Eu quero continuar acreditando ser possível a união de gente com os mesmos interesses, unificando uma luta contra um mal maior, mas em alguns momentos ela se torna fraticida entre justamente aqueles que poderiam estar se entendendo. Hoje pela manhã, dando uma espiada no que os amigos postaram durante a noite leio uma curta frase vinda do Gilberto Maringoni: “TUDO IGUAL - Ainda me pauto por um velho verso: "Paz entre nós, guerra aos senhores". Diante de tudo o quer estou vendo acontecer, estou louquinho de pedra, querendo muito guerrear, tirar o armamento todo do armário, colocar meus tanques de guerra no asfalto, mas não aguento mais essa disputinha besta e sem sentido, primeiro entre os mais próximos, os que poderiam estar na mesma trincheira, mas nem isso acontece. Infelizmente, noto a cada novo dia raiando aqui pelos lados do mafuá que, desunidos como estamos, uns espetando e espezinhando primeiro os próximos e só depois os verdadeiros inimigos, não chegaremos nunca a um lugar comum. Mas eu continuo acreditando nisso.
Percebo isso nas pequenas coisas. Hoje abro os jornais e sabe qual o texto que mais me sensibiliza no Jornal da Cidade. Foi uma missiva encaminhada para a Tribuna do Leitor pelo amigão dos salões de dança, das rodas boêmias bauruense, o agente penitenciário e professor emérito de dança GERALDO INHESTA. Seu texto tem por título SUPERFICIAL: “Em resposta ao comentário do jornalista Arnaldo Jabor, no site da CBN, com o título “Vote na Dilma”, tenho a dizer que admiro um jornalista do naipe deste ser tão superficial assim - esses políticos já passaram por todos os partidos que foi poder - inclusive Collor foi cria da tv Globo e a única proposta do Collor era caçar marajá, ou seja, a tv Globo fez dele um playboy político - o neoliberalismo afundou até os países desenvolvidos - e não tem mais significado em falar em comunista depois que a Rússia e metade da Europa se rendeu ao capitalismo - indiretamente você tá falando que o povo não sabe votar. Até parece que a corrupção nasceu com o PT. E tem mais: se você tiver um pouco de inteligência, sabe que para reduzir a corrupção só com uma reforma política e financiamento público de campanha. Na Bolívia o Evo Morales representa a etnia boliviana pela primeira vez, ou seja, só etnia europeia que dominava o País, ele rompeu com oligarquia boliviana. Os outros países a que você se refere não se ajoelharam para o neoliberalismo – os países mais desenvolvidos há muito tempo já realizaram sua reformas agrárias”.
Amei meu amigo Geraldão e quero logo reencontrá-lo para dizer isso pessoalmente a ele, dar-lhe um justo abraço e conversar mais sobre esses assuntos com ele. Hoje queria reverenciar gente que ainda consegue refletir e não fica no batidão, aquele de doer os ouvidos e olhos, com a repetição adoentada, cada vez mais voltada para um pensamento neoliberal catastrófico, entreguista e anti-nação. Geraldão disse tudo em poucas linhas. Só etnias dominantes vigoravam até agora por quase todos os países latino-americanos e quando alguns deles saem disso, os que estão acostumados a ver os países na eterna dependência, criticam as mudanças. Estamos buscando nossas próprias saídas e isso é tão altaneiro, que chego a me arrepiar só de pensar numa América Latina toda unida, liberta e trilhando uma luta em conjunto. As forças do contra, muitas delas se manifestando aqui do nosso lado (isso está bem explícito em muitas cartas na mesma Tribuna do Leitor), demonstram o quanto deveríamos nos unir mais, pois se as mudanças ocorridas foram tão mínimas e já provocaram uma reação tão estapafúrdia, imagina se viesse da forma como deveria de fato ocorrer. Desunidos, patinaremos sempre e sempre. Geraldão e Maringoni mostraram que sabem muito bem disso. E nós? Vamos continuar brigando entre nós e deixando o lado de lá crescer e crescer? Mas que essa paz não seja entre nós atados. Precisamos desatar os nós entre os pensam mais ou menos parecido e unidos enfrentar o mal maior. Ou isso é uma grande besteira e sou mesmo um boboca.
OBS.: HOJE, DE HOJE NÃO ESCAPO - Hoje minha audiência de conciliação em Agudos, num processo movido contra mim por três membros da família Octaviani, a que domina a vizinha cidade, por ter denominado de cruéis alguns dos atos lá ocorridos e amplamente divulgados pela imprensa (juntei esse calhamaço todo). Criticar esses e todos os outros, principalmente os ocupando cargos de poder, de mando, para que não se eternizem no poder, não achem a coisa mais natural desse mundo irem se reelegendo, uma ora um tio, noutra o sobrinho, depois o irmão, o avô, a neta e assim por diante, tudo com o mesmo sobrenome. Ser contra isso e se posicionar a respeito é algo tão natural como dois e dois são cinco. Epa! Dois e dois não são cinco. Daí e por causa disso vou comparecer lá na vizinha Agudos hoje para me explicar e responder a processo por danos morais (sic). Estou nos preparos e conto com o apoio dos amigos (as), pois lutar contra as injustiças é uma luta coletiva. Acredito não estar só nessa caminhada. O Sindicato dos Jornalistas do Estado de SP emitiu uma Nota de Repúdio sobre o tema e pode ser lida a seguir: http://www.sjsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4756%3Anota-de-repudio-liberdade-de-expressao-e-direto-da-profissao
PARA CONSUMIR CULTURA EU PEGO MEU CARRO E RODO 450 KMs
“Há 46 anos ouvindo que Bauru precisa assistir bons espetáculos, conforme um colunista nesta semana escreveu. Jamais esse colunista foi assistir a um espetáculo meu. Mais de 15 peças em janeiro, e garanto e discuto com qualquer um, espetáculos muito bons e de muita qualidade... Agora tenho que ler que Bauru precisa assistir bons espetáculos. Basta e abaixo a mediocridade e esse colonialismo babaca e velho, só é bom o que vem da capital, dó é bom com a marca da Globo, só é bom essas porcarias. Basta! Não tenho mais estômago pra isso, pensei que aos 65 anos poderia ficar em paz, fazendo meu trabalho com meus alunos de teatro do Curso e aí leio essa nota... Vamos parar com isso que eu quero descer!”, desabafo do diretor teatral Paulo Neves (https://www.facebook.com/cursospauloneves?fref=ts).
Leio isso hoje e fico me remoendo por dentro. Quantas boas peças já aportaram por aqui, grupos de reconhecido valor, mas sem nomes conhecidos, os tais dos astros “globais”. Plateias vazias em quase todos. Por outro lado quanta porcaria baixa por aqui, stand ups horrorosos, mas com uma carinha famosa da TV e só por isso os lugares se esgotam. Esse negócio de santo da casa não fazer milagre não é de hoje. É a via de regra. Mas não é exclusividade de Bauru. O brasileiro não tem formação nenhuma para gostar de coisa boa, pois não está acostumado a presenciá-la com assiduidade.
Aqui duas histórias. O dono de uma FM só coloca música ruim para tocar em sua rádio, mas em sua casa só ouve MPB, clássicos, jazz, etc. Questionado, não se faz de rogado, diz isso: “Meu negócio é comercial. O brasileiro gosta daquilo, pois coloco aquilo para ele ouvir”. Na segunda história, tão ou mais trágica que a primeira, dizem e já ouvi isso de bocas que conviveram com a pessoa. Um alto (a) dirigente cultural de uma passado não tão distante, ocupando um cargo cultural de grande monta na cidade disse certa vez isso: “Quando eu preciso de cultura, pego meu carro e rodo 450 km”. Dizem mais dessa pessoa, que até chegar ao cargo cultural nunca antes havia posto os pés no Teatro Municipal de Bauru.
Isso mostra como somos e o que gostamos e o que lemos e o que propagamos como o bom, o correto e o recomendável. Um país que tem uma colunista dando pitacos políticos na TV ao estilo dessa Sherazade pode esperar o que? Que gostemos de Shakespeare? Nunca. O que esperar de alguém que assiste programas desse tal de Gentile, que estava na Band e foi para o SBT com passe valendo alta importância? O que vai ser discutido nesses programas? Merda. Só e tão somente isso. O Paulo Neves pode ser o cara mais ranzinza desse mundo (e é mesmo), ranzinza, rabugento, temperamento difícil, intratável e tantas outras coisas, mas tentem aguçar minha cansada mente. Quem ainda traz Plínio Marcos para nossos palcos? Vi esse ano jovens de 17 anos encenando esse autor e estavam todos maravilhados. Esse é só um exemplo. O que ele faz pode ser insipiente, pois trabalha com a formação, tanto juvenil como da terceira idade, mas ele faz. Eu também fico triste demais da conta quando leio algo assim. Começo a me lembrar das trapalhadas todas que já aconteceram no mundo do teatro na cidade quando peças grandiosas aqui estiveram e foram achincalhadas.
Encerro com algo que acabo de ler nos estertores do que ainda resta de Bom Dia Bauru circulando por aí. Li lá que esse ator global, esse barbudinho, um tal de Caio Castro (se me falassem só o nome nunca iria associar a nada se não visse uma foto dele), declarou não gostar de teatro nem de leituras. Gosta só de fazer TV e nada mais. Causou revolta entre os atores mais velhos. Isso é mero reflexo desse tempos, onde se lê cada vez menos, a informação está diante de nossos olhos, mas a distorcemos ao bel prazer e a todo instante. Bons espetáculos para que, né Paulo, com tanta gente pensando e agindo na contramão da verdadeira cultura? Mesmo assim Paulo não desiste, colocando seu tijolinho ano após ano nessa parede. A sua parte ele faz. Se é reconhecido são outros quinhentos.
DEIXEM-ME VIAJAR COM A ROUPA QUE MAIS ME APETECER, POR FAVOR...
Eu ultimamente não tenho me vestido de forma primorosa. Certo relaxo na vestimenta, talvez pelo fato de nos últimos tempos trabalhar em casa e daí, bermudas, camisetas cavadas, chinelos e afins. Até para as escapadas às ruas tenho saído dessa forma e jeito. Nessa semana viajei à trabalho e tanto na ida como na volta, uma roupa dessas que uso em casa. Adentrei postos de combustíveis, agências bancárias e até visitei clientes com a vestimenta. Se é a adequada ou não, acredito que não tenha causado problemas para mim, nem para meus parcos negócios. Escrevo isso após tomar conhecimento de mais um episódio dentro da surrealidade do que tomo conhecimento, fruto desses nossos tempos. O caso foi o seguinte: professores debocham de passageiro mal vestido em aeroporto e demonstram a indigência moral da sociedade. Para os que, ainda não tomaram conhecimento do fato, eis aqui uma boa leitura sobre o tema:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-empregada-ja-tem-carro-e-eu-estudei-pra-que-5156.html.
Eis parte do artigo: “Neste caldo cultural, nada pode ser mais sintomático da nossa falência do que o episódio da professora que postou fotos de um “popular” no saguão do aeroporto e lançou no Facebook: “Viramos uma rodoviária? Cadê o glamour?”. (Sim, porque voar, no Brasil, também é, ou era, mais do que o ato de se deslocar ao ar de um local a outro: é lembrar os que rastejam por rodovias quem pode e quem não pode pagar para andar de avião)”. Discutir isso é discutir o Brasil que temos e o que queremos. O caso do quase linchamento do menor no Rio e depois o amarrarem num poste, com comentários preconceituosos que fariam corar até um gigolô da Boca do Lixo, lugar onde acontece quase de tudo é sintomático desse Brasil aí fora. Quem não se lembra do comentário de Boris Casoy sobre os lixeiros. A menina aí do SBT, uma tal de Sherazade é a pura pregação do “olho por olho,dente por dente” como solução para tudo. Disso tudo tiro o seguinte, o país está cada vez mais dividido, alguns fazendo uso de um vale tudo para impingir aos demais o que pensam, como pensam como a única possibilidade viável para se safarmos bem dos nossos problemas.
Eu já fui aqui chamado de “joão ninguém”, “quebrado”, “desajustado” e até de ignorante. As vestes usadas por quem não está ajustado ao padrão dito por alguns como o recomendável é só a ponta do iceberg. Confesso que não ando em andrajos para impressionar ninguém, nem para “causar”, mas porque me sinto bem assim. Mas que existe uma casta cada vez mais incomodada com parcela da população que passou a consumir mais, viajar mais, ter mais, isso é mais do que evidente. E se incomodam esses, quero expor aqui meu vestuário costumeiro (useiro e vezeiro), pois deixar esses intranqüilos, percebendo já não serem mais os donos absolutos de privilégios é algo que muito me apetece. Essa parcela do país que ainda se acham os “donos da cocada preta”, precisam entender que eu já posso viajar de avião (faço uso de milhas, outra declarada pobreza) e vou sempre ao meu modo e jeito. Posso até comer um lanchinho, uma perninha de frango com farofa no meio da viagem, pois tem empresa que nem água mais serve graciosamente em seus vôos. Como é ótimo incomodar alguns.
TRÊS REFLEXÕES DO QUE ESTAMOS PRESENCIANDO E UMA MINHA, FECHANDO A TAMPA DO CAIXÃO
REFLEXÃO 1 - “E hoje estava eu, andando de bicicleta com meu filho, quando decidimos parar numa banca de jornal pra que ele comprasse algumas figurinhas. Alguns minutos depois parou um carro, desses bem grandões, último modelo, com um casal dentro. O homem deixa o carro ligado e desce, vêm até a banca. Se coloca "defrente" à prateleira principal, onde lá estavam, estampados, alguns exemplares da Revista Veja. Confesso que preconceituosamente intuí aquele sujeito comprando um exemplar da malfadada revista, mas para minha surpresa ele pedira "Isto é" e "Carta Capital". Acabou levando ambas, deixando a belezura da Veja lá. Isso foi em Piratininga, uma cidade com pouco mais de 15.000 habitantes. Prova que meu preconceito, que continua existindo, pra minha sorte vez ou outra me engana!”, Daniel Pestana Mota em sua página nas redes sociais.
REFLEXÃO 2 - “HAHAHAHAHAHHA VC SABE QUANDO ALGUMA COISA VAI MAL NA REDAÇÃO, NO MOMENTO EM QUE UMA MENINA VIRA CAPA DA REVISTA SEMANAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO DO PAÍS POR RECEBER DOAÇÕES QUE TOTALIZAM R$ 1.690,00 (MIL SEISCENTOS E NOVENTA REAIS) PARA COMPRAR ÁGUA, GELO, PÃO, RABANADA, TOALHA DE PAPEL E PAGAR O SOM DE UMA FESTA CHAMADA "MAIS AMOR, MENOS CAPITAL". AINDA COLOCAM A PRESTAÇÃO DE CONTAS COMO "DOCUMENTOS EXCLUSIVOS", COMO SE FOSSE A GRANDE TERRORISTA, A OSAMA BIN LADEN BRASILEIRA AHAHAHAHHAHA”, na página de Marcos Veneroso.
REFLEXÃO 3 - “Papel de liderança.- O bom militante, não é aquele que tem apenas paixão pela luta que abraça, ele também abraça os companheiros que estão lutando ao seu lado.O bom militante não tem apenas paixão, tem também equilíbrio, a primeira emoção impulsiona, a segunda reflete, organiza e se previne de possíveis ataques inimigos. Se comete um erro, reconhece e segue em frente, procurando aprender com eles. Portanto, cabeça e coração fazem o movimento de avançar ou se manter no movimento sempre contínuo da estrada sem parar, sem recuar, sempre em frente para chegar ao destino que escolhemos. Nós as vezes na luta, precisamos fazer o papel de inspiração e consciência para nossos companheiros, demonstrando também firmeza e ponderação, dizendo o que é preciso na hora certa, ainda que não seja algo agradável. O líder não faz o que todo mundo quer, do contrário não seria liderança. A paixão sozinha, não nos garante chegar aonde queremos, nosso carro não pode ser um veículo desgovernado e prestes se precipitar ladeira abaixo. Cabeça para pensar e se precaver, coração para unir os companheiros com humildade. Essas são características difíceis em termos pessoais,mas que fazem parte da liderança comprometida, apaixonada e também responsável, Lula esse grande líder, mostra como fazer”, Mara Rocha, militante petista num momento de reflexão.
MINHA CONCLUSÃO - Depois desses três escritos vai um meu para começar a semana. Fora de Bauru nesse final de semana, tento aqui onde estou colocar as leituras em dia. Não consigo, as atribulações são muitas e os motivos para fazer outras coisas idem. Peguei e tentei ler um Caderno de um desses jornalões, que antigamente possuíam um só com esse título “Internacional” ou “Mundo”, hoje não passando de meras poucas páginas. Sou de um tempo onde esses jornalões e mesmo a televisão tinham muitos correspondentes internacionais espalhdos nos palco dos acontecimentos. Hoje não mais, poucos se aventuram a manter alguém com essa finalidade. As matérias feitas da própria redação, ao estilo do chupim, ou seja, no formato facilitado por esse tal de “Google” são a quase praxe (ou mesmo praga). Tento ler um desses cadernos hoje, pois gosto muito dessa parte, tanto nos jornais, como nas revistas.
Esbarro em algo muito simples. O que para esses é falta de liberdade de expressão e do direito à privacidade, na maioria dos casos é exatamente o contrário. Veja o caso do que acontece nesse momento na VENEZUELA. Os tais dos blacks blocs deram as caras por lá também e de um jeito assim sem que não exista nenhum elo de pensamento e ação, promovem uma ação justamente no meio da barafunda oposicionista contra o governo Maduro. Percebo as similaridades bem expostas, como fratura com o osso para fora. Estão, lá como cá, a serviço de alguém e até regiamente pagos por alguém. É claro, que no caso lá deles, Maduro não é Chávez e a situação da Venezuela um tanto diferente da nossa, mas como tentam uma oposição (que se agarra a qualquer fio desencapado), virando países ao avesso para fazerem valer seus interesses, está tudo tão parecido, que até já vejo uma mesma direção comandando tudo: a do pensamento neoliberal predatório acima de tudo e de todos. Não caio nessa ladainha de uma oposição apostando no quanto pior melhor, pois o que ela quer para os países é muito pior do que estamos presenciando hoje. Quando leio aqui no Brasil que uma associação de classe como essa ANJ – Associção Nacional de Jornais (os donos dos meios de comunicação) se colocando ao lado da aoposição venezuelana, argentina, sei que devo me manter no lado oposto a isso, pois estão cumprindo um papel muito parecido com o que foi presenciado no país no período anterior ao golpe de 64. E de pouco adianta o que foi feito, décadas depois virem se desculpar, pois não mudaram nada. São os mesmos, a mesma crueldade, a mesma linha de pensamento e ação.
THEREZA YOSHINO, UMA VELHINHA NAS PARADAS DE SUCESSO E UM PROVÁVEL FIO DA MEADA NO CASO DA MORTE DO JAPONÊS ANDARILHO Gente que não para nunca é para estimular qualquer mente cansada, querendo desistir de fazer coisas, de ir à luta e lutar por seus objetivos. Ainda mais quando essas pessoas já passaram dos 70 e tanto de idade e continuam, sem pestanejar, saindo ás ruas e expondo suas carinhas, sem medo de serem felizes. Ontem, revi uma dessas, corajosa como poucos e escrevo umas poucas linhas dela aqui e agora.
THEREZA YOSHINO já passou dos 70, não gosta de revelar a idade para qualquer um, professora aposentada, “catedrática”, como gosta de salientar, o que para ela significa ter sido “concursada”. Começou dando aulas lá nas barrancas do Paraná até conseguir vir para sua Bauru. Solteira convicta, não gosta de viver entre amarras e nem de ficar presa entre quatro paredes. Vive nas ruas, andando como pode (quase sempre de ônibus), mas não deixando de ir onde algo estiver acontecendo e ela ache que lá precise estar. Na noite de ontem estava, 23h30 no Made in Brazil vendendo cartelas do Bauru Cap, não por necessidade (“ganho meros R$ 1 real por cartela”, diz), mas por ter motivo para ver gente, conhecer pessoas. Mora ali perto, duas quadras do Parque Vitória Régia, junto dos irmãos, sendo a mais falante, comunicativa e “rueira” (no bom sentido). Na última eleição, acabou saindo candidata a vereadora pelo DEM e me confessa: “São meio elitistas, não?”. Thereza, por tudo o que vê e ouve pelas ruas, pode até ser enganada, percebe as “roubadas” que se mete ao longo de sua vida, mas de uma coisa não abre mão, a de continuar podendo, enquanto forças tiver, de bater perna. “Rua é tudo”, me diz.
OBS. SOBRE MORTE DO JAPÔNES ANDARILHO – Ela fica toda contente por me reencontrar. Diz ter visto meu nome no jornal e queria mesmo muito conversar comigo. Conta história comprida das vezes em que parou para conversar com SEU KIMURA (me diz que Timura não existe, devo ter entendido mal). Lembra de uma vez que pagou marmitex para ele e de outras em que ele disse-lhe o nome. Foi voluntária por muitos anos do Albergue e lembra muito bem que ele ficou abrigado lá anos atrás por algum tempo. “Tudo deve estar registrado nos livros da entidade. Tem duas coisas importantes sobre ele e o Albergue. Eles, após passado o tempo limite de permanência por lá o enviaram para uma cidade bem longe de Bauru, talvez para dificultar sua volta. Isso não me sai da memória. Eu havia conseguido um lugar para ele ficar, numa entidade japonesa na capital, especializada em idosos nipônicos. Fiz de tudo para eles enviarem o andarilho para lá. Disseram não poder e como não havia recursos, ele não foi. Podia não ter ficado nas ruas esse tempo todo se tivesse sido enviado para lá. Conheço também uma senhora japonesa, a cara dele, muito fechada, que veio para Bauru cuidar de dois parentes enfermos. Queria ir lá com alguém para ter certeza de que ela não é a irmã dele. Sei onde é a casa, no jardim Terra Branca, rua México, perto da Hípica. Ela se chama Kimura, as vezes diz Nomura. Um bom fio dessa meada”, me diz.
EU SÓ QUERIA ENTENDER – SÓ É ENGANADO QUEM SE DEIXA SER ENGANADO
1.) “SININHO - Não conheço essa moça chamada de Sininho, não sei o que ela pensa e tendo a não concordar com suas ações. Mas o verdadeiro linchamento midiático a que ela está sendo submetida por parte da Globo, Veja, Zero Hora e alguns blogs ditos governistas me fazem ser solidário a ela nessa situação”, leio isso publicado por Gilberto Maringoni, aqui onde me encontro distante de tudo e de todos. O que não bate para mim é como a mídia usa as pessoas na defesa dos seus interesses e depois os descarta da forma mais ignóbil possível. Não coaduno com os métodos dessa moça, porém pior que ela são os que até pouco tempo endeusavam ações provenientes do grupelho onde ela milita, pelo simples fato de que favoreciam seus interesses e hoje é jogado no covil dos leões como sendo a pessoa mais pérfida do país. A máscara de muitos está caindo, mas uma permanece atuante, a de quem joga pelo quanto pior melhor, fazendo questão do uso de qualquer fio desencapado para tentar fazer valer seu jogo mais que sujo. Eu não entro nessa, ainda mais quando tenta impingir culpa em representantes dos Direitos Humanos. Ela não tem o original pó do pirlimpimpim da Sininho de antanho, mas não é o que de pior temos.
2.) Leio no jornalão de nome O Globo uma pérfida manchete na edição de hoje. A mesma deve estar estampado nos mesmos Veja, Zero Hora e outros. “Fúria Arrecadatória – Gilmar Mendes sugere vaquinha para devover R$ 100 milhões desviados dos cofres públicos”, essa a manchete. Minha pergunta: Por que essa insistência em tentar engambelar uma nação, como se os maiores criminosos desse país fossem o da estrela vermelha, quando até as pedras do reino mineral sabem que os maiores continuam soltos e em plena ação. Que credibilidade possui Gilmar Mendes diante de tudo o que já presenciamos vindo de sua pessoa... Não dá para os que conhecem um mínimo desse processo, de como foi montado, uma atroz perseguição insana, doentia, verdadeiro massacre perseguindo uns e inocentando outros. O que está por trás disso tudo, infelizmente é a confirmação de que pouca coisa resta no país no seu momento atual de retidão, de Justiça de fato. A inversão de valores é tamanha que assusta a tudo e todos. Impossível permanecer indiferente a tudo isso.
3.) Vejo publicado na imprensa de minha aldeia uma foto tirada na praça mais famosa da cidade, a Rui Barbosa com alguns dos cinegrafistas atuantes.Todos trabalhadores preocupados com o futuro de gente igual a eles, os que estão à frente de todo trabalho jornalístico. A preocupação deles eu entendo e apóio. Isso uma coisa, louvável. Algo que também precisa ser questionado e também ser motivo de uma ampla reunião de jornalistas e afins, com foto divulgada para todos os meios de comunicação é com algo sobre como os tradicionais meios de comunicação estão hoje desvirtuando a realidade dos fatos em benefício próprio. Constroem culpados da noite para o dia e os expõem de forma sórdida como se fossem eles os maiores vilões do momento atual vivido pelo país. Mais que esses mascarados de hoje nas ruas, os zés ninguéns, os paus mandados, os que estão sendo pagos, queria muito ver elucidado de uma vez por todos os responsáveis pelos aliciamentos desses, mas não só os de agora, pois isso não está ocorrendo somente nesse momento. Tem gente de todas as matizes por detrás desse monstro criando e apostando no quanto pior melhor, para lá na frente, como país do avesso, darem uma de anjos salvadores da nação. Odeio gente que se apega até em fio desencapado para fazer valer seus interesses. Olhemos não só para os culpados que nos estão sendo indicados, pois existem outros, talvez até piores que esses.
Vou dormir, estou um bagaço, não vai ser essa uma hora que ganharemos com o fim do horário de verão que resolverá meu problema e amanhã tem mais, muito mais.
PORTUGUÊS, UMA LÍNGUA MUITO DIFÍCIL!!! – AÍ, COMO SOFRE ESSE MAFUENTO
Sou constantemente admoestado aqui pelas ondas mafuentas por causa dos meus escritos não tão escorreitos. Aos 53, confesso, tenho uma dificuldade em aprender o que ainda não consegui aprender até hoje. Cada vez mais. Dançar então, nem pensar. Babo vendo o Geraldo Inhesta dançar, me contorço todo, mas não sai nada de bom de minhas pernas. Aliás, nem gols saíram muitos. Adorava jogar bola, mas sempre fui um péssimo jogador. Tem coisas que a gente desiste com o tempo, outras não. O escrever eu continuo tentando. Aqui o blog as coisas sempre saem muito na correria e os erros são inevitáveis. Quando me sobra tempo, releio tudo e vou corrigindo aos poucos. Em textos mais apurados perco mais tempo e saem bocadinho melhor. Mas de uma coisa todos temos que concordar, essa nossa língua é mesmo difícil, hem?
Achei isso ainda agora e já repasso aqui: “É! O português falado no Brasil permite que se calce uma bota e que se bote uma calça. É complicado! O português praticado no Brasil não é para amadores, nem puristas...”. Desconheço o autor da pérola...
E para complementar, umas piadinhas, pois hoje é sexta e a seriedade já me abandonou no meio do dia:
Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza: - Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso. - Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde? - Sou de Maputo, Moçambique. - Da África, né? - Sim, sim, da África. - Aqui está cheio de africanos, vindo de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
- É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade... - Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito. - Desculpe, qual sala? - Meia oito. - Podes escrever? - Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68. - Ah, entendi, meia é seis. - Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar? - Quanto tenho que pagar? - Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia. - Hmmm! que bom. Ai está: seis reais. - Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende? - Pago meia? Só cinco? Meia é cinco? - Isso, meia é cinco. - Tá bom, meia é cinco. - Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia. - Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte. - Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia. - Pensei que fosse as 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
- Nove e meia, assim, veja: 9:30 - Ah, entendi, meia é trinta. - Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado? - Sim, já estou na casa de um amigo. - Em que bairro? - No Trinta Bocas. - Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas? - Isso mesmo, no bairro Meia Boca. - Não é meia boca, é um bairro nobre. - Então deve ser cinco bocas. - Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu? - E há quem possa entender?
É mais ou menos o meu caso. E não seria o seu?
Obs.: As charges são portuguesas, todas do Fábio Sgroi, publicadas no jornal lá deles, o Página 3, versando sobre regras de concordância.
Macacos me bloguem. Aderi. Estarei juntando aqui, direto do meu mafuá particular, translucidação da minha bagunça pessoal, uma amostra de escritos variados, onde cabe de tudo (quase!) um pouco, servidas sempre, de forma desorganizada, formando um mural esclarecedor do pensamento de seu escrevinhador.
Pegue carona aqui e ao abrir a tampa do baú, constate como encaro tudo isso. Deixo cair rostos, palavras; alguma memória. O diálogo se instaura.
Abracitos do
Henrique Perazzi de Aquino - direto de Bauru S.P.