quarta-feira, 24 de março de 2021

CARTAS (226)


WALACE PASSOU DOS LIMITES E PRECISA SER CONTIDO, DIRIA, INTERDITADO
Com o agravamento nunca visto da pandemia, número de mortos só aumentando, casos subnotificados, descalabro com falta de vagas, fila de espera para atendimento e internação, morte pelos corredores e nas ambulâncias, a situação em Bauru não difere da maioria dos centros médios e grandes do Brasil. O que se espera das autoridades constituídas em períodos assim? No mínimo bom senso, um olhar coletivo e a busca de solução para todos, não pensando somente no seu problema, mas no todo. Em Bauru existe um coronel desdizendo de tudo isso e pregando algo exatamente o contrário. No exato momento quando tudo exige contenção, isolamento social, retração de atitudes, o sr Walace Sampaio, presidente do SinComércio vem a público em matéria publicada pelo Jornal da Cidade, destaque de primeira página e ali apregoa exatamente o contrário. Eis o link da matéria: https://www.jcnet.com.br/.../753833-sincomercio-deve....

Mais que incitar os comerciantes a abrir suas portas, enfrentar as determinações prescritas como as únicas recomendáveis para sairmos o mais breve possível da atual situação, este senhor prega abertamente algo mais. Não move uma palha sequer de pressão contra o Governo Federal, quem de fato poderia auxiliar todos neste momento, mas insiste nas portas abertas e no confronto da lei. Vai além quando marca carreata para a próxima quinta, amanhã, 25/03, num momento onde algo assim é mais que acintoso, diria mesmo, criminoso. Coloca também a prefeita da cidade em mais uma saia justa, pois a conclama para estar ao seu lado ou do contrário, ele se postará contra seus atos. Chamo isso de chantagem, mais do que explicitada em sua fala.

Diante disso tudo, já passou do momento do Ministério Público e o promotor público da Saúde, tão frequente em lives sobre o tema, virem a público e o impedirem de continuar com a saga enlouquecida, pois nada tem de defesa da VIDA e sim, exatamente o contrário. Tem pessoas que, no seu desvario, perdem o controle sobre si mesmo, preferindo agir guiados por algo bestial e perigoso. Agindo assim colocam em risco todos os demais à sua volta. Walace está colocando em risco a população bauruense e pelo que vejo, com o destaque dado, com a anuência do Jornal da Cidade. Fosse o contrário, teria no mínimo um box do jornal desdizendo do contido na matéria, sugerindo ali estar uma opinião pessoal e não fazendo parte da linha editorial da publicação. Até quando vão continuar passando a mão na cabeça deste senhor totalmente descontrolado?

No mesmo jornal na página dos obituários, a cada novo dia, aumenta o número de mortos, a imensa maioria causada pelo Covid e ontem, conversei com comerciante do centro e relato algo do surreal em curso. Este me dizia entender que deveria estar fechado, mas não pode fazê-lo, pois se abaixar as portas sem o consentimento do SinComércio cairia em desgraça com este, perdendo proteção e daí, mesmo contrariado, abre suas portas, mas entende ser este o momento para todos se unirem contra a proliferação do vírus. Quantos não estariam agindo na mesma situação? Algo neste momento é mais do que nítido: Walace precisa ser brecado, interditado e as autoridades desta cidade mostrarem de que lado se encontram. Como pensa os vereadores, a prefeita e o Judiciário? Na continuidade do que vemos Walace proposto a fazer, o caos já instalado teria contornos de tragédia urbana. No meu entender, isso já é CASO DE POLÍCIA.

NOVO VERBETE NO MERCADO: NÃO VÁ "WALACESAR", HEM?
As pessoas ficam demarcadas pro resto da vida por causa de seus atos, tanto os bons como os ruins. Ficar com a pecha negativa ligada ao seu nome é algo pelo qual ninguém gostaria de ser submetido, pois seria difícil de explicar para todos à volta, a prole e tudo o mais. Quem adentra neste momento esse modo pejorativo na demarcação de algo pejorativo, perverso e perigoso é o coronel Walace Sampaio, o mandante mór do Calçadão, nas horas vagas presidente também do SinComércio e também mentor reducionista das ações da novíssima (sic) prefeita bauruense, Suéllen Rosim. Explico. Ontem passei rapidamente pelo comércio e um dos filiados lá daquela agremiação patronal, meio que revoltado com a condução fora do tom, despropositada do mandatário me disse algo pelo qual senti, não só a desaprovação, mas a forma jocosa e de discordância pela forma autoritária e fora dos padrões ditos e vistos como normais. Ele me diz: "Eu não vou walacesar nunca? Quem walacesa é o gado dele, walacesar é dizer amém e eu finjo que acato, mas estamos já de saco cheio". Pois é, o danado depois de tanto desdizer das normais de segurança no quesito isolamento social, parece virou VERBETE. Não queria estar na pele dele, pois caindo na boca do povo, não tem mais volta. Eu nem penso em WALACESAR nunca, pois sei que isso não é nada bom...

CARTA ABERTA PARA COMERCIANTES DE BAURU - FALIR É SEGUIR WALACE, A HORA DA REBELIÃO É AGORA
Diante de um líder tão despropositado como este que hoje comanda a entidade de classe dos comerciantes, o sr Walace Sampaio, totalmente contrário a tudo o que prega a Ciência, só pensando nos seus botões, fazendo vistas grossas para todo o báu de maldades e perversidades cometidas pelo desGoverno federal do ex-capitão, percebe-se que os comerciantes bauruenses estão diante de um dilema, diria mesmo encruzilhada, a de continuar seguindo ou não as ordens estabelecidas pela sua liderança ou rebelar-se e desta forma, sensatamente, se colocar ao lado do real combate contra o avanço da pandemia em Bauru.

Não existe mais como remediar, este sr passou de todos os limites, extrapolou de atos ditos normais, hoje tenta passar por cima de determinações acertadas no combate à pandemia, pregando uma rebelião, que na verdade atende não ao interesse dos comerciantes - muito menos dos comerciários -, mas somente a um seleto grupo, os dos negacionistas e fundamentalistas perfilados com Bolsonaro, contrários inclusive à legislação protetiva de toda sociedade. Essa insubordinação pregada por ele, inclusive com carreata neste momento, quando temos fila de espera nos hospitais é algo insano, doentio, perverso. Essa entidade precisa sofrer intervenção. Existe ou não algum tipo de oposição para atos totalmente fora da normalidade de dirigentes da entidade, ainda mais quando estes colocam em risco a Saúde de toda população bauruense?

Das duas uma, ou todos os filiados a essa entidade comungam da mesma linha de pensamento ou algo ainda pode ser feito para devolvê-la à normalidade. Hoje mais um limite foi ultrapassado e com ele, o SinComércio situa-se neste momento como baluarte de algo totalmente na contramão do que apregoa o mundo todo diante da pandemia. Se não temos vacina e nem isolamento social, não sairemos da situação de calamidade onde nos encontramos. Walace tem que ser afastado de suas funções e ser tratado, pois está doente e pode causar transtornos incontornáveis para Bauru num todo.

Encerro com algo lacônico, duro, porém necessário. Se existe por parte dos associados do SinComércio a concordância para com a forma como seu presidente conduz a entidade, não existe mais salvação e nem argumentos para convencê-los. Assim sendo, se estão aceitando e aprovando o que ele faz, tenham certeza, vocês todos irão falir, pois ele está fora de controle e os conduzirá ao fundo do poço. Já está mais do que comprovado que, com atitudes como a tomadas por ele, nenhum progresso ocorrerá. O momento exige atitudes diferenciadas, ousadas e não vai ser mantendo tudo aberto e pela força coercitiva que iremos reverter o quadro vivenciado pelo país. Precisamos de lideranças que fujam do lugar comum e pensem no todo. Walace prega o caos ao propor que o comércio continue aberto. Permanecendo ele e sua linha de ação sendo mantida, todos irão falir e isso se deve à falta de coragem coletiva. Façam um levante, mas não contra a Saúde e sim, contra ele e o que faz. Agora, se querem falir, sigam ao lado dele, pois o caos está logo ali na curva da esquina e os que se calam agora também possuem muita culpa por não terem agido quando ainda era possível. A escolha dos próximos passos e de vocês.

Uma liderança de verdade agiria completamente diferente do que se presencia. Acordem enquanto é tempo ou sigam todos para o matadouro.

3ª HORA PANDÊMICA - NOTÍCIAS DA BARBÁRIE CAPITALISTA SOB O PONTO DE VISTA BAURUENSE
Bate papo entre este mafuento HPA e Marcos Paulo Resende, uma vez por mês dissecando a quantas anda o avanço da pandemia e até quando resistiremos. 

NÃO DEU MAIS PARA SEGURAR - Hoje, vai ter muita conversa sobre o desastre vivenciado por Bauru. Novamente, este HPA e Marcos Paulo Resende, durante uma hora, desancando os culpados pelo desastre ocorrendo com o Brasil e, consequentemente com Bauru na questão pandêmica. Sem papas na língua, aqui não vai ficar nada sem ser comentado. São tantos assuntos e a língua anda muito afiada. Vamos juntos? Hoje, logo mais 19h... 

Eis o link do bate papo de 1h10min: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4378763752153600

Da conversa uma frase do Marcos, significativa e bem representando o clima reinante atualmente no Brasil: "Muito mais fácil você alienar do que conscientizar".

terça-feira, 23 de março de 2021

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (151)


NOTÍCIAS DA BARBÁRIE CAPITALISTA DESTES DIAS: BAURU TEM O DOBRO DE MORTES INFORMADAS DE COVID - AS MORTES INCÓGNITAS DA PANDEMIA
Começo pelo blog Contraponto (https://contraponto.digital/), do jornalista Nelson Gonçalves, sobre o levantamento dos cartórios em Bauru pra ver quantas mortes por Síndrome Respiratória Aguda ocorreram na cidade em 2019 e 2020. Dados baseados somente nas informações da Secretaria Municipal de Saúde e, assim mesmo, a conclusão é a que todos nós já imaginávamos: em Bauru ocorreram pelo menos o dobro de mortes no período de um ano de pandemia. Dados que levaram 40 dias para serem informados, algo sem cabimento, pois se já estão registrados, qual o motivo da demora na divulgação? Ou seja, não dá mais para tapar o sol com a peneira e com certeza os dados estão maquiados. A falha pode até não ser da Prefeitura, mas de quem repassa os dados para quem os compila, porém não a isenta de culpa. Ficou nítida a ocorrência de irregularidade de dados repassados para a população.

Segundo o Contraponto informa, em 2019 foram 16 mortes por SRA – Síndrome Respiratória Aguda e em 2020 foram 247. O total oficial de Covid 299, ou seja, a realidade dos óbitos em Bauru é no mínimo o dobro. São muitos os casos de Covid perdidos por FALTA DE TESTES. A pessoa sente a falta de ar, vai parar na UTI, morre e por falta de teste vai para o óbito como SRA e não como Covid. O absurdo se completa com a fala do Diretor de Vigilância Sanitária de Bauru, Ezequiel dos Santos: “O aumento elevado de óbitos de SRA em 2020, ano da pandemia, se deve a obrigatoriedade de investigação de casos relacionados a sintomas respiratórios, principal ataque da Covid no início. A obrigação foi instituída pelo Ministério da Saúde desde o início da pandemia. O aumento verificado em Bauru também ocorreu no país todo”. Primeiro, qual é essa determinação e qual é essa obrigatoriedade de investigação de casos a sintomas respiratórios. O aumento, na verdade, está relacionado aos casos que estão sendo perdidos pela falta de testes. Obrigatoriedade era a de fazer testes e isso não foi feito em momento algum. Normal para ele é morrer essa quantidade de gente de SRA no ano, daí o número de Covid sai baixo porque não tem uma investigação mais profunda. Hoje a pessoa morre sufocada e vai para o óbito como SRA, simplesmente porque não fez o teste PCR.

Na sequência vem as falas de bom senso. Sergio Antonio, ex-secretário Saúde governo Gazzetta: “Não tínhamos estrutura para exames, a Prefeitura teve que comprar equipamentos e instrumentos para o Instituto Adolfo Lutz fazer os exames. Foram contratados 35 mil testes rápidos e só tempo mostrou que para cada teste havia uma prática, com muitos casos de falso negativo nos exames. A ocorrência de falso negativo ocorreu em larga escala, tanto no setor público, como no privado”. Para o ex-secretário os casos de falso negativo tem incidência sobre o registro de SRA nos óbitos. O que só comprova a tese da mascaração ou maquiagem de dados. Depois a fala de outro secretário, Fernando Monti: “O falso negativo está presente em parte nestes dados, porque a diferença com óbitos antes da pandemia é muito grande. A subnotificação de casos é uma realidade em larga escala. Muitos casos registrados como SRA estão Covid”. Os dois desmentem o que o representante da Prefeitura diz. Pra mim tudo está muito claro, límpido e transparente: no mínimo tivemos o dobro de morte de Civid até a presente data.

Foram ouvidos os especialistas da área, os dois prefeitos, o que saiu, Gazzetta e a atual, a apoiadora de Governo genocida – agora também de Estado genocida, Israel -, a novíssima (sic) Suéllen. Ela na sua fala demonstra desconhecer um mínimo necessário para uma discussão séria do assunto, quando profere: “o descontrole decorre do fato do vírus ter proporções e consequências desconhecidas até hoje, o que dificulta a ação dos gestores”. Olha a barbaridade, absoluto desconhecimento de tudo o que a Ciência já fez, vem fazendo e ainda vai fazer. Isso para mim tem nome: TREVA. Aqui é inevitável, o falar falar falar e não dizer nada, igualzinho fez em sua campanha. Até as pedras do reino mineral sabem que as proporções e as consequências são mais do que conhecidas, inclusive de como o vírus atua e age. Do desconhecimento apregoado pela Ciência, o que ela teria então a dizer do sucesso da China, da Nova Zelândia, da Austrália no combate ao vírus. O Reino Unido outro exemplo clássico e até os EUA, bastando olhar agora com a nova administração o quanto está caindo a quantidade de mortes e infectados. Olha a Alemanha que está trancada até agora e a Merkel dizendo que assim deve continuar por mais um tempo. É uma aberração essa fala da prefeita, jogando a culpa da sua inércia nos outros. E uma aberração o setor da Prefeitura continuar corroborando as teses absurdas que escamoteiam com a verdade. Enfim, a verdade veio à tona. Portanto, se informam ter morrido 300 pessoas em Bauru, escrevam aí, devem no mínimo ter passado de 600. Impossível continuar com a enrolação. E por que não dizem logo a verdade?

UFA! O CIRCO CONSEGUIU IR EMBORA NA MADRUGADA DE HOJE
Depois de uma despedida feita em drops, aos poucos, o que ainda restava de rabicho do Circo de Moscou, embarca para a capital paulista na madrugada de 23/03, 3h da manhã, quando o comboio levando os últimos remanescentes na cidade pegaram estrada. Foi uma saga essa passagem deles pela cidade de Bauru, bem com a cara deste momento pandêmico, quando a Arte cumpre dentro das normas estabelecidas a legislação de isolamento e assim, padece bocado mais do que as demais categorias. A Cultura de fato parou e a legislação é draconiana com o setor. Não existe reclamação por estar sem poder fazer suas apresentações, mas sim por não existir de fato um amparo, um acolhimento aos artistas num todo. Como comprovado na situação do circo em Bauru, cada atividade cultural teve que se virar por conta própria.
Os artistas deste circo padeceram e muito neste mês em Bauru. Foram somente duas apresentações e com público reduzido. Depois só se mantiveram por causa de apoio de bauruenses, com alimentação, dinheiro e assistência, além de incentivar uma Live para levantar recursos. Depois de padecer e diante da continuidade do pior momento no país, conseguiram um porto seguro na capital, com garantia de não pagarem por aluguel de espaço, água, luz e alguma alimentação. Se foram, mas alguns ficaram para trás e mesmo um grande circo como foi o Moscou, não conseguiram recursos para garantir a ida dos que últimos. Bauru se envolveu, algo a mais foi alcançado e agora eles todos já estão todos juntos.

Encerro essa ODE ao Circo com algo a mais de alguém me marcando profundamente por estes dias. Não consigo me lembrar de seu nome. Ele me disse, mas logo de cara pediu para que o chamasse de Barba. Ele é um dos muitos "brucutus" do circo, aqueles que pegam no pesado e levantam a lona, carregam o piano nas costas. Dentro do espetáculo lhe deram uma pequena participação, ou seja, todos por lá, fazem de tudo um pouco, batem nas dez, são todos coringas. Barba foi um gigante quando da enchente na região onde o circo estava. Vê-lo naquele dia carregando nas costas e no meio d'água a vizinha Edivirgens Fernandes foi como presenciar um "Maciste" no meio da luta e salvando os seus. Foi ele quem limpou o Mafuá, todo o barro proveniente da enchente e depois, quis lavar e polir meu carro. Nos últimos dias permiti que pernoitasse no Mafuá e ouvir suas histórias, anos viajando com rodeios e agora com o circo, sempre pegando no pesado, são dessas que não esquecerei jamais. Barba é dessas pessoas onde, tenho certeza, terei saudade. Alguém que, conhece em no máximo uns quinze dias e na despedida era como fossemos amigos de longuíssima data. Dele terei as melhores lembranças da melancólica passagem do Circo de Moscou por Bauru.

O SONHO COM O BANCO QUE NINGUÉM PODIA SENTAR
Perdi o sono. Levantei encafifado com uma história que não me sai da cabeça e não consigo fazer muita alusão dela com algo do triste momento vivido pelo país. Tentei buscar um elo, mas não o encontro. Conto aqui, passo adiante o ocorrido. Estava com muito sono, deitei, dormi e acordei sem permanecer muito tempo na cama. Cá estou, pensando e pensando, sem ainda encontrar dos motivos de como isso se envolveu nos meus pensamentos. Estava numa praça de uma cidade pequena, por volta de 6 a 8 mil habitantes. Reconheci a praça, era a de Arealva. Conheço essa muito bem - ou melhor, não tão bem assim, mas a reconheci. Alguém que não me lembro me contou a história da dona de um carrão preto, vidros fumê, uma das que mandam na cidade. Dizem emprega muita gente, tem muitos pontos comerciais, mandando prender e soltar - isso faz parte do sonho e não sei como pode ser verdade. Ela passeia altiva e resoluta pela cidade, observa os de fora sem abrir o vidro. Confere não sei o que, bota seus olhos sob tudo e quando não gosta, liga para os nos cargos de, por ofício zelar pelos "bons costumes" e impõe a estes que "algo precisa ser feito". Enfim, tudo que a incomoda, se não for mudado, passando a não mais ter olhares desanuviadores, passar desapercebido pelo seu crivo, ela não sossega. As coisas tem que passar batido por ela, pois não passando, ela toma suas providências, sempre ao seu modo e jeito. No meu sonho ela havia participado de uma campanha para reformar e colocar novos bancos na praça central da cidade. Muitas famílias participaram e quando prontos, cada qual tem lá o nome estampado. No dela, dizem os da cidade, ninguém pode sentar além dela mesmo. Só que, nos comentários, ela não entra na praça faz anos. Quando vai na igreja, alguém a deixa na porta e a busca na saída. Não circula pela praça e não senta no seu banco. Dizem que nunca sentou e quando sabe que alguém sentou, cria caso e se for alguém pela qual pode fazer alguma coisa, faz e o incomoda, pois este descumpriu o estabelecido. Todos sabem ou ao menos devem saber, no banco dela ninguém senta. Nas suas voltas com o carrão preto, ela circula muito pela praça e nessas idas e vindas, sempre volta levemente seu pescoço para ver se alguém está sentado no banco que ela patrocinou. Não sei como termina essa estória, até porque perdi o sono e não sei se conseguirei retomar de onde parou. Nem sei se existe a tal dama, dona da cidade e com um carrão preto. O fato é que da praça me lembro, era mesmo a de Arealva. Também não consigo entender como fui enfiar a praça de lá no meio do meu sonho. Vou tentar voltar a dormir e deixar de pensar na história do banco que ninguém pode sentar. Enfim, eu só quero dormir e nessa noite, nem isso consigo direito.

Comentário de GLEISON SALLES CONTADOR: "E eu achando que na estória do seu sonho, o homem deitado no banco ia dar um corretivo verbal na senhora do vidro fumê, pois não pode sentar, mas deitar pode????".

Minha Resposta:
Na noite mal dormida, levanto às 4h24 para urinar e confiro minha publicação no Facebook. O sonho não voltou e ficaria inconcluso, não fosse o Gleison me sugerindo um final, acatado de imediato. Vai da imaginação de quem quer consertar o mundo. Conta a lenda que a mulher do carrão preto passou certo dia na praça e viu um homem ali dormindo. Ligou para seus apaniguados, mas não sei porque cargas d’água estes não atenderam. Muito incomodada, ela mesmo decide resolver a situação. Estacionou na praça e dirige-se ao local, sendo seguida por um séquito, pois todos já imaginavam um belo de um “barraco” pela frente. Depois de muito tempo, voltava a senhora a andar na praça. Em passos firmes chegou até o banco, acordou o dorminhoco e lhe dirige ríspidas palavras. O atônito cidadão, esfrega os olhos e vê diante de si alguém conhecido, mas a deixa prosseguir. Ela esbraveja até não mais poder e por fim, diante de um senhor ouvindo tudo calado, vendo-o também inerte diante da exigência para que deixe o local, profere a famosa frase: “Sabes com quem está falando?”. Só daí ele se levanta, ajusta a amarfanhada roupa no corpo, esfrega os olhos, encara a oponente e desfere o golpe fatal: “Sim, sei. Não sou daqui. Estou aqui de passagem. Vim aqui exatamente por sua causa. Sou de longe e vez ou outra compro seus produtos, os que fabrica na cidade. Desta feita, o motorista do meu caminhão adoeceu e como tinha compra feita, com pagamento na entrega, vim eu mesmo. Cheguei cedo, vi a linda praça, sentei, depois deitei, olhei para o céu, as árvores sorriram para mim e adormeci. Olha as coincidências desta vida, sou acordado justamente pela dona do negócio que me dirigiu até aqui. Não foi bem o cartão de visitas que gostaria e sim, hostilidade por ter se utilizado de algo público, dito por ti como teu. Ouvindo todas as baboseiras, repensei o negócio. Não posso passar para meus clientes, produtos feitos por alguém tão insensível. Trouxe a grana em espécie para lhe facilitar a vida nestes tempos, mas diante do que vivenciei aqui, a única certeza que tenho é da necessidade de buscar novo fornecedor”. Levantou, saudou-a com seu boné, deu-lhe um sonoro “passar bem” antes de atravessar a multidão que rodeava a contenda, ligou o caminhão e ganhou a estrada. A dita mulher do carro preto, dizem os munícipes, voltou para seu carro sem dizer uma só palavra e de tudo, algo de bom aconteceu: nunca mais encheu o saco de ninguém por sentar no banco por ela patrocinado. Creio eu, o final pode ter ficado um tanto piegas, destes bem ao estilo modão, com lição de moral no final, mas no momento foi o que veio à mente. Agora sim devo dormir o sono dos justos. E quem me sugerir outro final, que o conte, pois toda estória merece vários. Este é só um deles. Por fim, encontro foto da citada praça e a publico, possibilitando outra viagem para quem teve a paciência de ler tudo até aqui.

A CULTURA EM BAURU RESISTE E UNIDA ENFRENTA O QUE VEM PELA FRENTE
Assistam o link de vídeo circulando hoje na cidade, resposta da Cultura local pros acontecimentos na cidade: https://www.facebook.com/marizabasso.formasanimadas/posts/10225242931208464

segunda-feira, 22 de março de 2021

UM LUGAR POR AÍ (146)


POR QUE A HAVAN TEM TANTO PRIVILÉGIO NESTA CIDADE?
Há quase uma década atrás estive junto dos que resistiam pela não chegada da loja de departamentos das HAVAN em Bauru. O assunto rendeu e acabei dando entrevista até para o New York Times. O motivo principal da resistência, ainda sem conhecer de fato qual era a do tal Véio da Havan, residia na grotesca Estátua da Liberdade defronte cada uma de suas lojas. Não faz nenhum sentido algo assim defronte uma loja brasileira. O bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco Bauru Sem Tomate é MiXto colocou a imagem na camiseta e passando um rodo derrubando-a ao chão. Obra do artista Fausto Bergocce é muito comentada até hoje. Hoje, passado tanto tempo, a certeza do quanto estávamos certos na resistência e enfrentamento. A loja é uma versão pasteurizada de tantos outros magazines, sem nada de novo, reunião de importados de baixo custo, poucos atrativos. O proprietário desse negócio se mostrou pérfido para com o país, primeiro pela sonegação da qual a imprensa divulga, depois pela participação deste no golpe que desde 2016, primeiro derrubou a presidenta legalmente eleita, depois insuflou Bolsonaro ao poder.

A partir de então, a país conheceu de fato quem é o tal Véio. Hoje algo mais e envolvendo BAURU. A cidade, aos trancos e barrancos se fecha e toma os cuidados necessários diante de uma pandemia descontrolada e o estado inteiro na fase vermelha. Os dois shoppings center se mantém fechados neste final de semana e ontem leio algo aqui num comentário de post de minha lavra: “ontem a Havan estava lotada. Uma pessoa que foi lá disse que não dava nem pra andar lá dentro”. Daí a pergunta que não quer calar: Por que esses privilégios? Como a Prefeitura nada faz e não autua a Havan? Qual o acordo existente entre a Prefeitura, seu Setor de Fiscalização e a prefeita? Se na maioria das lojas em funcionamento, todas com barreira na entrada, só delivery, ninguém com acesso, por que na Havan persiste o regime do Liberou Geral? Por lá, pelo que se constata, as pessoas circulam livremente no interior da loja. Será que para este senhor a pandemia nada representa? Que seria isso, alguém consegue me explicar...
OBS: A foto deles foi tirada da janela de casa e nela percebo movimentação no estacionamento, pois vejo a loja pela parte traseira e não dianteira.

COLOCARAM FOGO NO JORNAL PORQUE ELE DEFENDIA AMPLIAÇÃO DO ISOLAMENTO SOCIAL NA PANDEMIA - EIS O BRASIL DAQUI POR DIANTE
https://brasil.elpais.com/.../negacionistas-da-pandemia...
José Antônio Arantes é presidente da Rádio Cidade e é editor da 'Folha da Região', único jornal impresso de Olímpia, no interior de São Paulo. Na 'Folha da Região' e na sua rádio, cobriu os protestos contra as restrições. Ele também denunciou a aglomeração e o não uso de máscaras em protestos dos comerciantes nesta segunda (15). Logo, de acordo com Arantes, começaram as represálias, culminando dias atrás com o incêndio criminoso, quando um motoqueiro, flagrado por câmaras de segurança, para diante do prédio e joga algo para o lado de dentro, tendo início um imediato incêndio no local.

Um jornal com 40 anos de existência e uma cidade com 55 mil habitantes. Esse o palco dos acontecimentos e por detrás a bestialidade em curso no país e incentivada por mentes doentias que, mesmo diante desse número avassalador de mortes e internados pelo Covid, acham que tudo deve permanecer aberto, portas escancaradas e liberadas. A mensagem está sendo passada para todos nós em drops, aos poucos e chega clara, límpida, transparente: discordou do que manda o senso comum vigente, não existirá mais diálogo, pois esse como se mostra não é possível, daí, sendo diferente, farão isso como se vê neste exemplo, fogo, tiro, mesmo o aniquilamento de quem prega o bom senso. Um país doente, com mentes mais que distorcidas e prontinho para na sequência aniquilar seus adversários ou simplesmente quem pense diferente. Se ainda não chegamos, estamos a um passo do fundo do poço e se nada for feito, daí para muito pior. Intolerância em todos os sentidos bate à nossa porta e pede passagem: vamos deixá-la entrar?

MENTIRAS FASCISTAS CIRCULAM LIVREMENTE E DISTORCEM MENTES
Escrevi disso ontem, sobre as novas narrativas em circulação. Por exemplo, Bolsonaro e Suéllen fazem uso de uma justificativa para deixarem de atuar. Mesmo sendo situação, são os governantes, se apresentam como oposição e impedidos de atuar, pois algo sempre os impede, o que não é verdade. Tentam passar uma situação de querer fazer algo e serem impedidos. Essa narrativa faz parte de uma estratégia e ao me aprofundar mais sobre o tema encontrei texto dos mais interessantes na edição de ontem, domingo, 21/03 do jornal argentino Página 12. Em entrevista do jornalista Horacio Bernades, "Federico Finchelstein e um alerta sobre o perigoso avanço dos direitos do mundo". Eis o link para a leitura da entrevista: https://www.pagina12.com.ar/330932-federico-finchelstein....

Em seu livro recente "Uma Breve História da Mentira Fascista", o historiador radicado nos Estados Unidos identifica as graves continuidades que figuras como Trump e Bolsonaro encarnando o fascismo como era conhecido no século 20, com suas consequências criminosas. Tem tudo a ver com o que escrevi ontem. Ele diz textualmente: "há uma continuidade direta que vai do fascismo "clássico" aos florescentes populismos de direita de hoje. Essa continuidade se dá tanto pelo desprezo pela democracia e pelas tendências ditatoriais, quanto pelo culto sistemático à mentira. (...) Na era da pós-verdade, das redes de direita e das notícias falsas, tudo isso está mais intrincadamente entrelaçado, tornando a verdade e as mentiras às vezes indiscerníveis".

Este tema me fez ir em busca de mais informações, pois se não soubermos como tratar e rejeitar, vencer a mentira, ela poderá prevalecer. Finchelstein traça a história do fascismo e suas expressões em diferentes partes do globo, levando ao populismo representado, entre outros por Trump, Bolsonaro, o movimento Vox espanhol, a Liga Italiana e o ditador húngaro Víctor Orbán. O jornalista faz a seguinte pergunta ao escritor: Os atuais líderes populistas de direita acreditam em suas mentiras ou são apenas cínicos, convencidos de que se mentirem e mentirem, algo permanecerá? Sua resposta: "Na minha opinião, os populistas mentem como outros políticos de outras tradições, liberais, conservadores, comunistas, socialistas. Como disse Hannah Arendt, política e mentira andam de mãos dadas, mas no fascismo as mentiras adquirem cortes de tipo quantitativo e qualitativo. Os fascistas mentem muito mais e também acreditam em suas próprias mentiras e através dessa crença tentam transformar a realidade. Nesse contexto, as mentiras de Trump têm uma inspiração mais fascista do que populista. (...) O que se apresenta como pós-verdade, são na verdade mentiras. O que mostra que muitos desses mentirosos acreditam na verdade de suas mentiras, e isso leva a uma questão bastante filosófica, que muitos já haviam levantado. (...) São pessoas que têm a necessidade de que a complexidade do mundo lhes seja explicada de forma simples, por meio da ideia de que tudo o que o líder diz é verdade. É neste contexto que este tipo de mentiras e delírios se tornam ainda mais virais".

A entrevista num todo é muito reveladora. Continuo compartilhando alguns trechos: "Apesar da derrota de Trump, esses populismos de extrema direita, em muitos casos aspirando à ditadura e ao fascismo, continuam a representar um perigo concreto. (...) Para mim, o risco que representam esses grupos para a democracia deve ser assumido com grande preocupação e, no quadro da lei, limitar drasticamente a sua atividade, que em muitos casos é ilegal. (...) É preciso lembrar que o fascismo triunfou no passado quando a justiça e o Estado ignoraram a ilegalidade de sua violência. (...) O perigo de que alguém se apodere e aumente ainda mais esse ódio, essa vocação ditatorial, essa militarização da política, é real”.

Ao final um breve currículo do autor, com sua vida ao estudo do fascismo. Muito mais existe sobre este tema. Hannah Arendt, Humberto Eco, Noam Chomsky e tantos outros abordam muito deste avanço. Entender o que de fato se passa e dessa apropriação de um momento frágil, onde a população está um tanto desorientada, culminando por aceitar com maior facilidade ideias mirabolantes de salvamento, idênticas com as que tentam passar certos líderes e governantes, se mostrando como querendo realizar e dos impedimentos encontrados para concretizar o intento, se utilizando de uma narrativa mentirosa, falsa e perigosa. Primeiro conhecer o que de fato ocorre e depois, num outro momento, traçar também uma estratégia de combate, eficiente e restabelecendo a verdade dos fatos como mola mestra.

FANECO, SEU MURO E A "BISCATE"
Maria Inês Faneco dispensa apresentações. Possui o muro mais famoso da cidade, na boca de saída da vila Falcão e nele já produziu inscrições as mais variadas, na maioria das vezes em firmes e contundentes posicionamentos. Sempre presente, retira do muro os escritos de seu negócio, paralisados neste pandêmico momento e lá escreve mensagem de esperança. Faneco não deixa o momento passar, não perde a oportunidade. Dias atrás publica triste história, bem com a cara destes tempos, com ampla repercussão: “Saiu com a biscate, voltou pra casa dormiu com a esposa, no domingo foram almoçar na casa da mãe, biscate ligou na Segunda-feira dizendo que estava com febre ele mandou dinheiro ela foi fazer teste de Covid deu positivo, avisou o lindo, ele ficou com o cu na mão, a tarde a mãe ligou que não estava bem, foi para o hospital, a esposa também com febre, médico, o filho já começou a tossir, médico, ele em pânico, resumo morreu a biscate, a mãe dele ,esposa, e ele está internado, o filho está com Covid mas fora de perigo...triste né? Por causa de uma trepada já tem 3 mortes, fora o que deve ter transmitido. É, gente o efeito dominó é bravo, em época de pandemia melhor vc ficar só com a sua esposa”. Enfim, Faneco é única, autêntica e continua batendo um bolão, por tudo isso e muito mais. Muito mais.

domingo, 21 de março de 2021

AMIGOS DO PEITO (183)


CORTINAS DE FUMAÇA NOS ENVOLVEM - ASSOPREMOS ESSA NEFASTA NÉVOA*
* Eu adoro ouvir meus amigos. Muitos me ligam e conversamos sempre, pois nada melhor do que manter a cabeça arejada com boas ideias. Desta feita reúno aqui algo que Marcos Paulo Resende, o Marcão Comunista em Ação, totalmente isolado lá em seu bunker na rua Quintino Bocaiuva, desde março do ano passado, me disse ao fone dias atrás. Junto tudo com alguma pitada de minha lavra e a ideia básica do que irão ler abaixo tem duas mentes envolvidas, a minha e a dele. Espero se juntem outras tantas e assim façamos algo coletivo para mudar esse estado de coisas.

O pequeno e médio comerciante não percebe que Walace, Cafeo e Pittoli agem contra eles com sua ação, pois ter permitido que a situação chegasse neste ponto só está destroçando mais a economia. O Reino Unido são socialistas, os EUA são socialistas? A Austrália, Nova Zelândia o são? Esses perceberam que deixar a coisa rolar é muito mais prejudicial, então deram um breque e salvaram não somente a si, mas ao sistema onde estão situados. Fizeram um pequeno sacrifício, se renderam, perceberam que tinham que trancar, sangraram um pouco e não deixaram o negócio correr solto.

Acidentes de trânsito se combatem com medidas de segurança, limites de velocidade, regras, educação no trânsito. Não tivesse isso e fosse tudo combatido com mais vagas hospitalares tudo estaria o caos. Leito de UTI virou essa cortina de fumaça, esse é o mantra usado para encobrir a verdade e as maldades cometidas. O que eles assumem pedindo isso é a morte em massa porque, mesmo a pessoa sendo internada ela vai morrer. Os últimos índices comprovam, 80% das pessoas entubadas no país morrem. Pra que existe leito de UTI e hospitais? É para emergência, não é para usar como aspirina, como uma vitamina. Se fosse usado como remédio teríamos um para cada três habitantes, o que é impossível e não existe em nenhum lugar do mundo. A UTI é para emergência, fatalidade e não ser banalizada. Deixar a pandemia correr solta não é fatalidade e sim GENOCÍDIO.

Como esse pessoal consegue manter essas narrativas? Basta olhar para como a novíssima (sic) prefeita de Bauru vai se mantendo nas redes. Pode ver como se dá a quantidade dos que a criticam frente aos milhares que a defendem. Os críticos fazem a leitura errada. Se acham que a prefeita vai se desgastar com os munícipes estão redondamente errados. Assim como existe novas variantes na questão do vírus, existe também novas variantes na questão política, que é a questão das redes sociais, que traz essa sensação de proximidade e narrativas. As pessoas se sentem na ilusão do conforto da oposição. Pode ver, o governo Bolsonaro apesar de ser governo eles se mostram como oposição até hoje. Atuam como oposição até hoje. E como isso? Eles pegam um caso grave, real, como é o desemprego nesse momento de crise, a miséria e constroem uma narrativa em cima disso para distorcer a realidade. Ele se mostra como oposição, busca frentes para isso, contra o STF que não deixa governar, aos governadores e prefeitos que o impedem de fazer o que deveria, que querem provocar crise. A narrativa é de oposição. Os caras que compram isso, enxergam que ele faz a sua defesa, porque ele é opositor a tudo isso que está acontecendo. Muitos críticos ao governo ainda não perceberam isso. Mesmo sendo governo eles agem como sendo a oposição. Essa a situação que passam para os apoiadores. Ou prestamos atenção nesses detalhes ou seremos engolidos, ludibriados.

A prefeita também usa dessa mesma tática. Ela está todo dia fazendo suas lives, chega junto da população fazendo uso do discurso moralista, conservador, que é onde muitas pessoas se identificam. O Brasil é um país conservador e os neopentescostais, se nada for feito para deter o avanço, até 2030 vão ser a imensa maioria e vamos combatê-los como? Passando a mão na cabeça e aliviando na crítica, tirando a acidez da crítica? Isso precisa ser considerado e muito. Ela vai lá como Bolsonaro, faz o discurso moralista e se mostra como oposição, mesmo sendo a prefeita, a situação do momento. Suéllen faz isso como estratégia, "olha gente, eu tô querendo fazer as coisas, mas não me deixam, ora é o Judiciário, o governo do Estado, são nossos inimigos". Eles vão criando essa narrativa e cada vez estamos perdendo mais terreno. Percebendo isso tudo, essa construção de mentiras, se faz necessário mudar a tática para com estes. Por que continuar passando a mão na cabeça destes cruéis, insensíveis e sacanas? O Brasil sem vacina precisa de um lockdown nacional e enquanto isso não for pensado pra já, estaremos só aumentando o caos. Os negativistas não querem. É menos custoso para a economia e o tempo fechado é pequeno quando se faz a coisa certa. Por que o Reino Unido está fechado desde janeiro? Porque deixou a coisa sair do controle e agora perceberam que essa a única saída. Dá desespero notar como está a vida hoje na Nova Zelândia e Austrália, quando até shows e espetáculos estão acontecendo, mesmo com o povo não totalmente vacinado. Os que jogaram contra a Ciência só se deram mal. Não existe outra coisa a ser feita.

LADO B – PERFIL A DISTÂNCIA DO ARTISTA DÉCIO DE SOUZA*
* Este texto foi escrito com exclusividade para sair no jornal lençoense Pedra de Fogo, do amigo jornalista Chu Arroyo. A edição impressa do jornal circula em Lençóis Paulista desde anteontem e agora posso reproduzir o texto por aqui, com uma explicação a mais. Adoro escrever de pessoas, demonstrar a minha percepção pelos tantos que gosto. Chu me possibilitou fazê-lo com este amigo aqui retratado e rasguei a seda. Pessoas como este Décio merecem mesmo todo o carinho deste velho bardo, lobo cansado das estepes, mas ainda conseguindo separar muito bem o joio do trigo. Enfim, VIVA DÉCIO! Vamos ao texto do jornal:

"Sabe aquelas pessoas que, você não conhece pessoalmente, mas assim mesmo estão diante de amigos pro resto da vida? Isso se passa comigo e com o Décio de Souza, um cara que admiro por uma infinidade de predicados. Primeiro eu o conheço pelo apurado traço. O gajo desenha como poucos e ali expressa algo dentro de si, colocando pra fora o incontido, pronto para explodir. Hoje, pelo que sei, ele desenha pouco, mas pelo que já vi pela aí, sempre algo significativo, expressivo e bem com a sua cara, a da indignação dos justos.

Décio é um dos tantos indignados deste país. Tempos atrás, ainda morando na parte baixa da cidade, próximo do antigo terminal rodoviário, num ano quando a chuva caiu além das medidas, dizem ter estourado barragens na área rural e tudo desembocando justamente onde morava. Sua casa e estúdio alagados, água pelo pescoço e aquele sempre recomeço. Como passei por algo similar em Bauru nos aproximamos mais um bocadinho. Trocamos muitas informações e do contato, mais e mais, a percepção de muita coisa em comum.

Eu o observo à distância e o que filtro é pelo que consigo pescar pelas redes sociais. Agora mesmo o vejo finalizando, numa mistura de resina e outros materias, um busto para ser fixado do lado externo do Museu Municipal. Ao vê-lo num vídeo no seu local de trabalho, ele ali trabalhando com aquela calma que é peculiar dos artistas, o tato para com as minúcias, os detalhes, a certeza destes serem também detalhistas nas suas ações pessoais, com a devida fleuma, sabendo muito bem onde pisam. Percebo isso no Décio. Ele não é explosivo, estoca quando necessário, mas tenta se segurar, enfim, trabalhamos e dependemos de tantas coisas, situações e pessoas, muitas bem diferentes do nosso modal de vida, daí, pela boa convivência e até mesmo sobrevivência, em certos momentos nos calamos, pois nem sempre conseguimos vergar o todo poderoso.

O artista produz de tudo um pouco e isso é próprio da condição humana. Se o momento pede algo em modelagem, ele produz, se a exigência é por um mural numa parede, está habilitado, se o calo aperta e se faz necessário ele ir pras esquinas revender algo em madeira e pirografado, lá estará. Bate nas onze, verdadeiro coringa. Por falar em pirografia, décadas atrás tive uma maquininha e também fiz e aconteci, mas Décio pelo que vejo, nunca se desfez da sua e vez ou outra a liga e apronta nas madeiras ainda disponíveis. Outro dia ele nos apresenta troféu feito de recortes num papelão, destes de caixa recolhidas nas portas dos supermercados, no formato de um chifrudo boi e cujo resultado me surpreendeu, denominando-o de Troféu Bolsomínion.

O país passa por momento mais do que aflitivos e ver artistas engajados é de uma ímpar preciosidade. Os indiferentes são manadas, contidos por comodismo ou mesmo medo. Sigo junto dos que, corajosamente demarcam território, não se omitem. Estes os tais imprescindíveis. Incluo Décio nessa categoria e quando, daqui de Bauru o observo atuando aí em Lençóis Paulista, ele sabendo se impor, ser respeitado e não se calando, mesmo quando a maioria prefere se manter omissa, algo para ser valorizado. Escrevo dele, mesmo com poucos dados, mas pelo pouco vislumbrado, sei estar diante de uma imensa pessoa humana. Ele transpira isso por todos os poros. Valente, guerreiro, audaz, competente e acima de tudo, corajoso. Qualquer cidade ganha muito quando possui muitos do mesmo quilate.

VOU PUBLICAR VÁRIAS VEZES ATÉ QUE AS PESSOAS QUE NÃO ENTENDERAM AINDA POSSAM ENTENDER...*
* Este texto não é meu e nem sei sua autoria, mas gosto tanto dele que aqui o reproduzo, nem sei se pela primeira vez. De algo tenho certeza, talvez não seja a última.

EU SOU DE ESQUERDA.
COM MUITO ORGULHO.
Ser de esquerda não é, necessariamente, ser militante do PT, do PSOL, do PCO, do PCdoB, etc.
O QUE É SER DE ESQUERDA?
Ser de esquerda não é votar no João ou no Mário. É votar no ideal de fraternidade e solidariedade que João e Mário carregam.
A esquerda não é contra o empresário. A esquerda é contra o desrespeito às leis trabalhistas, que foram criadas para "igualar" a capacidade de negociação de direitos e garantias mínimas de dignidade.
A esquerda não é contra a família tradicional. A esquerda apenas tem a consciência de que famílias diferentes da tradicional também são famílias e merecem ter o respeito de todos.
A esquerda não quer que você ou seu filho sejam gays. Só quer que vocês respeitem aqueles que são.
A esquerda não está a favor do aborto. E, sim, de amparar a mulher, orientando sobre como evitar a gravidez e em que situação pode-se não querer ter um filho.
A esquerda não está contra os ricos. Mas contra os que acham que têm mais direitos que os pobres.
A esquerda não é contra a fartura. A esquerda é contra a fome.
A esquerda não defende bandidos. Defende que todas as ações sejam dentro da lei e dos direitos humanos. Se você é humano, nós defenderemos os seus também.
A esquerda não é contra você ter uma mansão. A esquerda é contra pessoas morarem nas ruas ou em casebres.
A esquerda não é contra o consumismo. A esquerda é contra a destruição do meio ambiente.
A esquerda não é contra a igreja, mas sim contra os discursos de ódio.
Porque ser de esquerda é lutar por igualdade material. É lutar pelo direito das minorias. Pelo direito dos negros. É lutar pelo direito das mulheres. É lutar pelo direito do trabalhador. É lutar pelo direito de respirar um ar puro.
São democráticos os que têm coragem de lutar pelos direitos dos outros.
Ser de esquerda não é uma opinião política. É uma FILOSOFIA DE VIDA.

sábado, 20 de março de 2021

RETRATOS DE BAURU (250)


A ORIGEM DO NEGATIVISMO BAURUENSE*
* 5º artigo deste mafuento HPA para semanário DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo, publicado edição nas bancas a partir de hoje, sábado, 20/03/2021:

A pandemia assume seu momento mais trágico. Nunca tivemos uma situação como a vivenciada nesta semana. Os casos triplicaram, tudo fora de controle, nos hospitais as vagas são praticamente disputadas a tapa, pois não mais existem e em caso de necessidade, além de contar com a sorte, que no caso é alguém internado falecer para ela ocorrer, já existem casos de nem com pistolão ou pagando muito ela não é disponibilizada. Ou seja, Bauru beira ao caos.

Nem isso tudo parece sensibilizar parte da população da cidade dita e vista como “Sem Limites”. Das últimas notícias, fiscais da Prefeitura Municipal são hostilizados e impedidos de realizar seu trabalho no Jardim Redentor, um bairro popular com intenso comércio de pequeno porte. A maioria dos comerciantes, insuflados pela sua entidade de classe, no caso o SinComércio, hoje comandada por Walace Sampaio, considerado na cidade mais que um “coronel”, disse meses atrás que “o comércio de Bauru não fecha” e assim segue firme da decisão de manter na ponta do laço a decisão, sustentada também com apoio de parte da mídia massiva e garantida pelos decretos municipais, todos da lavra pessoal da novíssima (sic) prefeita Suéllen Rosim, reconhecidamente fundamentalista, fiel seguidora do ex-capitão.

O jogo é bruto, diria também, pesado. Cabeças são feitas pelo massacre diário de informações, tendo como as principais as apregoando “o comércio não aguenta mais” ou “fechando a gente vai falir”. Sim, tudo é verdade, diria meia verdade. Todos estamos a padecer, porém seu Walace e a prefeita não cobram nada do Governo Federal em algo para atender essas justas reivindicações – a de todos, comerciantes, comerciários e trabalhadores em geral. Estes jogam toda a culpa no governador, desde a falta de vagas hospitalares e se deixar até das de vacinas. Nunca o presidente. A propaganda é massiva, impositiva e não deixa o povo respirar, quanto mais pensar. E este, diante de todas as dificuldades do momento, acabam acreditando que, fechar é o próprio caos.

Ledo engano. O caos já acontece e só se ampliará se nada for feito para aplacar a ira de uma pandemia descontrolada. Os motivos do descontrole vão desde o desdém de Bolsonaro, culminando com a deficitária compra de vacinas, também pela negligência deste. Edinho Silva PT, prefeito de Araraquara disse dias atrás, após concluir lockdown dos mais rígidos: "Se você não tem vacinação em massa, só o isolamento social pode resolver algo neste momento. E nós não temos vacinação em massa. Diante disso só existe uma forma de controle, o paciente positivado não entrar em contato com a pessoa saudável. A partir do momento em que ele entra novo ciclo se inicia". O novo ciclo viceja em Bauru, pois por aqui o isolamento social é mais do que meia boca e a vacinação é o que todos sabemos, ocorre em conta gotas, pois as vacinas só foram adquiridas há pouco tempo e chegam ao país também em conta gostas.

A população quando desesperada, age sem controle, por impulso e sugestões nem sempre certas. Como agora, compram continuar de portas abertas como a solução, quando na verdade, deve acelerar sua destruição. Para a atual administração de Bauru a flexibilização proposta pela prefeita e seu “Zeca Diabo” – igualzinho na Sucupira de Dias Gomes, Walace Sampaio resulta numa situação sui generis, já gerando preocupação não só estadual, mas nacional. Bauru já não é somente a terra onde Pelé começou a jogar bola, a do famoso sanduíche, do astronauta e da mais famosa cafetina brasileira, como agora, segue a passos largos para ser também reduto onde existe já mais do que preocupação, campo fértil para o surgimento de nova cepa do vírus, talvez algum que nenhuma vacina consiga curar. Depois não gostam quando a comparam, dizendo ser a Springfield brasileira, terra fértil de muitos Simpsons.

PATRIOTISMO DE ARAQUE
Toda vez que saio na minha janela, vejo tremulando bandeira do Brasil numa do prédio vizinho, daí me bate tremor nas entranhas. Seu mentor a hasteia todo dia pela manhã e a recolhe ao final da tarde. Desconheço a pessoa, portanto não escrevo dela em si, mas desse uso desmedido, descontrolado e fora de propósito do momento das cores pátrias. Nada contra este uso, mas sim pelos que fazem hoje, quando distorcem o sentido. Quando as vejo sendo utilizadas nas manifestações dos ditos “coxinhas”, aí um exemplo clássico de canalhice para utilização de algo que, decididamente não pertence a estes, mas fazem uso e da forma mais preconceituosa possível. Diante de tudo, confesso, teria vergonha de envergar as cores da bandeira brasileira hoje, pois temo ser comparado com estes todos fazendo uso de forma despropositada. Estava matutando exatamente sobre isso, quando me deparo com um e-mail do amigo exilado em Natal RN, o mestre Garoeiro, versando exatamente sobre a questão. Compartilho para deleito de quem me lê:

"O patriotismo é o último refúgio do canalha." Wikipédia: Patriotism is the last refuge of a scoundrel é uma conhecida frase do literato inglês Samuel Johnson. Significado: Em seu registro inicial, Boswell comentou que Johnson não se referia ao "amor real e generoso" pela pátria, mas ao "pretenso patriotismo que tantos, em todas as épocas e países, têm usado como um manto para os próprios interesses". Como já se colocou, portanto, a frase de Johnson referia-se aos canalhas, e não ao patriotismo em particular. Em um nível mais superficial, ela observa que o patriotismo é um conceito que pode ser facilmente manipulado, e por todo tipo de indivíduo; ao apresentarem-se como patriotas, até mesmo canalhas podem prosperar. E, em um nível mais profundo, ela refere-se à tendência acentuada de que, quando confrontados, canalhas demonstrem um devotamento patriótico falso a fim de explorar esse sentimento alheio e, por meio dele, avançar seus interesses e proteger-se aos olhos do público”.

Trocamos missivas quase diárias e nesta encerra com um questionamento sobre o tema: “Só por aí, caríssimo Agapeá, já há o suficiente para a gente conseguir entendimento histórico, verdadeiro, para o que domina o negacionismo geral das manifestações odiosas que se apropriam do verde-amarelo brasileiro, graças à Wikipédia. Mas, há mais. "Patriotada": Dicionário Michaelis: 1 Alarde de patriotismo. 2 Grande número de patriotas. 3 REG (RS) O conjunto dos patriotas (soldados). Donde há de se concluir que o canalha realmente assumido, autêntico, agora na onda negacionista, além de se manter acoitado naquele "último refúgio" recorre à "patriotada" - alarde de patriotismo - para disfarçar ainda mais a falsidade de sua vilania, "a fim de explorar esse sentimento alheio e, por meio dele, avançar seus interesses e proteger-se aos olhos do público".

Essa conceituação teórica era exatamente o que buscava para explicar isso hoje nos rodeando, como sendo eles os únicos detentores das cores verde-amarela e mais que isso, os defensores do país, quando na verdade deixaram de ser quando passaram a defender o bolsonarismo, pois este não defende o Brasil, aliás vende o país, dispõe de tudo que temos, malditos vendilhões do templo. Nem estes, nem mídia massiva, parte do Judiciário e do mundo político, nem mesmo os militares, que antes dizia-se serem ao menos nacionalistas, hoje não mais o são, pois são favoráveis a essa dilapidação em curso. Enfim, estes hoje envergando nossas cores pelas ruas são os menos patriotas possíveis. E tenho dito.

FELIZARDOS NO PAÍS ONDE TUDO É POSSÍVEL
TALITA NEVES propicia na data de hoje mais um capítulo da alegria interior que todos devem sentir quando se depara com seus pais sendo devidamente vacinados, protegidos diante de todas as agruras do momento e daí posta foto de seu pai, o teatrólogo Paulo Neves com a carteirinha comprovando ter tomado a primeira dose. Fotos como essa, dos tantos que já conseguiram chegar lá é um alento para todos os demais, ainda na fila de espera e aguardando, neste processo escolhido pelo Brasil, o de comprar vacinar só na prorrogação, quando a maioria dos países já tinham feito suas reservas e daí, o tempo de espera se torna a esperança, de que um dia chegue e nos salve. Viva Paulo Neves, e com essa homenagem a ele, extensiva a todos os que já conseguiram chegar lá, algo como ter atingido o pico do Everest. Abaixo a foto do Paulo Neves e de outros felizardos bauruenses, todos vacinados - com a primeira dose, viu!


sexta-feira, 19 de março de 2021

REGISTROS LADO B (37) e FRASES (206)


BAURU JÁ É A CONTRAMÃO DO MUNDO
Hoje é isso mesmo, sem tirar nem por. Enquanto a cidade padece por absoluta e total falta de vagas hospitalares, pessoas já morrem esperando por vagas, o número de contagiados aumenta consideravelmente, o caos praticamente espalhado, junto do medo coletivo e paralelo a isso tudo a nossa digníssima e novíssima (sic) prefeita bauruense Suéllen Rosim continua, junto dos aliados mais próximos, no caso o coronel presidente do SinComércio, Walace Sampaio aprontando das suas. Desta feita ela, teleguiada pelo fundamentalismo que a assiste estava tentando através de recurso junto ao TJ - Tribunal de Justiça de SP, um relaxamento nas medidas de isolamento social determinadas pela Fase Vermelha onde a cidade se encontra no momento. Ela move os advogados da Prefeitura em recursos e agravos para manter as portas abertas, igrejas e academias funcionando, comércio meia boca, ou seja, tudo continuar funcionando, nem que seja no sistema de vigilÂncia fingida, a que "eu finjo que fiscalizo e você finge que está fechado". Sabe o que vai acontecer com Bauru, CAOS e CAOS. Ela, a prefeita, atende só a estes interesses e seus olhos não se abrem para nada mais. Não existe diálogo, canais abertos de conversação e outras possibilidades.

Cadê os tais leitos e verbas que disse com tanta veemência estava trazendo e sendo disponibilizado pelo desGoverno Federal? Só discurso da boca para fora. Só atitudes contrárias as recomendações prescritas pela Saúde. Bauru está novamente nas manchetes mundiais como a cidade, comandada por uma linha de pensamento e ação distante do prescrito como norma de segurança para atuar neste momento, agindo a favorecer o aumento e espalhamento do vírus. Enquanto cidades buscam formas de minimizar a coisa, tentando recursos para aplacar as perdas de trabalhadores e empresários, ela age ao contrário, nada fez neste sentido e age usando todos os recursos municipais para manter tudo aberto, quando já se sabe, isso propagará o vírus. Não creio que a prefeita esteja perdida e agindo atabalhoadamente. Ele tem assessoria, consulta os seus e suas ações são medidas, pensadas, iguais ao do presidente, o ex-capitão, porém, todos sabemos qual a qualificação que já pegou e se espalha no país mundo afora para com sua pessoa. Estaria ela querendo também ser denominada da mesma forma? É o que veremos. O fato é um só, se Bauru não der uma guinada na forma do enfrentamento do coronavírus, se hoje já vivenciamos o caos, amanhã será muito pior e nem sei que qualificação poderia dar para isso. O momento de pressionar a prefeita foi ONTEM, hoje já é tarde demais, mas ainda pode existir alguma chance, portanto, não percamos mais tempo.
OBS.: A charge aqui utilizada como ilustração é do Fernandão e saiu publicada dias atrás no Jornal da Cidade.

37º LADO B - A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES E O CIRCO QUE NÃO CONSEGUE IR EMBORA DE BAURU
Hoje antecipando o bate-papo sempre feito no final de semana e com o pessoal remanescente do Circo de Moscou, cinco pessoas ainda na cidade, dois ônibus/casas e duas carretas. AMANDA APARECIDA SANTOS, 60 anos, uma vida inteira dentro de circos, conta algo sobre os quase vinte anos acompanhando o Moscou, como foi a vida de todos por lá durante a pandemia e o padecimento dos que aqui ficaram e não conseguem seguir adiante, pois o circo que já foi uma instituição sólida, hoje mal consegue levantar recursos para vir buscar estes aqui em Bauru, nos 400 km de distância até Itaquera, grande SP. Do relato, alguma história do circo, o que Amanda consegue contar diante do momento vivido e muito de uma súplica, tentativa de sensibilizar Bauru para que, os ajudem a continuar sua sina, neste momento se juntar ao restante da troupe. Eu vivenciei todo o sofrimento destes desde o primeiro dia da chegada em Bauru, quando conseguiram aos trancos e barrancos fazer somente duas apresentações, depois tudo o mais impedido pelas medidas restritivas. O pessoal do circo não reclama dessas medidas e tentam ao seu modo continuar vivos, daí quando surgiu a oportunidade de se juntarem num terreno da Prefeitura paulistana, com água, luz e alimentação garantidos, não pensaram duas vezes e foram para lá, contando com a ajuda de uma Live realizada aqui e dos muitos apoios. Sobraram estes, a grana acabou e os de lá estão de mãos atadas, sem recursos para enviar a estes. Estão apelando e essa minha iniciativa de fazer o Bate Papo com eles é só mais uma maneira de tentar resolver a situação. As histórias do circo ficam para outro momento, pois ninguém nessa situação se sente à vontade de conversar sobre amenidades. Acredito ter feito bem a minha parte. Assim sigo com este Lado B, sempre procurando retratar pessoas e situações onde realmente os envolvidos não deixem dúvidas, são os do lado de cá, os que labutam e muito, enriquecendo nossas vidas com seus relatos.
Amigos e Amigas: Com a enchente sofrida no Mafuá, antecipei o Lado B nº 37, com um bate papo com o pessoal do Circo de Moscou ainda em Bauru. Foi o máximo que consegui. Estou cansado, exausto, quero descansar e sem condições de algo diferente. Mesmo assim, mantive a escrita e creio deva ter conseguido um resultado satisfatório. Ajudemos o pessoal do circo a seguir seu caminho. Quem tiver alguma disponibilidade leve pessoalmente para dona Amanda.
Eis o link do Bate Papo: 
https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4365010940195548

QUAL A EXPLICAÇÃO PARA ISSO?
"Agora, a prefeita de Bauru posa com a bandeira de Israel na sua mesa de trabalho.
ATUALIZANDO: Antes, pelo que me lembro, era uma Bíblia aí. Bolsonaro também adora sustentar suas "relações" com Israel (pena que não segue o bom exemplo de já ter imunizado mais da metade da população). E a escolha para a estreia do objeto no cenário oficial se deu justamente para uma aceno positivo às empresas. Não sei quem faz, não sei de onde vem - talvez da própria prefeita -, mas suas estratégias em redes sociais são muito, mas muito calculadas, com forte peso dos simbolismos. Planos de voos altos devem mesmo estar por vir"
, jornalista Vinicius Santos Lousada.
QUATRO COMENTÁRIOS:
01) "Para entender essa fixação dos evangélicos com Israel temos que ler sobre Sionismo Cristão. É uma mistura de fundamentalismo religioso com política que transforma o Israel atual num verdadeiro deus", Lili Rocha.
02) "Acabei de fazer a mesma pergunta na postagem da prefeita e me chamaram de nazista... estou entendo agora, o nazismo é de esquerda ahahahah", Rose Berretini.
03) "Pelo visto, a prefeita segue fielmente o método do seu mestre. Causar todos os dias para que seu nome seja repetido à exaustão. Assim, alimenta suas pretensões políticas", Heloísa Alves Ferreira Leal.
04) "O pior é querer tapar o sol com a peneira, ontem 10 mortos e hj também, mudaram a configuração do boletim para não chocar a população, se vc não abre a matéria vc acha que morreu 1 ou 2 pessoas. Lamentável, quantos mais tem q morrer pra essa negacionosta tomar uma atitude", Eliane C. Pereira.

GENOCÍDA
"Mariliz Pereira Jorge é jornalista. Texto publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo desta quinta-feira, 18. Nada, absolutamente nada a acrescentar", colado da página do jornalista René Ruschel. Não adianta proibir as pessoas de chamá-lo por denominações que o desqualificam, quando todas possuem algo embasado na verdade dos fatos. Elas continuarão sendo ditas, repetidas e se espalharão com o vento, chegando a algum resultado concreto, quando todos unidos mudaremos este país, expulsando quem tanto o maltrata, humilha e favorece a morte.

quinta-feira, 18 de março de 2021

DICAS (206)

O QUE SERIA MELHOR NO MOMENTO, LUTAR POR MAIS UTIs E VAGAS OU POR VACINAÇÃO EM MASSA?
Leio comentário do professor Dino em post do jornalista Ricardo Santana sobre o questionamento título deste post: "No atual momento pandêmico, lutar por novas UTIs, ou por distribuição mais transparentes de vagas de atendimento é parte inevitável da situação emergencial desesperadora. Fora disso, tanto os prefeitos, quanto os governadores, quantos os diversos tipos de representantes dos interesses sociais e comunitários deveriam é lutar com afinco e veemência, por vacina para todos. Afinal, até agora só vacinamos 10 milhões, ou seja, 5% da população. O desastre sanitário só será superado com vacinação de tod@s @s brasileir@s. Do contrário, não nunca haverá UTIs e nem equipes de profissionais para todo mundo, morrerão muito mais pessoas, haverá falência geral dos negócios, dos empregos, da economia pública e privada. Além disso, seria preciso, que uma maioria de cidadãos, independente de seu lugar social, de sua condição econômica, e de suas posições político-ideológicas, decidissem denunciar o (des)governo federal por omissão deliberada no combate à Covid-19 e, também, por incompetência político-administrativa crônica...", professor universitário Dino Magnoni.

Uma discussão pra lá de séria e sem as paixões de praxe, juntando no balaio os desvios de conduta que vemos hoje em muitos administradores, temos que, mesmo com o caos instalado, buscar uma solução para o momento aflitivo vivido por todos. Como pode ser dar a salvação deste país continente? Temos uma prefeita negacionista e em litígio com o governador, porém adulando o presidente, ora cantando no seu templo religioso pessoal, juntando pessoas, ora esbravejando pelas redes sociais, especialista em lives, só tratando de fomentar discussões, com pouco trabalho efetivo e disso tudo, palavras ao vento, soltas e gerando frenética e efervescente discussão, com gente favorável e gente contra. E a cidade só aumentando os índice de progressão do espalhamento do vírus. Ela exige mais vagas de um governante, diz receber vagas de outro, mas nada de concreto. Nada sério vindo da atual administração e as melhores discussões e soluções vindo mesmo das cabeças pensantes aqui pelas redes sociais. Não existe uma vontade política de juntar ideias, algo de concreto, realmente transformador. Bauru é hoje a terra do "disse me disse", onde agora, a própria prefeita começa a se atritar com seu até dias atrás incentivador, o coronel presidente do SinComércio. No caso dessa relação nada usual, ela não pode ousar querer se desviar de qualquer coisa imposta por ele, pois logo surgem ameaças e tudo aberto, pelas redes sociais. Ela praticamente nas mãos de algo onde o melhor é lembrar de ditado popular: "Quem procura acha...". Até quando isso? Bauru e o país precisa avançar. Tudo poderia por algo concreto aqui na nossa aldeia. Gente como Dino e tantos outros estão propensos a sugerir, conversar, ideias novas, inovadoras, oxigenadoras, mas pelo visto, o grupo decisório na cidade já fez suas opções. Serão as melhores para a cidade? A quantidade de dissidentes só aumenta.

EDINHO SILVA, PREFEITO DE ARARAQUARA HOJE CEDO NA TV: "SEM VACINAÇÃO EM MASSA, SÓ O ISOLAMENTO SOCIAL PODE RESOLVER ALGO NESTE MOMENTO"
Cabeça a mil com a cidade de Bauru praticamente infestada e sem vagas hospitalares, mal consigo dormir e antes das 6h, estava desperto. Ligo a TV, vasculho os canais e caio no Bom Dia SP, da TV Globo, apresentado pelo jornalista Rodrigo Bocardi. Dentre as matérias do dia, destaco uma, entrevista ao vivo com o prefeito de Araraquara, Edinho Silva PT e os efeitos registrados com o lockdown ocorrido naquela cidade e ainda com partes em curso, tudo para evitar o colapso total. Por oito minutos, uma conversa reveladora e a frase ao final que, não só marca, mas deixa registrado como pode se dar a salvação, ou a busca de dias melhores, seguindo o que a Ciência diz: "Se você não tem vacinação em massa só o isolamento social pode resolver algo neste momento. E nós não temos vacinação em massa. Diante disso só existe uma forma de controle. O paciente positivado não entrar em contato com a pessoa saudável. A partir do momento em que ele entra com pessoa saudável um novo ciclo se inicia". Ou seja, não existe muito o que conversar. Diante de fatos como o que acabo também de ver, um ex-governador de Goiás, não conseguindo vaga na rede pública, nem na privada. Este é o macabro retrato do país e mesmo assim, alguns insistem na manutenção de flexibilização das medidas protetivas. Não teremos vacinação em massa neste momento, pois não compramos - culpa do desGoverno do ex-capitão - e nem fizemos reserva quando todos o fizeram, daí hoje com o caos instalado, ou continuamos protelando, inventando saídas paliativas e sem solução ou todos juntos, optamos por salvar a todos. Com o regime de meia boa instituído aqui em Bauru, com fiscalização travada e muita vista grossa, nada se resolverá e a pandemia continuará só a causar mais o caos. Estamos diante de uma encruzilhada e somente dois caminhos. É pegar ou largar. A decisão é nossa e das opções em jogo todo nosso futuro. Quem ainda não entendeu, talvez só o faça pela DOR.
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/videos-bom-dia-sp/...
OBS.: Não consegui um link direto deste vídeo e sim, este com a programação toda. Siga até encontrar o da entrevista e assista.

DIMENSÃO DA CATÁSTROFE PANDÊMICA
A maioria da população ainda não entende o que de fato estamos vivendo, entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/02/26/nicolelis-populacao-precisa-acordar-para-a-dimensao-da-nossa-tragedia.htm?fbclid=IwAR1DAsJaINx3JmAinhQ2CffFHjalz_SQN4hBGu5xtU5A7u3UEIjI6TQ_rVE 


GAZZETTA REVELA ALGO MAIS DE SUA ADMINISTRAÇÃO - BAURU TERIA OUTRA POSTURA DIANTE DA PANDEMIA COM ELE NO GOVERNO MUNICIPAL?
https://www.debatenews.com.br/.../gazzetta-falhei-na...
O pessoal do jornal DEBATE de Santa Cruz do Rio Pardo investe em matérias tendo Bauru como pano de fundo e vai fundo, inova e apresenta bons resultados. Ouvir o ex-prefeito Clodoaldo Gazzetta II neste momento é algo alvissareiro, diante de como se deu sua derrota e como está se dando o início do governo da novíssima (sic) prefeita bauruense. Sem medir um e outro por comparações, algo é transparente e bem claro, Gazzetta bateu de frente contra os interesses, por exemplo, representados pelo SinComércio e a linha de pensamento e ação dos tais "Forças Vivas", os verdadeiros donos do poder local. Li e gostei da conversa, entrevista dada por telefone para André Fleury Moraes. Ele não critica a atual prefeita, mas como todos estamos a constatar, até a presente data, nada de novo, só inércia. Inegável o massacre sofrido por ele, principalmente por parte da mídia massiva local, antes tucana, hoje mais bolsonarista e diante da nova polarização, sobrou para ele, o alcaide no exercício do momento da ebulição ainda em curso. Suas opções não foram das mais populares e para atender anseios das camadas mais empobrecidas, porém, se as relações entre as partes ainda eram possíveis, creio eu, hoje estão truncadas, paralisadas e inviabilizadas. Ou seja, piorou. Ouvi-lo é sempre bom, até porque, mesmo discordando em muitos pontos, um diálogo possível. Já com os atuais no comando da cidade, nem isso é mais possível. Só conversam entre si, o que não deixa de ser lamentável. Gazzetta conversa, explica, dialoga, ouve e isso é bom, levando em conta o momento atual.

CANSEI DE CERTOS NEGACIONISTAS
Acordo, ligo o computador e uma das primeiras imagens que recebo é a do então até este momento ainda amigo, Allison Carlos, advogado e presidente da Liga das Escolas de Samba de Bauru. Com um título pregando algo que não entendi direito e até peço para ele me explicar, está postado em sua página: "Globolixo e suas marionetes! já passou da hr...". Na sequência uma montagem com a carinha da apresentadora do Jornal Hoje da TV Globo, Maju Coutinho, com uma legenda que me recuso a reproduzir a imagem por inteiro, até para não dar ibope para algo fora da casinha: "O choro é livre, disse Maju Coutinho, favorável ao lockdown, diretamente do seu posto de trabalho, com seu salário em dia e estômago cheio".

Não resisti e o respondi de forma imediata, estilo vapt-vupt: "Isso que vc posta é desmerecer o salvamento das pessoas. Para gente como tu, o negócio é manter tudo aberto e dane-se tudo, pois ao dizerem estar pensando nos empregos, na verdade não estão. Fazem o mesmo jogo de Bolsonaro que até hoje continua negando a Ciência e levou o país para esse caos onde nos encontramos. Tivesse o seu mentor comprado vacina lá atrás, agosto de 2020 hoje viveríamos outra situação. Pregar contra quem busca uma solução através do isolamento é pregar contra a VIDA e é isso que você está fazendo. Como bolsonarista, nunca te vi a fazer pressão em cima do desGoverno Federal pra ajudar de fato estes todos em situação calamitosa, inclusive o meio empresarial, como se vê ocorrendo em muitos países mundo afora e hoje já em alguns estados nordestinos, exemplos para todos nós de como deve ser o trato para com a população. No momento, diante do genocídio em curso, não existe outra alternativa: na falta de vacina em massa, só o isolamento social pode nos salvar e pregar contra é um ato criminoso. Pense muito bem no que está a fazer, pois na verdade estás a defender o que, hem, me diga? E já passou da hora do que? Não me diga que prega também o que acabaram de fazer com o jornal lá de Olímpia? Muito triste ver um posicionamento vindo de ti, um advogado, líder carnavalesco, pensando e agindo contra tudo o que prega a Ciência e a favor de que interesses?".

Existe uma desinformação em curso e junto dela algo mais que perigoso, uma pregação sugerindo um "algo a mais". O que querem e buscam esses negacionistas com algo do tipo: "Já passou da hora..."? Enfim, a pergunta que deixo no ar é bem outra, exatamente no sentido contrário: Quem de fato já passou da hora de botar a mão na consciência e refletir, ao menos um pouquinho que seja, sobre os descaminhos pelos quais enfiaram este país? Insistir no modal proposto e ainda em curso por gente como Bolsonaro é a derrocada do país, mas pelo visto, muitos insistem na adoração e adulação para quem nos destrói. Não dá mais para se aquietar diante destes. Infelizmente, Alisson é só um destes, existem muitos outros.

SEM PALAVRAS
Hoje choveu forte demais em Bauru, duas horas aproximadamente e como resultado mais uma ENCHENTE na região onde está situado o Mafuá, barrancas do rio Bauru, proximidade da avenida Nuno de Assis, entre as quadras 1 das ruas Gustavo Maciel e Inconfidência, centro velho, ladeando o CIPs e a antiga Disbauto, tendo bem defronte um terreno baldio, onde neste momento ainda se encontram dois ônibus/traillers e uma carreta do Circo de Moscou: