terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MEMÓRIA ORAL (114)

CIDA PERSONIFICA A PORTELA EM BAURU
A diretora aposentada de escola municipal, MARIA APARECIDA AUGUSTO, 60 anos, pedagoga formada pela USC, atuou num cargo de direção em um parque infantil por 36 anos e manteve durante a maior parte de sua vida uma atividade paralela, a que lhe propicia o maior prazer de sua vida, a de ser portelense e amante incondicional da cidade do Rio de Janeiro. Cida, como todos hoje a chamam não nasceu nem vive na Cidade Maravilhosa e sim em Bauru, distante exatos 780 km da capital do samba, mas nutre amores distantes indescritíveis.

Isso veio de longe. “Desde pequena sempre gostei muito de samba. Minha mãe faleceu quando tinha 15 anos e o pai quando tinha 26, esse amante do samba. Um de meus irmãos, Zé do Pito, andava sempre com um pandeiro na mão e fez isso enquanto viveu, até seus 40 anos. Ele saia no Caré e no Pedro de Campos, expoentes do carnaval na cidade. Cresci nesse ambiente e quando ia fazer a 5° série, Leila, minha mãe de criação, que adorava chamamé e Jair Rodrigues muito me incentivou. O amor pelo Rio veio em primeiro lugar de uma prima dela que morava no Méier. Desde menina ficava repetindo: quero ir pro Rio, quero ir pro Rio. Diziam que era perigoso e nesse período ainda passava os carnavais na Barra Bonita, que tinha um bem animado”, começa o relato descritivo das origens dos maiores amores de sua vida.

Ela acabou indo até o Rio nesse período, mas em 1984, no segundo ano da existência do Sambódromo, governo do Brizola, Darcy e para conhecer a obra do arquiteto Niemeyer, ao ver a azul e branco na avenida, com o enredo “Contos de Areia”, o clique estava dado. “O Liceu Noroeste onde estudei era azul e branco, a Portela da mesma cor. Jair e Clara Nunes cantavam músicas da escola, não deu outra, virei portelense. Nesse primeiro ano o meu irmão me levou até São Paulo, arrumamos lá uma excursão e junto da Leila, adentramos a Cidade Maravilhosa só nós duas. Lembro até hoje do hotel, era o Center, perto da Praça XV. Chegamos babando no Sambódromo e numa manhã de sábado, perguntei como fazia para entrar e nos deixaram espiar. Quando vimos estávamos no meio da avenida, camarote da Brahma e olhando o Benê da Cuíca ensaiar. Essa aqui na foto é a primeira águia da Portela, as asas fechando depois da morte da Clara. Foi uma tristeza imensa”, diz.

Daquele ano para cá só perdeu um Carnaval no Rio, por motivo de falecimento da mãe de uma amiga, mas acabou indo no sábado seguinte, Festa das Campeãs. “Nunca pensei em desfilar. Não gosto. Como iria ver o desfile? Para desfilar teria que deixar de assistir pelo menos duas escolas. Não consigo. Criei um grupo de amigas, que conheci logo na primeira vez, a Iolanda e a Cosme de Niterói, a Maria José de Itaperuna e outras. Elas compram tudo para mim de forma antecipada. Não me preocupo com nada, só em enviar o dinheiro. Chego, me junto a elas e estou no meio da festa”, continua seu relato de forma quase ininterrupta, feito com uma carga de emoção a contagiar todos à sua volta.

Espalhados pela mesa os vários álbuns registrando suas incursões e em todos, uma infinidade de fotos com muita gente conhecida da avenida. “Fico sempre na friza, logo na frente, as pessoas vão passando por ali e me vendo com as cores azul e branco, acabo tirando muitas fotos. O gari Renato Sorriso já virou mais do que conhecido, pois o reencontro todo ano. Paulinho da Viola, Alcione, o capitão do tri Carlos Alberto, Benito, João Bosco, Antonio Pitanga, Joãozinho Trinta, Luiz Airão, Neguinho da Beija Flor, Millor Fernandes, Martinália e tantos outros. Estão todos aqui nesses álbuns. Não existe pessoa que goste mais de Carnaval do que eu. Só não mudo para lá porque meu povo é todo daqui. Adoro o Rio, não tem lugar melhor. Já viajei muito, mas como Rio não existe. Não gosto de ficar na praia e difícil ter coisa daquela cidade que eu ainda não conheça. Fuço tudo e vasculho cada canto onde role algo relacionado ao carnaval”, continua num tom cada vez mais emocionado.

Quem a incentivou de verdade e acabou sendo uma espécie de professor por lá foi Guilberto Carrijo, uma pessoa que está intimamente ligada à festa, tanto em Bauru como no Rio, onde tinha cadeira cativa no Cordão do Bola Preta. “Aprendi com ele a gostar muito do Rio, aprendi a andar no Rio, onde podia ir, não circular com algo valioso. Ele me dizia que ninguém ia saber que eu não era carioca, pois sempre falei tanto de lá que acabo parecendo um nativo. Ando por tudo”, prossegue. Hoje, após a aposentadoria, ocorrida quatro anos atrás e também por influência de Carrijo só fica no Hotel Itajubá, em plena Cinelândia.

“Sou solteira, graças a Deus. Ninguém me prende. Não ligo de ir para o exterior, meu negócio é o Rio e o seu carnaval. Quando termina um, já marco o hotel para o outro. Tenho apartamento cativo, o 202. Bato ponto no Bloco das Carmelitas, no do radialista Antonio Carlos, o da Confraria do Garoto e o único que deixei de ir foi o do Bola, pois não dá mais, muita gente. Até no Que Merda É Essa?, eu vou. Só não gosto de dançar com ninguém. Sambo sempre sozinha, rodeada das amigas”, vai prosseguindo o relato interrompido somente para tirar do guarda-roupas uma coleção de camisetas da Portela.

Surpresa geral, pois esparramados sobre a mesa duas coleções distintas, uma de camisetas de quadra, compradas na da Portela, claro e outra as tradicionais vendidas a cada ano. Uma coleção rara e que não dá, não vende e muito menos não empresta. Raridade em cima de raridade, tudo nas cores azul e branco. “Aqui tem 15 águias diferentes, uma estilizada de forma diferente a cada ano. Tem desde a do ano passado, até a do primeiro ano que lá estive, tudo muito bem guardadinho. Uso aqui em eventos especiais. Olha essa água, que linda. O pessoal de Madureira tem um gosto especial, o samba nasceu lá, você sabe, né? Tem quem me diz que junto tudo isso e a Portela não é campeã. Não me interessa, sou Noroeste também e sigo o lema do Coração não tem Divisão”, explica.

Cida não se cansa de falar da Portela por uma tarde inteira. Ao seu lado o pai de criação, Jair de Almeida, 78 anos, com quem mora após o falecimento da Leila. Ele observa tudo, diz gostar também de samba. “Gosto, mas não sou como ela, mas a incentivo, pois é o que mais gosta na vida”, diz. Ano passado foi com a sobrinha, Gabriela Augusto, 16 anos, que ficou encantada com tudo o que presenciou, mas não irá nesse ano. “Não dá todo ano. Ninguém tem meu ritmo”. E não tem mesmo. Na sala mostra canecas, várias delas, todas em azul e branco. E continua a falar da Portela: “A hora que águia entra na avenida eu enlouqueço. Vou aos desfiles até não mais agüentar”, concluir folheando ao álbuns, acariciando as camisetas, bebendo nas canecas e com a revista desse ano, a oficial do desfile. “Só tem lá no Rio, mas minhas amigas já me enviaram para ficar sabendo de tudo”. Igual a Cida não existe mais ninguém, campeã de autenticidade e originalidade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MEUS TEXTOS NO BOM DIA BAURU (159 e 160) e ALFINETADA (94)

SER, FAZER E ACONTECER – texto publicado diário bauruense BOM DIA em 21/01/2012
Repudio qualquer pessoa que ao assumir um cargo público faz corpo mole ou até mesmo “deixe a vida lhe levar”, sem esboçar esforços para fazer o que tem que ser feito. Enfeitar o cargo, expor a plumagem, resignar-se a ele ou dele tirar proveito, status garantido e com pífio exercício prático é algo deplorável. Uso para esses o termo “aspone” e na acepção de sua designação. Seu significado é nacionalmente conhecido e difundido. Imagine alguém num cargo de chefia, tendo possibilidades mil de realizações, amplo horizonte à sua frente e deixando de enfrentar o “touro a unha”. Aspones, sem tirar nem por. Muitos não gostam muito de se esforçar, vêem dificuldade em tudo, fantasmas em cada canto e quando obrigadas a pressionar graduados de sua própria vinculação ideológica, o deixam de fazer para não ferir suscetibilidades, provocar mal entendidos, colocar o cargo em risco ou simplesmente não o fazem por receio de um pito. Aspones até a medula, meros objetos de decoração. Ali estão, mas quando acionados é um caos. Fogem até de um contato, agendas sempre cheias. Muita justificativa e pouca ação. Felizmente não dá para generalizar, exceções precisam ser valorizadas. O oposto é algo perceptível e dignifica quem tudo faz para buscar sempre o algo mais, o novo, o possível e o impossível, tentam o inatingível. Não deixar nunca de tentar, sem pedantismo e empáfia. Nessa semana bato efusivas palmas para o trio dirigente da Secretaria Municipal de Bauru, Elson Reis, Orlando Alves e Neli Vioto, que dentre tantas tarefas na capital paulista tentam reverter algo sacramentado pelo Governo do Estado, a não realização da Virada Cultural em Bauru. Preterida por Botucatu, por lá ser reduto tucano, mesma sigla a dirigir o Estado e Bauru não o ser, eles se mostram eficientes, corajosos, arrojados, atuantes, perspicazes e com comprovada atitude diante de algo, que alguns acreditam intransponível. Demonstram que o termo aspone passa ao largo de suas atitudes. Vibro com gente assim.

O BRANQUELO E O RACISMO - texto publicado diário bauruense BOM DIA em 14/01/2012
Dizem que o Brasil não é racista, mas pipocam aqui e ali explícitas demonstrações do contrário. Um garoto negro acaba de ser chutado para fora de um restaurante na capital paulista. Negar o racismo faz parte da indiferença de como é tratado o tema. O mundo branquelo é racista até a medula e nega da mesma forma. Sou branco e sei dos males por nós produzidos.
Tudo de ruim nesse planeta foi praticado pelo branco. O patrão que me oprime, o dono do banco, o rei da negociata, o que deu o grande golpe do baú, o que inventa falcatruas para ganhar sempre mais, o que prende e manda soltar, o que assina a sentença, o que tem conta na Suíça, o que rouba mas faz, o político que mais detesto, o vereador que mais apronta, o bicheiro que vai preso e assim por diante. Todos brancos. E por que o negro é tão odiado e não o branco? O branco danou esse planeta. Não um negro. Um branco jogou a bomba nas guerras mundiais. Não um negro. São brancos os piores mandantes e mandatários de negociatas. O negro nunca teve tempo para isso, pois tem que ralar muito, pegar no pesado e quando numa posição de destaque, fazer tudo o que faz de forma perfeita, sem deslizes, sem falhas, pois do contrário, será alvo de críticas mil, chacotas, deboche e muito preconceito. Quero enaltecer o trabalho de um e dessa forma demonstrar onde estão os negros na nossa sociedade. Num famoso restaurante de Bauru, o Sin Tae, sempre lotado, mar de branquelos (como na maioria Brasil afora) observo lá dentro um negro. Como não podia deixar de ser, não como cliente, mas funcionário. Gilmar seu nome, maitrê, preto retinto, de mesa em mesa, pronto para resolver tudo. Não pode falhar e tem que estar sempre sorrindo. Muitos lhe batem às costas, pois ele sabe como fazer e faz, com primor. Vive entre a cruz e a espada, mas consegue tirar de letra nessa profissão onde pode exercer seu conhecimento. Ele é a cara de um Brasil que insiste, mesmo sabendo que enfrentará o diabo para continuar se mantendo onde está. Eu não consigo tapar o sol com a peneira.

O NEGRO SOFRE – publicado n’O Alfinete, semanário de Pirajuí SP, edição n° 669, 21/01/12
Eu sou amigo do Adelino Silvestre, um negro retinto, proprietário de uma renomada oficina de funilaria aqui em Bauru. Na casa dos 60 anos já viu de tudo na vida, sujeito sorridente, desses sem reclamações, considerado boa praça por “gregos e troianos”, “alhos e bugalhos”. Toca seu negócio sem sobressaltos, desde quando abriu mão de ter uma infinidade de funcionários, pelo modo mais tranqüilo, ou seja, com apenas três dentro da oficina, menos stress e mais saúde.

Lembrei dele nesses dias, após duas demonstrações explícitas de racismo, ambas ocorridas na capital paulista. Na primeira um menino negro dentro de um restaurante é enxotado porta afora e noutra um estudante é agredido por um PM, que por ser negro é confundido com um meliante. O negro sofre por demais da conta e ainda insistem em apregoar em alto e bom som que “esse país não é racista”. É sim e muito. Nesse mundo de branquelos, esses os grandes culpados de todos os males da humanidade e ainda nutre-se algo no inconsciente contra uma raça oprimida séculos afora.

A lembrança do Adelino foi por histórias me contadas por ele. Foi para a capital buscar um carro importado (“chique no último”), para um cliente e junto de outras pessoas, um branco e mais dois negros. Perdido no bairro de Santana notou estar sendo seguido por uma viatura policial. Quadras e quadras. Seguiu até uma avenida mais movimentada e ali aconteceu a abordagem. Com a sirene ligada são interceptados, policiais com armas em punho e o clássico pedido: “Saiam e de mãos na cabeça. Colocaram o revólver dentro do seu ouvido e nisso mais quatro viaturas e na seqüência um daqueles opalões, onde andavam as ditas autoridades maiores". Foi um “Deus nos Acuda”, até que conseguiram esclarecer tudo. Por fim o levaram num comboio até o destino pretendido.

No mesmo dia, já na saída da cidade uma patrulha o para novamente e ele já de saco cheio diz ao policial: “O que é dessa vez?”. Espantado o policial pergunta: “Por que dessa vez? O que lhe aconteceu?”. Explica tudo e não escapam de uma vistoria no carro, documentos averiguados, ligações para a Central e tudo liberado. Lembrou outra história parecida, ocorrida noutro episódio. Também na capital estava dentro de um carro com dois amigos, também a serviço e perdido. Vendo uma viatura, resolve parar e ir buscar informação. Desce e não percebe que seus colegas descem juntos e todos se dirigem à viatura policial. O guarda sozinho leva o maior susto ao ver três negros ao redor de seu carro, desce de arma em punho e os obriga a deitarem no chão. Imaginem a cena até tudo ser esclarecido. Sabe o que resultou disso tudo? Adelino pegou a maior trauma da capital paulista. “Podem me convidar para ir até na China, que irei sem susto, mas se me pedem para ir a São Paulo tenho trauma”, me diz. Sabem como classifico essas situações todas passadas por Adelino: RACISMO, sem tirar nem por.

OBS. FINAL DE ALGO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO: Ontem, 22/01 , lembro que um grande líder brasileiro estaria completando 90 anos, LEONEL DE MOURA BRIZOLA. Esse deixou uma obra que nem a mesquinharia de Sergio Cabral e das elites apagará da história. Dele uma frase de Darcy Ribeiro, outro a dispensar apresentações, em algo escrito em 1994: "Brizola é o primeiro governante brasileiro a compreender em toda a sua profundidade a inexcedível importância do problema educacional, cuja solução é requisito indispensável para que o Brasil progrida".
ESSE VÍDEO É DO CASAL ISSAC E DA LUANA, CANTANDO "QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ", DO CHICO, NO ÚLTIMO SÁBADO, NO RESTAURANTE DO LUSO. UM ALENTO PARA OS AMANTES DA BOA MÚSICA...

domingo, 22 de janeiro de 2012

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (09)

VÁ AO RESTAURANTE DO LUSO ANTES QUE ELE FECHE DE VEZ...E NÃO DEIXE DE ENTENDER O QUE SE PASSA NO PARQUE DAS NAÇÕES
Para quem gostou do post de ontem (que bombou de comentários), um algo mais com o vídeo postado no facebook pela MÁRCIA CAPUTO, ativista lá do Parque das Nações, que filmou toda a movimentação, inclusive a fala do prefeito Rodrigo e jogou na rede internética com o título de “SOBE NO CAIXOTE, BAURU!”. De lá também um escrito seu: “Embora a mídia local tenha ignorado os fatos, a mobilização dos moradores do Parque das Nações, em Bauru, foi um sucesso! Ganhamos o compromisso do Prefeito de que AINDA ESTE ANO todo o bairro será asfaltado e a urbanização completa de nossas ruas será feita”. Assistam clicando a seguir no: http://www.youtube.com/watch?v=v3gMEcY6cwY&feature=youtu.bev=v3gMEcY6cwY&feature=youtu.be . Tem muitos outros lá. Mas o fato que me deixou intrigado é o enorme silêncio da mídia, igualzinho ao ocorrido em relação ao lançamento do livro mais vendido nos últimos tempos, o “Privataria Tucana”. Confiram tudo via internet, mas para aqueles, como a mídia local, que preferem ignorar o ocorrido, a vida continua e hoje escrevo aqui de outro assunto, um PRÉ-ANUNCIADO FALECIMENTO.

Como anunciou hoje na sua primeira página o diário BOM DIA, o Clube Luso está com seus dias contados e dará lugar a mais um empreendimento, desses que os especuladores denominam de “progresso alvissareiro da Cidade Sem Limites”. Do clube, uma decadência que é mais do que anunciada, com o fim dos clube sociais localizados na área urbana das cidades, mas o motivo de minha escrita e lamento é por marcar presença constante num lugar onde gosto de ir, levar os meus, desfrutar de boa música e de excelente comida, o conhecido Restaurante do Luso, que leva um outro nome de batismo, o de “BOTEQUIM LUSO-BRASILEIRO”. O BOM DIA deu o seguinte, numa matéria assinada por CRISTINA CAMARGO: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/10781/Perto+do+fim%2C+Luso+vive+desmonte+em+Bauru2C+Luso+vive+desmonte+em+Bauru .

Eu estive lá ontem com a família toda e a cada retorno presencio algo de muito proveito. Delicio-me com a música, sempre brasileira, estilo MPB de qualidade, ontem com a dupla de marido e mulher, ISSAC e LUANA, tendo em certos momentos o acompanhamento de um cliente, o quase português PAULO LARANJEIRA, empresário do ramo de silk-screen, único torcedor convicto da Portuguesa de Desportos que conheço(ontem portava uma camiseta confeccionada por ele mesmo), que não se segurou nas calças, levantou e foi no carro buscar seu pandeiro para tocar com a dupla. Quer coisa mais inebriante que isso?

Sim, tem algo mais inebriante. A comida é divinal. É por quilo e aos sábado, o dia que mais gosto de bater cartão, tem uma feijoada inigualável, daquelas de lamber os beiços, com uma variação considerável de outros quitutes. Pesando por fora, num preço pouca coisa mais cara, um bacalhau supimpa. Junto de tudo isso o clima do lugar. Tem gente de tudo quanto é tipo e jeito. Os ditos grandões da Zona Sul da cidade gostam de lá, mas eu emérito representante da Baixada do Silvino também gosto, não me misturo, mas freqüentamos o mesmo ambiente e gosto por boa comida. Quem sempre canta por lá é o Musical Álibi, cujos vídeos já foram publicados aqui neste mafuá. Os quadros em suas paredes, com ilustres figuras a representar Portugal, algo a ser aprecidado e agora, registrados aqui.

O clube está praticamente fechado, tendo o basquete realizado seu último jogo por lá, mas o restaurante, pelo que me informam seus proprietários resistirá até maio (quero ver...). Convido a todos para presenciarem os últimos respiros, pois a cada sábado, uma atração musical diferente e uma comida, que como dizia o especialista Câmara Cascudo: “Comida boa é a que nos faz produzir bosta”. Dessa não tenho reclamações. Para os que, como eu, já sente saudade antes do tempo, um aviso já está dado. A casa vai ser transferida lá para o Clube de Campo do Luso, parede-meia com o Alameda, na rodovia Marechal Rondon, mas como convivi décadas com esse aqui, encravado numa região que, infelizmente tornou-se nobre demais e expulsa seus velhos moradores, quero ser um dos últimos a abandonar suas mesas.

UMA OBSERVAÇÃO FINALIZANDO TUDO: Bauru é muito mais do que o que quer a ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA fazer com ela. Pulsa uma ativa vida em seus bairros, muitos com problemas piores do que os do Parque das Nações. Nesse uma surreal situação, bastando atravessar uma rua para viver duas antagônicas situações, o CEÚ e o INFERNO. Adoro o progresso, mas detesto quanto tudo é feito para privilégios de uns poucos, sempre em detrimento da imensa maioria. A isso devemos resistir, sempre.
ESSE VÍDEO ABAIXO FOI GRAVADO HOJE, DOMINGO NO SHOW NA OFICINA CULTURAL, 10H30, COM MANU SAGGIORO, LEVI RAMIRO E NORBA MOTTA, SÓ COM MÚSICAS DE TEMÁTICAS RURAIS. DESCONTRAIR É PRECISO...

sábado, 21 de janeiro de 2012

UM LUGAR POR AÍ (22)

O DEBOCHE NO PARQUE DAS NAÇÕES, EM BOCAGE E ESCANCARADO NO PÉ DE VARSA
Escrevo hoje sob a influência do DEBOCHE. Explico. Estive ontem no Parque das Nações, localizado ali junto ao portão de entrada de vários condomínios de luxo da cidade e logo a seguir do Clube de Campo do BTC (que já está dentro da cidade), para participar de uma atividade das mais proeminentes, um PROTESTO contra os desmandos em uma região esquecida da cidade. De um lado o bairro pobre e suas dificuldades, do outro, os condomínios e outro mundo. No meio delas uma rua, esburacada, inservível em alguns meses do ano. Caminho de passagem obrigatória para todos, os pobres e os ricos, sendo que os acessos às casas dos menos favorecidos encontram-se numa situação de impossível comparação, pois de um lado a beleza e do outro o descaso. O LADO A da vida e o seu LADO B, convivendo tendo sob divisa uma rua. Além disso, na seqüência da rua (ou seria estrada?), acesso mais do que utilizado para se chegar à rodovia Bauru/Piratininga e, conseqüentemente a outro condomínio, o Lago Sul. População revoltada e acumulando promessas, vai se organizando lentamente, vários meses e explode ontem num protesto a fechar o tal acesso, pneus queimados impedindo o tráfego viário, num ato denominado de DESOBEDIÊNCIA CIVIL, dos mais justos. Na presença de um único vereador da cidade, Roque Ferreira (os demais estariam ainda de férias?), com sua perua a percorrer todos os cantinhos da cidade, falam o que sentem ao microfone e pedem a presença do prefeito. Roque o aciona e ele vem. Faz uso do microfone e estabelece prazos para resolver a pendenga. Posso ser contrário a muitos dos seus atos, mas o respeito pela coragem de não fugir do pau. Ele sabe ocupar esse espaço e sabe também se safar de situações complicadas. Tudo apaziguado (momentaneamente) participo de um bate-papo com populares, junto ao largo da igreja católica. Em todo o momento vejo a imprensa por lá, inclusive a registrar o prefeito quando no meio dos moradores. Abro os jornais de hoje e nem uma linha em ambos nossos periódicos (ainda não vi o noticiário nas TVs). Nadica de nada. Quando um jogo termina meia noite já no dia seguinte tudo está devidamente estampado na primeira página. Teria tudo ocorrido em outro mundo? Nem sei como posso classificar isso, mas se existisse algo dentro do que pode alcançar minha vã compreensão, classifico como DEBOCHE.

E se tudo é mesmo um DEBOCHE, tratemos tudo dessa forma e jeito, como na situação do DAE, onde um presidente vê funcionários conspirando abertamente contra a instituição e não toma providências e na posse de um Conselho Feminino eleito num pleito que poderia muito bem ter ocorrido em “Sucupira”, a cidade imaginária de Dias Gomes. Prefiro reproduzir algo sobre a ÁGUA, num clássico poema do imortal BOCAGE, o “A ÁGUA” (http://www.youtube.com/watch?v=p4LUCxl1vSc), para sacarem como trato seriamente esse e outros assuntos. Leiam e sintam o explícito deboche: “Meus senhores eu sou a água/ que lava a cara, que lava os olhos/ que lava a rata e os entrefolhos/ que lava a nabiça e os agriões/ que lava a piça e os colhões/ que lava as damas e o que está vago/ pois lava as mamas e por onde cago./ Meus senhores aqui está a água/ que rega a salsa e o rabanete/ que lava a língua a quem faz minete/ que lava o chibo mesmo da rasca/ tira o cheiro a bacalhau da lasca/ que bebe o homem que bebe o cão/ que lava a cona e o berbigão./ Meus senhores aqui está a água/ que lava os olhos e os grelinhos/ que lava a cona e os paninhos/ que lava o sangue das grandes lutas/ que lava sérias e lava putas/ apaga o lume e o borralho/ e que lava as guelras ao caralho./ Meus senhores aqui está a água/ que rega as rosas e os manjericos/ que lava o bidé, lava penicos/ tira mau cheiro das algibeiras/ dá de beber às fressureiras/ lava a tromba a qualquer fantoche e/ lava a boca depois de um broche”.

Para escancarar o DEBOCHE, carnavalesco que sou, declaro aqui minha preferência para o reinado de Momo a se aproximar. Não existe como ser indiferente e se dizer imparcial. Sou oriundo da Vila Falcão, pedaço de chão que morei e da casa dos meus avós maternos. Escolhi algo dentre tudo o que acontece na cidade sobre o tema e reproduzi aqui. O BLOCO CARNAVALESCO PÉ DE VARSA, lá da vila margeada pelos trilhos faz a minha cabeça e a de muitos amigos. Desses algo a seguir. Campeão do Carnaval 2011 na categoria Especial, já tem definido o Samba Enredo deste ano, escolhido em concurso no último dia 15/01. O enredo do bloco merece citação em letra maiúscula: “CERVEJA, O COMBUSTÍVEL DA ALEGRIA”. Faltou a letra do samba vencedor, que publico aqui, assim que recebê-la (viu, Ademir Elias...). Reverenciando esse, faço uma homenagem ao Carnaval Bauruense e relembro o nome de uma pessoa, que para mim foi o grande culpado de ter gostado tanto dessa festa e por ter me introduzido nos festins na cidade do Rio de Janeiro. Falo de GUILBERTO CARRIJO, que dá nome ao Sambódromo e levou a vida, assim como tento tocar a minha, de DEBOCHE EM DEBOCHE. Vamos todos nos esquecer dos problemas no Parque das Nações (afinal é tão distante mesmo e tão longe de onde vivo - é assim que se processa tudo) e cair de boca no Carnaval. Skindô...skindô...

E viva o Sábado!, porque como dizia Vinicius, “Porque hoje é sábado!”. Sou da Velha Guarda e se querem mesmo entender de DEBOCHE e de humor de verdade (nada igual a um monte de bestialidades vistas hoje na TV) recomendo acessar no YouTube – Jerry Lewis – No Anesthetic: http://www.youtube.com/watch?v=xVYTegsSqVM

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CENA BAURUENSE (93)

SEXTA É DIA DE ESCREVER DE TUDO UM POUCO E DO POUCO UM MUITO
1.) Na coluna Entrelinhas do JC de hoje algo sobre a atuação do novo presidente do DAE e parte do clero interno: “Deu na rádio peão: Pequena, mas barulhenta, parcela dos servidores do Departamento de Água e Esgoto (DAE) preferiu receber de forma negativa a avaliação do novo presidente da autarquia, Fábio Lara, que indicou, ontem, no JC, processos e normas internas a serem revistas por lá e necessidade de “reformulação” no órgão. Além da falta de espírito coletivo e de responsabilidade, no setor público sempre haverá o grupo que não tem espelho, não olha para o espelho e tem medo do espelho... Mas há, também, como em toda estrutura, muita gente (maioria) interessada em trabalhar, fazer sua parte. Esses devem prevalecer”. Se corajoso fosse daria logo os nomes aos bois e os colocaria todos na parede.

2.) Na mesma coluna algo lamentável comentado em tom de festa: “Posse do conselho: A posse do Conselho da Condição Feminina de Bauru será hoje, às 17 horas, no auditório do Palácio das Cerejeiras. Além de integrar diferentes tendências e segmentos do gênero, uma tarefa difícil para o novo comando será o de impedir que o grupo sirva como ancoradouro de projetos político-partidários, sobretudo neste ano de eleição municipal. O atual conselho comporta representantes de diferentes grupos e algumas candidatas à vereança ou, no mínimo, de membros que estão colados em candidaturas ao Poder Executivo na eleição de 2012. Outro desafio para o Conselho Feminino será o de discutir políticas para o setor sem a contaminação do governo, já que várias representantes são Rodriguistas ou dizem ser por contar com cargos de confiança no governo”. Parece que a sacanagem ocorrida na eleição já é coisa do passado e o festim diário na Casa dos Conselhos idem.

3.) Quem passou ontem por Bauru foi o craque da bola, Afonsinho, menestrel do passe livre e assim como Sócrates, objetos mais do que extintos no mundo da bola atual. No meu texto semanal para o Bom Dia Jaú escrevi essa semana: “Quem mais joga hoje de barba? Ninguém, mas o problema não é esse e sim de posicionamento, postura. Nisso, inquebrantável, tem seu nome marcado definitivamente na história da bola”. Mais dele quando reproduzir o texto aqui ou revendo tudo o que postei dele aqui no mafuá: http://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=afonsinho

4.) Adorei a postura do pessoal da Secretaria Municipal de Cultura em tentar reverter a decisão do Governo do Estado em não mais promover aqui em Bauru edições da Virada Cultural. Provam com isso que aspone é coisa que não são. Pelo menos lutam e tentam, insistem. Mais no meu texto do Bom Dia de amanhã.

5.) Participei ontem junto do filho da reunião preparatória de atos a favor do PASSE LIVRE ESTUDANTIL em Bauru. Promovido por Tales Freitas, me repassa algo mais: “Galera, nossa reunião esta sendo divulgada no facebook e blog da JUVENTUDE MARXISTA: http://juventudemarxista.blogspot.com/2012/01/resultados-da-reuniao-1901-da-luta-pelo.html “. Queria mais ação ou melhor, ação imediata, mas percebo muita divisão, grupos com pensamentos distintos, posicionamentos divergentes e talvez pouca eficácia. Tales é vigoroso e terá um trabalhão para contornar isso tudo e colocar o bloco na rua.

6.) Neste domingo dia 22/01, às 10h30min, a Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes recebe os músicos: Manu Saggioro, Norba Motta e Levi Ramiro para uma apresentação musical. O folk e rock da musicista Manu Saggioro, juntam-se à versatilidade dos violões de Norba Motta e o universo da viola caipira do violeiro e compositor Levi Ramiro para relembrar algumas modas de viola tradicionais e composições de Almir Sater, Dominguinhos, Renato Teixeira, Rosinha Valença, Paulinho Pedra Azul e muitos outros. Neste show, o trio procura unir as vertentes musicais que influenciaram os músicos mantendo como prioridade o canto feminino de Manu com o timbre da viola caipira e sua raiz regional. O repertório eclético foi escolhido para valorizar os instrumentos e as escolas musicais de cada músico, resgatando algumas modas de viola tradicionais e executando também composições do violeiro. A entrada Gratuita e Informações pelo fone (14) 3231-1100 ou agindo como farei: domingo pela manhã me encaminharei até a Rua Amazonas, 1-41.

OBS.: As charges, a superior é do Nicolielo e a inferior é do Fausto, ambas cedidadas gentilmente por seus autores para uma publicação semanal aqui no Mafuá. A tira abaixo é do REP e saiu hoje no Pagina 12, diário argentino, expressando também meu pensamento em relação à ilha.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

AMIGOS DO PEITO (63)

ESCREVINHAÇÕES LIVRESCAS, DO MEU (E DO FAUSTO) E O DE UM DILETO AMIGO, SILVIO DURANTE
Primeiro relato aqui o que se passa com a divulgação do pós-lançamento do livro “Reginópolis - Sua história”, de minha escrinhavação e com divinal ilustração (a parte principal e mais saborosa) de Fausto Bergocce, meu dileto amigo. Estamos ainda em estado de graça. Para mim, a ficha ainda não caiu totalmente. Acredito que as pessoas tenham gostado do resultado final. A apresentação gráfica ficou primorosa, disso tenho conhecimento. Não me canso de repetir que o trabalho do Fausto é irretocável, pois retratou sua cidade com toda sua paixão, embutiu amor na ponta da pena. O meu, o da escrita, o único a receber críticas, pois com ela pode-se perceber falhas, esquecimentos, tópicos mais ácidos, outros muito amenos, pesquisa não tão apurada, enfim, os quesitos todos a envolver quem escreve. Sempre fui um forasteiro em Reginópolis, mesmo com a acolhida calorosa recebida e procurei escrever sob esse prisma, o de alguém de fora a observar os acontecimentos de um lugar que ia sendo desbravado pouco a pouco. O livro continua vendendo muito bem em Reginópolis. O lançamento no Ypê Clube foi um sucesso, no dia seguinte vendemos mais um bocado. Retornei na semana seguinte e permanecendo na Biblioteca Municipal dezenas de pessoas. O Fausto fez o mesmo em Sampa, com muita gente que é daqui da região adquirindo o livro junto a ele. Fizemos uma distribuição junto a órgãos da imprensa e os resultados estão a pipocar. Coisas que não tinha experiência nenhuma, mas tento ir construindo bem essas relações. O lançamento em Bauru no Templo Bar também foi muito caloroso, os dois jornais nos abriram espaço amplo, a TV Tem e Preve idem. Na seqüência o Jornal da Cidade continuou publicando fotos dos eventos de lançamento por várias semanas. E continuamos a distribuir e vender o livro por aí. O Fausto está arquitetando a distribuição dele em algumas livrarias paulistanas, Eu, faço o mesmo por aqui, sendo que em dois lugares, a BANCA PAVAN, do seu Orlando, na rua Primeira de Agosto e a BANDA AEROPORTO, da Ilda, junto ao Aeroclube estão a revender o livro. Em Reginópolis contamos com dois amigos do peito, no BAZAR DO SEU ZEZINHO e na PAPELARIA E LOJA DO TATICO, esses nossos melhores distribuidores, pois a cada passagem por lá, sempre muitos livros precisam ser repostos nos postos de venda. O preço de cada exemplar é de R$ 30,00. Não achando em nenhum desses lugares, revendo pessoalmente pelo fone 14.91163540 ou pelo e-mail: mafuadohpa@gmail.com

Agora algo de um amigo, o SILVIO DURANTE, que semana passada enquanto estava viajando, lançou aqui por Bauru o seu “A DANÇA DO ACASO”, um breve romance em 30 poemas e ilustrações, um belíssimo livro de 80 páginas e com um tema mais do que inusitado. “É uma analogia entre o Movimento do Acaso da Matéria com o Acaso e Indeterminações das relações humanas, no caso, o Amor. Essa relação é feita através uma pequena história de duas "personagens" que se conhecem pelo Acaso espontâneo, se relacionam, mas o mesmo Acaso que os uniu, acaba por separá-los. Um final imprevisível, assim como são os movimentos dos átomos”. O livro é todo narrado na primeira pessoa, o “bonequinho”, descrevendo a história vivida com a “bonequinha”, saindo todas as ilustrações da mente desse personagem. Silvio, que também é assessor parlamentar (do vereador Roque Ferreira, ambos atuantes da ala marxista no PT, minoritária e a mais instigante) descreve o OBJETIVO DO LIVRO: “Sintetizado no que é o Acaso do Movimento da Matéria, conceito da Física quântica atualmente aceito para explicar os fenômenos do mundo atômico e sub-atômico. A transferência das incertezas e indeterminações do movimento da matéria para o campo das relações humanas se dá a partir da constatação das inúmeras probabilidades que uma relação humana amorosa pode ter. Assim como um sistema mecânico aparentemente previsível em sua dinâmica, pode funcionar bem por longos períodos, uma simples variação pode alterar todo seu funcionamento futuro inclusive incorrendo na destruição deste sistema. Também o mesmo se passa nas relações humanas, onde por mais que se possa estar seguro de alguma coisa, nunca saberemos onde pode desembocar as escolhas que fazemos”. Complicado? Que nada. Na leitura o destrinchar disso tudo, de forma lúdica e objetiva. O valor arrecadado será revertido para pagar os custos da impressão e de sua distribuição mundo afora. Fiz uma proposta indecorosa para o Silvio, ainda não respondida: "Compro o seu, se comprar o meu e pago somente a diferença. Topas?". O preço é R$ 50,00, comprado diretamente com o autor pelo fone 14.97993421 ou pelo email: silviodurante@bol.com.br

ALGO URGENTE PARA HOJE: Meu amigo TALES FREITAS, um jovem aguerrido, escrevinhador do blog PROSTESTO JOVEM (http://protestojovem.com.br/ ) está encabeçando uma reunião hoje, dessas onde todos os estudantes que se utilizam de ônibus no transporte coletivo e urbano de Bauru deveriam marcar presença, a do PASSE LIVRE ESTUDANTIL. Esse um debate a agitar o país todo e meio amorfo aqui na cidade. Discutir isso e aproveitando a deixa, para outras questões, como a da tarifa, traçados de percursos, horários, condições atuais dos veículos, etc. O local é Espaço da Esquerda Marxista (rua Azarias Leite 7-52) e o horário 14h. Vou registrar o evento e seria bom entupir a sede com muita gente, mesmo considerando que tudo está sendo marcado ainda num período de férias escolares. A agitação toma de algumas cidades, mesmo nessas condições e mostraria a força do movimento estudantil bauruense, algo que pode e deve ser fortalecido, para felicidade geral dos movimentos populares na Capital da Terra Branca.