sábado, 19 de novembro de 2016

UM LUGAR POR AÍ (88)


ROSTOS NAS PAREDES - NUM MURO DE PARATY RJ
Coisa mais linda, além de toda a natureza exuberante à nossa volta por aqui foi conhecer o trabalho do fotógrafo curitibano NILO BIAZZETTO NETO, espalhado em lame-lambes, todos coladinhos nos espaços intercalados na lateral de um muro do estádio de futebol local, bem ao lado do terminal rodoviário. Nas fotos muito da sensibilidade do autor, expondo imagens, rostos de pessoas muito simples de um certo lugar incerto e não sabido, pedido nos confins dessa imensa América do Sul ou como está denominada a exposição, simplesmente SEMBLANTES.
Eis algo do autor, retirado de seu site, o www.niloneto.com.br: "Brasileiro, nascido em Curitiba e formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-PR em 1996. Iniciou na Fotografia em 1994 durante a faculdade. Em 1998 fundou a Portfolio, hoje uma das principais escolas de fotografia do Brasil. Atuou por 15 anos no mercado publicitário nas mais diversas áreas como moda, arquitetura, retratos e gastronomia. Hoje é Diretor da Escola Portfolio, dirige e atua como curador da Galeria Portfolio e desenvolve projetos autorais voltados para a produção de exposições e publicações pessoais e coletivas.".
Com o vislumbrado aqui estarei após conclusão de meu mestrado (toc toc toc) voltado para produzir algo parecido com as milhares de fotos dos do LADO B de Bauru. Já penso em muitas hipóteses e possibilidades, mas no momento não passam de meros pensamentos, pois tenho algo a mais com que me preocupar. Escrevam aí e guardem em algum baú, ainda verei as fotos dos ilustres personagens do Lado B de Bauru muito bem expostas em algum lugar público de Bauru e não num pomposa galeria, mas num muro de minha aldeia.
Isso tudo me fervilha o cerebelo. Esse tipo de coisa é que me faz realmente parar e ficar a pensar sobre o que pode ser feito em forma de apropriações viáveis para nossas cidades. Imagino isso tudo postado lá nas paredes defronte à Feira do Rolo, mais precisamente no galpão coberto da Cia Paulista, com área que dá para a muvuca da maior e mais democrática concentração popular de Bauru.
HPA, ainda viajando e paratyando, mas por pouquíssimo tempo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (117)


QUANDO PRISÕES SE APROXIMAM DE POLÍTICOS DE SUA ALDEIA
Ver gente como Sergio Cabral e Garotinho, ou qualquer outros distante, ainda mantém esse treco de que tudo ocorre lá no mundo lá deles, longe do palpável, duro e concreto em que vivemos, o das aldeia onde escolhemos viver. É tudo tão longe e tão fácil de comentar e assim o fazemos. Sem querer questionar o acerto ou não de certas prisões, mesmo quando sabemos estarmos já no meio de um estado de exceção, onde até políticos de proa, os que não mais coadunam com os atuais ocupantes dos assentos no poder, penam como cachorros em algo orquestrado e bem longe do que poderíamos denominar de justa Justiça. Estão a revirar esse país e ao imporem seu estilo, destroem tudo, como rolo compressor, algo que muitos ainda não entenderam que, na destruição da Justiça como deve de fato ocorrer, o pior não acontecerá só ao seu inimigo e adversário, mas o precedente estará aberto e amanhã tudo estará mais do que consumado e não poderemos mais fazer nada, se porventura algo nos ocorrer. Um massacre para com o povo e esse, bestamente, conduzido como manada, pede bis. Tudo isso para confirmar que, mesmo assim, sem atingir nosso quintal, algo de nossa aldeia, tudo ainda se mantém numa espécie de outra concepção de mundo.

Algo já chegou bem perto daqui. Bauru toda tem lembrança (mesmo remota) quando da prisão do ex-prefeito Izzo Filho. Sua destituição, por si só, já foi um feito cheio de fortes emoções, pelo menos para quem dela participou, foi para as ruas e se manifestou. Aquele carro arrancando em alta velocidade da Câmara Municipal de Vereadores, saindo pela contramão e com Izzo no banco do carona e Ayub Filho no volante, com ovos sendo atirados por todos os lados permanece na memória. Foi aqui e não lá no distante Brasil lá deles. Depois tivemos também a prisão do vereador Roberto Bueno e bem que tentaram fazer o mesmo com o então prefeito Nilson Costa, por causa de uma ponte que o elegeu e de escândalos da merenda. O aperto foi tamanho, mas o intento não foi alcançado, mas ocorreu um envolvimento enorme da mídia local, insuflando a população para ir às vias de fato.

Ruim mesmo (impossível não associar isso com as prisões de hoje) é ver que muitos daqui de nossa aldeia poderiam estar presos, julgados e condenados e continuam flanando por ai. Se quiserem puxar o fio da meada o maior escândalo que essa cidade já viu, o da AHB – Associação Hospitalar de Bauru já deveria ter gerado algo e termos graúdos e também os de grande quilate já devidamente identificados e punidos. Bastaria algum juiz ir puxando o fio da meada. Não ocorreu essa vontade política, nem da mídia, nem do Judiciário e tudo continua sem punição. Os que lesavam mês a mês o mensalão da Saúde, sacando grana enviada para a cidade com intuito de ser utilizada para um determinado fim, para seus bolsos. Não queria vê-los presos na forma como Garotinho foi, esse ciente de ter sido conduzido de forma arbitrária. Se prezo pela Justiça, quero vê-lo detido e cumprindo pena, mas a exposição indevida de imagens é algo, não só desnecessário, como fora da lei. Como são conseguidas essas imagens e feitas para favorecerem a quem, eis algumas perguntas que não querem calar. Adoraria ver gente daqui de minha aldeia detido, mas pompa nenhuma, com tudo formalizado, lei sendo cumprida a risca, dentro de todos os precedentes jurídicos. Mas também sei que, nada mudou por essas terras, tanto as que regem a Justiça de lá, como a de cá, pois uns continuaram sendo presos com o devido alarde e outros nem presos e indiciados o serão. A Justiça passa longe disso tudo, uma baita pena.

Vale a pena ler isso, pois vale para todo o país:http://www.ocafezinho.com/…/indignacao-contra-arbitrio-une…/

GAROTINHO ESTÁ PRESO E A TV GLOBO LHE ACUSANDO DE TUDO E MAIS UM POUCO:
Sei que Garotinho vale pouca coisa, ainda mais nesse momento onde golpistas conduzem ao bel prazer investigações segundo orientações favorecendo uns privilegiados (a própria TV Globo) e penalizando outros. Nesse momento, até para desanuviar a questiúncula, vale a pena relembrar a entrevista do mesmo Garotinho para o RJTV, onde acusa, ao vivo e a cores a TV Globo de crimes maiores do que os cometidos por ele. Ele e Sergio Cabral vão presos (até justamente), Lula provavelmente irá e sem provas, mas a TV Globo e nenhum tucano irão, mesmo tendo baita fichas corridas e provas em cima de provas de seus desmandos. Vejam isso: https://www.youtube.com/watch?v=EV0tR1yLB_Y

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

MEMÓRIA ORAL (204)


HISTÓRIAS DE UM LIVREIRO DE RUA - NA CIDADE DO FLIP, DANIEL VENDE LIVROS NUMA KOMBI E NA MAIS MOVIMENTADA RUA DO COMÉRCIO DE PARATY
Em cada cidade que aporto, sempre uma novidade alvissareira além de tudo existente de turístico. Paraty é mesmo um lugar diferenciado. Estamos ainda com aquela sensação de estarmos no Pelourinho sem ladeira, tal a quantidade de pedras pelas ruas do Centro Histórico. Andar por ali é desbravar algo de um remoto passado triste e cruel. A escravidão brasileira foi insana e maltratou demais da conta todos os subalternos, principalmente os escravos. Na cidade, marcados nas pedras algo disso e de uma forma bem evidente, onde só não enxerga quem não quer mesmo enxergar das crueldades desse país. Vivemos isso hoje, pois estamos no meio de um salafra de um golpe e parte do Brasil aplaude e pede bis, sem notar o baú de maldades despejado sobre nossos lombos. Muitos passeiam por lugares como Paraty curtem o turismo, os passeios e nem notam nada do que aqui se passou. Eu noto.

E noto mais. Procuro lugares e pessoas interessantes, carregadas de boas histórias e com elas tenho por norma repassar algo diferenciado observado por mim. As ruas estreitas falam por si, alguns dos seus personagens idem, como os indígenas vendendo artesanato nas ruas e um Quilombo nas cercanias da cidade (impossível ir embora sem deixar de conhecer o Quilombo do Campinho). Subi e desci algumas ruas e, principalmente suas vielas e numa delas, uma das principais da cidade, a Roberto da Silveira uma perua Kombi toda grafitada e estacionada meio que definitivo no meio de uma movimentada quadra. Na sua lateral em spray garrafal, “Sebo Cultural Paraty” e livros por todos seus poros, internos e externos. Duas portas laterais permanecem abertas o tempo todo e no interior algumas prateleiras, todas recheadas de livros e mais livros. Olho em sua parte frontal, a do banco do motorista e o espaço está também abarrotado de livros, ali alguém em especial, Machado de Assis.

Sou magnetizado por lugares assim. Parto, olho, assunto, quero conhecer quem é o idealizador de tamanha proeza e puxo logo conversa. Daniel Jesus Lima, 55 anos é paulista do interior de São Paulo e aportou por aqui há uns 22 anos. Por necessidade trabalhou como garçom e até aprendeu ofícios diferenciados em uma padaria, já no sebo, ele mesmo me diz com uma baita de um sorriso na cara: “Isso aqui não faço por necessidade e sim, por puro prazer. Aqui não fico rico, faço o que gosto e ganho a vida da melhor forma possível. Recebo doações de livros vindas de todos os cantos, seleciono tudo e trago aqui para a rua, tudo barato. Estou nesse ponto já faz dez anos e nos 22 de Paraty já estou no sexto neto”.

Hoje, além da Kombi ele conseguiu um espaço a mais, temporário, mas alvissareiro para seu negócio. Uma loja bem em frente à Kombi fechou as portas e nela uma linda marquise. Numa conversa com o proprietário (todos o conhecem e o cumprimentam ao passar pela rua), ele permitiu ele “ocupar” (a palavra do momento) o espaço e abarrotou ali também com muitos livros. Ganhou mais espaço e quando o conheci, ali estava selecionando livros por temas, todos espalhados no chão debaixo da tal marquise. Pergunto a ele sobre a existência de outras livrarias na cidade e ele me explica: “Tem duas no Centro Histórico, essas com obras novas, lançamentos e o meu é o único sebo, dez anos de sarjeta e com certa parceria com a Prefeitura, o pessoal da Cultura da cidade. Eles liberam para eu trabalhar aqui dessa forma livre, leve e solta e ajudo a repassar Cultura para as pessoas. Dessa forma, acabei virando uma referência na cidade, figurinha conhecida por todos”.

Isso que diz é a mais pura verdade, pois difícil alguém da cidade não passar por ali perguntar algo ou simplesmente parar para o cumprimento. Uma senhora veio procurar livros infantis para seu neto e ficou escolhendo numa pilha, enquanto outra preocupada com o sumiço do seu marido, deixa com ele um recado: “Se ele passar por aqui, avise que estou a sua espera.”. Ele ri e sabe que isso de ter se tornado alguém conhecido tem muitas vantagens e também alguns contratempos. Daniel é a calma em pessoa e resolve tudo, ou ao menos tenta, com uma fleuma conseguida após anos fazendo algo dentro de sua concepção de vida. “Quer coisa melhor do que trabalhar com livros e também com pessoas. Vendo livros e converso com pessoas”, me explica sobre seus métodos de trabalho.

Falamos muito de livros, da cidade e de suas viagens, mas num certo momento, interrompe a conversa e diz não poder sair dali sem saber da história da Kombi. “Quando cansei de trabalhar para os outros, pensei muito no que fazer e achei que a solução poderia ser uma banca, dessas de jornal e nela revender livros. Não achei nenhuma dentro do que podia pagar e foi aí que pensei numa Kombi. A procura por uma ideal demorou três anos e essa aqui estava abandonada num terreno e ia ser fatiada com suas peças vendidas num ferro velho. Cheguei antes e dei meu jeito de ficar com ela. Consegui as grafites com amigos e conquistei esse lugar, onde hoje me encontro, feliz da vida e tocando minha vida”, seu relato.

Ao me descobrir bauruense, me olha de soslaio e diz: “Já morei em sua cidade, vivi em Lins e depois algum tempo em Bauru, lá pelos lados do Jardim Pagani. Conheço muito Bauru, gosto dela, namorei muito por lá, histórias inesquecíveis de vida, mas queria mais estrada e acabei parando por aqui, Paraty. Por aqui vi meus filhos crescerem e esse monte de netos. Para escapulir novamente pelas estradas da vida tenho que pensar muito bem e, por enquanto, tudo caminha muito bem”. Diz isso e vai atender uma cliente e amiga, que procura por um título e aproveita para saber das novidades da rua. O livro ele não tem, oferece outros e sobre a conversa, vejo que flui maravilhosamente, pois é prolongada como todas as outras que vi nascendo ali diante da tal Kombi.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

BEIRA DE ESTRADA (70)


ALGO SOBRE ALGUNS IMÓVEIS EM PETIÇÃO DE MISÉRIA
As questões de defesa do patrimônio histórico são relegadas a um plano secundário diante da quantidade de problemas para uma administração pública executar. Lamentável, não só também deixar de discutir esses assuntos, como tudo o mais, pois quando tudo é tratado com a devida seriedade, sempre sobrará espaço e pessoas dedicadas para buscar solução para todos nossos problemas. Escrevo de tudo um pouco e não me furto de opinar sobre variados temas. Alguns declino, pois não possuindo competência para discorrer sobre eles, deixo para especialistas. Do contrário, falo, escrevo e sou lembrado.

Semanas atrás uma equipe de reportagem da TV Unesp Bauru me convidou para com eles circular por alguns dos ditos imóveis localizados no centro da cidade e em "petição de miséria", ou seja, caindo as pedaços. Escolheram alguns que já estão tombados ou em processo de e lá fui numa manhã de sábado percorrer e discorrer algo do que sei sobre a situação dos mesmos. A lembrança me enche de orgulho, pois fui presidente do CODEPAC por 4 anos e por 8 fui conselheiro, numa época onde as discussões ocorriam de forma ampliada, também as deliberações. Isso já se passaram mais de 8 longos anos e, para minha surpresa, vez ou outra me chamam.

Dessa feita começamos pela Casa dos Pioneiros, ali na rua Araujo Leite. Essa uma espécie de cancro encruado ali no centro da cidade e bem defronte o salão de cabeleireiro do seu Pernambuco, entre a Timbiras e a Nuno de Assis. Essa casa foi desapropriada pela Prefeitura, mas o valor ainda não aos seus herdeiros. Justificativas existem para a morosidade. Falo disso tudo e ouço Pernambuco, mais de 30 anos ali bem defronte a casa em escombros. O poder público tem até um projeto já idealizado para o local, mas sem esperanças de ser efetivado, diante da atual situação. Uma real possibilidade surgindo do nada no horizonte é a de empresários de Bauru assumirem esse papel, numa parceria possibilitando fazer o que o setor público n~çao fará tão já. Mais não falo disso para não melar algo sendo discutido.

Depois fomos para a quadra dois da avenida Rodrigues Alves e lá dois hotéis com suas portas lacradas por cimento e tijolos. Tudo abandonado e sem perspetivas. No Estoril, hoje lacrado, mas constantemente arrrombado e com merda pelas paredes. Um vizinho, dono de uma loja de móveis usados já tentou comprar e restaurar, mas os proprietários, a Sociedade Beneficência Portuguesa preferiram não fazer o negócio e tudo permanece por mais de dez anos entregue ao mais completo abandono. No outro, o antes majestoso hotel Savastano ocupando a esquina da Rodrigues, ponto de convergência por décadas de todo tipo de viajantes. A família quer vender, mas espera que a região se revitalize quando a Estação da NOB for retomada por inteiro e entre os herdeiros também existe uma discórdia. Tudo empacado, fazendo com que o empresário ali no quarteirão desabafe: "Tombar para que, se não nos ajudam em nada a resolver essa feiúra desse quarteirão".

Fomos por fim para a Sete de Setembro e lá um prédio em escombros, o da Sociedade 9 de Junho, antigo local de reunião de ferroviários que em suas instalações fizeram história, tendo um local para chamar de seu. O tempo passou, o processo foi iniciado e antes de ser cedido para a ATB - Associação Bauruense de Teatro um incêndio causado por moradores de rua colocou tudo a perder. E tudo foi lamentavelmente jogado pra estaca zero, pois seus proprietários, a Sociedade São Vicente de Paula não possuem grana para fazer nada ali. Na mesma quadra, a famosa Casa do Pelé. Inicialmente foi decidido que não deveria ser tombada, mas anos depois, o mesmo CODEPAC decide abrir o processo, só que antes disso o atual proprietário foi lá e derrubou tudo, hoje só restando um terreno vazio com mato crescendo. E daí, o que acontecerá sobre isso na sequência. Se punirem, o proprietário, alguns poderão alegar dureza e se nada for feito,m um belo precedente para outros fazerem o mesmo.

Essas são algumas questões sobre esse instigante tema do Patrimônio Histórico, que nem sei se a TV Unesp já levou ao ar. Não achei nada no site deles, daí me antecipo e digo algo do que virá por aí.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

UM LUGAR POR AÍ (88)


UM DESSES LUGARES MERECEDORES DE TOMBAMENTO
Tombamento histórico é algo para ser seriamente pensado. Quantos existem verdadeiramente representando algo pelo lado do trabalhador, do operário, das pessoas mais simples, do Lado B desse nosso mundo? Poucos e assim ocorre porque na maioria das vezes as escolhas não partem desse viés e sim, de outras concepções. Não que sejam desprezíveis, mas devriam ser melhor consideradas.

Pensando por essa ótica algo me veio à mente por esses dias, mais precisamente na sexta passada, 12/11, quando estive num desses lugares cheios de muita história na cidade São Paulo, capital paulista. O lugar ér mais do que refereência para o trabalhador brasileiro. Trata-se da QUADRA DOS BANCÁRIOS. Sim, falo da quadra de futebol de salão, no ginásio de esportes levantado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e Oscasco, localizada ali quase ao lado da praça da Sé na Rua tabatinguera nº 192.

E por que mereceria a deferência de umtombamento? Simples, explico em poucas linhas. Esse sindicato sempre esteve ao lado da luta e defesados direitos dos trabalhadores, não só os bancários, como todas as demais categorias e sempre que solicitado esse espaço foi cedido para as mais diversas manifestações políticas. Construído paraatender aos anseios esportivos dessa categoria profissional, até pela sua localização ali já aconteceu todo tipo de manifestação, eventos dos mais variados e envolvendo sempre o trabalhador. Escrevo isso sem contar os grandiosos shows populares também ali ocorridos.

Nessa últimasexta o espaço foi cedido para que o PCO - Partido da Causa Operário realizasse um evento ocupando todo o dia, com uma Debate sobre a Imprensa Operária, culminando com um show com nada menos que o grupo Raíces de América. Assembléias das mais diferentes categorias, quando foram tomadas diferentes posições em favor de greves, resistência absoluta nasceram daquele espaço e estão já inscritas na história do movimento sindical, operário e dos movimentos sociais.

Refletindo nisso tudo quando lá estive, pensei em quantos lugares comoesse não são merecedores de serem imortalizados. Essa quadra já faz parte do imaginário do trabalhador brasileiro e se os tombamento não ocorrem só pela beleza arquitetônica, obras grandiosas de vulto e traços indeléveis, mas também por tudo o que representam para certos segmentos. Seguindo essa linha estaria bem justificado o seu tombamento. E com isso levanto a questão: quantos lugares com a mesma importância que essa quadra não seriammerecedores de algo parecido? Fica a ideia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (32)


GOLPISTAS BRASILEIROS DESOLADOS COM ELEIÇÃO DE TRUMP: E AGORA,EM QUAL TOMADA PLUGAREMOS NOSSO VIL PROJETO?
O golpe ao estilo brasileiro, com apoio incondicional do Judiciário e da Mídia nativa obteve sucesso. Chegaram ao poder pelas vias tortuosas e hoje, instalados no poder promovem/descarregam um baú de maldades sob o país, com anuência dos que ainda não tiveram suas fichas caindo e daqueles que, sempre adoram gravitar em torno dos piores poderosos. Estão lá nos píncaros da glória, exterminando com leis trabalhistas e direitos individuais, algo duramente conquistado ao longo de muitas décadas e tudo sendo destruído assim num sopro. Se bobear continuarão culpando os governos anteriores de Lula e Dilma por tudo o que fazem e uma turba embobecida e teleguiada por tudo o que lhe impõe a mídia, seguindo sem entender nada, mas achando que tudo vai se encaminhar. Não percebem já estarem sendo conduzidos para a beira do abismo, um que nele cairão com a cara de sorriso estampada nos rostos. Esse o Brasil de hoje, vendendo tudo, louco para fazer um acordo definitivo de eterna dependência com o Grande Irmão do Norte, os EUA.

Esperavam fazer isso o quanto antes, mas sabiam que só o podiam fazer após as tais eleições norte-americanas. Se antes o negócio desses hoje no poder era se aliar sem pestanejar com a ALCA, hoje fariam de olhos fechados com o Tratado Transpacífico, algo que, na verdade existe só para beneficiar os interesses de um dos seus integrantes, os EUA. Claro que Trump quer isso, a eterna dependência e subserviência e sabe que a terá de quase todos os países latinos, mas já renegou disso ser feito através de um Tratado ou coisa parecida. Tratados não existem em sua linguagem, o que existe é a plena aceitação de como age, todos de cabeça baixa e pronto. E pior que tudo, Trump só pensa em negócios, lucros a qualquer custo e um de seus entendimentos é o de que abaixo dos EUA, do México até a Argentina, tudo é mero quintal. E daí, porque vai fazer acordo com quem vai lhe servir como escravo?

Dito isso tudo, o entendimento existente hoje é de que, quem mais perdeu com a eleição de Trump nos EUA foram os golpistas no poder no Brasil. Estão segurando nesse momento a brocha na mão, ou melhor, loucos para plugarem o projeto de maldades que fizeram no Brasil com os EUA, mas encontram em Trump um cara que não lhes tem nenhuma simpatia e não lhe dá a menor pelota, aliás, com nenhum chicano. E se os golpistas não se acham chicanos, para Trump são a melhor expressão do que ele determina com o termo. A chicanaiada golpista brasileira está nesse momento numa encruzilhada, loucos para aderirem, mas sem saberem como. Já devem ter enviado emissários para ter com alguém importante do staff de Trump, para ver das possibilidades de sentarem o mais rápido possível no colo do novo comandante e terem seu intento referendado. Renegam o BRICs e do lado oposto estão sendo renegados pelo Império. Nesse exato momento estão no meio do salão, com o baile em pleno andamento e segurando o fio desencapado de tudo o que fizeram e sem saber onde o irão plugar. Mais perdidos que cegos em tiroteio, eis a sina dos golpistas brasileiros, cumprindo exatamente esse vergonhoso papel diante do mundo. Não podíamos estar em piores mãos.

domingo, 13 de novembro de 2016

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (92)


UMA FOTO PARA ESQUENTAR O DEBATE DOMINGUEIRO (OU SERIA DOMINICAL?):

ONG ARCA DA FÉ - RESGATE ANIMAL


Nos sinais de Bauru uma turba vestindo camisetas vermelhas e tentando coletar donativos em espécie para uma tal de ONG a favor dos animais, uma com conotação religiosa (evangélica). Dizem que possuem uma chácara e lá estariam esses animais cujos auxílios são obtidos nas esquinas bauruenses. Outro dia fizeram uma manifetsação diante da rodoviária e vi muitos deles ali deitados no asfalto, num ato aumentando a visibilidade sobre o que fazem. Estou me recusando a dar donativos a eles, pois pelo entendimento até agora feito, vejo que os animais são os menos atendidos nisso tudo, mas queria conhecer mais sobre eles. São muitos e ocupam várias esquinas cidade afora. Muito já foi dito sobre eles. Mas na verdade, quem seriam? O que representam? Como seria essa ONG? E esses animais como são tratados? O dinheiro arrecadado é mesmo utilizado dessa forma? Quem souber algo que diga aqui e iremos construindo coletivamente um melhor entendimento sobre quem são e como agem esses que tentam juntar grana para algo em prol dos animais. Como pouco sei sobre eles, peço a ajuda de todos por aqui para ampliação e esclarecimento sobre o assunto???
HPA