
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O SAMBA CARNAVALESCO NO SEU DEVIDO LUGAR
O domingo de Carnaval foi de intenso trabalho para o pessoal da Secretaria Municipal de Cultura de Bauru. Afinal, a festa estava voltando à avenida, mais precisamente para a Nações Unidas e o desfile de blocos iria ocorrer na noite desse dia. Os preparativos começaram logo cedo, tudo para transformar o local numa passarela do samba. A Brahma instalou seus luminosos, uma cerca plástica revestiu os dois lados da avenida, dois palanques foram montados e foi viabilizada as interrupções do trânsito. Vinagre, o secretário da Cultura circulou pelo local desde cedo, para que tudo saísse a contento. E saiu. Nada a contestar. Uma equipe grandiosa esteve envolvida o tempo todo, o dia todo, cuidando de todos os detalhes, inclusive a distribuição de lanches para funcionários e policiais militares, feitas numa espécie de QG, dentro do pátio da COAB. Não faltou empenho, nem disposição, mesmo com o falecimento do Nildo, aos 45 anos, de câncer, dos quadros da Cultura bauruense. A festa teve que continuar.
Henrique Perazzi de Aquino, escrito em 04/fevereiro/2008.







Lulinha esteve impecável na condução do som. A Polícia Militar foi abrindo o trânsito para o bloco passar e o corso finalmente saiu para a rua. No conjunto geral dos participantes, duas pessoas foram o destaque na avenida: Robertinho Godoy, nosso mais famoso costureiro e folião confesso ("Fui o primeiro a assinar o Livro de Visitas da exposição. Estive lá à tarde. Vejá lá") e o jornalista Nilson Avante, aparecendo com uma indumentária propícia para o evento, uma peça de cabeça, repleta de inscrições e no bolso um ramo de café ("Sou do Bloco do Eu mais Eu. Desfilo sózinho e não deixo a peteca cair"). Só por eles o sucesso já estaria mais do que garantido, mas teve mais. Defronte o Museu a festa continuou por um bom tempo, sempre capitaneada pelo maestro Roberto e pelo cantor Gilson, gerando elogios variados de muitos dos presentes. Receberam abraços e beijos coletivos. O samba comeu frouxo defronte o museu, vizinhos sairam na sacada de suas casas e só por volta das 20h30 o samba se calou.


domingo, 3 de fevereiro de 2008
JORNALISTA NILSON AVANTE

O jornalista Nilson Avante é um senhor dos mais dignos e respeitáveis de Bauru. Tem história, tem passado de muita escrita e de sangue, suor e lágrimas. Fez história no jornalismo nativo e foi obrigado a dar um tempo na escrita. Continua vivendo intensamente a vida e sabe escolher onde coloca a cara para bater. Dia desses esteve comigo no Bloco que saiu da Praça Rui Barbosa até o Museu Histórico e proferiu uma frase linda: "Sou do Bloco do Eu mais Eu. Saio só, antes assim do que mal acompanhado". O vejo quase diariamente lendo os jornais diários na Biblioteca Central, junto ao Teatro e não resisto a uma parada para um papo. Lê muito, sabe muito e cutuca o que tem que ser cutucado. Se é diferente, sei lá o que quer dizer diferente, pois todos nós devemos ser um tanto diferentes uns dos outros, para não cair na mesmice burra de uma vida de gado. Nilson, além de carnavalesco é uma pessoa merecedora de todo respeito e consideração.
MOLLICA E UMA CHARGE CARNAVALESCA
Como todos bem sabem sou pasquineiro de plantão. Tenho aqui no meu Mafuá a coleção quase completa dos velhos e insubstituíveis O Pasquim. A editora Desiderata lançou recentemente duas belíssimas edições, de duas fases iniciais do jornal e eles continuam em cima de minha mesa. Leio um pouco por dia. São fortificantes e revigorantes, melhor que catuaba. Como pasquineiro e carnavalesco, quero aproveitar a festa de Momo e relembrar uma das charges mais lindas que já vi por lá. É do sambista que se empolga na avenida, faz mais evoluções do que devia e quando percebe ficou para trás. A escola já está lá na frente e ele corre para alcançá-la. Lindo demais. O traço é do arquiteto Mollica, que infelizmente não vejo mais por aí. Sei que tenho essa charge num dos Pasquins aqui, mas a que postei aí foi retirada do livro "O Novo Humor do Pasquim", editora Codecri, Rio, 1977 (sou velho paca, né?). O livro já tem buraquinho de traça, mas não me desfaço dele.
Em tempo: Hoje, posto uma frase desenhada, que também vale para mil reflexões.

Esse CD eu adoro ouvir todo Carnaval, não só pelo conteúdo, muito alto astral, como pelo local onde comprei, lá no meu amigão Rodrigo, da Livraria Folha Seca, no Rio de Janeiro. O Bloco Simpatia é quase amor, cujo um dos fundadores é o mestre Aldir Blanc, sai todos os anos pelas ruas de Ipanema, mostrando até que ponto pode chegar a irreverência carioca. Isso acontece há muitos e muitos anos. Em 1999, foi lançado um CD com alguns dos sambas-enredos da história do bloco e nas vozes de cobrões da MPB. Só ouvindo para perceber o quanto é valioso tudo isso.
Destaco um samba lindo, o "Levantando o astral", do Noca da Portela e do Roberto Medronho, cantado no CD por nada menos que Luiz Carlos da Vila. Vejam a singeleza da letra:
Tá na hora, na hora de mudar/ De sair dessa pior/ De partir para melhor/ Para a crise superar.
Oh, meu Rio/ Vamos levantar o seu astral (na moral)/ Vem cair nessa folia/ Vem brincar no Simpatia/ E fazer meu Carnaval
Chega de trsiteza/ Chega de sofrer/ Com meu Rio na falência/ E com tanta violência/ Não há jeito de viver.
Quero voltar a sorrir/ Quero voltar a cantar/ O meu voto é de mudança/ Essa é minha esperança/ Do meu povo melhorar.
Bloquearam a nossa conta/ E o Rio faliu/ Incompetentes, vão pra longe do Brasil.
sábado, 2 de fevereiro de 2008




