terça-feira, 22 de abril de 2025

ALGO DA INTERNET (224)


IMPLODIRÃO O SAMBÓDROMO E EM SEU LUGAR, A INCERTEZA
O vereador novato, em seu primeiro mandato, um dos que se apresentam dentro do staff dos 17 x 4, querendo mostrar serviço e se apresentar como Porta Voz do modo de pensar e agir da alcaide municipal, vem a público, em mais uma infeliz e sórdida fala, apregoar que, o Sambódromo está definitivamente condenado e assim sendo, após ela, a imperatrizz do condado do Sanduíche já ter decidido, alguém precisava passar a notícia adiante, foi a ele dada a DEsonrosa missão de fazer o anúncio oficial.

O ungido vereador, também pastor de ovelhas, André Maldonado (PP), estreando na Câmara Municipal e já ocupando a incumbência de ser primeiro-secretário da Mesa Diretora, o parlamentar repete como papagaio de pirata o que lhe é sacralizado fazer. Na sua concepção o Sambódromo já cumpriu o seu papel e deverá ser totalmente destruído e em seu local, área nobre, tudo revertido para empreendimentos particulares, possibilitando o engrandecimento do setor especulativo imobiliário, muito em ascenção naquela região da cidade. Evidentemente, o gajo nunca deve ter estado presente em nenhum Carnaval e nem presenciado o que por ali já ocorreu. E nem deve saber quem é o tal de Guilberto Carrijo, que dá nome ao Sambódromo.

Isso tudo aqui relatado já é um assombro, porém, teve mais e aí com uma pitada a mais de sordidez. A ideia da alcaide, referendada e passada adiante por um dos seus, sempre a postos, reprodutores de plantão, é a de que, seria - uma aventada hipótese - construído um novo Sambódromo na cidade. Sim, embutido numa inconcebível solução do problema, o que essa administração mais gosta de fazer, gastar muito ou seja, levantar recursos de inolvidáveis valores e dizer que construirá algo moderno. Uma coisa não bate com a outra. Implodir o Sambódromo atual, com a justificativa de que sua reforma custaria os olhos da cara e propor em seu lugar construir um novo, com valores astronomicamente maiores é dizer na cara do povão destas plagas: Tu são mesmo um bando de otários. Sem mais nada a acrescentar - só a lamentar -, impossível se mostrar indiferente e não se posicionar contrário à forma como estão conduzindo essa cidade.

Que a Câmara vai aprovar a iniciativa - e por 17 x 4 -, não tenham a menor dúvida, mas nisso tudo, mais um daqueles inevitáveis questionamentos: Aceitaremos isso como algo vindo de pessoas normais? Até quando? Já nos prometeram Hospital Municipal, não conseguem - nem com reza braba - terminar a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, querem furar poços nos aquíferos, com 40 milhões em caixa e as UPAs lotadas e torneiras secas. Creio, eles querem mesmo é decretar o fim do Carnaval nestas plagas. Não são criativos, são banais, diria mesmo, perigosos.

ELES FORAM VISTOS PASSEANDO JUNTO DO BARRACÃO DA FEPASA, O MELHOR LUGAR PARA INSTALAR UM MERCADÃO MUNICIPAL EM BAURU
Eu não saio dali. O largo defronte o antigo barracão de depósito da FEPASA, na rua Julio Prestes, beirada dos trilhos férreos é o lugar onde todo domingo ocorre a Feira do Rolo. Bato cartão, conheço cada centrímetro e tempos atrás, estive junto dos que, impediram que a Polícia Militar, junto da então administração municipal retirasse os paralelepípedos e no seu lugar adentrasse o asfalto. A PM alegava ser mais fácil seu trabalho. Atuava junto ao CODEPAC e brecamos a continuidade da perdição. Uma parte está até hoje asfaltada e o restante, uns 80% do local, permanece com seu piso original, aguardando um dia sua total recuperação e transformação daquela área e no barracão, no lugar mais provável e com a cara para receber o tão esperado MERCADÃO MUNICIPAL DE BAURU.

Acompanhei também quando tentaram ali instalar uma espécie de quase museu, que os idealizadores denominavam de Memorial da Indústria Bauru. Era ideia do Malandrino e não vingou por falta de patrocinadores, pois queriam fazer tudo bancado pela iniciativa privada. Essa é esperta e sem subsídios e incentivos fiscaisd nada faz. Gorou e estagnou. Dentro do armazém, até hoje, quase a totalidade do acervo do nosso MUSEU HISTÓRICO MUNICIPAL, que un dia deve ocupar a Estação da Paulista, cuja obra nunca termina e por certo, não terminará em administrações sem vontade política transformadora. Em Bauru nem os nossos três museus abrem, quanto mais terem a disposição, vontade política e demonstração de amor pela cidade, com um projeto grandioso de recuperação de toda aquela área degradada e no barracão defronte a Feira do Rolo, finalizando tudo com o MERCADÃO. 

Já pensaram em fazer o mesmo na estação da NOB, mas também gorou e na semana passada  quem vejo por lá passeando, lado a lado foi o sectário, ops, digo, secretário de Cultura, Paulo Eduardo Campos e o vereador bolsonarista, fundamentalista e suellista Marcelo Afonso (PSD), filho de um antigo vereador da cidade, Salvador Afonso, que brigava pelas coisas desta cidade. Marcelo gosta de fazer filminhos pelo que denomina de seus redutos e vota sempre junto com os interesses da alcaide. Nada além disso, diferente do velho pai. Pois bem, os dois aqui citados circularam pelo largo na Julio Prestes, dando a entender que, talvez possa existir um dia uma vontade política de transformar o lugar e instalar no barracão o MERCADÃO. Nessa administração, acho pouco provável, mas passear todos gostam. Circularam por lá, olharam as edificações e conversaram juntinhos. Será possível estar sendo agendrado algo em prol de Bauru? Eu bato na madeira, não só três vezes, mas trinta vezes. Acredito pouco nestes. Sempre quando buscam algo assim, lançam um projeto e buscam na iniciativa privada, alguém que esteja disposto a investir no lugar. Até com a Casa dos Pioneiros foi proposto algo neste sentido.

Aqui nesta terra do sanduíche, dizem que farão tudo, até a transposição de águas vindas do Tietê, de Pederneiras para resolver o problema da falta d'água na cidade, mas tudo fica no campo das ideias. Conseguem muita grana, como agora, R$ 40 milhões e sem projetos, furarão poços nos aquíferos. Ficam só no trivial. Teve um, o Marcos Souza, que disse em alto e beom som que já tinha conseguido recurso para fazer uma mera ponte, algo pequeno, lá no começo da avenida Nuno de Assis e assim possibilitaria que o viaduto inacabado tivesse mão dupla. Conseguiu nada. Pelo que vi, agora, alegam dificuldades e sempre estão a começar de novo. No quesito MERCADÃO, já vi de tudo e deste passeio, fico sempre na torcida, mas com os dois pés e mão para trás, pois não saem do lugar. Ficam patinando nessas questões. Até hoje nenhum destes, nem nos anos Bolsonaro e nem dos de Lula conseguiram fazer ser reativado nosso projeto Ferrovia para Todos, devolvendo o funcionamento da Maria Fumaça. 

Essa foto é do site Contraponto.digital
Daí, tenho quase que certeza, foram só passear lá no largo da feira do Rolo. Tomara não estejam tramando o fim da Feira do Rolo, hoje nosso espaço mais democrático dentro da cidade de Bauru. Pelo menos aos domingo, dia de sua realização, por ali uma efervescência sem igual em qualquer outro lugar da cidade. Imagina como ficaria lindo ver essa Feira funcionando acoplada com um Marcadão Municipal. Deixa parar de pensar. se um dia tivermos um Governo Popular nesta cidade, isso com certeza irá acontecer. Isso e tudo o mais engavetado hoje em dia.

ISSO É PRÁTICA USUAL, MODUS OPERANDI JÁ ESTABELECIDO*
* O texto abaixo não é meu, mas poderia muito bem ter sido, pois trata-se de séria denúncia de procedimentos ocorrendo de forma repetitiva pela administração municipal.
 
"A velha técnica de enviar Projeto de Lei no "apagar das luzes" sem tempo de avaliação e discussão e assim obrigar os vereador a aprovar do jeito que está. Mesmo tendo a maioria absoluta dos vereadores na sua base de apoio, ainda utilizou um expediente desses para arrumar lugar para mais 17 cabos eleitorais com altos salários. A exceção de Saúde e Educação, NENHUMA outra Secretaria necessita de Secretário Adjunto!
*Prefeita envia PL em cima da hora para salvar 50 cargos julgados inconstitucionais pelo STF*
* Substitutivo mantém 3 novas Secretarias, mais 17 adjuntos e Guarda Municipal*", LUIZ PIRES.

LEIA MAIS AQUI AQUI, texto do Contraponto, do jornalista Nelson Gonçalves: 
https://contraponto.digital/prefeita-envia-substitutivo-em-cima-da-hora-e-50-cargos-correm-risco-de-exoneracao/

segunda-feira, 21 de abril de 2025

COMENTÁRIO QUALQUER (260)


BERGOGLIO
Não encontro palavras neste momento para expressar dignamente o que sinto. Religião oprime muito a pessoa, mas algumas enfurnadas dentro delas são libertadoras. Este papa, Francisco (1936-2025) tinha este dom. 

Ele soube, como poucos, estar sempre ao lado dos fracos e oprimidos. Recebia a todos, mas pelas suas expressões, dava pra saber com quem se sentia mais à vontade. Tentou a paz. Foi combatido pelos propondo um catolicismo ainda mais conservador. 

Pelo que vislumbro, ocorrerá um retrocesso na sua linha de frente, a mola mestra. Como esse, vi nenhum outro. Só isso. Um verdadeiro diplomata. Com ele se vai mais um bocadinho daquela infinita esperança, dentro de cada um querendo transformar o mundo, pois como se sabe, o bicho pega bravio pela aí. Muito triste. 

Terão peça de reposição à altura? Até existe, mas as forças contrárias são enormes e hoje quase intransponíveis. Carlos Latuff expressa muito bem isso tudo em sua póstuma charge.

TERÁ TERMINADO A LUA DE MEL COM SUÉLLEN?
Talvez as duas manchetes deste último final de semana no Jornal da Cidade não tenham sido propositais, mas estão perfiladas de uma maneira bem sugestiva. O desGoverno da performática e fundamentalista Suéllen Rosin, a tempos já passou das medidas, joga pra sua torcida a todo instante er produz pouco, ou melhor, faz quase nada em prol da cidade de Bauru. Se através da Câmara de Vereadores nada ocorrerá de investigação, pois quem é pago para fiscalizar, em sua maioria, comprometidos dos pés à cabeça com a perdfição, resta duas hipóteses de resgate de alguma moralidade, através do Judiciário. Na manchete principal da edição de final de semana uma dessas ações com "Governo tem menos de 10 dias para demitir dezenas de cargos - Funções foram declaradas incosntitucionais pelo TJ em 2023 e projeto para regularizá-las deve chegar somente nesta semana". Por outro lado, algo também acachapante e mais do que questionável foi o projeto aprovado quase que unanimidade pelos perfilados vereadores são os tais dos 40 milhões para o DAE perfurrar poços em locais questionáveis, junto aos aquíferos no solo bauruense. Não existe um projeto viável, consistente e sério para resolver a questão da falta d'água nas torneiras dos bauruenses e a grana chegará nas mãos do futuro marido da alcaide, numa espécie de "preço do noivo" ou "dote". Isso de Bauru ter chegado ao limite, ter terminado a lua de mel é algo necessário. Tomara a cidade abra os olhos à tempo e combata com mais seriedade o que está ocorrendo em suas hostes políticas. Acumulam-se dívidas nos bastidores e cofres municipais, tudo causado por ações administrativas desastrosas e quando estes se forem, pois é certo que um dia abandonarão Bauru todos ao mesmo tempo, o que deixarão como herança será praticamente impagável. Quanto mais tempo perdurar esse fim de lua de mel, mais desastroso será o desenlace.

A SANFONA DO BAR DO BARBA
Passava neste domingo diante do Bar do Barba, entrada da Feira do Rolo, junto do amigo Cido, professor de Geografia, quando sou chamado por ela - por quem não consigo me lembrar o nome. Ela acompanha a saga dominical do Barba na feira há mais de uma década e me chama para contar que, o Barba não está nada bem. Nos últimos tempos o via tocando sua sanfona na feira e isso, mesmo com todas suas dificuldades, era motivo para vê-lo alegre. Isso mesmo, a gente se contenta com tão pouco e este tão pouco faz tanto bem para nós, algo inimaginável por muitos. E fico sabendo, o Barba não está bem, pois sua sanfona/acordeon está quebrada e não pdoe mais tocá-la defronte seu bar. Tempos atrás, através de uma rifa por aqui, conseguimos recuperar a sua sanfone, pois num aperto a vendeu. Quem a comprou aceitou devolvê-la por um preço e com a rifa reestabelecemos a alegria do Barba. Hoje, com seu instrumento quebrado, ele já doente, negócio não tão legal, tudo deve estar favorecendo ele adoecer ainda mais. O fato é que saio de lá e isso não me sai da cabeça. Quantos iguais a ele não estão adoecendo por não conseguirem mais realizar pequenas coisas. Não sei se conseguirei movimentar novamente as mesmas pessoas que, tempos atrás, se predispuseram a colaborar e devolver a alegria ao Barba. Eu gostaria muito, vamos ver. Ele merece, pois sua presença na feira, com aquela alegria, ali na esquina de entrada é um sinal de que o domingo de todos que ali passam será diferente. Eu, por exemplo, sinto uma enrgia muito negativa toda vez que, passando por ali, não ouço o som de sua sanfona se multiplicando no ar. E quando ela me chamou ontem, talvez lançando uma garrafa ao mar, com essa mensagem dentro dela: o Barba tá precisando de um acarinhamento especial.

TRISTE POR CRISTINA BUARQUE
Ouçam ela nos encantando:  

Cristina era certeira. Certeira em cada nota das músicas que interpretava… Foi certeira em estar no Bip e ter inventado aquela bagunça.
Certeira em cada posição política, em cada historia boa que contava e escrevia - e como escrevia bem as contando. Aliás, que nunca se apague o seu perfil do fb, com todas essas postagens que iam dos muitos gatos que amava aos causos mais engraçados de Paquetá e de toda a sua historia de vida. E que historia!
Filha de Dona Memélia e Sergio Buarque de Holanda. Irmã de Chico, Miúcha, Ana de Holanda, Sergito, Álvaro e Piii. Mãe de 5 e avó de tantos outros. Talvez uma das famílias mais importantes para a formação da nossa cultura brasileira.
Preferiu ser mais importante à sua maneira do que se vender aos caprichos do mercado fonográfico. E foi muito mais importante assim!
Graças a ela a gente canta muita coisa. Seus discos não são de resistência, são de formação. A mim, pelo menos, me formou em Noel, Wilson Batista, Mauro Duarte, Velha Guarda da Portela… Sempre no andamento certo, e em melodias e letras mais certas ainda. E muito disso hoje em dia, em novas gerações e rodas de samba, é esquecido e, pior ainda, cancelado ou renegado. Ainda bem que tivemos Cristina pra lutar contra isso, mas agora temos muitos poucos.
Dei muita sorte de estar presente ao seu lado em vários momentos. A última vez no final do ano passado, onde dei um jeito de, sorrateiramente, levá-la pro bar pra comemorar seus 74 no lugar que era a cara dela, aquela esquina na Ilha de Paquetá, onde ela se entocou nos últimos anos. Desse dia, saiu um registro lindo dela cantando Cartola.
Acho que ao seu lado tive alguns dos meus melhores momentos musicais. Posto aqui alguns. Destaque pro primeiro quando, na pandemia, gravamos A Paixão e a Jura. Tem também, ainda à distancia pandêmica, ela cantando perfeitamente Resposta ao Tempo sobre meu violão. Tem outros registros de botequim, ensaios… Pena que a plataforma corta em 1 minuto cada vídeo, mas hei de dar um jeito de postar tudo na íntegra.
Beijo, chefia. Sei que agora você vai estar bem melhor aí. Aqui, vamos tentando seguir o que você defendia. Hoje e sempre a gente canta, em coro, por você!
TIAGO PRATA

domingo, 20 de abril de 2025

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (213)


UM JOGO PRATICAMENTE PERDIDO - COMO TER ESPERANÇAS DE REVERTER ESTE QUADRO?
BOA PÁSCOA, APESAR DE TUDO.
Ela é minha amiga, feirante e neste domingo, bastou me ver, para vir sorrindo, tudo para me dizer: "Agora sim estou contente com o Lula. Viu que ele vai acabar com o Bolsa Família?". Não sei se ela faz isso de propósito, pois sabe eu ser defensor do Governo de Lula ou se é mesmo inocente e pensa exatamente dessa forma.

Ela é feirante, portanto, uma trabalhadora, dessas que acorda cedo todo dia, monta sua barraca e sua a camisa pela aí. Tentou a vereança e se decepcionou com Suéllen Rosin, pois não esperava ter que pagar por sua campanha. Joga a culpa de seu fracasso eleitoral, na falta de apoio. Piorou muito depois da última eleição. Sempre que passo defronte sua banca, quase todo domingo, fala de algo que leu onde busca suas informações e se mostra muito conservadora.

Minha resposta para ela: "Minha querida, evidentemente que Lula não vai acabar com o Bolsa Família. Não sei se lembra, mas nem o cara que você defende, o Bolsonaro, o fez. Ele chegou a mudar o nome do programa, mas continuou. Lula foi o criador do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, do Farmácia Popular e tantos outros de auxílio popular e só os incentivaria mais, nunca iria acabar com eles. Tu está lendo algo mentiroso, o que chamam de fake news e pelo visto, acredita em tudo o que lê".

Percebi que ficou desgostosa e quis retrucar: "Eu não preciso de programa como este, eu trabalho". Não aguentei: "Eu também não preciso, mas nem por isso não olho para o meu semelhante. Existe uma infinidade de pessoas que precisam e é obrigação de qualquer Governo decente estar presente. Ninguém precisa passar fome. Este e os demais programas de ajuda para a população mais carente são mais que úteis, necessários. Você queria os ver passando fome? De onte tirou isso, essa insensibilidade?".

Eu sei, o país continua sendo invadido diariamente e ininterruptamente por essa enxurrada de informações falsas, criadas exatamente para confundir a cabeça dos incautos. Confundir, embaralhar e também misturar as coisas todas. Aqui, dois momentos, primeiro promove essa reação dentre os que enxergam em ajudar o pobre como algo depreciativo, daí estes ficam todo contentinhos e depois, nos que recebem o auxílio, para lhes criar minhoca na cabeça. A reação a isso tudo, essa rede de mentira é ainda pífia e creio eu, gente como minha amiga feirante, já posso considerar como um caso perdido. 

Exímia trabalhadora, mas totalmente revertida - diria mesmo, convertida - e transformada num ser enxergando no pobre alguém pelo qual devemos nada fazer por eles, abandoná-los à própria sorte. Como foi moldada a pensar deste jeito? Que poderosa perversidade é essa, transformando em mente apartadora, a fazendo pensar e agir contra os ali ao seu lado, aceitando ideias nefastas? Não paro de pensar em como conseguir reverter este jogo e o que ainda posso fazer para não desistir dela e de tantos outros de uma vez por toda, influenciados totalmente pelo que lêem e acreditam como a mais pura verdade estabelecida? A mentira continua sendo despejada no seu aparelhinho de celular a todo instante.

DESABAFO APÓS DIÁLOGO NA FEIRA E TERMINO LEITURA DO LIVRO DO MOIA, “A DEMOCRACIA DOS AUSENTES” – JOGO QUASE PERDIDO
Saio da feira neste domingo, quando tenho um diálogo desanimador com uma feirante e em casa, após o almoço, sento para terminar a leitura de um livro bem propício para entender o que se passa com a cabeça do povo brasileiro no quesito de sua real e efetiva participação no mundo político deste país. Trata-se do livro “A DEMOCRACIA DOS AUSENTES – UM EXERCÍCIO DE CIDADANIA” (editora Scortecci SP, 1ª edição, 2022, 202 páginas), do amigo Rafael Moia Filho. É meu quarto livro neste mês de abril e este em especial, presenteado a mim pelo autor, passo à frente de tantos outros à espera de leitura e o vejo muito oportuno para o momento.

Moia nos apresenta uma espécie de GUIA para estes tempos. Sim, precisamos de um guia de sobrevivência para não sermos ludibriados no que fazemos e pensamos. A proposta do livro é exatamente essa, a de mostrar por A + B, o quanto agimos contra nós mesmos, sem princípios norteadores, principalmente em sua participação política. Ele, quando escreveu e pensou neste livro, deve tê-lo feito pensando em como reverter este abominável quadro de perversão a que estamos submetidos, pois cada um agindo ao seu bel prazer, contribuímos para essa inevitável erosão social, com ascensão de políticos de ultradireita e de uma predominante mentalidade mentecapta. O livro do Moia não é fácil de ser lido, ou melhor, lido pro quem deveria conhecer deste mínimo necessário para não continuar sendo manipulado e descartado.

Ele produz um passo a passo, com história, amostragem de leis e sua aplicação, consequências, usos e costumes, bem detalhista e abrangente. Enfim, um GUIA PARA CEGOS. Sim, a maioria do povo brasileiro está um tanto cega e não mais atina para onde caminha. Ele demonstra sua desilusão com o País, pois sabe, só sairemos da situação atual com entendimento do que nos ocorre. A Educação é prioridade, mas isso é processo lento e nem uma reação revolucionária está em curso neste sentido. Tá tudo muito bem explicadinho no texto do Moia, mas poucos terão acesso a ele, infelizmente. Seguiremos ausentes e ludibriados, ele bem sabe disso.

“Ninguém tem apreço por assuntos que lhe são distantes e obscuros. (...) Quem vive totalmente apartado de um tema ao longo da juventude, tem grande dificuldade para romper o distanciamento ao longo da maturidade”, escreve, porém, leio tudo isso com uma incomensurável dor interna, pois sou do time dos conscientes, dos que sabem ser a “democracia não apenas uma forma de organização governamental. Ela é a forma organizacional do Estado, em que a participação do cidadão é fundamental”.

Dói muito constatar que, tudo isso exposto pelo Moia em seu livro não é do conhecimento da maioria do povo brasileiro. Pouco conhecemos de nossas leis, sua aplicação. Enfim, como aplica-las se nem a entendemos? Que dilema cruel. E a informação construindo a mentalidade do povo continua chegando a estes da forma mais criminosa possível, com muito pouco ocorrendo para reverter essa aberração. “Sabemos que 99% da Constituição Federal não é do conhecimento da maior parte da nossa população”, ele prescreve. Temos leis boas, mas não votamos bem, não fiscalizamos bem e muito menos cobramos bem. Moia deve se remoer com isso. Seu livro demonstra isso claramente. Eu perco o sono pensando em como fazer o brasileiro entender de fato o que estão fazendo com ele. Moia escreveu este livro para mostrar uma saída. Lendo e entendendo, porém, como poucos leem e entendem, pelo visto, tudo continuará uma perdição sem fim.

“Não há ideologia que supere a ganância, a corrupção, a desfaçatez da nossa classe política”, “Onde tem recursos, tem fraudes, desvios, escândalos e a corrupção respira”, “como imaginar um vereador que não saiba interpretar um texto ou não tenha noções mínimas de direito? Enfim, não possuem noções básicas de cidadania, ética, moral e bons costumes”, “...com honrosas exceções, o governo ainda é basicamente formado por meia dúzia de homens brancos endinheirados”, “...a população acredita que a classe política representa apenas ela própria, e não a sociedade como um todo”, “O acesso do cidadão à informação simples e compreensível é o ponto de partida para maior transparência”, “Não há democracia sem povo e sem participação popular”, “...o brasileiro em geral desconhece completamente o sistema eleitoral do nosso país. Sabe votar nas urnas eletrônicas e ponto final”, “A existência de condições desiguais entre os indivíduos desvirtua totalmente o preceito de cidadania”, “O voto é um apoio, não um protesto”, “É necessário que o povo assuma suas responsabilidades de participação” e “É preciso que haja união de propósitos na direção do que é certo para que as coisas se modifiquem para melhorar nossas vidas em vários segmentos, na política não é diferente”.

Grifei o livro inteiro com frases iguais a essas. Uma mais significativa que a outra. No conjunto, reunião delas, algo doloroso. Sabe-se o que deve e precisa ser feito, sabe-se até o caminho, mas este é hoje, por demais pedregoso. Não é mais como dia o poeta, uma pedra no caminho, é muito mais que uma montanha, um Everest. Moia conclui com algo perturbador diante deste quadro: “Talvez no dia em que de uma maneira geral, os eleitores brasileiros votarem com consciência em projetos de governo calcados em propostas fundamentadas a favor do país e do seu desenvolvimento talvez tenhamos algumas chances”.

Talvez, o que ele e eu temos a certeza, será pouco provável com o atual andar da carruagem. Sua conclusão é a mesma que tive hoje ao conversar com a feirante em seu local de trabalho: “A política brasileira infelizmente navega em águas turvas, onde o que importa menos é o progresso, desenvolvimento do país e a felicidade da sociedade. (...) Assim, com baixa qualidade a democracia vai sobrevivendo golpeada naquilo que tem de melhor, que é o seu poder de regeneração”.

Infelizmente, termino o livro com essa sensação de impotência, também inabilidade de uma geração inteira, que viu ir se esvaindo pelos dedos essa possibilidade de mudar para melhor este país. Deixamos essa possibilidade se perder e hoje, com o avanço dos pérfidos, o caos se estabelece. Enfim, “como podemos exigir ou imaginar que o brasileiro possa votar e entender sua participação no processo democrático adequadamente se lhe falta educação, informação dentro de um sistema que privilegie sua formação como cidadão?”. Volto ao “infelizmente”, pois vejo o livro do Moia, ótimo como GUIA para sairmos do lodo que nos envolve, mas sei, ou melhor sabemos, estamos perdendo e feio esse jogo.

Encerro com duas frases, citadas pelo Moia em seu livro: “O sistema político brasileiro é um cadáver, apodrecendo a céu aberto”, historiador Daniel Aarão Reis e “A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam a sua parte”, Edmund Burke.

sábado, 19 de abril de 2025

COMENDO PELAS BEIRADAS (160)


ALGO QUE, JÁ DEVERIA TER PUBLICADO E DEIXEI PARA AGORA
1.) O BAR ARMAZÉM DO SENADO
Essas fotos são da minha penúltima ida ao Rio, final do mês passado e nas andanças um bar típico, a cara do Rio Antigo, na rua do Senado, ali quase no cruzamento com a rua Lavradio, entre antiquários e a movimentação dominical, com muita gente na rua. Enquanto estávamos tomando algumas geladas num outro estabelecimento, vi este ao longe e abandonei o posto onde me encontrava, tudo para conhecer este. Adentro, olho para os lados e fico meio que paralisado. Só de entrar, estar lá dentro, já alguma conexão com o passado. Pouca coisa deve ter se alterado de tempos idos para a atual apreserntação. Desde o balcão até as pratelerias, tudo preservado e ali, junto dessa nova geração, uma composiução mais que bombástica. Tento fazer com quem me acompanhava, para que mudássemos de lugar, mas estavam meio que fincados em suas cadeiras e volto só para ficar olhando, com aquela cara muito manjada de turista, abobalhado com o que via. Lugares assim me fascinam. 

E mais que tudo, a clientela é tudo gente boa, pois para estar dentro de um lugar assim, no mínimo a pessoa precisa ter uma espécie de comportamento condizente com o estabelecimento. Ali naquela região, na Lavradio e na Gomes Freire, alguns com algo parecido e em todas, isso de se sentir bem dentro. Também por perto, na Mem de Sá, tem alguns famosos, um especializado em cabrito, quase cem anos de vida e na rua da Carioca, infelizmente fechado, o Bar Luiz, que por sorte, pouco antes dele bater com as botas, trouxe um copo com a inscrição gravada, hoje orgulhosamente guardado dentro de uam estante na sala de casa. Eu gosto demais da conta de frequentar lugares como estes.

pra relaxar
ALGUEM TEM E TINHA QUE DIZER ISSO TUDO - GLAUBER O FEZ
Por que Artur Lira tanto quer a cabeça de Glauber Braga e armou a cassação do deputado?

2.) A "MANCHETE" VOLTOU
Eu já tinha lido alguma coisa, mas sem dar a devida atenção. Eu - e todos nós, os amantes de revistas e bancas de jornais - já lemos muito a revista Manchete. Ela foi a coqueluche do império do Assis Chateaubriand, o mago da mídia de tempos idos. Ela, a Manchete foi uma baita revista, numa época onde prevalecia reportagens, algo trabalhoso e em falta na imprensa dos tempos atuais. Reportagem demanda tempo, habilidade jornalística e isso envolve também investimento, grana dispendida até o resultado final. A revista no seu auge era por demais esperada, com gente a aguardando na banca. Depois vieram outras, a Cruzeiro, Fatos & Fotos, Realidade e por fim, as semanais, algumas delas vingando e sobrevivendo até estes tempos, quando o modal revista de papel perdeu o encanto. Nessa nas bancas, uma matéria de capa já sem aquela pegada, pois busca um perfil com um figurão destes um tanto sem sentido, bem com a cara destes tempos. Fui ver o preço e passava dos R$ 60 reais. Até fiquei com vontade de comprar para comparar com o que já conheci da antiga. Fiquei na vontade. Com o que percebi folheando, um arremedo e espero ler algo mais, saber algo mais do projeto em cruso, quem está por detrás desde relançamento e só depois, talvez gaste meus suados caraminguás numa nova publicação. Fui conferir na capa e a numeração dá sequência a última publicada. Só a descobri porque, não resisto em em cada passagem pela rodoviária Novo Rio, nas idas e vindas para o Rio de Janeiro, entro na banca de revistas ali no terminal. Triste constato que hoje, cada vez menos revistas e se sustentando com livros. Jornais e revistas, tudo hoje contido numa só estante. Nem o jornalão do dia está mais em destaque, atraindo a clientela. Serpa que vinga este relançamento? Aqui por Bauru, não a encontrei em nenhuma banca.

Mantenho este diálogo sem modificar meu texto. Erro e assumo, a memória fraqueja:
- "Do império do Chatô era O Cruzeiro, lançada nos anos 20 ou 30, não tenho certeza. A Manchete era dos Bloch e - tenho quase certeza - veio bem depois", Carlos Eduardo Bonora.
- Minha resposta: "Eu misturei tudo na cabeça já com chips meio que vencidos. Isso mesmo".

relaxe e goze - na cara deles
CORAJOSAMENTRE ENFRENTA OS PERVERSOS CARA A CARA
Discurso que me representa. Fantástico, calou a extrema-direita do Paraná. Vejam o incômodo dos bolsonaristas de plantão.

3.) FEPASA NA RODOVIA 
Eu só noto, fixado lá no alto do morro, na rodovia Castelo Branco - ditador dá nome para rodovia ligando Sampa ao interior -, no sentido interior capital, pois do seu lado esquerdo, depois de Sorocaba, impossível passar por ali e não notar a FEPASA, ali resistindo ao tempo. Essa foi uma de nossas principais ferrovias, um trecho famoso, interligando a capital até o Mato Grosso, passando por Bauru. Tanta história tenho deste percurso, em viagens de trens, propiciadas por meu pai, seu Heleno, ele tendo ali atuado a vida inteira. Tenho gravado até hoje em minha memória os uniformes que meu pai envergava. O quepe tinha até pouco tempo um deles guardado como recordação. Ali na estrada, em cada vez que por ali passo, junto vem um filme, com recordações diferentes e em todas algo enobrecedor envolvendo a história dessa e de todas as demais ferrovias brasileiras. Nunca fui conferir dos motivos dessa marca da FEPASA continuar ali exposta após décadas da privatização e seu fim. Podem estar fincada em terras ainda do estado e ferroviárias, mas disso não tenho certeza. O que sei é que, por mais outdoors ali na rodovia, o que mais me chama a atenção é essa incrição me remetendo ao passado. Para mim, com pai e avô ferroviário, nada mais sentimental do que reviver aquilo tudo. Uma mera menção do nome do lugar onde meu pai atuou, me faz fechar os olhos e viajar no tempo e espaço. Enfim, quanta perversidade cometeram com a ferrovia brasileira.

finalizando o relaxamento
O INOCENTÃO DE OURINHOS - GENTE ASSIM MERECE ANISTIA?https://www.facebook.com/reel/555342933150079
Terrorista de Ourinhos quebrou janelas do STF
"Informação que circulam no WhatsApp dão conta que o nome do terrorista é Nelson Eufrosino, que é dono de um trailer de lanche na cidade. Estamos trabalhando para confirmar as informações e em breve postaremos aqui", postado pelo jornalista Aurélio Alonso.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

CENA BAURUENSE (263)


QUANDO O CALO APERTA, AS IDEIAS NÃO FLUEM, LÁ VENHO EU COM AS CENAS, POSTADAS DIA APÓS DIA E AQUI RELEMBRADAS COM A DEVIDA GALHARDIA
01. Publicado em 10.03.2025: No meu retorno à Bauru, após 22 dias longe de casa, bato cartão na feira dominical e na boca de entrada da Feira do Rolo aquela cena de indescritível comoção. O morador em situação de rua, desfila com seu cão dentro de uma carrinho de supermercado, atraindo não atenção, como mobilização. Na sequência, não fotografada, mas registrada, a moça da barraca de suco de laranja, enche copos de água e leva aos cães, que bebem em sua mão. Eu me recarrego com cenas corriqueiras da vida urbana bauruense.

02. Publicado em 12.03.2025: Na Bauru suellista é praxe, rotina. Nenhuma obra em curso é entregue dentro da data estabelecida. Nesta, no Teatro Municipal, registro na placa pra 05/03/2025 e como já era esperado, nada pronto. Pior, sem previsão de data. Pior, para disfarçar, colocam algo por cima do brasão da Prefeitura, como se isso fosse conseguir tirar a sua plena responsabilidade. Obras e placas como essa, comprovando a ineficiência deste desGoverno, campeão também de aditivos é algo comum. Sabem gastar bem, entregar são um horror.

03. Publicado em 17.03.2025: O rio que corta minha cidade não é o Tejo e muito menos estamos em Lisboa, Portugal. No caso, estou retornando para Bauru na manhã de mais uma semana, madrugada de segunda e a primeira imagem que tenho de minha aldeia é a de seu ribeirão, antes muito poluído e bostento, hoje dizem menos e até com alguma possibilidade de pesca, como já se vê em fotos e registros outros. Observo o rio Bauru pouco antes de adentrar o terminal rodoviário de Bauru e a imagem que fica é de ir observando o descaso para com seu importante habitante. A ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, inconclusa por estas bandas, é o primeiro objetivo a ser conquistado para salvar o rio, porém, mesmo quando dizem não mais ser despejado dejetos humanos em seu leito, a dúvida perdura, persiste e insiste em martelar mentes, pois se a estação não funciona para onde estarão despejando nossas fezes? Observo aqui da janela alguma água realmente límpida, transparente aqui de longe, porém, creio eu, bem longe de ser potável. Nosso rio Bauru é cartão de visitas de Bauru, com muito mato no seu entorno e lixo no seu leito. Essa imagem é o que primeiro se vê, vista por todos chegando de ônibus na cidade e não será contornada com nenhum tipo de maquiagem, pois não existe como passar uma borracha ou querer encobrir o que existe de mal feito - ou malfeito? -, inconcluso e a demonstrar irresponsabilidade e incompetência. Pouca coisa mudou ao longo do tempo, depois de tantas administrações que ousaram querer resolver o problema deste esgoto a céu aberto. Resolver mesmo, mesmo com muito dinheiro em caixa, nenhum até agora conseguiu e pelo visto, não será a atual administradora da cidade nossa redentora.

04. Publicado em 18.03.2025: Em foto do site Metrópolis, algo ocorrido no último sábado, 15/03 em Bauru, quando muitas árvores vieram ao chão, após forte tempestade. O fato coincide com a troca de secretários do Meio Ambiente na cidade. "A recente nomeação de Cilene Chabuh Bordezan para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bauru acendeu um debate necessário. Com histórico na DuPont – multinacional que atua no setor de água e saneamento por meio da DuPont Water Solutions (DWS) –, a nova secretária assume em um momento em que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) acelera a privatização de serviços públicos essenciais. Em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota), alinhada a Gilberto Kassab (PSD), parece seguir o mesmo roteiro: o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) estão na mira da gestão privada", escreve Fernando Redondo. Eu poderia seguir na mesma linha, enfim, a certeza da perdição estar à vista. Trocam de postos dentro dessa administração da, segundo a denomino, inconPrefeita Suéllen Rosin, como mães trocam fraldas de bebês, estes sujos de merda. Cair árvores numa forte tempestade são acidentes de percurso, muitos também contornáveis, porém, algo mais ocorre em Bauru, com corte desmedido de árvores cidade afora, como mera ação higienista, sem controle. Cito várias em meus textos, porém, algo além disso está em curso e muito mais perigoso e perverso do que o crime de árvores ceifadas por essa administração e sem explicação convincente. Existe um plano sórdido para o meio ambiente e isto tudo é pernicioso para a vida humana, daí as tais tempestades devastadoras continuarão mais e mais, porém, enquanto tudo for simplesmente administrado como um negócio, a tendência é tão devastadora quanto ao vento forte. Quando teremos consciência disto?

05. Publicado em 19.03.2025: Atento observador de plaquinhas espalhadas pelos mais diferentes lugares, essa me chamou a atenção. Diante do caixa de um restaurante, uma indicava para não manusear os doces e chocolates, algo que deve ocorrer com muita frequência no local.

06. Publicado em 21.03.2025: Para demonstrar como vivemos muito de especulações, eis o interesse popular pelo que acontece numa das maiores quadras ainda desocupadas do centro bauruense, a abrigando o entorno da Rodrigues Alves, Saint Martin, Batista de Carvalho e Nações Unidas. Por anos o lugar ficou fechado e crescendo mato. Agora, quando caminhões por ali se movimentam, ouço de tudo. "Ali vai seu mais uma unidade do Tauste", dizem alguns. Depois veio isso: "Será mais um espigão". Ontem, mais um afirmando outro destino: "Vai ser um novo Magazine Luiza". Segue o jogo e pelo visto ninguém tem muita certeza de nada.

07. Publicado em 22.03.2025: Quando termina o Jardim Chapadão, na sequência a estrada de terra, alguns quilometros e lá na frente, depois de tudo, o Assentamento do Horto/Aymorés, quase na divisa entre Bauru e Pederneiras, provando que, a reforma agrária precisa ter prosseguimento e hoje, a agricultura familiar é a maior fonte de alimento do Brasil. Siga por ali e veja com seus proprios olhos algo em pleno funcionamento neste país.

08. Publicado em 24.04.2025: Circulando pela cidade, num muro quase defronte o Supermercado Tobaro, vila Cidade Universitária, uma declaração de amor com "Cunhado te amo". Pensei/lembrei logo na alcaide, que abriga em sua modesta residência o cunhado, agora indiciado pela contratação de um hacker, este agindo contra os adversários de quem lhe dá abrigo e pouso. Parece loucura, mas tudo converge para as mesmas questões, onde até as amorosas se confundem.

09. Publicado em 25.03.2025: Na Rodrigues Alves, o exemplo do nacionalismo predominante nos dias de hoje, com o mastro da bandeira todo verde-amarelo, mas o impedimento da aproximação com a cortante proteção.

10. Publicado em 26.03.2025: Fachada de madeira, emoldurando residência, estilo colonial, resquício de épocas outras desta cidade, peça única exposta na rua Olímpio Petroni, quadra 1, parte baixa do jardim Bela Vista, próximo ao Fórum.

11. Publicado em 27.03.2025: Num dia quando ocorre a decisão do campeonato paulista de futebol, onde o time da aldeia bauruense, o Noroeste participou e com apenas uma vitória na competição, conseguiu não ser rebaixado, passo pela avenida Duque de Caxias, pouco abaixo do Hospital de Base e num muro, a lembrança do amor de muitos pelo time local, o que nos representa mundo afora.

12. Publicado em 28.03.2025: Propagandas e fachadas comerciais me atraem. Nessa, numa pizzaria na rua Araújo Leite, na quadra acima da Joaquim da Silva Martha, passo e não tem como deixar de olhar para a cena ali retratada, muito me chamando a atenção. Não só desvio o olhar, como também consigo levar meu pensamento para outras paragens.

13. Publicado em 29.03.2025: Quando a vegetação sobre pelos postes e atravessa a pista, pelo alto, constituindo-se numa espécie de portal, como o vislumbrado por mim, na rua Casimiro de Abreu, quadra 4, beirada da linha férrea, parte baixo do jardim Bela Vista.
 

quinta-feira, 17 de abril de 2025

RETRATOS DE BAURU (301)


SE OPONDO AO TAL "NEGÓCIO DE FAMÍLIA"
Está em curso algo que, pelo visto, nem o Mandalitti, o prócer peemedebista percebeu: Suélen já escolheu quem será sua candidata à lhe suceder na Prefeitura de Bauru. A pessoa escolhida - ou seria ungida? -, pelo visto, não seria nem mesmo seu futuro marido e sim, a mãe. Simples assim. É isso que queremos para Bauru? O texto aqui compartilhado discorre sobre o que está em curso:

"Suéllen Rosim está tratando a Prefeitura de Bauru como se fosse patrimônio da família. Colocou a mãe, Lúcia Rosim, em cargo na prefeitura, nomeou o próprio namorado e agora quer eleger a mãe deputada. O plano é claro: dominar a cidade e espalhar sua influência política.

Mãe e filha são duas faces da mesma moeda — uma moeda que gira em torno de interesses pessoais, não do povo. Enquanto Bauru enfrenta problemas sérios, Suéllen age como se estivesse jogando um jogo de poder com o dinheiro e a estrutura pública.

A cidade não é herança de família. O povo de Bauru merece respeito, não um projeto autoritário travestido de gestão. É hora de dizer não ao nepotismo, à manipulação e ao plano de transformar a política em negócio de família"
, Marlon Salvatti, do Bauru Cidade Sem Limites.

NA MIRA DO TIRO
O vereador Júnior Lokadora, do Podemos, é a bola da vez - ou do dia. Três notas da coluna Entrelinhas, no JC de hoje dão o tom e pra bom entendedor, meia palavra basta. Loka padece de uma mal dentro da atual composição da Câmara de Vereadores de Bauru, é um dos raros opositores à atual administração, comandada pela fundamentalista Suéllen Rosin & Família. Esbraveja contra os desmandos por onde passe e da tribuna se esgoela contra o que vê pela aí, principalmente nos Postos de Saúde, onde circula regularmente e filmando tudo o que vê, com o agravante de reproduzir tudo pela TV Câmara. Isso incomoda, ele sabe disso. A resposta começa a surgir em drops, aos poucos. Neste momento, uma simples sinalização: cale-se enquanto é tempo. Agora uma denúncia, essa pelo visto, de fácil contorno, porém, ele deve saber melhor que todos nós, está na alça de mira.

Assim como, mesmo sendo todos bolsonaristas, encontraram um meio de levar o vereador Eduardo Borgo ao cadafalso, prestes a ser guilhotinado. O próximo da vez, poderia muito bem ser o Loka. Vozes caladas, contidas ou anuladas, sinal de caminho mais tranquilo, livre para prosseguirem em frente. Vozes dissonantes são um problema. Borgo, como até as pedras do reino mineral sabem, negacionista de ocasião, esbraveja contra o que representa a alcaide, mas no mais, comunga de tudo, inclusive da bestialidade patrocinada pelo governador Tarcísio. Farinhas do mesmo saco, porém, no quesito poder público municipal, alguma discordância. Sem acordo entre as partes - pelo menos no que se sabe -, já demonstraram que sua cassação pode muito bem acontecer. Com Lokadora, a primeira sinalização. Ele que tome todo cuidado deste mundo, pois sendo carta fora do baralho, com quem mais poderíamos contar para fazer algum tipo de oposição para a atual administração?

O tal do 17 x 4 tende a se ampliar com o andar da carruagem. Loka vota junto de todos por lá quando o quesito é o conservadorismo e seria muito mais interessante se conseguisse de desligar deste partido de ultradireita, aliando-se a algum mais palatável, porém, como isso não acontecerá, na qualidade de opositor pontual, perseguição à vista. Recomendo muito sal grosso jogado por onde passe, cercando seus caminhos.

e pra completar algo da lavra de Fernando Redondo
SE CUIDA, LOKADORA, ELES TE QUEREM NÃO SÓ CONTIDO, MAS CASSADOEm Bauru, o crime agora é… ajudar.
Num município onde pacientes agonizam em corredores de UPAs, onde exames viram lenda e diagnósticos vêm tarde demais, o verdadeiro escândalo, vejam só, não é a ausência de leitos — é a presença de quem tenta garantir um.
A diretora do DRS-6, Fabíola Yamamoto, decidiu oficializar uma denúncia contra o vereador Júnior Lokadora. O motivo? Ele estaria custeando ações judiciais para internar pacientes abandonados pelo próprio sistema de saúde pública. Tudo isso de forma gratuita, por meio de sua assessora jurídica. Isso mesmo: o erro, segundo a denúncia, foi ajudar quem o governo deixou para morrer.
E como reagiu o presidente da Câmara, Marcos de Souza?
Fez o que políticos acomodados fazem diante de qualquer denúncia — não se posicionou, apenas despachou: encaminhou o caso à Procuradoria do Legislativo, como quem lava as mãos antes mesmo de sujá-las.
Enquanto isso, o Ministério Público segue em discreto recolhimento, como se observar à distância fosse mais prudente do que enfrentar a crise de frente. E o governo Tarcísio, que reorganizou o sistema regional de saúde com cortes e deslocamentos de responsabilidades, ainda não apresentou respostas proporcionais à gravidade do cenário — talvez porque o governador esteja ocupado demais com seu projeto privatista, onde tudo, de trem a torneira, parece pronto para ser leiloado ao setor privado. O resultado? Quem ousa intervir para aliviar o sofrimento alheio é que acaba no centro da controvérsia.
A denúncia da diretora do DRS-6, Fabíola Yamamoto? Que essas ações são propostas por uma assessora do vereador, que, vejam só, também é advogada. E que presta esse serviço gratuitamente. Sim, isso mesmo: alguém está sendo denunciado por ajudar os doentes a não morrerem à míngua, coisa que o Estado não está conseguindo fazer. Não se sabe se a gravidade da acusação está no "custeio", na "assessora" ou no "ter sucesso".
Lokadora respondeu com indignação, como era de se esperar: "Fui o vereador que mais brigou pela saúde nesses últimos quatro anos". A crítica parece vir de quem mais incomoda — e nada mais tradicional em terras onde o poder público falha do que atacar quem tenta suprir sua ausência.
Mas não estamos sós nesse enredo tragicômico. Lembremos do caso Eduardo Borgo (Novo), perseguido na Câmara por ousar ser uma oposição ruidosa ao governo Suéllen Rosim. No rastro de suas denúncias, veio o rolo compressor da Comissão Processante, como se xingar em plenário — prática infelizmente corriqueira — fosse mais grave do que abandonar escolas, não dar clareza a contratos e não abrir para discusão projetos e licitações.
A ironia está posta: o vereador que luta para conseguir vaga em UTI para quem está morrendo, vira alvo. O vereador que denuncia contratos suspeitos, é investigado. Já os que assistem de camarote à derrocada do SUS municipal, esses continuam impolutos, contemplativos e sorridentes em fotos de solenidades.
Enquanto isso, Bauru padece: filas de espera que beiram o cômico (se não fossem trágicas), vagas de internação inexistentes, exames especializados com espera de anos — e agora, até a judicialização da saúde virou algo "suspeito". Não se investiga a falta de leitos, a gestão dos hospitais, o sumiço das verbas. Investiga-se quem tenta resolver o que o Estado abandonou.
A crítica não é à vigilância sobre a atuação parlamentar — ela é necessária. O que não se pode aceitar é esse moralismo disfarçado de zelo da presidência da Câmara Legislativa, que se presta a desviar o foco do essencial: a saúde pública de Bauru virou caso de emergência ética, não apenas clínica.
Se Lokadora está errado, que se prove — mas que se investigue com o mesmo ímpeto quem deixa pacientes morrerem esperando vagas. O problema não é quem briga por um leito. O problema é quem governa como se cama de hospital fosse luxo, e não direito.
Em Bauru, 2025, a doença tem fila, o remédio tem senha, e a ajuda virou alvo de ofício.
Fernando Redondo / Jornalismo Independente

quarta-feira, 16 de abril de 2025

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (202)


HÁ SETE ANOS ATRÁS O TRABALHADOR ESTAVA NAS RUAS - E NESTE ANO? O DIA DO TRABALHADOR, O ANTES E O AGORA
Em17/04/2018 publiquei por aqui: "MSLT - Movimento Social de Luta dos Trabalhadores é simbolo de lutas por moradias e por uma sociedade mais justa, marcando forte presenca na luta por democracia e LULA LIVRE".

Não está fácil a construção hoje em dia de um ato em prol dos trabalhadores. Até pouco mais de uma dezena de anos, todo 1º de Maio, uma manifestação comemorativa, na maioria das vezes no parque Vitória Régia. Antes até com música, palco lá no meio da praça e com apoio da Prefeitura Municipal. Reunia-se muita gente e no meio da festança, sempre alguma conscientização. Isso hoje é coisa do passado, infelizmente. Até alguns anos atrás, algo ainda foi tentado, mas o país hoje é outro e assim sendo, muita coisa se perdeu e está muito difícil reatar esses nós. Nó desatado é difícil de ser refeito, ainda mais quando as condições se mostram adversas ano após ano. Sim, não existe como negar, existe hoje o receio desse tipo de concentração não mais reunir gente como no passado.

E mais que tudo, existe também uma divisão dentre os ainda dispostos a botar o bloco na rua. Pelo que sei, aqui em Bauru, deve ocorrer algo marcado pelo pessoal da Apeoesp, ligado ao PSOL. Estes continuam nas ruas. Por outro lado, a CUT, antes tão atuante, hoje um arremedo. Ouço que talvez saia uma carreata, sendo tentada por um Núcleo de Base. E por que não algo juntando todos? Está difícil unir, juntar oponentes, todos se dizendo na mesma luta, a em prol do trabalhador, contra o golpe e fazendo de tudo e mais um pouco contra o avanço da ultradireita, porém, com atividades separadas.

No mais, corre na boca pequena que, dia 28/4, quem estará por aqui será o ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, que está em plena campanha Brasil afora, para a presidência do PT e falando em todos os lugares sobre o PED. O PED (Processo de Eleição Direta) é um instrumento da democracia interna do PT (Partido dos Trabalhadores, onde filiados e filiadas vão as urnas para renovar as direções em todas as instâncias partidárias: municipais, regionais, estaduais e nacional. A intenção principal é a de aprofundar a democracia e os debates em prol de um partido mais plural, com representatividade de vários segmentos da sociedade e com diversidade.

Coisa de uma semana atrás, Edinho já viria, depois desconfirmou algo previamente anunciado e agora, remarcado, porém ainda não divulgado. Na verdade, será difícil unir novamente os descontentes com o ocorrido na cidade na última eleição, quando a direção estadual passou por cima da instância municipal e praticamente golpeou as intenções de candidatura própria. Pra Edinho fazer campanha aqui por Bauru precisará antes tentar conversar separadamente com os grupos, pois do contrário sua vinda será esvaziada e enfraquecida. Isso tudo precisa ser previamente costurado e depois, mesmo em cima da hora, marcar algo onde todos possam estar juntos com algo marcante pro Dia do Trabalhador.
OBS.: As fotos são da manifestação de 2018 na Praça Rui Barbosa, centro bauruense.


GREIFO É O CARA - PASSAR PELA USP PARA PRESENCIAR EXPOSIÇÃO DESTE GRANDE ARTISTA BAURUENSE
Os grandes artistas do traço bauruense são todos muito bem conhecidos por todos os admiradores dessa arte. GREIFO um dos seus expoentes. O danado tem um baita currículo, pois já circulou por todos os cantos desta cidade. Seu traço é bem conhecido e está exposto em várias HQs e suas caricaturas deitam fama em eventos variados. O conheço de longa data. Foi um dos primeiros a colocar seu traço numa camiseta do bloco carnavalesco Bauru Sem Tomate é Mixto e assim por diante, está por todos lados e lugares.
 
Veio do Paraná, começou cedo por aqui, aprendeu o ofício com o mestre Aucione, caricaturista e chargista do Jornal da Cidade por décadas, por lá fez e aconteceu. Depois ganhou o mundo. Como todo artista, passou o diabo tentando se impor e mesmo assim, nunca parou de produzir. Incansável no que faz, sempre tem coisa nova dentro de suas pastas, debaixo de seus braços e batendo perna pela aí. O vejo sempre no ateliê do Leandro Gonçalez, ali na rua Bandeirantes, atrás dos Correios, ou seja, sempre nas paradas de sucesso. Uma caneta ou um lápis - não seria um pincel? - nas maõs e uma ideia na cabeça. E tudo o que sai dali é ouro.

Agora, um pouco de tudo o que já fez, ele conseguiu reunir numa bela exposição dentro do campus da USP - Universidade de São PAulo -, num dos mais belos locais para essa finalidade em Bauru e até o final deste mês, com possibilidade de dilatação do prazo, com visitação no horário comercial. Ali um pouco de tudo o que já fez e continua fazendo. Greifo é polivalente, bate em todas as posições, desenha muito e se esforça cada vez mais. Quem é do ramo e gosta um bocadinho que seja dessa arte proveniente de mãos hábeis, deve por lá passar e reverenciar este já mestre neste quesito.

Este é um artista que precisa e muito ser valorizado. Ficar escrevendo dele é chover no molhado. O bom mesmo é quando passando por ali na avenida Octavio Pinheiro Brisolla, parar e adentrar, ir conhecer ou rever o que está ali exposto. Greifo vale a pena. Seu trabalho é valoroso e representa e muito o esforço de nossos artistas do traço, os que decidiram viver de sua arte e para tanto, fazem misérias e mais um pouco. Vamos?

o inconcebível está em curso
ISSO É MAIS QUE ABSURDO - PUNIÇÃO EXEMPLAR PARA QUEM PROPAGA ATOS NAZISTAS E REVERENCIANDO A KLU KLUX KLAN
Eis o link para o vídeo gravado pelos próprios policiais: https://www.instagram.com/reel/DIgqZPWgjS3/
Tem algo de muito estranho ocorrendo dentro de instituições, ditas, vistas e pagas para nos proteger. Eu, na qualidade de professor de História, abomino o nazismo em qualquer instância e temos leis suficientes para, não só enquadrar, como enjaular quem defenda abertamente essa aberração, que assassina cruelmente opositores e prega um regime de governo despótico, mais do que autoritário, diria mesmo, criminoso. Agora, como o Brasil de hoje anda com suas instituições, principalmente as constituídas e atuando em estados da federação comandadas por políticos de ultradireita, com tudo de pernas para o ar, não só a licenciosidade, mas como a perversão predomina. O que está sendo divulgado neste momento, como ocorrido por agentes públicos do BAEP, portanto da Polícia Militar do Estado de São Paulo é abrerrante, abominante e criminoso. Não merece só punição exemplar, como expulsão da corporação. Quando vejo algo assim ocorrendo de forma aberta, com vídeo circulando pela aí, o sentido de impunidade está mais do que aflorado. Portanto, quando alguém vem me dizer que se joga pesado demais contra o estado atual de atuação da Polícia Militar, eis um comprovado exemplo de que, na verdade, ela está num caminho meio que sem volta de perdição. Algo precisa ser feito para conter essa abominação. Não sou bocó de mola e sei que, se ela, a PM age assim, descardamente é por incentivo de alguém superior lhe dando guarida e sustentação. No caso, creio que, em primeiro lugar, depois desse vídeo estar circulando, deveriam procurar o governador Tarcísio de Freitas e perguntar o que acha do ocorrido e quais providências tomará - ou já tomou a respeito. Dependendo da resposta, a certeza de que, Tarcísio é muito pior do que o antigo mentor, o hoje encralacrado Seu jair. Se nenhuma punição ocorrer, daí sim, a nossa PM está fadada a não ter mais conserto. Algo como o visto por este visto, deveria ser repudiado em todos os meios de comunicação deste país e mundiais. Quando isso também não acontece, muitas de nossas instituições já estão contaminadas e assim sendo, creio que, se passarem o pano para isso, já devo começar a procurar um lugar para me esconder.