GABRIEL CHALITA, O AGORA SOCIALISTA, VEIO FALAR DE ÉTICA EM BAURU


Nessa passagem não existe como não vinculá-la a um personagem que adoraria estar diante de tão altaneira figura, Ernesto Varela, um repórter do tipo que podia perder o amigo, mas não a piada e o momento oportuno de encostar o autor de uma pisada na bola na parede. Acredito que lhe seriam feitas algumas perguntas do tipo:
- Caro Chalita, menestrel da igreja e da escrita ética, como o sr explica essa mudança radical, saindo de um partido social-democrata, o PSDB e adentrando um dito socialista, o PSB. O sr escondia o jogo de todos nós? Sempre foi socialista e só nos conta agora? Por que?
- É difícil para um servo tão fiel a Deus, continuar amigo de Alckmim e da
Opus Dei, adepto de uma igreja conservadora e publicando livros de auto-ajuda, abrir mão de tudo isso, não por falta de espaço político para futuras candidaturas no antigo reduto, mas para tão somente lutar por uma causa das mais justas, o socialismo?
- Caro Chalita, menestrel da igreja e da escrita ética, como o sr explica essa mudança radical, saindo de um partido social-democrata, o PSDB e adentrando um dito socialista, o PSB. O sr escondia o jogo de todos nós? Sempre foi socialista e só nos conta agora? Por que?
- É difícil para um servo tão fiel a Deus, continuar amigo de Alckmim e da

- Sr Chalita, existe uma gama de fiéis seguidores do socialismo, ávidos por
vê-lo defendendo suas idéias, como a defesa intransigente do MST, da política externa brasileira, das causas sociais, como o tema das minorias e dos explorados, além da causa dos Direitos Humanos, de um melhor entendimento do papel das FARC e do fim do embargo à Cuba. Posso lhe passar uma vistosa bandeira vermelha e vê-la desfraldada em suas macias mãos?
- Por fim, explique para todos nós, como foi que conseguiu enganar durante tanto tempo aquele pessoal lá do PSDB, se agora está mais do que provado que o seu negócio é mesmo lutar pela revolução socialista? Eles nunca desconfiaram de suas reais intenções? Conte também, como foi que os revolucionários socialistas do PSB o descobriram tão escondidinho lá nas hostes adversárias. Que faro eles tiveram, não? E para encerrar mesmo, só mais uma: Como faz para não ficar nem um pouco corado ao responder essas perguntas?

- Por fim, explique para todos nós, como foi que conseguiu enganar durante tanto tempo aquele pessoal lá do PSDB, se agora está mais do que provado que o seu negócio é mesmo lutar pela revolução socialista? Eles nunca desconfiaram de suas reais intenções? Conte também, como foi que os revolucionários socialistas do PSB o descobriram tão escondidinho lá nas hostes adversárias. Que faro eles tiveram, não? E para encerrar mesmo, só mais uma: Como faz para não ficar nem um pouco corado ao responder essas perguntas?
Obs.: A foto lá do alto, com o Varela entrevistando um famoso político tupiniquim foi um lapso, porém desculpável. É que tanto Maluf, quanto Chalita se parecem tanto, no conteúdo como na carcaça, que acredito passará mais do que batida. No texto de jornal, uma prova de que Chalita cospe no prato que come, coisa feia e que mostra algo sobre sua forma de agir. Fez parte do staff destruidor da Educação pública paulista e hoje quer se mostrar isento. Lindo, não?
Essa poderia muito bem ser feita pelo Varela, mas quem a a formula sou eu mesmo, não em forma de pergunta, mas de um breve relato, triste e elucidativo:
- No último final de semana, 23 e 24/10, aconteceu em Araraquara (100 km daqui) um Encontro Nacional de Museus Ferroviários, onde vieram representantes de alguns localizados a mais de 2000 km daquela cidade. O de Bauru, tão pertinho, não estava presente. Porém, Bauru marcou presença por lá com a palestra de Ricardo Bagnato, da Associação de Preservação Ferroviária, que foi expor o projeto do Museu do Trem (em galpões nas antigas Oficinas da NOB). Enquanto um caminha a passos largos rumo a concretização desse projeto, o do nosso Museu definha (não por culpa de nossos servidores, mas total ausência de iniciativas do alto clero da Cultura local). Caminhos opostos a evidenciar uma triste e cruel realidade.