segunda-feira, 24 de março de 2025

COMENDO PELAS BEIRADAS (158)


OS 17 X 4 EM AÇÃO NOS 40 MILHÕES PARA O DAE
Na noite desta segunda, 24/3, mais um capítulo do filme cujo final todos já conhecem de cor e salteado: a votação na Câmara Municipal de Vereadores sempre dá algo em torno dos 17 x 4. Sem tirar nem por. Ano passado, quando ainda tínhamos dentro da Câmara alguma disputa, foi colocado em votação algo bestial, uma dinheirama sem fim, alguns bilhões, tudo para a alcaide, denominada por mim de incomPrefeita, terminasse obras relacionadas ao tratamento de esgoto. Sempre com votação feita em caráter de urgência, propositura dela, o vereador e a cidade são colocados na parede e ela com o pífio argumento: "Se não votar agora, a cidade vai parar". A disputa foi acirrada e até quem se dizia de oposição, acabou votando junto dela, em algo ainda sem explicação.

Quando escrevo por aqui não mais existir necessidade de comparecimento do munícipe na Câmara, o faço sem querer ser pedante ou arrogante. Longe disso, trata-se de mera constatação. Perder tempo pra que? Na sessão desta semana, o mesmo argumento, o de que a água não vai voltar pras torneiras dos bauruenses sem a grana no caixa de seu futuro esposo - o da alcaide - e ele coordenando tudo nessa questão, como presidente do DAE, a autarquia que um dia foi considerada a Jóia da Coroa.

Alguns poucos vereadores ousaram discordar e propuseram um debate, um entendimento melhor do uso dos tais R$ 40 milhões, com um deles questionando o presidente da Câmara sobre quando seria o pagamento da primeira parcela deste empréstimo e este, sem saída e sem resposta, optou por interromper a sessão e ir consultar seus oráculos. Tudo um horror, mas no final, o que todos já sabiam e já está anunciado até pelas pedras do reino mineral: o resultado, quando não é 17 x 4, é algo bem próximo, pois sempre tem um claudicante, para um lado e outro. As intenções da alcaide serem rejeitadas, jamais.

Assim sendo, sem discussão e atendendo o prescrito por ela, "ou agora ou a cidade vai parar", como num flash de foto, num piscar de olhos, num estampido de um tiro, a água está voltando a jorrar nas torneiras dos bauruenses, que assim terão que pagar mais essa, sem nenhum projeto consistente de como está formalizado o projeto para tanto. Existe uma vaga ideia, em algo muito perigoso, pois 40 dinheiros é algo considerável dentro da estrutura atual de gastos sem muita fiscalização ou com fiscalização feita dentro do esquema dos 17 x 4. No mínimo o que volto a escrever, sem pedância, petulância e arrogância é que, Bauru está num mato e sem cachorro. Dinheiro no caixa, assunto resolvido, agora o tema seguinte serão os trâmites para o casório que se avizinha. Pode escrever, a partir de uma semana, no máximo, ninguém mais tocará neste assunto e o que dominará as redes sociais será como se dará a cerimônia nupcial.

Da perda de tempo em comparecer na Câmara, protestar e se esguelar, com o intuito de reverter algo, já existe jurisprudência (sic) a respeito, comprovando que os tais 17 x 4 são praticamente irreversíveis dentro do que esquema montado com a nova composição dos vereadores eleitos no último pleito. Não quero dizer com isso que devemos ficar em casa e de braços cruzados. Longe disso, mas o embate deve se dar em outras instâncias. Uma delas é a movimentação popular, quando poderia ser demonstrado a insatisfação popular. Como neste quesito existe ainda insuficiência para reverter o que vem sempre feito, creio que instruir o Judiciário, sempre com muita fundamentação, até que algo ocorra. Tenho dito e volto a repetir, essa administração ainda vai terminar dentro de um plantão policial.
Alguérm ainda duvida do esquema 17 x 4?

OBS.: A ilustração deste texto é do Igor Fernandes e foi utilizada para um texto de sua lavra, neste momento, reutilizado por mim, pois se o que escreveu não tem a ver com que escrevo, mas no fundo trata-se tudo da mesma coisa. Entenderam? Ou seja, a alcaide pisa no tomate (ui!) em todos os quesitos e proposituras, sem tirar nem por. Caso perdido., tendo ao seu lado, como vitória certa, os 17 x 4.

FINALIZO LEITURA DO MEU 5º LIVRO NO MÊS E FAÇO UM IMPROVISADO ADESIVO COM O "SEM ANISTIA" PARA MEU CARRO
Um dia antes do maior bandido ainda solto deste país ter início de seu julgamento, termino a leitura de meu quinto livro no mês, este HQ, o "SUBVERSIVOS - A luta contra a ditadura militar no Brasil", de quatro atéentão desconhecidos por mim, André Diniz, Laudo, Omar Viñole e Marco (editora Nona Arte RJ, 2001, 96 páginas).

O livro é uma bela surpresa e o encontrei sem querer vasculhando as estantes do Sebo do Bau, na última sexta, eu e mana Helena Aquino. Por lá, tudo por R$ 5 reais e devastando as estantes, me deparo com este, tema bem atual, mesmo discorrendo de algo ocorrido durante o período da ditadura militar. Hoje, com o advento da campanha do "Sem Anistia", isso tudo precisaria ser relembrado com maior fervor, até para não permitirmos que se repita. A crueldade do que ocorreu durante a ditadura foi tão aberrante e assim, mesmo, entristece demais perceber que muitos hoje ainda apóiam algo neste sentido novamente. Vivemos tempos de barbárie mental e livros com este servem muito para mostrar os detalhes sórdidos do que foi feito com o ser humano durante este período nefasto de nossa história.

Escrevo deles e ainda com ele nas mãos, peço para uma amiga de loja copiadora para ampliar o máximo que puder só o registro do adesivo que o jovem lá de Copacabana fixou na janela do prédio onde mora, colando justamente quando Jair Bolsonaro iria ali fazer sua macabra festa fundamentalista. Esse registro estará colado no vidro do meu carro, como algo de uma importância incomensurável, pois tem início nesta terça o julgamento do bandido, que já deveria estar atrás das grades faz tempo, o cara que em quatro anos desgraçou com o Brasil e felizmente foi alijado do poder. Quando vejo no traço dos artistas do livro, jovens empunhando cartazes com um "Abaixo a Ditadura", penso o quanto isso deverai estar novamente ocupando nossas ruas e eventos. Fraquejamos, porém não desistimos. Faço a minha parte e tento continuar passando adiante a ideia de que, só seremos de fato um país soberano, altaneiro e próspero quando eliminarmos este fascimo hoje querendo brotar e vicejar. Eu os combato com todas minhas forças, pois sei o quanto este país padecerá nas mãos de gente insensível para com os anseios populares.

AMIGOS NOS SURPREENDEM... VIVA NAKATA E PLÁCIDO
Dias atrás passa na Banca da Ilda, junto ao Aeroclube e vasculhando suas prateleiras, lá um livro dos amigos Milton Nakata e José Placido da Silva, ambos professores aposentadores da Unesp Bauru, o "SKETCH BOOK". Pergunto o preço e ela me disse, teria que consultar o Milton, que havia deixado o livro ali para vender. Passam-se os dias e neste sábado, Ilda liga e diz para passar por lá, pois teria algo para me entregar. Passo no domingo, com ela quase já abaixando as portas de açõ da banca. Para minha surpresa, o que tinha para me entregar era o livro do Milton. Ele, além de me presentear, deixa o exemplar autografado. O seu livro é algo que, sempre tive vontade enorme de fazer em vida, um Caderno de Desenhos, por eles conhecido como Sketch Book. Vejo algo assim nas mãos de tantos, gente possuidora de traços inimagináveis e os vejo desenhando preciosidades nesses "caderninhos" (sic). Como não desenho nada, os tenho, pois adoro cadernos e por onde passo trago mais, verdadeiora obsessão, porém, vazios de desenhos e preenchidos com escritos à mão, algo que gosto muito de fazer. O livro do Nakata e do Placido é mais do que inspirador, primeiro para que um dia comece a tentar exercitar algo com o traço e depois, por ter agora em mãos, algo onde tenho registrado um pouco da inquietação de ambos profissionais, pouco antes da execução final de muitos dos seus trabalhos. Está desde inserido no acervo do Mafuá, numa estante, já quase toda cheia, só com livros de gente aqui da terrinha bauruense. Fico muuito grato a eles pelo presente, pois servirá desde já de fonte inspiradora, para utilização dos que aqui tenho, loucos para serem preenchidos. Enfim, escrevo isso tudo para salientar como é bom ter amigos e receber presentes. Só o fato de ter sido lembrado e agraciado com mais este rico presente, motivo para meu interior e desmedido contentamento.

ESCREVAM AÍ, ELE VAI FUGIR
É AMANHÃ - Segundou na expectativa de #BolsonaroPreso e da justiça sendo feita!
SEM ANISTIA PARA GOLPISTA E CRIMINOSO!

domingo, 23 de março de 2025

UM LUGAR POR AÍ (192)


CRÔNICA DE UM QUASE DESPEJO - ROTEIRO/ESBOÇO DE UMA ESTÓRIA EM CONSTRUÇÃO
Eu já não sei se isso que aqui coloco no papel é sonho, realidade acontecida, prestes a acontecer ou mera ficção. O fato é que, a imaginação fervilha. Ouvi uma história muito parecida com essa por estes dias e juntei com algo real, daí como hoje chove lá fora, tinha um compromisso na rua e o adiei, pois dizem, velhos não devem se molhar, perigoso pegar algo mais sério e se complicarem. Fico em casa e escrevinho. Junto os cacos dessa mirabolante e até dizem, original e realmente acontecida história.

Dizem por aí existir uma pessoa que não gosta de pagar pelos lugares onde habita. Muitos gostariam de ter este privilégio, porém só uns o conseguem. Pagar é mesmo cruel. Muito melhor desfrutar de morar bem, porém quando outros tendo o desprazer de arcar com essas despesas, algo pérfido. Existem os que se beneficiam numa boa, sem causar problemas a outrens e existem os aproveitadores. Estes os piores, pois se aproveitam da boa vontade de seres de bom coração e ciente de estarem diante de seres emotivos, usufruem de forma escorregadia, surrupiando, sem que estes percebam, mesmo que momentaneamente, desta forma pouco usual de tocar a vida em frente.

Ouço a história de alguém que, se aproxima de um senhor com algumas posses, se mostra por ele apaixonado e recebe deste um imóvel para morar. O único compromisso, sem necessidade de pagar nenhum tipo de aluguel e honrar com os compromissos mensais com o condomínio. A fase de romance termina melancólicamente e quando, obrigada a deixar o imóvel, a descoberta de que, não havia pago até então nenhum condomínio. E o dito cujo, se vê obrigado a arcar com  tudo e sem direito a reclamos outros. Isso foi ficha pequena diante da constante repetição de procedimentos da mesma espécie.

HIstórias assim se sucedem em sua vida. Uma atrás de outra. Enfim, morar com outrem pagando é sempre uma benesse de irremediável consideração. Certa feita, essa mesma pessoa, alugou um imóvel no centro e nele abriu de forma pomposa uma instituição de finalidade política. O fez sem lastro, porém, com um fiador de muito lastro e assim, passaram-se os anos e mês após mês, como num tácito acordo, nada foi pago e o fiador honrando com as mensalidades. Os filhos descobriram, reuniram-se com o pai e este disse que, enquanto fosse vivo, assim agiria. Veio a falecer e o que antes era fácil, se tornou mais difícil. Os herdeiros evidentemente não continuariam sendo fiadores. O contrato foi rompido e o aluguel do imóvel continuou não sendo pago. A entidade existente no local, algo de fachada, só mesmo para alavancar a popularidade deste mal pagador estava num impasse. Não se sabe o final de tudo, enfim, o sonho ou a estória ainda não teve fim. Dizem que, no próximo capítulo estaria a desocupação do imóvel. Enfim, sem um fiador e a pessoa não pagando nada, num momento tudo terá que ter algum tipo de solução.

Desta mesma pessoa se conhece muitos relatos de avais, penhores e subscrições feitas em garantia de algum negócio e lá na frente, quando o compromisso assumido não foi cumprido, estes que assinaram na confiança, pagaram do próprio bolso por não terem tido a coragem de dizer "não". Teve pessoa próxima que, para garantir manutenção de emprego conseguido por essa pessoa, emprestava regularmente seus cartões de crédito e estes, sempre no limite. O pagamento ocorria na bacia das almas ou quase, enfim, pagamento só ocorrendo quando se acumulavam aquele limite de parcelas que levaria ao protesto. Para não perder o crédito, algo teria que ser pago. A vida sempre foi tocado deste modo e jeito.

Isso daria um filme sobre como ir dando contínuos calotes - ouseriam golpes? - e tudo seguir em frente, sem grandes consequências. Isso não é só algo de escolhas, mas de um modus operandis. Ir tirando e levando vantagens. Trata-se de um script de vida. O que vem a ser um despejo diante de tudo o que já foi vivenciado nessa trajetória de vida? Só mais um acontecimento. Outros virão e sempre com o mesmo roteiro e final. Junto essas histórias e estórias e as compilo, separo por períodos de tempo, de duração e rememoro seus protagonistas, os artífeces se renovando. Uns se repetem e continuam sendo corrompidos a participar da trama, tudo por também se beneficiarem de algo. Um moto contínuo dilacerante, pois todos estão cientes de que, um dia a corda vai roer e quem não paga nada, não irá lhe dar amparo. 

Neste momento em que o despejo ainda não se concretizou, outra história rola nos bastidores, a de que, outros fiadores já estão sendo arrumados e se um imóvel tem que ser entregue aqui, outro virá logo a seguir na curva da esquina. Dizem que, desta feita, um empreendedor, talvez um empreiteiro, dono de uma construtora possa assumir o pagamento de aluguéis, porém algo teria que ser feito em troca para beneficiar tal bondade. Fico maluco tentando juntar as peças deste quebra cabeças. Enfim, a história rende e ganha novos capítulos a cada momento.
 
EU CONHECI PESSOALMENTE E JÁ CONTEI AQUI A HISTÓRIA DESSA LOJA/MUSEU, QUE NESTE MOMENTO FECHA SUAS PORTAS
"A história de "Bagatelle" - O histórico mercado de pulgas que serviu como o primeiro Museu Che Guevara está fechando.
Irene Perpiñal e Eladio "Toto" González abriram o antiquário no bairro de Caballito há 35 anos. Em 1992, eles viajaram para Havana, e sua exposição ao contexto do "Período Especial" abriu seus olhos. Entre 1993 e 1999, por meio de uma organização que eles criaram, "ChauBloqueo", eles enviaram toneladas de alimentos não perecíveis, roupas e calçados para a ilha", conta Silvina Friera em matéria no diário argentrino Página 12, edição deste domingo, 23/03/2025. A matéria completa está no link a seguir: 

DE COMO NÃO É ASSIM TÃO DIFÍCIL CONSEGUIR TORNAR A VIDA DAS PESSOAS MAIS ALEGRE
Passava neste domingo diante do Bar do Barba, entrada da Feira do Rolo, junto do amigo Cido, professor de Geografia, quando sou chamado por ela - por quem não consigo me lembrar o nome. Ela acompanha a saga dominical do Barba na feira há mais de uma década e me chama para contar que, o Barba não está nada bem.

Nos últimos tempos o via tocando sua sanfona na feira e isso, mesmo com todas suas dificuldades, era motivo para vê-lo alegre. Isso mesmo, a gente se contenta com tão pouco e este tão pouco faz tanto bem para nós, algo inimaginável por muitos. E fico sabendo, o Barba não está bem, pois sua sanfona/acordeon está quebrada e não pdoe mais tocá-la defronte seu bar. Tempos atrás, através de uma rifa por aqui, conseguimos recuperar a sua sanfone, pois num aperto a vendeu. Quem a comprou aceitou devolvê-la por um preço e com a rifa reestabelecemos a alegria do Barba. Hoje, com seu instrumento quebrado, ele já doente, negócio não tão legal, tudo deve estar favorecendo ele adoecer ainda mais. 

O fato é que saio de lá e isso não me sai da cabeça. Quantos iguais a ele não estão adoecendo por não conseguirem mais realizar pequenas coisas. Não sei se conseguirei movimentar novamente as mesmas pessoas que, tempos atrás, se predispuseram a colaborar e devolver a alegria ao Barba. Eu gostaria muito, vamos ver. Ele merece, pois sua presença na feira, com aquela alegria, ali na esquina de entrada é um sinal de que o domingo de todos que ali passam será diferente. Eu, por exemplo, sinto uma enrgia muito negativa toda vez que, passando por ali, não ouço o som de sua sanfona se multiplicando no ar. E quando ela me chamou ontem, talvez lançando uma garrafa ao mar, com essa mensagem dentro dela: o Barba tá precisando de um acarinhamento especial.

devido fortes chuvas em Bauru, foi adiado para próximo domingo
HOJE DOMINGO, 23/03, 15H MAIS UM ATO "VOZES DA PERIFERIA DE BAURU"
Vários já aconteceram. Eu estive presente em quase todos. Tomei conhecimento pessoalmente da luta de tantas mães que, perderam seus filhos, todos assassinados da mesma forma e jeito, pela violência do BAEP/PM na cidade de Bauru. Se a violência policial, de certa forema foi amainada, tudo se deve a atos como esse que, além de darem mais visibilidade para a luta por elas empreendida, de denúncia de algo monstruoso, possibilitou uma maior união. 

Mês a mês atos como este se repetem Bauru afora, sempre num local diferente, de preferência perto do local de um dos assassinatos e lembrando alguns destes jovens.

Hoje, neste domingo, 23/3, 15 o ato será na praça junto ao CAIC, lá no altos da vila Nova Esperança. Como sempre faço, reservo quando tem ato, parte de minhar tarde dominical para estar lá e ajudar na denúncia, pois este tipo de violência precisa ter fim.

Vamos? O Núcleo de Base DNA Petista Bauru de Bauru se junta a tantos outros apoiadores e sempre se faz presente.

sábado, 22 de março de 2025

RETRATOS DE BAURU (300)


VICENTINHO EM BAURU - PARTE 1
ASSENTAMENTO AYMORÉS PARA INAUGURAÇÃO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR
Tudo dentro do Assentamento Aymorés possui um forte siginificado. Primeiro um pré-barracão, iniciado e abandonado na prémolduras. Depois, a conscientização de que, algo deveria ser feito. O contato com o deputado federal, ele entendendo da necessidade de tornar o que já foi inicado num projeto coletivo, de auxilio de otodos os moradores do Assentamento. Junto disso, o engajamento da Prefeitura Municipal de Pederneiras, que através da prefeita Ivana Camarinha compra a ideia e na sequência, a chegada de uma emenda parlamentar e tudo finalizando hoje, com a inauguração de mais uma grande obra voltada para a ampliação das atividades de agricultura familiar.

Eu estive presente, representando o Núcleo de Base DNA Petista e fiz questão de conversar e interagir não só com o deputado, seus assesores, como com Ivana, uma pessoa muito sensível para os reais problemas de sua cidade. Num momento, quando ainda no carro, eu Lulinha e mais pessoas brincávamos: "Ah, como seria bom se Bauru tivesse uma prefeita como Ivana". Ela realmente dialoga com todos os segmentos de sua cidade. Essa inaguração, quando tive o prazer de reencontrar muita gente querida, todos envolvidos nessa eterna luta que é a de reconhecer e valorizar o trabalho do homem do campo, hoje representado em sua essência com todo o esforço da Agricultura Familiar.
Com os registros aqui feitos, algo do que foi possibilitado nesta manhã de sábado.





VICENTINHO EM BAURU - PARTE 2
ALMOÇO COMUNITÁRIO NO DISTRITO RURAL DE TIBIRIÇA, COM FAMÍLIA BATÉ (COSMOS)
Isso de estar em Tibiriçá e junto da família Baté, os Cosmos, para mim não representa nenhuma novidade. Faço isso há algumas décadas. Desde que os conheci, volto pra lá, algo até instintivo. A simplicidade e receptividade mora ali. O que presenciei hoje, com a escolha de Vicentinho em marcar seu almoço de passagem por Bauru é muito significativo. Primeiro porque, pelo que se percebe, ele também descobriu, assim com o fiz anos atrás, que ali é um lugar onde precisamos voltar e estar sempre, até para nos recarregarmos. o deputado, de passagem hoje pela cidade, agenda marcante o dia todo, não escolheu Tibiriçá por acaso.

Seduzidos por Tibiriçá, a gente se envolve e faz loucuras, dedica tempo, admiração e faz o que pode para ajudar a dar continuidade num projeto, que existe e flui por ali de forma fantástica. Minha modesta contribuição é voltar, ver o que está acontecendo e escrever a respeito. Escrevo muito deles, pois gosto do que vejo e me sinto bem por lá. Com o Vicentinho, tenho certeza, deve ter ocorrido a mesma coisa. Foi uma primeira vez, se encantou e deve ter dito para si mesmo: vou ajudar no que posso, isso aqui é vida na sua essência. Foi o que fez. Eles foram agraciados com uma emnda parlamentar e ela vai possibilitar a realização concreta de vários dos projetos, muitos deles até então só na cabeça lá deles e agora, com a plena realização. Isso foi possível por Vicentinho ter enxergado e a partir daí, direcionado algo. Isso vai ajudar em muito a continuidade de tudo o que já vejo por lá acontecendo.

No almoço deste sábado, a retribuição desta família para quem os olhou com carinho, deu a devida atenção. A demonstração de amor ao próximo dos Baté é algo singular. Não existe um ato ali realizado em que eles não retribuem aos que lhe voltam seus olhos. Qualquer ensaio de Carnaval do bloco, agora escola de samba do Estrela do Samba, tem a festa da reunião e depois comida para todos. O lema é que, passaram por poucas e boas, assim sendo quem por lá comparece, tem que ser bem recebido e a retribuição mais perceptível é com alimento. Lindo isso, feito da forma mais espontânea possível. Vicentinho foi lá algumas vezes e percebu isso. Hoje, festa singular, única, num dos lugares mais cheios de luz desta cidade. Hoje foi dia de um retribuir ao outro, um congraçamento e estive presente, sentido tudo isso junto de todos que por lá passaram.

Tive duas agendas com Vicentinho. Ele teve muitas outras durante o dia. Eu não aguentei, fui pra casa descansar, se recuperar, pois à noite teriam outras. Ele não parou, seguiu adiante o dia inteiro, sendo bem recepcionado em todos os lugares. Vicentinho sabe onde pisa. Fui onde consegui ir e volto para casa revitalizado, renovado e recarregado. Assim toco minha vida, marcando presença onde me sinto bem e ao lado de pessoas que também me fazem bem. Daí, escrevo disso em meus textos. Ninguém me paga nada para escrever de quem gosto e dos lugares por onde circulo. Vou porque quero, por me sentir bem e por saber que nestes lugares irei sempre encontrar pessoas para dar continuidade em conversar sem fim, destas onde me envolvo desde sempre. Assim toco meu barco, mesmo quando o vento não sopra favorável.



sexta-feira, 21 de março de 2025

CENA BAURUENSE (262)


COMO ENXERGO A CIDADE DE BAURU
01. Publiquei em 20.01.2025: A Rua Sorocabana, na beirada dos trilhos da Bauru/Agudos é normalmente pacata, tranquila, mas nas noites de segunda se transforma e não existe nem lugar disponível para estacionar veículos, tudo causado pelo intenso movimento do Terreiro Espírita de Umbanda Caboclo do Sol e da Lua, segundo ouço, o maior da cidade, atraindo até guardadores de veículos para o local.

02. Publiquei em 21.01.2025: Triste destino, antes o piso de uma estação, a da Cia Paulista, movimentando trens numa estação bauruense tendo como destino final a capital paulista, depois cedida para Prefeitura, após abandono de quase duas décadas, uma possibilidade de vir a ser palco da reabertura do Museu Histórico Municipal, fechado há mais de duas décadas, porém, obras paralisadas, acervo se deteriorando, o local é uma amostra do abandono da situação de locais onde antes floresceram e pulsaram atividades envolvedoras de muita vibração. Numa simplista comparação, quase como o fundo de um poço.

03. Publiquei em 22.01.2025: Maria Inês Faneco, nossa ilustre empresária da pipoca e mais ativa agente social na cidade, passou por recente cirurgia e já em casa, no pronto restabelecimento, percebe a chuva chegando, levanta seu celular para o alto e clica o céu, momentos antes da água desabar sobre a cidade. Essas são também as mesmas águas que alagam partes da cidade e a salvam do racionamento, este causado pelo despreparo de uma administração mais que claudicante, diria mesmo, ausente e cuja alcaide prefere continuar atuando como youtuber do que como sua eleita administradora.

04. Publiquei em 23.01.2025: Entre o Jaraguá e o Fortunato Rocha Lima, ele está placidamente deitado na beirada da calçada, dentes à mostra, soberano da situação, tirando uma sonora soneca no meio da tarde, à sombra de frondosa árvore e diante de inclemente calor no entorno.

05. Publiquei em 26.01.2025: Até alguns meses atrás morava debaixo do viaduto das Nações com a Duque, moradores em situação de rua, mas foram todos enxotados do lugar, tudo devidamemnte limpo, pois estavam enfeiando o local, porém, tudo foi novamente ocupado, desta feita pelo grupo de motociclistas, com faixa já instalada por lá e tudo, o Insanos MC, que regularmente estão por ali. Ou seja, o local é dos mais disputados dentro dos disponibilizados para ocupação pela nossa laboriosa Prefeitura Municipal de Bauru, gestão da incomPrefeita Suéllen Rosin.

06. Publiquei em 27.01.2025: Piso original do Hospital de Base de Bauru, ali na Monsenhor Claro, inaugurado em 1951, segundo placa por lá instalada, governo estadual de Adhemar de Barros e tudo, pelo que se observa, continua como dantes, no seu devido lugar.

07. Publiquei em 28.01.2025: Essa é a Tati, encantadora pessoa humana, junto do pai no negócio da venda de camisetas em dois pontos já muito conhecido dos bauruenses. De segunda a sábado está com barraca montada na esquina das ruas Primeiro de Agosto com Gustavo Maciel, canto da praça Rui Barbosa e aos domingos na boca de entrada da Feira do Rolo, rua Julio Prestes. Aprendi a admirar sua dedicação e, mais que isso, o jeito peculiar com atende a tudo e todos. Não tive como, passando diante do lugar onde se encontra, mais dia menos dia, impossível não acontecer, um começo de conversa e a partir daí, uma empatia mútua. Ela é muito boa de prosa, sempre na dela, vendendo seu peixe e daí por diante, não tem um só dia que não a revejo sem que, se aproxime para uma nova prosa. Ela é o destaque principal do negócio começado e tocado pelo pai, espécie de modelo do material ali exposto, a mais sorridente do pedaço. Gente como ela na região central da cidade é um alento, renovada alegria presente quando dos reencontros. A Tati é DEZ.

08. Publiquei em 31.01.2025: Acidentes acontecem, como este no dia de ontem, quando laranjas foram espalhadas pela Nações, altura do viaduto da rodovia Rondon. Por sorte, o motorista está bem, mas as laranjas que destino tiveram?

09. Publiquei em 02.02.2025: Da constante mutação do centro comercial bauruense, prestem bem atenção nesta foto de ponto fechado há alguns anos, localizado nas esquinas da Rodrigues com a Agenor, porém hoje o cenário já é outro, com tudo em pleno rebuliço, pois uma reforma em pleno funcionamento. A edificação por detrás da fachada é histórica, antiga, dezenas de anos a sua construção inicial, algo ainda perceptível.

10. Publiquei em 06.02.2025: Lá na rua Monsenhor Claro, fixado num portão, a placa indicativa de ali ser a Santa Casa de Bauru, algo que muitos confundem com o Hospital de Base. Cada um é cada um, bem distintos. A nossa Santa Casa não atende pacientes, mas possui boa área territorial, neste local, que não pode ser vendida, porém pode ser alugada, como o faz para a indústria farmacêutica, auferindo altos lucros e assim toca sua vida na cidade, sem se meter com o imbróglio de atendimento hospitalar.

11. Publiquei em 09.02.2025: Sadraque Oliveira, morador da Vila Independência, registra em foto a Igreja mais famosa de seu bairro, a Tenri, com a legenda, "Cartão postal igreja Tenri do Brasil", um lugar conhecido por todos, mas adentrado por pouquíssimos. Enfim, quantos, como eu, conhecem sua localização, já passaram em frente, mas nunca a adentraram?

12. Publiquei em 10.02.2025: Quando me deparei com o "Bolsonaro Assassino" incrustrado num muro no Geisel, bem junto de uma estação de força, cheia de torres de luz, não teve como e logo pensei em atentados que estiveram em curso país afora, extamente por estes acreditando que, desta forma estariam dando força para um maluco, este mesmo que esteve no poder no país por quatro anos e tanto retrocesso e prejuízos causou ao Brasil. Inevitável pensar em tudo o que estes pensaram em fazer e só deixaram por terem sido parcialmente contidos. Estivemos envoltos com tanta maluquice, muito perto do caos.

13. Publiquei em13.02.2025: Na vila Cardia, reduto de muitas casas antigas, enfim ali um dos bairros mais antigos de Bauru. Nessa, bem ao lado do estacionamento ao lado do supermercado São Judas Tadeu, retocada e reformada várias vezes ao longo do tempo, ainda marcante os traços de sua áurea época.

quinta-feira, 20 de março de 2025

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (216)


DUAS ESTARRECEDORAS NOTÍCIAS - ADMINISTRAÇÃO SUÉLLEN AVANÇA NA DESTRUIÇÃO DO QUE NOS RESTA DE BENS NATURAIS
01 - É inconcebível, porém, isso acontece quase que naturalmente em Bauru, sem quase nenhuma cobrança por parte de ninguém. Deixam a Prefeitura, nessa administração mais que claudicante fazer o que quer, numa destruição dos bens naturais, erros sendo cometidos sucessivamente. Neste último, o anúncio de que "Bauru poderá ser 100% abastecida por águas subterrâneas dos aquíferos Guarani e Bauru". Isso, por si só, é um grande absurdo, um crime contra a natureza. E depois anunciam que isso já vem sendo feito e em muitos casos, como os estudos feitos para viabilizar essas perfurações, todas garantidas por secretarias municipais, não se aprofundam no que de fato interessa, a profundidade e vazão dessa água, perfuram, gastam e depois tudo não se consolida. Já existem muitos destes poços autorizados e hoje já sem utilização, pois não conseguem mais retirar água nenhuma do subsolo. Pura incompetência. E, como se tudo o que já foi feito tivesse algo de positivo, sem nenhum plano para garantir a água nas torneiras dos bauruenses, anunciam a abertura de mais e mais postos, secando os aquíferos. Ou seja, o futuro da água em Bauru será catastrófico, até pela incompetência com que o tema é tratado. Nenhum estudo sério em curso e assim sendo, dá-lhe o mais fácil, ou seja, a perfuração do que está mais próximo. De tudo, algo bem simples, não existe nenhum estudo sério de como vai se dar o consumo de água na cidade no futuro, pois já é mais que certo, o rio Batalha não vai dar vazão para tanto consumo. Nem rservatórios de chuva existem na cidade, tudo paliativo e imediatista. Esse anúncio da utilização dos aquíferos deveria ser tratado como caso de polícia.

02 - Ouço hoje pela manhã entrevista do secretário do Desenvolvimento Econômico, Jurandir Posca, recém empossado, querendo demonstrar boas intenções quando questionado pelo jornalista da 94FM, no programa matinal Informasom, deu uma bola fora de incomensurável relevância. O questionamento era se a falta da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto gerava problemas para atrair novos empresários querendo se instalar na cidade. Posca disse textualmente que isso nem é assim tão importante, sendo mais relevante o fato de se ver impedido de ceder mais espaços para novos empreendimentos, pelo fato da Lei de Preservação Ambiental do Cerrado ser muito severa. Disse mais de uma vez que, está olvidando todos os esforços junto aos órgãos competentes para possibilitar essas novas instalações em áreas até então preservadas. Não sei em que planeta o secretário mora, nem sei se liga a TV ou lê jornais, pois a cada dia vemos mais e mais casos de destruição provocadas pela reação da natureza, após ser maltratada, dilapidade e suprimida. Mesmo assim, Posca tem a certeza de que, o progresso de Bauru está assegurado na derrubada no cerrado. Num outro momento da entrevista ele cita algo interessante, que a empresa Mercado Livre iria se instalar aqui e não o fez por não termos tratamento de esgoto. Creio não ter ele percebido que, num futuro mais que breve, todas grandes empresas não mais poderão se instalar livremente em áreas antes não preservadas. Isso deverá ser norma mundial, enfim, algo na luta pela preservação e manutenção do planeta. Ele rema contra a maré mundial e de forma simplista, abre as pernas para flexibilizar tudo, derrubar tudo e botar chaminés por todos os lados. Creio, devemos contratar aulas de como o Meio Ambiente deve ser tratado daqui por diante, não só para ele, mas para todos os atuando nas hostes da atual administração da incomPrefeita Suéllen Rosin. Inacreditável o discurso de que, o progresso só acontece com a natureza vindo abaixo. Até quando perdurará essa mentalidade?


A TRISTEZA QUE SE DÁ COM O FECHAMENTO DE LIVRARIAS
https://www.pagina12.com.ar/811957-cierra-la-libreria...
Leia matéria de hoje no Página/12. Algo assim ocorre muito também Brasil afora e, infelizmente, se deixarmos, pode se repetir mais uma vez em Bauru. VAmos todos nos unir e não permitir que o SEBO DO BAU feche suas portas. Tudo dependerá de como a cidade envolverá e acolherá um dos nossos pontos de resistência livresca.

NO SHOW DA FAT FAMILY NO SESC, A ÚNICA PALAVRA RESUMINDO A CASA CHEIA É "CARÊNCIA"
Isso mesmo, CARÊNCIA. Isso está mais do que explícito em Bauru. Ao me deparar com o SESC lotado na noite desta quarta, 19/03, revendo tantas pessoas queridas, quando questionei alguém que não me lembro sobre dos motivos disso ocorrer, pois o grupo musical não é assim tão representativo dentro do cenário musical brasileiro. Uma delas me disse, "Em Bauru vivemos num estado de carência e o SESC preenche isso muito bem". Sim, concordei, num outro, conversando sobre o mesmo assunto, sua resposta foi dupla: "Sim, não havia pensado nisso. É o estado de carência aliado ao Tim Maia. Daí a combustão hoje vista. O Fat nos trouxe de volta a magia do Tim e isso é bom demais, como deu pra sentir. Juntando isto tudo, viovenciamos - quem lá esteve - essa magia de numa noite de quarta, o SESC ter bombado. E, falando por mim, ninguém saiu de lá decepcionado. O trio que hoje compõe o grupo musical familiar não decepcionou. Eu pelo menos cantei todas. Confesso, nunca havia estado num show deles antes e pelo que ouvia e lia, estiveram até num vibe religiosa, depois deram um tempo e neste retorno, não podia ser melhor a escolha acertada do repertório. Enfim, foi uma noite e tanto. Fiz questão de retratar com fotos alguns destes. Como é bom poder abraçar pessoas queridas. Do Sesc Bauru, repito o que sempre escrevo por aqui: o queseria de minha formação musical não fosse o SESC, frequentado por mim desde muito jovem. Nunca abandonaram isso de nos proporcionar preços subsidiados o melhor de nossa música, algo que não ocorre, por exemplo, com o que se vê sendo pratrocinado pela Cultura pública bauruense.
Eis um trechinho delas - agora um trio -, cantando, não um Tim, mas algo de seu repertório, com "A lua e eu": 

quarta-feira, 19 de março de 2025

PERGUNTAR NÃO OFENDE (220)


AINDA TEM GENTE QUE SE DIZ DE ESQUERDA QUERENDO FACILITAR A VIDA DE BORGO, MESMO ELE OS APUNHALANDO DIARIAMENTE
No único jornal impresso de Bauru, o Jornal da Cidade, edição de hoje, quarta, 19/03, na sua seção Entrelinhas, algo pelo qual já havia escrito e vaticinado. A vereadora petista Estela Almagro fez - e pelo visto continuará fazendo - de tudo e mais um pouco para facilitar a vida do adversário Eduardo Borgo, um que, dia após dia, massacra o PT, Lula e o Governo Federal, como fossem criminosos. Assim mesmo, ela tentou até o último instante deslocar a decisão da cassação do citado vereador, deslocando-a para que a Comissão de Ética decidisse sobre a punição. Mais do que claro, na Comissão de Ética só uma advertência e na CP - Comissão Processante, a alcaide Suéllen Rosim, com maioria já escancarada de no mínimo 17 x 4 votos, assim sendo, a decisão da cassação do parlamentar boquirroto estaria nas mãos da alcaide. A discussão se a votação final do que vai ser o destino do vereador se dará na Processante ou na Comissão de Ética é inócua e só favorece a Borgo, para que, na sequência, não mude uma vírgula de como age em relação ao seu procedimento político. E por que Estela insiste e apregoa até querer recorrer da decisão do presidente da Câmara, suellista de quatro costados, de sepultar o pleito de mudança na Comissão de Ética? Só ela mesmo poderia explicar. Sendo petista, age contra os interesses de seu partido, pois este é apunhalado diuturnamente por Borgo. Algo até o momento inexplicável. O fato é que, pelo visto, a alcaide bateu o martelo e quer que tudo seja decidido pelo plenário dos vereadores, o que leva a fervura dos últimos dias a continuar no estado efervescente, quase em ebulição, enfim, existiria ainda alguma possibilidade de acordo que a patuléia - na qual faço parte - não tomaria conhecimento? De tudo, uma só certeza, o mandato do Borgo está nas mãos da alcaide, disso não existe a menor dúvida.

O SEBO DO BAU DE BAURU PRECISA DE TODOS NÓS, OS AMANTES DO LIVRO
LIVROS A R$ 5 REAIS, IMPERDÍVEL, VENHA GARIMPAR...
Escrevo de todos os sebos que conheço, os daqui e os de todos os lugares. Adoraria vê-los todos pujantes, abertos e cheios de gente interessada no material ali disponível para comercialização. Neste momento, preciso fazer um apelo para Bauru no sentido de que, todos nos unamos e de mãos dadas possamos fortalecer o SEBO DO BAU. Este sebo elém de tudo, possui uma rica história dentro da cidade de Bauru. Seu idealizador, o velho Bau, de foi há algum tempo, deixando em seu lugar um dos filhos, Roberto e este luta bravamente para manter as portas abertas. Essa luta precisa, neste momento, ser melhor entendida e compreendida pelos admiradores de livros e espaços como este.

Falar do Bau me emociona. Ele veio de Sampa décadas atrás, tendo sido o porteiro no prédio onde Elis Regina morava e morreu. Seus filhos conviviam com os filhos dela. Já contei essa história aqui. Em Bauru ele abre seu primeiro negócio de livros na vila Independência, uma pequena banca defronte um mercado. De lá veio para a cidade e nunca mais parou, ou seja, enquanto viveu tocou sebos. Morreu com mais de 90 anos, tocando um na avenida Rodrigues Alves, Roperto este na Treze de Maio, quase cruzamento com a Rodrigues e o outro filho um defronte o antigo Cine Bauru, também na Treze de Maio. Hoje tudo se resume ao maior de todos, o da Treze e nele Roberto detrás do balcão.

Roberto é um batalhador. Perdeu o pai, na sequência a esposa e hoje, dá uma ajuda substancial para o irmão, mantendo-o no Hitel Avenida. O sebo é o garantidor de tudo. Ele anda um tanto desanimado, pois todos sabemos, não é fácil tocar um sebo nos dias de hoje. Levou alguns tropeços, desilusões e precisa do apoio do público que sempre frequentou seu balcão. Desde um tempo está disponibilizando quase todo o acervo do sebo por módicos R$ 5 reais o exemplar. Já gastei os tubos por lá, numa garimpagem deliciosa que só os sebos nos proporcionam. A promoção continua e ele, neste momento, desce quase todo o acervo do 1º andar e este se junta ao do térreo. São livros, CDs e LPs tudo no mesmo preço. Algo inimaginável, pois já encontrei verdadeiras raridades.

Eu nã osabia como começar escrever este verdadeiro apelo aos bauruenses e gente da regiãos, os amantes de livros, para que passem por lá, comprem, gastem e proseiem bastante com Roberto, seu filho e agora outro atendente, que havia saído e voltou só para também dar uma ajuda. Todos irmananos e juntos, levantaremos o Roberto, pois ele tem diante de si um negócio que é o negócio de sua vida. Sempre fez isso, sabe fazer e não tem porque parar e ir tentar outro ramo de negócio. Eu, na verdade, nem tenho palavras para tentar conseguir que, mais e mais pessoas passem por lá, vasculhem as prateleiras e estantes da loja. Seria bom demais, não só para o próprio Roberto, como para Bauru, pois não podemos permitir que o Sebo do Bau feche suas portas.


GRANDE PESSOA HUMANA E NA LUTA CONTRA A PERVERSIDADE FASCISTA
O vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), resolveu tretar com o padre Júlio Lancellotti. São Paulo tem pouco problema, então ele prefere lacrar com quem ajuda os excluídos pelo estado. Uma questão de prioridade.
Eis o vídeo feito na inusitada visita ao local de trabalho do padre Julio Lancelotti: 

terça-feira, 18 de março de 2025

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (238)


O TEJO E O BAURU, RIOS CORTANDO ALDEIAS PELA AÍ
O rio que corta minha cidade não é o Tejo e muito menos estamos em Lisboa, Portugal. No caso, estou retornando para Bauru na manhã de mais uma semana, madrugada de segunda e a primeira imagem que tenho de minha aldeia é a de seu ribeirão, antes muito poluído e bostento, hoje dizem menos e até com alguma possibilidade de pesca, como já se vê em fotos e registros outros. Observo o rio Bauru pouco antes de adentrar o terminal rodoviário de Bauru e a imagem que fica é de ir observando o descaso para com seu importante habitante. A ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, inconclusa por estas bandas, é o primeiro objetivo a ser conquistado para salvar o rio, porém, mesmo quando dizem não mais ser despejado dejetos humanos em seu leito, a dúvida perdura, persiste e insiste em martelar mentes, pois se a estação não funciona para onde estarão despejando nossas fezes? Observo aqui da janela alguma água realmente límpida, transparente aqui de longe, porém, creio eu, bem longe de ser potável. Nosso rio Bauru é cartão de visitas de Bauru, com muito mato no seu entorno e lixo no seu leito. Essa imagem é o que primeiro se vê, vista por todos chegando de ônibus na cidade e não será contornada com nenhum tipo de maquiagem, pois não existe como passar uma borracha ou querer encobrir o que existe de mal feito - ou malfeito? -, inconcluso e a demonstrar irresponsabilidade e incompetência. Pouca coisa mudou ao longo do tempo, depois de tantas administrações que ousaram querer resolver o problema deste esgoto a céu aberto. Resolver mesmo, mesmo com muito dinheiro em caixa, nenhum até agora conseguiu e pelo visto, não será a atual administradora da cidade nossa redentora.

EU INSISTO, CONTINUO TENTANDO
Conto algo de uma dessas tentativas. Me aproximei de uma pessoa que nada lê. Ou melhor, tudo o que lê é pelas vias de seu celular. Já leu algo, forçado, nos seus tempos de escola, segundo grau concluídos. Depois, nada mais. O celular é seu único meio informativo. Conversa vai, conversa vem e lhe apresento algumas obras literárias para iniciar o interesse. Comentamos da história do Pequeno Princípe e lhe levo um. Com Pollyana a mesma coisa. Diz ter gostado do começo, mas pelo que sei não conseguiu avançar. Insisto nos reencontros e lhe pergunto algo mais. Estava empacado. Vez ou outra, no meio de tanta gente, desponta este tema e lhe instigo mais um bocadinho. Falmos de Fernão Capelo Gaivota. Levo também. Depois fico sabendo que junto de outros que lhe dei, estão todos em sua sala, numa estante e junto de tantos outros objetos, estes de decoração. Dias atrás voltamos ao assunto dos livros e quando disse do desejo de lhe levar mais alguns, diz para esperar, pois na tal estante não existe mais lugar. Tudo está já congestionado e segundo sua interpretação, faltaria espaço para outros mais. Fiquei com os pés para trás, mas não desisti. Espero só mais uma brecha para continuar tentando. Não desisto fácil e sei, mais dias menos dias, conseguirei que termine a leitura de um livro. Este dia chegará e depois, outro virá, mais outro. Luto contra uma força incrível na contracorrente, enfim, eu mesmo, nada sei até agora disso de montar um mero videozinho para este tal de Tik Tok e, recebo instruções de como proceder justamente dessa pessoa. Eu sei que tudo na vida é assim mesmo, uns sabem umas coisas e outros outras, ninguém sabe tudo. Cada um é direcionado para o que melhor lhe apetece. Eu tento lhe ensinar algo e tentam me ensinar o que ainda não entra na minha cachola. Essa a vida. Eu tento o tempo inteiro e confesso, assim como, também sou tentado a todo instante. Vida de tentações. Numa a gente embarca, noutras fica em dúvida e tem aquelas irresistíveis. O livro é minha tentação maior e por ele sigo com minhas experimentações. Nem sei se este é o termo mais correto para o que venho tentando fazer, mas isso já é outra história.


ELE ME CHAMOU TANTO A ATENÇÃO...
Eu e duas Anas passeávamos por Paris - veja o luxo disso -, quando na nossa frente uma velha banca com um senhor, dentro de velhas vestes e este vendendo antigas máquinas fotográficas, dessas que quase ninguém mais usa. Na banca várias delas e muitas fotos, tipo cartões postais com reprodução de fotos de cenas envolvendo Paris. Tinha também alguns poucos livros e revistas, todos antigas, cores já desbotadas. Tudo cheirando a antigo. As fiz parar lá na frente, pois andava atrás delas duas. Ficaram me esperando e sem saber falar francês, fiquei admirando o que tinha na minha frente. Aquilo para mim era a própria perdição. Mostrei meu celular ao senhor e pedi num gesto se podia fotografar. Ele assentiu com a cabeça. Tirei quatro fotos e queria mais. Na verdade, o formigamento era para parar e tentar uma conversação. O senhor estava lá no interior de sua banca de rua, enrolado em muitos panos, enfim, estava frio e pelo que observei, tinha certa idade, ou seja, estava por ali e fazendo - talvez insistindo - num ofício cada vez menos difundido. Paris está cheio de lugares modernosos, todos vendendo souvenniers. Eu já havia desistido de visitar os tais bouquinistes, os vendedores ambulantes de livros antigos e usados que se instalam em caixas verdes ao longo do Rio Sena. As bancas continuam por lá, mas hoje só vendendo quinquilharias para turistas, mais nenhum livro. Foi o reaproveitamento para não desinstalar as bancas das barrancas do famoso rio parisiense. Este senhor, pelo que senti no ar, sem ninguém me dizer nada, resiste, persiste e insiste, pelo menos enquanto viver a continuar nas ruas, a demonstrar que nem tudo está devidamente perdido. Segue seu ritmo, demonstrando com sua persistência, que algo deve mesmo resistir ao tempo. Foi um verdadeiro achado. Queria ter feito mais do que as meras quatro fotos. Não consegui, elas me puxaram para continuar gastando sola de sapatos pelas ruas. Fui com elas, pois sem poder conversar, já tendo tirado as fotos, nada mais me restaria a fazer por ali. Registro a historieta como demonstração do que muito me comove nas viagens que ainda faço. É isso, são estes locais, essas pessoas, estes temas e estes embaraços. Sou levado e também embalado por estes. Passa um longo filme pela minha cabeça nestes momentos.

ÁRVORES QUE CAEM PELA AÍ
Em foto do site Mterópolis, algo ocorrido no último sábado, 15/03 em Bauru, quando muitas árvores vieram ao chão, após forte tempestade. O fato coincide com a troca de secretários do Meio Ambiente na cidade. "A recente nomeação de Cilene Chabuh Bordezan para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bauru acendeu um debate necessário. Com histórico na DuPont – multinacional que atua no setor de água e saneamento por meio da DuPont Water Solutions (DWS) –, a nova secretária assume em um momento em que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) acelera a privatização de serviços públicos essenciais. Em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota), alinhada a Gilberto Kassab (PSD), parece seguir o mesmo roteiro: o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) estão na mira da gestão privada", escreve Fernando Redondo. Eu poderia seguir na mesma linha, enfim, a certeza da perdição estar à vista. Trocam de postos dentro dessa administração da, segundo a denomino, inconPrefeita Suéllen Rosin, como mães trocam fraldas de bebês, estes sujos de merda. Cair árvores numa forte tempestade são acidentes de percurso, muitos também contornáveis, porém, algo mais ocorre em Bauru, com corte desmedido de árvores cidade afora, como mera ação higienista, sem controle. Cito várias em meus textos, porém, algo além disso está em curso e muito mais perigoso e perverso do que o crime de árvores ceifadas por essa administração e sem explicação convincente. Existe um plano sórdido para o meio ambiente e isto tudo é pernicioso para a vida humana, daí as tais tempestades devastadoras continuarão mais e mais, porém, enquanto tudo for simplesmente administrado como um negócio, a tendência é tão devastadora quanto ao vento forte. Quando teremos conciência disto?