domingo, 24 de outubro de 2021

REGISTROS LADO B (68)


0 68º LADO B É NA MANHÃ DO DOMINGO COM ESTEVAN, O BARBA, DO BAR NA BOCA DE ENTRADA DA FEIRA DO ROLO – A HISTÓRIA DO RESGATE DE SEU ACORDEON

É com grande contentamento que apresento a tudo, todas e todos o 68º LADO B – A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES, desta feita com alguém verdadeiramente das entranhas do que podemos denominar de rebarbas da cidade, o seu lado considerado desimportante, porém, altivo, resistente, persistente e cheio de gás, pronto para explodir e deixar marcas. Estou neste momento junto de outras pessoas mais do que envolvido com a campanha para trazer de volta o acordeon, que carinhosamente chamamos também de sanfona, peça chave de um dos locais mais emblemáticos hoje desta cidade, o Bar do Barba, no que chamo de boca de entrada da Feira do Rolo, o inusitado bar na confluência das ruas Júlio Prestes com Gustavo Maciel, encruzilhada que dá início à feira dominical, espaço mais democrático desta aldeia bauruense e também nosso popular Mercado de Pulgas, outro conglomerado onde acontece de tudo um pouco e tudo é possível. Uma rifa está em curso e na sua última semana, arrancada final para recompra do instrumento e devolução a quem de direito, seu herdeiro e proprietário, ESTEVAN APARECIDO DE MELLO, 71 anos, agricultor por profissão, mas atualmente dono de um bar, o que leva se apelido, o BAR DO BARBA. Estar ao lado dele neste momento me enche de orgulho e assim continuarei fazendo de tudo e mais um pouco para que no próximo domingo, 31/10, num furdunço desses inenarráveis, consigamos botar música no pedaço.

Portanto, o bate papo desta semana não poderia ser com outra pessoa, se não com ele, o BARBA e suas histórias de vida. Ele consegue chegar até aqui, muitas vezes aos trancos e barrancos, mas de cabeça erguida e rodeado de gente querida e lhe ajudando a tocar o barco adiante. Quero contar um pouco desse lugar, como nasceu esse bar, onze anos atrás e como persiste, resiste e insiste em sobreviver. Estevan veio de Cândido Mota e tem uma história de luta, como homem da terra, com muitas perdas e ganhos – mais perdas, algumas ainda em disputa. Ele vai nos contar algo dentro do espaço que irei cavar amanhã cedo, com o bar em pleno movimento. No domingo seu movimento começa no sábado, quando prepara tudo com antecedência, pois na verdade, ele ganha algum mesmo com o movimento de domingo, oriundo da feira e dos que por lá circulam – famoso seu caldinho de mocotó. Aos domingos ele abre antes das 6h da manhã, recebendo os feirantes e dali por diante não para mais, indo até a noite, quando pega clientes que vão pro bailão da Associação dos Aposentados e muitos daqueles que não querem ir embora, mesmo a feira tendo terminado. Decidimos gravar o bate papo às 9h da manhã, quando ele me reservará um tempo, eu circularei com ele pelo pedaço e seus amigos tomarão conta da casa até ele terminar a conversa.

Já escrevi dele muita coisa publicada no blog Mafuá do HPA – com textos diários desde 2007 -, pois desde descoberto o lugar por turma do barulho, virou ponto de encontro na feira. Marcávamos de nos encontrar ali, papo comprido, chopp ou cerveja, sucos feitos por ele, sempre com alguma coisa comprada na feira, como peixe de uma banca bem na esquina, sendo frito na hora. Ele nos cobrava só a bebida. Algumas vezes comia conosco. Ou seja, virou point dominical. Roque Ferreira, Aurélio Alonso, Fátima Brasília, Sivaldo Camargo, Oscar Sobrinho, Claudio Lago, Tatiana Calmon, Fátima Napolitano, Geraldo Bérgamo, Helena Aquino, Valquiria Correia, Ruben Colacino e tantos outros bateram ponto por ali. Veio a pandemia e dispersou a todos. Tudo o que fazíamos na feira, tinha como ponto de encontro as barrancas, ou seja, o paredão lateral do bar, cheio de cadeiras. Muita subversão foi ali tramada, mais um outro tanto de conspiração, tudo sob as barbas e consentimento do Barba. Eis bocadinho do que já escrevi deste bravo guerreiro e publiquei no blog Mafuá do HPA:

- Publiquei em 21/08/2017: “CHUVA, FRIO E FEIRA DOMINICAL – (...) O mais bonito, a cena mais impactante da manhã é a solidariedade entre esse pessoal todo que está e atua nas feiras. No final, mesmo com inclemente chuva, chegam os trabalhadores da EMDURB, os que farão a limpeza das ruas. Barba os chamam para o coberto e oferece a todos uma laranjada, um baita jarro disponibilizado para todos e eles ali se reúnem antes da contenda com pás e vassouras. Do lado de fora do bar, passam os com suas barracas desmontadas e sendo carregadas para seus carros, outros puxam tudo como esquimós e quase todos acenam, param para conversar com Barba e também com Carioca, que desmontando sua barraca, veio se juntar aos que estão buscando um esquenta peito antes de ir-se para casa ou mesmo comer algo. Vivenciei isso tudo como aprendizado de vida. Foi uma manhã e tanto. Não vejo ontem em Bauru outro lugar para obter todo o aprendizado a mim propiciado do que o adquirido na feira e juntos dos seus personagens. Tenho a sorte de estar junto a esses e desta forma, ganhar uma sobrevida. Momentos de um sabor inigualável para os que gostam de desfrutar o que de melhor a vida possui”.

- Publiquei em 16.10.2018: “O BAR DO BARBA, REDUTO LIBERTÁRIO JUNTO DA FEIRA FOI ATACADO NA MADRUGADA - Não tenho palavras adequadas para designar o que penso e como sinto a presença do Bar do Barba (ou do Estevan, seu proprietário), localizado ali na confluência das ruas Julio Prestes com Gustavo Maciel, centro velho da aldeia bauruense. Aos domingos, principalmente na sua parte matinal, enquanto rola a maior feira de Bauru, portão de entrada de outro local não só folclórico, como o espaço onde rola e flui democraticamente a maior concentração popular bauruense, a Feira do Rolo, na junção das duas feiras está localizado esse bar. Ponto de convergência de tudo o que de interessante e pulsante acontece por essas plagas, ali literalmente acontece de tudo um pouco, daí a riqueza e imenso valor, diria, incomensurável daquele reduto. Um dos frequentadores, o advogado Paulo Brito me disse ainda nesse domingo: "Esse o melhor lugar dessa cidade. Não passo bem no domingo se não permeço algumas horas por aqui, vendo isso tudo acontecer diante dos meus olhos". Concordo em genero, número e grau. Dito isso, vou aos tristes fatos ocorridos essa madrugada. O bar funcionou até por volta da meia noite e ao acordar Estevan sente um forte cheiro, desagradável, "nauseabundo", me disse. Ele mora junto ao local, num quartinho nos fundos. Foi verificar e encontrou uma quantidade grande de ovos quebrados do lado de dentro do seu portão.
Espantado, ainda sem lavar os olhos, começou a imaginar: "Quem poderia ter feito tal coisa e por qual motivo?". Sua indignação cresce ao sair às ruas e ver duas pixações feitas com spray cor de prata na suas paredes. Uma frontal, bem defronte o estabelecimento, "LUGAR NOJENTO LIXO". Assim mesmo, entre aspas. Dobrou a esquina e outra inscrição, essa sem aspas, SALGADO ESTRAGADO É AQUI. Ficou sem entender, mas colocou a cuca para funcionar. Está revoltado e ao passar por ali hoje no meio da tarde, vendo as inscrições, parei e assuntei: "Que foi isso, Barba?". Ele me puxa para dentro, me faz sentar e diz: "Meu caro, tem quem goste e quem não gosta nem um pouco da gente. Quando você está em dificuldade, esses aplaudem e quando você começa a incomodar, trazer mais gente, fazer algo mais, pagar suas contas, daí incomodamos. Vejo por aí, não penso em outra coisa. Isso dos salgados não tem nada a ver. Minha cozinha é o quer mais cuido. O problema deve ser outro. (...)".

- Publiquei em 19/10/2018: “CUTUCARAM OS "NOJENTOS" E ELES SE UNIRAM MAIS AINDA AO BAR DO BARBA, REDUTO LIBERTÁRIO DE MUITA RESISTÊNCIA - A fachada do tradicional Bar do Barba, na confluência das ruas Gustavo Maciel com Julio Prestes, ela toda vermelha, abrigando tudo o que gravita nas beiradas dos trilhos e aos domingos recebe garbosamente um legião de libertários que descem para a feira e pululam ali naquele espaço mais que democrático foi profanada. Um lugar como poucos na modorrenta aldeia bauruense. Quem para ali comparece aos domingos, senta de frente para a feira, desfruta dos ares ali propiciados e sabe de tudo o que por aqui tento descrever. Só estando lá para saber de fato como tudo transcorre. Um maravilhamento só ali possibilitado. Choop do bom, cerveja idem, preços honestos, cozinha com uma casal desses saídos de algum paraíso, modea de viola, pessoas das mais simples, povão rodeando tudo e a possibilidade do sujeito comprar um tomate na banca da feira e o Barba preparar, servir na mesa para ser degustado com seus líquidos. Na frente uma banca de peixe e a mesma possibilidade. Alguns libertários da cidade descobriram o lugar e batem cartão todo santo domingo. Virou rotina, aquele bate papo prolongado e da forma mais democrática possível. A licenciosidade do lugar deve ter revirado os interiores de alguns mais carolas e a fachada do bar amanheceu pichada na segunda-feira passada. No principal escrito, algo sobre o lugar ser "nojento". Os frequentadores adoraram ser assim denominados e daí nasceu um LEVANTE, o dos assim taxados, culminando com a decisão de no próximo domingo marcar presença de forma ampliada e defender o espaço conquistado. Com duas faixas de papel fixadas no portão ali está feita a CONVOCAÇÃO para no próximo domingo, 21/10, a partir das 10h, estarem todos por lá e unidos defender o lugar, um oásis dentro da feira. Vamos todos os NOJENTOS marcar presença por lá no domingo e abortar a bestialidade presumida nas entrelinhas das pichações. Contamos com todos e todas, para além da união, aproveitarmos também o período pré-eleição, onde o país está um tanto dividido entre os defensores da democracia plena e os que querem tudo fechado, carolice estabelecida, daí nada como aquele apoio declarado e explícito também para Haddad Presidente. Juntada das duas coisas num mesmo grito. (...)”.

-Publiquei em 05/07/2021: “EU VI O ZORRO NA FEIRA DO ROLO - Era ele, tinha - e continuo tendo - certeza, a capa me é inconfundível. Li muito quando jovem e mesmo depois, já velhote, continuei fazendo. Nunca parei. O destemido e bravo capa e espada aportou ontem na Feira do Rolo bauruense, mais precisamente no Bar do Barba. Minha gente, confesso, minha vista não anda me pregando peças. Não costumo ter visões. Não sendo ele, nem uma visão do além, talvez o danado do Barba, dono do estabelecimento na boca de entrada da feira, talvez ele estivesse incorporando na manhã dominical o personagem clássico da HQ. O fato é ali estar, ao vivo e a cores, alguém merecedor do maior respeito e consideração destas plagas. Muito mais do que todos os vereadores juntos da Câmara Municipal de Bauru, quiça Congresso Nacional, lugares de perversidades e atrocidades sem fim. Um bravo guerreiro, como tantos outros, dando seus pulos para sobreviver e continuar com suas portas abertas. Como gosto dos valorosos, despojados cidadãos, fazendo das tripas coração, generosos, espadachins uma vida inteira. E pra piorar, agora sem sua sanfona, pois teve que vendê-la para pagar contas e continuar altivo, soberano, pescoço empinado, vergando mas não quebrando. Esses são para mim os ainda me movendo em escrevinhacões, do contrário já teria definhado e desfalecido estaria. A depressão nos espreita a todos e ao vê-los em ação, não posso me deixar levar, busco forças, me recarrego e me fortaleço. Se ele, ou gente igual a ele me move, por ele movo céu e terra, agora para devolver-lhe o instrumento musical. Vida que segue...

OLHA QUEM VAI SER O 68º LADO B, ENTREVISTADO NESTE PRÓXIMO DOMINGO - ESTEVAN APARECIDO DE MELLO, 71 ANOS, O DO BAR DO BARBA, NA BOCA DE ENTRADA DA FEIRA DO ROLO
Domingo, 24/10, às 9h com feira rolando, entrevistaremos ele e quem por ali estiver, agitando um dos lugares mais movimentados da feira, ou seja, a encruzilhada, a curva de rio que dá início à feira.
Falaremos da última semana da rifa que lhe devolverá o acordeon, vendido durante a pandemia para saldar pendências. Muita história de como chegou até aqui. Eis a gravação de cinco minutos em 22/10, com Barba fazendo uma chamada para o que virá pela frente: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/851239838873905

MANHÃ DE DOMINGO, CHOVE SOBRE A CIDADE E DESÇO PARA O 68º BATE PAPO LADO B, DESTA FEITA COM ESTEVAN, SUAS HISTÓRIAS DO BAR DO BARBA, VIDA DE RESISTÊNCIA E ENFRENTAMENTOS - Intercalando trabalho e a produção feita com seu visual para a conversa, algo sentido, pulsante e envolvente. Dos motivos da rifa estar sendo feita e de tantos estarem ao seu lado neste momento. Eis o link com os 35 minutos da gravação: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/582398886149410

OUTRA COISA
PRA IR COMEÇANDO A SEMANA COM ALGUMA PIMENTA - ESTILO DO VICE PREFEITO E SECRETÁRIO DE SAÚDE É A GROSSERIA QUANDO APERTADO
01. Quem já conhecia pessoalmente o atual vice-prefeito e também Secretário Municipal de Saúde de Bauru, o médico Orlando Dias, dos tempos quando foi diretor da Unimed local, diziam sempre foi pessoa tratando os funcionários meio que na lata, sem ouvir, pois sempre se achou um ser acima da patuléia, dos tais degraus de cima e daí, por que ouviria e daria ouvidos para os de baixo? Conversei com amigos (as) que trabalham na Unimed e todos, indistintamente, sempre repetiam a mesma coisa: "é uma pessoa difícil, cujo relacionamento conosco, os funcionários é na base do eu mando, eu determino e cabe a vocês o cumprimento, sem questionar". Deu para entender isso pela forma como o mesmo quando apertado, colocado contra a parede por alguns dos vereadores locais, não teve nenhum jogo de cintura, sem nenhuma diplomacia ou preparo, fez o mesmo como se estivesse tratando com os seus subordinados. Ou seja, não mudou a prática usual de como procede para com os semelhantes à sua volta. Ele simplesmente, num dos momentos de aperto, simplesmente diz estar diante de uma "palhaçada", nada menos que as diligências da CEI - Comissão Especial de Inquérito sobre procedimentos da scretária dirigida por sua pessoa. Fez mais e como estava acuado e sem saída, pois não está nem aí para responder questionamentos, postura de uma vida toda, simplesmente abandonou a reunião e os deixou falando sózinho. Despreparo dele, além é claro, da alcaide que, age da mesma forma e jeito quando apertada sobre questões problemáticas dessa administração. Estamos diante de um modal de reação bem ao estilo bolsonarista, o de quem fala muito, só eles são os detentores da razão e quando pegos no contrapé, fogem da raia, não comparecem, desdizem e quando sem saída, falam grosso, respondem aos berros e intimidam e escapam pela primeira porta que encontrarem pela frente. Este o estilo do sr Orlando e também da novíssima alcaide, especialista em falar de tudo e nada dizer.

sábado, 23 de outubro de 2021

CENA BAURUENSE (219) e MÚSICA (204)


ÁRVORES SENDO SUPRIMIDAS, ELIMINADAS EM BAURU - FOTOS E MÚSICAS COMO ALERTA PARA CONTER UMA DESPELADA CIDADE*
* Intercalo algo que fui publicando ao longo da semana pelas redes sociais, fotos desta insólita cidade com músicas versando sobre o tema.

01.) Diante de tantas árvores sendo sumariamente cortadas e surrupiadas do cenário bauruense, por cinco dias seguidos, de segunda a sexta, posto aqui alguns exmplos das que resistem bravamente pela aí, como essa, lozalizada na zona rural, logo depois da estação de Val de Palmas, num descampado, isolada no meio de uma plantação e ali, como uma ilha no meio do oceano.

02.) "A ORDEM DAS ÁRVORES NÃO ALTERA O PASSARINHO"
Diante de tanta matança de árvores nesta cidade dita e vista como "Sem Limites", relembro aqui por alguns dias alguns com temática ÁRVORES. Começo com TULIPA RUIZ e algo de sua lavra, a A ORDEM DAS ÁRVORES, de 2010. Uma canção divertida e empolgante que nos ensina nomes de árvores e pássaros e nos lembra que as árvores são os lares de muitas espécies de pássaros, portanto preservar árvores significa cuidar e manter a continuação dessas espécies, algo não muito entendido aqui pelos lados de quem administra a cidade e possui o poder de vetar e impedir cortes desnecessários e criminosos. Faixa do sensacional álbum "Efêmera", 2010. Pra pensar e agir...
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=xIfiIXHcNhI
Naquele curió mora um pessegueiro/ Em todo rouxinol tem sempre um jasmineiro/ Todo bem-te-vi carrega uma paineira/ Tem sempre um colibri que gosta de jatobá/ Beija-flor é casa de ipê/ Cada andorinha é lotada de pinheiro/ E o joão-de-barro adora o eucalipto/ A ordem das árvores não altera o passarinho/ A ordem das árvores não altera o passarinho/ Naquele pessegueiro mora um curió/ Em todo jasmineiro tem sempre um rouxinol/ Toda paineira carrega um bem-te-vi/ Tem sempre um jatobá que gosta de colibri/ Beija-flor é casa de ipê/ Cada pinheiro é lotado de andorinha/ E o joão-de-barro adora o eucalipto/ A ordem das árvores não altera o passarinho/ A ordem das árvores não altera o passarinho
A ordem das árvores não altera o passarinho/ A ordem das árvores não altera o passarinho/ Não altera o passarinho/ Não altera o passarinho.

03.) Por cinco dias, algo sobre árvores nas ruas bauruense e hoje na segunda foto, uma na praça do Líbano, logo na bifurcação do acesso da Nações para a Rodrigues Alves, linda, frondosa e levantando o questionamento: se resolverem ampliar a passagem dos carros por ali, quem a defenderia da insanidade de ver abaixo o verde para privilegiar o modal quatro rodas? Ainda hoje na padaria na esquina de casa, ouvi discussão sem ter coragem de adentrar o papo, pois sei, iria me alterar. Umm dizia para o outro: "Aquele pessoal barulhento é chato, pois o lugar ficou lindo e árvore a gente planta depois". Até agora não plantaram as do parque na avenida Nações Norte e, pelo visto, esse deverá o mesmo destino das prometidas para a praça Portugal, "depois a gente vê como é que fica".

04.) No terceiro dia versando sobre a problemática das árvores em Bauru, sendo dizimadas pelos detentores do rodízio do poder municipal, desta feita, imaginem se os juízes ali do Fórum local, localizado logo acima dessa concentração de árvores decidicem que, por falta de vagas de estacionamento, teriam que derrubar todas e em seu lugar, surgir mais uma bela construção de concreto armado, onde pudessem deixar seus veículos de forma confortável enquanto legislam? Como em Bauru tudo é possível, adianto que, trata-se de uma hipótese, mera provocação, mas bem dentro de tudo o que anda ocorrendo com o pouco existente de verde dentro da área urbana de Bauru. A cidade, pelo progresso, concordaria com mais essa iniciativa podativa.

05.) DE NADA VALE TANTO ESFORÇO DO MEU CANTO PRA NOSSO ESPANTO TANTA MATA HAJA VÃO MATAR
Estamos em Bauru, cidade agora também conhecida por derrubar desmedidamente árvores, daí relembro aqui algumas canções sobre elas, até para tentar espairecer e sensibilizar bocadinho mais aos detratores e defensores do modal concreto, botando abaixo o verde que nos cerca. Vou hoje de XANGAI cantando MATANÇA, do Augusto Jatobá. Está no LP "Que qui tu tem canário", Vynil Discos, 1981.
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=aKaiaRfBixk
Cipó caboclo tá subindo na virola/ Chegou a hora do pinheiro balançar/ Sentir o cheiro do mato, da imburana/ Descansar, morrer de sono na sombra da barriguda/ De nada vale tanto esforço do meu canto/ Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar/ Tal mata atlântica e a próxima amazônica/ Arvoredos seculares impossível replantar/ Que triste sina teve cedro, nosso primo/ Desde menino que eu nem gosto de falar/ Depois de tanto sofrimento seu destino/ Virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar/ Quem por acaso ouviu falar da Sucupira/ Parece até mentira que o jacarandá/ Antes de virar poltrona, porta, armário/ Mora no dicionário, vida eterna, milenar/ Quem hoje é vivo corre perigo/ E os inimigos do verde dá sombra ao ar/ Que se respira e a clorofila/ Das matas virgens destruídas vão lembrar/ Que quando chegar a hora/ É certo que não demora...

06.) No momento em que árvores desaparecem misteriosamente do palco dos acontecimentos em Bauru, fotografo essa dentro do propósito de registrar algumas correndo risco. Essa está localizada ao lado do Posto Elefantinho, altos das Nações, do outro lado do Ceasa, já dentro de um cercado, futuro empreendimento imobiliário. Resistirá à sanha da especulação ou será suprimida pelo bem do "progresso" (sic)?

07.) "CRESCEM COMO AS PESSOAS, MAS NÃO SÃO SOLTAS NOS PASSOS"
Vivemos numa cidade com poucas árvores plantadas pelas suas ruas e destas poucas, em curso o sacrifício de muitas delas, com a justificativa de que com seu sacrifício, no lugar o "progresso" (sic). Daí, compareço por aqui relembrando músicas com tema versasndo sobre elas, hoje ARNALDO ANTUNES que contempla as árvores e agradece por seus inúmeros benefícios com AS ÁRVORES. Faz parte do CD "Um Som", 1998.
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=m_rbMKESz-g
As árvores são fáceis de achar/ Ficam plantadas no chão/ As árvores são fáceis de achar/ Ficam plantadas no chão/ Mamam do sol pelas folhas/ E pela terra/ Também bebem água/ Cantam no vento/ E recebem a chuva de galhos abertos/ Há as que dão frutas/ E as que dão frutos/ As de copa larga/ E as que habitam esquilos/ As que chovem depois da chuva/ As cabeludas, as mais jovens mudas/ As que chovem depois da chuva/ As cabeludas, as mais jovens mudas/ As árvores ficam paradas/ Uma a uma enfileiradas/ Na alameda/ Crescem pra cima como as pessoas/ Mas nunca se deitam/ O céu aceitam/ Crescem como as pessoas/ Mas não são soltas nos passos/ São maiores, mas/ Ocupam menos espaço/ Árvore da vida/ Árvore querida/ Perdão pelo coração...

08.) Na Bauru que derrubam árvores como se fosse praga tudo pode acontecer, até mesmo inventarem uma ampliação qualquer de algum retorno nos altos das Nações Unidas, tudo para se ver livres de frutífera mangueira.

09.) "MANTER EM PÉ O QUE RESTA NÃO BASTA"
Relembro por alguns dias músicas sobre árvores e a preservação do verde, da natureza, algo não muito em voga na Bauru dos tempos atuais. Hoje venho com REFLORESTA de GILBERTO GIL, de voz gentil, acalanta o coração desmatado numa música com o filho Bem Gil (que assina a produção da canção) e o trio Gilsons, formado outros integrantes do clã Gil, com filho e netos. Suavemente, Gil canta sobre os perigos do desmatamento desenfreado, uma bandeira política da turma do agronegócio que costumeiramente banca o Presidente da República. A iniciativa de "Refloresta" é do Instituto Terra, uma ONG criada por Lélia Deluiz Wanick Salgado e Sebastião Salgado, em 1998. O clipe, disponível acima, foi realizado pela Ampfy, dirigido por Ivi Roberg e produzido por Piloto. Em tempos de motosserra e das queimadas, ainda bem que temos a poesia, o lirismo e a candura de Gilberto Gil.
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=YAQxp-rkFVM
Manter em pé o que resta não basta/ Que alguém vira derrubar o que resta/ O jeito é convencer quem devasta/ A respeitar a floresta/ Manter em pé o que resta não basta/ Que a motosserra voraz faz a festa/ O jeito é compreender que já basta/ E replantar a floresta/ Milhões de espécies, plantas e animais/ Zumbidos, berros, latidos, tudo mais/ Uivos, murmúrios, lamentos ancestrais/ Por que não deixamos nosso mundo em paz?/ Além do morro, o deserto se alastra/ Toda terra, da serra aos confins/ O toco oco, casco de Canastra/ Onde enterramos saguis/ Manter em pé o que resta não basta/ Já quase todo o verde se foi/ Agora é hora de ser refloresta...

10.) Na avenida Luiz Edmundo Coube, bem defronte o Ginásio de Esportes Darci Cesar Improta, bem na beiradinha da calçada tem uma árvore dessas enormes, frondosa e vistosa, de encher os olhos, ruborizar a face por tamanha beleza. Ela impera por ali, mas na Bauru de hoje, se alguém propor alargar a avenida, passaria a correr riscos, como já aconteceu com outras e assim se foram, sem que, nem com os melhores argumentos conseguissem se manter vivas. Por detrás de tudo, sempre um tal de "progresso" (sic), que não deixa dúvidas, em muitos momentos regride.

11.) "SE É FORTE FICA, COLHE A PROLE"
Por alguns dias publico aqui só canções com temática de árvores, numa tentativa de sensibilizar estes tomadores de decisões nesta cidade varonil, com muitas delas favoráveis ao corte desenfreado. Algo da insanidade reinante de que, não importa nada no caminho de um modal onde sempre se estará privilegiando o carro em detrimento do ser humano. Hoje venho para encerrar a série com PRAÇA DA ÁRVORE, do e com NANDO REIS. Sei é o primeiro lançamento independente de Nando, 2012, depois da recusa da Universal Music Group em renovar o contrato que tinha com o músico. Nando afirmou que o processo de se tornar independente é irreversível. Ainda, segundo o músico: " A Universal não quis renovar comigo, e eu quis ter essa experiência. Não faz muita diferença do ponto de vista artístico, a mudança se dá na parte administrativa, na concepção da venda do disco. É algo que eu só poderia fazer dessa forma se estivesse sozinho.” Nando também disse que ele não estava mais entendendo várias coisas na mecânica das companhias, "como a margem de lucro, com discos a R$ 30, que um ano depois custam R$ 5." Tudo isso se insere no meu propósito neste momento. Viva Nando Reis.
Eis o link: https://www.youtube.com/watch?v=2IKrK7XMufY
Quando eu a vi, entendi/ Que o prédio cinza ao patio/ Do convento entre grades explicavam/ Sem palavras/ Sem ensear, esperei/ O equei de escanteio, o correio/ No metro da praça da arvore/ Desolada/ Que o deserto de cimento/ Comprovasse que uma flor/ Só pede aguá/ Quando eu nasci em janeiro/ Já de certo incluía que um dia/ Renasceria em fevereiro/ Fez em mesmo/ Uma conjunção, um enredo/ Se é forte fica, fortifica cole a prole/ Que cabe dentro de um cesto/ Ou de um berço/ Que o afeta é como o dia/ Acabe em noite/ E renasce na Alvorada/ Eu te amo/ Só você é quem consegue/ Me entender

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

UM LUGAR POR AÍ (153)


FACHADA PARA PEGAR INCAUTOS - PROJETOS DO MEIO AMBIENTE QUE NÃO VINGAM DE VERDADE
Jair Bolsonaro é especialista nisto: ele fingiu ser defensor do Meio Ambiente e da Amazônia até na ONU, quando mentiu descaradamente para o mundo ao dizer proteger o que, na verdade devasta. Tínhamos até pouco tempo um ministro do Meio Ambiente que passava a boiada, ele mesmo se deixando fotografar ao lado de toras de árvores devastadas e marginalmente contrabandeadas. Um discurso e com legislação existente apregoando defender algo, mas na prática exatamente o contrário.

Quem me diz que o mesmo não acontece em Bauru? Digo e aponto onde. Neste exato momento tramita pelas hostes da Prefeitura Municipal de Bauru, administração da fundamentalista bolsonarista Suéllen Rosim algo muito parecido. Primeiro, estamos nos tornando campeões na devastação de árvores urbanas, primeiro com as da praça Portugal, depois muitas outras em beiradas de ruas e alargamento de pistas, culminando com esse crime ambiental que ainda perdura, o das mais de 40 árvores na beirada do jardim Araruna. Isso é parte do que apresento a seguir.

Projetos ambientais, tendo como pano de fundo a preservação, regulamentação e até mesmo ampliação de áres neste sentido. No papel tudo muito bonito, mas como diz o ditado, "apenas para inglês ver". Por detrás do pano, no frigir dos ovos, algo para atender interesses de pequenos grupos, quase todos ligados umbilicalmente à especulação imobiliária, daí, sem dó e piedade, algo sendo feito para burlar a legislação. Avaliem essa página na SEMA - Secretaria do Meio Ambiente de Bauru (https://www2.bauru.sp.gov.br/semma/) e constatem com tudo o que anda acontecendo. A legislação é linda em todos seus detalhes e meios existentes para exigir, cobrar e fazer cumprir, mas nem sempre todo esse aparato é colocado em prática. Tudo fingimento, tudo história de carochinha, parte do embromachion, do engambelamento. Não foi isso o que aconteceu no caso lá da praça Portugal? Mesmo com tudo isso, deram um jeito, um órgão avaliou e o outro nem foi consultado. Quando necessitam passam por cima de um que pode criar problema e só evidenciam o de outro, onde a aprovação é mais fácil.

Tudo isso, a legislação existe é usada para reforçar e fazer passar a boa imagem, a de defensores de uma coisa, mas nem sempre na prática é assim. Vejo em andamento dois projetos lá na Água Parada, belos por fora, mas sem nada de novo por dentro. Na verdade, sempre existiu algo para favorecer os donos do poder, a especulação imobiliária, que vende tudo, faz dinheiro com tudo o que encontra pela frente, sem nenhuma dó e piedade. Em Bauru uma das maiores áres de preservação ambiental do estado de SP, algo de constante investidas dos que se dizem progressistas. Na verdade, lutam para flexibilizar, desmontar legislação existente, tudo para vender, fazer grana, nada mais. Quem sempre sai perdendo é o meio ambiente ou mesmo as população mais careentes, sem voz ativa e mesmo com Plano Diretor, tudo o mais, sempre por uma brecha, o desmonte. Essa a realidade.

PEDIDOS DE SOCORRO*
* Meu 36º texto para o semanário DEBATE, de Santa Cruz do Rio Pardo:

Circulando pelas redes sociais me deparo constantemente com pedidos variados de socorro. Eis um dos que mais me sensibilizou nessa semana: “O povo vem de fora e consegue emprego. Eu sou nascida e criada nessa cidade, não consigo, nada tenho. Aluguel, água, luz pra pagar. Como sobreviver sem emprego? As contas não esperam cair dinheiro do céu”. 

Não quero identificar a pessoa. O sentido do escrito é outro. Trata-se de desabafo de alguém de cidade pequena, arredores de Bauru, menos de 5 mil habitantes. Desses que, impossível a leitura e o passar batido, fingindo nada ocorrer, ou melhor, está ocorrendo por aí. Isso que essa pessoa sofre é o que mais vejo florescer nestes tempos. O Brasil quebrou e as ruas estão cheias, abarrotadas de pessoas no desamparo, cada vez mais necessitadas do básico, do mínimo, do que lhe dá dignidade para continuar vivendo.

Fui olhar melhor e descobri que a pessoa desta mensagem possui um agravante, ela é transexual. Muito conhecida em sua cidade, vive de um pequeno negócio de festas, mas tudo mais do que convulsionado nestes tempos. Para estes, como se vê, as portas se fecham ainda mais. Circulei semanas atrás com o jornalista André Fleury Moraes, do DEBATE, pela praça mais famosa de Bauru, a central Rui Barbosa e ali, grande incidência de transexuais, todos vivendo na rua, sem eira nem beira. André vai escrever deles, mas me antecipo e junto os dois momentos, cada qual angustiante e doloroso.

Em Bauru nunca vi tanta gente em situação de rua como nos tempos atuais. A crise já atingiu algo nunca visto. Já é dado como normal ver gente morando em barracas, até então, pouco usual por aqui. As marquises estão cheias, espaços livres debaixo de viadutos loteados e com divisões de espaço de doer nos ossos. Por onde passo diariamente, uma cobertura de vinte metros, antiga área de lazer, hoje fechada, completamente dividida, ultrajes como divisórias, cada qual ocupando diminuto espaço, insana luta para não dormir no total relento. 

Dentre todos, impossível não notar a incidência de muitos homossexuais e mais do que perceptível como sofrem mais. Além de tudo, o maldito preconceito. São histórias muito mais impactantes do que o relato aqui selecionado, de alguém ainda com amparo, porém ciente de que, se todos lutam, ela terá que o fazer até acima de suas possibilidades. Dias atrás, uma transexual bate em minha porta. Pede para que chegue bem perto e me diz, separados pela grade, olhando em meus olhos: “Eu não quero comida, não quero dinheiro. Eu queria tomar banho. O senhor não me deixa fazer uso dessa sua mangueira”. Abri o portão, a torneira, prendi o cachorro, mas não fiquei presenciando a cena. Entrei e alguns minutos depois quando voltei querendo conversar, ela já estava longe. 
Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e professor de História (www.mafuadohpa.blogspot.com).

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (170)


SUÉLLEN, OS FUNDAMENTALISTAS NEOPENTECOSTAIS E O ALGO MAIS
Escrevi dois dias atrás sobre algo que tenho a mais absoluta certeza, a de que o maior problema hoje da administração da incomPrefeita seja o fato dela ser neopentecostal e ainda por cima fundamentalista, com o agravante de ser também bolsonarista. Isso tudso junto já seria algo de irremediável problemática, algo meio que intransponível. Tem mais e é exatamente sobre isso que abordo neste curto texto. Vou tentar dar o passo além do que já escrevi.
 

Tudo isso que todos os neopentecostais fundamentalistas que estão na mídia fazem é simplesmente dissonante, ou no mínimo, algo que não bate com nada do que Jesus Cristo deixou como mensagem ou fez em sua passagem entre nós. Podem notar e me digam, onde está a religiosidade no que fazem esses Malafaias e tantos outros? São arrecadadores de dinheiro. Encontraram um filão e exercem este ofício com afinco, usando da religião para encher seus cofres com muita sustância. Nada mais que isso.

Esse pessoal não brinca em serviço. Vivem pelo dinheiro. Seus templos são nada mais do que lugares de arrecadação. A louvação aos céus é algo secundário. O que conta mesmo é o arrecadado. Usam de forte cortina de fumaça e assim engambelam o povão, os incautos e crentes. Suéllen não faria o mesmo? Não pertenceria ao mesmo time? Sendo ela da mesma linhagem, como poderia agir diferente do que todos os demais fazem?Não creio. Tenho lembranças bem fortes de quando ela foi pelas primeiras vezes em Brasília e se encontrou com a ministra neopentecostal Damaris, selando acordos. Falaram de recurso que viriam para Bauru e pelo que sei, pelas vias normais, nada até então. Por outras vias, meios e maneiras só mesmo com trabalho jornalístico de honesta investigação.

Não escrevo isso gratuitamente. Mato a cobra e mostroi o pau. Lembram-se do processo judicial que corria contra ela, aquele na Justiça Eleitoral? Pois bem, ela negou tudo até quase no fim, recorreu, se fingiu de morta, mas no frigir dos ovos, quando não cabia mais recurso, capitulou e para escapar da punição, pagou tudo. Ou seja, quitou o que a Justiça determinou.

Para bom entendedor basta isso: ela pagando assumiu ter feito algo errado lá atrás. É isso ou não? Não existe prova maior que essa. Eram inicialmente algo em torno de 30 mil fundo eleitoral, negado por dois anos, mas aceitou o valor arbitrado, pagou e assim, comprovou algo pelo qual dizia não ter culpa. Atrás de cada versão existe sempre muito mistério e algo sempre não revelado de imediato. As coisas demoram mais do que deveriam para vir à tona. Revelações demoram, mas um dia aparecem.

Eu já escrevi aqui também sobre a descoberta pela política nordestina de uma farsa de grupo neopentecostal que, se dizendo assistencialistas, na verdade arrecadavam muito. Foram pegos e estão tendo que se explicar para a Justiça. Não afirmo nada daqui, mas como tudo hoje ocorre em rede, um aprende ali e logo todos estão fazendo igual, seria bom nosso GAECO ficar atento para tudo o que ocorre pelos lados de Bauru e região. Muitos dos santos de hoje são na verdade do pau oco. Não sei, não contra religião, apesar de manter distantes delas, mas nessa mistura delas com religião, na maioria das vezes, os resultados tem sido um horror. O passo adiante para todos os grupos religiosos neopentecostais envolvidos na política, dando as cartas por aí é não afrouxar a atenção. Vejo pouca religiosidade de fato na maioria destes, tudo de fachada. Ou seja, um perigo.
 
A PREFEITURA DEIXA DE PAGAR SUA PARTE PELO ESPETÁCULO DO CARNAVAL - QUER ENGAMBELAR AS ESCOLAS E BLOCOS
Deu ontem no noticiário da TV Tem Bauru: https://globoplay.globo.com/v/9966761/

Repercuto mais essa manifestação dos carnavalescos de Bauru, inconformados como a Prefeitura Municipal, através de sua Secretaria Municipal de Cultura comunica a pretensão de propor algo esdrúxulo, totalmente inadequado e feito exatamente para barrar a festa. Clara a intenção de propor algo que não seria aceito e daí, ainda virão dizendo ter feito algo, mas os carnavalescos não quiseram colaborar. Na verdade, claro e evidente a intenção de dar um jeitinho da festa minguar, não acontecer ou se ocorrer, que seja de forma pífia, com representação diminuta, esvaizando a maior manifestação popular brasileira, na sua versão bauruense. Estamos diante de um desGoverno fundamentalista e assim sendo, não se esperava nada diferente. Na verdade, o que está em curso não é algo feito somente contra o Carnaval, mas a Cultura num todo, pois outros eventos do mesmo porte estão deixando de ocorrer. A reação tem que vir de forma coesa, compacta, consistente e a demonstrar a união de todos contra o momento perverso da administração pública municipal. Na matéria da TV Tem, algo a demonstrar isso, pois demonstram a grandiosidade do evento, o que traz para a cidade e o que se perde com o posicionamento de cunho conservador e retrógrado. Bauru de mal a pior. No dia de hoje, as informações é que a cúpula da Cultura municipal está ficando cada vez mais acuada, tanto que se reuniram à portas fechadas e talvez estejam pensando em no mínimo rever o tacanhismo do proposto. Com pressão tudo é possível, ou seja, só assim algo poderá ser revertido. Essa a única linguagem que os fundamentalistas entendem. Pois que assim seja, não daremos trégua para quem está chegando com o intuito de acabar com movimentos culturais. Trata-se de um projeto de destruição, não tenho a menor dúvida disto.

CADA DIA A RAZÃO MAIS COM LULA E O PAÍS MAIS À DERIVA COM O CAPIROTO
Em editorial publicado nesta quinta (21), o jornal espanhol El País destaca a perseguição jurídica de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima.

O periódico aponta que o tempo está dando razão a Lula em dois aspectos: ele sempre proclamou sua inocência (e sua confiança na Justiça brasileira) e sempre denunciou ser vítima de perseguição judicial.

Os dois pontos estão provados pela decisão do STF que comprovou a atuação parcial de Moro e pela série de vitórias jurídicas do ex-presidente.

El País traz ainda a importância de uma aliança ampla para derrotar Bolsonaro nas urnas em 2022 e converter a “presidência do populista de ultradireita Jair Bolsonaro em um pesadelo passageiro”.
https://pt.org.br/o-tempo-deu-razao-a-lula-afirma.../

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

AMIGOS DO PEITO (191)


RECARREGADO PELOS TANTOS AMIGOS (AS)
A cada dia uma nova história. Como é bom poder continuar contando com diletos amigos pelos cantos, brechas e vicinais desta insólita cidade. Tempos atrás um destes tantos que, infelizmente já se foi, me dizia: "Só consigo sobreviver por aqui por causa dos amigos. A gente cria uma espécie de gueto só nosso, um grupo de gente e criamos uma agenda própria, encontros só nossos, regados a um bate papo não encontrado em outros lugares". Verdade absoluta. Desfruto de algo muito parecido. Pertenço a um agrupamento dito e visto como de esquerda, com pensamento anti-bolsonarista e nestes tempos um tanto obscurantistas, nada como estar ao lado destes, cada um recarregando o outro. Um encoraja o outro a continuar. Ouço as histórias dos demais, como cada um se safa das agruras destes tempos e da construção que faço de tudo que ouço, dou meu jeito de ir tocando minha vida, driblando as adversidades e me posicionando, reabastecido para os enfrentamentos todos. Só frequento lugares onde posso reencontrar pessoas queridas, pois sei que ao fazê-la, estarei me recarregando.

Ontem foi um dia destes. Passei na banca da Ilda, a brava guerreira lá dos altos do Aeroclube e esperava dar de cara com gente para um papo a mais. Não deu outra. Desta feita quem estava por lá era o jornalista Aurélio Fernandes Alonso, recentemente aposentado de suas funções no Jornal da Cidade, solto pelas estradas da vida e batendo cartão para ver as novidades editoriais lá na banca. Passo para buscar a edição dominical do Estadão, que mudou o formato e agora reduzido, cara de Estadinho, está gostoso de ler, com muitos colunistas, a maioria conservador, mas como leio de tudo, faço deles também aprendizado para ver como pensa e age os adversários. Aurélio também gostou e conversamos pra dedéu sobre esse momento do jornalismo e suas agruras e possibilidades. Por lá alguém que não conhecia, um jornalista que atuou por anos na Record e está batendo asas, indo morara na Irlanda. Está nos preparartivos arrumativos de malas e circula em busca de bons papos. Nos conhecemos e proseamos bocadinho sob os olhares atentos da dona do estabelecimento.

Aurélio está eufórico, pois em mais alguns meses (me diz antes do final do ano), deve lançar seu primeiro livro. O gajo me conta detalhes, mais de meia hora esmiuçando como foi formatando uma história pra lá de surreal, onde num pequeno distrito foi juntando personagens e situações amontadas em sua mente jornalística por mais de 20 anos e despejou tudo em hisórias. Deve ser um texto dos mais saborosos, tipo a história do Bem Amado e até a do ET de Varginha. Não sei como fez para caber tanta gente e suas histórias mirabolantes, todos juntos num pequeno distrito, mas isso é coisa que escritores sabem fazer com júbilo, aliás, essa a arte do escrevinhamento. Aurélio é bom no que faz, jornalismo à moda antiga e se tivesse grana iria propor uma sociedade para criarmos juntos um jornal semanal cheio de histórias, pequenas reportagens e algo pouco feito nos dias atuais.

Gostoso demais ir reencontrando pessoas como ele pelas quebradas da cidade. Passei por lá só para buscar o jornal, que ela havia guardado desde domingo para mim, algo que faria em cinco minutos no máximo, mas acabei por conta desse reencontro passando lá quase uma hora. Esqueci de tudo o mais, mas não me arrependo, pois creio ter ganho o dia. Ganho muitas conversas, pois ao sair de lá, anotei num caderninho que mantenho no carro - sempre a postos para não esquecer de conversas -, vários temas para escrevinhações futuras. Aurélio me possibilitou alguns já para ontem e o fiz baseado no que conversamos. As ideias que aqui publico saem e fluem dessa forma, de conversa que mantenho pelas ruas, portanto, necessita demais da conta da continuidade destes amigos todos. Sem eles, sei que, a minha vida por essas bandas seria também de difícil superação. Ainda bem existe por aqui mais que um arquipélogo de resistentes, bravos guerreiros e dispostos a esgrimar para que a coisa não desande de vez.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

COMENTÁRIO QUALQUER (219)


IDENTIFICADO O PROBLEMA MAIOR DESTA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL: O FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO
Assim como o desGoverno instalado lá no Planalto Central, algo de muito ruim acontece aqui em Bauru. A incomPrefeita Suéllen Rosim marca reuniões e não comparece, diz que fará e depois pula para trás, troca cargos de confiança no conhecido esquema seis por meia dúzia, mas de algo ela não arreda pé, continua cada vez mais enfronhada na sua religiosidade e assim tenta arrastar Bauru para junto de algo ligado à forma como aprendeu a fazer política e tocar sua vida, tendo o neopentecostalismo como base fundamental.

Este o maior problema dessa administração, sem tirar nem por. Ela não abrirá seus olhos, nem perceberá não está falando para os fiéis de sua igreja, como num culto, pois é esta sua forma, a única que sabe fazer. Se até agora, com dez meses de administração, tudo gira em torno da igreja e a cada gravação que faz pelas redes sociais enaltece isso com louvor, fica mais nítido isso, ela enxerga a cidade como uma continuidade de sua religião e ao se dirigir para a cidade expressa o que pensa, não a prefeita de todos, mas a pastora de uma igreja neopentecostal.

É simples assim. Não existe outra conclusão. Percebam o quanto isso traz resultados danosos para a cidade, pois dirigir uma cidade como se estivesse tratando especificamente para fiéis de uma determinada religião, acostumada a dogmas estabelecidos é bem diferente da diversidade laica de uma cidade, onde deve predominar o estabelecido por todas ou nenhuma delas, ou seja, um entendimento coletivo para se chegar numa solução justa, compreendendo uma linha de pensamento sem segunda intenções.

Nas restrições sendo impostas pela alcaide para a cidade, todas tem como pano de fundo isso, o seu preceito religioso, que na maioria das vezes não bate com o dos demais segmentos. Não esperem que ela irá abrir mão desta forma de pensar e agir, pois isso é bem próprio destes, guiados para agir desta forma e jeito. Vergar isso é algo a ser feito coletivamente, pois no campo das ideias não será possível. Ela foi criada assim.

Pode até dizer que vai atender isso e aquilo, mas não irá, pois fere o que teve como ensinamento dentro de casa e daí, sempre vai pender para o que manda sua seita religiosa, aquele pensamento restrito, estreito e limitado.
Esse o problema de Bauru no momento. Temos uma prefeita bitolada e assim sendo, tudo o que faz é dentro de algo pré-concebido. Não esperem nada além disso. Quando o ator Pedro Cardoso disse anos atrás que a "política não deve se misturar com religião" ou "o Estado não pode ser religioso", estava com toda razão. Eis no que dá. Aqui em Bauru não está só misturada, como é a própria administração.


PERDEU A GRAÇA
No início do desGoverno da incomPrefeita Suéllen Rosim pouco eram os que afirmavam cetegoricamente ser ela inapetente para o exercício do cargo pelo qual foi eleita. Eu estive nessa trincheira desde o príncípio. Recebi pauladas e traulitadas por causa de ser contra a novidade - nada alvissareira, dizia desde sempre. Pois bem, aguentei junto de outros a pinimba e hoje, passados dez meses da travada administração, não me sinto mais sózinho. Muito pelo contrário, a máscara da alcaide caiu e continuará caindo dia após dia, pois não tem nada de novidade ou de alvissareiro para apresentar ao distinto público.

Aquilo que não se fazia necessário ser bidu para prescrever, o fato do engodo não resistir ao tempo, já é uma realidade. Hoje está chato ser oposição a ela, pois o fato já está se tornando uma unanimidade. Muitos dos funcionários públicos municipais acreditaram na novidade e achavam que ela seria a salvação da lavoura. Ledo engano e hoje, além da decepção, estão todos tendo que rever a posição e cabisbaixos concordar que aquilo no qual acreditaram era algo teatral, pueril, montagem de quinta categoria.

Pior que tudo é ver gente que demonstrou ser oposição no princípio, como esse pessoal da nefasta rádio Velha Klan, mas depois se alinharam com ela e passaram a rasgar elogios assim do nada, como que encantados por algo que não se sabe nascido de onde. Hoje, se até eles já estão desencantados, não quero estar perfilados com eles na oposição à ela e ao que representa, pois o meu interesse pelo desastre anunciado tem uma motivação e o desta rádio, como até as pedras do reino mineral sabem é bem outro. Como posso estar alinhado com o que representa Alexandre Pittolli e Reinaldo Cafeo, por exemplo. Perdeu a graça.

Suéllen representa esse bolsonarismo oco, desprovido de sentido social e sem nenhum cabedal de sustentação, algo surgido de um vácuo e surfando por um tempo, mas nada além disto. Para gente como eu, isso sempre esteve bem claro. Muitos se deixaram levar e se hoje, ela perdeu o encanto de todos, precisamos ver o que uns e outros querem desta cidade daqui por diante. Evidente que, o que gente como Pittolli, Velha Klan, Cafeo, FM96 querem não é o mesmo que a motivação da massa trabalhadora hoje sendo danada por um desGoverno fundamentalista e sem noção. Não me coloquem no mesmo barco que estes, por favor, pois tenho um nome a zelar. Sou do time dos que desde o princípio cutucam essa nhaca de neoliberalismo fundamentalista como uma desgraça para o povão, mas se hoje, ela também deixou de ser interessante para outros, estes ligados umbilicalmente com desgraças anteriores por estas bandas, continuo mantendo distância destes. O joio não se mistura com o trigo e quando isso acontece, sempre gera indigestação sem tratamento conhecido, quanto menos cura.

Deixar isso bem claro é mais do que necessário.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (162)


CHEFIA DE GABINETE, DE PATRICK PARA RAFAEL, ALGO DA IMPLANTAÇÃO DA “REPÚBLICA DE AGUDOS”
A novíssima (sic) incomPrefeita Suéllen Rosim está cada dia mais claudicante no cargo, com a máscara caindo e tendo que dar explicações cada vez mais detalhadas das trapalhadas e enroscadas por onde tem metido a administração pública municipal. Semana passada fez uma proposta dessas de cair o queixo, ou seja, algo totalmente sem noção para o pessoal do Carnaval e dos demais eventos até então bancados gratuitamente para favorecer a população com menos renda na cidade. Depois está em vias de fazer o mesmo com o pessoal do futebol amador, quando nem toma providências com a reforma dos estádios distritais e segundo já dizem, a Prefeitura não vai mais bancar o valor da taxa de arbitragem, o que inviabilizaria o campeonato amador. Ou seja, ela desagrada a gregos e troianos.

Tem mais. No caso dela, sempre tem mais e a novidade agora é a mudança inesperada, intempestiva e do arco da velha, ocorrida em sua Chefia de Gabinete. O que estava no cargo não correspondia à altura das necessidades. Advindo de Agudos, tinha lá alguma expressão, mas algo restrito a uma cidade de porte pequeno. Quando se deparou com os problemas de Bauru, o tipo de política necessário para tocar com alguma malemolência e desempenhar tudo dentro de um mínimo de bom relacionamento, com muito diálogo e jogo de cintura, nunca se mostrou operante. Patrick Teixeira seu nome e inexplicavelmente, assim de uma hora para outra é defenestrado do cargo, sugerindo muitas hipóteses, nenhuma até agora explicada. Ficou o dito pelo não dito, algo como uma esfarrapada desculpa, do tipo, “problemas particulares” e “ter que cuidar de problemas pessoais”.

O danado saiu e conseguiu emplacar um substituto também da vizinha Agudos, este pelo que se comente em todas as bocas, inferninhos, rodinhas e também na “rádio peão”, se já era ruim, agora piorou de vez. Azedou o caldo e se existia um setor da direita, principalmente o ligado ao bolsonarismo, representada pela predatória rádio Velha Klan, até estes estão caindo de pau na escolha e pedindo para o escolhido inventar uma desculpa e pedir o boné antes mesmo de assumir. Seu nome traz por detrás de atividades antes realizadas em Agudos, algo onde a polêmica é o mote, mas não a polêmica saudável e sim, a destrutiva e criando imensos e incomensuráveis problemas para a fundamentalista Suéllen. Seu nome, Rafael Lima Fernandes, tendo atuado nas hostes da administração passada daquela cidade e pelo que se diz, responsável ou envolvido em questões como a queda de tetos de escolas, daí por diante. Algo mais incomoda os que pretendem ter alguém com trâmite entre os vereadores, a classe política e a administração, mas não enxergam nada disso no tal do Rafael, totalmente desconhecido por aqui.

Quando o gajo não agrada nem grego, nem troianos, logo de cara, problemas à vista. Circulam pelas redes sociais infinidade de posts, com denúncias, algo mais sobre a atuação do Rafael em Agudos e do despreparo para a função a qual está sendo inserido, empossado e designado. Pelo bem desta Bauru, algo já é elementar nessa questão: sendo Suéllen fundamentalista e bolsonarista, ninguém tão progressista, com arejamento para enxergar e propiciar algo novo, realmente auspicioso, daí, convidando alguém que já chega carregando uma pesada mala, recheada de problemas mil, dessas difícil de ser carregada, algo a demonstrar o quanto teremos de percalços pela frente. A rainha das livres perfumadas terá que rebolar muito daqui por diante para emplacar este nome, passar por cima de tudo o que já está colocado e fazer dele seu porta voz. Dizem até que, em curso a implantação de uma República de Agudos, com a importação de muitos de lá, todos chegando assim sem estar devidamente prontos, mas por serem de “confiança” da alcaide, assumem e depois eles vêem como é que fica. Muita água ainda passará por debaixo dessa ponte. Neste exato momento, o pau come da sessão da Câmara dos Vereadores de Bauru, quando 90% dos presentes se mostram preocupados, reticentes e contrários à indicação. Seria este o Cavalo de Tróia da atual administração?



POR QUE O MÉDICO TEM PRIVILÉGIOS QUE NENHUM OUTRO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL BAURUENSE POSSUI?
Isso não é nenhuma novidade, pois o privilégio concedido aos médicos do serviço público municipal não ocorrem de hoje. Vem de muitas outras administrações e com o passar dos anos tem se consolidado mais e mais. O fato é que, essa categoria profissional goza de concessões e benesses só permitidas a eles e mais alguns poucos espalhados pela aí dentro do staff municipal. Privilégio ou pouca vergonha?

Algo está vindo à tona neste momento quando alguns destes tem revelados seu modus operandi, ou seja, como fazem para driblar o horário de serviço, cartão de ponto ou controle sobre o seu trabalho. Agem como se fossem pessoas acima da lei. A permissividade não é de hoje, mas neste momento, com algo divulgados sobre procedimentos de dois destes, talvez um necessário enquadramento destes dentro do padrão público. O médico no Brasil é considerado um ser acima dos demais, algo inconcebível em outros países. Comparo o que vejo de benesses para estes com algo ocorrendo na Argentina, quando o médico possui um tratamento de igual para igual para com outras categorias e é tratado desta forma. Aqui não, ele é quase um semi deus, um ser iluminado e desta forma merecedor de fazer e acontecer sem cobranças, tendo uma regra específica só para eles.

O revelado neste momento não é algo criado pela administração da incomPrefeita Suéllen Rosim, mas vem de longe. Tomara o revelado agora, em escabrosos detalhes venha a ter atitudes de enquadramento e punição das irregularidades, algo até então tratado como impossível. Existia até então, mesmo para os vereadores, os de agora e os de antanho, uma vista grossa para com estes e neste momento, vejo alguns levantando a voz e clamando por punição e mudança de procedimentos. Ufa! Será possível? Tomara.

O fato é que o médico dentro do serviço público municipal não cumpre adequadamente seu horário de trabalho e desde muito tempo tem, como categoria de privilegiados, criado uma legislação e procedimentos diferenciado de todos os demais. Agora mesmo, um médico é pego dormindo e quando inquerido, diz que o faz por não ter sala para trabalhar num Posto de Saúde. O vereador Juninho, o que descobriu o dormicnhoco, pessoalmente faz o serviço que a direção deveria fazer, ou seja, consegue a sala para ele atuar. Na verdade, essa possibilidade sempre existiu, mas eles, os médicos, sempre deram um jeito de entre eles inventar seus horários e tudo o mais.

Algo vai mudar a partir de agora? Tomara. O péssimo costume criou uma categoria acima da lei. Fosse qualquer outra estariam na Corregedoria e com motivos suficientes para demissão por justa causa, porém com eles, creio ocorrerá novamente um algo mais para ampará-los e livrar todos de ter que cumprir horário. Não existe nada que os controlem. Sabe qual a primeira justificativa que muitos sempre usaram: "ganhamos pouco e para continuar atuando aqui nos quadros da Prefeitura, só dessa forma, do contrário, aqui não estaríamos". Não cola e só demonstra o fato de se acharem acima de todos os demais. Dois foram descobertos e tiveram algo revelado, assim como no passado outros tiveram e nada acomnteceu. Torço para apuração rigorosa e que, o secretário de Saúde e também vice-prefeito tenha coragem suficiente para tomar uma atitude e mudar a situação. Em alguns outros setores da Prefeitura ocorre algo parecido, quando servidores criam seus próprios horários e quando inqueridos para se enquadrarem, dizem atuarem em atividades diferenciadas e assim pretendem continuar escapando de trabalharem as oitos horas a eles determinadas. Que algo comece a mudar a partir de mais essa denúncia. Veremos...