dando mais doi que sange, suor e lágrimas para estar na avenida. O Carnaval é a maior festa popular brasileira e em Bauru está reconquistando algo perdido ao longo do tempo. Já fomos muito bons nisso e estamos recuperando, reconquistando, degrau por degrau, algo antes conquistado e depois perdido. Uma maravilha poder participar dessa retomada e com meus escritos ir dando meu quinhão de participação. A equipe da Prefeitura lá deslocada se empenhou, mas precisaria de uma melhor retaguarda da Administração, pois tem muita coisa ainda a ser feita. Encerro afirmando estar confiante que o Carnaval bauruense está num crescente. Ele vai ganhar mais e mais corpo. Sinto isso, o que brota na avenida está a demonstrar isso. Viva o Carnaval Bauruense!!!