domingo, 31 de dezembro de 2023

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (126)


UMA ÚLTIMA COISINHA DO ANO VELHO E A DO ANO NOVO

ao menos uma história diante de todas vistas e ouvidas em Los Angeles EUA

GANHAR DE PRESENTE UM MEXICANO LHE CONTANDO A HISTÓRIA DE EMILIANO ZAPATA É ALGO INDESCRITÍVEL
Paramos para ouvir e ao final, evidentemente, compro bolsa com recuerdo mexicano. Este é o tipo de história que adoro contar, passar para a frente. Ela pode sintetizar como me sinto situado neste mundo. Onde estou, o que sou e para onde vou.

No roteiro feito pela ABPA, minha companheira de todas as horas, lá estava um passeio junto a uma feira/mercado mexicano. A Califórnia, como sempre soubemos, trata-se de território mexicano, portanto, eles estão por todas as partes. Impossível não trombar com eles, seja em San Francisco ou Los Angeles. 

Na porta da uma loja muito pequena, espremida entre outras maiores, com alguma coisa do lado de fora e tudo o mais lá dentro, descendo uma escada. O que me chama a atenção são umas sacolas penduradas num canto e todas elas, muito coloridas e com lembranças de heróis mexicanos. "Terra e Liberdade! Viva Emiliano Zapata", a inscrição de uma delas. Evidentemente que me despertasm a atenção. Ao me aproximar e demonstrar interesse, algo barato, 5 dólares, o senhor me diz serem de um libertário de seu país. Digo saber quem é e ele começa a me contar algo de sua história.

Como não parar tudo e ali permanecer ouvindo-o em algo maravilhoso dentro de nossa viagem. Na história da resistência do povo mexicano, Zapata foi mais do que grande. Quando me deparei com ele numa bolsa, dessas muito simples, não pensei em levar para dela me utilizar, mas enfeitar minha casa, ou melhor, meu novo Mafuá 2. Dentro do universo do que vivencio aqui, num canto onde ainda é possível me deparar com algo tão singelo, fico tocado e continuo minha peregrinação com o espírito incorporado de Zapata. Quando desci com o pequeno comerciante mexicano, os degraus levando para o modesto salão principal de sua loja e lá, fez questão de tirar uma foto ao meu lado e mostrando algo do que vende, com muitos outros objetos a reverenciar a história de seu país, queria ter podido gravar, registrar o feito, o sentimento dele para um turista a se interessar pela história de algo de seu. Fiquei na intenção. Em alguns momentos sou rápido, noutros parece que me petrifico e congelado, fico sem saber o que fazer. Foi o que aconteceu naquele momento, com ele me contando alguns dos entreveros revolucionários onde Zapata esteve envolvido e da luta dos fracos e oprimidos, segundo ele, que por alguns breves momentos, estiveram vitoriosos e depois, como sempre em nossa história, foram derrotados e contidos, calados, dominados e nem a sua verdadeira história, em alguns momentos, pode ser contada como de fato aconteceu. 

Não esperava me deparar com algo assim numa viagem aos Estados Unidos. Porém, dali daquele recanto, naquela feira de produtos deles, sei que, se estivesse com mais tempo, seria apresentado a outros e mais outros, tomando conhecimento de outras lindas histórias, as do tipo que gosto de contar, as do Lado B deste mundo.

Quero muito poder trombar com pessoas como ele, que nem o nome sei e poder transmitir por aqui algo de sua história. Fazer isso, mesmo que de uma forma bem insipiente e amadora, me traz enorme felicidade.

Quem me lê por aqui e me conhece, espere cada vez mais isso de mim...

Desejo
a cerveja gelada
o fígado em ordem
o coração nos conformes
os amigos presentes
a bola na rede
a mão na roda
pixinguinha na vitrola
Exu centroavante
Ogum de ronda
Xangô no apito
o camarão no prato
o moleque na escola
o samba no terreiro
e o dia bonito.
o papo na esquina
o botequim aberto
a televisão desligada
a pipa no ar
a rua sem carro
o trem no trilho
a barca no mar
a canoa no rio; o Rio.
a casa de vila, a troça
a taça, a prosa
a sanfona
a folia, o dia
a água gelada
o buraco quente
nelson cavaquinho
Odé de frente
e peixe assado.
Mais feira, menos mercado.
A festa de Cosme
a festa na Penha
o traçado
o trabalho leve
a cantiga breve
o subúrbio livre
o livro.
a paz, o pão, o pião, o rodopio,
o batuque, o desvio
o truque sem trambique
o batuquejê, o acarajé
e o tremelique
a comida farta
que anda sumida:
pirão, mocotó, rabada
pururuca, dobradinha
(para quem preferir
boa salada)
o prazer sem tempo
e sem tristeza
o desejo de dizer
movido a birinaites
numa mesa do Brasil
de qualquer parte
com patriótica certeza:
- a minha pátria é a língua à milanesa!
cachaça, vinho, manga
reza, bamba, bimba
candonga, sunga, pinga
toque de bola, vento,
varanda, gol da virada
a criança brincando
o homem sorrindo
a mulher amada
(professor e escritor carioca Luiz Antonio Simas

sábado, 30 de dezembro de 2023

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (197)


PRONTO, AMANHÃ SERÁ ANO NOVO*
* Meu 134º texto para o semanário DEBATE de Santa Cruz do Rio Pardo, última edição do ano, saíndo do forno no pultimo dia do ano:

E daí? Tudo não continuará a mesma coisa? Sim. Na cabeça das pessoas isso de Ano Novo Vida Nova, mas isso é tão surreal como acertar na loteria. Nada muda assim num vapt-vupt. São necessários uma imensidão de fatos, ocorrências e procedimentos para, de fato, algo mudar. Da boca pra fora, tudo sempre muito fácil, mas na prática, isso são lá outros quinhentos – coloque quinhentos nisso. Não nutro mais esperanças de algo mudando da água pro vinho de um dia para o outro, daí dou toda força pro que vejo Lula fazendo em seu terceiro mandato. Ele sabe mexer com os pauzinhos, cede aqui para ganhar algo ali. Este o jogo que muitos não sabem fazer. Ele sabe e assim conquista muito dos avanços onde hoje o Brasil está enfurnado.

Saber jogar o jogo é primordial. Vivemos dentro de um capitalismo cruel. Dizem que seus estertores, porém, isso deve durar ainda um bom tempo e assim sendo, pelo que sinto hoje na pele, nestes momentos, quando tudo está em plena transformação, a crueldade aumenta. Veja o que fazem com as leis trabalhistas e as empresas estatais. Querem flexibilizar tudo, derrocar o que puderem, pois precedem algo novo pela frente, daí, acreditam que com a terra arrasada seria possível algo começando e “eles” com os bolsos bem cheios. O jogo aí fora de nossa janela está muito bruto, sanguinário, impiedoso e cada vez mais insano.

O ser humano, pelo que se percebe pelo resultado de algumas eleições, perdeu a noção de convivência pacífica entre todos. Num mundo governado pela dita esquerda via, pelo menos uma noção de senso humano prevalecendo sobre as tais leis do mercado. Lula prega e executa isso. Neste final do neoliberalismo, um salve quem puder, quando a dita direita, ou ainda pior, a ultradireita, quer colocar fim em tudo o que foi tão duramente conquistado. Um jogo de queda de braços onde, pelo que se vê, quem está se saindo melhor são os direitistas, avacalhando com o mundo como o conhecemos.

Neste avacalhar, dane-se os menos favorecidos – a maioria da população. Olho para nossos legislativos, desde os municipais aos federais e a perversidade está em curso, em evidência e latente algo sendo construído para privilegiar uns poucos, os graúdos do lugar, em detrimento de todo o restos, no caso, nós, o povo. Não estamos sabendo nos representar e colocamos lá, para decidir por nós, gente agindo contra nossos interesses. Ou pior, será que quando votamos queremos que isso tudo que, por exemplo, um Tarcísio faz com São Paulo seja o mais correto? Como pudemos votar num sujeito como ele? Ou será que, quando o paulista sacramentou o voto em alguém assim tão fora da casinha, não queria ver tudo sendo destruído? Temo que, isso vá além da mente humana ser conservadora. Não estariam sabendo teleguiar os que hoje leem cada vez menos e fazem tudo seguindo memes indicados por grupos internéticos?

Daí, como comemorar o Ano Novo, se tudo continuará velho. Alguma perspectiva de algo novo, realmente transformador? Eu aposto todas minhas fichas em gente como Lula, pois pelo já demonstrado, está a safar o país do horror do passado. Não esperem vá ele fazer tudo o que almejamos, pois as forças contrárias são enormes e ele tem que driblá-las diariamente. No quesito local, aldeia onde vivemos, interior paulista, o buraco é muito mais embaixo. Enquanto perdurar este medo por algum tipo de mudança, estaremos nas mãos de quem não avança e só nos põe para trás. Pensando e agindo diferente, eis algo realmente transformador para este tal de Ano Novo acontecer e mudar nossas vidas. Peguemos a onda certa...

OBS.: Fiquei duas semanas sem aqui comparecer. Tirei férias de mim mesmo, mas não consegui me ausentar por mais tempo.
Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e historiador (www.mafuadohpa.blogspot.com).

CONSIDERAÇÕES SOBRE GUARDIÃO DESEJANDO BOM ANO NOVO TODO VERDE-AMARELO:
Simples, muito simples. Em primeiro lugar, creio já termos passado do momento de celebrarmos nas cores pátrias, a verde-amarelo, que um bando de desajustados teve a intenção de se apropriar, dizendo ser só deles. Com o tempo - muito pouco tempo - percebeu-se que, o patriotismo destes é pura sabujice, sabotagem, plano golpista. Retomar as cores é algo primordial, pois depois de tudo, como sabemos, até envergar a camiseta verde-amarelo da seleção - que anda muito mal das pernas - tem se tornado algo raro. No caso específico do Guardião, tem outro motivo, pois é também muito verde-amarelo as cores da bandeira bauruense. Daí, neste cartum de final de ano, a justa união das duas coisas e assim, algo bem verde-amarelo e com a cara da necessária resistência e luta, algo empreendido pelo super-herói bauruense desde o início de suas atividades de capa espada.

Por fim, o desejo destes dois intrépidos cidadãos da vida bauruense, o homem do traço dopersonagem, Leandro Gonçalez, que dá vida a algumas de minhas mirabolantes ideias, colocando-as no papel, num colorido mais que especial e eu, o mafuento HPA, prometendo de pés juntos, que no Ano Novo investirá muito mais pesado na perseguição aos malversadores bauruenses. Guardião fez história e certa vez, me encontrei casualmente com o ex-vereador Marcelo Borges, infelizmente já falecido e este me disse: "Henrique, você nã osabe como ficávamos apreensivos lá na Câmara com a chegada de um novo Guardião. Aquele com os duas caras, o personagem do Batman, eu de um lado e o Segalla de outro circulou entre todos por lá. Riam de nós, tudo culpa da picardia do GUardião". Do Marcelo eu aceitei prontamente e rimos juntos, de outros, com certeza, incrementaria a crítica, ironia e sagacidade na próxima publicação. Bolamos entre nós, possibilidades de remoçar o personagem para o ano novo. 

Enfim, Boas Entradas e Boas Saídas para tudo, todas e todos. Votos sinceros da dupla.

DIÁRIO DE CUBA (239)

 A BAURU VISTA DE BEM LONGE

ARAPONGAGEM EM BAURU - Para entender bocadinho do que se passa, se faz necessário ler e se inteirar do que anda rolando nos bastidores de investigação - e também policial - entranhas nada lisongeiras de uma insólita e perversa Bauru, oculta de muitos dos seus habitantes. O site Contraponto explica em detalhes como foi o depoimento do hacker, algpo difícil de acreditar, mas pelo visto, com muito fundo de verdade.

https://contraponto.digital/inquerito-42-hacker-aponta-conteudos-de-conversa-por-watts-entregues-a-policia-civil-de-aracatuba/ 

ESCOLAS DE BAURU ESTÃO COMPRANDO PÚLPITOS. É ISSO MESMO?

DESEJOS E REALIZAÇÕES

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

COMENDO PELAS BEIRADAS (139)


POR ONDE TENHO ANDADO
Viajei de férias dia 23/12/2013 e só volto pra Bauru em 19/01/2014, daí vendo tudo à distância, primeiro algo do que faço por aqui e depois algo do ano ainda em curso.

SAN FRANCISCO - 1ª Parada - quatro dias e o que mais me impressiona, com muita coisa fechada, enfim, passo por lá na entresafra antes do Natal. Só lojas comerciais abertas, nenhum museu. Escolhemos eu e ABPA, caminhar pelas ruas e conhecer lugares. De todos, o que mais me impressionou foi o bairro latino, na verde, mexicano, enfim como sabemos, a Califórnia nunca deixou de ser mexicana. E pelo visto, nunca deixará. As cores da cidade são muito bonitas, dão belas fotos e vejo também muitas pessoas em situação de rua. Falo um inglês pífio, daí minha aproximação não se dá. Converso pelas ruas com latinos e quando com algum americano, tendo como intéprete Ana  Bia. Duas fotos daqui:


SAN LUIS OBISCO - 2ª Parada - Aqui só uma noite, chegamos da estrada ligando o litoral, eu dirigindo, mais de 350 milhas (cada milha aproximadamente 1,6km), cansado e tudo escuro. Por aqui escurece muito cedo e lá pelas 17h a claridade se foi. Um hotel ao estilo do que via nos filmes norte-americanos, tudo térreo e um apartamento ao lado do outro, beira de estrada. Tudo ao estilo self-servive, quase sem funcionários. Até os postos de combustíveis aqui são desta forma. Sa[imos pra comer e daí sim, algo bem daqui, sabem cobrar e muito bem. Preços disparadamente maiores que os praticados no Brasil. Ana me diz algo, usado para tudo aqui: "Se for fazer as contas não come". Deixo de fazer, mas dói.


LOS ANGELES - 3ª Parada - Estadia ainda em curso, Passaremos aqui o Ano Novo e no dia seguinte mais uma longa estrada, Las Vegas. Aqui a cidade do cinema e assim sendo, fui conhecer antes da própria cidade, dois grandes estúdios, o da Warner e o da Universal. Passamos longe da Disney, pois o visto aqui nestes dois já é capitulação além dos limites para mim. Absorvo o que vejo, engulo em seco, tento me distrair e toco o barco em frente. Tinha enorme curiosidade de ver de perto. Vi sem grandes aprofundamentos. Conheci um amplo estúdio, entrei em alguns barracões, sets de filmagens, com guia em espanhol. No outro, o da Universal algo só pra turista, estilo Disney, distração mental, algo mais pra crianças. Muita gente, preços altíssimos e olhos revirando em 380º, nada além de um enorme parque temático. Preferiria ruar, mas não desprezo a visita, enfim, conheci pessoalmente. Gosto muito de cinema e estar no lugar onde alguns são criados é, para mim, mais do que interessante. 



A RETROSPETIVA QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO - VIAJO E ASSIM ESCREVO POUCO, MAS LEIO A DO AMIGO RAFAEL SANTANA DE LIMA E A ENDOSSO EM TUDO
REFLEXÕES/RETROSPECTIVA DE BAURU 2023

"Obs - Antes de criticarem o texto, cobrem o que fiz pela cidade pra ter legitimidade de criticar, responderei nos comentários.

Bauruense é antes de tudo um esperançoso, mas precisamos estar atentos a tudo que está acontecendo, e nos detalhes, especialmente nos políticos, que fazem toda diferença no dia a dia e no desenvolvimento de nossa cidade.
Vejamos, o que produzimos para geração de empregos e rendas, continuamos mandando embora as empresas, os distritos industriais abandonados e até sem infra estrutura básica, documentação, alvarás, licenças engessadas, foram criadas mais de 20 mil empregos de Call Center com remunerações de salário mínimo.
Educação- mesmo com fartíssimos recursos continuamos estagnados, faltam 700 vagas de creches, dezenas de escolas precisando de reformas urgente, 5.300 milhões jogados fora num famigerado projeto "PALAVRA CANTADA", 35 milhões em 16 imóveis que estão fechados e abandonados, não foi construída uma escola sequer, nossos talentosos universitários sendo "exportados" por falta de criar oportunidades.
Saúde- O mais importante, entendo deveria ter prioridade, porém foi o inverso, vejamos, troca de 4 Secretários em 3 anos, verdadeiro bate cabeças, Upas e UBS superlotadas com pessoas literalmente amontoadas, faltam leitos de UTI, ambulâncias, ares condicionados, remédios básicos, o piso da enfermagem, os funcionários sobrecarregados, desmotivados, sendo agredidos por pacientes revoltados, superfaturamento de softer 16 milhões, uma absurda remoção de diretores concursados da compras, e estranhamente substituídos por "pessoas" de fora, os seguranças não recebem salários, episódio estapafúrdio e mal explicado da UBS do VARGEM LIMPA, e o mais triste e intrigante, bauruenses continuam morrendo por falta de atendimentos.
Esportes- Distritais abandonados e invadidos por usuários, segmentos foram extintos, Jogos Regionais num "honroso" 32° colocação, as reformas sendo adiadas "politicamente", para o ano de reeleição, todos os méritos e honras a ABDA ou nosso esporte inexistiria.
Cultura- Aplausos ao Depto literário e reforma do Teatro, porém ricos recursos destinados á artistas nacionais, e quem produz a arte em bauru deixados a terceiro plano, nosso grande carnaval empurrado a Av Jorge Zaiden, houve escola confirmada na véspera do carnaval, uma demora na definição da Lei Paulo Gustavo que causou prejuízos a classe, e é quase nada, ter somente um caminhão palco, é o instrumento que possibilita levar arte aos bairros.
Cohab- já deveria ter sido fechada, deixando um escritório para restante de recebimentos.
Emdurb- acumulando prejuízos de mais de 1.200 milhão mês, apadrinhada sempre que precisa, mesmo com esforço e dedicação de funcionários ainda é o calcanhar de Aquiles das administrações.
Dae- troca constante de Presidentes, o que demonstra um bate cabeças, nem esquentam a cadeira e são trocados, com tempo somente pra fazer bobagens como por ex compra de 75 viaturas e 25 motos, não fossem denunciadas estariam apodrecendo no Recinto, o que aliás virou depósito das sucatas do Dae, continuam vazamentos, num desperdício de 45% de água tratada, ETE, piada de mau gosto, nada fizeram pra desassorear o Rio Batalha, falo sobre um Projeto de Fotovoltaica á 5 anos, nunca sequer quiseram conhecer, ficando a impressão que trabalham mesmo para entregar á concessão, a que já foi a " jóia da coroa ".
Legislativo- Poucos produzem muito e muitos produzem pouco, recordista de audiências foi um fator positivo, pois virou verdadeiro palco de entretenimento quando Vereador foi pego, tendo o dedo empunhado em seu nariz pelo Executivo para mudar seu voto...e..., pasmem, mudou, percebe se claramente uma disputa dos situacionistas votando de olhos fechados e muitos fazendo o chamado troca-votos com tapinha nas costas, sinalizações, conserto de buracos, de vazamentos, limpezas etc etc, se me pedissem uma nota seria 5, muito pouco.
Poderia dizer pelo menos DUZENTOS, disse
"200" problemas crônicos de bauru, graves, e que deveriam ser inclusos nas prioridades, entre eles, prioridade das prioridades, o Plano Diretor e Lei de ocupação de solo, empurraram com a barriga, pergunto, como desenvolver a cidade sem isso, aliás, MUITA COISA, MUITOS PROJETOS foram também empurrados com a barriga, estratégicamente, pois, " OS PROJETOS PESSOAIS SÃO MAIS IMPORTANTES QUE A NECESSIDADE DA POPULAÇÃO", quando se tem um eleição vizinha. 2024 eleição, pensem com carinho, BAURU PRECISA DE UM OLHAR MAIS CRÍTICO, OU VOCÊ ESTÁ FELIZ ASSIM ? Poderia escrever mais vinte páginas sobre todos os problemas, porém quero desejar um Feliz Ano Novo a minha doce e querida cidade, "sou cidadão bauruense" com muita honra, sua ordeira e gentil população, e a todos os meus amigos... repetindo sempre a frase forte do início do texto.
OBS- BAURU VAI FICAR SEM ÁGUA E NADA ESTÃO FAZENDO, ESTAMOS COM O BATALHA ABAIXO DO NÍVEL, E NINGUÉM FALA PARA A POPULAÇÃO POUPAR ÁGUA...ISSO É GRAVE !!! #ACORDABAURU".

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (223)


TRÊS HISTÓRIAS COLHIDAS RAPIDAMENTE QUANDO PELAS RUAS DOS EUA

PRA COMEÇAR OS TRABALHOS - EU  FUI E VÁRIAS VEZES

1.) STEVE É DO NEPAL, VIVE EM SAN FRANCISCO EUA E SUA IDENTIFICAÇÃO COM O BRASIL AINDA É O FUTEBOL
Steve é um uberista em San Francisco. Quando o vi dirigindo de máscara, achei pudesse ser latino. Não entendeu nada de meu portunhol. Ana Bia intercedeu e começamos assim um diálogo, enquanto durou nossa viagem. Nove anos nos EUA, diz estar feliz da vida, mesmo muito longe de sua casa. Quando nos identificamos como brasileiros abre um sorriso extra e a primeira palavra pronunciada foi: "Neymar". Ele gosta de futebol. Ana o provoca sobre seu time do coração, o Flamengo. Ele, simpático, ri e demonstra não saber do que se trata. Na sequência cita Ronaldinho, Rivaldo e Roberto Carlos. Conhece estes, mas quando falo de Pelé, fica no ar, ou seja, para nossa tristeza, o rei já não é mais referência para os boleiros mundo afora. Ele também diz gostar de Messi e Diego Maradona. De Messi, diz assistir todos seus jogos pela TV e passou a torcer pelo time onde joga, pois sabe tudo de bola. Sobre Roberto Carlos, diz se lembrar dele, mesmo tendo parado há algum tempo, pois não esquece de seu chute forte. Tento ver o que mais conhece do Brasil e cito Lula. Não, ele nada sabe de nossa política e de nenhum outro da América Latina, só mesmo algo de nosso futebol. Sem lhe perguntar me diz que as TVs daqui quase nada mostram de nós, abaixo da linha do Equador. Ou seja, na mídia daqui quase não existimos.

2.) EU E UM CUBANO ADORADOR DOS TEMPOS DE BATISTA
Nas andanças feitas com Ana Bia na travessa de BAlmy Alley, bairro latino de San Francisco EUA, que na verdade é mexicano, em vários quarteirões, fixados junto aos postes, estandartes com algo de cada país da América Latina. Num deles, algo de Cuba. Paro defronte e me ponho a olhar, quando sou observado por um senhor, talvez algo em torno dos 70 anos - ou seja, pouco mais que minha idade. Passo por ele e ele me pergunta se gosto de Cuba. Sim, lhe digo e tento explicar do amor pelos cubanos, país onde estive por um mês em 2007, de Che Guevara e Fidel Castro. Ele me diz estar enganado, pois os cubanos dali pouco cultuam estes dois. Queria revidar, mas Ana Bia me deu uma lição antes de caminhar pelas ruas dos EStados Unidos: "não discuta nas ruas, pois aqui eles podem reagir contigo diferente de onde vivemos, além disso, muitos andam armados". Pensei rápido, agradeci e sai a caminhar sem olhar para trás, pois queria mesmo é lhe confrontar, ele com suas certezas, eu com as minhas, mas ciente de que, os exilados cubanos na Flórida, em sua maioria são fugitivos ou antigos devotos do ditador Batista, loucos para "capitalizar" a ilha. Olhei para os lados, pincipalmente pelas grafites, a existência de uma resistência no lugar, muito diferente da que me queria mostrar o senhor incomodado com meu amor pela Cuba de Fidel, Castro e comunista. Não ia ser ele a estragar meu dia e passeio. Sei lá o que poderia ter ocorrido se continuasse a conversa em terreno do adversário. E por fim, me fui sem tirar a foto do estandarte a lembrar de Cuba.

3.) O PESSOAL DA HERTZ DE SAN FRANCISCO NÃO GOSTA DE PROTESTOS
Eu e Ana Bia optamos por alugar um carro e com eles descer de San Francisco até Los Angeles, num trajeto de aproximadamente umas 700 milhas (cada milha deve dar 1,6 km). Loucura, pois com frio, nem as praias são assim convidativas para, ao menos sujar os pés na areia. Pois bem, a compra foi efetuada ainda no Brasil e a opção sugerida pela nossa agente de viagem, a Hertz. Chegamos lá, quarta, uma hora antes do programado, 9h e começou nossa via cruz, junto de três outros casais, dois italianos e um sérvio. Atenderam bem até o momento em que os carros não apareciam para irmos pras ruas. O tempo de espera foi de 2h ali na loja. Um cara atendendo, com jeitão de ser descendente de indiano, pelos traços, gentil no começo, mas falando alto quando inquerido. Num certo momento, um dos italianos, cansado da espera, bateu forte com a mão no balcão, diante de uma funcionária de origem nipônica (devem ser a maior colônia de imigrantes por aqui). Ela reagir, levantou a voz, seguida do indiano: "Aqui não é lugar para isso". Foi um corre-corre, com a esposa do italiano tentando amenizar o imbróglio, porém, todos estavam no limite. O fato é que, após o ocorrido, o indiano ficou num entra e sai, sempre falando alto, porém, nossos carros apareceram e ganhamos estrada. No nosso caso, mais de quatro horas, quase 400 milhas de San Francisco para San Jose Obisco. Foi um dia difícil, duas horas de espera e mais quatro e pouco sentados num banco de carro, vendo inúmeras pequeninas vilas norte-americanas passar diante de nós pelo retrovisor. Aqui escurece muito cedo, assim cedo, chegamos e partimos tomar vinho na beirada de um rio, para esfriar a cabeça. Na pressa, esqueci até de dar um abraço no italiano, por ter agilizado tudo lá na Hertz.

PRA TERMINAR OS TRABALHOS - ISSO ACONTECE HOJE EM BAURU COM SUÉLLEN, ESTADO DE SÃO PAULO COM TARCÍSIO, ARGENTINA COM MILEI, ETC

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (169)


QUANDO SERÁ QUE A FICHA BAURUENSE IRÁ CAIR?
Chegou o Natal e estamos em Bauru vivenciando algo desolador. Guardião sacou isso e foi conferir de perto essa louvação, que pode se transformar em devoção ou talvez em retumbante derrota e fim de percurso.

"Nesta semana o tal do hacker de Bauru será ouvido e pode explicitar algo mais do que ocorre nos bastidores desta isnólita Bauru, outrora "Sem Limites", agora somente ilimitada em seus despropósitos. Depois de um ano observando compras sem nenhuma utilidade, onde quase a cassaram, mas por algum motivo ainda não descoberto, foi salva pelos votos de vereadores bonzinhos, pouco habituados a fiscalizar e sim, a perdoar. Depois este Palavra Cantada, um descalabro sem tamanho, pago a preço de ouro, quando em outras localidades, como o estadop do MS inteiro pagaram mais da metade. E algo também inservível, superado e todos sabem, compra somente efetuada após imposição da alcaide, algo decidido somente por ela, por mais ninguém. E depois, dizem ela fazer algo. Bauru recebe dinheiro carimbado para obras e elas, acontecem e acabam recebendo a chancela desta administração, porém, não existe um planejamento, uma proposta de trabalho e sim, somente uma utilização do dinheiro existente em caixa. Uma cidade tapando buracos, promovendo asfalto com dinheiro previamente recebido para essa finalidade e isso sendo postado como grande realização, quando na verdade é o mínimo diante dos valores recebidos e em caixa", começa Guardião seu relato de final de ano.

Pelo que se percebe, algo incomoda Guardião e tantos outros atentos com essa bestialidade em curso: "Existe uma turba na cidade insistindo em não abrir seus olhos. preferem louvar, aplaudir, levantar as mãos ao ceús e gritar Bravo para tudo o que é feito, sem nenhum tipo de questionamento ou fiscalização. É como se tudo estivesse ocorrendo dentro da mais pura e transparente normalidade, mas o que de fato ocorre é exatamente o contrário. Bauru não vivencia um momento de normalidade. Existe um autoritarismo mais do que presernte, latente e pulsante, expressado em todos os atos administrativos. O que a população precisa saber fazer é saber conseguir enxergar o que se passa nas entrelinhas, nos bastidores, nas entranhas, algo pouco conhecido. Bauru vive hoje de uma casca que a envolve, enganando a todos, pois sugere algo de bom, quando ocorre algo de péssimo. A alcaide consegue até o presente momento se mostrar de forma aparentemente suportável, mas seu modo de agir é muito ruim. Centralizadora a extremo, vive de gravações feitas para seu público e com isso engambela toda uma cidade. Até quando?", continua.

Dá para entender que, assim sendo, o Natal e final de ano para o bauruense, aparentemente pode ser bom, quando é o oposto. "Não vai dar para viver de aparências o tempo todo. O secretário de Hitler apregoava algo assim, que não se vive de aparências, pois uma hora elas virão à tona e para tanto, o jogo é bruto, pois quem está no poder, faz de tudo para assim se manter e fazer uso de imagens, vivendo enganado por Tik Toks. Essa semana mesmo teremos audiência com o hacker, aquele que o cunhado da alcaide contratou para espionar jornalista e políticos. Tem todas as decisões das investigações feitas pelos vereadores em duas CEIs, depois o envio de projetos na última hora, com tentativa de aprovação na pressão. Juntando tudo, o que se vê é um Natal e Ano Novo sem muitas perspectivas boas. Haverá muito enfrentamento pela frente e as previsões são de clima muito mais quente daqui por diante e isso não terá nada a ver com o verão, também esquentando tudo. Bauru deverá ferver nos próximos meses e tomara acaba a louvação e comece a ser desvendado algo ainda desconhecido para a imensa maioria dos bauruenses", fazem parte das previsões de Guardião para nosso futuro.

OBS.: Guardião é obra do traço do artista Leando Gonçalez, com pitacos escrevinhatórios do mafuento HPA.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

FRASES DE UM LIVRO LIDO (195)

SUFOCO

DUAS HISTÓRIAS COM A CARA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, ONDE ME ENCONTRO


HISTÓRIA UM -
Todos sensatos sabem que os Estados Unidos querem se passar como os donos do pedaço, mandando e impondo suas condições. Tudo bem que, para você querer ir lá tenha que se submeter às condições impostas por eles para adentrar aquele território, mas existem convenções universais e algumas eles extrapolam ao seu bem prazer, sem se importar se isso acarrete problemas ou algo parecido. Uma dela, dentre as mais singelas, dentre tantas outras mais escabrosas eu vivenciei dias atrás quando no Aeroporto de Guarulhos, estava pronto para embarcar num vôo da Latam, via Los Angeles. Todos perfilados, chamada sendo feita e um funcionário da empresa érea avisa que, antes do embarque, de forma aleatória seriam escolhidos algumas pessoas para nova vistoria, uma norma exclusiva dos EUA. Havíamos todos por alí acabado de passar pelo setor que executa este serviço, mas isso não basta para o norte-americano. Seu Governo exige um algo mais, mas quando isso é exigido deles no exterior, batem o pé e se bobear não cumprem nem que a vaca tussa. Estava no meio da fila e ia observando as escolhas. Chegaram em nós e como já esperava, Ana Bia, negra foi uma das escolhidas. Ela segue para o reservado e me pedem para esperar do lado de fora. Algo em torno de uns 5 a sete minutos e ela sai se ajeitando. Não reclama, diz não ser nada com os negros, mas o pisca alerta já estava mais do que ligado. Não sei como posso qualificar essa nova abordagem, feita creio eu, em aproximadamente umas 10 a 15 pessoas, dentre quase 200 naquele vôo, mas considero tudo um abuso, ou melhor, um acinte. Quero crer vivamos num país livre, porém, a liberdade para os EUA é bem ao seu modo e jeito. Isto é só o começo.

HISTÓRIA DOIS - Descemos em Los Angeles e o setor de imigração norte-americano foi impecável, sem nenhum problema para adentrar o país. No guichê onde nos apresentamos, eu e Ana, um baita negão, simpático e sorridente, finalizando tudo com um Merry Christmas. Achei até que havia pego pesado demais na consideração que fiz acima. Pois bem, isso durou pouco. Ficamos pouco tempo neste aeroporto, pois nosso destino final seria San Francisco e o vôo realizado pela empresa Delta. Entramos na fila e passaríamos por nova vistoria, inclusive com raio X nas malas de mão e bolsos. Achei tudo seria normal e fiz o procedimento elementar, pego uma bandeja, tiro o computador, celular, moedas, chaves, boné e começo a coisa. O cara, desta feita muito duto, implacável e rude, exige mais e mais. Quer espiar tudo o que tenho nos bolsos, pede para ir tirando tudo. Enquanto isso a bandeja já está longe, do outro lado e Ana, na minha frente, em nova inspeção de rotina, dentro daquelas ditas como normais. Eu fiquei para trás e o cara não me permitindo passar pelo Raio X. Descobre uma bolsinha no meu bolso traseiro e pede para colocar noutra bandeja. Asssustado, diria mesmo, desnorteado pela grosseria, coloco sem tirar seu conteúdo, dois cartões de crédito liberados para uso nos EUA. Coloco e só daí, entro no Raio X e lá mais uma demora, pois falo um inglês pífio. Consegui sair e fui em busca de minhas coisas. Ana já havia reunido quase tudo. Sentamos, me visto novamente e saímos em busca de algo para comer. Quando me dou conta, cadê meu carregador de celular. Sumiu. Logo a seguir o pior, cadê a carteira com os dois cartões de crédito. Sumiram. Voltamos, argumentamos e nada. Com os que nos inspecionaram, nada. Um outro, noutro setor, tenta nos ajudar, aciona aqui e ali mas já era tarde. Cancelamos a seguir os dois cartões e compro novo carregador, mas não me sai da memória o trato, o jeito peculiar como fomos tratados. E tudo não na entrada do país e sim, num vôo interno. Pode ser exista o mêdo de algo ocorrer, afinal quem apronta mundo afora, deve temer um retorno, porém, vivenciei excessos. Chego em San Francisco, tudo bem, pegamos nossas malas e vamos para o hotel, levados por um taxista, boca fechada e das poucas vezes em que tentamos fomos rejeitados. Na despedida, tentamos ser agradáveis e um cumprimento natalino. Ele nem desce para me ajudar tirar as malas, mal descemos acelera e some na curva da esquina. No mais, tudo anda muito bem por aqui. Nem todos agem do mesmo jeito e encontramos gente agindo do lado oposto, nos recepcionando muito bem. Se uma mão lava a outra, não sei, mas o que sei é da existência de uma soberba e um trato exagerado, passando dos limites. Todo ser humano gosta de ser bem tratado e quando não o é, isso pode gerar não só desconforto, mas reações negativas. Vida que segue. No momento, eu e Ana Bia desfrutando de quatro dias em San Francisco. Veremos o que vem pela frente. Toc toc toc.

E POR FALAR EM ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA...

“–Na nossa cidade distribuíram alguns papéis... laranja, que diziam que era preciso muita gente para trabalhar na colheita.

O jovem riu-se.
- Dizem que estamos aqui trezentos mil e aposto que todas as famílias já viram esses papéis.
- Sim, mas se eles não precisassem de pessoas, por que se dariam ao trabalho de distribuí-las? (... )
-Olha – disse o jovem. Suponha que você oferece um emprego e só tem um cara que quer trabalhar. Tens que pagar o que ele pedir. Mas coloque 100 homens (... ) interessados no emprego; tenham filhos e tenham fome. Que por dez míseráveis centavos possa comprar uma caixa de papas para as crianças. Imagina que com cinco centavos, pelo menos, você pode comprar algo para as crianças. E você tem 100 homens. Ofereça-lhes cinco cêntimos e eles matam-se uns aos outros pelo trabalho. (... ) Por isso eles distribuíram os papéis. Você pode imprimir uma burrada de papéis com o que você economiza pagando 15 centavos por hora por trabalho no campo.”
- John Steinbeck | “As uvas da raiva” (1939)
Faleceu em Nova Iorque em 20 de dezembro de 1968
Nota: "As uvas da raiva" é a obra que retratou a grave crise económica que atingiu os Estados Unidos nos anos 30. Ali Steinbeck relatou a pobreza, desigualdade e miséria do momento. Vemo-lo neste fragmento, que fala sobre como o excesso de mão-de-obra possibilitou contratos por salários ridículos. Desde Hermeneuta a recomendamos tanto pelo seu valor histórico como pela requintada prosa do seu autor. A propósito, por causa desta peça, Steinbeck foi ameaçado de morte e na sua cidade natal tornaram a vida tão difícil que decidiu emigrar. De vez em quando eles até se reuniam para queimar suas obras. Hoje em dia, porém, há um centro lá que honra sua memória.
#JohnSteinbeck #Lasuvasdelaira #RevistaHermeneuta

DICAS (239)

AQUI DE MUITO LONGE, O QUE CONSIGO IR JUNTANDO PARA MEUS CONSIDERADOS (AS)

ENTÃO É NATAL - SEM PALAVRAS


É NATAL

EQUILÍBRIO GENTE, É O QUE DESEJO A TODOS COM ANUÊNCIA DO AMIGO E PARCEIRO Fausto Bergocce - EXCETO QUANDO FOR PARA DESEQUILIBRAR O JOGO

O ESPÍRITO NATALINO, POR DOM HÉLDER CÂMARA, INDICAÇÃO DA ESCRITORA MARY DEL PRIORE

A REVISTA THE ECONOMIST E O BRASIL DE LULA... SERIA MESMO TUDO MERA SORTE?

BOAS ENTRADAS E BOAS SAÍDAS PARA TUDO, TODAS E TODOS.

sábado, 23 de dezembro de 2023

COMENTÁRIO QUALQUER (244)

REVENDO ALGUMAS DAS IMAGENS UTILIZADAS ANOS PASSADOS DO PAPAI NOEL, JUNTO ALGUMAS E ESCREVO A RESPEITO...

QUEM ME SALVA O ANO INTEIRO E ATÉ NA VÉSPERA DO NATAL
Nesta quadra da rua Inconfidência, a de nº 2, uma oficina mecânica e um cara chapa quente, destes pau pra toda hora. Ontem, dia 22/12, final da tarde meu meio de locomoção apresenta barulho de pastilha e viajaria dia seguinte, no caso hoje, sábado, 14h. Olho no relógio, eram 17h. Bate o desespero. Sem o carro, planos explodiriam e daí, como escapulir pela aí. A cabeça pira, penso ligo em quem pode me salvar. O primeiro e único possível é o PC, velho de guerra. Sexta, véspera de festa, muitos já fecharam, mas ele, com certeza, estará abaerto. Não deu outra. Chego e por lá outros dois, na mesma situação, precisando do carro para os festejos, as idas e vindas dos próximos dias. Interrompo um atendimento, peço licença e por uns 5 minutos exponho meu problema. Ele vem a té o carro e nem quer dar uma volta, diz ser mesmo pastilha. Voltamos para dentro de sua oficina e me pergunta se posso amanhã, sábado, bem cedo. Digo que posso tuedo, desde que resolva o proble,a. Ele olha minha aflição e marca num papel o que preciso, um jogo de pastilha e indica o Paraná Auto Perças, 200 metros dali. O tempo urge, já são 17h20. Olha pra mim com aquele sorriso sincero de quem nunca me deixou na mão e pede para ir rápido, irá trocar ainda hoje e, o ´único inconveniente seria esperar terminar de finalizar um outro no desespero. Vou numa corrida só e ainda ganho uma história com a balconista, que gostou de minha camiserta com a inscrição, "Eu amo a rua". Volkto e espero, não mais que uns 20 minutos. Ficamos só e ele começa seu trabalho. Na rádio ligada espalhando música por todo o amabiente, a Unesp FM e lhe digo também ser a única onde consigo ouvir música de boa qualidade na cidade. Ele concorda e seguimos adiante, ouvindo boa música e proseando assuntos sérios, outros aleatórios. Não demora nem uma hora e tudo pronto. Pago em PIX e tudo já escuro lá fora. Me despeço com os desejos todos para os próximos dias. Ele me conta ainda ter mais um pra aquele dias e outros tantos para o sábado, quando começaria a contenda por volta das 7h da manhã. Este é o PC, pai de uma moça que tempos atrás trabalhou como secretaria lá na Central Sindical da CUT e nouttros abrigou por um bom tempo um veículo quebrado de minha mana Helena sem lhe cobrar um tostão de aluguel. Noutras vezes já me salvou de situações embaraçadas. Destes sempre a postos, continuando na ativa num tempo onde nem tudo é realizado com muita seriedade e competência. PC é dos bons e faz o que tem que ser feito, além de produzir conversa pra lá de boa. Neste Natal foi a minha salvação da lavoura, pois caindo em outro, talvez tivesse algum embromamento pela frente e com ele, tive sim, mas um destravamento. É com estes que sigo adiante. Sua oficina é na quadra 2 da rua Inconfidência, quase esquina da rua Araújo leite. Indico de olhos fechados.

REVENDO ALGUMAS DAS IMAGENS UTILIZADAS ANOS PASSADOS DO PAPI NOEL, JUNTO ALGUMAS E ESCREVO A RESPEITO...
Chega nessa época do ano, eu quero dizer tanta coisa, mas não gosto de ser repetitivo, muito menos piegas. O Natal, para mim, é dia triste, mais de contemnplação do festa. Se pudesse ficaria eu e minhas lembranças, rememorando tudo junto de minhas músicas e livros. Essa festança toda é por demais enganadora. Quando com condições, bato asas e saio pela aí, gastando o que tenho e o que não tenho. Ficar por Bauru será inevitável as trombadas e os diálogos de sempre. Fujo de muitos destes. É quase sempre a mesma coisa.

Em cada ano, sentei por aqui e escrevinhei algo de minha lavra e responsabilidade. Neste ano, a inspiração foi dar uma volta e me deixou aqui sózinho, eu e vocês. E o que fazer? Faço nada, reproduzo algumas das imagens publicadas aqui nos anos anteriores, quando tinha mais saco para passar por estes dias escrevinhando algo com esperança. Hoje ainda me resta um naco de esperança, mas quase tudo perdido, se perdendo no meio de uma podridão sem tamanho. Eu tento remar contra a maré e a corrente, mas está cada dia mais complicado. Já me envolvi mais em confusões, hoje atpe que menos, pois as forças foram se esvaindo com o passar dos anos. E nem sei se vale mesmo a pena ficar comprando briga com tudo e todos. Bauru anda por demais conservadora e apoiando uma administração claudicante, mas se aparecendo de forma injusta, com grana nos cofres, fruto de caixa bem nutrido pela entidade federal. Um recebe e administra o que outro enviou para obrar pela cidade afora, sem grande alarde. Mas quem aguenta ficar sem afazer alarde hoje?

Reproduzo as imagens e vou cuidar de outra coisa. Quando encontrar um tempinho volto aqui e preencho o espaço com escrevinhação de minha lavra e responsabilidade. No mais, o Natal está aí batendo na porta de tudo e todas, sem tréguas e o povão cada vez mais com os bolsos vazios. Dizer o que ára os que, labutam até não mais poder e gente como eu, se prepara para mais uma viagem. Sou um bosta de um privilegiado. Nãosapateio, nem tripudio sobre ninguém e o que faço é vez ou outra ainda viajar pela aí, conhecer outros ares e outros povos. Isso me areja a mente e o coração, que continua latejando contra todas as forma de injustiça contrárias ao bem estar social coletivo. Não vou mudar o mundo e nem nada mais vai mudar minha forma de pensar e agir. Daí, me deixem quietinho neste Natal, pois melhorar, acho nçao irei mais daqui por diante. Daí, comemoro essas datas ao meu modo e jeito, sem pompa e loas espalhadase ao vento.

SE ME VIREM ESCREVENDO ISSO, PODE CRER, TEM ALGO DE ERRADO, POR FERNANDO MORAES
Se alguém me flagrar escrevendo alguma das palavras (ou expressões) seguintes, pode separar que é briga.
Pertencimento
Vivenciar
Ressignificar
Empatia
Resiliência
Empoderar
Influencer
Guerreira (para se referir a mulher virtuosa)
Narrativa
Por conta (em vez de “por causa”)
Icônico
Posicionamento (quando se referir a "opinião")
Egóico
(...) para chamar de seu
Lugar de fala.

E tantas outras de que me lembrarei aos poucos.
Texto do jornalista e escritor Fernando Moraes

BURGUESES NO NATAL
"Burgueses, passam o ano todo sem nenhuma empatia com a população de baixa renda, mas quando chega a véspera do Natal, saem com seus trenós distribuindo cestas básicas na periferia, o que me deixa irritado é a proporção, para cada cesta basica entregue, 16 selfs pra postar e querer mostrar que é uma pessoa do bem e que se preocupa com os pobres", Sivaldo Camargo.

HOJE O LANÇAMENTO DOCUMENTÁRIO HISTÓRICO SOBRE CABRÁLIA PTA NO CALÇADÃO DA CIDADE
Tudo começa depois das 22h.
Primeiro o filme, depois um show varando a noite.
Expectativa deste HPA e de Pallu Roberto
Tudo está só começando...
Conferindo ao vivo e depois espalhando cópias pela aí.
HPA

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

AMIGOS DO PEITO (219)


EU AMO A RUA

VESTI A VELHA CAMISETA "EU AMO A RUA" E FUI INTERPELADO DUAS VEZES HOJE EM DISTINTOS LOCAIS DE BAURU
Essa camiseta com a estampa de emanharados gatos elétricos e lá no alto a famosa frase do cronista do século passado, João do Rio, "Eu amo a rua" é parte integrante do dia da efetivação de meu mestrado em Comunicação Social sobre os "invisívei midiáticos". Gosto muito dela. Dei de presente para alguns dos citados por mim quando do trabalho, Carioca da Banca, Adilson da Banca e Maria Inês Faneco, a empresária pipoqueira. Além deles, os integrantes da banca receberam e uma ficou comigo, peça única, guardada com todo carinho. vez ou outra a escolho para envergar e sair pela aí. Foi o que fiz na última sexta. Fiquei o dia todo com ela no peito e em duas ocasiões, me perguntaram sobre o significado dela. Conto algo aqui.

Entrei todo pimpão na Lojas CEM, da rua Primeiro de Agosto e quando no caixa, a simpática moça que me atendia quiz saber disso de "amar a rua", algo para ela bem significativo. Por sorte, a fila não estava grande, pois perdemos bem uns dez minutos, entre seus questionamentos e eu encantado pela possibilidade de diálogo advindo do significado da estampa de minha camiseta. Ela quiz saber detalhes do que fiz quando do mestrado e dos personagens que me utilizei. Falamos muito sobre estas pessoas que, estão por todos os lugares, as vezes nem os observamos, mas todos possuidores de boas e contundentes histórias. "Todos nós temos algo para contar e deixar registrado, né!", ela me disse, ou seja, foi a deixa para o papo ir se prolongando ad aternum e não fosse ela, num dia de trabalho e eu, na correria da arrumação um dia antes de bater asas e cair no mundo, teríamos sentado num botequim e prolongado o papo. Ela, muito sensível, disse também observar muito estes mais simples, renegados na vida. Diz que ali, junto ao Calçadão estão vários deles e se propõe a citar alguns, a maioria já retratados por mim. Deu uma baita vontade de pedir seu fone, mas não o fiz, pois fomos praticamente obrigados a interromper a conversa, pois o mundo não havia parado diante do que estávamos ali proseando. Sai dali maravilhado e ciente de que, o que levamos no peito, pode chamar muito a atenção e da observação de outrem, surgir papos inolvidáveis. Foi o que aconteceu.

O dia estava mesmo para novidades e ela vieram quase na sequência, quando parei no posto de combustível para abastacer o carro. Deixei o frentista, amigo de longa data, ali junto do carro e fui comprar uma besteirinha na loja. Não é que a moça a me atender invocou com a camiseta. De cara me olhos olho no olho e disse ter gostado muito. Respondi também gostar muito e daí por diante a conversa fluiu maravilhosamente. Também por sorte, não tinha muita gente na lojinha e ela, mesmo atendendo outras pessoas se pôs a falar algo mais, após ouvir de onde veio a ideia da camiseta e do meu interesse em ficar registrando histórias colhidas das ruas. Ela se encantou e me disse que, se fizesse o mesmo teria inúmeras, pois ali diante dela, acontece de tudo e mais um pouco. Salientou não ter facilidade para escrever, mas se fosse para me contar, o faria com riqueza de detalhes. Comenta que um senhor passando todo dia por ali com sua bicicleta, só para carregar o celular, sentando do lado de fora e lendo um livro enquanto aguarda. Conta ter um dia ido falar com ele e ouviu algo que a maravilhou. É isso, me disse, "os invisíveis possuem relatos tão marcantes e a partir daqui, detrás do balcão de dconde me encontro, os vejo, os entendo e se tivesse mais tempo ficaria ouvindo seus relatos uma boa parte do dia".

O maravilhamento de minha parte foi pela camisate ter sido notada e a partir dela ter surgido tanta boa conversa. Este o encanto da vida e também a me envolver - dos pés à cabeça. Eu sou um recolhedor de histórias e para tanto, ando com um caderninho de anotações junto de mim, pois com a cabeça sempre a mil, preciso muito de algo para me recordar do que vivenciei e só com uma breve anotação, tudo volta à mente. Do contrário, sem uma anotação, tudo por se perder e já no dia seguinte, tudo se perdeu e a história se foi. Eu, que não quero me desvencilhar delas, anoto tudo, no papel que encontrar pela frente, depois os guardo no bolso e no final do dia, coloco tudo na mesa de casa e vou vendo uma sequência para as escrevinhações. De hoje em diante, vejo como fazer mais umas duas camisetas iguais a essa, pois ela me fez ganhar o dia. Via a RUA!

ALGO DO DE GRÃO EM GRÃO
"Bom dia, dia.
Estamos há poucos dias do Natal, e espero que a gente consiga fazer uma linda entrega.
Ontem fiquei pensando em números, quantidades e me emociono ao saber que durante esse ano que está nos finalmente, levamos aproximadamente 45 toneladas de alimentos. 45 mil quilos de comida, esperança, alento, afeto e solidariedade.
O De grão em grão não é meu e não sou eu. Somos muitos, centenas de pessoas, muito além do pequeno grupo que está na tal linha de frente. Muita gente boa e anônima que pensa no próximo.
Costumo dizer que em cada ação existem muitos corações e muitas mãos. Digo também que não existe pequena doação. Tudo agrega, soma. Só é possível essa partilha juntando tudo que chega.
Sábado dia 23, nessa hora, estaremos entregando o que conseguirmos juntar até lá.
Tem bastante coisa e ainda falta, mas acredito, que mais uma vez, nesses últimos dias, a multiplicação irá acontecer.
A partir de segunda irei todos os dias em nossa sede, para receber as doações e para começar a preparar a entrega.
Precisamos de mãos. Das que doam, alimentos, dinheiro e força de trabalho. Precisamos de cada um, de cada grão.
Traga sua doação na Cussy Júnior 3-40, centro. Doe através do pix 14991324759, e ligue nesses número para informações", Tatiana Calmom.

obs.: Passo pelo Sindicato dos Ferroviários, na rua Cussy Junior e lá me deparo com essas abnegadas "meninas", todas desenvoltas a montar o que será entregue para a população carente no próximo sábado. Estão diante do que receberam de doação e do que conseguiram arrecadar, em campanhas feitas e realizadas com o devido sucesso. Elas conseguem, pois na continuidade do que fazem, já demonstraram a seriedade e eficiência de um trabalho mais do que necessário. Muitos chegaram com doações naquele momento, como o professor Roberto Magalhães e Marcos Paulo Resende, o Marcão, a maioria fazendo questão de permanecer anônimos. O ar respirado ali naquele lugar é eivado de esperança, nunca de resignação, mas também de luta, perseverança, despreendimento, resistência e abnegação. O "De Grão em Grão", idealizado por Tatiana Calmon é tudo isso e muito mais.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

MÚSICA (230)

EU ROLANDO NA CAMA, SONO PERDIDO DIANTE DO QUE VEJO ACONTECER NA ARGENTINA

Perdi o sono, literalmente, após ler e ouvir tudo o que ouvi da noite de hoje na Argentina. 

Isto tudo é muito pior do que tudo o que poderíamos imaginar. Havia um grande ato contra o desGoverno de Javier Milei marcado para acontecer hoje e à noite ele, o ditador iria se pronunciar em rede nacional.

E a imprensa massiva apóia integralmente isso tudo que vi ocorrer? A Suprema Corte apóia integralmente isto tudo? Mesmo a direita, os menos inseridos dentro do desGoverno apóiam isso tudo? Isto é mais do que uma ditadura? 

A Argentina fechou e vai se isolar do mundo livre. Foi uma triste opção. A pior possível. Eu que ia todo ano, enquanto perdurar isso, temo que ao ir poderei ter o mesmo destino daquele violinista do Vinicius de Moraes que duarante a ditadura militar desapareceu por sair do hotel à noite para espairecer e por ser barbudo, foi confundido com um terrorista e nem teve tempo de se explicar, sumiram com ele. 

Vejo algo até mais tenebroso do que aquele período. Ou se estanca já ou depois será muito mais difícil. Mas como reagir e se contrapor quando as medidas são tão enérgicas e impedem qualquer movimento? 

1984 é fichinha perto do que está acontecendo, com policiais perguntando nas estações de trem o que irão fazer na região onde havia protesto e se diziam ir pra lá eram fotografados, ou seja, a intimidação será daqui por diante algo criminoso. Estão totalmente fora da lei, mas como reagir se a lei está sendo posta em prática através de um cruel decreto presidencial, amplos poderes para fazer e desfazer do que lhe convier e com apoio das ditas instituições?

Gente como cristina Kirchner corre sério risco de vida a partir de agora. E olha que ela, nem é assim tão contundente no radicalismo. Ela só é peronista e por ser o nome mais em evidência na oposição, é o alvo principal de tudo. Ser presa, diante de tudo o que vi e sem nenhuma prova será algo trivial, pois inventarão uma mera desculpa, esfarrapada como todas feitas nestes momentos e se bobear, não só a prenderão, mas darão um jeito de sumir. 

Quero ler o que o tal do Clarin vai dar sobre isso amanhã. Será terão coragem de endossar tudo isso assim sem nenhum questionamento? Nem sei se consigo dormir hoje. Passa um filme na minha cabeça. Assim como o argentino sempre teve um poder de manifestação muito maior que o nosso, brasileiro, também o outro lado, o repressivo sempre foi muito mais violento que o nosso. Lá, a ditadura foi muito mais cruel que a nossa. São impiedosos quando querem e executam sem dó e piedade. E Maurício Macri referendando isso tudo. Temos pela vida de meu amigo Adham Marim, estudando Medicina por lá e além de todos os riscos, o de perder o curso, de não ter mais garantido vaga para lá estudar, pelo que sei, ele deve estar reagindo de forma contestadora e isso é um perigo por lá hoje.

Não liguei a TV um só momento com medo de ver a TV brasileira ousando defender algo deste maníaco Milei. Permaneci com a rádio que regularmente ouço, a 750 AM, ligada o tempo todo e parei tudo para ouvir a fala do ditador em cadeia nacional. Foi escabroso e me lembrei de imediato do ditador do livro do Orwell, o 1984 e seus asseclas. Deixou claro, vai governar por decreto e vai fazer tudo o que sua mente insana prega. Um cara desses não possui limites, é mais do que um louco perigoso, pois sua perversidade é doentia. Ele sabe o que quer e vai destruir o que ainda resta de uma Argentina que aprendi a admirar desde a primeira vez que lá estive, em 1997, quando fui com o Marcão Resende ver Hugo Chávez discursar no campo do Ferrocarril. Conheci o Página 12, quedesde então leio diariamente pelo modal virtual, não ficando um só dia sem abrir seus textos. E depois Victor Hugo Morales, que ouço diariamente pela 750 AM. Sabem o que aconteceu com ele? Adoeceu e reconheceu em público, numa breve fala, pois lhe deram férias para descansar. Ele disse e sofri ouvindo ele dizer ter adoecido, enfraquecido pelos últimos acontecimentos. Seu corpo não aguentou e ele decaiu.

O que será destes todos? O que será de quem ousar contestar e se contrapor ao baú de perversidade sendo colocado em prática por lá? Que falta faz um Che Guevara nos dias de hoje para desde já propor e estar á frente de um levante. Vou tentar dormir, mas sei será uma missão quase impossível, pois sei exatamente o que está em curso no querido país vizinho. Como pensar em um natal cheio de paz e amor diante destes acontecimentos? Como viajar, como o farei daqui alguns dias tendo mais essa na cabeça? Depois do bestial ditador da Ucrânia, do que Israel faz com os palestinos em Gaza, agora essa, bem aqui pertinho da gente. Sei não, mas se escapamos do Bolsonaro fazer tudo isso no Brasil é por ainda termosalgum resquício de Judiciário decente, algo não mais encontrado na Suprema Corte argentina. A resistência aqui não se deu nas ruas e sim pela ação do STF e lá, quando todos comprometido, quem fará  algo pelo meio legal? Só mesmo o povo organizado e combatendo nas ruas as ações ditatoriais. Do contrário, derrocada de longa duração. Tenham certeza, meu Natal e passagem do Ano Novo já totalmente comprometidos. Não dá pra ser feliz deste jeito. de onde sai gente tão despirocada e maluca desse jeito? Como pode um ser humano reunir tanta bestialidade numa só cabeça? Estou desolado e totalmente sem sono.

BAITA HISTÓRIA A DE JOÃO DO VALE - “EU ASSUBO NOS ARO E VOU BRINCAR NO VENTO LESTE”
- João, de onde você tirou esse “vento leste”?

- Ah, Luiz, de noite eu liguei o rádio na Hora do Brasil e ouvi: “Aviso aos navegantes: vento leste soprando pra sudoeste”.

O diálogo foi entre João do Vale, maranhense, e Luiz Vieira, pernambucano, autores da clássica “Na asa do vento”, de 1956, gravada inicialmente por Dolores Duran, anos depois por eles, por Caetano Veloso, Ednardo, Fagner, Flávia Bittencourt...

João do Vale, de origem simples e semianalfabeto, achava que tinha que colocar umas “palavras difíceis” para impressionar em suas composições. E tudo fazia sentido. Muito espirituoso em seus comentários, dizia que “Parceria com gente que já tem nome não é bom, não”, referindo-se ao seu trabalho com Vieira. Sempre escutava os locutores das rádios anunciando: “Ouviremos na voz de Marlene, o xote ‘Estrela miúda’, de Luiz Vieira”.

No começo da década de 50, quando trabalhava como pedreiro numa obra na rua Barão de Ipanema, no Rio de Janeiro, ouviu a canção vinda de um rádio numa casa vizinha. O sorridente operário da construção e da poesia, apressou-se e falou para o colega ao lado:

- Tá ouvindo essa música?

- Tô. É a Marlene que tá cantando.

- E sabe quem é o autor? Sou eu.

- Conversa, neguinho. Você tá é delirando. Faz mais massa aí, vai!

“Até 1964 quase ninguém sabia que as minhas músicas eram minhas”, revelou numa entrevista para o encarte de um exemplar da Nova História da Música Popular Brasileira, coleção da Abril Cultural de 1977. A pontuação da data é relevante, foi quando compôs “Carcará” para o Show Opinião, dirigido por Augusto Boal. Zé Kéti e João do Vale integravam o musical, mas a interpretação coube à estreante Maria Bethânia, que substituiu Nara Leão. É o momento marcante do show-manifesto que estreou nove meses depois do Golpe Militar, no Teatro de Arena, Rio.

João do Vale faleceu no começo da tarde de 6 de dezembro de 1992, aos 62 anos, em São Luis, depois de cinco anos numa cadeira de rodas, com fortes sequelas de locomoção e fala, consequentes de dois derrames cerebrais.

A foto abaixo, de acervo familiar, foi utilizada na capa do livro “O jovem João do Vale”, ótima pesquisa do seu conterrâneo Wilson Marques, jornalista. Lançada em 2013 pela Editora Nova Alexandria, a biografia narra a trajetória do compositor com foco em sua infância e juventude no povoado Lago da Onça, em Pedreiras, até largar tudo e partir para o Brasil dos contrastes e brincar no vento leste."
Do Nirton Venâncio