NAU DA
INSENSATEZ – publicado edição de hoje, 24/08/2013.
Busco
atendimento em um serviço público e sou recebido por alguém comendo bolacha,
declarado pouco caso, falando com os seus colegas em voz alta, olhando de forma
pedante para mim pelo simples fato de ter ido buscar informações quinze minutos
antes de terminar seu expediente. Para conseguir o atendimento tive que
solicitar ajuda do imediato superior. Eu não generalizo em nada que escrevo,
mas não existe como tapar o sol com a peneira: o momento atual do serviço
público brasileiro, de uma forma geral deixa muito a desejar. Faço algumas
constrangidas constatações, necessárias para a promoção de uma ampliação da
discussão sobre o sentido atual de tudo o que vejo acontecer. O servidor
público brasileiro se acha. Infelizmente vejo parcela do tecido do
funcionalismo bastante comprometido com uma ausência grande de valores. Não
existe abnegação do que venha a ser de fato um servidor público. Vejo cada vez
mais pessoas querendo prestar concursos, atuar nessa área, mas com pequeno
envolvimento. Sim, existem muitos comprometidos, mas não os vejo mais como
maioria. O problema é sistêmico. Ao constatar predominante conduta, totalmente
no desvio, boto a boca no mundo. Faço aqui uma provocação. Experimente ter
alguma experiência no serviço público conhecendo alguém e não conhecendo
ninguém do lado de dentro do balcão. A conduta, de uma forma geral é ruim, não
só porque a cúpula o seja, mas o fato é que o tecido funcional também é ruim.
No mínimo, deficitário, negligente e, por que não dizer, pedante. Uma lástima
isso, em todos os sentidos. Sempre defendi o funcionalismo público, mas na
observação de excessos, não me calo sem nada fazer. Antes de tudo ficar
impregnado dessa mais do que evidente insensibilidade, algo precisaria ser
feito. Vejo um atendimento muito distanciado da exigência mínima de cidadania.
Nós, a população de uma forma geral, necessitando diariamente de atendimento,
não somos pedintes. E o que se pede não é nada mais do que um atendimento
digno, cordial, sensato e honesto. Nada além disso.A CRÍTICA E O TELHADO DE VIDRO – publicado edição de 17/08/2013.
VESTINDO
ALGUMAS CARAPUÇAS – publicado edição de 10/08/2013.
Sou um
incorrigível “vestidor” (sic) de carapuças. Fico lendo bestiais textos e já
acho que estão a escrevinhar de minha pessoa. Daí não me seguro mais, já quero
responder e até deixo o trabalho de lado. Tudo bem que em certos momentos
provoco, atiço, jogo lenha e instigo uns raivosos a mostrarem seus dentes. Eles
despontam de todos os lados. Uns mais moderados, argumentos convincentes,
propõem o diálogo. Com esses confabulo numa boa. Com os tratando tudo dentro de
sua limitação de pensamento único, como se tudo tivesse que obrigatoriamente
estar enquadrado dentro das leis vigentes do mercado, perco a boa e ironizo,
espezinho até não mais poder. Seria ótimo se chegasse a tirar-lhes o sono. Esse
caso da Estátua da Liberdade defronte uma loja de departamentos em Bauru é
singular. Fincada como portal da cidade propus o levante de outra, num outro
trevo, essa com a cafetina Eny Cesarino. Tudo jocosamente, provando que o bom
mesmo é sempre rir das últimas. Li de tudo, até comparações esdruxulas das
letras iniciais dos sócios, o Havan e dos que brincam com a situação estarem
associados à Havana cubana. Enxergam fantasmas em tudo, devem se mijar na cama
de algum medo entronizado no subconsciente desviado lá deles. Outro, enxergando
fantasmas e retrocessos em tudo que não seja o amém absoluto e resoluto ao
“deus dinheiro”, teve a pachorra de aventar a possibilidade de que quem se opõe
a tão edificante estátua, só pode ser beneficiário de uma tal de “bolsa da
ditadura”, ou seja, recebem soldos advindos por terem brincado de terroristas
no passado. Viajou na maionese, despirocação total. Apelam e não citam nomes,
pois não os possuem. Vivem de invencionices e maledicências. Sou assíduo nas
redes sociais e ali não há como não constatar: virou um caldo de cultura de
frustrações e espaço para a expressão de preconceitos e intolerância, muitas
vezes de maneira cruel e vulgar. Estou no meio desse jogo, verdadeiro fogo
cruzado, mas em alguns casos repudio a forma como batem deslealmente, falseando
até a verdade dos fatos.ALGO ONDE, COM CERTEZA ESTAREI NO DIA DE HOJE: À partir das 13h e até o arroz secar, hoje tem um encontro de solidariedade que não deixo de participar. ALMOÇO BENEFICIENTE AMIGOS DO TIÃOZINHO, Aldeia Bar, com muita música ao vivo. Tiãozinho tocou com a maioria dos bons músicos dessa cidade e tem uma longa trajetória no quesito musical. Percussionista dos bons, passa hoje por maus bocados, devido a um problema crônico no fígado, do qual tenta se desvencilhar. Gosto muito dele e mais ainda do que representa dentro do cenário musical bauruense. Olha ele nessa foto, tirada anos atrás por mim no balcão do Templo Bar ao lado de outras três feras bauruenses. Sempre TIÃO.