quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

BEIRA DE ESTRADA (202)


SE MATOU POR CAUSA DE SUAS DÍVIDAS - ALGO DALI E DAQUI
São tantas coisas. Vou tentar juntá-las todas no mesmo balaio escrevinhativo. No começo da semana uma noitícia vinda da hoje muito combalida Argentina, a demonstrar como anda a situação dos ainda assalariados, os que depois de tudo o que o insano Javier Milei fez com o país, ainda conseguem se manter com um salário. Os aposentados por lá encontram-se numa calamitosa situação com perdas salariais incomensuráveis, precisando ter que escolher entre gostar o que ganham para comer ou comprar remedios. Os dois juntos impossível e daí, nunca se viu parcela significativa da população totalmente endividada. O resultado disto é o que se viu com a notícia de um guarda pessoal da residência oficial da presidência, a de Olivos, quando não conseguindo mais postergar dívidas e nã osabendo mais como resolver tudo o que lhe afligia, se mata com um tiro no seu local de trabalho. A ocorrência foi muito discutida naquele país, mais precisamente por se tratar de alguém com emprego fixo e muito próximo do atual presidente. De tudo o que li a respeito, o mais doloroso é a constatação de que, com os salários pagos atualmente para os argentinos é impossível levar uma vida digna. E quando bate o desespero, daí por diante tudo pode acontecer.

O que se viu acontecendo em Buenos Aires não é privilégio deles. Cá na Bauru onde vivo, tenho relatos de num só dia desta semana ter recebido contato de três pessoas conhecidas, todos me pedindo valores muito baixos, cada qual com uma situação muito aflitiva. Não nego ajuda, mas ninguém pode resolver problemas sociais individualmente. Primeiro porque sou também assalariado, recém aposentado. Sim, vivo um situação diferenciada diante de tudo o se observa acontecendo pela aí. Meu orçamento também é bem apertado, mas as redes sociais enganam muito e quando algo é exposto, estando numa situação distinta da grande dificuldade por que passa boa parte da população, natural um querer se escorar no outro. Tento analisar caso por caso, faço o que posso e diante do vivenciado, intensifico a luta para a transformação social no mundo onde vivemos. O pior malefício do capitalismo é demonstrar tudo o que está disponível, porém, sem condições de capacitar todos para usufrir deste todo. Só uma ínfima parcela da população goza de uma vida absolutamente digna. A maioria rala, se esfalfa para manter um padrão e para tanto, vemos muitos absurdos sendo realizados. Sim, o homem pode ser o lobo do homem, mas pode também lutar pela construção de um mundo diferente do que vivemos, onde com uma melhor distribuição de tudo à nossa volta, todos viveríamos muito melhor. 

Dói demais uma pessoa próxima de você te contatar para lhe pedir algo em torno de R$ 10 reais. Ele precisa sanar uma necessidade imediata e só, nada mais. Logo mais, com certeza no mesmo dia, virão outras e outras necessidades. E se recorrem e conseguem com uma pessoa o atendimento, quantos outros não estarão sendo contatado para as necessidades seguintes. Não caio na onda dos que apregoam da existência de infinitas oportunidades e que, pedir vira uma bola de neve, nunca cessa. Cada caso é um caso e impossível querer analisar e se achar o dono da verdade, o que pela sua condição enxerga o outro por cima e não o todo, a constituição e como rola as normas do mundo onde vivemos todos. A depressão causada pela situação onde as pessoas se encontram se agrava com a miséria instalada. Sózinhos, atolados numa problemática muito envolvente, o panorama com uma luz no final do túnel é cada vez mais difícil. Certa feita, anos atrás, recebi uma lição da Maria Inês Faneco, que brilhantemente consegue tocar um projeto social, entregando cestas básicas semanais para a população carente. Trabalho dos mais dignificantes e enaltecedores. Uma pessoa me havia pedido uma cesta básica e pedi a ela se podia me arrumar. "Henrique, conheço você, minhas cestas são contadas, poderia até lhe arrumar uma, mas você pode, na sua condição, entregar uma dentro de suas possibilidades para essa pessoa". Aquilo me calou fundo. Hoje, vou atrás de algo neste sentido e confesso, me sinto melhor comigo mesmo.

Nunca vou expor ninguém por lhe ajudar. Isso é abominável. Vivemos tempos onde a classe política ligada à direita fascista, desdém do menos favorecido. Milei na Argentina é cruel, insensível, criminoso vendo boa parte dos até bem pouco tempo trabalhadores, hoje desempregado, morando nas ruas e cada vez eliminando mais direitos fundamentais. Por aqui, com uma descabida atuação no Congresso Nacional, hoje acertadamente denominado como Inimigo do Povo, fazem de tudo e mais um pouco para continuar cravando a estaca nos costados do trabalhador. O Governo Lula faz o que consegue e tem feito muito, pois com congressista como temos, fosse mais fraco, já teria perdido este jogo. Na Bauru governada pela clã Rosim, Suéllen alcaide e sua mãe, na Assistência Social, até quando distribuem cestas básicas, ocorrem barbaridades. Fazem empréstimos descabidos, endividando cada vez os cofres da cidade, decretando praticamente sua futuro insolvência, pensando pouco ou quase nada com soluções para a grande maioria dos empobrecidos cidadãos. Governam fazendo jogo de cena. Uma pena, pois se a situação famélica se alastra, gerando situações catastróficas como a do guarda pessoal do presidente se suicidando, muito em breve, teremos Bauru na mesma situação. Adentraremos um ano novo, 2026, recheado de preocupações, pois enquanto perdurar a grana destes empréstimos, a cidade ainda será tocada, depois não mais. Bauru está a porta do caos, que guardadas as devidas proporções, viverá de pires na mão. Uma cidade depressiva pode também, como já se vê, com ocorrências repetidas e na maioria, gerando o caos. Não resolveremos nos problemas sociais do planeta elegendo políticos de direita ou de cunho fascista. Estes nunca farão nada pelo povo. O negócio deles é bem outro. Milei que o diga e com o que se presencia da atual gestão administrativa de Bauru, problemas sequênciais e praticamente incontornáveis num curto espaço de tempo. Maquiagem é uma coisa, gestão verdadeiramente social é bem outra.

10 ARTISTAS QUE MAIS RECEBERAM VERBAS PÚBLICAS - TODOS BOLSONARISTAS
Um levantamento feito pelo deputado federal Dimas Gadelha e divulgado hoje pelo senador Randolfe Rodrigues mostra o ranking dos 10 artistas que mais receberam verbas públicas no Brasil.
A pesquisa foi feita com dados de contratos firmados ao longo dos últimos 10 anos com prefeituras, emendas parlamentares e projetos culturais viabilizados por leis de incentivo. E adivinha: a maioria (pelo menos 90%) é de extrema-direita, gente milionária, que adora se esbaldar com dinheiro público e que apoia ataques contra a democracia brasileira. Eiso link da fala do senador na tribuna da Câmara: 

voltando pras coisas da aldeia bauruense
ilustração de fernando redondo
A COISA SÓ PIORA - UMA SESSÃO PIOR QUE A OUTRA, AGORA SÓ FALTA MESMO O PLANTÃO POLICIAL
17 de dezembro de 2025 ficará registrado como mais um dia em que a Câmara de Bauru abriu mão de ser Poder para virar balcão.
Quando vereadores deixam o plenário denunciando a Mesa Diretora com a conivência dos vereadores da base por transformar o Legislativo em cartório do Executivo, não se trata de espetáculo político — trata-se de alerta institucional.
Projetos que impactam esta e as próximas gerações estão sendo empurrados sem debate, sem contraditório e sem respeito ao papel constitucional do Parlamento. O rito virou formalidade; o plenário, carimbo. E o bauruense começa a perceber, tardiamente, que muitos dos eleitos já tinham pacto prévio de poder com a prefeita e seu entorno familiar antes mesmo da eleição.
Não é “divergência política”. É abdicação de função.
Quando o Legislativo renuncia ao debate, quem perde é a cidade — hoje e amanhã.
Diante desse cenário, a cobrança precisa ser direta: onde está o Ministério Público de Bauru?
Não para decisões genéricas, mas para agir — inclusive sobre evoluções patrimoniais inexplicadas, relações nebulosas e decisões que afrontam o interesse público.
Projetos estruturantes e de bilhões exigem luz, debate e coragem institucional.
O silêncio das instituições, nesse contexto, não é neutralidade: é conivência.
Bauruense acorde!
Resta saber se quem deveria fiscalizar vai acordar junto — ou continuar assistindo à democracia ser empurrada para fora do plenário.
Fernando Redondo / Jornalismo Independente

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