terça-feira, 19 de dezembro de 2023

ALFINETADA (235)



A QUANTAS ANDA O PROCESSO DE DESINFORMAÇÃO GERAL NA CABEÇA DA POPULAÇÃO INFLUENCIÁVEL...
Sim, estamos perdendo o jogo pra a ultradireita que, consegue através de seus fake-news chegar e fazer passar a sua ideia de como anda as coisas, enquanto quem faz, não consegue passar a mensagem e a mentira acaba vencendo a verdade. Participo de um grupo de discussão pelo Whatshapp, o COMITÊ DE LUTA DE BAURU e nele a participação de alguns diletos amigos (eu fico só urubuservando). Vale a pena ler e junto deles, tentar suplantar o que de fato ocorre:

- "Não sei qual a observação dos demais, mas tenho observado um recuo, quase desaparecimento dos bozistas nas redes sociais, em comparação com o ano passado", Daniel Marques.

- "A maioria não se manifesta mas estão lá, ouvindo as mentiras nos mesmos grupos de watts. Os que se manifestam é com negação, mentiras e agressividade", Rose Barrenha.

- "Não só o zap zap. A quantidade de rells, shorts, memes, com pautas moralistas e punitivistas (as ditas pautas de costumes) é impressionante. Ontem me apareceu um vídeo curto no YouTube, onde um casal em moto era roubado, o homem do casal não reagiu a princípio e quando o ladrão deu partida na moto ele disparou uns 10 tiros no meliante. A imprensa "tradicional", mesmo quando "elogia" alguma ação do governo não deixa de botar algum defeito. Algumas vezes com mentiras como a FAlha de S.Paulo. Estão, nesse momento, agitadossimos com a benção do Papa (que não é o mesmo que o sacramento) a casais LGBTQIAPN+", Alberto Pereira.

- "Equador, Chile, Colômbia Argentina, Brasil, Venezuela, Uruguai, os governos de esquerda não estão conseguindo melhorar a vida da população pobre, e os pobres cansou de ficar eternamente, pacientemente esperando a economia capitalista melhorar para ficar comendo as migalhas que cai da mesa dos ricos!", Geraldo Braga.

- "Esse é um aspecto importante. Mas a ação da direita, nesse campo, é com desinformação. Usam a experiência prática do povo. No BR inflação geral caiu, mas a dos alimentos está em alta. Direita usa isso muito bem, pois o.povo não come nem PIB nem Record de pontos da Bolsa", Alberto Pereira.

- "O salário mínimo melhorou, em dólar e em real. Mais é tão pouco que quem ganha até dois salários mínimos não percebe!", Geraldo Braga.

- "Por outro lado ligam o PT, o Dino e o Governo ao crime organizado (tática de acuse o inimigo do que fazemos). O caso CARIANI é emblemático. Foi descoberto por tentar burlar a receita federal com notas fiscais falsas. Mas nós não conseguimos explicar pro povo que pra ter tráfico nas favelas e quebradas, e mesmo na cracolandia, precisa de fornecedor", Alberto Pereira.

- "Foi isso mesmo que eu disse. E tem tudo a ver com a superacumulacao de riquezas nessa faze financeira do capitalismo. A inflação para a classe média e ricos é bem menor que para o povão, visto que proporcionalmente o pobre gasta mais com alimentos. E é aí que entram os.ensinamentos do Olavo de Carvalho, visto que nega os fatos e os dados, se apoiando na experiência de cada um. (...) Minhas críticas tem se dirigido, invariavelmente, aos dirigentes partidários e parlamentares.
As vezes a algum filiados ou militante, como critiquei O TEU NEGACIONISMO.
A extrema direita tá ai
As eleições municipais estão aí
A Sussu blogueirinha tá aí
O Centrão tá lá comendo emendas e boicotando o Lula
A Fundação Lemann tá lá, se apropriando do.MEC e ferrando o Ensino Médio
O Bon Jeff JR tá lá no BC cantando loas do "Deus Mercado" sobre deficientes ZERO e de freio de mão puxado.na queda dos juros
O Mesmo.Bob tá AMEAÇANDO acabar com o parcelamento SEM JUROS no Cartão de Crédito.", Alberto Pereira.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (167)


ALGO DA REPÚBLICA INDEPENDENTE DE TIBIRIÇÁ
Não é Tibiriçá que surpreende a todos e sim a família Cosmo/Baté. Estes fazem e acontecem por lá e não é de hoje. Sempre foram "fazedores", realizadores e muito atuantes naquela comunidade. Desta feita, diante de nada programado oficialmente para Tibiriçá no Natal, Dulve Baté (Dulcinéia Cosmo Leizico) à frente, se junta com a comunidade local, movimenta o distrito e sem nenhuma ajuda do poder público municipal realizam grandioso evento natalino na estação férrea, um local que foi revitalizado tempos atrás, mas encontrava-se novamente no abandono.

Durante duas semanas Dulce e uma turma de moradores, todos por conta própria reabriram a estação e promoveram uma limpeza geral. Compraram litros e litros de água sanitária, higienizaram tudo, capinaram, retiraram o lixo, lavaram o que puderam e conseguiram dar uma nova cara para o local. Todos reunidos e com a ajuda de alguns comerciantes e patrocinadores,

promovem uma programação com eventos diários. Tudo já começou neste final de semana passada e contando sempre com boa participação popular.
Ninguém me contou nada, mas curioso que sou, vi num dos posts de alguém da família Cosmo um anúncio com algo acontecendo neste período lá na estação de Tibiriçá. Me interessei, liguei e fiquei sabendo de tudo. Achei curioso, pois não havia visto nenhuma menção de participação da Prefeitura Municipal, muito menos da SMC - Secretaria Municipal de Cultura e foi isso mesmo, tudo foi feito pela comunidade e continua em curso durante essa semana toda (até dia 22/12), culminando na sexta com uma apresentação do bloco carnavalesco Estrela do Samba, com o mestre Marquinhos Pires à frente do animado batuque. Tem de tudo um pouco, desde teatro, música caipira, hip hop, MPB e muito mais, ou seja, para todos os gostos.

O pessoal lá de Tibiriçá faz e acontece, primando pela discrição. Não são de fazer alarde. Fizeram tudo na surdina, sem pedir nada para quem não tem vontade, diria mesmo, nenhuma disposição. Foram conseguindo tudo aos poucos e além de tudo, o principal foi dar vida novamente para a abandonada Estação, numa ocupação pra lá de acertada. Eles, como fazem em todos os seus eventos estarão homenageando pessoas queridas todos os dias, pois é assim que se sentem felizes, sendo, fazendo e acontecendo. Eu fico maravilhado com o que vejo sendo possibilitado por estes e aqui escrevo para, em primeiro lugar, reverenciar e aplaudir mais essa iniciativa, depois para que isso sirva de exemplo, um tapa com luva de pelica na face de quem deveria fazer algo assim por todos os cantos da cidade e não faz quase nada. Tibiriçá dá novamente baita exemplo positivo de quem não fica com a bunda pregada numa cadeira, indo à luta e demonstrando a belezura de algo feito sempre com a maior transparência. Parabéns é pouco para eles todos. Daí, quando denomino o distrito de República Independente de Tibiriçá eu não estou brincando, muito menos sendo irônico, pois os admiro muito mais do que imaginam.

UM DIA ELES VIRAM A MESA
Toquato Neto, poeta popular...

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (125)


A ULTRA-DIREITA ARGENTINA QUERIA DOMAR O BOCA JUNIORS, MAS O ESPÍRITO GUERREIRO DE MARADONA E RIQUELME NÃO PERMITIRAM
Se bobear a ultra-direita fascistóide avança e toma conta de tudo. Na Argentina ganharam a eleição presidencial e estão se encaminhando para mais uma destruição daquele país. Só que os perversos sempre querem mais e desta feita, o neoliberal Maurício Macri, que um dia ganhou as eleições presidenciais por lá, fez um desGoverno horroroso e depois nunca mais ganhou sequerr um pleito eleitoral, já tendo sido presidente do Boca Junior no início de sua nefasta carreira política, agora que o despirocado Javier Milei ganhou a eleição e precisou dele para conseguir governar, pois não tinha quase ninguém a representá-lo no parlamento, também se uniram para defenestrar com a maior instituição futebolística daquele país, o Boca Juniors.

Milei ganhou e está implantando a perversidade como forma de governar, daí uma de suas propostas é tornar todos os times de futebol argentinos em S.A. Eles alegam que isso é modernidade. Tem tem quem goste de viver atrerlado e com rédea curta, outros não. Alguns até podem querer isso, mas a maioria não. O Boca não quer. Macri é perverso até a medula e quando se junta a Milei, algo de ruim estará em curso. Pois não é que, agora que chegaram ao poder no país querem também danar com o Boca, pois este possui espírito libertário e nem sonha em se tornar uma S.A. Como não vergaram seu atual presidente, o ex-craque de bola Juan Román Riquelme, fizeram de tudo para tomar dele o poder. Conseguiram até adiar a eleição, em algo muito estranho, numa acordo com o Judiciário, mas não foram muito longe e tiveram que marcar a eleição no clube para ontem.
Evidente que, perderam feio, primeiro porque o Boca está incrustrado num bairro dos mais populares da capital portenha, o de La Boca e sua torcida, os hinchas, são fanáticos e defendem o time com unhas e dentes.

Veneram Diego Maradona e o atual presidente Riquelme, que quando jogava tinha nas costas o nome de Román. O que Milei e Macri estão a fazer com o país e queriam repetir a dose, trazendo tudo e todos para o lado da bestialidade, não foi conseguido no Boca, pois lá existe uma nação e ela, unida e coesa não permitiu. O Boca é uma espécie de nação independente dentro da nação argentina e por tudo o que já foi vivenciado dentro do mundo da bola, não será fácil vergá-los e submetê-los a encarceramento e grilhões.
Na eleição de ontem quem perdeu feio foi o ultra-direita fascistóide. Eles, não sei se perceberam, mas não podem tudo e não conseguirão tudo o que querem. O espírito reinante dentro da instituição Boca perserverou e segue adiante. Baixa nestes momentos o espírito guerreiro e revolucionário de Maradona, desta forma venceram mais essa batalha, bergando os perversos e destruidores da felicidade humana, principalmente da do povão. O Boca é grande exatamente por causa deste seu espírito, demonstrado nessa eleição, que ultrapassou todsos os limites e estava num patamar muito acina de uma simples eleição dentro de um clube de futebol. É uma delícia vergar a direita raivosa.

Obs.: Melhor que tudo, a única camiseta que tenho do Boca é a 10 do Román e nela, tempos atrás inscrevi a sigla rejeitando Macri, época em que foi presidente: MMLPQTP. Alguém sabe decifrá-la? Uma delícia cutucar Macri com a vara curta.
MiGUEL REP e suas tiras diárias no Página 12 são sensacionais.

domingo, 17 de dezembro de 2023

RETRATOS DE BAURU (283)


EU NA ENCRUZILHADA DOMINICAL, QUANDO SE CRUZAM A FEIRA COM A DO ROLO
Algo me atrai para este lugar. Todo domingo, o magnetismo é de difícil escape. Sabe aquilo de "todos os caminhos levam a Roma", pois bem, no meu caso e de tantos outros, somos levados para a citada encruzilhada. Nada mais acontece de tão importante em Bauru na manhã dominical do que aquilo tudo possibilitado pelo diverso ajuntamento de pessoas, tudo convergindo para algo incrivelmente arrebatador. Hoje, o calor estava no limite do limite e mesmo assim, lá compareci e circulei por alguns poucos lugares. Eu tenho alguns oásis e neles me abrigo, me refugio e ali me instalo. Não tinha como circular hoje com finas alpargatas nos quentes paralelepípedos. Carioca, o livreiro do pedaço, me arrumou uma sombra a preços módicos e ali fiquei, comendo torresmo, bebericando uma cerveja gelada e papeando. Além de tudo o que se vê por ali, o melhor de tudo é a conversa propiciada.

Passo momentos ali junto de Carioca e tudo o que gravita em torno de um livreiro na feira dominical, onde hoje, seus livros fervem, parecem estar em brasas. Salvei alguns deles - e 8 CDs - e os trago para casa. Defronte o Bar do Barba, numa mesa junto da barraca do suco de laranja e a do pastel, uma mesa ao fundo e nela uma conversa que se estende todo domingo, praticamente sem fim, interminável e por isso, inevitável adentrá-la, se inteirar qual o tema da discussão do dia e seguir com eles. Quando chega o momento de partir, me vou e quando volto no próximo domingo, lá estão eles, com algumas poucas substituições e a conversa continua animada e contagiante, como se não existisse uma semana inteira separando tudo. Como passar batido por algo assim tão arrebatador? Não consigo.Perco hora e retorno ao lar, sempre muito atrasado.

Felizmente ainda existem em Bauru lugares onde a conversa é o ponto alto, o que está acima de tudo o mais. Eu gosto muito da feira exatamente por causa disso. Eu estou nas ruas exatamente por este motivo, a convivência conversativa. Não fosse isso não sairia de casa, pois lá tenho além de Ana Bia, meus livros e meus CDs. Não tem preço as muitas trombadas com gente a valer a pena um papo. Hoje, Rubens Colacino me empresta sua sombrinha e com ela peço para o Carioca me fotografar. Só assim consegui escolher alguns CDs diante de um sol inclemente e abrasador. Por ali um jovem português, perdido neste lado do mundo, adorador como eu, das quebradas do mundaréu e ele, diante da perda da meulher amada, faz de sua vida um constante moto contínuo, porém, quando conheceu algo do propiciado pelos frequerntadores do Bar do Barba, enlouqueceu de vez e hoje, sanfona pendurada no peito, sem saber tocá-la, tocou assim mesmo e feliz da vida, viu o dia ir passando mais suave. Não sei como conseguiria fazer o dia chegar ao fim sem estar rodeado destes ricos personagens da dita encruzilhada. Não tem preço um vendedor de perfumes e tapetes, carioca de um reduto bem popular, antes ótimo papo, hoje evangélico, encarolou a vida, porém, o conhecendo desde que aqui chegou, havia me contado ser torcedor do Vasco da Gama. A igreja o fez se afastar do amor pelo futebol, mas hoje, ele capitulou e ao me ver, veio me abraçar e me disse: "O Vasco escapou". Quase chorei. Ou seja, nem que a igreja force a barra, a rua caba vencendo e vergando seus ditames. Adoro ver isso acontecer.

Como não parar para assuntar o que se passa, ou ao menos ver qual o repertório de um senhor com cabelo black, que nunca havia visto por ali, empolgado com o violão pendurado no pescoço e querendo cantar, disputando a tapa o microfone com outros, todos querendo por pra fora uma cantoria entalada na garganta. Eu sento diante deles e perco a hora. Se bobear a feira acaba e eu fico lá embasbacado com tudo o que ali se vê. A moça do suco de laranja é muito simpática e foi tocada por um envolvente baiano que lhe fez acreditar será vereadora. Não existe domingo em que não diz estar estudando em qual partido vai se filiar e, depois, já pensa em como será sua vida parlamentar. Ouço tudo, peço para não entrar de cabeça na onda do tal baiano e botar algo na cabeça, que uma eleição decepciona demais alguns. Torço que isso não ocorra com ela, pois está por demais contagiada. Quantos assim não vi pela frente e depois do sufrágio, se tornaram mais tristes, pelo menos por um tempo, até tudo voltar ao normal e se certificarem que nem tudo é assim tão fácil. Cada um destes possui uma rica história e eu ouço todos, guardo cada conversa aqui num compartimento deentro de minha cabeça e quando me lembro do que me disseram, alguma coisa consigo passar para o papel, como faço neste exato momento.

Na feira dominical da Gustavo e na Feira do Rolo, na encruzilhada mais encandecente desta aldeia, acontece de tudo e mais um pouco. Nem tudo posso aqui declinar, mas sei, por conhecimento próprio, isso aqui é vida. Aqui pulsa a verdadeira vida do povo destas plagas. Eu descobri isso e aqui compareço, meio disfarçado, meio oculto, tentando me manter anônimo e assim, quando volto para meu canto, estarei recarregado para o restante da semana. Daí, quando não compareço num domingo, daí sim a coisa complica, pois descarregado, fico um tanto sonso, até chegar o outr odomingo e daí, comparecendo, tudo volta ao normal, a tremedeira desaparece e volto a ser o HPA de sempre, esquisito e anormal. Isso mesmo, hoje Carioca me dizia dos tipos ditos um tanto anormais que passavam diante de nós e lhe disse: "E quem te disse que nós não somos vistos como anormais por outros tantos? Ou você se considera normal e sem nada que chame a atenção?". Ele riu e concordou, enfim, cada um de nós, temos nossas anormalidades, ou mesmo, uma normalidade diferente dos que levam e tocam suas vidas como manada. Seguimos em frente.


RUA APARECIDA QUADRA 1 É A MACEIÓ BAURUENSE
Eu faço parte da população bauruense a vivenciar os problemas das chuvas fortes e consequentes enchentes. A casa de meus pais estava localizada na quadra 1 da rua Gustavo Maciel 1-49, entre a quadra 1 e 2 da rua Inconfidência, o CIPs e a quadra 1 da rua Aparecida, onde muito tempo atrás esteve localizado o Clube Paulista e depois a Disbauto. A região é mais baixa que o nível do rio e quando chove forte ninguém dorme por ali. Precisa ser uma forte chuva, dessas arrasadoras, mas sempre enche. Herdei a casa dos meus pais e mantive ali até meses atrás o Mafuá do HPA, com eventos ao longo de algumas décadas. Foi também o local onde armazenei meu acervo de livros, discos, CDs e os muitos papéis de quem escreve uma vida inteira. De uma década para cá, mesmo com algumas administrações tendo tentado algo para modificar o quadro, era inveitável as enchentes, anos após ano. Perdi muita coisa por ali, mesmo não morando no local, mas ali sendo o local de meu fiel e guerreiro Charles, cão com 13 anos de vida. Ele continua por lá, a casa está quase vendida e a situação dos que por ali residem continua mesma, sem solução, pois o que tem mesmo que ser feito não o é. A Prefeitura poderia investir em piscinões em cantos estratégicos da cidade, mas prefere gastar grana alta em imóveis inservéveis, daí essa região é um tanto esquecida e renegada. Na foto, a situação da quadra 1 da rua Aparecida, com metade da quadra, a mais baixa, num nível até mais baixo do que o da Gustavo, hoje totalmente deserta, sem moradores e como em toda casa fechada, uma perdição, pois começam a sumir tudo, desde portas, janelas e tudo o mais que, os ditos como "nóias" conseguem fazer dinheiro. Passo diariamente pelo local e hoje, pela manhã, parei e pensei em Maceió, quando um bairro inteiro foi lacrado e seus moradores obrigados a deixar suas casas. Qual a diferença do que acontece aqui num canto do centro velho bauruense? Quase nenhuma. Este é um dos enquadramentos dos que moram e vivem na beirada de um rio, com risco de alagamento. Outros existem em Bauru, talvez até mais trágicos. Não tem como tirar nem por, a quadra 1 da Rua Aparecida é a exata cara bauruense de Maceió AL, ou seja, algo similar ocorre país afora. Lá no Nordeste, particularidade da cruieldade capitalista que tudo pode e assim se impõe. No caso bauruense, algo de descaso, que se repete ao longo de décadas e sem perspectivas de alteração. Quando questionados, os representantes das tantas administrações, dizem das dificuldades e do alto custo para uma solução, jogando tudo para os próprios moradores, estes se quiserem, buscando uma solução, elevando o nível de suas casas, muito além da rua, pois esperar algo vindo do poder público, todos já se cansaram e como se vê pela foto, abandonaram tudo, sem esperanças. Ainda da foto, na esquina, edificação branca, totalmente modificada e elevada em aproximadamente 1,5m acima do nível da rua, hoje um escritório de contabilidade e a única até o presente momento, cujos proprietários tiveram condições de praticamente refazer tudo. Os que não possuem as mesmas condições, padecem ou como eu, cansados, vendem tudo a preço de banana madura.

AS TAIS PEÇAS SEM REPOSIÇÃO

UM LUGAR POR AÍ (175)


CONHEÇAM ALGO DA SAUDADE DOS TRENS, CONTADO POR MANUEL ALVES, AGRICULTOR E TAPECEIRO DE CABRÁLIA PTA
Eu, por estes dias - e pelos próximos -, estou envbolvido dos pés à cabeça com um belo projeto, conquistado através da Lei Paulo Gustavo, desenvolvido na cidade de Cabrália Paulista SP, junto de um criativo e competente cidadão, Roberto Pallu, reconhecido personagem do mundo da propaganda e dematerial cinematográfico. Estamos lá, 24h do dia e da noite, finalizando um documentário a retratar um enfoque através, principalmente dos recursos da Memória Oral, com depoimentos diversos, particularidades da história daquela cidade. Particularmente, para mim, me vejo fazendo o que gosto e dando o melhor de mim. Circulo pelas ruas em busca das conversas que irão acrescentar o algo mais para concretizar o produto final.
Semana passada, eu e Régis, intrépido faz tudo, investido como fotógrafo e registrador de imagens, estávamos nas proximidades do que antes foi o pátio ferroviário naquela cidade, tirando fotos, quando vejo se apreximando um senhor com certa idade e como queria ter algo mais sobre os tempos da ferrovia na cidade, finalizado com a privatização no final dos anos 80, nada poderria ser conseguido com um jovem. Ele chega e lhe pergunto algo simples, se ele era dali e se tinha lembranças dos tempos da ferrovia. Sim, ele mora ali faz décadas e vivenciou os áureos tempos quando a ferrovia, Noroeste do Brasil, passava pela cidade. Pergunto se tinha saudades e seus olhos marejam: "Meu filho, tenho 72 anos e hoje para ir em Bauru buscar material para meu trabalho, preciso do ônibus e ele tem dois horários, muito distante de nossas necessidades. No tempo dos trens tinham pelo menos uns cinco horário, tanto de um lado como para outro. A estação que foi derrubada, movimentava essa cidade e trazia vida para todos nós. Perdemos isso e com isso, tenha certeza, a cidade ficou mais triste".

Sou arrebatado pelo jeito muito simples deste Manuel, um digno representante desta cidade, alguém que nunca fez parte do setor dos importantões do lugar, mas vivenciou toda sua história do outro lado, o dos trabalhadores e dos que suaram a camisa para ela ser hoje o que é. Eu começo a fazer, ali sem nenhuma programação a colheita de um rico material, para mim dos mais importantes, um digno Lado B - A Importância dos Desimportantes, depoimento surgido de uma trombada, de alguém que passava por ali exatamente no momento quando ali estava. Eu fazendo algo, ele outra, nos cruzamos, paramos e confabulamos. O inebriante do inusitado reside justamente aí, na possibilidade de num certo momento, sem marcar nada, se deparar com alguém cheio de boas histórias para serem postas para fora. Todos nós temos uma real necessidade de conversar e quando instigados, sai sempre algo muito aproveitável.

Seu Manuel não tem dados nenhum nas mãos, mas tem a vivência e isso, em certos momentos é o que mais importa. Ele se empolga com meus questionamentos e atésentamos num banco ali num corredor junto da calçada, ao lado de um muro que dá para o que sobrou de resquício ferroviário, um barracão, armazém com estilo e cara de todos os demais construídos ao longo da malha férrea. Do outro lado, ouvindotudo atentamente estava Régis, que fez algo mais além das fotos e nos filmou. Trata-se de um registro que o terei guardado para todo o sempre, como o de alguém, que conheci ali naquele raro momento e dele subtrai, de forma consentida, um novo conhecimento e além disso, uma conversa dessas onde o melhor de tudo foi a de possibilitar ser revivido algo dentro da mente humana, algo vivenciado e que nunca mais sai da memória das pessoas.

Régis me envia suas gravações e viajo na maionese, pois é como se tivesse reconstituido ali, algo muito além do propósito a que nos possilitou estar ali naquele momento. Uma conversa pra lá de proveitosa e, creio eu, nem será aproveitada naedição final do documentário, pois feita no improviso, nem a fala foi devidamente conseguida e preservada, enfim, não era este o propósito. Tudo foi alcançado de surpresa e, para mim, aí a grande riqueza desta vida, pois do inusitado, do não pensado e planejado, saem em alguns momentos, algo a abrilhantar o todo, talvez até a própria cereja do bolo. Aproveito aquela conversa para aqui, numa manhã dominical, revendo boa parte de tudo o que fizemos, com mais de 15 depoimentos já gravados, alguns longos, totalizando mais de sete horas de gravação, para se utilizando exatamente deste, encantador momento, para renovar meu propósito de vida. Ah, se pudesse, iria me enfurnar pela aí e ficar escarafunchando histórias de vida das pessoas mais simples, ouvindo-as e delas extraindo algo da importância de suas vidas.

Seu Manuel é agrocultor e também tapeceiro, daí ter se utilizado muito dos trens para ir para Bauru em busca de seu material de trabalho. Ia e voltava com os trens, muitos durante o dia. O mais gostoso, além da saudade e de ver em sua fala algo da importância que o modal ferroviário teve em todas nossas cidades, fonte de progresso e de real contato entre os povos, foi ver como seus olhos brilhavam ao retratar do povo e da querência popular de todos, o carinho pelo trem. Talvez naquele momento, sentido menos, pois tudo era ainda vivenciado, mas com o espaçamento do tempo, isso é demonstrado de forma muito evidente. Gente como seu Manoel não consegue entender como puderam dar cabo nos trens e dificultar assim a vida de todos. Ele nunca vai entender dos motivos que levaram na retirada dos trilhos e em seu lugar nada a preencher aquele espaço vazio.

Nossa conversa flui em cima disso e poderia se estender por muito mais tempo. Gente como ele nos faz ganhar o dia. Eu havia ganho o meu ali naquele momento, quando ainda não imaginando o que viria pela frente, me vejo com um senhor passando pelo lugar onde me encontrava e a partir daí, um envolvimento arrebatador. Hoje, domingo pela manhã, eu cá batucando estas linhas, pronto para descer pra feira dominical, certamente trocaria tudo o que tenho para fazer hoje pela continuidade daquela conversa na beirada de onde passou um dia a linha férrea em Cabrália. Queria voltar a prosear com seu Manuel e irmos prolongando a conversa, onde certamente me contaria histórias do arco da velha. Isso mesmo, sou movido por algo assim, muito simples e nada rebuscado, ou melhor, muito rebuscado e eivado de uma importância vital no conglomerado da vida, os relatos humanos, a vivência de cada um. Não tenho nenhum contato dele, nem um mero telefone, mas sei que, lá no lugar onde o encontrei deve ser conhecido e não se surpreendam se, qualquer dia desses, saia atrás de reencontrá-lo e assim poder dar continuidade no que iniciei e me encantei. será que o Régis toparia embarcar junto comigo nessa continuidade do que começamos dias atrás, quando estávamos diante do que restou de memória ferroviária nas cidades por onde o trem passou?

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

PERGUNTAR NÃO OFENDE (204)


PORQUE NÃO ME QUEREM RINDO - UMBERTO ECO EXPLICA
Quando o abade cego pergunta ao investigador William de Baskerville: ′′Que almejam verdadeiramente?”

Baskerville responde: ′′ Eu quero o livro grego, aquele que, segundo vocês, nunca foi escrito. Um livro que só trata de comédia, que odeiam tanto quanto risos. Provavelmente é o único exemplar conservado de um livro de poesia de Aristóteles. Existem muitos livros que tratam de comédia. Por que esse livro é precisamente tão perigoso?”

O abade responde: ′′ Porque é de Aristóteles e vai fazer rir “.

Baskerville replica: ′′ O que há de perturbador no fato de os homens poderem rir?”

O abade: ′′O riso mata o medo, e SEM MEDO NÃO PODE HAVER FÉ. Aquele que não teme o demônio não precisa mais de Deus”.

Um incrível trecho de “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco!

DETALHES DE ALGO MONSTRUOSO QUANDO VISTO NA SUA TOTALIDADE
Tauan Mateus é professor da rede pública estadual, mas pulsa por todo o ensino, principalmente pelo acontecendo neste momento com uma escola na rede municipal. Uma delas foi fechada pra reforma e seus alunos transferidos para local distante. Se adaptaram, sem se conformar ou se resignar e neste momento, com a obra da escola inicial ainda sem definição de término, os mentores da Educação Municipal estão impondo a saída da Escola onde se encontram, os removendo pra mais longe. Parece algo inconcebível, mas acontece de fato e neste registro fotográfico, uma pequena amostra do sentimento de quem se sente desamparado, desassistido e também desorientado, diria mesmo, desnorteado diante de tanta insensibilidade. Este desacerto e retrocesso marca o atual momento, o da passagem de um ano para outro, numa Bauru não reagindo ainda à altura para como são tratadas questões vitais de nossa vida cotidiana. Falta pressão pra cima de quem descuida desses mínimos detalhes, corriqueiros e triviais para alguns, mas decisivos para a maioria dos pobres mortais.

São pequenos detalhes que, quando juntados a tudo o mais, dá a exata dimensão do que acontece na administração pública desta insólita cidade. Quem não se atenta a estes pequenos detalhes, os de como irá se mover estes todos envolvidos com essa escola. Não são somente os alunos, mas toda uma família, deslocada de um lugar para outro e sem que, possam ao menos opinar e se mostrar contrários. A decisão da mudança para outro lugar, pelo que vejo já está tomada e é irreversível, porém, não se leva em consideração o transtorno para essas famílias dos alunos. Isto tudo demonstra a cara, a fachada de uma administração, a mesma que compra imóveis inservíveis na bacia das almas, no apagar das luzes de um ano, só para não ter que devolver o dinheiro. Imóveis, depois comprovados inservíveis e, por outro lado, essa situação, onde um prédio de uma escola é fechada, há mais de um ano, pouco é feito, tudo tranferido de um lugar e agora para outro. Tratam o povo com o maior desdém.


ALGUÉM AÍ TEM LEMBRANÇA DO QUE VENHA A SER O AI-5? POIS O DANADO FEZ ANOS E A LUTA É PARA NUNCA MAIS NOS DEPARARMOS COM ALGO ASSIM NA HISTÓRIA DO BRASIL
Há exatos 55 anos, 13 de dezembro de 1968, o Brasil mergulhava em uma longa noite de medo, prisões e insegurança com a instauração do Ato Institucional n° 5. Foram 21 anos de tempos sombrios, com milhares de pessoas torturadas e mortas nos porões do DOI-Codi. Outras deixaram o país para fugir das garras dos militares. Que isso nunca mais se repita. Ditadura, nunca mais!
#renéruschel, jornalista de Carta Capital.

OLHO PARA AS REVISTAS ATUAIS E REVERENCIO UMA DO PASSADO: AQUI ALGO DA "SENHOR"
"O primeiro exemplar de uma revista SENHOR que me caiu nas mãos era datado de fevereiro de 1960 e custou 100 cruzeiros ao bolso do meu pai. Era difícil comprar SENHOR em Belo Horizonte. Só vendia na banca do seu Benito, e foi lá que meu pai comprou aquele exemplar que eu folheeir com o maior orgulho. Era uma revista muito chique, sofisticada, para cavalheiros de fina estampa. Foi nas páginas da SENHOR que fui apresentado Jean-Paul Sartre e a Dorothy Parker. Foi lá que conheci Marques Rebelo, Carlinhos de Oliveira, Antonio Maria, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Otto Lara Resende. Foi lá que aprendi a gostar de desenho e humor, e não era pra menos: foi lá que conheci os traços de Millôr Fernandes, os cartuns de Jaguar e agraça do traço de Zélio Alves Pointo. Na SENHOR gostava até dos anúncios, muitos deles feitos com exclusividade para a revista. O cartão do Diners era a coisa mais chique do mundo. E o do cheque de viagem do Banco Nacional? E o das roupas feitas com casimira Guahyba? Eu até sonhava em um dia fumar Minister e, quando ficasse bem rico, um charuto Suerdieck. A redação da SENHOR ficava em Copacabana, e era em Copacabana que ficavam as coisas mais bacanas do meu país", jornalista Alberto Villas, in "Afinal, o que viemos fazer em Paris?" (terminado de ler em 07/12/2023), editora Globo SP, 2007.

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (184)


TARSILA É DE LUTA, FOI ATACADA E PRECISA TODO APOIO POSSÍVEL
A Tarsila Shahadeh, companheira do Comitê de Luta contra o Apartheid na Palestina foi hoje exposta numa página sionista, sendo acusada de antisemitismo. E o homem que a expôs foi enfático em tom ameaçador. Algo deste tipo, além de repugnante, demonstra como estão agindo os defensores das barbaridades cometidas pela ação dos israelenses na Faixa de Gaza. Impossível se manter indiferentes e em silêncio. E quem levanta a voz e fala contra as barbaridades ainda é perseguido. Estamos aqui exatamente para, sem medo, se posicionar e demonstrar a barbaridade em curso, não só lá em Gaza, mas aqui com reação de defesa do indefensável. O repúdio tem que ser imediato, coletivo e incessante, sem tréguas.

Nota de repúdio e solidariedade
Repudiamos a exposição da companheira Tarsila Shahadeh do Comitê de Luta Contra o Apartheid na Palestina de Bauru, SP em página sionista do Instagram, acusando-a de antissemitismo em tom ameaçador. Essa prática vem se repetindo no Brasil como forma de perseguição a quem defende o povo palestino do genocídio que vem sendo praticado por Israel. Nos manifestamos aqui em defesa do povo palestino e da liberdade de expressão, e afirmamos nossa solidariedade a Tarsila Shahadeh.
Cláudio Lago – Presidente do PT Bauru
Henrique Perazzi de Aquino – Secretário de Comunicação PT Bauru
Maria Cecília Martha Campos – Secretária Geral PT Bauru

"A resistência palestina ao genocídio desfechado pelo sionismo de Israel em aliança com o imperialismo dos EUA, é o fator mais agudo da luta de classes em andamento no mundo hoje.
O PT e a CUT, como organizações da classe trabalhadora brasileira, ainda não se posicionaram, condenando o sionismo e o imperialismo, ou seja, a cara mais hediona do capitalismo atual. 
Em Bauru um setor expressivo da Direção Municipal vem participando das atividades deste Comitê Contra o Apartheid na Palestina e hoje saíram em decidida defesa da companheira Tarsila Shahadeh.
Espero que outros dirigentes e demais filiados em Bauru façam o mesmo", professor Geraldo Bergamo.


O CARNAVAL EM BAURU SEMPRE CORRE RISCOS COM ESSA ATUAL ADMINISTRAÇÃO...
Neste quesito sempre existirão novidades, quase sempre negativas. Pode conferir e constatar, a atual administração da fundamentalista Suéllen Rosim como alcaide é um desastre para os interesses populares, incluidas as manifestações culturais. Ela segue uma linha bolsonarista de ação e dela não se afasta. Seguidora de Bolsonaro e de Tarcísio, faz o que pode para ir minando atividades culturaias de ponta. É sabido não gostar da maior manifestação cultural brasileira, o Carnaval e assim sendo, mina suas ações. A última foi a de não ter incluído na previsão do Orçamento do município para 2024 nenhum valor para o Carnaval. Ou seja, o Carnaval não terá grana pública, exclusivamente por decisão da alcaide. Tudo o mais, como o posicionamento da SMC - Secretaria Municipal de Cultura - segue religiosamente o que é imposto por decisão da prefeita. Ela decide, os demais sob seu tacão abaixam a cabeça e cumprem. Assim tem sido, assim será até o final dessa administração. Não existe outro posicionamento. Nem tentem o contrário, pois se ela não quer, não acontecerá.

Ouço que, está sendo tentado uma alternativa, já informada aos interessados pelo atual sectário, ops, digo, secretário de Cultura, na última reunião do Conselho de Cultura: pretensão de utilização de grana de remanejamento para pagar o prometido - e não cumprido. Ou seja, tentarão algo pela tangente e assim, a alcaide não envia nada para ser discutido pelo Conselho e se houver algo, será por mera concessão dela e de seu autoritarismo. Se não entenderam, o Carnaval em Bauru, que já ocorreria num local impróprio, pois o Sambódromo foi abandonado, agora corre mais este risco. Novamente, pela frente, aquele monte de carnavalescos se reunindo na sala da alcaide e ouvindo dela, sempre sorridente que, vai dar um jeito. Não ouso denominar o que vi ocorrer neste ano e já tenho como previsão para o ano que vem.

Para essa sexta, 15/12 uma Audiência Pública na Câmara dos Vereadores vai discutir o assunto. Talvez o sectário, ops, digo, secertário de Cultura compareça e como não tem muita coisa a dizer, vai jogar suas fichas, as autorizadas pela alcaide em dizer que tudo está dentro dos planos e a grana do remanejamento chegará para salvar a todos. Será o que denomindo de emgambelamento continuado, verdadeiro circo dos horrores, onde na sexta só mais dos seus capítulos. Pelos menos, teremos uma Audiência e a possibilidade de botar a boca no mundo. Portanto, se existe neste momento um local para discussão do futuro do Carnaval em 2024 este passa pela Audiência Pública da próxima sexta, mas que todos os presentes cheguem lá com um pé bem atrás e prontos para a devida pressão, pois sem ela, nada ocorrerá a contento.

UFA! A CONSELHEIRA TUTELAR  REELEITA COM ABUSO PODER RELIGIOSO FOI CASSADA
Essa notícia não pode passar batido. A notícia é da semana passada, 08,12, mas precisa ser aqui relembrada até para reestabelecer algo aqui comentado. O abuso do poder religioso, amplamente presenciado quando do pleito para o Conselho Tutelar de Bauru, principalmente com a acintosa e maciça presença de evangélicos neopentecostais sofre um baque com a decisão judicial de cassar a conselheira reeleita Patrícia Ana Dias Monteiro, a que obteve maior número de votos no pleito. A decisão foi respaldada por consistentes provas, os tais votos pedidos do púlpito de uma igreja evenagélica, com vídeo comprovando o delito. Portanto, nada a contestar e tudo a aplaudir. Justiça foi feita. Saliento que, a votação ocorreu de forma unânime, 7 x 0 pela cassação, pois as provas eram evidentes, com o pastor pedido voto para a citada pessoa. E no dia seguinte, o batalhão diante das urnas em algo entristecedor, pois demonstra da fragilidade da democracia e dos que, quando querem burlar e dar o seu jeito para atingir seus objetivos é possível. O que ainda não conseguem contornar é quando a Justiça toma as rédeas da situação e impede o absurdo de ser consumado. Quando existem regras mínimas dentro de um processo, quando não cumpridas, isso por si só, mais que abuso. Publicar santinhos de campanha dentro da página da igreja e a fala do pastor, foram decisivos para a cassação. Antes tarde do que nunca...