terça-feira, 17 de março de 2015
RETRATOS DE BAURU (171)
SUZI SILVA E ALGO DA LIDERANÇA NA ATUAL GREVE DOS PROFESSORES Um dia após a manifestação nas ruas, ocorrida domingo, 15/03, quando o que se viu principalmente em São Paulo, não foi algo clamando contra a corrupção, mas só e tão somente por impeachment e Fora Dilma!, eis aqui uma voz mostrando a existência de outro lado: a dos professores da rede pública de Educação. Decidem por iniciar um movimento grevista no estado todo e a reação do governador demonstra como esse trata os servidores públicos: “Todo ano essa mesma novela”. A frase serve e cairia mesmo como uma luva para ele, que ano após anos, vinte anos instalados no governo estadual deixaram a Educação chegar na situação atual. No exato momento onde tudo conspira para encobrir desmandos de um e linchamento de outros, eis aqui uma corajosa de plantão.
SUZI SILVA é professora da rede pública estadual e dirigente do sindicato da categoria, a Apeoesp em sua regional Bauru. Está no comando há alguns mandatos, com dedicação quase exclusiva para as atividades sindicais. Final de semana esteve à frente de um grupo de professores que estiveram em SP decidindo pela greve e ontem estava na Tribuna Livre da Câmara Municipal, deixando claro dos motivos necessários para a eclosão do movimento. Não se assustem, Suzi não é petista. Milita sim pelo social, estando engajada em todas as lutas de sua categoria, independente da bandeira partidária. Os motivos para se aderir a uma greve extrapolam isso, mesmo que muitos hoje insistam em fazer questão de associar greve com PT (Será que nem isso é mais permitido?). Como é triste isso. Como se trabalhador não tivesse mais o direito de se organizar. Formada em Pedagogia, turma de 1995, por décadas atuou em salas de aula e hoje, pode ser vista sempre ali na Gerson França, sede do sindicato, ou como nesses dias, nas muitas frentes de luta brigando por direitos e a manutenção de conquistas. A Suzi esbanja simpatia e algo a diferencia de todos os demais pobres mortais: possui o maior tirador de fotos que se tem notícia na face da Terra. Quando diante dele e fotografando, impossível descobrir quem está do outro lado da peça. Uma batalhadora da maior responsa.
segunda-feira, 16 de março de 2015
PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (96)
A IRRACIONALIDADE DESPONTA NO HORIZONTE – COMO DISCUTIR COM GENTE ASSIM?
Acho que estou com DENGUE. O fato é que passei um dia horroroso, febril, copo todo dolorido e sem vontade para nada. Nem iria escrever nada hoje, recluso que estou à cama. Mas tive que fazê-lo. O fato é simples. Nunca me omiti de posicionamentos. Sempre agi assim. Agora mais do que nunca. Existe uns bufões por aí, pregando uma violência gratuita e nos comentários do meu blog recebo algumas ameaças. Se osujeito pensa que me intimida com algo dessa natureza, ledo engano. Primeiro, que sempre existe um rabo para ser seguido. Já me instruíram de como chegar ao autor. Ele vai ter que responder pelas acusações baratas e gratuitas feitas e de uma forma mais do que desrespeitosa. Reproduzo abaixo o texto do anônimo, faltando-lhe desde já a devida coragem de fazer como eu faço, assinando meus escritos e colocando a cara para bater. Ele nem disso tem coragem. O lado ruim, horroroso de uma manifestação como a de ontem é essa espécie de CARTA BRANCA para ignóbeis como esse, que não enxergam um palmo diante do nariz e já se acham no direito de ficar ameaçando tudo o que for contrário a sua forma tacanha de viver. Quando descobrir o nominho do gajo travaremos uma conversação mais aprumada. Nas fotos uma amostragem da irracionlidade elevada ontem à sua máxima potência. Leiam o que me postou:
“E ai seu comunista filho duma cadela, sua hora esta chegando! Vou te cata e estourar esse sua cara de comunista seu filho da Eni... Seu 4 olhos do inferno, ESTA CHEGANDO! E ISSO NAO É UMA AMEAÇA, ISSO É UMA PROMESSA!
NUNCA VAI CANSAR DE DEFENDER O INDEFENSIVEL, SEU ALIENADO, SEU ESTRUME ATE O TITO MADI JA HAVIA RECLAMADO DE VC... SEU ESCROTINHO.
Chega de fica alisando e sorrindo p vc na rua! vou quebra sua cara inteira e vai a sua e de quem tentar impedir...
O povo de Bauru e da periferia esta cansado de gentalha como vc!
já o camarada insurgente eu me lembro bem, sua mãe fazia ponto perto da rodoviária, lá pelos inicio dos anos 90, seu pai virou traveco e depois da opração voltou a ser homem e adotou o nome de HPA!
tb te aguardo para a batalha campal, seu monte de estrume ambulante.
Não será o povo que vai caçar comunista, vai como antigamento, o EB, a Marinha e a Aeronáutica, vão buscar em casa e debulhar no pau de arara e c ctz nos veremos por la tb... altas diversões nos porões..
Ja seu filho temos grandes planos para que nao sejam imundos como os pais...
chutar su culo su cabron su puto! venga a la bolivia ver bolivarianismo tu
hijo de puta! vai apanhar mucho!
estas muy viejo e quedara en la UTI
y alaputcha de la su madre como estas
vai toma no seu cu comunista aidético!
ass.
C18 – SP.”
domingo, 15 de março de 2015
DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (76)
A HISTÓRIA DE ROMEU CAJUEIRO EM BAURU PODE SE REPETIR A QUALQUER MOMENTO – CAÇA A SUPOSTOS E DITOS COMUNISTAS Enquanto rola lá na Getúlio Vargas um desfile nada cívico e um dos gritos mais ouvidos deverá ser e de “Fora Comunistas!”, aproveito o alvissareiro momento para relembrar o ocorrido aqui mesmo nessa cidade e com grandes possibilidades de repetir-se logo mais nos próximos capítulos dessa intrincada novela.
ROMEU CAJUEIRO é pernambucano e o pai um usineiro naquele estado. Bancou os estudos do filho na Sourbonne, França. O filho retorna com consciência social e tenta mostrar ao pai que, aquela forma de manter os funcionários sob o jugo de um armazém, onde nunca conseguem pagar suas contas é escravidão. Sugere ao pai algo mais justo. Repudiado e chamado por esse de ‘comunista’, brigam e vai tentar a vida no Rio de Janeiro. Consegue um emprego na Noroeste do Brasil e ali, anos depois, começo dos anos 60, tenta implantar o primeiro serviço de aferição da biometria de cada funcionário, um perfil individual do ferroviário, segundo concepções sociológicas. Vai tentando sem sucesso isso ao longo dos anos.
Por volta de 1963, um alto dirigente da Noroeste em Bauru conhece na sede nacional da empresa Romeu, apresentado por pessoas que acreditavam em suas ideias. O bauruense compra a ideia e consegue a transferência de Romeu para Bauru. Foi conseguido mais que isso. Dentro da área onde antes era o Hospital Salles Gomes, altos do Bela Vista (hoje conjunto prédios da MRV, antigo Banuth) foi criado um laboratório só para Romeu implantar seu projeto. Tudo caminhava bem, até o momento em que Romeu se vendo sem muitas atividades na cidade aceita o convite do amigo para irem num final de semana na Hípica. Romeu não jogava bola e enquanto o amigo foi jogar, foi apresentado a um senhor, nada menos que Sérvio Túlio Coube.
A conversa não foi nada proveitosa. Romeu tentou ser agradável e contou a esse sua história. Não sabia ser Sérvio um dos mais empedernidos direitistas da cidade, comandando grupos contrários a qualquer atividade esquerdista. Sérvio disse aos gritos que ele era sim ‘comunista’ e que seu pai tinha toda razão em agir da forma como o fazia com os funcionários. Tiveram que ser apartados. Romeu saiu de lá chateado e não mais voltou ao clube. Não era comunista, queria só algo mais justo na relação patrão e empregado e nem nisso era compreendido por muitos. Continuou tocando sua vida até o momento em que foi dado o golpe militar em 1964. A situação de todos os que se diziam esquerdistas mudou da água para o vinho. Com ele, mesmo não tendo nenhuma atividade dita como subversiva, teve sua vida transformada a partir dali.
Vingativo, Sérvio Tulio passa o nome de Romeu para o delegado Silvio Marques Marques (o abominável homem da perseguição em Bauru), truculento na perseguição a tudo o que podia ter qualquer tipo de conotação ‘comunista’. Viam fantasmas até onde não existiam e dessa forma Romeu foi preso e sem nenhuma possibilidade de se defender. Levado para uma masmorra, jaula sem ventilação, mais de quarenta presos acumulados em precárias condições, comendo em latas e fazendo as necessidades em jornais. Ali permanecia como tantos outros, numa bestialidade proveniente de regimes de exceção. Seu caso era de gritante injustiça e autoritarismo. Uma denúncia totalmente infundada e inócua, bem própria daqueles tempos e dos personagens nela envolvidos.
Esse amigo que o trouxe do Rio sabendo da situação e conhecendo outros delegados conseguiu ir visitá-lo e constatou, além da precariedade da situação, a latente injustiça. Conseguiu com muito custo reverter a prisão e Romeu acabou sendo solto. Desgostoso com o ocorrido não mais quis continuar em Bauru e após alguns contatos conseguiu sua transferência para o interior do Paraná. Ficou lá uns tempos e pelo que se soube ao seu respeito, também se indispôs com a situação enfrentada e vivia situação de confronto, perigo e instabilidade total. Ainda novo, uma vida toda pela frente, cabeça fervilhando de projetos, não resistiu e morreu lá em decorrência de um enfarte fulminante. Não tinha nem quarenta anos.
Viveu em Bauru aproximadamente seis meses. Nenhum resquício do local de seu laboratório existem mais, pois o Salles Gomes foi derrubado. A história porém, sobrevive na memória dos poucos que dele se recordam. Esse amigo daquela época, hoje aposentado, 80 e poucos anos, possui muitos documentos sobre essa passagem em seu poder. Essa história em particular ele se recorda cheio de emoção, primeiro pela amizade adquira com Romeu, depois pelo baita profissional que sabia ter diante de si, depois pela injustiça cometida, nítida e evidente e por fim, por ter a mais absoluta certeza dele não ser ‘comunista’ e sim, simplesmente uma pessoa buscando nivelar as injustiças dentro do mundo onde vivia. Nem isso era possível nos anos de ditadura.
Recordo essa história hoje, dia de uma passeata pela Getúlio Vargas, onde o ‘comunismo’ volta a ser execrado como o pior dos males do mundo e daí, talvez a um passo de todos com essa pecha voltarem a ser denunciados de forma vil, atroz, inconsequente e perniciosa. Esse um dos vitais motivos porque quero distância de participar de algo cujo comando tem por nome agrupamentos como Movimento Brasil Livre e Direita Bauru.
Histórias como a de ROMEU CAJUEIRO existem aos borbotões. Não podemos deixar que elas se repitam.
Coisas dominicais do HPA
sábado, 14 de março de 2015
CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (93)
GETÚLIO VAI BOMBAR, BALADA DAS 9H30, NÃO ESQUEÇA SEU ABADÁ...
A ironia acima tem sentido. Faço de caso pensado. Não fujo da raia. Exponho o que penso e como penso do que está sendo montado. Não existe ninguém horrorizado contra malversação nenhuma. Longe disso. Existe sim o ódio de classe sendo expelido da pior forma possível. “Para tudo continuar como dantes se faz necessário eliminar o intruso que ousou querer fazer o mesmo que nós”, é o lema. O mal é o outro, nunca o que defende, mesmo não sendo mais possível ocultar o próprio rabão, peludo e mal cheiroso. A extrema direita bauruense e brasileira, cujo cavalo de batalha é a xenofobia pura e simples já botou as mangas e o resto do paletó de fora. Podia estar aqui versando sobre a capacidade de compreender o diferente, a capacidade de não se prender a uma visão dominante, de entender as diversas culturais que fazem do mundo um planeta vivo, poderia querer unir todos nossos males e o que realmente gera e produz uma desenfreada corrupção, buscar eliminá-la cortando o mal pela raiz, mas nada disso vale a pena. Existe uma convicção dentre os da “zelite” branca (frase de um deles meio que arrependido, Luis Carlos Bresser Pereira, ex-governador tucano do hoje estado com mais ódio nas ventas) e ela estará nas ruas manhã.
De uma coisa tenham absoluta certeza. Onde estiver algo com esses nomes: Movimento Brasil Livre e Direita Bauru, eu estarei marchando em campos opostos. Se eles estarão na Getúlio amanhã, deverei estar no mesmo horário na Feira do Rolo junto do zé povão, que não foi convidado e se o for será vigiado com a devida atenção, afinal, para os que forem é imprescindível possuir o abadá. Experimente não levar a indumentária exigida e verás no que vai dar. Dizem as más línguas que até acordo com São Pedro já foi oficializado.
NÃO SE ESQUEÇAM:
BAURU, 15/03/2015, 9h30
Concentração: Na Getúlio, debaixo da Copaíba
Abadás Verde e Amarelo
Panelas, tênis e perfumes importados
Estacionamento liberado até término do desfile cívico (mas não é carnaval?)
Acompanhamento da Polícia Militar
Dispersão: Praça Portugal por volta das 12h
BEIRA DE ESTRADA (45)
ATÉ DE PEDERNEIRAS TEM GENTE ENVOLVIDA COM O LAVA JATO*
* texto publicado edição jornal pederneirense Pedra de Fogo, 14/03/2015:
Esse negócio da investigação do Lava Jato pega todos os ricaços brasileiros de calça mais do que curta. Sem tirar nem por. Aqui nesse torrão acusa-se muito, mas pouco se olha para o próprio rabo. Outro dia escrevi que em Jaú tem um figurão preso e tudo por intermediar negócios escusos, dinheiro a ser lavado com o doleito Yousseff. Trata-se de alguém com um pomposo nome, JOÃO PROCÓPIO JUNQUEIRA PACHECO DE ALMEIDA PRADO, ligado umbicalmente a outro jauense, o famoso Camargo Correia, o da construtora. Está preso, mas a grande mídia só fala dos males do PT. Outros são escondidos.
Aqui em Bauru tem um figurão sendo denunciado por falcatruas mil. A mídia local conta tudo, menos o nome do santo. Mas a pauleira continua brava para os lados dos petistas, pelo visto os únicos que cometem arruaça financeira. Que nada, sabemos que o negócio está mesmo dominado e até Pederneiras não está isenta de ter alguém com seu nome envolvido nas investigações. Mas quem seria esse? De Pederneiras, tem certeza? Tenho. Conto algo do que já foi divulgado pela imprensa (não a daqui, claro).
Luiz Carlos Azenha, corajoso colunista bauruense possui um influente blog, onde esmiuça um bocadinho do que sabe. Dia desses revelou isso aqui, que se bobear passa batido, pois o negócio é criminalizar somente o PT. Empreiteira daqui de Bauru, conhecida nacionalmente, a BAURUENSE, do pederneirense Airton Daré, citada pelo doleiro Yousseff:
“O doleiro pode estar certo ou não sobre a existência de um inquérito relativo à empresa de Bauru no Supremo Tribunal Federal. O fato é que existe, sim, um inquérito envolvendo a Bauruense, que resultou em denúncia feita pela promotora Andréa Bayão Pereira, em 25 de janeiro de 2012 (íntegra no pé do post). O juiz Roberto Dantes Schuman de Paula não acatou a denúncia por considerar que não era da competência da Justiça Federal e remeteu o caso à Justiça Estadual do Rio de Janeiro. O inquérito corre hoje em segredo de Justiça. A pergunta que não cala: será que Rodrigo Janot se deu ao trabalho de consultar os autos nos quais foi baseada a denúncia da promotora? O caso remete à famosa Lista de Furnas, que os tucanos passaram anos tentando desacreditar como uma grosseira falsificação de adversários políticos”, começa seu texto Azenha.
Resumo disso tudo. Tucano é tão pernicioso quanto tudo o que se vê sendo aventado hoje pela mídia. E não só tucanos e petistas, quase todos. A coisa está feia no quesito isenção. “Segundo os dados da lista, os tucanos arrecadaram um total de R$ 39,9 milhões junto a fornecedores de Furnas no período em que a diretoria de Engenharia era ocupada por Dimas. É a diretoria de Furnas aparentemente citada pelo doleiro Yousseff na delação. O dinheiro teria sido usado nas eleições de 2002 (não confundir com o mensalão mineiro, que é anterior). Aécio Neves era deputado federal e naquele ano foi eleito governador de Minas. Segundo a lista, ele teria recebido R$ 5,5 milhões para sua campanha. Teria autorizado outros R$ 350 mil para o então deputado e hoje senador Zezé Perrella, o do helicóptero apreendido pela Polícia Federal com cocaína”, mais um trecho do texto de Azenha.
Daí Azenha pula para o fato envolvendo Bauru e a passagem de Yousseff pela cidade (ele então já circulou pela cidade): “Mas o fato mais significativo é que Yousseff afirma ter recebido dez vezes dinheiro da propina na sede da Bauruense, em Bauru”. Eu não estou inventando nada. O doleiro foi quem disse isso e o Azenha só reproduziu. Escreveu mais. Leiam: “Na casa do empresário Airton Daré, em Bauru, foram apreendidos R$ 1.027.850,00 e U$ 356.050,00 em dinheiro vivo! Isso, mais uma vez, é consistente com a delação do doleiro Alberto Yousseff, de que ele recebia dinheiro do esquema de Furnas em Bauru. Airton Daré morreu em junho de 2011, mas não sobrou nenhum executivo ou funcionário da Bauruense para ser ouvido em inquérito?”.
Fica claro que Azenha conhece os Daré, mais o filho, dos tempos quando ele era jornalista automobilístico e esse corria nos EUA. Os inclui na pendenga com o intuito de que tudo resvale fundo em Aécio. E tem que resvalar mesmo. Porque isentar uns e criminalizar só petistas, quando até as pedras do reino mineral sabem que poucos se safam. Eis então, Pederneiras no olho no furacão.
sexta-feira, 13 de março de 2015
PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (86) e PARTICIPI
DE COMO O LAVA JATO TEM RAMIFICAÇÃO EM BAURU E POUCOS TOMAM CONHECIMENTO - E COMO ALGUNS SE SAFAM
Publiquei isso assim dias atrás, como quem não quer nada, só para informar que Bauru estava no Lava Jata e pior, incriminando Aécio, o indefectível, o impoluto, o ilibado. Vejam:
PERA LÁ - QUERER PEGAR A DILMA DE TUDO QUANTO É JEITO É UMA COISA, MAS DESMERECER QUE YOUSSEFF JÁ PASSOU POR BAURU PARA BUSCAR GRANA É ALGO QUE A MÍDIA NATIVA NÃO DEVIA FAZER - AÉCIO NA PARADA - ISSO É UMA BAITA DE UMA NOTÍCIA - E POR QUE NÃO SAIU EM LUGAR NENHUM POR AQUI??? - Vejam os fatos...
http://www.viomundo.com.br/…/ao-livrar-aecio-neves-de-inque…
Daí ontem enviei para publicação no portal PARTICIPI, meu texto semanal sobre o mesmo assunto. Eis sua reprodução a seguir:http://goo.gl/zXdKqw.
O LAVA JATO CHEGOU EM BAURU: NINGUÉM VIU, NINGUÉM SABE DE NADA
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Mafuá também é cultura! |
Sexta passada, 08/03 Bauru recebe mais uma notícia vinda da Operação Lava Jato, dessa vez algo bem próximo, ou melhor, proveniente de suas próprias entranhas. Algo já esperado, mas ótimo para avaliações sobre o que é de fato a tal Liberdade de Expressão, Informação, Censura e Aborto de Natureza Política. Vamos aos fatos.
O doleiro Yousseff, principal personagem da citada operação, o malversador número um da nação disse em depoimento na Polícia Federal que havia passado aproximadamente umas dez vezes por Bauru para buscar pessoalmente grana viva, em alta quantidade, para suas negociações intestinas, ilegais e multiplicadoras. Mas como ninguém nunca soube de nada?
Informação com um teor mais do que bombástico deveria estar na manchete de tudo quanto é órgão de imprensa no dia seguinte. A notícia deveria ser disputada a tapa. Os detalhes todos escrachados, esmiuçados e revelados em cada centímetro. Sabe o que saiu publicado? Nada. Minto, a 94FM deu no noticiário da hora do almoço, mas foi só e depois também calou-se. Nada mais.
O fato repercutiu em matérias de canto de página nos grandes órgãos nacionais. Todos dão sempre algo, informam e depois se omitem. Citam, mas como isso não faz parte do alvo principal, tudo o que vira manchete tem que ter um nome no meio, PT. Não tendo, cai nos ostracismo. Com essa não foi diferente. Em Bauru virou silêncio sepulcral desde o nascedouro.
Será porque o caso remete a algo ainda sem solução, sem resposta para a cidade? Vejamos. Tempos atrás, coisas de alguns anos, a Polícia Federal apreende no apartamento do filho do sr Airton Daré, dono de uma das maiores empreiteiras do país, a Bauruense, mais de um milhão em espécie. O dinheiro foi levado, nunca reclamado e a cidade até então não sabia dos motivos da apreensão. Hoje sabe. Furnas, Minas Gerais, governador Aécio Neves e como sempre, Yousseff.
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Aprenda a separar o joio do trigo. |
Não vou me estender sobre isso. O jornalista Luiz Carlos Azenha produziu um texto didático esmiuçando tudo. Virou referência. Leiam clicando a seguir: http://www.viomundo.com.br/…/ao-livrar-aecio-neves-de-inque…. Esse texto foi lido em todas as redações bauruenses e circula intramuros pela cidade afora. Mas só aí. Fora disso, existe uma ordem: Nada sobre o assunto. E assim está sendo feito. Passados quase uma semana, todos de bicos mais do que calados. Minha modesta pergunta: Se não fosse com um empresário e sim, com alguém, por exemplo, desse partido hoje na berlinda, o PT, a reação seria a mesma?
Escrevi algo ontem e reproduzi o texto do Azenha no facebook. Sabe o que mais me impressionou? Tenho amizades em redações diversas. Três pessoas, todos jornalistas me procuraram pelo reservado e com a mesma fala: “Temos ordem para nada ser dito ou escrito. (...) Me sinto censurado, de mãos atadas”. Entendam como quiser o que venha a ser a tal da Liberdade de Expressão, Informação, Censura e Aborto de Natureza Política. Eu não tenho mais saco para discutir nada. Tô nervoso, vou pescar.
Escrevi algo ontem e reproduzi o texto do Azenha no facebook. Sabe o que mais me impressionou? Tenho amizades em redações diversas. Três pessoas, todos jornalistas me procuraram pelo reservado e com a mesma fala: “Temos ordem para nada ser dito ou escrito. (...) Me sinto censurado, de mãos atadas”. Entendam como quiser o que venha a ser a tal da Liberdade de Expressão, Informação, Censura e Aborto de Natureza Política. Eu não tenho mais saco para discutir nada. Tô nervoso, vou pescar.
quinta-feira, 12 de março de 2015
CARTAS (138)
DUAS CARTAS DESSE TAL DE HPA:
1.) AH, QUE SAUDADE DE TUGA ANGERAMI!*
*Carta de minha lavra e responsabilidade publicada hoje na Tribuna do Leitor, Jornal da Cidade – Bauru SP:
Os motivos são muitos. Conto um deles. Quando vejo o eficiente, dedicado e ótimo profissional, técnico na acepção da palavra, o Marcos Roberto da Costa Garcia, secretário de Economia e Finanças sentado junto aos vereadores lá no torturante sofá da Câmara, numa reunião cheia de sorrisos, mas nada formal, negociando a vida e a alma da cidade, a primeira coisa que penso é no título desse texto.
Marcão, o cuidador das chaves do cofre dinheirístico do Palácio das Cerejeiras deve suar muito a camisa para segurar a rédea dos desenfreados e desembestados gastos. Só mesmo alguém muito de bem com a vida para conseguir enfrentar tudo (e todos) com a perspicácia visualizada. Uma batata mais que quente. Fervendo e daquelas cuja tendência é não esfriar. Esquentar cada vez mais. Essa parece ser a sina diante do quadro atual.
Esse economista, funcionário de carreira, galgado ao cargo de Secretário do dinheiro público municipal por Tuga, o prefeito anterior, conheceu as duas realidades. Primeiro a da terra arrasada encontrada por esse, onde o nome de Bauru era sequer encontrado em uma latinha de Coca-Cola e sim, somente no SPC. Bauru fazia parte dos listados inadimplentes, os que não podiam ver a cor do dinheiro público. Penúria com a qual Tuga soube garbosamente navegar até levar o barco para um porto mais que seguro. E assim o entregou nas mãos do novo comandante. Marcos bem sabe como se sucedeu aquilo tudo.
Rodrigo assumiu e a cidade foi agraciada por fatos inquestionáveis e inesquecíveis. O primeiro foi o da cidade ter saído da geladeira (não seria refrigerador?) e já podia ter seu nome nas latinhas. O dinheiro público começou a chegar em forma de emendas parlamentares, a fundo perdido, projetos e afins. Foi um belo salto de qualidade. Não o único. Tuga foi tão austero, segurou tanto os gastos e mesmo sem receber recursos, pagando dívidas, deixa como herança uma bufunfa nos cofres, tudo assim límpido e sereno. Obra nenhuma, mas crédito restabelecido e grana no caixa.
Mesmo assim saiu do Governo debaixo de críticas. Muitos não entenderam patavina do que estava ocorrendo. Marcão viveu o tempo todo na boca desse vulcão, testemunha ocular da história. Sobreviveu e nem foi chamuscado. Qualquer dia ainda poderá contar muito dos bastidores dessa época. É dos poucos podendo dizer com profundo conhecimento de causa, de como as coisas se davam com Tuga e como discorreram depois, com Rodrigo.
A Câmara reajusta o salário dos seus dentro de índices reais e a Prefeitura nem pode pensar em algo parecido. O bicho anda pegando para os lados dinheirísticos municipais. Será que a fonte está secando? A justificativa da tal da crise aceita e engole tudo. Mas não é bem assim. Não quero entrar em detalhes, pois nem os tenho e seria leviano fazê-lo, apontando o dedo para isso ou aquilo. Fico é na minha, caladinho da silva, mas pensando e muito no título desse texto. Marcão sabe o que deve passar pela minha cabeça. Nada disso, fico a imaginar é por onde andará Tuga Angerami uma hora dessas? Cadê tu, Tuga?
PS: Esse texto, como viram, é uma baita homenagem para alguém, pelo qual tenho imensa estima e admiração, Tuga Angerami.
Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e professor de História (www.mafuadohpa.blogspot.com).
2.) OUTRA CARTA: Domingo passado, 08/03 na mesma Tribuna uma carta de um tal de Antonio Viera da Silva Junior, com o título “Carta aos hipócritas de plantão de Bauru”, afirmando que os tais organizadores da festa onde um jovem morreu de tanto tomar vodca não tinham culpa nenhuma pela sua morte. Para mim foi coisa mandada e ainda por cima atacava de forma violenta quem pensa de forma diferente, dentre eles o vereador Roque Ferreira e o deputado Adriano Diogo. Leiam a carta clicando a seguir: http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=237879. Não me contive, enviei resposta para o JC, mas a polêmica foi ali encerrada, sem continuidade. Exponho aqui como respondi aquela provocação em carta de minha lavra e responsabilidade e não publicada:
SE SER HIPÓCRITA É COBRAR, SOU E ESTAREI SEMPRE DE PLANTÃO
Assumo ser hipócrita, pois segundo concepção contida em conteúdo de carta publicada em 08/03/2015 por Antonio Vieira da Silva Junior, não se deve cobrar nada dos responsáveis pela festa que vitimou um fatalmente e levou vários ao hospital. Uma fatalidade. Só isso e nada mais. Toquemos o barco. Eu tenho a certeza que se deve cobrar deles e muito. Então alguns montam um lucrativo negócio, ganham os tubos, se esquivam de ter operação funcional de resgate, incentivam concursos de deslavada bebedeira e ninguém é culpado de nada? Só quem bebeu. Fácil demais. Sou festeiro e boêmio por natureza e nem por isso devo permanecer aprovando erros de quem me vende um serviço fora das mínimas normas. Uns poucos se mostram mais espertos, sempre poucos, ganham os tubos e quando algo dá errado, fogem da raia. Basta do tudo ser permitido. A festa não era sem fins lucrativos. Alguém estava lucrando muito com aquilo tudo, tanto que continuou quando da informação da morte. Bastou falar em devolver grana e o festim continuou por muitas horas. Se o cara pode ganhar grana com aquilo, pode e deve também responder pelo que produz e como produz. Não consegui localizar declarações de Roque Ferreira, nem do deputado Adriano Diogo pedindo expulsão do dois da universidade, mas os vejo em posições mais do que altaneiras, na defesa da vida e de elementares direitos. Nunca de alunos controversos. Passar a mão na cabeça desses comerciantes (jovens ou velhos, tanto faz) é o mesmo que decretar o vale tudo do capital determinando a liberação sem precedentes, empecilhos e muito menos culpabilidade. Liberou geral e até a Justiça deve se vergar a isso. Hipocrisia para mim é o foi aventado na carta. Mas se ser hipócrita é cobrar punição, então sou assumido hipócrita e sempre de plantão.
Obs final: A foto do Marcos junto dos vereadores é da editoria do JC, meramente ilustrativa e as demais, minhas. Ou seja, quem tirou as que me encontro nelas, não me lembro, foram clicadas no dia da despedida do Tuga lá no Auditório da Prefeitura.
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