segunda-feira, 24 de outubro de 2011

INTERVENÇÃO SUPER-HERÓI BAURUENSE (21)

JOGARAM PÓ-DE-MICO NA CARA DOS CONSELHOS MUNICIPAIS
Depois de tudo o que aconteceu no pós-aprovação da AFUNDAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE, fica relembrado aqui que por pouco o Projeto de Lei não foi levado à votação. Num certo momento da sessão da Câmara lembraram que o mesmo não havia sido encaminhado para discussão no Conselho Municipal de Saúde e que o mesmo é Deliberativo, portanto... Bafafá estabelecido e logo contornado pelos já decididos vereadores, que na sua maioria estavam ali para aprovar o projeto e o fariam em qualquer circunstância, mesmo comprovadamente com uma irregularidade em curso. Num lance no dia seguinte, o prefeito Rodrigo Agostinho, numa clara demonstração de como são os procedimentos com todos os Conselhos existentes declara: “Não se faz necessário submeter tudo a eles. Em alguns momentos não vejo essa necessidade. Bobagem, mesmo deliberativo, não manda nas ações da Saúde”. Triste ouvir a frase, justamente de um que até então incentivava a criação de novos Conselhos. A questão não é de mando, é de nem dar ouvidos, nem submeter a ele, desprezo total pelas outras instâncias existentes.

Guardião, o super-herói bauruense, que atentamente a tudo acompanhou, fez vôos rasantes pela Casa dos Conselhos, reviu tudo o que já foi feito e decidido ali dentro e prostrado desfere o questionamento inserido na charge que ilustra esse texto. A cidade possui esse recinto a abrigar reuniões de quase todos os Conselhos do município, paga aluguel por esse imóvel muito bem localizado (na rua Capitão João Antonio, quadra detrás da Beneficência Portuguesa), mantém ali funcionários com o fim específico de contribuir para o melhor desenvolvimento de todas essas instâncias e recebe uma cruel punhalada, vinda de quem até então demonstrava respeitar, ouvir, dialogar, consultar e acatar a maioria das decisões dos muitos conselhos existentes. Não vai ser fácil digerir o que ficou explícito com a fala do prefeito. Seria a pá de cal sob os Conselhos?

De todo o histórico do que já foi feito e decidido advindo dos Conselhos, uma pessoa é marcante nisso tudo. Trata-se de MARCIA PESTANA MOTA, que durante anos foi a servidora municipal destacada para administrar (coordenar os trabalhos) a Casa dos Conselhos e o fazia com uma dedicação exemplar, sempre pronta a incentivar as pessoas pela participação coletiva, propiciando seu melhor rendimento, sempre muito interessada em tudo. Chegava a ligar nas convocações, preocupada com os atrasados em reuniões, cobrava ausências, percebia-se prostrada quando alguma não dava quorum, quando por algum motivo a discussão passava do tom e nenhum caminho viável de solução estava sendo encontrada. Sofria em alguns momentos e em outros estava radiante. Márcia possuía a cara saudável disso tudo e hoje, recém aposentada, deve estar muito triste com o fato de ver um trabalho de anos, galgado degrau por degrau sendo desmontado numa simples frase. Guardião queria muito ouvi-la nesse momento, mas respeitando sua atual situação, prefere não deixá-la pior. Depois de uma vida inteira dedicada à causa do reconhecimento dos Conselhos, deve estar num lamento doído e sentido diante do quadro atual. No exato momento em que o prefeito foi colocado sob fogo cruzado, não hesitou e expôs como pensa e entende o papel dos Conselhos, meros jogos de cena, inúteis, desprezíveis.

Guardião, Márcia Pestana, esse HPA e o ilustrador e idealizador do super-herói, Leandro Gonçalez (http://www.desenhogoncalez.blogspot.com/senhogoncalez.blogspot.com/) ainda não se recuperaram do baque e aguardam um pronunciamento de todos os presidentes (as) dos mais variados Conselhos ligados às questões municipais, numa espécie de posicionamento coletivo sobre a questão ou, do contrário, nada vindo deles, o que disse o prefeito ficará como a mais pura verdade, prática sacramentada de ação entre as partes. E aí, tudo ficando por isso mesmo, acredita-se ser melhor o fechamento da Casa e cada pessoa envolvida com Conselhos irem cuidar de suas vidas de outra forma.

domingo, 23 de outubro de 2011

MEUS TEXTOS NO BOM DIA JAÚ (01, 02 E 03)*
* Convidado por Fernando Tobgyal, Diretor-Geral do Bom Dia Jaú, começo a publicar textos semanais naquele diário, em suas edições dominicais (hoje sai o terceiro). Conheço Fernando dos meus tempos de Cultura bauruense, ele dirigente área cultural do Hospital Amaral Carvalho, quando trouxe pacientes para passeios de Maria Fumaça em Bauru, sendo apresentado a ele por Zé Vinagre, então Secretário Municipal de Cultura. Não perdemos mais o contato, sempre reavivado. Décadas atrás, quando ainda no Bradesco trabalhei por dois anos consecutivos em Jaú e depois, por causa de minha atividade profissional, tive o prazer de conhecer um pouco mais daquela cidade e de sua gente em várias visitas mensais. Agora, tento colocar um pouco disso tudo no papel. Aqui os primeiros textos na seção "Formador de Opinião":

UM CIRCO VISITOU JAÚ – publicado BOM DIA JAÚ, edição 11/10/2011
Um circo continuar circulando como dantes deve ser considerado um luxo, visitando nossa cidade, algo grandioso, merecedor de recepção com banda e rojões. A população entende assim e sai de casa em busca desse lazer, mas nem todos possuem esse entendimento. Afirmo isso, pois Jaú recebeu recentemente a visita por pouco mais de uma quinzena do Circo do Peteleco e problemas de bastidores quase tiraram o brilho de sua presença. Do público só carinho, tanto que ao deixar a cidade, emocionados artistas relataram: “Vinham nos abraçar e agradecer pela nossa presença dizendo fazer tempo que nenhum outro estivera na cidade”. Do poder público nem tanto, pois se percebe cada vez mais uma espécie de empecilhos na passagem destes na cidade. O empresário circense locou um local defronte um tradicional ponto de prostituição e drogas na cidade e isso já foi temerário, mas não o maior problema, pois a população passou por cima disso e lotou a maioria das apresentações. O problema maior parece sempre residir na liberação da apresentação. O circo já não é visto como antes e para alguns setores municipais, algo a tirar-lhes da rotina. Exigências em cima de exigências e olha que esse já não possui animais já faz um tempo, seguindo à risca legislação vigente (no circo não pode, mas nos rodeios, sim – durma-se com um barulho desses). Por supostas reclamações de vizinhos, primeiro foi liberada uma só apresentação e depois, após nova vistoria, a liberação final. “Será que os mesmos vizinhos reclamam com a mesma vitalidade para os problemas sociais ali presentes durante o restante do ano?”, essa a pergunta deixada pelo empresário circense, cansado de presenciar o descaso de autoridades despreparadas para tratar de assunto tão sério. Uma milenar cultura, uma bravia resistência nos tempos atuais, a alegria disponibilizada em nosso quintal, mas nada disso parece sensibilizar os responsáveis por essas liberações. Isso em Jaú, Patativa, Brodocó, por todo o lugar. O povo gosta, mas alguns insistem em ver problemas onde eles não existem. O povo do circo resiste a tudo isso.

OLHA O NINO AÍ GENTE! – publicado no BOM DIA JAÚ, edição 16/10/2011
Por dois momentos um personagem dos mais conhecidos dos jauenses acabou por abrilhantar a noite cultural bauruense, em grande estilo, pompa e galhardia. Primeiro na noite de 26/08, no show de Amilson Godoy e Jair Rodrigues no SESC e depois em 04/10, no Tributo ao Manito, no Teatro Municipal de Bauru. Falo do professor Antônio Galdino Grillo, mais conhecido por Nino, um músico do mais alto gabarito, que hoje possui um renomado Curso de Redação lá pelos lados da Avenida dos Coqueiros (também conhecida por Antonio de Moraes Prado). Nino tem história dentro da MPB, consagrado com as baquetas na mão e já tendo tocado ao lado de monstros sagrados daqui e do exterior. Escolheu residir em Jaú por conveniência familiar e está acomodado, tendo o sangue novamente a ferver somente em ocasiões mais do que especiais. Duas dessas ocorreram em Bauru. Na primeira, Jair Rodrigues quase ao final do show lhe chama ao palco: “Cadê o Nino? Será que veio de Jaú?”. Sim, não só veio, como sobe ao palco. Um parrudo senhor, que depois todos ficaram sabendo ter sido o responsável por Jair ter começado na carreira artística. Tocou junto dele e ao fazer uso do microfone, foi preciso chamar a Força Pública para apartá-lo de contar suas histórias. Agradou e caiu nas graças de todos. No mês seguinte aparece de surpresa no tributo que Bauru prestou ao músico Manito, que tanto sucesso fez com os Íncriveis, morou em Bauru por um tempo e deixou umas pendengas a serem saldadas na pós-vida. Os seus amigos se juntaram, lotando o teatro numa festa de arrecadação de fundos. Quebrando o protocolo, eis que surge em cena um senhor vindo de Jaú. Era novamente o Nino. Roubou a cena e ao lhe darem o microfone, novo problema. A Força Pública teve que ser novamente acionada, contou história lindas de Manito e principalmente, dele. Mais que isso, tocou e encantou. Saiu de cena suado, quase extenuado, deixando fãs em ambos os lugares. Nino está mais vivo que nunca.
OBS: Essa foto do Nino foi tirada em Bauru no dia do Tributo a Manito. Semana que vem reproduzo aqui no blog um texto sobre aquele dia e depois vários vídeos gravados naquele dia.

IMORTAL LUGAR NO MEIO DE JAÚ – publicado BOM DIA JAÚ, edição 23/10/2011
Em cada cidade existem lugares onde os visitantes, também denominados de forasteiros e até mesmo turistas gostam de aportar, dar uma passada, assuntando se é isso tudo mesmo que lhe foi apregoado. Dizem que ir a Roma e não ver o papa é algo inimaginável. Eu teria muitos outros lugares para ir em Roma antes de ficar de pescoço curvado para essa sacada, mas isso não vem ao caso. O fato é que em Jaú, podem alguns discordar, mas existe um lugar dos mais tradicionais que, principalmente os mais antigos, ao visitarem Jaú, costumam botar os pés e ver se tudo continua como dantes. Não pensem que é a já famosa visita noturna ao cemitério. Longe disso, muito menos conhecer o Zezinho Magalhães, de tantas glórias passadas. Também não falo do complexo da Fundação ou de um passeio ao lago. Esse lugar poderia ser o Restaurante do Polaco, degustando um leitão, mas esse fica para outro texto. Claro que um tour pelos casarões do centro antigo da cidade é algo prazeroso. Bater os olhos no palacete do Atalla, rever o cinema dentro do espaço físico da Prefeitura, o Mercado Municipal ou adentrar a pomposa igreja na praça principal da cidade fazem parte do roteiro de alguns, mas existe outro cantinho, dos mais especiais. Um lugar único, existente em cada cidade e quando nela persiste o atento olhar dos governantes, preservados mesmo que em formol. Esse lugar é único em Jaú e mesmo diante de toda modernidade, continua mantendo seu charme e elegância. Se a ficha ainda não caiu, digo qual é. Trata-se do Restaurante do Zezinho, encravado numa das ruas mais movimentadas da cidade e com o mesmo aspecto de décadas atrás. Podem até me dizer existirem outros mais modernos, com variedades mil, mas nada supera o do Zezinho. Suas mesas continuam com a mesma disposição, os garçons com a vestimenta tradicional e a mesma pessoa lá atrás do balcão, o do nome da casa. O único senão foi não conseguir manter o “a la carte”, tendo que aderir “ao quilo”. O mais gostoso ao adentrá-lo é olhar para os lados e rever a história contida lá dentro. Quem não se lembra do Poy, o famoso técnico que deixou sua marca na cidade e batia cartão no restaurante. É desses lugares que, não se fala, “vou ao restaurante ou no bar do Zezinho”, e sim, vou simplesmente “no Zezinho”. Os vereadores precisam imortalizar a casa, estender um tapete vermelho para esse Zé e pregar uma placa na entrada: “Esse lugar faz parte da história dessa cidade. Isso aqui é uma entidade”.
Obs.: A foto preto e branco ao lado não é do Zezinho, e sim do Poy, falecido em 1996. Uma pena não ter encontrado nenhuma foto, nem do restaurante, nem do Zezinho para ilustrar o texto. Providenciarei isso.

sábado, 22 de outubro de 2011

DICAS (84)

ALGO RÁPIDO, UM CONSELHO RECEBIDO E AUDREN NO BOTÂNICO
Hoje somente dois parágrafos, dois curtos textos, dois toques recebidos e repassados.

No escritório do advogado Hermann Schroeder folheio um exemplar do Jornal do Advogado, edição de agosto de 2011 e nele uma entrevista de Samuel Sinder, 78 anos de idade e 56 de advocacia: “O advogado tem quer ser sucinto, nada de escrever petições enormes, de 50 folhas. Ninguém lê. O juiz vai pegar e ler a última folha, que contém o pedido. O Theotônio Negrão me deu uma grande lição. Levei um mandato de segurança para ele ler e ele começou a cortar, cortar, e me disse: ‘quando você escreve mais de uma ou duas folhas, é porque não tem direito líquido e certo’. Nada de muita citação, muitos adjetivos, porque a força da palavra está no substantivo. O adjetivo é adicional, supérfluo na maior parte dos casos”. Esse conselho vale não só para os advogados, mas para todos nós. Eu adoro escrever e as vezes o faço de forma alongada e já me alertaram para isso, para restringir, diminuir, condensar, mas insisto nos textos longos. Eis mais um toque.

Amanhã, domingo, 23/10, mais UM CANTO NO BOTÂNICO, dessa vez com Manu Saggioro e Norba Motta. Desses dois nenhuma novidade, tudo de bom e o fato de possuírem um som mais do que integrado com o local possibilitará uma das melhores apresentações naquele rico espaço. Mas não é deles que quero escrever, nem do local, nem do pessoal de lá do Jardim Botânico, que compraram a idéia e a tocam o projeto com a maior seriedade. Ressalto aqui o papel, fundamental por sinal, de uma desbravadora da nossa MPB local, que além de ser uma de nossas melhores vozes, está por trás di faz tudo das manhãs dominicais dentro da reserva de cerrado bauruense. Toda vez que adentro o Jardim Botânico e chego ao palco rodeado de bambus, não dá outra, tudo aquilo, com um som rolando junto ao berço dos sacis, lembro de AUDREN VICTÓRIO, sempre por trás dos bastidores e acompanhando aquilo tudo com afinco e dedicação. Esse é um dos projetos que mais deram certo em Bauru nos últimos tempos e tem a cara dela. Aqui, no último show por lá, o com Levi Ramiro, ela que além de produzir, cantar, recepcionar, acomodar, entreter, também fotografa. Audren merece aplausos. Volto amanhã lá para isso. E abaixo, um brinde do Levi empunhando sua mortífera arma, a viola arrasa quarteirão:


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

UM LUGAR POR AÍ (19)

UMA VIAGEM AO MUNDO PARTICULAR DE FAUSTO BERGOCCE E UM LIVRO NO PRELO Ufa! Não sabia o quanto é difícil escrever um livro. Durante mais de um ano, FAUSTO BERGOCCE eu estivemos envolvidos numa intensa pesquisa até finalizarmos por completo o “REGINÓPOLIS – SUA HISTÓRIA”. Ele, um reginopolense nato e eu, um forasteiro e convidado , fiquei encarregado de toda a pesquisa da história, dos primórdios, da entrevista com as pessoas que tiveram participação na vida da cidade. A parte do Fausto, aliás o grande sonho de sua vida, foi o transpor seu torrão natal para ilustrações. E ele foi fazendo isso com um gosto pessoal a empolgar todos ao seu lado. O livro ficou lindo com mais de 200 desenhos, todos em formato de aquarelas, desde as pessoas, as fotos históricas, os lugares e situações da vida cotidiana. Acabei pegando não só gosto pela coisa, como gostando da cidade e de sua gente. Estive por lá infindáveis vezes nesse ano e conquistei amizades. Hoje, findo o trabalho da escrita e do desenho, tudo revisado, corrigida as arestas, preenchida as lacunas, livro na gráfica, começo a sentir falta dos retornos. E já temos uma provável data para o lançamento na cidade, será entre os dias 2 e 4 de dezembro.

Enquanto isso não acontece, depois da muitas vindas de Fausto, passando sempre aqui por Bauru, ontem, 20/10 foi o dia em que fui conhecer sua casa e a cidade de Guarulhos, onde mora. Passei parte da manhã junto dele em seu atelier e como brinquei, vivenciei um pouco de sua rotina no seu “mafuá” particular. Cada um possui um cantinho só seu e o dele eu acabei por vasculhar ontem. Da bisbilhotada, fui conhecendo um pouco mais do Fausto, suas coleções particulares, os livros prediletos, lembranças de viagens, fotos, quadros, telas pintadas ao longo de sua vida e principalmente, o mais interessante para mim, o vi fazendo a charge diária para o Diário de Guarulhos, um dos espaços onde publica atualmente. Produz cinco charges por semana e tem que enviar até as 14h para sair publicada no dia seguinte. O tema predominante na semana, como não podia deixar de ser é o fato dos comunistas, que antes eram comedores de criancinhas, hoje lucram em cima das mesmas. “Esse ministro aí, Henrique, não deve nem saber direito o que é ser um verdadeiro comunista”, me diz.

Fausto deixou já faz um tempo de ver os fatos ideologicamente, diz viver melhor assim, mais tranqüilo e menos obediente a dogmas. Diz-se cansado por ter sido enganado e usado por muito tempo e hoje, nem o noticiário tipo da Record, com o Heródoto Barbeiro ele consegue mais assistir. “Como posso ver aquilo, se lá tudo é a defesa do Governo Federal. O Ricardo Kotscho não falaria mal do Lula em hipótese nenhuma e isso eu não agüento mais”, conclui. Respeito suas idéias e sei que repete sempre para mim de forma veemente, com a intenção de me abrir os olhos, pois segundo ele, padeço desse mal, o de ideologizar tudo. Essa uma seara que não adentro numa discussão com ele, pois estava ali, para além de filar o almoço, conhecer seu local de produção artística. Acabei ganhando o único livro que ainda não possuía dele, o “Sem perder a linha”, de 1999.

Aproveitamos o tempo para alinhavar mais detalhes do lançamento, os convidados ilustres, a comunidade a ser envolvida, os releases para a imprensa, alguns textos de pessoas que gostaríamos escrevessem algo para banners e cartazes, o buffet do evento e providências outras. Estamos satisfeitos com os resultados, extenuados após um tempo que se estendeu além do que prevíamos, mas no final, visualizando o resultado final, algo lá no fundo nos diz que superou as expectativas. Aqui um pouco das fotos tiradas ontem na casa de Fausto, um pouco do livro e um pouco de como ele trabalha na produção de suas charges, ou seja, o dia-a-dia. Para Fausto a novidade de um livro pronto não é tão intensa como para mim, pois esse é o meu primeiro. Talvez, para ele, esse possua um gostinho mais do que especial, pois representava o sonho de sua vida, acalentado durante décadas e só possível sua consolidação nesse momento. Enfim, para nós, a satisfação de algo de muito bom sendo entregue. Aguardem só mais um pouquinho e por enquanto curtam um pouco da intimidade de Fausto, uma pessoa que aprendi a admirar desde que vi trabalhos seus pela primeira vez no antigo Folhetim da Folha de SP, anos 80 e hoje, escrevo um livro ao seu lado. Estou realizado e feliz. Hoje escrevo pouco sobre o livro (o farei em breve, cheio de detalhes), hoje preferindo fazê-lo desse amigo, o autor da idéia, concepção e idealização.

UM GRUPO “INDIGNADO” PULULANDO POR AÍ: Entrem no Facebook e procurem pelo grupo “INDIGNADOS BAURU”, uma reunião de gente descontente com os rumos políticos da cidade e propondo ações defronte o quase privatizado DAE, o Pronto Socorro quase privatizado, a Prefeitura aceitando pacificamente as privatizações, a EMDURB meio que fora do tom, o Comitê do único deputado estadual, um que não quer ajudar a cidade na solução do imbróglio criado na AHB e assim por diante. Chegam para protestar contra esse Sistema Político elitista, excludente, centralizador e gastador. Aguardem...eles darão o que falar e eu embarco junto deles em mais essa viagem.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CARTAS (74)

DESRESPEITO AO CERRADO, A FORÇA DA PERUCA E A CONFERÊNCIA DA JUVENTUDE
Em 13/10, após ouvir um relato do presidente do SOS Cerrado de Bauru, escrevi uma NOTA À IMPRENSA, que o Jornal da Cidade acabou publicando como carta na Tribuna do Leitor no último domingo, 16/10, com o título “Caso das áreas incluídas na lei do cerrado”. Isso tudo acontecendo no exato momento em que algo novo surge na cidade, um Grupo (não é ONG, viu!!!) denominado Acorda Bauru!, formado principalmente por jovens envolvidíssimos com essa questão e muitas outras da cidade. Leiam o texto:

“Na sessão da última segunda-feira da Câmara de Vereadores de Bauru algumas votações de projetos aprovadas envolviam áreas protegidas pela Lei do Cerrado. São elas para instalação de edificação para Polícia Militar e as de novas construções da empresa arrecadadora de dinheiro dos pedágios, a CART. Também mais dois projetos, os de nºs 188/11 Empresa Automotivecemak e 189/11 Plasunit. Aqui nada contra o progresso, mas uma constatação sobre a aplicação de legislação existente e amplamente debatida em Audiência Pública dentro da própria Câmara. É que no dia de hoje o sr Amilton Sobreira, presidente da SOS Cerrado esteve visitando o responsável pela Cetesb na região, sr Alcides Tadeu Braga e este lhe comunicou que nenhuma dessas áreas obteve daquele órgão a devida aprovação para consumação de desmatamento no local. Assim sendo, a conclusão é simples: ESTÃO APROVANDO ALGO DENTRO DA CÂMARA DE VEREADORES, NO QUE DIZ RESPEITO À CETESB, SEM QUE SE TENHA OBTIDO APROVAÇÃO DA MESMA. Ou isso é algo muito sério e deve merecer uma séria investigação ou vamos todos deixar isso tudo para lá, fazer vista grossa e aproveitar o ensejo para bater palmas quando a mesma Câmara tentar aprovar o projeto de lei de uma AFUNDAÇÃO DE SAÚDE REGIONAL, jogando uma pá de cal sobre o SUS, incentivando a chegada indiscriminada de verba federal, sem acompanhamento de sua utilização e dando uma carta branca para que Secretários de Saúdes Municipais manuseiem esses valores ao seu bel prazer”.

Ainda nessa semana, leio no BOM DIA Bauru no último domingo, 16/10, na coluna da Camila Turtelli uma bela homenagem de duas páginas a uma jauense/bauruense, a Michely (http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/402/A+forca+da+peruca ). Tenho uma dívida de gratidão por essa pessoa e enviei texto para o jornal, assinado por mim e por minha irmã Helena, da seguinte forma:

“A FORÇA DA PERUCA - Ao ler o texto e ver as fotos da Camila em sua coluna dominical, numa justa homenagem à Michely Pavaneli, queremos nos juntar aos que reconhecem nessa brilhante profissional o que de melhor existe no seu segmento profissional. Ela nos amparou num momento em que muito precisávamos dela e ao vê-la tão jubilosa nas páginas do jornal, atuando no que sabe fazer muito bem, um reforço para que não pare. Michely é valorosa, grandiosa e pessoa humana das mais sensíveis, uma batalhadora. Coloco-a no mesmo patamar de outra grande filantropa de Bauru, Eny Cesarino, a da Casa da Eny, que tanto fez, tanto doou e pouco foi reconhecida. Pessoas como elas merecem mais do que a imortalização, merecem nosso reconhecimento em público, como fazemos nesse momento”. Leiam o que eu já havia escrito dela em 2009 aqui no Mafuá: http://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=sal%C3%A3o+da+michelly

Recebo um CONVITE de um novíssimo amigo, o estudante secundarista TALES DE FREITAS (http://www.protestojovem.com.br/ ) , para comparecer na "Conferência Regional da Juventude, hoje 20/10/2011, na ITE – Bauru, Praça IX de Julho / Bloco 4 Sala do Júri, das 8h da Manhã as 15:30 da Tarde. A Programação da Conferência: 8h as 9h – Café da manhã, 9h as 10h – Abertura solene, 10h as 10h15 – Leitura e aprovação do regimento interno., 10h15 as 11h30 – Plenária: Apresentação e Aprovação dos Eixos do Texto Base, 11h30 as 12h50 – Lanche e apresentação cultural: Entidade Pequenos Obreiros de Curuçá – POC apresentação de Hip Hop com a participação dos jovens do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, e Dupla Sertaneja Universitária – Guto Vianni e Gustavo e 12h50 as 15h30 – Continuação da Plenária e Encerramento". Nos meus 51 anos, poderia ir como ouvinte, pois a juventude, infelizmente, já me está distante (externamente, pois internamente a mantenho, principalmente no campo das idéias e ações). Confesso ter achado estranho um show de Sertanejo Universitário num evento desses, mas... De qualquer forma, não poderei comparecer, pois nesse dia estarei em Sampa. O texto base da Conferência é esse: http://conferencia.juventude.gov.br/documentos/texto-base . O fato é que gosto muito de ver os jovens envolvidos em coisas como essas e nem um pouco de vê-los se deixando envolver no algo mais que sempre estão presentes nesses momentos. Atenção em tudo é sempre importante.
OBS final: Mais um vídeo da dupla lá no Saudosa Maloca, agora com algo carnavalesco de Cetano Veloso:

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (06)

SAUDOSA MALOCA: BOTEQUIM REVIGORANTE E COM A FINA FLOR DA MPB BAURUENSE
Escrevi durante a semana quase toda somente de política aqui no blog, principalmente sobre o caso AFUNDAÇÃO e isso inquietou alguns. Um anônimo, num comentário no blog, texto de ontem me pede para “virar a página”, “trocar o disco” e mesmo informando antecipadamente que muito ainda escreverei sobre o assunto, acato a idéia. Minha amiga Rosa Barrenha, da Saúde Municipal me disse ainda agorinha de pouco que está com uma tremenda ressaca corporal, dessas após o desenlace de uma intensa batalha, corpo doído e mente idem. Sinto o mesmo e para espairecer, ontem à noite, eu e Ana Bia fomos a um dos poucos redutos em Bauru onde ainda se ouve música da mais alta qualidade. E é disso que escrevo hoje. Como já expliquei aqui em posts anteriores, certa feita um visitante questionaou sobre Bauru: “Mas o que se tem para fazer por aqui?”. E eu resolvi responder dando minhas dicas e uma delas é a que faço nesse momento.

SAUDOSA MALOCA, rua Quintino Bocaúva, bem atrás do SESI, duas quadras acima da avenida Duque de Caxias. O ESPANHOL, o proprietário possui outras casas do ramo na cidade, mas essa tem um toque mais do que especial, pois o ambiente é dos mais acolhedores, tudo relembrando uma São Paulo dos tempos do nosso maior sambista, Adoniran Barbosa. Uma decoração que nos remete a bares do passado, com lingüiça pendurada em ganchos, discos colados na parede, cardápio fixado em pontos estratégicos e escrito a giz e um amontoado de coisas juntas, desde máquinas de escrever, balanças, lampiões, etc, tudo ornamentando e dando um brilho especial ao recinto. O espaço não é dos mais grandes e isso talvez irrite alguns vizinhos ou transeuntes, pois em dias de maior movimentação, as mesas são colocadas não só na calçada, como no asfalto e o som, como ontem, invade um pouco o horário permitido.

Ontem, com um frio e vento batendo nos calcanhares, a porta de aço foi abaixada e os frequentadores amontados (até para se esquentarem), bem ao lado dos cantores que toda terça aportam por lá, o Neto no teclado e voz e a Liz (a do Aldeia Bar - maridão estava junto, o Ricardo) no vocal. Não digo que o que presencio ali nas terças é único, porque o Templo, o Jeribá, o Dedo de Moça, o Luna, o SESC possuem programação quase idêntica, mas são poucos os que ainda conseguem manter uma MPB à moda antiga dentro de sua programação. E o Saudosa às terças com a dupla já virou rotina, é ótimo e mesmo com um repertório com pouca alteração, tudo parece ser renovado a cada semana. Um teclado suave e a voz da Liz ecoando no meio da balbúrdia. É lugar para levar não só os amigos, mas os pais, sogra, filhos e todos os que passam pela cidade e clamam por algo diferente, a fugir da trivialidade. A comidinha é boa, honesta e o preço idem. Dia desses saímos no meio da semana e o Espanhol estava fazendo um bobó na moranga, tudo armado e não resistimos, nos incluimos na comilança, de “endoidecer gente sã” e com um preço que inexiste.

Posso ser suspeito para falar, por ser chegado do Espanhol, por gostar desses ambientes, por me sentir bem numa casa com uma música diferenciada e de qualidade, pela comida legal, pelo atendimento do garçon, o seu Antonio, gente de fino trato, pelos amigos que lá revejo, pelos momentos de arejamento que aquilo tudo me possibilita, se existem alguns defeitos, não os consigo enxergar (minha míopia é grau 5), pois na junção de tudo, o lucro no interior do ser humano é incomensurável. Prefiro esses dias do meio da semana, menos agitados, sem aquele pessoal atravessando a rua com garrafas na mão, pois mais intimistas, são mais instigantes para aproximações e papos. Esse botequim é do “balacobaco”. Sem tirar nem por, um que indico para todos e se possível, venham na terça, pois curtir a dupla é “supimpa”, além de em certos dias contar com participações mais do que especiais, como do músico Norba Motta, que ontem foi bebericar algo, rever pessoas, mas ficou com comichão e deu uma longa e inebriante canja. Foi assim que me desestressei depois dos embates lá na Câmara na segunda. Tô quase pronto para o reínicio das muitas batalhas, embates e trombadas que virão pela frente, bateria recarregada e energias recompostas. Um bom botequim me propicia isso. Um brinde a todos (as), com a interpretação da dupla em "Latin Lovers", de João Bosco e Aldir Blanc.

A DICA DE HOJE, 19/10 É: Templo Bar, 20h30, show com uma trinca de responsa, o violeiro Levi Ramiro, a cantora de folk Manu Saghioro e o toca-tudo Norba Motta. E amanhã, 20/10, mesmo local e horário, o maestro George Vidal e Roger Pereira.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

BAURU POR AÍ (59)

APROVADA AFUNDAÇÃO: MUITA ÁGUA AINDA IRÁ PASSAR POR DEBAIXO DESSA PONTE...
Voltamos a ser notícia, aqui e acolá. Sem muitos detalhes, pois hoje acordei num estado de ressaca, sem ontem ter bebido uma gota de álcool, talvez devido ao mal estar provocado por mais uma constatação de que não existe saída honrosa para isso que aqui denomina-se de “democracia”. Longe da exatidão do termo, o presenciado ontem na Câmara foi o emaranhado, artimanhas de tudo o que de ruim existe na política e no atual sistema vigente reunidos numa só noite e local, ou seja, a predominância de um intrincado JOGO DE INTERESSES, onde o que menos importa é a cidade, seus interesses e clamores. Levei meu filho para assistir à sessão, 17 anos, numa quase estréia por lá e boquiaberto com o que ia percebendo ser a rotina por ali me disse: “É dessa forma que eles fazem política? É assim que são sacramentadas as votações?”. Para ele uma aula e de agora em diante, com certeza, mais um a se enojar com um sistema político mais do que falido, corroído em toda sua essência. E não escrevo isso por estar do lado dos derrotados, pois se ontem estivesse do lado dos vitoriosos, o sentimento seria o mesmo, sem tirar nem por. Não tenho mais estomago para suportar o que presencio nas “transações” políticas. Não me peçam para voltar ao normal, pois como vivemos na anormalidade, algo precisa ser feito e continuarei me expondo, mostrando o quanto cada um desses personagens de nossa política são ridículos e jogando areia nos olhos desses inconsequentes. São tantas histórias, que prefiro ir contando aos poucos, tipo “drops”, uma a uma e dando toques, para que cada vez mais pessoas se revoltem com o estado de coisas vividas, primeiro aqui, depois no resto da nação. Não me peçam para ficar escrafunchando a corrupção, as mazelas, os desmandos, os desqualificados, os detratores, os perversos de Brasília e de São Paulo, se antes podemos espezinhar o cadinho do que acontece por aqui, na também corruptível e corruptora Bauru. É disso que me ocuparei daqui para frente, mas hoje tenho mais o que fazer, pois os bancos reabrem após duas semanas de greve e tenho muito trabalho pela frente.

Dos dezesseis vereadores de Bauru, quero deixar aqui gravado os nomes de onze, num imenso cartaz na minha sala de trabalho, para ir cobrando cada deslize disso que ontem foi aprovado (alguns ao votar tentaram se isentar de culpa, o popular “tirar da reta”, mas são “santos do pau oco”, com culpa eterna por terem possibilitado mais uma terceirização/privatização do serviço público). Junto deles, mais dois nomes, relacionados abaixo e com evidente culpabilidade:
CARLINHOS DO PS – partido PP (populista a extremo, apaniguados dentro da Administração aos borbotões, faz disso uma forma de tentar se manter popular)
CHIARA RANIERI BASSETTO – partido DEM (tenta em alguns momentos enganar incautos com discursos num tom progressista, mas na hora da votação, sacramenta o pensamento arcaico e retrógrado)
FERNANDO MONTOVANI - partido PSDB (bem produzido, cabelinho escovinha, imagem de bom moço, fala idêntica ao discurso, do tipo as aparências enganam)
FRANCISCO CARLOS DE GOES – CARLÃO DO GÁS – partido PR (cão de guarda do prefeito, cego nas interpretações e desses que ao abrir a boca confunde alhos com bugalhos)
GILBERTO DOS SANTOS – GIBA – partido PSDB (insosso, inodoro e insípido, fala e age segundo a cartilha do partido, a qual deve dormir com ela debaixo do travesseiro)
JOSÉ ROBERTO MARTINS SEGALLA – partido DEM (discurso legalista, cheio de citações, empoado, porém cheio de armadilhas, escondendo ser conservador até a medula óssea)
LUIS CARLOS RODRIGUES BARBOSA – PASTOR LUIS – partido PTB (indiferente, sorridente e flanando dentro do cargo, como se estivesse ali a cumprir atividades igrejeiras de lazer)
MARCELO BORGES DE PAULA – partido PSDB (líder da oposição, condutor de incautos e inexperientes, assume o lado mais nefasto do que seu partido representa, vender o país)
NATALINO DAVI DA SILVA – partido PV (advindo da periferia, ainda mora nela, mas ultimamente por ter receios de discordar do partido, vota juntinho da elite a dominar seu reduto)
PAULO EDUARDO DE SOUZA – partido PSB (diz-se socialista, num partido que o deixou de ser, estando sempre ao lado dos interesses representados pelo lado oposto à pregação social)
RENATO CELSO BONOMO PURINI – partido PMDB (pessoa forte do partido na cidade, réplica do que o é nacionalmente, reproduzindo um discurso conservador e cheio teia de aranhas)
FERNANDO MONTI – SECRETÁRIO SAÚDE (linha dura, propósitos estabelecidos, vanguarda da não solução, mas da imposição de medidas contrárias aos avanços sociais, nítido retrocesso no cargo)
RODRIGO AGOSTINHO – PREFEITO MUNICIPAL (moço bonzinho, jovial, realizador, porém, indeciso, medroso e tendo escolhido um lado, do qual não conseguirá mais se desgrudar. Os dois pés atolados no conservadorismo, mas querendo manter laços a demonstrar modernidade. Quando descobrir que um não cola no outro, será tarde. Preferindo ter esses como parceiros, adentra o populismo e um triste papel)

Poderia falar também de ROBERVAL SAKAI - PP, AMARILDO OLIVEIRA - PPS e MOISÉS ROSSI - PPS, que votam constantemente ao lado do conservadorismo, mas nesse caso preferiram abrir os olhos. De FABIANO MARIANO – PDT e ROQUE FERREIRA – PT, o primeiro aprendendo muito e seguindo uma linha mais “brizolista”, poderá tornar-se um bom parlamentar e do segundo, sem sombras de dúvidas, nosso melhor parlamentar e reconhecidamente, o que conseguiu, mesmo que de uma forma ainda mínima, levar o debate e um melhor entendimento da realidade política para dentro da Câmara. Não fosse ele, essa aprovação teria se dado quando colocada pela primeira vez em votação e sem nenhum tipo de debate a envolver a população, que é o que maioria lá dentro deixa transparecer querer.
OBS.: Todas as fotos hoje aqui publicadas são dos valorosos resistentes, dos que colocam a cara para bater, enfrentam os dragões da maldade e mesmo, com seus meros cartazes de papel, buscam fazer frente ao poderio econômico, a força motriz do capital. Estavam todos na Câmara Municipal de Bauru na tarde e noite de ontem. Reconhecem alguns? Seriamos mais, mas infelizmente, você que me lê não foi.