quarta-feira, 22 de outubro de 2014
FRASES (123)
TUDO CONSPIRANDO A FAVOR – UFA!!!!
1 – A rua onde moro está de pernas para o ar. O DAE troca a tubulação dos emissários de esgoto da quadra 1 da Gustavo Maciel, barranca do rio Bauru e por aqui, além da falta d’água temos também uma poeira de dar gosto e a barulheira dos tratores. Nada a reclamar, a melhoria será evidente e fora o buracão de fora a fora, tomando conta da quadra inteira, pouco a pouco tudo vai sendo ajustado. Logo pela manhã a campainha toca e ao atender, um dos funcionários da autarquia. Já ia preparado para retirar o carro do lugar onde havia estacionado, mas não era esse o motivo de sua inesperada visita. “Vejo que o Sr, assim como eu é eleitor da Dilma, pelo pequeno adesivo colado no vidro traseiro do seu carro. Ganhei um grandão, mas não posso colar no meu, pois tenho receio de me comprometer com alguns graúdos onde trabalho. O Sr não quer para colocar no seu carro?”, me diz. Claro que aceitei e fiz a troca quase que imediatamente.
2 - No mercado, também pela manhã, quando fui comprar pão, percebo na fila do caixa uma embaladora de mercadoria conversando em voz alta com um cliente. “Não tem como querer esconder isso da gente. Esse pessoal do Governo fez muito pelo pobre, minha família nem trabalho tinha antes e hoje além de todos estarmos empregados, conseguimos a casa própria e eu estou num curso técnico. Como posso não estar contente com isso tudo?”, diz. Prolongo a estadia na fila, só para continuar ouvindo a continuidade da conversa: “O Aécio fica falando que o PT roubou, mas pensa que nós somos bobos. Eles roubam muito mais. Roubam e não fazem nada. Se ela roubou, tô vendo gente presa e muita coisa boa foi feita. O pessoal do Aécio só engana quem quer mesmo ser enganado”. Ao sair não resisto e lhe digo, “também voto nela” e a vejo sorrir. Fui embora, mas a conversa continuou e não vi ninguém contrariado ou discordando do que a menina falava.
3 – Sentado na sala de espera do cartório um senhor de uns 60 anos fazia questão de dizer besteiras, as tais mentiras que repetidas mil vezes acabam virando verdade. “O filho do Lula é o dono da Friboi, como é que ele quer se passar por mocinho”. Estava em ponto de explodir e criar mais um caso, pois até as pedras do reino mineral sabem que isso não é verdade. Antes que subisse nas tamancas e saísse do sério, eis que uma simpática senhora, até então lendo uma revista, levando os olhos e se mete no meio da conversa. “Isso que o senhor está dizendo é mentira. Já foi desmentido várias vezes. Se quer falar mal do Lula use outro argumento, se quer votar no Aécio diga isso claramente, mas não use de mentiras, pois isso é feio na sua idade”, disse mais ou menos isso. O cara tentou resmungar, mas ela me parecia pronta para tudo. Nisso fui chamado para o atendimento, mas deu tempo de ver o senhor respondendo a ela algo assim: “Eu até gosto do que vejo dessas moradias populares e dos médicos de fora, mas...”. Não deu para ouvir mais nada.
4 – Quero para encerrar contar algo do que percebo ocorrendo país afora. Tenho um casal muito amigo lá no Recife PE, a Carmen Bezerra Bandeira e o Urian Adria de Souza, ambos amigos da Ana Bia (e agora também meus). São esquerdistas de quatro costados e sofreram um bocado com tudo o que ocorreu no estado, a morte do Campos e a Dilma perdendo por lá. Dias atrás a questionei: “Não sei como essa família do Eduardo Campos, líder de um tal de PSB consegue votar na direita mais retrógrada que temos. Me explique isso”. Ela me respondeu dessa forma dia 18/10: “Estamos lutando e também perplexos e tristes como você... as coisas estão complicadas, não podemos dizer que o PT local não fez por onde... Eduardo oportunisticamente tirou partido da fragilidade, depois veio a fatalidade do acidente (difícil entender né?); a família, a cidade, o estado, sucumbiram à comoção diante da tragédia, (que também faz parte da história nacional)... aos poucos a militância tenta reagir, mas vamos ver até onde conseguiremos juntar os cacos”. Dias depois ela já postou algo novo: “Henrique, Pernambuco é Dilma, Marco Zero, domingo, 19. Hoje tem Dilmais... nós com a presidenta e o Lula, este grande pernambucano.”. E depois da passagem de Dilma no Marco Zero da cidade a euforia já tomava conta pela reversão do clima na cidade: “Henrique, ontem no Recife, foi demais... uma verdadeira lavagem de alma, você precisava ver”. Instiguei com uma pergunta: “Fiquei mais do que contente, pernambuco vai fazer valer a força de Arraes, que com certeza estaria com Dilma e não com Aécio”. Sua resposta é a sinalização de que as ruas estão respondendo ao apelo da razão e do bom senso: “Sim, esse é o sentimento geral por aqui... o Arraes deve está se virando no túmulo, de indignação”.
5 – Tô achando que vai dar de novo Dilma! As duas primeiras fotos são do meu meio de locomoção e as três últimas são da festa de anteontem no Recife.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (65)
O FACE, FRIDA, SIVALDO, ARILTON E A CIA ESTÁVEL DE DANÇA SURFANDO NISSO TUDO
Primeiro escrevo sobre o sujeito por detrás desse maravilhamento que é a Cia Estável de Dança, capitaneada e comandada pelo competente amigo SIVALDO CAMARGO. Eu sei como é difícil tocar um projeto cultural a contento dentro de qualquer tipo de hoste pública, pois já estive do lado de lá. Os entraves são muitos, os percalços a cada dobrada de esquina, os obstáculos intransponíveis, os problemas surgindo de todos os lados e poros, mas existem pessoas realmente abnegadas dentro desse negócio dito “serviço público”. Existem aqueles que insistem em dar murro em ponta de faca, que fazem mesmo diante de tudo conspirando contra. Conheço muitos aqui em Bauru com esse perfil e um desses é o Sivaldo. Ele é o diretor dessa Cia de Dança e sua vida está enfiada nisso dos pés à cabeça. Ele não faz isso para ganhar dinheiro, para tirar proveito próprio, para levar vantagem, faz por querer ver a coisa andando, funcionando e nem olha para os lados. Vai lá faz o que tem que ser feito e faz bem feito demais da conta. O que esse cara tem feito junto a essas meninas (quase não existem meninos por lá, infelizmente) é algo merecedor de efusivos aplausos. Se querem constatar isso que aqui escrevo é muito simples, é só ir lá assistir a algum ensaio ou mesmo os espetáculos dessa Cia.
Ontem fui ver com a Ana Bia, a professora Ana Maria Daibem e a diretora teatral Regina Ramos, juntando-se a nós Mariza Basso e Kyn Junior, além do diretor e ator teatral Manuel Hernandez, Alexandra Aiello, Neli Viotto e outros. Sentadinhos ficamos todos de boca mais do que aberta, babando a cântaros com o que esse explicito torturador consegui fazer com suas (sic) meninas. O espetáculo é um primor e só fui entendê-lo na sua plenitude, quando no seu final tive o prazer de participar de uma entrevista com Ana Bia (para um trabalho seu lá na Unesp) junto do ARILTON ASSUNÇÃO, o coreógrafo, um cara muito envolvido com essa questão da dança, mantendo sua Cia lá em Salto, também interior de SP. Ele dá detalhes dos motivos de ter usado isso e aquilo durante o espetáculo e quando você consegue ir além do que observa lá assistindo, tudo se amplia na sua cabeça. Melhor que tudo, foi ter tido a oportunidade de estar ao lado da mestra Ana Daibem, eterna esposa do querido e saudoso Isaías Daibem, encantadora pessoa humana, cheia de luz e vê-la saindo radiante dali, fazendo questão de não ir embora enquanto não desse um abraço no Siva.
Fomos todos abraçá-lo e mais que isso, conheci a salinha lá deles, da direção da Cia. Um lugar bem com a cara da dança, cheia de pequenos e ricos detalhes, cada um mais encantador que outro. Cada coisinha ali tem uma história mais que própria, uma riqueza impar. Me encantei em ver como tudo é bem feito por lá. Siva tem uma preocupação tão grande com suas pupilas, que a cada apresentação cuida ele mesmo do que elas vão comer após a estenuante apresentação. Tinha uma bela de uma massinha as esperando lá nos fundos do teatro, algo muito cheiroso e feito com muito amor e carinho. Aquele jantar, para quem conhece esse outro lado do também cozinheiro Siva, tem a sua cara, um esmero só seu. O cara pensa essa Cia nas 24h do dia e faz de tudo por elas. Tenham certeza, deve colocar granasua do bolso nesse negócio. Na seqüência fui jantar com Siva, o Arilton, o assistente de coreografia Alex Gonçalves e minha Ana ali no Baby Buffalo e mais papos dos mais agradáveis. Foi uma noitada e tanto. Finalmente vi Frida, conheci as entranhas da Cia Estável (não vi por lá nem Rodrigo Agostinho, nem Elson Reis, nem Jair Marangoni, nem Suzana Libório, mas vi Nilson Junior, Minae e Valter Tomaz Ferreira) e posso escrever agora muito mais abalizado. FRIDA É TUDO DE BOM. O Face continua e com ele eu continuo na rua.
E como é gostoso demais da conta ir ao teatro e lá encontrar na portaria uma pessoa competentíssima como esse GIBA, uma das mais antenadas com tudo o que acontece por lá. Ele é um lindo cartão de apresentação da nossa Casa de Espetáculos, do tipo que se não lhe dão a informação para ser repassada ao visitante, corre em busca dela, tudo para poder estar bem informado e poder repassar a coisa certa. Adoro gente dessa laia. Eu poderia, deveria e tenho muito mais para escrever disso tudo, mas meu dia hoje está mais do que cheio. Preciso ganhar meu dia, preciso continuar dando meu quinhão, minha modesta contribuição para Dilma chegar lá, preciso cuidar dessa dor nas costas que acaba comigo, de tanta coisa mais e o tempo urge. Daí me despeço e agradeço aos amigos por vivenciar esse algo mais que poucos conhecem dessa ainda oculta Bauru. Eu gosto é dessa Bauru e diante de tantas outras, não quero arredar meus pés dessa, uma a recarregar minha vida.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (77)
“DESCULPEM, MAS TIVE QUE CAGAR NO MATO E QUASE TOMEI ÁGUA DO RIO BAURU”, DUAS MEDIDAS URGENTES E EMERGENCIAIS Na feira dominical ontem a grande sacada do que de fato está ocorrendo em Bauru: a população está literalmente defecando no mato (e sem cachorro). Muitos desceram para o passeio matinal sem fazer suas necessidades fisiológicas em casa, tudo motivado por um único motivo: FALTA DE ÁGUA EM TODA CIDADE. Vi muitos trançando as pernas e à procura de um lugar seguro para depositar seus excrementos. Por lá a coisa ficou difícil e muitos comerciantes nos arredores estavam regateando de ceder espaço, pois suas latrinas já estavam abarrotadas. Qual o jeito? “O mesmo que encontrei. Fazer no mato”, nos diz Guardião, o super-herói bauruense, defensor de tudo e de todos, mas também sofrendo pacas pelo apertado da situação e na iminência de entrar em colapso pela falta de água. “Tô quase seguindo o exemplo do HPA e tirando água de balde do rio Bauru, mas diante do rio não tive outra alternativa, fiz ali direto na fonte as minhas necessidades. Como posso conseguir atuar a contento por aí e com tudo concentrado aqui dentro de mim. Minhas atividades estão mais do que prejudicadas”, confessa constrangido o até então durão Guardião, naturalmente enfraquecido e constrangido pelo inusitado da situação. "Isso nunca me aconteceu antes", diz.
Assim como Super-Homem possui seu ponto fraco, a kriptonita, Guardião deixa claro que gosta mesmo de fazer suas necessidades em lugares limpos e beber água potável e na falta disso, perde poderes. Na Bauru da era rodrigueana ele está padecendo um bocado e diante da hipótese de ir em busca de ares mais palatáveis na capital paulistana, pois por lá na era alckmista, a constatação de que a coisa está piorada. “Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come, bem assim. Se faltou programação, organização, estruturação ou qualquer outro ão, o caso é que tanto lá como cá, isso tudo e junto. Em Sampa pior, pois o governador sonegou informação com fins eleitorais e aqui, mesmo Rodrigo tendo apresentado plano para o setor quando vereador, nada foi feito e só agora, diante do caos estabelecido, uma tomada de consciência. Por que as coisas acontecem dessa forma e jeito?”, desabafa Guardião. De uma coisa tenham certeza, a chuvinha de ontem serviu para amenizar a situação dos que defecaram no mato, pois dissolveu tudo e a natureza, muito sensata nessas ocasiões já deve ter feito aquela mistura orgânica e até o cheiro embosteante já foi dissipado. Mas existem os que estão a defecar hoje, pois a chuva anunciada não veio e o tal rodízio de água continua, daí sem descarga para suas casas e não querendo aquele cheiro insuportável dentro dos lares, a solução é o novamente o mato.
Guardião, muito rápido e sagaz, saca mais uma: “Encontro-me num mato sem cachorro, seco por fora e estufado por dentro, assim como a maioria da população. Diante de problema que o prefeito alega ser daqueles imprevisíveis, proponho desde já a criação em caráter EMERGENCIAL, talvez por Decreto Prefeital sem necessidade de anuência da Câmara (eles irão apoiar, afinal também cagam e necessitam de água) de duas medidas paliativas, mas de grande sapiência nesse momento. Primeiro a transposição do ribeirão Bauru, muito além do que já ocorre hoje com esses tubos em sua margem, mas uma espécie de dessanilização (sic) de suas águas, que nada mais é do que torná-la potável. Solução fácil com a distribuição de peneiras onde a população coaria a água e a levaria para suas casas. Sou pela distribuição imediata de peneiras para toda população. Por outro, já que a água depende mesmo da vontade divina e nem todos possuem meios de acionar São Pedro adequadamente para abrir as torneiras do céu para nós bauruenses, vejo que o prefeito poderia institucionalizar que o cagar em público nesse momento estaria liberado, SEM QUE INCORRA EM ATENTADO AO PUDOR, em locais previamente regulamentados, sob a supervisão do Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, que montaria grupo especializado na limpeza desses locais. Dessa forma, a cidade voltaria a pelo menos beber água já e cagar condignamente. Já no caso do Alckmin não existe outro jeito, só mesmo obrigando-o a permanecer três horinhas diárias dentro do Tietê ou do Pinheiros, só com o narizinho de fora e bebendo águas das profundezas do Guarapirangua”, profetiza Guardião, encerrando a pendenga.
domingo, 19 de outubro de 2014
ALFINETADA (126)
REPRODUÇÃO DE SEIS TEXTOS DESSE HPA N'O ALFINETE DE PIRAJUÍ - ANO 2002
Nº 157 - Ipauçu ou Ipaussu?, publicado em 02/03/2002
Nº 158 - Um sanduíche de nome "bauru", publicado em 09/03/2002
Nº 159 - Deu vontade de falar nessas coisas, publicado em 16/03/2002
Nº 160 - Fazendo das tripas uma refeição, publicado em 23/03/2002
Nº 161 - Corrupção institucionalizada, publicado em 30/03/2002
Nº 162 - O poder de um boato, poublicado em 06/04/2002.
UM LUGAR POR AÍ (57)
DE QUE RI FHC E AÉCIO?, MINO CARTA EXPLICA Quando me perguntam assim de bate pronto, não pestanejo na resposta: “Quem é o melhor jornalista em atuação hoje no país?”. Melhor é algo a englobar tudo e daí só um nome me vem à cabeça, MINO CARTA. Incontestável, inquebrantável e indissolúvel (sic). Figura ímpar no jornalismo brasileiro, já viveu de tudo um pouco e merece o respeito de todos e todas que conhecem minimamente o que venha a ser o jornalismo brasileiro de ontem e o de hoje. Pois bem, quando esse homem escreve algo eu leio como fazem os bons discípulos. Na imensa maioria das vezes concordo com tudo, ipsis litteris, sem tirar nem por. Seus editoriais semanais na revista Carta Capital são mais do que antológicos, são aulas para nós do lado de cá, pobres mortais tentando entender como se processa o movimento dessa intrincada partida de xadrez que é a política nacional. Agora mesmo, nesse momento crucial da eleição para o 2º turno das eleições presidenciais, acabo de ler o editorial da revista, edição que acaba de sair às bancas (voltou a ser distribuída em Bauru – ufa!), eis o título, “RETORNO A FHC – Se Aécio vencer, teremos que admitir que o brasileiro é o Demônio”. Para quem não conhece e faz ouvido mouco para quem seja FHC, vale mais do que a pena essa leitura. Recomendo que seja feita desarmado de armamentos neoliberais. Tancredo, avô do Aécio repetia isso de FHC: “ele é o maior goela da política brasielira”. Não consigo entender como gente que se diz consciente, muitos ainda se dizendo esquerdistas, com plena e reconhecida atuação social caem no canto da sereia do PSDB. Isso não entra na minha cachola, por mais que insista em tentar compreender, como alguém lutando pelas transformações sociais se diz eleitor do 45 e ainda dorme tranquilamente. Leiam o texto clicando a seguir e tenham ótimas reflexões nesse começo de domingo:
http://www.cartacapital.com.br/revista/822/retorno-a-fhc-7265.html.
Na legenda da foto (o melhor de tudo) que vai junto ao texto, Aécio entre risos falando algo para FHC e esse gargalhando, daí a melhor sacada desse mundo: “Se ele dá risada, é hora do pavor”.
Tenhamos todos um belo de um domingo. Vou é para a feira enquanto a mesma não é invadida por distribuidores de santinhos. Tento também encontrar um lugar seguro para as defecações dominicais, já que com a falta d'água bauruense não posso deixar a sujeira exposta a manhã toda dentro do vaso de meu doméstico banheiro.
ONTEM FUI RECARREGAR BATERIAS NO SESC COM HECTOR COSTITA E GRUPO
Gravei três trechos do que vi e ouvi ontem à noite no show O IMPACTO DE HECTOR COSTITA: 50 ANOS DE SAMBA-JAZZ, quando no palco ele, o saxofonista argentino, Evando Soares no piano, Lito Robledo no contrabaixo, Bruno Belasco no trompete e Douglas Andrade na bateria fizeram algo a maravilhar esse velho e cansado lobo das estepes. Saio de um lugar desses recarregado. Publico tudo em quatro etapas, nos três primeiros as gravações que fiz e no final, as fotos todas tiradas lá ontem, junto de algumas historinhas de última hora. Para quem diz que tudo é caro, tudo é difícil, Bauru não tem opções, nada me motiva a sair de casa, deixo aqui informado o quanto paguei para assistir esse show: R$ 5 reias (VIVA O SESC!). É para babar na fronha...
https://www.facebook.com/video.php?v=932940803402596
Esse o segundo vídeo de minha gravação feita no show do Hector Costita e grupo ontem à noite no auditório do SESC. São três os vídeos, todos inebriantes, para um seleto público. De um local para aproximadamente 150 pessoas, acho que éramos no máximo umas cinquenta, mas como mesmo disse Hector, "Público pequeno, mas caloroso". Cinquenta privilegiados. Fiquemos com mais essa e no final as fotos e algumas histórias. Assim passo meu dia revivendo algo de muito bom feito para recarregar as energias perdidas com os embates eleitorais. "Quem não gosta de samba bom sujeito não é...", continuo cantarolando nas minhas incursões noturnicas.
https://www.facebook.com/video.php?v=932964416733568
Pronto esse é o último dos três vídeos gravados por mim ontem no show do Hector Costita e grupo lá no SESC Bauru. Foi só sair ontem, ouvir boa música e minhas baterias estão mais do que renovadas para tudo o mais que enfrentarei nesses próximos dias. Hoje, claro, tem mais um pouco com a Revirada bauruense e a Denise Amaral cantando no Makalé. Mas rever Costita e Robledo foi algo contagiante, como pode ser demonstrado nesse vídeo. Ele tocou mais algo de sua própria lavra, mas também o fez em alguns clássicos brasileiros. Confiram e depois me digam se vale ou não a pena continuar botando o bloco na rua e saindo de casa em todos os momentos e instantes. E isso tudo em plena Bauru, que alguns insistem em dizer "não acontece nada".
https://www.facebook.com/video.php?v=932993970063946
Agora as fotos do show de ontem no SESC Bauru com HECTOR COSTITA e grupo. Maravilhamento melhor impossível. Congraçamento de belos músicos em torno de belos temas. Resultado: memorável noite. Fui só, mas sentei ao lado do francês Eric Schmitt e esposa, primeira fila, gargarejamento total, para não perder nem um único detalhe. Uma hora e meia de música instrumental de primeira ordem. No final, um papo mais do que agradável com esse músico argentino que, nos anos 60 veio fazer uma turnê pelo Brasil e dele se apaixonou. Aqui ficou e tocou com nossos maiores e melhores músicos, além de ter tido o país como ponto de partida e chegada para sua carreira internacional. Lembranças saborosas de apresentação junto dos batutas da Bossa Nova, em lugares como o Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro e adjacências. Fica espantando ao me ver com dois LPs dos anos 80, um de 1981 e outro de 1984 e num deles um dos seus maiores sucessos, o PARACACHÚM. Simpatia em pessoa, pára tudo ao final do show e fica num arretado papo com interessados em seus CDs, rever suas histórias e saber de sua carreira. Volto com autógrafo em meus dois LPs (mais valorizados agora no mercado negro) e um novo CD, esse gravado em Milão, com esse gênero que ele sabe tocar tão bem, o samba-jazz. Saio de lá em estado de graça.
MEUS DILETOS CRONISTAS ESPORTIVOS... Esses eu adoro... Tenho alguns de minha declarada preferência. Dentre todos os a escrevinhar hoje sobre futebol, Juca Kfouri, Trajano, Afonsinho e Tostão. Nesse pequeno registro algo contundente sobre o posicionamento político de Aécio. Acho muito importante juntar tudo no mesmo cadinho antes da decisão final do voto no próximo domingo. Nem precisa dizer dos motivos de gostar demais da conta de Kfouri e de Trajano. São únicos no que fazem no cenário esportivo, corajosos, vibrantes e contundentes. Não chutam de bico, nem batem de canela, jogam um bolão, tocam de primeira, passe na medida certa. Isso aqui não é para tentar convencer ninguém de nada, é simplesmente uma breve amostragem da realidade como de fato ela ocorre no Brasil aí fora.
https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/932934223403254
https://www.facebook.com/video.php?v=932940803402596
Esse o segundo vídeo de minha gravação feita no show do Hector Costita e grupo ontem à noite no auditório do SESC. São três os vídeos, todos inebriantes, para um seleto público. De um local para aproximadamente 150 pessoas, acho que éramos no máximo umas cinquenta, mas como mesmo disse Hector, "Público pequeno, mas caloroso". Cinquenta privilegiados. Fiquemos com mais essa e no final as fotos e algumas histórias. Assim passo meu dia revivendo algo de muito bom feito para recarregar as energias perdidas com os embates eleitorais. "Quem não gosta de samba bom sujeito não é...", continuo cantarolando nas minhas incursões noturnicas.
https://www.facebook.com/video.php?v=932964416733568
Pronto esse é o último dos três vídeos gravados por mim ontem no show do Hector Costita e grupo lá no SESC Bauru. Foi só sair ontem, ouvir boa música e minhas baterias estão mais do que renovadas para tudo o mais que enfrentarei nesses próximos dias. Hoje, claro, tem mais um pouco com a Revirada bauruense e a Denise Amaral cantando no Makalé. Mas rever Costita e Robledo foi algo contagiante, como pode ser demonstrado nesse vídeo. Ele tocou mais algo de sua própria lavra, mas também o fez em alguns clássicos brasileiros. Confiram e depois me digam se vale ou não a pena continuar botando o bloco na rua e saindo de casa em todos os momentos e instantes. E isso tudo em plena Bauru, que alguns insistem em dizer "não acontece nada".
https://www.facebook.com/video.php?v=932993970063946
Agora as fotos do show de ontem no SESC Bauru com HECTOR COSTITA e grupo. Maravilhamento melhor impossível. Congraçamento de belos músicos em torno de belos temas. Resultado: memorável noite. Fui só, mas sentei ao lado do francês Eric Schmitt e esposa, primeira fila, gargarejamento total, para não perder nem um único detalhe. Uma hora e meia de música instrumental de primeira ordem. No final, um papo mais do que agradável com esse músico argentino que, nos anos 60 veio fazer uma turnê pelo Brasil e dele se apaixonou. Aqui ficou e tocou com nossos maiores e melhores músicos, além de ter tido o país como ponto de partida e chegada para sua carreira internacional. Lembranças saborosas de apresentação junto dos batutas da Bossa Nova, em lugares como o Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro e adjacências. Fica espantando ao me ver com dois LPs dos anos 80, um de 1981 e outro de 1984 e num deles um dos seus maiores sucessos, o PARACACHÚM. Simpatia em pessoa, pára tudo ao final do show e fica num arretado papo com interessados em seus CDs, rever suas histórias e saber de sua carreira. Volto com autógrafo em meus dois LPs (mais valorizados agora no mercado negro) e um novo CD, esse gravado em Milão, com esse gênero que ele sabe tocar tão bem, o samba-jazz. Saio de lá em estado de graça.
MEUS DILETOS CRONISTAS ESPORTIVOS... Esses eu adoro... Tenho alguns de minha declarada preferência. Dentre todos os a escrevinhar hoje sobre futebol, Juca Kfouri, Trajano, Afonsinho e Tostão. Nesse pequeno registro algo contundente sobre o posicionamento político de Aécio. Acho muito importante juntar tudo no mesmo cadinho antes da decisão final do voto no próximo domingo. Nem precisa dizer dos motivos de gostar demais da conta de Kfouri e de Trajano. São únicos no que fazem no cenário esportivo, corajosos, vibrantes e contundentes. Não chutam de bico, nem batem de canela, jogam um bolão, tocam de primeira, passe na medida certa. Isso aqui não é para tentar convencer ninguém de nada, é simplesmente uma breve amostragem da realidade como de fato ela ocorre no Brasil aí fora.
https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/932934223403254
sábado, 18 de outubro de 2014
O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (52)
UMA AMIZADE E O DIA DOS MÉDICOS
Adoro minhas amigas e amigos, principalmente os que me instigam a fazer coisas, me cutucam. MÁRCIA PESTANA MOTA, uma dessas. Ela foi uma das últimas (ou a última) lembrança de que a Casa dos Conselhos de Bauru existia e funcionava atendendo a finalidade pela qual foi aberta. Após sua aposentadoria e o que fizeram do local e do Conselho de Defesa da Mulher (com a ajuda de uma vereadora), aquilo degringolou. Márcia não permitiria isso e nesse momento faz questão de me lembrar de algo, “Hoje é o Dia do Médico. Bom dia, Henrique, tô pensando, pensando, e não consigo achar palavras para homenagear os médicos cubanos sem desmerecer os daqui (existem os que exercem a medicina com um olhar humanístico). Recorro a ti, pois seus textos são esclarecedores. Lembrei do Dr Davi Capistrano e outros. Abraços”.
Respondo ao meu modo e jeito. Como o finado e saudoso David só mesmo os cubanos, pois são da mesma linhagem e formação, HUMANISTAS POR NATUREZA. Entendo tudo de uma maneira muito simples. Os cursos de hoje no país aboliram as matérias humanistas em prol desse tal mercado de trabalho, que no nosso mundo é mais importante que tudo. Daí saem pessoas loucas para ganhar dinheiro e preocupando-se pouco com o ser humano diante de si. Lhufas para um juramento, dos mais belos que conheço, porém hoje em dia mera formalidade. Existem as exceções? Sim, claro. Poucas, mas existem e precisam saber se impor diante de algo tomando conta do mundo de hoje como praga, o “deus dinheiro” acima de tudo e de todos. Não só com os médicos, mas muito acentuado nessa profissão. Reverter isso é possível, mas como fazê-lo diante de um mundo cada vez mais endurecido, acirramento de posições, conservadorismo ganhando espaços e mais uma constatação, nosso Congresso Nacional as urnas sagraram a vitória do fisiologismo e preocupante declínio das frentes sindical, de direitos humanos e dos movimentos sociais. A guinada conservadora ocorre por todos os lados e com o segmento médico não podia ser diferente. Temos vereador médico dito socialista em Bauru votando declaradamente no candidato da direita. A nossa vereadora médica diz não entender como um médico cubano pode ficar com tão pouco e deixar ir para seu governo um valor tão grande. Não vai entender nunca, pois só entende a lógica do capital. Se isso é normal tudo o mais é normal lá para eles. O que vejo ocorrendo no meio médico hoje é o puro reflexo disso, formação inadequada e cada vez mais entronizados de corpo e alma nesse modo de vida capitalista. Não podia dar outra coisa. Mas muitos Davids existem por aí e agem igual à lição que os médicos cubanos estão dando ao país. Estamos aprendendo com esses e isso não é demérito para ninguém.
REVI COISAS ONTEM E ME BATEU UMA SAUDADE: CADÊ O CODEPAC??? Estive ontem em três momentos diferentes na 10ª Feira de Ciência e Tecnologia de Bauru, evento capitaneado brilhantemente pelo professor e jornalista Luis Victorelli e esse ano ocorrendo no 3º piso – estacionamento do Bauru Shopping Center. Circulei muito, fiquei com minha Ana outro parte do tempo, circulei com o filho, bati papos aqui e ali, vivenciei as experiências dos estudantes, ou seja, apesar do insano calor, curti tudo a contento. Sempre existe algo que te prende mais a atenção e no meu caso foi inevitável, logo na entrada no stand da FAAC Unesp duas maquetes me chamaram a atenção. Na primeira a da igreja lá de Aymorés e na segunda o prédio residencial mais antigo de Bauru, o do cruzamento das avenidas Rodrigues Alves e Nações Unidas. Sei como foram feitos, frutos de uma parceria (que poderia ser novamente incentivada) entre a Arquitetura da Unesp Bauru (através da professora Rosio) e a Secretaria Municipal de Cultura (acho que na época do Losnak). Foi feito um belo trabalho de resgate, em maquetes e nas plantas dessas edificações. Ontem revi duas dessas peças e foi inevitável lembrar de algo.
Que fim teria levado o CODEPAC – Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Bauru? Não se ouve mais falar nada dele. Teria caído no ostracismo? O que é péssimo para tudo e todos, pois deixa ao deus dará tudo o que já foi feito, o que estava em andamento e as ações futuras. Presidi o referido conselho por dois mandatos, quatro anos à sua frente e no mínimo fazíamos barulho. Não uma marolinha, mas causávamos e com o devido respeito, sempre respaldado e fundamentado. Até o começo desse ano ainda ouvi algo sobre o conselho, suas atividades, mas de uns tempos para cá, mais nada. Que terá acontecido? Lembranças inesquecíveis de Gabriel Ruiz Pelegrina, Luciano Dias Pires, Fábio Pallotta, Sérgio e Célio Losnak, Muricy Domingues, Rosio Salcedo, Nilson Ghirardello, Márcia e Hamilton Nava, Ludmilla Tidei, Orlando Alves, Neli Viotto, Ricardo Coelho, Ricardo Bagnato e tantos outros. Inesquecível o dia em que o arquiteto Jurandyr Bueno Filho esteve numa de nossas reuniões a defender um projeto seu e promoveu um espetáculo hoje inimaginável. Relembro tudo isso com saudade e, é claro, todas as conquistas, os tombamentos, as disputas com o poder constituído, as quedas de braços, o horror do destombamento da Matarazzo, etc e etc. O último embate o da àrea ao lado da estação da Sorocabana e a construção de um conjunto residencial no local (Ainda indefinido? Nem isso sei nada). Boas e más lembranças, mas de ampla e intensiva atuação, quase ininterrupta. Mas o que ocorre agora, das duas uma, ou estão atuando na surdina ou tudo está devidamente parado. E por que? Pensei nisso tudo ontem ao rever as tais maquetes.
O SAX DO ARGENTINO HECTOR COSTITA DE VOLTA À BAURU HOJE NO SESC Nesse mafuá eu tenho de tudo um pouco e do pouco um tudo. Preciosidades que vou tirando de minhas empoeiradas estantes, como agora nesse momento, quando estou nos preparativos para rever um cara que ouvia demais da conta lá pelos anos 80/90 do século passado, o argentino HECTOR COSTITA e o som proveniente de seu magistral saxofone. Esse cara escolheu o Brasil para tocar e viver e não é de hoje. Tenho deles dois belos exemplares dos antigos bolachões, o LPs, "Hector Costita 198" (Som da Gente, 1981) e “Paracachúm” (Som da Gente, 1984, capa do desenhista argentino Sábat). Esse cara fez minha cabeça desde o primeiro momento que o ouvi e sempre que posso retiro do altar onde os guardo, colocando para rodar na minha vitrolinha. Eles fazem parte de belos discos que essa gravadora, a Som da Gente produzia, a maioria instrumentais e todos da mesma laia, de rara qualidade. Primeiro fiquem curtindo isso aqui bem devagarzinho, sem muito barulho no entorno:https://www.youtube.com/watch?v=sMLu00dtHks. Paz de espírito total, inebriante. Depois essa Ariela: https://www.youtube.com/watch?v=j9zTbkH7Cgo. Choro porteño com uma bandonéon de arrasar quarteirão:https://www.youtube.com/watch?v=NhEm5H0NoO0. E por fim Lou, de um desses dois discos, que ele tocou aqui em Bauru em 2011, lá no Templo Bar ao lado dos Irmãos Brother’s: https://www.youtube.com/watch?v=mu0rn92nO1Q. Pela bagatela de menos de R$ 10 reais ele hoje estará se apresentando no SESC Bauru. Não tenho o que dizer, só isso: quem perder é a mulher do padre.
REVI COISAS ONTEM E ME BATEU UMA SAUDADE: CADÊ O CODEPAC??? Estive ontem em três momentos diferentes na 10ª Feira de Ciência e Tecnologia de Bauru, evento capitaneado brilhantemente pelo professor e jornalista Luis Victorelli e esse ano ocorrendo no 3º piso – estacionamento do Bauru Shopping Center. Circulei muito, fiquei com minha Ana outro parte do tempo, circulei com o filho, bati papos aqui e ali, vivenciei as experiências dos estudantes, ou seja, apesar do insano calor, curti tudo a contento. Sempre existe algo que te prende mais a atenção e no meu caso foi inevitável, logo na entrada no stand da FAAC Unesp duas maquetes me chamaram a atenção. Na primeira a da igreja lá de Aymorés e na segunda o prédio residencial mais antigo de Bauru, o do cruzamento das avenidas Rodrigues Alves e Nações Unidas. Sei como foram feitos, frutos de uma parceria (que poderia ser novamente incentivada) entre a Arquitetura da Unesp Bauru (através da professora Rosio) e a Secretaria Municipal de Cultura (acho que na época do Losnak). Foi feito um belo trabalho de resgate, em maquetes e nas plantas dessas edificações. Ontem revi duas dessas peças e foi inevitável lembrar de algo.
Que fim teria levado o CODEPAC – Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Bauru? Não se ouve mais falar nada dele. Teria caído no ostracismo? O que é péssimo para tudo e todos, pois deixa ao deus dará tudo o que já foi feito, o que estava em andamento e as ações futuras. Presidi o referido conselho por dois mandatos, quatro anos à sua frente e no mínimo fazíamos barulho. Não uma marolinha, mas causávamos e com o devido respeito, sempre respaldado e fundamentado. Até o começo desse ano ainda ouvi algo sobre o conselho, suas atividades, mas de uns tempos para cá, mais nada. Que terá acontecido? Lembranças inesquecíveis de Gabriel Ruiz Pelegrina, Luciano Dias Pires, Fábio Pallotta, Sérgio e Célio Losnak, Muricy Domingues, Rosio Salcedo, Nilson Ghirardello, Márcia e Hamilton Nava, Ludmilla Tidei, Orlando Alves, Neli Viotto, Ricardo Coelho, Ricardo Bagnato e tantos outros. Inesquecível o dia em que o arquiteto Jurandyr Bueno Filho esteve numa de nossas reuniões a defender um projeto seu e promoveu um espetáculo hoje inimaginável. Relembro tudo isso com saudade e, é claro, todas as conquistas, os tombamentos, as disputas com o poder constituído, as quedas de braços, o horror do destombamento da Matarazzo, etc e etc. O último embate o da àrea ao lado da estação da Sorocabana e a construção de um conjunto residencial no local (Ainda indefinido? Nem isso sei nada). Boas e más lembranças, mas de ampla e intensiva atuação, quase ininterrupta. Mas o que ocorre agora, das duas uma, ou estão atuando na surdina ou tudo está devidamente parado. E por que? Pensei nisso tudo ontem ao rever as tais maquetes.
O SAX DO ARGENTINO HECTOR COSTITA DE VOLTA À BAURU HOJE NO SESC Nesse mafuá eu tenho de tudo um pouco e do pouco um tudo. Preciosidades que vou tirando de minhas empoeiradas estantes, como agora nesse momento, quando estou nos preparativos para rever um cara que ouvia demais da conta lá pelos anos 80/90 do século passado, o argentino HECTOR COSTITA e o som proveniente de seu magistral saxofone. Esse cara escolheu o Brasil para tocar e viver e não é de hoje. Tenho deles dois belos exemplares dos antigos bolachões, o LPs, "Hector Costita 198" (Som da Gente, 1981) e “Paracachúm” (Som da Gente, 1984, capa do desenhista argentino Sábat). Esse cara fez minha cabeça desde o primeiro momento que o ouvi e sempre que posso retiro do altar onde os guardo, colocando para rodar na minha vitrolinha. Eles fazem parte de belos discos que essa gravadora, a Som da Gente produzia, a maioria instrumentais e todos da mesma laia, de rara qualidade. Primeiro fiquem curtindo isso aqui bem devagarzinho, sem muito barulho no entorno:https://www.youtube.com/watch?v=sMLu00dtHks. Paz de espírito total, inebriante. Depois essa Ariela: https://www.youtube.com/watch?v=j9zTbkH7Cgo. Choro porteño com uma bandonéon de arrasar quarteirão:https://www.youtube.com/watch?v=NhEm5H0NoO0. E por fim Lou, de um desses dois discos, que ele tocou aqui em Bauru em 2011, lá no Templo Bar ao lado dos Irmãos Brother’s: https://www.youtube.com/watch?v=mu0rn92nO1Q. Pela bagatela de menos de R$ 10 reais ele hoje estará se apresentando no SESC Bauru. Não tenho o que dizer, só isso: quem perder é a mulher do padre.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
DIÁRIO DE CUBA (71)
MEUS POSICIONAMENTOS DIANTE DO QUE LEIO NAS REDES SOCIAIS - ELEIÇÕES À VISTA
1. O caso de uma foto de Aécio ao lado de Fidel - Reginaldo Tech posta a foto com o seguinte texto: “Aécio com Fidel... que isso, minha gente!!! Que absurdo... esses petralhas vão fazer um aeroporto nas terras do tio do Fidel. Ainda mais o Fidel que recebe aposentadoria do INSS, pelo amor de Deus... Esse comunismo vai acabar com o Brasil e vão roubar todas as nossas coisas e expropriar tudo e esses malditos petralhas kkkkkkkkkkkkkkkkk... esquerdistas... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”. A partir daí despontam os absurdetes xingamentos, provocações e terminologias depreciativas à esquerda, como se a direita fosse o supra sumo da respeitabilidade e credibilidade nacional. Não me seguro e essa resposta serve para quase tudo o mais rolando nas redes sociais:
“Não está comprovada ser montagem essa foto. O que é necessário os direitopatas entenderem é que todo homem decente senta com chefes de estado como Fidel, diante de tudo o que esse faz pelo povo de seu país. O papel que Aécio cumpre hoje, radicalizando seu discurso não cai bem para ele, mas foi forçado a agir assim, empurrado pelas cabeças mais retrógradas desse país. Que tristeza ver gente respeitada e sem nenhum conhecimento real do que se passa em Cuba, ou mesmo no caso do empréstimo para o porto de Muriel. Tanta banalização e sem discutir que lá estavam 400 empresários brasileiros, algo benéfico para eles. FHC deu a mão para Fidel e Chávez e que mal existe nisso? Mal existe na cabeça dos pequenos, reducionistas que enxergam fantasmas em tudo e fazem de tudo para impor à sua vontade. O país está mais triste e a cada dia vejo escancarado o jeito conservador arraigado de muitos paulistas. Isso assusta, esse isolamento bestial e insano. Passado essa farra toda eleitoral, duvido que Aécio, se eleito não possa repetir essa cena, deixando de boca aberta os dito liberais paulistas, enxergando comunismo em qualquer ato de ação social. Como o país pode querer avançar com gente assim, com pensamentos tão reducionistas? Seriedade nas discussões. Está faltando isso na maioria dos comentários. Sentando ou não com Fidel, está bem nítido que Aécio era mais palatável no passado, mais generoso e hoje virou esse fantoche da direita mais atrasada e bestial de todos os tempos. Fidel não mudou de lado, de posição e continua no mesmo caminho da libertação de seu povo das garras e amarras do capitalismo, já Aécio enveredou para o lado mais triste e servil de todos. Que pena! Essas discussões servem muito para desmascarar e escancarar de fato como é a normal reação de uma direita cada vez mais irracional. Não existe mais resposta baseada na razão e no bom senso. A maioria provem de um arraigado ódio. Fica bem claro que esses pegam até em fio desencapado para tentar a todo modo e jeito tirar o PT do poder. Virou obsessão e quando tudo envereda para uma discussão pueril e sem fundamento, de que adianta querer continuar debatendo, discutindo. O fato é que existe sim um ódio visceral em curso, tomando conta, principalmente da mente das pessoas, fazendo com que elas até deixem de pensar e refletir, colocar os dois lados da questão na mesa de debate e racionalmente, a partir daí, tomar sua decisão”.
2. Recebo essa mensagem via redes sociais: “Sempre leio seus comentários sobre as figurinhas carimbadas e gosto muito, mas tá na hora de trocar, chega de Dilma e o nazipetismo que rouba e mama, tá na hora de mudança e a mudanças é agora 45”, Gustavo Venancio da Silva. Respondo dessa forma: “Caro Gustavo, seria mesmo muito bom mudar, mas para melhor, para pior nunca e o 45 representa o neoliberalismo predatório e tudo contra o pobre e o trabalhador. Fuja desses, pois só pensam na iniciativa privada e cada vez reduzem mais direitos trabalhistas. Estou sempre atento e propenso a mudanças, mas andar para trás é demais, né? Tanto em SP, 20 anos de desmandos com tucanos e o estado chegando às beiras do caos administrativo. No Brasil, penso que poderíamos mudar, mas como não vejo nada mais propositivo do que a continuidade de Dilma, voto nela. O motivo para mim é simples, Aécio representa o que de pior vejo hoje na política. Surgindo algo novo, diferente, estarei desse lado. Não existindo, fico com quem ainda fez algo pelo pobre, remediado, trabalhador e muitos programas sociais. O novo para mim é o socialismo, mas disso todos sabemos, estamos muito distantes”.
Assinar:
Postagens (Atom)