domingo, 24 de maio de 2020

FRASES DE LIVRO LIDO (152)


O QUE LEIO E COMO ME ABASTEÇO PARA QUANDO DAQUI SAIR ESTAR TININDO – A IMPRENSA LIVRE DE FAUSTO WOLFF
Adoro cada vez mais escritos como os do Fausto Wolff, pois me ajudam a manter a lucidez num país sendo descaracterizado, perdendo sua identidade, onde a maioria vegeta e não conseguem nem mais distinguir o certo do errado e na maioria das vezes enaltece o feito de quem lhe crava a estaca no peito. Digo isso com conhecimento de causa, pois é meio que inimaginável ler num texto de um promotor de Justiça aposentado, Carlos Roberto Simioni, algo desta natureza, como o faço na Tribuna do Leitor de hoje, do Jornal da Cidade – Bauru: “...não há comparação entre o que a esquerda produziu no Brasil e nos últimos anos e o que Bolsonaro representa para a nação. A esquerda é, comprovadamente corrupta, mentirosa, safada, sem vergonha e mais um monte de adjetivos negativos. (...) Desejo ver o Brasil ético, crescendo e sendo governado por gente de bem. Por enquanto, quem nos dá a expectativa é o presidente Bolsonaro”. Este senhor foi promotor de Justiça e com essa mentalidade dizia fazer justiça enquanto atuou. Essas pessoas, mesmo com todo dito estudo que tiveram, perderam totalmente a razão e estão enlouquecidas, desvairada, despirocadas, desajustadas, daí não existe nenhum outra opção, terá que ocorrer o confronto e para tanto, quero estar preparado.

Lerei enquanto aqui permanecer de quarentena  (e até minha morte) gente como Fausto Wolff, pois só assim permanecerá dentro de mim acesa a chama da liberdade e do sonho de outro mundo ser possível. Nada se dará sem confronto, tenho a mais absoluta certeza. E o que fazer quando se está a ponto de explodir? Aqui no meu isolamento eu LEIO. Minha fuga se dá com a leitura. O que Fausto Wolff escreve me conforta, me alivia e me encoraja a resistir e continuar sendo o que sempre fui. Dias atrás pedi alguns livros pela Estante Virtual, alguns já me chegaram e os devoro. O primeiro deles é “A Imprensa livre de Fausto Wolff”, L&PM Editora RS, 2004, 280 páginas. Comprei pela bagatela de R$ 6 reais, do sebo Amadeu Amadei, na Teodoro Sampaio, capital paulista e o frete me custou mais que o livro. Publico algumas frases encorajadoras, dentre tudo o que vou grifando durante a leitura e assim passo meu domingo, entre revolta e preparativos para a inevitável contenda que se avizinha:

- “A liberdade é uma carcereira terrível!”.
- “Houve uma época em que o jornalismo foi parcialmente do povo. Enquanto o poder brigava podia-se dizer a verdade. Isso se devia ao fato da maioria dos jornalistas também proceder do povo. Logo sua visão do país e dos acontecimentos não era uma visão burguesa mas principalmente classe média baixa, proletária ou sindical. (...) Quase todos entendíamos que a sociedade e as autoridades eram injustas para com os humildes e nos colocávamos ao lado deles, pois os conhecíamos bem. (...) A vida era uma aventura e ser jornalista, um orgulho, uma glória. (...) O jornalista deixou de ser o herói marginal para tornar-se uma espécie de poodle de divã, uma espécie de office-boy do poder. (...) Uns passaram a contínuos do poder e outros tornaram-se íntimos do poder. (...) Muitos que se julgavam revolucionários, no sentido humanístico e filosófico do termo, demonstraram-se apenas rebeldes. Ao primeiro sorriso já se aninhavam no colo da autoridade”.
- “O Brasil é um país, quase um continente rico demais e com gente trouxa demais para que o poder transnacional permita que qualquer candidato (sempre que ele exista) comprometido com o sofrimento nacional possa ganhar as eleições. O capital internacional (cerca de mil empresas e bancos) gastou muito tempo e dinheiro para que as coisas chegassem onde estão. Não podem permitir um jogo honesto. (...) Caso – milagres podem acontecer – o candidato escolhido pelo sistema perca, as eleições serão fraudadas”.
- “Existe algum partido de esquerda, algum partido que veja no povo o seu soberano e o fim que lhe dá significado? Se existem partidos de esquerda, por que não se unem sob uma única bandeira socialista neste momento em que os cachorros grandes estão brigando e disputam eleições? (...) As grande batalhas na TV são para nós, os trouxas, os palhaços”.
- Bem cedo descobri a diferença entre os que têm e humilham e os que não têm e são humilhados. (...) Uma coisa que aprendi de cara: tudo aquilo que era vendido aos pobres era de péssima qualidade. (...) Ao contrário das aparências, o patrão é que é o escravo do escravo, pois sem este ele não é o patrão de ninguém. As transnacionais, os bancos, as grandes redes de TV que nos convencem a consumir mais e mais todo tipo de porcarias não podem viver sem escravos. (...) Pensem bem: o domador sem o tigre não passa de um palhaço com um chicote na mão. (...) Não é preciso ser muito inteligente para perceber que uma pessoa que tem dez automóveis, dez casas, dez aviões, dez cozinheiros (façam aí a lista de vocês) e que não pode utilizá-los ao mesmo tempo só pode ser louca. Precisamos dar as costas a essas pessoas, precisamos nos afastar delas, precisamos entender que o que é bom para elas não é bom para nós”.
- “Não vivemos mais num regime de exceção. A exceção, finalmente, acabou. Transformou-se em regra. O Brasil não é um país. Virou uma firma que pode dar bons dividendos financeiros para seus donos.Logo, logo, estaremos anunciando na imprensa mundial: ‘Invista no Brazil. Salários de fome, trabalho escravo, incentivos fiscais, total ausência de sindicatos, justiça e parlamento facilmente corruptíveis, população completamente alienada e call girls pouco exigentes. Tudo isso comissão módica aos arrendatários nacionais. Tratar diretamente com os capachos no Palácio do Planalto”.
- “Os morros são governados por criminosos de direita, o resto do Brasil é governado por criminosos de direita, a televisão administrada por criminosos de direita e a grande maioria da população alienada física, econômica, cultural e politicamente. Esse é o cenário que nos envolve. Dentro dele, se um dia houver uma revolução, será provavelmente fascista”.
- “Um filme, produto de um tempo de ficção, comove o mundo às lagrimas. A realidade não comove ninguém. Nossa unha encravada é mais importante que o massacre de afegãos e palestinos. (...) Nós brasileiros sofremos há séculos uma lavagem cerebral tão constante e violenta que nos esquecemos de que as grandes propriedades são roubo em sua maioria; que as fazendas dos príncipes foi comprada com o sangue, o suor, a fome, o trabalho dos operários e dos camponeses. (...) Ser tolerante com os intolerantes é burrice”.
- “Nem sabem mais porque amam tanto o dinheiro. Só sabem que dele não abrem mão. O dinheiro que os pobres produzem é deles, segundo eles. Não está a serviço da sociedade humana. Está a serviço deles e por isso, por causa deles, o mundo é o que é: um inferno para três quartas partes dos terráqueos. (...) Em verdade, essas transnacionais não investem no Brasil. O Brasil é que investe nelas”.
- “A religião judaico-cristã e a Igreja Católica são responsáveis pela mais longa noite de ignorância, superstição e miséria que já se abateu sobre a humanidade desde o surgimento do primeiro protozoário. É fácil conferir matematicamente que foram cometidos mais crimes em nome de Deus do que em qualquer outro nome. Deus, é claro, existindo ou não, nunca teve nada a ver com isso. Os ricos sempre o cafetinizaram para explorar os pobres, manter o poder e dinheiro. (...) São criminosos que se tornaram excelentes profissionais.
Convenceram milhões de pessoas que, se rezarem, se comportarem direitinho, se não se masturbarem, não beberem e se, sobretudo, pagarem o dízimo, a vida vai melhorar”.
- “O negócio deles é vender e ter lucro e para isso precisam de um povo burro, que vem sendo imbecilizado desde 1964. (...) Opovo precisa ser crente: precisa acreditar num vigarista como o ‘bispo’ Macedo e em qualquer porcaria anunciada pela televisão. (...) O neoliberalismo não quer seres humanos em pleno uso de seu potencial. Quer vacas, consumidores passivos, gente que se deixa conduzir mesmo sem líderes: robôs famintos – mas não a ponto de não consumir. (...) A imperfeição e a patifaria são invenções do homem. Não metam Deus no meio”.
- “Sou um homem de fé porque acredito no caráter e no destino do homem que acabará por vencer seus algozes e descobrir a verdade que a realidade teima em esconder graças aos arautos da mentira a serviço do sistema de senhores e escravos que diz que os últimos devem sofrer aqui na Terra para serem recompensados num hipotético reino nos ceús. (..) Acho que os lugares mais quentes no reino das trevas estão reservados para aqueles que nos momentos de crise preferem a neutralidade. Estão, é claro, reservados também para aqueles que se dizem religiosos profissionais e cujas igrejas são arapucas para tirar um pouco do quase nada que ganham os humildes”.
- “Errado não é o povo querer casa, comida, saúde, transporte, educação, emprego e dignidade. Errado e criminoso é uma minoria ter tudo isso de mão beijada e não abrir mão de nada; ao contrário, querer que o homem se contente com esse destino e castiga-lo caso se revolte. (...) Uma das mentiras mais interessantes é a de fazer crer que acreditamos naquele que nos mente. (...) Enquanto houver um povo alienada não faltarão leões, lobos, hienas, abutres, urubus para disputar-lhe a carcaça”.
- “Uma das razões pelas quais considero o homem uma criatura inviável é a sua capacidade de só poder existir destruindo. (...) Não por ódio ou patriotismo mas por ganância de uns poucos que resulta na miséria, na fome, no sofrimento e na morte da maioria. (...) Graças a essa corja sem coração que compõe a classe dominante nosso país transformou-se num país de pedintes. (...) A certeza de que quando a direita briga, quem acaba apanhando é o eu estrou da esquerda”.
- “Como podemos convencer o brasileiro de que o petróleo é dele se a gasolina sobe, que a energia é dele se as tarifas sobem, que o subsolo é dele se ele jamais viu uma grama de ouro, que a água é dele se ela não chega à sua casa, que o Banco do Brasil é dele se ele jamais lhe emprestou dez centavos?”.

Gente, acho que já ficou longo demais. De um livro com 290 páginas, as frases aqui postadas vão até sua página 95. Qualquer dia transcrevo as demais. Já deu para ter noção do que me move e me abastece para, quando daqui sair, estar tinindo, na ponta dos cascos. Daqui pore diante, sem tréguas, sem perdão para os traidores da nação. Vamos pro pau!


sábado, 23 de maio de 2020

ALGO DA INTERNET (164)


SEM LUTA A GENTE NÃO VAI DERROTAR ESSE MONSTRO...*

* Um dia após a divulgação da fita da reunião ministerial, mais um capítulo da emboscada diária dos ainda acreditando que tudo poderá ocorrer pelas vias normais, institucionais, sem sangue. Junto alguns posts produzidos durante o dia, no frigir dos acontecimentos:

O EXEMPLO

Com este título, uma das notas da Entrelinhas de hoje do Jornal da Cidade: "Para Sandro Bussola, a Câmara deveria retomar as suas atividades presenciais, como sessões, pois a maioria dos parlamentares vem cobrando medidas de reabertura do comércio, mas a própria Casa de Leis segue fechada. Segalla respondeu ao questionamento dizendo que assim que houver autorização das autoridades de saúde fará a rebertura da Câmara Municipal".

Meu pitaco: Que o faççam, pois e o mais rápido possível e se possível sem máscaras, todos bem juntinhos, coladinhos uns com outros, com assessores e tudo o mais, além de todos assinando documento abrindo mão de futuro atendimento público em caso de contariem o Covid-19. Por outro lado, o que se vê, de fato e acontecendo é que, a maioria deles prescreve algo, como a abertura desenfreada, defendendo interesses neste sentido, mas permanecendo bem guardadinhos, seguros em seus aposentos, devidamente paramentados com todo resguardo e cuidado para com sua saúde. Bestiais...


SENSO HOSPITALAR PREVALECE EM BAURU
UFA! Já era de se esperar. Quem é da classe médica não pode se deixar levar por loucos querendo impor medicamentos ao bel prazer, por instinto, desejos e interesses pessoais, como o faz o Senhor Inominável, nosso presidente, na tentativa de espalhar o vírus da cloroquina país afora. Só mesmo os muito abilolados para entrar na dele. Aqui em Bauru, em matéria que o JC produz na edição de hoje, algo sobre quem não entra nessa. Eis o link: https://www.jcnet.com.br/noticias/geral/2020/05/724494-he-retira-a-cloroquina-da-rotina--mas-ela-ainda-pode-ser-prescrita.html. O parabéns do dia vai para o coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Estadual de Bauru, local onde se concentram os internados, sendo a referência para o tratamento da COVID-19 na cidade e região, Lucas Alves. Ele simplesmente retira a cloroquina da rotina do hospital e do atendimento aos pacientes e para não desdizer totalmente o presidente, não querer bater de frente, diz que ela ainda pode ser prescrita, mas sabemos, não o será, pois quem cuida de vidas humanas, sabe quando um medicamento é danoso já na sua essência e trabalha seguindo protocolos rigorosos. Quiçá, o mesmo esteje ocorrendo por todos os lugares deste país, ou ao menos, onde persistir o bom senso, o conhecimento científico prevalecendo e sem se deixar levar por influências sem fundamento. De sua fala ao JC algo mais: "Para os pacientes, passamos a dar a informação de que os estudos não mostraram eficácia". Simples assim. Ou seja, para dar resultado, o país inteiro já sabe, se o presidente indica algo, o mais recomendável é fazer exatamente o contrário. Agindo assim, dá sempre certo.

O RENEGADO DE OURINHOS, VEIO PRA CÁ, PEDE CALMA, MAS DEFENDE O INOMINÁVEL, EIS O CAPITÃO AUGUSTO
Fazendo sua saudação preferida
 
Além das figuras pra lá de desconfortantes existentes na orla bauruense, aparecem outros mais, vindos ou mesmo enxotados de outras, como essE tal de capitão Augusto, deputado federal pelo PL, eleito pela região de Ourinhos, mas se dizendo com morada fixa aqui na cidade. Leio constantemente denúncias graves a seu respeito, publicadas pelo excelente jornal Debate, do amigo Sérgio Fleury, de Santa Cruz do Rio Pardo. Hoje o Jornal da Cidade publica entrevista com o dito cujo. Eis o link: https://www.jcnet.com.br/noticias/politica/2020/05/724533-capitao-augusto-pede-uniao-na-pandemia.html. Mesmo com tudo o que existe de denúncia contra o desGoverno do Senhor Inominável, este senhor continua lhe prestando apoio. Um bagre ensaboado, pois para os que ousarem ler suas palavras, algo sobressai, não diz nada de nada, permanecendo em cima do muro, mas sempre na velada defesa deste mal hoje devastando o país. Seu dito discurso conciliatório é na verdade para acobertar todo o mal em curso, sendo ele um dos que não só apóiam, mas votam descaradamente a favor deste país sendo cada dia mais destruido, depreciado e jogado na lata do lixo do mundo, pois com políticos do seu quilate, nenhuma chance de voltarmos a ser um país soberano, altaneiro e justo. Essa união pedida por ele contra a pandemia é falsa, escamoteia a intenção de acobertar as maldades do que defende. Na cara de pau pede para que o país não tenha ressentimentos, mas para pedir isso assim na cara dura, precisa ser mesmo muito insensível, pois justo no momento quando o país está no limite, não aguentando mais, aparecem almofadinhas tentando tapar o sol com a peneira. Abomino políticos como esse capitão, rastaqueras que não fazem nenhum falta. Nada de positivo em tudo o que fez até a presente data.

TRISTE DESPEDIDA
Além de toda a tristeza pelo país ladeira abaixo, hoje algo mais, a despedida de uma guerreira dos movimentos sociais urbanos desta cidade, Cristiana Cris, mulher de muita luta, dignidade e coragem. Líder das mulheres pelo direito a moradia, foi coordenada do assentamento Canaã, atrás do IPMET da Unesp e derrubado para favorecer terras griladas pela especulação imobiliária. De lá continuou na lida ao lado dos seus, no Assentamento montado ao lado do cemitério Cristo Rei. Foi vencida por uma doença antiga, lhe corroendo aos poucos e que nunca foi motivo para deixar de participar ativamente nos últimos tempos, em tudo o que envolvia a luta de resistência da terra na cidade. Inesquecível liderança, marcante presença para todos os envolvidos com as questões sociais na cidade e aqui, num registro junto aos seus, perto de sua morada.


RIR PRA NÃO CHORAR
O professor Tuca América, Unesp Bauru, mais um que nesses tempos de quarentena está se deicando as artes da cozinha, acaba por descobrir e desvendar o diabólico plano dos Tomateiros, o pessoal do bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomaté é Mixto, de infestar a cidade com tomates geneticamente modificados. Eis sua fala ao descobrir nossas intenções: "(CONTÉM IRONIA OU HUMOR) Estes esquerdopat@s petralh@s comunistas chin@-franc@-bolivarian@s homo-afetiv@s goldenshowerian@s não tem limites !!! Depois da mamadeira estão distribuindo tomates sexy-lascivos pecaminosos para a população. Isso deve ser coisa do Henrique Perazzi de Aquino . Só falta agora criarem o bloco carnavalesco "Bauru sem Tomate de Piroca é Mixto" !!!". 

Com tudo revelado, não nos resta nada mais do que assumir as intenções mais malevólas deste mundo, a de continuar conspirando contra a aberração em curso, essa querendo levar o país para as profundezas das trevas de arcaico conservadorismo. Combatemos com as armas que temos, no caso, tomates com segundas intenções...

sexta-feira, 22 de maio de 2020

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (153)


CARTA DO HELENO - EU JÁ FUI AMEAÇADO OUTRAS VEZES

Quando vi hoje a tal desaforada cartinha/recado do general Heleno pra nação, logo me veio à mente lembranças quase inenarráveis de um passado distante. Esse general de pijama me trás recordações de tempos quando fui admoestado e queriam me botar cabresto. Resisti. Coisa de moleques, na escola, creio que ainda nos tempos da EE Madureira, uma lá nos altos do Parque Vista Alegre. Eu morava perto da baixada do Silvino e subia e descia imensa ladeira pra chegar na escola. Íamos eu e minhas irmãs. Tenho vaga lembrança, época do Ginásio, foi quando tive minhas únicas aulas de francês. Tive os dois, francês e inglês. Aprendi umas palavrinhas e delas nunca mais esqueci, assim como alguns acontecimentos no pátio da escola. Num dia, eu fui jogar bola, algo parecido com futebol de salão e ainda achava que o que era certo era certo. Pratiquei uma falta, mas não foi percebida. Parei o jogo, peguei a bola com as mãos e disse pra todos que tinha feito a falta, daí meu time merecia a cobrança contra nosso gol. Pra que! Fui achincalhado com louvor. Lembro das admoestações, quando pouco entenderam meu gesto. Daí por diante fui aprendendo que nem sempre a gente tem que denunciar o que não havia sido notado. Ou seja, pioramos todos.

Lá na escola tinha um turminha da breca, gostavam de aprontar com os mais fracos, eu um deles. Pra começar eu não era do bairro, eu era intruso. Vinha lá de baixo e me toleravam. Certo dia me cercaram na praça e queriam porque queriam me exemplar. Nem lembro dos motivos e nem sei se precisava de motivos pros caras querer se mostrar os bons do pedaço. Fui salvo pelo gongo. Um cara que morava em frente, vendo a cena, chegou junto, apartou o esfrega e botou a molecada pra correr. Gritou bem alto, algo assim: "Quem mexer com ele, mexe comigo". E fiquei protegido do cara, sob os olhos nada satisfeitos da turma da praça. Desde então, passava no meio deles e quando o cara não estava lá no portão, cheguei a passar apuros, mas ninguém passou das provocações, tipo essa do general Heleno pra com todos nós, os vilimpediados desses tempos.

Certa feita me deixaram um bilhete em cima da carteira escolar, numa letra garranchosa: "AVISO - Se pensa que vai ter vida boa para sempre, se prepare. Seu dia chegará, aqui quem manda é nóis". Me borrei todo, mas não queria demonstrar. Continuei passando altaneiro pela praça, olhando pros caras do mesmo jeito que devemos olhar pro tal do Heleno, o que ameçou de botar a tropa na rua e vir pra cima de nós, assim só porque pediram pra ver o que o Bozo tem escondido dentro do seu celular. Os caras lá do PVA nunca passaram das ameaças, pois sabiam que o cara da casa em frente não era pouca bosta. Igualzinho nós, pois esse Heleno, creio eu, desconhece a força do povo quando provocado, fustigado e atarentado. Por fim, meses depois, acabei ficando amigo de uns caras daquele grupo, mas neste Brasil de 2020, algo que nem me passa pela ídeía é ficar amigo do algoz, ou seja, do cara que me ameaça. A gente sabe da força que eles possuem, eles nos enxergam fracos, mas lá no fundo tem receio de com as provocações, criar algo incontrolável. Eu não tenho mais medo e continuarei atravessando a praça e bem no meio deles todos, como tenho feito a vida inteira. Dane-se tudo o mais. Se o meu amigo lá da casa da frente se juntar comigo, seremos mais fortes e daí ninguém mais me intimidará. Tenho fé e já cansei de intimidações. Não contei pra ninguém mas tenho o espírito de Bruce Lee escondido dentro de mim, prontinho pra pular pra fora.

Em tempo: Meu pai também se chama Heleno, mas era muito gente boa, nem sombra deste aí. A minha história pode ser chinfrim, fraquinha, mas foi o que me lembrei quando via a tal intimidação do General. O que ele não sabe é que, quando os vizinhos se reunirem e sairem todos pra praça, unidos e coesos, os mais fracos poderão se tornar muito mais fortes do que "eles" imaginam.

INTIMIDAÇÃO E PRESSÃO A LA BAURU - LICENCIOSIDADE NEOPENTECOSTAL
Eis o time de religiosos evangélicos bauruenses que na tarde de ontem estiveram pressionando o prefeito Gazzetta para imediata reabertura dos templos para cultos em pleno pico da pandemia no país: Yasmim Nascimento, Pastor Luiz, Natalino da Silva, Minhano, pastor Jair Rangel, Gazzetta, Toninho Gimenez, Sandro Bussola e Celso Nascimento. E o prefeito, pelo visto, cede, faltando somente algo trivial: as instruções normativas para que as celebrações sejam retomadas. Foto Divulgação da Prefeitura Municipal.

AOS QUE INSISTEM EM DESDIZER DO ISOLAMENTO SOCIAL E DA PANDEMIA – TRÊS MISSIVAS
Duas cartas publicadas na Tribuna do Leitor, do Jornal da Cidade Bauru SP:
1.) Em 17/05, “O homem que calculava (mal)”, de Benedito J. Almeida Falcão: https://www.jcnet.com.br/…/724057-o-homem-que-calculava--ma…

2.) Em 21/05, “Estatísticas X Pandemia”, autoria de Jose Fernando Borrego Bijos desdiz da missiva do Falcão: https://www.jcnet.com.br/…/724454-estatisticas-x-pandemia.h…

3.) Em 22/05, resposta deste HPA, com o mesmo título, “Estatísticas X Pandemia”, sai publicado no mesmo espaço, desdizendo da missiva de Bijos:

Não concordo com os argumentos do missivista José Fernandes Borrego Bijos, em carta publicada nesta Tribuna em 21/05, desdizendo da informação da quantidade de mortes ocorrida e creditadas à cidade de Bauru.

Doze, sabemos, está bem abaixo do que realmente já ocorreram. A quantidade real, quando divulgada, essa sim poderia gerar algum espécie de terror na população. Seguindo o preceito de Malba Tahan, as tais diversas formas de se fazer a mesma conta, creio eu, o número que se deva informar, e este mais importante, não são os das mortes e sim o dos internados, dos recuperados e das vagas disponíveis.
Temos ciência que, felizmente, nosso SUS e serviço público estão preparados para atender a todos, mas possuem seus limites. Todas as medidas protetivas hoje em curso diminuem consideravelmente a quantidade dos mortos, mas na continuidade da promiscuidade e do descuido para com as medidas de isolamento, eis aí o grande problema.

Poucas mortes, porém, com hospitais cheios e vagas quase no limite.
Quando passarmos a divulgar diariamente o que se passa, principalmente no Hospital Estadual, talvez descubramos a não existência de uma competição, mas de uma pandemia no seu ápice. Tomemos cuidado, continuemos em casa. Faça-me o favor...

quinta-feira, 21 de maio de 2020

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (125)


RENATO MORA NO VITÓRIA RÉGIA - CUIDA DOS PATOS E DOS OVOS SENDO CHOCADOS NO PARQUE

Diante da balbúrdia estabelecida e em curso neste país, algo ainda acontece a comprovar da existência de como se dá a vida pulsante dos moradores de rua. Em tempos de pandemia são esses os mais desprotegidos, vivendo praticamente ao “deus dará” pelas ruas da cidade. Particularmente, nas poucas saídas que tenho efetuado aqui de casa neste período – já se prolongando por mais de 60 dias -, quando desço de carro, passando pela avenida Nações Unidas, na altura do parque Vitória Régia, uma cena me faz não só virar o pescoço e observar a reunião de moradores de rua, todos eles concentrados nos bancos de um parquinho infantil ali localizado. Como estarão todos esses?, minha pergunta e preocupação. Eles ali continuam, sei disso, pois continuo vendo um amontoado de gente ali e sei também, resistindo como podem.

Nesta semana, recebo mais uma notícia sobre algo proveniente dessas pessoas, considerados por muitos como “invisíveis”. Jaime Prado é cinegrafista, já tendo trabalhado em várias TVs locais e regionais, hoje aposentado como servidor público estadual do Hospital Lauro de Souza de Lima, famoso pelo tratamento de hanseníase. Ao longo de sua vida soube ir atuando em outra área, essa também uma das que movem sua vida, a fotografia. Não sai de casa sem estar com uma pendurada ao pescoço e fotografa tudo o que vê pela frente, sendo um dos recordistas em flashes por essas paragens, possuidor de um considerável arquivo. Como faz regularmente, seguindo as normas de segurança no período, dias atrás estava no parque Vitória Régia, muito próximo ao lago ali existente e foi abordado de forma ríspida por um morador de rua. Levou um susto, mas ao tomar conhecimento do que se tratava, ficou amigo do sujeito na hora e produziu mais um belo ensaio fotográfico.


Eis seu relato, em algo por mim solicitado, para descrever o ocorrido com ele no local: “Renato é mais um anônimo que a nossa sociedade muitas vezes ignora. Uma pessoa muito articulada fala bem e tem um sentimento de estar separado dos familiares. Alguns moram no Nordeste e ele aqui fazendo do parque o seu abrigo, ali ele dorme e cuida do casal de patos e dos 25 ovos que estão meio camuflado por lá. Henrique, se você quiser ir a tarde lá comigo, me dê um alô amigo. Podemos conversar direto com ele e seus amigos que cuidam e protegem os patos e os ovos. Renato é um verdadeiro AMBIENTALISTA ali no parque, ele cuida e trata com todo carinho do casal de patos. Tive informação que estão querendo recolher os ovos para colocar numa chocadeira, mas isso vai dar briga, porque eles não vão deixar retirar os ovos. Vamos aguardar. Pode usar as fotos amigo, o complemento dos comentários deixo ao seu critério pois sei da sua capacidade de ver as coisas boas que ainda acontece na nossa Bauru Moderna”.

O contato inicial foi mais ou menos assim. Jaime foi chamado a atenção pelo Renato, pois esse o estava vendo avançar e caminhar muito rente ao lago e pensava estar ele interessado em retirar de lá os ovos. Ao saber da história, teve início ali mesmo algo que, pelo que conheço o Jaime, vai ser não só o acompanhamento dessa história até o nascimento dos patinhos, como aproveitar para conhecer mais um pouco da vida de cada um daqueles ricos personagens vivendo nos bancos daquele parque. Jaime quer ir mais longe e quer também me contar como os tais patos chegaram ao parque e o faz me enviando outra curta mensagem, pelo que percebo, já sem conter a emoção, algo bem constante em sua vida: “Meu amigo, esse casal de patos, vamos transformá-los num símbolo do parque Vitória Régia. Eu tenho até a foto da senhora que levou o casal e deixou no lago. É uma bauruense de família tradicional da cidade”.

Como conheço o Jaime, sei que não ficará por aí e muito mais virá, pois quando começa a desvendar algo, vai fundo. Logo a seguir recebo mais esse texto: “Henrique, a senhora que levou o casal de patos no parque, faz muito tempo, é da família Giaconelli, uma das pioneiros em Bauru. Tiveram a primeira Padaria da Cidade, isso em 1910 por aí. Estou procurando a foto dela te mando”. Jaime cava isso, histórias deste quilate e assim dá sentido à sua vida.

Primeiro foi descoberto pelo Renato e ao vislumbrar estar diante de uma boa história e sendo por mim contatado, quer destrinchá-la por inteiro, nos mínimos detalhes. Tenho certeza, após a publicação deste texto ele vai continuar me enviando mais e mais detalhes, não só da senhora que levou os patos ao parque, como também, algo que muito me interessa, as histórias dos moradores de rua, os que de certa forma, ajudam e muito a também, como se vê, cuidar e preservar o lugar. Não me importa neste momento saber se foi um ato acertado os patos terem ali ido parar, mas como ali já estão, o ocorrido demonstra algo mais, de como se dá o contato desses moradores de rua, com toda a simplicidade peculiar e o trato para com os espaços públicos e os semelhantes à sua volta.

Histórias como essa resgatam algo bem evidente e pouco percebido pela maioria das pessoas, que são histórias advindas dos povos invisíveis, dos tantos renegados dos tempos atuais. Se não foi ainda percebido, algo bem latente e exposto a nós todos como chaga, o aumento substancial dos moradores de rua nos últimos tempos. O Brasil, isso bem antes da pandemia, está no meio de uma crise, com muitos dos seus sendo praticamente jogados para as ruas e delas fazendo seu habitat. Assim como Jaime, resgato muito dessas histórias, pois considero mais do que importante, não só tomar conhecimento de como se dá a vida das pessoas mais vulneráveis, mas dessa forma mapear e buscar soluções para suas vidas. Não será, certamente, num desgoverno como o vivenciado atualmente que esses terão os olhos dos mandatários voltados para suas necessidades, mas muitos estão e assim, ao lado desses trabalhando em serviços de Assistência Social, se dá um passo muito importante para mantê-los vivos e com esperança de voltar a ter uma vida dentro do formato onde estamos inseridos.

A vida de gente como o Renato é para mim muito importante e o destaque aqui, não são os patos, mas ele e todos os demais na mesma situação, os que sei, estão ali também para proteger os patos e seus ovos.

INIQUIDADES PANDÊMICAS
UMA FOTO E AS MUITAS POLÊMICAS NO SEU ENTORNO
Divulgada semanas atrás pelo vereador Meira, ferrenho opositor ao Governo municipal, apregoava de cestas básicas arrecadadas pelos serviços sociais da Prefeitura, acumuladas nesse depósito/barracão junto ao Recinto da Expo e não distribuidas e do outro lado, o prefeito acusando tratar-se de fake news, pois ali estavam exatamente aguardando serem distribuídas, conforme cadastro e necessidades a eles comunicadas. São duas versões para um debate acalorado ainda não findo e a demonstrar que nem sempre, existe somente o interesse pela busca de soluções coletivas para a mesma questão.
DUAS OPINIÕES A RESPEITO:
1.) "Não entendi. Antes de serem distribuídos os alimentos tem que ser guardados em algum lugar, não?", Antonio Morales.
2.) "Todas as famílias cadastradas estão sendo atendidas, ao invés de tantas críticas acredito que divulgar pra aqueles que não tem acesso a informação é de grande utilidade. São vários questionamentos, mas poucos são com boa intenção...muita politicagem envolvida. (...) Os cadastros são realizados nos CRAS que estão distribuídos nos territórios de vulnerabilidade na cidade... preferencialmente por telefone a fim de evitar aglomerações, podem ser a cobrar...pra todos aqueles que estiverem passando por dificuldade no momento e solicitar.", Flávia Gigliotti Rocha.
3.) "Esse Meira está querendo se promover as custas do sofrimento do povo. Está na hora dos militares voltarem aos quartéis, pois meu voto, ele não leva", Simone Altafim.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

AMIGO DO PEITO (173)


OS PÃES DO PROFESSOR OSCAR E REFLEXÕES SOBRE O FUTURO DA EDUCAÇÃO EM SÃO PAULO E NO BRASIL
Meu dileto amigo Oscar Fernandes da Cunha é professor de História como eu (estudamos juntos na hoje quase extinta USC), ele funcionário público, querendo muito se aposentar nos próximos anos, tendo já chegado perto de dirigir escolas estaduais. Inesquecível sua passagem pelo distrito de Tibiriçá, onde deixou legião de admiradores. Nas horas vagas faz pães caseiros em sua residência no Geisel e sempre que posso e a pandemia me permite, damos nosso jeito, ou eu vou buscar ou ele vem me trazer, mesmo ambos sendo do grupo de risco, ou seja, o pão nos faz cometer verdadeiras locuras. Eu cometo, pois não aguentando mais o pão feito pela padaria nos arredores de minha casa, vou em busca desse algo mais artesanal e cheio de delicioso sabor. Ontem mesmo nos reencontramos e trago cinco deliciosos Foccacia, ao estilo italiano e feitos com dois ovos caipira. Antes de deitar, me deliciaram num café com pães de gosto inenarrável. Oscar é mestre nesses ofícios, o de dar aula e de fazer pães caseiros. Possui outras virtudes e qualidades e abaixo enumero outra, a percepção de fazer a coisa certa e se manter uma vida inteira do lado palatável deste mundo, mesmo que isso lhe traga inúmeras dores de cabeça - e também no bolso.

Faço essa longa introdução só para poder comentar algo da conversa de ontem (impossível a gente se reencontrar e não tentar ao menos colocar parte das conversas em dia). Pois bem, o gajo está trabalhando à distância, como manda o figurino e dentro dos preceitos determinados agora pela Secretaria de Educação do Estado de SP. Tudo nos conformes, ele devidamente enquadrado e cumprindo com sua missão. Falávamos de algo hoje em voga:

- Meu caro amigo, vocês hoje estão ministrando aulas à distância e quem me diz que, lá na frente, com essas aulas gravadas, não serão todos mais facilmente dispensados e elas utilizadas para o que querem fazer da Educação brasileira, transformando-a num cursinho à distância? - lhe instigo.

- Sim, eles irão fazer isso, com toda certeza. Não existe a menor dúvida. Se hoje, ainda com alguma organização resistimos, muito em breve algo de pior estará acontecendo. Com a mentalidade hoje vigente, imagino que, o Estado terá que manter o Ensino Básico, o da alfabetização de forma presencial, mas nos demais se livrará de tudo hoje existente. É o tal do Estado Mínimo. Do básico em diante, tudo o mais será dessa forma empacotada, entregue de forma uniforme e seguindo padrões do leve seu vídeo e estude em casa, sem utilização de salas de aula. Hoje, meu caro, a situação da Educação no Estado já está do jeito que eles querem. Veja bem, com as escolas fechadas, gastam quase nada com luz, água, horas extras, remoção de professores, os chamar os eventuais, merenda, gastos extras como copiadoras, tonner e todas as despesas diárias que não são baixas. Custo zero e o Estado ganhando muito com tudo isso. Eles não dizem ganhando, mas economizando. O aluno que quiser ter uma Educação diferenciada terá que ir fazê-la na rede privada, pagando caro, ou seja, o pobre estará cada vez mais na rua da amargura com esses neoliberais no comando do país, seja em Brasília ou São Paulo.

Baixa, o pano. Conversamos mais algumas coisas, mas isso ficou e continua entalado na minha garganta e nem o pão, tão saboroso, desceu bem no café noturno. De tudo, uma só certeza, ou lutaremos muito contra tudo isso vindo por aí, ou feneceremos como nação e quando tudo estiver consumado, reverter será algo para outros séculos.


O EMPRESÁRIO PAULO MARINHO, BOLSONARO E OS SEUS SUBALTERNOS - DE ENTREVISTA DADA PARA FOLHA SP
O empresário Paulo Marinho, pelo que sempre soube e minha memória me relembra, foi um playboy na vida noturna carioca décadas atrás. Seu nome não sai das colunas sociais, tipo Ibrahim Sued & Cia, quando varava noites em boates e convescotes. Evoluiu e de lá se transformou em empresário (não sei do que) e a última vez que havia visto novamente seu nome foi quando soube ter ele participado ativamente da campanha de Bolsonaro para a presidência, quando cedeu até seus aposentos pessoais, no caso sua casa para a gravação dos programas eleitorais do então candidato. Ou seja, se estava metido com gente da laia dos Bolsonaro, no mínimo sabia onde estava botando os pés, tipo daquelas organizações onde você sabe quando entra, mas depois não pode sair nunca mais, sob pena se ser sumariamente eliminado. O gajo não é inocente e sabe onde se mete, ou ao menos sabia, pois assim como Sergio Moro está hoje às voltas com problemas de segurança, desde quando resolveu denunciar o que sabe sobre o clã dos moradores do residencial/condomínio Vivendas da Barra, pouso do Senhor Inominável no Rio de Janeiro.

Hoje esse mesmo Paulo está prestando depoimento na sede da Polícia do Rio e sob forte esquema de segurança. No domingo passado deu entrevista para a Folha de SP, quando escancarou algumas coisinhas medonhas que podem até complicar mais a continuidade dos enroscos da famiglia mais enlameada deste país, mas dentre tudo o li sendo dito, uma só coisa me impactou. Esse trecho: "Eu olhava o capitão, com aquele jeito tosco dele, e algumas coisas me chamavam a atenção. Por exemplo: ele era incapaz de agradecer às pessoas. Chegava uma empregada minha, servia a ele um café, um assistente entregava um papel, e ele nunca dizia um abrigado. (...) As piadas eram sempre homofóbicas. Os asseclas riam, mas não tinha nenhuma graça. E, no final, ele realmente despreza o ser feminino. Tratava todas as mulheres como um ser inferior”.

Eu em hipótese nenhuma andaria com pessoas com essa personalidade e quem anda, abre até as portas de sua casa, ou é da mesma laia ou é um grande de um fdp, interesseiro até a medula. Portanto, não tenho dó nenhuma desse eterno playboy, um que, nem sei se na intimidade não trata os seus subalternos com a mesma distinção que o Bozo, ou seja, com desprezo e desconsideração. Esse é o tipo de gente que levou a última eleição presidencial no bico, com artimanhas da pior espécie e hoje estamos em nessas mãos, os que continuam agindo assim e os que até ontem se beneficiavam da coisa. Nenhum vale nada, ou seja, todos os que estiveram, estão ou estarão com Bolsonaro valem nada. Tratam o povo desse modo e jeito, com nojo e assim sendo os repudio da forma mais veemente deste mundo. Os Bolsonaro's sempre foram e agiram assim, são toscos, espertalhões, brucutus da pior espécie. Ninguém enganou ninguém, ou alguém nessa relação quer se passar por santo - do pau oco. Pulhas.

QUEBREI O ESPELHO
A tira de hoje do meu amigo argentino, Miguel Rep, no melhor jornal do nosso mundo, o diário argentino Página 12 parece ter sido feita à minha imagem e semelhança. Sou eu, sem tirar, nem por. Na continuidade da quarentena, estarei muito em breve irreconhecível, causando repugnância dentre os que me conheciam e na comparação, devem imaginar: pirou de vez. Não pirei - ainda -, mas ando muito bem encaminhado. Após 60 dias de reclusão, muita coisa muda na vida gente e não só no visual. Reclamava muito da necessidade de permanecer mais em casa, conseguir fazer uma pá de coisas em casa, mas não esperava que tudo acontecesse dessa forma e jeito.
E pior, não fiz, mesmo com todo esse tempo em casa, nem metade do que havia me proposto quando dizia da necessidade de ficar mais em casa. Não tem sido fácil, mas sei, muito mais difícil é a situação dos que, sem condições de permanecer trancados, se entregam para as aberturas propostas e tentam se safar, se descuidando ou mesmo enfrentando o touro à unha. Nem imagino o que virá pela frente, mas diante da insanidade mental do atual momento brasileiro, creio não só o país terá muita dificuldade na sua recuperação, como o brasileiro, esse ainda sem saber, pelo quantidade de medidas tomadas contra o trabalhador, o futuro de todos deverá ser algo de muito sofrimento, luta intensa e desmedida. Como pensar em algo diferente disso, quando o que se vê é a ação cada vez mais repugnante dos seus governantes. A barba comprida e o que me resta de cabelo fazendo trança dos lados é o que menos me preocupa, mesmo brincando sempre da situação, enfim, tentar levar a coisa com bom humor faz parte do momento. Brinco, mas o que faço mesmo é talvez me preparar agora para tudo o que virá pela frente, quando os enfrentamentos deverão ser mais violentos, brutos e constantes. Enfrentar o que virá pela frente, ao menos tentando demonstrar ser favorável a outra possibilidade de mundo, eis o que me restará de ações até o final dos meus dias. Estejamos todos preparados para os enfrentamentos dos que netendem que o ser humano deve estar sempre em primeiro lugar e os insanos, colocando o dinheiro, as leis de mercado acima da própria existência e da vida. Ser comparado com Gregorio Samsa é o que menos me preocupa...

terça-feira, 19 de maio de 2020

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (141)


FUNCIONÁRIOS DA HAVAN BAURU PROTESTAM DIANTE DA PREFEITURA DE BAURU
Em fotos divulgadas pelas redes sociais no dia de ontem, funcionários da loja Havan Bauru estiveram defronte a Prefeitura Municipal de Bauru, com cartazes, protestando contra a determinação do fechamento da unidade, na continuidade de ações propostas, definidas e impostas por seu proprietário, pouco se importanto com o destino dos trabalhadores, pensando somente no seu negócio e para tanto, impossível não associar o ocorrido como algo forçado, do tipo: ou vai ou não trabalha mais aqui.

NO MEU CASO NÃO PRECISA NEM LACRAR, POIS NEM PASSO PERTO DESSA DEGRADAÇÃO COMERCIAL
Em Marília lacraram a loja e aqui, no dia de ontem, alguns dos seus funcionários estiveram na porta da Prefeitura Municipal de Bauru, pressionando para a abertura de suas portas, pois querem quebrar a quarentena. O dono da Havan é um ser repugnante, desprezando tudo o venha em defesa da classe trabalhadora, desrespeitando todas as (ainda) leis trabalhistas vigentes, se achando acima do bem e do mal, tudo pela proximidade e amizade com o Senhor Inominável.

São farinha do mesmo saco, um dos que mais próximos se apresentam como a cara desse desGoverno a destruir o país. Minha repugnância se dá de outra forma, primeiro execrando esse monstrengo na porta da loja, uma estátua com a marca de um país, os EUA, o que mais nos humilha, depois nem passando perto de suas portas. Os imagino ali na frente da Prefeitura, coagidos, forçados a realizar o ato, imposição patronal - ou vai ou rua. Entendo a situação dos trabalhadores, mas os vejo como desprotegidos, primeiro por causa da ação de seu proprietário, cruel e insano e só pensando em seus botões, nunca dos seus pupilos. Nos moldes como atua, representando o lado nefasto deste país, a Havan já conquistou o repúdio e o escárnio de milhares de pessoas e, pelo que vejo, seus problemas só começaram, assim como da Madero, Riachuelo... Eis o link de matéria sobre Marília: https://www.esmaelmorais.com.br/2020/05/loja-havan-e-lacrada-em-marilia-por-desobedecer-medidas-contra-o-coronavirus/?fbclid=IwAR1xRpFEXX20qzdLrG4H6AEwRiU3EOkFx9GJIOeSjxjy_YKiBmXWuuF3elQ

PEDIDO DE CASSAÇÃO DO PREFEITO, A DEFESA EM CARTA NO JORNAL E PITACO DESTE MAFUENTO
Um pedido de cassação do mandato do prefeito está em curso, feito pelo advogado Eduardo Borgo, até bem pouco tempo funcionário graduado da EMDURB, cargo de confiança e demitido tempos atrás, hoje algoz do prefeito. Eis a defesa feita pelo advogado do seu pedido, em texto extraído de sua página no facebook: “O pedido de cassação do prefeito municipal visa proteger nossa cidade, em especial na área da Saúde, onde não temos medidas concretas, além da área econômica. Os servidores públicos municipais estão prestes a ter problema no recebimento dos seus salários, assim como denunciado pelo deputado Rodrigo Agostinho e o prefeito Gazzetta não toma nenhuma atitude para enxugar a máquina. Seu único esforço é para ter acesso aos Fundos Municipais. Se não tomarmos uma atitude agora, Bauru irá sofrer e muito mais para frente".

A peça está fundamentada em alguns pilares. Ele alega que o prefeito mente quando informa em datas diferentes estar disponibilizando, primeiro 220 leitos para o COVID-19 na cidade, depois reduz para 50 leitos em UTI, depois reduz novamente para 40 e assim em outros temas, como afirma que academias e barbearias iriam abrir, depois volta atrás, assim sendo, segundo Borgo, o prefeito anuncia uma coisa e nunca cumpre, sendo esse o Modus Operandis de sua administração. Diante disso, afirma a motivação ter ocorrido pelo fato de que, em agosto, a Prefeitura não mais terá dinheiro para pagar salário dos servidores, pede a liberação dos fundos municipais, em torno de 29 milhões (para o COVIUD, mas prefeito querendo utilizar para pagar folha de servidores) e por não apresentar plano de contingenciamento, que seria a redução dos cargos comissionados. Em entrevista para rádio local diz: “Será que o inerte prefeito não está com intenção de pegar esses 29 milhões para manter a máquina pública e não destinar nada para a COVID?” e por fim, apresenta algo como uma proposta para tornar seu pedido sem razão de ser: “Se ele apresentar um plano de contingenciamento essa semana e um projeto de combate à COVID, estará perdido o objeto de minha ação”.


Dito isso, não quero transcrever aqui o que está sendo discutido nas vozes provenientes da rádio Jovem Pan, ops, digo, Velha Klan e muito menos do economista Reinaldo Cafeo, pois na qualidade de opositor a eles e os enxergando, neste e em todos os demais momentos como favoráveis à abertura do comércio indiscriminado, daí opositores cegos ao prefeito, reproduzo a seguir o link de carta publicada hoje na Tribuna do Leitor, do Jornal da Cidade, com o posicionamento de secretários municipais e os presidentes da Emdurb, DAE e Cohab: https://www.jcnet.com.br/opiniao/tribuna_do_leitor/2020/05/724212-nota-de-repudio.html. Resumindo, todos esses dizem estar focados no combate ao coronavírus e tudo o mais é motivado por “oportunistas, enganadores, buscando vantagens pessoais e políticas”. A decisão pelo prosseguimento ou não do pedido de cassação deve ser tomada na abertura da próxima sessão da Câmara de Vereadores de Bauru.

PITACO DESTE HPA: O prefeito de fato comete esse vai e vem. Levo em consideração que, a pandemia obriga a todos, algo neste sentido, pois as mudanças são praticamente diárias. Quando achamos que tudo deve merecer relaxamento, no dia seguinte o quadro se complica. Imagino isso numa administração, com uma promessa num dia de receber verba para algo e depois ela não se confirmando. O fato, por sorte, é que em Bauru ainda existem leitos disponíveis e não chegamos na necessidade de ter que tomar medidas drásticas. Qualquer administrador deve estar hoje com os cabelos em pé diante de como fazer para honrar compromissos, principalmente os da folha de servidores, com a drástica queda de receitas, daí muita coisa passa na cabeça destes como possibilidades, até da utilização do dinheiro dos fundos para outros fins. O próprio vereador Meira, que apregoa será favorável pela cassação, já apresentou proposta com essa finalidade tempos atrás. Que tudo tem um fundo político, disso não existe a menor dúvida. O fato é restar pouco mais de seis meses para o final do mandato do prefeito, estar em curso algo bem engendrado, com candidatos jogando pesado no jogo sucessório e isso tudo é colocado no liquidificador neste momento. Reafirmo ser opositor ao prefeito e o que representa seu grupo político, mas creio ter muito de exagero neste pedido e na forma como vejo ocorrer a oposição a ele. Acompanho com a devida atenção seus passos diante da luta para enfrentar a pandemia em curso e o vejo com disposição, garra e na defesa da cidade. Tenho um caminhão de críticas a pontuar, mas prefiro neste momento me conter, guardando-as para momento mais oportuno. Prefiro ir pontuando cada uma das ações oriundas da Prefeitura e sugerindo também outras alternativas, ao invés de acirrar e fechar questões. Não me peçam para ter posicionamento ao lado dos que sei, fariam algo muito pior do que é feito hoje, pois quem conhece como se dá cada jogada no mundo político, sabe muito bem que nada é feito assim tão desinteressadamente e pensando só e tão somente nos interesses públicos.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

MEMÓRIA ORAL (255)


“CÃES BÉLICOS”, A PROSA E POESIA DE 52 AUTORES LOCAIS – A 10ª EDIÇÃO DE ANTOLOGIA POÉTICA PRONTA PARA SER LANÇADA

Nada como começar uma nova semana com algo do campo literário. Que tal um livro? E mais, um lançamento aqui em Bauru, ocorrendo em pleno período de quarentena da pandemia pelo COVID-19. Ou seja, mesmo com todos contidos, atividades externas praticamente suspensas, algo continua rolando e em plena movimentação nas entranhas bauruenses e não só na estabelecida guerra pelo “abre tudo” ou “continua fechado”. O livro em questão é mais um lançamento da já conhecida ANTOLOGIA de Poetas Bauruenses. Na Comissão organizadora um trio que, verdadeiramente faz e acontece, Ana Maria Barbosa Machado, Lauro Neto, Vagner Fernandes dos Santos, ainda contando com a ajuda sempre valiosa na diagramação do Eduardo Viver.

Ana se empolga quando o tema é mais esse lançamento: “Esta nossa ANTOLOGIA é especial NÃO só pelo momento difícil em que vivemos no Brasil pelo desgoverno e pela pandemia que assola todo planeta.....pois desta vez NÃO pagaremos a publicação, vamos ter o patrocínio da SAC, que foi contemplada pelo Ponto de Cultura e nos deu este apoio hiper especial!!”. É a décima antologia do Expressão Poética em Bauru, nos seus 21 anos de existência, algo mais do que auspicioso, pois publicam poesia num país hoje com seu poder constituído desqualificando quem produz cultura, desmerecendo a arte e os insistindo em escrever, produzir livros. Desta feita 52 autores – 29 mulheres e 23 homens, com três poesias cada, gêneros bem distintos, aqui reunidos a demonstrar como o gênero flui naturalmente na insólita Bauru.

Na Introdução a melhor explicação para o que virá a seguir: “Era noite, e tudo o que desejávamos era um punhado de horas de sono. Mas os cachorros, vendo o mundo através de suas lentes, ladravam sem parar. Os latidos varavam as horas noturnas cortando nosso sossego, acabando com a possibilidade de entrarmos no modo sono. Repouso. Reparo. Descompasso. Queríamos calá-los para que não mais nos incomodassem e assim estarmos como deveríamos. Queríamos silenciá-los para que vivêssemos do nosso modo sem medo dos latidos. Mas os cães pareciam não se importar com o status quo e seguiam em seu ritual noturno querendo ou não chamar nossa atenção. Eram cães anárquicos, cães de guerra, cães bélicos. É noite, o mundo deseja dormir e permanecer em trevas. Desacordar. Mas o poeta continua sua lida. Ele vê o mundo através de suas lentes, e o traduz com poesia. Querendo ou não, eles incomodam. Querem calá-los para que não vos incomodem e continuem em sua sonolência de baldes, e de bases e de alaridos. Querem silenciá-los temendo que afetem seu viver voraz. Expressão Poética Cães Bélicos”.

Enfim, os “Cães Bélicos” estão loucos para serem soltos e atormentar a vida desta cidade, mais que nunca precisando de uns latidos bem uivantes, até sacudi-la do marasmo provocado por tantos dias em reclusão, trancados entre quatro paredes. Mais um pouco explicado por eles mesmos logo na abertura: “A analogia chega ser bem simples e poético! Os cães...que quando latem incomodam, assim como os poetas quando escrevem e mostram seus sentimentos!”.

Vagner Fernando dos Santos, 45 anos, descreve um pouco mais da expectativa: “Mais um livro. É uma grande realização para o grupo. E no caso deste está sendo muito bom por termos o patrocínio, algo que não tivemos nos trabalhos anteriores. O nome foi escolhido pelos organizadores pensando em alguma frase que sintetizasse esse trabalho. Muitas vezes o ato de poetizar é incompreendido e causa reações inesperadas fazendo os poetas parecerem cães Bélicos. Assumindo este fato adotamos este nome. Isso, já por si só, causou reações inesperadas de alguns participantes, o que rendeu debates ricos sobre ideias, algo de que necessitamos”.

Sim, eles sabem, estamos todos carentes de bons diálogo, alvissareiras conversas e até acaloradas discussões. O jornalista Lauro, outro organizador, segue na mesma linha: “Entrei em 2017, sou novo no grupo, quando havia lançado o meu primeiro livro. Hoje já estou no quarto e quando me convidaram, participei e não mais sai do grupo. Três anos com muitos eventos e algo do título, ele é o nome de um poema da Amanda Helena. Dessa vez, Aninha me chamou a participar junto deles dois, ambos fundadores. Ajudei a selecionar os textos e também na revisão. Estamos dando voz poética para muitos novos poetas, inclusive com sonetos, contos e muitos novos atores, gente do Sarau do Viaduto, de rolês de bares, bem variado. Tem muita gente que escreve na cidade e assim ,abrimos para muitas novas vozes. O apoio da SAC veio através da ajuda do José Vinagre, com estímulo, amparo. É um livro bastante variado, diversidade tanto discursiva como na faixa etária”.

O livro está pronto e o lançamento devido à COVID-19 está sendo pensado, repensado e ainda muita coisa a ser definida. Deve acontecer de forma virtual, numa nova roupagem devido a isso tudo aí fora e quando o bicho for devidamente solto – cuidado com os cães ladrando no seu portão – e atazanando as ideias de quem gosta de novidades e de ver a Cultura bauruense em plena efervescência, uma certeza, a da existência dos que não param nunca, nem se atazanam e se intimidam com a pandemia. Muito mais poderia ser dito, escrito, falado em alto e bom som e para tanto, nada como dar uma espiada na página do facebook desses intrépidos guerreiros da escrita bauruense, a https://www.facebook.com/1726817484202468/posts/2537516163132592/?sfnsn=wiwspmo&extid=W0Echk29QEhWvOyV. Ali, em posts regulares algo do que fazem, como fazem e da sequência dos trabalhos, tudo pela voz deles mesmos. Vale a pena conferir e aguardar ansioso pela lançamento. Enfim, a pergunta: É para quando mesmo?

SE É QUE EXISTE O LADO BOM DO COVID-19, EIS ELE EXPLICITADO NO CURTO TEXTO E NA FOTO ABAIXO:

Ver pessoas tendo alta hospitalar, como no caso do construtor e músico Tadeu Vian, em foto disponibilizada pela esposa Lilia Souza, após muitos problemas e 45 dias no Hospital Estadual, enfim, livre do coronavírus, algo para se comemorar até com balões, verdadeira festa para tudo, todas e todos à sua volta. Assim como no atendimento dado a ele, o serviço hospitalar de Bauru ainda está suportando a carga de infectados, mas beira o seu limite e na continuidade da queda do isolamento social, talvez o caos se instale na cidade muito em breve.