quinta-feira, 9 de abril de 2026


EU APRESENTANDO BAURU PARA O ARGENTINO LEANDRO
Uma colega de Ana Bia aporta em Bauru, vinda da Argentina, colegas de ofício, ambas da mesma área, o Design e junto dela, o namorado, o buenarista Leandro. Enquanto as duas passam o dia na Unesp, eu fico encarregado de apresentar a cidade de Bauru ao visitante. E daí, a grande questão, onde poderia levar alguém como ele numa tarde de quinta? Tento mostrar alguma coisa, entendida por mim como interessante e acabo o levando para conhecer o Complexo do Esporte Clube Noroeste, envolvendo o ginásio Panela de Pressão e o estádio Alfredo de Castilho. 

O relógio marcava umas 15h, sol à pino e os portões do complexo fechados. Bato no portão principal, me identifico e digo das intenções:

- Estou com um visitante estrangeiro, argentino e gostaria de levá-lo para conhcer a Panela de Pressão por dentro e também ele dar uma olhada no estádio do Noroeste. Disse a ele que, ambos foram construídos num época de ouro da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, com marcas bem fortes do que representou o papel do ferroviário para levantar isso tudo. Na Panela, desde aquele teto impressionante, todo de madeira e depois os trilhos na estrutura da cobertura das arquibancadas.

Isso não impressionou muito o atendente. Este deixou bem claro, na Panela até poderíamos entrar, mas naquele horário não havia ninguém. O treino foi pela manhã e tudo estava fechado. Já do futebol, a ordem era para não deixar ninguém entrar. Tudo fechado e proibido. Teriua que conseguir uma autorização com alguém da diretoria e naquele momento, não havia ninguém por ali. Estávamos quase desistindo, quando vi no portão de cima, o destinado área dos visitantes com alguma movimentação. Chegamos, explico a intenção e o funcionário, pergunta se íriamos andar por tudo ou só olhar dali do alto. Confirmo só uma olhada e somos autorizados. Conto o que sei sobre como aquele estádio foi possibilitado e olhando para a Panela, sua estrutura, chego nos motivos da denominação. Não queríamos nada mais que isso e por pouco, nem a espidada de soslaio conseguiríamos.

De lá, percorro a avenida Pedro de Toledo e chego defronte a estação da NOB. Conto o que sei sobre a importância dela para o progresso da cidade e digo mais: "Na maioria das cidades do interior, elas se desenvolveram no entorno da igreja. Em Bauru, uma das poucas, onde isso se deu no entorno da estação ferroviária". Conto mais: "Para uma cidade interiorana como Bauru, algo aqui ocorreu, com ela tendo um famoso entrocamento férroviário e nela três ferrovias, uma para cada lado. Por uma delas, passavam por aqui, gente de boa parte da América Latina, pois o trem ia até a Bolívia. Tivemos aqui essa rica particularidade, a de ver constantemente a cidade sempre com muitos latinos. Tudo se foi com a privatização e o fim do trem de passageiros. Quando Bauru poderá ter algo assim novamente acontecendo por aqui?". Eu mesmo respondi: "Só se alguém como o presidente Lula, realmente reativar a ferrovia, com o pontapé inicial dado em Araraquara, numa parceria com a China e uma fábrica de trens ali instalada". 

Foi a deixa para falarmos de política. Aliás, não paramos mais. Voltei, passei por cima do viaduto inacabado e ao final, mostrei o que restou de uma época de ouro para a cidade, a maioria ruínas. "Nem a estação, imponente como você viu, hoje propriedade da Prefeitura, a atual prefeita, fundamentalista até não mais poder, promete e nada cumpre. Tudo permanece abandonado, quando poderai já estar abrigando órgãos públicos importantes e revitalizando o centro", digo. Mostro a ele a situação da primeira quadra do Calçadão da Batista, com a maioria das portas fechadas. Digo que, "o movimento, o que resta de vitalidade no centro, começa umas quatro quadras para cima. Sei que, na Argentina atual, a de Milei, o que mais se vê hoje, são portas fechadas, desemprego e abandono, servidores sem reajuste e uma penúria para endoidecer gente sã".

Leandro me conta das desventuras de um país, que já tinha problemas e hoje, tudo agravado com um despreparado no poder. Digo a ele das visitas que faço para Buenos Aires todos os anos, quando a esposa participa de um Congresso Acadêmico, do qual é fundadora e eu sigo junto, aproveitando para conhecer mais da cidade a cada ano. Confesso a ele, meu forte sentimento pelo argentino, porém, muito triste pela situação decrépita atual, proveniente de um presidente totalmente desajustado - em todos os sentidos. Ele concorda e a partir daí, torcamos figurinhas das maledicências de dois do mesmo nível, Milei e Bolsonaro. Ele me pergunta se o filho do Bolsonaro possui alguma chance na eleição deste ano. Digo que, o país está um tanto dividido, mas creio, não chegaremos a tanto, pois o despreparo e desqualificação, passado nada ilibado de Flávio Bolsonaro será como se o país passasse um atestado de burrice para o mundo. "A situação do filho do Bolsonaro é idêntica a deste secretário de governo argentino, o Manuel Adorni, que acaba de ser pego, num caso sem justificativas, com imóveis em seu nome e sem lastro financeiro para adquirí-los. Inventou ter recebido doações de duas aposentadas, valores altos, algo totalmente fora da casinha, igual aos imóveis do tal do Flávio, comprados todos com dinheiro vivo e quando se checa, não existe lastro de como poderia ter pago isso pelos meios legais. Como votar num cara como esse? Só mesmo, despirocados.

Saio do centro e digo se não quer beber algo, calor, nós dois ainda com algum tempo. Dentro das opções, ficamos a cerveja e daí, digo que lhe levarei no bar da esquerda de Bauru, o do Genaro, que naquele horário, 16h, deveria estar abrindo as portas. Dito e feito. Por lá, tomamos três bem geladas. Ele me diz que, na Argentina não se toma tão gelada como aqui. Tudo bem, lá não é tão quente como no Brasil. Genaro já ciente da visita do argentino, coloca na sua vitrolinha música cubana em homenagem a Che Guevara, ilustre argentino. Na sequência, que desponta é o uruguaio Mano Chao. Versamos muito sobre este cantante. Leandro diz já ter assistido dois shows e Genaro diz ter perdido um recente em Ribeirão Preto. Eu ainda não tive o prazer, mas confesso que tempos atrás quem cantou em Bauru foi Fito Paez, no SESC local. Disse que cerco na idas ao seu país, para ver se consigo algo com ele por lá, Leon Gieco, Teresa Parodi, Victor Heredia e outros. Não dei sorte. Evidentemente, o futebol adentra o campo de jogo e Leandro, torcedor do Velez Sarsfield. Nós dois, nos confessamos muito mais maradonistas do que messistas. Genaro lembra dos dois craques argentinos que jogaram no Corinthians, Tevez e Masquerano. Ele não perdoa: "Sim, craques, mas na vida pessoal, ambos direitistas, conservadores. O caso do Tevez, vindo de onde veio, inexplicável".

Falamos da política de ontem e de hoje, dos cantinhos que descobri na sua cidade, ele descreve algo do amor por muitas coisas brasileiras, ou seja, trocamos boas figurinhas do álbum de nossas vidas. A conversa fluiria até não mais poder, mas o telefone toca e do outro lado o aviso, a visita na Unesp chegara ao final. Teríamos que ir buscá-las. Fomos numa conversação, ele em castelhano e eu em português. Se existia alguma dificuldade de entendimento no incío, depois de algumas cervejas e acepipes, tudo se dissipou e o entendimento se deu às mil maravilhas. Voltamos os quatro para casa, no começo da noite, saímos para comer um sanduíche bauru na barraca do Jóia, o filho do Zé do Skinão, na praça da Paz - o Leandro comeu dois e terminamos a noite diante da TV, assistindo um jogo pela Copa Libertadores, entre uma equipe brasileira, o meu Corinthians e o argentino Platense. Publico este texto antes do final da contenda. Mas por aqui, tudo em paz e com entendimentos fluindo de forma maravilhosa. Isso de rivalidade é coisa besta. Somos latinos e muito cientes de que, pra gente vergar quem nos oprime, temos que nos entender cada vez mais. Por aqui, sinal de que tudo caminha positivamente.

quarta-feira, 8 de abril de 2026


PARECE, CAPITULARAM, MAS É MELHOR FICAR SEMPRE EM ALERTA
"Aconteceu o inacreditável. O Irã derrotou os EUA. Depois de uma tarde em que o Ogro Laranja cometeu todos os desatinos contra o clássico manual de estratégia, a Arte da Guerra, ele recua e anuncia o cessar fogo aceitando os 10 pontos impostos pela antiga Pérsia. Não sei como reagirá seu manipulador Netanyahu, mas o Coringa obeso se embretou em ameaças extremas e criou as condições para a sua capitulação. Com o garrote do Estreito de Ormuz na mãos, o Irã nem precisou puxar o nó. Trump, como um suicida trapalhão foi se estrangulando na sua retórica e na incapacidade militar estratégica do comando estadunidense. O garrote israelense também cumpriu sua parte e agora a aposta é se largarão a bomba do Armagedom ou se colocarão o corrupto e o pedófilo na cadeia. Não quero perder o novo julgamento de Nuremberg que espero que seja em Buenos Aires."
Celso Augusto Shröder

MANHÃ NA UPA DO GEISEL - CONSIDERAÇÕES
O SUS - Sistema Único de Saúde - brasileiro é perfeito? A resposta é uma só: evidentemente que não, mas como o próprio nome diz, é unico e mais que isso, uma iniciativa brasileira de atendimento, o mais amplo possível, abrangendo todas as camadas da população. Todos sabem, existem mundo afora, poucas iniciativas, tão amplas e gratuitas mundo afora. Quando se fala que "não se paga por isso", um erro, pois tudo é pago, com os impostos e recolhimentos outros junto ao Governo Federal. A discussão deveria se dar se o dinheiro é bem empregado e para quem conhece de fato, como se dá este atendimento, fica difícil não apoiá-lo e passar a defendê-lo com unhas e dentes. Dantesco mesmo é dar corda para a conversa mais do que fiada de que, "o SUS precisa acabar". Isso é conversa de fascista, gente interessada em transformar o país num local onde o menos favorecido não possua nenhum direito garantido. 

Conto a minha última incursão sobre o atendimento médico, num dos locais de ponta, uma UPA. As Unidades de Pronto Atendimento, atendem 24h, serviço atendendendo urgências e emergências de complexidade intermediária, funcionando ininterruptamente. Ela funciona como elo entre a UBS (básica) e o hospital, com exames, raio-X e observação, visando reduzir filas em prontos-socorros. Em cada cidade, atende irmanada com o serviço prestado pelo muncípio, ou seja, o município não faria quase nada sem o substancial auxílio do Governo Federal. Posto isso, os levo para o meu caso particular. Ontem, terça, 07/04, mana Helena precisava de atendimento hospitalar e não tendo plano de saúde, fui com ela no atendimento da UPA do Geisel. Chegamos às 9h e ela foi encaminhada para o atendimento. Sentamos, ela foi chamada, mediu a pressão e a glicose. Aguardamos e a partir daí, fico a observar tudo o quer acontece à minha volta.

Todos ali estão em busca de atendimento e o mais rápido possível. São muitas pessoas no saguão, quase todas as cadeiras ocupadas. Não demora muito e um pequeno entrevero. Um homem de meia idade, bermudas e camiseta - este o traje mais usual do momento, eu também assim me portava -, alterado já na fala, fala alto e assim, chamando a atenção, quer ser atendido. A segurança, postada na entrada das salas de atendimento, explica e não altera o tom de voz. Conseguem conter o sujeito, porém, uma meia hora depois, ele volta à carga e diz em voz alta, que algumas pessoas passaram em sua frente. Chega a chamar a segurança para a briga: "Aqui dentro você é uma coisa, vamos lá fora, pra ver quem se dá bem". Ela o encara e desfere: "Quando quiser, mas o melhor é se aqueitar e aguardar, pois todos aqui esperam". Pelo que observei, ele não agiu dentro da normalidade. O procedimento estava correndo dentro dos padrões e esperar, algo normal. Pela quantidade de pessoas, impossível atender todos dentro de um curto espaço de tempo. A maioria entende e aguarda.

O sistema de som estava em pane e todas as chamadas eram feitas no gogó, tanto pelas atendentes, seguranças e mesmo médicos. Pelo que entendi, tinham três médicos atendendo o público em geral, mais um pediatra, especializado em crianças. Talvez daí, alguns sugerir suspeitas de alguém ter passado na sua frente. Pelo que percebi, a coisa acaba fluindo, um pouco lenta, mas flui e todos são atendidos. Permanecemos ali sentados, aproximadamente uma hora e meia. Ouço num certo momento, a história do cara que se vangloriava de outro dia, quando precisou de internação, acionou o vereador e este deu o seu jeito, tendo o parente internado. O do lado, que estava de cabeça baixa, levantou e assim de sopetão, como tendo levado um safanão desfere: "E o sr acha que agiu correto? Se o vereador deu um jeito, ele com certeza, passou na frente, furou a fila. Isso não é correto, o correto é isso aqui funcionar sem interferências". O outro regateou e nçao consegui ver o resultado final, pois a mana foi chamada.

A médica a atendeu um pouco fria e quando a mana percebeu e via seria medicana só pelo que falava, ouviu: "Calma, minha senhora. Eu vou examiná-la". E o fez. Ouviu um detalhes o que estava ocorrendo, não pediu nenhum exame, pois acreditou ter um diagnóstico e assim a medicou. Daí ela foi para a sala de medicamentos, com pouca espera. Chamada, disse não queria tomar soro, mas foi convencida, o que iria tomar era rápido, dez minutos e aplicado para diluir três medicamentos por essa via. Sentou e eu, do lado de fora, ouço ela conversando com a técnica que a atendia. Na saída me disse: "Se não fiquei com boa impressão da médica, da mulher que me atendeu, mais simples, me explicou todo o procedimento. Gostei e confiei muito". Não vou entrar em detalhes sobre o atendimento, mas diante de intensa movimentação, muita gente mesmo, creio eu, os profissionais sabem ir resolvendo a situação. Na maioria das vezes, fazem o que podem. 

Pelo que vejo, essa a situação na maioria das UPAs. A demanda é grande, existe um corpo técnico, creio que não condizente, porém o trabalho flui a contento. Poderia ser melhor? Sim, poderia, mas diante das circustâncias, não merece ser reprovado. Enquanto a mana estava sendo atendida, tomando o soro, eu conversei com um senhor, 70 anos, aguardando o mesmo procedimento em seu neto. Ele me falava ter acabado de tomar a vacina contra a gripe e contraiu uma forte gripe, que segundo ele já estava incubada. "Eu sempre tomei vacina, acredito nas vacinas, isso desde minha infância. Não entendo como alguns hoje desacreditam e falam besteiras, sem o menor conhecimento. Como podem se deixar levar por políticos safados, numa campanha contra a medicina. O Brasil padeceu demais quando em seu comando gente despreparada e mal intencionada. Olho para a saúde pública, venho aqui e sei olhar com o devido carinho cada situação. Sou atento, observador. Não reclamo sem procedimento. Eu gosto do SUS e imagino o desespero sem ele para nos atender. SAbe o que quero? Quero é ver o que pode ser feito para melhorá-lo", me diz. Da conversa, digoa ele, que também observei muito e penso do mesmo jeito. Se reclamo, a inteção não é criar problemas, mas ajudar.

Este mesmo senhor me conta: "Eu venho pouco ao atendimento, só quando realmente necessário. Sou muito observador e procuro conversar bastante. Ouço mais do que falo. Trabalhei a vida inteira num bom serviço, não ganho muito e quero preservar as conquistas que temos no Brasil. Não podemos por tudo a perder, elegendo quem pensa em destruir o que foi tão duramente conquistado. Eu até tento explicar para quem chega aqui revoltado, que aqui não é lugar para querer tirar proveito, nem para o sujeito vir despejar sua mágoa ou resentimento, de proventuras outros problemas nos costados do funcionário. Isso acontece muito, mas a maioria vem, espera e muito até ajudam, colaboram. Eu acho que a gente poderia se unir e montar uma Sociedade de Amigos e Proteção das UPAs, PSs e SUS. Eu participaria de algo assim". Puxar conversa, no meu caso é isso. O bomde tudo é que, minha mana chegou ruim, fraca e hoje, quarta, um dia após, já começa a reagir e em breve, vai estar nos trinques novamente. Ela, a mana, sabe muito bem de tudo isso que aqui escrevi. Ela, como eu, fomos lá, ela para ser atendida, eu para acompanhá-la e observar. Vi umasituação que, muitos podem considerar ruim, mas que pode melhorar. Basta querer e a administração municipal também fazer bem a sua parte. Tudo é uma corrente. Quando um falha, não adianta, algo falha e a máquina não funciona a contento.

"POR UM FIO", A HISTÓRIA DO SUS - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE -, ÚNICO NO MUNDO NO ATENDIMENTO DE TODA UMA POPULAÇÃO
https://www.instagram.com/reels/DW3uAtkhkfP/
Hoje, em Brasília atores do filme "Por um Fio" estiveram em Brasília, apresentando o filme para o presidente Lula. Essa história, a do SUS é sempre muito emocionante, pois evidencia em cada relato - o do filme um deles -, este algo único, só existente no Brasil. Experimente ficar doente num país como os Estados Unidos e verás quanto gastarás. Eu conto uma história a seguir, vivenciada por mim e pela mana Helena Aquino, quando passamos uma manhã toda na UPA do geisel, em Bauru. São histórias como a do filme e como a vivenciado pessoalmente por nós, eu e mana, que mais do que emocionam, mas evieenciam o quanto precisamos valorizar o quer já existe e lutar por seu aperfeiçoamento.

terça-feira, 7 de abril de 2026


AGUARDEM UM BOCADINHO MAIS, POIS HOJE TERÃO UM TEXTÃO COMPRIDO, QUE AINDA NEM COMECEI A ESCREVER, MAS PUBLICO AINDA HOJE
Hoje, como sabem é Dia do Jornalista. Quero escrever algo mais depurado sobre o tema e para tanto quero envolver três pessoas, três grandes jornalistas, que gosto muito, Lúcio flávio Pinto, o criador do Jornal Pessoal, de Belém do Pará, cujas duas últimas edições da revista piauí dedica ampla matéria, assinada por João Moreira Salles. Não quis escrever antes de terminar os dois longos textos. Depois, o meu grande amigo Sérgio Fleury, do Jornal Debate, de Santa Cruz do Rio Pardo e por fim, de outro amigo, que hoje reconheço como um dos últimos jornalistas desta aldeia bauruense a praticar o jornalismo, indo na fonte, para depois produzir o texto, o intrépido e hoje aposentado Aurélio Alonso. Nem sei como irei começar, mas devo parir isso tudo antes de dormir. E, é claro, dedico tudo o que escrevo, sempre e sempre, para Mino Carta, o dono da CartaCapital, este, o cara que um dia profetizou como seria minha vida. Diante de tanto escrevinhar sobre o que via, como iria poder ainda querer pedir emprego e dar aulas pela aí, daí, como Mino, criei meu próprio emprego e sai a vender chancelas país afora, tornando-se num caixeiro viajante, até o momento de minha aposentadoria. Primeiro vou tratar dos gatos, depois sento e escrevo. Quem tiver saco que leia...

DIA DO JORNALISTA, TRÊS GRANDES JORNALISTAS LEMBRADOS: LÚCIO, SÉRGIO E AURÉLIO
LÚCIO FLÁVIO, MATÉRIA NA PIAUÍ
Que dizer de um jornalista lá do Norte do país, quando num certo momento de sua trajetória escreve uma matéria inconstestável sobre os desmandos em sua cidade, Belém PA, a apresenta para a diretora do jornal, essa endossa, mas diz não poder publicar, pois envolvem dois dos maiores empresários da cidade e anunciantes do jornal? E a partir daí, ele a comunica estará criando seu próprio jornal, o JORNAL PESSOAL, escrito e dirigido por uma só pessoa, LÚCIO FLÁVIO PINTO, onde pudesse publicar tudo o que escrevia. Desde então, setembro de 1987, durante 32 anos, quinzenal e sempre com 8 páginas, revolcionou a imprensa brasileira. Praticou ao longo deste tempo, um jornalismo sem mêdo, dentro da mais absoluta verdade factual dos fatos, com 34 processos nos costados, algumas surras, mas nunca se desviando de mexer com interesses tão grandiosos. Além do destemido jornalista por destrás do feito, alguém que nunca se intimidou diante de personagens dos mais poderosos, sempre publicou o que a maioria dos demais não tinha coragem de fazê-lo. Isso de transmitir textos sem retoques, tornando-se indispensável. Sabe algo único, tipo o que se lia ali não era mais encontrado em nenhum outro lugar? 

Sua importância, destacada por mim neste momento, no Dia do Jornalista deve-se a um único motivo: diante da direta omissão dos demais veículos de comunicação em produzir a exatidão dos fatos, por variados motivos, o Jornal Pessoal o fazia. Na revista Piauí, edição de março e abril/2026, duas matérias sequênciais, escritas por João Moreira Salles, nos apresentando sua singuralidade: "No interior do Brasil - e, em certa medida, também nos grandes centros -, a informação era rigidamente controlada pelos veículos, dependentes das verbas públicas e das empresas locais. A dificuldade para você publicar algo crítico era tremenda. Essa não, essa não". Isso cai para uma luva para um tipo de jornalismo, que predominou e ainda predomina pela imensa maioria do praticado até hoje no Brasil. Cito o bauruense Jornal da Cidade como exemplo clássico. Quando um jornal, tendo um dono como o sr Alcides Franciscato iria publicar tudo sem um filtro? Nunca. O filtro existe até hoje e reparo, isso não é exclusividade do nosso JC, pois o percentual a fugir disso é muito pequeno.

Quem como, Lucio Flávio ousou criar seu próprio jornal, padeceu muito. As histórias são exemplares. Conto logo mais a de alguém com a mesma fibra, num órgão aqui de perto de Bauru, Santa Cruz do Rio Pardo. Antes saliento algo mais, quem age dessa forma, se torna famoso, pela coragem e altivez, mas corre muitos riscos, não só de morte, mas de falência. Outro grande mérito do Jornal Pessoal é o fato de toda grande investigação jornalística feita na região do Pará e da Amazônia ter passado ou ser atribuída a ele. Isso também ocorreu com o jornal semanal O Debate, de Santa Cruz, do também corajoso jornalista Sérgio Fleury. Vejo o mesmo tipo de reação, tanto para um, como para o outro: se é importante e condiz com a verdade foi ali publicado. Fleury padeceu muito nas mãos de quem não queria ver notícias verdadeiras publicadas. Praticamente faliu diante de um processo absurdo, movido por um juiz, não aceitando a verdade dos fatos. Seu caso virou notícia nacional e o desenlace se transformou em outro grande momento do jornalismo brasileiro. Estes dois representam algo dos mais grandiosos no quesito coragem. Além de tudo, vejo nos dois, algo ainda mais salutar, o de ter levado para o "texto escrito a voz e a situação dos subalternos. Por trás destes trabalhos existe uma viva concepção de História".
SÉRGIO FLEURY, D'O DEBATE


Certa feita Lucio Flávio disse: "Não fiz o Jornal Pessoal para que meu nome ficasse no alto da página. O jornal surgiu para publicar o que nenhum órgão de imprensa queria divulgar". Lucio e Sergio são exemplos latentes. Tivemos outros. Não me esqueço de Mino Carta e suas batalhas todas, como a resistência com que ele e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo conseguiram levar adiante o projeto de uma revista de circulação nacional, praticamente sem anunciantes e sem se vergar a interesses mesquinhos, mera "quitanda, tratada como banana". Quando a memória se volta para estes dois, lembro de outro aqui da região, o jornalista Aurélio Alonso, que trabalhou n'O Debate e se aposentou no Jornal da Cidade, sempre correndo atrás de notícias e matérias in loco, ou seja, sem estar com a bunda sentada numa confortável cadeira com ar refrigerado. Na matéria da Piauí, algo onde estes três nunca estiveram: "Existem profissões cujo exercício leva à formulação da dúvida: Será que sou um covarde.(...) Mais dia, menos dia, o teste virá, e o repórter - sobretudo aquele que está na linha de frente - terá que dar sua resposta".

Lembro das matérias do Aurélio, principalmente no Caderno Interior, indo em variadas cidades, em busca de algo novo para relatar. Quando da reformulação do jornal, o que primeiro cortaram foi isso do jornalismo ir atrás da notícia. Hoje, o que mais se vê são as notícias sendo levadas até a cadeira do jornalista e dali ele produzindo seu texto. "Brigar sempre, o tempo todo, exaure. (...) Precisar se defender, sexagenário e septuagenário, em diferentes instâncias e contra os mais diferentes tipos de adversários, destrói. (...) Essa dedicação missionariamente, consistia, num projeto que exigia sacrifícios. Ao recusar anúncios, patrocínio ou o apoio de qualquer mecenas, o projeto encarnava a opção total pela pobreza". Lucio e Sergio encarnaram isso na exatidão da palvara e Aurélio, a exerceu ciente de que, para dizer a verdade o tempo todo, estaria não só comprando inimigos, como se afastando de convescotes. Daí, para comemorar mais um DIA DO JORNALISTA, faço questão de repetir aqui frase dita pelo Lucio Flávio: "Jornalista herói é aquele que não teve tempo de avaliar o risco, ou de fugir". Estes três não fugiram do pau, ou melhor, guardadas as devidas proporções, enfrentaram o touro à unha. Nunca foram imprudentes e, parece, souberam avaliar os riscos. 
AURÉLIO EM ATUAÇÃO

Estes três sabem muito de uma regra básica dentro do mundo jornalístico, quando diante de poderosos, contrariados por textos revelando seus escândalos: "Na região amazônica, existem três etapas para calar a boca de um jornalista. Primeiro, pede-se que ele pare - às vezes, com um processo. Em seguida, aparece o dinheiro, a tentativa de corromper. Por fim, vem a ameaça, o ato físico". O independência, como mais do que sabido, sempre têm um custo alto. Em primeiro lugar significa empobrecimento. Seguir nessa linha é olhar para a trajetória destes três aqui citados, todos ótimos jornalistas, dos que envergam e não quebram, porém, todos pobres. Os que enricaram, a maioria se vendeu. Abdicaram da riqueza em busca da perseguição da verdade dos fatos. Olho para o que construíram e constato, até não conseguiram realizar sonhos de conquistas econômicas, chegaram muito cansados ao final da jornada, mas irão para a História, pois não se deixaram levar pelo canto da sereia. Muito das verdades que tomamos conhecimento ao logo do tempo se deve à pessoas e escritos por gente como estes três. A eles minhas mais honrosas homenagens no dia de hoje.

pós publicação
Uma repercussão, vinda do jornalista RENÉ RUSCHEL, da Carta Capital: "meu caro. Andava sumido e senti sua falta. Parabéns pelo texto em homenagem aos jornalistas citados. Só para acrescentar uma frase do primeiro editor e fundador do jornal francês Le Monde, Hubert Beuve-Méry, que trazia como lema na redação e lembrava sempre aos colegas que "o papel do jornalista é buscar a verdade custe o que custar. Notadamente se custar". Aquilo que o Mino Carta chamava de "verdade factual". Abs". 

segunda-feira, 6 de abril de 2026


ELEMENTARES PROCEDIMENTOS
01. Primeiro a lição, do sujeito que trabalhando naquela empresa, cargo de chefia, mesmo vendo muitas vagas no estacionamento bem ali defronte a porta de entrada, chega cedo e não estaciona seu veículo ali, mas sim, bem lá longe, no final do estacionamento, tendo que caminhar um bocado até a porta de entrada. Questionado sobre seu procedimento, dos motivos de não se utilizar destas vagas, suas resposta é das mais simples e honestas. Essas aqui perto não foram feitas para mim, que aqui trabalho e sim, para os clientes, principalmente aqueles que tiveram problemas, chegam tarde, perderam horas, com um pneu furado, um congestionamento e chegando em cima da hora, precisam dela. Enfim, disse ao outro, "creio nem precisaria dizer isso a ti, pois isso deve ser uma regra básica da vida, não?"

02. Escola particular e lá uma competição, com o filho de uma família muito abastada, plenas condições de pagar pelo valor concedido ao filho como bolsa pelo primeiro lugar num concurso. Estes, verificando a situação dos demais que postulavam à premiação, agradecem muito pelo reconhecimento dado ao filho, mas declinam da bolsa, alegando que, podem pagar pelo valor da mensalidade e que o valor seria muito melhor utilizado se concedido a outros, com dificuldade de arcar com seus custos.

03. Dentro de uma escola particular, um dos pais perde poder aquisitivo, sua firma passa por dificuldades financeiras e um grupo é montado para tentar fazer com que, sua única filha não perca o curso até sua diplomação, com recursos buscados para custear as mensalidades. Este pai, até então, era um dos mais participativos dos atos coletivos na escola. Inicialmente, mais de quinze pessoas, mas ao final do ano, somente três, persistindo até o final, quando este pai, se foi antes, doente e não presenciando a diplomação da filha.

04. Neste mesmo ambiente escolar, um dos alunos, sofria bullying, pela aparência mais frágil e uso de óculos. O grupo era do conhecimento da escola, mas estes não faziam muita coisa com os infratores, até por receio de perderem os alunos, cujos procedimentos eram os mais acintosos. Uma mãe, vendo seu filho envolvido, faz com que assista filme com ele sobre situação similar e diz que, o que pode fazer daqui por diante é se aproximar justamente deste coleguinha perseguido, convidando-o para estar ao seu lado em diversas atividades. O fato foi percebido por todos e ajudou significaticamente a diminuir o que estava em curso.

05. E no mesmo grupo, a família vendo seu filho sendo um dos insufladores do caso de bullying, nada faz e até o icentiva a agir assim, de forma mais agressiva, entendendo ser essa a postura que deverá ter, dali por diante, em sua vida. Segundo eles, essa a melhor amostragem de um real procedimento de sobrevivência, com o mais forte se sobressaindo sobre o mais fraco, enfim, como acham deve ser a vida. Ao contrário do que muitos fazem, essa mãe faz seu filho entender que, não será permanecendo ao lado deste que obterá os melhores exemplos para sua vida futura. E segundo ela, ele assim procede e passa a entender melhor as relações humanas a partir destes exemplos bem vivos no seu ambiente escolar.

06. Encerro como um exemplo que tive muitos anos atrás, já descrito aqui, mas que sempre gosto de repetir, no qual aprendi muito. Uma pessoa me pede uma cesta básica e ao invés de lhe dar, vou até Maria Inês Faneco, que todos conhecem de reconhecido trabalho junto à comunidades carentes da cidade. Peço a ela a cesta e sua resposta foi uma lição nunca mais esquecidA: "Henrique, você tem condições de dar essa cesta para a pessoa. As minhas são contadas. Vá lá e doe você, com seus recursos para ela. Faça a sua parte". Desde então, lição mais do que aprendida, dela faço uso, até como singular exemplo, para tudo o mais na vida.
0BS.: Os cinco primeiros diálogos foram ouvidos por mim neste dia, com dileta amiga, num consultório na cidade. O último é de minha lavra própria.

o louco ameaça a integridade do planeta
COMO FICAR INDIFERENTE DIANTE DE TAMANHA AMEAÇA?
Eu faço parte do time dos que não conseguem se manter indiferentes, muito menos quietos. Donald Tramp, é um reconhecido bufão, mas na ameaça que faz o planeta hoje, pode estar mais uma vez blefando, mas como sabemos, ele tem o poder de acionar uma boma atômica sobre o Irã, com poder ainda desconhecido e cumprindo a promessa de acabar com aquele país, diante disso, creio eu, o mundo todo já deveria ter feito algo. A coisa se prolongou demais e neste momento, talvez estejamos mesmo diante de algo irreversível para o planeta como o conhecemos. Vivemos momentos de enorme apreensão e eu, aqui do meu canto, esgrimando através das palavras, expresso a cada instante, não só a minha indignação, mas me posiciono contra tudo o que tem sido feito pelos EUA, desde que este insano assumiu o seu segundo mandato como presidente daquele país. Acreditava que, se algo viesse a ocorrer, o levante viria de dentro do próprio Estados Unidos. Não desacredito dessa hipótese, mas ela poderá vir tarde demais, pois o louco está cometendo uma insanidade na sequência de outra e em cada uma, aprofundando mais a crise de seu próprio país. Hoje, já não existe mais nenhum excrúpulo, o que vemos nas relações internacionais advindas dos EUA é pura rapinagem internacional, roubo descarado da riqueza de outros países, tudo para favorecer um só país. Eu, o que posso fazer no momento é isso que faço, escrevo, desabafo e me posiciono. Se hoje a ameaça é contra o Irão, como já o foi com a Venezuela, amanhã será com Cuba, chegando a hora do Brasil. Ninguém estará livre, enquanto este louco comandar os EUA.

domingo, 5 de abril de 2026


A CONFRARIA DOS CABELOS BRANCOS E A HISTÓRIA DE UM DESTES, ROBERTO PSV
Faço, garbosamente, parte dessa singular Confraria. Para dela participar, se faz necessário alguns bons anos de experiência, ou seja, já ter vivenciado pelo menos, mais de 50 de existência. Hoje, na encruzilhada da Feira do Rolo, o espaço mais democrático desta cidade, localizado no coração da feira dominical da Rua Gustavo Maciel,, no cruzamento com a Julio Prestes. Ali, todo domingo, sem que ninguém marque ou determine, alguns por ali se encontram e o papo rola solto. Por ali fala-se de tudo. Hoje, todos estavam apreensivos dos motivos de até aquela hora - por volta das 11h da manhã - não havia nenhuma publicação sobre se a alcaide bauruense, a incomPrefeita Suéllen Rosin havia ou não renunciado ao seu mandato, nesta data, o limite para se desconpatibilizar e assim poder concorrer a outro mandato na eleição de outubro. Este foi só um dos assuntos e no auge das tratativas regulamentares, um seleto grupo ali compunha a mesa (sic) dos trabalhos. 

Na foto tirada no formato selfie, este mafuento HPA, tenta captar boa parte destes. Além de mim, estavam por ali nesta manhã, domingo de Páscoa, Marmitão, Mauro Landolfi, Roberto PSV e Marcos Alves de Souza. O time estava assim constituído, eu um historiador e caixeiro viajante aposentado, Marmitão foi bancário do extindo Banespa e sindicalista dos áureos tempos quando o sindicato da categora fazia e acontecia de fato nas ruas desta cidade, Mauro Landolfi, exímio professor e fotógrafo como poucos das entranhas desta cidade, Roberto PSV, que um dia atuou pela Telerj na Rocinha carioca, depois na Telesp paulista, além de professor da rede municipal e na estadual, como professor de Física e Matemática e por fim, o Marcos, advogado dos mais conceituados nestas plagas, com causas mais do que polêmicas e onde atua na defesa intransigente do que resta de dignidade nestas plagas. E daí, na junção destes todos uma combustão nunca vista, tal como um desses drones iranianos, ultrapassando aquele, como diziam, intransponível proteção aérea israelense contra bombas e drone, o Domo de Ferro, que hoje já se sabe, não é assim tão inexpugnável. 

Na manhã de hoje, outros tantos passaram por ali e só não foram registrados pelo flashe fotográfico, pois o entra e sai e intenso. Manuel Rubira, outro professor de velha cepa, sempreaparece com uma sacola cheia de verduras e fica até o momento em que elas com eçam a amolecer, pelo efeito do sol, daí já sabe, é momento de voltar pra casa. O vidraceiro Adilson é uma espécie de embaixador da esquina e, evidentemente, da confraria, o que manda prenser e soltar ali no quadrilátero do Bar do Barba, irradiando autoridade por pelo menos uns 100 metros para todos os lados. É ele quem fiscaliza e autoriza novos componentes no grupo. Quem sempre passa por ali, mas hoje, deixou ofício solicitando autorização para faltar, devido compromisso visitando filha em cidade distante é o jornalista Aurélio Alonso. Alguns pequenos comerciantes do entorno, ou pelo menos os de cabelo branco, participam do convescote, alguns oferecendo a sombra de suas barracas quando o dia, como hoje, está com um sol de rachar mamona.

No dia de hoje, um consenso, todos votam no próximo pleito contra a ameaça da ultra direita, isso tanto para o Governo federal, como aqui na cidade de Bauru, na continuidade de governos fundamentalistas. Ou seja, a política foi o assunto do momento. Quem esteve pela primeira vez e já conquistou a simpatia de todos foi o professor ROBERTO PSV, trocando telefones com todos, muitos interessados em se atualizar nas aulas particulares de Física e de Matemática. Falamos de Einstein e tantos outros, cada um querendo se apresentar com algum conhecimento sobre a especialidade do mestre ali presente. Essas conversas regadas com uma boa cervejinha gelada, buscada a todos instante ali no Bar do Barba é o mínimo que pode acontecer, numa quente manhã. Eu, que conheço o Roberto, dos tempos quando viajamos muito pela Reunidas, na linha Bauru/Rio de Janeiro, ele para trabalhar na Telerj e eu para vender chancelas. Íamos pra lá no domingo à noite e voltávamos na sexta. Passa um filme pela nossa cabeça. 

Conto a última. Ele me revela algo pelo qual não sabia. Ele já tem 70 anos e eu, 65 anos. Conta que, morou no Jardim Popular, onde minha família morou, idos dos anos 60. Não tenho nenhuma recordação de lá e ele, me conta algo mais de meu pai, seu Heleno, professor como ele, dos tempos no bairro. Diz se recordar da casa onde meus pais residiram e combinamos dele lá me levar, além das histórias dos tempos quando nem era nascido. Ele me diz ter na época por volta de dez anos e além disso, quando já morávamos na quadra 1 da Gustavo, barrancas do rio Bauru, isso já nos anos 70, quando foi dar aula particular para minha mana Helena. Gosto muito de reviver isso e além de tudo, Roberto é tem também no seu currículo, hilariantes histórias dos seus três anos de Rio de Janeiro. Imagine o que é trabalhar na Rocinha e ir cortar o telefone de quem se utilizava de gatos em suas instalações. Das conversações tidas hoje, essa com o Roberto deve ter a devida continuidade, enfim, na Confraria prevalesce o espírito conversativo sobre todos os demais. 

Em tempo - O papo de hoje lá na Confraria foi tão profícuo e o tempo aclerou tanto que, ao final dos trabalhos, ninguém ficou encarregado de montar a pauta do próximo encontro, dia 12/04. Será teremos um bagunçado encontro? Só mesmo estando lá para se certificar. 

TEM QUEM NÃO ENTENDEU O TAMANHO DA GUERRA ONDE ESTAMOS ENFURNADOS
Leio algo assim dentre os na luta por Lula e sua reeleição, contrariados com a chegada de gente que, até bem pouco tempo, os tínhamos como ferozes adversários. Respondo para estes desta forma e jeito:

"Essa é para os que ainda não entenderam estarmos diante de uma guerra, mais que declarada, já no nossos calcanhares. Lula faz neste momento, o que sempre fez. Tenta conciliar, reunir pessoas, mesmo muitos nos desagradando, para assim tentar uma possível governabilidade, o que não ocorreria se fechando em copas e isolado. Ele fez ao longo de sua trajetória isso, atraiu os diferentes, os que no passado éramos ferozes adversários e até inimigos e o faz, pois prevê, sabe que, estes ajudarão o país a ter mais algum tempo, uma sobrevida, para se ver lá na frente, talvez daqui mais quatro anos, como estará a conjuntura mundial. Posso não gostar de tantos que vejo se aproximando hoje, mas sei que, não fosse Lula, neste momento e nos próximos, já estaríamos nas mãos dos piores. A guerra está mais do que declarada e os EUA de Trump quer toda a América ao seu lado. Lula resiste e com ele ficarei. Se o preço a ser pago neste momento é aceitar pessoas vistas como, até bem pouco tempo indesejáveis, eu sou obrigado a capitular e seguir, pois se até estes chegando, estarão ao nosso lado, imagino o que virá se o outro lado tomar conta de nossas vidas. Eu tenho plena consciência de estarmos diante de uma brutal e insensível guerra. É Lula que nos fará seguir altaneiros e ainda soberanos, nada mais. Divisionismo agora, só ajudará o inimigo. HENRIQUE PERAZZI DE AQUINO".

A repercussão, pelo jornalista Ricardo Santana:
"Pelos movimentos políticos eleitorais  de PL e PSD, nas últimas semanas, se pretende transformar o 4º mandato do Lula um inferno para o petista. Menos por aquilo que diz e faz Flávio Bolsonaro (PL). Mas por aquilo que movimentam Kassab (PSD) e Valdemar da Costa Neto (PL). LULA sabe o que pretendem Costa Neto e Kassab. Ele próprio se movimenta. Porém LULA não é Deus. Sua trajetória sempre foi de disputa. O 4º mandato precisaria de algo inédito que a esquerda elegesse 270 deputados federais, muito mais do que o dobro dos 110 que se diz compõem a base de apoio do governo LULA. A conta não fecha porque tem que reeleger 110 cadeiras e precisa mais 160. O que querem Valdemar da Costa Neto e Kassab❓ Mesma lógica para a eleição do Senado. LULA perdeu o direito de errar. De falhar. Daqui pra todo sempre, enquanto for presidente não pode escorregar nas cascas de banana. Não pode errar no tom da fala. Se falar, tem que ter cálculo preciso. Suas alianças têm que alegrar a esquerda que o apoia e mesmo assim ouvirá ruídos de uma outra parte da esquerda que há muito abandonou LULA. Tem que não atrapalhar as manobras disputas de governo nos 27 Estados e DF. Enquanto a gente imagina o problema, a coisa já ferveu há muito. Como Pernambuco, onde o jovem prefeito de Recife João Campos (PSB), destaque da política nordestina na eleição municipal de 2021 e reeleito em 2024, lançou sua candidatura ao governo contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD) que buscará a reeleição com apoio de Kassab.  Campos, que tem como vice Carlos Costa, irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ambos do Republicanos. No lançamento da candidatura Humberto Costa (PT) encontrou agenda no interior pernambucano para justificar sua ausência. Seria Kátia Abreu, agora petista, o maior problema de LULA❓ Ou talvez, os mísseis de longo alcance apontados contra seu parceiro estratégico a China pelo Japão, rasgando tratados e sua constituição❓".

sábado, 4 de abril de 2026


crônica de uma morte anunciada
ELE É APENAS CANDIDATO, MAS JÁ SONHA EM COMO DISTRIBUIR EMENDAS
Eu tenho comigo, um dos cânceres destruindo a ação paralamentar dentro da Câmara dos Deputados é o que ocorre atualmente com as tais Emendas Parlamentares, corroendo tudo por onde passe. Por mim - e para o ministro Flávio Dino, do STF - existe uma única maneira de combater os trambiques: acabando com a obrigação de o Governo pagar as emendas. Neste momento, três parlamentares - todos do campo da direita fascista - já estão condenados pelo envolvimento em desvios variados, ou seja, a ação destes e de um percentaul grande deles faz uso indevido da grana, mistura o público com o privado, rouba descaradamente. Existe por lá um manto a encobrir a sacanagem e se chama "orçamento secreto". Se a coisa é secreta, o próprio nome já diz, mais difícil controlar a execução da dinheirama em circulação e então, a falcatrua corre solta. Este atualmente o painel das entranhas de Brasília. Por um lado, alguns tentando limitar e até extinguir o penduricalho e do outro, a festa e lobby muito forte, jogando pesado na sua continuação.

O Palácio do Planalto, no caso, o presidente Lula, perdeu o poder sobre parte enorme do orçamento graças à impositividade e aos bilhões de reais para emndas. Trata-se de um "sequestro orçamentário", um monstro com tentáculos para todos os lados e fortalecido, encorpado e fazendo de tudo - e mais um pouco -, para impedir que tudo volte ao normal, ou seja, que essa função distributiva de valores ocorra através do Governo Federal e não por quem é pago para fiscalizar e executar leis, não para distribuir grana. No quadro perdulário, informo que as emendas impositivas surgiram em 2015 e de lá para cá, os parlamentares aperfeiçoaram a forma como fazer chegar o dinheiro na ponta, inventando o mecanismo do PIX de distribuição de recursos, que nada mais é do que um modo de driblar dispositivos de controle. É mais que um absurdo o volume dessas emendas, já alcançando a cifra anual de 50 bilhões de reais. Daí, com tudo isso em curso, os escândalos têm duas causas: a montanha financeira e a falta de transparência. Tudo está minimamente interligado quando o assunto é essa grana, inclusive a influências nas próximas eleições em todos os seus níveis. Prefeitos beneficiados por emendas tornam-se cabos eleitorais dos legisladores padrinhos da remessa. Ou seja, a perdição é completa, atingindo todos os níveis. 

Todo o país está ciente destes procedimentos. Têm quem se aquiete e se beneficie e tem quem grite contra, enfim, a clara percepção da grana sendo desviada e usada indevidamente. Diante deste quadro, ouço dias atrás uma entrevista no programa matinal da 96FM de Bauru, quando o jornalista João Jabbour e o economista Reinaldo Cafeo (sic) entrevistam um candidato bauruense, peleiteando vaga na Câmara dos Deputados, ou seja para deputado federal, Nelson Dabus (PSDB), sobrinho-neto do ex-deputado estadual por Bauru, o também médico Abrahim Dabus. O programa sonda como pensa e age quem pleiteia chegar lá e o jovem médico, deixar claro pertencer à direita, informando não possuir afinidade nenhuma com nada que se mostre "esquerda". Nisso já limita o diálogo, pois determina onde estará se eleito e sem possibilidade de diálogo, ou seja, nada acrescentará no campo do necessário diálogo. Se mostra mais um dos a agir no limitado campo hoje do ódio como mola mestra de suas ações.

Isso posto, Cafeo se aproveita para, em todos os momentos continuar na ladainha agressiva contra o Governo Federal, algo onde prevalesce muita fake news como informação. Para ele, quem deveria estar sendo investigado no momento quando o tema são os desvios de grana no rombo da Previdência é o filho do Lula, citado o tempo todo e não os já comprovados como ladrões. Ou seja, como até as pedras do reino minela sabem, repassa para quem os ouve, informação truncada e falsa da verdade. Jabbour fica mais na sua e não entra nessa, mesmo quando cutucado: "Você que já foi do campo da esquerda, não acha isso um absurdo?". O também diretor do JC, jornalista de velha cepa, trabalhando num meio sabidamente de direita, sabe se esquivar e tenta recolocar na conversa nos eixos, pelo menos com menos abusiva tendência falaciosa. E na continuidade da conversa, onde o médico é questionado sobre como agiria se eleito, uma das suas ações é justamente já pensando em como fará a distribuição das emendas. Chegou a dizer, que poderiam ser repassadas para este ou aquele lugar, onde existe deficiência de recursos e coisa e tal. Fiquei só ouvindo e chego na conclusão mais óbvia: não só ele, mas muitos do que pleiteiam chegar lá, já pensam em como será feita a distribuição daquele imenso montante de grana.

Existe muita pouca disposição para uma efetiva ação parlamentar, mas sim, para dar continuidade neste penduricalho, que denomino de monstro ou no simplescombate a tramoias. São muito poucos os que, pensam em chegar lá é botar uma lupa no desarranjo institucional causado pelo impositividade da utilização dessas emendas. Do tal do Dabus, que até pelo sobrenome herdado, não pensa em começar sendo vereador, mas já se acha com cabedal para salto mais alto, nenhuma surpresa. Faz parte dessa elite, não só bauruense, mas nacional, não chegando para mudar nada, mas para fazer parte do jogo. Não digo que esteja com ruins intenções, mas será mais um político dentro deste quadro dos que passam batidos, sem expressão e não dizendo a que vieram de fato. Diante do agravamento da situação, com tanta gente envolvida em cosias escusas eu me atento ao discurso de quem propõe algo contra tudo o que está aí e nunca para quem já pensa em como se utilizar do que já existe. Na verdade, Bauru continua com uma lista de candidatos para nossas casas legislativas, sejam estaduais ou federais, muito fraca. Não voto em gente assim, pois não acresecenta nada. Este tipo de entrevista desnuda as pessoas. Eu faço parte dos que entendem que as emendas precisam ser muito limitadas, controladas e se possível até extintas. Que tal repetir a mesma pergunta para todos os postulantes a cargos eletivos hoje, inclusive vereadores. Legislar e fiscalizar é bem outra coisa. Bauru segue muito fraca no quesito candidatos para cargos futuros e assim sendo, continuo votando em pessoas e propostas bem diferentes das atuais já expostas. 
 

sexta-feira, 3 de abril de 2026


PRECISAMOS FAZER ALGUMA COISA...
Tudo bem, já que o mundo anda desajustado até não mais poder, nada como tentar fazer algo pelas vias anormais. Daí, bolamos um plano em conjunto para trapacear algo pela frente, tipo eleições, contas futuras e compromissos médicos. Já que o mundo não vai mesmo ter jeito, a maneira encontrada para tentar passar bons momentos é usufruir do alheio. Os EUA já estão praticando isso há algum tempo e, como temos visto, os danados estão se dando bem. Roubaram descaradamente o petróleo da Venezuela, num ato de pura pirataria e agora, sob o comando deles toda a produção do ouro negro lá daquele país. Foi um ato muito bem planejado e execução perfeita, diria mesmo, cinematográfica. E se com eles deram certo, nada como tentar também a sorte e executarmos, nós os adentrando a dita Terceira Idade, como Donald Trump, grandes assaltos, se locupletando de algo alheio. Se com eles, vejo poucos condenando o ato artbitrário de rapinagem, isso quer dizer que daqui por diante tudo está literalmente liberado. Assim sendo, creio devemos traçar um plano para adentrarmos o lucrativo negócio da expropriação alheia. Que acham da ideia? 

No cinema, estão dando neste momento, com apresentações diárias no Boulevard e Bauru Shopping, aulas de como ser bem sucedido, aos interessados, como eu, em adentrar o novo ramo de negócios. Iremos aprender este algo mais logo mais, sessão neste começo de noite no Boulevard Shopping Bauru, 19h30. Aliás, como nos ensinam os norte-americanos, a cada dia de forma mais escrachada e explícita possível, antes tarde do que nunca. Podemos começar a exercitar a concorrência com eles. Estou muito propenso a aderir de mala e cuia, pois como estamos observando, os riscos de dar errado são mínimos, tanto que o próprio EUA já querem expandir os negócios para Cuba, Colômbia, México, Paraguai, Argentina e, é claro, o Brasil. Já nos seus planos acabar com o PIX brasileiro e valorizar a expropriação patrocinada pelas bandeiras dos cartões de crédito norte-americanos. Ou seja, precisamos também bolar umas jogadas bem sacanas para lesar o alheio, pois pelo que vemos, isso é o negócio do momento. Esse negócio de levar uma vida pacata, sem sobressaltos e adrenalina é coisa do passado. Topam? Negócio garantido, praticamente sem riscos, tudo com a chancela dos irmãos do Norte, o todo poderoso EUA. Com o aval deles tudo é mais fácil. Velhinhos unidos jamais serão vencidos.

ESTAMOS BOLANDO UM INFALÍVEL PLANO...
Eu faço parte do time dos que precisam, depois de certa idade, de muito estímulo para ir tocando a vida pra frente. Pois foi em busca disso que, na noite deste feriado de sexta, eu instigo outros iguais a mim e em quatro adentramos o Boulevard Shopping, para assistir e ser provocado pelo instigante filme "Velhos Bandidos", uma produção com a cara deste Brasil irreverente e perspicaz, no qual estou inserido dos pés à cabeça. Digo precisar de estímulos e toques, pois na vida atual, o que mais se vê são os vivendo como manadas, seguindo como gado no pasto, estímulos que o levam com o flautista de Hamelin fazia, levando-os todos para o desfiladeiro. Eu e estes três da foto, fazemos parte dos que não aceitam, não querem e vão em busca de outras possibilidades.

E fomos, não só se inspirando pelo que vimos na tela grande, mas em tudo o mais na vida. Não nos deixamos levar pelo canto da sereia golpista, ou mesmo fascista. Ousamos e remamos contra a maré. Eu, de minha parte, digo mais, se preciso for - e acho já estar chegando a hora -, de fazer mais do que uma loucura, em prol de não permitir que o país se deixe levar pela onda conservadora. O filme foi só um belo pretexto para o encontro deste mafuento HPA, com sua companheira de todas as horas, a professora Ana Bia, essa única na ativa, pois as outras duas, garbosamente, como eu, já devidamente aposentadas, Fátima Brasília, como bancária, da extinda NCNB - Nossa Caixa Nosso Banco e Rose Maria Barrenha, psicóloga das boas, atuando uma vida inteira nas hostes da Prefeitura Municipal, uma das partícipes da criação da Luta Antimanicomial.

A gente, quando provocados pelo filme, estávamos não só em busca de diversão. Ela veio facilmente com o filme, mas mais do que isso, a intenção era se inspirar para fazer algo, um assalto que o seja, para conseguir tocar altivamente a vida adelante. A ideia do assalto, que não é de toda ruim, tocada pelo diretor do filme, envolvendo dois ótimos atores, Fernanda Montenegro e Ari Fontoura, quase 100 anos de vida cada, nos faz rir, mas pensar muito. Ou seja, a gente não pode desistir de nossos sonhos, estejamos com a idade que for. Sempre haverá uma forma, um jeito e uma maneira de ser, fazer e acontecer. E se, para tanto, tivermos que nos juntar, associar ou mesmo provocar, os mais jovens para ir no embalo, que assim o seja. Neste sentido, o filme é ótimo, pois os dois velhinhos sabiam que, sózinhos dificilmente conseguiriam realizar o intento, daí deram um jeito de se juntar a um casal, muito mais jovens e até um policial, concretizando o intento com sucesso. Maravilhosa ideia para sair do casulo onde nos encontramos e na lida e luta, buscarmos outras saídas e possibilidades.

E depois, como ninguém é de ferro, nos juntamos os quatro numa pizzaria e demos continuidade aos planos iniciados com a ideia de ir ao cinema e de ser provocados. Ou seja, traçamos planos, riscamos papéis, quase fundimos a cuca e na conclusão pensada, nada melhor do que, nos unir a mais pessoas. Bolamos onde e como poderíamos ser úteis e fazer algo muito diferente, talvez até numa real e divinal transformação de nossas vidas. Chegamos na conclusão - com a ajuda de alguma cevada - que, nada melhor do que pensarmos juntos e a partir daí, colocar o bloco na rua e, mesmo flocando, errando, dando com os burros n'água, não desistirmos. E assim será feito, ou seja, aguardem novidades. Quer se juntar ao grupo? Confesso, o plano é bom, diria mesmo perfeito e só em quatro não daremos conta. Enfim, acreditamos que um outro mundo é mais do que possível.

algo das entranhas bauruenses
QUE TRISTEZA, O JÁ FECHADO BAR BARÃO PEGOU FOGO
Quantas vezes não sentei ali na calçada, lado de fora da rua Henrique Savi, ouvi muitos da MPB e do rock local cantando, comi acepipes, bebi infinidade de geladas, enfim, o Barão Bar fez parte da vida de muitos nestas plagas. Fechou suas portas alguns meses atrás e assim se manteve, até um fogo se propagar em suas instalações e consumir boa parte de tudo o que ainda estava armazenado lá dentro. Passo por lá e ao olhar para dentro, sobre o balcão, uma imagen da Marilyn Monroe consumida pelas chamas, um dos sinais de que tudo, após tanto tempo foi mesmo devastado. Fica na memória os bons momentos ali vivenciados, ao lado de diletos amigos e a mesma certeza que tive ontem, quando fui bebericar uma cerveja gelada num bar da Joaquim e por lá o antigo dono de um outro bar recentemente fechado ali trabalhando. Pergunto sobre o futuro e sua resposta: "Por enquanto, reunindo forças, mas em breve, voltarei por aí num outro local. Aguarde e depois frequente". Torço por todos estes.