PRECISAMOS FAZER ALGUMA COISA...Tudo bem, já que o mundo anda desajustado até não mais poder, nada como tentar fazer algo pelas vias anormais. Daí, bolamos um plano em conjunto para trapacear algo pela frente, tipo eleições, contas futuras e compromissos médicos. Já que o mundo não vai mesmo ter jeito, a maneira encontrada para tentar passar bons momentos é usufruir do alheio. Os EUA já estão praticando isso há algum tempo e, como temos visto, os danados estão se dando bem. Roubaram descaradamente o petróleo da Venezuela, num ato de pura pirataria e agora, sob o comando deles toda a produção do ouro negro lá daquele país. Foi um ato muito bem planejado e execução perfeita, diria mesmo, cinematográfica. E se com eles deram certo, nada como tentar também a sorte e executarmos, nós os adentrando a dita Terceira Idade, como Donald Trump, grandes assaltos, se locupletando de algo alheio. Se com eles, vejo poucos condenando o ato artbitrário de rapinagem, isso quer dizer que daqui por diante tudo está literalmente liberado. Assim sendo, creio devemos traçar um plano para adentrarmos o lucrativo negócio da expropriação alheia. Que acham da ideia?
No cinema, estão dando neste momento, com apresentações diárias no Boulevard e Bauru Shopping, aulas de como ser bem sucedido, aos interessados, como eu, em adentrar o novo ramo de negócios. Iremos aprender este algo mais logo mais, sessão neste começo de noite no Boulevard Shopping Bauru, 19h30. Aliás, como nos ensinam os norte-americanos, a cada dia de forma mais escrachada e explícita possível, antes tarde do que nunca. Podemos começar a exercitar a concorrência com eles. Estou muito propenso a aderir de mala e cuia, pois como estamos observando, os riscos de dar errado são mínimos, tanto que o próprio EUA já querem expandir os negócios para Cuba, Colômbia, México, Paraguai, Argentina e, é claro, o Brasil. Já nos seus planos acabar com o PIX brasileiro e valorizar a expropriação patrocinada pelas bandeiras dos cartões de crédito norte-americanos. Ou seja, precisamos também bolar umas jogadas bem sacanas para lesar o alheio, pois pelo que vemos, isso é o negócio do momento. Esse negócio de levar uma vida pacata, sem sobressaltos e adrenalina é coisa do passado. Topam? Negócio garantido, praticamente sem riscos, tudo com a chancela dos irmãos do Norte, o todo poderoso EUA. Com o aval deles tudo é mais fácil. Velhinhos unidos jamais serão vencidos.
ESTAMOS BOLANDO UM INFALÍVEL PLANO...Eu faço parte do time dos que precisam, depois de certa idade, de muito estímulo para ir tocando a vida pra frente. Pois foi em busca disso que, na noite deste feriado de sexta, eu instigo outros iguais a mim e em quatro adentramos o Boulevard Shopping, para assistir e ser provocado pelo instigante filme "Velhos Bandidos", uma produção com a cara deste Brasil irreverente e perspicaz, no qual estou inserido dos pés à cabeça. Digo precisar de estímulos e toques, pois na vida atual, o que mais se vê são os vivendo como manadas, seguindo como gado no pasto, estímulos que o levam com o flautista de Hamelin fazia, levando-os todos para o desfiladeiro. Eu e estes três da foto, fazemos parte dos que não aceitam, não querem e vão em busca de outras possibilidades.
E fomos, não só se inspirando pelo que vimos na tela grande, mas em tudo o mais na vida. Não nos deixamos levar pelo canto da sereia golpista, ou mesmo fascista. Ousamos e remamos contra a maré. Eu, de minha parte, digo mais, se preciso for - e acho já estar chegando a hora -, de fazer mais do que uma loucura, em prol de não permitir que o país se deixe levar pela onda conservadora. O filme foi só um belo pretexto para o encontro deste mafuento HPA, com sua companheira de todas as horas, a professora Ana Bia, essa única na ativa, pois as outras duas, garbosamente, como eu, já devidamente aposentadas, Fátima Brasília, como bancária, da extinda NCNB - Nossa Caixa Nosso Banco e Rose Maria Barrenha, psicóloga das boas, atuando uma vida inteira nas hostes da Prefeitura Municipal, uma das partícipes da criação da Luta Antimanicomial.
A gente, quando provocados pelo filme, estávamos não só em busca de diversão. Ela veio facilmente com o filme, mas mais do que isso, a intenção era se inspirar para fazer algo, um assalto que o seja, para conseguir tocar altivamente a vida adelante. A ideia do assalto, que não é de toda ruim, tocada pelo diretor do filme, envolvendo dois ótimos atores, Fernanda Montenegro e Ari Fontoura, quase 100 anos de vida cada, nos faz rir, mas pensar muito. Ou seja, a gente não pode desistir de nossos sonhos, estejamos com a idade que for. Sempre haverá uma forma, um jeito e uma maneira de ser, fazer e acontecer. E se, para tanto, tivermos que nos juntar, associar ou mesmo provocar, os mais jovens para ir no embalo, que assim o seja. Neste sentido, o filme é ótimo, pois os dois velhinhos sabiam que, sózinhos dificilmente conseguiriam realizar o intento, daí deram um jeito de se juntar a um casal, muito mais jovens e até um policial, concretizando o intento com sucesso. Maravilhosa ideia para sair do casulo onde nos encontramos e na lida e luta, buscarmos outras saídas e possibilidades.
E depois, como ninguém é de ferro, nos juntamos os quatro numa pizzaria e demos continuidade aos planos iniciados com a ideia de ir ao cinema e de ser provocados. Ou seja, traçamos planos, riscamos papéis, quase fundimos a cuca e na conclusão pensada, nada melhor do que, nos unir a mais pessoas. Bolamos onde e como poderíamos ser úteis e fazer algo muito diferente, talvez até numa real e divinal transformação de nossas vidas. Chegamos na conclusão - com a ajuda de alguma cevada - que, nada melhor do que pensarmos juntos e a partir daí, colocar o bloco na rua e, mesmo flocando, errando, dando com os burros n'água, não desistirmos. E assim será feito, ou seja, aguardem novidades. Quer se juntar ao grupo? Confesso, o plano é bom, diria mesmo perfeito e só em quatro não daremos conta. Enfim, acreditamos que um outro mundo é mais do que possível.
algo das entranhas bauruenses
QUE TRISTEZA, O JÁ FECHADO BAR BARÃO PEGOU FOGO
Quantas vezes não sentei ali na calçada, lado de fora da rua Henrique Savi, ouvi muitos da MPB e do rock local cantando, comi acepipes, bebi infinidade de geladas, enfim, o Barão Bar fez parte da vida de muitos nestas plagas. Fechou suas portas alguns meses atrás e assim se manteve, até um fogo se propagar em suas instalações e consumir boa parte de tudo o que ainda estava armazenado lá dentro. Passo por lá e ao olhar para dentro, sobre o balcão, uma imagen da Marilyn Monroe consumida pelas chamas, um dos sinais de que tudo, após tanto tempo foi mesmo devastado. Fica na memória os bons momentos ali vivenciados, ao lado de diletos amigos e a mesma certeza que tive ontem, quando fui bebericar uma cerveja gelada num bar da Joaquim e por lá o antigo dono de um outro bar recentemente fechado ali trabalhando. Pergunto sobre o futuro e sua resposta: "Por enquanto, reunindo forças, mas em breve, voltarei por aí num outro local. Aguarde e depois frequente". Torço por todos estes.







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