segunda-feira, 23 de setembro de 2024

MÚSICA (239)


PENSAVA EM ME ACOMODAR, MAS O ENVOLVIMENTO DE UMA VIDA INTEIRA NÃO ME PERMITE SOSSEGAR
Tentando manter as leituras em dia, mesmo diante de interminável e incontrolável corre-corre, no meio de uma campanha eleitoral de curto prazo, encontro um tempinho para divagar. Na leitura que aqui compartilho algo pelo qual um dia pensei em fazer, mas sei ser totalmente impossível para quem toca a vida como a faço: "O professor crê que, a partir da aposentadoria, terá tempo para fazer tudo aquilo que queria e não conseguia: viajar, ler Proust e Dostoievski e ouvir música. Mas ele não consegue ficar indiferente à crise sociopolítica do lugar onde vive". Era uma resenha de um livro, o da alemã Jenny Erpenbeck, "Eu vou, tu vais, ele vai", recém lançado no Brasil, obra de 2025. Enfim, uma abordagem do que tenho e terei pela frente. Pensava muito nisso, no tanto de livros que conseguiria ler daqui por diante, mas me vejo, em cada nova virada da esquina, envolvido novamente dos pés à cabeça em novas lutas, batalhas e nelas me envolvo, dos pés à cabeça. Eu sempre tenho comigo e isso também me move, o fato de ver minha vida transformara-se a partir do contato com os outros. Não luto só, não faço a luta só, não consigo me isolar, nem me trancar lá no meu Mafuá, meu reduto onde posso me apartar de tudo, porém, a rua me chama, sou por ela conduzido e induzido a continuar, continuar e continuar. Isso também faz parte da belezura da vida. Neste momento, em alento, ainda conseguir escrever sobre isso, pois o tempo urge, tudo gira e a cabeça junto. A luta na qual estou envolvido, me absorve e isso é também viver. Jintei aqui numa foto os tantos livros conseguidos pela aí durante estes dias. Alguns juntarei ao meu acervo, outros doarei, distribuirei e assim, envolvido também com algo pelo qual adoro, a leitura, sigo. Neste momento, leio menos, mas em breve voltarei à carga e com mais afinco, dedicação. Por enquanto, junto, trago junto de mim, pois me dão também força para seguir o que faço neste momento. Eu sei que, logo mais, eles serão todos abertos, devorados e depois, se tudo der certo, algum comentário por aqui.

CAMPANHA FEITA COM ALEGRIA, POSSIBILIDADE MAIOR DE SUCESSO
Constato isso a todo instante com todos envolvidos na campanha a vereador de Claudio Lago. Estamos na lida e luta, atuando com muito afinco, todos acreditando piamente no que fazem, sempre com o sorriso estampado nas faces. Em todos, percebo essa galhardia na missão sendo executada. Um verdadeiro trabalho de equipe, traduzido e mais do que perceptível pelas fotos que vão sendo publicadas. Enfim, somos assim. Esse nosso jeito de ser e estar. Seguiremos assim, acreditando na vitória, sem arredar pé de nossas convicções. Tempo, além de tudo, de boa convivência, de juntar forças e construir juntos uma real possibilidade de algo diferente dentro da Câmara de Vereadores e na forma de fazer política. A perceptível alegria vem da certeza de fazermos a coisa certa e do envolvimento num consistente e transformador projeto.

ESTOU FORA DISSO DE TUDO TERMINAR EM PIZZA
Isto tudo me fez lembrar do velho e bom CAZUZA, em BRASIL, quando logo no primeiro estrofe, desmascara a pouca vergonha onde querem nos enfiar. Tô fora e por sorte, onde milito, o DNA Petista Bauru, sempre se mantendo distante disso tudo. "Não me ofereceram nem um cigarro, fiquei na porta estacionando os carros".
https://www.youtube.com/watch?v=6yQv3FIdXFo
Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha
Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim
Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer sim, sim
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim
Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confia em mim
Confia em mim
Brasil

domingo, 22 de setembro de 2024

ALFINETADA (244)


SEIS FOTOS DO HPA, SEIS ESCRITOS DO QUE POSSO DIZER DELES

Um deles vi na BAtista na tarde de ontem e os cinco demais, hoje na Gustavo Maciel, feirando, botando, cada qual ao seu modo e jeito, o bloco na rua:

1.) Um livro embaixo do braço a vida inteira: Eu conheço este senhor há mais de 15 anos. Ele me dizia ter um livro pronto e nunca fiquei sabendo o seu conteúdo. Andava com ele para cima e para baixo, uma pasta debaixo dos braços. Circulou por um tempo lá pelos lados da Cultura Municipal, onde um dia atuei. Sempre puxei conversa e ele nunca se abriu. Queria ver seu livro impresso. O tempo passou e passei a vê-lo, sempre só e morando, primeiro em hotéis na região da estação ferroviária e depois, com o passar dos anos, em pensões, daquelas mais baratas e com quartos coletivos, também nas imediações do mesmo local. Já não o via com a pasta debaixo dos braços. Por fim, fiquei um bom tempo sem revê-lo e agora, meses atrás, o reencontro nas ruas, provavelmente morando nas mesmas condições e fazendo do local onde mora até o local onde está localizado o Bom Prato, uma caminhada de horas, pois mal consegue andar. Na verdade se arrasta pelas ruas, pé ante pé. Deve demorar bem uma meia hora para fazer um trajeto de um quarteirão. Algo que fere aos olhos e a qualquer tipo de sensibilidade humana. O vi uma vez recusar uma senhora que queria lhe prestar ajuda para atravessar uma rua. Segue sempre por alguns caminhos até chegar ao Bom Prato, ora vindo pela Batista ou Primeiro de Agosto, ora pela rua Bandeirantes. No último sábado o vi novamente, caminhava pela BAtista, já retornando do Bom Prato. Certa vez escrevi dele, citei seu nome, mas isso já faz muito tempo e agora, com o passar do tempo, sua situação é merecedora de cuidados, de amparo e não sei como proceder. Sei algo dele, só o aqui descrito. Vê-lo do jeito como está é algo pelo qual não consigo nem descrever o sentimento e entendimento do que poderia - e deveria - ser feito para ampára-lo, o quanto antes. Ou antes que seja tarde demais.

2.) Jairo e as lives com relatos das rebarbas da cidade: Este servidor do DAE - Departamento de Água e Esgoto está hoje lotado no Sinserm, o sindicato do servidor público municipal de Bauru. Hoje o reencontro na feira e cheio de folhetos da campanha que faz em prol do Chico, o advogado do sindicato, este na luta para se tornar vereador. Jairo o acompanha por vários lugares da cidade e fora isso, o vejo escrevinhando algo mais do que diferenciado pelas redes sociais. Pegou gosto por descrever lugares insólitos de Bauru, como ir verificar in loco se a nascente do rio Batalha realmente secou, daí extraindo sempre um bom texto e áudio. Gosta mesmo de circular pelas quebradas desta cidade, lugares pouco frequentados pelas pessoas ditas comuns. Seus áudios, em sua maioria, são produzidos todos de forma artesanal, ele em locais no entorno da cidade, mostrando um problema existente e reclamando do descaso por uma solução que ou demora a chegar ou não chega nunca, causada pelo pouco caso da atual administração. Hoje me cerceou, me fez curtir sua página, pois me diz, assim o acompanharei com mais assiduidade. Quero fazê-lo, pois sei faz algo muito pertinente e necessário, desses, como eu, que se preocupam com os mínimos detalhes do que acontece, daí demonstra seu incômodo e fala das prováveis soluções. Sua inquietude demonstra o alto grau de interesse pelo reencaminhamento de açõesconcretas em prol de soluções para crônicos problemas. Um belo trabalho de formiguinha.

3.) O vascaíno conquistando um lugar pra chamar de seu na feira dominical: Eu o conheci na feira dominical, corpanzil enorme e falando, ou seja, um camelô na acepção da palavra. Começou na cidade, quando aqui aportou quase uma década atrás, perfumes e alguns anos depois, deixou de fazê-lo, pois me disse ter ingressado numa igreja evangélica e não queria mais revender produtos falsificados. Algo que a igreja não conseguiu tirar dele é a alegria de sorrir muito nos seus locais de trabalho, seja a quadra da Primeiro de Agosto, perto da Treze de Maio ou mesmo a feira dominical, onde se tornou também muito conhecido, pois propagandeia algo pelo seu time do coração, o Vasco da Gama. Na verdade ele nem é carioca. É baiano, morou tempos no Rio, mais prercisamente em Alcântara, lugar que não pretende voltar, pois desde que conheceu Bauru, foi tomando gosto e hoje se mostra muito feliz por aqui. Possui lugar conquistado na Feira do Rolo, só dele, do qual muito se orgulha. Hoje seu produto principal são colchas e travesseiros, preferindo revender o da cor branca. Não quer variar muito e diz o fazer, pois o branco é o da preferência da maioria das donas de casa. O baita negão é a simpatia em pessoa.

4.) O advogado Marcos vem espairecer na feira todo domingo: Ele trabalha intensamente a semana inteira como renomado advogado, num escritório só seu e aos finais de semana, sai do terno e cai na feira, um local escolhido a dedo por ele para espairecer e se recarregar. Vem sózinho, conhece muitos, fez amizades, senta comer seu pastel ali na Julio Prestes, depois até pode tomar um suco de laranja na barraca da Andréia. Ali numa mesa, sempre meio escondida, senta junto de outros e proseia até não mais poder. Quando muito se levanta e vai pra esquina, quando junto de outros, ficam a conversar e tagarelar em conjunto. Vitou rotina e só não desce pra feirar aos domingos em caso de força maior ou viagem. Quando o faz, deixa todos avisados, pois por lá prevalesce algo bem simples, quando alguém some sem avisar, passa logo a ser motivo de suspeita, enfim, o que teria acontecido. Como vem todo domingo, avisa antes, para não causar preocupação entre os assíduos amigos e frequentadores ali conquistados. Não gosta muito de ser fotografado e o fiz, pois como tenho poucos registros dele, pelo menos um, este feito hoje, com sua imagem aqui garantida. Marcos presta também assessoria gratuita para os diletos amigos ali conquistados, os que o ajudam a recerregar suas baterias, pois na segunda volta pra sua rotina de pega pra capar.

5.) Ladeira já foi bom de prosa, hoje saindo mais da toca: Muitos ainda se lembram dele como um dos nosso melhores vereadores. Ganhou fama desta forma, na primeira administração do prefeito Tuga Angerami. Sempre foi tucano, ou seja, membro atuante do PSDB, mesmo muitos comentando tendo ele sido um dos fundadores do PT, ou seja, um dia foi de esquerda, mas junto de outro, o já falecido, Marcelo Borges, passou a ser um dos próceres tucanos na cidade, junto de Caio Coube. Nunca conseguiram fazer um prefeito em Bauru, mas todos souberam muito se encaminhar ao longo do tempo. Ladeira comandou o CDHU na cidade, órgão estadual direcionado para construir casas populares estado afora. Antes gostava de prosear em bares, mesmo com pessoas, como eu, de diferentes agremiações político partidárias, mas nos últimos tempos, ficou mais arredio, caseiro, só sendo visto na feira em ocasiões especiais. Por estes dias anda circulando mais pela aí, seguindo os passos de Caio Coube e tentando o ajudar a conquistar uma vaga na Câmara de Vereadores. Já há alguns domingos, desce e sobe a feira, ladeando o amigo e fazendo o que havia deixado de fazer há algum tempo, prosear com amigos de antanho, mesmo de partidos divergentes de sua linha de pensamento.

6.) Kyn Jr se renova pra sair nas ruas a cada novo dia: Cada novo dia é uma nova história na vida do atribulado, inquieto e incontrolável Kyn Jr. Gosta muito de andar nas paradas de sucesso, profundo conhecedor de muitos personagens da vida política e social da cidade, faz e acontece por onde passe. Dentre tudo o que já lhe aconteceu, como atravancamento para o desenvolvimento nromal de sua vida, a última foi a descoberta de algo malígno junto aos seus olhos. Faz cirurgia recente no Hospital Estadual, nem bem uma semana e já está de volta na feira, sem ter feito o resguardo solicitado, pois é destes que nã ose segura nas calças. Adora ruar e nela estar. Permanecer trancado em sua atual residência, nos altos do Santa Edwirges é algo difícil, diria complicado, quase impossível, daí ele circula hoje com o rosto todo remendado, muitas vezes sem nem a proteção de um óculos de sol, cercando todos que via pela frente, junto do Pequeno's Bar, quadra 5 da Gustavo. Muitos arrebatou para um cervejinho com ele, outros proseou no meio da rua. Kyn é assi, quando algum conhecido passa, se não vem até ele, a montanha vai até MAomé, ou seja, lá estará o danado no meio da rua, falando em voz alta, gesticulando e provocando. Kym é um provocador, conhecido por todos e por onde passe, conseguir atravessar mais um dia de vida, o que para ele, sabe disso, é mais que uma conquista. No seu caso, difícil e doloros deve ser quando tudo se esvai, o dia se finda e tem que voltar lá pra muito depois dos altos do Bela Vista e acomodar o facho. Kyn é desses sem palavras, pois se mete me cada uma, algumas impossíveis de serem contadas.

sábado, 21 de setembro de 2024

DICAS (249)


UMA BREVE REFERÊNCIA SOBRE O PAPEL DA MILITÂNCIA PETISTA JUNTO DE LAGO VEREADOR
Estou envolvido numa candidatura a vereador na cidade de Bauru, a de Claudio Lago, indicado pelo Núcleo de Base DNA Petista e nele viceja algo sui generis nos tempos atuais. Olho para os lados e vejo belas campanhas, todas com muita gente, a maioria regiamente pagas para o exercício de cabos eleitorais. Isso acontece pela aí, não é de hoje e o que ocorre dentro do PT - Partido dos Trabalhadores é nítido e merece destaque.

Tudo dentro da campanha de Claudio Lago foi conseguido e é sustentado pelo trabalho voluntário de um grupo abnegado de militantes. Lago, como os demais candidatos do partido, recebeu o que lhe é de direito, correspondente ao Fundo Partidário, cota que todos os partidos recebem de sua direção, valor utilizado integralmente na campanha, com exigente e necessária Prestação de Contas. O valor é regiamente gasto em ações comprovadas e tudo estará disponível em site eleitoral, onde será possível verificar como foi gasto cada centavo recebido. Isso uma coisa, outra é nossa ação, na qual me incluo.

Conseguimos um local no centro da cidade, rua Primeiro de Agosto, imóvel fechado há mais de quatro anos, num preço baixo, pois não conta nem com água, nem luz. Tudo foi improvisado e um vizinho, mais de 100 metro de fios para ligar um ponto de luz, depois o mesmo para, juntando borrachas, fazer chegar água, num banheiro. Foi uma luta. Cada um fez sua parte, desde a limpeza, como o trabalho coletivo para dar vida e a cara petista ao local. Como o imóvel é imenso, tendo comprimento de uns 80 metros, costuramos um pano vermelho e o utilizamos como cortina, para dividir o salão, dando vida para sua parte frontal, onde o Comitê funciona.

Tudo acontece desta forma e jeito. Dividimos as tarefas em tudo, cada qual com a sua. Horários pré-estabelecidos e das 9h até quando fechamos para as atividades noturnas, sempre, ao menos uma pessoa lá estará para dar informação, entregar material de campanha, conversar, receber pessoas e servir de base de apoio para tudo o que acontece. É lindo ver como tudo foi possibilitado e continuará acontecendo, até o dia do pleito, domingo, 06/10. Creio que, o único dia em que permanece fechado é aos domingos, pois em decisão coletiva, achamos por bem, neste dia, centrar fogo, o trabalho diário em ações nas ruas.

Este rodízio de ações e de pessoas tem um nome, muito comum em ações que vicejaram no seio partidário do PT e hoje, não tanto. Com o pessoal do DNA, tudo continua como dantes. O voluntariado petista está lá, comparece e dá o seu quinhão, primeiro por entender que, com um mandato verdadeiramente popular, onde o Núcleo será ouvido em tudo, aí algo realmente revolucionário. Da boca pra fora muitos dizem fazer isso e aquilo, mas no Comitê Eleitoral de Claudio Lago eu vivencio isso acontecer de fato. Talvez seja algo único hoje nesta eleição e isso não me espanta. Isso da militância tomar conta de uma campanha, ela decidir, ser, fazer e acontecer é algo para poucos. Acontece conosco, pois todos envolvidos neste trabalho, nessa ação coletiva, estão embuídos e cientes de que, algo precisa ser feito para tornar esta cidade diferente. Lutamos por isso, acreditamos nisso e ao se envolver nessa luta, o fazemos não pensando na minha situação individual, mas na de todos. Até quando do tempo disponível de cada um, o que cada um pode dar em doar em prol da causa maior é pensado e colocado em prática. 

Se querem conhecer algo realmente auspicioso, diferente do que se vê acontecendo pela aí, venha conhecer e se envolver, conversar conosco. Claudio Lago é, neste momento, o mentor do que queremos lá na Câmara de Vereadores, um vereador realmente comprometido com uma mudança de hábitos e conceitos políticos. Junto dele, um bando de petistas, gente que esteve ao lado de Lula na sua luta pela reconquista de seus direitos políticos. Estivemos várias vezes em Curitiba, até o momento de sua liberdade, quando foi reconhecida as injustiças cometidas contra ele, depois a campanha que o recolocou na Presidência do país, destituindo o banditismo onde estávamos atolados. Hoje, a luta é outra, pois o país mudou muito e necessitamos de uma Câmara de Vereadores onde realmente ocorra o papel de fiscalização do Executivo municipal. Não dá mais para ver uma votação por parte dos vereadores como a ocorrida em momentos na cidade, onde a provável cassação da alcaide Suéllen Rosim, nem foi discutida a contento, pois os votos já estavam sacramentados e definidos. 

A força da militância que leva pra frente essa candidatura, luta diariamente por ver essa cidade sendo administrada de forma diferente. Lutamos também internamente contra a traição dos que apresentam como progressistas, mas continuam fazendo acordos com a parte contrária, lobos em pele de cordeiros. Somos ESQUERDA, somos petistas, agimos como tal e lutamos coletivamente, não pela ascenção de uma pessoa, sendo essa eleita e depois, agindo pela sua cabeça e dando uma banana ao partido e aos ideais de luta. Essa a diferença entre o que ocorre aqui dentro do Comitê Claudio Lago e por aí afora. Não somos melhores que ninguém, porém, lutamos por um ideal, isso move nossas vidas e nos faz estar aqui. é assim que entendemos deva ser feita e executada a política.

um exemplo das aproximações feitas durante a campanha
PARTIR PARA O ABRAÇO EM CRISTIANE LUDGERIO, EU E LAGO NA TARDE DE ONTEM
Adoro escrever e reverenciar amigos e amigas. Faço disso algo para ir me sustentando ao longo dos anos e da vida. Enfim, que seria de mim sem ter encontrado, me deparado e me achegado de gente, considerada por mim, amigos pra dedéu? Portanto, tenham paciência, escrevi, escrevo e continuarei escrevinhando destes todos, pois eles me movem, me ajudam a tocar o barco adiante.

Pois ontem, tarde de quinta, eu e Claudio Lago fomos lá para o marco limite entre o jardim Prudência e a Nova Esperança, tudo para tirrar uma foto e consolidar um apoio de responsa, o da mais brilhante e efuziante carnavalesca desta cidade, Cristiane Ludgerio. Tenho dela gratas recordações, pois de todos os carnavais onde já desfilei na avenida - ainda no Sambódromo -, a noite para mim perfeita foi a que, junto de amigos - Lago também estava nessa -, descemos a passarela do samba com lenço na cabeça, como velhinhas, saiotão na cintura, no Azulão do Morro, do parque Jaraguá e sob a batuta de quem? Dela, a Cristiane. Se não me esqueço daquela noite, nunca mais me esquecerei de quem me proporcionou ali estar.

Ela havia me instigado a convidar amigos e o fiz. Levei alguns e abrilhantamos a ala. Até hoje não sei se ter me colocado naquela ala de velhinhos foi proposital, ou seja, intencional, pois já me via como um deles, mas confesso adorei e tenho certeza, todos que estiveram comigo guardam as melhores recordações daquela noite. Depois sai também, sob sua batuta, no bloco Primavera, do Adílio Nascimento, canto debaixo do Redentor e com uma máscara como se fantasmas fossemos. Na verdade, outra dúvida, ela não nos teria ali colocado por já nos enxergar como tais? E mais, teve também o dia em que lhe emprestei a alfaia feita exclusivamente para mim, pelo Alberto da Casa da Capoeira e ela abrilhantou a avenida, sendo o destaque daquele ano. Hoje a alfaia é um troféu, guardado no meu Mafuá com todo orgulho, pois nas mãos da danada, fez história.

O fato é que nos proporcionou momentos inesquecíveis. E ontem, aportamos em sua casa, tiramos a foto e nem conversamos tanto, pois "o tempo ruge e a Sapucaí é grande". Boas conversações não nos faltarão, pois Cris, sabe tudo de Carnaval, hoje emprestando seus conhecimentos para o Estação Primeiro de Agosto, do amigo Tobias Terceiro. De tudo o mais que possa extrair dessa eleição, algo guardarei comigo para sempre, o fato de conseguir agregar tanta gente boa junto da gene, acreditando em algo ainda possível neste desajustado mundo. é sempre muito bom ir revendo estes todos levando em frente essa Bauru, pois sem gente como ela, certamente isso aqui seria muito triste. Escrever sobre ela é dessas coisas arrebatadoras. Faço com o maior prazer. Tem tanta coisa para contar. Encerro afirmando que de todos e todas entrevistados no meu Lado B - A Importância dos Desimportantes, a feita com ela foi uma das que tive maior audiência. Enfim, poderosa...

quem parte, deixando muita saudade
SE O BRÁS É TESOUREIRO A GENTE ACERTA NO FINAL...
Este Brás, o da beirada dos trilhos férreos da vila Falcão e depois, muito tempo depois, morador do Geisel, não tinha isso da gente acertar no final. O danado foi valente guerreiro destas terras, tipo desbravador e dando continuidade a uma legião de gente de fribra, forjada nos trilhos férreos. Sua formação se deu dentro deste quadrilátero, o da vila de trabalhadores, da comunidade negra beirando os trilhos e do samba, nascido, criado, curtido, reverenciado e vivenciado por ali.

É da sua verve criativa o nascedouro do grupo Quintal do Brás. Foi mentor da coisa, não tendo nunca tocado nele, mas sim, seu filho, o saudoso percussionista Marcão. Conheci o famoso quintal, numa casa com muita espada de São Jorge vicejando no quintal, fundos de uma casa, parede meia com os trilhos, onde o samba rolava solto e só dava gente bamba. Ele fez a coisa ir pra frente até quando deu. O via também no Sindicato dos Ferroviários da RFFSA, ali na Cussy Jr, junto de outros bambas. Por ali, um se espelhava no outro e no conjunto da obra, tudo foi isso mesmo, a junção de tanta gente vigorosa.

Fico sabendo que o Brás se foi. Estava adoentado fazia algum tempo e triste, pela perda do filhão querido e também por ver tanta iniquidade vicejando onde antes frutificou tanta coisa boa. Se foi e deixou um legado de reconhecido valor. Fincou seu nome dentre os grandes, os merecedores de pompa e ter sua passagem por aqui registradas com o devido louvor. Não me sairá nunca da memória ele no meio daquela galera de gente sendo formatada e hoje, todos com seus nomes já firmes e fortes, junto a nata bauruense do samba. E ele nos embates ferroviários, luta pelo qual também empreendeu boa parte de sua vida. Tem muita história por detrás de gente como o Brás, nosso eterno tesoureiro, não como no samba da Beth Carvalho, pois com ele nunca teve isso de acertar no final, pois acertou tudo em vida, não se desviando dos embates todos. Lutador de uma vida inteira.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (150)


QUANDO DOIS DINOSSAUROS SE ENCONTRAM
Sempre me dei muito bem com este tipo de dinossauros. Não posso afirmar categoricamente estar essa espécie em extinção, pois vejo muitos iguais a ele ainda circulando pela aí e aprontando das suas. Estes aqui, militância comprovada de algumas décadas, estão nas ruas e lutas desde que me conheço por gente. Pode ver pra crer, fazer o teste São Tomé e com certeza a resposta será a mesma, gente de responsa, lutadores das causas sociais e com firme posicionamento de uma vida. São destes que, a partir do momento quando optaram por ingressar nessa atividade, a envolvê-los dos pés à cabeça, dela não mais sairão. Está escrito na fisionomia, está certificado em seus currículos, a opção pela defesa intransigente dos trabalhadores, onde estes estiverem.

Na tarde desta quinta, 19/09, sem que fosse preciso marcar, ambos se encontraram por acaso num local de panfletagem, defronte a unidade da Paschoalotto das Nações Unidas, ali ao lado de onde um dia foi a Embratel. E quando Claudio Lago, digno representante do PT e Paulinho Pereira, digno representante do PSTU, ambos a dignificar a esquerda bauruense e brasileira se encontraram, não ocorreu choque algum e só e tão somente uma confraternização no meio da rua. Pararam tudo por alguns instantes e trocaram figurinhas, ou seja, colocaram as conversas em dia.

Gente como estes dois são o que existe de mais valoroso hoje na continuidade da luta empreendida nas entrenhas deste país, pois são destes poucos que nunca mudaram de lado, não fazem acordo com a parte contrária e sempre estão em algo mais do digno, algo sempre sem decepção. Não existe manifestação nesta cidade, na defesa de algo onde seja necessário a presença, onde com alguém como eles, o ato se fortalece, pois bem, tenham todos a certeza, lá estarão, Lago e Paulinho. Poderia citar outros tantos, porém, o motivo dessa escrevinhação foi o reencontro na beirada de uma calçada, destes e o lugar não poderia ser outro, uma panfletagem política, na defesa do que sempre estiveram envolvidos. Gente assim, como estes dois são a cara da resistência política ideológica nesta cidade. E tenho dito. Orgulho incomensurável de ser amigo de ambos e não só acompanhá-los, mas seguir os mesmos passos.

COM QUEM FAÇO QUESTÃO DE SER E ESTAR
Na noite de quinta, o dia foi pegado e pra encerrar o expediente, fomos eu e quem junto de mim estava, tomar umas e prosear bocadinho sobre tudo isso que nos rodeia, lá nos altos do jardim Bela Vista, numa das esquinas da Silva Jardim, no agitado Bar do Marcinho, onde várias tribos aportam, se juntam e discutem até não mais poder, sem se altercar ou mesmo produzir desnecessárias quedas de braço.

Ciente de que, morando nas imediações, questão de cem metros, ligo para um destes considerados pra lá de gente boa, o Fernandão Ilustrações, o chargista mór do único jornal diário e impresso da Terra do Sanduíche, o JC. Numa deferência toda especial, disse que naquele dia não sairia mais de casa, mas se prontificou a dar uma passadinha. Ou seja, sentou conosco e a prosopopéia dali irmanada foi de grande consistência e consideração.

Na mesa, rodeada de curiosos, falamos todos e tudo um pouco. E por fim, papo nunca encerrado, só adiado para outras contendas, sempre a certeza mais que absoluta: estar com gente da estirpe do Fernandão é pra lá de bom. Gente assim preenche nossos dias. Ainda mais como se deu, desgastado num final de dia, cansado e necessitando de estar ao lado de gente positiva, com algo mais a nos passar - diria mesmo, regarregar -, ter estado no Marcinho e ter conseguido trazer para junto de nós, o imortal da charge bauruense para nossa mesa é destes indescritíveis momentos.
Ele e Marmitão, duas lendas...

Que dizer de Fernandão? Amante de um motor de duas rodas, conhece tudo do assunto, sem se deixar levar por modismos e grupos, bandos tresloucados. Voa por aí com sua moto, mas com os pés no chão. Artista mais que reconhecido do traço, possui já a sapiência de enxergar longe. Lê, ouve e assisti tudo já com um olhar no gato outro no presunto. Tira seu ácido humor dessas intempéries do dia a dia e o faz com maestria, algo só conquistado após anos e anos de experiência. De tudo hoje que o JC ainda publica, recorto e guardo as charges dele, pois sei ser algo em extinção. Daqui bem pouco tempo, creio eu, pelo adiantamento do estragamento vivenciado, nem isso mais teremos para nos deleitar. E como ainda o temos, nada como trazê-lo ao bar e desfrutar bocadinho de sua convivência.

É com gente assim que ando, circulo pela aí e gosto de ser visto. São os meus eternos personagens, dos quais extraio as mais boas histórias por mim relatadas. Tiro fotos dele, sem seu consentimento e sei, mesmo mequetreficas, não causarei rubor, nem ele ficará bravo comigo, pois o danado é daqueles que sabe tocar a vida, ele e seus gatos, ele e suas motos, ele e seu refinado traço, que tantas vezes abrilhanta pedidos insólitos destes amigos do Bauru Sem Tomate é MiXto. Noite de quinta, um bar com gente conversadeira, espairecendo para continuar na lida e luta, tendo sentado ao seu lado alguém como o Fernandão, é como se tivesse ganho na loteria. E não ganhei?

RECADO DO HPA (34)*
* Ouço a história nomentos atrás. Não a interpreto e sim, a compartilho como a ouvi, sem tirar nem por. As conclusões deixo ao encargo de quem as lê.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (191)


TRÉGUA NA CAMPANHA

SERIA POSSÍVEL UM FILHO DESCONHECIDO DE CARLOS MARIGHELLA RESIDIR EM BAURU?
Essa história eu ouço não é de hoje. Não de um destes supostos filhos residir em Bauru, mas de existirem de fato. Lembro de uma remota conversa, travada com Antonio Pedroso Filho, muito antes dele falecer e era sobre isso. "Você sabe que por estar residindo em Bauru um suposto filho de Carlos Mrighella?", me perguntou. Conversamos a respeito e ele me disse, quando conheceu a pessoa, ficou atônito e sua reação foi ligar para o Carlos, filho legítimo do mais famoso guerrilheiro brasileiro, se não me engano residindo em Salvador BA e lhe questionou sobre um irmão. Lembro vagamente de sua resposta. Algo como, "dizem existir por aí vários filhos de meu pai, mas nenhum foi devidamente comprovado". Nunca mais falei com o Pedroso a respeito deste assunto.

Hoje, lá no comitê de campanha do Claudio Lago vereador, este estava conversando com um senhor e quando me vê adentrar o lugar, me chama, me apresenta e me diz: "Isso é contigo. Não sei mensurar a veracidade disso". Foi então que conversei longamente com Almir Sol de França, 66 anos e tomei conhecimento de sua história. Ele também não tem certeza de ser filho ou não de Marighella, mas acredita nisso. Diz ter nascido em São Paulo e ter tomado conhecimento pelos seus pais de criação dessa história. Tem remotas lembranças de sua infância paulistana e de três vezes ter sido procurado por militares da Aeronáutica, que lhe mostravam cadernos com fotos, pedindo para ver se conhecia alguns deles. Eram tempos duros, ditadura militar e depois disso, o tempo passou e ele acabou vindo morar em Bauru.

De Bauru, Almir Sol trabalhou por longo tempo como radialista em várias emissoras de rádio na cidade, duas delas, a Jovem Auri-Verde e depois, a 94 FM, quando lembra de jingles marcantes, criação de sua verve e conhecidos até hoje. Tem inúmeras boas recordações destes tempos, algo pelo qual sente saudade, pois hoje, longe dos microfones, tenta sobreviver fazendo vários bicos e recebendo uma salário do LOAS, um benefício sócioassistencial pago a pessoas idosas ou com alguma incapacidade. Sua vida mudou muito e isso, que traz consigo desde sua juventude e ainda, para ele, sem explicação, me diz, necessitar resolver de uma vez por todas, ou seja, é ou não filho de Carlos Marighella.

De seus contatos em Bauru, diz ter conversado por aqui com muita gente e três delas lhe deixaram mais do que esperanças. São elas, Antonio Pedroso Junior, Darcy Rodrigues e Milton Dotta. Infelizmente os três já faleceram e toda conversa já realizada não existe mais como ser resgatada. A única pairando no ar é essa minha com Pedroso e aqui já citada. Almir conta que quando esteve com Darcy, lhe contando querer descobrir isso do seu passado, chegou nele e começando uma conversação lhe disse: "Queria lhe dizer que, talvez eu possa ser filho de Marighella". Diz ele, Darcy ficou atônito e lhe respondeu: "Você me surpreende. Olhando para ti, vejo mais semelhanças em ti com o velho Marighella, do que o filho conhecido, o Carlos".

Tudo são histórias e hipóteses. Ele, Almir, vive uma situação atual onde não possui condições de viajar ou mesmo, de tentar iniciar uma pesquisa reveladora, onde possa se certificar ou não da veradcidade do que ouviu uma vida inteira, sem ter certeza de nada. Enfim, como ir ter com o provável irmão, o Carlinhos, sem recursos para tanto. Nem pesquisar pelo google ou outros meios possui disponibilidade ou mesmo, alguma habilidade. Ele me diz ter muita vontade de ir a fundo, pois o tempo atualmente passa muito rápido e o amanhã já pode ser tarde. Fico de lhe ajudar no que posso e isso faço neste momento, escrevendo tudo como tomei conhecimento no dia de hoje e tentando fazer com que o texto chegue em quem possa dar alguma contribuição mais decisiva, puxando algum fio desta meada. Almir diz querer fazer o tal teste de DNA, para saber se tudo é mera ficção ou pode se constituir numa realidade, essa com certeza, virando sua vida de pernas para o ar.

O relato e pela forma como me foi contada, chamou muito minha atenção. Confesso, como escrevi, já havia tomado conhecimento de algo e hoje, me vejo diante do motivo dos rumores. Daí, ser ou não verdade, isso precisa ser devidamente apurado, com muito cuidado. Pelo que senti, Almir não conta essa história por contar e não a inventou. Ele realmente acredita ser possível, daí a conta para alguns e busca ajuda. O tema me interessou de bate pronto, de imediato e tento filtrá-la com o devido cuidado. Torço para que a ajuda ou mesmo, surjam evidências ou sinalizações que possam levar a uma elucidação do que lhe acabrunha a vida. Pelo que senti, Almir sente um peso dentro de si, algo como uma interrogação em sua vida, essa sem resposta. Tudo merece investigação, até o fato de como seu sua criação, pais adotivos e de como se deu essa adoção e tudo o mais daí por diante. Ou seja, uma vida a ser escarafunchada, virada do avesso em busca de respostas. Está dado o pontapé inicial.

ALGUNS COMENTÁRIOS POSTERIORES AO MEU POST:
1.) "O Pedroso me disse alguma coisa sobre isso também. Uma forma rápida e barata de dar início a essa investigação seria a de ambos, Almir e Carlinhos, fazerem um desses testes de DNA de ancestralidade, que podem apontar o parentesco", jornalista Antonio Lázaro de Almeida Prado Junior.

2.) "Nossa, tem semelhança. O irmão se chama Carlos Augusto Marighella. Entrar em contato com vereadora por Salvador Maria Marighella , neta do Marighella . Acho que assumiu a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte)", advogada Maria Cristina Zanin Sant'Anna. 

3.) "Tem a neta do Mariguella que mora e trabalha em Brasília Maria mariguella talvez seja uma fonte para começar está pesquisa", militante da esquerda pederneirense Maurício dos Passos.

4.) "O Chinelo me falou isso também. Vou por essa história no Insta do Wagner Moura. Tem que fazer isso enquanto esse senhor vive", escritora marginal Amanda Helena.

5.) "Conheci o Almir Sol de França no Bom Prato de Bauru, uns 10 anos atrás. Ele me contou a mesma história. Lembro de ter tentado pesquisar alguma coisa a respeito, mas sem chegar a nenhuma conclusão", jornalista Jornal Dois, Lucas Mendes.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

COMENDO PELAS BEIRADAS (151)


PORQUE A INSISTÊNCIA EM FAZER POLÍTICA
Escolhi lutar. Não o faço sózinho, isolado, mas em grupo. Meu grupo, o que participo, está situado dentro do PT, o partido onde milito, tenho os,amigos (as) mais próximos e vejo neles, estampado na face de cada um deles, a busca pela mudança social. Não somos quietos, calados, contidos. Fazemos e acontecemos no Núcleo de Base DNA Petista. Nossas decisões não são individuais. Nada petsonalista. Quando decidimos em colocar o nome de Claudio Lago como nosso indicado para nos representar e fizemos a defesa dele como o melhor para a necessidade de candidatura própria, tudo passou pelo crivo de todos. O PT encampou a tese, depois desviada deste rumo pelo golpe, também traição impetrada em nome da tal Federação. Lutamos , divergimos do autoritarismo, pois bem nítido a trama urdida por poucos. Perdemos de cabeça erguida e cientes de que, empreendemos o bom combate. Este bom combate move a mim e todos do DNA, também boa parte do partido onde milito. Nossas causas são explícitas, não fazemos acordo com a parte contrária. Isso não é ser turrão e sim, ter princípios e deles não se afastar. Milito desta forma e jeito. Repudio veementemente a ultradireita, consequentemente o bolsonarismo, pérfidos em tudo que fazem. Buscamos o óbvio ululante, a justiça social, eliminação das injustiças e um outro mundo possível. Estou na lida e luta, envolvido nessa luta, dela não saio e isso tudo me move.

NÃO TENHO MEDO DE DRAMATIZAR O QUE ACONTECE COMIGO
Sou um privilegiado, pois sobrevivo bem neste mundo. E se assim consigo fazê-lo, deveria, assim o entendimento como muitos observam a situação dos que não penam desmedidamente com agruras diárias para sua sobrevivência, se calar e fingir que nada acontece. Um boçal me abordou dias atrás para falar algumas palavrinhas pra mim, exatamente sobre isso. "Por que fica perdendo tempo com isso tudo, quando poderia flanar e ficar divagando, aproveitando a vida? Não fique se expondo tanto, pois não vai resolver os problemas deste mundo. Deixe a coisa rolar, pois sempre foi assim e sempre assim será", me disse, mais ou menos com essas palavras. Então, a coisa deve ser assim, se tenho algum, devo me mudar de mala e cuia para o outro lado, me calar e não defender os mais necessitados. Nunca faria isso. Eu não tenho uma situação assim tão privilegiada, só vivencio um momento, bocadinho melhor do que a maioria dos que labutam neste país. E minha luta, a de uma vida inteira foi e sempre será para, não só a ampliação, mas para que tudo, todas e todos tenham sua situação mudada, que não diminua, mas se estabeleça como regra e norma, uma distribuição justa e equitativa de riqueza, onde não mais a injustiça predomine. Se isso tem o nome de comunismo, socialismo, igualdade social ou qualquer outro nome, é onde estarei envolvido, lutando com todas minhas armas, principalmente a da escrita. E se posso continuar esgrimando ao meu modo e jeito, pelo jeito, incomodo alguns, pois do contrário não viriam a mim se dirigir, me pedindo para se calar e escrever de assuntos outros. Eu tenho um lado e onde estiver, sempre assim me mostrarei, na defesa do que acredito ser o correto, o justo. Fui assim criado e como tudo está aí, vergonhasamente predominando, tenho ainda muito o que lutar e me posicionar.


ESCRITOS APÓS VER E REVER A MESMA SITUAÇÃO SE REPETINDO DIANTE DE MEUS OLHOS
Circulando pela feira dominicial, semanas atrás, algo não me sai da memória. Um senhor em andrajos, circulava pela feira, subia e descia, tentando vender algo seu, oferecendo para tudo e todos. Na expressão nítida ali naquelas idas e vindas, algo bem nítido, o de alguém sair pras ruas e tentar vender tudo o que tem e exatamente por um único motivo, o de continuar sobrevivendo. Não sei se conseguiu seu intento, pois o perdi de vista. Sei que, mesmo que o tenha feito, no dia seguinte, o mesmo talvez não se repita, pois existirá a repetição de ter que ter algum para sobreviver e talvez não tenha mais o que vender e assim conseguir algum. Não existe cena mais degradante que presenciar cenas como essa. Só mesmo a insensibilidade não nota isso na expressão para com seu semelhante. Pessoas iguais a essa se repetem rotineiramente pelas ruas das cidades mundo afora, principalmente nas que comungam o mundo capitalista, pois não existe como entregar o prometido e daí, as diferenças são sempre muito evidentes, latentes, aberrações demonstradas aos olhos de todos como fratura mais que expostas. Passaram-se mais algumas semanas e revejo a mesma pessoa, na mesma feira e com outra vestimenta, mas com o mesmo olhar faminto, pois mais do que perceptível, as mesmas latentes necessidades. O mundo onde vivo, nítido e transparente, dá voltas, como uma espécie de moto contínuo e tudo continua como dantes. Basta sair pras ruas para ver a repetição diária das mesmas coisas denunciadas anteriormente. E enquanto isso, continuamos a discutir coisas menores. Minha cara, onde não consigo esconder a angústia sentida, perceptível, pois minha degradação física também se dá por não enxergar possibilidades de reverter situações como as que me deparo pelas ruas.

EU SOU
Eu não ando direito.
Sempre ando torto.
Aquele que anda direito
conhece um único caminho.
Eu não sou o que pareço.
mas o que minha alma sonha
E se eu cair nos poços,
É por estar olhando estrelas.
Eu sou o escravo mais livre!
Escravo do que eu amo!
Liberdade e justiça
sabem bem de quem estou falando.
Não quero saber do seu dinheiro.
Eu prefiro minha independência...
sim por ter um chapéu
Temos que alugar a cabeça.
Nem o ouro do seu bolso,
nem a seda do seu lenço,
Nem a tua prata, nem as tuas latas.
são o caminho do céu...
Você tem muito peso
para poder levantar voo.
Eu sou - Facundo Cabral

terça-feira, 17 de setembro de 2024

MEMÓRIA ORAL (310)


O JEITO CLARICE DE ENCARAR ESTE MUNDO

ESSAS MULHERES MARAVILHOSAS - ESCREVO DE DUAS, KAREN ROMANO E AUDREN RUTH CARDOSO
Por estes dias, confesso aqui, envolvido dos pés à cabeça com a campanha do amigo Claudio Lago, caminhando para se tornar vereador em Bauru, quase tudo o que escrevinho por aqui tem alguma relação com a campanha. E hoje, diante de mais um dia intenso, recheado de bons contatos, conversas que se sucedem e convergem divinalmente, em dois momentos vibrei além da conta. São duas mais do que especiais, Karen Romano e Audren Ruth Cardoso.
Começo escrevendo da Karen. Creio que a conheci dos tempos quando atuei como Diretor do Patrimônio Cultural na SMC - Secretaria Municipal de Cultura, idos do último mandato de Tuga Angerami, nosso último grande prefeito. Numa apresentação no Museu Ferroviário, uma fala de Darcy Rodrigues sobre Lamarca e ela atenta, absorta no que ouvia. E aquela menina, então ainda tímida se apresentou e interessada no que falávamos, foi se aproximando e desde então, só a vi crescer. Confesso que, a primeira impressão quando se apresentou foi de espanto, pois era evangélica e estes já se mostravam muito conservadores - menos que neste momento, ou seja pioraram.

Fui aprendendo a conhecê-la e tempos depois ouço belas histórias dela, frequentando a igreja do então, ainda vereador Luiz Carlos Vale, ali onde um dia foi o Clube dos Bancários. Ele sempre foi conservador, um pastor ao estilo dos televisivos estilo Malafaia e Marcos Feliciano. Ela o enfrentava maravilhosamente, ou seja, num ambiente dito e visto como contrário ao que pensa, ousava se postar contrária ao que pregava o pastor. Nunca se emedrontou disso, aliás, nunca abandonou suas convicções de pertencer a esquerda. São os tais embates que se gravados, seriam hoje fonte de estudo e obejto de admiração.

Reencontro Karen, ela vem em busca de material de campanha do Lago e conversamos, ou seja, colocamos as conversas em dia. Ela me conta não mais pertencer a igreja do Vale, ou seja, não deu mais. Se bandeou para outra, mais amena, menos impositiva. Mais feliz, mais liberta, diz que na Verbo da Vida, da Vila das Flores, continua a mesma, dizendo o que pensa e debatendo muito. Pelo que ouço ela dizendo, com a força de como coloca em prática o que sente, me diz estar sempre a plantar uma sementinha por onde ande.

Eu tinha certeza, ela estaria envolvidíssima nessa campanha do Lago, pois nos a companhando a tanto tempo, sei, acredita na nossa luta, que é também a sua luta. Assim como tenho gratas recordações dela, tempos de antanho, o mesmo sentimento sinto por Audren Ruth, bai ta amiga e uma cantante marcante dentro de todas as grandes vozes bauruenses. A lembrança mais remota dela também tenho dos idos quando estava no governo Tuga - muita saudade. Ela era da Assessoria de Imprensa da administração e nos auxiliava demais com seus releases, quand oestávamos a divulgar o que ocorria, os eventos todos, os enviando para a mídia local. Tempos depois foi deslocada para a Assessoria da SMC, a Cultura local.

Daí, a proximidade só aumentou, pois paralelo às suas atividades profissionais, ela exercia outra, tão ou mais bela que a primeira, a de cantante na noite bauruense. Tenho lembranças inenarráveis dela em vários locais da cidade e num evento, muito marcante para mim, o musical Opinião, revivido por Sivaldo Camargo, com gente nossa. Nessa versão, relembro dela cantando uma canção do Chico Anisio, das compridas e com uma interpretação, que se grava foi, foi um dos pontos altos de sua performance musical. Tocou com todos os nossos grandes instrumentistas, sendo uma das vozes mais requisitadas.

Sofreu um acidente, um derrame e acabou se aposentando, sendo também obrigada a não mais fazer o que mais gostava, cantar. Audren nunca perdeu a esperança de ser, fazer e acontecer. Está hoje mais viva que nunca, graças a intensa fisioterapia e ao auxílio de uma mão santa, um anjo caído deo céu, sua cuidadora, sete anos junto dela e seu braço mais forte. As reencontro sempre que posso e em cada, trocamos mais que fortes abraços, pois tudo em Audren é mais que vivo, intenso e marcante. Seu sorriso é mais que uma fortaleza. Neste período todo, sempre que posso estou ao seu lado e levo para eventos variados.

Ela é minha amiga e me acompanha pela aí em algo onde coincidimos e concordamos, como neste momento, tudo culminando com o voto que dará em Claudio Lago. Vou visitá-la, conversamos, uma prosa sempre alvissareira, dessas que a pessoa adentra sua casa, mas não sabe mais que hora de lá sai, pois agora, que está recuperando sua voza na plenitude, fala de tudo e com uma forma tão intensa e gostosa, que é fácil se esquecer das horas. Essas minhas duas amigas se completam uma com a outra, pois a conergência maior é algo inerente a linda de conduta e de pensamento, bem latente em ambas. Escsrevo delas com a maior naturalidade, pois se as reencontro num momento onde o motivo é político, ao vê-las até esqueço do motivo que me levou até ambas e viajo no tempo e no espaço. Como é bom ter e manter amizades do quilate dessas duas. Sou um felizardo.