domingo, 30 de setembro de 2018

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (62)


CHOVEU NA FEIRA, DAÍ, NÃO DEU CERTO NOSSO ATO, NEM O DELES...
Com a gente não tem tempo quente. Íamos fazer uma manifestação pró LULA LIVRE e também uma LULAÇO/HADDADAÇO, tudo marcado, combinado e chove a cântaros na cidade depois das 11h. Desmobilizamos tudo, cervejamos para comemorar a chegada das águas e ficamos ali debaixo da cobertura do Bar do Barba, entrada principal da Feira do Rolo, vendo tudo de camarote. Primeiro a batida de cartão na Banca do Carioca, onde ganhei um lindo poster do Che Guevara e um DVD infantil do MPB4 (ganhei o dia). Revi o amigo Esso Maciel, que veio comprar filmes em DVD e voltou molhadinho da silva pra casa. A vida do feirante já é barra pesada, dura pra dedéu com esse montar e desmontar barracas todo santo dia, tendo isso tudo ampliado em vários decibéis quando chove. Se não deu pra fazer o que tínhamos em mente, fizemos algo diferente e no interagir com o feira, com certeza, um algo a mais. Do Paulo Brito ouço belas histórias nessa manhã e numa delas, algo sobre essa esquina: "Esse é o lugar mais impressionante dessa cidade. Aqui se cruza de tudo um pouco, acontece de tudo e são daqui os persangens mais contagiantes dessa cidade". Gostamos demais, faça sol ou chuva, frio ou calor. Confira pelas fotos...


ALGO SOBRE O “JC” E AS ELEIÇÕES...
Cobram de minha parte algo sobre o posicionamento do Jornal da Cidade, hoje o único jornal impresso da cidade de Bauru em relação os últimos atos de campanha nas ruas da cidade. Nem sei se devo fazer publicamente, mas diante da insistência de alguns, escrevo isso a seguir:

O Jornal da Cidade, todo o sabem, foi criado por um grupo empresarial desta cidade, criador também dos slogans “Cidade Sem Limites” e do termo “Forças Vivas”, para designar os capôs que comandam e dominam a circulação da grana por essas plagas. O grupo criador o jornal representa esse poder, o financeiro, o stabelecciment. Temos que ter isso em mente e parar de querer propor que eles mudem, pois não o farão. Chegaram com um intuito e assim continuarão enquanto existirem. Parei de cobrar postura diferente deles. Quando não vejo a informação correta escrita em suas páginas, vou em busca de outras fontes. Ainda cutuco amigos lá dentro do jornal, pois sei esses oxigenam a publicação e não a deixam se enveredar definitivamente pelos descaminhos do neoliberalismo predatório, essa louvação idiotizante pelo deus mercado, mas sei que esses padecem, pois nem sempre (na maioria das vezes) são vencidos pela decisão empresarial e o que sai publicado sempre favorece essa linha de pensamento e ação. Cobro algo deles, como o fiz no sábado passado tão logo sai do evento nas ruas com e-mail para os editores do jornal:

Caros Jabbour e Feza - JC Bauru
Acompanhando a campanha dos candidatos em Bauru e as manifestações de rua. Vi estampado na primeira página do JC, fotos de uma com o pessoal do Bolsonaro num domingo, eles na praça Rui Barbosa e semana passada também a de Dória, com o deputado Pedro Tobias no Calçadão. Hoje em Bauru a maior manifestação de rua até a presente data e vi o fotógrafo do JC, o Renan Casal, só na praça e não no percurso todo. Como sei que o JC também vai dar o mesmo destaque dado aos demais para o ELE NÃO! hoje nas ruas, deixo liberadas qualquer publicação de minha autoria feita hoje e todas num álbum publicado em minha página pessoal do facebook. Fiquem a vontade. Baita abracito do Henrique Perazzi de Aquino


Na edição de domingo, 30/09, decepção? Não. Eles deram uma simples notinha interna com uma foto do Renan e um texto curto, sem nenhum destaque, como se o ocorrido representasse pouca coisa. O que fazer? Nada. Essa a linha editorial do jornal, todos sabemos e não iremos muda-la. Todos os ainda acessando o site do jornal também puderam ver como foi dado um destaque muito maior para a manifestação dos bolsonaristas na Praça da Paz na manhã desse mesmo domingo e com muito menos gente. Para o jornal, essa foi mais representativa do que a do ELE NÃO!. Alguma novidade? Nenhuma. Eu continuo tentando emplacar por lá cartas de minha autoria (as duas últimas não foram publicadas) e entendo, pois contrariam os interesses declarados e explícitos pelo jornal. Não me posiciono contra os jornalistas e profissionais lá atuando, alguns baita amigos, mas me reservo no direito de deixar claro isso tudo aqui escrito.

O jornal é uma coisa, o jornalista outra e a informação correta (o jornalismo factual dos fatos) passa por várias vias, inclusive as alternativas. Tenho comigo que, se ainda existem brechas por onde possam me publicar e expor o contraditório, continuarei fazendo, buscando e cavando brechas, mas sempre sabendo o que são, como agem, o que representam e a serviço de que estão pela aí. Dito isso, jogo que segue. A manifestação do ELE NÃO! foi a maior nas ruas de Bauru nesse período pré-eleitoral e disso até as pedras do reino mineral sabem, inclusive o pessoal do JC, mas tecer loas enaltecendo o lado oposto ao defendido pelo jornal, isso tenho a mais absoluta certeza, não o farão.

sábado, 29 de setembro de 2018

COMENDO PELAS BEIRADAS (62)


UMA FOTO VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS
Ontem estava lá pelos lados do Panelão, perto do clube Hípica, quando numa esquina vejo essa cena. Paro o carro no meio da rua e vou clicar o maravilhamento ali exposto num carrinho de catador de reciclados. Duas junções que sempre estiveram juntas, mas a bestialidade dos verde-amarelos vestindo a camisa da seleção de futebol, naquelas marchas idiotizantes tentaram separar. Os boçais tentaram se apropriar do verde-amarelo da bandeira como algo deles e estigmatizar a cor vermelha como o lado ruim. Na verdade, esse lado vermelho nas ruas sempre defende muito mais o país do que os verde-amarelos da Getúlio Vargas, pois esses estão favoráveis a toda essa pouca vergonha de perda de direitos ocorrida após o golpe. Não defendem mais a soberania nacional e aprovam a venda de tudo, privatização até dos nossos sonhos. Daí, ao ver num gesto singelo, sincero e com certeza, carregado de amor pelo seu país, as duas bandeiras postadas ali juntas, todo o recente passado do país me vem a mente. A cor vermelha representando a luta do povo, essa batalha inconclusa e cada dia sendo travada de forma mais intensa. Quem enxerga nela algo de ruim, pode questionar todos esses, aprovam o desmanche do país e, ou duas coisas: não estão entendendo nada ou são sacanas por natureza. O povão saca bem disso tudo, o faz ao seu modo e jeito, mas analisando tudo o que tínhamos, como estava o país e o que fizeram dele após o golpe de 2016, impossível não juntar a força das duas bandeiras e sair com ambas desfraldadas pela aí. Esse do carrinho sacou tudo isso e muito mais. Um valoroso brasileiro, entende mais o que se passa do que aquela manada que vi vestindo a camisa da seleção a protestar e hoje, caladinhos da silva, miudinhos enquanto o que defendem destrói o que ainda nos resta de país.

O MENINO DE JAÚ QUE BATIA LATA E FALOU BONITO ENCANTOU A TODOS NO "ELE NÃO!"
Eu o acompanhei desde que o vi. Tinha um olhar de pidonho, lindinho de doer. Com certeza é desses moleques que não se seguram nas calças e diante daquele mundão de gente quis dar o seu quinhão de participação. E deu, foi um dos pontos mais lindos de todas as falas ali diante da Câmara Municipal, numa das tantas passagens do ato de repúdio, o "Ele Não!", contestando esse candidato pregando a bestialidade como regra do jogo. As mulheres, todos sabemos, foram mesmo um encanto nos arrebatando para as ruas. Estivemos todos mais que juntos, como deveríamos estar uma vida inteira, coesos, unidos e gritando contra as injustiças todas. venceríamos todas com a pujança demonstrada ontem nas ruas do país inteiro. Nesses momentos o povo vai notando a força que tem.


Bem, o ato foi isso tudo e muito mais, mas teve o tal garoto. Não sei seu nome, na agitação não deu nem tempo de perguntar. O que sei dele foi dito ali no microfone na sua apresentação ao microfone e ao povão que o rodeava. Ele é de Jaú e pediu para a apresentadora, diante de tanta gente ali se revezando nas falas, se podia também fazer uso do mesmo diante de tantos grandões, "se uma criança podia falar". E o fez maravilhosamente. Antes de lhe passar o instrumento da fala ampliada ela disse sua idade: Dez anos. Eu já o havia sacado, pois me encontrava exatamente na sua frente e o via babando diante das falas. As fotos que tirei demonstram isso. Ele não se aguentava. Falou pouco, mas deu o recado que todos queriam e da forma mais singela, com segurança, falando alto, engrossando a voz e calando o agito no seu entorno, pois todos queriam ouvir sua fala. Sua fala não foi diferente da de tantos outros, mas foi a que me calou mais fundo. Tão pequeno, já enfronhado da cabeça aos pés nas coisas deste mundo e ciente de estar do lado onde as coisas fluem em atendimento aos seus anseios, o do povo brasileiro.

No mais no ato, o vi segurando uma lata e com baquetas improvisadas á mão. Pela gravação na lateral da lata deve fazer parte de um belo programa social desenvolvido em Jaú. Foi uma pena eu não ter buscado mais informações, mas postando esse texto espero que o mesmo chegue até ele, por fim saiba que todos o adoramos e assim sendo, que nos digam algo desse trabalho desenvolvido na vizinha cidade e que veio desembocar aqui em Bauru ontem, encantando a todos. Diante de tantas fotos tiradas por mim na tarde de ontem, escolhi as dele para ilustrar um texto em separado, para dizer desses recados simbólicos, desse algo que sempre fica e se eterniza como a recompensa por tudo o que fazemos. Ele se materializou nisso ontem e assim sendo, deixo aqui esse texto, numa espécie de "garrafa jogada ao mar" com um bilhete dentro e buscando uma resposta: Quem é o garoto? Como veio parar aqui ontem? Que projeto é esse? Se for encontrado, digam a ele estar no caminho certo e desde muito cedo enxergando tudo com esses olhinhos sem filtro, os que sabem reconhecer os que nos querem ajudar de fato e os que nos apunhalarão logo ali na curva da esquina. Esse garoto já se mostrou sábio e consciente. Sai de lá encantado com ele e com tudo o mais que ali presenciei. Vamos expulsar o capiroto de nossas vidas com a força das mulheres, a de nós todos. Vade retro, Capiroto!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (132)


QUEM DISSE NÃO ESTAR EM CURSO MAIS UMA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO? - ESPERE E VERÁS O QUE "ELES" AINDA APRONTARÃO

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO (O DESCARTE DO CAPIROTO) - PARTE I*

* Irei postando aqui, dia após dia, até o pleito, o que desponta pela aí, pois é mais do que certo: os golpistas não permitirão que Haddad ganhe assim tão fácil, sem SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS.
Certo que o Capíroto, o que move o país na ajustada campanha ELE NÃO! está em queda. Os golpistas de plantão, os donos do poder de fato neste país, a Casa Grande não está satisfeita com esse 2º Turno como se materializa: Haddad e Capiroto. Isso se consolidando e com o país inteiro se unindo (graças a força das mulheres, sábado nas ruas) contra as forças retrógradas, as chances de Haddad se ampliam. Isso gera desconforto em quem destruiu tudo até o presente momento e daí, algo eles sempre fazem nas vésperas das eleições contra o PT. As histórias nesse sentido são muitas e a data limite para isso ocorrer nesse pleito será dia 5/10, sexta da próxima semana. Já dizem que a desconstrução do Capiroto se dará com uma entrevista bomba do autor do atentado, talvez dizendo dos motivos que o levaram a ter desferido a facada. Tudo pode acontecer. Uma das hipóteses é ele vir a público e dizer ter a ideia partido do do próprio receptor da facada. Seria algo para comover o país, demovendo os votos dados a ele e assim de bate pronto. Comoção nacional e transferência de votos, com os votos intencionados para até então um desembocando para... Para quem mesmo? Não creio que Alckmin os abarque, pois está numa descendência lamentável (e salutar) e daí, diante de todos os ataques que vejo Ciro Gomes desferindo de uma hora para outra no PT, creio recairão sobre sua pessoa. Para esses no poder, os insanos golpistas, vale tudo, inclusive um acordo secreto com Ciro e um segundo turno entre ele e Haddad. Estejamos preparados para tudo. Volto amanhã com outra hipótese, a de que o ato de sábado contra o Capiroto, o ELE NÃO! possa sofrer infiltrações de apoio de outros candidatos, tipo Alckmin, ou seja, seria uó do borogodó aceitarmos no movimento nas ruas gente tucana se dizendo santinha, sendo farinha do mesmo saco, posições tão ou mais retrógradas e conservadores que a do rejeitado. Muita água estará passando por debaixo dessa ponte nessa última semana.

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO (CAPIROTO NÃO VAI AO 2º TURNO) - PARTE II*
* Que algo irá acontecer antes do pleito para favorecer os golpistas de plantão, disso não existe a menor dúvida. O que? Como? Quando? Eis as questões sendo desvendadas nos próximos dias. Pela frente algo obscuro. A conferir.


O sonho dos petistas é ir para o 2º Turno tendo como adversário o Capiroto. Seria barbada diante de toda a junção de forças heterogêneas se formatando contrárias ao que ele representa. Ou seja, tem os que odeiam o PT e Lula, mas mesmo para esses, o Capiroto é ainda pior. Tudo o que os petistas querem é enfrentar o cara, mesmo tendo diante de si a dúvida cruel lá na frente: Se ganha Haddad ele tomaria posse? Esquecendo isso e tentando juntar o que ainda está por acontecer, estou aqui nos preparativos para comparecer amanhã num ato em Bauru, marcado pelas mulheres, a edição local do ELE NÃO! Ouço que os tucanos estariam querendo comparecer e já apoiam descaradamente essa bandeira. Se faz necessário ficar alerta, pois se Bolsonaro é nefasto, tudo o que venha dos tucanos também o é, sem tirar nem por. Cada um ao seu modo estão do lado do golpe e desse país de pernas para o ar dos dias atuais. Estou pronto para repudiar a presença desses, pois são lobos em pele de cordeiro. E se eles tentam essa aproximação, temos que sacar estarem tramando algo nos bastidores, algo sórdido e nefasto. Eles estarão nos próximos dias prontos para fazer de tudo e mais um pouco para desmerecer o Capiroto (a capa da Veja dessa semana é um sintoma do que vem pela aí), fazê-lo cair e outro candidato ir para o 2º Turno. O PT coça a cabeça com isso, pois vencer o Capiroto é uma coisa e vencer a união de forças com um outro nome é bem outra coisa. O que vai acontecer nos próximos dias ainda não é sabido, mas a certeza é somente essa, algo irá acontecer. Estejamos preparados e atentos, para não cair no conto da carochinha. Nas vésperas de eleição no Brasil acontece de tudo e mais um pouco. Sinto uma quietude nos bastidores da Casa Grande, ela ainda aceitando o Haddad superando o Capiroto e os golpistas sem um representante para fazer frente a isso tudo. Tudo o que os golpistas querem para o segundo turno é bolar slogans para esse confronto dos dois Brasis, o lulista contra o anti-lulista ou o do PT contra o anti-PT. O neoliberalismo na sua crueldade não é nem um pouco democrático, enfim como apregoa o jornalista argentino Gustavo Campana no título de um dos seus livros: "Não há neoliberalismo sem traição".

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MÚSICA (164)


TUDO É MÚSICA

01.) A CASINHA COM MUITO VERDE, VASINHOS EM PROFUSÃO, IRRADIANDO HARMONIA E PAZ DE ESPÍRITO - A VIDA PULSA DEBAIXO DO VIADUTO
Eu desço com certa regularidade pelo viaduto João Simonetti, o que liga o centro, rua Treze de Maio até o Bela Vista, praça da Bíblia. Não sigo reto, entro à direita e vou dar na avenida Nuno de Assis. Na descida desse braço do viaduto, todas as vezes olho para baixo e lá uma antiga quadra de esportes, que um dia foi restaurada para uso da comunidade, mas foi totalmente ocupada pelos moradores de rua e hoje é utilizada para outras finalidades. No fundo da mesma foi levantado um garboso barraco, com restos de madeira e de variadas construções. O casebre está lindamente pintado, ao lado um carrinho de pipocas e na frente um cão tomando conta do lugar, espécie de guardião. Ali mora uma família e pelo que se vê do alto do viaduto, de onde paro para tirar a foto que ilustra esse texto, são por demais cuidadosos com o quintal da mesma, repleto de muito verde. O encantamento desse escriba se dá pela enorme quantidade de vasos, todos latas improvisadas como tais e ali frutificando, vicejando para o mundo flores, frutos e tudo o mais que a natureza nos dá e os sensíveis fazem questão de manter em suas casas. Trepadeiras tomam conta do lugar e fazem sombra em dias mais quentes. Respiram o ar proveniente do verde o dia todo e usufruem disso de uma forma magistral. Nada sei dos moradores, mas muito sei das dificuldades todas encontradas pelos moradores de rua e dos lugares disponíveis para levantar e manter suas moradias. A foto me faz pensar, me faz parar no tempo e no espaço. Enquanto minha esposa tenta manter uma pequena artimanha horizontal, uma hortinha na varanda dentro de um apartamento, ínfimo espaço, eis que me deparo com um belo aproveitamento de espaço. Toda vez que ali passo me dá uma incontida vontade de dar a volta, parar o carro ali ao lado do prédio que um dia será o Museu Histórico Municipal, a antiga Estação da Cia Paulista, atravessar os trilhos e ir papear, ver como conseguem manter aquela belezura ali nos estertores do centro da cidade, região degradada e cujos olhos urbanos, na imensa maioria das vezes, os enxergam com repugnância e até asco. Eu vejo a beleza do que fazem e faço questão de escrever disso, desses detalhes, insignificantes para muitos, desprezíveis para outros, mas muito reveladores para mim e outro tanto de pessoas. Arrisquei a pele, parei meu carro em cima do viaduto, corri para o corrimão lateral e cliquei a foto em posição privilegiada. Um jardim, uma área verde, um quintal como poucos, muito bem cuidado e ali, com certeza, pulsando muita vida. Quem passa por ali e não repara na maravilha vicejando lá embaixo sofre avariações provenientes da insanidade desse mundo onde vivemos e sabemos, precisamos consertá-lo, possibilitando a todos usufruir de suas belezas e não somente uns poucos, os que nos exploram, como se dá nos dias atuais. Quem cuida do verde dessa forma como vejo ali devem ser pessoas de uma qualidade sem preço, boníssimas e lindas, por dentro e por fora. Precisamos conhecer esses vizinhos dos trilhos, pois enfeitam essa cidade e assim transmitem algo de bom em nossas vidas.

02.) SHOW “CACIQUEANDO” COM O QUINTAL DO BRAS NO SESC DOMINGO – EU OS CONHEÇO DESDE O COMEÇO, NA BEIRADA DOS TRILHOS DA VILA FALCÃO
Eu tenho uma relação mais que carnal com esse grupo de autêntico samba. Pra começo de conversa conheço o cara que dá nome para o grupo, o ferroviário Bras, um cuja família toda cresceu ali nas cercanias da ferrovia, vila Falcão e no quintal deles o samba rodava, frutificava e vicejava de uma forma grandiosa. Isso atravessou gerações e foi dar certa feita, num momento quando eu atuava lá nas hostes da Cultura municipal e o Ivo Fernandes me aparece apresentando o trabalho deles. Fui ver de perto o que acontecia na beirada dos trilhos, me encantei, contei a história do meu blog e a partir daí comprei a ideia e nunca mais a abandonei. Fiz de tudo e mais um pouco para leva-los a tocar semanalmente junto ao Teatro Municipal, num tempo quando a cantina funcionava e numa parceria entre as partes, chegamos a levar ao local num Carnaval mais de 500 pessoas. O Quintal bombou e encantou. De lá nunca mais pararam de fazer sucesso e eu sempre acompanhando de longe o desenvolvimento da coisa, aquele samba na palma da mão, em volta de uma grande mesa e reunindo a nata do samba da cidade. Os nomes foram se alternando, pois muitos ganharam o mundo. Hoje tem uma Embaixada do Quintal no Rio de Janeiro, o maior reduto deles fora de Bauru, bem juntinho do Cacique de Ramos, a fonte inspiradora do grupo. Eles ser alternam, mas vão e voltam, pois pelo que vejo, uma vez Quintal sempre Quintal. Coisa de amor eterno. Outra coisa que tenho o maior orgulho de ter dado a minha singela contribuição para se firmarem foi no espaço mais que consolidado deles estarem todo dia 01/08, aniversário de Bauru, ali junto aos shows no parque Vitória Régia. Começaram de leve, pedindo espaço, solicitando se dava para ali se apresentarem e hoje, sem eles, a festa não é a mesma. Ou seja, conquistaram pelo talento e arrebatam muita gente por onde estejam. Eu babo na fronha com eles todos, essa rapaziada que toca e canta samba de uma forma mais que contagiante.

De Bauru, o Quintal do Bras traz no repertório grandes nomes do samba que se consagraram no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, do Rio de Janeiro. O projeto apresenta interpretações de Beth Carvalho, Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e outros que influenciaram toda uma geração de sambistas. Estão adentrando o SESC Bauru numa vertente de valorização dos músicos locais, onde se firma como protagonistas do palco principal da unidade local o que temos de melhor. O Quintal é coisa mais que boa e pode ser facilmente inserido no rol dos grandes grupos locais.

Segue abaixo link de duas musicas do projeto
https://www.youtube.com/watch?v=XlptUOyyMLY
Quintal do Bras Show Caciqueando
Sesc Bauru
R Aureliano Cardia 6-71 Vila Cardia
as 17Hs
90min de apresentação
Área de Convivência Grátis
Livre

Convido a todos para lá estarem no próximo domingo. E mais: SAMBANDO COLETIVAMENTE A GENTE ESPANTA A BESTIALIDADE CONSERVADORA QUE QUER AVANÇAR PELO PAÍS. NA PALMA DA MÃO A GENTE BOTA PRA CORRER O MEDO E O RETROCESSO.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (117)


UM DE MEUS PORTOS SEGUROS NO RIO DE JANEIRO SE FOI HOJE, TITO MADI
Tenho por Tito Madi eterna gratidão. O conheci através do jornal semanal de Pirajuí, O Alfinete (que hoje só sai pela via virtual), dos tempos de Marcelo Pavanato. Tito é nascido na vizinha cidade e nunca se desfez dos laços com sua aldeia. Marcelo o convidou para escrever uma coluna por lá e como eu também o fazia, para estreitar os laços foi um pulo. Estava atuando nas hostes da Cultura municipal e convidei Tito para cantar no Automóvel Clube, numa de suas últimas noites de casa cheia (hoje tudo crescendo mato por aquelas bandas). A maestrina Hilda Campos lhe fez uma homenagem dessas inesquecíveis, entrando salão adentro cantando "Gauchinha, Meu Bem Querer", de sua autoria. Ele inaugurou o espaço Grandes Nomes no Alameda Quality, também por minha indicação, voz e piano, noutra noite memorável. Esteve também no SESC Bauru, onde tirei uma foto dele ao lado de meu filho, ainda um pirralho e a mesma está lá no salão nobre do Mafuá. Fui me aproximando dele e por umas três vezes me hospedei em sua casa, numa rua dessas cheias de arvores lá no coração de Copacabana. O levei certa vez para ele se apresentar no SESC Copa, num outro show dele no Rio. Também estive em mais dois dele no Rio, um no teatro João Caetano, junto com Claudete Soares e outro no Teatro de Niterói, numa homenagem a um amigo, o Zé Tobias. Sempre que vinha por esses lados nos encontrávamos, aqui ou em Pirajuí. Nas idas e vindas ao Rio a passagem pela sua casa era obrigatória. Certa feita, a jornalista Cristina Camargo foi até o Rio para entrevistá-lo para o Bom Dia Bauru, eu estava lá e naquele dia, muito triste para mim, pois meu sogro faleceu exatamente quando estava saindo da entrevista. Tito jogou bola na sua juventude, quase foi ser jogador de verdade, no São Paulo, seu time do coração e quando lhe levei o livro de Reginópolis, ele irradiava alegria, pois conhecia a maioria dos personagens ali retratados. Tenho muitas histórias com ele e nos últimos tempos, depois do AVC que o acamou e daí por diante, saindo muito pouco de casa, sempre sob os cuidados de sua atenciosa partner, uma baiana que o amava acima de tudo, só por telefone. Teinha parentes em Bauru, o pessoal do Restaurante Libanês na Araújo Leite (fechado em definitivo recentemente). Tempos atrás saiu de Copacabana e foi morar num outro apartamento, esse menor e em Botafogo. Lançou por fim um CD, gravado antes do AVC, com Gilson Peranzzetta e esse, como uma pá de outros tenho aqui, todos autografados e na minha galeria de notáveis. Amava demais sua Pirajuí, mas essa sempre estava a lhe dever algo, pois gostaria de ter voltado muito mais vezes do que as poucas em que por ali se apresentou. Lembro de uma, a última quando se apresentou no Parque Clube, evento nobre, com mesas todas vendidas, casa cheia e ele contando histórias de sua infância e reconhecendo as pessoas ali presentes. Trouxe alguns minos presenteados a mim pessoalmente quando de minhas idas até sua casa e hoje os guardo com maior afinco. Choro aqui sozinho, na quietude do mafuá, onde lá fora a alegria está estabelecida com a chegada de um circo no terreno aqui em frente e aqui no interior do meu "retiro", saco uns CDs dele e decreto: hoje essas paredes só irão ouvir Tito Madi. O danado viveu bastante, 89 anos e seu sepultamento será amanhã, quinta lá mesmo no Rio, junto de sua esposa no cemitério São João Batista. Escrevi muito dele nesses anos todos de convivência e para quem tiver a disposição de ler algo ou querendo ver fotos, clique a seguir e acompanhe um bocadinho disso tudo: https://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=tito+madi

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (105)


SKAF E DÓRIA EM BAURU E UMA CARTA MINHA NÃO PUBLICADA NO JC, MAS SAINDO AQUI, COM FRASE DO MARINGONI EM DESTAQUE:


REINVENTAÇÃO SEM ENTREGUISMO*
* A carta foi enviada ontem com solicitação de verificação possibilidades de publicação (pelo que, antecipadamente, sempre agradeço) na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade, o único impresso dessas plagas. Não saiu na edição de hoje e como Skaf chega logo mais, Dória amanhã, Mourão já aqui esteve, a candidata militar a vice passeou ontem pela cidade, o milico deputado de Ourinhos não sai daqui, acho por bem publicar por aqui e torná-la logo publica:



Diante de um país em frangalhos, fruto da ação dos golpistas pós-2016, o país chega numa surreal eleição, onde incautos conseguem apregoar o heroísmo de alguém com o currículo de Bolsonaro. Por si só, isso comprova estarmos no fundo do poço, beirando um retrocesso sem precedentes em sua história, pior até que o proporcionado em 1964. Hoje, comprovado o insucesso do golpe, pois nenhum dos seus candidatos tem aceitação popular, pífia votação, o caos ganha espaço. Em Bauru, semana passada, o vice de Bolsonaro, general Mourão passa pela cidade e a melhor observação vem de Gilberto Maringoni: “Ruim não é ele ter vindo falar por aqui, pior é ninguém ter ido protestar”.
Todos estão passando incólumes por Bauru, demonstrando o quanto esta cidade se encontra acomodada. Paulo Skaf, representante do rentismo, o que de pior existe dentro das tais leis de mercado, num total desprezo ao trabalho e valorização de renda sem nenhum esforço estará aqui e tudo passa incólume. Ele, Dória, Alckmin, representantes de um neoliberalismo comprovadamente nefasto, rejeitado mundo afora, mas aqui vicejando como praga. Com esses e sem protestos, prosseguimento na trilha de destruição. A saída é vencer esses todos pela força popular e reinventar o Brasil sem o entreguismo reinante. Evoé forças progressistas, esse é o momento, se não pintar um gople no golpe até o dia 07/10, a data fatídica.

NAS ESQUINAS DA CIDADE...
Não existe como não parar tudo, esquecer das agruras todas e prestar a devida atenção para os sinais do que o cara barbudo ali na frente está querendo me dizer. Ele gesticula, sobe numa escada, faz malabares lá no alto, ri, se contorce, anda com a escada, desce dela e depois circula rapidamente de carro em carro ali na esquina da rua Araujo Leite com avenida Rodrigues Alves. Uma simpatia. Abuso dele e o paro para perguntar de onde é: "Sou chileno e circulo pelo mundo, vento no rosto, livre, leve e solto". Dou-lhe a devida paga e saio de lá querendo viver também livre, leve e solto, como o chileno me mostra ainda ser possível, mesmo com todas as agruras a padecer pela aí. Nada é fácil, muito menos viver de forma liberta, sem amarras.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

CHARGE ESCOLHIDA A DEDO (138)


DESABAFO DESTE HPA
Ou melhor, o GOLPE explica.
A coisa é muito simples, fomos enganados. O país inteiro foi. Que o PT não foi perfeito, disso até as pedras do reino mineral sabem. Perfeição é uma bosta, não a conheço e desconheço quem a pratique. Errou o PT quando Governo, erramos todos em vários momentos de nossas vidas, mas a maioria busca nos seus atos acertar, fazer o bem, viver a contento, buscar o benfazejo coletivo. De que adianta eu ser feliz, ter tudo e meu semelhante, meu vizinho viver na amargura e sem condições? Quero ser feliz, mas para isso ocorrer, todos ao meu lado precisam vivenciar a mesma coisa. Não chegamos perto da perfeição, mas o Governo brasileiro onde o país foi mais feliz, não existe como negar foram no período de Lula presidente. Constatar isso não fará mal a ninguém.

O projeto de Governo que o PT tinha para o país foi eficaz. Teve desvios, alguns abusaram, pagaram pelos seus erros, mas no frigir dos ovos, salutar o que foi feito. Desprezar isso e não enxergar isso, faz muito mal para o país neste momento. Lula não é perfeito, nunca será, mas fez algo de muito positivo. No seu Governo, diriam, as empreiteiras e banqueiros ganharam muito. Em qual Governo dentro do capitalismo isso não acontece? Hoje é muito pior. Nos tempos dele, esses ganharam, mas existiu o lado social, não mais existente hoje. A mídia insistiu em mostrar o lado nefasto do PT e dos seus, mas não mostra o bem que foi feito e seus efeitos para a população. Essa sabe reconhecer o que tinha e o que deixou de ter. Vivia melhor no passado e hoje sua situação está beirando a calamidade. Liberdades suprimidas, direitos dos trabalhadores estancados, repressão só aumentando, desigualdade avançando...

Como podem renegar o país que tínhamos e o que temos? Impossível. Mesmo com a mídia insistindo em provar o contrário, não conseguem, pois mentem descaradamente e caem no descrédito. Deram o golpe para acabar com a corrupção e ela aumentou, tomou proporções inimagináveis. Os erros podem ser corrigidos, algo pode ser feito nesse novo momento, uma união maior de interesses, uma intensificada ação coletiva, com ampla fiscalização. Tudo hoje sendo feito contra os interesses do povo e para favorecer uma minoria, os sacanas no desgoverno. A reação do voto popular com a ascensão de Haddad demonstra tudo ter limite. O povo é enganado por certo tempo, chega a acreditar nas besteiras que vê na mídia, mas a ficha cai e daí ninguém o segura. Se um novo golpe dentro do golpe não for dado até a eleição, Haddad já ganhou e se bobear leva já, sem necessidade de segundo turno.

O PT, como sabemos não é um partido revolucionário, não vai propor a derrubada das falidas instituições, mas quer voltar a beneficiar o povo com seus atos. O entreguismo viceja nos meios da mídia, civil, jurídico, militar, algo impensável no passado, mas possível num país rendido para o rentismo, que acaba com empregos e favorece uns poucos, os insistindo em seguir as leis do mercado, essas mesmas que não levam em conta as necessidades do povo. Eu quero é ver o povo feliz, voltando a ter oportunidades, empregos, viajar de avião, ter seus filhos nas universidades, ser respeitado, nada tão fora do normal, enfim, uma vivência onde consigamos diminuir as brutais diferenças. Eu voto movido por isso. Daí, 99% dos candidatos a deputados de Bauru não me representam, pois defendem isso tudo que foi feito com o país. Sigo com Haddad, pois vejo no PT um que pode fazer esse povo voltar a sorrir. Voto hoje no PT de cabo a rabo. O país de hoje está impregnado de injustiças e para retornar a algo muito mais palatável, a saída está bem diante de nós, basta saber escolher candidatos com disposição e coragem para nos defender de fato. Não adianta votar somente em Haddad, mas escolher os demais dentro das perspectivas de mudança e não os que apoiam o estado de coisas atual. Ainda dá tempo.

O GOLPE NO GOLPE, DO GOLPE COM O GOLPE
Para quem não enxerga golpe, voltem pras aulas de História.
Primeiro foi o golpe que derrubou injustamente a presidente legalmente eleita Dilma Rousseff. Depois um novo golpe quando prenderam Lula naquela bazófia jurídica para impedi-lo de concorrer. Não satisfeitos deram um novo golpe, esse mais uma vez junto com o conivente Judiciário ao impedirem Lula de ser candidato. E agora, depois de três insanos momentos, Haddad chegando perto de liderar as pesquisas e não só tomar a dianteira, mas até ganhar no primeiro turno e há duas semanas da eleição, cientes de que os golpistas não possuem nenhum candidato em condições de concorrer honestamente, um algo novo está sendo urdido nas entranhas do poder deste país, envolvendo mais uma vez a mídia, Judiciário e a classe política conivente. O que viria pela frente? Depois de tudo o que fizeram de maldades com o país não iam entregar o poder assim facilmente numa eleição e desta forma, estejamos preparados. Os golpistas abominam tudo o que venha de Lula, ou seja, de restabelecer a dignidade e os direitos do povo trabalhador e também não confiam nem um pouco no Bolsonaro, um cara além de qualquer curva, intransigente até para os caras da Casa Grande e assim sendo, ainda nessa semana ou no mais tardar início da outra, a derradeira FACADA, aquela que vai tentar minar o desejo do povo de ver restaurado um Governo voltado para seus interesses. Creio irão dar um jeito de defenestrar Bolsonaro e assim levariam para o segundo turno, ou Ciro, esse mais difícil deles conduzirem ou até mesmo Alckmin, que hoje tenta de tudo quanto é jeito, com repetidas mentiras contra o PT e até recontando a História sobre o papel de Chavez na Venezuela segundo sua caolha conveniência. Ou até algo pior. Muita água ainda deverá passar por debaixo dessa ponte até o dia 07/10. Tomara esteja ficando louco, pinel, "lelé da cura zuretão ranzinza" e nada disso aconteça de fato, mas para mim vem algo pior que a FACADA pela aí.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

FRASES (172)


O QUE ESTÁ VINDO COM ESSES NOVOS TEMPOS...
Acabo de assistir um vídeo curto do cantor Zeca Baleiro onde diz que esse candidato, o mais execrável e preconceituoso de todos, dito pelo cantor como o "capiroto", chega trazendo no bojo um perigo para o país, o retrocesso. Isso está escrito em tudo o que diz respeito às ações desse boçal, insano e insensato candidato, representando o que de pior temos no país. Se hoje ainda é permitido a livre expressão das ideias, o escrever livremente ("livre pensar é só pensar", disse um dia Millopr Fernandes), isso com toda certeza não mais o será se um dia o cara governar o país, pois esses não suportam o contraditório, a oposição e os que constestam. Daí, a necessidade de combater de peito aberto, sem medo a não chegada de um país calado, medroso, cagão e contido.

Ontem uma baita amiga me envia pelo inbox um claro exemplo do que está vindo pela aí. Disse-me ela que outra amiga, dela no caso, lhe envia o diálogo travado com figura conhecida da cidade (que não fiz questão de saber quem se trata), onde esse no reservado do facebook lhe diz para não se expor, pois os "caras" podem não gostar e isso pode ser muito perigoso num curto espaço de tempo. Teria ela que aceitar alvo vindo deles, para não demonstrar se opor ao que pregam. Primeiro, destesto os cagões, depois isso representado no AVISO enviado pelo amigo oculto, a boçalidade do momento atual. Todos se escondendo, todos omissos, todos fechados em copas, todos fazendo vistas grossas para o eminente perigo espreitando tudo, todas e todos.

Abomino algo dessa natureza. Isso não é aviso que se faça para amigos de verdade. Amigo de verdade prega o contrário, prega a união para enfrentar o inimigo comum. Ainda não vivemos num regime de total exceção, mas ele pode ganhar corpo e força se atitudes como a proposta no texto do quadro anexo forem de fato aceitas pelas população. Na colagem que reproduzo do texto a mim enviado, a junção de duas páginas e com a repetição de parte do texto da primeira no segundo quadro. Leiam, releiam, entendam o que de fato se passa e vejam se não é o caso de botarmos, mais e mais, o bloco na rua e enfrentarmos logo de uma vez por todas esse dragão da maldade espreitando nossas ainda libertas vidas?

domingo, 23 de setembro de 2018

ALGO DA INTERNET (144)


DOMINGO SEM VONTADE DE ESCREVER
Num dia onde se faz necessário ir pras ruas e lutas, ficar escrevinhando seria perda de tempo, pois estar pela aí é muito mais instigante, provocante e necessário. Daí, escrevo nada e junto alguns links do que me tocou profundamente no dia de hoje:

1 - QUE JOÃO DÓRIA É UM PULHA, DISSO NÃO TENHO A MENOR DÚVIDA, ASSIM COMO SKAF, O OUTRO A RIVALIZAR COM ELE O VOTO DOS PAULISTAS, MAS ISSO AQUI ACENTUA MAIS E MAIS AS IRONIAS DESSES PRA CIMA DE TODOS NÓS. O link: https://www.facebook.com/marciofrancasp/videos/883584091846410/?__xts__[0]=68.ARCl9zC06viSaxA4zJ3sl3NFvtkULsCEhsKzYeEsT4OC4J4TZJug8ItMtN79UhAC3NmgKaiWzA6coQHGj-I5p-YaV6A7ANWyNhmH5Ky5Cu8SNZz_8URzsOBlLiXumeArEvhgpNGTqvLcFhGYz2AnkifuTcwFFmZhziMZUrtapkNsOj6x_HQFCw&__tn__=H-R

2 - A RESPOSTA DO MST PARA OS QUE PREGAM A VIOLÊNCIA CONTRA OS MOVIMENTOS SOCIAIS - NÃO ATIÇEM O FORMIGUEIRO... O link: https://www.facebook.com/100004955567335/videos/912480868927090/?__xts__[0]=68.ARB_kcKhy6ORaaQIz58MuGMkROmLlXyRtMerzjinFNasCteC1S76AY8W7YkwQrSBtnOrj3PSjPFEq7kwF5qocI6nlAQrz3y3dBpgSzMs9rcFhWRVZ1_mqE9VRJ7DbbqJ79_3MvntluuEPYNVf3-0CB4uwznVt7Ls8DdHKq1DoKATrkTgxKQklg&__tn__=H-R

3 - ESSA VAI PARA OS DEFENSORES DE UMA INTERVENÇÃO MILITAR SEM AO MENOS SABER DE QUE SE TRATA - NÃO RECLAMEM, DEPOIS NÃO TEM TROCA. Eis o link: https://www.facebook.com/hortaurbanagrowshop/videos/1920553367964507/?__xts__[0]=68.ARC8cpcFIE4-4o_6OH8PMtMqIySCADizbfWH_ICC7IeN27-stg8--DGjK3syqiEzMQmhZ8sdjBowMVeMf3ho7HZLia5k7jAEG24izuiMyMZl06RoaS-K1C9EYIeXCHCjglK51tHeGaoOZ0dohZTIjpWU8ArgsZE8kpdSPNMyXck3DxG0a87m4A&__tn__=H-R

4 - O POVÃO DEIXANDO DE SER ABESTADO E SABENDO MUITO BEM ONDE VAI SACRAMENTAR SEU VOTO - A DIREITA, SEM NENHUM CANDIDATO, SE ENLOQUECE E ARRANCA OS CABELOS, JÁ DEU HADDAD... O link: https://www.facebook.com/PresidenteLula13/videos/1470842636371081/?__xts__[0]=68.ARCK2gIWE2fO30ZHemw_LBKyjvotfAtFXx7w5IGy8gFYpTG-PtWFg-FeD7k2h6-1zOJPQlzc3-0YKP2JepaKUWJWcGGHbWsY96n9-fkRtuJGspQMBHiuSpx2WQqVhjS6vtUcPZ-AB3aXxWPJaclKI7BzI8Lq6lSw7wtWHP0_OKdHYFZY7_Rkew&__tn__=H-R

5 - Haddad nos braços do povo... O link: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/2307489635947699/?__xts__[0]=68.ARCTANbSRCG6Q13qPcibudoal_DPOaAMlW-ZwpVJVlgNpysPiI7negYoS4xjECjpQ6xz022hS4-AWQ2G6I5ml3ga55jX9hmwAX1zRMIfkIwHCgUVaCCISVa_XqoAPKNCZws7VdoCoZTPwwWoi7-5ziZL-Ckd0ziMZJCMuXvzmxanJBPcf3EOrg&__tn__=-R

6 - Papo reto. O link: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/2307491862614143/?__xts__[0]=68.ARDeeRKeNbiiUj4M6nRHDAxSuf6NAaOa3iF2lL5voqIsnWz6PuSZ19TZcsG67c3gMpazPDsclfVpZnHD5Bcg_oJ5o3_97I3_oWJFOqiHUo3XqHvEiL3bSl4uOMMv8Z0z6Dex3cGUAxM9h4FrvKjrh9WlZoo08TJ6gT35WqROSoMCeF0YqZO63g&__tn__=-R

7 -
"MAS QUEM QUER VER O BRASIL NO ESGOTO VOTA NO CAPIROTO", ZECA BALEIRO. O link: https://www.facebook.com/zecabaleiro/videos/473205349852854/?__xts__[0]=68.ARD3aImuEG7pBgvmFm9TT1r_KoRsGtuE5G4hcYYRSLGWWYBj89lzgVUM8HF9Y2u9UEbCdTFECGdM5bjepk3nHvP5n1brU2Oox8faxMpBMyhhD58zllH2rSNXvjQAMypUpdreMn9w5MSkAanOBmREhM-1a5JPFnWW1EI1xVfJWzf2Nf5H8xA7zA&__tn__=H-R.

sábado, 22 de setembro de 2018

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (116)


PAPINHOS DE UM SÁBADO PRÉ-ELEITORAL


1.) SANTINHOS: EXEMPLO REPUDIADO E A SER SEGUIDO
Não gosto dos enrustidos, dos que escondem o jogo. Isso para tudo na vida. Jogar limpo, sem escamotear, esse um princípio mais que básico. Nos santinhos dos políticos nessa época de desbragada campanha eleitoral, algo a ser notado. Uns escondendo o verdadeiro jogo e outros jogando decalaradamente, sem medo de se dizer a que vieram. O exemplo clássico encontro na comparação com esses dois santinhos aqui no meu portão. O primeiro de um clássico candidato desta terra varonil, dita como capital da "terra branca", berço dos tais que fazem acontecem, as vestustas "forças vivas". No santinho do candidato local espalhado pelas portões e correndo de mão em mão somente o nome dele, com seu número e tal, nada mais. Sim, poderiam me dizer que, ele deixando em branco, o espaço para que escolham outros ao bel prazer, beleza isso, mas define o voto para sua estimada e prestimosa pessoa, nada mais e tão somente isso. Nem cita seu partido, nada e tão somente seu nome. No outro, algo mais palatável, com a coragem de se dizer a que veio e o que representa, o voto completo, de cabo a rabo, uma sugestão a ser aceita ou não, mas deixando claro o lado em que o candidato está. Prefiro estar muito mais com esses, os corajosos. Falta coragem em muitos do candidatos de hoje em dia, pois se mostram para todos sem ideologia, escamoteando o que verdadeiramente defendem. Sou eleitor à moda antiga, sempre estarei com os que se mostram por inteiro.

2.) CONVERSAS ELUCIDATIVAS NO CALÇADÃO...
Acabo de voltar de uma breve andança pelos lados do Calçadão da Batista, manhã de sábado, recheado de cabos eleitorais há duas semanas do pleito mais estranho desta República, louca para voltar a ser Bananeira. Reencontro uma velha amiga travesti e paro para o papo. Ela, como quase todas as sensatas mulheres me diz algo de sua profissão, dita como a mais antiga do mundo. Passou dos trinta, mas como diz o refrão da música: "continua em exposição". Sem vergonha de expor o que faz, conta de um antigo cliente que a contatou para um programa semana passada: "O cara chega e vejo no carro dele o adesivo do demo, do cara que todas nós repudiamos. Chega com o papinho de sempre, mas fico sem entender, pois na cama é um faz tudo e na cabeça algo o conduzindo para um lado que desdiz de sua ação prátrica. Penso comigo, hoje ele não vai ser ativo comigo de jeito nenhum. E não foi. Foi uma gazela, fez tudo como lhe impus e pelo que sei, gostou muito. Fiz dele gato e sapato e sai plenamente satisfeta, tendo ao final como extra pedido um brinde extra pelos serviços executados, diria, adicionais pelo desgaste proporcionado. Pagou sem pestanejar e evitamos de falar de política, pois não queria me irritar mais do que fiquei ao ver o adesivo". Rimos da história e disse que iria publicar. Ela diz que sem problema, desde que não a identifique e muito menos a ele (não fiz questão nenhuma de saber quem seja). O fato é que, nesse país de pernas para o ar, situações como essa estão se proliferando, ou seja, o cara se diz um conservador e defensor de tudo o que seja retrógrado, mas continua entre quatro paredes fazendo tudo exatamente ao contrário. Como diria meu velho, sábio e falecido pai: "Desconfie dos moralistas, esses os piores...". Me certifico disso em cada nova história que ouço.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

BAURU POR AÍ (156)


UM CENÁRIO CADA VEZ MAIS FREQUENTE E O MEU ÓDIO AO RENTISMO

Circulo muito pelas ruas desta aldeia bauruense. Menos do que gostaria, pois as obrigações me obrigam a permanecer fechado entre quatro paredes, trabalhando e tentando continuar ganhando alguns caraminguás. O que mais ouço à minha volta é sobre o fim dos empregos como até então conhecemos. Hoje mesmo, um casal de corretores de imóveis conversando comigo me diziam: "Seu Henrique, estamos pela casa dos 60 anos, precisamos continuar trabalhando, mas veja só, essa profissão onde ainda conseguimos atuar, a da corretagem de imóveis, ela não vai mais existir daqui há bem pouco tempo". Quiz saber dos motivos de assim pensar. Me disse: "Simples. Hoje ainda somos úteis, precisam da gente, mas muito em breve tudo o que fazemos será feito pela internet. Não vão mais precisar de profissionais como nós. Talvez isso ainda demore alguns anos, o nosso tempo de vida, mas me diga, o que será dos nossos filhos sem emprego?".

Conversas como essa eu ouço por todos os lados. O capitalismo na sua versão neoliberal, uma que incentiva o rentismo, as leis do mercado prevalecendo sobre tudo o mais, os donos do dinheiro não querendo mais investir nenhum tostão em fábricas, dando emprego para as pessoas, mas investir a grana que arrebanharam ao longo de suas vidas (de que forma, hem?), vê-la rendendo altos dividendos e usufruindo tudo de dentro de um lugar com ar refrigerado, comes e bebes do bom e do melhor e longe da ralação diária que é a sobrevivência humana. Vivemos tempos insensíveis, onde os economistas de plantão defendem isso como o correto, esses poucos continuarem ganhando muito em detrimento da imensa maioria ganhando quase nada ou participando de uma fraticída luta para conseguir alguns caraminguás para a sua sobrevivência e dos seus.

Nos bairros os que mais vejo são as pessoas tentando inventar seus empregos. Nas calçadas são montadas bancas e ali expostos algo, numa tentativa de fazer algum, levantar os trocados para o sustento. Hoje contei, foram três com carriolas pelas ruas e cada um vendendo coisas diferentes, todos batendo palmas de porta em porta. Já contei por essas plagas a história de muitos, personagens sem carimbo, sem eira nem beira, verdadeiros heróis da resistência. Esse nosso povo é mesmo muito bom, pois inventa modos de sobrevivência, mas poucos são os que se organizam e lutam contra o estado de coisas vigente. Essa imensa maioria de desvalidos desconhece a força de que são possuidores. Juntando todos, fariam um barulho danado e virariam esse mundo cruel de pernas para o ar e imporiam mudanças para lhes favorecer, mas não, poucos lutam e a maioria luta de uma outra forma, criando as formas vistas pelas ruas, os modos pelas rebarbas ainda possíveis, permitidas pelos detentores do poder. Nenhum desses mais possui Carteira Profissional ou Emprego Fixo.

Um desses eu tirei uma foto. Parei o carro num pequeno congestionamento na descida da Araújo Leite, uma quadra pra cima da Joaquim da Silva Martha e ali, na frente de uma residência, área de classe média bauruense, diante de um portão aberto, uma faixa e produtos sendo oferecidos. Não perei para assuntar a procedência. Pressumo ser de um pequeno sitiante, agricultor de pouca terra e ali, dia após dia, expondo sua produção e oferecendo diretamente ao consumidor. Na leitura da faixa tenho esclarecido minha dúvida:: "Milho verde - Frutas - Legumes e Verduras - Direto do Produtor". São tantos na mesma situação. No caminho para a Unesp, bem defronte a Sorri, junto a um paredão de um pequeno prédio residencial de kitinetes outro com a mesma disposição. Lá ele vende de tudo. Já parei algumas vezes e sua história é comovente. Não tem os mesmos produtos todos os dias, pois traz pequenos lotes em promoção e a cada dia algo renovado. Na subida da Antonio Alves, duas quadras acima da Rodrigues Alves, um outro senhor trouxe para seu portão uma pequena churrasqueira e ali, todo final de tarde, assa espetos para os que saem do trabalho e passam ali defronte. Dia desses parei e comi um, eram por volta das 17h30 e ele todo feliz, pois quando pedi, ele me disse naquele horário ter poucas opções.

Essas histórias me comovem e quanto mais as vivencio, mais odeio o rentismo, isso obrigando o mundo atual a se reiventar e precarizar mais e mais o trabalho. Não voto em nenhum candidato que porventura demonstre qualquer aproximação na defesa das leis do mercado ou do rentismo, pois sewi serem defensores dos interesses de uma minoria e não os da maioria do povo brasileiro.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

CARTAS (192)


MUITO CORONEL PRA UMA SÓ ELEIÇÃO*
* Enviei carta de minha lavra e responsabilidade para a Tribuna do Leitor, do Jornal da Cidade - Bauru SP, em 17/09, após ver estampado na edição do domingo passado, 16/9 muito milico em suas manchetes. A carta é longa e não podia ser publicada, pelo tamanho nos dias da semana e talvez ainda saia na edição impressa do próximo domingo, mas já antecipo seu conteúdo aqui e agora:

Os coronéis chovem sob este insano país neste período eleitoral. Em Bauru a cena se repete e este final de semana foi algo mais do que surreal no insólito cenário, macabro e nefasto. Ter a participação destes seria algo natural, vivêssemos uma plena democracia, com igualdade de oportunidades e de ação. Deixamos de ostentar o título de normalidade política e diante do vácuo existente entre os poderes, os mais espertos se aproximam e ocupam os espaços vazios. O Judiciário faz isso hoje, invadindo e ocupando espaços até então não a eles destinados. Outros fazem questão de botar as manguinhas pra fora, vão chegando de mansinho, discurso pra lá de convencional, clamam pela moralização dos costumes, cagam regras de retorno à tempos macabros, onde as liberdades deixam de existir e o coturno/terço dominam o cenário.

Esses vicejam em tempos anormais, onde o desalento persiste e as pessoas perdem a noção do certo e do errado, do bem e do mal, confundem o algoz com aquele que irá salvá-lo. Diante de um vácuo político, surgem os salvadores da pátria, os que prometem o céu oprimindo seus semelhantes. Um perigo, pois em pouco tempo darão cabo da liberdade e soberania de uma nação, colocando em seu lugar um estado opressor, restritivo e tão ou até pior do vivenciado no momento. Momento mais que propício para surgirem no horizonte político discursos os mais descabidos, retrocesso evidente no que dizem e quando com algum poder, retrocesso difícil de ser revertido. O desalento humano dos tempos atuais é percebido na periferia das cidades com a quantidade de pequenas igrejinhas, uma em cada quarteirão, demonstrando que o povo anda acreditando em tudo o que lhe oferecem, não sabendo muito bem distinguir joio do trigo. A carência humana por solução para seus problemas leva a atitudes extremadas e daí votar as cegas só uma das possibilidades.

Abro o Jornal da Cidade edição de domingo, 16/09 e me espanta a quantidade de coronéis (militares de uma forma geral) ocupando as páginas do matutino. A quantidade gera não só espanto, mas apreensão. Enumerei alguns: major Olímpio, tenente-coronel Marcos Pontes, coronel Camilo, capitão Augusto, coronel Eclair, cabo Helinho, isso sem contar no coronel Meira, vereador, que neste final de semana, inesperadamente esteve no ostracismo. Num outro nível, também os Mourões, Villas Boas e Daciolos. O número de pastores também assusta. Às vezes me pergunto dos motivos desses todos insistirem em utilizar o título de sua função antes do nome, ao contrário do que fazem os ditos normais, simplesmente com o nome sem nenhum outro apetrecho. Esse não é o mais importante questionamento a fazer com esses todos, pastores e milicos, mas sim o fato de não vê-los, nenhum deles no campo progressista. Por que a imensa concentração desses todos se dá no campo conservador? O que os atrai e os move? São questões a serem respondidas pelos que vasculham os descaminhos da política brasileira e o que os levam a assim se posicionarem.

Não tenho o poder de desvendar assim de bate pronto como chegamos a esse descalabro, mas presumo alguns dos motivos. A democracia falhou ao se enfraquecer e permitir que os espaços fossem sendo ocupados por esses todos. Todos ligadíssimos com o golpe em curso, a venda do que resta de soberania do país, a reforma cruel da Previdência, a perda dos direitos dos trabalhadores, o arroxo aos movimentos sociais e pontuais posições mais do que conservadoras. Dizem-se defensores da família, dos bons costumes, mas na verdade apostam suas fichas nesse país cada vez mais perdido, sem rumo, sem informação adequada, medo da perda do emprego, acuados pela crise e esperando salvadores virem dos céus e com armas nas mãos surgindo assim do nada e resolvendo tudo a contento. Iludidos creem em histórias de carochinha. E desta forma, o país caminha desbragadamente para um poço sem fundo. Onde vai dar isso tudo? Vejo com esses um país pior, muito mais obscuro, daí não chegam para resolver nada. Para meu próprio bem, me mantenho distante desses todos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

PERGUNTAR NÃO OFENDE ou QUE SAUDADE DE ERNESTO VARELA (139)


CARREGADORES DE BANDEIRAS
Antes das escrevinhações de praxe, conto o que vi na feira dominical, bem na entrada da Feira do Rolo, domingo passado, quando adentra o local um cortejo dos mais insólitos. Tendo a frente, numa espécie de abre alas o candidato a deputado Edu Avalone e na sequência um séquito com umas vinte pessoas carregando bandeiras com as cores e o nome do dito cujo. Foi patético, primeiro por vê-lo na frente, numa vã tentativa de ser reconhecido, olhando para os lados, buscando ser reconhecido, mero reconhecimento na face das pessoas. A maioria passava diante dele incólume e tudo era tentado para se fazer ver, quase dando piroetas para atingir seu intento. Desse séquito conto o que percebo desses. São pessoas as mais simples, orieundas das mais diferentes camadas populares da cidade. Gente trabalhando, ali na lida, sem nenhum compromisso com a tal candidatura, mas ganhando o seu. Nada contra. Nítido que, daqueles ali, uma mínima porcentagem daria o voto para tal candidato.

Dito isso, levo também em consideração o que me conta Cláudio Lago sobre suas incursões no sábado passado no Calçadão da Batista, quando foi planfletear os santinhos dos seus candidatos do PT. Me disse que ao ver como estava o local, não distribuiu acintosamente e nem desbragadamente os seus papéis. O fazia quando sentia alguma empatia, conhecidos e quetais. Agiu assim por se ver diante de um cenário onde existia mais cabos eleitorais do que eleitores. "Além do desperdício, entregar por entregar, enfiar o papel na mão do transeunte é algo a causar mais raiva do que proximidade", me diz. Disse algo mais e foi sobre esses mesmos, os tais que denomino como carregadores de bandeiras, não num sentido pejorativo e sim, no funcional, a exata denominação do que fazem no momento para levantar uns trocos. "Henrique, vejo entre os tais uma grande quantidade de conhecidos, muitos moradores dos assentamentos sociais nas redondezas de Bauru. Alguns ao me verem, fazem o sinal na mão utilizado para denominar o voto no candidato do PT, Lula e Haddad. Ou seja, estão ali trabalhando, mas nem eles votam nos candidatos cujas bandeiras carregam".

Junto as duas observações e concluo com um algo mais, esse de minha exclusiva lavra. Eu já carreguei e continuo carregando bandeiras de partidos e candidatos, causas nobres e afins. No meu caso, o faço por ideologia, por afinidade e me considero um felizardo por assim o conseguir fazer. A imensa maioria nas ruas, esquinas e locais públicos encontraram com essa atividade uma forma de suprir a falta de oportunidades e trabalho. Se safam como podem e conseguem. Vejo gente nessa atividade em muitos lugares (nessa eleição muito menos que nas outras), inclusive também carregando bandeiras para a coligação que defendo. Não consigo passar por nenhum desses sem esboçar um olhar de tristeza. A gente sabe comparar quando a coisa é feita por afinidade/convicção e quando é feita por necessidade. Em cada olhar desses nas esquinas da vida, algo para cortar o coração. Passo e abaixo a cabeça, envergonhado não pela pessoa ali estar naquela situação, mas por existir uma situação beneficiando/favorecendo isso e demonstrando por A + B dessas imensas diferenças de classe existentes no capitalismo. Enfim, bandeiras foram feitas para serem desfraldadas, mas sinto um desvituar de sua função precípua em situações como a da foto estampada junto a este texto, sacada das redes sociais, de algum lugar perdido nesse imenso país continente.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

AMIGOS DO PEITO (150)


ALEMÃO, O DO KANANGA BAIXOU NO ESTALEIRO...** Eu vivo também para reverenciar os amigos. Hoje poderia ser um dia muito alegre, pois Haddad sob desmedidamente nas pesquisas e ninguém mais (de forma normal) lhe tira a participação no segundo turno. Será uma das possibilidades de reverter a bestialidade produzida pelo golpe nos costados do povo brasileiro. Escrevo PODERIA, pois estou triste, primeiro soube do amigo Juvêncio que se foi e agora do outro, um chapa do fundo do coração que está no hospital. Vamos dar a volta por cima também aqui.

Eu não tenho notícias frescas, mas sei que o amigão de todas as horas, o Alemão da famosa Kananga do Alemão baixou no hospital enfartado. Está no Hospital da Unimed e recebe visitas regularmente, uma pessoa de cada vez e sem poder tocar seu violão (por enquanto). Essa vida é cheia de percalços. Drummond, o poeta escreveu bem lá atrás sobre isso das pedras no caminho, as que servem de obstáculos, mas também para serem puladas e superadas. A maioria a gente até pula, mas em algumas a agente esbarra, enrosca a barra da calça e cai. Nem por isso não levantamos e continuamos a caminhada. O Alemão já levou vários tropicões nessa vida e em todos conseguiu dar a volta por cima. Desta feita mais uma pedra e ele se quedou momentâneamente.


Cá comigo, tenho uma enorme alegria a cada reencontro com esse distinto cidadão. Aprendi a gostar dele e de sua esposa, a Cleusa Madruga, uma gaúcha a lhe domar os passos (que seria de nós, boêmios sem uma austera do nosso lado). Um cantor como nos velhos tempos, desses soltando a voz por amor. Muitas vezes contratamos ele e seu grupo para cantoria no bloco do Tomate, preço irrisório e sei que na divisão, ele o fez com tudo para os músicos e não ficava com nada. O grande prazer de sua vida era tocar, se apresentar e fazer a festa pela aí. Isso move sua vida e, particularmente, aprendi a gostar demais do Kananga Do Alemão, até porque nos acompanha desde a criação do Tomate, sete anos atrás, tocando conosco ininterruptamente em todos os ensaios, festas e no desfile de Carnaval na Batista. Sem a música ele não vive.

Meses atrás ele me procurou, estava triste e dizia dos problemas que estava tendo por causa da interrupção do seu salário. Ele trabalhou a vida inteira na CESP, subiu em postes, fez ligações por esse mundão afora, tomou choque adoidado e também levou a luz para muito lugar no breu. A CESP repassa o valor do salário de alguns dos antigos servidores aposentados para essas prestadoras de serviços, empresas que ganharam licitações de décadas e essas fazem o pagamento. Ano passado Alemão entrou com um processo para correção dos salários. Foi o bastante para interromperem o seu e já faz mais de seis meses que não recebe um centavo de aposentadoria. Se vira nem sei como, dos shows, das reservas e de tudo à sua volta. Tenta receber os atrasados e isso o chateava demais da conta. Me pediu para escrever um texto e botar a boca no mundo. Trabalhar uma vida e não receber a devida aposentadoria é mesmo para adoecer qualquer um. Já entrou com processo, mas diante da morosidade (só com o Lula tudo é rápido), tocava seu barco, mas seu semblante foi entristecendo.

Pode até ser que uma coisa não teve nada a ver com outra, mas para mim, quando a gente se entristece demais da conta, tudo no organismo deixa de funcionar a contento. A carcaça segue em frente, mas o interior se dilacera. Hoje o danado está lá numa cama de hospital, assistido pela companheira de todas as horas, a Cleusa Madruga e no restabelecimento. Fico do lado de cá numa torcida dessais maior da que tenho pelo Norusca ou o Corinthians, pois esse aqui é amigo mesmo, um baita de um seujeito, desses que ficaria horas escrevinhando coisas e relembrando conversas. Muita energia positiuva para ele e aqui publico fotos da última vez que pisou aqui no mafuá.

LEMBRANDO DE UM AMIGO QUE SE FOI... JUVÊNCIO

Em 16.10.2013 fiz um breve relato na sessão que mantenho aqui no facebook, a "Personagens sem Carimbo - o Lado B de Bauru", sobre o JUVÊNCIO ALVES CASTRO NETO. Sempre gostei muito dele, morador ali do Guadalajara, corintiano de quatro costados e por alguns anos trabalhou comigo nas hostes do Bradesco, eu na Corretora Bradescor e ele na Previdência Privada. Viajávamos diariamente para Jaú, agência central, ali na praça principal do centro da cidade. Na maioria das vezes íamos de Reunidas, mas naquele tempo funcionava o trem e vez ou outra pegávamos o danado, desciamos na estação de Jaú e o percurso da descida até o centro era num papo que hoje me recordo, danado de bom. Ele fazia a minha alegria e pelo que sei e me recordo, nunca pagou o trem, sempre viajava de penetra. Entrava e se escondia do bilheteiro. Um danado. Ríamos muito das peripécias dele se escondendo e num dia se pendurando do lado de fora até a passagem do fiscal. Pois é, JUVÊNCIO morreu essa semana e só fiquei sabendo pelo meu mano, Edson que viu seu nome numa lista de oração e terço lá na igreja onde frequenta. Eu poderia ficar lembrando histórias bem alegres vivenciadas ao seu lado, um cara sempre de bem com a vida, mesmo quando essa lhe aprontava poucas e boas. Se já ando triste pelos descaminhos deste país, hoje estou um pouco mais ao saber do seu passamento. Lá se foi o Embaixador do Jardim Guadalajara...
OBS.: Eu até tenho belas fotos dele, mas o que achei foi a de meu texto de 2013 e nele a foto dele sorrindo no meio da feira.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

RELATOS LATINOS / PORTENHOS (55)


LUCIANO HUCK PASSOU POR BAURU, MAS ISSO POUCO ME IMPORTA
O bestial marqueteiro da TV Globo Bobo caiu nesta manhã no aeroporto mais inviável destas plagas, o do fim do mundo, o criado pelas "forças vivas" para salvar a vida financeira de uns poucos e dificultar a da maioria da população, o de Arealva/Bauru. O inevitável acontece e seu jatinho, diante do mal tempo, usado para seu programa televisivo se vê obrigado a pousar em terras bauruenses. O comandante do voo, desconhecendo totalmente a vida aérea da capital da terra branca pousa no meio do nada e daí, dá-lhe gozações. Ali no meio do nada, não existem meios de transporte de passageiros durante o dia, pois inexistindo voos, fariam o que taxistas, moto-taxistas e uberistas naquelas plagas? Huck, boçal como lhe é de costume ironiza a situação e acerta sem querer no alvo. Ótimo para alavancar a discussão da inutilidade daquela pista incrustrada no mato, distante 20 km da área urbana da cidade. Não se fala em outra coisa na cidade hoje. Poderia tecer loas sobre o assunto. Seria enchimento de linguiça, besteirol elevado à sua máxima potência.

Huck vem gravar quadros do seu indefectível programa das tardes de sábado. Adora se vangloriar estar resolvendo os problemas financeiros de alguns com o que faz. Na verdade, faz o contrário, acentua alguns problemas, investe alta grana e ao invés de dar um quinhão de contribuição para estancar a sangria da miserabilidade brasileira, sua ação é como gota no oceano. Os holofotes de bom mocinho recaem sobre ele que é uma belezura. Uma pessoa dentro do universo dos desassistidos tem seu carro ou casa reformados e o país chora pela sua boa ação. Antenado como todo bom sacana, descobre também belas histórias ocorrendo país afora e vai atrás delas, sai do seu conforto carioca num belo jatinho, pousa no lugar, faz a matéria vestindo calça rancheira e volta correndo para seu habitat, que certamente não é o da maioria do povo brasileiro.

Tanto Huck, como a imensa maioria dos almofadinhas brasileiros não estão nem aí para a miséria em curso no país, o processo de degradação humana, a igrejização emburrecendo as massas e as diferenças de classe aumentando de uma forma cada vez mais incontrolável. Na verdade, usufruem das imensas diferenças. Ele não toca nesses temas no seu programa. Seu negócio é bem outro. Publico junto a esse texto três fotos recentemente tiradas por mim nas ruas pela aí. Na primeira, um corpo estendido no chão na festa do dia da Parada da Diversidade em Bauru. Ele lá, ou bebeu muito ou pode até estar passando mal, mas invisível como sempre foi, poucos prestam atenção em gente assim. Atrás de si uma história de vida, mas essa não interessa, pois certamente não renderá o que Huck vem buscar nas viagens com seu jatinho. Na segunda, numa praça perto da rodoviária em Curitiba um trio dormindo na rua, um deles travesti, vivendo com as sobras que sensíveis hóspedes de um hotel do outro lado da rua levam para eles. E na terceira, a vida sob as marquises de Buenos Aires. Com a Argentina numa enroscada de dar gosto, fruto do neoliberalismo, algo que Huck defende e pratica, cada vez mais gente se vê obrigada a viver sob marquises, sem nenhuma esperança. Entender o que de fato ocorre, impensável nas grades dos programas da mídia massiva.

O televisivo bom mocinho é usado aqui como exemplo de que, o bom mocismo de alguns enxerga somente o que lhe convém. A história do pouso do seu avião particular é o que interessa para a mídia desses tempos, mais preocupada com a vida dessas vazias estrelas do que com as agruras do povo. Para cada foto aqui publicada, imaginem a grandiosidade de uma matéria explicitando a miséria produzida pelo capitalismo cruel e insano? Com todo o aparato de mídia de um programa como o do defensor do Aécio, seu amigo mais que íntimo, usando em prol das cousas nobres, mas isso é inimaginável para esses, seus patrocinadores, telespectadores e esse país que hoje cegamente cai na onda de um algoz sendo elevado a categoria de salvador da pátria. A Globo não possui mais nada de bom em sua grade de programação, tudo desvirtuado, perdição em matéria de jornalismo, insensibilidade e crueldade sem limites. Prefiro continuar com meus temas, escrevendo para uns poucos do que fazer o que gente como esse Huck costuma fazer com as mentes de incautos. Tanta coisa para fazer, tanta preocupação pela frente e vou lá me preocupar com essa intempestiva passagem de um cara a perverter a condição humana. Enquanto ele deseduca gerações pela telinha global, um mundão clamando por ser enxergados, valorizados, descobertos e acolhidos, atendidos e quando isso de fato ocorrer, uma possibilidade de virada de mesa. Não sobraria Huck sobre Huck, mas isso tudo é mero sonho. Ele é o bonzinho e o resto que se rale.

domingo, 16 de setembro de 2018

DICAS (176)


AS NOVÍSSIMAS RODOVIÁRIAS PRÓXIMAS ÀS RODOVIAS*

Artigo de minha lavra e responsabilidade publicado na edição desta semana do jornal Pedra de Fogo, Lençóis Paulista SP, ampliando o debate sobre a questão da mudança dos terminais rodoviários do centro antigo das cidades para a beirada das rodovias:

Não conhecia o novo terminal rodoviário de Lençóis Paulista. Voltando de São Paulo pelo Expresso de Prata tive o prazer de conhecê-lo num dia à noite. Se a primeira impressão é a que fica, gostei do que vi. Moderno, confortável, prático e mais espaçoso, mas algo me intriga nessas novas localizações. Sei existir um direcionamento de todos estarem localizados o mais próximo possível das rodovias. Muito mais prático os ônibus intermunicipais não atravessarem a cidade inteira para despejar e buscar passageiros. Estando próximos das rodovias tudo pode ser feito com maior rapidez. Eficiência dos serviços, isso em primeiro lugar. Ótimo, mas não é somente isso o que se deve levar em consideração quando das escolhas.
Maquete da agora distante rodoviária de Lençóis


Na de Lençóis, observada por volta das 20h, numa rápida passada e de dentro de um ônibus, percebo algo a mais. Principalmente o cidadão com menos recursos é o mais penalizado com a nova localização. Antes a rodoviária estava no centro da cidade e para estar nela bastava um pulo. Hoje não mais. O deslocamento é complicado, de difícil acesso para a maioria da população. Está num local em desenvolvimento, muito distante do centro urbano e pulsante da cidade. Fui o resto da viagem pensando em como a pessoa com poucos recursos se desloca para aquele local, o tempo perdido, o quanto despende de gasto para tanto. Como resolver os problemas surgidos com a inauguração?
A de Marília é também colada com rodovia.

Não sei se os ônibus intermunicipais continuam passando pelo centro e com pontos distintos nessa região, facilitando o acesso dos usuários. Na existência desses pontos, uma tentativa de solucionar o problema, mas criando outro. Se o fazem, deixam explícito que a nova localização é um problema. E se não o fazem, deixam desamparados parte significativa dos usuários, esses tendo que pensar em outros meios para chegar ao terminal, aumentando suas despesas. Um ônibus urbano mantido pela Prefeitura Municipal, sem custos, com horários regulares poderia ser uma paliativa solução. Inegável o benfazejo da nova edificação, mas quando pensada num todo, envolvendo principalmente os que mais se utilizam e mais necessitam, daí percebe-se realmente o interesse dos dirigentes municipais em estar ao lado da população.

Fazendo uma comparação simplista do novo terminal com outros na mesma situação e com o clássico caso do da cidade de Marília, algo a aprender. Lá também a transferência para a proximidade com a rodovia. A diferença é que lá, o local já era muito mais movimentado que o de Lençóis, esse sendo alavancado inclusive com o deslocamento do terminal. A de Marília possui maior movimentação e vingou. O de Lençóis só foi inaugurado, encontra-se com portas comerciais ainda fechadas (qual incentivo o comerciante possui para lá se instalar?) e precisa ser pensada em todas suas matizes, para ocorrer uma real integração com a cidade e não se torne uma espécie de elefante branco, algo apartado e sem sentido. Para que isso não ocorra, todos os lados envolvidos na questão precisam ser ouvidos e atendidos. Que isso ocorra para o bem de Lençóis. Não basta ser bonito, necessitando também ser realmente útil e prático.