sexta-feira, 25 de junho de 2021

ALGO DA INTERNET (177)


O PAU QUEBRA EM BRASÍLIA E OS ÍNDIOS CADA DIA MAIS UNIDOS - SÓ UNIDOS VENCEREMOS A MALVERSAÇÃO BOLSONARISTA EM CURSO
Um dos povos mais unidos deste país são os índios. Há mais de uma semana estão mobilizados em Brasília DF, na defesa dos seus interesses. Comunidades do país num todo para lá se deslocaram e estão coesos, protestando pelas ruas e tentando se fazer ouvir pelos insensíveis detratores brasileiros, os que hoje estão no comando do Congresso Nacional, à serviço do bolsonarismo miliciano, vendendo tudo e neste caso em específico, propiciando a invasão das terras indígenas, com abertura dos portos, escancarar de suas divisas e ilimitada permissividade. Para entender melhor essa luta, essa tentativa de impedir que numa canetada suas terras passem a ser manipuladas de outra forma que não a da manutenção de seus direitos. Estarei por aqui, durante o dia de hoje, dando vazão a vozes indígenas, culminando no final da tarde, com o cacique Chicão Terena, diretamente de Brasília, do palco dos acontecimentos, nos diga de viva voz, algo da luta e de como ela se processa. Algo aqui com fotos enviadas pelo cacique Chicão. Seguimos juntos nessa luta que, assim como tentam fazer com os índios, fazem neste momento com toda a nação, numa luta que sendo coletiva, talvez consigamos reverter, pois desunidos e desconectados, pouco a pouco, um a um, eles, os perversos hoje no poder, vão minando a soberania nacional.

VIDA É LUTA!*
* Texto enviado a mim pelo cacique Chicão Terena, da vizinha Avaí, há mais de uma semana na luta em Brasília DF, fazendo de tudo e mais um pouco contra os malversadores de sua cultura, terra e tradições.
Brasília 23 de junho de 2021
Lutamos com nossas rezas e cantos. Os nossos escudos são os maracás e nossa ancestralidade. O Governo recebe os ruralistas pela porta da frente e os indígenas com bomba de gás, spray de pimenta, balas de borracha, tropa de choque e ódio!
Em meio a pandemia da Covid-19, decidimos mobilizar o Levante pela Terra, em Brasília, e impedir o avanço da agenda anti-indígena do Governo Federal. Pela primeira vez na história um presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) fecha o diálogo e reprime com a polícia o movimento indígena, na capital federal.
Estamos atentos ao Projeto de Lei 490, que está na pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Uma proposta inconstitucional que pode acabar com as demarcações de Terras Indígenas. Desde o dia 8 de junho estamos realizando manifestações contra a votação do PL, nos arredores do Congresso, mas ontem (22) nossa mobilização foi reprimida pela polícia em mais uma tentativa de calar nossas vozes.
A Constituição Federal de 1988 está sendo rasgada para violar nossos direitos e ampliar os ataques ambientais. Decidimos lutar até o fim para garantir, não apenas o futuro dos povos indígenas, mas também o futuro da humanidade.
Sabemos que os ataques não irão parar e que não temos o privilégio de parar de lutar. Seguiremos na capital federal balançando nossos maracás para que o mundo inteiro saiba da importância das nossas vidas até o último indígena.
Não temos escolha ou morremos com o vírus ou somos massacrados pela política de morte do Governo. Não podemos sofrer tantas violências sem reagir. Estamos nessa luta pela vida e por isso seguimos gritamos: Sangue indígena nenhuma gota mais!
Pela vida e continuidade histórica dos nossos povos, “Diga ao povo que Avance”.
Articulação dos Indígenas do Brasil
Organizações regionais de base da Apib:
APOINME – Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo
ARPIN SUDESTE – Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste
ARPINSUL – Articulação dos Povos Indígenas do Sul
ATY GUASU – Grande Assembléia do povo Guarani
Comissão Guarani Yvyrupa
Conselho do Povo Terena
COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira

CONSIDERAÇÕES:
- "Resistiremos firme e forte nessa LUTA, acompanhando as nossas pautas no Congresso Nacional. Agradecemos também a todos simpatizantes de outros movimentos sociais, que somam juntos nesse LUTA. Juntos somos fortes... Abraço cacique Chicão Terena terra indígena de Arariba Avaí SP Brasil", Chicão Terena.
- "Não poderia esperar outra atitude senão essa de você Henrique Perazzi de Aquino, essa luta é de todos, essa dívida com os Povos Indígenas é nossa, povo bestial branco! Os Povos Indígenas são nosso patrimônio mais valiosos e as leis deveriam servir para protegê-los e devolver a eles o que lhes foi roubado na mão grande: terras, cultura, língua e dignidade. Essa PL 490, já chamada por eles de PL da morte é inconstitucional e esses bandidos do colarinho branco que lá dizem representar os interesses do povo brasileiro estão na verdade representando interesses de poderosos saqueadores do nosso Brasil. Temos no poder a mais perigosa corja de bandidos e devastadores da História. Que nós aprendamos com os indígenas sobre os interesse e bem do COLETIVO e juntemo-nos nessa batalha contra esses oportunistas! É preciso apoio popular, se passar essa boiada outras passarão! #levantepelaterra #forabolsonaroesuaquadrilha. A imprensa sensacionalista dá ibope a um bandido procurado por crimes hediondo 24 horas por dia e não dá cobertura a essa luta legítima dos POvos indígenas. Que a luta desses POvos nos sirva de exemplo e que possamos GRITAR contra esses que aí estão nos saqueando, essa luta deveria estar nas redes sociais reverberando, bombando, viralizando como se diz na linguagem virtual, mas as pessoas estão preocupadas em reverberar suas vaidades! Acorda POVO BRASILEIRO!", Mariza Basso.

JÁ TIVEMOS SEDE REGIONAL DA FUNAI
A imprensa sensacionalista dá ibope a um bandido procurado por crimes hediondo 24 horas por dia e não dá cobertura a essa luta legítima dos POvos indígenas. Que a luta desses POvos nos sirva de exemplo e que possamos GRITAR contra esses que aí estão nos saqueando, essa luta deveria estar nas redes sociais reverberando, bombando, viralizando como se diz na linguagem virtual, mas as pessoas estão preocupadas em reverberar suas vaidades! Acorda POVO BRASILEIRO!

CACIQUE CHICÃO TERENA E A LUTA DOS ÍNDIOS BRASILEIROS DIRETO DE BRASÍLIA
Já por três semanas o cacique Chicão Terena, de Avaí SP, está na capital federal junto de outras lideranças indígenas lutando bravamente pelos direitos de seu povo e estarei junto dele, em vários momentos como esse, onde ele irá apresentando algo mais de sua luta e dos acontecimentos onde estiver envolvido. Entraremos ao VIVO toda vez que for por ele acionado e sempre com um algo a mais dessa luta, que não é só dos índios, mas de todos nós, os massacrados pelo desGoverno bolsonarista. Eis o link de bate papo com ele ao vivo, gravado 15h, dez minutos, ele direto do acampamento indígena em Brasília: 
https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4665392756824030

quinta-feira, 24 de junho de 2021

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (103)


BAURU: A CIDADE ABANDONADA E AO “DEUS DARÁ”
Sabe aquele sentimento de abandono e de desamparo? Pois é, percebo o mesmo estar tomando conta desta insólita Bauru. Por onde vá ou tente estabelecer alguma conversa dentro de níveis plausíveis, dá para perceber um estado de consternação generalizada, algo assim como se todos já tivessem chegado na conclusão de que a cidade está no fundo do poço, pouco podendo ser feito para sua reversão com estes hoje no comando da coisa pública. O clima perceptível é o de quem já se deu conta da burrada onde todos estamos enfurnados com a eleição da novíssima (sic) e mais do que imPerfeita (sic) sexsimbol como alcaide para gerir o manche da cidade por quatro longuíssimos anos. Deu no que deu e agora, em apenas seis meses, diante de tanta inabilidade, inépcia já declarada, total inaptidão para o exercício do cargo, a constatação é a de ver a cidade prostrada, entregue e sem nenhum rumo.

Nestes meus 61 anos de existência nunca tinha presenciado algo parecido. Olha que já presenciei experiências dantescas de prefeitáveis totalmente desajustados, mas em todos, ainda um pingo de noção, algo saindo no espremer da fruta. Já deste momento, nem isso me parece possível. A dita cuja não governa, ela flutua como se nada estivesse a acontecer e largou a cidade nas mãos do de baixo, os com algum cargo e responsabilidade. Como não sabe o que fazer, quando percebe algo feito e com algum resultado, dali se aproxima e se posta para sair junto na foto. Faz isso até com os tapa buracos das ruas públicas. Não existe um planejamento prévio de nada. De alguns postos, vejo certo regramento e procedimento nas atitudes, um certo brio, só isso, nada mais. Tem quem ainda queira mostrar a que veio e assim faz, tenta produzir, mas chove no molhado, pois diante de tanta incompetência, o pouco feito acaba também caindo no descrédito.

Essa a marca dessa administração, DESCRÉDITO. Não existe nada de bom a ser ressaltado, nenhum projeto louvável, merecendo destaque ou ser comentado com afinco. É um tal de bater cabeça onde todos já jogaram a toalha. Até os mais renomados dentro da administração, alguns nomes conhecidos, ditos até então como impolutos. Quando convidados até pensaram em colocar em prática algo, mas se viram diante de um monstro inexpugnável, uma areia movediça e daí também se deram conta, continuam por lá meramente para cumprir horário, bater cartão, dizer "bom dia” ao chegarem e “boa noite” na despedida, não movendo mais uma palha para o algo novo, transformador e propositivo.
Um salve muito grande para os servidores municipais, essa categoria que, nessa hora carrega novamente o piano, ou seja, conduz tudo com seriedade, competência e ciente de que, não fossem eles, tudo estaria mais do que perdido. Circular pela cidade hoje é ver estes atuando, mas também no limite, pois sem nenhuma ajuda dos que chegaram. O elo de ligação está quebrado, rompido e sem perspectiva de ser novamente untado, plugado. Não prevejo nada de bom diante de tudo o que se observa. É como se a cidade não mais necessitasse de prefeita, secretários e diretores para funcionar. E assim os dias correm e o destino disto tudo ainda é incerto e não sabido, mas de algo podem ter todos a mais absoluta certeza: vem desastre feio pela frente. Questão de tempo. Muito pouco tempo.

Estamos diante disso tudo, mas pelo que se vê, os eleitos não pretendem abandonar o osso, daí...

A BAURU ROLANDO FORA DE MINHA JANELA
“EMDURB: SÃO MUITOS 'CACIQUES' PARA POUCO 'ÍNDIOS';
Tal como nosso Jornalismo Investigativo fez com o governo Clodoaldo Gazzetta, recebemos as Listagens Oficiais e iremos divulgar sobre o governo Suéllen Rosim a quantidade dos cargos políticos de confiança que existe na Emdurb, Dae , Cohab , nas Secretarias Municipais e no Gabinete do Prefeito(a).
NA EMDURB SÃO -
1 Presidente
1 Assessor de Gabinete
4 Diretores
7 Assessores Administrativos
15 Gerentes
28 Chefes
Todos estes cargos estão também preenchidos na atual administração da prefeita Suéllen Rosim. E ai eu pergunto ? Vocês já ouviram falar em alguma Empresa no mundo que tem 15 gerentes e 28 chefes ???? Nem as grandes Multinacionais do mundo tem um quadro igual .
Tirem suas conclusões!”, PEDRO VALENTIM

ASSIM SENDO EU ME ENTREGO A FAZER OUTRAS COISAS

1.) UMA PROPOSTA ACADÊMICA DESTE HPA, COM EDNA CUNHA LIMA E ANA BIA ANDRADE
DESIGN NAS CALÇADAS: PRESENÇA VERNACULAR EM RESTAURANTE CARIOCA
"Trata-se de um passeio pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Em meio ao ruído da Zona Portuária, nos chama a atenção conjunto de placas convidando para o restaurante Casa Porto. Cada bairro carioca tem dialetos, combinando, sem atrito, a formalidade do sistema de identidade visual das grandes empresas com a criatividade popular dos sinais da gráficas vernacular".
Um bocado disso estarei apresentando logo mais, 9h num bate papo aqui pelo facebook com o idealizador das placas e proprietário da Casa Porto Raphael Vidal e da conversa um pouco não só da história das placas, mas desse restaurante remodelando o cenário da zona portuária do Rio, mas precisamente nas proximidades da Praça Mauá e também deste estilo de ser tão carioca. Aguardem aqui pelo meu facebook e assistam a entrevista ao vivo.
2.) RAPHAEL VIDAL, CASA PORTO RIO E AS PLACAS CRIATIVAS NA CALÇADA, TUDO AGORA SE TRANSFORMANDO NUM TRABALHO ACADÊMICO
Eis o link de um bate papo revelador de meia hora entre este HPA, Ana Bia Andrade e Raphael Vidal: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4661329737230332

quarta-feira, 23 de junho de 2021

AMIGOS DO PEITO (186)


QUE ESPERAR DA VIDA AOS 61...
Chego na marca fatídica, ou seja, consegui sobreviver mais um ano de minha existência humana, ainda mais dentro dessa pandemia. Grande feito. Hoje, 23 de junho completo meu record, enfim, estou na lida há exatos 61 anos. Fico sem palavras, pois sei ter muita gente que não gosta nem um pouco de mim, mas por outro lado, tem uma pá que ainda consegue me admirar e até gosta de mim e do que represento. Muita responsabilidade. Aqui e agora, sentado dentro de casa, muita reflexão, paro e penso na vida, em tudo o que já fiz, onde já estive metido e no que estou no momento. Os altos e baixos, os picos, os pontos fora da curva, as pisadas na bola, os erros e acertos. A cabeça gira e no frigir dos avos, nem sei como consegui chegar até aqui. Minha vida, confesso, a levei meio que aos trancos e barrancos. De tudo, tive mais sorte que azar. Olho para trás e me deparo com tantos momentos onde chego a chorar. Creio não ter muito mais tempo para grandes reflexões e do que me resta de tempo, tenho muita briga ainda pela frente. Isso sempre me moveu, as tantas brigas compradas ao longo do tempo, envolvimentos por causas pelas quais considero as acertadas e delas o motor pra tocar a coisa adiante. Esperar da vida, depois de tudo e dentro do momento atual, não dá para ter esperanças de grandes coisas, mas de algo eu tenho a mais absoluta certeza: não posso me aquietar justamente agora. Não é momento para me calar, me conter, muito menos me esconder e se fingir de morto. Se lutei muito, agora quando o país está no fundo do poço, posso até me gabar e sair de fininho, ir fazer outra coisa, buscar refúgio em lugar mais seguro, mas não, não consigo. O que devo e vou continuar fazendo é essa exposição diária, contínua, incessante e sem tréguas, pois além de me fortalecer, dar mais força para seguir adiante, é assim que sei e sempre fiz.
Serei um eterno comprador de brigas. Estarei sempre ao lado dos injustiçados e no meu caso em específico, reúno forças e histórias dos ditos por mim como do Lado B, os tantos invisíveis deste mundo e se possível, mesmo sem pouco contato com as ruas, meus escritos continuam, mais de memória do que da forma como gosto, a presencial. Considero ainda ter alguma lenha para queimar, daí, a uso da minha forma e jeito, nem sempre a mais correta, mas sempre estarei posicionado contra as injustiças deste mundo e em busca de outro mundo, que a gente sabe, se o esforço for significativo e coletivo, talvez até consigamos. Essa minha luta. Eu não permito que a depressão se aproxime de mim, pois ocupo todo meu espaço livre e o preencho com o que mais gosto de fazer, ler, escrever e multiplicar ideias. Dos escritos, nem sempre adequados, corretos, mas seguindo uma linha, a da defesa do mais fraco. Até no futebol sou assim, deixo de torcer para meu time do coração, tudo para estar ao lado daquele que hoje está na condição inferior. Esses são os que me atraem e só de estar ao lado destes, nem que seja só na torcida, já me sinto revigorado. A luta de uma vida inteira, sei que nunca será devidamente concluída, pois sempre existirá o algo mais a ser feito, aquilo onde me emprenhei pouco, mas mesmo que o faço de forma insipiente, estarei por lá, sendo, fazendo e acontecendo. Não existe como me brecar, pois mesmo que forças adversas me contenham, estarei tentando dar meu jeito de continuar na lida, na luta e esgrimando contra os perversos todos. Eles são muitos e sei que, assim como eu, somos milhões e temos também uma força mais do que disposta a não desistir. É isso. Poderia continuar com essa ladainha por tempo infindável, mas creio já ter conseguido passar minha mensagem e todos que me conhecem sabem onde estou e estarei. Tomara ainda me seja permitido mais um tempinho de vida pra que essa luta possa ter continuidade, pois ainda vencemos tão pouco e seria mesmo uma merda a luta ser vencida e eu já ter me retirado dela, morto ou sei lá o que. Assim espero, forças para continuar fazendo o que sempre fiz, até com mais esmero e perseverança. Beijo para tudo, todas e todos. Muito agradecido pelas considerações todas. A luta continua!
OBS FINAL: Se por acaso não conseguir agradecer a todos, segue a charge da Laerte, que uso todos os anos, aqui o último anexo, cainda como uma luva para as considerações finais.


O LIVRO DO PAULO NEVES – HOJE O LANÇAMENTO E ELE ME PRESENTEIA COM UM EXEMPLAR
Paulo Neves em Bauru dispensa apresentações e depois de uma trajetória vitoriosa e cheia de boas histórias, lança hoje seu livro de memórias, onde conta suas histórias. Trata-se do “Palco de Memória – 50 anos de teatro e luta, autobiografia comentada de Paulo Neves”, Mireveja Editora, Bauru SP, 2021, 144 páginas.

Poucos são os que nesta cidade não possuem uma história com Paulo Neves. Eu tenho algumas e em todas, ou na imensa maioria delas, ele como protagonista e eu como expectador, seja quando das Semanas de Teatro ou nas aulas de História, nas memoráveis da Semana Latino-americana que fazia no Colégio D’incao. Ou mesmo nos jantares no Esquinão Lanches quando ele ainda existia no endereço ali perto da praça Portugal. Quantas vezes não fomos ali lanchar e ele jantar, sendo que a conversa ia além do servido. De todas, a que mais me marcou foi num dia, coisa de dez anos atrás, na entrada de uma de suas semanas eu adentro o local junto de meu filho e logo no pé da escada ele me aborda, puxa meu filho de lado e lhe diz: “Tenha muito orgulho de seu pai, porque ele é um baita de um cara”. Falou coisas maravilhosas a meu respeito e para meu filho. Se já gostava do Paulão, passei a ser desses apaixonados.

Paulo deu muito murro em ponta de faca nesta cidade. Num dos seus momentos, que nada tem a ver com teatro, anunciou no jornal que estava se desfazendo de sua coleção de jornais do Pasquim. Eu que tinha a minha, só não liguei para comprar, exatamente porque tinha a minha e não tinha grana para tanto. Logo depois, numa enchente perco parte significativa da minha. Ou seja, o mais importante, tanto eu como ele bebemos na mesma fonte. Somos pasquineiros com muito orgulho. Somos também professores de História, ele na acepção da palavra, eu mequetrefe, devagar quase parando. De sua arte, sou fiel devoto e seguidor. Ele vez ou outra, corajosamente, publica cartas na Tribuna do Leitor e abre seu coração, sem medo de ser piegas ou mesmo confessar coisas em público. Fui em quase todos os festivais, primeira fila, fotografei muito em alguns deles. Lembro bem de um dia, eu, ele e o artista do traço, Carlos Latuff, numa mesa de bar trocando figurinhas.

Enfim, falar do Paulo eu ficaria horas, cheio de histórias e recordações. Até hoje não compreendo direito como o deixaram sair lá do D’incao, pois além de dar aulas, era uma instituição, dessas que só pela presença física, enaltecia o lugar. Hoje, tanto ele como eu estamos confinados em nossos “aparelhos”, que alguns dizem ser apartamentos, mas na verdade são meros lugares onde nos escondemos nestes tempos, para depois, lá na frente a gente voltar a aprontar nas ruas. Paulo lança seu livro hoje e o lançamento será de forma não presencial, através de um link disponibilizado pela editora, mas acabo de ser por ele presenteado por um exemplar. Seus filhos, Thiago e Talita estivera maqui no portão de casa e me entregaram autografado o livro e quase chorei no portão. Essa deferência dele para comigo é a mesma que tenho para com ele. Somos dois velhos rabugentos, ranzinzas e rancorosos, mas também cheios de ternura e boas recordações. Eu ainda emocionado escrevo essas linhas, louco para ler logo o livro e confabular o quanto antes com o Paulo, pois conversa nunca nos faltou. E da boa.


AJUDA PARA LUARAL LUAR CONSEGUIR BATER ASAS, CAIR NA ESTRADA, FICAR NA BR
Quem está passando por mal bocados nestes tempos que levante a mão? Difícil ver alguém continuando de mão abaixada nos tempos atuais. Todos, cada qual ao seu modo e jeito estamos num barco sem remo e direção. À deriva e em busca de algum porto seguro. Admiro demais da conta os que, mesmo nas maiores adversidades não desistem, ou seja, insistem e persistem. Conto aqui uma história rápida e a qual se pudermos ajudar seria ótimo, pois seria algo libertador para alguém em busca de paz consigo mesmo.

Tenho profunda admiração pelo trabalho, modo de vida e pelo ser humano que é o mult e polivalente artista Luaraul Luar, antigo Raul Magaine (https://www.facebook.com/raul.magaine.9). Cantou por diferentes lugares em Bauru e região, deu muito murro em ponta de faca e pelo modal alternativo, ousado, libertário, paga seu preço. A pandemia o ceifou, podou e o fez permanecer trancado em casa, com seus compromissos batendo a porta sem dó e piedade. Fez o que pode e o que não pode. Chegou no limite e agora, depois de já ter tentado tudo, desiste de Bauru e vai em busca de um luz, considerada por ele algo novo, talvez o que almeje. Ele vai tentar, não desiste e para fazê-lo se desfez de tudo o que possuía, a começar pelos móveis de sua casa. Pagou alguns compromissos pendentes e pega estrada Nos próximos dias, quase com uma mão na frente e outra atrás. Um caraminguás no bolso. Ele não tem nenhuma vergonha disso, pois já o fez em outros momentos da sua vida. Como ele mesmo diz, “meu negócio é a estrada, a BR, o semáforo, a rua e quando vejo que aqui a coisa estagnou, minha saída é sair por aí”.

Desta feita quer sair do casulo onde está enfurnado, atado dos pés à cabeça e sai pelo mundo, com um trabalho certo. Dele quer conquistar outro, o da compra de uma perua Kombi, talvez uma vã, quiçá um trailer e com ele rodar o mundo, cantar por aí, expor seu trabalha de forma mambembe. Bauru já deu e aqui ele sabe, “desse mato no momento não sairá mais coelho”. Conheceu por aqui outra artista como ele, estradeira como ele, Hellen, malabarista, se encantaram e vão pegar o trecho juntos, sem eira nem beira, muitos caminhos, nada definido. Ele não pede nada, mas eu e Amanda Helena queríamos proporcionar ao artista, por tudo o que já nos fez de bom, um algo a mais. Por que não uma última ajuda, rápida, imediata, pois ele entrega sua casa na quinta, fica uns dias mais na casa de uma parente e semana que vem alça voo. Daí, estamos pedindo algo em grana viva. Um bocadinho de cada um e assim ele não vai passar por maiores dificuldades até dar o prumo necessário para sua vida neste momento. Se algo foi feito tem que ser hoje, terça, 22/06 ou no máximo quarta, 23/06, pois quinta ele pega a estrada, sem lenço e documento, cheio de plano e sonhos, mas quase sem nada no bolso. Eu como adoro os sonhadores e só não faço o mesmo que ele, pelas amarras me prendendo à aldeia bauruense, muito também pela falta de coragem, não me furto em escrever dele, passar aqui seu contato e pedir assim de última hora:

VAMOS AJUDÁ-LO? Podem ligar para ele e ver como, pelo número 14.99801.7150 ou mesmo depositar já para:

Hellen Pimenta Ferreira – Banco Caixa CEF – Agência 3178 - Operação: 013 - Conta Corrente: 00010771-8

Hellen é sua atual companheira, ela é malabarista e atuou aqui em alguns sinais de trânsito da cidade. Ela diz conhecer lugares por aí onde ele possa se apresentar e daí, saem juntos em busca do sonho de suas vidas, que não é nada grandioso financeiramente, mas de encontrarem algo onde possam tocar suas vidas da forma como gostam, produzindo arte. Tudo o que puder ser feito neste momento, será ao menos uma espécie de Couvert Artístico de Despedida por tudo o que ele já fez por nós, cantando e embalando nossos sonhos.
OBS.: Amanhã tento fazer um texto com a Hellen, contando pouco de sua história e do que pretendem encontrar daqui por diante nas BRs da vida.

terça-feira, 22 de junho de 2021

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (171)


FOI HILÁRIO DEMAIS - O QUE É CENSURA E O QUE É PASSAR DOS LIMITES DO RAZOÁVEL
A gente posta o que quiser nas plataformas existentes e quando elas são barradas, em primeiro lugar, se o faço gratuitamente, levo em consideração se não feri as normas permitidas por quem me abriga. É o mesmo quando alguém reclama que não o deixam se casar na igreja católica, mesmo professando algo diferente do ali existente. Vá reclamar em outro lugar, pois o bispo segue aquilo e querendo mesmo ali se casar, o mínimo é seguir o ali prescrito. No caso do youtube, facebook e outros lugares onde hoje abrigamos texto e áudios, aceitamos as regras deles e estamos a elas submetidos. Isso é o mínimo, eu aceito e só publico por assim o fazê-lo. Porém, todos sabemos, tem quem propaga lorota, falácia, intriga, fofoca, até quem o faça para divulgar animosidades mais sérias, como algo criminoso. Ou seja, nas redes sociais tem de tudo. Muita coisa é tolerada, outras não devem mesmo. O crivo nem sempre é correto, mas quando algo passa dos limites, segundo o entendimento deles, eles barram, tiram do ar. Muita injustiça já ocorreu, mas tem também muita coisa séria, ou seja, ultrapassou o limite do bom senso, do razoável, do ponderável, sendo mesmo merecedor do crivo, do bloqueio e da retirada do ar.

Cito o exemplo do ocorrido ontem com o vereador bauruense, o ultradireitista Eduardo Borgo, no momento bolsonarista até a medula, até ontem tucano de carteirinha. Ele diz ter publicado por lá vídeos conclamando o uso dos medicamentos já comprovadamente inúteis para o tratamento precoce da pandemia e, surpreso, os viu retirados do ar. Publicou um vídeo hilário sobre o assunto: https://www.facebook.com/EduardoBorgos/posts/1782952115223631. Sou dos totalmente contrários à censura, mas tudo na vida tem limites. Alguém continuar propagando de forma aberta, sem que ninguém faça nada para impedir, uma deslavada mentira no ar, fazendo com que incautos se utilizem do medicamento é muito danoso para a saúde pública. Junto tudo o que escrevi no primeiro parágrafo e chego a simples conclusão: basta da divulgação de fake-news e mentiras sem restrição de sua divulgação. Tudo tem um limite e o agora vereador, pelo que se vê e observa pelas suas atitudes está mais do que passando em alguns deles. Daí...

MEU POETA PRA TODAS AS HORAS É LÁZARO CARNEIRO
"Eu quero mesmo é morrer das “inguinorancia”, morrer das inguinorancia a gente morre sem sentir dor, por que as inguinorancia é lenitivo que provoca efeito colateral, as inguinorancia não deixa a gente ver o sofrimento que tempera a vida, a inguinorancia deixa a vida da gente feito uma coisa insossa, quem padece das inguinorancia não sente o sabor amargo do rompimento da vida com os dias azedos e picantes que só a inguinorancia nos alivia. Conheço pessoas acometidos das inguinorancia me parece que são mais felizes que eu. Acho que sofro das inguinorancia assintomática".

Este texto é dele e expressa muito bem algo acometendo a todos nós neste cruel momento. A "inguinorancia" faz com que se passe por períodos de turbulência, principalmente as políticas, sem notar o que de fato está ocorrendo. A pessoa finge não estar acontecendo nada, toca a vida sem se importar com nada à sua volta, mas os que prestam a atenção, estes sofrem e padecem muito mais. O padecimento neste momento adoece muitos. Vejo tantos hoje doentes por terem plena ciência do que se passa do lado de fora de suas janelas, sem poder fazer quase nada, daí aquilo tudo vai encruando, ficando entalado na garganta e quem padece mais é a própria pessoa.

Eu e seu Lázaro, assim como tantos outros padecemos deste mal. A gente sabe de tudo, não consegue fazer muita coisa e pra ficar doente um pulo. A gente quer mesmo é ir pro pau, lutar desbragadamente, mas nem isso estamos vendo como, daí padecemos cada qual no seu canto.

DAS HISTÓRIAS DE ARARAQUARA E SEUS GATOS...
Na última da Jovem Pan, que nada mais é do que a VELHA KLAN, o que de pior temos no jornalismo atualmente, apregoavam que em Araraquara a população está comendo gato para se safar do momento de crise. Despeito deste tipo de jornalismo inservível, para tentar confrontar uma das cidades paulistas onde mais ocorre o isolamento social, bancado pelo poder público, enquanto forma de cuidados e prevenção. Aproveitando a pegada, Gabriela Oliveira e meu filho, Henrique Aquino, ambos devotos do gatismo, mostram como se dá isso de degustar gatos. Com os canalhas do jornalismo, só mesmo o desprezo e para com Araraquara, um benfazejo, quando penso que, poderíamos ter algo parecido aqui na administração bauruense. Já da JP, ou melhor Velha Klan local, aqui ouço pela manhã o diretor da rádio, Pittolli e o vereador bolsonarista Borgo, pregando pelas ondas matinais da emissora o uso do kit preventivo, já comprovadamente inservível pra covid, mas pela boca destes, muito útil. Enfim, útil pra quem e para quem? Por fim, já encomendei meu gato na panela diretamente de Araraquara para meu sacrosanto lar. Eis o link de gravação feita por Gabriela e seu gato na panela: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/4656409627722343

QUANDO TODOS QUEREM DESTITUIR BOLSONARO E SUÉLLEN - MAS O QUE CADA UM QUER COM ISSO?
Andei pensando nisso no começo desta tarde. Que a novíssima (sic) Suéllen já deixou a desejar, ninguém tem mais dúvidas. Na última sessão da Câmara, o vereador quase sempre calado, Carlinhos do PS pede a palavra e aproveita seu tempo para pedir também pelo impedimento da inPerfeita (sic), que em seis meses de desGoverno, nada fez e como se sabe, nada fará, daí, nada melhor que faça em outro lugar. Foi o que disse. Não só ele, como também muitos outros de variadas matizes, cores, preferências e ideologias. Ou seja, a danada está virando consenso, unanimidade.

E agora? Eu que sou de esquerda prego o Fora Suéllen, mas o ultradireitista, diretor da rádio Jovem Pan também, assim como, quase estamos vendo o antes aliado, o Zeca Diabo da cidade, capo do SinComércio, Walace Sampaio prestes a pedir também seu afastamento. Eu e tantos outros não temos nada em comum com esses dois e nem com o Carlinhos do PS, mas pelo que vejo, queremos a mesma coisa, que ela nos deixe em paz e vá praticar o que bem sabe fazer em outras plagas.

O mesmo acontece com Bolsonaro. Desde sempre sou contra o danado do capiroto e os motivos são mais do que evidentes, desde sempre. Muitos dos que estiveram com ele já o rejeitam, abominam e pregam pela sua queda. Até FHC, Dória, o tucanato todo quer que o danado caia, mas eles não o querem pelo mesmo motivo que gente da minha laia quer. Enfim, cada um tem seus motivos e cada qual o quer fora, mas para por no lugar e propiciar algo bem diferente. E como ficamos? Eu engrosso o coro de todos estes que também clamam contra Suéllen e Bolsonaro ou separo o joio do trigo? Pelo bem até de minhas convicções, posições de muito tempo, pelo respeito que ainda devo ter em alguns lugares, não acho conveniente andar junto com gente como as aqui citadas. Daí, me ponho a matutar, o que estes querem fazer com Suéllen e Bolsonaro e o que eu quero fazer deles?

segunda-feira, 21 de junho de 2021

COMENTÁRIO QUALQUER (215)


MIL MORTES
A imPerfeita (sic) exerce o cargo do alto, olhando a cidade sob outros olhares, o de quem vê, enxerga, mas faz questão de passar para os habitantes da cidade onde foi eleita, algo surreal, a de quem adoraria ter uma cidade com sem problemas, pois assim a administraria sem percalços, mas como vivenciamos um caos instalado, por inúmeros motivos, ela não tendo aptidão nenhuma para o exercício do cargo, finge que governa e faz o que sabe, joga pra galera. Triste ver sua mensagem sorridente na manhã de hoje, quando a cidade está alcançando a quantidade redonda de mil mortes. Suéllen Rosim não toca no assunto em suas postagens e o faz como se não existisse, pois se tocar e ter que fazer alguma coisa, não vai saber e daí sua máscara cairá. Assim ela tenta flanar, se fingir de morta e tocar o barco adiante, como se vivesse no País da Maravilhas, inaugurando mercados e lanchonetes, cantando na sua igreja e deixando a cidade ao deus dará, sob a batuta dos servidores que sabem o que fazer e continuam fazendo. Ah, não fosse estes, os que arregaçam as mangas e continuam na lida, luta e sendo, fazendo e acontecendo, o que seria desta terra varonil? Mil mortes e a novíssima (sic) louca para deputar e deixar logo de prefeitar. Só mesmo os muito bobocas pra dar aval pra continuidade deste projeto. Suéllen é uma vergonha para todos nós!

HERRAR É UMANO
Quando me perguntam se domino perfeitamente o português, minha resposta é direta e reta:
 

"Claro que não, pois este nosso idioma é como um potro selvagem, indomável e para muitos, dentre os quais me incluo, indecifrável". 

Sou constantemente inquerido dos meus erros nos contínuos textos e minha resposta é também sempre a mesma: 

"Prefiro continuar errando na escrita, mas acertando na pauta e se foi entendido, missão cumprida, passei algo adiante". 

Lembrei-me disso tudo ao passar pela rua Batista de Carvalho, entre a rua Araújo Leite e Antonio Alves, bem defronte onde um dia foi a Ferpel e lá num muro algo reverberando o que faço e desse jeito de escrevinhar também assimilado por mim.

GOSTOSO DEMAIS SER RECONHECIDO NAS RUAS - JACI, 18 ANOS DE ECONOMIA INFORMAL
Estaciono o carro ali na Treze de Maio, quase esquina com a Primeiro de Agosto, bem em frente a Banca do Aldilson, pronto para ir comprar um medicamento na Droga Raia, quando alguém me chama:

- Ei, você não é o irmão do arquiteto?

- Sim, sou o irmão do arquiteto.

Quem me aborda é o comandante de uma barraca ali junto da banca do Adilson, o JOACI FÉLIX. Confesso que não me lembrava dele, mas ele se lembrava de mim. Joaci é filho do seu João Félix, petista de longa data, arretado nordestino, destes que não nunca vai perder o sotaque. Quando me diz quem é, proseamos um pouco, ali na calçada diante de seu pequeno negócio, relembramos histórias e ele das vividas quando atuava com construção e trabalhou com meu irmão, ele e seu outro irmão, Joãozinho Félix, todos petistas.

- Então, parou com construção? E como vai aqui na economia informal?

- Parar eu não parei, quem parou foram as obras pelas quais éramos chamados. Tive que me virar e há 18 anos tenho essa banca, eu nessa quadra e minha esposa e filha outra na da frente. Nos revezamos e todo nosso sustento sai daqui, suor da calçada. Somos do Jardim Prudência, chegamos cedo, estaciono a perua aqui, sempre com Zona Azul garantida pelo Adilson e só saio daqui no final do dia, faça chuva ou sol.

- E como vai neste período, meu caro?

- Já esteve pior, agora está recuperando, mas tudo aos poucos. Fazendo o que faço eu não tenho como parar, pois não tenho outra forma de renda. Mesmo quando tudo estava parado, eu tentava algo, pois o mínimo que entrasse, era para mim e os meus mais do que necessário. Meu comércio de cintas, bonés, alguns eletrônicos de pequeno porte e até máscaras. Tem de tudo um pouco aqui nesse pequeno espaço. Eu te vejo sempre aí na banca do meu amigo Adilson, achei mesmo que não tinha me reconhecido.

- E não tinha mesmo, enfim, conheço bem seu pai e seu irmão, que militam no PT, mas você vejo pouco.

- Sim, eu tenho pouco tempo para fazer o que eles fazem. Meu negócio é aqui. Enfim, entra ano, sai ano e continuo com meu lugar, conhecido por todos. Aqui na região ninguém me conhece pelo meu nome, mas se disser BANCA DO ET, não tem quem não conheça. Sou testemunha viva de tudo o que acontece aqui nas ruas. A gente vê tudo, mas não conta tudo o que vê, enfim, trabalhar na rua tem seu lado bom e outro ruim, mas como não tem jeito, não se tem hoje outra coisa para fazer, é aqui que estou. Avise seu irmão que pintando obras, ele pode me procurar que, ainda sei fazer aquilo do mesmo jeito.

Eu adoro quando trombo com gente me propiciando contar algo mais, uma história de luta, como a do Joaci e presencio histórias inconclusas. Na farmácia acabei passando menos de cinco minutos, mas com ele ali na beira da calçada, creio ouvi pouco, pois podia contar muito mais, dizer aqui de suas aventuras no local, agruras e alegrias, mas não pude ficar mais. A pandemia nos assola, mas agora já sei mais um lugar onde poderei voltar em breve para dar continuidade na conversa hoje iniciada. Os trabalhadores de rua, ligados à economia informal são a verdadeira “força viva” desta cidade.

BODÃO SE FOI E O VAZIO NO PEITO SE AMPLIA
Ivan Alves Aparecido se foi ontem à tarde, pelo que sei, uma convulsão irreversível e apagou. Esse cara era um batalhador como poucos. Dos meus tempos de USC, hoje Unisagrado, ele tinha um trailler modesto num terreno baldio bem defronte a universidade e creio eu, tudo começou por aí, ele já bodando. Seu lugar onde mais frequentei foi no Redentor, cem metros da casa do amigo Sivaldo Camargo. Ia lá, pelo amigo morando ali perto, mas sempre aportávamos no Bodão e lá, o chamego com que nos recebia, cativante e envolvente me fez muitas vezes atravessar a cidade e deixar de comer um lanche aqui perto de casa, para rodar muitos quilômetros e aportar lá no Redentor, numa esquina que fervilhava a noite toda, pedidos pra cidade inteira. O Bodão colocava amor no que fazia e cresceu, bateu asas e se foi do Redentor, quando abriu uma casa mais luxuosa no Jd Aeroporto, lugar nobre. Venceu ali também, abriu restaurante em Pederneiras e agora, com o advento pandemia, ele ousava novamente e estava com lugar recém aberto, do outro lado da Nações, bem em frente ao Confiança Nações. Não deu tempo dele vicejar muito por ali e se foi ontem assim num plutf, com o vento, sem sofrimento. Inenarráveis histórias dele e de seu jeito bem peculiar de tocar seu negócio e a clientela. Bodão nunca deixou de suar muito a camisa e neste momento, quando ampliava ainda mais seus lanches pela cidade, se vai. Muito novo.

Muita dor para os amigos que dele gostam. O lanche é o de menos, quando o mais importante era ter aquele bruta cara ao nosso lado. Desses vazios que não conseguimos preencher mais na vida.

FORA BOLSUELLEN
Ainda do salutar e necessário ato manifestação de ontem em Bauru, além do grito pelo "Fora Bolsonaro", um algo a mais, quando começa uma evidente conscientização também pelo "Fora Suéllen Rosim", expressado em muitos cartazes como este, nas mãos e nos gritos. A foto eu não consegui identificar a autoria, mas da grita contra a imPerfeita (sic), algo ressonando pela cidade, já com grande repercussão, enfim motivos não faltam para a pegação de pé.

domingo, 20 de junho de 2021

REGISTROS LADO B (50)

É COM BAITA ORGULHO DENTRO DO PEITO QUE CONVIDO TUDO, TODAS E TODOS PARA...

O 50ª “Lado B – A importância dos Desimportantes”, este bate papo semanal deste desinportantíssimo cidadão, o mafuento HPA. Essa pandemia além de todos seus males, tem outro, o de apartar todos, isolar cada um em sua casa e desta forma, todos adoecem mais rapidamente. Logo no começo eu lia muito, me enfronhei demais nas lituras, mas sentia falta da rua, do contato com as pessoas, de minhas idas e vindas pras cidades todas onde sempre estive, vendendo meus penduricalhos e assim tocando a vida, sobrevivendo e vendo pessoas, conhecendo gente nova a cada nova situação. Sem isso, eu vi que ia enlouquecer. Tenho os meus aqui em casa, mas desde que tudo começou, eu e ela permanecemos os dois trancados, só nós dois e nada mais. Não posso dizer que isso não é bom – e continua sendo -, mas faltava algo e para amenizar isso eu tive uma ideia. Começaram a pipocar lives por todos os lados e em todas os importantões, o figurões, os colunáveis, os donos da cocada preta. Para vê-los já bastava ligar a TV, o rádio ou pegar as revistas e jornais. A maioria dos espaços é dedicada a estes e destes eu não quero ler mais nada. A vida destes não me interessa nem um pouco.

Não foi preciso muito para bolar algo e colocar em prática, sempre da forma mais rudimentar deste mundo, ou seja, o meu jeito de fazer as coisas, sempre pelo jeito mais complicado. Eu bolei que poderia começar a dar voz para os que possuem pouca voz, visibilidade e pouco são ouvidos. E se o são, mais para ressaltar tragédias, ou algo inusitado que fizeram, nunca para contar das batalhas e lutas pela transformação deste mundo. Eu que sempre vive enfronhado com estes todo, conheço um bocado de gente possuidora de belas histórias pra contar e daí, o negócio foi esse, alguém que me ensinasse a fazer live. Não gosto deste termo, passei a usar outro, BATE PAPO e assim dei o pontapé inicial. Nem sei quem me ensinou a fazer o primeiro, quem me apresentou ao Stream Yard, mas foi fácil e comecei. Logo no primeiro, o Marnasci estava enfurnado no interior de Minas e não conseguiu fazer o acesso. Gravei ele pelo whatts e assim em três etapas soltei o primeiro traque. Depois no segundo já acertei, no terceiro ficou melhor e peguei gosto, não parei mais. Muitos pegaram no meu pé por causa do negócio de “Importância dos Desimportantes”, mas inisti, já expliquei dos motivos por aqui e a cada dia tenho a mais plena certeza, somos os mais importantes do meu mundo. É o que me basta.

E então, semana após semana, só uma de descanso ou interrupção, quando o amigo Roque Ferreira morreu e não tinha clima para entrevistar ninguém. Agora chego ao 50º, um feito e tanto. Tenho mais cinquenta pessoas na fila, todas com algo dos mais importantes para deixar aqui registrado. E a cada semana vou tentando mesclar, trazer gente de todas estirpes possíveis. Esse Lado B é eclético e para abrilhantar esse número redondo, teria que trazer alguém pra lá do balacobaco. Todos são muito especiais para mim, todos representam algo de grandioso dentro do cenário onde vivo e toco minha vida e a cad semana penso muito, preparo com antecedência a conversa. Mas quem poderia trazer no 50º? Matutei muito e aqui está ANA MARIA LOMBARDI DAIBEN, uma das mais respeitadas educadoras desta aldeia bauruense. Alguém cuja conversa é sempre das mais aprazíveis, flui gostosa, sempre cheia de muita luz, o que mais precisamos no momento. Ana se aposentou alguns anos atrás e creio eu, está trabalhando mais agora e mais ainda nestes tempos de pandemia, quando faz e acontece pelo modal online. Eu sempre tive um carinho mais do que especial pelo casal representado por ela e meu dileto amigo Isaías Daiben. Foram algumas histórias juntas e daí, querendo também reviver algumas delas, nada melhor do que quem viveu com ele para nos contar.

Ana vai falar disso tudo, de Educação, o que pratica com um sapiência como poucos, depois outro tema que acho dos primordiais nos tempos atuais, a importância da religiosidade nas transformações em curso. Ela e Isaías souberam como ninguém tocar algo que foi a fé transformadora, que ela denomina de espiritualidade transformadora. Eles sempre foram gente de fé, mas uma fé com os pés no chão, olhos e ação voltados para o bem comum, o dividir o pão, semelhantes no mesmo patamar e com justiça social. Quero entender melhor como consegue e se vê esperança na continuidade dessa empreitada. E falar da vida a dois, dos envolvimentos do Isaías e dela, no quanto isso possibilitou ser o que essa Bauru respeita e admira. Enfim, um bate papo com Ana Daiben é coisa para gente fazer e se dizer privilegiado. O gostoso foi fazer uma chamada de sete minutos e fazê-la rir de um jeito tão gostoso, que acho que a conversa vai render mais do que esperava. Espero ter a sapiência de saber conduzi-la a contento. Ela tem muito pra dizer e eu preciso me preparar para não desperdiçar do grande feito de tê-la ao meu lado em uma hora numa prosa. Que seja proveitosa.

Em 02.01.2016 escrevi dela no meu blog, o Mafuá do HPA – ANA MARIA DAIBEN, PROFESSORA NA ETERNA RESISTÊNCIA: Ela é professora universitária aposentada, onde militou por décadas na Unesp Bauru. Tranquila da boca para fora, calma em quase tudo o que faz, gestos comedidos, é dessas que parece fazer tudo milimetricamente de caso pensado, bem refletido. Acredito ser isso mesmo, mas no quesito linha de pensamento não abre mão da justeza social, de estar sempre ao lado da incessante luta por dias melhores das camadas deixadas de lado quando da divisão do bolo brasileiro, do injusto sistema vigente. Além de professora, foi também por certo período Secretária Municipal de Educação de Bauru, administração Tuga Angerami e soube administrar, sem se deixar sair do tom necessário e justo ao lado das reivindicações de alunos e de uma categoria clamando sempre por algo mais representativo. Esposa do também professor e falecido militante político Isaías Daiben, ambos católicos sociais (ou até socialistas católicos), vivenciou a pluralidade de opiniões no seio de sua casa desde sempre. Nasceu em Corumbá, mas desde muito cedo em Bauru, graduada em Pedagogia pela FAFIL, hoje USC, depois Mestrado em Piracicaba e doutorado em 1998, pela própria Unesp, milita na Educação desde quando iniciou suas atividades profissionais até o momento da aposentadoria, quando coordenava o NEPP – Núcleo de Estudos e Práticas Pedagógicas da Unesp, ligado à sua Pós Graduação. Se existe alguém com uma fleuma maior que a dela, desconheço e diante de tão aflitivos momentos como os de hoje, puro confronto, onde de um provável debate pipoca uma agressão raivosa, Ana é dessas que sabe tirar de letra isso tudo, pois não entra em divididas desnecessárias com quem não vai lhe acrescentar nada. Prefere fazê-lo, e o faz, com aqueles (as) todos com ainda garrafas vazias para vender. Deixa o ódio para quem tem, preferindo nunca ampliar espaço a esses, além do que já possuem. Melhor forma de encarar isso, só com ela mesmo. Pois então, nada como começar 2016 compreendendo melhor isso tudo e tentando fazer uso dessa magistral forma de ação. É o que tento fazer a partir de agora, não copiando nada, mas usufruindo de ensinamentos que farão tão bem, não só a mim, mas para todos à minha volta”.

Percebam a responsabilidade que tenho em mãos...

CHEGOU A HORA DO 50º LADO B, HOJE COM A EDUCADORA ANA MARIA LOMBARDI DAIBEM, PROSA PRA LÁ DE METRO... Eis o link da gravação do bate papo com 1h21: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4649964685033504

Ana Daibem pede pra ler um texto extraído de uma fala em formatura da PUC SP e ele é bem elucidativo de como ela pensa e age em relação ao servilismo de alguns ao poder vigente. Um bilhete encontrado num campo de concentração alemão na época da guerra e nele: “Prezado professor, sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados em colégios e universidades. Assim tenho minhas suspeitas com a Educação. Meu pedido é ajudem seus alunos a tornarem-se mais humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros refinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e aprender aritmética só são importantes se tornarem nossas crianças mais humanas”.

Quando ela lembra do marido falecido, Isaías Daibem: “Nós sempre tivemos uma convivência fraterna com pessoas das mais diferentes convicções. Sejam religiosas, sejam políticas. Dentro da nossa casa receber à mesa, um ateu, um marxista, um isso ou aquilo, não me interessava. Era alguém que tinha algo para nos dizer. Nossa casa sempre foi aberta a todos, independente das matizes de linha de pensamento. Isso nos manteve juntos, sem perder as origens, sem perder as bases da fé. A fé naquele Cristo revolucionário, inclusive com os materialistas, pois há momentos em que eles muito nos ensinam, são muito mais coerentes do que os que vivem se benzendo. Eu sentia que acontecia conosco, guardadas as devidas proporções, ao que acontecia com Paulo Freire. Ele era massacrado pro cristãos que diziam que ele era comunista e tinha muito marxista, materialista que acabava com Paulo Freire porque ele tinha as suas origens intelectuais na igreja. Então ele apanhava de todo lado, daí conosco, comigo e com o Isaías não foi diferente. Já vivemos essas coisas aqui na cidade, de não ser devidamente compreendido. Imagina tipo assim, que esquerdista é esse papa hóstia. Quando você tem clareza das suas opções, essas coisas aborrecem, mas a gente vai em frente”.


Muito interessante, sua fala sobre conter alguém com ímpeto transformador como Isaías: “Sempre tive um respeito profundo pelas opções dele. E que muitas vezes a política nos fazia ser privados de momentos mais nossos, mas que egoísmo seria o meu querê-lo pra mim em detrimento de uma missão que ele tinha. Eu sempre tive essa clareza e isso nunca foi problema, pelo contrário, só aprendemos”.

Quase no final ela discorre sobre as divisões da esquerda para obtenção de seus objetivos: “A perspectiva do diálogo, propositura fraterna, independente das diferenças que possamos ter. Vou te lembrar Antonio Maria Baggio, intelectual italiano e o livro dele é o Princípio Esquecido. Ele diz assim, sabe por que até hoje a liberdade e a igualdade não foi conquistada? Porque o princípio da fraternidade ficou esquecido. Porque quando a gente quer lutar por igualdade e liberdade e a gente se agride, a gente fica em posições opostas, medindo forças, isso não vai acontecer. Você pode me dizer, isso é poético, ingênuo. A História está aí para mostrar o que que deu, até querer pensar em igualdade e liberdade, sem o respeito a fraternidade e a dignidade humana. Taí a história pra contar”.

Falou muito mais, mas mais não conto. Assistam e vamos então conversar a respeito.

ALGO MAIS DA MANIFESTAÇÃO BAURUENSE DE ONTEM PELAS RUAS E LUTAS

1.Meu vídeo de 8 minutos, gravado quando subi no canteiro central da avenida Rodrigues Alves e de lá puder registrar parte do ato. Eis o link: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4647796801916959  

2. Alguns artistas cantavam contra os desmandos de Bolsonaro e também da imperfeita (sic) Suéllen Rossim: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/4647759985253974

3. O jornal Dois gravou boa parte do ato. Eis o link: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/4647699088593397

sábado, 19 de junho de 2021

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (154)

BRASIL E BAURU: PRESIDENTE E PREFEITA, AUTORITÁRIOS ATÉ A MEDULA*

* 18º texto deste mafuento HPA, exclusivo para semanário DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo, edição nas bancas a partir e hoje.

Já é do conhecimento até das pedras reino mineral que a escolha feita pela população bauruense na última eleição não foi nada acertada. A novidade saiu pela culatra e hoje, a cidade dita e vista como “sem limites”, está diante de alguém ilimitada no quesito governança, podendo ser comparada ao seu mentor, o ex-capitão, também conhecido como Senhor Inominável. Conhecido de todos, o presidente, além da mentalidade totalitária é possuidor de um declarado desejo de morte. Defende tudo o que seja desprezível, desde a tortura, ditadores, morte de opositores e aniquilamento dos benefícios dado aos menos favorecidos, privatizando até os sonhos dos brasileiros. Possui um lado, finge defender o outro e engambela incautos, hoje na faixa dos 30%.

Suéllen Rosim, a alcaide bauruense não se diferencia muito dele, daí não pode e não deve também ser trada dentro na normalidade. Ela não é uma prefeita normal. Já provou isso. O erro de muitos hoje em dia é tratar Bolsonaro como se fosse um cidadão normal, quando já se possui a certeza de ser mais do que anormal. Se é assim, agindo bem ao largo do apregoa o bom senso e a legislação vigente, algo precisa ser feito contra ele, mas até agora pouco se fez. Igualmente com Suéllen. Tudo tem um começo e como aprendi na tenra infância, o mal pode ser extirpado pela raiz e quando não o é, todos padecerão depois. Inevitável isso. Sinais são dados e quando fingem não existir, deixam o barco correr, lá na frente as consequências serão desastrosas.

Igual o presidente, a prefeita produz muitos atos de igual teor e vão sendo tocados dentro da normalidade. Agora mesmo, reunião de prefeitos na capital paulista com o governador e ela insistindo em não comparecer, pois instrumentalizada pelo capiroto, acirra briga e quem perde é a cidade. Poucos a questionam sobre isso. Alguns até acham bonito, mas a cidade vai sendo menosprezada, esquecida, evitada e se tudo já está difícil, a tendência será a ampliação das complicações. Ela vai seguidamente para Brasília, se reúne com todos os figurões, posa para fotos e no retorno, nada de concreto, só promessas e mais acirramento pró atos do presidente. Não existe proposta séria de atuação governamental, nada de novo, mas muito brilho, perfume e laquê. Perceptível isso, mas fingem ser isso normal. Ela é durona, pouco dialoga, não o faz nem com os vereadores, sempre pescoço empinado. Não apresenta nada de novo — nem de velho —, enfim, empurra a coisa pra frente e joga pra galera.

Faz sucesso junto a uns, mas não se sente segura com ninguém, a não ser com seus pais, a quem divide direção do único empreendimento inaugurado durante sua gestão, a igreja da família. Possui círculo muito restrito de sua confiança e a imensa maioria é constituído de evangélicos neopentecostais, como ela. É com esse núcleo que adota as mais importantes decisões em relação ao governo e a política. Dá para perceber que, nutre desprezo total pelas instituições, talvez no mesmo nível de Bolsonaro, pois sendo do mesmo embuste ideológico, inevitável pensar o mesmo em relação ao Estado, Constituição, STF, Congresso, Federação e até as secretarias de governo, enfim, tudo pode atrapalhar seus planos. Tudo são pedras no caminho. Eles dois não gostam de tomar decisões submetidos a nenhum tipo de controle, limite, vigilância e mesmo prestação de contas — vide sua situação pessoal, condenada por não prestar contas adequadamente em eleições passadas. Na verdade, querem o poder total e nos tempos atuais, se nada for feito desde já, lá na frente algo mais do que incontrolável. O Brasil perdeu demais com Bolsonaro e Bauru na mesma linha, seguindo diretamente para ilimitado caos.

HOJE FOI DIA DE ATO FORA BOLSONARO E SUÉLLEN ROSIM NAS RUAS DE BAURU
Eis alguns registros do evento, o retrato de corajosos que, mesmo em plena pandemia, enfrentaram o touro à unha, lutando para por fim a dois desGovernos autoritários, fundamentalistas e jogando contra os interesses populares. Todas as fotos são deste mafuento HPA