quarta-feira, 21 de abril de 2010

UMA MÚSICA (59)

DOMINGUINHOS NA BARRA BONITA E UM PONTO DE CULTURA, O CINEARTE

ISSO AQUI TÁ BOM DEMAIS - DOMINGUINHOS (Composição: Dominguinhos / Naldo Cordel) Refrão: Olha, isso aqui tá muito bom/ Isso aqui tá bom demais/ Olha, quem tá fora qué entra/ Mas quem tá dentro não sai. Verso: Vou perder me afogar no teu amor/ Vou desfrutar me lambuzar deste calor/ Te agarrar pra descontar minha paixão/ Aproveitar o gosto dessa animação.

A letra dessa música me embalou durante muito tempo, quando trabalhei no Bradesco, lá pelos anos 80. Eu e o amigo Paulão Zanferrari cantávamos quando tínhamos nossos momentos de reclamação da situação vivenciada por um trabalho cheio de rotina, dentro de uma grande instituição bancária ("quem tá fora qué entra, mas quem tá dentro não sai"). Ela nunca mais me saiu da memória. Assim como a admiração por Dominguinhos, um dos seus criadores (Meses atrás ganhei um LP do Lázaro Carneiro, inteiro asanfonado pelo mestre Dominguinhos). Pois ele esteve aqui na região final da semana passada, em Lins e na Barra Bonita. E foi num final de semana marcado pela realização dos Stand Ups (contei três), ou seja, os falatórios intermináveis feitos por uma só pessoa no palco, todos tentando algo no estilo engraçadinho, mas a maioria de gosto discutível. Não tive como resistir, fugi de todos, bati as asas. E para algo mais do que único, convido uma legião de amigos e voamos quase 60km.

Domingo, 18/04, comecinho da noite, um evento gratuito na Barra Bonita, um show em praça pública com nada menos que DOMINGUINHOS, nosso rei do acordeon. Lotamos o carro da Ana Bia, indo eu, ela, Vinagre, Duílio Duka e a mana Helena. Chegamos por volta das 19h, horário marcado para início e com pouco menos de trinta minutos de atraso, o instrumentista e uma maravilhosa banda sobem ao palco. Comprando uma cervejinha ouço de um cara ao lado: “Esse aí só toca isso, não sai desse batidão”. Olhei para ele com a cara mais incrédula do mundo, pois o que estava a ouvir no palco antes do show é que foi de uma infelicidade de dar gosto. Show de Dominguinhos e os programadores locais ficam a tocar rock, pagode e funk antes de um show de baião nordestino. Pura falta de sensibilidade e quanto ao comentário, infeliz e com certeza feito por alguém já totalmente dominado por essa porcariada que nos despejam no dia-a-dia. Do show, só aplausos efusivos. Dancei na grama da Praça do Teleférico, o que já pode ser considerado um grande feito. Dominguinhos estava falante, fez questão de chamar um dos mais exaltados de sua banda de B.B. King do sertão, no que foi aplaudido e num outro momento trouxe ao palco Ozzi dos Palmares, que arrasou com sua viola. Vinagre aproveitou para papear com o Secretário de Cultura da Barra e encontramos por lá um alegre casal bauruense, que haviam passado o dia por lá e até almoçado com o cantor.

Quase ao final do show, saímos de fininho e cheios de remorso fomos para a sede da antiga legião Mirim, onde os amigos Marcelo Cavinatto e a esposa Cacá estavam inaugurando o mais novo Ponto de Cultura da cidade, com o projeto "Cinearte, Cinema e Arte para Todos" todo voltado para o cinema. Na programação do final de semana, que havia começado sexta, a exibição do filme “Zuzu Angel”. Já falei desse espaço por aqui e volto a dizer, está em franca recuperação e em breve deverá se tornar um dos agitos daquela cidade. Comemos pipoca, assistimos trechos do filme, circulamos pelo local e falamos dos embates futuros nesse ano eleitoral. No retorno, dos cinco, um não bebeu, justamente o Vinagre e foi ele quem nos trouxe em segurança para Bauru. Voltamos todos cantarolado Dominguinhos pelo caminho e ouvindo os roncos do Duka. Gravei um trechinho do Dominguinhos comandando o espetáculo lá pelos lados das barrancas do Tietê:

terça-feira, 20 de abril de 2010

ALGO DA INTERNET (30)

BLOG DA DILMA, BICENTENÁRIO INDEPENDÊNCIA DA VENEZUELA E TIRADENTES
Dois fatos ocorridos ontem a merecer registro efusivos por parte deste blogueiro de plantão e um outro sobre o dia de feriado comemorado amanhã:

1. Dilma Roussef, a candidata a Presidente da República que merecerá meu voto lançou ontem um blog pessoal, o www.dilmanaweb.com.br . Estou ao seu lado desde o primeiro momento e pronto para fazer a defesa intransigente de sua candidatura, proposta de governo e principalmente, abrindo arestas diante de um mar preconceituoso a invadir nossas cabeças. Num momento em que voltam a incitar os incautos sobre um medo coletivo, afirmo em alto e bom som: Não existe motivo para medo algum, desde que Dilma venha a ser eleita. O contrário ocorrendo, aí sim tenho receio e ele não é fruto de imaturidade, inconseqüência, etc. Estar com Dilma é o natural, para mim, que luto por um país mais justo, mais voltado para o social, com menos injustiças e cada vez mais integrado aos movimentos libertários mundo afora. É aqui que sempre estarei.

2. Aconteceu ontem em Caracas, Venezuela um grande evento latino-americano, o Bicentenário da Independência da Venezuela. Chávez, ao lado de vários presidentes latino-americanos (uma pena, Lula acabou não comparecendo) proferiu palavras proféticas sobre nosso destino: “O século XXI nos encontrará unidos ou dominados” e “nossos povos buscam sua segunda independência”. Estou cada vez mais integrado aos movimentos libertários espalhados pela América e cada vez mais preocupado com esse Brasil, ainda dominado por uma cruel elite predatória e uma PIG – Partido da Imprensa Golpista, que só pensam no próprio umbigo. Quero cada vez mais estar vivenciando o que sente, pulsa e pratica esses novos ventos sob nosso continente, seguindo junto deles. Para se atualizarem: www.telesurtv.net . Continuo lendo diariamente um dos únicos jornais latinos com temática verdadeiramente de esquerda, o argentino Página 12 ( www.pagina12.com.ar ), um deleite para quem não consegue mais suportar a falácia de um PIG, sempre pronto a mentir deslavadamente em busca de seus interesses (que não são os nossos).

3. Semana passada fui convidado a falar a um grupo de professores e interessados, convite feito por Bordini, na sala do www.odeh.unesp.br (Sala dos Direitos Humanos), coordenada pelo professor Clodoaldo Meneguello Cardoso. Declinei em cima da hora por estar viajando para Ibitinga e Itápolis, só retornando muito depois da realização do encontro. Foi uma pena. O falatório seria sobre o tema, "Novos estudos históricos apresentam uma Inconfidência Mineira diferente daquela que narram os livros didáticos". Seriam feitas análises em cima de texto do historiador inglês Kenneth Maxwell, autor de "A devassa da devassa" (RJ, Terra e Paz, 2ª ed., 1978), que entre outras coisas diz que "a conspiração dos mineiros era, basicamente, um movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa", e que objetivava, não a independência do Brasil, mas a de Minas Gerais. Leio muito sobre a grande suspeita de que Tiradentes não morreu enforcado, sendo substituído por um ladrão condenado, que em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida pela maçonaria, feneceu em seu lugar. Amanhã, no dia dele, feriado nacional, a famosa frase, "se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil", deve ser cada vez mais questionada, pois como só tinha uma, talvez tenha preferido ficar com ela. (Item escrito com a contribuição de texto repassado pelo mago Bordini).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

UMA ALFINETADA (66)

FRANCISCO E UM ESCRITO SEU SOBRE UM PASSADO GLORIOSO (publicado n'O Alfinete, edição 17/04)

Escrever eu escrevo e muito, mas hoje quero dar vazão aqui a um outro escrevinhador, esse exilado lá em Sampa, pirajuiense de uma safra dos que ainda continuam a brigar e falar de sua cidade natal, para quem tiver disposição de ouvi-lo. Falo de FRANCISCO BONADIO COSTA. Recebo dele um e-mail, com um texto pronto e acabado, que pela singeleza, dessas coisas a tocar fundo. Faço questão de compartilhar com todos:

“Há uns meses, li n' O Alfinete uma bela crônica sua a respeito da torcida do Clube Atlético Juventus. Ali você falava do encanto daqueles velhinhos fiéis, dedicados e uniformizados torcedores do clube da Moóca, e, por isso, de seu comparecimento aos jogos na rua Javari, quando está em São Paulo. Pois bem, ontem de manhã, ao fazer a feira perto de casa, deparei-me com três senhores, trajando camisa e boné do Jabaquara Atlético Clube, de Santos. Não resisti àquela cena incomum e fui abordá-los. Eles se disseram conselheiros do Jabuca, sendo que o mais velho deles se intitulou o torcedor número 1 da equipe. Falavam com entusiasmo e devoção do ex-Leão do Macuco, hoje da Caneleira. O mais interessante é que moram em São Paulo, perto de minha casa. Disse a eles que pensava que o Jabaquara tivesse desativado o futebol profissional, pois, há uns tempos, li uma entrevista de seu presidente, dizendo que não havia condições de manter equipe e se dedicariam a formação de jogadores. Com um brilho fulgurante nos olhos e um enorme sorriso disseram que o Jabuca estava estreando na quarta divisão da FPF e iria jogar, no próximo sábado, dia 8, contra o Nacional Atlético Clube, na rua Comendador de Sousa. Aproveitaram e me convidaram para comparecer também, pois, ainda que houvesse um diminuto público, seria muito divertido. Um deles me deu um cartão de visitas, com o timbre do clube. Disseram que é de 100 o número de associados pagantes (R$15,00 por mês), mas o clube obtém renda de aluguel de quadras e salões de festas e que, hoje, depois de longo período de investimentos, tem um patrimônio em torno de quarenta milhões de reais, com um estádio para 12.500 pessoas. Disseram que o Pelé se associou ao clube, através de sua equipe, Litoral F.C., e com patrocínio na camisa de uma empresa que o "rei" tem em Jundiaí.

Fiquei emocionado com tamanha devoção e entusiasmo, sobretudo em senhores já maduros, de quem, normalmente, não se esperam arroubos próprios da juventude. Ainda mais: pegou bem na minha veia, porque sou um saudosista de um tempo em que tudo era mágico e puro e povoou minha infância em Pirajuí. Sempre gostei dos times pequenos de São Paulo e do Rio: Juventus, Nacional, Ypiranga (hoje só clube social), Portuguesa Santista e Comercial (que não mais existe), Bonsucesso, Madureira, Olaria, São Cristóvão, Canto do Rio (de Niterói e apenas clube social). Da mesma forma, vi entristecido o desaparecimento do BAC e de seu estádio. É doído assistir ao desaparecimento de coisas que encantaram minha infância. Sei que, hoje, em face das mudanças no mundo e no futebol, tais equipes tendem a desaparecer. Mas, nas minhas fantasias, me imagino um milionário que poderia bancar vários projetos, entre eles, um campeonato de futebol varzeano em Pirajuí, com a presença de equipes locais adotando o nome de tais agremiações paulistas. Estou pensando seriamente em me juntar a esse exército brancaleone, e comparecer à rua Comendador de Sousa, quem sabe usando um bonezinho do Jabuca, que um dia, na Vila Belmiro, virou um placar adverso de 3 a 0 para um 6 a 4 retumbante, sobre o Santos de Pelé e tudo, sob a batuta de Don Ernesto Filpo Nunes, com três gosl de Mamão, como me lembrou um dos três torcedores”.

domingo, 18 de abril de 2010

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (12)

GLOVER E O ATIVISMO DOS ARTISTAS TUPINIQUINS

Abro os jornais nesse último sábado e algo me chama a atenção. O ator norte-americano, Danny Glover, 63 anos, também ativista político, principalmente dos direitos dos negros, foi preso em seu país, na cidade de Maryland, por participar de uma manifestação diante da multinacional francesa da área de alimentos, a Sodexho. A empresa é acusada de práticas abusivas contra empregados e más condições de trabalho. Glover, juntamente com outros 11 manifestantes ficou detido pelo simples fato de efetuarem protestos pacíficos, num país, o dito maior propagador das liberdades individuais do planeta. Pura balela, comprovada na prática a cada notícia como essa. Pode sim, é pegar cana dura de alguns anos pela ousadia de protestar diante do poder econômico.

Outra coisa, girando o foco para nossos atores e artistas de um modo geral. Motivos para manifestações variadas temos visto aos borbotões pelo Brasil e alguém aí na platéia teria visto algum ator global participando de alguma dessas, pondo a cara para bater e comprando briga ao lado dos menos favorecidos? Vivem em sua grande e quase absoluta maioria, num outro mundo, totalmente apartados do resto do país. Se vivo fosse, Ernesto Varela (sim, EV está morto e seu criador, Marcelo Tas, vive outro momento, mais light e menos elucidativo), o intrépido repórter que perdia o amigo, mas nunca a piada, teria dito: “Meus caros atores globais, como é fácil se dizer contra isso e aquilo, mas sem se engajar em nada. Uma falinha aqui, outra acolá, um escritinho aqui, outro ali, mas sem pisar o pé na merda. Uma maravilha se dizer contra, mas ação concreta nenhuma, never de catibiriba, possibilidade nula, diria mesmo inexistente. O ocorrido com Danny Glover não lhes diz nada?”. E mais nada precisaria ser dito.

Por fim, algo que não me esqueço. Meu amigo, ativista contínuo e incessante das boas causas, sempre comprando brigas, levando esbarrões e bofetadas, Duílio Duka de Souza, um intrépido professor, funcionário público do estado mais rico da Federação (e com salários dos mais injustos), certa vez, quando ainda dirigente da Apeoesp, foi até Durban, África do Sul, num Congresso Mundial sobre Educação e lá encontrou-se com Danny Glover. No registro feito, ambos na foto (percebam, só para distinguirem melhor, o mais baixo é o Duka), num dos momentos de descontração do Encontro, aliás num encontro de guerreiros. Reverencio a ambos com a mesma intensidade. Varela deixaria a todos uma perguntinha: “Quem no Brasil entre nossos astros poderia ser porcamente comparado a Danny Glover? Me digam”. Cai o pano.

sábado, 17 de abril de 2010

CENA BAURUENSE (56)

FOTOS DE JOÃO ALCARÁ NO SESI E UM TRILLER DE CLARA MORENO

Escrevo aqui hoje sobre uma exposição que acontece no SESI Bauru (Rua Rubens Arruda 8-50), de 01 a 30/04, com as fotos de um amigo conhecido neste ano. JOÃO ALCARÁ é bauruense e ficou fora de Bauru por mais de trinta anos, residindo na maioria desse tempo em Sampa e voltando para cá no começo deste ano. Dentre suas atividades, uma delas é a fotografia. Viajou bastante e foi fotografando de tudo um pouco, pelos mais diferentes lugares do Brasil, além de algo bem de específico de nossa região, um ensaio feito em cima do cerrado, a vegetação típica do sertão paulista. A exposição possui um diferencial e ao bater os olhos me inspirou algo louvável. Todas as molduras das fotos foram feitas de material descartado de construções. Isso mesmo, você encontra fotos em madeiramento de janelas antigas, com as fotos no lugar dos vidros e outras possibilidades imaginadas pela cabeça do João. A qualidade é inegável e demonstra o quanto ele se pôs em movimento nos últimos tempos. Pena que o espaço do SESI comporte somente no máximo 16 fotos.

Dele pouco sei. Fui conhecê-lo durante o Carnaval, quando me foi apresentado pela amiga Alexandra Aiello, a Alê e batemos um longo papo sobre seu trabalho fotográfico. Estávamos numa trupe, instalados numa chácara e ele com sua máquina, fazendo constantes incursões pela mata no entorno, o tal cerrado. Fui revê-lo nesta semana, na quarta, 14/04, no show “Miss Balanço”, com a Clara Moreno (filha da cantora e compositora Joyce, ela a filha, uma das fontes inspiradoras da famosa música Clareana). Tomamos algumas cervejas juntos e fiquei de visitar sua exposição. Naquela noite, Ana Bia tirou fotos minha ao lado do João e na visita que fiz à exposição, cresceu a admiração, pelo belo trabalho, bem profissional e algo mais. Na visita ao SESI conheço Flávia Guedes Zimmermman, Auxiliar Administrativa e responsável pelas exposições por lá. Diz-me do belo projeto que o SESI faz com um rodízio de todas suas exposições, não só em vários locais na cidade, como nas unidades espalhadas pela região. Fiquei muito interessado em apresentar um projeto para quando completar o 100º registro do Retratos de Bauru e pretendo inscrevê-lo dentro do Edital lá existente (isso para 2011). Para encerrar com chave de ouro o post desse sábado, um filminho feito por mim na quarta, com um trecho de Clara Moreno cantando e encantando. Por fim, não deixem de ver o trabalho do João Alcará, na exposição “Imagens do Brasil”. É só até o final deste mês.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

BAURU POR AÍ (37)

SANDUICH BRÉSILIEN “BA OU ROU”
Essa eu ouvi pela primeira vez na mesa do Bar Dona Onça, domingo último,11/04, lá em Sampa, nos pés do edifício Copan. O almoço já foi motivo de relato feito aqui dias atrás e como havia prometido, eis a história (mais uma) envolvendo o internacional Sanduíche Bauru. Ao saber que sou de Bauru e tocando no assunto do famoso sanduíche, Kurt Von Mettenheim (foto à direita, sem barba), professor da FGV, um norte-americano de origem alemã, esposo da curadora Cristiana Barreto (foto à esquerda), a Kica, me diz que em Paris, no famoso bar LA ROTONDE (nº 105), num boulevard em Montparnasse, está lá inscrito no cardápio da casa um tal de “Sanduich Brésilien” de nome “Ba ou Rou”. E o culpado disso, ou melhor, quem acabou por divulgar a receita famosa e fazer constar como uma das opções de sanduíches da casa foi a mãe de Cristiana, CÉLIA QUIRINO DOS SANTOS, que morou anos em Paris, durante o nefasto período da ditadura militar brasileira. Corria os anos entre 1970 e 1975 e Célia virou habituê no local. A saudade do Brasil a fez ir falando muito do país e indicando, até recomendando receitas variadas de comidas bem brasileiras. Algo bem familiar era o sanduíche consumido em São Paulo, no tradicional Ponto Chic, no largo do Paissandu. Foi passando a receita nos retornos e depois de algum tempo o nome passou a ser inscrito no cardápio oficial. Um luxo que leva o nome de Bauru. Cristina não tem certeza se o sanduíche continua no cardápio atual, mas vai revirar documentos da mãe em busca de algo para confirmar o que me disse. Fui anotando detalhes num guardanapo de mesa e a história ficou registrada na memória, até ser despejada no blog nesse momento.

Na internet localizei o site do LA ROTONDE (www.rotondemontparnasse.com/) e lá a confirmação de algo que Kurt e Cristiana me disseram. O local foi ponto de encontro de gente como Lênin, Trotski, Matisse, Picasso, Prokofiev e tantos outros. Essa é mais uma história do viajado sanduíche. Meses atrás vi algo que me foi mostrado, quando num cardápio de um restaurante português, em plena Lisboa, o Bauru sendo oferecido ao público europeu. Da receita de um ou de outro, nada sei de sua originalidade, mas o que fica é essa possibilidade maravilhosa de estar presente num local dos mais inusitados e divulgando algo com o nome da aldeia onde se reside. Aproveito isso tudo e como dias atrás fiz um texto sobre os livreiros às margens do Sena, os bouquinistes, levo o assunto para Jakson Martins e seu blog Viver Paris (www.viverparis.blogspot.com ), além de outros dois, o www.conexaoparis.com.br e do www.cheriaparis.blogspot.com , para ver se me descobrem mais detalhes dessa história. Tendo novidades, tanto as recebidas da Cristiana e do Kurt, como dos blogueiros parisienses relato tudo aqui. Saboroso falar disso, não? Mais um detalhe, essa história pode constar do processo de reconhecimento junto ao IPHAN do sanduíche como bem imaterial brasileiro, enriquecendo-a (E como anda o processo? Caminhando ou não? Bom saber, não?). Viajei com tudo isso.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

BAURU POR AÍ (37)

VINAGRE NAS PARADAS, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE CINECLUBES
José Augusto Ribeiro Vinagre é meu Amigo do Peito, ex-Secretário Municipal de Cultura de Bauru, pessoa das mais atuantes nos meios culturais da cidade. Hoje, sem sombras de dúvidas, dos mais entendidos em Leis Culturais e de Incentivo, não só em Bauru, como no interior paulista. Um referência, tanto que nesse momento está envolvido com a montagem de uma pá de projetos junto a entidades que almejam serem transformadas em Pontos de Cultura. Esse atiçado cidadão não fica quieto um momento sequer e após ser eleito aqui por Bauru, Vice-Presidente do Cine Clube Aldire Pereira Guedes, deu um salto maior neste último domingo, quando em São Paulo, lá no Teatro Denoy de Oliveira (sede também da gravadora CPC UMES), numa Assembléia da Federação Paulista de Cine-Clubes, tornou-se o novo presidente da entidade. É isso, Vinagre é o mais novo Presidente da Federação de CineClubistas de São Paulo e a composição da diretoria ficou assim constituída: Presidente - JAPV Bauru; 1o. Vice - presidente - Tio Pac - da Cidade Tiradentes em São Paulo; 2o. Vice - Presidente - Diaulas - de Diadema; 1o. tesoureiro - Deise, de Campinas; 2o. tesoureiro - Fernando Tobgayal do ECAC de Jaú; 1o. secretário - Robson de São Caetano do Sul e
2o. secretário - Caio Plassman - do cineclube da UMES e da ABD (Associação Bras. de Documentaristas). "A principal missão é reorganizar os cineclubes do estado, inserindo-os no contexto da organização nacional do movimento e influenciar discussões, como as do direito do público, da alteração da legislação dos direitos autorais e na condução das políticas públicas para a área do audiovisual", disse o eleito.

Para aqueles desta cidade que insistem de criticar a Cultura Municipal no mandato passado (a grande maioria está é com saudades da gestão cultural passada), deixo algo peculiar, para que notem como o nosso VINAGRE possui mais qualidades do que supõe nossa vã filosofia. Num e-mail recebido mês passado por Cesar Savi, algo sobre outras qualidades do dito cujo:

Os efeitos benéficos do vinagre no organismo
ANEMIA:Utilize vinagre de maçã nas saladas e nas refeições em geral.
ARTRITE: Misture uma colher (café) de mel e uma colher (café) de vinagre de maçã em um copo com água. Beba a mistura pela manhã e à noite.
ASMA: Aplique gaze umedecida com vinagre no lado interno dos pulsos, prendendo-as com a ajuda de um elástico.
CABELOS: Ficam mais macios, abundantes e vistosos, se aplicar neles, depois de lavados e enxaguados, uma mistura de água e vinagre.
CÃIBRAS: Tomar, durante as refeições, um copo de água misturado com uma colher (sobremesa) de vinagre de maçã, diariamente, combate as cãibras noturnas.
CALOS: Aplique compressas de vinagre de maçã, utilizando para isso meia fatia de pão dormido embebido em vinagre.
CASPA: Após lavar a cabeça normalmente, enxágüe os cabelos com uma água contendo 1/2 copo de vinagre de maçã misturado com três copos de água morna.
CATARATA: para prevenir-se da catarata consuma, demasiadamente, alimentos que contenham betacaroteno, sem esquecer de ingerir doses diárias do vinagre de maçã.
COCEIRA NA PELE: Podem ser aliviadas se passar na pele um chumaço de algodão umede com vinagre de maçã.
COCEIRA NOS OLHOS: Você pode aliviá-las passando no local um chumaço de algodão embebido em vinagre de maçã.
COLESTEROL: O vinagre contém uma fibra, a pectina, que percorre lenta e suavemente o organismo se aglutinando ao colesterol.
CRAVOS E ESPINHAS: À noite, quando for deitar-se, passe no rosto uma pomada feita com morangos e vinagre de maçã.
DIGESTÃO DIFÍCIL: O vinagre de maçã contém substâncias bastantes semelhantes às que são naturalmente secretadas pelo estômago para digerir os alimentos, por isso ele leva a fama de facilitador digestivo.
DOR DE GARGANTA: Misture 1/4 de copo de mel e 1/4 de copo de vinagre de maçã e beba 1
colher (sopa) a cada 2 horas.

A lista segue até a letra Z e só para terem uma idéia VINAGRE é bom até para varizes. Quem estiver interessado na lista completa e com mais detalhes, peça pelo e-mail que envio prontamente, custo zero. Faça uso do Vinagre (sic).
Em tempo: As três últimas fotos foram tiradas pelo pessoal lá presente. Estava em São Paulo, iria passar por lá, mas me atrasei e quando o fiz, a reunião já tinha terminado e o teatro estava fechado.