quinta-feira, 22 de agosto de 2019

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (150)


QUAL A ORIGEM DESSAS AÇÕES MILIONÁRIAS? EXISTE LIGAÇÃO UMA COM A OUTRA?
"Depois do "Viaduto do Tidei", vem ai "Herança do Agostinho" Ações da Floresta Urbana, terrenos situados ao longo da rodovia Bauru-Iacanga e da avenida Nações Norte", frase de Claudio Lago nas redes sociais. Pipocando uma atrás de outra ações milionárias, todas já com prazo de defesa ultrapassados e referentes quase todas sob o mesmo tema. Algo de muito estranho ocorreu em Bauru, tudo ao mesmo tempo, para desaguar no que se vê estourando no momento. Ninguém até o presente momento foi convincente a ponto de esclarecer dos motivos disso tudo estar ocorrendo de uma só vez, pipocando uma atrás de outra, todas tendo início quase no mesmo período, nenhuma tendo defesa e por fim, tudo recaindo sob os costados dos cofres públicos municipais. Puxando o fio dessa meada deve vir algo escabroso, ainda oculto, mas já colocando o rabinho pra debaixo do sofá. Ou desta vez a Prefeitura Municipal quebra de vez ou algo é feito para esclarecer o que foi feito em série, botando um fim em sacanagem mais que explícita, com denúncias sérias de como foi o procedimento. O que não dá é para permanecer indiferente a tanta nova notícia. Dizem que a maior de todas ainda está por vir e essa vai ser para arrasar não só o quarteirão, mas tudo o mais, não só à sua volta, como os cofres todos. Alguma suspeita?

PASSOU DA HORA DE ESTANCAR ESSES PROCEDIMENTOS DE UM BRASIL DOENTE, DEMENTE E CADA DIA MAIS PERIGOSO...

COMO DISCUTIR SENSATAMENTE COM QUEM PENSA DESTA FORMA E JEITO:
- "A fumaça que cobriu São Paulo estava estocada há 16 anos pelo PT e só foi liberada agora para prejudicar o governo do mito".
- "A esquerda é unida: deputado, dizem que o ladrão condenado em 2 instâncias é preso político. Enquanto isso muitos criticam JB por qualquer bobagem".
- "Foi preciso esperar Sérgio Moro e 17 anos para que Carlos Narambuena, o facínora cruel preso desde 2002 por sequestrar Washington Olivetto, fosse extraditado para o Chile. Ali está condenado à prisão perpétua. Aqui tinha proteção do governo da Esquerda. É esse o Brasil que nós escolheu".
- "GOVERNADOR SONHO DE CONSUMO 🇧🇷 - Quiseram "medir a febre" do governador Witzel? O boi de piranha foi abatido... Parabéns Governador PMERJ".

Tem quem diga que sou paciente demais da conta, pois dou corda para esses abilolados defensores do Bolsonaro, mesmo depois de todas as evidências dos seus seguidos danos ao país. Ceguetas profissionais, tenho muitos desses ainda no rol dos "amigos" (sic) internéticos e vez ou outra arrisco tentar um diálogo, verificar se existe uma mínima possibilidade de recuperação, dos olhos serem abertos e algo ser enxergado além dos aviões de carreira. Proponho em alguns casos algo como, "não precisarem se alinhar com os ideais de esquerda, do PT ou de qualquer outro nessa linha, mas somente serem sensatos e deixar de seguir o mais abilolado". Não tenho tido bons resultados e desse das frases entre aspas, todas de uma mesma pessoa, ainda li algo assim: " já falei larga do seu que eu largo do meu". Desisti.

E DIZER QUE ESSE HORROR DE POLÍTICO VEIO FINCAR RESIDÊNCIA EM BAURU - DIGNO REPRESENTANTE DESSE BRASIL PODRE, DOENTE E DEMENTE

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (125)


OS FAZENDO QUESTÃO DE SEGURAR EM FIOS DESENCAPADOS - ALGO DEPOIS DO BEIJA MÃO À SERGIO MORO

Dias atrás o jornalista Mino Carta respondendo a uma pergunta sobre até quando o Brasil suportaria esse desGoverno bolosnarista, sua resposta foi mais ou menos assim: "Sempre, pois por aqui se renovam os que adoram segurar em fios desencapados". Ótima para compreensão deste momento, encruzilhada entre todo o baú de maldades despejado sob os costados do povo e os que ainda ousam apoiar isso tudo, como se nada estivesse acontecendo. Ainda ontem nas redes sociais alguns dizendo serem "comunistas" os que são contra o desmatamento e queimadas patrocinadas por Bolsonaro & Cia. Durma-se com uma barulho destes. Entrando nessa conversa, Guardião, o super-herói bauruense, um dos tantos não conseguindo se segurar e logo querendo comentar algo mais depois da passagem do ministro Sérgio Moro pelo Quartel da PM (ele passou pelo Quartel e não por Bauru). "Lá no tal quartel da PM não se viu povão, só gente de holerith nos bolsos, como a querer prestar contas de lá estar, querendo aparecer nas fotos e depois justificar a presença, até para garantir a boquinha. Cenas insólitas de declaração explícita de amor incondicional, mesmo após tudo o que já foi revelado, causando estupefação internacional, mas aqui, no seio da atual sociedade brasileira, louvor, júbilo e apoio. Claras e evidentes demonstrações dos motivos de nosso atávico atraso. Enquanto estiverem apoiando o algoz, nunca que andaremos para a frente", diz.

Foi mais fundo. "Isso é mais que segurar em fio desencapado, é loucura, jogar contra o próprio patrimônio nacional, mas nenhuma novidade. Para encurralar quem fez algo a favor dos interesses populares vale tudo, até ver o país se incendiar, como de fato ocorre neste momento. Ir tirar fotos com quem perpetrou irregularidades já comprovadas contra mínimos preceitos jurídicos é fichinha perto do que alguns hoje fazem. Espanta é ver em algumas fotos, todas já nas respectivas redes sociais, de alguns em completo estado de êxtase, baba escorrendo pelo canto da boca, como fã louca para aparecer na fotografia ao lado do seu ídolo. A pessoa estar lá representando algum órgão público é até justificável, mas fazer de tudo, furar fila, puxar o sujeito pelo braço, ir colocando o braço no entorno do corpo do sujeito, aquele sorriso como que ganhando um doce, esses mostram definitivamente, não só de que lado estão, mas o quanto valem dentro desse hospício hoje denominado Brasil", continua Guardião.

A fala do super-herói bauruense vai além e seu comentário perpassa sobre outros temas. "Isso de pegar em fio desencapado não é de hoje. Estamos às portas de outra campanha à prefeito e o que mais se vê são críticas aos hoje vereadores, porém muitos destes já são declarados candidatos e muitos bem cotados. Ou seja, ou a memória é mesmo muito curta, ninguém está entendendo mais nada ou os influenciáveis por enganosas propagandas, ditos como massa de manobra, pululam e nunca sairão de moda. A balela para a efetivação do golpe de 2016, o que destituiu Dilma foi por fim à corrupção, não dela, mas num todo, mas hoje, aqueles que estiveram nas ruas trajando a camisa da seleção fazem vista grossa para as atuais barbaridades, continuando ad eternum dizer tudo ser culpa dos de antes. Desavergonhados, isso sim. Com Moro a mesma coisa. Até ontem se pregava respeito às leis, ordenamento jurídico construído ao longo de décadas, mas quando quem as infringiu foi um dos seus, o discurso muda e agora, esses mesmos, ou se calam ou repetem como papagaios de pirata, tudo ter sido para estancar um mal maior ou pior, ele pode, pois está acima do bem e do mal. São esses os que tiram fotos ao lado de gente como Moro e as exibem como troféus. Como o país sairá da situação em que se encontra com gente assim referendando o algoz?", encerra sua fala nosso vetusto capa e espada, esgrimista das boas causas.
OBS.: Guardião é obra do divinal traço de Gonçalez Leandro, com pitacos escrevinhativos do mafuento HPA.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (76)


PARECE MENTIRA, MAS É A MAIS PURA VERDADE


1.) "EU VOU VOLTAR PRA POLÍTICA PRA ROUBAR MUITO MAIS DO QUE DAS OUTRAS VEZES", DIZ O CONFUNDIDO E O ARDOROSO FÃ QUASE SE AJOELHA AOS SEUS PÉS

Essa ouvi de um famoso personagem desta aldeia bauruense, sendo dia desses confundido na rua com um famoso político local. O sujeito além de o confundir com o dito político, faz questão de o abraçar calorosamente, desses enlaces de urso, sem querer mais soltar. Estavam numa roda de conhecidos e esse diz como se dirigindo ao político: "Tanto tempo não vejo o senhor. Que saudade, quero muito que volte pra política, pois faz muita falta, eu e minha família temos muita saudade de tudo o que já fez por nós, por essa cidade e muito ainda tem para ser feito". Sem nenhum constrangimento, primeiro conseguiu de desvencilhar do abraço e disse também em altos decibéis, para ser ouvido por todos: "Penso em voltar sim, sabe que na época em que atuei eu roubei muito, enchi meus cofres, mas a grana está acabando e creio, terei que voltar para roubar mais e ficar mais um bom tempo sem fazer nada, só gastando a grana roubada".

O sujeito nem se ruborizou e parece não ter dado a mínima para o dito, continuando a bajulação: "O senhor não imagina a falta que faz pra todos nós. É de gente como senhor que precisamos. Não pense mais, volte mesmo e tenha certeza, meu voto e de todos de minha casa serão do senhor". Foram mais alguns minutos de rasgados elogios e sempre repetindo ao mesmo: "Sim, é o que farei, voltarei para roubar muito mais do que nas outras vezes". Quando o sujeito se foi, já lá longe tenta continuar a conversa com os demais na roda e para um deles diz: "Não te disse, você fica com esse papo aí de querer salvar o mundo, de que é a honestidade que vai salvar o mundo da política e agora com isso que aqui presencia, o que me diz? Ainda pensa do mesmo jeito?". A conversa se prolongou, primeiro entre risos, depois apreensão e desilusão. Ah, se soubessem quem foi o político confundido, muita confusão estaria estabelecida pela frente (e também por trás). A perdição está mais do que enfronhada no seio do mundo em voga, foi a conclusão de todos.

2.) O CARA PASSOU APUROS PARA EXPLICAR A ORIGEM DAS FAZENDAS DO FILHO DO LULA
Antonio Pedroso Junior é o popular Chinelo, esquerdista de quatro costados e nem por isso petista. Todo sensato sabe muito bem que nem todo esquerdista é petista, mesmo sendo isso repetido como mantra pela boca suja dos bolsomínions. Exímio contador de histórias e de causos, essa ele jura ser a mais pura verdade, deixando seu interlocutor em maus lençóis. Ele está essa semana entre nós, hospedado num no centro desta aldeia e sempre que por ali chega é saudado de forma irônica por um dos porteiros, com gracejos contra a esquerda, o PT e como sempre Lula. Desta feita já vendo o Chinelo se aproximar foi tascando: "A filharada do Lula só apronta, veja agora o filho dele e suas dezenas de fazendas lá no Mato Grosso, essa vergonha, comprovada e escancarada, todos sabem e ninguém faz nada. Só mesmo o PT para ter gente assim". Calmamente Chinelo pega seu celular diante do dito cujo e disca um número qualquer falando em alto e bom som, para ele e os demais no lugar ouvir:

"Alex, tudo bem? Sei que deve estar muito ocupado aí neste momento com suas funções de delegado da Polícia Federal, mas precisaria que viesse aqui agora onde me encontro no saguão de entrada do hotel Y. Sabe onde fica? Pois é, acabo de ouvir aqui de um funcionário do estabelecimento algo que vocês tanto procuraram nesses últimos tempos e até agora não encontraram, mas o sujeito sabe de tudo. Ele acaba de dizer que conhece todas as tais fazendas do filho do Lula e diz até onde se localizam, no Mato Grosso. Não me pergunte em qual dos dois. Ele vai te explicar direitinho. Sim, ele está contando isso aqui pra todo mundo ouvir. Venha correndo, traga mais uns dois policiais para gravar tudo e dessa vez vocês vão pegar o danado que só se esconde". Nisso o tal do hotel já estava segurando Chinelo pelo braço e ao vê-lo desligar o telefone, se desmilinguindo ainda conseguiu dizer num fiapo de voz: "Você não fez isso comigo, né? Não é verdade, né?". Chinelo demorou para desmentir e por uns bons momentos viu o boquirroto se esvair num poço de lamentações, quase choro. Desta forma e jeito, nos ensina como reagir com mentirosos de plantão, inventadores de estórias, as que repetem em alto e bom som, deslavadas invencionices. Creio que o gajo deve ter aprendido e levado uma bela lição. E o que dizer da Ferrari de ouro, também do mesmo dono?

3.) FIASCO MORISTA - ESTÁDIO VAZIO: CADÊ A MULTIDÃO?
Um defensor intransigente de Sergio Moro, desses ceguetas que, mesmo após todas as revelações, nenhuma desmentida, das falcatruas jurídicas e criminosas do então juiz da Lava Jato, se desviando da legislação existente, pois bem, o sujeito faz vista grossa, finge não ser com o seu apadrinhado e continua a beatificá-lo como santo (mesmo sendo do pau oco) e tenta ironizar com a quantidade dos que estiveram lá foram do quartel da PM ontem, quando da passagem do vetusto ministro em terras bauruenses. Faz ironias variadas, goza, ri e não enxerga o próprio rabo. Fiasco mesmo passaram os seguidores do Moro, pois lá dentro do quartel, os profissionais trabalhando e só holerites, ou seja, os que ganham (e muito) para estarem do lado onde se encontram, a favor dos atuais desmandos contra os interesses da maioria do povo brasileiro. Foi a maior coleção de "chapas brancas" reunidos num só lugar, todos demonstrando o lado onde se encontram, a favor da significativa parcela do 1% deste país. Muitos nem fazem parte desse time, mas ali se encontravam, mais por causa dos tais holerites, ou seja, fazem de tudo e mais um pouco pela manutenção de seus nomes no ganha pão financiado pelo dinheiro público.

Mas a vergonha que quero lhes relatar não foi a dos que estiveram ali do lado de fora do quartel protestando contra as repetidas mentiras de Moro, demonstrando seu caráter mais do que comprometedor. Vergonha mesmo foi lá do lado de fora do quartel um caminhão com uma pick-up e nele um telão, que foi colocado na esquina para os que viriam lotar os arredores para ver o tal do mentiroso do Moro e ali assistiriam tudo o que se passava lá dentro. Sabe quantos estavam lá fora? Muito mesmos do que os protestando. Creio que umas três pessoas. O tempo passou, o telão ali nem foi ligado, até que o levaram, ou seja, o esconderam para não passar mais vergonha. O caminhão foi postado na esquina da entrada do quartel, num local proibido, recheado de policiais militares, sendo que nenhum deles se dignou a multar o infrator. Quem gastou uma grana contratando a tal empresa deve ter ficado bastante decepcionado, pois o tal astro pop da hoje quase imprestável Lava Jato não levou ninguém do povo para as cercanias do quartel? Moro só não está abandonado e entregue ao ostracismo, pois tem muitos acertos de contas a prestar para a nação. Mas que foi uma grande vergonha isso foi...

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (128)


DIÁRIO DA PASSAGEM DE MORO POR BAURU
Tudo começou dias antes com a notícia de que o ex-juiz da Lava Jato e hoje ministro da Justiça do desGoverno de Bolsonaro, o já declarado deturpador da Justiça, Sergio Moro estaria em Bauru para inaugurar o novo sistema de monitoramento do COPOM, o Centro de observação vias câmeras espalhadas pela cidade, órgão da Polícia Militar. A visita foi hoje e como não poderia deixar de ser, lá estávamos, os de sempre, os que botam a cara para bater, os que colocam o bloco nas ruas, os que enfrentam os dragões da maldade, os que ousam não ter medo e receio. Uma faixa foi confeccionada e rateada entre todos com os dizeres em estado grandioso, MORO MENTE e logo pela manhã sabíamos o lugar onde o que teve suas peripécias divulgadas pelo The Intercept estaria na cidade, no Batalhão da PM, mais conhecido como quartel da vila Cardia. O horário do evento, 14h e a partir disso, cientes de que todo o entorno estaria tomado, ocupado e com acesso dificultado, quando não impedido, foi pensado em recepcioná-lo a contento logo na chegada na cidade, num dos aeroportos. Mas qual deles? A imensa maioria dos que aportam nessa terrinha em jatinhos desprezam o de Arealva, pela distância e desconforto, preferindo descer no Aeroclube, mais central e um pulo do centro da cidade. Foi marcada uma pequena concentração para o pátio deste aeroporto, algo começando em torno das 11h30. Antes, bem no começo do dia, para esquentar os tamborins publico no facebook, aquecimento de ânimos um posto com os seguintes dizeres: "O encolhido e acuado Moro chega em Bauru daqui a pouco - Impossível não querer soltar a boca contra seus pérfidos desmandos. Na rua desde já...". o fiz baseado num dos editoriais da Folha de SP, edição de hoje que começa deste jeito e maneira: "Sergio moro, que entrou no governo como um Super-Homem, foi reduzido a Homem Formiga". Ou seja, o cara está em baixa, sendo levado em banho maria, mas aqui pelo interior paulista, algo é feito ara tentar ampliar um bocadinho mais sua estada como ministro.

No momento Aeroclube a faixa foi apresentada a todos e numa decisão de primeira instância dentre os presentes foi deliberado uma foto diante de uma estátua de um dos carrascos deste nada auspicioso momento, o bauruense astronauta Marcos Pontes. Muitos queria mesmo urinar no pé da escada, diante de tanta ineficácia e falta de coerência, juntada com maledicência de uma pífia atuação, mas por fim, foram votos vencidos e venceu a foto. Conversando com uma atuante rede de informantes infiltrados nos mais diversos escalões das decaídas instituições bauruenses é descoberto que, Moro desceria no outro aeroporto. Desmobilizado o ato surpresa, ou seja, uma espécie de estraga prazeres, somos desmobilizados e todos seguem para as imediações do COPOM. Outros voltavam no outro aeroporto, onde foram devidamente informados de todos os passos dados pela trupe do limitado ex-juiz, dados repassados por pessoas que se encontravam no local e não concordando com o aparato protetivo de grande envergadura utilizado na proteção de um ministro em decadência, contam em detalhes algo de um beija-mão como a muito tempo não acontecia na cidade, mas hoje volta a ocorrer e sob uma névoa cobrindo quase toda cidade, muito apregoando ser causada pelo desmatamento ocorrendo no país de forma acelerada e criminosa. Poderíamos ter produzido uma recepção na rodovia, até com a colocação de uma baita Lula Livre sob uma das passarelas nas imediações da vila São Paulo, mas a opção vencedora me votação apertada foi a de todos incidirem próximos do local do convescote marcado pelo conluio golpista.

Enquanto isso, um dos nossos, uma ovelha desgarrada acabou tendo uma outra ideia e se dirigiu para o local do evento bem antes dele começar e quando lá chegou sem a presença ainda ostensiva do aparato protetivo de grande monta, munido de cartazes produzidos por ele mesmo, consegue se posicionar bem diante da entrada principal do quartel. Ele vem pelo jardim Santana, atravessa a linha numa passagem a pé, sobre uma escadinha e chega na rua sem saída, bem defronte o portão principal. Quando se dão conta da presença de um forasteiro para a insana festa que ali ocorreria, alguns tentam admoestá-lo e um mais ousado, talvez um policial a paisana, quase consegue arrancar de suas mãos os cartazes. No quiprocó até é ameaçado de detenção, porém, quando diz que até vai para o plantão, mas só que junto do agressor que momentos atrás tumultuou o local tentando lhe subtrair os cartazes. Como o dito cujo já havia sido desaparecido, tipo o que foi feito com o Queiróz, aquele que denunciaria a família toda do Bolsonaro e os levariam para a cana dura, esse também não foi mais localizado e diante disto, acabaram o deixando permanecer por ali. Trata-se de João Félix Filho que, pelas redes sociais desabafa: "Quando cheguei eles ainda não tinham interposto obstáculos. Fui agredido, tentaram arrancar meus cartazes. Tentariam me levar para delegacia. Mas falei que não sairia daqui a menos que o agressor aparecesse". Ele consegue postar ao menos um dos seus cartazes, os demais enrolou, colocou debaixo do braço e os segurou com força até nossa chegada algum tempo depois. 

Quando os informantes, essa rede a ajudar incautos cidadãos como nós, nos avisa que Moro estava a caminho num veículo preto e com batedores na frente e nos seus fundilhos, fincamos o mastro da bandeira da resistência na esquina da Marcondes Salgado com Aymorés, quina da fábrica da Tilibra, pois o cortejo fúnebre saindo da rodovia certamente adentraria a Marcondes e passaria por ali para chegar ao seu destino. E isso se deu de fato, pois momentos depois quatro camburões estacionam no meio da rua, interrompem o trânsito, justamente na esquina onde estávamos com faixas e o gogó preparado para receber tão aviltante visita. O danado foi de uma sem educação sem tamanho, pois passa de vidros fechados e nem se dá ao luxo de reverenciar esses abnegados que o rejeitam por gênero, número e grau. Tudo foi devidamente registrado, com muitas fotos e filmes, algo a ser mostrado com orgulho para nossos netos, pois estivemos envolvidos na resistência contra esse ex-juiz que burlou a Justiça para fazer valer as vontades de um conluio a destruir a nação. O cara passou e tudo ficou devidamente registrado para a posteridade. O Moro se vai em breve e algo dessa resistência, nela certamente todos os envolvidos terão nos registros algo para orgulho eterno.

Nisso o jornalista do Jornal Dois, Lucas Mendes já estava junto do João Félix Filho e de Tatiana Calmon na esquina da entrada principal do quartel e de lá posto algo significativo: "A imprensa comercial de Bauru é provinciana. É isso. Sergio Moro veio fazer o que em Bauru? "Conhecer" o projeto de videomonitoramento que sequer foi implantado? Qual o papel do Ministério da Justiça nesse projeto? Destinará verbas? Qual o custo aos cofres públicos (dinheiro do povo) para a logística da visita de um ministro de Estado à cidade? Qual o efetivo da Polícia Militar foi mobilizado? Qual impacto disso pra cidade e região? Qual motivo do Comando de Policiamento do Interior (CPI-4) ter homenageado Moro? O que Moro tem feito no Ministério que justificasse uma homenagem? Vários (não sei se todos) vereadores foram ver o ministro. Eles (vereadores) fizeram o quê com a sessão da Câmara Municipal que ocorre toda segunda-feira? E o contexto político que Moro está envolvido? Vaza jato? Racha com Bolsonaro? Quais os prós e contras de um projeto de videomonitoramento 24h por dia nas ruas da cidade? Quem vai nos vigiar? Quais dados científicos corroboram essa medida? Quais as discussões éticas sobre o uso de câmeras no planejamento urbano? Existem inúmeras determinações conjunturais, vários fenômenos que compõem um (aparente) simples fato da visita de Moro a Bauru. Não explorar isso é ser refém das aparências. Fica difícil defender". Essa mesma imprensa além de levantar a bola dos maledutos que passam pela cidade, não enxergam os que protestam, daí além de tudo o que foi escrito pelo Luca, são esses vesgos, ceguetas da realidade dos fatos.

Com a passagem do vetusto inaugurador de doze câmeras de segurança em Bauru, fomos todos para defronte a entrada principal nos juntar aos demais em minoria no local. No caminho alguns PMs tentam nos identificar, mas como o livre trânsito ainda não está totalmente impedido de ocorrer no país, rompemos as barreiras e chegamos todos sãos e intactos, com alguns saldadinhos consumidos no caminho, prontos para os embates até o momento da saída do local, onde como é sabido, tudo o que adentra, acaba saindo e como é do conhecimento geral da cidade, o referido quartel só tem uma entrada, tudo o que adentra pelo portão da frente só pode sair pelo mesmo portão. Foi um recarregar de baterias coletivo, uns nos outros e o fato a lamentar foi que a PM, vendo a movimentação no bar ali nas imediações o manda baixar as portas, impedindo que o comerciante pudesse auferir algum lucro derivado de nosso consumo. Todos ali permaneceram até que teve início a debandada dos chapas brancas, os carros com aquelas placas identificando serem do Poder Executivo das cidades no entorno da aldeia bauruense. Muitos passavam com os vidros fechados, alguns envergonhados do ato de beija mão ali praticado, outros abaixando a cabeça e uns poucos provocando os que ali estavam para denunciar a presença de tão aviltante pessoa em território longe de sua esfera conspirativa. Apupos de toda natureza foram desferidos na passagem de fuga do algoz do país, conferindo um ar de sobriedade ao ato de resistência ali perpetrado. Uma foto coletiva foi tirada, até para ajudar as autoridades na identificação dos presentes e com a saída de tudo e todos, desmontamos nossa barraca do local, não sem antes deixá-la de prontidão para outros próximos embates, onde tudo será novamente mobilizado. 

Esse o breve relato deste mafuento hoje na parte da tarde, quando se ausentou de suas atividades normais, para se dedicar num bocadinho de tempo para esbravejar nas ruas contra os desmandos provocados por uns governantes insanos e seus ternos puxa-sacos, rodeando um sujeito em fim de carreira, pois diante de tudo o que tem aprontado com a nação, mesmo que tentem segurá-lo, já se tornou pesado demais da conta e sua sustentação já se torna pesada demais, mesmo para esse despirocado pessoal lá hoje instalado no Palácio Central. Cada um que aparece por aqui...

domingo, 18 de agosto de 2019

BAURU POR AÍ (167)


DOMINGO É UMA COLCHA DE RETALHOS E AQUI ALGUNS DELES

1.) CONVITE EM CAUSA PRÓPRIA PRA LOGO MAIS 15H
O que se faz num domingo à tarde? Boa pergunta. Talvez um futebol na TV, uma soneca após almoço mais substancioso ou um zanzar sem rumo. Poucas opções. Pois de algumas semanas para cá, algo novo no ar e com data e horário sendo firmados no inconsciente coletivo: todo domingo a partir das 15h tem algo novo acontecendo no novíssimo Centro Cultural Acesso Popular, ali ao lado do Bar da Rosa. Neste domingo estarei lá inserido no contexto, junto de mais dois, Claudio Lago e Murilo Nunes. A barca vai ser essa: primeiro uma Exposição de fotos uruguaias tiradas pelo gaúcho Murilo Nunes quando da posse do governo Mujica, ele pessoalmente nas ruas de Montevidéu e clicando tudo o que via pela frente. Fez uma seleção e a exposição com o resultado está exposta a partir de hoje. Só isso valeria a pena marcar presença por lá, mas tem mais, um BATE PAPO com ele, comigo e com Cláudio Lago sobre algo a mais dessa AMÉRICA LATINA, onde estamos inseridos e meio que apartados. Falaremos disso tudo e muito mais, numa tentativa de fazer valer a ideia da PÁTRIA GRANDE, uma possibilidade abalando estruturas. Vai ser uma falação coletiva, um papo entre amigos, ideias lançadas ao ar e buscando liga com os presentes.

Juntaremos isso tudo ali possibilitado, a exposição do Murilo, um papo que rende uma conversa sem fim, minha recente viagem para Argentina e meu olho clínico nas ruas daquele amado país, junto com o elo observador de um bom crítico, o Lago, que mais que observa, anota, registra e tenta decifrar o que está em curso, o que pode acontecer, o que já aconteceu e seus personagens, possibilidades e intercorrências. Ou seja, o papo vai dar pano pra manga e pelas fotos ali vistas, um incentivo para rolar algo mais do que agradável. Confesso aqui, não fui convidado para o bate papo, fui intimado, pois quando vi meu nome estava lá no cartaz e sem possibilidade de declinar. Não tive outra opção, aceitei e junto deles lá estarei. Renato Magú, um dos idealizadores do novo espaço assim escreveu sobre o evento:

"Domingo já esta aí e receberemos mais uma atividade inusitada no Centro Cultural Acesso Popular. Além de muita arte, música e cultura, teremos também política, com um bate papo com Murilo Nunes, Claudio Lago e Henrique Perazzi de Aquino.
Murilo Nunes é sociólogo, especializado em antropologia, e produtor da exposição fotográfica "Mujica 2009: Cotidiano e Vitória", que também estará no Centro. Já Cláudio Lago e Henrique Perazzi vêm representando o Núcleo de Base DNA Petista, coletivo de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) atuante na cidade de Bauru. O objetivo é conversarmos sobre a conjuntura política e antropológica não só do Brasil, mas sim da América Latina como um todo de alguns anos para cá.

Lembramos que o evento é aberto a todos e a contribuição é voluntária. Também teremos nosso tradicional bar com bebidas e com os maravilhosos drinks da Continentaldrinks Bigheti, e também nossa feira de artesanatos, além daquela discotecagem maneira pra acalorar nosso povo.. Vem!!".

É conversando que a gente se entende, ou pelo menos, tenta se entender...


3.) DESCONSOLADO
Daqui instantes tem Noroeste no Alfredão e foram me arrumar coisas para fazer justamente no horário da contenda do time de minha aldeia, o do meu coração.

4.) BANCA VERMELHA
Banca animada na Feira do Rolo:
Vagner Aparecido Crusco e Lilian Miranda num auspicioso trabalho dominical, colhendo assinaturas pela liberdade do Lula, vendendo bottons, camisetas e relacionando interessados em ir pra Curitiba dia 14/09.

5.) O MUNDO TEM SALVAÇÃO
Jornalista Chu Arroyo traz pra Feira do Rolo, Banca do Carioca, só para ver, cheirar, sentir, folhear, manusear e ler livros, os seus pais e desta forma ganham todos uma sobrevida de pelo menos mais uns vinte anos.

6.) PARADA PARA OUVIR E VER RAUL
Raul Magaine tocando não só Raul, mas desta feita Paulinho Diniz no lugar mais arejado nas manhãs dominicais bauruenses, a do Bar do Barba, boca de entrada da Feira do Rolo. Esse cara sabe tudo de estrada, de Raul, de poeira, cantoria nas vicinais e de paradas para mijar, fumar e perder o celular.

7.) CHEGANDO A HORA
Trio de falação latina logo mais no Centro Cultural Acesso Popular - Tá faltando você...

8.)
UMA HISTORINHA DESSES TEMPOS - MUJITO COM VODCA
Bem Bauru essa que relato a seguir. O sujeito é barman, diplomado e reconhecido pelos que o conhecem, faz drinques variados e múltiplos para todos os gostos e situações. Circula pelas mais variadas festas, daqui e de alhures. Viaja preparando drinques para todo tipo de festa e numa delas, casa lotada, o sujeito quer tomar o famoso mojito cubano, ele ali pronto para fazer seguindo a receita original com rum, gelo, hortelã, açúcar, lima ou limão e água com gás. O cara quer a bebida mas faz questão de pedir num diferenciado preparo e fala bem alto, para ser ouvido por todos à sua volta: "Quero que faça sem isso de rum, pois isso é coisa de cubano. Aqui a gente não gosta de cubano, faça com vodca. É assim que quero beber e é assim que o brasileiro deve beber daqui pra frente, sem isso de rum". Os seus riem muito, outros se calam diante do inusitado. O barman tenta argumentar, mas é impedido aos berros e o mojito acabou sendo preparando como o sujeito queria. Por fim, ao me contar a história, revela que isso é só o começo em relação ao novo jeito de fazer valer suas preferências aqui pelos lados do coração do estado mais rico da federação. "Fui obrigado o modificar a receita, pois ele não é o único, muitos o seguem na preferência e na repetição dos motivos", me diz.Acreditem, a história é verdadeira...

9.) LATINOS AGRADECIMENTOS
O bate papo marcado para acontecer no Centro Cultural Acesso Popular ocorreu a contento e volto aqui nesse mesmo espaço onde divulguei o evento para agradecer a presença de diletos amigos e outro tanto de pessoas, que vieram motivadas por convites outros e pela divulgação feita pela nova casa de encontros fortuitos e infortuitos. Foi uma tarde e tanto. Na junção das três abordagens, estudos feitos em separado, um debate de alto nível e ao final aquele gostinho de ninguém sair contemplado, mas com minhocas na cabeça, questionamentos em ebulição. Murilo na parte uruguaia e da montagem de sua exposição, eu na parte histórica e Lago na econômica. Nos superamos e com a ajuda dos presentes, creio eu, todos saíram satisfeitos. Mais que tudo, discutir América Latina, o passado como quintal do Grande Irmão do Norte, depois um momento sendo considerado como o local onde estava em curso a mais auspiciosa forma de aplicação da democracia no planeta e hoje, a quase reversão e novamente perdendo o status libertário, para voltar ao patamar de resignação e maltratos. Os exemplos todos, os comentários, as abordagens, as proposições e as conversas todas, acrescida do interesse dos presentes possibilitou uma tarde de domingo dessas de encher os olhos. Gostei demais da conta. Não quero me ater nas abordagens, no estilo próprio de cada um, nem fazer um relato de como cada um fez uso do seu tempo, mas só dizer que, algo assim faz muita falta nesta cidade. Um ponto de encontro, convergência de quem está disposto a dialogar, ampliar conhecimentos, falar e ouvir, eis um algo novo e com promessa de a cada domingo estar acontecendo com um tema novo e novos convidados. Faltava algo assim, já não falta mais. Ele agora existe e tenho certeza, vai incomodar muita gente.

10.) MORO AMANHÃ NA CIDADE DE BAURU E COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER
E para quem achava que nóis fumo, nóis já vortemu. A surpresa a gente não pode revelar, até para não estragar a festa, mas a recepção será a contento com o estrago que o gajo tem feito com o país. Ele merece algo retumbante...

sábado, 17 de agosto de 2019

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (116)


SERGIO MORO EM BAURU NA SEGUNDA - E JÁ TEM VEREADOR QUERENDO SE AUSENTAR DO TRABALHO SEMANAL PARA TIRAR FOTO COM QUEM APRONTA COM O PAÍS

As revelações do The Intercept Brasil, comandada pelo jornalista Green Greenwald são mais que escabrosas e revelam algo dantesco, uma fuga dos meios legais utilizados por Sergio Moro e a equipe da Lava Jato para dar prosseguimento ao trabalho, não de apuração, mas com procedimentos ilegais, totalmente fora da lei para incriminar o ex-presidente Lula, o alvo maior da operação. Tanto Moro, como Dallagnol e a equipe, mesmo com as comprovações, as denúncias internacionais continuam em seus cargos como se nada tivesse ocorrido. Uma vergonha para quem se diz legalista e defensor da Justiça sem desvios. Mas quem o faz hoje? Para o séquito de cegos seguidores de Bolsonaro & o Conluio golpista que tomou conta do país após o golpe de 2016 nada se altera, ou seja, qualquer um desses pode matar a mãe e tudo continuará como dantes. A conclusão mínima que se chega é a de que nenhum desses está a fim de apurar corrupção nenhuma e sim, perseguir o grupo político que até então estava no poder no país e em seu lugar instalar o atual, o bolsonarista, capirotista e na comparação, o pior que já tivemos em atuação na história do país. Moro, mesmo com as evidências ilegais continua endeusado e nessa condição, a de ministro incólume estará em Bauru na próxima segunda, 19/08, recebendo os apupos de uma claque aceitando tudo como normal. O melhor mesmo, para se continuar tendo alguma credibilidade é manter muita distância desse povo, pois a história será implacável com eles todos e mesmo que agora estejam no poder, gozem de regalias inauditas, amanhã estarão todos na lata do lixo da História e quem os lhes deu apoiou, irão todos juntos, agarradinhos uns nos outros. É isso mesmo que você quer e defende para o Brasil, antes soberano e hoje dependente e subserviente? Cada um sabe muito bem onde amarra o seu burro...

E o marreco estará entre nós na segunda, me diga, você está propenso a vaiá-lo ou aplaudi-lo? Só para saber se você está do lado do bandido ou do mocinho.

Para os ainda interessados em tomar conhecimento das falcatruas onde o ministro Moro esteve envolvido, basta clicar nos links a seguir:
https://www.brasil247.com/…/linha-do-tempo-o-que-os-vazamen…
https://jornalggn.com.br/…/the-intercept-revela-conversas-…/
https://www.redebrasilatual.com.br/…/chats-privados-entre-…/
https://www.brasildefato.com.br/…/linha-do-tempo-o-que-os-…/
https://brasil.elpais.com/…/20/polit…/1563576570_656522.html
http://observatoriodaimprensa.com.br/…/a-prisao-dos-hacker…/
https://www.em.com.br/…/procurador-confirma-autenticidade-d…
https://pt.org.br/intercept-violacoes-de-moro-irritavam-at…/

QUEM MESMO TEM CORAGEM DE PROTESTAR CONTRA MORO? EIS ALGUNS...

DNA Petista reunião terminando agora no Centro Cultural Acesso Popular - Estamos nas paradas de sucesso...
Na abertura homenagem para Ana Lellis, militante petista falecida dias atrás.
O DNA recebeu hoje uma homenagem de encher os olhos d'água. Veio do Chicão, que já foi um dia coordenador da CUT em Bauru, eletricitário de carteirinha e hoje aposentado, curtindo a nova vida como motociclista e se juntando ao DNA, mesmo dele não fazendo parte. Reconheceu publicamente a importância da criação desse núcleo, algo meio que inédito na história do PT em Bauru e hoje, véspera do PED, quando uma das chapas se concretiza junto do DNA, ele enxerga a importância de algo dessa natureza se alastrar pelo partido, nesse trabalho já sendo feito das bases estarem junto das massas. O DNA foi criado exatamente para fomentar algo dessa natureza e muito mais. Quando um grupo de militantes não encontrando reuniões periódicas, nem constância de encontros e querendo se ver com frequência, trocar figurinhas, conversar, propor ações e atuar em conjunto dentro do PT, o melhor foi mesmo dar vazão de tudo isso e muito mais num Núcleo de Base, algo natural dentro do partido. O danado cresceu, vicejou e hoje recebe petistas de variadas tendências, todos agrupados em prol do ideal comum e também de reconstruir o partido aos moldes de antanho. A consolidação dessa chapa já vitoriosa por tudo o que busca reunir, consolida o DNA e dá uma decisiva contribuição na revitalização do partido, o mais querido do povo brasileiro. Esse povo todo da foto sabe muito bem que a batalha está só começando, cada vez mais tendo a certeza de que o lugar é aqui e um novo partido surgirá disso tudo.



DESGOVERNO BOLSONARO É UM LIVRO SEM NADA ESCRITO, VAZIO, OCO, SEM NENHUM CONTEÚDO APROVEITÁVEL

En la tapa, el título es llamativo:” ¿Por qué Bolsonaro merece respeto, confianza y dignidad?”. El autor se llama Willyam Thums, es de Rio Grande do Sul, tiene 30 años y está terminando un doctorado en literatura en la Universidad de Georgetown. El libro se consigue en Amazon por diez dólares y su contenido sorprendió y provocó gran impacto entre lectores brasileños. En las dos primeras páginas, se anuncia un análisis imparcial. Muy seguro de su obra Thums asegura: “En medio del turbulento momento que vive nuestro país, solamente este libro puede darte la respuesta más sincera sobre el presidente Jair Bolsonaro”. Luego vienen 188 páginas, todas en blanco.
Publicado hoje no diário argentino Página 12.
Eis algo mais: https://bhaz.com.br/2019/08/14/livro-pegadinha-paginas-bolsonaro/
HPA, sem interesse em ler tal livro, motivado pelo explosivo conteúdo

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

FRASES DE UM LIVRO LIDO (143)


SER DE ESQUERDA JÁ É UM PERIGO EM AGUDOS E UM LIVRO RETRATANDO QUE ALGO DO PASSADO PODE ESTAR PRONTINHO PARA SER NOVAMENTE COLOCADO EM PRÁTICA – INTIMIDAÇÃO E OMISSÕES

Eu tenho vários amigos internéticos que nem conheço pessoalmente. Um deles é o Tita Pardin, da vizinha Agudos. Em 11/08 publicou no seu facebook uma imagem com esses dizeres “Neutro é shampoo de bebê. Eu sou de esquerda”. Era algo até para passar batido, não fosse a participação de um ex-presidente da Câmara de Vereadores daquela cidade e hoje novamente vereador, Auro Octaviani, irmão e tio de ex-prefeitos na cidade: “Vc não tem medo de ser exilado? Cuidado , Tita Pardin. Apaga isso! Os militares não gostam de comunistas”. Tita respondeu a seguir: “Eu também não gosto de pessoas autoritárias e que querem proibir as pessoas de expressarem o que pensam (que não ofende honra e não é mentira). Militares recebem o seu soldo para servirem na proteção da população contra criminosos, combate ao tráfico, etc... Isso defendemos e apoiamos”. Um assumido bolsonarista agudende, Paulo Torres entra na conversa e escreve: “ainda vai Levar borrachada nas costas. Comunista aqui é Alemão!!!!”. Tita responde: “Vô não. Numa democracia as pessoas tem o direito de escolherem a sua opção política. E também de se expressar (salvaguarda responder por seus respectivos crimes se for cometidos). Além disso, eu nunca mexi e nem opinei na opção sexual de ninguém aqui. Vocês são brancas, que se entendam”.
Auro volta à carga com: “Cuidado com os militares, Tita. Vc tá na mira deles kkkkk”. Tita responde: “Que os bons (maioria) dos funcionários públicos militares continuem a fazer suas funções com dignidade, ou seja, defensores da população”. Entro na conversa e posto isso: “Cruz credo, leio cada coisa aqui, ainda bem que Agudos deletou esses tais da vida pública de Agudos, pois representam um atraso sem fim. Estão do lado do que de pior temos. Por favor agudenses, leiam o que alguns escrevem por aqui e nunca mais votem neles”. Auro responde para o Tita: “Tita do céu, leva esse véio arregaçado pra Cuba. Assim esse maracujá enrugado para de encher o saco”. Tita responde ao seu modo e jeito: “Vocês são amigos da política... Eu sou moreninho. Vocês são brancos... chegarão a um entendimento em breve. Kkk”. Eis o link da publicação completa: https://www.facebook.com/titapardin2016/posts/2825092667504327?__xts__[0]=68.ARDKDYPPqexAmdXJkHyM0qiIUPpH09K6PAcDTH9Ii5p7li-YA-2Z5QZsjjWcn9syI5v-bc_mzHIWlzc5HoQwlnQRCBAm26wF6CdkWhbUWgxP3W0kjwSm0BNIPlVSu0VxhqFF14-Tfea8GoS8yy0Gh7ufPDwzuAl7f-JLYGnFmeErYAsL1K1R97N4oR8dO-uoA00H8UlntpJfHLAHaTuItJq_-MrGvzgGr2c1FA9z4v0Z7yz2K9DgTHJ81qt9IZTjwK63t2_abxcAKS1tMpwiReBYXmwG8n7pD4sNn1kkdrKLxFZbI6WSYAzqWblvJhvVcxUDhfBce8t78_OSkJnmIiGoWw&__tn__=-R

Entenda a seguir dos motivos de estar utilizando do diálogo acima para escrever o meu texto abaixo. Mais do que claro uma intimidação velada em muitos textos sendo publicados e muita gente se omitindo de dar opiniões nesse conflitante momento brasileiro, tudo numa tentativa de se preservar de algo que, porventura possa acontecer no futuro. Ou seja, já existe no ar algo além dos aviões de carreira, pairando no ar e causando frenesi degringolativo em muitos. Nos governos de Lula e Dilma, podendo ser incluído também os dois de FHC, algo dessa natureza era impensável. Todos podiam se manifestar como quisessem, sem admoestações, perseguições e ameaças, veladas ou intimatórias. Algo dessa natureza era impraticável, pois existia um respeito à normalidade das instituições e plena liberdade de expressão. Acusam os governos do PT de tanta coisa, mas foram tempos de ampla liberdade, disto ninguém pode negar ou duvidar. O mesmo não pode ser dito dos tempos atuais. Em apenas seis meses de desGoverno, Jair Bolsonaro & conluio já modificaram o quadro e hoje é algo até já tratado com certa naturalidade o sujeito sendo opositor, receber uma recomendação para se conter, pois na continuidade, algo não muito normal pode lhe ocorrer. Preocupante? Mais que isso. Detestável. Usa-se até o nome dos militares para calar a voz das pessoas. O exemplo citado cai como uma luva para o que escrevo. A alegação certamente será a tratar-se de mera brincadeira entre amigos, porém, creio eu, isso não é brincadeira que se faça, ainda mais nesse momento onde as instituições estão todas fragilizadas e já se sente no ar um certo medo na emissão de opiniões que possam desagradar os atuais donos do poder.

Isso tudo me faz lembrar um livro, cuja cópia acabo de receber via e-mail, presente de dileta amiga. Trata-se do “A Casa da Vovó – uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar – Histórias, documentos e depoimentos inéditos dos agentes do regime”, livro escrito por Marcelo Godoy, editora Alameda, 2014. Logo no início uma frase de Cícero (CÍCERO, Marco Túlio. As Catilinárias), exemplifica do que trata o livro: “Nada fazes, nada trama, nada pensas, que eu não só não ouça, mas também não veja e não perceba integralmente”.

Também no começo uma reprodução de texto muito adequado para ambos os casos, o citado por mim e o do conteúdo do livro:
“Uma advertência
- ...Então quando você quer escrever ou falar uma coisa, acabam suicidando você. É aquela história: o que você acha disso ou acha daquilo? Eu não acho nada porque um amigo meu achou um dia e não acharam nunca mais o cara. Você entende?
— Entendi.
— Às vezes as pessoas deixam de escrever certas coisas ou de comentar outras coisas não por omissão, mas por instinto de preservação.
— Mas isso é uma época que já passou, né?
— Não, não passou, o duro é que não passou. O duro é que é o seguinte: pode ter passado para você, mas eu sei que não passou. Tanto não passou que você andou ligando para as pessoas e todo mundo ligou pra mim. Se tivesse passado, eu não estaria falando com você, eu ainda estaria no anonimato e você jamais saberia de mim... (Advertência feita por ex-agente do DOI-Codi ao autor. O homem telefonou-me dizendo representar os colegas, que estavam preocupados com a pesquisa -Anônimo, fita 1, lado A, em 25 de abril de 2006).

A explicação do que vem a ser a Casa da Vovó, dada pelo autor do livro: “SÍMBOLO DO ARBÍTRIO e dos crimes de um regime, o Destacamento de Operações de Informações (DOI) ganhou de seus integrantes um codinome. Chamavam-no de Casa da Vovó. Ali militares e policiais trabalharam lado a lado durante os anos que muitos deles hoje consideram memoráveis. Oficiais transformavam-se em “doutores” e delegados em “capitães”. Havia outros códigos naquele lugar: “clínica-geral”, “clientes”, “pacientes”, “paqueras”, “cachorros” e, dependendo de que lado se estava do muro, torturadores e terroristas. Centenas de agentes frequentaram-na e alguns chegaram mesmo a dar-lhe outro apelido: “Açougue”. Criada em São Paulo, seu modelo se espalhou pelo país. Na capital paulista ele ocupava um terreno entre as Ruas Tutoia e Tomás Carvalhal, no bairro do Paraíso. Primeiro foi conhecido como Operação Bandeirante, a Oban; depois, resolveram batizá-lo com a sigla que o tornou famoso: DOI. Até hoje muitos dos que trabalharam lá preferem chamá-la de Casa da Vovó, pois, como explicou um de seus agentes, “lá é que era bom””.

O livro inteiro tem exemplos e mais exemplos dos tempos mais duros da ditadura militar, quando intimidações eram rotina. Quando se acreditava isso já ser coisa do passado, eis algo despontando ali na curva da esquina, botando o rabinho pra fora e querendo ser, fazer e acontecer novamente. Ainda dá tempo de impedir, mas a ação tem que ser rápida, coletiva e algumas instituições precisam ser resgatadas das mãos do conluio e agirem dentro da lei ainda vigente. Eis o link do livro para uma leitura mais pormenorizada de todo o horror praticado no dantesco período: http://lelivros.love/book/baixar-livro-a-casa-da-vovo-marcelo-godoy-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/

Para quem enxerga tudo como uma brincadeira, eis um algo a mais. Hoje pela manhã, comento num post sobre a vinda de Sergio Moro em Bauru na próxima segunda-feira, de uma pessoa que conheço, mas não nutro amizade. Eles se organizando para dizerem “amém” ao hoje ministro, mesmo diante de tantas evidências de irregularidades e eu, dizendo que um grupo também iria para protestar. A resposta que tive de um senhor que não conheço, José Lauton Souza foi essa: “aonde ele pensa que mora, tudo e todos pra ele tem defeito, você deveria tomar uma atitude e sumir do Brasil, porque esse PAÍS amado pela maioria, não quer e não aceita pessoas contrárias à solução por um país melhor para viver”. Entenderam? O cara não escreve muito bem, mas dá para entender o recado. Por fim, num outro post, um vereador da vizinha Piratininga, ele policial militar, estava em vias de ser cassado pelos demais vereadores. Sem entrar no mérito motivacional, o recinto daquela Câmara de Vereadores foi invadido por policiais, em sua maioria na reserva e a cassação foi revertida. Num dos comentários do post algo bem sintomático dos tempos atuais: “Mexeu com um, mexeu com todos”.

E tenho dito.