segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ALFINETADA (102)*
DUAS ATUANTES PESSOAS NA QUESTÃO DA TERRA EM PIRAJUÍ
Mesmo escrevendo da vizinha Bauru, como publico aí n’O Alfinete desde áureos tempos, sempre busco produzir um texto ou outro com temais sobre Pirajuí. Dou minhas estocadas, faço meus elogios e comento de pessoas que vou conhecendo pelos caminhos da vida. No mês passado conheci duas delas e confesso, fiquei surpreendido com o que fazem e onde atuam. Trata-se de Pedro Gomes, 51 anos e Sandro Lopes, 40, ambos militantes do MST – Movimento dos Sem Terra e atuando junto ao Assentamento Vitória, localizado em Pirajuí.
Pedro, o com mais idade, preside a ASPRAVI – Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Vitória e Sandro, dirige o Núcleo Urbano Esperança de Reforma Agrária, agrupando 520 famílias da região. De ambos ouço algo instigante sobre um novo momento na luta pela reforma agrária, da forma como é promovida pelo MST. “Hoje o MST não ocupa mais. É feito um cadastramento de necessidades, enviado ao Incra, eles vem conferir e todos aguardam numa fila. Isso para evitar a humilhação de ter que permanecer por períodos longos debaixo de uma lona e na beira de estradas”, conta Pedro.

“Esse novo momento é diferente de antes, pois sem uma luta mais arrojada, demora-se mais na obtenção da conquista da terra. A vantagem é que antes ficávamos tempo indeterminado acampados e quando a terra era conseguida chegava sem nenhuma infra estrutura. Hoje, a demora é quase a mesma, a quantidade é bem menor, mas quando a concessão da terra ocorre, ela nos chega com toda infra estrutura. Tudo tem seus prós e contras”, conta Sandro.

Bonito mesmo é conhecer o trabalho deles in locu, ou seja, visitar o Assentamento e o trabalho do Núcleo. É gente atuando em Pirajuí pelo bem estar de muitos, fazendo algo realmente de concreto para minimizar a pobreza nesse país. Além disso, termino com uma historinha da religiosidade que todos ainda possuem e professam ao seu modo e jeito. “Os padres de Pirajuí gostam muito de pessoas e as missas na cidade possuem em média 150 carros em volta da igreja. No acampamento vão pouco, padre Cido foi uma vez e quem vai mesmo é o Severino Leite Diniz, um com ligação umbilical com o homem do campo e suas necessidades. Se os daqui não vão lá, o de promissão, ligado à CPT (Comissão Pastoral da Terra) nos atende”, conta Sandro sobre como a igreja encara o movimento que move suas vidas.
* Esse texto saiu publicado no semanário O Alfinete, de Pirajuí SP, edição nº 708, de 20/10/2012. Nesse mês interrompo a publicação dos textos antigos lá publicados, três por mês, retornando com a série em novembro.

DICA: ESSA É SÓ PARA QUEM É TARADO POR LIVROS - Começa hoje e vai até dia 27/10 a 9º FEIRA DE TROCA DE LIVROS DO SENAC BAURU. O negócio é o seguinte, eles disponibilizam uma quantidade de livros, preferencialmente de literatura, em língua portuguesa, com o intuito de possibilitar a troca. Voce vai lá com um e traz o de sua preferência, sem pagar nada. Ouvi no rádio pela manhã, deixei alguns no carro já de sobreavisos e de cara encontrei cinco. Troquei na hora. Tem de tudo um pouco, mas quem vai nos primeiros dias sempre sai ganhando. Tenho mais cinco agora aqui na fila de espera. O Senac fica na Nações 10-22 e o horário é das 8 às 22h. Quem perder é a mulher do padre... Amenizando o texto lá de cima, assistam novamente um pequeno vídeo de Zezé Motta, cantando na USC, 20/10, no show "Divina Saudade".

domingo, 21 de outubro de 2012

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (60)

NOROESTE: SENSATEZ, UNIÃO, REFLEXÃO E MOMENTO DE CONHECER A HISTÓRIA DOS “SORDADOS” (com “r” mesmo)
Estive presente no último sábado, 20/10, na qualidade de torcedor e observador nas eleições marcadas para acontecerem no Esporte Clube Noroeste, o time de futebol a embalar os sonhos dos amantes de futebol na cidade de Bauru. Esse centenário time já me revirou as entranhas e não existe mais como desgostá-lo, muito menos me manter distante ou indiferente a tudo o que lhe diz respeito. Tenho como tela de abertura no meu computador um desenho do bauruense Gustavo Duarte, chargista do Lance e dela só sairá quando o Norusca voltar a brilhar. Sou ativo torcedor, dificilmente perco jogos, cutuco algumas situações, instigo outras e circulo nos meios noroestinos. Dizem por aí que dirigir futebol não é brincadeira para principiantes, nem para torcedores fervorosos, muito menos para os “prontos” (duros e de caixa esvaziada), como eu e a imensa maioria dos seus torcedores. Idéias todos as temos, mas como coloca-las em prática sem o vil metal, o que move tudo dentro do sistema capitalista que vivemos.
Tenho um amigo, desses que só perde um jogo no Aldredão em caso de força maior, o Batista e ele sempre me repete que seu sonho é ganhar na loteria e dirigir o Noroeste, torna-lo grande. Pensa numa fortuna lotérica toda investida na realização desse sonho. Traça planos, cita até o nome de pessoas que poderiam chamar para o ajudarem, as mais acertadas para cada função, segundo ele. Batista, assim como eu e muitos torcedores saímos do prumo por causa desse desmedido amor pelo Noroeste e sonhamos com esse time vivendo um novo momento. Meros sonhos. Ontem, lá no furdunço do pós-tentativa de eleição, o Marcão, comerciante do segmento Loja Musical no Shopping e um digno noroestino no Conselho Deliberativo do time, falava disso numa roda de torcedores. “Eu não poderia assumir um cargo de presidente, pois amo demais esse time. Faria loucuras impensáveis para um presidente, tudo movido pela alterada razão de torcedor. Traria gente sem cacife em caixa para pagá-los, tudo motivado pela emoção de ter um time grandioso. Sei que não poderia agir assim, mas não me controlaria, acredito que colocaria tudo a perder”, disse.
Tudo isso que escrevo é porque o Noroeste ficou na eminência de que torcedores pudessem assumir o comando de toda a estrutura do time. A eleição foi marcada após a clã Garcia arredar pé de bancar tudo, pediram o boné e mesmo ainda pagando contas existentes, estão prestes a fechar definitivamente a torneira da grana fácil. E a partir daí o que virá? Uma eleição foi marcada e de tudo o que Toninho Gimenez, o capô do Conselho e presidente interino esperava despontar, nada de alvissareiro pintou como luz no fim do túnel. Eles querem entregar o Noroeste para algum grupo, onde vislumbrem ali possibilidades de conseguir buscar recursos com mais facilidades. Alguém dentro da forma como o Noroeste foi tocado até hoje. Em todas as transmissões de comando até hoje foi assim,gente ligada ao poder financeiro da cidade. Hoje, ninguém desses está se propondo a colocar a cara para bater. E os torcedores reunidos em duas chapas não dão a entender possuírem esse algo mais. Juntei o sonho do Batista, o meu próprio, a fala do Marcos, o que vi nas duas chapas, a comandada por Álvaro Pedroso, a “Sangue Novo” e por Bruno Lopes, que montou uma chapa dissidente da do Álvaro, a “NORB – Noroestinos Organizados Revolucionários de Bauru” e faço uma singela sugestão a todos. Essa sugestão pode também ser estendida para a terceira chapa, a “Novidade em Bauru”, capitaneada por Elias Brandão (tendo como vice o pai do prefeito Rodrigo Agostinho), mas fora da realidade, tentando salvar o Noroeste com shows artísticos, como se ninguém mais tivesse pensado nisso Brasil afora. Li no meio da semana um belo texto, na revista mensal Piauí, sobre como um torcedor emotivo pode por tudo a perder quando não promove ações com os pés no chão. O texto é “A decadência dos sordados – Dono de fábrica enterra a herança num time de futebol”, escrito por Paula Scarpin e que pode ser lido clicando no link a seguir: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-73/esquina/a-decadencia-dos-sordados. Ótima reflexão para todos os envolvidos com a questão.
Eu torcerei sempre pelo Noroeste e não queria me desgastar com ninguém nesse momento, que poderia ser de um união e não de distanciamentos, porém acredito ser ótimo para reflexões variadas e múltiplas. Todos temos muito a aprender com esse adiamento e o que poderá vir a acontecer com o Noroeste. Sim, eu como torcedor poderia dar um belo de um quinhão de contribuição para meu time do coração, mas não isolado, não sozinho, não sonhando com os pés distantes da realidade. Nesse momento proponho um ENCONTRO NOROESTINO (existe 45 dias para apresentação das propostas concretas de ação das chapas), onde pudéssemos ouvir, ver e discutir opiniões divergentes, debater e buscar uma solução conjunta, coletiva. Sabe quem poderia ser um dos palestrantes, o bauruense diretor de Futebol do Oeste de Itápolis, Mauro Guerra.  Seria uma boa forma de todos tomarmos conhecimento de como é a administração de um time de futebol sem um grande mecenas, sem patrocínios grandiosos, mas com uma cidade toda na retaguarda. Vamos marcar esse encontro? Quem convidaria o Guerra? Outros nomes poderiam ser colocados à baila. Se houver um aval coletivo, posso começar dando o pontapé inicial.
OBS.: Todas as fotos são desse mafuento escrevinhador.

sábado, 20 de outubro de 2012

ALGO DA INTERNET (63)

O GRAFITTI EM ALTA NA CIDADE e A DIVA ZEZÉ MOTTA ENTRE NÓS
Bauru tem de tudo um pouco. Essa universalidade, essas múltiplas possibilidades vingam aqui e ali, demonstrando que rola na cidade um bocadinho de coisas mais do que interessantes. Presencie algo desse novo no segmento do Grafitti rolando na cidade. Marques Mateus Pinheiro, 21 anos, o FINO já foi motivo de um escrito meu aqui no Mafuá (http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=ESQUINA+DAS+TINTAS), quando ainda trabalhava na Esquina das Tintas e incrementou a loja com uma seção específica de produtos para grafiteiros. Fez sucesso e agora alça vôo solo, com a inauguração de uma loja em sua casa, uma antenada República (espaço dividido com mais quatro pessoas e atividades diferenciadas)  na rua Maria José nº 5-37 (primeira quadra acima da Duque), o Instituto Graffiti Shop (http://www.facebook.com/InstitutoGraffitiShop?fref=ts),  que além de ser a extensão natural do atendimento feito pelo Fino, acabou por se transformar numa loja com revenda de telas e painéis em serigrafia, reproduções numeradas de consagrados artistas grafiteiros como: Rafael Higraff, Shn, Boleta, Zezão e outros. Quase todos os artistas de rua de São Paulo e outros conhecidos mundialmente estão ali representados com reproduções de seus trabalhos. Além é claro, do material que antes era necessário ir comprar em São Paulo, mas especificamente na Galeria do Rock, como sprays, canetas, tinta bico (cap), etc. Em dois meses de casa aberta, Fino, que também divide seu tempo dando aulas de judô, está entusiasmado com o que tem provocado junto aos grafiteiros
e interessados na cidade.

Durante a semana propiciei um encontro dos mais interessantes lá na sua loja. Felipe Carvalho, um jovem carioca, criado na favela da Providência (perto da Gamboa) e hoje crescendo no mundo do designer e do grafitti, tendo já morado uns tempos em Bauru (http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=felipe+carvalho) , veio ministrar uma palestra e uma oficina na UNESP Bauru, convidado pelos alunos de Design e me dizia que durante o tempo que passou por aqui tinha enorme dificuldade em ter material de qualidade, o de ponta para o exercício da grafitagem. Disse que se isso fosse um problema, hoje não mais e apresentei um ao outro. Felipe (http://www.fluidr.com/photos/ilpe86) continua aprontando das suas e não perdi a oportunidade de na sexta dar uma escapada das atividades profissionais e espiar a palestra sobre sua trajetória. O que me encantou foi seu trabalho no Borel, Salgueiro e principalmente em Gramacho, a terra do famoso lixão carioca. O menino não tira o pé da terra e isso é encantador. Por aqui, além de papear com os estudantes sobre possibilidades mil, deixou pintado no campus um imenso grafitti com sua assinatura e está circulando pela cidade, ele e Fino, de sprays na mão, embelezando muros e paredes. Circulando hoje pela cidade ainda existe a possibilidade de dar de frente com essas duas feras e conferir a qualidade dessa inusitada união.

UMA OUTRA DICA: Hoje 21h, Teatro Veritas da USC, um show mais do que imperdível para mim, o de ZEZÉ MOTTA, cantando e encantando com “Divina Saudade”, em homenagem a Elizeth Cardoso, promoção da Ferreira Cultura, de Botucatu (http://www.facebook.com/ferreira.culturabauru?fref=ts). No preço promocional a entrada sai por R$ 30 e estou juntando amigos para lá batermos cartão. Levo meus LPs e CDs e depois conto mais, uma história de um autógrafo conseguido, quando foi homenageada pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, coisa de mais de dez anos atrás (http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=zez%C3%A9+motta). Querendo um algo mais sobre essa linda personagem do mundo cantante (ela se diz “cantriz”, uma mistura de cantora e atriz), cliquem a seguir e ouçam ela cantando algumas, como Senhora Liberdade, do Nei Lopes (a mais bela interpretação): http://zezemottaascantrizes.blogspot.com.br/ . Deixa eu escapar correndo, pois hoje tem eleição no Esporte Clube Noroeste e quero presenciar o que ocorrerá por lá, coisas de ser Testemunha Ocular da História.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

RETRATOS DE BAURU (130)

CELI REPRESENTA DIGNAMENTE OS RESISTENTES PROFISSIONAIS DO NOROESTE
CELI LEME, 41 anos, sempre sorridente e pensamento positivo não é de Bauru, nasceu em Avaré e está por aqui desde 1991, quando veio estudar Jornalismo na UNESP. Não mais abandonou a cidade e ficou conhecida por onde passou, no Diário de Bauru, BAC, BTC, ASSENAG e SEMEL. Atuou mais como Assessora de Imprensa, mas nos últimos tempos aprendeu um algo mais, a Assessoria de Marketing, cargo que ocupa há três anos no Esporte Clube Noroeste. Celi é dessas pessoas marcantes e envolvidas de fato e de direito com o que faz, esse seu diferencial. Não me de esforços na execução da tarefa a ela determinada. Abnegada, nesse pouco tempo no time de futebol da cidade é figura marcante na área de vendas, o contato com os empresários, revendendo anúncios, desde placas no estádio a cadeiras cativas. Circula em todas as áreas da cidade e por defender as cores do lugar onde atua, tornou-se em pouco tempo pessoa querida, admirada e reconhecida. Esse reconhecimento não se dá somente por saber com quem estamos falando, mas por ver em sua atuação algo de reconhecido valor. Fala do Noroeste por aonde vá, com quem quer que seja e na circunstância em que estiver. Tem na ponta da língua o nome de todos que com ela já anunciaram e reconhece em cada um, fazendo questão de repassar isso, uma história. “Cada empresário que hoje anuncia com o Noroeste tem uma história e isso merece ser contado, divulgado, espalhado. Eu quando cito nomes não gosto de me esquecer de ninguém, pois todos são importantes. Eu prezo cada um deles. É minha retribuição pelo que fazem”, conta. Ela, mesmo não sendo uma funcionária do clube, presta serviços, é dessas que entendem o que venha a ser realmente esse centenário Noroeste. Só por vê-la trabalhando e respeitando a todos, o tratamento dado aos torcedores, a forma como dignifica o que faz, já faz parte de uma galeria de gente que sua a camisa pelas cores vermelhinhas. Seus olhos brilham de encantamento por acreditar no que faz, por não ter vergonha de continuar buscando, mesmo nas adversidades e sem reclamações exercer bem o seu papel. Gente igual a ela são exemplos vivos de que o Noroeste está mais vivo do que nunca e precisa ultrapassar logo esse momento não tão alvissareiro. Celi é decisiva para suplantá-lo, pois tudo que faz tem muito de amor. E é disso que o Noroeste mais precisa ontem, hoje e sempre.

OBS complementar: Tento relembrar alguns dos anunciantes citados pela Celi e se algum ficou de fora, a culpa foi por falha da memória desse registrador: Casa Ominigráfica, Rolafuso, Solar Tem, Tem Tudo, Bauru Peças, JD Peças e Serviços, MSU Metalúrgica, Eletro Ponto, Uau-Uau Lanches, Madeireira Floresta, Marcão Super Troca de Óleo, Fred Frisch, Gramas & Gramados, Bola na Rede, Stillo Materiais de Construção, Tudor, Peixinho, Imagem Diagnóstico, Ello Musical, entre outros. Sem contar o patrocinador Master, a Kalunga, mas esse não é de sua alçada. Para ajudá-la basta nas vendas de patrocínio, liguem para 14.30186362 ou 14.06918748 (celileme@hotmail.com).  

MEU PITACO SOBRE A ELEIÇÃO NOROESTINA: Duas chapas, uma capitaneada por Elias Brandão e outra por Álvaro Pedroso (também conhecido por Maluf) concorrem ao pleito por sua direção. Sinceramente, vejo amadorismo em ambas, mas não as desmereço. Cumprem um papel, mas ainda não vislumbro nelas o algo novo, a proposta revitalizante e inovadora. Falta algo, talvez um envolvimento maior, uma estrutura de bastidor, algo além de promessas evasivas. Torço muito para que o momento atual possa ser ultrapassado com galhardia, mas não sei se isso será possível somente com palavras e sonhos. O futebol de hoje não é brinquedo, nem pode ser objeto de experimentações. Tenho comigo que o que ocorrerá não será uma eleição e sim, uma apresentação de chapas e propostas para o Conselho Deliberativo. Desse encontro talvez possa surgir outras ideias, propostas e uma benfazeja união de interesses, culminando em algo mais palatável, pés no chão. Não sou contra torcedores assumirem o comando (afinal todos o são), mas isso precisa ser feito com retaguardas definidas e cientes de que o que virá não será algo de fácil transposição. Queria muito estar lá para ouvir, ver e talvez poder fazer sugestões, pois é somente com isso que posso contribuir no momento. E torcer, torcer muito, pelo time em campo e para que tudo possa ter uma bela solução. O Noroeste é meu time do coração.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

BAURU POR AÍ (75)

A CIDADE PRECISA DE FATO SABER O QUE SE PASSA NO HOSPITAL ESTADUAL, ADMINISTRADO PELA FAMESP
Desde o começo da semana, Pedro Valentim em sua página no facebook está denunciando algo que diz ter ouvido inicialmente dos funcionários do Hospital Estadual, um escabroso caso de imensos desvio financeiros. A FAMESP, que administra esse e muitos outros hospitais paulistas, além de futuramente o nosso já combalido Hospital de Base, faz parte de um braço do Governo Estadual. Aqui uma pequena brecha onde talvez se possa vislumbrar como são os bastidores pouco revelados entre o Governo e a FAMESP. Quando denúncias como essas ocorreram em situações outras, como por exemplo, suspeitas no Minha Casa, Minha Vida, tudo já sai no dia seguinte nos jornais, mas nesse caso só o programa radiofônico do padre Beto, na Auri-Verde deu algo. O que está acontecendo com nossa imprensa? Expliquem-me e me convençam dos motivos de nada estar sendo divulgado? A quem estariam querendo acobertar? Vejam abaixo alguns dos posts do Pedro no seu facebook:

“MÁFIA DA SAÚDE EM BAURU/DESVIOS DE MAIS DE 20 MILHÕES NO HOSPITAL ESTADUAL - Ontem, por não termos pré-agendado, não conseguimos falar com algum Procurador da República do Ministério Público Federal de Bauru...Mas hoje estaremos fazendo oficialmente a comunicação dos desvios de mais de 20 milhões ocorridos no Hospital Estadual de Bauru que pode ter sido o motivo do afastamento do Diretor Médico Clinico, o Carlos Marcharélli, do comando da Instituição...No entanto funcionários revoltados com essa situação de silêncio e acobertamento citam que outros membros da Diretoria podem estar envolvidos. É PRECISO QUE A IMPRENSA DE BAURU INVESTIGUE E DIVULQUE MAIS ESSA ROUBALHEIRA E POUCA VERGONHA EM BAURU QUE ESTA CEIFANDO A VIDA DOS PACIENTES DO SUS...Como já não bastasse a roubalheira que ocorreu no Hospital de Base, agora mais este escândalo. A QUEM INTERESSA ACOBERTAR ESSA GRAVISSIMA SITUAÇÃO...COM A PALAVRA A IMPRENSA DE BAURU.(Pedro Valentim-JornalistaMTB 42.605 e Bacharel em Direito)”, 18/10.
“EXCLUSIVO ! EXCLUSIVO ! EXCLUSIVO ! MÁFIA DA SAÚDE AGE EM BAURU - DESVISO DE MAIS DE 20 MILHÕES OCORRIDOS NO HOSPITAL ESTADUAL ESTÃO TENTANDO ACOBERTAR, PORTANTO A PARTIR DE AGORA VAMOS COBRAR VÁRIAS VEZES AO DIA AS AUTORIDADES E A IMPRENSA DE BAURU - Funcionários do Hospital Estadual estão revoltados com o clima de "silêncio forçado" que acontece dentro do Hospital Estadual de Bauru cuja Diretoria esta sendo responsabilizada pelo desvios de mais de 20 milhões da Instituição...Um dos chefes de sessão do Hospital Estadual confirma o afastamento do Diretor Clinico Carlos Marcharelli e que há uma investigação interna no sentido de não divulgar a roubalheira. Funcionários também disseram que acionaram , anonimamente, alguns órgãos de Imprensa de Bauru e ninguém foi lá. E dizem que o "Poderoso Chefão" que controlava a máfia do Hospital de Base(CUJO DESVIO É MAIS DE 16 MILHÕES) ultimamente esta se reunindo direto com a atual Diretoria. Dada a gravidade das informações hoje mesmo estarei tomando as devidas providências junto ao Ministério Público Federal. E se esses crimes que matam pacientes do SUS continuarem sem tornar público no prazo máximo de 48 horas, iremos panfletar em toda a cidade e dar os nomes dos órgãos de comunicação que foram avisados e nem sequer foram ao Hospital Estadual verificarem as veracidades das informações”, 17/10.

“MÁFIA DA SAÚDE AGE EM BAURU - É mais de 20 milhões os desvios ocorridos no Hospital Estadual... Diretor Clinico já foi afastado e estão tentando abafar o caso. Estaremos hoje pedindo providências por parte do Ministério Público Federal e Segunda-Feira manifestação na Câmara Municipal junto com Ongs e Associações de Moradores”, 17/10.

“ATENÇÃO AUTORIDADES E IMPRENSA DE BAURU - Funcionários do Hospital Estadual estão denunciando um possível desvios de mais de 10 milhões no Hospital Estadual e que este seria o motivo do afastamento/transferência do Diretor Clinico da Instituição... Lembro-me quando funcionários do Hospital de Base me comunicaram denúncia idênticas em 2001 sobre o Hospital de Base, a Promotoria e a Câmara Municipal arquivou e grande parte da nossa Imprensa não deu a mínima...Deu no que deu, né? Não precisa contar o resto. Portanto não se deve repetir a omissão e a prevaricação, que aconteceu em 2001 por parte das autoridades e dos vereadores, é preciso checar as veracidades das denúncias de alguns funcionários do Hospital estadual para não chorarmos o leite derramado depois e salvarmos a vida de centenas de pacientes do SUS!”,
15/10.

Não seria esse o fio da meada que tanto precisamos para desvendar o que venha a ser de fato e de direito essa tão acobertada FAMESP? Por que ninguém se interesse por desvendar isso? Se algo for feito, podemos descobrir como é o procedimento do Governo Estadual num todo e seu real relacionamento com a FAMESP. Conhecer isso é um mínimo de transparência exigido de setores públicos. Olha que bela matéria. Tá tudo tão fácil, bastando um simples começar para a casa ser destelhada. E ninguém parece querer desvendar

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

MEMÓRIA ORAL (129)

OS MASCATES DO SÉCULO XXI SÃO DOIS LIVREIROS
Quem não se lembra do antigo mascate, quase sempre de origem árabe, que de mala nas costas varreu esse país de cabo a rabo vendendo seus produtos. Fizeram história e muitos progrediram a olhos vistos dando origem a empreendimentos de grande vulto. Depois deles vigorou por décadas a figura do vendedor atendendo seus clientes rotineiramente com visitas semanais ou mesmo mensais, tirando o pedido nesse contato bem pessoal. Com o advento da internet esse ofício foi perdendo a eficiência, pois tudo poderia ser resolvido com um simples telefonema ou um clicar internáutico. Persistem alguns rodando quilômetros e mais quilômetros em busca dos pedidos e vendas. Alguns desses permanecem mais inusitados que outros.

Dentro desse universo de vendedores ambulantes a categoria dos livreiros sempre esteve ligada a eventos culturais e com o passar dos anos foram praticamente extintos. No último Fórum Mundial realizado em Porto Alegre talvez uma das remotas concentrações de pessoas com essa disposição, a de revender de forma cigana (ou seria mascateando?) livros, camisetas, roupas e adereços voltados para a temática do evento. E fora disso, onde estariam os resistentes? Existem mesmo e já são sabiamente denominados de “Os Últimos dos Moicanos”, alguns persistentes e conseguindo retirar “água de pedra”, para fazer uso de uma expressão popular, merecem ter suas histórias registradas. Conheço uma empresa que atua dessa forma, levando o produto onde o cliente estiver, independente do lugar e tudo isso considerando ser o Brasil um país continente, com uma área imensa e com elevados custos para sua transposição.

A Rio Books faz isso e merece ter sua história contada. Três irmãos estão à frente do negócio: Daverson, Stevenson e Gerson Guimarães, paulistas, mas mais cariocas impossíveis. Montaram uma pequena empresa no ramo de distribuição de livros, não com ampliada abrangência de temas, mas especializados em alguns, como: Arte, Design, Arquitetura, Decoração, Moda, Fotografia, Ilustração e Propaganda. Começaram numa sala em Copacabana, depois no Flamengo e na sequência num lugar que ficou famoso, o 5º andar de um prédio de departamentos no Largo do Machado, área central da capital fluminense. “Desse local tiveram início as viagens, pois para atender um público especializado é praticamente impossível fazê-lo de um lugar fixo, mesmo com o atendimento que sempre fizemos pelo reembolso postal. Acabamos nos tornando especialistas em outro quesito, o de levar o livro ao profissional nas suas feiras, encontros, simpósios, congressos, etc. Deu tanto certo que não paramos mais”, conta Stevenson, com a banca montada num Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Design da Informação realizado em Florianópolis no ano passado.

A banca da Rio Books é ponto obrigatório de passagem de todos os profissionais. “Sou carioca, trabalho em Bauru, na Unesp e mesmo com boas livrarias na cidade, nenhuma é especializada na área. O reembolso é uma coisa e ver o livro ali, ter a facilitação da compra negociada, parcelada, discutir com os colegas reunidos os lançamentos é outra coisa. E quem conhece o trabalho desses abnegados irmãos sabe o que falo”, relata Ana Beatriz Pereira de Andrade, professora de Design, ainda em Santa Catarina e diante de um sorridente Stevenson. Elogios como esse são mais do que comuns e refletem o dinamismo do que fazem, espantando “gregos e troianos”, pois são os únicos conhecidos a continuarem remando contra a maré, sem medir esforços, nem se importarem com distâncias, tudo para bem realizar o trabalho proposto.

“Nos encontramos na UFES, em Vitória – ES e cabe destacar não só o parcelamento, mas o pago quando puder.... devo não nego. Por isto somos cariocas e quando não tem o livro no momento o enviam por Sedex aos clientes. Também dão um super desconto para nós, os que compramos aos monte. Da estória da UFES vale ressaltar que fomos lá como banca de seleção de concurso para professor efetivo no departamento de design e a candidata aprovada ficou cliente por indicação minha. E também vale comentar que sou cliente, eu e um monte de gente há quase 30 anos. Também que eu e o Professor Doutor da UNESP Cláudio Roberto y Goya, no último P&D competimos com malas e caixas para ver quem acabava trazendo mais livros. Depois compartilhamos o excesso de bagagem”, complementa Ana.

Num salto do tempo, o P&D, o bianual Congresso Nacional, o mais importante em Design, esse ano aconteceu em São Luís – Maranhão (em sua décima edição pela primeira vez no Nordeste) e quem será que esteve abrilhantando os salões nos horários do coffee-break? Exatamente e tão somente a empresa dos Son – assim são chamados pra quem esquecer ou se embaralhar com os nomes esquisitos. Tiveram que dividir o país em duas regiões, a sede continua carioca, Stevenson cuida dos estados da região Sul, abaixo de São Paulo e Daverson com os do Norte, acima de São Paulo. Gerson, o outro irmão está mais afastado dos negócios no momento atual. E lá em São Luís a confirmação do dito por Ana Bia, na fala de outro mestre, o também Professor Doutor José Guilherme Santa Rosa, também carioca, lotado na Universidade Federal do Rio Grande Norte: “Todo Congresso é uma obrigação ter um livreiro. Ele faz parte do Congresso. Imagine um coffee-break sem a presença deles. Acompanho o que fazem e quando o estudante ou mesmo o professor diz que não tem o valor para a compra ele chega a parcelar em até dez vezes. Não perde o negócio e conquista a todos. Tenho alunos meus que estiveram com eles uma só vez e seis meses depois lembram inclusive não só do nome da empresa, mas também o deles. São únicos no que fazem”.

Daverson faz questão de registrar as dificuldades por exercer essa venda viajando longas distâncias. Nesse do Maranhão despachou todos os livros por transporte aéreo e foi junto, dessa vez levando a família, que o ajudou e no final todos passearam nas horas de folga. “O custo na ponta do lápis nessa viagem não foi lucrativo, mas deu para empatar. Hotel caro, despesa alta e a compensação pelos reencontros e possibilidades futuras. Nesse Congresso foram mais de 800 profissionais e a maioria, confesso já saber o nome de outras oportunidades”, diz Daverson. E isso pode ser percebido nos contatos e nos abraços, como os antigos amigos fazem ao se reencontrarem. E ali eles vão estabelecendo parcerias futuras, como no diálogo com a designer de Engenharia Têxtil, Ana Cristina Broega, da Universidade do Minho (cidade de Guimarães - Portugal – capital cultural da Europa em 2012), que aproveitou o mês para participar de três encontros acadêmico-científicos na América do Sul, sendo um em Cartagena, na Colômbia. “Em Portugal não existe algo tão específico como vi na banca do Daverson. As livrarias portuguesas não investem como antes, muito por causa da crise e por não estarem despertadas para esse mercado. Sou obrigada a comprar aqui e algo impensável por lá foi ter iniciado um dialogo, uma provável parceria para a publicação de um livro com minha tese de doutorado sobre moda. Eles deixaram um canal aberto e vamos começar a conversar. Quem sabe não os levo para um Congresso em Portugal”, diz Ana.

Guilherme Santarosa relançou o seu “Design Participativo”, em conjunto com a recém falecida Professora Ana Maria de Moraes, uma das maiores especialistas em Ergonomia no Brasil no Congresso do Maranhão, com a chancela da Rio Books e é só alegria com essa possibilidade, pois sabe que a melhor distribuição é feita por quem está dentro e entende do específico segmento onde atua. “Nem tudo são louros nesse negócio. Pergunte para o pessoal daqui e de outros lugares quando foi a última vez que um livreiro veio visita-los? Digo para olharem bem, pois pode ser a última vez. Muitos ainda não prestigiam nosso trabalho e por meros R$ 6 reais de diferença acabam comprando pelo reembolso. Esse trabalho, a aproximação pretendida é para tentar continuar fazendo algo com muita dignidade, onde o reconhecimento ocorra de forma satisfatória”, desabafa Daverson. É incontável os lugares por onde já arrastou seus livros, desde Manaus, interior de Minas, incontáveis capitais nordestinas e onde mais puder estar montando seu viajado aparato.

Difícil sim, mas prazeroso o trabalho desses dois irmãos, o Stevenson hoje já residindo em Curitiba e o de Daverson morando no Rio de Janeiro, a sede da empresa e de lá batendo asas Brasil afora, ambos quase sempre acompanhados das respectivas esposas. São os verdadeiros e autênticos mascates do Século XXI, perpetuadores de algo que muitos já acreditavam mais do que extinto, a venda quase porta a porta. Da insistência deles, a certeza que é mais do que perceptível no semblante de ambos: além de todo o relatado, o contato humano estabelecido em cada viagem é o que os move, a pilha que os recarrega para continuarem não querendo mudar de ramo e de procedimento. E assim eles continuam viajando, distribuindo livros e principalmente, fazendo amigos e proporcionando alegria por onde passam. Sempre carregando suas malas, de um lugar para outro, como os velhos mascates.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

MÚSICA (91)

A “GERAÇÃO COCA-COLA” DO RUSSO NÃO ADERE AO “QUANTO MAIS MELHOR” DA COCA-ZERO
Eu aos 52 posso ser considerado cada vez mais um velho demodê. Assumo isso sem problemas. É que cada vez mais não consigo estar inserido em algumas campanhas publicitárias e participar delas como se nada estivesse acontecendo. A última coqueluche do momento é uma da Coca-Cola, a tal de “Quanto mais melhor” (http://www.cocacolazero.com.br/pt/index.html). São latinhas de Coza Zero e nelas escritos 150 nomes dentre os mais populares do país e sair à cata do seu virou febre. Não para mim. Dia desses fui empurrado numa dessas lojas de postos de combustível por alguns apressadinhos espalhando latas pelo local em busca de uma com seus nomes. Fiquei espantado. Sou de uma geração que repudiava esse envolvimento explícito com esse refrigerante, pois se associar a algo visto como um dos símbolos máximos do capitalismo e do imperialismo americano era impensável. Os tempos mudaram mesmo, menos para mim, pois continuo achando ser desprezível possuir uma latinha dessas aqui em casa com uma inscrição do tipo: “Quanto mais HENRIQUE melhor”. Teria, no mínimo, vergonha.
Confesso não ter abandonado a bebericagem de uma coca vez ou outra, mas sem ostentação, muito menos fazendo propaganda gratuita, numa participação que só faz aumentar o consumo de algo, que todos sabemos, não faz bem nenhum para a saúde. Isso tudo me faz lembrar uma música que cantarolo até hoje e sei a letra de cor, a GERAÇÃO COCA-COLA, do LEGIÃO URBANA, que na voz de RENATO RUSSO (que diria ele disso tudo?) nos alertava para os perigos de nos deleitarmos nas benesses de um injusto sistema. Tenho o LP da Legião aqui no Mafuá, rodando sem parar na minha vitrolinha e achei esse vídeo no youtube: http://letras.mus.br/legiao-urbana/45051/. Assistam lendo a letra abaixo:Quando nascemos fomos programados/ A receber o que vocês/ Nos empurraram com os enlatados/ Dos U.S.A., de nove as seis./ Desde pequenos nós comemos lixo/ Comercial e industrial/ Mas agora chegou nossa vez/ Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês/ Somos os filhos da revolução/ Somos burgueses sem religião/ Somos o futuro da nação/ Geração Coca-Cola/ Depois de 20 anos na escola/ Não é difícil aprender/ Todas as manhas do seu jogo sujo/ Não é assim que tem que ser/ Vamos fazer nosso dever de casa/ E aí então vocês vão ver/ Suas crianças derrubando reis/ Fazer comédia no/ cinema com as suas leis/ Somos os filhos da revolução/ Somos burgueses sem religião/ Somos o futuro da nação/ Geração Coca-Cola/ Geração Coca-Cola/ Geração Coca-Cola/ Geração Coca-Cola/ Depois de 20 anos na escola/ Não é dificil aprender/ Todas as manhas do seu jogo sujo/ Não é assim que tem que ser/ Vamos fazer nosso dever de casa/ E aí então vocês vão ver/ Suas crianças derrubando reis/ Fazer comédia no cinema com as suas leis/ Somos os filhos da revolução/ Somos burgueses sem religião/ Somos o futuro da nação/ Geração Coca-cola/ Geração Coca-cola/ Geração Coca-cola”.

Fuçando na internet, achei algo mais no site www.blogsdoalem.com.br/russo e recomendo a leitura, pois lá uma mais letra mais do que atualizada. Entrem, leiam e opinem. Fiquei mesmo velho, arcaico ou somos mesmos uns bestas e fazemos tudo o que nos pedem, tudo para sermos moderninhos? Voltei de uma viagem ao Maranhão e lá descobri que um refrigerante sempre fez a cabeça do maranhense. Seus nome, JESUS. Uma gasosa, muito adocicada, de cor lilás e que não gostei, mas vende muito por lá. Sabe o que aconteceu com o Jesus? A Coca percebeu que ganharia muito com a tal marca e comprou a fábrica e hoje nas latinhas de Jesus, estampados o nome do novo fabricante e com visual mais bonitinho. A Coca não brinca em serviço, faz tudo por dinheiro e conquista até os antes esclarecidos para participarem gratuitamente de suas campanhas e hoje no facebook, o que mais se vê são postagens de alegres pessoas a estampar a latinha com seu nome, como um troféu.