sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ALGO DA INTERNET (110)


COMO É ENCARADA A CAPITULAÇÃO DO GOVERNO ALCKMIN QUANTO AO FECHAMENTO ESCOLAS ESTADUAIS
Opiniões de gente envolvida com a questão e o que acham do tal recuo de Alckmin. Terá sido consciência do erro cometido ou mera tática para ganhar tempo e engambelar os estudantes lá na frente? Vejam as opiniões e tirem todos suas próprias conclusões:

1.) “MESMO COM MANOBRA TUCANA A VITÓRIA DOS ALUNOS É INQUESTIONÁVEL: Embora Alckmin tente claramente uma manobra diversionista - primeiro os estudantes desocupam as escolas, depois abrem-se negociações - não há dúvida: o governo recuou. É preciso reconhecer esse movimento como vitorioso! Mesmo que estejamos no meio da luta. Não ver isso é não perceber o quanto se avançou não apenas na disputa pelo espaço público, como no essencial: os corações e mentes da população do estado de São Paulo. Na opinião pública - ou na batalha de comunicação - Alckmin está perdendo feio”, Gilberto Maringoni, professor e chargista.

2.) “Movimento é isso... o resto é desfile de moda verde-oliva”, professor Reginaldo Tech.

3.) “Depois de tantos argumentos colocados pelos estudantes, pais e professores, no debate público organizado na escola Stela Machado essa noite, dizendo sobre a necessidade de um plano pedagógico de aproximação e não de afastamento, sobre a superlotação das escolas, sobre o fechamento das salas noturnas, sobre a importância para a comunidade que a escola tem, sobre a falta de diálogo do estado e tentativa de imposição da reorganização na vida da sociedade envolvida, sobre o sinismo da diretoria regional de ensino dizendo pras mídias que os estudantes não tentaram diálogo formal, quando que ao contrário disso, eles já fizeram 2 manifestações exigindo diálogo da mesma, só me restou dialogar sobre o programa classista do nosso governador Geraldo Alckmin do PSDB, que tem objetivos claros e prioridades claras, prioridades estas onde a população pobre passa bem longe. Ocupação Stela Machado vocês me inspiram a cada hora, e acada momento que passamos juntos, a cada vez que me chamam de professor, mesmo eu sendo apenas um aspirante a isso, me orgulha e só reafirma que fiz a escolha certa quando escolhi mudar minha vida pra ser professor, obrigado pelo carinho e pelas 65 horas de ocupação, que na verdade são de aula de vocês e com vocês! Ocupar ainda mais, resistir sempre!”, líder estudantil Igor Fernandes.

4.) “Lembrando que toda essas questões de fechar as escolas é só a ponta do iceberg. Professores desestimulados, péssima qualidade de ensino....etc... REFLEXO DE ANOS DE UMA POLÍTICA "EMBURRACIONAL" DO ESTADO DE SÃO PAULO”, professor Markinho Oliveira.

5.) “... lógico que é manobra pra desmobilizar ... o medo é da experiência crescer, o saldo em organização e consciência e principalmente o prazer libertário da ocupação ... comemorar sim, sempre, DESOCUPAR JAMÁS!!!”, professor Tauam, o Narciso do Tempo.

6.) “Eu penso que foi uma vitória e tanto dos estudantes. Considero, sem medo de errar, que esta é a maior derrota sofrida pelo tucanato, desde que chegaram ao poder no Estado, em 1994. Isto porque aquele lance de 2013, do cancelamento do aumento da tarifa do Metrô, foi um desgaste compartilhado com a prefeitura e o governo federal - que, aliás, ficou com a maior fatia do desgaste. A questão semântica para mim é de menos. Não se pode esperar que, numa mesa de negociação, qualquer um dos lados arreganhe as pernas. Busca-se um consenso que seja menos pior para as partes em conflito. Se ele tivesse usado o termo "cancelar" no lugar de "suspender", o que isso o impede de voltar atrás, daqui a uns meses? Por ora, o fato é que ele teve de desistir da decisão, que era vital para seu ajuste fiscal. Não só para o ajuste fiscal, mas para acabar com o último foco de resistência que ainda restava à política deles: os trabalhadores da educação e os estudantes. Embora não sejam todos de oposição, há organizações ainda fortes nessa área, que seriam feridas de morte, quando ele concretizasse o plano de entregar todo o ensino fundamental nas mãos das prefeituras falidas. (...) Olhando de fora, eu acho que é preciso ser extremamente cuidadoso no modo de se posicionar frente a esta nova realidade. Nem muito ao céu, nem muito ao chão. Porque, de fato, o excesso de alegria pode desmobilizar a garotada. Por outro lado, uma vitória aumenta o ânimo de quem luta. Quando a primeira escola foi ocupada, quem imaginava quem pudessem chegar tão longe. Aliás, não digo nem quando a escola foi ocupada. Quando os primeiros estudantes foram às ruas protestar contra a proposta, que ninguém sabia ao certo como seria, alguém podia imaginar que a coisa pudesse crescer tanto? Eu acho que só avançaram tanto porque acreditaram no impossível”, jornalista Rodrigo Ferrari.

7.) “NÃO SE PODE ACREDITAR NESTE GOVERNO. É MANTER A MOBILIZAÇÃO, OCUPAÇÃO PARA BARRAR A REORGANIZAÇÃO”, vereador Roque Ferreira.

8.) “Enquanto o Geraldo bagunça, os alunos organizam a educação - A dirigente de ensino Gina Sanches permanece em seu Castelo e ignorou o convite dos pais, alunos e comunidade p audiência no Stella Machado. Ela foi novamente convidada p hj, sábado ou qualquer dia. Uma mãe de aluno fez um relato preciso do q é a proposta do Geraldo: "tentaram enganar os pais." Acrescentou q ninguém da diretoria de ensino soube esclarecer suas dúvidas. Foi à escola p qual seu filho seria transferido e constatou q o prédio ñ tinha salas p receber mais estudantes. Os alunos do Stella comentaram q estão aprendendo muito com a convivência, as atividades pedagógicas e os afazeres, num nível excepcional de organização; numa lição de mobilização q a gestão do governo do partido do Geraldo ignora, apesar dos mais de 20 anos de PSDB governando SP”, jornalista e representante do Sindicato dos Jornalistas SP Ricardo Santana.

9.) “Não tenho dúvidas que é para ganhar tempo, tentar salvar o SARESP e contar com a desmobilização no final do ano letivo. Não é a toa que condicionou as discussões a serem realizadas ainda este ano. De qualquer forma, é uma vitória. Parcial mas que mostra a força do movimento. Seria importante uma coordenação entre as escolas ocupadas capaz de avaliar o ânimo e as condições para dar continuidade à luta”, professor Almir Ribeiro.

OBS.: Nas fotos tiradas na EE Stela Machado Bauru SP, nenhuma minha e todas de efetivos participantes da ocupação ainda em curso e sem data para término.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (71)


“CRÍTICA DA MÍDIA COMO DISCIPLINA ACADÊMICA”, BATE PAPO COM ALBERTO DINES

Não é qualquer jornalista que me atrai para um prolongado bate papo, ou até mesmo em um programa de TV. Não que eu seja chato, pedante, essas coisas. É que, não existe como negar a existência de um turba trabalhando, ou seja, jornalistando não mais em defesa das premissas básicas da profissão, mas no permitido pelo patrão. É o tal do saber os seus limites e dele não querer sair, pois saindo, demissão na certa. Mais que isso, existe outro tanto sendo hoje mais realista que o rei, ou seja, produzem algo igualzinho ao discurso do patrão. Uma belezura de dar gosto. Não discordam nem pingo da linha editorial, nem saem dos trilhos. Não perco mais meu tempo com esses. Vou à busca de outros, os que ainda ousam. Hoje tinha um deles aqui em Bauru, o jornalista ALBERTO DINES, 83 anos e o manager do programa de TV e internet, o renomado “Observatório da Imprensa”.

Veio para abrilhantar um simpósio na UNESP Bauru com o nome do título desse texto, numa atividade dentro do Colóquio de Pesquisa do LECOTEC – Laboratório de Estudos em Comunicação, tecnologia e Educação Cidadã, na FAAC – Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação. Com a mediação do professor Francisco Belda, foi dada voz a quem milita pela aí por ininterruptos 63 anos. De sua fala extrai o seguinte:


- “O jornalismo vale pela oportunidade de dizer ao leitor algo pelo qual ele entenda e não algo no qual deve piamente acreditar como algo absoluto dali para frente”.


- “Precisamos estar atentos para não seguirmos por um só caminho. No tempo da ditadura queriam nos ver escrevendo duro contra o stalinismo, mas como falar mal só deles tendo uma situação semelhante ao nosso lado, como a censura. Hoje a mesma coisa”.

- “Hoje vigora o 'eu te contrato e você tem que dizer o que eu penso'. Está sendo criado um modelo de jornalismo que é o anti-jornalismo”.

- “Quando visitei o New York Times pela primeira vez vi lá um grande mural na redação onde discutiam a si mesmo, seus erros e acertos. Achei aquilo muito interessante. Montei algo similar com o Gabeira no JB, uma revista para discutir o jornalismo, fazer a reflexão sobre nós mesmos, algo não existente até então no país”.

- “Os donos de jornais não são sensíveis, não querem fazer o debate e os próprios jornalistas não querem debater o jornalismo feito por eles. A minha intenção com o trabalho que faço é espicaçar, pois mesmo que você não queira fulanizar, o próprio jornalista se fulaniza sozinho. E nada melhor do que discutir essa relação em público”.


- “Você tem que surpreender o leitor, tem que antecipar algo diferente daquilo que o leitor acha que vai dizer. Hoje praticamente não existem mais novidades. A revista Veja, por exemplo, você já sabe o que ela vai dizer e aí não existe surpresa nenhuma. Abdicaram de produzir surpresas e sem nada de novo, perde-se o interesse”.
- “A Academia hoje forma mais pensadores em comunicação e cada vez menos jornalistas. O ensino de jornalismo possui um nível de graduação onde o que vale é o nível de erudição. Penso que no mestrado poderia ser mais jornalismo e para o doutorado essa erudição toda”.

- “As redações antes fervilhavam o tempo todo, hoje não mais. Ninguém da imprensa hoje quer se chatear com a crítica, desde o dono do jornal ao jornalista, mas ela se faz necessária. E sem chateação nada caminha, tudo vira ditadura. Falar mais e mais do que está sendo feito. Qual o problema disso?”.

- “O jornalismo impresso é reflexivo. Importante um jornalismo onde o jornalismo seja o ingrediente. Algo mais longo, menos apressado, com uma visão especial da notícia. No jornal impresso isso tem que ocorrer, ali é o espaço para uma liberdade especial, um dizer mais. E isso deixou de ocorrer”.


- “Antigamente todos se faziam a pergunta: 'O que está nos jornais?' Era o que valia. E hoje o que vale realmente está aonde?”.

- “O Brasil não discute a necessária Regulação dos Meios de Comunicação. Isso é uma história sem fim e uma história sem discussão, porque simplesmente os donos não querem e não aceitam essa discussão. Nada que seja importante para a imprensa se discute no país. Não existe debate sobre a imprensa. A imprensa não gosta de ser ver sendo debatida nem no espelho da própria imprensa, quando mais com possibilidades de mudanças”.

- “Precisamos mais e mais de uma mídia desalinhada, livre, não atrelada a interesses dos patrões, mais aos coletivos”.

- “Uma disciplina hoje obrigatória nos cursos de Jornalismo, como questão mesmo de sobrevivência da espécie seria História da Imprensa. O motivo é simples, para que não se repitam os erros do passado. São muitas as revoluções que mudaram o saber jornalístico e tem que se ter em mente que o em curso não é novidade, não é a primeira vez que a imprensa sofrerá drásticas mudanças. Temos que saber quais são essas mudanças”.
- “O relato, a arte de fazer o relato jornalístico é parte principal do fazer jornalístico. Isso foi arrefecido pelo produzido no meio internético. Parece não entendermos que os operários da mudança somos nós e para tanto, se faz necessário conhecer o ferramental das mudanças”.


- “Algo fundamental é discutir mais e mais a imprensa na sala de aula. Discutir o jornalismo no dia a dia, isso da maior importância, num cruzamento inter e poli disciplinar”.

- “Nosso processo cultural é dirigido pela assessoria de imprensa. Ruim quando só o que eles dizem vale, vira monopólio. O noticiário de Cultura hoje em dia é todo triturado por esses. É justo uma editora de livros produzir um bom release e enviar para a mídia, mas não é interessante o jornalista repetir aquilo tudo sem mudar nada”.

- “Não tive professores nas redações onde trabalhei, nunca cursei Jornalismo, apesar de defender o diploma. O que tive foram gente com muita experiência em todas redações e aprendi com eles. A transferência de experiências é salutar. O ciclo etário de uma redação hoje não mais reflete isso, mas se o jornalista encontrar ao seu redor usinas alimentadoras ele vai em frente e deslancha”.

- “Precisa ocorrer uma espécie de treinamento na universidade para os alunos não mais dependerem do emprego pronto. Hoje ele precisa criar o seu próprio emprego, isso sim é que seria empreendedorismo. Aulas de gerenciamento para ele poder criar o seu próprio emprego e não mais depender das grandes corporações, pois essas já fecharam a possibilidade dos seus crescrem. A universidade ainda não sacou muito bem isso”.

- “Você como jornalista não pode ousar ter a opinião própria ou discordar da do veiculo onde trabalhe. Quando ousa e a expressa é demitido, afastado apenas por pensar diferente. Isso é lamentável. É indecente o profissional perder o emprego por causa de pensar diferente”.

- “O jornalismo tem muito a aprender com essa nova maneira de fazer textos e vídeos pela internet, essa fuga do tradicional. Esses caras, esse bando de pessoas experimentando algo fora do Jornalismo, como, por exemplo, a Mídia Ninja, eles precisam ser ouvidos, experimentados e complementados. Mas vigora o ‘se você não é acadêmico não pode’. Tudo aqui é segregado e dessa forma não fazemos mais nada novo”.

- “A Academia perdeu uma grande oportunidade, aliás maravilhosa de se empenhar na formação de um novo paradigma quanto ao diploma. Lá no Rio de Janeiro tem uma Estácio, onde lançam milhares todo ano no mercado. O negócio é o dinheiro e não o Jornalismo”.

- “Para qualquer um publicar no Observatório de Imprensa os critérios são simples. Primeiro o conteúdo tem que ser respeitoso, depois oferecer algum material diferenciado. Cabe tudo, desde que seja bom e tenha como epicentro a discussão da imprensa. Tentar interferir nessa questão. Um intervir no processo sem parecer ser uma intervenção”.

- “O veículo que está faltando na imprensa brasileira hoje é um Semanário de Ideias, um Jornal de Debates. Algo onde a sociedade possa ser discutida, promover uma ampliação do debate de ideias. Começando o debate no campo digital e depois, os temas que mais se evidenciarem seriam passados para o papel. Um debate no sentido mais amplo possível, oferecendo o que melhor temos, o convencimento pela discussão, pela amplitude de opiniões, ideias, discussão séria, onde o outro possa sair convencido. Isso é o que falta”.

CENA BAURUENSE (141)


A GRANDE FESTA DA ENTREGA DO PRÊMIO LUIZA MAHIN
Foi ontem à noite a entrega do Prêmio das personalidades da cidade que de alguma forma estiveram ao lado do Movimento Negro. Promovido por um dos únicos conselhos municipais com efetiva e comprovada atuação, o da Comunidade Negra de Bauru, a entrega dessa premiação culmina com um grande congraçamento de pessoas que, na maioria das vezes, estão na luta por dias melhores, envolvidas nas questões sociais e de mãos arregaçadas em prol de uma Bauru mais humanizada. Nas minhas fotos um pouco do que fui vendo, não só com os homenageados, mas com gente da platéia. Gosto mesmo é de mostrar e demonstrar a força da pessoa humana, dos que fazem e acontecem de forma verdadeira, origina e com um compromisso mais do que popular. Numa das fotos dona Rute do Amaral, ali assistindo sózinha o evento, que um dia presidiu o Conselho da Condição Feminina de Bauru e foi defenestrada por um grupo autoritário, fazendo das suas para destituir um atuante grupo de mulheres e colocar no lugar outro, desses que até hoje, passados mais de quatro anos, não disseram a que vieram. Nas fotos, ressaltando sempre essas abnegadas pessoas, as que valorizam de verdade essa nossa diversificada Bauru. Das fotos extraiam outros significados, mas o melhor de todos, o de conhecer melhor algunsdos lutadores pelas boas causas. Esse prêmio é u uó do borogodó.


ESSAS DESAVENÇAS TODAS SÃO FALTA DE...
Conto algo rápido e presenciado ontem. Foi no evento da entrega do prêmio anual Luiza Mahin, esse fazendo parte também da Semana da Consciência Negra de Bauru. Dentre os agraciados Dulcinéia Cosmo Leizico, uma digna representante da família Baté, eles todos os mais dignos e autênticos mantenedores (são por lá os Governos Federal, Estadual e Municipal) do distrito de Tibiriçá. Recebe o prêmio e sua acompanhante faz uso do microfone, quebrando divinalmente o protocolo do evento. Primeiro convida a tudo e todos para comparecerem ao almoço anual que os Baté promovem lá na grande Tibiriçá e que ocorrerá na próxima sexta, onde eles além da comilança generalizada e em abundância, fazem homenagens a tudo e todos que por lá comparecem. Uma festa digna da popularidade alcançada. São únicos no que fazem e atraem todos para esse dia, desde amigos, considerados, suportáveis, rivais, opositores e mesmo inimigos. Todos lá comparecem e se compartam a contento dentro do espaço mágico do evento promovido pelos Baté’s. Pois bem, a Baté estava com o microfone na mão e fez depois um belo discurso de improviso, conclamando para a PAZ, que o mundo está se desviando da sua belezura, que as pessoas estão mais intolerantes, conversando menos, cada vez se isolando mais e mais, não entendendo mais o problema do semelhante, só pensando em si e precisando ser mais solidários. No meio do discurso um gajo lá no meio da plateia grita bem alto que falta hoje a tudo, todas e todos MAIS SEXO. Risos pipocaram aqui e ali. Foi quase como uma aceitação geral. Sim, dentre tantas coisas desse momento do mundo atual, quanto menos SEXO, mais problemas. Muito mais gente carola, seguindo seitas desmemorizantes, agindo como manada e mais perdidos que Aécio depois da perda do pleito. Esse um dos tantos momentos possibilitados por essas festas populares, a quebra do protocolo, as falas fora do script e a continuidade da alegria. Momentos iguais a esse são indescritíveis. Enquanto os grandões desse mundo se digladiam, vejo tanta solucionática advindo dos mais simples, os que ainda enxergam esse mundo com a simplicidade que já falta na maioria das pessoas e cabeças. Daí cada vez sigo mais a esses.

MAIS UMA FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR, AGORA NA UNESP
Foi ontem e dessa vez lá no campus da UNESP Bauru. Em mais uma realização da INCOP - Incubadora de Cooperativas Populares foi dado o pontapé inicial para a 1ª Feira da Agricultura Familiar, na calçada frontal do ginásio de esportes Guilhermão. Trata-se de mais um evento com a presença dos agricultores familiares do Assentamento Horto Aimorés e alguns comerciantes de nossas já habituais feiras livres. A boniteza da coisa é sempre expor o trabalho desses agricultores, todos atuando sem a utilização de agrotóxicos em suas plantações. Tudo foi constituido de várias barracas, com produtos variados, desde frutas, legumes, verduras, doces, sucos e salgados variados. Com o apoio logístico da Secretaria Municipal da Agricultura, capitaneada pelo Chico Maia, foi maravilhoso reencontrar por lá dois baluartes do assentamento Aimorés, na luta e labuta desde o começo do movimento: Jose Maria Rodrigues e a Maria do CPT. Adoro feira, sou como Moisés Luceli Bastos faz questão de dizer por onde vá, o tal do praticar a FEIRATERAPIA. Ontem lá no reduto estudantil, algo novo, espaço ainda sendo criado, vejo que todos gostaram e vi muitos com suas sacolinhas pelos mais diferentes lugares, inclusive classes de aula. Então, como dizia, se já gosto de feira, essa em especial ganha uma ampliada proporção, pois trata-se de um segmento de trabalhadores ainda pouco entendidos dentro dessa estrutura organizacional de via única desses últimos tempos. Tenho o maior apreço e admiração pelos assentados rurais e urbanos, os que ocupam algo que está sendo utilizado de forma inadequada. O resultado positivo é o que se vê numa feira como essa. Quando muitos insistem em ficar apregoando algo negativo, buscando pelo em ovo para criticar uma reforma agrária muito incompleta nesse país, experiências como essas são de inestimável valor. O significado disso tudo é a construção, é o em curso dessa luta sem parada, sem trégua e cada vez mais necessária. Meu total apoio...
HPA - Bauru SP, quarta, 18/11/2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

MÚSICA (130)


JÁ OCUPOU SUA ESCOLA HOJE? VERDADE EXPRESSA NUMA VELHA LETRA DE MÚSICA E O PAPEL DO STELA MACHADO
A única linguagem que insensíveis aos níveis desse atual governador paulista, o queridinho do povo de São Paulo, Geraldo Alckmin entende é essa que os estudantes e familiares destes estão a promover no estado mais rico da federação: a ocupação das escolas. Se a decisão foi totalmente arbitrária, feita de cima para baixo, sem qualquer possibilidade de discussão, tudo feito para atender as insanas leis do mercado, as que clamam mais e mais por austeridade financeira em detrimento do atendimento da reivindicação das camadas populares, não existe mesmo outra saída a não ser partir para algo sensibilizador, um confronto que começou assim do nada, uma escola ocupada ali, outra acolá e tudo ganhando força, tomando conta, ocupando espaços e daqui a bem pouco tempo com todas as escolas, as fechadas e as ainda não fechadas devidamente ocupadas.

Em Bauru ocorre nesse exato momento a ocupação de uma das escolas mais tradicionais da cidade, a STELA MACHADO, lá ao lado do estádio do Noroeste. A magnitude de um ato como esse é que, diante da total insensibilidade de um governador totalmente desantenado com o que clama seu povo, a forma de fazer ele se tocar será pela mobilização, pela organização e uma decisiva força demonstrada em cada nova mobilização. Precisamos de muitos Stelas Machados e também como acabo de ouvir pela rádio, que seus diretores estejam ao lado dos alunos, pois o governador além de autoritário na decisão tomada é truculento e está colocando a Polícia Militar para desbaratar da forma mais violenta possível tudo o que vem em desacordo com suas arbitrárias decisões já tomadas e sem nenhuma possibilidade de reversão. Ou seja, sem pressão nada ocorrerá. Os estudantes perceberam isso e foram para as ruas. Povo unido jamais será vencido, cada vez mais me certifico disso e aqui uma real possibilidade de ver isso sendo implantado. Vamos todos para as ruas nos solidarizar com os alunos e professores paulistas e com a atual situação da Educação, cada vez mais achincalhada. Arbítrio se vence na união, com uma multidão nas ruas. Desunidos eles sempre conseguirão impor às suas vontades, mas quando tudo cresce eles são OBRIGADOS a voltar atrás. Essa a única possibilidade, a única linguagem que 'eles" entendem, nenhuma outra.

CAMINHANDO (GERALDO VANDRÉ):

Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Somos todos iguais braços dados ou não/ Nas escolas, nas ruas, campos, construções/ Caminhando e cantando e seguindo a canção./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Pelos campos há fome em grandes plantações/ Pelas ruas marchando indecisos cordões/ Ainda fazem da flor seu mais forte refrão/ E acreditam nas flores vencendo o canhão./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Há soldados armados, amados ou não/ Quase todos perdidos de armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição/ De morrer pela pátria e viver sem razão. Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Nas escolas, nas ruas, campos, construções/ Somos todos soldados, armados ou não/ Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Somos todos iguais braços dados ou não/ Os amores na mente, as flores no chão/ A certeza na frente, a história na mão/ Caminhando e cantando e seguindo a canção/ Aprendendo e ensinando uma nova lição./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer./ Vem, vamos embora, que esperar não é saber,/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

SEMANA DO HIP HOP - PARQUE VITÓRIA RÉGIA:
Renato Magu e Yuri de Freitas sabem que não escrevi nada da semana que se encerra nesse momento, não porque tenha algo contra essa manifestação cultural, mas porque o público deles já está mais do que mobilizado e preencheu as expectativas durante a semana toda, eventos mil e todos com casa cheia. E minha escrita, se não ocorreu antes, ocorre agora, no pós encerramento. Fui hoje lá no Parque Vitória Régia, conferi in loco o show de encerramento. Ouvi a homenagem do Magu feita à Prefeitura, consequentemente ao secretário Elson Reis. Curti a empolgação da animada e até comportada galera. Magu anunciou a perda de uma carteira, citou o nome da moça e volta ao microfone tempos depois para agradecer, pois haviam devolvido a carteira intacta. Gostei de permanecer ali no meio de todos, cheguei a esboçar aos 55 anos um levantar de braços, chocoalhar o corpo e confesso, cheguei a balançar levemente as cadeiras. Se me perguntarem se o Hip Hop é meu ritmo musical preferido, digo sem medo de constranger ninguém: Não. Nascido em 60, cresci ouvindo MPB, samba de raiz e deles não me afasto. E faço isso sem problemas. Porém respeito muito o que ouço saindo da boca de todos em forma de uma poesia, dura, martelando sobre um problema social mais do que latente, evidente. E adorei quando o Emicida colocou um trecho de um samba do Cartola e fez uma referência das mais respeitosas ao grande mestre do samba. Foi isso, vale pelo registro. E saio contente por ter constatado que aquela ideia nascida lá atrás, primeiro de organizar o movimento bauruense na Casa do Hip Hop, depois no Ponto de Cultura, se concretiza com vocês não só organizando, como agenciando e produzindo, cuidando de todos os detalhes. Dessa forma, podendo negociar eventos dessa natureza pelos mais diferentes lugares. Com vocês no comando disso, a certeza de que sempre teremos bons eventos pipocando por aqui. Amanhã posto aqui um trecho gravado da fala do Magu sobre o evento e a galera bauruense.

O CRESCIMENTO DO MOVIMENTO HIP HOP NA CIDADE E A FALA DO MAGU
Encerramento em Bauru da Semana de Hip Hop, que nesse ano ganhou uma proporção ainda não entendida por inteiro, mas agora já vislumbrada. Esse movimento começou na cidade como todos os outros, de forma incipiente, mas foi dia a dia ganhando força, conquistando e ocupando espaços e hoje, com a concretização dessa semana, um algo mais. Sua realização não foi propiciada por ninguém de fora, pois o movimento não só se organizou na melhor e mais ampla utilização dos espaços da Estação da NOB na praça Machado de Mello, como com a criação de uma empresa para eles mesmos, o próprio movimento HIP HOP organizar, promover e ser o instrumento de propagação de tudo. Conquistaram um patamar de vital importância dentro da organização cultural a que muitos se propõe, ou seja, não ficam só na vontade. Vê-los em ação e sacando assim de longe como se deu a organização interna do evento ocupando toda semana passada, uma clara demonstração da força de um movimento quando sabe se impor. Vejo isso com muitos bons olhos. Que outros tantos pipoquem por aí com a mesma garra, despreendimento e ação coletiva de fato. No pequeno trecho gravado por mim no domingo, Renato Magu, um dos proceres do movimento Hip Hop na cidade diz algo aos seus pouco antes do show do Emicida, que encerraria a Semana, algo sobre o que de fato os mobiliza. Deu para sentir a intensidade da coisa, vindo para ficar. Valeu!!!!!!!!!!!!!!!
Vejam clicando a seguir: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/vb.100000600555767/1179532785410062/?type=2&theater

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

BEIRA DE ESTRADA (55)


CANELLA E A CRISE*
*texto da lavra e responsabilidade desse HPA para seção Tirando o Chapéu, revista mensal bauruense AZ! (10 mil exemplares distribuidos gratuitamente na cidade), edição 31, novembro/2015:

“José Hermínio Canella foi figura de destaque como estudante e na agitação cultural e política em Bauru. Cursou Engenharia Mecânica na UNESP, conseguindo viabilizar um sonho. Junto com dois sócios, montou na vizinha Pederneiras, uma grande indústria no setor de peças pesadas para usinas açucareiras. Penou, mas hoje, com sucesso, vende para o Brasil todo. Ótimo exemplo de pessoa bem sucedida. Por outro lado, não perdeu o jeitão jovial e extrovertido. Sabe muito bem conciliar trabalho e lazer. Mantém um relacionamento dos mais cordiais e francos com a centena de funcionários, isso fruto de sua formação e entendimento dos problemas do mundo.

Fui conhecer sua fábrica. Fez questão de mostrar todos os detalhes. Numa das conversas, falando sobre a atual crise me deu uma aula sobre a situação brasileira: "A crise existe, mas continuo vendendo como antes. Não dispensei ninguém e os negócios proliferam. A explicação é que vendo para o mercado interno, para as nossas usinas. Olhe para o prédio do meu vizinho, maior que o meu. Está com problemas mil. O motivo, seu negócio é basicamente para o mercado externo. As vendas pararam e ele não passa por um bom momento". Foi de arrepiar ouvir isso dele. A crise está aí, mas o Brasil sobrevive bem a ela. Continua girando e gerando negócios. Canella continua antenadíssimo”.

Esses dois parágrafos entre aspas fizeram parte de um artigo escrito por mim e publicado no saudoso diário bauruense Bom Dia, edição de 25/04/2009. Os tempos eram outros e a crise também outra. Hoje piorou, mas nem tanto. O país não quebrou, mesmo alguns fazendo uso até de fórceps no cruel intento. O reencontro e ele do mesmo jeitão. Continua acreditando no país, fazendo de tudo e mais um pouco para segurar a barra junto dos seus funcionários, valorizá-los e quando possível continuar incentivando a Cultura.

Canella é um bom debatedor, desses que não foge da raia. Não defende esse Governo, mas também não o espezinha além do ponderável. Sabe reconhecer os avanços e pisar no freio quando necessário. O bonito é nunca vê-lo alterado. Não costuma elevar o tom de voz na discussão. Pondera, ouve muito e só entra em debates onde esse tal de ódio passe ao largo. Refuga retrocessos e dessa forma, avança ciente de que o mundo de uma via só é muito chato.
Henrique Perazzi de Aquino – jornalista e professor de História.

domingo, 15 de novembro de 2015

FRASES (137)


O ATÍPICO E O NOBRE

Leio um post de 13/11 do meu dileto amigo vereador Roque Ferreira, um em quem votei e não me decepcionei, algo pelo qual faço questão de compartilhar: “Um crime torpe que tirou a vida de um jovem, o que todos nós lamentamos. Porém, mais uma vez se levanta uma discussão sob a o perfil "atípico" de quem comete um ato criminoso. PERFIL ATÍPICO: Um homem nascido em família de classe média alta e que viveu por 35 anos sem carregar antecedentes criminais em seu histórico. Acusado de roubar e matar o jovem Guilherme de Mendonça, Eduardo Graziani integra um perfil atípico de quem comete crimes tão brutais como latrocínios. Ainda hoje prevalece na identidade de um criminoso a visão da teoria de Cesare Lombroso, que justifica "os preconceitos, e as atitudes racistas contra negros e pobres". Na identificação de alguém como criminoso as "polícias" praticam toda sorte de excessos, o que expressa no tratamento dado para o rico, outro para o pobre, e outro ainda dado para o "negro".”. Leiam isso: http://www.jcnet.com.br/…/mototaxistas-seguram-suspeito-de-….

Sim, para muitos persiste o perfil daquele atípico, pronto para te lesar, te sacanear, te roubar e até matar. Esses padecem muito mais, já os cheirosos, engomados, engravatados, colarinhos brancos, esses quando cometem o deslize (e o fazem em maior quantidade que os pobres coitados), o fazem por descuido, acaso, fatalidade e outros abrandamentos. Como é cruel isso.

Assim como Roque notou isso na manchete da mídia, ontem passei por algo similar. Conto aqui. Fui dar uma espiada lá no tal torneio de voley de praia na avenida Getúlio Vargas. Mal cheguei, uma fila tomava conta da calçada margeando a quadra. Ainda estava propenso a dar uma espiada, mesmo também encontrando dificuldade para estacionar. Tudo até então entendível. O algo mais ouvido ali me doeu e resolvi desistir e bater asas para outros lugares. Ouço em alto e bom som o anúncio: “Torneio sendo realizado na região mais NOBRE da cidade”. Epa! Nobre? Parei, olhei para os lados, tentei me sintonizar na mesma estação do que propagava a frase e desisti. Não consegui enxergar nobreza nenhuma nos arredores. Sob que ponto de vista era feita tal afirmação?

Inevitável lembrar de um texto lido ainda na semana, “O espírito do passado”, do melhor jornalista em ação no momento, Mino Carta, editorial da Carta Capital, edição 875. Leiam clicando a seguir:http://www.cartacapital.com.br/…/o-espirito-do-passado-4687…. Mino brinca e diz também morar num região dita “nobre”, a dos Jardins paulistano: “Reina naquele recanto uma acentuada balbúrdia arquitetônica, de sorte a impor no mesmo cenário a casa dos sete anões, sempre à espera da neve, e Tara, moradia neoclássica de Scarlett O’Hara, em meio aos algodoais. Ou a vivenda de Zorro e um disco voador”. Igualzinho a região onde ocorre o tal Torneio de Voley de Praia, a da Getúlio Vargas.

Daí me ponho a pensar na manhã de hoje e já estou imaginando o tal Ozzy Osborne nativo, com sua vestimenta em cores escuras e alidado do verde/amarelo, conclamando a tudo e todos à sua volta, os tais “nobres” para aderirem ao que chama de movimento cívico contra a corrupção, a favor do militarismo e, é claro, das conveniências de plantão. O mesmo marcou um ato pelo impedimento da presidenta na mesma Getúlio, mas nada contra Cunha, Aécio, Alckmin, Pedro Tobias, FHC, Rodoanel, Zelotes e Culotes (Epa! Esse eu adoro). Me poupem disso tudo. Pelo visto, algo só para os “nobres”. Essa nobreza é mesmo de amargar. Permanecerei o dia todo desse energizante domingo envergando uma camiseta na cor vermelha, evidenciando hoje uma atroz tipicidade e também fugirei de qualquer região conclamada como nobre, afinal, tento dessa forma já facilitar a coisa para os vetustos apontadores de dedo de plantão: "Sou culpado!".

sábado, 14 de novembro de 2015

AMIGOS DO PEITO (111)


QUANDO HOMENAGEADO, FICO TODO PIMPÃO – TRÊS AFAGOS

Hoje talvez não seja o dia mais recomendável para relembrar homenagens, mas recebi recentemente três e as cito aqui orgulhosamente, numa forma de também desdizer os que insistem em bater na tecla de que o que faço é “a insanidade em forma de escritos e pensamento”. Olha se não é para ficar todo pimpão:

1 – Meu dileto amigo Lázaro Carneiro lança uma nova cria no mercado, o livro Atestado de Óbvio, com aqueles escritos cheios de sabedoria caipira, o que mais precisamos nesses momentos angustiantes de incertezas e abalos sísmicos de roteiro de vida. Veja o que postou no facebook: “Já está em minhas mãos, o livro atestado de óbvio, com prefácio de Wellington Leite ,apresentação de Henrique Perazzi de Aquino e orelha de Maria José Ursolini”. Um privilégio estar ao lado desses dois e no livro desse baita escrevinhador do cerrado, embaixador das letrinhas caiporas. O texto que havia escrito a ele está aqui reproduzido: http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search…. Como não ficar de queixo caído com um amigaço desses.


2 – Dei uma singela contribuição para a Semana da Consciência Negra lá na EE Edison Bastos Gasparini e o fiz escrevinhando um perfil de suas idealizadores e realizadoras, professoras Sebastiana de Fátima Gomes, a Tiana e Renata Santin no meu Personagens sem Carimbo – O Lado B de Bauru. Nada mais. E ao abrir meu facebook ontem lá um texto da Renata que me fez chorar, molhando todos meus papéis mafuentos. Eis que escreveu: “Meu querido amigo Henrique Perazzi de Aquino, o que falar de uma pessoa, simples, que trabalha ativamente mostrando a diversidade cultural que existe nessa cidade maravilhosa e também em outros lugares. Quando propus a fazer o projeto da consciência negra, não tinha ideia de como começar. Tanto eu como a Sebastiana De Fátima Gomes, recebemos duras criticas, e muitos negros que hoje fazem parte desta cultura, nem se quer deram uma resposta positiva ou negativa a nós. E o tempo esgotando, e meu desespero aumentando, e fomos trabalhando com as ferramentas que tínhamos com nossos alunos, falar da cultura africana. Mostrar a importância cultural , incentivar minhas alunas e alunos a ter respeito. Mostrar aos amigos professores que não eram só uma data qualquer, era algo a mais. E mostrar aos alunos a oração do Pai nosso em iorubá. E quando pensei em desistir, pois as lágrimas não cessavam, e o medo de errar, de ser apenas uma sonhadora. Deus colocou você em nossa vida vida, a maravilhosa Nina Barbosa. E depois do seu artigo, meu Deus quantas pessoas saíram do seu casulo e vieram abraçar a causa conosco. Ser Henrique Perazzi de Aquino, não é para qualquer um, tem que ter tutano, força e coragem.
Quero de todo meu coração , agradecer a Deus por colocar você em nossa vida. A palavra que define você é Gratidão , pelo profissional, pessoa, e amigo. Muito obrigado, gostaríamos se fosse possível , que estivesse com a sua presença, na Rua dos Ferroviários número 650, Escola Edison Basto Gasparini no dia 14/11 as 9:00 . Um forte abraço que Deus lhe de em dobro todo o bem que faz. Abraços Fraternos. Deixo uma pequena lembrança, com muito carinho: PAI NOSSO EM YORUBÁ/ BÀBÁ WA TI NBE L’ÒRUN / NOSSO PAI QUE MORA NO CÉU/ ÒWÒ FUN ORÙKÓ RE/ RESPEITO O VOSSO NOME/ KI IJOBA RE DÉ/ QUE VENHA O SEU REINO/ AFE TIRE NI KI A SE L’AYE/ VOSSA VONTADE É QUE NÓS FAZEMOS NA TERRA/ BIATI NSE NI ÒRUN/ COMO FAZEMOS NO CÉU/ FUN WA NI ONJE OJÓ WA L’ONI/ DI-NOS A COMIDA DE NOSSO DIA DE HOJE/ DARI ÈSE JI WA/ PERDOAI NOSSOS PECADOS/ BIATI NDARI ESE JI ÀWON SE WA/ COMO PERDOAMOS OS PECADOS QUE NOS FAZEM/ MÃ FA WA SÍNÚ IDEWO/ TIRAI-NOS DE DENTRO DE PROBLEMAS/ NITORIPE IJOBA RE NI/ PORQUE O REINO É VOSSO/ AGBÁRÀ NI TIRE/ O PODER É SEU/ ÒGO NI TIRE/ A GLORIA É VOSSA/ LAYELAYE ÀSE/ PARA SEMPRE AMÉM”.

3 – Comprei a revista Caros Amigos de outubro e como sei que ela tem uma carinha bauruense, com a participação do criativo pessoal da Lettera Comunicações, ali na Marcondes Salgado, escrevi um texto, pois adorei o caderno especial deles sobre Educação, valorizando a escola pública. O texto é esse: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/1173639489332725. O que não esperava é que o pessoal ligado a Lettera fizesse um agradecimento a me tocar tão profundamente. Mara Ramos escreveu: “Obrigada por essa referência tão expressiva. É bom saber que somos observados por olhares atentos como o seu. Isso nos gratifica e nos dá força pra seguir em frente”. Anaí Nabuco escreveu: “Gratidão! Apenas gratidão! Pessoas como você me movem. Abraço”. Jussara Nabuco Canella escreveu: “Obrigada Henrique pelo reconhecimento !! É bom saber que vc é um leitor é admirador da Caros!!”.

Derretido, não pelo calor, mas pelos afagos, retribuo da mesma forma e jeito: continuo escrevinhando e tentando acertar. Grato por tudo.