domingo, 21 de fevereiro de 2021

CENA BAURUENSE (211)


WALACE SAMPAIO E SUÉLLEN ROSIM COMETERIAM O SUÍCIDO
http://www.araraquara.sp.gov.br/.../dispoe-medidas...

"PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ARARAQUARA
DECRETO Nº 12.490, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2021
... Art. 6º - No período de abrangência deste decreto, estão proibidas todas as atividades comerciais, de prestação de serviços – inclusive bancários – e industriais, quer para o atendimento presencial, quer para a prática de atividades internas, externas, produtivas, de manutenção, de limpeza ou outra de qualquer natureza, exceto segurança".

O momento exige políticos sérios, realmente comprometidos com o bem estar da população. Que o momento não é fácil para ninguém, disto todos sabemos, mas continuar pregando a abertura e manutenção das portas abertas neste momento é suicídio, ou o mesmo que empurrar a população para ser logo ali na frente asfixiada numa câmera de gás, como fizeram os nazistas. Bauru está sendo comandada por um Núcleo Macabro, mentes totalmente no desvio, enlouquecidas pelo ideal bolsonarista predatório e cujo bem estar da população passa ao largo. Pensam - sempre pensaram - somente nos próprios botões. Enquanto a imensa maioria das cidades no entorno de Bauru já assumiram a delicadeza do momento, Bauru segue sua sina destrutiva, insana, doente, perversa e criminosa. Imaginem os senhores, o sr Walace Sampaio, hoje totalmente alucinado por algo fora de controle, tendo que se vergar a um decreto como este de Araraquara? Teríamos um suicídio em praça pública? No anexo, a publicação do novo decreto de Jaú e, por enquanto, Bauru deitada em berço esplêndido...

Está na cara que só a dupla Suéllen/Walace, a partir da regência bolsonária, resiste à adoção de medidas restritivas recomendadas pelo bom senso e pela lição historicamente consolidada na experiência dos cientistas que operam com Saúde Pública no Brasil e no mundo. Comparar o andamento da carruagem em Bauru e em outras cidades próximas, no quesito "enfrentamento do poder municipal à ampliação das incidências da covid-19, é pauta para ontem, da qual essa nossa querida imprensa bauruense, foge, todo dia ... 

EFEITO ORLOFF: "SEREMOS VOCÊS AMANHÃ" - RECADO PARA SUÉLLEN E WALACE
https://www.acidadeon.com/.../NOT,0,0,1585971,somente...
"Somente juntos podemos tirar a cidade dessa situação. O crescimento da pandemia aqui em Araraquara ocorreu por responsabilidade coletiva, de todos nós, devido aos encontros familiares, as festas, o pouco cuidado, o não isolamento e o desleixo com medidas preventivas."
Edinho Silva - Prefeito de Araraquara, em 19.02.2021

Aqui em Bauru o descalabro, o descompasso, seguindo pelos descaminhos mais tortuosos e sinuosos que ser possa imaginar. Por aqui se escamoteia os índices reais da contaminação, a prefeita canta em shows gospels em pleno período de maior incidência do vírus e além disto, inaugura sua igreja, casa cheia, gente aglomerada, incentivando a proliferação deliberada da morte. Não existe preocupação nenhuma com a saúde pública, só com a propagação do ódio, onde se buscam culpados, mas se escamoteiam os que realmente nos apunhalam, eles mesmos. Exemplos como os do prefeito de Araraquara e Jaú não alteram em nada o comportamento vil, predatório, criminoso destes que, colocam Bauru como sendo hoje o reduto do que de pior existe no país, esse amontoado de pervertidos comandando o destino de uma cidade, já à deriva e em breve com o barco afundado.
A conta vai chegar...

ALGUMAS CENAS BAURUENSES DOS ÚLTIMOS DIAS
01. Em foto e legenda de Claudio Lago, eis a quantas anda a preservação da vida nas hostes dos donos do poder local: "Bauru fase vermelha e os ônibus coletivos continuam com aglomeração. Os mais ricos querem tudo aberto e quem paga a conta é a camada mais pobre", em 21/02/2021.

02. Recebo a foto e com o recado de amigo que prefere não se identificar: "Meu amigo boa noite. Tudo bem? Hoje lembrei de vc nesta foto que tirei na Getúlio Vargas ao lado do Itaú..... Poderíamos fazer umas fotos desta para cobrar da prefeitura o que acha? Acho que está aumentando muito , infelizmente, na cidade. Abraços". Pergunto algo mais: "Me conte algo mais dela e posto amanhã como Cena Bauruense". Ele acrescenta: "Tem um morador de rua que está neste local, depois que mais um loja fechou... a loja está entre o Itaú e a academia Just For. A loja era de carros 3 Burgo......fechou e já fizeram de moradia....ficam na esquina pedindo $$ e dormem por lá mesmo...uma judiação...". A Prefeitura comandada pela novíssima (sic) prefeita Suéllen Rosim fechou o abrigo mantido para desabrigados lá no Ginásio de Esportes entre o Hospital Estadual e a Unesp, reduziu o serviço de atendimento a estes e como está agora só preocupada com seu negócio particular, a igreja inaugurada hoje em plena pandemia fase vermelha, não quer nem saber destes espinhosos assuntos. Ela gosta de confusão, monitorar o ódio latente, assim como Bolsonaro, mas pelo que se vê, a Lua de Mel está por um fio, em 20.02.2021.
03. Famosa edificação caixote no Calçadão da Batista, onde dizem as más, boas, pérfidas e maléficas línguas, o prefeitão do pedaço, no último sábado, tomou conhecimento de que fiscais da Prefeitura, no exercício de sua função fiscalizativa autuavam as Lojas Pernambucanas por descumprir fase vermelha e a partir daí se deu uma caça aos fiscais, que em seguida, localizados foram escorraçados do local, quase apanhando e as portas de todas as lojas permaneceram devidamente abertas, conforme decisão do vetusto cidadão, em 16.02.2021.
04. A RIL - Rodoviário Ibitinguense tem história em Bauru, uma ampla garagem no Jardim Pagani e uma linha regional das mais utilizadas, ligando Bauru com Ribeirão Preto, Arealva, Iacanga, Ibitinga, Reginópolis e outras, porém algo está ocorrendo e ela não mais mantém seu guichê de venda de passagens, embarque e desembarque no Terminal Rodoviário, tudo ocorrendo desde meses atrás numa padaria ao lado, rua Aparecida. O que estaria acontecendo com tão tradicional empresa rodoviária, com tantos anos de atuação, para ter interrompido esse relacionamento com a Emdurb e ser hoje a única atendendo fora do terminal?, em 15/02/2021.
05. "Bauru depois do almoço", com essa legenda o sócio-proprietário da banca mais antenada do centro da cidade, espécie de GPS para incautos por ali perdidos ou em busca de algo, Adilson Chamorro publica foto com amostragem de como se dá a coisa pelo local, a chamada "ciesta" após o almoço. Sacadas as devidas brincadeiras, as pessoas esquecidas, invisíveis por todo uma vida, se alimentam como podem e dormem também da mesma forma e jeito, tipos populares, queridos e amparados por muitos, entendidos por alguns, renegados e rejeitados por outros, tocam suas vidas fazendo das marquises a cama para descansar o corpo quando bate algum cansaço, em 13/02/2021.
06. Na rua que liga a Nova Esperança ao trevo que dá acesso para vila Dutra, impossível não virar o pescoço e olhar com saudade para a imponente edificação, de onde tempos atrás funcionou a Ceagesp e hoje, portões fechados, pelo visto tudo abandonado e aquilo tudo se deteriorando com o tempo, em 09/02/2021.
07. Diante de um mundo onde as bancas de jornais de rua estão em extinção, algumas resistem como podem e se safam não se sabe nem como, num desdobramento desses a encorajar todos também a continuar resistindo, como a localizada nos Altos da Cidade/Jardim Estoril, região próxima do Santuário de Fátima, na avenida comendador José da Silva Martha, em 08/02/2021.
08. Este é o Calçadão da Batista, reduto principal onde o imperador da área, o diretor do SinComércio Bauru, Walace Sampaio apregoa sem disfarces que, "o Comércio de Bauru não fecha" e na foto tirada pelo jornalista Ricardo Santana na sexta passada, dia ainda meio lusco fusco, mas diante da flexibilização da prefeita - que nada mais é do escancarar as portas -, mesmo sem decreto e a cidade na fase vermelha, veladamente abre-se tudo, finge-se existir fiscalização e dane-se tudo o mais, ou seja, o CNPJ prevalece no reinado atual sobre os portadores de CPF, estes entregues ao salve-se quem puder, diante da repetição de oito mortes diárias pela coronavírus. Fica mais do que evidente que, o aumento de vagas, agora existentes não é o redutor do incidência de transmissão e sim, os cuidados que todos devem ter, mas quando não incentivados pelos mandatários da cidade, a perdição é o resultado final, em 07/02/2021.
09. O DAE tem sido complacente com os devedores em tempos de pandemia, mas a CPFL, além de promover aumentos desmedidos nas contas, não perdoa e o que mais se vê sendo fixado nos relógios de medição espalhados pelos quatro cantos da cidade são recados de igual teor, promovendo o terror dentre os que já passam por inúmeras dificuldades, em 05/02/2021.
10. No exato momento em que as coisas estão mais que conturbadas na "sem limites", hoje sendo transformada em território e reduto bolsonarista no interior paulista, na luta de Bolsonaro contra Doria, passo defronte o fechado Bosque da Comunidade, nos Altos da Cidade e lá me deparo com desgastado cartaz fixado, colado numa caixa de força, reverenciando um libertário, Hélio Oiticica e seu grito pela necessária liberdade, "seja marginal, seja herói". Um alento pouco conhecido e reconhecido, em 01/02/2021.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

REGISTROS LADO B (33) e OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (146)

 NO 33º LADO B, MÍDIA E DEMOCRACIA, COM A HISTÓRIA D’O DEBATE, JORNAL INDEPENDENTE DE SANTA CRUZ DO RIO PARDO, SERGIO E ANDRE FLEURY – A RESISTÊNCIA SE FAZ PRESENTE

Neste sábado, 20/02/2021, dia da inauguração, em plena pandemia, fase vermelha, quando o vírus se espalha de forma avassaladora por Bauru e o Brasil, a novíssima (sic) prefeita da cidade abre um empreendimento novo, só seu e dos seus, negócio particular, uma igreja neopentecostal e convida o mundo para ali estar. Essas hipocrisias latentes, pulsantes e fazendo questão de afrontar, não só o bom senso, mas qualquer regra de civilidade é tratado de forma “normal” por parte significativa da mídia hoje existente, principalmente a hegemônica, massiva. Como o Jornalismo conseguiu chegar neste estágio tão decrépito e sem enrubescer, sem ter suas faces coradas? Existem quem de fato ainda consiga resistir diante de tão avassaladora onda desdizendo de uma Manual de Boa Conduta? Dias atrás, o amigo Garoeiro, professor aposentado da Unesp Bauru, exilado em Natal RN, envia a mim algo propondo “novas formas de luta” e nela, um pedido para que assistisse uma Live, com pedido pessoal: “Jornalistas com coragem de apurar e falar a verdade estão, daqui a pouco, em um debate promovido pelos Estados Gerais da Cultura, lançando luz sobre o processo de desagregação do maior escândalo jurídico do Brasil, a Operação Lava Jato. Marcelo Auler – que se dedica há anos, com imenso sacrifício pessoal, a romper os véus de Curitiba – Cristina Serra, Fátima Lacerda e Altamiro Borges, discutem e esmiúçam as últimas revelações do material apreendido na Operação Spoofing, onde repousam os comprometedores diálogos entre Deltan Dallagnol, Sergio Moro e os procuradores de Curitiba e de Brasília. É imperdível para quem quer ficar em dia, o que não é fácil, com a avalanche de material que sai das cloacas de uma conspiração. Caro Mafuento-Mor, Sequer consegui ir até a metade ... Esbravejar sobre o leite derramado resolve?”.


Eu respondo a ele, ao meu modo e jeito: “Garoeiro - Faço isso diariamente, ininterruptamente e neste sábado, 33º Lado B entrevisto os dois proprietários do jornal Debate, de SCRP, pai e filho, atuação impecável na imprensa regional, sem se vender, produzindo um jornalismo como deve ser feito, muito longe do balcão de ‘secos e molhados’ e atacaremos em conjunto a subida no palanque por jornalistas bauruenses da rádio Velha Klan junto do Véio da Havan e prefeita Suéllen. Eu trago essas pessoas para o debate e escracho publicamente a pouca vergonha em curso. Minha parte faço, por aqui, a gente ao menos demonstra o quanto são pérfidos, vassalos e não valem nada. Igualzinho o que me envia. Assista por favor, será amanhã, sábado, 19h”. Desta forma começo a apresentação de mais um BATE PAPO, dentro dessas conversas semanais, intituladas por mim também como “A importância dos desimportantes”. Sim, o termo é este mesmo, pois os desimportantes deste país, quando abrem a boca, tem muito pra contar e escracham, não deixam pedra sobre pedra sobre a hipocrisia reinante hoje neste país.

Essa dupla que muito me honra de bater esse papo comigo possuem FOLHA CORRIDA de imenso valor. Este pequeno jornal, encravado numa cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, distante uns 100 km de Bauru, só para se ter uma ideia, possui hoje mais jornais que a terra “Sem Limites”. Lá o bicho pega e o DEBATE, cria do mentor da coisa, o jornalista Sérgio Fleury, circula há 43 anos infernizando a vida de quem apronta por aquelas bandas. Sabe por que resistiram tanto e continuam nas graças de fiel público leitor? Por conseguir manter a independência, a imparcialidade e assim, entra governo, sai governo, eles não se aliaram a nenhum, estando sempre prontos para fazer a crítica e o elogio, na medida exata, sem envolvimentos e estar no bolso de ninguém. Coisa rara hoje no interior brasileiro. Conta-se nos dedos – dizem que de uma mão – os jornais ainda atuando desta forma e jeito. A imensa maioria é mero balcão de negócios, chapa branca de governos municipais e interesses mais que obscuros. Não é fácil resistir. A dupla, pai e filho, Sérgio pai e André Hunnicutt Fleury Moraes são valorosos por não se desviar de um ideal jornalístico cada vez mais fragmentado. É uma luta, a pela sobrevivência e a de não se deixar pelo “canto da sereia”, aquele que diz compra tudo e todos. Nos 43 anos de existência, o jornal quase fechou a portas, teve que lacrar seu parque gráfico e hoje roda o jornal semanal em Bauru, tudo para conseguir sobreviver, seguir adiante. São muitas histórias, a do ideal nunca abandonado e agora, dois fatos mais que memoráveis, o filho dando continuidade ao trabalho do pai, sem interrupções e a tentativa de alçar novos voos, com o lançamento de um site, com maior abrangência.

Eles contarão isso tudo e muito mais em uma hora de elucidativo bate papo. Nestes 14 anos de blog Mafuá do HPA já escrevi deles algumas vezes e recordo neste momento, com o intuito de aguçar a curiosidade:

- Em 06/08/2010 publiquei: “DEBATE, UM JORNAL LUTANDO PARA NÃO SER FECHADO - A história do semanário “Debate”, de Santa Cruz do Rio Pardo, cidade com 40 mil habitantes a 340 km a oeste de São Paulo, ganhou destaque nacional após denúncias de irregularidades e benesses envolvendo o Judiciário da comarca. (...) A partir daí inicia-se o inferno astral de Sérgio Fleury Moraes (nenhum parentesco com o policial torturador), editor, repórter, diagramador e fotógrafo (já havia sido no início impressor e entregador do jornal), que aos 17 anos, em 1977, funda o “Debate”, sob total influência de ares renovadores inspirados pela já agonizante ditadura militar. Desde o início, recusando as benesses do poder e o convívio amigável com os poderosos, rema contra a maré. No editorial da primeira edição um vaticínio que o persegue desde então, o de que “fazer jornal em cidade pequena é atividade temerária”. E continua sendo, visto os 127 processos (ganhou 123) abertos contra si, obra de um ex-prefeito e a atual situação, onde nenhum secretário municipal pode conceder entrevista direta ao jornal sem passar pelo crivo da Assessoria de Imprensa. Tanto o anterior, como o atual governo municipal são exercidos pelo PSDB. Na sua batalha diária não sofre tréguas, pois enquanto vicejam país afora pequenos jornais totalmente atrelados ao poder municipal, ou vivendo exclusivamente de renda advinda de anúncios públicos, Sérgio insiste no lado oposto. “Sou um jornalista por convicção e um empresário por necessidade. O jornal sou eu, todas as semanas aqui, sem descanso. O segredo da minha independência é que faço quase tudo, menos me meter com a parte financeira e comercial. Não vendo anúncio. Nenhum jornalista do Debate faz isso. Existe um setor interno só para cuidar disso”, conta Sérgio num final de tarde, quase véspera do carnaval, revirando uma montanha de papéis espalhados em sua mesa de trabalho na redação do jornal.


A história do jornal é essa mesma. Sua credibilidade e o selo estampado em sua primeira página, “Século XXI Ano 33 – Uma voz livre em sua defesa” é a mais pura verdade. Continua primando pelo mesmo ideal de luta contra as desigualdades e pela democracia, igualzinho quando o jornal começou a circular. Foi amealhando ao longo desses anos inimigos irreconciliáveis, tudo por causa da postura combativa, de denúncia, investigação e seguidor fiel da verdade factual dos fatos. Nada mais que isso. Como se isso não fosse suficiente para lhe causar todos os problemas a lhe atormentar a vida. (...) Sua rotina não mudou em nada por causa dessas atribulações todas. O jornal vai muito bem, recheado de anúncios e tendo uma tiragem de 8.000 exemplares semanais, sem nenhum anúncio de Prefeitura, os tais editais, que são a única fonte de sobrevivência de muitos interior afora. O nome disso é credibilidade. O descanso da companhia é no dia em que o jornal circula, aos domingos. No máximo, a folga é estendida para parte da segunda-feira, depois tudo volta para a velha e boa rotina de trabalho. Na quinta que antecedia o Carnaval, a cidade quase às escuras por volta da 1h30 da manhã, uma luz continuava acesa no andar superior do prédio do “Debate”, justamente a sala do Sérgio. Sua noite estaria longe de terminar. Perguntado sobre o que poderá acontecer ao jornal na hipótese da decisão lhe ser desfavorável. “Faço minha fezinha toda semana”, me diz olhando para um maço de jogos de loteria recém feitos em cima de sua mesa. E assim ele segue, luz sempre acesa, vigilante e confiante.

- Em 24/07/2010 publiquei: “LIBERDADE DE IMPRENSA E UMA CONTRIBUIÇÃO DESTE MAFUÁ EM "CARTA CAPITAL" – (...) Diante de tudo isso, durante a semana recebo um email e uma ligação telefônica de Sergio Lirio, redator chefe da revista semanal Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/ ) me perguntando se poderiam aproveitar parte de um texto e minhas fotos, publicados aqui neste mafuá e repassadas a eles, sobre a situação do jornal DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo e, conseqüentemente, do jornalista Sérgio Fleury, tentando escapar de injusta multa de R$ 600 mil reais impingida pelo juiz daquela comarca. O fato é do conhecimento público e havia atualizado a situação do semanário. Autorização passada, hoje, sábado, 24/07, vou correndo às bancas em busca da revista e estampado na capa, algo que aprovo totalmente, “Censura: um fantasma apenas – Por que a liberdade de imprensa não está sob risco no Brasil”. Em risco estamos nós, leitores quando lemos e acreditamos em matérias a nos querer ludibriar. Na página 20, o começo da reportagem, assinada por Sergio Lirio, “Fantasmas à solta – A crescente oferta de notícias e opinião desmente a tese de que a liberdade de imprensa corre riscos”. Na matéria, algo muito claro, as entidades de classe dos patrões, ANJ, ABERT e ANER não estão interessados em jornalistas perseguidos, mas só nas “várias tentativas do governo de regulamentar a atividade em nome do controle social”, que ninguém sabe direito o que é. (...) Da matéria, duas conclusões: existe uma cultura no Brasil de que as autoridades são intocáveis e a de que a censura judicial é pior do que a exercida na ditadura. Esse trecho da matéria nasceu de um texto parido aqui neste mafuá (vou transformá-lo num Memória Oral em agosto). A revista Carta Capital está nas bancas a partir de hoje, inclusive com foto feita por mim de Fleury, quando estive com ele da última vez, em fevereiro, pouco antes do carnaval e com publicação autorizada. Novamente, sinto-me orgulhoso. Esse mafuá comprova novamente sua serventia”.

- Em 18/10/2018 publiquei: “A LUTA CONTINUA – Quase fechado pela Lei de Imprensa, jornal Debate, de SCRP enfrenta novos desafios para manter suas portas abertas - As boas histórias de resistência nesses anos mais que duros eu colho pelas andanças que ainda faço pela aí. Essa eu espalhei para publicações em variados órgãos da imprensa independente, livre e atuando dentro da verdade factual dos fatos. Quem bravamente resiste tem que ser valorizado, e esse Sergio, desse Debate é um alento para quem ainda pratica o jornalismo na sua essência. Quem ainda não conhece, não sabe o que está perdendo por ainda não ter batidos os olhos na experiência inusitada desse jornal semanal de Santa Cruz do Rio Pardo, um baluarte no que faz e de como é feito. Conheçam a história lendo meu relato a seguir:

O jornal semanal Debate, da pequena Santa Cruz do Rio Pardo (46 mil habitantes), interior de São Paulo já foi notícia num passado recente, após sofrer sérias perseguições pelo Judiciário local. (...) Com o país de pernas para o ar, uma crise institucionalizada e agravada com o golpe de 2016, além de outra, a da mídia impressa, Debate sobrevive com 7 mil exemplares semanais, quando já chegou a picos de 10 mil. Um selo em sua página 2 registra a continuidade da perseguição: “Perseguição – Enquanto você estiver vendo este selo, processos judiciais ameaçam o DEBATE”. (...) O parque gráfico está fechado, juntando poeira, tudo penhorado na referida ação e as edições agora são rodadas na vizinha Bauru (no Jornal da Cidade), distante 100 km. Do prédio só a redação funciona de fato. “Infelizmente hoje é mais barato terceirizar do que rodar aqui. O maior concorrente da imprensa hoje se chama facebook, bom na essência, mas usado ao contrário na maioria das vezes. A minha mágica é fazer o que sempre fiz, um jornalismo verdadeiro, não mentir. Aqui candidato não banca o jornal, algo usual na imprensa interiorana paulista. O que nos banca é a credibilidade, o produto honesto. O povo vê que o publicado nas páginas do jornal é verdade, mesmo isso contrariando muitos interesses. Isso me causa problemas, mas me sustentou até hoje”. Aos 58 anos, o jornal segue vivo, dois cadernos, 20 páginas no total, quase exclusivamente com matérias locais e regionais. Sai no início da semana e hoje conta com dois jornalistas.

Sergio e outro contratado, o que o faz permanecer acordado na base de remédios por três dias da semana. “Aqui sou editor, jornalista, diagramador, fotógrafo, motorista e revisor. De quinta a domingo o bicho pega e o resultado é, mesmo com todos os percalços, a cidade se interessando pelo produto impresso. Já cansei de ser rotulado de comunista, ‘o vermelhinho’. Isso não me afeta, pois a receptividade sendo boa, tudo demonstra ser esse o caminho correto. Vivemos uma época onde as pessoas se manifestam menos, existe um temor maior em se expor e o jornal cumpre a ampliada missão de ser a voz também desses”. Vê-lo na lida diária, labutando contra as adversidades e conseguindo lançar a cada semana um novo produto, cheio de novidades e provocando interesses diversos, isso o move. Hoje, mesmo ciente de o jornal ser ele, enxerga com esperança um dos seus filhos, 17 anos, ainda no ensino médio, já o estar ajudando em atividades internas (“Ele já batuca uns textos, tem tino)”.

De tudo, a boa conversa se dará logo mais. Por favor, não perca, pois este mafuento continua insistindo nas tais velhas e também nas “novas formas de luta”. Mostrar o que é feito corajosamente, sem amarras faz parte desse processo. É o que resta continuar fazendo, enquanto forças houver.

EIS O LINK DA ENTREVISTA, DURAÇÃO DE 1H11, UMA LIÇÃO DO VERDADEIRO JORNALISMO E CUTUCANDO OS QUE SE DESVIAM E PRODUZEM DA PROFISSÃO UM BALCÃO DE NEGÓCIOS: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4282512155112094


E PARA ENCERRAR A NOITE ALGO MAIS DO “DEBATE”


HPA SEMANALMENTE n'O DEBATE de SANTA CRUZ DO RIO PARDO - Eis meu artigo de estréia no site deles, debatenews.com.br. Assistam logo mais 19h conversa com Sergio e André Moraes, no 33º Lado B, sobre a história do Debate e o Jornalismo no mundo de hoje.

BAURU, QG FUNDAMENTALISTA PAULISTA PRÓ BOLSONARO

Bauru já teve até prefeitos comunistas, mas isso é coisa do passado. De uns tempos para cá, o povo daqui, que já teve também fama de votar perfilados com candidatos mais à esquerda, acabou aderindo com a nova onda avassaladora tomando conta do país e desde então, pende pro lado mais conservador. Não foge em algo ocorrendo país afora, mas quando ocorre no prórpio quintal, onde existia alguma esperança de algo diferente, daí já é demais. Desalento pra dedéu. Bauru bateu mais de 75% dos votos pró Bolsonaro no último pleito presidencial e agora na última eleição, leva para o 2º Turno dois candidatos neoliberais, ambos bolsonaristas, pouquíssimas diferenças. O roto e o esfarrapado.

Por aqui todos já sabem, Suéllen Rosim não almejava ser prefeita, nem estava – creio ainda não estar – preparada para tanto. No máximo, ser mais conhecida e alavancar sua futura candidatura para deputada. Na falta de uma alternativa robusta, Bauru anda saindo perdendo faz tempo e desta feita, o estrago foi feio. A lua de mel do povo para com a prefeita só não despencou de vez passados esses quase 60 dias da novíssima (sic) administração, pois ela ainda consegue se segurar num discurso moralista, fundamentalista e aliada as tais “forças vivas” da cidade, o aglomerado que dá as cartas por debaixo dos panos e em alguns momentos abertamente, sem escrúpulos e intermediários, passando até por cima do mandatário (a) eleito.

Em Bauru quem dá as cartas não é a prefeita e sim, o coronel Walace Sampaio, presidente do SinComércio local, um senhor de fala mansa, porém dura e incisiva. “Em Bauru o Comércio não fecha”, proclamou e assim está ocorrendo, sem tirar nem por. O governador decreta fase vermelha na cidade, mas tudo continua aberto, flexibilizado e mantido por um conluio englobando a prefeita, vereadores, Judiciário, mídia e parte da população, ludibriada e levada como massa de manobra. Walace no timão. Suéllen não quis confrontar com estes, se aliou, até porque todos são bolsonaristas. Ela é a única prefeita no estado de São Paulo pelo Patriota, o futuro partido onde Bolsonaro vai se abrigar se o seu não vingar. Ela esteve em Brasília dias atrás, não em busca de recursos, mas consolidar Bauru como reduto de resistência (sic) bolsonarista no interior paulista. Voltou de lá cheia de pose e não desceu mais dos saltos. Peita o governador e se abre pro capiroto.


A cidade está abandonada, pois desde que assumiu não pensa em outra coisa, fazer mais e mais seu nome, aproveitando o vento a favor. Reclamações começam a pipocar e neste momento suas preocupações são outras. Na noite de quinta, 18/2, deu um show gospel numa igreja lotada e sábado, 20/2, um carro de som percorre a cidade avisando e convidando todos para a abertura de seu mais novo empreendimento, não em nome do serviço público, mas do privado, uma igreja, propriedade coletiva dela, seus pais, genros. Convidados de fora estão chegando na cidade neste exato momento, quiçá até o próprio Bolsonaro possa aparecer e a tal fase vermelha pode até vingar na cidade, mas pelo que se ouve por aqui, um acordo foi selado e o Covid-19, variante antiga ou nova, terão que esperar e só aportar na cidade após a noitada de arromba.

Do tal QG – Quartel General bolsonarista, quem perde é a cidade num todo, pois até a presente data, desde a chegada deste ao Governo Federal nada chegou de grana viva diretamente. Muitos já se recordam com saudades dos tempos do PT no poder, década de muitos investimentos. De agora em diante, algo idêntico ao modal do mentor, ódio nas relações, confronto o tempo todo, mas quase nada de realizações. Uma cidade abandonada, relações deterioradas, muito jogo de cena e Bauru que se dane. Dizem que ela não sabe mesmo “prefeitar” e que seu negócio neste segmento será curto, pois já na primeira oportunidade quer ir “deputar” em Brasília ou até mesmo, se conseguir se manter sem percalços, um salto maior, candidata a governadora e com apoio de Brasília. Muitos holofotes pro lado dela, pouquíssimos para Bauru. Jogo duro, pesado, feio, nojento e pérfido. Eis o preço pelas escolhas feitas pelos eleitores desta aldeia. Padecer parece ser a sina do bauruense.

Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e professor de História.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (188)


SÃO TANTAS COISAS...
1.) OS BESTIAIS ATACAM SEM NENHUM PUDOR...
Quem escolhe como ideal e modal de vida a defesa das causas populares, estar ao lado dos trabalhadores e promove ações de cunho reivindicatório, sabe de antemão dos problemas pela frente. Sempre existiu neste país os que remaram contra, se mostram ao lado do que existe de mais cruel e insano, os interesses de uma elite burra, cruel e perversa. São os que almejam também ser igual aos algozes e se lixam para o povão. Os que labutam por estes interesses populares devem estar preparados para tudo. Tudo mesmo. Tatiana sofre neste momento, mais um ataque vindo desse lado obscuro do mundo atual. Todos conhecemos e admiramos a luta de Tatiana Calmon, esposa do incansável e inesquecível Roque Ferreira. Roque se foi, Tati continua na luta e lida. Dela não sai por nada. Ela é brava, sabe se defender, mas o lado de lá, por enquanto só incomoda, mas estão quase prontos para o algo mais, o passo adiante da agressão verbal. Devemos também estar preparados para este dia. Ele já desponta no horizonte. Meses atrás, Marcos Paulo Resende, meu amigo Marcão, contava sobre um grupo que agia abertamente na cidade e pelas redes sociais, antes da pandemia, pregando e listando nomes de "comunistas" (tudo o que é diferente deles é assim taxado) para serem agredidos nas ruas. Pelo que vejo, o grupo amainou no período pandêmico, mas sabemos, só cresce. Resistir unidos, coesos e cada um se escorando no outro. Dias piores virão se este país não sofrer um baque, um chacoalhão civilizatório. Como isso não está nos planos de acontecer, todos devemos estar mais do que preparados. Os bestiais estão quase prontos para dar o passo seguinte do mero ataque verbal. O país tem um lado já mais do que pervertido, doente, sem salvação e estes, agora também armados, por enquanto só mostram os dentes. A gente sabe, tem um "golpe" em curso. Não podemos deixar eles darem o passo seguinte. Ou a gente se une ou seremos engolidos. Eu gostaria muito de poder continuar vivendo num país livre e eu podendo fazer o que sempre fiz, sem impedimentos e amarras, mas isso incomoda. Vamos ter que lutar pela manutenção de nossa liberdade. Estejamos cientes disso...

2.) OS CULPADOS
Não existe mais nenhum clima de tranquilidade neste país. Num momento como este vivido pelo mundo todo, o que menos se esperava era a atitude irracional de um desGoverno, jogando contra os interesses do país e proclamando o caos. Adiaram o quanto puderam os contratos com os fabricantes de vacinas, desdisseram do assunto até o momento, quando não mais puderam fazer do que se vergar, mas já era tarde demais, o resto do mundo todo sendo devidamente imunizado, tratado com decência e aqui só o descaso, pouco caso, maledicência, informações desencontradas e o ódio nas relações humanas. Não se trata de despreparado, mas de forma escolhida para governar, sempre no caos, encontrando culpados e cada vez mais e mais promovendo a derrocada de uma nação, que tinha tudo para dar certo e um dia ousou ser soberana. A crise das vacina é só a ponta deste iceberg.

3.) ENFIM, QUEM ELEGE ALGUÉM COMO ESSE DEPUTADO PRESO? 
Leiam abaixo o texto de João Lopes, bem elucidativo e algo para pensar: Aqui em Bauru, terra onde Bolsonaro ganhou com 75% dos votos, o sujeito teria uma votação mais que expressiva. Estamos rodeados de gente pensando e agindo trogloditamente...
"Uma das manchetes de um jornal carioca hoje (quinta feira) foi: "Quem elegeu Daniel Silveira?"
Até parece que o tal jornal não sabe e não tem nada com isso!
A resposta é muito clara e não precisa de nenhum exercício de raciocínio.
Quem o elegeu foram os seus semelhantes, claro. Um sujeito com aquela aparência de troglodita de academia, é claro que os marombados viram nele a sua imagem e semelhança. Em tudo.
Ele se elegeu no embalo imbecilizante da onda bolsonarista, muito especialmente por esses anabolizados pra quem ele traficava tais substâncias.
Quem quiser pode fazer um teste (se tiver estômago), de tentar por tres minutinhos estabelecer algum papo com tipos como ele que frequentam as tais academias de ginásticas, especialmente com os mais tatuados.
Quanto mais músculos, menos neurônios. Parece que nessa gente os neuronios se transformam em Anabolizantes", JOÃO LOPES.

4.) A LUTA PELO HC - HOSPITAL DAS CLÍNICAS TEM APOIOS MEIO FORA DO TOM...
A matéria do Jornal Dois é ótima. Conta o que de fato ocorre. Acompanha e relata como testemunha ocular da História. Ontem pelas ondas do rádio, ouço o radialista da Velha Klan se mostrando favorável à luta dos estudantes e faz questão de mostrar suas garras. Em tudo que faz, campanha declarada e explícita, deixando bem evidente estar a serviço do lado bolsonarista da questão. Ou seja, pau no governador, pau em tudo o que ocorre, sem resvalar nadica de nada no descaso do desGoverno Federal. Sei que o Hospital é Estadual, daí o pau no Dória seja mais do que merecido, justo, mas não creio ver o movimento estudantil entrando no joguinho sórdido de quem hoje, mais danou com toda a Educação brasileira, se dizendo e querendo se passar por bonzinhos. "A César o que é de César", ou seja, não venham com lero lero pra cima dos estudantes, pois esse apoio é nefasto e feito só por interesses mais do que escusos.

5.) O QG AMANHECE PICHADO
A História registra algo de idêntico teor em muitos momentos e aqui, "pero que si pero que no", muitas dúvidas e poucas certezas quanto ao ato da pichação e panfletos deixados na calçada da sede do SinComércio na noite de ontem, o QG bauruense contra a Saúde e a favor da flexibilização proposta por estes e acatada sem restrições pela prefeita. Tinta vermelha nas paredes, um panfleto que nada diz, vazio, oco, sem conteúdo, tudo bem diante de câmeras registrando o local, algo bem ao estilo de quem adora chamar a atenção e com isso, alavancar mais e mais o que já vem sendo feito. Tomemos muito cuidado antes de querer culpabilizar ou buscar prováveis culpados, não sem antes analisar da existência de "gatos nessa tuba".

6.) "ATÉ PARECE QUE BAURU ESTÁ VACINADA", DIZ A LETRA DA MARCHINHA DO TOMATE PARA O CARNAVAL 2021
E não é que na noite de ontem, a comprovação mais estapafúrdia se deu e quem deu o péssimo exemplo foi a novíssima (sic) prefeita, Suéllen Rosim, quando num templo religioso - mas todos não deveriam estar lacrados durante a fase vermelha? - cantou, rebolou e aglomerou pessoas, louvação desnecessária em tempos perigosos como os vividos pela cidade neste momento. Na vizinha Jaú, mais de cem mortes só nesta semana e aqui, creio não termos atingido este patamar por causa de algo estranho, desleixo com os testes e contagem feita em câmera lenta. Isso da prefeita ter dado seu show ontem, em plena fase vermelha, demonstra o pouco caso que possui para todos os que sofrem com a pandemia e num outro momento, já passou da hora de ser indiciada judicialmente, pois de irresponsabilidade em irresponsabilidade a cidade caminha para o caos, isso há menos de 60 dias dela ter chegado à Prefeitura. Além da briga com Dória e do descaso pela saúde dos bauruenses, da declarada devoção por Bolsonaro e pelo fundamentalismo latente, o quer mais ela fez mesmo por Bauru?
Aqui ela cantando e dançando, a novíssima (sic) prefeita: https://www.facebook.com/athaissiqueira/posts/3867859606569313

7.) REVOLTA DO MEU AMIGO MÚSICO ISAAC CAMARGO
Issac é músico, mas teve que deixar o que mais gosta e sabe fazer como poucos, a cantoria e o seu violão e foi ser Uber. Essa a forma encontrada para sobreviver, tocar a vida nestes tempos difíceis. Estava conseguindo, mas agora chega no limite. Eu já o percebia acumulando desgostos, desventuras e a amargura na fala, nos gestos, na forma de se relacionar. Todos estão assim, os que apoiaram lá atrás o Senhor inominável e hoje já se arrependeram, a ficha caiu, pois na junção de tudo o que vem acontecendo, não tem como, só golpes pros nossos costados. Os sensatos já abandonaram o barco bolsonarista, pois até para quem foi ser Uber, pensando em com isso seguir adiante, não está dando mais. O último aumento do combustível, ocorrido hoje é pra desanimar tudo, todas e todos, indistintamente. Muitos como meu amigo Isaac terão que se desdobrar muito e não sabem nem como, para conseguir algo daqui por diante. As portas estão se fechando uma a uma e não existe outro culpado, a incompetência bolsonarista. Quem ainda não teve sua ficha caindo, pode esperar que vem mais pela frente e a miserabilidade só vai aumentar, dando todos. Na noite de ontem, algo mais deve ter revoltado o músico Isaac, o que melhor canta e toca João Bosco/Aldir Blanc por essas plagas, pois as casas noturnas estão fechadas, e o mercado de trabalho cada vez mais escasso, restrito e diminuindo cada vez mais. Pois na noite de ontem, cercada de muitos holofotes a novíssima (sic) prefeita Suéllen cantou numa igreja lotada, confrontando as medidas restritivas da fase vermelha onde Bauru se encontra. Não existe como ficar contente e não se revoltar diante de tudo o que estamos presenciando nesta cidade, estado e país. Não é fácil dizer algo para gente como Isaac, lutando muito a cada dia e cujas esperanças diminuem a cada novo ato vindo de Brasília. Eis o link dele pelas redes sociais, após tomar conhecimento da mais nova alta do combustível: https://www.facebook.com/isaac.ferrazdecamargo/posts/3969515669766377

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

MEMÓRIA ORAL (265)


SEU WALDOMIRO, 89 ANOS, ESPERA PELA VACINA EM SUA CASA, ASSIM COMO MILHARES – ELAS AINDA EXISTEM? A VERDADE ESCAMOTEADA E A SAGA DE QUEM ESPERA
“Oi Henrique... Meu sangue ferve......quem vc acha que pode me ajudar fazer uma denúncia do que se passa com meu pai com relação a vacina?????”, recebo esse pedido de SOCORRO via redes sociais e fui me inteirar do que se tratava. Ligo a TV na hora do almoço e assisto algo em rede nacional da saga dos parentes dos idosos e a luta para que eles consigam tomar a vacina, dentro de um cronograma pré-estabelecido, mas pouco cumprido. De um ouço o mais interessante sobre as filas diante dos lugares de vacinação: “De que adianta todos virem até aqui. Datas foram estabelecidas, mas não existe mais vacina para todos. Existe só a vontade de dar a vacina, as equipes de trabalho estão prontas, mas não existe mais o material, a vacina".

Minha amiga Maria Aparecida Lopes quer que relate a sua situação, sua saga e a história de seu pai. Eu conto, pois retratando toda a aflição vivida por ela neste momento, algo servirá para demonstrar o todo, as reais condições daqui e da maioria dos lugares. O que ela vive está longe de ser uma caso isolado. Em Bauru, com a chegada deste desgoverno fundamentalista, as informações são as mais desencontradas possíveis e se antes, confiáveis, hoje deixam a desejar. Não se fala mais coisa com coisa dentro dos órgãos de saúde pública municipal. Ninguém ao certo sabe quando ainda existe de estoque e nem se quem de fato recebeu a vacina são todos os da lista dos primeiros da fila. Bauru não faz testes de covid adequadamente, ou seja, nem a certeza do número de infectados temos, muito menos o de mortos e recuperados. Ouço de um enfermeiro amigo: “Eu já vi bagunça dentro do serviço público, mas como agora não esperava ver. Tá todo mundo batendo cabeça e uma desorganização de dar medo. Estamos com medo de se manifestar, pois esse pessoal é estranho, vingativos e qualquer coisa, uma mera reclamação eles já levam pro outro lado e dizem que estamos jogando contra”.

“Veja a melhor forma de, oportunamente divulgar este despropósito vivido por mim. Além das ligações que te mencionei, falei com mais pessoas e alguns amigos lá na Saúde tentaram a todo custo amenizar a situação..... Deixei claro que não me convenceram.......e que está claro a falta de vacina está é a resposta camuflada. Bem ....Não sei o que vc acha...mas tive aidéia de divulgar uma parte importante de vida do meu pai.....aposentou-se como ferroviário na NOB, mas sua paixão o futebol (onde pensei em dar o foco pessoal). Após a aposentadoria fez parte da diretoria da Liga de Futebol Amador, onde atuou um bom tempo. Até seu Claudio Amantini já esteve aqui em casa em jantares, chegou a ser condecorado. Torcedor do Noroeste e do time do São Paulo. Trabalhou muito. Após completar 80 anos adoeceu ...diabético com Parkinson e outras tantas comorbidades. Está há 8 anos acamado aos cuidados da família. Foi um dos primeiros usuário da PROMAI Bauru, atendimento direcionado ao idoso e recebeu toda a atenção devida até a presente data”, me conta Maria Aparecida, emocionada e aflita por tudo tentar e pouco conseguir pelo seu pai.

Pergunto a ela sobre a programação da vacinação se seu pai e ela me diz: “Confirmei que partiu de lá a solicitação de seu agendamento no programa de vacinação da prefeitura e a informação. Disseram que viriam, agora não confirmam mais, dizem só algo assim: é aguardar e só”. Ela me diz mais: “Tenho quase certeza, as vacinas devem ter acabado e meu pai ficou sem nessa primeira leva. Estou exausta e fica aí a seu critério o que conversamos. Sei que a história dele será mais uma, mas servindo para denunciar algo no todo, vale a pena. Talvez me sinta mais aliviada”. E conclui: “Segue fotos do meu pai, Waldomiro Lopes, hoje com 89 anos e algumas durante o tempo que atuou junto da Liga de Futebol Amador de Bauru. Acho depreciativo ser divulgado mas serve mais para que outros se atentem para o que ele vivenciou. Olho pra ele é sei que cada dia que passa é visível o estrago, possivelmente fatal sem o direito à vacinação. Triste confluir que a dignidade não nos alcança, por interesses mesquinhos longe das possibilidades no final da vida. Imagina minha cabeça como fica diante das atrocidades de nossos dias atuais........Viver é preciso, mas a que preço?”.

Eu quero muito ajudá-la, mas não sei como. Fosse nos governos municipais anteriores, conhecia os secretários Fogolin e depois o Sergio Henrique, poderia até consulta-los e ver o que se passa, mas neste impossível algo sério. Não existe possibilidade de contato com a atual Secretaria da Saúde e se algo for feito em meu nome, temo posso mais prejudicar do que ajudar. Os tempos mudaram, a novíssima (sic) prefeita Suéllen prefere continuar com os embates com o governador e de forma irresponsável culpando-o de tudo e isentando o seu mentor, Bolsonaro, o grande culpado neste momento, pelo que todos clamam, as vacinas. Não foi o Governo Estadual e sim, o Governo Federal, Bolsonaro pessoalmente quem fez pouco caso da pandemia e das vacinas, culminando com o país todo no desespero de hoje. Infelizmente, estamos nas mãos destes, pois foram eleitos por essa Bauru, acreditando em carochinha, em conto de fadas, em Fake News e daí, são eles os responsáveis pela distribuição das vacinas.

Conto sua história e com sua saga agora exposta, talvez alguém se sensibilize e em breve o seu Waldomiro Lopes receba a visita em sua casa, possa tomar a vacina e com isso, todos por lá se acalmem. Eu queria muito poder contar mais detalhes da vida dele, mas creio não ser este o melhor momento. Sua filha, ela que não sai de perto dele um só instante neste momento, repassa muitas coisas, revê sua vida e me diz que, em alguns momento, relembra tudo em voz alta ao seu lado, para ele ir ouvindo. Ela acha que ele pode ir entendendo, que assim vai ganhando uma sobrevida, algo que seria preenchido também com a chegada da vacina, tão esperada por todos, mas o telefone e a campainha deles não tocam. Ela não desiste, continua ligando para todos os conhecidos e também desconhecidos, pois me diz que vai conseguir. Essa a esperança de tantas outras famílias nas mesmas condições, neste país tão sem esperança, de um povo que ainda crê, mesmo as perspectivas não sendo nada boas.


A MENTIRA DO PODER ECONÔMICO
O poder econômico, insensível até não mais poder, espalha faixas pela cidade, como essa, num dos pontos sempre com uma ali fixada - viaduto Duque/Nações -, desta feita a defender os interesses da classe abastada e neoliberal da cidade, uma que prega nada a favor da Ciência e Saúde - nem uma simples menção, mas de uma solução abrindo tudo, se infectando mais e encontrando um só culpado, o governador, fazendo vista grossa, ouvidos de mercador para os grandes culpados pela incidência do vírus tomar proporções alarmantes na cidade, um conjunto da obra maléfica em curso, tendo como expoentes, a novíssima (sic) prefeita Suéllen, o coronel Walace, o vidente Cafeo, o representante da Velha Klan, Pittolli e, evidentemente, o mentor maior, Bolsonaro. De nada adiantarão faixas bem confeccionadas, pois mais dia menos dia, a culpa acabará recaindo sob estes ombros. A foto é do jornalista João Pedro Feza, passando pelo local e também indignado.

PANDEMIA - POEMA DE LÁZARO CARNEIRO
MINHA VIDA ESTÁ DIFÍCIL
ESTOU ENTRE A CRUZ E A ESPADA
DE UM LADO O VÍRUS NA RUA
DO OUTRO A PRISÃO EM CASA
SE SAIO UM POUCO NA RUA
VOLTO MAIS PREOCUPADO
TOMO BANHO TROCO DE ROUPA
PARECE QUE ESTOU CAGADO

TROFÉU BOLSOMÍNION, LAVRA DE UM CONSCIENTE ARTISTA
Décio de Souza é artista de reconhecida cepa, da vizinha Lençóis Paulista e muito já escrevi dele em outras oportunidades neste mesmo espaço. Sente na pele o mesmo sentido hoje pelos bauruenses, vivendo em cidades onde a ideologia e modal bolsonarista estão fazendo de tudo e mais um pouco para prevalecer sobre a normalidade. Os que defendem a Constituição e a vigência das leis ainda nos dando guarida não podemos nos calar diante de tanta iniquidade sendo perpetuada em tempos como os atuais. Existem os que vão minando, pouco a pouco, degrau por degrau todas as conquistas na defesa de nossos direitos. Querem endurecer, tudo para favorecer o grupo autoritário, violento, miliciano, criminoso hoje se fortalecendo e querendo tomar conta do país. Décio é do time dos que resistem e colocam sua arte à serviço da defesa de nossos direitos. Semana passada publica pelas redes sociais algo dessa lavra, numa demonstração de quando a arte está á serviço do bem coletivo, ela é valorosa, imprescindível. Ele nos apresenta sua mais nova cria, o Troféu Bolsomínion. Ver artistas assim se posicionando, sem medo, corajosamente, colocando a cara para bater diante de tantos calados, contritos, se apequenando, isso se chama resistência, grandeza de caráter, honradez e hombridade. Não existe como deixar passar batido o que ele produziu. Seu TROFÉU é mais do que um marco, é algo para ser utilizado por todos nós, para irmos elencando e demarcando a quem tal honraria se encaixa. Sua produção não é para ser esquecida e guardada numa estante qualquer. São tantos os daqui e de lá de Lençóis a trair os interesses populares, jogando contra o bom senso, as regras mínimas da convivência, pessoas nas quais precisamos dizer na lata, que troféus como este foram feitos pensados neles, possuem a cara deles, a da iniquidade e perversidade. Décio fez a sua parte e agora, resta a nós, dar continuidade e distribuir a láurea para os desgraçantes destes tempos. E são muitos, hem!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

FRASES (205)


TEM QUEM NÃO SE CALE – O EXEMPLO VALOROSO DE RESISTÊNCIA DA ARTISTA BAURUENSE MARIZA BASSO
A classe artística nunca foi coesa e as divisões fazem parte de seu histórico. Existiram sempre os que, valorosos, souberam ocupar espaços e dizer a que vieram, ou seja, são lideranças onde atuam, primeiro pela independência e não dependência só de projetos públicos para tocar suas vidas. Tem quem deles se beneficie, mas continuam altivos e soberanos, mesmo agraciados, não se vergam, porém, existem aqueles que se calam, pois criaram uma dependência destes e acreditam que, calados continuarão se beneficiando. Diante de um desgoverno fundamentalista em Bauru, já declaradamente sem nenhuma proposta para a Cultura e já interrompendo as em atividade, dando cabo de projetos e inciativas do passado, mesmo assim, muitos se calam, prevendo poder continuar se beneficiando. Outros não, colocam a boca no trombone, pois sabem que, no todo, Bauru perdeu e feio com a chegada da novíssima (sic) prefeita Suéllen Rosim ao poder.

Cito uma reconhecida artista bauruense para exemplificar o quanto seria valoroso outros tantos se levantarem e unidos cobrar algo propositivo desta administração. Ela não clama sozinha, isolada, mas o faz ainda sem que muitos outros a sigam. E o que faz? Simplesmente se posiciona, marca presença, conta a verdade e fala, escreve, conta o que de fato acontece com o setor. Reúno aqui alguns pequenos trechos da escrita de Mariza, um exemplo neste momento de como deve se dar a resistência, pela eminente perda já consolidada no setor cultural em Bauru:

- “"Bostanágua" considerou pouca a mortandade pelo vírus, liberou mais armas pra completar o serviço! Nessa necropolitica só cabe o Bolsa Caixão! E a Odorica Bauru seguindo o mesmo passo (...) Algum chargista por favor, realiza vai... Odorica Paraguaçu!”.

- Diante dos ataques ao Carnaval como símbolo pagão: “Aqui não tem censura! Se Deus em sua infinita bondade acabou com o carnaval e com milhares de pessoas inocentes o que fará então com o Presidente e com religiosos oportunistas exploradores e estelionatários!?”.

- Sobre Carreata Morte ocorrida diante Havan, semana passada: “O uso de máscara não é mais obrigatório em Bauru? O verme passeia na lua cheia do calçadão sem máscara e nenhuma multa? Despercebido não passou! Qual a diferença desse tipo pros outros cidadãos comuns?”.
- Ainda sobre o mesmo assunto: “Se eles querem defender a abertura do comércio devem planejar começando pelo básico: distanciamento, uso de máscaras e fiscalização - fizeram aglomeração, não usaram máscara e não foram multados por isso, ou seja abre o comércio e foda-se, se aumentarem as mortes é culpa do governo do Estado. Politicagem barata, palanquismo puro. (...) Vacinação é mais barato e eficaz, aí pode abrir tudo, simples assim. Mas não ouço nada sobre vacina nas reivindicações. Desanimador. (...) Enquanto não chega a vacina devemos manter o básico e depois da vacina tb, isso demora a acabar e vamos ter que aprender conviver de forma segura com o vírus, meu pai com 84 anos ficou 5 dias internado, teve contato com 7 pessoas infectadas, a pedido de um deles subia e descia a posição da maca por causa da falta de ar da pessoa e não se contaminou, o que ele fez? Usou máscara direto e lavava as mãos com frequência”.

- Sobre cancelamentos programas incentivos Cultura: “Falando da minha área: Cancelou o Programa Estímulo a cultura prejudicando inúmeros artistas da cidade, agora se alia a um lunático de forma irresponsável e ridícula em defesa do comércio, está pensando no bem da cidade e e das pessoas daqui? Essa Odorica ainda vai nos causar muitos problemas!”.

Não me seguro, escrevo a ela, dizendo da importância dos depoimentos dela neste momento, pois quando muitos se apequenam, ela se engrandece, demonstrando toda sua importância e verdadeira luta em prol da Cultura. Recebo como resposta um sinal de que, algo poderia se ampliar, se tornar uma forte pressão junto ao setor público, mas por enquanto, mesmo com muito descontentamento, são poucos os corajosos: “KKK obrigada querido! Serão tempos difíceis!!! Se abaixarmos agora não conseguiremos levantar mais”.

Por essas e outras, sempre estive ao lado de tudo o que MARIZA BASSO fez pela Cultura desta cidade. Uma de nossas mais importantes e valorosas artistas, dentre as imprescindíveis.

BAURU JÁ NO FUNDO DO POÇO, MAS CAVANDO MAIS...

Hoje uma reunião na capital paulista com mais de 60 prefeitos do interior paulista, todos da região do Centro Oeste e nela, a novíssima (sic) prefeita bauruense Suéllen Rosim não está presente. Ela se diz ressentida por ter sido chamada de "vassala" e faz biquinho para o governador. O fato é que, ela provocou a ira do gajo e o que recebeu de fato foi retaliação pelo conjunto da obra fundamentalista, algo que, certamente recebe orientada por alguém das altas esferas bolsonaristas. Bauru já foi considerado pólo aglutinador e referência no interior paulista. Perdeu muito e perde muita mais, a cada dia mais decrépita sua situação. Hoje, já é considerada QG dos interesses de Bolsonaro na sua campanha de reeleição, daí o termo "vassala" não deixa de ser apropriado. A prefeita não comparecendo na reunião, não desce do salto e quem perde é Bauru. Ela continua só pensando em brigar com o governador, mas não move uma palha contra o presidente.

Toda região de Bauru está tomando medidas mais que restritivas para tentar conter a chegada da nova cepa do coronavírus. Araraquara e Jaú já fecharam suas portas e outras estão com a alerta ligados. Aqui não, pois ela, segue orientação de um guru, alguém pelo qual deve temer, pois não desdiz nada do que este lhe apresenta como norma de conduta. Este sr é o Walace Sampaio, mandatário do SinComércio e hoje, mais que prefeito, tipo aqueles antigos coronéis a impor a sua vontade sob todas as demais. Até fiscais ele persegue. Assim sendo Bauru, segue aberta, até porque o vírus não pode chegar antes do dia 20, quando a prefeita vai inaugurar na cidade seu negócio paralelo à de prefeita, no caso o mais novo empreendimento igrejeiro na cidade. Dizem e tudo se confirma, que algo talvez até ocorra para fechar a cidade, mas só depois da igreja inaugurada e sua festa ocorrer. Enquanto isso, a cidade vive um caos interno, praticamente esquecida, pois quase nada é feito e tudo gira em torno de sua decisão de isolar e manter a cidade como reduto de defesa do que defende nacionalmente seu mentor, o Senhor Inominável. o caos de um lado, sentido por toda a população e por outro lado a distribuição de convites reservados para autoridades, políticos e quem possa favorecer e alavancar seu futuro empreendimento na cidade. Mais fundamentalista impossível. Todo mundo buscando se precaver e a prefeita cantando por aí...

"NOVÍSSIMA (SIC) PREFEITA... - QUE É ISSO?"
O gaiato me pergunta pelo reservado do facebook: "Henrique, por que você usa sempre quando cita a prefeita, 'novíssima (sic)', o que quer dizer com isso?". Respondo. Na verdade, eu tiro o sarro na postura, querendo se mostrar novidade, mas representando a velhacaria na política. "Vassala" é pouco, daí, toda vez que a cito, não resisto e tasco lá depois um (sic). Abaixo uma explicação mais apurada:

"Expulsaram o latim da escola. Não adiantou nada. Ele vive assombrando a língua. Todos os dias, bate à porta de gregos, romanos e baianos. Daí a questão: o que as três letrinhas querem dizer? Em latim, sic é advérbio. Significa assim, desse jeitinho. Nós o usamos ainda hoje. Vem, entre parênteses, depois de uma palavra com grafia incorreta, desatualizada ou com sentido inadequado ao contexto: O deputado disse: “O governo interviu (sic) no Rio". Viu? O parlamentar bobeou. Disse “interviu” em vez de “interveio”. Com o sic, damos este recado ao leitor: o texto original é bem assim, por errado ou estranho que pareça. Não tenho nada com isso. É isso. O sic deixa a gente dar uma de Pilatos – lavar as mãos", Dad Squarisi fez curso de letras na UnB, tem especialização em linguística e mestrado em teoria da literatura. É editora de Opinião do Correio Braziliense e comentarista da TV Brasília.

Neste desGoverno de quase dois meses, todos os com um mínimo de discernimento já perceberam que, tudo vai desembocar num baita atraso pra Bauru, pior até do que todo o conservadorismo dos anos anteriores. Sarcasticamente, faço uso da expressão, como forma de na cada citação, dar um toque da enorme cagada onde se meteu essa cidade. Na verdade, de novíssima a gaja não tem nada. Pérfida até a medula...

AH, O CARNAVAL...
Exatamente um ano atrás, na melhor cena do Sambódromo 2020, Cristiane Ludgerio , junto do bloco Estação Primavera, do Jardim Redentor, faz paradinha diante dos jurados, batendo divinamente uma alfaia, em algo enchendo muitos de intensa saudade e todos na esperança de, se as vacinas chegarem a contendo, a prefeita parar de fazer jogo de cena e campanha politica, trabalhando por Bauru, ano que vem tudo novamente vicejando nas ruas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (150)


A IRRESPONSABILIDADE BAURUENSE
Enquanto a imensa maioria das cidades no entorno de Bauru tomam e ampliam medidas restritivas, pois já é mais do que sabido da chegada de uma variação mutante do coronavírus, aumentando mais o perigo, não só de contágio, mas da propagação em escala muito mais incontrolável e mortífera, Bauru mantém suas medidas de flexibilização, impostas por suas irresponsáveis autoridades, que deverão ser todas penalizadas, culpabilizadas e criminalmente pagar pelo erro e atitudes.

É simples o motivo de Bauru ainda não ter declarado a chegada também na cidade na nova cepa do vírus, esse oriundo de Manaus, que já está circulando em Araraquara, Jaú e outras cidades: em Bauru não estão ocorrendo testes e se ocorrem estão sendo escamoteados de divulgação, pois quando isso ocorrer, estará evidente a mentira da ação sendo sustentada até agora a fórceps, ou seja, bancada pela IRRESPONSABILIDADE da bestial prefeita, do sr Walace Sampaio, parte do Judiciário e da mídia golpista.

Deixemos de briga e nos aliemos imediatamente com a ciência em busca de salvar vidas e essas, neste momento, não serão salvas sendo mantidas a tal da IRRESPONSÁVEL flexibilização, de cunho bolsonarista e fundamentalista. Ou Bauru abre os olhos ou algo mais do que incontrolável estará por tomar conta - se é que já não tomou - de tudo, todas e todos. Será não existir ninguém dentro do Judiciário bauruense em condições de brecar o que vem sendo feito na cidade? Existe ainda lucidez para uma tomada de decisão sensata e dentro de, no mínimo, responsabilidade, seguir normas de segurança restritivas, ao menos neste momento já declarada como catastrófica? E este vice-prefeito, médico, nada fará para desmontar a farsa em curso? Seguirá junto da IRRESPONSABILIDADE em curso? Quem coloca Bauru na situação calamitosa, pelo que se vê não é o governador, mas sim sua prefeita e todos no seu entorno a aplaudindo neste momento de enorme preocupação. Quem viver, ou melhor, quem sobreviver verá!!!

O SECRETÁRIO DA SAÚDE DE BAURU É ENGRAÇADO
Engraçado, trágico e esconde o jogo. Como médico deveria dizer a verdade pra população bauruense, principalmente o fato escancarado de que a Prefeitura não produz mais testes, daí finge desconhecer a chegada da nova cepa do coronavírus, algo já infestando cidades no entorno de Bauru. E por que Bauru estaria isenta, seria por causa das mechas ondulantes da prefeita? O vice conta meia verdade e diz que "pode" estar chegando aqui a cepa mais letal. Ele, como médico, tem culpa maior, pois fez o juramento da profissão e hoje se junta aos abilolados pregando essa irracional flexibilização, justamente no momento mais letal do vírus. Ele está juntinho, rostinho colado com tudo o que é de perverso, essa ação irresponsável expondo a população a um risco e sem propor alternativas, mas sugerindo que só saindo de casa estarão seguras, quando até as pedras do reino mineral sabem que o correto é exatamente o contrário. Da cúpula da prefeita não escapa um... Link de matéria no JC: https://www.jcnet.com.br/noticias/geral/2021/02/749993-variante-do-novo-coronavirus-ja-pode-estar-em-bauru--diz-secretario.html?fbclid=IwAR3bH21rx5FjQMPNQq2dcovh6qO5mgs7nnsB4U7uUT4IEodYPcalMFeh8lI

O PINEL BAURUENSE, ESCOLAS MILITARES E O LOUVOR NO GABINETE - SEM POSSIBILIDADE NENHUMA DE SALVAÇÃO, BAURU JÁ ERA
Bauru é surreal e nada mais surpreende. Aliás desde a chegada do bolsonarismo ao poder, dia após dia, nada mais surpreende, pois os danados são capazes de tudo - e mais um pouco. Nossa novíssima (sic) prefeita pode subir normalmente numa goiabeira como fez certa feita a ministra Damares e de lá enxergar tudo, prevendo como vidente de bola de cristal como a melhor forma de administrar o reino bauruense, cada vez mais na variante não pandêmica, mas na da ocupação imediata de um pinel especialmente para gente de uma estirpe já sem nenhuma possibilidade de recuperação.

A última foi ontem, quando a danada recebeu em Bauru, sem nenhum aviso prévio, pois fazem tudo na surdina, sem avisar, consultar o povo. Tudo decidido de cima para baixo e com a população tendo que engolir tudo a fórceps. Pois bem, dois ministros ontem em Bauru. O lunático astronauta bauruense Marcos Pontes e o decrépito ministro da Educação, quando o trio anuncia a vinda para Bauru das fatídicas escolas militares, aquelas com disciplina bem abaixo do conceito mínimo de educação. Nestes ambientes se aprende desde cedo a se manter calado, aceitar tudo, não ler nada, fazer continência e rezar pedindo aos céus para que tudo cai como maná pra cima de todos. Nada mais. Uma ilegalidade explícita, pois tudo ocorrerá em unidades de escolas municipais, algumas estaduais, sem nenhuma prévia consulta. Mais autoritário impossível, aliás, bem a cara do que está sendo implantado.

O fato hilário a comprovar o fundamentalismo em curso veio da prefeita que, ao final da secreta solenidade - só avisada para apaniguados -, reuniu o staff em seu gabinete, manteve a imprensa à distância, ela e o ministro da Educação, seguido pelo indefectível Pontes, um maria vai com as outras, entoaram hinos religiosos de louvor, tecendo loas para a bestialidade em curso. Depois desta, tenho a mais absoluta certeza: NÃO EXISTE MAIS NENHUM SALVAÇÃO PARA BAURU. Podem fechar as portas, lacrar a cidade e decretar isso aqui "terra do nunca FECHADO" - um viva pro bloco do Tomate. Dizem as más e certeiras línguas que, o decreto de provável aceitação do fechamento da cidade com a chegada da nova variante do corona só ocorrerá e será aceito por aqui após dia 20/02, depois da inauguração da igreja onde a prefeita é a dona. Pelo que se entende, ela, a prefeita, já combinou com o vírus e este só aportará na cidade depois da auspiciosa inauguração. A conferir...

COM TUDO DE PONTA CABEÇA EM BAURU, O MAFUENTO HPA E MARCÃO RESENDE VÃO DESNUDAR A HIPOCRISIA BAURUENSE NUM BATE PAPO REVELADOR HOJE, 19H, AQUI PELO MEU FACEBOOK
HORA PANDÊMICA DOIS desancando a perversidade dos tais "Forças Vivas" mantendo no braço a criminosa flexibilização bancada pela prefeita Suéllen Rosim e por Walace Sampaio. Em tempo: não se sabe quem de fato é prefeito (a), pois um em alguns momentos supera o outro e vice-versa. O que se sabe é que ambos são perversos até a medula com a questão humanitária e só pensam no ódio bolsonarista. Hoje às 19h não vai sobrar pedra sobre pedra.
Venha tentar desvirar a coisa de ponta cabeça... Eis o link do bate papo de 1h10m: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4272191652810811

EIS ALGUNS DO QUE ESTÃO A FAVOR DA VIDA E CONTRA A IRRACIONALIDADE DA FLEXIBILIZAÇÃO CONTRA A SAÚDE E A FAVOR DA PROPAGAÇÃO DO VÍRUS - TOMATEIROS COLOCAM O DEDO NA FERIDA EXPOSTA BAURUENSE
É assim que enfrentamos a irresponsabilidade reinante na cidade, ostentando no peito em forma de camiseta carnavalesca, o grande mal ululante hoje em Bauru, propondo uma burra unanimidade, pregando a flexibilização das leis de prevenção, justamente no momento quando o vírus assume um caráter de mutação, mais perigoso e letal. Todos sabemos o quanto tem sido difícil permanecer em isolamento social, mas neste momento, mais do que necessário, pois algo é muito mais importante do que a sobrevivência do capitalismo, as vidas humanas. O que seria de qualquer regime regime sem a pessoa humana dentro dele? O bloco do Tomate é mais do que responsável e este ano levaria para as ruas exatamente a exposição da HIPOCRISIA bauruense.
Em tempo: Hoje ainda dá tempo de adquirir uma destas camisetas e demonstrar no peito o quanto somos contrários a essa ação coletiva das tais "Forças Vivas" desta aldeia bauruense, nos apunhalando mais uma vez. Faça contato e corajosamente ostente sem medo e ajude a não transformar Bauru numa massa amorfa, que segue caladamente o que lhe dita irresponsáveis mandatários. O Tomate continua e continuará do CONTRA, pois sabe, tem a certeza de estar no lugar certo!
HPA, pelos desorganizados tomateiros de plantão.