terça-feira, 19 de agosto de 2025

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (163)


ALGUÉM AÍ AINDA ACREDITA NAS PROMESSAS FEITAS PELA ALCAIDE, A incomPREFEITA SUÉLLEN ROSIN?
Isso ontem foi motivo de chacota e o momento irônico dentro da sessão semanal da Câmara Municipal de Bauru, quando o vereador Segalla estava com a palavra e dizendo de um assunto polêmico na cidade, que são as promessas da prefeita, a maioria feitas no calor da campanha política e depois esquecidas. Dizia ele do caso da Estação Ferroviária da NOB, hoje interditada e praticamente abandonada ao deus dará. Ela, a alcaide prometeu em campanha que reformaria - ou restauraria - a estação e para lá transferiria a maioria das secretarias da Prefeitura Municipal de Bauru. Como até as pedras do reino mineral sabem, isso está já fazendo parte do quesito esquecimento obrigatório, pois desde então nenhuma palha foi movimentada neste sentido.

Foi quando para surpresa geral, o vereador Helinho, hoje também ocupando interinamente a presidência daquela Casa de Leis, pede um aparte para dizer de forma enfática: "Isso ocorrerá em 2027". Ou seja, a alcaide empurra com a barriga e joga para o final do seu mandato. Segalla não se segurou e teve que obrigatoriamente ser irônico diante da desprositada fala: "Puxa vereador, sabia que ao menos duas pessoas ainda acreditavam nas promessas da prefeita e hoje tomo conhecimento que uma delas é o senhor". Helinho e mais outros 17 ou 18, até 19 vereadores dizem amém para tudo o que a alcaide envia para a Câmara, aprovando cegamente e sem pestanejar, mesmo quando seus projetos são encaminhados com meras duas linhas em sua construção e defesa. Segalla ressaltou também do fato dos que acreditam em tudo, ou cumprem papel de demonstrar que, mesmo nada ocorrendo naquele sentido, as promessas, por mais infundadas que sejam, um dia merecerão o despertar do interesse para sua concretização. A gargalhada de quem assistia a sessão deu para ser ouvida de onde me encontrava, do outro lado do meu rádio, escutando a sessão pela rádio Câmara.

O que deu para extrair do ocorrido é que, as promessas da alcaide hoje são piadas prontas. Pior foi logo a seguir, quando da vez do vereador Borgo fazer uso da palavra e este insistir em repetir novamente que a situação financeira da Prefeitura beira o caos e segundo ele, até o final do ano, não terão dinheiro suficiente para fechar as contas e arcar com os compromissos. Disse mais, que todos os que hoje referendam e aprovam tudo, serão cobrados por assim agirem de forma irresponsável. Daí, o clima foi de silêncio geral, pois da ironia anterior, o assunto começou a coçar o cerebelo de quem vota hoje, não com a razão, mas por fazer parte de um grupo político, o dos que dizem amém e pedem a benção, para Suéllen e sua Famiglia.

Daí, saio para tomar café hoje pela manhã no bar ali na rua Primeiro de Agosto e o assunto do dia, que também deve ser o mesmo na Rádio Peão: "Enfim, quem ainda acredita nas promessas da alcaide?". Ouvi cada barbaridade, sendo que, muitas delas não é de bom alvitre repetí-las aqui, primeiro por se tratarem de algo grosseiro, porém não sem aquele fundo de verdade, que toda a cidade já reconhece. A alcaide falta muito com a verdade. Seus projetos apresentados para aprovação na Câmara dizem muito disso e a forma como os remete, como se não aprovando, a cidade entrará num caos já no dia seguinte, é algo como se encostasse os vereadores num paredão, sem direito a outra escolha, se não a de lhe passar mais um aval. E os 17, ou 18, algumas vezes até 19 vereadores continuam o fazendo. Onde vai dar isso ainda não se sabe ao certo, mas o vereador Borgo já vaticinou: as contas não terão caixa para serem honradas e o prazo para tanto é no máximo o final deste ano. É esperar para ver. Se isso de fato se consumar, a reforma/restauro da Estação da NOB entrará para o rol dessas promessas eleitoreiras. Na rádio Peão, ouvi dizer que, isso tudo é só o fio da meada, ou a ponta do rabo aparecendo debaixo do tapete, o iceberg despontando pra fora do oceano. Quem ousar ir lá puxá-lo pode levar um susto. Quem se habilita?

E SE O CANDIDATO DELA PERDER A ELEIÇÃO E OS SEUS NÃO FOREM ELEITOS, ELES PERMANECERÃO EM BAURU?
Essa pergunta foi também tema do comentário de um vereador na última sessão do Legislativo bauruense. A encruzilhada e grande dilema do bauruense é este. Mais do que evidente o poder alavancado por Suéllen Rosin, que soube se aproveitar do momento e chegar ao poder. Lá chegando deu um jeito, trouxe seus pais para a cidade e aqui se estabeleceram. Pelo que se sabe, compraram propriedades na cidade e até já mudaram a sede da igreja que mantinham lá de onde vieram para cá. Ou seja, para Bauru se mudaram de mala e cuia. Cidade de futuro.

A questão levantada na última sessão é a de que, no próximo pleito, quando Suéllen não poderá se candidatar e talvez, algo já aventado, seu candidato deverá ser o seu marido, algo mais do que questionável, porém, como já conseguiu emplacar a mãe como secretária de governo, talvez consiga o mesmo para com o marido. Suas pretensões não páram por aí. O pai talvez não dispute cargo algum, mas a mãe almeja ser deputada. E a própria Suéllen pode ser também candidata a deputada. E se não conseguir eleger ninguém do clã o que aconteceria? Quais seriam seus próximos passos?

O mais provável é que volte para onde veio ou alce outros vôos. Não sendo daqui e diante de uma situação nada confortável, com a cidade tendo muitos problemas após caixa em baixa, restará uma saída à francesa. Essa é uma grande hipótese, daí ela apostar todas suas fichas em fazer seu sucessor ou ao menos eleger a mãe para algo. O dilema bauruense é que, pelo que se comenta nos bastidores, a situação financeira do município não anda nada boa e o tempo das vacas gordas está se findando. Nem mesmo aprovar tudo o que enviava até então para a Câmara já está conseguindo aprovar e sem dinheiro no caixa, os problemas surgirão aos borbotões.

E não elegendo ninguém do clã, a cidade já enfurnada num caos, a situação da famiglia não será nada confortável. É sabido que tudo nessa vida tem começo, meio e fim. Especula-se que o fim deste segundo mandato será trágico, com acumulação de problemas, principalmente os com falta de dinheiro no caixa. Isso posto, sabe-se muito bem que, uma coisa é o conforto de quando tudo é alicerçado por um bom cargo público, com o de prefeita de uma cidade média, como Bauru e tudo é mais que desconfortável, perdendo o próximo pleito na cidade e não elegendo ninguém dos seus. O conforto se esvairia num piscar de olhos. Cidade quebrada e nenhum Rosin eleito, qual o destino destes? E como ficará a cidade para resolver todas as trapalhadas em curso, que irremediavelmente trará problemas mil logo ali na curva da esquina. Pelo que se avista teremos algo tenebroso como futuro para os próximos anos. Não sei porque, mas busco um filme para assistir antes de dormir, "Plano de Fuga", com Mel Gibson.

outra coisa
ESCRITOR LUÍS FERNANDO VERISSIMO NO HOSPITAL - BUSCO NO EDITORIAL DE LANÇAMENTO DA REVISTA "BUNDAS", SEU Nº 1, 18/06/1999 A EXPLICAÇÃO DOS MOTIVOS PARA COLOCAREM EM CIRCULAÇÃO UMA REVISTA COM ESSE NOME E PROPÓSITO DE AVACALHAR COM A HIPOCRISIA NACIONAL
Leio os Verissimos - insisto em botar acento, mas sei, é sem acento -, pai e filho. Hoje mais o filho, este que agora, leio está hospitalizado e naquilo que muitos dizem, estado irreversível. Vez ou outra, estou cá acabrunhado e quando indo ao encontro de seus textos, diante da primazia com que escreve e descreve situações, pessoas e o cotidiano onde estamos sobrevivendo, o danado me faz rir e refletir. O pessoal da revista Bundas, tendo Ziraldo à frente, denominou os textos do Luis Fernando Veríssimo como sendo o próprio Editorial da revista. E assim ocorreu do primeiro ao último número. Tenho o privilégio de conseguir manter a coleção quase completa da revista aqui junto de minhas preciosidades mafuentas. Amanheci, li sobre a saúde do escritor e fui me socorrer em seus escritos, escolhendo este para aqui compartilhar. Bundas foi um revista magnetizante, a colecionei e ali textos de tanta gente boa, segmento do que já havia feito, tempos atrás, o velho e saudoso Pasquim. Quero agora escolher um dos tantos livros dele aqui - devo ter uns vinte - ,reler e tentar ao menos levar com uma necessária pitada de humor a vida ocorrendo de forma desenfreada, destrambelhada, disparatada e amalucada do lado de fora de minha janela. Enfim, como escreveu Veríssimo no texto aqui reproduzido, estamos aqui para lutar "contra essa tempestade de bosta que ameaça nos soterrar".

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