SAUDADES DA DISCOTECA DE BAURU

Reproduzo esse texto de um grande amigo. Ele me tocou profundamente, porque tive a mesma
relação de proximidade com os vinis e com a Discoteca de Bauru. Tenho mais de 2000 discos em casa (amontoados aqui no mafuá) e a grande maioria foram comprados lá. Sempre era atendido pelo Sílvio e hoje, seu filho e o meu, numa dessas coincidências da vida, estudam na mesma classe. Rever o Sílvio na porta da escola, me faz lembrar diariamente dos meus discos. Queria tirar uma foto dele. Ele não aceitou. Publico aqui dois selos, de anos diferentes, que eles iam colando na contra-capa de cada LP. Passar no quarteirão onde estava localizada a loja é saudade pura. Minha relação com a música também veio dali. Fui adquirindo gosto pela coisa, recebendo indicações, sugerindo que eles trouxessem títulos diferentes, etc. Continuo comprando muita música, ainda no formato CD, mas não tenho mais um local de preferência (compro onde estiver mais barato). Só em CD devo ter perto de uns 2000. E a grande maioria são de MPB. Não tem um dia que eu não ouço música dentro do mafuá ou no aparelho do carro. Faço um revesamento e a cada semana vou ouvindo uma nova leva, que permanece dentro do carro pelo prazo de uma semana. Depois escolho outros e assim vou seguindo. Os da Discoteca estão todos lá, guardadinhos dentro das embalagens plásticas e rodando na minha vitrolinha. Reviver isso tudo me faz um bem danado. Queria contar isso para vocês e falar do bem que me fez receber esse e-mail desse dileto amigo.
