sábado, 21 de maio de 2016

FRASES DE UM LIVRO LIDO (103)


UM LIVRO BÍBLIA, DOIS PASQUINEIROS TROCANDO FIGURINHAS E AS FRASES RECOLHIDAS ANTES DO PRESENTE SER REMETIDO VIA CORREIOS
Márcia Neme Buzalaf tem profundos laços em Bauru e hoje reside em Londrina, mestra na UEL – Universidade Estadual de Londrina. Éramos amigos internéticos sem nos conhecer pessoalmente. No Congresso realizado em março na Unesp Bauru, o RED INAV a conheci. Tínhamos trabalhos para apresentar na mesma sala. Conversando descobri ser ela pasquineira, ou até mais que isso. Pasquineiro sou eu, ela é uma estudiosa do que foi e representou de fato o semanário (ou hebdomadário, como Jaguar o chamava) carioca O PASQUIM. Disse ter sido indicada (por não me lembro quem) para pesquisar algo sobre o jornal no meu blog, pois escrevia muito desse assunto. Assim nos tornamos amigos. Ainda no Congresso falo de um livro, lido décadas atrás e esquecido numa estante no Mafuá e que talvez pudesse servir para ela, era algo contando da história deles. Passado mais de um mês, tiro foto da capa do livro e envio com um recado: “O livro que tenho é esse (O Pasquim e os anos 70, José Luiz Braga, Edit.UNB,1991, 258 págs). Quer?”. Ela me responde informando já ter tido o mesmo:
“Este livro do Braga é a bíblia sobre o Pasquim! Eu o tinha, emprestei para algum aluno e se perdeu. Tenho uma cópia, mas tê-lo em papel, ainda mais como presente seu, seria maravilhoso”. Acerto de lhe enviar o livro e quando vou fazê-lo, encontro um amigo e o mesmo se interessa pelo dito cujo. Digo que já tem dono, ele insiste e o máximo conseguido foi produzir algo gileteado, ou seja, cópia do mesmo, com espiral e encadernação. O livro seguiu ontem para ela e como retribuição sugeri algo assim: “Recebendo ele, escolha um dos que acha que não tenho e me envie”. Ela topou e dessa forma ganharei o “O queijo e os vermes”, do Carlos Ginsburg, que também já tive e o perdi não sei onde e como, talvez cupins, enchentes, empréstimos, surrupiado, enfim, o terei de volta.

O livro seguiu pelo Correio ontem, sexta, 20/05, mas antes tive o capricho de copiar e aqui as espalho ao vento, as frases que havia grifado quando da leitura (esqueci de dizer isso a ela, tudo meu eu grifo). Quem foi leitor do velho e saudoso Pasquim vai adorar rever algo dele e para quem não o foi, talvez a importância de conhecer algo único na história do jornalismo brasileiro. Vamos a elas:
- “O Pasquim g(l)ozava os grandes temas da imprensa acomodada, fazendo uma revisão, via humor e ironia, do noticiário impingido diariamente e oferecendo assim uma saudável terapia para uma ampla camada que não tendo alternativa era também leitora da grande imprensa”,
- “...é um órgão tagarela, falando de tudo, que no seu humor giratório, não poupa nem a si próprio”.
- “... a vontade de escrever sobre esse jornal deriva de um sentimento da importância de sua contribuição, como oposição à política dominante, como contestação ao silêncio e à repressão, como criação original de imprensa, e como sustentação de valores alegremente libertários (em sua essência, populares)”.
- “O Pasquim – sempre em alta graças ao nosso baixo nível”.
- “Um jornal que só diz a verdade quando está sem imaginação”.
- “Estranho que num país com mais de 60% de analfabetos o poder público esteja tão preocupado com o que dizem meia-dúzia de escritores”.
- “A frase lema propõe: imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”.
- “O Pasquim conclui que só é possível fazer oposiçãozinha”.
- “Empacotados sim, embrulhados nunca”.
- “O jornal não faz reportagem: apresenta-se quase sempre com a característica de comentário, análise, opinião. Nisso coincide com uma expectativa associado a seu ritmo semanal”.
- “Na grande imprensa ninguém diz nada. Todo mundo declara, afirma, anuncia, redargue, retruca, obtempera”.
- “Não foi o Pasquim que se tornou mais sério, foram os outros que perderam algo da rigidez anterior”.
- “Cada artigo é desenvolvido por seu autor sem obediência a uma pauta. O resultado tem a aparência de uma coleção de ensaios – e o Pasquim poderia ser visto como uma revista cultural mais do que jornal de assuntos gerais. (...) ...a atualidade é vista através das preferências pessoais do jornalista”.
- “...o Pasquim adota como lema uma frase que muda a cada semana. (...) O Pasquim tem que se redefinir a cada semana, e ao fazê-lo exprime também sua opinião sobre sua atualidade política: que exige do jornal o esforço de renascer (ou de morrer) semanalmente”.
- “...a charge é uma espécie de editorial, independente e personalizado”.
- “...cada colaborador traria uma contribuição inteiramente pessoal e independente, sem obedecer a nenhum plano. (...) A pauta é o jornal. (...) O Pasquim seria uma espécie de jornal de colunas. Como sabemos, as colunas pessoais nos jornais são espaços dentro dos quais se escapa à pauta. (...) ...o discurso do jornal aparece sempre dirigido a alguém. (...) ...são as preferências pessoais que vão determinar a escolha de fatos importantes e dignos de abordagem. (...) O tom geral das matérias é o do argumento, da crítica, da sátira”.
- “Pobre da cultura, do movimento que não sabe rir de si próprio”.
- “...desponta sempre a crítica contra a lógica autoritária. (...) O debate interno é tornado viável pelo riso que apazigua certas contradições”.
- “...embora carregada muitas vezes de indignação ou de agressão satírica, a análise pasquiniana é rigorosa, bem informada e objetiva, o que afasta a ideia de simples panfletagem”.
- “O Pasquim lembra que quem tem cu tem medo e funciona como uma estratégia para lembrar que há motivos reais de se ter medo”.


Enfim, continuar falando e escrevendo mais e mais do Pasquim é tudo de bom. Não me canso de fazê-lo e Márcia, mais que isso, a danada estuda a coisa e conhece a fundo (epa!) a história toda. E escrever de e sobre livros, um deleite. Sempre que o faço, meu astral sobe pra estratosfera.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

BEIRA DE ESTRADA (63)


O PT TEM UM CANDIDATO A PREFEITO: O PROFESSOR CARLOS D’INCAO – MINHAS CONSIDERAÇÕES
Na corrida eleitoral sendo formatada em Bauru e diante de algumas candidaturas já em curso na cidade, eis a do PT, lançada hoje, a do professor Carlos D’Incao. Estive presente no ato, junto da imprensa e uma quantidade de militantes, simpatizantes e outros, num local insólito para esse fim, a casa de um petista e não num lugar público. Convidado e reconvidado, quando soube que além da militância, ali também ocorreria uma coletiva à imprensa fui e mais com o intuito de ouvir as perguntas dos jornalistas locais. O PT, através do seu Diretório Provisório leu um documento, o “Apresentação da Candidatura do PT” e na sequência, o próprio candidato leu um texto de três páginas distribuído aos presentes, o “Ao Partido dos Trabalhadores”. O que queria ouvir dos jornalistas veio nas duas perguntas do Vinicius Lousada do Jornal da Cidade e nas claras respostas do candidato. O jornal deve dar destaque as mesmas amanhã e delas adianto somente algo a chamar muito a atenção: D’Incao saberá responder no mesmo tom a todos os que ousarem tentar colocar o PT na parede por causa de temas ditos perturbantes, como a corrupção, por exemplo. E quem o pode fazer, quando a imensa maioria dos partidos hoje estão com casos e mais casos, todos escabrosos dessa natureza? Seria o caso do roto falar do esfarrapado. Diante disso, ele foi além, “Bauru não precisa de um contador para fazer a conta do seu fracasso e sim, de alguém que saiba administrativamente e com coragem buscar a solução”. Outro ponto, para mim dos mais importantes, foi o de buscar as soluções sem privatizar o que nos resta de empresas, como o DAE, Emdurb...

Gente para querer vender o que nos resta já estão todos dando as cartas e expondo seus nada mirabolantes planos, entreguistas e nada salvacionistas. Nenhum será saudável para Bauru. Queria ouvir algo no sentido contrário disso e ouvi. Não poderia me engajar em nada diferente. D’Incao é declaradamente marxista e isso, por si só, incomoda. Incomoda mais por ser talvez o único (não sei se o PSOL lança candidatura) em condições de contradizer o que já estava mais do que formatado. Nesse sentido, foi ótimo vê-lo com coragem para se lançar candidato, quando poderia muito bem continuar cuidando com sucesso do seu próprio negócio. Ousou e sem medo, sabe de todos os riscos que corre daqui por diante, dos ataques que virão, dos bicudos, dos golpes abaixo da linha da cintura e também do “fogo amigo”, esse o mais cruel de todos. Eu mesmo já me indispus com ele, num embate besta pelas redes sociais sobre o fato dele ser dono de uma empresa eminentemente capitalista e ser marxista. Suas explicações a respeito disso são ótimas de serem ouvidas e sei, as dará em quase todos os debates daqui por diante.

Tenho comigo alguns outros posicionamentos. Não coaduno com a iniciativa da expulsão de Chico Maia, secretário da Agricultura local, pelo fato de não querer se desligar da pasta, após a partido ter decidido intramuros se desligar da coligação com o prefeito. Suas justificativas são plausíveis e os projetos iniciados sob o Governo Dilma, com verbas sendo ainda recebidas podem sofrer interrupção. Algo a ser resolvido com a devida sapiência e D’Incao pode muito bem ajudar nesse sentido, sem apimentar mais a questão. Chico se mostra um militante como poucos, o de uma vida inteira e merece ser ao menos entendido. Outro ponto crucial é algo ouvido lá, quando num certo momento foi dito que o PMDB tem vários partidos dentro dele, alguns até palatáveis (Requião um desses). Vejo o mesmo com o PT e sempre foi assim, agora não será diferente. Respeitar os que pensam e agem com outra forma de militância, prática e atuação, primordial nesse momento. Sei ser difícil uma completa união, mas ao menos o respeito (quando possível), pois a causa maior, o Fora Golpistas, exige isso. Eu mesmo tenho comigo feridas que nunca cicatrizarão e só as tento relevar por causa dessa causa maior, o que não impedirá de continuar eu na minha trincheira e outros seguindo seus caminhos, nunca ousados por mim sequer chegar perto da atuação que tiveram ao longo dos anos.

Como não deixar D’Incao se envolver nisso tudo e se perder ao longo dessa caminhada agora iniciada? Missão ingrata, difícil, mas não impossível. Ele se mostra uma pessoa de diálogo, dessas que gosta de ouvir, refletir e só emitir sua opinião após ampla análise. Constato isso pelos seus escritos. Serão muitos a lhe falar coisas aos ouvidos. Tomara que, no frigir dos ovos, quando tudo estiver misturado em seus ouvidos, saiba refletir e tomar a melhor decisão a respeito dessas questões internas, que também estarão na pauta do dia de uma campanha. Hoje mesmo leio comentários pelo facebook contrários a alguns de seus posicionamentos anteriormente dados. Talvez não mude de opinião, mas ele sabe que o PT é um dos locais onde mais se respeita as diferenças e, principalmente, as minorias estão todas representadas. Saberá não só respeitar, como se aliar a todos esses grupos. Essa sabedoria é o que espero ver nos seus próximos pronunciamentos. O fato é um só, sua candidatura já causou e movimenta e muito o cenário na cidade. Nada melhor que isso e o mais, vamos construindo com o passar dos dias e com as alterações dia após dia. Se ele entrou na chuva, sabe muito bem que, vai se molhar e também se “queimar” (como diria Vicente Matheus). O que percebo é o fato de, uma vez dentro, decisão tomada, está pronto para o que der e vier. Foi o que escolheu para sua vida nos próximos meses (e anos) e para tanto deve ter se preparado, pois então que venham os elogios e as críticas, para a constatação atráves de suas respostas e interpetações, dos erros e acertos dele ser ou não o que Bauru precisa para administrar essa cidade loteada de problemas. Como está dito no título de uma peça teatral, "Abalou Bangu!", ou seja "ABALOU BAURU!".

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (22)


O MAFUÁ AGORA É TEMA DE PESQUISA ACADÊMICA, QUALIFICAÇÃO DE MESTRADO E ESTOU QUE NÃO ME AGUENTO – PRONTO, CONTEI!!!

Desde a criação deste Mafuá, onde reúno meus desorganizados escritos, exponho minha linha de pensamento e ação, proponho um debate sobre temas locais e nacionais, divago sobre minhas preferências e mostro uma Bauru segundo meus olhos, muita coisa já me aconteceu. Pudera, escrevinho e publico textos diariamente nesse mesmo bat local desde agosto de 2007, exatos nove anos. Nessa semana mais uma surpresa, dentre as tantas ao longo dessa caminhada: o blog é tema de uma pesquisa de qualificação, trabalho final para mestrado na Unesp Bauru. Nem sei se mereço, mas que é gratificante ser reconhecido e positivamente, isso é, estou que não me aguento. Vejam o texto do jornalista e quase mestre em Comunicação, GIOVANI VIEIRA MIRANDA, o mesmo que até bem pouco tempo atrás manteve com outras parcerias na cidade o Portal de Notícias PARTICIPI. E, na sequência do texto do Resumo do Trab alho, uma entrevista dele comigo, feita por e-mail e aqui reproduzida:

“Para ficar um pouco mais claro, encaminho aqui o resumo de minha pesquisa, já em fase de qualificação:

Um Mafuá na Comunicação ‘Glocal’: a análise das mídias hiperlocais cidadãs como arena pública. 2016. Trabalho de Qualificação (Mestrado em Comunicação). FAAC/Unesp, sob a orientação do Prof. Dr. Juliano Maurício de Carvalho.

RESUMO - A partir do conceito de Habermas (1997) de que a Esfera Pública propicia a formação de estruturas comunicativas a partir da ideia de microesferas públicas, a pesquisa busca discutir a estrutura comunicativa em nível hiperlocal e a possibilidade de consolidação de uma mídia hiperlocal que apresente condições de inclusividade, não-coerção e reciprocidade que lhe dão potencial para promover um espaço de debate entre múltiplas vozes da sociedade, sobre os mais diferentes assuntos, considerando um fluxo de informação que propicie a consolidação das opiniões públicas e o incentivo ao debate público. Nesse sentido, o objetivo central da pesquisa é o de sistematizar os conceitos de mídia hiperlocal, utilizando daqueles com interesse jornalístico, e Microesfera Pública, e sugerir parâmetros que possibilitem a análise acerca da atuação desses meios como microesferas públicas. Para a elaboração da dissertação, serão utilizados os métodos descritivos e dialéticos para a caracterização de uma comunicação hiperlocal e seus objetivos em sociedades democráticas, bem como a mídia dela oriunda, de modo a associar tal estrutura à ideia de uma Microesfera Pública, considerando, para efeito de contraponto, que a Esfera Pública é estruturada pelos meios de comunicação de massa com interesses comerciais. Para tanto, em um primeiro momento, será feito o uso da pesquisa bibliográfica e documental para rever tópicos associados à ideia de democracia, Esfera Pública, a importância da comunicação como elemento capaz de fortalecer uma sociedade mais participativa, internet e suas relações para o desenvolvimento de um jornalismo hiperlocal cidadão. Para representar a mídia hiperlocal como microesfera Pública, será realizado um estudo, por meio das leituras de postagens e criação de categorias de análises pré-estabelecidas, além de entrevista semi-estruturada com o cidadão responsável, foi escolhido o blogue Mafuá do HPA (http://mafuadohpa.blogspot.com.br) da cidade de Bauru, interior de São Paulo."

ENTREVISTA:

1. Como você avalia a posição do Mafuá do HPA no contexto da mídia local bauruense?
Resposta: Mantenho o mafuá desde 2007 e a intenção desde o início era escrever de tudo, um texto por dia, mostrando meu jeito de encarar as coisas todas á minha volta. Na ânsia de escrever e ciente de quem nem tudo pode ser publicado pela aí, criei o mafuá. Nesses anos todos acredito ter conquistado algo de bom, ajudei muitos e a maior alegria que tenho é quando cruzo com alguém e esse me diz: Te sigo. Nunca olhei esses gráficos para ver se sou bem visto, quantos me espiam diariamente. Não tenho tempo para essas coisas, minha vida sempre foi muito corrida. Mas te confesso, pelo que ouço nas contínuas andanças percebo que alguma penetração (ui) o danado conseguiu atingir e isso muito me envaidece. Mas não passa disso.

2. Você considera o blogue Mafuá do HPA como um formador de opinião e de interferência na opinião publica no contexto de inserção na comunidade bauruense?
Resposta: Será que sou tudo isso. Talvez sim, talvez não, depende do ponto de vista. Sou um senhor, mas não com esse enquadramento formal que a maioria possui. Desbocado, quase descompromissado e procurando se antenar mais e mais, sem preconceitos e fuçador, como tatu. Se consegui alguma coisa nesse tempo todo isso se deve por ter sempre trilhado o bom caminho, o acertado. Isso não quer dizer que não piso em falso, nem ando em erradas, pois isso é algo normal para mim, o que digo é que por escrever de tudo, me meter em cada assunto que muitos nem ousam tocar, acredito ter conseguido algo de bom. Numa porcentagem bem pequena, vejo que me respeitam e nem por causa disso me tornei um cidadão mais sério. Estou fora dos enquadramentos ditos normais, ou pelo menos assim me vejo.

3. Como são definidos os assuntos de aspecto local para publicação no Mafuá do HPA sendo que há um público leitor na internet que não necessariamente pertence ao espaço geográfico relatado?
Resposta: Tudo vai pela quantas anda minha cabeça naquele determinado dia. Gosto muito de cutucar poderosos, os tais donos do poder, os mandarins dessa cidade e fazer isso não tem preço, ou seja, pago um preço. Já fui processado duas vezes e tudo por algo escrito aqui, mas em ambas me safei bem. Eu, assim como todos, tenho um lado e dele não me afasto. Meus assuntos são na defesa desse lado, o que considero correto. Meus temas são versando sobre isso, sobre o mundinho daqui, mas com uma conotação mais global. O cara l~e do cara daqui, mas percebe que foi sacado para algo muito maior. E os temas vão pintando de acordo com o dia a dia. Privilegio temas mais simples e adora escrever das pessoas ditas do Lado B daqui e do mundo.

4. Como o Mafuá do HPA se utiliza das características próprias da internet, tais como a utilização de links, de comentários dos internautas, vídeos, compartilhamentos, entre outros?
Resposta: Vou utilizando o que tenho nas mãos no momento. Nunca fui um bom desbravador de tecnologia internética, apanho muito, mas me aproprio do que consigo alcançar. Se leio algo interessante ali e acho que posso aproveitar, publico e dou meu pitaco final, uma apimentada a mais. Sou um dos únicos que até hoje continua permitindo a publicação de comentários anônimos. Recebo muita provocação, ofensas e até ameaças, mas ainda vale a pena, pois junto vem muita denúncia de gente que para escrever não pode se identificar. E de vez em quando perco também a boa com os inconsequentes, mas tento levar tudo numa boa. A rede é algo para ser utilizado em conjunto, eu gileteio algo daqui, outros colam algo meu e vida que segue. Faço muito isso, mas cito sempre a fonte.

5. Qual é a porcentagem de publicação própria diante de tudo que é reproduzido no Mafuá? Como tem sido a audiência desses conteúdos?
Resposta: Escrever todo santo dia dói, mas vira vicio. E quem escreve muito, acaba padecendo de em alguns dias escrever besteira. Nem todo dia a inspiração está afiada. Tem dias que tenho um monte de assunto e tenho que escolher e noutros é a maior dificuldade para encontrar um. Aproveito muita coisa de outros, mas acredito que mais de 70% do que sai publicado é de minha própria verve.

6. Como o Mafuá considera a participação do seu leitor na construção de conteúdos?
Resposta: Ajuda e muito. Ninguém faz nada sozinho. Quando recebo sugestões procuro sempre atender. Em algumas publico e depois me arrependo, pois vejo que o assunto não era pertinente para estar no mafuá, mas não podia deixar de atender um pedido de dileto amigo. Elogio muito pessoas, os que valem a pena, mas não elogio ninguém que não goste e nem recebo para escrever de ninguém. Tudo sai de parto natural e as cesarianas só acontecem de vez em quando. Por incrível que parece, sou muito parado na rua e isso é algo pelo qual me derreto todo.

7. Mesmo com ampla inserção na comunidade, o blogue se mantém com sua estrutura tradicional, simples diante da complexidade de muitos sites, e isento de patrocínio. Essa é uma tendência no modelo ou há previsão de monetização e profissionalização dos processos?
Resposta: Nunca imaginei ganhar grana com o que faço e nem acho que alguém iria investir no modelo que pratico, com cutucões a torto e a direito. Perceba que mantenho a mesma página de abertura desde o começo e não mudei por não saber como alterar. Podia até mudar, mas se está bom assim, penso sempre duas vezes e tudo continua como dantes. A simplicidade é o que me move. Não sou um cara de salamaleques e rococós. Blog para mim é isso, pelo menos o meu eu quero que ele tenha a minha cara e acredito que o mafuá tenha. Muitos me chamam na rua de “Mafuá” e não vejo demérito nisso. Para mim é até uma forma legal de reconhecimento. Não sei até quando vai perdurar esse modelo de blog livres e com custo livre na internet. Vou tocando o barco ao meu modo e jeito, sem grandes compromissos. Nem salvar tudo o que já publiquei eu ainda fiz e sei que tudo pode se perder de uma hora para outra. Se alguém me ajudasse ficaria muito contente. Já tive imensas alegrias com alguns textos do blog, assim como algumas tristezas, mas no frigir dos ovos, não sei mais como parar. E assim, toco o barco, piso no acelerador e a coisa continua, sem grandes arroubos e quase nada de modernidade. Prometo que um dia aprendo algo novo e incremento o blog, mas me falta tempo, pois minha vida é bater escanteio e correr para fazer gol. Você percebeu isso nos dias em que demorei para te responder essas poucas perguntas.

RETRATOS DE BAURU (186)


EDSON DE SOUZA ANDA MUITO E DIVULGA O ROCK POR TODO LUGAR
O mundo como o conhecemos está muito cheio das pessoas ditas como anormais. E o que seria o normal num mundo onde a anormalidade é regra? Quem sabe levante a mão? Eu como não sei, adoro caminhar pela contramão, vicinais e vielas, cada vez mais junto dos ditos pelos normais como anormais. Se o ser normal é rezar na cartilha da manada hoje querendo tomar conta de tudo e de todos, estou fora e quero mais é caminhar pelo acostamento, junto de outro tanto que o fazem naturalmente, com a cabeça num lugar incerto e não sabido. Conheço gente nessa cidade que gosta demais de andar, ver gente, circular e vicejar, ser visto e ver de tudo. São os mais puros e aqui conto algo, pouca coisa de um que vale a pena a gente conhecer e flanar ao lado dele pelas ruas da cidade.

EDSON DE SOUZA, tem esse nome dos mais comuns, mas está longe de ser um ser dos mais comuns cidadãos dessa aldeia, ou mesmo, um vivente igual a maioria dos à nossa volta. Aos 59 anos, morando no jardim Bela Vista com a mãe e os irmãos, ele faz de lá o seu quartel general para andanças múltiplas e variadas pela cidade afora. Um andante, conhecido por boa parte dessa cidade, muito boa praça e adorador de rock and roll e também do futebol do Noroeste. Em eventos como o Vitória Rock é figurinha carimbada e canta tudo, numa alegria e conhecimento do tema que poucos possuem. Também não perde jogos do Noroeste e sempre circula muito por essa Bauru (quase) inteira, na imensa maioria das vezes a pé, sem lenço e sem documento. Um sujeito em paz consigo mesmo, alegre e comunicativo, mas muito ciente de com quem pode ir se soltando. Gosta muito de circular pelo Calçadão da Batista quando algo diferente ocorre por lá e procede da mesma forma em muitos lugares da cidade, ou seja, uma antenada pessoa e sempre a procura dos lugares agradáveis e onde possa ir reencontrando as pessoas que gostam de conversar, trocar ideias. Edson não é diferente, mas sim uma pessoa integrada no contexto onde vive, um flanneur na vida, mas muito consciente. Parar nas esquinas e bater papo com ele é algo sempre cheio de novidades, pois está sempre ligado, com algo novo para ser contado. E quando se simpatiza contigo, algo lindo, atravessa a rua só para vir te abraçar e cumprimentar. Gente assim é mais do que especial e na diferença, mais do que um grande sujeito, alguém para ser muito respeitado.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

CENA BAURUENSE (147)


A AGRESSÃO DA PM AOS ESTUDANTES EM UMA REPÚBLICA – O AVISO SERVE PARA TODOS
Primeiro o fato, aqui relatado pelo professor Dino Magnoni: “A invasão da tradicional república "Risca Faca" e o espancamento covarde da rapaziada que lá participavam de uma confraternização exige resposta formal, rápida e direta da diretoria da FAAC e do GAC da UNESP, além do repúdio público das entidades estudantis e das representações sindicais do campus. É preciso responder rápido e com vigor, do contrário os estudantes da UNESP se tornarão fregueses da repressão policial fútil, e com a evidente intenção intimidatória. Policiais armados com um aparato repressivo desproporcional e desnecessário para aquele tipo de ocorrência, em nome da "perturbação da ordem", e de um "pretenso desacato policial" praticaram evidente abuso de autoridade ao invadirem a república, ao espancarem e exibirem intenção de ferir (e até de matar), ao atirarem com balas de borracha no corpo e no rosto de jovens que não ofereceram resistência e nem tinham intenção ou condição de fazê-lo. Foi um ato de repressão descabido, cuja versão policial foi reproduzida pela mídia local, de forma parcial e sem o devido cuidado de apurar o que de fato havia ocorrido. Os veículos bauruenses hegemônicos, como na maioria das vezes, apenas reproduziram sem questionar, os relatos dúbios dos boletins de ocorrência. Me parece que a índole repressiva da era Temer já se manifesta publicamente em Bauru. Os primeiros alvos são estudantes de Comunicação de uma Universidade Pública. É um fato bem sintomático e simbólico, dos duros tempos que aguardam a juventude e os movimentos sociais brasileiros!”.

Num outro relato, a diretora da rádio Unesp de Bauru, Cleide Portes assim analisa o ocorrido: “Algo muito grave aconteceu na noite de domingo em Bauru. Policiais espancaram estudantes universitários dentro de uma república e levaram alguns pra Delegacia. O relato de um dos jovens é de uma noite de terror. Não muito diferente ou talvez até menos do que ocorre nas nossas periferias mas a impressão é que, com o afastamento da presidenta Dilma, as instituições de direita estão se sentindo fortalecidas.”.

Assistam esse vídeo:https://www.facebook.com/nah.rodrigues.7/posts/926188570813224?pnref=story.unseen-section

Na imprensa local, Jornal da Cidade, a notícia saiu assim:http://www.jcnet.com.br/…/jovens-perturbam-a-vizinhanca-des…

Essa análise do Grão de Fato precisa ser lida, possibilitando o bom debate: http://www.graodefato.com.br/carolinabataier/2248/

E POR FIM A MINHA CONCLUSÃO, SEGUINDO NA LINHA DOS DOIS CITADOS:
Sem analisar o certo e o errado, sem entrar no mérito da questão dos abusos de ambos os lados, faço uma análise curta e grossa sobre a ação policial e levando em conta ter sido ela completamente anormal. Excesso de violência em algo mais do que desnecessário e daí minhas conclusões. A ação ocorre justamente no período limítrofe entre a saída da presidenta Dilma e a chegada do interino e golpista Michel Temer. Em São Paulo são por demais conhecidas as ações truculentas da PM, capitaneadas pelo até então Secretário da Segurança Pública, o mesmo que é galgado a um posto similar no novo (sic) Governo Federal, ou seja, está mais do que claro ter sido lá colocado para executar a nível federal o mesmo que vinha fazendo no estadual. Vejo o ato e a forma escolhida para resolver a questão, na base literalmente da “porrada”, como a apresentação do novo cartão de visitas de como deverá ser o procedimento da PM daqui por diante. Algo mais ou menos assim: “Meus caros e caras, agora a coisa mudou, titia Dilma se foi e é esse o estilo do titio Temer”. Vejo que foi algo para intimidar e para tanto necessitavam de um exemplo vivo, uma demonstração de força e ela com um objetivo bem definido, ou seja, “entendam todos, daqui para frente, qualquer manifestação, por mais simples que possa ser, o tratamento será dessa forma e jeito”. Foi isso o sacado do ocorrido e os estudantes foram simplesmente usados como o pombo correio para que todos soubessem da mudança de conduta. O neoconservadorismo chegou e quer se instalar de vez na sala de visitas de nossa casa. Precisa ser combatido. Entenderam como se apresenta a questão e o marco divisório vivido nesse exato momento?

terça-feira, 17 de maio de 2016

ALGO DA INTERNET (116)


AS INVASÕES BÁRBARAS*

*Carta escrita pelo professor de História Carlos D’Incao, publicada hoje na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade – Bauru SP, em resposta a variados ataques sofridos pelo fato de escrever e defender o marxismo, o Governo Dilma, o PT, a esquerda, os movimentos sociais e ser contrário do Golpe de Estado da thurma do Temer, respondidos agora, de uma só cuspida, esclarecendo e elucidando dúvidas e incertezas para incautos, despreparados, desprovidos de entendimento e também para alucinados, dito cegos seguidores do deus dinheiro e do predatório neoliberalismo. Tenho cá comigo que, se o ataque é abaixo da linha da cintura, vem carregado de ódio, enviesado e banal a ponto de não permitir um mero diálogo racional, nada melhor do que uma resposta adequada, ou seja, com um sonoro e bem dado bicudo. E mais, vejo D’Incao assumindo desde já um posicionamento de candidato (Seria para prefeito? Tomara), um que não deixará passar em branco ataques gratuitos e feitos da forma como tem recebido. Gostei muito, tanto que gileteio e espalho com o vento a bela resposta, feita de uma forma como gostaria de ter dado a tantos que também respondem a mim e a tantos outros lutadores sociais. Abaixo o texto do D’Incao, assinado garbosamente por mim, com concordância em gênero, número e grau:

“Sinto um enorme sentimento de dever cumprido quando escrevo nesse nobre jornal e percebo que minha defesa para com a Democracia, o Estado de Direito e os valores marxistas causam sempre a mais profunda revolta nos reacionários. Os ataques são, em geral, sempre os mesmo... Em primeiro lugar, não centram os ataques nas ideias, mas no indivíduo que as proclamou, isto é, na minha pessoa. Após essa ação infantil, questionam minha posição de professor e a suposta influência maligna que eu poderia causar aos meus “queridos” e “inocentes” alunos.

Mal sabem que já não leciono mais... E ainda que lecionasse, o colégio D’Incao está fundado nos princípios educacionais mais elevados. Sempre despertamos o pensamento crítico e autônomo nos nossos alunos e nunca praticamos qualquer “doutrinarismo”... Não por acaso somos considerados - nacionalmente e internacionalmente - um dos melhores colégios do país e do mundo, um orgulho para a nossa cidade. Depois disso, o ódio se dirige ao fato de eu não compactuar com o linchamento da esquerda (em especial do PT) e de argumentar que nosso país está atravessando por um golpe de Estado.

Por fim, como ato contínuo, a ira se volta contra o próprio PT o qual chamam de “socialista”, “comunista”, “socialista bolivariano” e até chega-se a afirmar que o PT tornou o Brasil “uma colônia de Cuba e da Coreia do Norte”... É o velho jargão do “se muda pra Cuba!”... Para ser sincero eu sempre me divirto com essas colocações dementes... Mas os 13 anos de PT foram de capitalismo puro-sangue, com algumas tinturas sociais-democratas... Nada mais... Foi a época em que os banqueiros mais lucraram... Empresários cresceram... Novas multinacionais vieram para o país... E se não me engano até os EUA agora estão fazendo negócios com Cuba...

Bom... “Por que então defender o PT e esse governo?” Perguntariam os leitores. Porque apesar de tudo o PT deu o primeiro passo para a emancipação de nossa grande nação e de nosso grande povo. Como? Provando que um governante com pouca escolaridade, como o Lula, pode fazer mais Reforma Agrária do que todos os governantes da História do país juntos. Mais...Um ex-operário pode tirar 40 milhões de nossos irmãos patriotas da miséria absoluta apenas com algumas migalhas do orçamento, algo que o “grande intelectual” FHC não conseguiu fazer. E além de tudo, fez o país crescer economicamente, reformando as bases originais do Plano Real (que de 1993 à 2002 fizeram o Brasil quebrar três vezes).


O governo Lula conseguiu vencer a “herança maldita de FHC” - termo usado pelo BID. No fim o país passou a ter - pela primeira vez de sua História - credibilidade financeira internacional, segundo as agências de risco. Então Lula é um gênio? Não. Ele é uma pessoa como qualquer outra. E é esse o grande passo que demos como nação: descobrimos que não precisamos de “gênios” e nem de “salvadores da pátria”. Descobrimos que podemos juntos - como nação - crescer e nos desenvolver. Como fazem os mais desenvolvidos países do Mundo.

Esse é o ódio da direita brasileira! Por isso quererem incriminar Lula de modo a dar o seguinte recado ao povo: “Se um dia vocês ousarem votar de novo em uma pessoa de origem pobre e que nós não queremos, esse será acusado de ser o pior e mais corrupto governo da História. Assim será! Mesmo que a gente tenha que falsificar a História!” Procuro ser, assim, uma voz que pouco se ouve na atual ditadura da grande mídia. Mas há uma razão ainda maior para assumir uma posição francamente progressista e de esquerda nesse momento.

A razão está na baixeza moral e intelectual daqueles que me agridem quando escrevo. No fim, luto para evitar que as hordas fascistas tomem conta de nosso país, com sua truculência e irracionalidade. Em poucas palavras: trata-se de uma luta contra as Invasões Bárbaras.

Os Bárbaros não conhecem fronteiras, limites, saqueiam as cidades, usam suas armas contra jovens estudantes, roubam suas merendas, se apropriam daquilo que é público e ofendem com sua linguagem mais chula aqueles que defendem a civilização.

Contra as Invasões Bárbaras lutarei até o fim de meus dias. Faço isso em homenagem àqueles que antes de mim tombaram contra essas mesmas hordas no passado. Hoje faço também especialmente em homenagem aos 400 anos de Cervantes. Para que lembremos que as mais terríveis invasões bárbaras não conseguiram impedir a humanidade de um dia celebrar o Renascimento Cultural.

E sem temer nada e ninguém, brandirei minha espada, sozinho ou com outros companheiros, contra as trevas dos novos Vândalos, dos novos Hunos e dos novos Visigodos que a mim dirigem suas rudimentares ofensas e suas ideias vazias. Esses nada tem a oferecer ao nosso país senão o ódio, a violência, a intolerância, o fim dos direitos dos trabalhadores, a privatização de nossas últimas riquezas, enfim... A barbárie.

Os bárbaros desejam a noite. Mas não apagarão tão facilmente todas as velas.”.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

COMENTÁRIO QUALQUER (151)


REFLEXÃO DE UM HISTORIADOR ANTES DE DORMIR


"Olhem para o céu, há um desejo premente
pela manhã que nasce diante de vocês.
A História, apesar de sua dor lancinante,
jamais poderá deixar de ser vivida; se enfrentada
com coragem, dispensa ser revivida.

Olhem para o dia
que irrompe diante de vocês.
Façam com que o sonho
renasça."
Maya Angelou, "On the Pulse of Morning".

Ouvi, li e vi tanta besteira nesses últimos tempos e gente defendendo a bestialidade do que fizeram ao país nos últimos dias como algo normal, enquadrado dentro da mais normal das democracias. Foi mesmo bestial ver as pessoas, eivadas de ódio nas ventas fazer a defesa dessa transformação como algo normal, como se não houvesse nada de anormal, como se uma sórdida trama não estivesse por detrás de tudo e um engendrado GOLPE em vias de ser enfiado goela abaixo da nação. Passados apenas quatro dias, os tais que comandaram a derrubada de um Governo legalmente eleito e sem motivos dentro da normalidade para tanto, não irão assumir o caráter da quebra do preceito institucional, pois lá no fundo se envergonham do que fizeram. E enganaram aos incautos que os seguiram cegamente. São desavergonhados, pois nem ao menos possuem a coragem para assumir a bestialidade feita. Impossível tentar demonstrar para qualquer um com um pouco de conhecimento de História a não ocorrência de um relés golpe, tacanho movimento de uma elite cruel, insana e municiando uma mídia perversa, mentirosa e inimiga da nação. Só pensam nos seus interesses, nunca na nação. Defender o país, o Brasil é estar longe de apoiar e referendar a besteira feita como, no mínimo, recondutora do país a um clima de normalidade e trilhando pelo fim da corrupção, quando na prática já se mostram piores do que o Governo que conseguiram destituir na mão grande. Não tentem enganar um historiador. Ele pode até ficar quieto, calar-se diante de tanta besteira ouvida, mas quando a poeira começa a baixar, ele tem que levantar a voz e dizer em alto e bom que, além do erro cometido, o país foi enganado. Ainda dá tempo de mudar e destituir os algozes da nação. Isso tudo vai muito além dessa briguinha de ódio contra o PT.
O sonho desse país grande pode voltar a vicejar, mas terá que ter a participação de todos, inclusive dos que se deixaram enganar e hoje, com a ficha caindo, percebem o engodo em que foram metidos. Faço parte do time dos que desde o começo não se deixou enganar e nem por isso me orgulho disso e fico deitando falação como sabichão. O serviço sujo já está feito, mas não está completo, falta algo e não podemos deixar ele se completar. É chegada a hora da recuperação da democracia e para isso é preciso uma união nacional. Os golpistas precisam ser encurralados e destronados, o país já percebe o grande mal que está por detrás dos seus atos. A História já os julgou e desde sempre os taxou corretamente, GOLPISTAS. Precisa agora a parte consciente da nação acordar de vez, reconhecer a besteira feita e parar de dar corda para quem vai em pouco tempo enforcá-la. Vamos todos enfrentar com a devida coragem esse momento e devolver a paz a essa nação, destituindo quem tomou o poder de forma impura e insana. Não será com esses hoje no poder que teremos um novo Brasil. Em quatro dias já provaram o contrário. Falta nós, o povo, com coragem e poder de decisão, frear essa caminhada. Basta de golpistas, o Brasil não merece isso. Vamos exigir o nosso velho e bom Brasil de volta. Do contrário, nem teremos mais um Brasil diante de nós, pois em pouco tempo tudo estará irremediavelmente destruído e dilapidado. Quem fez ou ajudou o serviço sujo, precisa agora refazer tudo e tirar o aval dado. O país clama por isso e com a união de todos, em breve, isso tudo não passará de um pesadelo, superado, enterrado e esquecido. mas precisamos agir e JÁ.


Será que estou vendo coisas?