Era um domingão, tinha muito sol, meu avô na frente, minha avó atrás...", lembram-se da canção do grupo paulistano Premeditando o Breque. Bem que podia ter sido algo assim este domingo aqui em terras capixabas, mas conhecendo Ana Bia como a conheço, o dia pendeu e se deu para o lado oposto. E foi ótimo que assim acontecesse.
O roteiro foi todo preparado por ela e começamos logo 9h, com a ida para o Palácio Anchieta, antiga sede do governo estuadual, ver gratuitamente uma linda exposição denominada "REMBRANDT - O MESTRE DA LUZ E DA SOMBRA". O artista holandês é perfeito no traço, todo construído com uma riqueza impressionante de detalhes. Viajo no tempo e no espaço vendo pessoalmente cada um dos seus desenhos. Os que mais me impressionam não são as feitas para reproduzir pessoas importantes da época e sim, exatamente o contrário, o retratando as pessoas nas ruas, os ricos personagens esquecidos de todos os tempos. Quando retratado por ele, uma clara noção de como se dava a vida nas ruas naqueles tempos, entre 1606 e 1669, quando falece.
Vimos gravuras para todos os gostos, desde as famosas bíblicas, cheias de dramaticidade e realismo, com intensa espiritualidade, estilo um tanto sombrio e introspectivo. Nãosou crítico de arte, na verdade, não entendo nada disso. Escrevo sobre o que vejo e na qualidade de historiador, observo mais seus desenhos dentro da época em que foram produzidos. Enfim, são mais de 300 gravuras catalogadas, além de centenas de pinturas e desenhos. No meu entender, Rembrandt transformou a arte da gravura, a maioria produzida na ponta de um fino pincel, observado por mim, principalmente os autoretratos e e dos tantos mendigos. Nem todos os artistas desta época retrataram com tamanha fidelidade o povo nas ruas e calçadas.
Foi mais que uma rica possibilidade de estar em contato presencial com essa rica obra e conhecer mais do artista e das condições em que a produziu. Sai de lá maravilhado e cheio de novas informações. Caminhamos menos de duzentos metros e estávamos na Catedral ptrincipal da igreja católica, no alto de um morro, rodeada de prédios residenciais. Adentramos quando se iniciava uma missa, a das 11h. Vimos o que tínhamos que ver, principalmente os vitrais, todos obras de arte e saímos para outra agenda. O tempo urge quando viajante e com agenda cheia.
Caímos no portão principal do Cais das Artes, o local onde acontece as principais exposições no estado. Amplo local, todo de concreto, onde o melhor de tudo é a constante brisa do mar, neste dia muito forte, marcante, presente e bobeando levando tudo o que se têm nas mãos. Subimos arampa e na qualidade de senhor com 65 anos, furamos a fila. Lá dentro uma belezura, a exposição do capixaba fotógrafo, reconhecido mundialmente e reém falecido, SEBASTIÃO SALGADO, com sua "AMAZÔNIA". Fotos em tamanho gigante e legendas bem instigantes, provocantes. Numa delas aprendo que, a quantidade de água existente no ar, nas nuvens é imensamente maior do que a dos rios. Olho para as fotos, com aquelas nuvens sempre imensas e carregadas e entendo algo mais da nossa Amazônia. Numa outra legenda, aprendo que, quando sobrevoando a floresta e de lá se enxerga a mata, algo a denunciar que o desmatamento está em alta, ou seja, perigo à vista. O normal é sobrevoar a floresta e nada enxergar lá embaixo, tudo tomado por imensas nuvens.
Do Salgado não existe mais nada a ser dito. Tudo já o foi e com todo ouvor e consideração. De minha parte, sinto-me feliz e recompensado por estar em mais uma dele, dentre algumas que já tive o prazer de estar. Tenho o privilégio de Ana Bia ter também alguns de seus livros e, vez e sempre, os fico vasculhando e reverenciando o que vejo. Salgado é tudo de bom e muito mais. Na saída, encontramos com a também professora de Design, amiga de Ana Bia, a HELIANA PACHECO, que já conhecia de 15 anos atrás, quando aqui estive pela primeira vez. Ela com seu marido, o inglês DAVID, com quem tento travar uma boa conversação, ele falando pouco de português e eu de inglês. Nos entendemos maravilhosamente. No vão do Cais das Artes, a continuidade de desenhistas aquarelando pontos da cidade. Foi quando reencontro o BOLIVAR CHAGAS, o senhor que havia me desenhado no dia anterior defronte o sebo Torre de Papel. Ganho dele o meu desenho. Faço um texto à parte sobre a ocorrência.
Eu e Ana atravessamos parte da baia capixaba de barco e vamos dar com os costados em VILA VELHA, onde passeamos de carro com HELIANA e DAVID, sendo levado para comer a tradicional moqueca capixaba, com badejo, camarão médio, coentro, pirão e banana feita com o mesmo molho. É pra se esbaldar. Eles nos levam até onde moram, brincamos com seus dois cães, fêmeas e de lá, aportamos, somente eu e Ana no COVENTO DA PENHA, o lugar mais alto da grande Vitória. Subimos de vã, pois ninguém é de ferro. Para chegar até o alto da capela, mais uma caminhada. Ana não vai e me espera num amplo local, onde mais uma missa estava acontecendo. lá do alto, a cidade inteira, todos seus cantinhos desvendados pelos ávidos olhares deste atento turista.
Voltamos, por pura sorte, com o último barco para nos levar de volta para Vitória. Em todas as TVs, um Flamengo e Vasco - por aqui não dão muito bola para times paulistas -, onde a maioria é escancaradamente flamenguista. Daí, em dia de jogo, como presenciamos, reparam pouco nos turistas. Na chegada ao hotel, algo já passando das 19h. Cansados, mesmo com a cidade nos oferecendo algo mais, adentramos o quarto do hotel e dele não mais saímos. Deixamos um pouco de nossa resistência para os próximos dias. Enfim, foi um dia e tanto. Foi um belo roteiro para um dia de domingo. Um domingão mais extasiante do que o daquele prescrito pelo Premê, a banda paulistana.
O roteiro foi todo preparado por ela e começamos logo 9h, com a ida para o Palácio Anchieta, antiga sede do governo estuadual, ver gratuitamente uma linda exposição denominada "REMBRANDT - O MESTRE DA LUZ E DA SOMBRA". O artista holandês é perfeito no traço, todo construído com uma riqueza impressionante de detalhes. Viajo no tempo e no espaço vendo pessoalmente cada um dos seus desenhos. Os que mais me impressionam não são as feitas para reproduzir pessoas importantes da época e sim, exatamente o contrário, o retratando as pessoas nas ruas, os ricos personagens esquecidos de todos os tempos. Quando retratado por ele, uma clara noção de como se dava a vida nas ruas naqueles tempos, entre 1606 e 1669, quando falece.
Vimos gravuras para todos os gostos, desde as famosas bíblicas, cheias de dramaticidade e realismo, com intensa espiritualidade, estilo um tanto sombrio e introspectivo. Nãosou crítico de arte, na verdade, não entendo nada disso. Escrevo sobre o que vejo e na qualidade de historiador, observo mais seus desenhos dentro da época em que foram produzidos. Enfim, são mais de 300 gravuras catalogadas, além de centenas de pinturas e desenhos. No meu entender, Rembrandt transformou a arte da gravura, a maioria produzida na ponta de um fino pincel, observado por mim, principalmente os autoretratos e e dos tantos mendigos. Nem todos os artistas desta época retrataram com tamanha fidelidade o povo nas ruas e calçadas.
Foi mais que uma rica possibilidade de estar em contato presencial com essa rica obra e conhecer mais do artista e das condições em que a produziu. Sai de lá maravilhado e cheio de novas informações. Caminhamos menos de duzentos metros e estávamos na Catedral ptrincipal da igreja católica, no alto de um morro, rodeada de prédios residenciais. Adentramos quando se iniciava uma missa, a das 11h. Vimos o que tínhamos que ver, principalmente os vitrais, todos obras de arte e saímos para outra agenda. O tempo urge quando viajante e com agenda cheia.
Caímos no portão principal do Cais das Artes, o local onde acontece as principais exposições no estado. Amplo local, todo de concreto, onde o melhor de tudo é a constante brisa do mar, neste dia muito forte, marcante, presente e bobeando levando tudo o que se têm nas mãos. Subimos arampa e na qualidade de senhor com 65 anos, furamos a fila. Lá dentro uma belezura, a exposição do capixaba fotógrafo, reconhecido mundialmente e reém falecido, SEBASTIÃO SALGADO, com sua "AMAZÔNIA". Fotos em tamanho gigante e legendas bem instigantes, provocantes. Numa delas aprendo que, a quantidade de água existente no ar, nas nuvens é imensamente maior do que a dos rios. Olho para as fotos, com aquelas nuvens sempre imensas e carregadas e entendo algo mais da nossa Amazônia. Numa outra legenda, aprendo que, quando sobrevoando a floresta e de lá se enxerga a mata, algo a denunciar que o desmatamento está em alta, ou seja, perigo à vista. O normal é sobrevoar a floresta e nada enxergar lá embaixo, tudo tomado por imensas nuvens.
Do Salgado não existe mais nada a ser dito. Tudo já o foi e com todo ouvor e consideração. De minha parte, sinto-me feliz e recompensado por estar em mais uma dele, dentre algumas que já tive o prazer de estar. Tenho o privilégio de Ana Bia ter também alguns de seus livros e, vez e sempre, os fico vasculhando e reverenciando o que vejo. Salgado é tudo de bom e muito mais. Na saída, encontramos com a também professora de Design, amiga de Ana Bia, a HELIANA PACHECO, que já conhecia de 15 anos atrás, quando aqui estive pela primeira vez. Ela com seu marido, o inglês DAVID, com quem tento travar uma boa conversação, ele falando pouco de português e eu de inglês. Nos entendemos maravilhosamente. No vão do Cais das Artes, a continuidade de desenhistas aquarelando pontos da cidade. Foi quando reencontro o BOLIVAR CHAGAS, o senhor que havia me desenhado no dia anterior defronte o sebo Torre de Papel. Ganho dele o meu desenho. Faço um texto à parte sobre a ocorrência.
Eu e Ana atravessamos parte da baia capixaba de barco e vamos dar com os costados em VILA VELHA, onde passeamos de carro com HELIANA e DAVID, sendo levado para comer a tradicional moqueca capixaba, com badejo, camarão médio, coentro, pirão e banana feita com o mesmo molho. É pra se esbaldar. Eles nos levam até onde moram, brincamos com seus dois cães, fêmeas e de lá, aportamos, somente eu e Ana no COVENTO DA PENHA, o lugar mais alto da grande Vitória. Subimos de vã, pois ninguém é de ferro. Para chegar até o alto da capela, mais uma caminhada. Ana não vai e me espera num amplo local, onde mais uma missa estava acontecendo. lá do alto, a cidade inteira, todos seus cantinhos desvendados pelos ávidos olhares deste atento turista.
Voltamos, por pura sorte, com o último barco para nos levar de volta para Vitória. Em todas as TVs, um Flamengo e Vasco - por aqui não dão muito bola para times paulistas -, onde a maioria é escancaradamente flamenguista. Daí, em dia de jogo, como presenciamos, reparam pouco nos turistas. Na chegada ao hotel, algo já passando das 19h. Cansados, mesmo com a cidade nos oferecendo algo mais, adentramos o quarto do hotel e dele não mais saímos. Deixamos um pouco de nossa resistência para os próximos dias. Enfim, foi um dia e tanto. Foi um belo roteiro para um dia de domingo. Um domingão mais extasiante do que o daquele prescrito pelo Premê, a banda paulistana.

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