sexta-feira, 24 de maio de 2024

REGISTROS LADO B (124)


ALGO DO 124° LADO B, ADRIANO QUEIROZ, FISIOTERAPEUTA QUE SABE DAS COISAS TODAS
O propósito deste Lado B - A Importância dos Desimportantes - este o de nº 124 - é a de trazer conversas pouco usuais aqui pela redes sociais. Eu quero mais e mais ver opiniões de quem anda pelas quebradas, quem rala o dia inteiro, quem sua a camisa, quem vive não do Lado A, mas quem sobrevive no meio da galera. ADRIANO QUEIROZ é uma supreendente pessoa. Já vivenciou algo de grande dor, que foi a perda de sua perda, causada pela diabetes. Ele, sempre foi um cidadão dos mais agitados, inquieto e cheio de gás. Quando foi internado às pressas e daí, voltou dias após já sem as pernas, sua vida foi transformada e virada do avesso. Aqui nesta conversa, ele conta o antes e o depois.

O mais valoroso de tudo é estar com ele e ir descobrindo a grande figura humana ali diante da gente. Ele é dessas pessoas querendo fazer, se doar e para tanto move céu e terra. Fala dos projetos sociais em que esteve envolvido com a certeza de que, ele fez o que pode e faria mais se ainda tivesse oportunidade de continuar. Tenta a todo custo ver o que ainda pode fazer, como neste momento, com o fechamento do Bar do Totó, bem defronte sua casa, municiar a Prefeitura Municipal de Cultura para realização de um projeto envolvendo os bares da cidade, não os da Zona Sul, mas os espalhados pela cidade, os pequenos, os de bairro, de ponta de vila e aonde são produzidos cardápios variados. Sempre tem uma rifa nas mãos e sempre algo por detrás, a demonstrar sua inquietude e querência por melhorar algo, transformar uma realidade.

Uma contagiante pessoa. Quando fala de onde circula, nunca o faz para denegrir este ou aquele, mas para incentivar e acreditando que algo mais possa ocorrer e mudar a realidade. Com o Futebol Amador é exatamente assim sua abordagem. Ele gosta demais de futebol e circula pelos bairros e times com muita desenvoltura. Conhece seus personagens e sabe muito bem onde pisa. Enquanto uns apregoam de certo receio em ir nos estádios bauruenses hoje, ele clama pela sua melhoria e diz que, violência sempre existiu, dentro e fora do campo. Se hoje está acima da média, algo está errado e por que não acompanhar com mais atenção, dedicar mais tempo e atender mais as reivindicações destes. Tudo tende a melhorar quando com melhores condições. Numa situação de abandono, com muita falta de apoio e consideração, evidente que os ânimos estarão acirrados. Ele faz pensar e cutuca, expõe a ferida aberta, hoje sem possibilidade de cicatrização.

Uma bela conversa de quem se informa hoje pelas redes sociais e pelas ondas do rádio. Ouve, vê e lê de tudo um pouco, mas sabe filtrar e daí emite sua clara opinião. Não dá para enganar gente com Adriano Queiroz, pois ele não é bobo, não é alguém a ser movidocomo uma marionete. Ele vivencia os problemas todos de uma cidade como Bauru e conhece muita gente lá dos postos chaves. Seu celular é muito usado para estes contatos. Ele cobra, exige e mostra a estes que, a periferia não é boba, tá enxergando tudo e a resposta pode vir ali na frente. Quando tocamos na questão da água, da privatização do DAE, eu perguntei pouco, deixei ele falar e ele mostrou saber de tudo e mais um pouco. Cita fora da entrevista, nomes e situações onde personagens que se dizem salvadores da pátria, são na verdade, algozes. Ele não culpa somente essa administração, pois sabe que muitos de nossos problemas não nasceram agora, são bem antigos. Conhece muitas histórias a envolver as questões da atual privatização do esgoto, como de tudo o que aconteceu na Cohab. Tá tudo guardadinho dentro de sua memória e ele sabe muito bem com quem pode e com quem não pode falar o que sabe. Sabe também o que pode e o que não pode ser dito numa conversa gravada.

O papo com ele rendeu e foi muito proveitoso. Vale muito a pena ser assistido. Recomendo, até para quem gosta 
de sacar o que está dito nas entrelinhas, pois ele diz muito, se mostra muito transparente, mas até no que deixa de dizer, deixa transparecer poderia dizer mais, porém nem tudo pode ser dito. Ele vive no seu mundo, sonhando como todos nós, pois ninguém vive sem sonhar com um monte de coisas a serem buscadas, realiazadas e só concretizadas depois de muita luta. Ninguém melhor do que ele para saber que, nada cai do ceú, além de uma leve chuva, como a que hoje tem início bem no meio de nossa conversa. Sua cara é de quem lutou muito e, como disse, aos 50 anos, quer ainda viver outros 50. Para tanto, terá que continuar enfrentando dragões e muitos moinhos de vento, como fez Dom Quixote. Sai revitalizado de papo como esse e com gente como ele, pois não enxergo ele ter um lado específico, mas o desta cidade e de vê-la bem. Ele não criticou ninguém abertamente. Inteligente, deixou transparecer e assim, se mostra grandiosa pessoa. Não se faz necessário agredir ninguém para que o recado seja transmitido. Assistam e confiram.

CHAMADA DO 124° LADO B, COM O FISIOTERAPEUTA ADRIANO QUEIROZ E A VISÃO SUBURBANA DA CIDADE DE BAURU
Amanhã, 24/05, 10h aqui na,página desta mafuento HPA
Vamos juntos... 
https://web.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/336503519219016


EIS A CONVERSA DE UMA HORA COM ADRIANO QUEIRÓZ, NO 124º LADO B
Realizada hoje pela manhã defronte o Bar do Totó, no coração da vila Falcão. Na parte final, quando começamos a falar de política, um algo a mais de quem sabe das coisas, enxerga longe: 
https://web.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/1227179622023741

Um abalizado comentário: "QUANDO DOIS MEIO-CORINTHIANOS/MEIO-NOROESTINOS SE ENCONTRAM, só pode dar nisso! UMA BOA CONVERSA, UMA BELA HISTÓRIA!!!
Parabéns, Henrique Perazzi de Aquino, mais um gol de placa! E dos melhores!!!
Parabéns Adriano, grande guerreiro! Exemplo de luta e de vida!!!
Por vocês, me sinto representado e orgulhoso!!!
Baitabraço do Duílio Duka de Souza, direto de Botucatu.

outra coisa
NORDESTINO É TUDO SEM RESSENTIMENTOS
"Em certa história do Analista de Bagé, o Verissimo diz que, quando soube que um compadre não fazia mais sexo com a mulher, o Analista bateu a mão na testa. "Aquilo era a pior coisa que podia acontecer a um gaúcho, fora cair do cavalo ou a filha casar com um nordestino." É por aí", Carlos Eduardo Bonora.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

COMENTÁRIO QUALQUER (249)


QUASE COLOCA TODA SUA CARREIRA A PERDER*
*Essa história – ou seria estória – não tem nada a ver com a da saída do goleiro Cássio do Corinthians e muito menos com a do hoje flamenguista Gabigol, vestindo uma camisa de time adversário, com o técnico não o colocando mais para jogar. Isso aqui é de outro tipo de atleta. Trata-se de uma tentativa de crônica a envolver algo ouvido pela aí, nas andanças da vida, relatos contundentes vivenciados por quem afirma, ser tudo expressão da mais pura verdade e outros, obra da masi fantástica ficção. Como só acredito vendo, pois bem, conto como tudo me chegou aos ouvidos. Relatos desta natureza sempre se traduzem em boas histórias de serem passadas para o papel. Primeiro porque o papel aceita de tudo, depois porque tudo vale um registro. Eis este, coletado dias atrás, numa roda de conversa, sobre personagens muito distantes deste nosso pacato e pacífico rincão e também distantes de como tocamos a vida. 

Jogador dos mais atuantes, atuando pela aí desde muito tempo, já tarimbado nas artimanhas de como adentrar um campo de jogo e jogar pra galera. Um de seus predicados, ao qual gosta de apregoar aos quatro cantos é o de nunca ter vestido outra camisa. Verdade, porém, O time era sério, estatuto dos mais respeitados e ele se mantendo nas paradas de sucesso se fingindo de bonzinho, de respeitador do prescrito nas ditas "quatro linhas", as ditas regras estabelecidas e, nem sempre seguidas. Vivia de aparência. Do lado de fora, bela viola, do dentro, pão bolorento. Tudo para ele, era mais do que uma mera partida de futebol. E assim, continuava se mostrando como o craque, porém pegadas iam sendo deixadas ao longo de sua carreira profissional, a demonstrar exatamente o contrário. Não era um jogo fácil. Isso de disfarçar, se fingir para continuar nas paradas de sucesso e ao mesmo tempo, fazer de tudo e mais um pouco fora dos holofotes. Algo realmente complicado. Requer muita tarimba, jogo de cintura e nem sempre isso flui da forma mais adequada. Tudo pode dar certo durante um certo tempo, pegadas são juntadas e lá na frente, tudo pode ou não ser desconstruido. Enfim, a vida é assim mesmo, no que a gente menos espera, revelações até então ocultas pipocam no ar e podem destruir tudo. E lá se vai uma imagem. Votoriosa carreira pode ser destruída por causa destes detalhes. 

A maioria dos espectadores acreditavam no que viam, pois ele sabia jogar muito bem, era atuante, fazendo questão de ser o centro das atenções, aquele a distribuir a bola no meio de campo, o comandante das ações. Alguns até achavam que sem ele, o time não teria condições de seguir adiante. Ele se beneficiava disso, enfim, construiu isso para ser exatamente desta forma e jeito. No emaranhado sendo costurado ao longo do tempo, essa costura o mantinha na liderança. Tudo podia ser rotativo, como de fato acontecia. Os percebendo como de fato tudo ocorria, só alavancando sua pessoa, caiam fora, mas nunca denunciavam. Temiam algo, até por terem certeza de ali ocorrer infinidade de incorreções, mas nada podendo ser facilmente comprovado. Deixavam pra lá, se distanciavam e tocavam suas vidas, como uma só certeza, a de que era melhor manter o máximo de distância dele, pois aqueles métodos não podiam condizer com algo sério. E assim as partidas, os campeonatos foram disputados, anos após ano. 

Enfim, sabia jogar bola, jogava muito bem, construiu uma carreira legal. Só que, por debaixo do pano o cara era um terror, diziam mesmo, um horror. O negócio dele ia muito além do mero futebol praticado com regras estabelecidas. Aprendeu a burlar as regras e quando isso teve início, não parou mais. Das pequenas coisas, passou para as grandiosas. Risco maior, porém, ganhos inolvidáveis. Devia valer a pena o risco, pois a bufunfa compensava. Grana, grana, grana a qualquer custo. Além de tudo, tinham os vícios particulares, esses também consumindo muito, devastando boa parte do que entrava. Isso mesmo, sempre entrou muito em seu caixa, mas do jeito que entrava saia. Parecia um ralo de banheiro a escorrer a água do chuveiro, este sempre ligado. Tudo se evaporava e no meio de uma contenda, sabem os que jogam, depois de começado a coisa, difícil o recuo. Isso das maracutais, jogadores envolvidos em esquemas de loteria, jogos com resultados fabricados, ele esteve em todos. Quando convocado pelos obscuros esquemas, não só marcava presença, como ajudou a solidificar o esquema. Fez questão de, cruzar pauzinhos, construir boas relações com os dos andares de cima, os que podiam lhe dar sustentação quando algo colocasse em risco e talvez até tramas internas para sua substituição. Fazia e faz de tudo para não ser substtuído e essas boas relações sempre foram utilizadas no momento certo. Nada como ter um bom alicerce para a casa não ruir nunca.

Fazia o que tivesse que ser feito para estar na crista da onda. Mesmo que, algumas vezes quase tenha se complicado por se deixar levar e em festas particulares, ter passado dos limites, sendo até filmado, nada disso o abalava, pois tudo ia sendo consertado, remendado e essas notícias, mesmo vazadas, não passavam de boatos. Isso também fazia parte do jogo, viver na eterna corda bamba - nem tão bamba assim -, fio da espada, porém sabendo mexer as peças no exato momento, sempre era convocado para os próximos campeonatos. Passava verdadeiros sufocos para escapar de alguns barracos, tendo que negociar no lado mais obscuro da vida, mas no final tudo era acertado, sendo encontrado um denominador comum. Sempre um zum zum zum pela aí, mas como sempre o disse não disse e ele sendo, fazendo e acontecendo.

Por anos ele fez disso sua vida, foi aprontando, enganando, porém, como tudo nesta vida, as pessoas envelhecem e não mais jogam com a habilidade de antes. Perdem algo do traquejo, da malemolência e de deslise em deslise, no frigir dos avos, na somatória dos pontos, sempre um rabinho ia sendo deixado aqui e ali. Seu poder de regeneração era algo inimaginável, pois da mesma forma que os que dele muito se aproximavam, logo caiam fora, estava juntando outros, novos adeptos. Tudo bem, é sabido pelas conversas, como tem sido cada dia mais difícil conseguir essas reposições, mas elas aconteciam. Ele, mesmo já não jogando como dantes, continuava sendo escalado para atuar no time titular. Nessa última, dizem ter feito baita de um acordo com a parte contrária, algo que se fosse revelado, mancharia definitivamente a honra, o brio não só dele, mas do time num todo. Feria frontalmente os estatutos da agremiação e as regras do campeonato. Era uma partida decisiva e o outro time, pelo que se mostrava, era o oposto do onde atuava. Do outro lado, a permissividade era a regra e assim sendo, achavam que todos tinham seu preço. Pelo visto, acharam o dele e o aliciaram. Nem todos ainda enxergavam que ele também era do mal, quando na verdade, já assim atuava desde muito sempre. 

Deste acordo, ele teria que atuar numa partida decisiva, mas não podia comparecer, pois se o fizesse, quebraria o contrato firmado nas sombras e com estes, sabe-se, melhor seguir direitinho os acordos. Um lema é regra destes, escreveu não leu o pau comeu. Ficou sem dormir e no dia do grande jogo, apareceu mancando. Foram feitos todos os exames médicos e nada apareceu nestes, porém, ele mancava muito, dizia ser seu pé e desta forma, mesmo estando escalado, furou, faltou com o compromisso. A torcida, diante de tantas partidas bem jogadas, algo construído ao longo do tempo, preferiu acreditar. Só que, a partida naquele dia teve que ser encerrada antes do previsto. Faltou energia nos refletores do estádio e ela foi remarcada para a semana seguinte. Sete dias pela frente e agora, o dilema, ele estará apto a jogar. Como ficará seu posicionamento? Ninguém sabe. Como desfazer algo do qual até já gastou parte do recebido e como continuar mancando, quando nos exames nada aparece. Está chegando o dia da partida ocorrer e não se sabe como será sua participação. Seus colegas de time clamam por ele, alguns ainda acreditando, outros cientes da jogatina em curso, mas difícil mesmo deverá ser o rumo a ser tomado, sua decisão final diante de mais essa encruzilhada ao longo de sua duradoura carreira futebolística. Enfim, muita coisa em jogo e pode por a perder uma longa carreira de sucesso.

Skank já dizia, "essa é uma mera partida de futebol". Só mais uma...

quarta-feira, 22 de maio de 2024

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (193)


O PEDIDO DE PROCESSANTE QUE A CÂMARA TENTA IGNORAR – ALGO MUITO ESTRANHO
Na segunda logo pela manhã Marcos Paulo Casalechi Resende protocolou no setor responsável da Câmara de Vereadores seu pedido de Processante, diante das atrocidades sendo cometidas pelo grupo coletivo de vereadores emparelhados com a incomPrefeita Suéllen Rosim. Foi pra sessão e nada, inexplicavelmente não foi lido, quando o natural, o normal seria ao menos ter sido lido. Um dos presentes na galeria, Pedro Valentim, me diz textualmente que o mesmo não foi lido por falta de documentação compatível. Foi a única menção do dia sobre a rejeição. No mais, o autor está indignado, pois teve acesso a outra processante, a que um pastor fez contra a vereadora Chiara Ranieri e essa, aceita e com arrazoado bem simples, quase sem fundamentação, porém, já será lida na próxima sessão, segunda, 27/05.

Mas por que a problemática envolvendo justamente este pedido? O assunto já está sendo abordado em todos os meios de comunicação de Bauru e em todos, sem maiores justificativas, somente com a lacônica informação, falta documentação. Marcos não se conforma, pois diz ter tido todo o cuidado na sua elaboração, citando todos os artigos necessários para ser levado em consideração. Fui atrás de sua versão dos fatos. “Esse Jurídico da Câmara está uma vergonha. Esse mesmo que foi lido, votado e agora uma juíza determina nova votação é com teor dentro dos mesmos critérios utilizados por mim. Andei apurando, conversando com algumas pessoas e cheguei na seguinte conclusão. Uma processante contra os nove de uma só vez causa muita confusão. Se fosse uma individual para cada um, eles estariam mais tranquilos, mas como é um pedido único envolvendo os nove, todos teriam que ser afastados e chamados os suplentes para a votação. Tanto pela aprovação da processante, como depois, ela sendo aprovada, votada pra cassar ou não, entrariam novamente os nove suplentes. Daí, desses nove, com apenas quatro votos destes, juntando aos demais, já totalizaria os doze necessários para cassar. Não tem como desmembrar isso, pois denunciei os nove num pedido só e pelos mesmo ato de improbidade”, conta.

“O JC fez hoje uma observação errada, pois afirma que para cassar se faz necessário 12 votos e nem situação, nem oposição possuem 12 votos. O JC errou numa coisa. No caso dessa Processante todos os nove precisam ser afastados. Bastaria 4 votos. Pra aprovar precisar de doze, pode ser maioria simples, já pra cassar sim, daí seriam necessários 12 votos. Estão segurando, alegando que faltam documentos, pois creio deva ter batido desespero. Não falta nada de documentos. Penso num mandado de segurança pra garantir essa leitura e, consequentemente, a votação. Vou lá na Câmara pessoalmente ver que história é essa de falta de documentos. Se for algo absurdo, vão ter que me passar por escrito, pois daí vou querer levar pra Justiça. Como os nove vereadores cometeram ilegalidade naquela sessão do dia 13, essa Processante é o divisor de águas. É a chance de botar os nove pra fora de uma só vez e motivos não faltam. Mais quatro votos é suficiente, pois oito já estão garantidos”, complementa.

Marcos tem muito a dizer e o ouço até complementar sua linha de pensamento sobre a questão do que o motivou a produzir a peça desta Processante: “Não vi que foi barrado no Jurídico, mas que está sob análise, este ainda analisando. Só que até a presente data, eu a única parte interessada não fui comunicado de nada oficialmente. Leio e ouço pela imprensa. Conversa mole isso de faltar documentos. Mesmo que eu vá e protocole novamente, percebi que ela só será lida com Mandado de Segurança expedido pela Justiça. Vi os nomes dos nove suplentes e acho que se chegarmos nestes, mais de doze votos. Na real, mas na real mesmo, eles lá não sabem o que fazer com a minha Processante. As exposições dos motivos estão ali, invoco o decreto 201/67, quem tem que julgar improcedente ou não é o plenário da câmar. Não cabe o Consultor Jurídico barrar nada. Na cabeça deles deve estar tentando segurar o máximo e devem esperar que entre na Justiça. Eu peço sim, o afastamento de nove vereadores, pois todos estão mais do que comprometidos com práticas totalmente fora do comum”. É isso, algo também um tanto inédito, um pedido de Processante estar sendo analisado por longos e longos dias, sem até a presente data uma solução à vista. Ou seja, em Bauru, pelo que se vê nos últimos dias, tudo é mais do que possível.
Obs: As fotos foram tiradas na Câmara quando seu pedido foi devidamente protocolado pelos funcionários, na segunda, 20/05, antes das 10h da manhã.

O JC ENTENDEU DIREITINHO TUDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO https://www.instagram.com/p/C7Sj5dQOiDW/...

https://sampi.net.br/bauru/noticias/2834737/politica/2024/05/presidente-do-pt-pressiona-estela-por-cp-contra-mesa-da-camara?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR1L9HvpOS3RpMFwH6eD6cUSow3DmRMlUVyOt4oqyM4FmMVRWrswWRZD_bE_aem_Ac3MAN4mhqLNlc8Q3m90K92lBygvRKfQZVXocFlVsNsbCIra1XGSnWxdJriTfC2wUU-herN7fg0wAneuO9i9Z9P1

Parte da Executiva do PT Bauru, inconformado com a demora da vereadora petista em se posicionar sobre algo tão óbvio, seu posicionamento em favor da votação favorável para Processante contra Mesa Diretora da Câmara, solta Nota conjunta cobrando seu posicionamento. Na sessão dessa semana da Câmara, ela faltou, alegou problema de saúde e a votação só não se consumou e a Mesa Diretora foi salva pela sessão ter sido suspensa. A votação ocorrerá na próxima semana e daí, a pergunta que não quer calar: a vereadora estará apta para votar, estará presente ou, se não estiver, permitirá seu suplente de votar?

A questão era só essa e como a vereadora não se posicionava, a Nota circulou e fez com a vereadora viesse a público, se manifestasse, diferentemente da outra Nota, na sua, acusou, esperneou, ironizou, porém, não respondeu. O que o JC deixa a entender em sua ótima matéria é que, algo incompreensível alguém no PT se mostrar claudicante para votar algo tão óbvio. O fato é que, o JC ressalta isso, ela emitiu sua Nota, mas não disse nem uma coisa nem outra, ou seja, continua sem se posicionar.

Creio eu, que com as duas notas publicadas e a matéria do JC já publicada, está tudo muito claro. Não existe mais o que dizer. Resta somente, nos próximos capítulos, o mesmo JC tentar ouvir da vereadora qual será seu posicionamento. Era só o que queríamos ouvir e isso ainda não foi dito. O PT por tudo o que representa não pode se mostrar indiferente ou, muito menos, claudicante numa votação tão sdimples como essa. Daí, a preocupação, a mesma explicitada na matéria do JC.

terça-feira, 21 de maio de 2024

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (186)


primeiro algo da política local, estadual e federal
VOTARAM EM QUE MESMO?
Nem sei direito porque, mas ando pensando muito nos traidores. Me veio à mente algo ocorrido recentemente na Argentina quando os opositores do regime ultra-direitista de Javier Milei, um impondo as maiores barbaridades ao vizinho país (igual nos faz a incomPrefeita Suéllen Rosim em Bauru) diziam horrores dele na tribuna do que vem a ser a Câmara dos Deputados e Senado deles. O pau comeu literalmente por lá. Dentre os opositores, discursos e mais dircursos, a maioria muito incisivos contra a perversidade em curso. Estava para ser votada a tal de Lei Ônibus, uma pacote de Milei praticamente colocando a Argentina de joelhos (quase igual ao que fez aqui Suéllen quando nos impôs a concessão da água e esgoto, numa votação que deverá ser revertida lá na frente pela Justiça). Chega o dia da votação e algo paira no ar. Pelo que se percebe alguns dos opositores estão claudicando e isso se comprova quando da votação. Não deu outra, a votação pró Milei, aprovando sua escabrosa Lei Ônibus saiu vitoriosa e na somatória, quando da conferência dos votos, lá estavam alguns daqueles que até então falavam alto contra Milei, mas quando do voto, se renderam e optaram por trair tudo. Evidente ter acontecido algo no meio do caminho. Andei até sonhando com isso e também me lembrei de um samba imortal da lavra do Nei Lopes e do Wilson Moreira, quando apregoa algo de quem faz acordo com a parte contrária, o Fidelidade PArtidária. Eis a letra:

Minha tia-avó Rosária, partideira centenária,
Perguntou pra mim: “Meu neto,
O que é fidelidade partidária?”.
Pergunta assim tão sumária
Tem que ter a necessária resposta
E eu respondo certo o que é fidelidade partidária.

Por verde-amarelo na indumentária
(É fidelidade partidária...)
Feijão com arroz na sua culinária
Ajudar quem tem situação precária
Não fazer acordo com a parte contrária
Nem demagogia com a classe operária
Gritar que tem gringo pintando na área
Gostar de partido igual tia Rosária
Isso é fidelidade partidária...

Rejeitar propina na conta bancária
(É fidelidade partidária...)
Não ter filial nem subsidiária
Amar a patroa mais que a secretária
Só fazer amor na sua faixa etária
Mas dar uma força pras celibatárias
Que tenham bons dentes na arcada dentária
Gostar de partido igual tia Rosária
Isso é fidelidade partidária...

Quando acompanhando ele, Nei Lopes, cantando, daí entendi tudo, pois a história se repete, cada vez mais e mais: https://www.youtube.com/watch?v=r5aBQdWofZw

e depois, minhas histórias colhidas, coletadas pela aí
CADA DIA COM ALGUÉM DE MINHA LAIA, HOJE COM ROSE BARRENHA

Em cada novo dia estou por aí e pela aí, gastando sola dos sapatos em lugares diferentes e também com pessoas diferentes. Isso me move. Nesta terça atendo chamado de Rosângela Maria Barrenha, a Rose Flag, idealizadora da Casa da Frida. e do bloco Loucos por Alegria, entre outros. Ela queria que a fosse socorrer. Chego a vejo com um gesso já decorado com algo de alguém por quem nutre mais do carinho, a mexicana Frida Kahlo. Confesso, seu gesso ficou divinal. Ela tinha em sua área uma infinidade de caixas, todas já lacradas e queria que levasse para doação aos gaúchos, indo até uma agência dos Correios. Fomos na do Redentor, lotando o carro, mal sobrando espaço para ela sentar. Ela, muito criteriosa, já havia separado tudo, uma caixa só para sapatos, outra para lingerie e assim por diante. Nos Correios, a decepção, estavam a partir de hoje recebendo somente alimentos. Nos indicaram deixar numa igreja evangélica, mas preferiomos não fazê-lo, pois vimos que ali muita propaganda em cima do que estão recebendo. Não estávamos afim de colaborar para alavancar o pastor. Fomos deixar lá no prédio alugado pela Jalovi, dos Antos da Cidade e nos espantamos com o que estava a contecer por lá. Mas isso já é história para outra postagem. Ela ainda foi comigo na UNesp, quando conhecemos a história de Dona Cida. Foi uma tarde edificante, como todas as que tenho me envolvido, quando me junto a diletos amigosd, como ela. Este meu jeito de ir tocando a vida, juntando histórias e quando possível e permitido, produzindo algum relato por aqui.
PS.: Claro, evidente, parei em sua residência, grudada com a da Frida, para reforçar a alimentação, numa tarde com café e bolos.

DONA CIDA, 30 ANOS DE UNESP
Aparecida da Conceição Sales Dionetti é a dona Cida, pessoia das mais conhecidas lá pelos lados não só da Unesp Bauru. Ela, essa simpática e conversadora senhora, 74 anos muito bem vividos, não gosta de ser chamada pelo seu primeiro nome, mas do restante tem muito orgulho, enfim, foi sendo chamada de dona Cida por tudo quanto é lugar que acabou se transformando numa espécie de bem tombado dentro dá área territorial da Unesp Bauru.

Sua história começou bem antes da Unesp, lá na rua presidente Kennedy, quando nos anos 80 tinha o restaurante Prato Cheio, ou simplesmente, a Pensão da Cida, movimentando extensa clientela, principalmente os da área bancária do centro da cidade, num tempo quando os bancos tinham funcionários saindo pelo ladrão. Suas histórias dessa época vem lá do fundo da memória. Ela se lembra de muitos dos personasgens que por ali passavam e alguns, por serem sui generis, marcaram também sua vida. Boa de prosa, se deixar, ela abandona o balcão de seu quiosque logo depois do portão principal do campus Bauru da Unesp e fica a relembrar algo de um passado, que segundo conta, muito a orgulha.

De lá, veio para defronte a Unesp, em uma construção alugada e ficou até seus últimos dias, quando mesmo ainda com contrato, vieram lhe avisar que tudo iria ser colocado abaixo. Isso já se passaram alguns anos e até hoje, pelo visto, o projeto que iria ali vingar, não deu certo. Porém, nada podia mais ser ali revivido, pois fizeram questão de destruir com tudo. Não guarda mágoa, pois a ele foi destinado, um belo de um estabelecimento dentro da Unesp, onde está fixada desde então e hoje, com ajuda de uma das filhas e algumas dedicadas funcionárias, toca alegremente sua vida.

"Eu tive a sorte de não pegar a tal da Covid, pois fechei tudo, abaixei logo as portas e junto dos meus, aguardei tudo passar. Consumi todas minhas economias, mas cá estou, feliz da vida, superando aquele momento com a força dos estudantes, estes que sempre estiveram me rodeando e acreditando no que faço", conta. O restaurante do lado de fora fechou em 2019 e desde então, está do lado de dentro, só tendo mesmo fechado tudo no período crítico da pandemia. "Voltamos devagar e logo depois engrenamos novamente. Eu só não estou aqui há mais tempo que uma pessoa, o meu amigo Baiano, o do bar do lado de fora do portão da Unesp. A diferença é que ele vive ali num quartinho, junto do seu bar e eu, vou e volto, morando no Geisel, mas permanecendo a maior parte do dia aqui junto dos estudantes", conclui.

Pergunto como se chama seu estabelecimento e ela ri. "A moçada de hoje nem sabe de onde vem o nome, mas ele se chama Quiosque Giga. Esse foi o nome da cantina interna lá da escola da série da TV Globo, a Malhação e na época quem me deu o nome foram os próprios estudantes, que viram no que fazia muita similaridade com aquele da televisão. Continuará sendo assim chamado, pois assim presto homenagem a quem me enxergou como sempre fui, uma dona de cantina, um bar sem bebida alcóolica dentro de uma universidade e aqui convivendo com todos, cada qual com uma história de vida. Vivencio essas histórias diariamente e elas me encantam, assim como todos eles. A gente se entende muito bem, eu a eles e eles a mim", conta.

Uma história muito rica e comprida, impossível de ser contada assim em poucos parágrafos. Certa vez, ela conta, quando estavam para derrubar a edificação do lado de fora, pediu para um então estudante de Jornalismo se podia escrever sua história e ela não quiz. Ela se foi, tudo veio abaixo e agora, só restam suas histórias e as fotografias, muitas delas ainda guardadas. Conto aqui, bocadinho disso tudo, até para aguçar a curiosidade de alguém do atual Curso de Jornalismo, alguém que possa descrever com mais detalhes e passar adiante toda a saga desde empreendedora do circuito universitário, que se encontrou na vida atuando junto a estes e diz querer ir até quando puder. Ela, permanece na ativa durante os dois períodos do dia e uma das filhas no período noturno e assim o Quiosque Giga segue com suas portas abertas e luzes sempre acesas.
OBS.: Quem esteve hoje lá comigo foi a Rose Maria Barrenha, a dodivina amiga, aposentada da Cultura bauruense e inquieta personagem, criadora, mantenedora, abastecedora e investidora da Casa da Frida, além de criadora do bloco Loucos por Alegria, Ou seja, outra inquieta pessoa.

FUI JUNTO DE ROSE BARRENHA CONHECER O PONTO DE ARRECADAÇÃO, DOAÇÕES PARA O RS, NA JALOVI DOS ALTOS DA CIDADE

Vejam as fotos, a bela história conto em drops por aqui, ou seja, aos poucos. Eu sou assim, não me contenho e tasco as fotos nas redes sociais e depois, quando der tempo, coloco a escrevinhação. Como agora, desta feita, demorou um bocadinho, mas acaba acontecendo. Pois bem, nas andanças ontem com Rose Barrenha, ela fez campanha pelos seus grupos e lotou quinze caixas de doações para os gaúchos. Tudo separadinho. Nos Correios não conseguimos que fossem encaminhadas, mesmo existindo propagando deles dizendo que ali poderiam ser depositadas.

Partimos para a loja Jalovi, a dos Altos da Cidade, na rua Antonio Alves. Ela no caminho vinha me dizendo que a loja havia alugado um barracão do lado da loja e ali centralizou o trabalho. Chegamos e nos surpeendemos, pois como também havia me dito, teriam apenas dois funcionários designados para recepcionar todas as doações. O que vimos foi uma legião de senhorinhas, todas ali de forma generosa, trabalhando com bastante afinco. O barracão era uma perdição de caixas para todos os lados.

Na frente, separados os alimentos e principalmente, o fardos com água mineral. Numa vã ali no local, essa ficando abarrotada. Seria levada para quem faz o transporte. Me dizem ser o pessoal da Rodonaves e outros. Conversamos com as voluntárias e essas nos dizem que, das caixas recebidas, todas necessitam de averiguação antes do envio, pois muita coisa é também inservível. Tem muita coisa velha, descartada mesmo e isso não será enviado ao Sul do país. Em sua maioria, tudso mais do que aproveitável, mas por terem notado algumas caixas com objetos fora do recomedado, a triagem, atrasa e as faz pedir para que mais pessoas ali compareçam e dêem também seu quinhão de colaboração.

Elas, as voluntárias, verdadeiro formigueiro em ação, cada qual se desdobrando e dando o máximo de si. Enquanto estivemos por ali, outros carros iguais ao nosso, lotados de produtos iram chegando e o barracão, que já estava lotado, ia se multiplicando, mais e mais. A ideia da Jalovi pegou e vingou. Ela deve ser mais uma dentrer tantas outras ocorrendo na cidade neste exato momento. Registrar isso, a abnegação de algumas pessoas, que saem de suas residências, a maioria aposentados e estudantes, tudo para colaborar é gratificante. A solidariedade é algo surpreendente e, neste momento, juntada a bela ação sociual empreendida pelo Governo Federal, tenta minimizar as agruras de quem perdeu tudo e, neste momento com as águas baixando, se depara com ver o que restou e tocar a vida adiante.

O recado que me pedem para passar adiante é de agradecimento e para que, continuem contribuindo com o que puderem, mas algo aproveitável e não descarte. E, algo muito importante, que surjam mais e mais voluntários, pois o serviço é grande e mesmo o salão alugado sendo grande, estava já ficando cheio, daí a separação precisa ser feita mais rapidamente e, daí a consequente distribuição para quem levará tudo através das estradas de rodagem. Eu e Rosa, saímos de lá meio que recarregados e diante de tudo o presenciado, a certeza de que, como sempre, quem menos tem é quem mais doa. Como é perceptível isso, a pessoa que tem pouco, separa algo, mesmo que aquilo lhe faça falta, mas doa, pois entende e se solidariza com o seu semelhante.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

MEMÓRIA ORAL (306)


DIANTE DE TANTA ABERRAÇÃO ACONTECENDO EM BAURU, SABE QUEM ACERTOU EM CHEIO? O BLOCO DO TOMATE COM SEU ENREDO 2024: ANTECIPOU TUDO.
Tá tudo descrito na letra magistral do Maurinho Santos, cantado pelo voz de nossa maior cantante Tatiana Karnaval Calmon.

Daí, hoje vou pra sessão da Câmara, recheada de processantes e a necessidade de se fazer uma limpa na atual administração, a da incomPrefeita Suéllen Rosin, envergando a camiseta mais atual para o momento político bauruense, "Templo da Perdição" e nos costados a letra, pra quem quiser conferir e comprovar do acerto do Tomate.
Música mais atual impossível.

https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/pfbid02bvDxTrU6qZ6ZeY7WCs2TMMvEXUSQZyD4htVSL5Bp1X65dXkmR29ibdt8VCRno9K9l
HPA, pelo bloco mais desaprumado, porém, muito bem antenado, o Bauru Sem Tomate é Mixto.

como tudo se deu no começo da sessão, 13h30
TENTAM RETIRAR OS EM PÉ OU SENTADOS NO CHÃO - ARBITRARIEDADES DA MESA DIRETORA COMEÇAM ANTES MESMO DA SESSÃO TER INÍCIO
Eu sento num cantinho, espremido e assim tento passar desapercebido.
A situação sabe, hoje o bicho pega.

ALGO DE ESTRANHO NO AR...
Na sessão de hoje da Câmara dos Vereadores de Bauru, algo de muito importante pela frente, dia cheio, mas tudo foi devidamente esvaziado logo no incício, antes mesmo da contenda começar.

Entenda. Primeiro um "mise en scène" danado, com o presidente da Casa exigindo que só pessoas sentadas permanecessem dentro das galerias. Se isso seria exigido, por que liberaram para adentrar o recinto, número muito maior de cadeiras? Depois de algum tumulto, sessão suspensa enquanto a ordem (sic) não fosse cumprida. Os presentes foram acomodados, eu tentei permanecer lá dentro, espremido, num dos cantos sem visão lá do plenário.

Tem começo a sessão e antesa da leitura de todas as processantes inscritas no dia, quando é sugerido a não leitura da Atda da sessão anterior, o vereador Eduardo Borgo pede a palavra e diz que as atas devem ser lidas. Pelo voto serão lidas. Borgo devce ter tido uma estratégia para assim proceder, pois essa leitura levará ao menos 3 horas de ininterrupta leitura.

Desisto e venho para casa. Vou descansar e volto pra lá no começo da noite, quando a coisa deverá estar esquentando. Fiz o mesmo semana passada e deu certo. Hoje, como na semana passada, tudo deve se estender madrugada adentro. Borgo deu um jeito de segurar a sessão por que motivo? Seria para esperar a chegada da vereadora Estela Almagro, até aquele momento não presente ou para esperar a chegada de alguns suplentes que votariam no dia de hoje? Ouço no corredor ter Borgo pedido a leitura das Atas para ganhar tempo, até a juíza derrubar a manobra da Mesa Diretora no caso dos suplentes. Ou seja, suposições.

Mais estranho foi a forma como o 1º Secretário da Mesa, vereador Marcos Souza inicia a leitura. De forma bem pausada, lenta e desta forma, ampliando ainda mais o tempo dessa leitura. Isso também não estava num script previamente pensado? Não dá para saber. Neste momento, a leitura continua sendo feita e vim em casa descansar, devendo voltar mais tarde.

Não aguento, tenho incontinência urinária e prefiro não ficar segurando o xixi. Volto mais tarde, talvez quando já entender dos reais motivos de tudo ter sido feito para atravancar o início da contenda. Para tudo nessa vida existe uma explicação e para tudo o em curso, evidentemente, algo mais do que os aviões de carreira sobrevoando nossa conhecimento de como se processam essas coisas dentro de ardilosa Casa de Leis. No momento, estou a descansar, depois irei me inteirar de tudo...

POR AQUI A COISA FEDEU...
Foram empossados os três vereadores para substituir os afastados da Mesa Diretora. Assumiram, não os primeiros suplentes, mas os segundos. No entendimento da juíza, os primeiros poderiam ter interesse em relação ao titular. São eles o Gilson, advogado e do PSDB, João Bidu, da Sorri e pastora Solange. 

Chiara vai ao microfone e diz, João Bidu não poderia votar, pois a Sorri recebe dinheiro público. Estaria naturalmente impedido, isso seguindo a ética natural das coisas. Locadora vem ao microfone e diz algo pior. Afirma ter ficado duas horas ontem ao telefone com a pastora Solange, ela lhe dizendo da pressão da prefeita. 

Pior, diz ela ter recebido o presidente da Câmara em sua casa para tratar do mesmo assunto. Isso, por si só já é caso de polícia, mas a sessão teve prosseguimento. A vereadora petista Estela Almagro, voto crucial quando da votação não comparece. Dizem ter feito cirurgia marcada dias atrás. O problema é por seu voto fazer falta neste momento e não se dignou a indicar seu suplente para vir votar. Inexplicável. Segue por aqui o rito da sessão, com Segalla, Chiara e Meira compondo a Mesa Diretora.

UFA!!! PODERIA TER SIDO PIOR, MAS AMANHÃ É OUTRO DIA
Pois bem, o caso eu conto como o caso se deu, sem tirar nem por. Segalla assumiu o comando da nave só para a votação se iremos ter uma Processante para a Mesa Diretora. Ou seja, um belo início para quem quer reverter tudo o mais de maldades ocorridas durante todo o processo.

Um dilema passou pela cabeça de todos. Os dois vereadores empossados que, supostamente estariam impedidos por estarem entrelaçados com algo em relação com proximidades com a Prefeitura, no caso a pastora Solange e o João Bidu, se disseram sem entraves e aptos a votar. O outro, o advogado Gilson Rodrigues de Lima estava apto, sem percalços. Na somatória dos votos, contados um a um, eis como se daria a votação final: A FABOR DA PROCESSANTE: Bira, Lokadora, Meira, Borgo, Chiara, Berriel, Gilson e se estivesse presente, Estela. CONTRA A PROCESSANTE: João Bidu, Pastora Solange, Júlio, Marcelo, Purini, Beto, Edosn e Mariano.

Perceberam? Daria 8 x 8, se Estela estivesse presente, mas não estava e não indicou suplente. Dando o empate, quem decidiria seria o presidente, Segalla. Se a votação ocorresse hoje, a derrota dos favoráveis à Processante. Quem salvou tudo? Pasmem! Borgo sobe à tribuna e se diz impedido de votar por interesses em jogo. Segalla, diante de ter que convocar o suplente do Borgo para concretizar a votação, suspende a sessão e a adia para próxima semana. Alívio geral.

Tudo fica pra semana que vem, onde a vereadora estará pronta e apta para votar ou se ainda em cuidados médicos, indicando seu suplente, na sequência, Chico Maia e Claudio Lago. Ou seja, Borgo salvou os que querem consumar a Processante para a Mesa Diretora e também Estela, que semana que vem, com uma ação ou outra, consumará uma problemática muito grande para esse trio a compor a Mesa diretora. A vereadora Estela hoje foi o fiel da balança e por claudicar, demorar na decisão por não ser rápida em abrir espaço de imediato para seu suplente, quase decreta a derrota para os em busca de ares renovadores naquela Casa de Leis. Foi por pouco.

Agora, uma semana para tudo voltar à pauta. Por outro lado, dizem que, se tudo lá na frente for consumado e revertido, tudo o que foi votado depois, como a liberação da pauta, Lei Paulo Gustavo e reajuste servidor, tudo voltará à estaca zero. Mas isso é história ainda a ser construída nos próximos capítulos desta novela mais do que rocambolesca.

domingo, 19 de maio de 2024

RETRATOS DE BAURU (288)

ENTENDERAM? AMANHÃ NÃO SERÁ DIA PARA RISOS

FISIOTERAPEUTA ADRIANO SABE DAS COISAS
Adriano Queiroz é fisioterapeuta, muito conhecido no mundo do futebol amador bauruense. Vez ou outra o vejo atuando junto a alguns times do Amador de Bauru. Tem larga experiênciua no ramo e passou por poucas e boas devido a diabates. Tenta viver da forma mais normal possível sem uma das pernas, o que não o impede de fazer quase de tudo pela aí, cidade afora, tanto no quesito profissional, como nas andanças, pois é daqueles que não consegue permanecer quieto num canto vendo a banda passar. Mora bem em frente ao Bar do Totó, cem metros do portão principal do estádio Alfredo de Castilho. Enquanto tudo circula defronte seus olhos, ele durante os jogos do Noroeste, prefere sentar numa espécie de cadeira cativa e dali observa tudo ou recebe seus convidados, pois muita gente circula no seu entorno nestes dias agitados.

Cruzo com ele sem querer querendo, bem na entrada no Confiança Falcão, ele junto da esposa e sendo auxiliado para assumir a direção de um carrinho motorizado, destes utilizados pelos com alguma dificiência física ou mesmo idade. Quem o ajuda é outro dos mais conhecidos, assim como ele. Um carnavalesco de quatro costados, sambista como poucos e fazendo questão de sair em todas as escolas de samba da cidade. Eu e Adriano rimos quando ele se aproxima sorrindo e lhe dizemos: "Se Bauru tivesse dez escolas de samba, ele sairia em quinze". Adriano é do mesmo jeito, um ser que faz e acontece e gosta de se mostrar antenado com os últimos acontecimentos na cidade.

Como sabe que gosto de gravitar e dar meus pitacos no mundo da política local, ficamos os dois no meio do corredor, impedindo a livre circulação de pessoas e ele fazendo as contas comigo de como ficará a votação na Câmara para a aprovação da Processante ou não da Mesa Diretora. Adriano tem como sua especialidade maior o futebol, mas como todo bom brasileiro dá pitacos em tudo o mais. Fico o vendo falar, gesticulando muito, como bom proseador e me certifico de que, a cidade não está indiferente ao que anda lhe ocorrendo no mundo político. Tomo por base o que ouço de Adriano e sei, ele sabe muito bem separar o joio do trigo, sabe diferenciar muito bem onde está o certo e o errado. Assim como ele, muita gente padecendo hoje pela falta d'água e dessa loucura de uma alcaide querendo aprovar a concessão da água e do esgoto como se fosse isso a salvação da lavoura.

Adriano sabe que nem tudo é o que aparenta e me mostra isso numa curta conversa, de uns quinze minutos, nós dois ali no centro da convergência da movimentação do supermercado mais agitado da vila Falcão. Sua mulher inicia as compras sem sua presença e só depois de me expor seus pontos de vista sobre os últimos acontecimentos sou liberado e ele parte para dentro do mercado, atrás de sua esposa. Eu quando o vejo, posso conversar de vários assuntos, um deles o futebol, mas neste momento, com a agitação da política, este o assunto escolhido e o que mais se vê as pessoas comentando por aí. Conosco, dois seres inquietos, não poderia ser diferente. Saio da conversa com Adriano convicto de algo, com ele não se faz necessário nenhuma informação adicional, pois o danado, pelo tanto que circula pela aí, está muito bem informado e sabe muito bem o que fala. A cidade acompanha o que acontece nos bastidores de seu mundo político administrativo.

VARLEI, ENDIABRADO PONTA DIREITA NOROESTINO HOJE NA FEIRA
Cruzo hoje pela manhã na feira da rua Gustavo Maciel, a do centro bauruense e a maior da cidade, como nada menos que um dos maiores ponta direitas que vi jogar aqui no time de minha aldeia, o Esporte Clube Noroeste. Varlei, era um SETE, quando este representava um ponta direita de verdade, desses que não saia da linha de fundo, entortando todos os que por ali tentavam lhe tirar a bola e de seus pés nasciam cruzamentos certeiros.

Quem teve a felicidade de torcer pro Noroeste nos anos 70/80 conviveu com Varlei jogando bola. Eu estava numa roda discutindo política hoje cedo na feira, com muitos políticos presentes e cada qual dando sua versão do que poderá acontecer amanhã na, provável, tumultuada sessão da Câmara de Vereadores. Foi quando o ex-vereador e ex-prefeito de Avaí, com um programa esportivo na TV Prevê, Faria Neto, surge descendo a feira com nada menos que colado ao Varlei de Carvalho.

Sabe o que fiz? A política que espere um pouco, pois poder trocar umas breves palavrinhas com ele é sempre bom. Varlei não foi somente jogador, foi também um bom técnico, mas hoje encontra-se aprosentado de vez. Saíram feira afora, mais para rever conhecidos e conversar, falar de tempos idos, quando o glorioso Noroeste fazia e acontecia. Pergunto a ele sobre o próximo ano e ele, cabeça pensante me diz: "Não vai ser fácil. Estruturar assim em um curto espaço de tempo é mais sorte do que trabalho. Tem que aproveitar desde já, usar a paradeira pra colocar a cabeça pra funcionar e no mínimo não fazer feio no primeiro ano. Queríamos tanto voltar e agora não pode fazer feio e para isso, o gerenciamento é muito importante".

Eu sou do time dos que reverenciam baixinhos pontas direitas. Digo a ele de outro, no caso um bem bauruense e jogando quase que exclusivamente no futebol amador da cidade, o Neizinho, do ARCA. Varlei o conhece e daí vou lhe dizendo das similaridades entre os dois. Não vejo mais pontas vergando seus marcadores e via muito isso no tempo quando estes dois jogavam. Era a alegria da torcida e de quem ficava próximo ao alambrado. Varlei está bem, envelhecido como todos nós, com o mesmo jeito serelepe e ágil, agora mais comedido. Esses reencontros são mais que ótimos, até por rever alguém que me fez gostar dessa coisa chamada futebol. É sempre bom ver que meus ídolos continuam pela aí, vivinhos da silva.

O NEGÓCIO NÃO É SÓ PROCESSANTES, MAS LANÇAR DESDE JÁ UM "FORA, SUÉLLEN!"
Este panfleto estava sendo preparado para ser distribuído ontem, sábado no Calçadão da Batista e em outros locais da cidade, os pontos nevrálgicos nos bairros. Foi abortado na última hora e dele, a concentração de forças para amanhã defronte e dentro da Câmara de Vereadores, quando muita coisa está prevista para ocorrer no que diz respeito aos evidentes problemas de percurso, pelos quais a alcaide, a dita por mim como IncomPrefeita Suéllen Rosim deve passar daqui por diante.

O seu idealizador, Marcos Paulo Casalechi Resende tem certeza de que, a cidade, pelo conjunto da obra, já passou do tempo de ficar martelando algo somente contra os nove vereadores, todos eles merecedores de severa punição, com a consequente cassação de seus mandatos, pelo conjunto da obra, muito da surreal, numa sucessão de atos fora das normas legais previstas pelo Regimento Interno da Câmara.

No documento que estava prestes a divulgar/distribuir de mão em mão neste sábado, algo bem latente: "Não adianta mais fiocar somente buscar punição para os vereadores, sendo que a principal artífice de tudo é a própria prefeita. Ela é quem precisa ser punida e a forma mais precisa seria através da cassação de seu mandato", diz Marcão Resende. Tem um algo mais pairando no ar no momento que é o fato de que, muito em breve, até antes do que muito gente espera, ocorra algo vindo do Judiciário e não só a afastando do poder, como lhe impingindo sérias infrações administrativas, que quando somadas dariam até algo mais do que um simples afastamento.

O fato é este: a panela de pressão da Câmara estará fervendo na tarde de amanhã, quando ocorre mais uma sessão das segundas. A desta, 10/05 será histórica, pois talvez ocorra com o maior número de pedidos de processantes, numa só sessão, dentro de um só dia. Nas rodas de conversa já antecipado algo sui generis, uma enxurrada de pedidos de processantes, de ambos os lados e, pelo visto, as mais contundentes e carregadas de embasamento suficiente para, não só causar problemas, mas para levar adiante um pedido, o contra a alcaide. O ocorrido na última sessão, quando a Mesa diretora passou por cima da legislação que permeia o dia a dia da Câmara, seu Regimento Interno, abriu mais do que uma brecha, mais um verdadeiro rombo, tudo rumo para que, ocorra uma reação em cadeia. Marcos prevê que, daqui por diante, a alcaide terá uma infinidade de problemas pela frente, inviabilizando sua sucessão. Tem que faça "toc toc toc" e aguarde isso ocorrer com muita expectativa. O dia de amanhã promete...

sábado, 18 de maio de 2024

COMENDO PELAS BEIRADAS (145)


ACORDO, ABRO O JC, TRIBUNA DO LEITOR E LÁ CARTA MAIS DO QUE NECESSÁRIA NESTE CONFLITANTE MOMENTO BAURUENSE

A Orwelliana Sessão da Câmara de Bauru
Por Marcos Paulo Casalecchi Rezende
Em mais de 30 anos de militância política em Bauru, já presenciei muitos absurdos na política do município, mas talvez nada possa chegar perto do cúmulo do absurdo do que foi presenciado por mim e demais munícipes presentes na última sessão da Câmara Municipal.

Para aprovar uma obscura concessão da ETE, cuja conta mais uma vez será paga pelo povo e que enganam-se os que pensam resolver os problemas da água e esgoto na cidade, a prefeita transformou o Legislativo bauruense num parlamento monárquico, uma distopia lá presenciada digna de um conto orwelliano e seu "Ministério da Verdade".

O presidente da Câmara, agindo como um déspota junto de outros 8 vereadores agindo como rêmoras da prefeita, num circo totalmente armado, fazendo da "consultoria da casa" uma espécie de "Supremo Tribunal", onde o Regimento Interno, a Lei Orgânica do Município e a Constituição foram claramente rasgados pela Mesa Diretora e demais pares.

Presidente destituindo e indicando relatores das comissões, pareceres dados sem nenhuma fundamentação e votados pelo plenário e não pelas comissões.

Ilegalidades seguiram com a votação de processante cujos denunciados não poderiam votar por claro conflito de interesse e contra os princípios legais, além de uma prorrogação da sessão madrugada adentro feita de forma também irregular.

O Poder Judiciário precisa urgentemente tomar uma atitude e declarar a nulidade desta sessão, não é possível aceitarmos que uma pessoa passe por cima do Regimento e Leis e faça ao seu bel prazer "interpretações" para satisfazer as vontades da "realeza".
Absolutamente tudo foi ilegal na última sessão!

Que o povo bauruense, os servidores, artistas, sindicatos, partidos, toda a classe trabalhadora que sofre diariamente com essas mazelas e pode pagar muito caro por essa concessão, que possamos construir um forte movimento pelo "Fora, Suéllen!" e fora todos os nove vereadores cúmplices desse circo.

Para barrarmos todos esses desmandos passa necessariamente por derrubar esse governo pra ontem.
Saudações Comunistas!

VERDADE QUE A VIRADA CULTURAL PAULISTA SE TRANSFORMOU NISSO? PUDERA, NAS MÃOS DO FUNDAMENTALISTA TARCISIO
"Tive a pachorra de copiar. Eis os cachês dos artistas que participarão da Virada Cultural em São Paulo. Muitos sequer ouvi falar. Devo estar atrasado.
Leonardo – R$ 550 mil
Léo Santana – R$ 500 mil
Gloria Groove – R$ 400 mil
Raça Negra – R$ 390 mil
Pablo Vitar – 357 mil.
Israel e Rodolffo – R$ 350 mil.
Michel Teló -R$ 300 mil.
Joela - R$ 300 mil.
L7NNONO – R$ 285 mil.
Xanddy Harmonia – R$ 280 mil.
Marcelo Falcao – R$ 226 mil.
Veigh – R$ 250 mil.
Solange Almeida – R$ 240 mil.
Padre Alessandro Campos – R$ 245 mil.
Xamã – R$ 240 mil.
Silvano Salles - R$ 240 mil.
Marcos e Belutti - R$ 230 mil.
MX Daniel – R$ 220 mil.
Elba Ramalho – R$ 210 mil.
Maria Cecília e Rodolfo – R$ 200 mil", 
Luis Avelima.

como tudo flui
COMO É MOVIDO O INTERIOR DE CADA UM PARA AJUDAR O RIO GRANDE DO SUL – O CASO DO TIME DE FUTEBOL DO BORRACHA ATLÉTICO CLUBE
A tragédia ocorrida no estado do Rio Grande do Sul, tendo boa parte de toda sua área territorial debaixo d’água deixou a todos incomodados. O que se vê pela TV, principalmente após o mostrado pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo passado, com um programa inteiro só com as particularidades do que vive o povo gaúcho, deixa qualquer um profundamente tocado, querendo fazer algo.

Mostro algo sendo feito neste momento, um dos tantos exemplos do que poderia ser utilizado para demonstrar como as pessoas se movem para fazer algo ou ao menos tentar ajudar de alguma forma. O time de futebol Borracha Atlético Club se reúne semanalmente para fazer o que gostam, jogar futebol. Por lá, a maioria mergulha de cabeça neste lazer semanal, como forma de extravasar o cansaço vivenciado na semana e assim colocam energia pra fora e se recarregam para tudo o mais.

O local onde se encontram é o belo campo de futebol, bem ao lado do Vale São Luiz, rodovia sentido Bauru/Arealva, criação do finado Germanito, grande voz da rádio bauruense. Aos finais de semana, a reunião dos amantes da bola acontece neste local. Na verdade, a campanha nasceu da ideia de ajudar e só foi feita em função da confraternização ali existente. Quem toca o projeto é Nelson Ricardo Falcete, muito comunicativo e ponto de aglutinação para muitos estarem ali envolvidos, defendendo o projeto e, alguns por décadas, sem pensar em desistir.

Depois da tragédia no Sul do País, impossível algo continuar sendo feito por ali, a diversão semanal, sem ser pensado em o que poderiam fazer para dar o seu quinhão de contribuição. Matutaram e a partir daí, bolaram uma grande campanha, com todos seus membros contribuindo com uma importância em dinheiro ou mesmo trazendo fardos de água mineral. A ideia se propagou e num curto espaço de tempo, o salão da casa do Falcete estava tomado de donativos e, principalmente fardos de água. Computaram num certo momento, cem fardos, mas a cada dia o volume aumenta.

Agora, a etapa seguinte é fazer chegar todo o arrecadado para quem dele precisa. Já contataram quem está fazendo transporte regular para o sul do País e o primeiro lote está sendo enviado. Este é só mais um exemplo do muito que se vê sendo feito por todos os lugares da cidade de Bauru, do estado de São Paulo e num todo, do Brasil. O pessoal do Borracha não queria alardear o que estão a fazer, mas quando soube dessa iniciativa, quis escrever e contar algo, passar a mensagem emitida por eles adiante, enfim, quantos e quantos não estão fazendo o mesmo neste exato momento.

Quantos iguais a eles não foram tocados pelo que estão vendo e dispostos a querer ajudar? Na somatória de todas as ajudas, algo grandioso lá na frente. A grande e maior ajuda, sabe-se, quem presta neste momento é o Governo Federal, com recursos humanos e financeiros de grande monta, que quando juntados a toda essa imensa rede assistencial criada país afora, faz com que chegue até os gaúchos um bocadinho do calor humano e envolvimento de toda nação. A causa merece essa parada no que fazemos, cada qual contribuindo ao seu modo e jeito. Viva o pessoal do Borracha!!!