sexta-feira, 22 de abril de 2022

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (176)


da areia movediça bauruense
ENTÃO ELA PRESENCIOU O PROTESTO AO VIVO E A CORES?
A incomPrefeita Suéllen Rosim, aquela que seus seguidores insistem em chatear a população com a arenga "deixam-na trabalhar", ontem, feriado de 21 de abril, foi vista circulando pela cidade e conferindo o trabalho daqueles que, estes sim, estariam pegando no pesado no dia de folga e acabou se chatando com o que viu. Ou seja, se circulasse mais pela cidade, se depararia com, decididamente, uma das cidades mais esburacadas do país. Quem circula por qualquer outra pela aí sabe do que estou falando e da vergonha que os bauruenses passam quando conversando com visitantes e estes, ironicamente, apregoam da excessiva quantidade de buracos espalhados cidade afora - adentro também.

Suéllen age como o Vampeta na piada que ele conta entre risos, sobre jogar e não receber: "Eu finjo que jogo e o Flamengo finge que me paga". Só que aqui na cidade, o buraco é mais embaixo, pois vivemos tempos onde a arrecadação aumentou, pois com a pandemia muitos dos serviços prestados pela Prefeitura estiveram paralisados e, portanto, sem gastos, o que aumentos o montante nos cofres municipais. O problema dos atuais administradores de Bauru é o gastar, mais especificamente, o saber gastar. A alcaide gasta só no que lhe convem, como as comprinhas de final de ano, as feitas no apagar das luzes e pela estranheza, gerando uma CEI. Vive do recebimento de emendas parlamentares e no mais, expõe o funcionalismo a um excessivo desgaste, quando são cobrados, sendo que a culpada pela situação é a gestora, ou melhor, a falta de séria e competente gestão. Ótimo que ela tenha presenciado as críticas expostas nos buracos pelas ruas, pois circulasse mais, veria muito mais. Faço votos que, ao invés de ver, trombe com irados munícipes, apontando-lhe o dedo na cara. Talvez assim, sua ficha caia.

escrito pela manhã
CAPIROTO SE APRESENTA CAPIROTO - ALGUMA NOVIDADE?

A mais alta corte do País, o STF - Supremo Tribunal Federal já pisou muito na bola e deixou a desejar no quesito fazer efetivamente Justiça, mas neste momento, inclusive pela atuação do ministro Alexandre de Moraes, acerta em cheio e tenta brecar o avanço dos perigosos que vicejaram durante o desGoverno do Senhor inaminável. A decisão do presidente em indultar o criminoso é dele, pessoal e vai ser analisada e julgada pelo prórpio STF. O triste disso tudo é ver o presidente isultar a nação a cada novo ato e nada ocorrer, como um mera manifestação nas ruas. Enquanto o STF incrimina acertadamente, o presidente age como o tresloucado e incendiário que sempre foi e nós, o povo, permanecemos quietos e aguardando pacivamente que o STF resolva mais essa. Pode ser que até resolvam, mas o povo brasileiro, neste momento, encontra-se numa letargia perigosa, pois o capiroto sabe do erro cometido, do dolo praticado, mas como sabe também que a reação é diminuta, continua aprontando. Houvesse reação, sua atitude seria outra. Enfim, o diabo não é tão feio, mas reagir se faz necessário. A iliustração é do REINALDO, publicada na revista Piauí do mês passado.

escrito no final do dia, madrugada adentro
CAPIROTO APRONTA E A REAÇÃO É PÍFIA, DAÍ ELE NADA DE BRAÇADA

Com estes últimos acontecimentos, o do indulto presidencial para o fora da lei, também ainda deputado deferal Daniel Silveira, Bolsonaro confirma o que todos sabem: trata-se de alguém no poder a defender os seus, milicianos e afins. Nenhuma dúvida. Alguém ainda nutre alguma esperança deste homem ter algum traço de justiça social em suas atitudes? Só mesmo os que o seguem cegamente continuam apostando fichas nessa loucura que seria a continuidade de um desGoverno por mais quatro anos. No Brasil são muitos, como vejo abilolados defendendo o indulto como justo e falas como a que se vê diariamente pelas ondas da Velha Klan, ops, digo, Jovem Pan, como corretas. O Brasil não está dividido, mas o segmento de direita e conservador sabe muito bem ocupar seus espaços e fazer barulho, provocar os seus para se manter na maluquice. E os demais?

Escrevo sobre isso, os demais. Dormi mal essa noite e não foi somente por causa da TV ligada, com o Carnaval paulista comendo solto pela TV Globo. Queria assistir, estava necessitado de ver essa festa ocorrendo e daí deitei com a TV ligada. Passei uma noite no lusco-fusco, um olho no gato outro no peixe. Não dormi direito e além do que via na telinha, sempre de soslaio, a preocupação maior era com o destino do Brasil. O caso deste indulto é só mais um, pois muitos outros, até mais preocupantes ocorreram e nada, não fizemos nada ou quase nada. Existem os que fazem e continuam pelas ruas, mas os conto nos dedos - de uma das mãos. A maioria ainda clamando por mudanças e o retorno do país à alguma normalidade, deixou de lutar e espera pacientemente que a eleição devolva a normalidade. Isso é pouco e querer demais de uma Justiça que, até bem pouco, estava atrelada com as injustiças. Neste caso específico vejo todos esperando que a reação ocorra via STF e ministro Alexandre de Moraes, quando deveríamos estar mais do que mobilizados, nas ruas e pressionando o descalabro nas ruas e lutas. Esperar pelo que ainda nos resta de Justiça é o mesmo que esperar sentadoi que as eleições devolvam a normalidade perdida para este Brasil na contramão. Muito risco pela frente.

Não estou em condições de avaliar neste momento, com o sono me batendo forte e ainda o Carnaval na TV, se este país sempre foi assim, passivo e aceitando tudo com pouca reação ou reagimos, mas a força contrária sempre se mostrou mais forte. O presidente capiroto parece ter a nítida certeza de que, com seus atos, atinge os seus, insufla-os para as manifestações de perversidade, ernquanto o restante do país nada fará além de alguns protestos via virtual. Enfim, o que se viu nas ruas contra isso tudo nos últimos dias? Nada. Eu sou maluco pelo Carnaval, mas na festa paulistana aqui pela TV, pelo visto, só mesmo a Gaviões da Fiel para bater de frente contra a perversidade. No mais, amenidades e olha que estamos num momento dos mais críticos da chamada democracia brasileira, com ela sendo ameaçada e colocada à prova a todo instante.

Eu estou precisando dormir, o corpo pede. Queria mesmo estar fazendo algo mais, mas não sei onde está a tal reação. Se souberem de algo me avisem, pois estou com a matula pronta. Aqui na minha terrinha "sem limites", lugar também conhecido "areia movediça", fico sabendo que, neste ano, não teremos nenhum manifestação pelo 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Nenhuma entidade agendou nada e das reuniões acontecidas, nada de concreto. O momento clamando que os movimentos sociais estejam nas ruas, mas quem no comando de entidades que poderiam fazer algo, recuo e assim como tudo o mais, retranca. Na retranca favorecemos o algoz, pois ele, mais do que ninguém, sabe de nossas dificiências. Tira proveito disso e nos humilha em praça pública. Brinca conosco e como não reagimos, esperamos que a reação venha do STF, do Alexandre de Moraes, para bater palmas de forma virtual e torcer. Uma torcida de arquibancada, cada vez mais assistindo a contenda não no palco dos acontecimentos, mas dentro de casa, pela TV e internet. Sei não, mas vejo imensas dificuldades pela frente se o bloco não for pra rua e enfrentar de peito aberto tudo o que ainda teremos pela frente. Claro, eu também tenho minhas culpas por aguatrdar algo, do qual possa me engajar. Assumo minhas fraquezas, talvez a da maioria, dos resignados e hoje, mero assistentes de longe, sem querer sujar a roupa. Como jogar bola num campo enlameado sem querer sujar a roupa? Sem roupa suja a partida pode ser novamente perdida. Enquanto isso, rola o Carnaval da TV, parte do país assite, outra dorme, protestos quase inexistentes. O capiroto não perde tempo e segue com seu roteiro de destruição e eu aqui dentro de casa, de mãos ainda atadas. Lutar é preciso...

Quero dormir e ao mesmo tempo me manter acordado, lutando para reaver este país. Puxado por ambos os lados, por enquanto, me mantenho contido, força de ambos os lados. Socorro!!!

RETRATOS DE BAURU (263)

FERIADO, BLOCO NA RUA, TOMATE NO PEDAÇO, ESCREVENDO ATRAVÉS DE FOTOGRAFIAS

TEMA EM DISCUSSÃO

13 FOTOS DO BLOCO - ENSAIO DESTE HPA - FURDUNÇO CARNAVALESCO DO BLOCO TOMATE 2022 NO GENARO EM 21 DE ABRIL (80 Fotos ao estilo do mafuento HPA, sem nenhum retoque, enfim Tirando a Máscara da hipocrisia local, tendo Esso Maciel no peito, com muito orgulho e consideração nos 10 anos do Tomate). Aqui treze (número cabalístico já pensando nas eleições 2022) fotos bem representativas do que foi o Tomate "Tirando a Máscara" da hipocrisia, diria mesmo, "areia movediça" bauruense.













INDULTO PARA O CRIMINOSO

quarta-feira, 20 de abril de 2022

CARTAS (239)


CHEGOU A HORA
O TOMATE não desiste.

Quinta, feriado de Tiradentes, 21/4 a partir das 12h e até o arroz secar, CARNAVAL TIRANDO A MÁSCARA, no Bar do Genaro.
O furdunço não pode se calar, pois os desmandos continuam. Barbaridade com a hipocrisia reinante. Dez anos do Tomate, nas ruas e lutas.

Aguardamos todos.
Últimas camisetas, R$ 50 cada vendidas no local.
GRITANDO JUNTO SOMOS MAIS FORTE
A GENTE FAZ FESTA, MAS TÁ PUTO DA VIDA

SEMELHANÇA ENTRE DANIEL SILVEIRA E IZZO FILHO
Sei que podem me taxar de fazer uma comparação esdr[uxula, mas ela no fundo possui alguma semelhança. Tento fazer a comparação, a que me veio á cabeça. O deputado carioca é além de violento, boçal. Não me sai da memória o dia em que, junto de outros da mesma laia rasgou placa com o nome de Marielle Franco. Suas falas naquele período são mais do que incitar ao crime e trepresentaram muito bem o país onde estávamos nos enfiando. Vivíamos um caos abosoluto e retrocessos ocorriam a todo instante. Se superamos aquele terror, ainda não sei ao certo, mas algo foi feito e a justa reparação ocorre neste momento, o marombado é condenado. "Símbolos são importantes em política. Este momento da foto foi para mim o início simbólico das trevas bolsonaristas: o domínio dos brutos marombados, ignorantes e afrontosos. Ver esse sujeito condenado hoje por ser um símbolo de que a NOITE, enfim, pode acabar", Wilson Gomes. No mesmo instante o outro, também deputado, Mamãe eu Quero renuncia ao mandato, o que não inviabiliza a continuidade processo de cassação.

Escrevo isso e revejo o passado não tão recente bauruense. O ex-prefeito Izzo Filho também teve seu mandato cassado e foi preso pela Justiça. Não quero aqui rever o que ocorreu, mas latente e pulsante o fato de ter insurgido sua ação contra o Judiciário. Foi penalizado e as consequências são válidas até hoje. Foram tempos pelos quais poucos querem ver novamente sua ocorrência. Daniel insinuou, provocou, instigou e provocava a quebra da institucionalidade, Izzo foi além. Ambos foram julgados e condenados. Só estabeleço a ligação, o elo existente entre os dois casos e deixo tudo o mais para quem possa me auxiliar na revisão de um e outro caso. Hoje, eu fiquei contente com o resultado encontrado pelo STF para o caso do Daniel e na época, também o mesmo para com Izzo. Daí, as semelhanças.

ANGELI É PARA MIM SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA
"Hoje nosso querido Angeli anunciou que encerra sua colaboração com a @folhadespaulo, após quase 50 anos no jornal.
Ele foi diagnosticado com afasia e, assim, passará a trabalhar e produzir mais tranquilamente neste novo momento de vida desta forma. "Encerra como cartunista, mas não como artista", colocou @cguaycuru, companheira de Angeli.
Eles mantém um site sobre o artista, que também tem uma loja online (link em @galeriaangeli)
Em celebração ao seu extenso trabalho de cartunista, Carolina Guaycuru e André Conti organizarão uma seleção ampla de trabalhos que será pública pela @companhiadasletras em dois volumes, reunindo cerca de mil trabalhos.
Viva Angeli e sua obra!Nosso amor e carinho para Angeli e sua família ", cartunista e chargista ALAERTE.

O PRINCÍPIO APLICADO DA INSIGNIFICÂNCIA
Delegado é pra soltar
No Sábado de Aleluia, um funcionário das Lojas Americanas chegou à 32ª Delegacia de Polícia do Rio, em Jacarepaguá, trazendo uma mulher pelo braço. Ela fora presa em flagrante, tentando roubar um ovo de Páscoa dos grandes, o de número 17. Ambos foram levados à presença de Orlando Zaccone, o delegado de plantão. Ao ouvir o relato do caso, o policial não hesitou: perguntou ao funcionário o valor do ovo, sacou a carteira e ressarciu ali mesmo o prejuízo, dispensando o troco. A mulher passou a Páscoa em liberdade, comendo ovo.

O episódio ilustra os princípios de Zaccone, agora titular da 18ª DP, na Praça da Bandeira. “A função do delegado não é prender”, ele costuma dizer nas aulas que dá num curso de formação de policiais civis. “Dar voz de prisão em caso de flagrante qualquer um pode, como diz o artigo 301 do Código de Processo Penal. A verdadeira função do delegado é soltar”, conclui o raciocínio, para pasmo da audiência.

Para soltar a mulher que roubara o ovo de Páscoa, Zaccone aplicou o princípio da insignificância. “O patrimônio da loja foi ofendido de forma insignificante, então o direito penal não tem que atuar”, explicou o delegado, um moreno sorridente de 47 anos. Ele é um defensor do chamado direito penal minimalista, que procura evitar, sempre nos limites da lei, a repressão e a punição.
Mais em: http://revistapiaui.estadao.com.br/.../delegado-e-pra-soltar

MUITO LONGE DE BAURU SABEM QUEM É SUÉLLEN
Viajei no começo deste ano para Águas de Lindóia, quase divisa de São Paulo com Minas Gerais e por lá visitei o famoso Sebo do Ismael, única livraria da cidade. Seu Ismael, um professor aposentado de Letras e movimentando um espaço cultural dando sentido para sua vida e a prolongando. Desses lugares que frequento em primeiro lugar, até mesmo dos pontos turísticos de um lugar. Pois bem, naquele dia da primeira visita, me identifiquei como bauruense e passando uns dias por ali. Para minha surpresa, ele não me veio com aquela conhecida resposta de ser a terra do Pelé, do sanduíche famoso, do Noroeste, da Eny, do astronauta ou coisa que o valha. "Então tu é da terra lá da prefeita fundamentalista", foi o ouvido de sua boca. Rimos juntos e tive que concordar com ele. Ou seja, as notícias negativas sobre Suéllen Rosim atravessam o país continente. Ele me pediu um apanhado geral sobre a situação atual de Bauru e como não podia deixar escapar, tive que reafirmar o descalabro vivido nos tempos atuais, algo pelo qual ele já tinha tomado conhecimento.

terça-feira, 19 de abril de 2022

CHARGE ESCOLHIDA À DEDO (181)


DINHEIRO PARA OS ARTISTAS EXISTE - MANOBRAS DE COMO NUNCA CHEGAR NA MÃO DELES
Em Bauru a coisa se dá exatamente desta forma e jeito, a SMC - Secretaria Municipal de Cultura - tem previsão orçamentária de mais de R$ 3 milhões anuais - pouco, a menor da Prefeitura -, destinada para os artistas bauruenses, suas atividades e projetos. No ano de 2021 quase nada foi gasto e a grana retornou intacta aos cofres da Prefeitura, sendo utilizados em outras finalidades. Não se trata de não ser utilizado, mas de dificultar ao máximo sua utilização. Explico. Bolsonaro como se sabe não dá lhufas pra nada que tenha a chancela da Cultura - só retira - e como a alcaide bauruense, Suéllen Rosim é devota do capiroto, segue à risca o prescrito pelo mentor. Sobra para a secretária Tatiana Sá, também fundamentalista, pois para estar no staff só pode pensar e agir da mesma forma. Hoje, ocorreu pela manhã na Câmara Municipal de Bauru, propositura da vereadora Estela Almagro PT, mais uma audiência pública sobre a Cultura Bauruense e desta feita para discutir exclusivamente essa questão da devolução da grana, enquanto os artistas continuam na penúria e secura desde o início deste desGoverno e culminando com a paradeira da pandemia.

Os artistas presentes se manifestaram e, por fim, Tatiana Sá, a secretária tentou consertar o inconsertável. Veio com um cabedal imenso de atos, datas e eventos culturais, todos eles bancados total ou em partes pelos cofres municipais, porém, desde que Suéllen assumiu, nada mais ocorreu. Tudo bem que a pandemia estava em curso, mas em Bauru somente algo pela Lei Aldir Blanc, de cunho federal e nada municipal. A relação apresentada pela secretária é dessas a demontrar que a Cultura não está adormecida na cidade, porém, pelas vias públicas, não só adormecida, mas falecida. Nenhum projeto foi aprovado, todos os em curso foram cancelados e não existe nenhum tipo de facilitador para que o artista consiga chegar perto dos recursos. Trabalham a demonstrar que a grana está lá, porém inalcançável e com obstáculos intransponíveis para se chegar até ela. Crueldade elevada à sua máxima potência.

A classe artística já sacou a artimanha e está em pé de guerra com quem administra a pasta da Cultura e, consequentemente com a alcaide. Alguns artistas se fingem de mortos, pois ainda acreditam que algo poderá vir dos cofres municipais para seus eventos. Cito o Pessoal do Hip Hop, que pouco se manifesta, acreditando ser ainda possível receberem algo pelo evento anual. A ficha já caiu para a maioria e lutam coletivamente, não isolada, para algo por todos e não exclusivo para um ou outro evento. Assisti a Audiência Pública inteira e vendo a saia justa em que a secretária estava, mas não arredou pé, ou seja, fingem que tudo pode ocorrer, mas nada ocorrerá e os sinais para isso, mais do que evidentes. Houvesse interesse pela situação dos artistas, no mínimo, a SMC abriria um local para atender os artistas e instruí-los, capacitando estes para conseguirem incluir seus eventos e atividades, porém isso não ocorre. Fica latente que, quanto mais obstáculos houver melhor, pois a torneira dos cofres estão fechadas. Embromação toal e absoluta até o final deste mandato.
OBS.: Torço para queimar a língua, mas já escrevi anteriormente sobre este tema por aqui e desde então, tudo o que escrevi se confirma. Essa administração veio para "lacrar" a Cultura bauruense. Repito o que já disse anteriormente: deste mato não sairá nenhum coelho.

PORQUE CERTOS TEMAS NÃO SAEM PUBLICADOS NA MÍDIA BAURUENSE - O DELEGADO DA PF DE BAURU E AS ARBITRARIEDADES DA LAVA JATO
"E por falar em tortura - Delegado bauruense da PF é perseguido por não compactuar com ilegalidades da Operação Lava Jato. Mídia da cidade silencia! O delegado Mario Renato Fanton foi envolvido, pela própria Polícia Federal da qual faz parte, em uma trama para acobertar irregularidades da Lava Jato. Ao perceber a trama, negou-se a participar e está sendo perseguido de forma truculenta pela Instituição, mesmo depois de ficar com a saúde debilitada por conta da Covid 19. Segundo o jornalista Marcelo Auler, a PF busca uma forma de incriminar Fanton para promover sua expulsão. As questões nebulosas que começaram com a instalação de grampos ilegais na cela onde estavam presos os doleiros envolvidos na operação envolvem ainda outro delegado bauruense, Maurício Moscardi Grillo. Nem o jornal impresso, nem as TV ou as rádios bauruenses noticiaram nada a respeito", escreve o jornalista bauruense/jauense Ricardo de Callis Pesce em sua página nas redes sociais.

Quem responde dentro da mesma linha é o professor, recém aposentado da Unesp Bauru, Dino Magnoni: "Não há novidade alguma, os patrões do jornalismo "baurulino" sempre foram sócios dos golpes e comparsas do autoritarismo corrupto. Pena que muitos colegas, no afã de conservar os seus empregos, viram cúmplices e até capatazes dos esquemas de desinformação e alienação coletiva... (...) A classe "mérdia" é puritana falso-moralista e vai ser sempre cúmplice da corrupção e do autoritarismo que mantém os poderes das camadas dominantes. A pequena burguesia fede ainda mais que os grandes burgueses". Ricardo ainda complementa com algo mais sobre as muitas PFs dentro da mesma hoje sob o comando do desGoverno bolsonarista: "O mais triste é que se trata de outra PF, que foi prestigiada por Lula e teve seus profissionais valorizados com bons salários e boas condições de trabalho durante os governos do PT. Só que estão sob as ordens de gente que não vale nada".
Notícias como essa demonstram existir resistência dentro da atual PF, algo a oxigenando e propondo a legalidade acima de tudo, porém, nada disso sai publicado na mídia bauruense, pois aqui vigora o padrão nacional do patrão vetar o que lhe convier e daí, o público leitor se vê privado da informação verdadeira. Os dois aqui citados leram matérias publicadas pelo portal jornalístico 247 e de Luís Nassif, repercutindo o tema envolvendo o policial lotado na PF em Bauru. Não fosse por eles, nada saberíamos. Eis o link da postagem do Nassif, pela voz do jornalista Marcelo Auler: https://www.youtube.com/watch?v=xBLUPepXmCo

FISIONOMIA ATUAL DE AÉCIO NEVES É A DA ELITE BRASILEIRA, CARCOMIDA PELO TEMPO
"A foto de Aécio Neves em encontro com Eduardo Leite e Paulinho da Força viralizou e ganhou vida própria: é o retrato acabado do fracasso e da depressão política induzida em um país tomado pelo ódio e pela inveja das elites.

Aécio Neves é a cara das elites. Aécio Neves é a cara da Globo. Aécio Neves é a cara da Folha de S. Paulo, todos carcomidos pelo golpismo endêmico que intoxica suas vísceras", reprodução da página virtual do 247.

DESABAFO DE AMIGO QUERENDO BOTAR O BLOCO NA RUA - O SENTIMENTO DE SOLIDÃO
Marcos Paulo Casalechi Resende, o denominado por ele mesmo "Comunista em Ação", comparece muito em meus escritos, pois costuma não só desabafar em alguns momentos, como partimos juntos para algumas ações. Fazemos parte do time dos que não se seguram nas calças. No momento dividimos juntos um processo por não concordar com o jeito fundamentalista como um político tratou o descaso para com a pandemia. Volto de viagem e o contato, para saber como andam as coisas e ele desabafa algo contundente por áudio, parte reproduzida abaixo, possibilitando algum entendimento sobre como anda a cabeça dos que, cansados de ver a banda passar, querem muito fazer algo. Leiam o resumo de seu desabafo:


"Estou totalmente isolado, porque o mundo deixou de ter esquerda. Tudo virando uma coisa só, não temos mais o Roque, o Almir e estes dias estou só esperando a prefeita sancionar a lei contra o passaporte vacinal, que é um absurdo, aprovado na Câmara. Agora ela sancionou e preparei uma representação pra levar no Ministério Público Federal, porque essa lei é inconstitucional, uma aberração. Eu vou fazer, sózinho, até quarta protocolo, porque ninguém faz nada, isso me revolta e depois ficam perguntando dos motivos da direita crescer cada vez mais e só avançar no mundo. Agora a eleição na França é a dita esquerda, porque agora tem que apoiar o Macron contra a Le Pen. Pra mim não tem nem Macron, nem Le Pen. E tem que parar de achar que a via eleitoral é solução pra alguma coisa. Na eleição passada na França foi a mesma coisa e a margem de diferença deles foi grande, agora a coisa já diminuiu porque é o senhor Macron com projeoto neoliberal, espancando grevista nas ruas, destruindo com as coisas, então por que será que as coisas só pioram? Por que será que o Trump será novamente eleito daqui dois anos e com mais força ainda? Não era o Biden?

As pessoas estão tão alucinadas, as redes sociais destruiram o mpinimo de racionalidade das pessoas, que ninguém mais tem visão e leitura de mundo, olhar científico pras coisas. Tava na cara que ia dar essa merda. É olhar a forma e conteúdo. As pessoas ficam olhando forma e não percebem que o conteúdo é o mesmo. A forma que se apresenta o Biden, por exemplo, pode ser diferente, mas o conteúdo é o mesmo, sendo que até na forma estão ficando muito parecidos. veja, na França no 1º Turno, a esquerda apoiar o Michellon que é radical. Radical aonde, você viu o discurso dele, ele não passar de um Boulos gourmet., porque não tem discurso classista mais. Eles substituiram a luta de classes pela luta contra a carne processada. Ele falando que a mudança da sociedade está através da dieta, falando que não se deve dar Nutella pras crianças, que tem que parar de comer carne de boi e a mudança do mundo está nisso. É uma conversa que a esquerda adaptou da pequena burguesia, que é totalmente desconectada da realidade do trabalhador. Trabalhador passando fome, com trabalho precarizado ou sem trabalho e os caras fazendo isso aí, com papo identitário, que é um papo fascista, porque identitarismo é fascismo, totalmente desconectados da realidade. Cansei disso tudo.

Processo eleitoral é o processo da burguesia. O fascista de ontem é companheiro de hoje. Chega e se ninguém quer fazer nada eu vou continuar fazendo. Vou entrar com representação no MP pra tentar derrubar essa lei, porque você vê como eles são organizados. Não é uma coisa do vereador bauruense, que ele está apresentando em Bauru. A maioria das cidades brasileiras tem pelo menos um vereador bolsonarista que apresentou essa lei. Estava vendo uma cidade do Mato Grosso e outra de Minas Gerais, que o MP de lá, após aprovação, derrubaram essa lei. Eles são muito organizados, eles entraram com essa lei nas Câmaras Municipais praticamente ao mesmo tempo. Isso aí é uma organização perigosa. Sabe por que eles ganham? No dia da votação aqui em Bauru o vereador levou em massa um pessoal dele para pressionar os vereadores pra aprovar a lei. Agora cadê as organizações ditas de esquerda, cadê o movimento sindical, não tem mais nada. Eles ocuparam a galeria da Câmara, galeria essa que no passado era ocupado pelos movimentos sindicais, estudantis, sociais, movimento organizado, militância. Era isso e se tivevesse essa turma lá organizada a lei não teria passado, porque os vereadores tem medo de povo. Deprimente ver esse tipo de cena. Ninguém fala mais nada. Eu não consigo ficar calado e quieto. Não consigo ficar aqui no meu canto algemado e sem poder fazer nada".

segunda-feira, 18 de abril de 2022

FRASE DE LIVRO LIDO (176)


A MENSAGEM DA LAREIRA
Viajo no feriado da semana passada para as montanhas paulistas, clima mais frio, ótimo para o devido descanso. Chego e só daí percebo não ter trazido nenhuma lembrancinha para quem nos recebia com tamanha deferência. Saco da algibeira um jornalão do dia da chegada e com a tirada o entrego: "Como sei que gostas de se manter bem informado, eis o jornal do dia". Ele sorri, colocando o mimo na mesa da sala e logo a seguir o vejo num armário, sempre intacto.

O dia transcorre é nada muda. Chega a noite, temperatura esfria e quando me dou conta vejo a lareira da casa, aquecendo a todos, já acesa e numa das bordas, fogo se aproximando percebo o tal jornal. Não me contenho e comento, com todos já se aquecendo pela boa quentura advinda das chamas: "Agora percebo a utilização que deu para o jornal". O anfitrião não perde a oportunidade e assim encerramos o assunto: "Henrique, não dá mais. Tenho minhas fontes de informação e essas não vêm mais deste tipo de mídia. Eles, que já foram úteis no passado para embrulhar peixe, hoje me servem para acender a lareira. Nada como papel de jornal para essa finalidade". Ponto final.

PARA ENTENDER DAS ORIGENS DO CONSERVADORISMO BRASILEIRO
Da volta pelo giro recém encerrado, três cidades nordestinas, em Natal RN, o anfitrião Garoeiro me presenteia com uma verdadeira bíblia para se entender dos rumos deste país, o "Raízes do Conservadorismo Brasileiro - A Abolição na Imprensa e no Imaginário Social", do jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva. Um catatau já devidamente instalado no retorno ao lar num lugar privilegiado na mesa de trabalho. Vou saboreando em drops e confirmando o que já sabia, agora ratificado e confirmando.
"Juremir aponta caminhos capazes de elucidar por que o Brasil é um país em débito com a própria história. Partindo da análise de discursos políticos e jornalísticos do início do século XIX, o autor identifica fundamentos conservadores que permearam o contexto da assinatura da Lei Áurea e sob os quais foi erigida, um ano e meio depois, a República brasileira. (...) Se hoje a mídia é vista como reprodutora da ideologia conservadora, que legitima a desigualdade social, ontem a imprensa era veículo de disseminação de teorias racistas e de ideologias de dominação", leio na orelha e quarta capa.

Não adianta insistir e tentar passar a mão na cabeça da mídia nativa, pois ela, com raríssimas exceções, continua atuando do mesmíssimo jeito e maneira. Leio o que eles querem, da forma como querem, suprimem o que não lhes interessa e assim, de forma fracionada, retalhado, recortada e muito parcial, continuamos nos informando e acreditando numa verdade dos fatos, que na verdade é somente uma versão dessa verdade, a deles, os donos da mídia. Muito nítido isso ontem, reforçado hoje, daí a importância do livro do Juremir. Nada como rever todo o ocorrido, desde os primórdios, para se entender bocadinho do que nos acontece hoje. A enganação continua em curso, matreiro, fáceis, ardilosa, mas cruel, insana e como sempre, muito mentirosa. Isso é histórico no Brasil.

CARMEM DO RECIFE E SUAS PRECIOSIDADES
Só hoje, passados muitos dias do retorno para Bauru consigo ir avaliando algo das preciosidades trazidas da recente viagem ao Nordeste. Rever lugares é uma coisa, mas pessoas, suas histórias, conviver com este algo mais que as movem, isso não tem preço. Em cada lugar, ser recebido por estes e perambular junto deles e até ganhar mimos, daí algo incomensurável. Foi minha reação, quando nossa anfitriã no Recife PE, abre sua matula e de lá tira uma cria sua, recém parida, um libreto lindo reverenciando alguém do povo: "Era uma vez Bezerra do Sax".

Mas quem é Bezerra do Sax? Nada mais foi que um dos ricos personagens das estranhas deste país, rico demais da conta, tudo por arregaçar mangas de suas camisas e ir à luta. Fez e aconteceu a vida inteira e não fosse gente da laia de Carmen Lucia Bezerra Bandeira, cairia no esquecimento. Adoro ler as histórias destes, os verdadeiros "bandeirantes" e desbravadores deste nem tão varonil Brasil. Sento é saboreio a obra, como diante de iguaria de alta sustância, dessa a encher o bucho. Resgatar a memória afetiva de um lugar, a como ela denomina "suas histórias e sua poética afetiva". Seu Bezerra tocou a vida toda seu sax e tomar conhecimento de sua caminhada me fortalece muito para continuar enfronhado no meio destes, os tais simples, desimportantes tão cheios de importância.

O PESADELO VAI ACABAR
Sim, o pesadelo pode terminar, mas mesmo pela via eleitoral, não será sem "sangue, suor e lágrimas". A campanha eleitoral, sabemos, mal começou e nela, previsão de acontecer de tudo e mais um pouco. Este período eleitoral não será nada fácil. Permanecer quieto, meramente votando e vendo a banda passar será de grande risco. Os que lutam por um país melhor, altaneiro e soberano, não temos como nos contentar, aguardando que tudo caia do céu. O pleito será duro e cheio de tramoias, bem a cara do capiroto hoje no poder. Portanto, esperar sentado, nem pensar...

ADIARAM MOÇÃO DE APLAUSO PARA ESSO MACIEL
"Hoje não teve moção mas motivos para aplaudir o Esso Maciel não faltam! Um sobrevivente, como ele mesmo se classifica.
Ele quis fazer um ensaio fotográfico depois de quase 10 horas se preparando pra solenidade que foi cancelada! Aplausos ao Esso Maciel !! Aguardemos a nova data", artista do teatro de bonecos e amiga do Esso, Mariza Basso.

domingo, 17 de abril de 2022

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (164)


AMANHÃ SERÁ DIA DE LOUVAR ESSO MACIEL NA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU - VAMOS "ESSAR" COLETIVAMENTE?
Chegou o grande dia e amanhã, segunda, 18/04, depois das 14h30, durante o período de intervalo regimental da Câmara Municipal de Bauru, ocorrerá lá nas dependências da edilidade local a justa homenagem, com entrega de Moção de Aplauso para o grande ESSO MACIEL, nosso artista plástico, homenageado também este ano com a estampa da camiseta do bloco Bauru Sem Tomate é MiXto.

Escrever algo mais de Esso é chover no molhado e no meu caso, se repetir, pois sempre que posso o faço. Teria muito mais para dizer de tão abnegada pessoa, mas amanhã quem irá dizer será ele mesmo e através do reconhecimento pelos vereadores locais da grandiosidade deste digno representante das entranhas desta terra não tanto varonil. ESSO MACIEL é uma entidade bauruense e precisa ser melhor entendido, compreendido e cuidado. Com seus 80 anos nos costados já viu de tudo e pelas bordoadas vida afora, merecedor de todo nosso respeito e consideração. Produziu muito dentre as atividades artísticas por essas plagas: poesia, teatro, pintura, prosa e verso.

O convite é para seus diletos amigos estarmos todos por lá amanhã na Câmara e promovendo um baita abraço caloroso no danado, pois ele está nervoso, ansioso e não vendo a hora deste momento passar, pois se sente atormentado. O que ele precisa entender, vindo destes tantos que lhe admiram, é o apreço, a querência que tantos sentem pela sua figura humana, alguém que durante tantos anos soube tão magistralmente sair às ruas incorporando o "bloco do eu sózinho" nos nossos carnavais, na maiorias das vezes travestido de onça, seu mais conhecido personagem.

Convite feito, contamos com a presença dos amigos na galeria da Câmara nesta segunda, 18/04, a partir das 14h30. Vamos juntos?

HELENO CARDOSO DE AQUINO, MEU PAI, SUA CADEIRA DE DESCANSO E ALGO MAIS DE SUAS LEMBRANÇAS
Escrevi por aqui ontem algo sobre das lembranças de minha mãe, revividas com uma colcha de fuxicos e hoje volto à carga com meu pai, o ferroviário e contador, Heleno Cardoso de Aquino, falecido seis anos atrás e deixando mais um vácuo na vida deste mafuento e agora, desorientado HPA. Herdei sua casa na beira do rio Bauru, onde viveu o casal a maior parte de suas vidas, numa época onde enchentes ocorriam, mas não como neste ano - quatro só no verão. Meses atrás deixei ao encargo da amiga Rose Barrenha uma cadeira de descanso, peça simples, mas muito querida pelo pai, um local de descanso. Não me recordo como a conseguiu, mas está em casa desde muito tempo. Atravessou gerações. Rose, a recuperadora de peças perdidas e ditas como irrecuperáveis, repassou o serviço para sua filha, a cabeleireira e artesã, Bia Bassan e essa, dentro de suas possibilidades ficoude envernizar a peça e fazer pequenos reparos.

Meses se passaram e agora, meenviam foto do resultado. Não só envernizaram, como pintaram a peça toda, dando um toque pessoal delas e com a inscrição no alto, "Recanto Descanso Guerreiro HPA". Não sei nem como reagir, pois ganhei uma peça de arte e com tudo o que nela ocorre, cerio eu, terei até cuidados especiais quando for me sentar na mesma. Enfim, tudo isto me fez ter mais e mais recordações de meu velho pai, com quem tive o prazer de conviver até seus últimos momentosm dos destinos que terei que dar em breve para o Mafuá e da própria vida, que com o passar dos anos, mais do que perceptível, sinto se escair entre os dedos, Junto cada vez mais estes pequenos detalhes, sem importância para a maioria dos mortais, mas cada vez mais significativos para mim. Na beirada de completar os 62 anos de existência, tudo do passado hoje, quando consigo revê-los à luz do momento atual, provocam um choque, até porque não sei quanto mais tempo terei para colocá-los no papel - essa a intenção. A cadeira foi mero detalhe, servindo para acionar válvulas e acendê-las, como naqueles rádios antigos, provocando neste velho bardo, lobo das estepes, reações inimagináveis. Diante de todas as brigas onde já me envolvi - e continuarei me envolvendo - estes detalhes, servem para um pequeno breque reflexivo. Ah, meus velhos pais, quanta falta me fazem...

UM "D.A." FECHADO, PLACA DE "VENDE" NA FACHADA E O QUE FOI FEITO DELES TODOS
Todos sabemos hoje não mais existir DAs - Diretórios Acadêmicos - em nenhuma faculdade ou universidade bauruense e daí, o resultado só podia ser mesmo esse, o dos prédios que um dia foram utilizados para atividades estudantis serem todos negociados pelas instituições educacionais, como este, dos mais famosos, na Rua Rio Branco, abrigando o Centro Acadêmico da Odontologia, hoje com placa de "Vende" junto da fachada. Neste em particular, um dia recebeu em suas instalações, nada menos que show de Adoniran Barbosa. O que os atuais estudantes da USP acham disso tudo, se é que se importam? A foto é de Mauro Landolffi.

Mauro me envia a foto como me solicitando uma escrevinhação e a faço, com sua permissão de publicação. A placa diante deste da USP não é recente. Está lá há mais de um ano, demonstrando a triste sina deste segmento de luta dos estaudantes, não só locais, como nacionais. O parlatório da ITE, localizado no jardim interno da faculdade de Direito foi sacado daquele espaço, pois perdeu o sentido ao longo dos anos, assim como uma residência estudantil deles na rua Campos Salles, hoje fechada e abandonada. São símbolos que se vão. Nas idas e vindas no campus da Unesp Bauru, antes da pandemia, percebia alguns diretórios ainda de portas abertas, mas o que flui ali, não tem nem compoaração com tudo o que já foi propiciado pela movimentação estudantil de décadas atrás. A pegada hoje é bem outra. Deste local da USP, o antigo espaço do diretório, hoje colocado a venda, algo me faz recordar da luta dos atuais estudantes, lutando contra a entrega do Centrinho para mãos não mais do gerenciamento público. Houve e ainda há mobilização. Me pergunto onde se reunem hoje, ainda mais quando possuem este amplo espaço que poderia estar sendo utilizado para atividades variadas e múltiplas. Isso tudo daria uma bela reportagem jornalística, que no momento estou sem pernas para fazê-la, daé me reservo somente nas tristes observações visuais. 

JUSTIFICATIVAS
Dizem que, se justificar piora a situação. Neste caso creio que não. Ando estradando um pouco mais do que o fazia e desta forma, me afasto bocadinho das contendas bauruenses. Volto amanhã para o cenário da cidade "Sem Limites" e daí, um provável retorno, enfronhamento na sua vida íntima e cheia de percalços. Eu tô voltando...

sábado, 16 de abril de 2022

COMENTÁRIO QUALQUER (225)


TRIVIALIDADES ESTRADEIRAS
São muitas as corredeiras convesas fluindo dentre os estradando neste momento junto deste mafuento HPA. Aqui deixo fluir apenas alguns dos temas abordados:

LEMBRANÇAS DE DONA ENI, MINHA MÃE NA FEIRA DE SÃO JOAQUIM, SALVADOR BA
Minha mãe, Eni Perazzi de Aquino, falecida há mais de cinco anos deixou inúmeras lembranças. Uma delas revi no Recife PE, visitando a feira de São Joaquim, beira do cais, algo mais do que rotineiro em minha infância e adolescência: ver minha mãe fazendo os "fuxicos", com retalhos variados e múltiplos. 

Na hora deu uma vontade de comprar a colcha. Precisei ser arrastado pra longe pela Ana Bia Andrade. Revendo a foto morro de saudade. Hoje, revirando o que ainda espero recuperar do que mamãe deixou inacabado, uma colcha de fuxico. Quem poderia me ajudar a finalizar essa colcha, pois queria muita tê-la para utilização em minha casa.
OBS.: Ainda é maravilhoso postar algo assim no facebook e ver a reação de diletos amigois, sempre dispostos a te auxiliar nestes pequenos imbróglios. Listei alguns nomes e, creio eu, em breve terei mais uma colcha em casa, desta feita com os fuxicos de dona Eni, o que me encherá de alegria, júbilo e contentamento.

O CRAQUE DE BOLA DAS CORDILHEIRAS LATINAS*
* Falávamos de Rincón e justamente deste gol fantástico contra a Alemanha, citação do curto texto de Galeano. Não foi preciso muito, pois o revi num outro, com a jogada inteira desde o princípio e a finalização dele, que também ouvi, num outro lugar, jogar com tanta sapiência, que o fazia de terno:

"Foi no Mundial de 90. A Colômbia tinha jogado melhor que a Alemanha, mas perdia por 1 a 0 e já estavam no último minuto.
A bola chegou ao centro do campo. Ela procurava uma coroa de cabeleira eletrizada: Valderrama recebeu a bola de costas, girou, soltou-se de três alemães que o chateavam e passou-a a Rincón, sua e minha, minha e sua, tocando e tocando, até que Rincón deu alguns passos de girafa e ficou sozinho na frente de Illgner, o goleiro alemão. Illgner fechava o gol. Então Rincón não bateu na bola: acariciou-a. E ela deslizou, suavezinha, pelo meio das pernas do goleiro, e foi gol",
Eduardo Galeano em "Futebol ao sol e à sombra".

ENTENDA PORQUE A POLÍCIA MILITAR PAULISTA INVESTE CONTRA UM ATO DO PADRE LANCELLOTTI, MAS FAZ VISTA GROSSA PARA A MOTOCIATA DO CAPIROTO
"O POVO DA RUA, NA RUA
Nesta Sexta-Feira Santa policiais militares abordaram o padre Júlio Lancellotti durante a procissão do Senhor Morto, para saber do que se tratava aquela aglomeração que reunia o Povo da Rua. Vou tentar ajudar na resposta à Polícia Militar. O Povo da Rua encenava uma das passagens mais significativas para os cristãos: a procissão em que os discípulos retiraram corpo de Jesus da cruz para levá-lo à sepultura. Caso os policiais não tenham notado, a rua é o único lugar que essas pessoas têm pra ficar e estavam, portanto, em casa. Como no calvário de Jesus – outra passagem importante da Sexta-Feira Santa - o Povo da Rua carrega, todos os dias, a pesada cruz da fome, do abandono, da desesperança, da violência, da invisibilidade e da morte indigente. O Povo da Rua, portanto, só estava em procissão mostrando à sociedade o calvário, a cruxificação e a morte de Jesus. Que venha a Ressureição e a vitória sobre a opressão", deputada estadual Márcia Lia, de Araraquara.

PRÓTESE PENIANA FOI DEMAIS DA CONTA
O desGoverno do Seu Jair teve uma grande obra, essa inquestionável como realização de toda administração. Ela, com seus mais de seis mil militares atuando dentro das hostes governistas serviu para mostrar de uma vez por todas, que aquilo pensado até então, a de que os militares eram um reserva moral da nação, sera pura balela. Pela continuidade dos atos destes, a maioria expostos durante o período bolsonarista, são algo mais do que surreal. As compras feitas pelos organismos militares, aprovadas pelo presidente, são o que podemos denominar como exclarecedoras da realidade dos fatos. Não existe como argumentar contra o que se vê sendo feito. Creio que só mesmo os governos miliatares tiveram tanto dos seus atuando em órgãos públicos, com salários duplicados, o soldo que já recebiam e os recebidos agora, acrescidos das malversações com gastos e comportamentos pra lá de normais e usuais. Creio que, os dentro da corporação Forças Armadas e com um mínimo de bom senso crítico, devam estar envergonhados até a medula. Baixaia é pouco, mal gasto do dinheiro público é latente e tudo obra prima destes tempos, que deveremos dar um basta o mais breve possível. Fora Bolsonaro.

A BAURU QUE POUCOS CONHECEM E MUITOS FAZEM QUESTÃO DE IGNORAR*
* Encerro com essas fotos de Priscila Lellis Krupelis, professora da rede pública municipal de Bauru, ontem atuando nas entregas do grupo De Grão em Grão. Priscila é filha de uma inesquecível militante, Ana Lellis, por quem guardo recordações, dessas que levarei comigo para todo o sempre. 
"Casas. Lares. Moradas.
É inconcebível que se aceite que um ser humano viva nessas condições.
Essas fotos foram tiradas hoje por mim em um dos assentamentos em que entregamos alimentos.
Meu sentimento é de revolta, de indignação. Enquanto alguns gastam milhões em supérfluos e luxos, há pessoas vivendo em situação de extrema miséria. Não dá!
Enquanto eu tiver forças lutarei por justiça e dignidade para todos. E lutarei contra esses grandes corruptos, gananciosos e egoístas, que se utilizam da pobreza para aumentar seu status e riqueza", Priscila Lellis Krupelis.