domingo, 21 de junho de 2015

CARTAS (143)


O ARTIGO DO MILITAR E A VENEZUELA*

*Claro que o assunto é ainda a tresloucada viagem de alguns despirocados senadores de nossa República invadindo a vizinha Venezuela como se fosse terra de ninguém. Primeiro um tacanho artigo, caolho até não mais poder de um militar na seção Opinião do Jornal da Cidade, publicado em 20/06/2015. Para ler o texto cliquem a seguir:http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=239262


Não me segurei nas calças e assim de bate pronto produzi uma resposta enviada para o JC aos cuidados de João JAbbour e João Pedro Feza e a minha missiva sai publicada hoje na defesa do oposto proposto pelo sr Dirceu Cardoso Gonçalves, assim intitulado, “tenente dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo – Aspomil. Abaixo o conteúdo de minha missiva:


"O militar Dirceu Cardoso Gonçalves, na coluna Opinião, com o artigo “A Venezuela, o Brasil e o Caos”, escreve um texto para não ser levado muito a sério. Tudo tem dois lados e quando só um é considerado, a conclusão fica pênsil, caolha.
A Venezuela, pelo que sabemos, trata-se de um soberano país, com problemas, aliás como a maioria deles em momentos de crise mundial. Fazer deles a “Casa da Mãe Joana” é brincadeira de desprovidos do bom senso. Uma nau dos insensatos, comitiva de senadores oposicionistas, adentram o país vizinho, quando esse em plena efervescência revolucionária, e sem aviso se põe a dar pitacos e ingerir em seus assuntos. Deu no que deu. Intrometidos e enxeridos merecem a traulitada.

Despropositada ação a envergonhar o nosso País. Por que não tentam fazer o mesmo, sem prévio aviso, em Guantánamo, Israel ou na Rússia? Extraditados seria pouco para a vergonha que nos fizeram passar. Desculpe aí, senhor Dirceu, mas nem militar dentro das novas concepções democráticas invade lugar algum dessa forma. No dia a dia se faz necessário um mandado e num país vizinho, da forma como foi feito, pode ser considerado, além de um insulto, uma invasão. Dilma sendo sensata, diante do estrago diplomático proporcionado pelos trapalhões, deveria se desculpar pessoalmente com Maduro. Os senadores envolvidos merecem um significativo puxão de orelhas pelo desrespeito à democracia que dizem pertencer e primar".

Henrique Perazzi de Aquino

sábado, 20 de junho de 2015

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (72)


SOBRE O “VÁ PROCURAR UMA ROLA” DO BOECHAT E O “EU VOU TE ENGOLIR” DO MALAFAIA

Quatro comentários via facebook, dois favoráveis e dois contrários e algo de minha lavra e responsabilidade.

1.) “Jornalismo de rola (O texto abaixo não diz respeito ao que o Malafaia ou qualquer um de nós merece ou deixa de merecer). Desculpe, mas o Boechat errou. E errou feio. Errou ao jogar lá embaixo (literalmente) o nível de uma discussão pública. Esse não é o papel de jornalista algum. O que o Boechat fez foi rebolar nos dejetos de uma sociedade louca para ofender e fazer justiça com as próprias mãos (ou com a rola alheia)”, jornalista Márcio Abecê.

2.)
“Eu tenho visto algumas críticas ao sabão que Boechat passou em Malafaia: que ele teria sido também homofóbico, que ele teria baixado o nível, que não se pode combater violência com violência. Então tá: fica todo mundo feito cordeiro, bem manso, enquanto esse animal segue incutindo o ódio em mentes fracas e desinformadas. No dia em que acontecer uma tragédia igual na Noruega ou nos EUA, aí restará aos cordeiros apenas berrar. Francamente, não sou adepto do pacifismo. Acredito piamente na autodefesa. Quem quer paz, tem de estar preparado para a guerra. A violência contra o opressor é legítima. Sobre o uso específico da palavra "rola", vejo que Boechat apenas inverteu a lógica da coisa. Usou contra Malafaia algo que ele utiliza diuturnamente contra seus adversários. Não tem éticana guerra”, jornalista Rodrigo Ferrari.

3.) "Luciana Genro manda Rachel Sheherazade 'procurar xana'”. A rola que saiu da boca do Boechat refere-se, obviamente eu creio, ao pênis. 'Rola' é um das centenas de apelidos(?) que recebe o órgão sexual masculino. Creio, e novamente acho que obviamente, ele não se referia ao nome comum dado a várias aves da família dos columbídeos, semelhantes a uma pomba pequena. A rola do Boechat causou orgasmos múltiplos na rede. Mas mandar alguém "procurar uma rola" é uma ofensa, um xingamento? É a expressão do desejo de um castigo?
Eu pergunto porque eu gostava de procurar xana, xoxota, buceta... E, via de regra, me dava muito prazer encontrá-las. Penso que outros possam gostar de procurar rola, cacete, pau, pinto... Idem. Pergunto também porque fico imaginando o que aconteceria se fosse o contrário: "Pastor Malafaia manda jornalista Boechat 'procurar rola'". Ou se fosse um heterossexual falando isso para um homossexual. Ou vice e versa. Ou se fosse um homem se dirigindo a uma mulher... Ou o título deste post? Ou: para xingar, humilhar, Malafaias vale tudo, inclusive esquecer a tão falada e execrada cultura machista? Ou, e talvez até mais provavelmente, eu não estou entendendo mais nada?”, professor Almir Ribeiro.

4.) “Adorei o posicionamento do Boechat, como sempre. Que bom alguém da mídia e com " rola" suficiente para falar a verdade, já que ela, a mídia, avaliza as ações calhordas de políticos, jogadores e celebridades (que cruz credo). Que época mais medieval!”, fotógrafa Su Stathopoulos.

MEU COMENTÁRIO: Estou com Boechat na luta contra esses verdadeiros criminosos da fé pública, a maioria merecendo cana dura, mas também acho que poderia ter usado outra palavra ali naquele momento, mesmo nesse estado de guerra mais do que declarada. Talvez pelo impacto do momento, a primeira palavra que lhe veio a mente foi aquela e depois de dito, dito está. Cabe uma retratação, gosto demais de mea culpas, mas nada com tanta ênfase. No resto, apoio amplo, geral, e irrestrito. Estarei ao seu lado para desbancar uns criminosos hoje em rede nacional sem que a Justiça quase faça nada contra eles. Chegamos ao limite do tolerável. Vemos diariamente muitos desses enganadores da fé pública nas TVs, rádios e jornais e os tratamos dentro da normalidade. Não são normais, são criminosos. Não só pelo que estão incitando, como pela indecência da grana acima de tudo e dessa propositura deslavada de que podem tudo e são intocáveis. Com o que o bestial Eduardo Cunha faz no Congresso sentem-se reforçados para colocar mais e mais as manguinhas de fora. O momento é de tomada de decisões e cada um assumir seu papel nessa guerra. Contra a passividade. A covardia de hoje poderá ser fatal amanhã, quando tudo já será tardio e a viola em caco. Eu luto com o que tenho às mãos e se preciso for, esperneio, xingo e brigo, sem nenhum problema.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

FRASES (131)


DOIS DESSES IMPERDÍVEIS MOMENTOS ONDE RIR É O MELHOR NEGÓCIO


Primeiro as duas frases:
- “Armaram uma ratoeira para nós”, Aloysio Nunes Ferreira
e
- “Malafaia, vá procurar uma rola”, Ricardo Boechat

1.) COMITIVA DE SENADORES BRASILEIROS ENVERGONHA O PAÍS

"Armaram uma ratoeira para nós", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira. Pois bem, isso mesmo, ratoeira se arma para RATOS. Quando dizem "sangrar até a morte", querem dizer: Roubaremos inclusive a dignidade e a inteligência do povo brasileiro. Me divirto muito lendo as belas reflexões feitas por gente que ainda pensa e reage aos bestiais da insana política rasteira e rastaquera proposta pela dita oposição ao que aí temos de Governo. Cantinflas não faria melhor.

Leio algo mais sobre a viagem, quando um grupo de intrépidos parlamentares brasileiros promove uma surreal tentativa de tomada do poder na Venezuela e decidem entre eles. O que já está mais do que acertado entre as partes é exatamente o seguinte: Se Maduro cair, quem assume será o Aécio.

E por fim mais um observação lida e muito bem assimilada: Esses caras enganam a quem com esse teatrinho de quinta categoria? Quem se deixa enganar por uma encenação pobre e barata como essa? Quem ainda cai no conto do vigário dessa turma o faz porque quer: ou se é muito parvo para acreditar nessas peças aí expostas ou se está no mesmo patamar ilusionário patológico mental irracional conspiratório e jagunciano deles todos. Não existem outras hipóteses. A versão que eles tentam passar, a de anjos inocentes adentrando um país vizinho, soberano e com leis próprias e promovem uma chicana como se estivessem na Casa da Mãe Joana é para se pensar: O que fariam desse nosso país quando efetivamente no comando da situação? Se ruim está, pior se tornará.

Não gostaria se ser visto, muito menos fotografado com essa turma de jeito nenhum. São o uó do borogodó. Vade retro satanás. Preparem-se pois agora está sendo urdida a Missão Impossível II - A revanche!!!!

A gente ri deles todos, mas aí estão alguns dos elementos mais perigosos desse país. Se puder mantenha prudencial distância.

Cliquem a seguir para ler o texto inicial sobre o tema: http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/aecio-e-tucanos-sao-hostilizados-na-venezuela-7559.html?utm_content=buffer32964&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer
HPA = nos preparos para enfrentar garbosamente uma sexta pela frente.

2.) ISSO AQUI MERECE SER COMPARTILHADO – VIVA BOECHAT!
Ouço o Ricardo Boechat na BandNews AM RJ quase todo dia pela manhã, pois nossas emissoras AMs e FMs daqui da terrinha insistem em não ter em suas programações um belo de um jornalístico depois das 8h da manhã. Hoje, o jornalista esteve num dos seus grandes momentos. Vibrei quando ouvi ele responder ao pastor Malafaia de uma forma muito corajosa. Pelo que vi, Boechat havia dito algo e foi ameaçado pelo pastor de um processo. Quando soube disso não se intimidou e reagiu à altura, com algo contundente e em bom som, merecendo ser por todos ouvido e espalhado. Gente como o Malafaia são os tais que espalham esse ódio coletivo, isso de uma religião ser mais que outra, que algumas merecem castigos e arrecada descaradamente dinheiro em benefício próprio. Boechat foi na veia e deu-lhe a devida resposta. É assim que devemos encarar esses fajutos religiosos, perniciosos até a medula. Vamos espalhar o que Boechat fez e usar como belo exemplo de como devemos reagir: esses pastores incitadores de ódio e arrecadadores deveriam todos ser incriminados, processados e presos. Devidamente enjaulados pelo bem da v ida em sociedade. Não existe mais salvação para esses e soltos continuarão aprontando das suas. Cada vez gosto mais do Boechat.

Cliquem aqui para ouvir a fala do Boechat: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/06/ao-vivo-boechat-responde-malafaia-vai-procurar-uma-rola/

quinta-feira, 18 de junho de 2015

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (89)


VAMOS AO QUE INTERESSA: A RELIGIÃO (OU O RELIGIOSO) JÁ PASSOU DOS LIMITES
Vejo o presidente da Câmara dos Deputados, o indefectível Eduardo Cunha fazendo um culto dentro das instalações parlamentares. Lastimável. Uma menina leva uma pedrada desferida por evangélicos após sair de um culto umbandista e depois é injuriada quando foi fazer exames médicos. Uma travesti é quase crucificada quando expõe dessa forma seu protesto contra o que acontece aos seus. O papa é pop, mas o dos degraus abaixo fazem vista grossa pelo fato dele ter benzido uma transexual. Os pastores pedem grana abertamente via TV para engordar suas posses. Alguns padres escondem seus feitos pedófilos e criticam no púlpito a quebra de barreiras religiosas. Os muçulmanos radicais matam impiedosamente qualquer um que pense diferente de sua linha. Os judeus induzem crianças a queimarem bandeiras palestinas em seus cultos. O cara me pede para encher um copo de água e depositar tanto na sua conta, depois benze a dita cuja e me salva de todos os males. E NÃO ME VENHAM TENTAR PROVAR QUE ALGUMA É MELHOR OU PIOR, POIS ISSO É CONVERSA PRA BOI DORMIR. Freio já em todas, pelo bem da salvação da espécie humana.

Já não está na hora de dar um breque nisso tudo? A força da religião sobre a mente das pessoas já passou dos limites faz tempo e segue cometendo seus arbítrios, com todos do lado de cá meio que atordoados, calados e inertes. Até quando? Não se deve misturar religião com política, muito menos com decisões de um Estado, quando esse se diz soberano. A intromissão de um sobre o outro é perniciosa para a estabilidade de qualquer Governo. “Cada um no seu quadrado”, eis a premissa que deve valer. Quando um dos lados ganha terreno e invade o do vizinho, a merda está feita, pois de invasor ele logo estará querendo dar ordens e para falar como deve ser a vida do outro nas 24h do dia e da noite um pulo. Isso já acontece no Brasil, onde a religião precisa sofrer um freio mais do que brusco, IMEDIATO. Isso para o bem de todos e felicidade geral da nação. Ou como o velho ditado que ouço a décadas e que o adapto ao momento: “OU A RELIGIÃO ACABA COM O BRASIL OU O BRASIL ACABA COM A RELIGIÃO”. Se ela não for controlada a tempo, a única solução será essa. Estamos a um passo de uma verdadeira guerra por causa desses bestiais posicionamentos religiosos, onde é mais do que sabido, RELIGIÃO É ALGO DE FORO ÍNITMO, não para ser exposta da forma inconsequente e imatura como ocorre hoje. Ou controlamos e damos um fim nos abusos cometidos hoje ou eles serão incontroláveis amanhã. Tô de saco cheio de discutir esse tema e cada vez mais de pavio curto com os malversadores da boa fé de incautos e abobalhados que ainda caem no conto do vigário.

ENTENDA O QUE VENHA A SER ESSA APOSTA MUNICIPALISTA
e de como ela pode ser implantada aqui em Bauru, Agudos, Botucatu, Reginópolis, Pirajuí, Lençóis Paulista, Jaú e cada canto ir fazendo algo diferente do que ocorre até hoje. O principal é desbancar as estruturas viciadas e carcomidas pelo péssimo uso da coisa pública. Essa reviravolta precisa partir de baixo para cima e ir tomando conta, ocupando espaços e encurralando os administradores que misturam o público com o privado e assim por diante. É o trabalho de formiguinha que precisa começar já. Amanhã já é tarde, pois "eles" estão fazendo de nossas vidas um verdadeiro descalabro. VIRAR A MESA, esse o lema.

http://www.cartacapital.com.br/…/espanha-novos-movimentos-e…

Uma proposta do HPA, claro, seguindo o exemplo de Barcelona, na Espanha.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (07)


A POLÊMICA DOS TÍTULOS DE CIDADÃO
É correto propor a retirada de um título de cidadão concedido a um cidadão anos atrás? O fato ocorre em variados lugares. Basta o agraciado, até então ilibada (sic) pessoa dar aquela pisada na bola e o clamor é para sacar-lhe a titulação. Acho justo fazê-lo, como de fato ocorre agora em Bauru com a propositura do vereador petista Roque Ferreira em pedir pela retirada do título de Cidadão Bauruense concedido à J. Hawilla, mentor da TV Tem de Bauru e região e do ex-diário Bom Dia. Quando da titulação, outra Câmara, outros vereadores e o empresário num momento de louvação e muitos rapapés, tapete vermelho estendido para sua passagem. Hoje não mais, pelo simples fato de terem descoberto algo que sempre foi aventado, mas só agora comprovado: a dinheirama do seu negócio era ilícita. Daí, que BRONCOLINO, um jornalista que fez sucesso em Bauru décadas atrás exatamente por ir atrás de fatos dessa natureza, com um slogan dos mais sugestivos, “O Primeiro a Rio das Últimas”, analisaria friamente tudo o que está ocorrendo e sacaria de bate pronto algo dessa natureza:

- Retirar o título, tudo bem, demonstra o repúdio de quem o propôs e do momento vivido, mas levaria em consideração outra coisa. Imaginem que posicionamento teria a atual Câmara se entrasse naquela Casa de Leis um Projeto propondo dar um título de Cidadão Bauruense para alguém como o ex-ministro do STF, o até então jurista mór dos que protestavam nas ruas, o sr JOAQUIM BARBOSA? Ou mesmo o juiz lotado em Curitiba e cuidando dos processos da Lava Jato, o também ilibado SERGIO MORO, sendo igualmente dos mais louvados pelos atuais batedores de panela? Isso sem levar em conta se alguém pedisse tal honraria para o atual Governador do Estado de SP, o sr GERALDO ALCKMIN, mesmo seu nome estando travado na justiça da Suiça por causa do caso dos trens paulistano?. Que papel teria a citada Câmara na sua Legislatura atual? Analisando friamente o posicionamento da maioria (toda unanimidade é burra) dos seus pares: daria o título ou o rejeitaria? Daí a pergunta que não quer calar: Mudaram-se os nomes, mas ocorreu alguma mudança significativa de postura? Tenho certeza que essas votações não obteriam 100% de aprovação, mas não tenho dúvidas que seriam agraciados com a titulação maior concedida pela Câmara. Alguém duvida?

HPA, dando uma de Broncolino, sem a picardia e dosagem na medida certa, mas insistindo nas tentativas.

OUTRA COISA - AFRESCOS ENCOBERTOS NUMA EX-IGREJA – GARIMPANDO RESQUÍCIOS
Conto o causo, antigo, mas desses que nunca deve ser esquecido. Lá nos altos da Campos Salles, pra lá da vila Pacífico, acho que no Jardim da Grama, caminho para a Nova Esperança, logo depois da passagem dos trilhos, do lado direito de quem vai, tem bem ali na encruzilhada uma igreja. Ali funcionou durante um bom tempo a Paróquia de São Sebastião da Igreja Católica. Por algum motivo resolveram os caras lá da igreja levantar novo templo e fecharam essa. Em todas suas paredes tinham afrescos pintados por um famoso pintor de Bauru. Fechada foi alugada para negócios outros e entre os que lá estiveram, um deles foi uma igreja evangélica, que como primeira providência pintaram por cima da ali existente. Anos se passaram, eles também se foram e sempre tive curiosidade em ver se algo sobrou das pinturas. Dia desses passando por ali, vendo tudo aberto, achei ser um brechó, parei e fui assuntar. Queria entrar e tirar fotos. Fui impedido, pois se tratava de um Salão de Beleza e sua proprietária me disse ser ali a sua residência. Resignado sai de lá e posto aqui uma foto externa da tal edificação de onde um dia foi a tal paróquia. Se alguém conhecer a história, me avivem a memória: Que pintor fez as pinturas naquelas paredes? Será que alguém conheceria a moradora do local e poderia me deixar ver se algo sobrou e ainda pode ser resgatado? Tempos atrás, disso me lembro, conversei com a filha do pintor, morando nos Altos do Bela Vista e ela me contou do pai em cima de andaimes (ainda vou localizar a entrevista que fiz com ela). Queria poder resgatar essa história bauruense. O CODEPAC estudou esse caso e achou por bem não tombar mais essa igreja, pois muitas outras já contemplavam exemplares de templos. Vamos trocar figurinhas e ver se é possível construir e resgatar juntos essa história?

terça-feira, 16 de junho de 2015

AMIGOS DO PEITO (106)


HOSPITAIS


A vida é cheia de surpresas, algumas muito desagradáveis. Nada pior do que essas interrupções e de um instante para outro, saímos de algo considerado normal, para outro totalmente anormal. Acidentes provocam isso. Doenças idem. Dos acidentes digo o seguinte. São os imprevistos dessa vida. Uma simples pedalada numa bicicleta pode gerar um choque violento e daí algo totalmente novo. Do acidente, pior quando o que o provocou nem para e larga a pessoa ali estendida no chão. Essas as malversações do ser humano. De doenças, algo que também me acomete. Sentimos uma dor e protelamos algo para sua breve solução. Não dando a importância devida, as possibilidades dela se propagar e tomar proporções outras sempre são grandes.

No primeiro caso Aran Carriel e sua bicicleta e ele no hospital, num estado merecendo cuidados mil e no outro Ozeias, do O Mió - Restaurante e ele num hospital merecendo cuidados mil. E nós do lado de cá torcendo muito pelo pronto restabelecimento dos dois.

UM NOME AINDA DEMONSTRANDO ALGUMA ESPERANÇA...

Se existe uma renovação no cenário político brasileiro, ele tem nome é sobrenome FERNANDO HADDAD. No que ainda resta do PT, vejo esse como um dos únicos com reais possibilidades de enfrentar o que está pintando pela frente. Não existe como não vislumbrar como promissor o que está sendo feito por ele na capital paulista. Independente de sigla partidária, de todo esse emaranhado de coisas ruins pululando na nossa frente, enxergo nele algo de muito bom, uma necessária renovação, um quadro oxigenador, cabeça não só pulsante, mas destravadora. Diante de um quadro sem grandes perspectivas, quase tudo dominado, pelo menos em São Paulo capital ocorre algo novo. E quando vejo os de sempre se opondo aos seus atos, eis aí a certeza de que Haddad acerta. Difícil hoje de ainda querer acreditar em quadros partidários, daí sigo caminhando acreditando em alguns nomes. Destaco esse nesse momento, como o faço para alguns outros. Minha lista está cada vez menor, com nomes que cabem numa mera folhinha desses cadernos de anotações pequenos. Leiam isso: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/haddad-merece-ser-aplaudido-por-trazer-o-humor-ao-debate-politico-por-paulo-nogueira/

MEU TOTAL E IRRESTRITO APOIO PARA SERGIO MAMBERTI

As redes sociais estão a cada dia mais e mais se transformando numa terra de ninguém, ou de todos os abusos, os possivéis, os imagináveis e também dos imagináveis. Repúdio total para a bestialidade humana quando elevada à sua quinta potência. Leiam isso: https://medium.com/@jornalistaslivres/me-sinto-humilhado-afirma-s%C3%A9rgio-mamberti-24ad73d2d576

Isso aqui complementa muito bem o que afirmei com a postagem acima: http://www.revistaforum.com.br/.../eco-redes-sociais.../

segunda-feira, 15 de junho de 2015

BEIRA DE ESTRADA (49)


A PROFESSORA QUE SOUBE REPRESENTAR LÁ OS DO LADO DE CÁ*

*Artigo publicado na revista AZ!, Nº 26, Junho 2015, 4º texto da Coluna do HPA, publicado exatamente nesse momento, alguns dias após o encerramento, não de uma greve que não deu certo, mas de uma feita num momento em que as forças se dissipam no ar:

“Professor é o tema do momento. Quero escrever de um deles, mais precisamente de uma delas. A história de Vera Lucia Silva Tamião é um exemplo a ser seguido e merece ter algo mais revelado. É o que faço aqui e agora. Ela, quando de sua aposentadoria era diretora numa das Escolas Estaduais de nossa cidade, a João Maringoni (ali entre o Beija Flor e o Mary Dota) e comprova algo cada vez mais difícil nos tempos atuais. Dizem ser praticamente impossível a pessoa assumir e galgar postos de comando e não estar plenamente sintonizada com os detentores dos interesses patronais. Nem sempre. Com competência, sapiência e trabalho mais do que afirmativo, com ampla e efetiva anuência dos mais interessados no quesito, no caso, os alunos e professores, isso ainda é possível. A comprovação, no caso de Vera, ocorre ao longo de sua vida, primeiro na sala de aula, depois dirigindo uma escola.

A Educação (com E maiúsculo) para ela nunca foi um negócio e sim, um meio de conscientização popular. Por décadas ela fez muito nos lugares por onde atuou, décadas de intenso fervor educacional e transformador. Corajosa como poucas, mesmo num cargo de direção (sob comando tucano), militava no sindicato da categoria, no caso a Apeoesp, lutando em prol de uma categoria vilipendiada por seguidos governos estaduais não a olhando com o devido mérito. Enfrentou muita cara feia ao optar pela defesa da categoria. Foi até o fim, luta recheada de altos e baixos, sempre altaneira, cabeça mais do que erguida.

Aposentada, continuou militando na Apeoesp, uma das fontes a lhe revigorar as energias. Lá busca forças para resistir num momento onde a saúde tenta lhe pregar uma peça. Vê-la defendendo a causa dos injustiçados professores é a garantia de que a categoria está bem representada. Impossível não se lembrar de como atuaram por anos a fio verdadeiros profissionais como Vera, quando me deparo com um diálogo ocorrido dia desses. Escrevendo sobre uma escola e uma diretora permanecendo no cargo por mais de duas décadas, quando a foram elogiar, uma profissional que havia trabalhado na escola fez questão de ressaltar em alto e bom som: “Da escola, todos os elogios, da diretora nem tanto”. Normal a anormalidade (sic) das direções estarem sintonizadas com os ditames vindos dos degraus superiores. Na imensa maioria das vezes e sem pestanejar, referendam e fazer ouvidos moucos para os clamores dos alunos e profissionais sob sua batuta. Mas como conseguir conciliar isso tudo, sem afetar as suscetibilidades e os eminentes riscos da vida profissional? Vera tem a resposta e eu a explico na qualidade de mero observador de alguns dos seus anos na ativa.

Primeiro o respaldo dos alunos. Ela os tinha. Difícil conquistar a confiança de quem já chega preparado para o confronto (a escola é palco de outras possibilidades). Impossível sem ocorrer uma integração entre a escola e sua comunidade, entrelaçada convivência. Depois conseguir manter quadro consciente, criativo, unido e a promover de fato essa integração. Baseado nesse alicerce, eis como ir buscar algo renovador, ciente desse peso quanto estiver reivindicando nas outras instâncias. Um complementa o outro. Dos fracos e resignados o mundo está cheio, mas valor mesmo é dado a quem resiste, põe a cara para bater e enfrenta corajosamente os tais ‘moinhos de vento’, que Cervantes nos ensinou também dos tempos nos bancos escolares.

Vera nunca teve vergonha de ser taxada de ‘quixotesca’, aliás, esse foi e continua sendo seu diferencial, diria, lema. O tempo passou, ela está em sua casa há mais de uma década, a mãe com Alzheimer, os filhos morando longe, ela ajudando o marido numa das mais movimentadas bancas de revistas da cidade, a do terminal rodoviário, umas dores que insistem em tentar domá-la, mas não a impedem de subir num ônibus e comparecer nas manifestações favoráveis à greve dos professores estaduais. “Tudo passa, tudo passará”, diz o refrão da velha música, não servindo para essa versátil senhora. Ela, exemplo vivo de que, para transformar desfavorável quadro não se pode permanecer na espera dos outros virem a fazer por ti algo que você mesma deve e pode fazer. Eis o motivo de Vera Tamião, muito mais por todos os outros na lida, continuar na luta, que um dia foi também a dela. “O tempo não para, não, não pára”, de Cazuza é mais sua cara. É aroeira em forma de gente. Os inquebrantáveis são imprescindíveis.”

Viva Vera Tamião!!!