sábado, 22 de dezembro de 2018

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (108)


A CRÔNICA DO FECHAMENTO DO “PAULISTÃO” EM BAURU – TUDO PELOS VINHOS

A notícia saiu no Jornal da Cidade logo pela manhã de ontem: o Paulistão vendeu todas suas lojas para a rede Confiança Supermercados, algumas serão fechadas definitivamente e outras reformadas. O que já vinha sendo comentado na boca pequena, agora era confirmado. O grandão engoliu o Paulistão e aquele ar de primo pobre, de mercado de segunda linha, com design não tão moderno está deixando Bauru. Conheço muitos que se afastavam de frequentar exatamente por causa disto e outro tanto que só iam lá exatamente por não ostentar uma grandiosidade encarecedora de preços. Enfim, com a notícia o rebuliço estava estabelecido e quando isso ocorre, alguém fecha as portas em definitivo, a correria é generalizada e imediata. Veio assim num vapt-vupt com algumas fotos estampadas pelo facebook logo pela manhã e neles algo sobre descontos de mais de 40%, principalmente para a seção de vinhos, uma linha onde esse mercado estava investindo nos últimos tempos.

Minha preocupação em primeiro momento é para com os funcionários o destino dado a esses, principalmente nesse momento, véspera de Natal e com o país adentrando um período dos mais incógnitos e nebulosos. E mais, o que seria feito da Banca do Cláudio, um dos lugares onde ainda compro jornais e revistas, ali no Paulistão das Nações? Vou lá e assunto com ele. Encontro a família toda reunida na porta do estabelecimento, olhando a grande movimentação na loja ao lado. Ele mesmo me disse que, “todos os comerciantes, ele, a farmácia, o salão de beleza, a casa lotérica vão permanecer e mesmo com a loja fechada”. Sei não, mas foi o que me disse. Quando aos funcionários, informações desencontradas. Num primeiro momento, uma me disse que teriam que passar por reavaliação da RH do novo empregador, outras me disseram que tudo é falatório e outro disse que hoje trabalha 8h, ganha X e lá teria que trabalhar só 6h e ganharia muito menos. Ou seja, com certeza, nada está definido e batido o martelo.

Já havia passado com Ana na loja da Getúlio, em busca de uns vinhos que só encontramos por lá, o Drão português, um tinto de boa cepa e preço justo. Encontro quatro e um rebuliço. Só para terem ideia, para conseguir um carrinho de compras tive que suar a camisa. Lá dentro, junto aos corredores o que mais vi são aqueles discutindo sobre a qualidade dos vinhos. Descobri que aqui em Bauru existem entendidos do assunto em profusão. Carrinhos lotados e sendo levados aos borbotões, caixas inteiras e mais pelo preço do que a procedência. Quando estava na fila ouvi a história da mulher que assim como eu, suou a camisa para conseguir seu carrinho e ele lhe foi surrupiado na cara dura, com o sujeito peitando e dizendo ter mais necessidade dele e que iria comprar mais que ela. Ficou paralisada diante do sujeito, que lhe virou as costas sem dar maiores explicações. Passei a segurar o meu e dele não se distanciar.

As histórias iam se repetindo e conto duas comigo. Algumas pessoas estavam na fila aguardando eu pagar a conta, pois queriam meu carrinho. Meu carro estava na parte inferior do mercado e uma delas foi conosco até lá e por pouco não ajudou a descarregar minhas comprinhas. Quando estava saindo do caixa fui abordado por outra e ela me pede carinhosamente se não podia ceder um espaço no meu carrinho, pois seu carro também estava longe e ela não conseguiria carregar tudo na mão. Cedi e fomos dividindo o dito cujo. Outro me disse que os preços não estavam lá tão bons, pois no Tauste algo que havia pago “X”, por lá estavam fazendo no dia de ontem por “Y”, ou seja, a concorrência não está deixando nem o que fecha ganhar um pouco a mais na sua despedida e já quer melar sua promoção de “bota fora”.

No da Nações, o comentário geral é que nunca o mercado esteve tão cheio. Estava lotado e os poucos funcionários, em seus últimos dias de trabalhos se desdobravam para atender a contento os inquietos compradores. Era um tal de esvaziar prateleiras e quando uma já vazia, vi gente tirando produtos de carrinhos cheios pelos corredores. A pessoa não podia nem descuidar do que escolheu, pois bobeando corria o risco de ficar sem. Vejo nessas ocasiões um tipo de loucura estabelecida. Muitos vão e estão prontos para tudo, o que der e vier. Tem os bonachões, os que estão ali só olhando, comparando preços, são os comentaristas de mercado, existentes em todos os lugares, mas existem também os que levam sério até demais isso de último dia e promoção, compram briga por qualquer coisa. Um na minha frente, esse não brigou, mas quando a moça pediu para ele tomar conta da sua cestinha, pois queria buscar algo mais, lhe disse na cara dura: “Cuido não. Se for, ao voltar passarei na sua frente”. Ela não foi e estava criado um clima, resolvido quando um amigo dela passou e ela lhe pede para ficar ali cuidando da vaga e da cesta. Precisam ver a cara do tal sujeito.

A febre continua no dia de hoje, pois ao voltar para o da Nações, quando fui somente buscar minha revista semanal, a Carta Capital, como faço todo sábado pela manhã na banca do Cláudio, quase não consegui adentrar o estacionamento e para arrumar vaga foi uma luta. Tinha até um guardador de carros tomando conta de alguns dos carros e ajudando nas manobras, além de indicar a melhor forma de esperar, permanecer na fila e poder finalmente adentrar a loja. O diálogo mais bestial foi o que vi ontem e saiu da boca de uma vetusta senhora, dessas que, pelo visto não devia ser frequentadora do Paulistão, mas nesse momento ali estava e diante da confusão ali estabelecida, disse para a outra ali lhe ouvindo os dissabores: “Se o Bolsonaro já tivesse liberado as armas de fogo, nada como uns tirinhos pra cima e a fila andaria mais rápido”. Passei diante dela acintosamente com minha camiseta do LULA LIVRE e antes de me retirar em definitivo do local, ainda ouço a outra dondoca responder: "Vamos logo e levo tudo sem esses sacos que identificam o Paulistão. Não quero que meus amigos saibam que compro aqui".

Bauru inteira compra vinhos desde ontem nos Paulistões ainda de porta aberta no dia de hoje, 40° lá fora, sol de rachar mamona e até quem nunca bebe do dito cujo, hoje o fará, tudo para aproveitar os tais 40% de desconto. Enfim, onde encontrarei o Drão daqui por diante?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (120)


MEUS SINCEROS DESEJOS DE BOAS FESTAS PARA OS AINDA SENSATOS DESTE PAÍS
Gostaria de poder sentar aqui e batucar algo agradável, bonitinho, pomposo e recheado de esperanças. Nada disso acontece, eu estou sorumbático, deprimido, triste, acabrunhado, cada vez mais introspectivo e preparado para tudo, o que der e vier. Minha algibeira está pronta, matula prontinha para enfrentar as agruras de 2019 com a altivez característica dos que resistem e também insistem em ser feliz e, para tanto, ir à luta em busca de seus sonhos. Impossível se manter indiferente a tudo o que aconteceu com o país no golpe desferido primeiro contra Dilma em 2016 e tudo o mais que veio na sequência. De um país trilhando ao seu modo e jeito um lugar ao sol, sendo reconhecido mundialmente pelas suas eternas possibilidades, hoje o marasmo e o conformismo de sermos mesmo um grande e imenso quintal de experimentações do Grande Irmão do Norte, o vizinho a explorar todos à sua volta. Cansado de tanta hipocrisia, me fecho cada vez mais em copas, tento me isolar, sem conseguir a contento, pois na certeza de ver como esse povo foi enganado e assim ainda segue, de nada adianta eu tentar prosseguir minha vida, dar um novo rumo para ela e ver o sofrimento se estabelecer ao meu lado e tomar conta de tudo. Não consigo, não sou da laia dos que se entregam ou dos que se conformam, pior, dos que conseguem a felicidade sem olhar para os do seu lado.

Algo me consome por dentro. Quero ironizar com os que já se danam antes mesmo do capiroto assumir, mas não consigo. Para os de nossa classe média, repúdio, escárnio, por fazerem sempre o jogo do adversário, por fazerem de tudo e mais um pouco para serem o que nunca conseguirão ser, pois os de cima não permitirão que nenhum deles chegue até lá. Para esses, um trato cada vez mais indiferente, desprezo mesmo, pois são uns grandes sacanas, maldosos, individualistas e cegos, guiados por um ódio visceral, doença tomando conta de suas vidas. Distorcem os fatos e riem da desgraça alheia, sem nenhuma sensibilidade. Perversidade deste povo acostumado a ser gado, votando em quem lhe crava a faca e fazendo pose. Desses nenhuma pena, só repúdio, cada vez mais distância. Já dos que foram lesados, os que sem possibilidade de discernir o joio do trigo, a imensa legião de deserdados, apartados e invisíveis, esse ainda a esperança de que nesse tempo que me resta de vida, um diálogo para reverter o entedimento que tiveram, a bestialidade que foi votar junto com a linha de pensamento do patrão, do algoz, de quem lhe crava a faca. Vou seguir muito junto desses, para entender mais e mais o que de fato se passa. Quero sujar mais meus pés de lama, pois será com esses, talvez um dia tudo isso possa se reverter.
Só o povo salvará o povo, disso tenho certeza. Talvez demore muito e nem veja esse dia raiar no horizonte, mas insistirei enquanto reunir forças. Lerei mais, cuidarei mais de minha vida, escreverei mais para mim mesmo, viverei mais para meus amigos, os que me dão a certeza de que, a vida flui melhor quando em companhia agradável. Não sei o que seria de mim se não existisse esse grupo de pessoas aqui em Bauru onde a gente se escora um no outro e segue tocando o barco. Estarei pela aí, na lida, eu e minhas dores, pois aos 58 anos, o corpo padece, dores fluem a todo instante e nem a tal da revolução creio ser mais possível ajudar a construir no estado em que caminha a depreciação do corpinho tocado ao léu e nos descuido esse tempo todo, mas quero continuar tentando, ao meu modo e jeito, trancos e barrancos, "sempre na rua", tentando ser feliz ao lado dos que gostam de mim (e eu muito deles). Desejo muita força, resistência para tudo, todas e todos. LULA LIVRE, pois não existirá festa alegre por essas plagas vendo ele e tantos outros (as) presos injustamente neste insano e doente país, cabeças reviradas do avesso e cheias de cararecos na cachola. Baita abracito deste HPA para 2019, são meus sinceros desejos para os que seguem na lida e na luta.
 

TRISTEZA DO FINAL DE ANO
Como é possível um ser humano com uma pequena dose de sensibilidade e bom senso pensar em passar as festas de final de ano com alegria no coração diante de tanta injustiça? Impossível. Benedita da Silva após visita ao ex-presidente Lula registra a dimensão da violência cometida pelas elites contra o povo brasileiro e contra o seu maior líder político.Foto de Ricardo Stuckert.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (142)


NA QUALIDADE DE PROFESSOR DE HISTÓRIA ALGO A REVELAR DA DECISÃO DE ONTEM:
Lula não sairá da prisão pelas vias normais, pois está mais do que consumado o dito por Jucá tempos atrás, pouco antes da consumação do golpe: "Com Supremo e tudo".
O Supremo não decide mais por ele. Alguns ministros se mostram ainda tentando salvar a instituição, como o fez Marco Aurélio para se certificar e deixar exposto para tudo, todas e todos a hoje subserviência de todos os poderes, inclusive ao, acreditava-se inalcançável STF.
Quem tomou a decisão de impedir a aplicação da decisão tomada pelo ministro Marco Aurélio foi o Alto Comando do Exército Brasileiro, em reunião comprovada pelo texto do artigo abaixo. Tomou e comunicou ao STF, que em 18 páginas justificou como pode, através do presidente vigente, o Toffolli.
O presidente do STF acatou e comunicou ao país o que já era esperado e sabido: vivemos sob um Estado de Exceção, sem tirar nem por.
Não mais nos enganemos. São registros que passarão para a História deste país e não serão de fato esmiuçados pela mídia local, pelo menos neste momento, pois essa está, na sua maior parte, entrelaçada a tudo o que ocorre ao país pós golpe de 2016.
Nada mais a acrescentar, encerro a descrição do entendimento do ocorrido no dia de ontem. 
Eis um link: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/19/alto-comando-do-exercito-se-reune-e-analisa-decisao-que-pode-soltar-lula.htm?fbclid=IwAR1TQ2zykIyqWfj9XnqnuJAgf8LS4p1OUKge7h2T6soGGpgkqOSjgwqIxDs

Grafite devidamente removido de muro ao lado estação NOB e início Pedro Toledo deixa claro, o LULA LIVRE não é tolerado.


ALGUNS LULAS LIVRES

1.) Hoje publico a 260º foto da galeria do LULA LIVRE e com ela o prosseguimento, não de um sonho, mas do restabelecimento da verdade, da dignidade e da esperança. O Brasil de hoje não é nem arremedo do que foi um dia governado por essa pessoa hoje injustamente e insanamente presa numa masmorra de Curitiba. Um golpe foi dado, o Brasil retrocedeu no tempo e no espaço e hoje, após uma eleição muito mal explicada, Lula encarcerado, fakenews dominando o cenário, eis que surge um eleito e esse se mostra pelas primeiras descobertas muito pior de tudo o que já imaginávamos. Daí, essa galeria prossegue, altaneira e com corajosos expondo a certeza de que, esse país só vai afundar com golpistas neoliberais tomando conta do país. Hoje mais uma foto de uma anônima, uma que esteve em atos nas ruas de Bauru e ali deixou bem claro o lado onde se encontra nessa contenda para resolver as grandes questões nacionais. LULA LIVRE, mais do que nunca. Publicado em 20.12.2018

2.) Num dia tão emblemático como o de hoje, quando um ministro do STF prescreve ao país seguir a Constituição, soltando os detidos em 2ª instância até serem eliminados todas as instâncias, fala-se somente de algo mundo afora: LULA LIVRE. É hoje, talvez a última possibilidade dele ser solto das masmorras impostas pelos golpistas de plantão, pois do contrário não mais pelas vias normais. Enquanto segue o drama para tentá-lo manter nas grades, metade do país, a que esteve nas ruas, como os dois desta foto (aqui num dia de um dos atos Ele Não), hoje adentrando a galeria dos resistentes e corajosos clamando pela devolução do país soberano e justo. Gente como o casal da foto está hoje de prontidão para o que der e vier, pronto para comemorar a libertação de Lula e torná-lo um algo a mais na necessária transformação que esse país terá que passar daqui por diante para ter sua normalidade reestabelecida. Todos torcemos muito para que essa galeria se encerre hoje e Lula volte para os braços do povo. Publicado em 19.12.2018

3.) Essa foto que sai hoje aqui na galeria do LULA LIVRE foi tirada por mim em setembro, num dos atos do ELE NÃO nas ruas da cidade. Conversei com o grupo antes de tirar a foto e me disseram serem de Itapuí, aqui pertinho do rio Tietê, aliás do lado de lá do rio. Quando souberam do ato por aqui se juntaram num carro e vieram todos para, primeiro expressar o repúdio à candidatura do capiroto e depois, com a bandeira vermelha deles desfraldada, posaram com a carinha do Lula e assim demonstraram que a resistência se dá por todos os lugares, meios e maneiras. Não marquei seus nomes, mas se alguém de Itapuí os vendo aqui quiser identificá-los, fique à vontade. Resistir é preciso e agora, mais do que nunca, necessário. Publicado em 18.12.2018

4.) Nessa semana posto aqui, na continuidade da galeria dos apoiadores da campanha pelo LULA LIVRE (uma foto por dia), alguns dos tantos que tirei fotos por esses dias e não estou conseguindo identificar. Peço a ajuda: quem souber o nome e algo mais dessas pessoas nos digam. E para salpicar um algo mais sobre esse momento vivido pelo país comento algo acontecido comigo no sábado. Por volta das 18h vou fazer umas comprinhas no Confiança Rodoviária e trajando uma camiseta estampada "RESISTIR SEMPRE - LULA LIVRE". Logo ao estacionar o carro, paro ladeando um cheio de pessoas esperando alguém e da janela detrás uma moça, menos de 20 anos me diz: "Adorei sua camiseta". Pronto, já parei para conversar. Entro e na fila do açougue, outro, um senhor com idade acima da minha: "O que a gente vai ter que fazer pra soltar o Lula, hem?". A conversa rolou bonita. Depois na fila do caixa rápido, um casal atrás de mim me olhavam e num certo momento, criaram coragem e me disseram: "Te admiro pela coragem. Eu não posso por causa do meu serviço, mas sempre estivemos com Lula, votamos nele e é nele que acreditamos". Prolongamos a conversa até chegar no caixa e na despedida, a moça do caixa, que tudo ouviu me faz um belo sinal de positivo. São os tais sinais de que o Bozo já não está com tudo e o LULA LIVRE não sairá de cena enquanto o manterem injustamente nesse insano cárcere. E como lhe disse lá começo: Alguém conhece o moço da foto? Publicado em 17.12.2018

Hoje completo o 260º fotografado da galeria do LULA LIVRE, com sua foto publicada diariamento pelo facekko, não deixando a chama se apagar...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

FRASES (178)


O BRASIL FELIZ DE NOVO - HAVIAM ME DITO ISSO UMA SEMANA ATRÁS, COM DATA E TUDO E NÃO LEVEI EM CONSIDERAÇÃO

Mas ainda aguardando até ver ele liberto e sem os grilhões que o mantém detido sem provas, hoje o mais importante preso político do planeta. Com Lula, a gente sabe, muita água deve passar por debaixo dessa ponte, pois vivendo no reino da sacanagem, onde tudo e mais um pouco sempre acontece, tudo pode se esperar, mas a decisão é soberana e deverai ser cumprida de imediato. Veremos o que está pod detrás disso e essa liberdade faz juz a toda uma luta contra as arbitrariedades ocorrendo sistematicamente no país desde o golpe que derrubou Dilma em 2016. Pronto para ir pras ruas comemorar...

Quero nesse momento lembrar algo dito a mim por duas vezes, ocasiões diferentes e mais de uma semana atrás. Nos reencontros pelas esquinas da vida com Kyn Junior, meu antigo inquilino, produtor cultural e vivendo hoje seu inferno astral com a perda inesperada da filha, tentando bravamente se reerguer e cruzando aqui e ali com seus contatos, me disse textualmente: "Escreva aí, Lula será solto dia 19". Não levei a sério. Brinquei, desconversei e agora com a decisão de Marco Aurélio Mello, juiz do STF sobre a soltura de todos os detidos em 2ª instância, impossível não reconhecer o que me foi dito tempos atrás, com data e tudo. Não foi premonição, foi certeza, informação passada a ele por alguém já ciente dessa decisão tomada hoje, mas ainda circulando na dita "boca pequena".
Dizia ele da soltura uma semana atrás.

Eu cá no meu canto, voltando de uma ressonância magnética, dores no cotovelo inchado, tentando filtrar as informações e não me antecipando a uma desbragada felicidade, pois da outra feita, quando de decisão de soltar Lula, em poucos instantes bestiais a revogaram. Os bastidores deste país devem estar pela hora da morte nesse momento. O fato é que Kyn Junior havia me dito sobre isso tempos atrás e não escarafunchei dele de onde tirou tal informação. Dez minutos atrás ele me liga e ao atender já saco: "Fala, seu bidu, não é que tinha razão". Não deu tempo de muita coisa, mas ele vai me contar desses seus contatos e dessas informações antecipadas. Ainda buscando saber mais dessa soltura, se vai de fato ocorrer e da belezura que é ver solto o mais importante preso político do planeta.

outra coisa
VISITA PARA RICARDINHO NO HOSPITAL DE BASE – 50 DIAS EM RECLUSÃO HOSPITALAR
Adentro noite de ontem indo rever o amigo hospitalizado e isso já completando 50 dias de agonia. Ricardo Santana, jornalista de uma lida aguerrida está internado no Hospital de Base, num dos seus quartos coletivos e para tratamento de algo surgido assim do nada em sua vida e desde então, o mantendo detido (ou seria retido?) para fazer, por três vezes durante a semana, quatro horas cada sessão, a hemodiálise, após detectar que os males que padecia eram provenientes de ambos os rins, imprestáveis após 52 anos de vida.

Sua história foi contada pela TV Record e saiu publicada no Jornal da Cidade (eis o link, foto e belo relato da jornalista Cynthia Milanez): https://www.jcnet.com.br/…/pacientes-ocupam-leitos-e-ficam-…). O mais interessante de tudo é que, ao adentrar o seu quarto hospitalar, com todo o tempo ali mantido, nenhuma bagunça em cima das mesas, tudo organizado e algo a relatar, ele fez questão de não levar para o local TV e nem seu laptop. “Se o fizesse estaria me acomodando e me conformando com a situação onde me encontro. Denuncio a cada dia a situação, ocupando uma vaga que poderia ser de outro paciente, mas se sair daqui perco a minha e não me fazem mais a hemodiálise. Esdruxula situação, pois o que peço e para tanto entrei na Justiça é voltar pra minha casa e vir ao hospital nas três vezes por semana, horário do procedimento e voltar para minha casa após seu encerramento. Isso de não ter vaga é invenção e procedimento desse sistema implantado nos hospitais bauruenses (e paulistas) pelo modelo tucano de tratar os hospitais, o da FAMESP. Por aqui tudo funciona, nada falha, ótimo isso, mas por detrás algo mais e pouco enxergado, um esquemão hospitalar cruel e arrecadador. Ganham muito com isso”.

Sabem como Ricardinho, como o chamo, passa seu tempo sem TV e lap top? Lê, livros rigidamente escolhidoS (agora um sobre Comunicação Midiática) e ouve histórias. As que reuniu nesse período, segundo ele, daria para montar um belo livro de crônicas hospitalares. Em cada conversa, em cada troca de parceiro, um ao lado de outro, ou das trombadas pelo corredor, puxa assunto, ouve relatos, desabafos e as reúne, ainda mentalmente, porém podem servir de pano de fundo para não só descrever o que passa atualmente ali naquelas frias paredes, mas a da vida que pulsa em cada paciente, acompanhante ou mesmo servidor. É essa a forma encontrada para driblar a ociosidade. Passa também boa parte do tempo plugado ao mundo externo com seu pequeno celular, fazendo uso de sua internet, pois o hospital não possui wifi.

Nesse período virou também um expert no seu problema e no tipo de atendimento prestado pelo Hospital de Base de Bauru a outros na mesma situação. Impossível ser diferente, pois jornalista aguçado e inquieto, sua percepção se mostra mais latente, pulsante. Observador das entranhas hospitalares, Ricardinho crê piamente na saída do hospital nos próximos dias, antes do Natal e para tanto, olhando para o cenário presenciado por mim quando da visita, acho bom mesmo que isso possa ocorrer, pois se o pessoal do FAMESP resolver mantê-lo mais tempo nessa situação, o máximo que pode ocorrer e isso não vai ser bom para o pessoal mantenedor da estrutura local é ele passar a relatar em detalhes o que se passa nos procedimentos do atendimento da saúde na cidade.

Ou resolvem e o devolvem à vida como dantes ou terão diante de si um perspicaz escrevinhador relatando tudo à sua volta, tim-tim por tim-tim. Fosse eu o pessoal da FAMESP e conhecendo a língua destravada do jornalista ali mantido, resolveria tudo o mais rápido possível, para o bem da manutenção do serviço como eles o fazem no dia de hoje.
Ricardinho é um bravo guerreiro. Na segunda foto, ele segurando uma das alças da faixa “Não vai ter golpe”, num dia quando a antiga Diretoria do Conselho da Comunidade Negra (felizmente hoje Diretoria completamente arejada) queria nos impedir de desfilar pelo Calçadão da Batista em ato promovido por eles. Na outra ponta, fora do foco da foto, estava este HPA e ao lado dele, Tatiana Calmon.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (123)


SOLIDARIEDADE

1.) RELATO DE QUEM ESTÁ NO DESESPERO, CLAMANDO POR AJUDA, RETANA SANTIN
A Professora Renata Santin me envia os textos e autoriza sua publicação. Como não sei como ajudá-la de forma isolada, compartilho e juntos pensamos melhor:

"Boa Noite querido amigo, andei afastada por motivos de saúde que você sabe. Mas na medida do possível acompanho seus textos. Eu gostaria se fosse possível que me ajudasse. Estou enfrentando grandes problemas no Hospital Estadual. Vou enviar o relato para você e gostaria que me desse uma luz do que devo fazer. Obrigado.

Boa Noite!!! É muito difícil eu reclamar de alguma coisa no grupo, e acredito que as pessoas que reclamam, tem todo o direito de fazer a reclamação.. Pois bem eu tenho uma doença policística que é genética. E ela vai atacando outros órgãos também. E além de estar com a função renal dos dois rins a vinte por cento. Apareceu o lúpus, não desejo nem para pior pessoas. Pois bem vou naquele upa do Geisel. Com todos os exames e laudos. E simplesmente não internam, passa um soro com tramadol, profenid, e dipirona. A dor resolve na hora. Na semana passada estava com hematuria, sangramento na urina. Ninguem, nem um filho de Deus, pensou colocar-me na cama, pois a dor era insuportável. O medico deu um soro, e voltei para casa, febre, dores insuportáveis. E por fim tomei coragem e fui no estadual, implorar por ajuda. Até que atenderam, minha pressão estava dezenove por onze, mesmo tomando morfina e tramadol, ele chegou a dezesseis por doze. E a enfermeira foi conversar com o médico pois não tinha condições mais de andar, já estava sentada na cadeira de roda esperando o parecer do medico. Que diante dos fatos acabou internando. Você vai no upa, nem sempre tem remédio , essa é uma realidade. Eu sou paciente do hospital estadual, e estou aguardando meu médico colocar a fistula para iniciar ou a hemodialise ou a dialise. As dores são péssimas do lúpus, Ontem eu passei o dia de cama, ir ao upa e tomar um soro que nada vai resolver. Pois bem já era onze horas da noite, quando com muito custo fui ao estadual, não queria ser internada, apenas queria que alguém da nefrologia pudesse medicar e eu voltar para casa. Apareceu uma médica super grossa, que me disse que ali não era pronto socorro, e muito menos upa.
E disse que ia pedir para a enfermeira colher o sangue e a urina, e fazer o raio x. Nesse momento a dor era tanta que queria ir para casa, deitar no chão e ficar quieta e chorar. Pois bem fiz, todo o procedimento, e a hora que questionei ela sobre a dor, a mesma chamou um segurança. Como se eu fosse uma bandida, marginal. E eu disse a ele que se ele colocasse a mão em mim , pois não estava desacatando, eu só queria que desse um remédio que aliviasse a minha, dor, e um receita que comprava. Já que no upa, e nem no pronto socorro eles não te dão uma receita. Eu sai de era exatamente quatro horas da manhã quando o resultado chegou, e ela simplesmente me disse que não tinha dado nada. E nem sequer mandou a enfermeira aplicar uma dipirona. Sinceramente a saúde em Bauru, anda de mau a pior. Gostaria muito de não ter nada disso, e poder continuar dando as minhas aulas. É o que ganhamos depois de vinte quatro anos dando aula, ser tratada com uma cachorra. Eu não sei onde alguns médicos novos estão fazendo medicina, nem para atender o meu cachorro, jamais levaria. Vou tomar as providencias necessárias, não pedi para ter lúpus e muito menos uma doença policística que vai atacando outros órgãos. E nada posso fazer, A não ser, ficar de repouso e com uma dor que não desejo para ninguém. Peço desculpa pelo desabafo, mas ando tão cansada desse descaso, que a morte resolveria bem meu problema, pois acabava meu sofrimento, humilhação", Renata Santin.

Como não se sensibilizar com algo dessa lavra? Como deixar de querer fazer algo? Mas o que? Como? Quando? Hoje ela escreve que vai se afastar por alguns dias da internet e quando melhorar retorna. Como pode se dar essa melhora?

2.) RIFA DE FINAL DE ANO DA CANTANTE ENCANTANTE AUDREN RUTH CARDOSO
Dificuldades todos passamos, uns mais outros menos. Solidariedade não nos falta, mesmo na adversidade deste cruel momento. Uma rifa para AUDREN RUTH CARDOSO, uma das vozes mais deslumbrantes dessa terra e que neste momento ainda está impossibilitada de cantar. São 100 (cem) números de R$ 10 (dez reais) cada. Abaixo o relato da querida Audren.

“Durante essa minha fase toda tenho recebido muita ajuda que agradeço do fundo do meu coração. Mas um dia as ajudas iam diminuir, pois todos possuem seus compromissos e eu sabia disso e esse dia chegou. Infelizmente ainda preciso da ajuda da cuidadora e está ficando difícil apesar de toda ajuda. Entre tudo o que me fizeram, dos bingos, rifas e tudo mais tenho aqui comigo uma escultura linda doada pelo Silvio Selva. Me atrevi e dei o nome de “ANJO GUERREIRO". Não sei se o criador aprovaria. Acho linda. Em outra situação compraria para mim. É uma obra de arte linda demais. Já me peguei falando com ele. Então será que uma rifa não seria possível? Entre as pessoas que vocês conhecem, poderiam me ajudar nisso? Pensei em vocês, Henrique, Ana e Helena, mas por favor não se sintam obrigados. Se puderem. Se sim, passo o celular do meu irmão, o Altayr (14.99702-9999) que junto de uma prima minha, estão cuidando dessa parte financeira para mim. Pode ser? Desculpem e obrigada!! Um beijo grande pra vocês todos e quem puder participar da rifa!
AUDREN RUTH CARDOSO - Meu celular 14.99602-5459”

Quem quiser depositar em conta, pode fazê-lo para mim ou para minha mana Helena Aquino e os dados bancários passamos via inbox do facebook. A intenção é fechar a venda da rifa antes do Natal e para isso ocorrer, depende de como for a reação de tudo, todas e todos. Vamos nessa?

3.) A SOLIDARIEDADE EXISTENTE ENTRE NÓS – “NÃO IMPORTA O TIME, MAS A SOLIDARIEDADE”
O ALEMÃO, nosso querido comandante da Kananga se foi e com ele, até estar completamente restabelecido tudo à sua volta, dificuldades mil. Cleusa Madruga resiste bravamente a tudo e está lançando hoje uma RIFA para custear suas despesas. São R$ 10 reais cada número e como brinde um tapete com o escudo do São Paulo Futebol Clube. Esse é o momento para não se olhar o que será sorteado, mas sim a relação de amizade existente entre todos nós, os que continuamos na lida e com tudo pela frente. São apenas 50 números e a CARTELA permanecerá esse tempo todos nas mãos da Helena Perazzi de Aquino, rua Maria José 6-50, centro Bauru. Vamos todos colaborar e dar essa alegria pra querida Cleusa. Quem vai ser o primeiro?

VAMOS TERMINAR DE VENDER A RIFA DA CLEUSA MADRUGA
A rifa do tapete com a estampa do time do SP foi lançada aqui. Mais da metade já foi vendida, mas ainda falta algo mais para o seu fechamento. Com um último impulso a gente chega lá e consegue levar um sorriso diferente para o rosto da querida Cleusa nesse final de ano mais que doloroso. Batalhadora em todos os sentidos e meios, a manager do Kananga Do Alemão segue altaneira, cabeça erguida e ciente de que, mais dia menos dia, tudo estará devidamente resolvido e com sua merecida pensão do saudoso Alemão. A rifa continua de posse da mana Helena Aquino e quem se interessar pode contar por aqui, depositar em sua conta ou na minha, ou até mesmo passar em sua casa, na rua Padre João. São meros R$ 10 reais cada.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (64)


MOMENTO INSANO DA MÍDIA MASSIVA, O PRÊMIO DESATENÇÃO DOS TOMATEIROS E ALGO EXPLICANDO DOS MOTIVOS DA ESCOLHA DO PREMIADO 2019 - COMO SE DÁ A MANIPULAÇÃO DAS MASSAS
Bauru não está mesmo fácil. Tento ouvir rádio e todas estão pela hora da morte. Da Velha Klan, o que sobrou da velha Auri-Verde e das demais, o que de pior temos no jornalismo brasileiro. Algo caolho, visão sob a ótica preconceituosa e odienta de enxergar somente um dos lados da questão e demonizar o outro. Perderam totalmente a credibilidade. No jornalismo das demais, nada de novo, o batidão de sempre, sem nada propondo o fim desse triste momento brasileiro, mas todas buscando a sobrevivência e com acordos espúrios. Nada diferente do que ocorre na TV. A TV Tem é a cara local do jornalismo produzido pela TV Globo e assim sendo, uma verdade falsificada, sob a ótica dos poderosos e de quem hoje tenta salvar a própria pela diante do que virá pela frente com Bolsonaro. Da Record e das demais, nada de novo, tudo de velho, carcomido pelo tempo. Da imprensa escrita, resta o Jornal da Cidade e dele, desde sua fundação, sempre deixaram bem claro possuírem um lado e ele defenderem, daí o que esperar de algo assim? Nada. Ouço algo, vez ou outra, pela rádio Unesp, mas muito esporádico, contido, medrosos e pisando em ovos e agora sendo regulados pelo desGoverno Dória. Resta. Ainda bem, algo vislumbrado pelas redes sociais. O Jornal Dois um desses, dando sequência ao que foi um dia, o Participi. A verdadeira informação flui pelas vias alternativas, filtrando escritos aqui e dali, pois no meio disso de cada pessoa ter se transformado em jornalista, algo de bom e também de muito ruim.

Com um quadro mais ou menos com esse enquadramento, algo precisa ser feito. A imprensa massiva deixou de atender os interesses do povo, para prestar serviço para o que pior temos hoje no país. A gente vê, lê e escuta por falta de opções e até para se certificar do baú de maldades despejado sob nossas cabeças e mentes. E eles não perdoam, produzem continuamente uma bestialidade para endoidecer mentes. Como o povo vai conseguir separar o joio do trigo, dizer o que de fato é informação e o que é pura lavagem cerebral? Se até os mais conscientes algumas vezes caem no conto, imagino o povão recebendo diuturnamente uma distorcida informação. Caem como patinhos e nem são totalmente culpados pela reprodução do besteirol, pois a enxurrada é tão forte, tão intensa, praticamente impossível de não se deixar levar. Misturam algo aproveitável com o que querem de fato passar, o conformismo com a situação e enganando a tudo e todos, prescrevendo que quem de fato ajuda o povo vem a ser seu inimigo. E a maioria cai como patinho na armadilha. Reproduzem aquilo que lhes passam, cegos, eternos incautos. Mas o que fazer diante disso tudo? E se tudo está ruim, com o que vem pela aí, resultado da escolha popular totalmente fora de propósito, tudo deve piorar e muito.

Ontem na feira, sentado no Bar do Barba novamente o assunto veio à baila: e para quando criaremos coragem para produzir algo diferente, segundo uma concepção palatável, defendendo os interesses da maioria do povo brasileiro, seus trabalhadores e afins e não o dos donos do poder? A ideia de uma RÁDIO WEB sempre vem à tona e não sai da mente de muitos. Mas como? Existem experiências em vigência na cidade. A rádio web do José Esmeraldi, a Rádio Saudade é uma delas. Ele persiste, insiste e demonstra ser possível. E por que não uma com esse formato libertário, mas com falação, debates, entrevistas, pontos de vista diferenciados e mostrando a informação sob outra vertente? Quando o bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco BAURU SEM TOMATE É MIXTO escolhe, quase por aclamação num encontro de final de ano, ocorrido no último sábado que, o Prêmio Desatenção 2019 será dado para a rádio Jovem Pan, denominada por todos como Velha Klan, a certeza de que o jornalismo local deixou muito a desejar neste ano. Uma discussão a ser ampliada, pois ela não ocorre por perseguição ou nada parecido, mas por simples constatação de algo sendo feito para distorcer os fatos, inverter o ocorrido. Quando se dá uma escolha como essa e da forma como ocorre, nada melhor do que sugerir algo mais, um histórico do que vem a ser essa rádio, seus próceres, o que representa, como se dá a investida dela por todo interior paulista e quem é o seu diretor na local da aldeia bauruense. Algo a ser construído coletivamente por muitos.

Vamos produzir uma seleção de depoimentos a esse respeito, até para não dizer que a escolha foi algo de poucas pessoas. Serão variadas pessoas, os corajosos desses tempos, explicando algo sobre esse cruel e insano momento da mídia local e nacional. Enfim, dos motivos de não existir hoje uma só rádio na contramão do nefasto neoliberalismo, produzindo algo sobre essa baboseira de defender as leis de mercado como solução para tudo, pregando algo consistente contra as injustiças perpetuadas com o golpe de 2016 e o que está sendo instituído após a chegada dos golpistas ao poder. Será uma espécie de balão de ensaio para a novíssima rádio web, ainda em gestação, mas podendo explodir mais rápido do que se possa imaginar. Quem puder já ir dando sua contribuição por essa via, ideias e sugestões, serão todas bem vindas.

domingo, 16 de dezembro de 2018

DICAS (179)


PREOCUPAÇÃO COM A NOVA COMPOSIÇÃO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA DOS VEREADORES DE BAURU: O DECLARADO CONSERVADORISMO

Ontem foi eleita a nova mesa diretora dessa Câmara, agora encabeçada por José Roberto Segalla DEM, vice-presidente Benedito Meira PSB, primeiro secretário Roger Barude PPS e segunda secretária Yasmin Nascimento PSC. Declaradamente conservadora, algo preocupante, pois diante de um também Governo da mesma linhagem na esfera federal, algo de problemático para o desmembramento das relações com as questões sociais, tão candentes no cenário bauruense. Uma delas já se mostra mais que em evidência. Nota da Coluna Entrelinhas, do Jornal da Cidade, edição de hoje, domingo, 16/12 deixa bem claro como vai se dar a relação da nova mesa com algumas questões pendentes com o Executivo Municipal:

“Vai ao MP - Eleito vice-presidente, Coronel Meira é autor do pedido de criação de uma CEI para investigar o pagamento da prefeitura ao proprietário de um lote na região Oeste. Disse que não irá "ceder a pressões" e que, diante do provável arquivamento da solicitação na Câmara, vai protocolar, nesta semana, representação no Ministério Público (MP) para que o caso seja investigado”.

O que seria isso? Destrinchando o embutido na decisão já tomada, oficializada e comunicada a quem de direito, ou seja, para o prefeito municipal, o vereador Meira fecha questão e bem ao estilo Bolsonaro prega abertamente para que a Prefeitura rompa acordo com os assentados dos vários acampamentos/assentamentos espalhados pela cidade e coloque na rua todos os ali residentes. O principal atingido seria o Nova Cannã, o maior deles, cujo pedido de reintegração de posse já foi oficializado e está em trâmite.

Numa linguagem simples e direta, o que ocorre de fato e de direito é a pressão declarada para que o prefeito não cumpra o prometido com os assentados, criando dessa forma um imenso problema social na cidade. Meira, pelo visto, pouco se importa com isso, pois em seu discurso e prática, algo exatamente no campo oposto ao atendimento dos anseios advindos dessa camada importante da população, a necessitando de um lugar para morar, se estabelecer e a partir daí, tocar suas vidas. Insensibilidade como ponto de partida é regra básica de sua função legislativa. Deixa evidente que, o prefeito terá contínua pressão não só dele, mas dos ligados à mesma linha de pensamento e ação e se existe alguém a ser pressionado a partir de agora, creio não deva ser o prefeito, mas esse vereador, pois além de contribuir decisivamente para o agravamento da questão social, se mostra insensível e intolerante. Nada que causa espanto ou rubor, pois essa é sua prática legislativa desde o princípio.

O novo presidente da Casa de Leis bauruense, vereador Segalla, ex-homem ligado ao Judiciário, tem muito o que pensar antes de embarcar nessa “vibe”, pois além de macular sua imagem de conciliador e “independente”, estará se vinculando a tudo o que é de mais retrógrado nas questões envolvendo as demandas sociais na cidade. E o prefeito, se quer manter uma administração com os olhos voltados para os interesses dos munícipes e não o dos interesses de alguns vereadores, precisa se escorar na força desses movimentos e resistir, impor sua decisão e não entrar na vala comum dos que se vergam diante do oponente querendo vê-lo sob seu jugo, dominado e de fácil manipulação.