quarta-feira, 18 de março de 2026


É HOJE, DAS 14 ÀS 18, CAMPUS UNESP, NO MÍNIMO VENHA ENTENDER O QUE FOI APROVADO E O QUE PRETENDEM FAZER COM A ÁREA DO AEROCLUBE BAURU
Dias atrás, ao tomar conhecimento deste evento, postei texto duro contra o que a Prefeitura de Bauru, ganhadora judicial da área do Aeroclube, querendo fazer com ele, no meu entender, passar tudo nos cobres e beneficiar descaradamente os interesses da especulação imobiliária. A repercussão foi boa, tanto que, no dia seguinte de minha postagem, depois de intensa movimentação, flyer novo do evento é divulgado e ali inserido mais um nome, o de Guilherme Zwicker, diretor jurídico do Aeroclube. Claro que tudo ocorre, não pelo meu escrito, que ajudou um bocadinho, mas não é decisivo para nada. O tema é forte, o momento é este, ou seja, tudo pertinente.

O fato principal é essa movimentação universitária, patrocinada pela UNESP Bauru, pública e brigando pelos interesses e causas públicas, no entorno, em primeiro lugar, roporcionando a Bauru o entendimento de tudo o que está em jogo, como estão se movimentando as peças neste tabuleiro e quais as reais possibilidades de tudo ocorrer de fato, de um jeito ou de outro. Essa conversa que ocorrerá dia 18, quarta, pode não alterar nada, mas servirá para isso e principalmente para desmascarar intenções escusas e feitas meio que na surdina. Vamos jogar as claras? Vamos de fato colocar todas as cartas na mesa? 

A discussão/debate de hoje, 18/03 é ótima neste sentido. Este o verdadeiro papel de uma universidade, pública e soberana, isenta e rápida nesta resposta para a sociedade. Ou seja, IMPERDÍVEL conversa.
HPA, amanhecendo em Bauru nesta quarta, 18/03/2026 e já nos preparativos para presenciar e entender de fato todos os meandros deste intrincado imbróglio bauruense. Vamos?

terça-feira, 17 de março de 2026


UBAIANO, 86 ANOS E HÁ MAIS DE 40 ANOS FAZENDO A FESTA COM ESTUDANTES NO PORTÃO DA FEB, DEPOIS UNESP BAURU

Eu agora caminho todas as manhãs e segundo uma querida vizinha, professora de Educação Física na Unesp Bauru, "o melhor é a cada dia descobrir um caminho diferente, assim além de estimular a caminhada, você vai revendo e conhecendo detalhes novos de sua cidade". Segui à risca o que me prescreveu e hoje, 8h da manhã levo Ana Bia para dar aula no campus Unesp Bauru. estaciono o carro do lado de fora e vou caminhar por ali.
Procurando um lugar para deixar o carro, me vejo diante do bar do Ubaiano, figura mais conhecida de todo o campus, pois está ali fincado já por um ideterminado tempo. Começou lá na vila Falcão, com sua barraca defronte a FEB - Fundação Educacional de Bauru - e de lá, quando ocorre a transformação para Unesp, vem de mala e cuia, se instalando numa ilha bem defronte o campus. O pequeno lote já é dele, mais do que usucapião, pois já legalizou tudo. Adentro seu espaço e o vejo no portão da casinha ao lado do bar. Ele havia acabado de acordar e estava querendo assuntar o que fazer do lado de fora. Chego e peço permissão para ali deixar o carro e ir caminhar. Ele me deixa a vontade e iniciamos mais uma conversação. Reencontrar Ubaiano é sempre motivo para novas conversas, todas reveladoras.
Desta feita ele me conta do perrengue que passou, ficando perto de cinco meses internado quase ali ao lado, no Hospital Estadual. "Já me davam como empacotado, mas sai vivo e depois, ainda meio estropiado, não conseguindo pagar uma fisoterapia, consegui ali na Sorri. Foram meses apertando aquela bolinha e hoje, cá estou, recuperado", me conta. O danado é aroeira pura, enverga mas não quebra. E lá se vão 86 anos, completados meses atrás. Ele mora ali ao lado por opção, pois tem casa num bairro da cidade, mas não se vê longe se sua cria, o bar coqueluche dos estudantes. Agora mesmo, diante de alguém quebrando o seu busto, que estava fixado bem defronte o bar, já conseguiu a promessa dos atuais, que farão um novo e mais bonito que o anterior.
Ubaiano, que era Baiano, mas depois que veio da Falcão, antes faculdade e depois, universidade, juntaram tudo e ficou Ubaiano. Querido por todos, conta que um ex-aluno, daquela época da vila Falcão liga lá de São Paulo e o convoca: "Vou aí te buscar, quero que venha ser homenageado aqui. Fique preparado, que te aviso a data". E ele está sempre preparado para o que der e vier. São tantas histórias e tanta gente, a mente roda, mas tenta não se esquecer de ninguém. Passou por ali, disse que foi aluno, ele bota a cachola pra funcionar e pipoca lembranças, transformadas em histórias, sempre permeadas com muitas risdadas. "Ninguém nunca ficou me devendo. Se tem algum que ficou devendo, tiveram outros que soubream e pagaram para estes", conta.
O homem é uma instituição na Unesp Bauru. Ele hoje está cansado, mas não arreda pé, pois a estudantada gosta mesmo é de vê-lo e assim sendo vai ficando. Ubaiano tem três filhos e hoje quem toca é o Carlinhos. O atendimento continua o mesmo, precário e boníssimo, como seu público gosta. "A gente não muda, pois se mudar, eles podem não gostar. O negócio é assim como você vê, simples e eficiente. E o meu lugar é aqui, vivo aqui, respiro aqui, isso aqui é minha vida". Sua rotina é essa, acorda cedo, abra a porta, deixa o sol adentrar, senta num banco de frente pra rua e fica cumprimentando todos, pois cada um que passa buzina e ele levanta o braço. Logo cedo tem quem venha limpar seu canto, deixar tudo nos conformes, para ele desarrumar tudo novamente até o final do dia. A alegria dele é rever as pessoas, prosear e ir tocando a vida adiante. "Eu nunca tive problemas com a universidade, nem com vizinhos. Quando chega 23h, paro tudo e apago as luzes. E nesse horário eu sei, os meninos e meninas precisam ir pra casa descansar, pois no dia seguintem tem aula novamente", conclui. Quando volto da caminhada ele queria conversar mais, contar algo mais que havia lembrado. Prometo que volto toda terça, quando Ana tem aula cedo e daí, quero caminhar nas imediações e deixando o carro ali debaixo das árvores, prosa é o que não vai faltar.

QUEM NUNCA LEU UM LIVRO CAMINHANDO LEVANTE A MÃO
Eu ando tentando aproveitar todos os momentos livres para aleitura, enfim, como sei, tenho mais livros que tempo de vida. Tento tirar o atraso. Agora, o médico que disse: "Vai caminhar e irás melhorar". Fui e estou gostando. Uma professora de Educação Física completou: "Diversifique os lugares, cada dia num lugar diferente". Hoje fui lá pels lados da Unesp Bauru. O inusitado pe que, comprei o "ELA E OUTRAS MULHERES", 27 custos contos do Rubem Fonseca (edit. Cia da Letras SP, 2006, 174 páginas) na livraria Hesse Sebo & Livraria, junto do filho e no domingo estava a ler andando lá pelos lados da igreja Sagrado Coração. Dei uns tropeções, mas a leitura estava taão saborosa, não tinha como parar. Parei quando cheguei em casa.
Hoje continuei e me deliciei. É o meu quarto livro lido no mês. Escolhi um de letras maiores e em cada conta o nome de uma mulher, algo dela, histórias arrebatadoras. Resumo duas sá para dar água na boca. O garotão era gago e não só tirava notas ruins, não queria saber de ler nada. Os pais procuraram ajuda, acharam um professora particular, ALICE, não tinham como pagá-la, mas ela se prontificou a dar aula grátis. O danado num curto espaço estava tirando boas notas e pegando gosto pela literatura. Um dia o pai recebe a visita de um policial. Queria entrevista o filho, pois a tal da professora já tivera antecedentes de envolvimento com alunos. Por duas horas, o policial interrogou o moleque e esse não arredou pé. O policial foi embora, se desculpando pelo mal entendido. Nasequência, o filho se volta ao pai e diz, fiz exatamente como o senhor me pediu. E pede ao pai se pode ir na aula programada para aquela noite. O pai, evidentemente concorda. Alice salvou o garoto.
Eu ria na rua lendo algo dessa laia. Quem passava por mim, primeiro me via andando e lendo, depois rinco. Rubem Fonseca é muito bom. O outro conto que quero descrever é o TERESA, segunda esposa, cuidando como ninguém de seu adoentado marido, algunsanos mais velho. Os filhos deste o azucrinavam, pois queriam a herança. Ela era um esmero no trato com o marido, mas ele falece e os filhos se apossam de tudo. O vizinho percebe e tenta ver o que foi feito de Teresa, que some. Descobre ela estar trancada, amarrada numa cama. Entra no apartamento, de forma fria e rápida, dá dois tiros na cabeça de ambos e monta um cenário, como se a casa tivesse sido assaltada e os filhos mortos, tudo por grana e jóias. Pede segredo para Teresa. Ninguém descobre nada e dona Teresa diz que o vizinho foi um verdadeiro santo. Na verdade, ele ra matador profissional, matava por dinheiro, ou seja, nem sempre.
Uma melhor que a outra. Ainda andando, parava pelo caminho e consegui grifar algumas poucas frases:
- "...as mulheres entendem de sapatos, e são capazes de descobrir, pelo sapato de uma mulher, o nível econômico-social a que ela pertence".
- "...um dia me disse que leu num livro que o homem só precisa de duas coisas, de foder e de trabalhar, mas eu só precisava é de foder, trabalhar é uma merda".
- "Não é simplista. É apenas simples, e as definições simples são sempre as mais corretas".
- "Na cama não se fala de filosofia".
- "Fiquei olhando ele comer os seus ovos com bacon, todo marido canalha come ovos com bacon".
- "Fiquei duas horas esperando o ônibus que me levaria de volta para a minha terra. Ninguém deve sair de sua terra".
- "O Santana tinha mulher, mas vivia brigando com ela. Eu gostaria de ter uma mulher, mas não tinha e não brigava com ninguém e era feliz".
- "A primeira coisa que as mulheres fazem quando o marido morre é vende os livros dele para o sebo".
- "Quem tem que carregar camisinha é o homem".
- "A gente aprende lendo, e quem não aprende com o que leu se fode, como eu".
- "Há casos em que o cônjuge doente acaba matando o que cuida dele".
Eu não quero mais saber de livros difíceis, teses acadêmicas e tratados filosóficos. Li muito destes. Hoje amenizei e diversifiquei, desbundei e só leio o que me apetece, o que cai no meu gosto e preferência. tenho uma pilha de livros aqui do lado do meu computador, tudo aguardando leitura. Tenho uns quatro começados, mas sempre tem alguns, como este aqui, passando na frente. E quando gosto, leio até andando. Já tentei dirigindo, mas é muito perigoso, quase bati o carro. Tem leitura tão saborosa que o meslhor mesmo é parar o carro e ler, só depois de ter terminado, voltar a pegar no volante. Andando não sei, Ana Bia me diz que isso vai me deixar corcunda ou com dores no pescoço. Vou pensar no assunto.

segunda-feira, 16 de março de 2026


estava acabrunhado demais da conta
SEM TIRAR NEM POR, OS EUA HOJE: "SE VOCÊ NÃO FIZER O QUE EU QUERO EU TE MATO"

Pelo que se vê, os EUA e Israel não estão se dando assim tão bem na guerra de destruição do Irã. Achavam que matando o aitolá, tudo desmoronaria facilmente. A reação ocorreu e hoje, quase duas semanas de asfixia, o Irã se defendeu e contra atacou, com bombas não só para Israel, como para bases em outros países. E a partir daí a guerra ganhou outras proporções. Dubai é, talvez, o melhor exemplo. A insegurança provocada pelas bombas que lá já cairam, deixaram o pequeno país, outrora local de livre comércio, tudo com a devida segurança, hoje a realidade é bem outra. Nem vôo regular existe mais para a maioria destes países, ou seja, o caos está instalado e prejuízos incalculáveis para todos. Existe uma velada revolta desses países por Israel e os EUA os terem envolvido na guerra.
O fato é que a guerra não tem mais volta. Foi deflagrada e continua, com tudo sem solução previsível. E de tudo o que a TV brasileira nos mostra, estes favorecem o lado dos EUA/Israel e agem como se o vilão fosse o Irã. Fazem de tudo para esconder a situação em Telaviv, onde dizem até o próprio Netanyahu estaria morto. Leio pelas vias alternativas que, os EUA está correndo atrás do fim da guerra, onde possa afirmar ter sido vitorioso. Porém, algo é bem claro, não ganharam como gostariam e terão que conviver com este embaraço, diria mesmo, derrota. E se perderam lá, farão de tudo e mais um pouco para não perder em nada aqui no continente, de norte a sul. Ou seja, estamos fudidos, pois os EUA virão com tudo para cima da dominação por completo de todos os países da América. Daí o título, "Se você não fizer o que eu quero, eu te mato".
Existem países que já cederam e fazem tudo o que os EUA lhes impõe. Cederam facilmente e se deixam levar, caso do Paraguai, Argentina, Panamá, agora o Chile, Equador e outros. Tem quem resista, como o Brasil, Colômbia, Cuba, México e talvez a Venezuela. Os EUA já mostraram a que vieram no Paraguai, submetendo-os à entrada naquele país, com bases e militares, estes podendo fazer o que quiserem. A lei agora são eles. Como negociar com estes todo poderosos? Existe alternativas? Quem cede logo de cara, se mostra fraco, sendo praticamente submetido as leis dos EUA. Resistir contra quem o poderio é algo daquilo que conhecemos como "ser comido aos poucos". Vão minando pouco a pouco todas as resistências desses países. A própria visita do emissário dos EUA para visitar Bolsonaro na cadeia é algo para instigar mais golpes. Daqui por diante, farão isso a todo instante e descaradamente.
Para mim, olhando tudo aqui da minha Bauru, longe dos acontecimentos, torcendo pela resistência brasileira, só vejo duas possibilidades de conter os EUA neste momento. Primeiro é destituindo Donald Trump, mas como isso é mais difícil e pelo visto, teríamos que contar com insurgência advinda de dentro daquele país, contamos com o improvável. A outra forma é instigar o medo nos norte-americanos. O Irã parece estar provocando esse medo e daí, o recuo nos ataques. Sentindo medo, eles podem recuar, do contrário, continuarão e tudo deve piorar, infelizmente. Para mim, mequetrefico observador, se a Rússia ou a China não defenderem o Brasil, estaremos "sifu", ou seja, num mato e sem cachorro. Tudo é questão de tempo. Alguém aí enxerga outras possibilidades?

olha como consegui melhorar meu astral
LIA, COSTUREIRA COMO POUCAS E ÓTIMO LUGAR PRA CONVERSAR ATÉ NÃO MAIS PODER
LIA é daquelas pessoas - poucas, viu! -, que em dias de tensão, quando a cachola anda fervendo, botando água pra fora da chaleira, a gente vai lá só pra prosear e se recarregar um bocadinho. Ela é nordestina, pernambucana de quatro costados, assim como todos lá pela sua casa. É de uma cidade nas proximidades do Grande Recife e para cá chegou algumas décadas atrás. Veio com a prole toda e aqui fincou raízes. Não quer mais saber de voltar. Conseguiu, depois de muito custo, levantar um cantinho mais do que aconhegante, desses que, quem adentra, pega gosto e vez ou outra, sempre acaba voltando.
Seu ofício é costureira. Já teve junto de um filho - esse sim, voltou lá pro Nordeste, pois encontrou um rabo de saia que o enfeitiçou e não quer mais saber de Bauru -, uma loja de uniformes, ela sempre por detrás da máquina de costura. As filhas ajudam também, mas a primeira máquina, a localizada na entrada da oficina de costura é ela quem comanda. Ela dá as boas vindas pra quem chega e em dias como hoje, quando abre aquele sorriso, pronto, está estabelecido uma prosa sem fim. Indo com a cara do sujeito (a), melhor ainda, pois a prosa vai muito além da negociação, a que trouxe a pessoa até seu cantinho.
Eu fui até lá dia desses levar calças para fazer barras e quando lá cheguei, constatei algo: não consigo entender como demorei tanto para voltar. A gente senta, fala de tudo um pouco e só depois de muito tempo, alguém lembra do motivo de ter ido. Uma delícia gente assim como Lia e seu marido, que depois de fazer de tudo um pouco na vida, montou uma máquina de moer cana e assim, vende garapa pra quem aparece defronte sua casa. Levam uma vida modesta, mas alegre, a família toda junta, casas coladinhas umas as outras, numa união que chega a causar inveja. A felicidade ali encontrou morada e se faz presente na sua forma mais autêntica.
Lia tem gatos e cachorros, todos vivendo numa pacífica convivência, todos amigos e espalhados pela casa, entrelaçados nos pés da dona do pedaço. Quem aparece de vez em quando são aves, que devido a um coqueiro plantado por um dos filhos nos fundos da casa, os tais bichos, papagaios e maritacas, gostam de flanar por ali. Chegam de mansinho, cagam pelo quintal todo, fazem a festa, uma gritaria nos finais de tarde, dessas que a gente percebe, estão tentando fazer um contato imediato de primeiro, segundo e todo tipo de grau com humanos gente boa. Os bichos sabem que, ali naquele canto serão sempre bem tratados, daí vão e voltam, circulam livremente e sempre que baixam as asas, terão amparo, comida e abrigo. E daí, até os gatos e cachorros já se tornaram amigos.
Escrevo isso tudo para ver que, não se faz necessário muita coisa pra gente ser feliz de fato, e de direito. Basta viver de forma alegre, sem importunar ninguém, deixando a porta aberta, sem ser bobo, não deixando também que, aproveitadores se aproximem, pois existe um sexto-sentido lá na comunidade deles e sabem assim pela conversa, pela forma de apresentação, se quem chega é de paz ou de embromação. Eu vou e volto algumas vezes, menos do que deveria. Sinto que, como hoje, passei para buscar as calças com as barras feitas, cheguei esqueci da hora e acaberi perdendo hora pros demais compromissos. Lá com a Lia e os seus é assim, a gente sabe a hora que chega, mas não sabe a hora que vai, pois se a conversa engrena, daí, lasqueira, pode esquecer. Assim se deu comigo. Assim se dá com a maioria dos seus fregueses. Estava hoje um tanto encabulado com essa guerra doída, malucos querendo mandar no mundo, roubar tudo o que temos de melhor e quando me dei conta, estava rindo. Havia me esquecido de tudo o mais. Isso é predicado mais que especial da casa da Lia. Felicidade imensa eu um dia ter conhecido essa família toda. Gente boa estão ali, todos reunidos, agora já quase bauruenses, sem nunca perderem a identidade nordestina.

domingo, 15 de março de 2026


HENRIQUE AQUINO, O FILHO, 32 ANOS HOJE, RUANDO HOJE COMIGO NA COMEMORAÇÃO, COMPRANDO LIVROS, VENDO FILMES
A história é para longa-metragem. Tudo coneçou 32 anos atrás. Vou contar algo por aqui, escrevendo em drops. Muitos de meus escritos já não consigo despejá-los de uma só vez. E assi, vou fazendo aos poucos, esquartejando o corpo em pequenos pedaços.
Eu tive o maior prazer de minha vida quando nasceu esse pimpolho, que eu e Cleonice Prado Cavalhieri, a mãe, demos o nome de Henrique Aquino. Isso mesmo, só duas palavras. Isso deve lhe causar problemas até hoje, algo não pensado naquele momento, quando fui convencido por ela em não dar-lhe o nome de Leonel. Um dos meus inenarráveis orgulhos de pai é ter incutido nele o gosto pela variada leitura e cinema, filmes em profusão. Tenho recordações de sair de casa em plena madrugada, para irmos juntos assistir filmes cults no Alameda. Que falta faz um cinema cult em Bauru, cidade de 400 mil habitantes, sendo que, para sua sorte, onde mora, Araraquara, cidade de 200 mil habitantes, tem o Cine Lupo, mantido pela tradicional família, fabricante de meias e cuecas, que diferente das tradicionais de Bauru, devolve algo na forma de Cultura para os munícipes.
Este é só um dos assuntos que travo com ele nessa curta passagem pela cidade, na honraria que nos faz, a mim e a mãe, vindo passar seu aniversário de 32 anos ao nosso lado. Então, eu fui o responsável por ele gostar tanto de cinema, tanto que nesta tarde de domingo, me faz sentar com Ana Bia aqui em casa e assistimos um filme, que certamente não o faríamos não fosse com ele. É o norueguês, "Valor Sentimental", preferido dele para o Oscar, depois confirmado à noite. Dos filmes que o fiz assistir no passado, hoje me fez se comprometer que, em cada retorno seu para Bauru, sentaremos para mais um filme, escolhido por ele. Isso por si só é motivo para ter a mais absoluta certeza, eu criei um filho fora do comum, este meu maior orgulho.
Em todas suas visitas, existe alguns lugares onde fazemos a maior questão de marcar presença, os sebos da cidade. Desta feita, vou com ele no Hesse Sebo & Livraria, ali na Treze de Maio, onde cada um traz alguns. O mais interessante é a conversa advinda de cada um deles, isso não tem preço. De lá, escapuli para meu almoço e indico a ele ir no Sebo O Livreiro, ali na rua Saint Martin, do amigo Reginaldo Furtado, que está fechando as portas, para entrega do local, solicitação da proprietária. Ele foi, eu não tive como e volta de lá com mais comprinhas, me abraçando depois por ter proporcionado a ele novos momentos auspiciosos no meio deste objeto de amor e devoção, os livros.
Não deixamos de, em cada visita sua à Bauru, marcarmos de nos encontrar na Feira do Rolo, mais precisamente na Banca do Carioca, o impagável livreiro da feira. Carioca, ao saber de seu aniversário, lhe presenteia com um livro e eu com mais três. Nós dois, eu e o filho, somos sebentos, nunca sebosos. Carregamos essas sacolinhas de livros por onde andamos. Numa das fotos aqui publicadas, alguns destes livros espalhados sobre a mesa. Uma das compras, o "Memórias de minhas putas tristes", do colombiano Gabriel García Márquez, que eveidentemente já havíamos lido em português, mas ele quiz comprá-lo numa versão em espanhol: "Preciso agilizar a leitura em espanhol. Nada melhor com este livro".
As minhas histórias com ele sempre foram assim. Na foto, nós dois com nossas camisetas, escolhidas à dedo, ele com uma com seu MAdruga e eu com o Che Guevara, tudo isso faz parte das opções que fizemos ao longo de nossas vidas. Eu concluí o curso de História e ele o de Letras - lá em Araraquara, na Unesp -, só por causa dessas opções. Eu, depois fui ser caixeiro viajante e ele, hoje trabalha de casa para uma multinacional. Além de tudo, ganha muito mais do que o pai e da mãe, o que também é baita orgulho. Já haviam me alertado bem lá atrás que, a vida dele seria bem mais dolorida com a formação que teve, pois entendendo tudo, estaria a enfrentar constantemente estes podres poderosos de plantão. Assim ocorreu, mas não me arrependo. Ele é um baita cidadão, consciente demais da conta e operante no que consegue. Ou seja, pai e filho continuam pela aí, aprontando das suas, lendo muito, vendo muitos filmes e saracoteando, ou seja, se fortalecendo ruando pela aí. Em cada retorno seu eu me apaixono mais. Este o filho que todo pai sonha em ter, um que se não saiu totalmente nos seus moldes - essa a sorte dele -, consegui que não se perdesse nessa vida bovina que hoje é o trivial do mundo.
Enfim, meu filhão fez anos, esteve comigo e com sua mãe, passeamos juntos, estivemos conversando mais um bocadinho e escrevo isso tudo só para ressaltar ser eu o pai mais coruja deste mundo. Se existe um pais realmente feliz, por tudo o que seu filho representa no mundo, este sou eu. Minha missão já está mais do que cumprida neste universo. Daí, me deixem rosetar um bocadinho mais, ao lado de Ana Bia, pois daqui por diante e diante de tanta atrocidade sendo cometida mundo afora, quero desfrutar de momentos mais. Nas idas e vindas, quando bate à minha porta, quando estava pronto para assistir uma mera partida de futebol na TV, meio da tarde e diz ter vindo, como combinado para assistirmos ao "Valor Sentimental", tive mais uma vez a certeza, ele é pleno reconhecimento de que, se a vida vale a pena é ver nossa cria desencaminhada neste mundo. Eu desencaminhei o meu. Somos dois desencaminhados neste mundo. Sua camiseta neste momento diz muito do que ele é e do que sou: "Anistia é o Caralho".

O FIM DA "JM" É SÓ MAIS UM PONTINHO NA IMENSIDÃO DE MODIFICAÇÕES DESTA ALDEIA BAURUENSE
"Olá boa noite tudo bem?!? Não sei se vc ainda fala conversa ou conta sobre pessoas daqui, comércios etc, falo de uma loja... há mais de 20 anos aqui na Rua Araújo Leite...onde têm lojas, farmácia etc... é a loja JM eu estou muito ..eles também, com certeza, é um casal... sábado é o dia limite...e penso com tristeza,mais uma loja de verdade de roupas femininas, tradicionais tamanhos grandes e outros tamanhos também...pensa num casal gente fina?! Gente boa mesmo...fico triste ...pois parece que já nem existe quase lojas assim, que vendem tudo feito no Brasil...roupas que são muito boas... já quase td venderam..hj estavam tristes eu tb chorei...um casal que conheço,faz parte dos 20 anos que por aqui moro...pude contar com eles em momentos tristes e outros alegres! Hoje quarta feira estavam já desmontando ... não aguentei e me recolhi ..na minha toca! Sentirei falta de lá conversar...meus vizinhos queridos..JM Fiquem bem!", recebo este texto da também professora de História, Marcia Regina Zamarioli e no último sábado, 14/3, sentados no Bar do Genaro, conversávamos a respeito, confabulando sobre a região toda ali perto do Bosque da Camunidade, onde além dessa loja, uma pequena padaria, bem defronte a entrada do bosque fechou também suas portas. Estes pequenos comércios, tão importantes para fazer girar essa grande engrenagem que é uma cidade, no seu todo, não resistem aos novos tempos, com a chegada dos grande magazines e agora, essas empresas vendendo online, com preços sem competição. Todos perdemos, inclusive aquele tempo divinal de conversação, mantido diante seus balcões. Eu sou um incentivador de pequenos comércios e cada um deles que se vai, bate mais uma angústia interior. Em tempo: O "J" da loja é de José e o "M", de Maria, o casal que ali atuou por mais de 20 anos.

sábado, 14 de março de 2026


UMA HISTORINHA MINHA COM O JC, PASSADA NOS CORREDORES DA UNIMED BAURU
A historinha ocorreu na última segunda, quando estive na Unimed para exames de rotina - tudo ainda quase em perfeito estado por aqui. Da abordagem nasceu o texto, transformado em carta enviada para a redação do jornal, AC/ Diretor de Redação, o jornalista João Jabbour. Na carta, conto outra passagem, a da renovação de minha assinatura do jornal, que assinava por décadas. Creio que, a missiva não teria problemas nenhum em ser publicada, enfim, não renovo minha assinatura, mas explicíto continuar comprando o jornal. Como não foi publicada na edição semana do JC, nas poucas bancas no dia de hoje, publico eu pelos meus meios e condições. HPA

TUDO POR CAUSA DO JORNAL DA CIDADE
Primeiro, um registro e acredito ser muito pertinente fazê-lo. Minha assinatura do JC está findando. Recebo telefonema advindo do jornal e postergo a decisão. Faço neste momento. Não renovarei minha assinatura, porém, não interrompo a leitura semanal. Acabo de me compromissar com a jornaleira Ilda Rugai, da Banca Aeroporto, a toda semana comprar lá a edição semanal do JC. Fortaleço a querida jornaleira e não deixo de ler o JC, mesmo contrariado com muito do contido em sua linha editorial. Não imaginam a alegria de por lá passar todo dia, nas diárias caminhadas e encontrá-la com suas portas abertas, irradiando simpatia. O jornaleiro precisa ser valorizado e assim dou meu quinhão.
E por fim, a história me fazendo escrevinhar e tornar pública mais uma historinha envolvendo o JC. Envio cartas para a Tribuna do Leitor desde os cueiros. Perdi a noção de quando tudo começou. Sei que lá se vão décadas. O jornal pode não corresponder às minhas expectativas, mas nunca deixou de publicar minhas missivas. Não me canso de apregoar, escrevendo dentro da minha linha de pensamento, jornalões como a Folha SP, Estadão e O Globo não me publicariam. O JC o faz.
Estava na segunda, 09/03 na UNIMED Bauru, aguardando atendimento, quando meu nome é anunciado pelo alto falante. Me encaminho para a sala do exame e percebo um senhor ter ficado um tanto incomodado. Olhou diretamente para mim, praticamente se levantou da cadeira. Achei, o meu nome poderia ter lhe remetido para alguma lembrança.Na saída, passo diante dele e ao apertar o botão do elevador, sou tocado pelas costas.
Era ele. Se dirige a mim de forma muito cordial. "Desculpe te abordar, mas não queria perder a oportunidade. Te leio regularmente pela seção de cartas do JC. Quando ouvi seu nome, me veio na mente os belos textos lidos e te esperei retornar de seu exame. Te admiro muito".
Quase cai das pernas. Iniciamos uma boa conversa. Perco o elevador e ele me diz ser de outra cidade, mora em Bauru há uns dez anos e gosta muito de jornais. Sente a falta do jornal diário e vê nas cartas, um posicionamento divergente do que lê, podendo confrontar melhor escritos e chegar na sua conclusão dos fatos. Ganho um aperto de mão e um abraço.
Ganhei o dia, o mês e o ano. Ser reconhecido desta forma nas ruas e pela simples menção de seu nome é um alto grau da consideração humana. Quem escreve, sente algo como prescreveu o dirigente corintiano Vicente Matheus, "quem entra na chuva é pra se queimar". Tem quem goste muito e tem quem odeie. O mesmo sentimento eu percebo nas ruas, quando saio, por exemplo, como naquele dia, com uma camiseta com a estampa do Maradona, com boina e charuto, ou mesmo com uma do Che Guevara ou até do presidente Lula. Uns viram a cara e outros se aproximam e puxam conversa. Tenho adorado sair com elas, pois propiciam conversas e isso, confesso, me abastece.
Enfim, meus escritos que fiz ao longo do tempo no JC, possuem o mesmo condão, ou atraem ou afastam. Pelo afago recebido, percebi, tem quem goste e isso me encheu de grata alegria.
HENRIQUE PERAZZI DE AQUINO - jornalista e historiador (www.mafuadohpa.blogspot.com).

UM LIVRO BAURUENSE A REVERENCIAR A TROCA DE CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS PESSOAS, ALGO EM DESUSO NOS TEMPOS ATUAIS
Eu sou do time dos escrevedores de cartas, principalmente à mão. Não mais as envio pelo Correios como dantes. Hoje as faço pelas vias internéticas, desde o velho e-mail ou mesmo o whattshap. Escrevo bem menos que antes, mas não perco a mania. E diante disso me cai às mãos um livro da jornalista bauruense MARILUCI GENOVEZ, que tanto li nos seus tempos de Jornal da Cidade/ Diário de Bauru e até hoje trombo pela cidade, em esporádicos encontros. Estava num clínica médica e aguardando atendimento, quando me deparei com o esquecido livrinho numa pilha ali colocada, exatamente para distrair pacientes antes de adentrar o consultório. Estava esquecido numa pilha e ao vê-lo, folheio e não resisto, trago comigo. Sim, confesso, sou um larápio de livros. Há quem diga que, quem rouba livros rouba qualquer outra coisa. Não sei, o que sei é que livros me atraem e não resisto. Tenho muitos deles aqui comigo nessa condição. O de Marulici, "PRESENTE DE ANIVERSÁRIO", edição única da editora paulistana Lua Nova, foi publicado em 1987 e tem 68 páginas, o meu 3º já lido neste mês. Foi aprimeira e acho que única inserção dela no campo do romance. Nem sei se tem outro livro. Gostaria de ler algum com seus principais trabalhos jornalísticos.

Mas, o que me interessou neste? Já quando dei a folheada no consultório, o tema da escrevinhação e troca de cartas, ainda feita via Correios, me chamou a atenção. Queria ver até onde foi e com o tempo ali sentado antes do atendimento era insuficiente, o trouxe comigo. Duvido alguém já tenha dado pela falta. Eu me deliciei e isso é o que vale neste mundo. Eu leio, diferentemente destes bestas adesivos e outdoors espalhados pela cidade pregando um bestial "Leia a Bíblia". O gostoso mesmo é ler de tudo um pouco. Quem lê um livro só - ainda mais a bíblia - se torna um ser reduzido, metódico e chato, meio que sem assunto. O negócio é diversificar, muito e sempre. Quando passei o livro da Mariluci na frente dos demais pensei nisso, em ver onde ela queria ir com isso de alguém conhecer outra pessoa através de um anúncio de revista, a busca pelo sexo fácil e depois, com a intensificação da escrevinhação, abrir outras possibilidades.

Quem lê e escreve muito está sempre aberto a oportunidades variadas e múltiplas. No prefácio ela já destaca do "romantismo gratificante através das cartas e o ato nobre de se enviar respostas", da "força da sedução pelos argumentos de uma escrita" e por tratar-se de um "meio de comunicação eficiente, capaz de manter viva a chama do relacionamento, do amor". O livro é despretencioso, porém, envolvente. A pegada me seduziu e o li quase de uma só sentada. Pelas poucas frases colhidas da leitura do breve romance, algo de como a autora encara isso de, na troca de correspondência, despontar algo entre duas pessoas:
- "Aliás, não acredito em amizade de homem e mulher. No fundo, um dos dois está com más (ou boas) intenções a respeito do outro".
- "A árida missão de escrever fascina Sandra. É por este caminho que quer alcançar o mundo das artes,acabando por dominar a das letras, talvez o mais complicado ramo das artes".
- "Sandra era testemunha da sensação de intimidade criada pela carta, entre o emissor e o destinatário, estreitando a distância, alimentando o relacionamento num grau de proximidade que aumenta a influência de ação e afetividade dos partícipes".
- "Mesmo que este contato não leve a nada, Sandra está bem por João Guilherme acontecer em seu caminho. Precisa de algo forte e diferente para voltar a acreditar nas pessoas, amá-las e perdoar... (...) Apenas um enredo para uma história, com um final indeterminado, confiado ao futuro".
- "...as vezes vale mais a pena sonhar do que estar diante da realidade. (...) Embora para muitas pessoas, escrever cartas ou bilhetes seja um ato impraticável, para Sandra sempre foi um lazer. E ela gostaria de passar às outras pessoas a gostosa prática desse tipo de comunicação. Como a convivência entre dois desconhecidos, pode crescer, tomar forma e enriquecer com a troca de informação".
- "Pessoa inteligente não é aquela que detém a informação, que sabe tudo. É antes de mais nada a que sabe encontrar a fonte de informação, a que sabe perguntare não sente vergonha em fazê-lo".

Para os curiosos, escrevo que, Sandra e João Guilherme, após longa troca de cartas, com a devida demora pela chegada via Correios, acabaram por se encontrar e, pelo visto, num primeiro instante, se deram bem. Se acasalaram e irão ver o que acontecerá depois disso. Ainda do livro, uma dedicatória para uma amiga, datada de 1988, um papel dentro, de quando Mariluci foi candidata a vereadora em Bauru, também no ano de 1988 e por fim sua linda foto na contracapa - ah, como éramos todos belos e pujantes na flor da idade. Enfim, um livro que passei na frente de outros tantos e me trouxe mais algum aprendizado. Livro tem que acrescentar e não subtrair. O texto de Mariluci acrescenta e isso é ótimo. 

sexta-feira, 13 de março de 2026


FUTEBOL E POLÍTICA JUNTOS NUM MURO LÁ NO GEISEL
Num paredão lá do Geisel, tendo ao meio uma torre elétrica, duas pichações: Bolsonaro Assassino e Palmeiras Campeão. Duas óbvias constatações.

SE DEIXAR QUIETO, PREFEITURA DESTOMBA TUDO, POĒ ABAIXO E ACABAM COM TUDO*
* ESTE HPA É CITADO EM TEXTO DO PROF. URBANISTA JOSÉ XAIDES ALVES.
ESTAÇÃO DA NOB E HOTEL MILANESE. Conselho de Patrimônio analisa projetos e vê falhas no processo.
Urbanista e Professor Xaides.
Participei por interesse e estudioso do assunto , como urbanista e cidadão da reunião virtual na terça feira dia 10/03/26 pela manhã ao saber que o CODEPAC estaria analisando os Projetos de Restauro do Edi⁵ficio da Estação da NOB e do Hotel Milanese.

Foram apresentados pelos escritórios "Contratados" pelo poder público os projetos que não casualmente se encontram ambos ao lado e ligados na praça Machado de Melo.
Vi muita seriedade nas posições técnicas da Presidente do CODEPAC, Arquiteta Juliana Cavallini e Do Professor da UNESP Paulo Masseran, como dos demais membros presentes que eu nâo conhecia ao analisar os projetos.

Em ambos os casos cobrando Coerência dos escritórios de que façam modificações nos projetos e memóriais para que atendam aos elementos dos processos de tombamento.
Contudo, em minha fala, preocupado com o urbanismo e planejamento urbano, especialmente com a lei já enviada pelo Executivo à Câmara Muncinipal, fiz as seguintes observações:

* Que os Projetos de restauro estão limitados aos edifícios e cada qual em si nesmos e não trataram dos elementos urbanisticos externos na composição e relação com a praça. Pois aquele conjunto tinha uma composição histórica rica no passado com edificações menores que foram destruídas, mas que configuravam um conjunto arquitetônico do entorno e da paisagem que merecia ser estudado e tomadas decisoes formais em conjunto.

* Que Fiquei preocupado dos expositores se referiram ao projeto, especialmente da NOB, sem que a sociedade Bauruense tivesse sido chamada para discutir Um "Programa de Necessidades Funcionais para o prédio". Que entendia que isso devia ser objeto obrigatório de uma "Consulta Pública Prévias do executivo. Pois há vários grupos sociais que debatem a funcionalidade da edificação e mesmo que em Projetos de Iniciativas Popuares -Pips, Protocolados no Jurídico da Prefeitura Para o Plano Diretor, como o caso dos "IDOSOS E A CIDADE", desenvolvido em parceria com a FUNDATO-ITE, e que haviam legitimamente sonhos e propostas feitas por este publico que tem pertencimento pois viveu o tempo áureo do trem de passageiro, do melhor uso da Praça e do "Batistar", e que deveria ser respeitado.

E não apenas que o escritório como se referiu várias vezes " atendesse à vontade da prefeita". Isso é contra qualquer legitimidade e legalidade obrigatória da participação popular exigida pela Lei 10257/2001- Estatuto da Cidade. Lembrei que mais do que um saguão de um edufício burocrático da administração pública, o Hall de entrada e gare, eram espaços abertos e de fruição pública da estação, e que devia como pedem os "IDOSOS" recuperar esta relação como um "Espaço de Sala de Estar da Cidade", de Exposições, de Eventos noturnos de música, de dança, arte etc.

* Que Não vi nos Projetos apresentados Reflexão sobre como seriam resolvidas as questões de Estacionamentos e nem de mobilidade urbana para se acessar os edifícios, sejam eles para quaisquer funções públicas a que estejam sendo destinados. E esses elementos são fundamentais para o sucesso do Restauro e uso da população daquelas edificações.

* Cobrei que Também não vi qualquer citação relativa às possibilidades de financiamento das obras através de instrumentos de contrapartidas previstas no Estatuto da Cidade para casos de Edifícios Tombados e Históricos como pela TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR -TDC, que permitiria adensamentos e verticalização em vazios urbanos no centro e mesmo em areas anexas do pátio Ferroviário tendo como contrapartida se fazer os restauros dos EDIFICIOS DA NOB E DO HOTEL MILANESE para as novas funções que se desejam.
Oficinas NOB tiveram 4 mil ferroviários nela atuando.

* Cobrei que o CODEPAC deveria discutir e cobrar a TDC que foi Omitida pela FIPE E EXECUTIVO Na proposta de revisão do PLANO DIRETOR, pois a TDC é um direito de todos os propruetários de imóveis históricos, inclusive do poder público, e que é um instrumento FUNDAMENTAL COMO INCENTIVO E SUSTENTABILIDADE PARA A EXECUÇÃO DE RESTAUROS. QUE SUA OMISSÃO É GRAVE E PREJUDICA O DIREITO URBANISTICO.

Obs, sobre os meus questionamentos foi dito por um dos Conselheiros ( está gravado) que entendia ser importante minhas considerações mas que o CODEPAC não foi consultado e muito menos chamado a debater e opinar na elaboração da proposta de revisão da lei do Plano Diretor e LUOS. E ISSO É MUITO GRAVE digo eu.

Sobre o Hotel Milanese, chamou a atenção que não houvesse dados sobre escrituras e nas plantas sobre metragem de areas que seriam preservadas uma vez que parte da edificação foi demolida por esta administração ( cena que pude assistir por coincidência, incrédulo junto com Henrique Perazzi de Aquino, num dia de gravação com ele sobre este tema) e sem maiores cuidados, e creio que sem aval prévio do CODEPAC. Aliás demolição coordenada in loco pela propria prefeita naquele dia.
Isaias 10:1-2
obs.: Imagens das extraídas da internet. Ou da apresentação durante apresentação publica no CODEPAC. 

DEIXANDO, O POVO ESCOLHE NOMES POPULARES PARA AS RUAS ONDE MORAM E NÃO O DE COMENDADORES OU QUEM AGIU, UMA VIDA INTEIRA, CONTRA SEUS INTERESSES
Diante de algo que tomo conhecimento nestes dias, o de que mais de 70% dos nomes de ruas da cidade de Bauru são masculinos e reverenciando pessoas ilustres, tipo coronéis, comendadores, barões e doutos com títulos conseguidos de todas as formas possíveis, com muitos poucos populares, nada como enaltecer o que ocorre no Assentamento lá nas Águas Virtuosas. Cordial amigo me envia duas fotos aéreas do local, com a demarcação das denominações de suas ruas. "Bauru resistindo... rua Marielle Franco, rua Carlos Marighella, rua Vitória da Conquista (BA), rua Olga Benário Prestes", me escreve. Adoraria, nomes como estes fossem regularizados, pois além de terem fluído no seio da própria localidade, representam pessoas que verdadeiramente lutaram por dias melhores para este país. São denominações feitas dentro de Assentamentos Urbanos, não passando pela aprovação da Câmara de Vereadores, o que, em muitos casos inviabilizaria alguns dos nomes, pis infestada de conservadorees, direitista e fascistas, dificilmente aprovariam alguns dos nomes que o povo escolheu para designar as ruas onde moram.

quinta-feira, 12 de março de 2026


ALGO DE COMO DONA IRENE COMEMOROU A CHEGADA DOS SEUS 90 ANOS
Eu fui convidado para acompanhar um evento, tarde de quinta, 12/03, no distrito de Tibiriça, em comemoração a chegada de dona Irene Baté, aos 90 bem vividos anos. Indescritível momento. Na casa da matriarca, muitos se reunem desde cedo no entorno da nova churrasqueira da casa. Sempre existe um bom motivo para mantê-la permanentemente acesa. Nessa quinta, um ótimo motivo. E assim, estes chegam logo cedo e envolvem a matriarca com todo carinho e atenção. Ali, no seio do distrito rual de Tibiriçá, sinto pulsante e presente, entendo na exatidão do termo o que vem a ser congraçamento humano e familiar. Existe uma coesão, com todos convergindo para reverenciar quem segue altaneira, tocando o barco adiante, resistência inquebrantável, algo lindo de ser presenciado, como tenho p razer de fazê-lo toda vez em que sou convidado.

Já escrevi por aqui muito sobre essa família, a Baté/Cosmo, pois desde que tomei conhecimento da edificante história, assuntei, me aproximei e lá estou, em constantes visitas e agora num projeto mais específico de juntar depoimentos, que logo ali na frente irã oser juntar para a construção de um painel dessa querência coletiva por um lugar. A família Baté, desde sua chegada e instalação no local, souberam ir construindo algo de forte abrangência coletiva e humanitária. Uma família sofrida, porém, feliz, unida e coesa, todos no entorno de quem lhes propiciou tudo o conquistado.

Hoje quem personifica o idela dessa família é dona Irene Baté, que neste dia, completa seus 90 anos. Além da festa lá em sua casa, que deve ter rolado até não mais poder, na Creche no distrito, uma homenagem para os aniversariantes do mês e dentre eles, lá foi levada dona Irene. Fabiana Balbino e Dulce Baté fizeram um imenso bolo, levada para o epicentro da comeoração, junto das crianças. O coral, onde crianças e idosos do distrito se juntam, esteve presente e também se apresentou. Foi feita uma homenagem para as mulhgeres presentes, todas da comunidade, pela passagem do seu dia, em 08/03 e tudo culminando com o abraço coletivo para dona Irene.

Ela é a singeleza em pessoa. No caminho de ida me disse: "Onde vou? Eles decidem por mim e me comunicam que tenho que estar aqui e ali. Eu gosto mais, em minha idade de ficar em casa, mas andar por aqui, circular pelo lugar que amo, quando me dizem para sair pelas ruas, me apronto rapidinho". E o carinho é logo percebeido em sua chegada. As crianças do lugar, muitos se aproximam dela, simplesmente para pedir a benção. O respeito que crianças e adultos a tratam é coisa pra ser gravada e mostrada. Ela lá, curtiu a apresentação por inteiro e se fartou com os quitutes todos. No final, como o bolo era imenso, algo lindo, Fabiana, carregou nos ombros a metade não consumida, de volta para a casa da matriarca, onde outro tanto de pessoas se encontravam reunidos e assim, o mesmo serviu para abrilhantar duas festas.

Tibiriçá é isso, um local cheio de histórias de vida, povo simples, batalhador, sem muito lazer, mas sabendo cavar acontecimentos que o engrandecem. Eu, que vivenciou mais um bom momento, coletando depoimentos destes, em cada retorno, sinto mais vontade de aproximações outras. Dulce, num certo momento, caminhando pelas ruas, me mostra uma casa e diz: "Está a venda. O preço é bem justo. Por que não pensam, você e Ana Bia num lugar por aqui?". Não sei se isso é provocação, mas olhei a casa e fiquei a imaginar, eu e Ana, na convivência com tudo aquilo. De uma coisa tenho certeza, daria um bom samba, uma ótima maneira de viver a vida na sua acepção. Ficamos de pensar a respeito. Por enquanto, vou e volto, muito por causa de histórias como a de dona Irene.

Eis um vídeo gravado por alguém da família, depois da homenagem na creche, quando adentrava a noite, todos reunidos entorno dela e festa comendo solta: 

O BLOCO DE OLINDA "EU ACHO É POUCO" FUNCIONA IGUALZINHO AO "BAURU SEM TOMATE É MIXTO"
Na edição de 11/02/2026, a revista semanal CartaCapital, publica texto assinado pela jornalistas Fabíola Mendonça, "VERMELHO E AMARELO - Criado para desafiar a ditadura, o Eu Acho é Pouco mantém-se fiel à defesa da democracia e da igualdade", onde nos apresenta o histórico deste singular bloco de Olinda PE. Leio e vejo ali algo muito parecido, irmãos siameses, com o bauruense Bauru Sem tomate é Mixto. Compartilho o link, para todos fazer a comparação e constatação: Carnaval é festa, mas é também momento para externar críticas. Estes dois blocos seguem nessa pegada, algo mais que necessário, ainda mais em tempos como os atuais, onde muitos se omitem e agem como se nada estivesse a acontecer. Não deixasr passar e unir a festa com o traço político, algo mais que necessário. Leia aqui: https://www.cartacapital.com.br/politica/vermelho-e-amarelo/
Abaixo compartilho trecho da matéria:

"Tudo começou quando um grupo de amigos, em sua maioria de esquerda, decidiu criar seu próprio bloco de carnaval. O objetivo era usar os desfiles para desafiar o regime militar, com críticas refletidas nas fantasias e nos temas escolhidos para cada edição. "Na ditadura, o carnaval era um dos poucosmomentos em que se podia extravasar sem ser perseguido, um espaço de mínima liberdade. Essas raízes permaneceram ao longo dos anos. O Eu Acho é Pouco reflete exatamente aquilo que foi sua origem".

O grupo não se limita à política: participa de manifestações de rua com pautas progressistas, como a defesa da democracia e dos direitos humanos. (...) Os temas sempre foram baseados em pautas políticas, vivenciadas pelo Brasil naquele momento, o que nos tornou um bloco combativo. O fato de quase todos os fundadores serem de esquerda ajudou a manter a nossa luta.

O bloco era um espaço de denúncias e ironia. (...) É onde nos encontramos para contestar injustiças sociais. Mas também é um lugar de afto, de encontros, alegria e folia contagiante, afirma sua fundadora. Após o fim da ditadura, o bloco voltou-se mais para temas carnavalescos, mas nunca abandonou a sátira política.

"Ficamos muito felizes ao ver, em manifestações de rua, várias pessoas com a nossa camisa. Isso mostra a história que o bloco construiu ao se posicionar politicamente. Hoje, o Eu Acho é Pouco é um símbolo de resistência. O carnaval é tembém político, um espaço de protesto. É onde as pessoas denunciam a dura realidade que vivem, defendem suas convicções. Por isso, o bloco não abre mão de suas origens nem vai deixar de fazer o que acredita ser correto", completa a designer Luciana Claheiros, filha do fundador do bloco".

Daí, volto para o TOMATE, este combativo bloco, fundado há 14 anos e desde sempre, nas ruas e lutas, flocando ou não, mas sempre presente. Ou seja, mais que necessário. Reproduzo o texto da revista e conclamo todos os TOMATEIROS DE PLANTÃO, para nos encontrarmos, o mais breve possível, traçando algo auspicioso para o seu futuro. Em 2027 completaremos 15 anos de existência e precisamos estar mais fortes que nunca, ainda mais diante de tudo o que nos acontece aqui do lado de fora do mundo.