quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

DICAS (155)


VARIEDADES MUTO ÚTEIS


1) BEM QUE O BLOCO BAURU SEM TOMATE É MIXTO PODIA (re)CRIAR O PRÊMIO: CEMITÉRIO DOS MORTOS-VIVOS DO CABÔCO MAMADÔ, VERSÃO BAURU...

Quando vejo certas premiações ocorrendo por todos o lugar (uma delas elegeu Michel Temer como Personalidade do Ano), me bate uma lembrança de uma pessoa que fazia e acontecia por este país: HENRIQUE DE SOUZA FILHO (1944-1988), mais conhecido como HENFIL. Saiu de sua verve criativa a premiação que fazia nos seus escritos, o CEMITÉRIO DOS MORTOS-VIVOS DO CABÔCO MAMADÔ, onde ele enterrava as personalidades mais complacentes com o arbítrio. Acho que a gente não precisava fazer uma festança de arromba, não precisava cobrar jabá de ninguém, mas podíamos reunir uma grande pá de pessoas e escolher os tais mortos-vivos dessa nossa capital da terra branca. Uma grande festa, com o Kananga do Alemão tocando marchinhas carnavalescas e por fim, tocava-se uma marchinha fúnebre e anunciaríamos os tais que danaram com a vida do povo trabalhador, que cravaram a faca no coração dos interesses populares... A ideia está lançada. Para o ano de 2017, uma vez que nem Câmara dos Vereadores teremos para fiscalizar a ação do Executivo, essa premiação vai dar o que falar. Só mesmo a picardia do bloco burlesco, farsesco e algumas vezes carnavalesco para tocar algo assim adiante.
O TROFÉU bem que podia ser uma imagem grandiosa do Fradinho, aquela com ele fazendo o Top Top Top. Que acham? Vamos nessa... Essa ideia pode ser anexada aquela de criarmos coletivamente um lugar, espaço para semanalmente produzirmos um programa, um GRITO contra as bestialidades bauruenses e fazer o contraponto à tudo o que vem de forma institucional dos políticos locais. Na verdade, isso tudo são ideias para movimentar um pouco mais essa cidade e os nossos, todos meio que amortecidos com esse maldito golpe a nos escalpelar a ação. Desenferrujar as juntas e articulações, eis o que precisamos.

Leiam isso, HUMOR DO HENFIL CONTRA QUEM ORPIME: https://blogdaboitempo.com.br/…/o-humor-de-henfil-contra-q…/
HPA - e as ideias que fluem assim do nada...

2) O FORA TEMER TOMANDO CONTA ATÉ DAS PAREDES
Esse registro foi na Nações e na parede de onde já foi uma pizzaria e grafado em forma de stencil, bem ao lado de uma dos maiores apoiadores do golpe, o Habib's e da chegada de gente como o retratado ao poder. Esse quando do impedimento de Dilma fez questão de fazer um cardápio de mesa contra os vermelhos no poder (mas a cor dele não é vermelha?) e versar sobre a corrpção (e a de agora, por que nada faz?). Pois bem, passados nem seis meses e o país está de pernas pro ar, tudo piorado, bandidos e corruptos saindo pela ladrão e os maiores vendilhões do tempo já propondo eleição indireta. Estão a brincar com o povo. Bauru resiste a tudo isso e com a devida galhardia. No grafite stencil da Nações algo a demonstrar o descontentamento tomando conta de tudo e todos. Aos poucos a reversão do que essa triste conjunção de mídia, judiciário e o que de pior temos na classe política propiciou a um país, que tentava se acertar e ser soberano. Hoje, voltamos a ser o tal do "quintal dos interesses dos poderosos". A resistência está nas ruas.

3) COMO REAGIR A UMA PÍFIA PUBLICIDADE EXPOSTA PELA AÍ EM OUTDOORS, REVISTAS, JORNAIS, ANÚNCIOS VARIADOS...
Essa vem da Argentina e mostra como podemos reagir a uma publicidade propondo aceitarmos todo o proposto, como palatável e aceitável, sem contestação, verdade única, consumismo desenfreado e absoluto. O que fazem, com uma reedição, um outro olhar em cima disso tudo é mais do que oxigenador, pois demonstra a inquietude tão necessária entre todos nós. Vejam e constatem o que pode ser feito por essas vias para demonstrar a insatisfação taão latente dentre de cada um. Fica a ideia. HPA

"SQUATTERS es un proyecto contra-publicitario argentino creado en el año 2008 cuyo objetivo es utilizar la estrategia de la contra-publicidad para promover una mirada crítica y consciente sobre la sociedad de consumo y, particularmente, sobre los efectos culturales y subjetivos que conlleva la publicidad. Consideramos a la publicidad corporativa como una expresión pública del potencial económico de los centros de poder, el lenguaje que éstos utilizan para propagar una ideología, un sistema de valores y unos estilos de vida tendientes a reproducir y perpetuar el orden socio-económico, político y cultural dominante.

En este contexto, este proyecto contrapublicitario nace como una herramienta de resistencia simbólica frente al discurso de las fuerzas de poder dominantes, contra los intereses de las grandes corporaciones privadas que se apropian y comercializan el espacio público, y contra las formas y dimensiones que adquiere la publicidad en una sociedad saturada de consumo y valores mercantilistas.

Conocé más sobre Proyecto Squatters y la Contra-publicidad en: BLOG de Proyecto Squatters:
http://proyectosquatters.blogspot.com.ar/  e TWITTER: @ElSquatt".

4) A SUJEIRADA ESPALHADA PELAS RUAS...
Golpistas e fascistas puxados por um curto cabresto fazem muita sujeira pelas ruas e para limpar isso tudo um trabalho sem fim...
Miguel Repiso no Página 12 do final de semana deixa bem claro em sua tira de como entende a situação.
Em tempo: Penso do mesmo jeito e maneira. Como sujam nossas ruas esses...

5) SACAM DESSES APELIDOS?

Nada vai acontecer com esses todos? O melhor mesmo seria acontecer com todos e do mesmo jeito. DESCARGA neles...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (93)


SIM, DE NADA ADIANTOU E DAÍ, PERGUNTO: SE NOVA OPORTUNIDADE EXISTISSE, NÃO COMETERIAM OS MESMOS ERROS?

Aqui em Bauru, nesse exato momento, parte da esquerda insiste no erro. Aqui e acolá estão se aliando, sentados na mesma mesa, achando que, dessa forma não deixam que tudo o que foi conquistado se perca num sopro. Seria isso mesmo? Não estão usando o que ainda resta de credibilidade de gente nossa para uma fachada ainda necessária. Vejam o Temer, ele fez todo o serviço solicitado, até a tal PEC 55 aprovou, mas já não serve mais, será descartado, jogado na lata do lixo e quanto a alguns de nós, que importância temos para eles? Nenhuma. Vale mesmo a pena se aliar e se perfilar junto disso tudo que está sendo feito? Os textos do amigo Gilberto Maringoni, "O QUE ADIANTOU?" e "O QUE TEMOS A APRENDER COM ELES" joga luz sobre tudo isso e me tira a paciência e o sono. E nem unidos estamos...

O QUE ADIANTOU?

O que adiantou prometer cumprir contratos?
O que adiantou inventar Henrique Meirelles e colocá-lo no Banco Central?
O que adiantou chamar Michel Temer, Jucá, Geddel, Kassab, Eliseu Padilha, Levy, Crivella, Palocci, Cristovam, Helio Costa, Jobim, Moreira Franco e tantos outros para o ministério?
O que adiantou fazer a política que eles queriam?
O que adiantou manter juros na estratosfera e alimentar o rentismo com carne fresca?
O que adiantou adular e financiar a Globo e suas congêneres?
O que adiantou chamar o pessoal do agronegócio de "heróis nacionais"?
O que adiantou dizer que não era de esquerda?
O que adiantou não colocar nenhum jurista pelo menos de centro no STF? 

O que adiantou não dar asilo para Edward Snowden?
O que adiantou colocar o BNDES para financiar os monopólios?
O que adiantou não constitucionalizar as leis sociais?
O que adiantou paralisar a reforma agrária?
O que adiantou fechar os olhos para a matança indígena?
O que adiantou aprovar a lei antiterrorismo?
O que adiantou dar uma de bom moço?
O que adiantou...?

O QUE TEMOS A APRENDER COM ELES

A direita radicalizou.
A direita não perde tempo debatendo "ética na política", "caráter da votação", "republicanismo" e outras platitudes.
A direita brasileira vai lá e faz!
A direita não quer saber o que você está pensando, como agir diante do "outro", como resguardar "as diferenças" e coisa e tal.
A direita brasileira mantêm o "foda-se" sempre ligado no 220.
Para a direita, tudo o mais é "viadagem" e "coisa de vagabundo".
Para a direita não tem essa porra de sociologia ou "consulta ao povo".
Não tem "sentar na mesa" para nos entendermos.
Para quem não entender e não gostar, tem porrete e cipó de aroeira.
Há que se admirar e aprender uma coisa com a direita brasileira.
Ela sabe exercer o poder de classe.
Nós, da esquerda, não sabemos.
(Pelo menos no Brasil)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

COMENTÁRIO QUALQUER (158)


MAIS REALISTAS QUE O REI
Sessões da Câmara Municipal de Bauru é para os fortes, estômago de aço. Explico. Proselitismo nesses lugares é mato, ou seja, viceja de forma alvissareira. Na última sessão ordinária (foi isso mesmo, ordinária, no sentido lato da palavra) do ano, realizada na tarde de ontem, começando as 14h e só terminando alta madrugada, a mais longeva dos últimos tempos, teve debates acalorados como dificilmente teremos nos próximos tempos. Deu de tudo, mas o que se sobressair, como sempre é algo desalentador para quem está do lado de cá, os rearranjos feitos para acomodar situações.

No projeto mais polêmico da noite uma questão fácil de ser resolvida. Por lei federal já existe algo dando passe livre para todos os maiores de 65 anos. Bauru possui uma situação muito mal explicada na relação com as três empresas de transporte urbano (que na verdade são uma só, todas do mesmo dono, a família Constantino de Araçatuba), tanto na forma como são aprovados os reajustes de preços, como na subserviência de muitos de seus políticos quando o assunto é favorecer ao usuário e bater de frente aos interesses das empresas(sic). Ontem a cena se repetiu.

O prefeito eleito, Gazzeta como maior promessa de campanha prometeu rebaixar de 65 para 60 a gratuidade do passe livre. O projeto apresentado adiantaria isso para o prefeito e quando assumisse tudo já estaria resolvido. O debate foi acalorado e os que queria favorecer o prefeito não aprovando o projeto alegavam que isso oneraria os cofres municipais, algo inconcebível nos estatutos daquela gafieira.

Foram gastos todos os tempos disponíveis, os indisponíveis e outros também reservados para legendas partidárias, tudo para tentar convencer os vereadores de que, se Gazzeta já havia dito que assim o queria, por que não o atender de forma antecipada? Não houve jeito. Muitos que ali votaram contra o projeto não mais estarão na Câmara ano que vem, mas como a maioria almeja cargos na nova administração não quiseram adentrar o ano já causando embaraço para o novo alcaide. A votação foi 13 x 3 e a gratuidade continuará para os acima de 65 anos.

Ouvido pelo pessoal do JC, Gazzeta disse que, pretende começar o ano propondo o que foi uma de suas propagandas eleitorais, o de rebaixar para 60 a gratuidade. A turba que estará ao seu lado em 2017 já começa o ano demonstrando como vai ser a atuação parlamentar ano que vem pelas hostes da Câmara Municipal, quando não teremos mais oposição, nem essa ampla possibilidade de debates acalorados e a se estender noite afora. Será o paraíso dos mais realistas que o rei...

Durma-se com uma barulho desses.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE QUE SOBRARAM (94)


CARLINHOS BAURUZÃO AGORA DÁ NOME A PRAÇA PÚBLICA
Por iniciativa do Vereador Roque Ferreira – PSOL (hoje sua despedida dessa Legislatura na Câmara Municipal), após ser instigado por muitos, como Fabricio Genaro, seu assessor parlamentar, ocorreu hoje lá pelos lados da Câmara uma homenagem das mais interessantes. Roque não é muito afeito a homenagear pessoas com iniciativas suas para praças, ruas e afins, mas quando tudo flui e o escolhido é advindo das camadas populares ele capitula, como o fez dessa vez e desde agora, encerrada a tal sessão, a cidade de Bauru ganha mais um praça pública e com um nome dos mais sugestivos e merecidos.

CARLINHOS BAURUZÃO é na verdade o nome do compositor e poeta das ruas de Bauru, FRANCISCO CARLOS SÃO ROMÃO SANCHES, um cantante bauruense dos mais sui generis, pois não tinha banda fixa e lá pelos idos dos anos 80 e parte dos 90, cantou em quase todas as que passavam diante de si e tinham algo com o seu jeito de ser. O apelido acrescentado ao seu nome veio pelo fato dele se utilizar e muito em suas letras de coisas de sua cidade. Alguém assim lhe chamou dessa forma, a coisa grudou nele e não mais se separou. Seu negócio era o rock and roll, num momento onde o ritmo estava em plena efervescência, não só em Bauru, como no mundo. Foi um dos grandes, ao lado de outros imortais, como Rick Stones e seu nome está gravado não só na memória de todos os abnegados roqueiros daqui, como inscrito nos panteão dos que o dignificaram. Faleceu muito cedo, aos 43 anos, de cirrose hepática e com passagens por essas bandas: Super Liga Katólica, Aeroplano, Tempo Perdido, dentre outras. Marcou presença em conhecidos bares da época, sempre apresentando suas canções, intercaladas com os sucessos que todos tocavam. “Vampiro de Bauru”, “Até a Polícia Chegar”, “Bauruzão” são seus maiores sucessos. Hoje, virou praça pública lá na vila Industrial, num projeto votado por indicação do Roque Ferreira. Aqui duas homenagens encontradas no youtube: 1) Em 27/09/2012 com a banda Kães Elétricos e participação do Paulo Penatti, o dono do Armazém : https://www.youtube.com/watch?v=Sihre34_ijs e 2) Ele cantando à frente do Super Liga Católica num dos antigos aniversários do Armazém Bar: https://www.youtube.com/watch?v=MISzMgIBfN4. Carlinhos merece isso tudo e muito mais.

domingo, 11 de dezembro de 2016

COMENDO PELAS BEIRADAS (30)


ESQUENTA DOS TOMATEIROS NA NOITE DE ONTEM
Foi ontem à noite lá pelas bandas do salão de convescotes do Kananga do Alemão. Muita gente alegre, cantarolando a chegada do Carnaval e tentando esquecer das agruras de um ano dos mais complicados, não só para o país, mas para esse cidade, chamada por alguns de capital da Terra Branca. Lançamos o tema da nossa descida na Batista no sábado de Ca
rnaval, com o 'A CASA DA ENI AINDA É AQUI' e já colocamos suor na teste de alguns, pois não esqueceremos das maldades despejadas em cima dessa cidade pelos seus algozes de sempre. Por enquanto ficamos com as fotos, demonstrando o congraçamento tão belo, desde o do Fernando Lima, que chegou atrasado e contando sua bela história. Brigou com o namorado e uma borracha do motor explodiu, mas juntou os cacos, colou o rombo com durepox e veio para o samba. É de gente assim que é constituído do Bauru Sem Tomate é Mixto. Valquiria Correa, a linda cabeleireira lá defronte o Santo Antonio não iria comparecer, pois foi madrinha de casamento. Sabe o que fez? Esperou a festa acabar e deu seu jeito de passar abraçar os tomateiros em nossa festa, tirou o salto alto, entrou no salão vestida a caráter e descalça. O que dizer de tomateiros como ela? Derretidos ficamos.
Valquíria direto de casamento
Ze Canella chegou nos estertores da festa, pois tinha outros compromissos durante a noite, como uma festa infantil lá pelas bandas de Piratininga, mas mesmo assim, saiu da festa, deixou o filho em casa e apareceu para abraçar a todos, ladeado por Jussara Nabuco Canella. Como não se sensibilizar com isso tudo? Oscar Fernandes da Cunha, trouxe quitutes comprados por ele e para serem vendidos ali no lugar. Rosangela Maria Barrenha trouxe todos os estandartes do bloco, logo pendurados pela salão, Tatiana Calmon Karnaval fez o tal do caldinho distribuido entre os presentes. Trouxe Dandara Tierra euma amiga que foram as salvadoras no quesito retaguarda. Fátima Brasilia e Cláudia Coelho são presenças mais do que importantes entre nós, lindas, alegres e dançantes, malemolência encarnada em tão lindas pessoas. O Kananga Do Alemão esteve impecável, agora com mais cantores, um melhor que o outro e atacando com um samba de primeira linha. Marcos Roberto Costa Garcia, nosso ainda secretário da Economia veio com um belo grupo e junto dele o futuro secretário da pasta, outro como ele, funcionário de carreira, algo grandioso para a economia local, pois o chamo de "mágico" por onde o encontre, tal a maneira como conseguiu conter os gastos do Rodrigo Agostinho durante toda sua gestão. Fez escola, tudo aprendido em anos de batente e também com a administração anterior, de Tuga. Vieram num lindo batalhão, invadiram a festa e festaram do jeito que o diabo gosta, ou seja, maravilhosamente.
Fernando e o durepox.
A
Marcia Pestana Mota, morando ali perto na vila Falcão, deu seu jeito e veio com uma amiga, que disse já querer sair no bloco. O Carlo Moreira veio com a esposa e se entrosou num dos cantos do salão com o Truijo, que também trouxe uma carnavalesca amiga. A neta da Rose Barrenha barbarizou a festa e já foi escolhida por todos para sair na frente do bloco em 2017. Ralinho Luiz Manaia marcou presença e depois foi também dar o ar da graça lá no Cabaré do Fabio Valerio, que está desculpado, pois tinha festa no mesmo dia e hora. Ademir Elias, agora aposentado, veio com sua linda e alegre companheira e dançou alegremente junto a nós. As faixas contra o Golpe e o SANTO foram fixadas nas paredes e mereceram fotos de todos. Foi isso e muito mais, uma bela festa, encontro cordial e cheio de muita luz. Fernandão Dias, o chargista diário do JC foi contatdo pela Tati e disse que fará o desenho para nossa camiseta. Sabemos de antemão, que será um luxo só, pois o cara é batuta no traço. Por fim, para selar a festa, como fazemos desde o segundo ano da descida do bloco no Calçadão, escolhemos o MUSO dos Tomateiros. Primeiro fomos com Esso Maciel, depois com Maria Maria Ines Faneco, esse ano com Sarah Fernandes e em 2017, prestaremos juras de carinho para nada menos que o nome dos Direitos Humanos em Bauru, o advogado que completa 40 anos de profissão ano que vem, Gilberto Truijo.
Carlo junto de Truijo, o muso.
Ze Canella lembrou muito bem ser ele a continuação do que o ex-prefeito Gasparini fez por muito tempo na cidade, atendendo a camada mais explorada da população. Bela lembrança e com ela, a certeza de que acertamos na escolha. Truijo não é um tomateiro de responsa, mas um ser mais do que especial dentro dessa conjuntura bauruense cheia de salamaleques. Ele foi escolhido exatamente por ser o que é e não o se deixar levar pelos modismos e pelo canto da sereia que tenta a todos para se bandear pro lado dos que se dizem forças vivas, mas nada fazem pro lados da maioria da população e si, só pelos de uma já abastada e muito favorecida classe social em Bauru. O Tomate vem pro samba com tudo isso e muito mais.

OBS: Não achem que o ambiente da festa era esse lusco fusco escuro visto nas minhas fotografias. Trabalho com uma maquineta de mão desprovida de flash e faço milagres com ela em minhas mãos, já me suportando pra lá de mais de cinco anos (tempo mais do que suficiente para essas maquininhas terem vencido seu tempo de uso na face da Terra, descartáveis que são, todos e todos hoje). Escurecidas, mas alegres, irreverentes e cheias de uma luz só nossa.

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (109)


SERGIO MORO FOI PALESTRAR ESSA SEMANA EM UMA UNIVERSIDADE NA ALEMANHA - EIS O RELATO DE UMA BAURUENSE PRESENTE AO EVENTO
Recebo de uma bauruense residente na Alemanha um relato de como foi a reação dos alemães diante de Sergio Moro numa palestra. Ela me disse que, muitos brasileiros levaram perguntas mais do que instigantes, provocantes e elucidativas para questionar a ação do juiz, algumas respondidas, outras ignoradas, mas todas feitas e o deixando numa situação problemática na hora de responder. Leiam o relato abaixo:

"Relato sobre palestra de Moro na universidade Heidelberg, na Alemanha.

O clima foi tenso. Haviam muitos coxinhas no evento, mas conseguimos fazer bastante barulho. Moro foi aplaudido, porém, muito vaiado também. As pessoas se surpreenderam, pois o inglês do juiz é péssimo, a alemã sentada do nosso lado disse que pouco conseguiu entender. Durante o evento a nossa turma foi muito hostilizada pelos fãs de Moro, no final uma menina quase foi agredida por um pró Moro. O fato ocorreu nas escadas da universidade, ele tentou arrancar um cartaz das mãos dela, infelizmente , sem vídeo. O agressor parou quando percebeu que estava sendo observado por outras pessoas que estavam no topo da escada.

Muitos fãs de Moro, poucos de nós, haviam mais brasileiros contra mas sesses só se pronunciaram na hora da vaia. Minha amiga usou essa frase "Er hat sich blamieren", traduzindo: "ele se difamou". No entendimento da moça, ele se difamou porque foi vazio nas explicações e no inglês ruim demais.

Moro disse que a opinião pública tinha de saber de tudo, depois, noutro momento, disse que não podia falar nada das investigações

Conseguimos emplacar algumas perguntas, que ele respondeu male, male, mas quando foi perguntado sobre os EUA, cortaram o microfone.

Uma moça falou em alemão e acabou com ele, fez várias críticas "como ele tinha coragem de falar em corrupção naquela universidade" entre outras coisas. Os tradutores resumiram para ele em uma única frase em inglês. Ele foi arrogante, não deu bola para perguntas, comportou-se como se perguntassem baboseiras. As perguntas eram boas, já as respostas, sofríveis. Qualquer pessoa inteligente sacava as contradições.

Uma menina disse: “Primeiramente quero dizer que você é meu herói. Foi vaiada imediatamente.

No final citou Roosevelt e alguém da platéia disse "in EUA" we trust , ele infelizmente não escutou, o que foi uma pena, entre os alemães, certa desconfiança por ele citar um americano.

Ao final do evento, Moro saiu pelos fundos, e os coxinhas foram paparicá-lo.

Logo depois da palestra, jornal comenta entre outras coisas que o instituto acabou trocando no site as palavras : juiz renomado por juiz polêmico. Estamos curiosos para ver mais Da reação da mídia alemã com relação a palestra do homem.

"Jurista ou golpista?" https://www.heise.de/…/n…/Jurist-oder-Putschist-3567698.html aqui onde fala que o instituto trocou renomado por polêmico.

"Disputado juiz brasileiro palestra na universidade de Heildelberg" "críticos dizem que ele próprio é criminoso" http://www.rnz.de/…/heidelberg_artikel,-Umstrittener-Richte…

Talvez vc saiba que Heidelberg é a universidade onde Kant lecionou? Se vivo, poria Moro pra correr.".

COMO A GENTE PODE TRANSFORMAR UM OUTDOOR MENTIROSO EM ALGO ÚTIL:
Esse exemplo vem da Argentina e deixa claro que, as transformações urbanas quem faz de fato é o povo nela inserido.
O Clarín, todos sabemos é o jornal argentino no mesmo estilo dos brasileiros Globo, Folha e Estadão, ou seja uma grande mídia hoje desviada dos bons caminhos jornalísticos e produzindo mentira diária como informação. Resistir e desdizer desse conteúdo é algo mais do que necessário.
https://www.facebook.com/proyectosquatters/videos/1857724401114187/

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (98)


A FAMÍLIA BATÉ DE TIBIRIÇÁ NA JORNADA INTERDISCIPLINAR UNESP BAURU 2016 – COMO OS RETRATAMOS NA ACADEMIA

Quem conhece tudo o que está no entorno da família Baté lá de Tibiriçá acaba se encantando. Ouvi isso tempos atrás e logo de cara, quando décadas atrás tomei conhecimento de tudo o que faziam, um encanto inicial e agora, transformado em algo mais, um texto acadêmico apresentado na Jornada Interdisciplinar da Unesp Bauru, no começo de dezembro. Escrito por Ana Beatriz Pereira de Andrade e por mim, após uma incursão com muitas idas e vindas, amizades consolidadas, encantos renovados, saiu esse “Ancestralidade e Resistência – Contos e encantos dos Baté em Tibiriçá”.

Mas qual o encanto despertado por eles?, poderiam me perguntar. Respondo publicando o RESUMO do trabalho: “No interior de São Paulo, mais exatamente no distrito de Tibiriçá, vinculado à cidade de Bauru, mora a família Baté. José Cosmo, sobrenome que desde o fim da escravatura vem dos padrinhos, é o patriarca conhecido como Seu Baté. O apelido surgiu em uma contenda de futebol quando o time de Taubaté era o ‘rival’. Desde o bisavô escravo, passando pelo avô e pelo pai, a família atravessou o rio São Francisco, oferecendo fumo e pinga pro ‘Caboclo das Águas’, passou por Cachoeira na Bahia, até chegar ao interior de São Paulo. Em um momento de fome, o pai confiou a São Benedito o sustento da esposa, filhas e filhos. No distrito, de aproximados 1 mil habitantes, para o qual se mudaram em 1973, fica a ‘casa grande’. Carnavalescos, fundaram o bloco de rua ‘Vai quem quer’, atualmente desfilando no sambódromo de Bauru como o ‘Estrela do Samba de Tibiriçá’. Não tem carnavalesco, denominado por eles estilista. Enredo, samba, abadás e fantasias, são resolvidos em grupo composto por famílias e amigos. Concordam, discordam e chegam ao acordo. Tudo dá certo com o trabalho do coletivo, onde cada um faz o que sabe fazer. Ao longo do ano, constam do calendário duas datas especiais: o dia de Santo Antônio, 13 de julho, e o agradecimento para São Benedito em 20 de novembro. Na festa de Santo Antônio, que chega a congregar 800 pessoas no ‘quintal dos Baté’, ergue-se o ‘mastro’ e canta-se o ‘terço’. Em novembro, o motivo é o da gratidão pelo alimento de cada dia não faltar como antes. Instituíram uma medalha, entregue sempre no dia 20, a fim de premiar os membros da família que obtinham conquista nos estudos. Com o tempo, são agraciados com a medalha, atualmente denominada ‘Zumbi dos Palmares’, todos os que participam da festa. São considerados igualmente guerreiros, assim como foram, desde os ancestrais, e são os ‘Baté’. O presente artigo se propõe a contar um pouco desta história de resistência negra no interior de um dos maiores estados brasileiros, cuja fonte é a memória oral. Por ora, preservada e transmitida, é daquelas que encantam.”.

E existe encantamento maior do que produzirem isto tudo e muito mais?, pergunto e respondo ao mesmo tempo. Claro que não, famílias assim são mais do que especiais, além de toda a história de resistência embutida no seu bojo. E o trabalho acadêmico tenta descrever algumas das descobertas feitas e aqui reveladas. Revelando um pouco da história de seu patriarca, seu Baté (recentemente falecido) e de dona Irene, a matriarca, algo é desvendado por Ecléa Bosi em seu texto 'Lembrança dos Velhos', um dos utilizados como referência: “A memória dos velhos desdobra e alarga de tal maneira os horizontes da cultura que faz crescer junto com ela o pesquisador e a sociedade em que se insere.”. Vivenciando um bocadinho dessas ricas vidas, além da paixão, o algo mais pode ser explicitado em outra referência, essa de Ronald Arendt: “nesta abordagem não é o pesquisador que estabelece os aspectos éticos envolvidos na investigação - quem ‘saberia’ são os atores envolvidos, eles seriam os ‘experts’, não o pesquisador”.

Sem entrar em detalhes de cada evento propiciado por eles ao longo de cada ano, a bela construção no entorno de cada festa, o intuito dessa divulgação é deixar claro que, as belas histórias, maravilhosas experiências de vida estão contidas nos lugares mais simples e com ela se consegue um aprendizado sem fim. Divulgar esse trabalho é uma forma de reconhecer nos Baté, não só fonte para um mais um trabalho, mas repassar isso para dentro do meio acadêmico, possibilitando que outros tenham a mesma ou outras percepções sobre o que fazem. E o fazem de uma forma tão natural, sem nenhum interesse em que isso percorra caminhos como esse feitos por mim e por Ana, mas simplesmente fazem porque assim agem, tudo tão natural, como eles mesmos. Daí o valor cresce desmedidamente.

O ENCANTAMENTO adquirido com um trabalho como esse propicia o reconhecimento da “identidade do grupo – regras e estratégias de preservação – estrutura dinâmica da cultura”, algo ensinado a nós por gente como Muniz Sodré. Mais que isso: “Dentre essas ações, figura a própria organização sociocultural da comunidade e, portanto, a manutenção da cultura do grupo ou a preservação da sua identidade étnica.”, buscado na teoria de Mohammed El Hajji e tão bem assimilado por nós. Escrever de pessoas como os Baté, além do profundo respeito por tudo o que fazem não é algo nada fácil, pois não se deve tentar levar nenhum tipo de conhecimento ou ensinar nada a eles e sim, ir lá buscar algo e isso ser acrescentado ao pouco que conhecemos. A cada retorno junto deles muitos novos conhecimentos adquiridos, dia após dia. Nisso eles são insuperáveis. Por isso tudo escrevemos deles.