segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ALGO DA INTERNET (38)

LIXO ELEITORAL, KAIGANG, NEGA DO DUKA, A LEDA E ELEITORES PAULISTAS
Pascoal Macarielo é um carioca, aposentado da Petrobras, que sempre está me enviando coisas interessantes e quase todas ligadas ao Rio de Janeiro. A última faço questão de repassar para todos. É um vídeo sobre a eleição passada, ou melhor, sobre o lixo eleitoral e o real sentido da democracia. Um documentário muito interessante que deve ser visto até o final, “Sintomas do Absurdo”, realização de Danilo Cutrim e Nicolas Cesar. Numa fala final, Saramago dá o tom: “A democracia que está aí foi seqüestrada, condicionada e amputada. O poder de cada um de nós limita-se a lutar contra um governo que não se goste e colocar no lugar outro que se goste. No entanto, o poder de fato se faz de outra forma...”. Assista clicando no http://www.youtube.com/watch?v=lt9rOOiOEU0

Cássio Cururu lá da vizinha Pirajuí, junto da esposa Rejane é um dos que fazem e acontecem na defesa da questão indígena. Queria muito poder acompanhar mais de perto um bocadinho do que fazem, mas na distância e diante de tanta coisa por aqui, fico só assuntando por um blog. É o dos Tapuya: "língua travada" em alusão aos Kaingang de São Paulo. Dêem atenção para a postagem: ATÉ O SOL RAIÁ 'Til Sunrise Hasta el Nacer del Sol. Link: http://rejanetapuya.blogspot.com/

Meu amigo Duílio Duka foi picado pela mosca azul e resolveu escrevinhar algumas de suas produções e postar tudo num blog só seu, o Acesso Negado do Duka. Cliquem no http://www.acessonegadoduka.blogspot.com/ , que eu maliciosamente já apelidei de “Acesso as negas do Duka”. O gajo alega falta de tempo, essas coisas pelo número reduzido de posts, mas como as férias do professado está se aproximando, acredito que sua produção irá bater recordes.

João Alcará é um fotógrafo bauruense que permaneceu fora daqui por mais de 30 anos, voltou esse ano e já pretende bater as asas para outras paragens, dessa vez Curitiba. Dele recebo a indicação sobre uma história de uma dupla de amigos que procurava algo para fazer nesse capitalista mundo, quando descobriram a pólvora. Diante de algo que verificaram de difícil solução, o papel para enrolar um cigarrinho, produziram um de seda, de altíssima qualidade e hoje revendem tudo para dezenas de países. Resolveram o problema, de muitos e deles. O produto é encontrado nas “melhores casas dos ramo” e para tomarem conhecimento de tudo com mais detalhes, cliquem no http://www.aleda.com.br/

Que a elite brasileira é insana e cruel isso já são favas mais do que contadas. Talvez na ironia caia a ficha de paulistas que, preferindo seguir o que diz esses, do que enxergar com os próprios olhos a realidade nua e crua à sua frente. Nesse vídeo do Youtube, o comediante da MTV, Marcelo Adnet ironiza a situação e porque não dizer, os eleitores de Serra: http://www.youtube.com/watch?v=jrUVle5wdPY&feature=player_embedded

domingo, 21 de novembro de 2010

UMA CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (34)

LAERTE E O "É MUITO CARO SER MULHER"
Quando me perguntam qual o cartunista que mais me identifico, um dos que de pronto cito o nome é o LAERTE. Seu traço entrou na minha vida desde os tempos em que ele produzia livros de ilustrações para serem utilizados nos boletins sindicais brasileiros. Quem não se lembra disso. Todo sindicalista já utilizou desenhos de Laerte, pois ele desenhou muito para isso mesmo, para ser reproduzido. E o foi, muito. Depois, pelo Pasquim (na sua fase final) e na Folha de SP (acho que o descobri no extinto Folhetim, que saia encartado aos sábados). Seu traço e a idéia que vinha junto dele sempre me cativaram. Nunca mais me separei de espiar o trabalho de Laerte, onde ele estivesse. Livros dele tenho alguns, vou achando por aí e carregando para o mafuá.

Durante um certo tempo juntou-se a outros dois, Angeli e Glauco e bolaram algo com uma grande sacada, "Los 3 amigos". O seu "Piratas do Tietê" eu colecionei todos, quando sairam pela Circo, no formato igual ao que Henfil lançou sua Graúna. Um dos personagens que mais gosto de ver é o "Deus". Certo dia minha ex-sogra pega um livrinho com esse personagem e me diz: "Como voce consegue ler isso? Não tem medo de ser castigado por ler piadas sobre Deus?". Acho que não tive, pois continuei comprando e consumindo Laerte em todas suas vertentes.

Sei que perdeu um filho e acompanhei sua fase com suas tiras um tanto difíceis de serem entendidas. Perdeu até espaço nos muitos lugares onde publicava. O tempo passou e Laerte demonstra ter superado (como se faz para superar a perda de um filho?) o momento difícil e isso era demonstrado no seu traço. Quem o acompanha vai vendo as distintas manifestações nas fases diferentes. A atual eu ainda não entendi direito e confesso, me surpreendi quando ao ler a edição nº 621 (10/11/2010) da Carta Capital, na sua última página, na seção "Retratos Capitais", um foto do Laerte com roupa feminina e o texto: "O cartunista em sua fase feminina, confessa: "É muito caro ser mulher". O Laerte pelo que sei não é viado (e se o fosse, nenhum problema) e encerrou recentemente um terceiro casamento. O fato é queria entender os motivos dele ter dado a já famosa entrevista para a revista Bravo e depois para o site do IG (http://moda.ig.com.br/modanomundo/ser+mulher+e+muito+caro/n1237812404702.html#2 ),assumido estar vivendo uma fase crossdresser (http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/perfil-laerte-um-homem-delicado/ ). Nem sei se aquilo tudo é para ser levado a sério. O fato é que estou pesquisando por aí, algo mais sobre o Laerte feminino, talvez tendo tudo a ver com o lançamento do seu novo livro, o divertido: MUCHACHA. E para mostrar o quanto gosto dele e de tudo o que já fez (continua fazendo), reproduzo aqui duas das tiras, dentre as tantas saborosíssimas que já publicou sobre essa mais nova senhora na praça, com 59 anos e querendo reiventar a vida. Se souberem algo mais, me informem.

Nessa entrevista para o Metrópolis, chupada da UOL, algo mais: http://mais.uol.com.br/view/xiddtuwnvlqs/metropolis---laerte-04029C3672C48933E6?types=A&

sábado, 20 de novembro de 2010

MEUS TEXTOS NO BOM DIA (99 e 100)

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - publicado diário bauruense Bom Dia, edição de 13.11.2010
Sakineh Ashtiani poderá ser executada no Irã. E-mails com listas de repúdio, enviados não sei para onde, clamam para o Irã postergar e cancelar o assassinato, devido à exposição negativa na mídia mundial. O caso do adultério da iraniana é um trágico embuste, nisso todo mundo concorda. O Brasil fez sua parte, criticado e ironizado por muitos, quando lhe ofereceu asilo. Vamos a outro caso de repercussão mundial. Um dissidente cubano fez greve de fome durante meses e martelaram isso diariamente até o mesmo conseguir seu intento, o exílio na Espanha. Pouco li sobre questionarem dos motivos dele estar detido? País adversário dos EUA, pau nele, sem dó e piedade. Em ambos, algo inegável, uma orquestração de temas a serem espalhados pelo midiático interesse norte-americano e prontamente aceitos pelos variados meios de comunicação mundo afora. Não me critiquem, explico. Sim, acuso. Melhor, afirmo que, nós ocidentais e com certa ligação umbilical aos interesses dos EUA somos totalmente influenciados pelo que eles querem que seja divulgado. Eles dão a dica e entramos com tudo, compramos a briga por eles. Sempre foi assim. É que em dois outros recentes casos, tão ou mais escabrosos que os citados, pois tiveram a ação de execução concluída, nem tomamos conhecimento. Na Arábia Saudita, aliada petrolífera dos EUA, uma mulher analfabeta foi condenada a morte porque um saudita a acusou de ser feiticeira e de o ter deixado impotente. Assinou com a digital, num caso que poderia ser resolvido com um Viagra. Alguém aqui ficou sabendo disso? Zero de estardalhaço. No outro, esse no coração do Império, em Virgínia, a execução de uma mulher passa em brancas nuvens. Ela, acusada de assassinar o marido, recebeu a injeção letal no final de setembro. Seu jornal ou TV falaram disso? Nadica de nada. Óbvia conclusão desse escrevinhador: tanto Irã como os EUA não primam por direito penal humanitário. E por que só se critica o Irã e Cuba?

ENEM E CPMF - publicado diário bauruense Bom Dia, edição de 20.11.2010
Não sou advogado de defesa do atual governo, mas usando do bom senso e da verdade factual dos fatos defendo aqui o ENEM e a CPFM. Primeiro o ENEM, tão abrangente e aguardado. Com sua aplicação os menos favorecidos, os que quase não tinham acesso à universidade estão podendo fazê-lo e de peito estufados. Algo a ser defendido. Seu sucesso incomoda aos que preferem sempre o caos a ver algo do atual governo triunfando. Analisem a quantidade de gente que fizeram as provas (4 milhões de candidatos espalhados por 1700 cidades) e a quantidade de erros e problemas (menos de 0,05%, equivalente a menos de 2000 estudantes). Dentro do universo da primeira, um percentual pífio de erros, dentro de qualquer padrão de aceitação plausível. E o próprio governo assumiu que nos casos de erros comprovados, ninguém será prejudicado e ocorrerão novas provas. Cancelar tudo é fazer o jogo de quem aposta no caos, no preconceito contra o pobre. O Golpe perde mais essa. Para eles, tudo é motivo de contestação. Vá ser contra o Brasil lá na Cochinchina. E agora a tão decantada CPMF. Ouço e leio barbaridades por todos os cantos. Levo em consideração que a maior crítica sempre partiu de entidades tipo a FIESP. E o que representa a FIESP? Industriais e os mais abastados. E se é assim, estou com a CPMF. Ninguém consegue me mostrar por A + B que a pessoa de baixa renda pagava altos valores. Isso nunca existiu. Existe sim, o interesse dos que de fato pagarão mais, esses a temem, pois podem ser rastreados pela movimentação financeira sem lastro. Voltando, que o imposto seja realmente aplicado na sua destinação precípua. Os portais de transparência estão aí para a fiscalização. Seria ótimo para o país ter esses valores arrecadados e utilizados na melhoria do sistema de saúde pública num todo. Quando leio manchetes espalhafatosas e logo a seguir um pipocar de opiniões, parecendo orquestração, coço o cocoruto já meio desprovido de cabelos e vou buscar entender o outro lado da questão. Só depois de analisar a ambos, com bastante critério é que cravo meu pensamento. Às vezes erro, mas nunca me verão assumindo posições na defesa de interesses pelos quais lutei contra minha vida inteira.

OBS.: Esse meu 100º texto aqui. Continuo em exposição, feito sardinha de balcão.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

UMA MÚSICA (67)

CORAÇÃO CIVIL - MILTON NASCIMENTO
Essa música fez parte de uma época onde Milton produziu coisas inigualáveis. Nessa semana, no almoço com Décio Bassan, do saudoso Alternativa Bar, ele lembrava disso, de um Milton que já foi dos melhores e hoje, está numa fase quase que irreconhecível. Nem sombra do que já produziu. Uma das lembradas pelo Décio foi com uma frase "São José da Costa Rica, coração civil", que foi explicada pelo mesmo. "Ela foi escrita porque a Costa Rica aboliu o seu exército, o único país latino sem Exército e Milton e Fernando Brant, precisos produziram algo lindo, pulsante", diz. Não deu outra, fui rever a música e tenho que concordar com sua observação sobre as duas fases do Milton. Hoje, instalado entre as montanhas mineiras (Pocinhos do Rio Verde, Caldas MG), num acesso rápido na internet via leptop, lembro do mineiro Milton e ouço a música. Tenho alguns LPs lá no mafuá onde a voz de Milton embalava meus sonhos futuros, alguns ainda não realizados (e o serão um dia...). Façam um passeio comigo abaixo, ouvindo e vendo a música pelo Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=jkyNvPNNGKI

Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a felicidade nos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver
São José da Costa Rica, coração civil
Me inspire no meu sonho de amor Brasil
Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
Bom sonhar coisas boas que o homem faz
E esperar pelos frutos no quintal
Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?
Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CENA BAURUENSE (73)
FLÂMULAS DO NOROESTE PARA DAR (NÃO PEÇA, COMPRE) E VENDER
Circulando pelo centro nervoso de Bauru descubro algo a me fazer parar o carro, esquecer por instantes do trampo e querer constatar in loco o que seria aquele diferenciado vendedor de apetrechos noroestinos. Sim, bem ali na esquina das ruas Virgilio Malta com Primeiro de Agosto, com um carrinho a revender água de coco, algo mais do que sugestivo nesses dias calorentos. Conheço ali GILBERTO, que começou com a bebida, depois juntou a tudo isso o que me fez parar ali. Estendido numa espécie de varal, flâmulas e bandeiras do time da cidade, o Esporte Clube Noroeste. Tomo a água de coco e puxo conversa.

“Consegui uma autorização do próprio Noroeste. Passo 20% do que vendo a eles. Tive a idéia da flâmula, bolei o escrito, mandei imprimir com um amigo de uma serigrafia, comprei as rendas e eu mesmo costuro o acabamento. Ando vendendo tudo o que produzo. Já vendi até para o exterior”, conta Gilberto, que está naquele ponto a pouco mais de oito meses. Faz sucesso, pois está nesse momento mandando confeccionar mais um lote, aumentando a tiragem e já possui dois modelos diferentes da flâmula noroestina.
Quando lhe digo que das três flâmulas compradas, todas comemorativas ao Centenário do time, uma é para mim e as outras duas irão para longe, quer logo saber para onde. Explico que uma irá para o Rio de Janeiro, presente para o sogro carioca, que aos 84 anos se mostra interessado nas coisas bauruenses e a outra irá para mais longe, para o Embaixador das coisas noroestinas na terra do Tio Sam, o Reynaldo Grillo (para esse envio junto um DVD com a cópia do documentário sobre o centenário, feito pela ESPN). O preço é dos mais convidativos, meros R$ 5 reais a peça. Tem também bandeiras e já começa a diversificar, pois vejo de variados times. Vi também uma foto plastificada de Pelé jogando pelo Baquinho e sendo revendida pelo mesmo preço para admiradores do astro e colecionadores. Já pensa em diversificar e ampliar o leque de opções noroestinas. A água de coco geladinha é um mero aperitivo.

Querendo encomendar a sua, passe por lá ou ligue diretamente para o celular do Gilberto, 014.81030215. A minha já está na parede do mafuá.

VIAJO HOJE E PERCO ALGUMAS COISAS A ROLAR PELA CIDADE:
Hoje, quinta, bato as asas e junto dos pais e de uma animada trupe, vamos todos para Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas MG. Muito mato, verde, água de montanha e pés descalços. Voltamos domingo à noite, mas o blog continua com seu post diário sendo acessado do meio do mato.
1. Do evento SP ONLIVE, mega realização lá no recinto da Expo, sinto por perder a aportunidade de rever Zeca Pagodinho. Tudo ocorrerá nesta sexta e sábado.
2. O amigo Ademir Elias está enfronhado até o pescoço com a Semana de Direitos Humanos e na sexta algo sobre a da Consciência Negra e não vou estar aqui para vê-lo nos píncaros da glória.
3. A 2ª Mostra Projeto Bambu ocorre lá na UNESP e não irei presenciar o trabalho dos amigos lá do Assentamento Aymorés e do Taquara, com os alunos de Design. Tudo ocorrerá hoje, quinta.
4. A exposição José Lanzellotti começou dia 16 e vai até o final do mês na Gibiteca. Perdi a abertura, mas vou conferir quando retornar. Esse um verdadeiro artista plástico brasileiro.
5. O amigo Vinagre trouxe para Bauru a banda alemã, que toca bossa nova em português, a "Sessão", que estará se apresentando gratuitamente hoje 20h no Vitória Régia e amanhã, 18h na praça Luiz Zuiani. Confiram mais no site deles, o http://www.sessao.de/
6. Hoje a noite, uma palestra com o venezuelano Euler Calzadilla mostrando a luta do povo venezuelano na conquista do ensino público gratuito para todos. Será na Azarias 7-54, 19h, fazendo parte da luta "Tirem às mãos da Venezuela". Mais no site: http://www.tiremasmaosdavenezuela.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

UMA ALFINETADA (78)

PASSEIOS FERROVIÁRIOS EM BAURU E PELAS CIDADES DA REGIÃO *
* Texto publicado no semanário O ALFINETE, da vizinha Pirajuí, edição nº 609, 13/11/2010.
EXPLICAÇÃO PARA SER LIDA ANTES DA LEITURA DO TEXTO PRINCIPAL: Como todos sabem, trabalhei na Secretaria Municipal de Cultura de Bauru por 4 anos, administração Tuga Angerami, justamente comandando o setor que adminstrava os passeios ferroviários do projeto Ferrovia para Todos. Foi algo dos mais gratificantes para esse neto e filho de ferroviários. Torço pelo novo momento da cidade. O texto é uma pequena e modesta contribuição para a ampliação do debate. O que não pode ocorrer é algo que, infelizmente vislumbro já ocorrendo. O projeto recebeu apoio durante todo o período que funcionou do grupo do JORNAL DA CIDADE, inclusive no seu material gráfico e uniformes dos componentes. Hoje, quem levanta a questão é o concorrente, o BOM DIA. Que ambos acertem isso e contribuam, cada um a seu modo, sem prolongar o dilema de entraves, melindres, para que a idéia do prolongamento para outras cidades ocorra e o trem volte logo a circular. Abaixo meu texto:

Um assunto que está chamando bastante a atenção aqui por Bauru é sobre a destinação de um famoso passeio turístico ferroviário existente na cidade, envolvendo uma composição férrea capitaneada por uma locomotiva Maria Fumaça. Durante anos ela circulou num pequeno trecho urbano, autorizado previamente pela concessionária da malha férrea, a ALL – América Latina Logística e a ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre.

Por problemas estruturais o passeio não mais acontece há quase dois anos e meio. Uma pena, pois seus índices de aceitação pela população sempre foram muito altos. Em raras ocasiões a composição circulou em outras localidades, aumentando o percurso. Certa feita tudo foi transportado para Campo Grande, no Mato Grosso e por lá circulou mais de uma semana. Presenciei a ida de toda a composição numa viagem única até o distrito de Nogueira, pertencente a Avaí. Até o prefeito, vereadores e auxiliares daquela cidade participaram do comboio. Depois, em parceria com a ALL, em projeto interno deles, parte dessa composição fez vários passeios para Lençóis Paulista e Agudos, despertando um carinho muito grande por onde passava. Éramos recepcionados por bandas e muita festa.

Isso gerou interesse dessas cidades em estender o passeio de Bauru para as mais próximas. Avaí, Lençóis e Agudos olvidaram esforços para promoverem algo em conjunto nesse sentido. Hoje, uma nova rodada de negociações parece estar sendo estimulada, dessa vez pela cidade de Agudos, vislumbrando o beneficio que isso traria para o turismo das cidades. O passeio deve voltar em breve (toc toc toc), necessitando de um impulso político nesse sentido.

Passeios turísticos existem vários pelo Brasil, percorrendo trechos entre cidades. Uns com maior, outros menos sucesso. Os feitos em trechos desativados de tráfego ferroviário são mais fáceis, pois podem circular em qualquer horário. No caso aqui da região de Bauru, nenhuma das linhas estão desativadas, todas são operacionais para carga. Esse o primeiro obstáculo (acordo com a concessionária), depois o de parcerias serem feitas com um projeto já em andamento, onde elevados gastos já ocorreram, como o da manutenção rotineira e equipe de funcionários. Parcerias entre cidades teriam que levar em consideração algo como no casamento, “na alegria e na tristeza”. Divisão total de gastos, ou até algo maior para as cidades que estão adentrando o projeto com ele já em andamento.

O tema é instigante e alavancaria o turismo da região num todo. Desperta interesse de várias cidades, inclusive de Avaí e Pirajuí. A Prefeitura Municipal de Bauru, detentora da propriedade da composição existente precisa demonstrar claramente suas intenções e apresentar um projeto, onde mostraria o que já possui e quanto isso custaria. E mais, se a mesma tem interesse numa partilha com as demais, demonstre isso de forma rápida e as reais condições para viabilizar esse sonho coletivo. Especulações não levam a nada. Tenho lido e ouvido de tudo, menos o posicionamento da Prefeitura de Bauru e dos seus representantes. Nos próximos dias algo novo sobre o retorno dos passeios no trecho dentro de Bauru e um posicionamento sobre as parcerias com as cidades vizinhas. Enquanto isso não acontece, tudo não passa de um sonho, distante do usufruto por já próximos dos mil dias. Afinal, quando é que os amantes pela ferrovia poderão escutar novamente o apito advindo da Maria Fumaça?
OBS.: Todas as fotos aqui publicadas foram tiradas por mim e por Alex Gimenez Sanchez, no ano de 2007.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (30)

ALGUNS BAURUENSES QUE SE ACHAM - PEDANTISMO E ARROGÂNCIA DE UMA "pobre" MINORIA PAULISTA QUE NÃO RESPEITA RESULTADO DE ELEIÇÃO E MUITO MENOS DIREITOS HUMANOS
Sinto que a coisa está tomando um rumo esquisito pela seção de cartas dos dois jornais bauruenses, o Jornal da Cidade e o Bom Dia. O que leio ali e no texto de alguns colunistas é o exato pensamento de uma minoria de paulistas, que fazem questão de insuflar o estado todo, como se esse fosse o pensamento do paulista num todo. Não é, mas esses poucos, apregoam o serem. Precisam de sustentação para tentar fazer valer o preconceito exarcebado emanado no que defendem e para tanto, dá-lhe usar a votação dos paulistas para encher-lhes o balão. Trata-se de gente perigosa, a dividir o país, como se nós, os paulistas, fossemos melhores e mais inteligentes do que o restante do país. O tal do SANGUE AZUL na sua extremada idiotice e maledicência. Vejo que o que defendem é tão pernicioso, igual ao repudio que todos devem ter ao nazismo e movimentos de extrema direita de uma forma geral. Identifico alguns desses textos nas próximas linhas.

IVAN GARCIA GOFFI escreve à terças no BOM DIA e hoje destila isso: "...a cisão ideológica que foi deixada após as eleições. A metade de baixo do Brasil tem Serra como presidente, enquanto a de cima apóia o fantoche Dilma. O comentário não foi sectarista porque se baseou em informações reais...". Goffi não deve estar sabendo identificar os mapas eleitorais, pois se eliminarmos os votos do Nordeste, Dilma continuaria ganhando a eleição, mas mesmo ele sabendo disso, bate na tecla de que o Nordeste são "culturalmente mais atrasados que Sul e Sudeste". Ele não leva em consideração que o Nordeste não vota mais de cabresto e hoje quem é o faz somos nós, os paulistas, a sacramentar voto nos tucanos há mais de 16 anos. Ele critica Tiririca, exatamente por ser nordestino, mas esquece que ele foi eleito pelos paulistas. Encerra seu texto acusando os que o criticam de "milicianos chavistas, gente sem berço, sem cultura e sem bagagem, mas com bandeira". Isso para mim tem um nome, MENTE DOENTIA e o que necessita mesmo é de um tratamento dos mais rigorosos, desses a deixá-lo isolado de notícias por um tempo, pois algo está fora do controle dentro de sua cachola. Recomendo galho de arruda atrás da orelha e sal grosso, muito sal grosso, além de umas boas palmadas no bumbum. Isso é serviço de mãe.

Outro a expressar isso é ANTONIO RODRIGUES ASNO (sic). Esse, cuja carta sai hoje na Tribuna do Leitor assume o nome Asno, sem que o JC verifique se esse nome é verdadeiro ou fictício. Retruca um texto de Duílio Duka, publicado ontem no jornal e diz que o "o povão brasileiro é burro, sim! É estúpido, é ignorante, atrasado e analfabeto, além de desonesto". Tudo isso, segundo ele, porque elegeu um Tiririca (adoraria saber em quem votou esse senhor), terminando com um "ajuda a perpetuar quadrilhas no poder". Do título dessa carta, "Povo atrasado", noto mais atraso em quem a escreveu. Mistura alhos com bugalhos e no fundo, corrobora o fato de que o voto certo era o dele. Se todos cujos candidatos não foram eleitos tivessem a mesma justificativa, sai de baixo. O nome caiu-lhe como uma luva, mais pela estupidez de não visualizar nenhum avanço no governo que se encerra e nenhum erro nos perdedores desse último pleito. Se assumiu o nome, que assim seja.

Ontem, no mesmo JC, um texto na página Opinião, de um assessor parlamentar tucano do deputado Pedro Tobias, José Eduardo Amantini com otítulo "Censura prévia na mídia", onde repete exatamente a forma de fazer política dos tucanos, repelindo avanços e posicionando-se ao lado dos barões da mídia, um pequeno grupo que não quer de jeito nenhum qualquer tipo de regulamentação nos meios de comunicação. Um vergonha dizer que o que o PT quer é censura, quando o PSDB censura descaradamente todos os meios por eles controlados. Cara de pau escancarada. Prega que que o que o PT quer é "a criação de uma agência reguladora de conteúdo das mídias", se diz contra "controles e mordaças", "pretexto para censura prévia" e diz que o "objetivo é controlar as informações veículadas no Brasil". Arrazoado de mentiras e inverdades, que culmimam sempre com algo a tentar amedrontar os incautos, com um "corremos o risco de ver uma escalada do modelo antidemocrático do Chávez, algo que coloca a democracia em risco". Adoram colocar Chávez em tudo. Cai nessa quem quer ou é muito mal informado. O missivista incidiu em tantos equívocos (sic, falsidades mesmo), que recebeu a devida resposta hoje, num texto no mesmo jornal e página, com o título: "Por um novo marco regulatório nas comunicação do país".
Queria comentar mais, muito mais, mas hoje ocorre aqui em Bauru a abertura da I Jornada Bauruense pelos Direitos Humanos e para lá estou indo, já com certo atraso. Depois conto por aqui como foi. Como esses três citados entenderiam o que venha a ser DIREITOS HUMANOS?