domingo, 22 de março de 2026

 SAMPA NA JAVARI

sábado, 21 de março de 2026


AMIGO TRAZ DE LONGE PRESENTINHOS PRA MIM - ANTES GOSTAVA DE RECEBER JORNAIS, HOJE PERDERAM O FIO DA MEADA

Este texto é só para reforçar o quanto é gostoso sempre ter amigos por perto. Eu, de´cadas atrás, colecionava jornais, guardava as primeiras páginas de muitos deles. Tinha de várias partes do mundo. Ia pedindo para diletos amigos, em viagem por aí, para no retorno me trazerem um jornal daquele lugar. Eu também saindo por aí, trazia sempre jornais. Hoje, isso ficou bem mais difícil, primeiro porque, praticamente os jornais impressos estão desaparecendo e pior quer isso, perdi o tesão, diante da avalanche de jornais com tendência de atuação fora dos padrões da verdade factual dos fatos. A coleção de foi, creio eu numa das tantas enchentes lá pelos lados do antigo Mafuá, barrancas do rio Bauru.
Hoje, amigos saem por aí e dias atrás um destes, o sindicalista, agora recém aposentado Wellington Jorge Braga De Oliveira, passou quase uns dois meses em Porto Alegre RS. Falávamos sempre e poucoantes de voltar me diz o que gostaria que trouxesse para o amigo. Lembrei, derpcadas atrás, das tantas vezes em que, ans idas e vindas para Sampa, naquelas bancas ali nas redondezas da Ipiranga com a São João, jornais do pais inteiro. Trazia sempre um exemplar do gaúcho Zero Hora, creio que um dos pioneiros no formato berliner, igual ao do velho e saudoso Pasquim. A linha editorial atual é como as demais dos ditos jornalões brasileiros, todos conservadores, ou pior, fingindo não ser, lobos em pele de cordeiro.
Assim mesmo, disse para o amigo, "traga jornais gaúchos", quero ver como andam estes nas escrevinhações. E assim foi dito e feito. Na última quinta, ele me liga e diz se não podíamos nos encontrar ali no Bar do Wagnão, perto do Nipo. Vou lá, tomo uma cerva gelada com ele e ganho três exemplares de jornais gaúchos, o Zero Hora, Diário Gaúcho e Correio do Povo, todos edições de 12/03. Ganhou forte abraço e daí, me isolo em casa e vou folhear as páginas, matar saudade do cheiro produzido pelo papel dos jornais. De leitura mesmo, nada muito convidativo. Estes, como a maioria, perderam o fio da meada, estão se desmilinguindo aos poucos, padecimento em praça pública. Uma pena. Poderiam aproveitar melhor o que ainda resta de imprensa impressa, mas se repetem e nada apresentam para aguçar, buscar novos leitores.
A coelção faz parte do passado. Li o que consegui e muito agradecido fiquei, porém, o desapontamento foi grande. Talvez reste algo de bom paraquem goste de ler, nas edições de final de seman, algo que o nosso Jornal da Cidade, está também perdendo a oportunidade. Este, agora semanal, ficou menos interessante de quando era diário, ou seja, não soube aproveitar e se transformar num espaço com belas reportagens. Que fazer com jornais com os publicados hoje? Minha ex-sogra, mantém animais no quintal e sempre está a me pedir jornais. Guardo para ela.

sexta-feira, 20 de março de 2026


É HOJE, BOA DISCUSSÃO SOBRE OS DESTINOS DO SAMBÓDROMO, NA CÂMARA DE VEREADORES - AINDA DÁ PARA ACREDITAR EM ALGO SÉRIO ADVINDO E DISCUTIDO DENTRO DESTE LUGAR?
Ultimamente, diante de aprovações sem nenhum tipo de lastro, a Câmara de Vereadores de Bauru se tornou um lugar onde boas discussões deixaram de acontecer. O que me dizem de lugar, onde de 21 vereadores, no mínimo 17 se aliam cegamente aos interesses de uma família, a da atual mandatária da cidade e contrariando os reais interesses da cidade? Coisa boa não sai daí, já virou mantra na boca de quem segue o que vem de lá.

Daí, como ainda achar possível que, surge daí uma boa discussão sobre os destinos de um bem público abandonado? É difícil, mas não custa tentar. Quando vários atores políticos se juntam e se comprometem a comparecer, o que pode sair deste encontro é algo sobressaindo aos interesses políticos de alguns, que gostam de aparecer, postam fotos e falas, mas depois não prosseguem com a luta. Para fugir disso só mesmo a união de gente interessada em modificar o estado de coisas e lá, unidos, mostrar para quem quem aparecer que, algo de bom, salutar pode sair daí, mas não por causa da ação da vereança, mas sim dessa vontade coletiva, que extrapola o que acontece lá dentro da dita como Casa de Leis.

O que acontece com o Sambódromo de Bauru é mais uma das tantas vergonhas se repetindo dentro do cenário desta cidade. Onde já viu, nada ser feito pela administração pública municipal, deixar que um espaço como aqueles, que se bem aproveitado, poderia trazer tanto retorno pra cidade, se deteriorar e chegar num estado, onde o mais provável, não seja sua reforma, mas sim sua reconstração. Por que deixaram tudo chegar no estado de pleno abandono? Quais interesses estão por detrás disso? A cidade precisa entender isso e a partir deste entendimento, pressionar com toda força, para que ocorra uma modificação de procedimentos. Passivamente, só reclamando e nada propondo e exigindo, tudo continuará na decrepitude.

Ir lá hoje, nessa Audiência Pública é brigar por Bauru e contra o que vem sendo feito pela administração incompetente de Suéllen Rosin & Família, junto da maioria de seus vereadores. Não queremos ir lá na Câmara para alavancar nenhum político, mas para buscar soluções para o Sambódromo. Chega de muito "carnaval" em cima deste tema. Quero ouvir cada vez menos os vereadores, mas os dignos representantes do samba, do Carnaval (este com C maiúsculo), saber da comunidade no entorno, os moradores dali, os que sabem que, naquele local pode ressurgir um espaço público, não só destinado para a festa carnavalesca, mas com utilização o ano todo e para várias atividades culturais. É com este espírito que lá estarei e também a maioria dos presentes.

A AUDIÊNCIA SERVIU PARA REVELAR QUE ESSA ADMINISTRAÇÃO NADA FARÁ PELA RECUPERAÇÃO DO SAMBÓDROMO
Nenhuma novidade. Alguém aqui desconhece que, a alcaide bauruense, reeleita para seu segundo mandato, a dita por mim como incomPrefeita Suéllen Rosin detesta o Carnaval e mesmo dizendo algo fazer por ele, a maior festa popular brasileira, na verdade, empurra com a barriga decisões maiores pelo seu engrandecimento e valorização. O Sambódromo de Bauru, dito como o segundo a ser inaugurado no Brasil, está há mais de sete anos interditado, com problemas de drenagem, pois feito à beira de um barranco e depois de uma imensa cratera brotar no meio de sua pista, o perigo era tudo desbarrancar. Sete anos se passaram e hoje, mais uma AUDIÊNCIA PÚBLICA é realizada e nele convdados, desde a prefeita, como alguns secretários, como o da Cultura, Finanças e de Infraestrtura. Como sempre a prefeita não comparece, pois sabe, seria cobrado de forma dura. Deixa a batata quente nas mãos de quem trabalha sob suas ordens e direcionamentos, algo como Donald Trump faz com quem está sob o seu tacão. Estes vão lá, falam, expõem, mas não revelam o que de fato ocorre: quem decide de fato, quem dá a pultima palavra, não aceitando ser contrariada é Suéllen. Daí, mesmo com a discussão sendo edificante, sabe-se de antemão, nada será executado nessa administração, no sentido da recuparação do Sambódromo.

Resumo da ópera: duas representantes de duas secretárias fazem uso da palavra e deixam transparecer algo insólito. A Prefeitura, pelo que foi dito, já gastou em duas etapas, R$ 177 mil reais e depois mais R$ 200 mil reaqis para os tais estudos, que segundo ouvi, fazem uma prospecção na área, com sondas de até 30 metros. Confesso, nunca ouvi alguma notícia dessas sondas terem perfurado o local. Estranho, mas pelo dito, gastos já de quase R$ 400 mil reais. A certeza que possuem é a de que, uma obra dessa natureza se houvesse caixa para sua realização demoraria aproximadamente 14 meses. Como não existe dinheiro disponível, nem vontade política, pasmem, foi dito que, para sua realização, seria necessário a cidade (quem o faria?) ir atrás de recursos através de emendas ou leis de incentivo, junto aods governos estaduais (de Tarcício tenham certeza, outro fundamentalista, não viria nenhum centavo) ou do federal (só se Lula novamente salvar a Pátria). Uma das duas afirmou que, "o dinheiro que recebemos para fazer uso o ano inteiro é de R$ 17 milhões e essa obra, pelo orçamento que temos, ficaria em R$ 12 milhões". Ou seja, pelo conjunto da obra, sabe-se de antemão, a prefeita não moverá uma palha para qualquer tipo de ação de recuperação do Sambódromo.

Muitos foram convidados a dar depoimentos sobre, não só a importância da obra em si, mas do contexto envolvendo o Carnaval historicamente na cidade de Bauru. Carrijo, ex-vereador, da escola de samba Mocidade da Vila Falcão relembrou de seu pai, Guilberto Carrijo, quem dá nome ao Sambódromo e contou histórias. O ponto relevante foi quando, já cansado pelos anos sem solução, diz: "Já cansamos de justificativas. Precisamos de coisas objetivas. Quanto custa? Quanto tempo demoraria essa obra?". Recebeu as informações, mas o balde de água fria veio com a certeza, com Suéllen nada ocorreria. Dulce Baté, da escola de samba Estrela do Samba de Tribiriçá, muito educadamente, ao seu estilo, demonstra por A + B, que "quem faz precisa depois promover também a manutenção, porém, como isso não ocorreu, a situação chegou na calamidade atual". Jair Odria, 86 anos, prócer da escola de Samba Mocidade da Vila Falcão foi muito contundente, sem mais paciência, afirma "estar cansado e que a prefeita por ser evangélica, não gosta de Carnaval e assim sendo, nada fará pelo mesmo". 

Ponto final, a Audiência poderia ter sido encerrada aí, porém outros ainda queriam se manisfestar. E o fizeram, Paulo Maia, ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Kelly Magalhães, arquiteta e professa da Unesp Bauru, Rose Barrenha, moradora das imediações do Sambódromo, representando os moradores e outros. Todos bateram na mesma tecla, a de que algo já deveria ter sido feito, a atual avenida onde ocorre o desfile é imprópria, inadequada e não atende um mínimo de respeito para com a festa. Fundado em 1991, interditado em 2019, a sina do local, pelo menos até o final dessa administração é permanecer no estado de ruínas, decrepitude comparável com os procedimentos usuais dessa esdrúxula administração, fundamentalista, conservadora e por fim, bolsonarista. Juntando estes três predicados, nada bonificantes, a certeza, o Carnaval nunca será prioridade e sem pressão, nada ocorrerá em prol da festa.

A discussão, diria mesmo, exposição de intenções e depoimentos de quem ama e não só gosta do Carnaval, como dele extrai néctar para tocar suas vidas é a de que, os momentos passados ali dentro da Câmara de Vereadores serviu para escancarar algo que, já era do conhecimento de todos. Cansa ouvir a repetição de uma antiga ladainha, sempre despontando pela boca de alguns, designados para ocupar cargos neste Governo: "o projeto está na fase final". Na verdade, não existe previsão nenhuma. Tudo conversa fiada. O próprio secretário de Cultura, Roger Barude afirma que, vai se movimentar e "irá atrás destes recursos", porém, sem nenhuma convicção. Um servidor da Casa de Leis, meu velho conhecido, vem até minha mesa, após ouvir parte das justificativas e me fala ao ouvido: "a questão é ideológica e não uma questão de custos. Simples assim. A prefeita não vai fazer, não quer fazer nada pelo Carnaval".

Ao final, uma só certeza, a de que, alguma movimentação ocorreá somente se alguém for buscar verba pública - notadamente federal - e se isso ocorrer, um gaiato me sopra nos ouvidos algo mais do que intrigante: "Meu caro, Bauru tem todo o dinheiro para concluir a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto -, a prefeita já vai para seis anos à frente da Prefeitura e nada avançou. Imagina se, em algo pelo qual abomina, irá fazer algo, mesmo tendo dinheiro para realizar a obra. Eu me lembro que, quando foi levantado o tema da recuperação da Casa dos Pioneiros, hoje em explícita ruína, ela aventou a possibilidade de fazer uma campanha junto a empresários, para ver se algum destes se prontificava a dar uma contrapartida para a cidade. E nunca mais tocou no assunto. Suéllen é a cara da inércia política". Muitos outros (as) tinham muito mais coisas para falar, discutir e expor, porém, ao final, a conclusão final é de que, tendo Suéllen Rosin como administradora, nem um milímetro avançará. Derrubar, lacrar e prometer ela é boa, pois derrubou o chafariz da praça, depois lacrou o Hotel Imperial e o Milanesi, na sequência, quando da reeleição prometeu um Hospital municipal, chegando a publicar nomeação de uma provável diretora, mas nem a capinação do terreno foi feita e por fim, afirmaou por várias vezes que, mudaria a sede da Prefeitura para a estação da NOB, mas essa, assim como o Sambódromo, continuam interditados. Ou seja, ninguém foi embora para casa com um pindo que fosse de esperança positiva.  


quinta-feira, 19 de março de 2026


A UNESP LEVA PRA MESA DE DEBATES A QUESTÃO DA DESTINAÇÃO DO AEROCLUBE BAURU

A questão é a seguinte: a Prefeitura de Bauru, gestão de Suéllen Rosin fez de tudo e mais um pouco para apressar e ter decidido a seu favor o que seria feito da área do Aeroclube. Dentro de área nobre, ou seja, ação intempestiva da especulação imobiliária, atrai desde bom tempo o interesse de setor interessado em lotear a área. E pelo que se sabe, a Justiça declinou a favor dos interesses da Prefeitura, porém, decisão ainda prematura, pois o imbróglio judicial, deverá se estender por muitos anos. A prefeita quer que tudo seja resolvido rapidamente. Ouço que até já cogitaram o destombamento pelo CODEPAC, algo um tanto inconcebível, inconsequente e até mesmo inexequível. Ou seja, tem quem quer tudo resolvido de forma rápida, porém, estes não levam em consideração o fato de que o Aeroclube chegou e foi instalado no local há coisa de 80 anos, onde na época nada existia e mesmo que a cidade desconheça, presta um serviço de relevância para o todo área de formação aérea, com aproximadamente 60 novos profissionais sendo entregues anualmente ao mercado.
Diante de tudo isso, observando como tudo estava sendo resolvido, com o Aeroclube praticamente encurralado, num beco quase sem saída, a UNESP Bauru, através de três professores da FAAC, Adalberto Retto Jr, Kelly Magalhães e Maira Dias, produzem um evento, inicialmente para seus alunos, depois estendido e ampliado para toda a cidade, denominado “REINSERÇÃO DA ÁREA DO AEROCLUBE DE BAURU – NA CIDADE E NO TERRITÓRIO”. Em três tópicos e quatro palestrantes, o debate se iniciou às 14h e se estendeu até perto das 18h. São estes os tópicos e palestrantes: “Reinserção simbólica e indentitária – Antonio Tidei de Lima, ex-prefeito e Guilherme Maddi, diretor jurídico do Aeroclube), “Reinserção ecológica e ambiental, Luiz Carlos de Almeida Neto, diretor Jardim Botânico Bauru) e “Reinserção funcional e programática, José Xaides Neto, arquiteto e urbanista.
Os quatros palestrantes estavam todos perfilados na defesa do Aeroclube, ou seja, não se mostraram favoráveis à nada relacionado com venda e prédios ou condomínios nos local. Gravei trechos da fala de cada um, todos dentro da temática e ao final, após cada um apaixonadamente, como o tema merece ser tratado, com início do debate, fui o primeiro a fazer uma pergunta. “Nós todos aqui, chegamos a um consenso pela manutenção da área. Depois de decisão já tomada pela Justiça, ainda prevendo recursos, o que ainda pode ser feito para sensibilizar e proporcionar outro rumo em algo, como se sabe, deixando será o fim do Aeroclube”.
Vários responderam e o que se viu, daí por diante foi a ampliação do debate, inclusive com a participação, de forma apaixonada, de um antigo piloto de helicóptero, formado pelo Aeroclube, seus dirigentes, membros da Federação dos Aeroclubes do Brasil, pilotos, pais de pilotos, todos ali formados e um aluno, este proveniente de Petrópolis RJ, com uma fala, dessas para emocionar: “Eu quero me formar piloto, vim de longe, moro aqui, gosto aqui,não vim aqui à toa, escolhi Bauru, por tudo o que sei essa escola possui de reconhecimento na área aérea. Talvez a cidade desconheça muito do que lá ocorre. Ela não pode se findar deste jeito”. Pronto, o debate ganhou corpo e foi acalorado do começo ao fim. O dirigente da Federação Jolando Gatto, sede no Rio Grande do Sul, ele residindo em Marília, fez um apanhado de outro Aeroclube fechado recentemente em Belém PA, o último com formação profissional na Amazônia e outro no interior do Rio Grande do Sul. “O Brasil hoje forma pilotos para o mundo todo, mas pelo visto, iremos ter que importar profissionais. Os aeroclubes são questão de soberania nacional. Este aqui é reconhecido mundialmente”.
Algo ficou compreendido por todos, com a fala do Guilherme Maddi, “essa área ainda está em litígio, ou seja, nada poderá ser definido já. Vai demorar e nada poderá ser vendido nessa administração”. Foi um alívio, porém, todos sabem, que “seguro morreu de velho”. Daí por diante, na maioria das falas algo como um apelo, para que o Aeroclube se aproxime mais da cidade e promova ações educativas e junto da comunidade, aproximando mais a cidade deles e, informando a ela tudo o que lá ocorre. Essa a forma de desmistificar algo muito repetido na cidade: “o local é para ricos, esporte para poucos e não traz benefício nenhuma para a cidade”. Seu Fernando, aviador aposentado, 86 anos, a maioria dedicada ao Aeroclube, pede a palavra e conta histórias, a maioria pouca conhecidas de todos. Ele, por si só, merece não só uma entrevista, como uma ampla reportagem histórica sobre a importância e relevância do Aeroclube. “Poucos conhecem a história do alemão, Kurt, que escapou da Alemanha nazista, veio para o Brasil, descobriu o nosso Aeroclube, sendo quem implantou a maioria deles, espalhados país afora. Não mais saiu, foi peça chave em tudo o que por aqui aconteceu. Aqui morreu e aqui está enterrado. Sua história está entrelaçada com a do lugar”.
Falaram também a arquiteta Ludmila Tidei, colocando a Assenag a disposição para a continuidade deste debate e Edilson Moura Pinto, aviador de longa carreira, hoje residindo na cidade, detentor do blog Plano Brasil, na defesa dos aeroclubes brasileiros. Uma das mais emocionadas foi a professora Solange Zampieri: “Uma vez, dando aula num distrito de Pederneiras, trouxe alunos para visitar o Zoo e na mesma semana, seus pais e conhecidos queriam conhecer o lugar. Tenho certeza, o mesmo aconteceria com o Aeroclube, se algo neste sentido fosse propiciado para estudantes, não só daqui, mas de toda região”. Dois jornalistas, Aurélio Alonso e Ricardo Santana também pediram a palavra, com comoventes palavras, descrevendo a importância histórica da preservação deste lugar e por fim, do papel de que um dirigente do Aeroclube teve, de se aliar com quem propõe a venda, porém, sendo possível essa reversão, por tudo o que foi apresentado e demonstrado pelos presentes.
Ou seja, intercalados com a participação da mesa, coordenados pelo professor Adalberto, os palestrantes também responderam muitas indagações. O tema não foi esgotado e ao final, o parabéns coletivo para a iniciativa da FAAC em propor este debate. Eu, na qualidade de historiador, tomei conhecimento de fatos que, desconhecia e desde já, quero ir atrás, conhecer mais e para fazê-lo, se faz necessário que o Aeroclube abra suas portas para a cidade. Existe a possibilidade de um Museu ou mesmo exposições de seu acervo. Creio que, ao final, todos os presentes saíram por demais satisfeitos, cheios de gás e propensos a defender com unha e dentes a permanência do Aeroclube, talvez sendo a ele anexada outra possibilidade, a de um parque ecológico. Ausências sentidas foram de representantes da Prefeitura Municipal, atual administração e do segmento ligado ao mercado imobiliário. Destes, sabe-se suas intenções, porém, faltou a conversa com estes. No mais, foi um sucesso.
OBS.: Nas fotos e vídeos, a tentativa deste escrevinhador de ser o mais amplo possível, dando voz a todos os da mesa. Mais não gravei, por um único e lamentável motivo: acabou a bateria de meu celular. Talvez a Unesp tenha feito registros ou mesmo do Diário do Brasil TV Preve, que esteve presente e produziu divinal matéria relatando o ocorrido.

AEROCLUBE BAURU E SUA DESTINAÇÃO, A UNESP PROPÕE UM AMPLO DEBATE - Matéria Diário do Brasil TV Preve de 19/03.2026
https://www.facebook.com/reel/1423584169567491
O evento ocorreu na Unesp Bauru na tarde de quarta, 18/03, com ampla discussão acadêmica e de interessados na defesa do patrimônio histórico da cidade.
HPA, participando como historiador - Bauru SP, quinta, 19 de março de 2026.

quarta-feira, 18 de março de 2026


É HOJE, DAS 14 ÀS 18, CAMPUS UNESP, NO MÍNIMO VENHA ENTENDER O QUE FOI APROVADO E O QUE PRETENDEM FAZER COM A ÁREA DO AEROCLUBE BAURU
Dias atrás, ao tomar conhecimento deste evento, postei texto duro contra o que a Prefeitura de Bauru, ganhadora judicial da área do Aeroclube, querendo fazer com ele, no meu entender, passar tudo nos cobres e beneficiar descaradamente os interesses da especulação imobiliária. A repercussão foi boa, tanto que, no dia seguinte de minha postagem, depois de intensa movimentação, flyer novo do evento é divulgado e ali inserido mais um nome, o de Guilherme Zwicker, diretor jurídico do Aeroclube. Claro que tudo ocorre, não pelo meu escrito, que ajudou um bocadinho, mas não é decisivo para nada. O tema é forte, o momento é este, ou seja, tudo pertinente.

O fato principal é essa movimentação universitária, patrocinada pela UNESP Bauru, pública e brigando pelos interesses e causas públicas, no entorno, em primeiro lugar, roporcionando a Bauru o entendimento de tudo o que está em jogo, como estão se movimentando as peças neste tabuleiro e quais as reais possibilidades de tudo ocorrer de fato, de um jeito ou de outro. Essa conversa que ocorrerá dia 18, quarta, pode não alterar nada, mas servirá para isso e principalmente para desmascarar intenções escusas e feitas meio que na surdina. Vamos jogar as claras? Vamos de fato colocar todas as cartas na mesa? 

A discussão/debate de hoje, 18/03 é ótima neste sentido. Este o verdadeiro papel de uma universidade, pública e soberana, isenta e rápida nesta resposta para a sociedade. Ou seja, IMPERDÍVEL conversa.
HPA, amanhecendo em Bauru nesta quarta, 18/03/2026 e já nos preparativos para presenciar e entender de fato todos os meandros deste intrincado imbróglio bauruense. Vamos?

um alento dentro da caminhada
QUE FELICIDADE, UMA BRASILEIRA, BAURUENSE, DE ESQUERDA, NOSSA AMIGA, ELEITA PARA A CÂMARA MUNICIPAL DE FRANKFURT, ALEMANHA
Hoje venho compartilhar uma alegria enorme:
Fui eleita para a Câmara Municipal de Frankfurt, chegando à posição 16 — subi três posições.
Quero agradecer, do fundo do coração, a todas as pessoas que me apoiaram, caminharam comigo, incentivaram outras pessoas a votar e se engajaram nessa campanha com tanta generosidade, confiança e carinho.
Agradeço, em primeiro lugar, aos meus pais, Belmiro e Waldete, que devo tudo que sou: seus ensinamentos, seu exemplo, sua força.
Agradeço aos meus filhos, a/aos meus colegas, ao Partido Verde, a todas as pessoas que estiveram ao meu redor, torcendo por mim e acreditando nesse projeto coletivo.
Em especial a mãe Alba, Lay, Mona, Bianca, Ana, Paula, Thiago, Wed, Leo, Lilian e Márcias e muitas muitas apoiadoras e apoiadores.
E agradeço sobretudo à minha ancestralidade e à espiritualidade, que me sustentam e me guiam nessa caminhada.
Essa vitória não é só minha. Ela é nossa. É fruto de uma caminhada feita com coragem, compromisso e amor pela cidade e pelas pessoas.
Seguimos juntas, juntos e juntxs!!
ADRIANA MAXIMINO DOS SANTOS

uma reflexão feita no final de mais um dia de labuta
TÁ TUDO MUITO DESPIROCADO DE UNS TEMPOS PARA CÁ
Não está dando para entender mais as relações pessoas de uns tempos para cá. A gente abre as redes sociais e vê um monte de gente afeiçoada e apoiando atitudes totalmente descabidas, despropositadas e de gente que atua na contramão do que foi considerado correto até então. Parece que, para um percentual enorme da população o correto é agir roubando o erário, pilhando mesmo as contas públicas, promover o inchaço e abarrotamento do serviço público com gente interessada em estar lá somente para ganhar, nem pensando em trabalhar ou fazer algo pelo bem do cargo ou mesmo preservando as contas públicas. Tá uma doideira a coisa. Mais e mais pessoas estão adentrando os serviços públicos movidos por interesses pessoais, convidados a lá estar só para fazer número e defender quem ali o colocou, não se importando nem um pouco se isso irá ou não inflar, estufar e colocar em risco contas públicas. Vale mesmo é resolver o meu problema, não mais o coletivo. Tá tudo de pernas para o ar. Quando a gente sabe que, as finanças estão pela hora da morte, as contas fechando não se sabe mais como e mesmo assim, muitas novas contratações são feitas, a certeza de algo muito errado em curso.

Por outro lado, ver o cara que danou com o país em quatro anos, deixando o país numa situação de penúria, perdendo quase que totalmente sua soberania e gente o seguindo, sem levar nada disso em consideração é também a certeza, vivemos tempos de anormalidade. O empresariado foi entregue às moscas, pois deixou de existir num governo interessado em lhe ajudar nos seus negócios internacionais. O grande negócio foi somente feito para beneficiar apadrinhados e negócios escusos. Uma bandalheira e falta de interesse pelo outro, como nunca se viu. Nunca o trabalhador perdeu tantos direitos políticos como naquele período de quatro anos. Na pandemia, o absurdo de não incentivar vacinas, deixando muitos morrerem à mingua, sem nenhuma assistência séria. Foi uma sucessão de fatos, caos total e contas públicas deixadas de lado, entregando tudo nas mãos de deputados que, a partir de então começaram a receber dinheirama advinda de emendas impositivas, sem nenhum controle. A bancarrota este estabelecida, o país sendo governado pelos seus priores quadros, gente totalmente desqualificada, numa rapinagem nunca vista.

O que acontece com a mente das pessoas, para depois de tanta iniquidade, continuam prestando apoio a gente deste tipo para nos governar. Existe mais que uma trama em curso, algo urdido, muito bem tramado para manter o povo neste estado de letargia, enganado, ludibriado e conformado, não enxergando as barbaridades cometidas. E daí, quando diante de um governo promovendo uma transformação, normalizando a situação, devolvendo ao país a tranquilidade para continuar crescendo, com índices claros, onde isso é mais que demonstrado, nem isso comove, nem quando na comparação da barbaridade de antes, com o momento atual. Algo ocorreu – e continua ocorrendo - com a cabeça das pessoas. O fato é que, isso bem claro, existe hoje uma turba apoiando o retrocesso, batendo palmas quando vê os que apoiam o fim dos seus direitos e com certeza, levarão o país para uma bancarrota, praticamente sem volta. Como pode? Pode, tanto que acontece.

O combate, a resistência e o que existe nos ainda conscientes é para, unidos, lutar bravamente contra a desinformação e fazer algo para não deixar o país cair nas mãos de quem vai leva-lo para o caos, na sua plenitude. Se sabemos que, a maioria da população hoje é informada através de seu celular, recebe uma informação truncada, mentirosa, o problema maior está aí localizado. Não dá para observar calado essa rede de mentiras continuar ativa, sem nada ser feito para desestabilizá-la ou mesmo por fim neste sistema. Não vai ser fácil voltar a algo palatável neste país, pois a dominação alcançou índices alarmantes, mas se continuarmos vendo tudo de forma passiva, sem nada fazer, a perversidade voltará ao poder e, sabemos, de forma mais cruel e insana, vide o que acontece no segundo mandato de Donald Trump. Não dá para ficar desolado, mas a cada dia que passa, vejo que, parte considerável da população continua entorpecida pela mentira. Isso tira o sono de qualquer um. Eu faço meu trabalho de formiguinha a todo instante, por onde passo, mas é pouco, pois o trabalho maior tem que ser feito, pelas redes sociais. Se a transformação principal se deu por lá, também deverá ser por lá o esclarecimento de tudo. Como eu não sei, mas sem uma atuação mais incisiva por este meio, vejo como essa partida, com grandes condições ser perdida e daí, não será apenas mais uma derrota, será um campeonato inteiro e sermos todos levados ao caos. O Bauru, São Paulo e o Brasil não aguenta mais ser comandado por gente totalmente desqualificada e, pior que tudo, perigosa. Isso precisa ter fim.

terça-feira, 17 de março de 2026


UBAIANO, 86 ANOS E HÁ MAIS DE 40 ANOS FAZENDO A FESTA COM ESTUDANTES NO PORTÃO DA FEB, DEPOIS UNESP BAURU

Eu agora caminho todas as manhãs e segundo uma querida vizinha, professora de Educação Física na Unesp Bauru, "o melhor é a cada dia descobrir um caminho diferente, assim além de estimular a caminhada, você vai revendo e conhecendo detalhes novos de sua cidade". Segui à risca o que me prescreveu e hoje, 8h da manhã levo Ana Bia para dar aula no campus Unesp Bauru. estaciono o carro do lado de fora e vou caminhar por ali.
Procurando um lugar para deixar o carro, me vejo diante do bar do Ubaiano, figura mais conhecida de todo o campus, pois está ali fincado já por um ideterminado tempo. Começou lá na vila Falcão, com sua barraca defronte a FEB - Fundação Educacional de Bauru - e de lá, quando ocorre a transformação para Unesp, vem de mala e cuia, se instalando numa ilha bem defronte o campus. O pequeno lote já é dele, mais do que usucapião, pois já legalizou tudo. Adentro seu espaço e o vejo no portão da casinha ao lado do bar. Ele havia acabado de acordar e estava querendo assuntar o que fazer do lado de fora. Chego e peço permissão para ali deixar o carro e ir caminhar. Ele me deixa a vontade e iniciamos mais uma conversação. Reencontrar Ubaiano é sempre motivo para novas conversas, todas reveladoras.
Desta feita ele me conta do perrengue que passou, ficando perto de cinco meses internado quase ali ao lado, no Hospital Estadual. "Já me davam como empacotado, mas sai vivo e depois, ainda meio estropiado, não conseguindo pagar uma fisoterapia, consegui ali na Sorri. Foram meses apertando aquela bolinha e hoje, cá estou, recuperado", me conta. O danado é aroeira pura, enverga mas não quebra. E lá se vão 86 anos, completados meses atrás. Ele mora ali ao lado por opção, pois tem casa num bairro da cidade, mas não se vê longe se sua cria, o bar coqueluche dos estudantes. Agora mesmo, diante de alguém quebrando o seu busto, que estava fixado bem defronte o bar, já conseguiu a promessa dos atuais, que farão um novo e mais bonito que o anterior.
Ubaiano, que era Baiano, mas depois que veio da Falcão, antes faculdade e depois, universidade, juntaram tudo e ficou Ubaiano. Querido por todos, conta que um ex-aluno, daquela época da vila Falcão liga lá de São Paulo e o convoca: "Vou aí te buscar, quero que venha ser homenageado aqui. Fique preparado, que te aviso a data". E ele está sempre preparado para o que der e vier. São tantas histórias e tanta gente, a mente roda, mas tenta não se esquecer de ninguém. Passou por ali, disse que foi aluno, ele bota a cachola pra funcionar e pipoca lembranças, transformadas em histórias, sempre permeadas com muitas risdadas. "Ninguém nunca ficou me devendo. Se tem algum que ficou devendo, tiveram outros que soubream e pagaram para estes", conta.
O homem é uma instituição na Unesp Bauru. Ele hoje está cansado, mas não arreda pé, pois a estudantada gosta mesmo é de vê-lo e assim sendo vai ficando. Ubaiano tem três filhos e hoje quem toca é o Carlinhos. O atendimento continua o mesmo, precário e boníssimo, como seu público gosta. "A gente não muda, pois se mudar, eles podem não gostar. O negócio é assim como você vê, simples e eficiente. E o meu lugar é aqui, vivo aqui, respiro aqui, isso aqui é minha vida". Sua rotina é essa, acorda cedo, abra a porta, deixa o sol adentrar, senta num banco de frente pra rua e fica cumprimentando todos, pois cada um que passa buzina e ele levanta o braço. Logo cedo tem quem venha limpar seu canto, deixar tudo nos conformes, para ele desarrumar tudo novamente até o final do dia. A alegria dele é rever as pessoas, prosear e ir tocando a vida adiante. "Eu nunca tive problemas com a universidade, nem com vizinhos. Quando chega 23h, paro tudo e apago as luzes. E nesse horário eu sei, os meninos e meninas precisam ir pra casa descansar, pois no dia seguintem tem aula novamente", conclui. Quando volto da caminhada ele queria conversar mais, contar algo mais que havia lembrado. Prometo que volto toda terça, quando Ana tem aula cedo e daí, quero caminhar nas imediações e deixando o carro ali debaixo das árvores, prosa é o que não vai faltar.

QUEM NUNCA LEU UM LIVRO CAMINHANDO LEVANTE A MÃO
Eu ando tentando aproveitar todos os momentos livres para aleitura, enfim, como sei, tenho mais livros que tempo de vida. Tento tirar o atraso. Agora, o médico que disse: "Vai caminhar e irás melhorar". Fui e estou gostando. Uma professora de Educação Física completou: "Diversifique os lugares, cada dia num lugar diferente". Hoje fui lá pels lados da Unesp Bauru. O inusitado pe que, comprei o "ELA E OUTRAS MULHERES", 27 custos contos do Rubem Fonseca (edit. Cia da Letras SP, 2006, 174 páginas) na livraria Hesse Sebo & Livraria, junto do filho e no domingo estava a ler andando lá pelos lados da igreja Sagrado Coração. Dei uns tropeções, mas a leitura estava taão saborosa, não tinha como parar. Parei quando cheguei em casa.
Hoje continuei e me deliciei. É o meu quarto livro lido no mês. Escolhi um de letras maiores e em cada conta o nome de uma mulher, algo dela, histórias arrebatadoras. Resumo duas sá para dar água na boca. O garotão era gago e não só tirava notas ruins, não queria saber de ler nada. Os pais procuraram ajuda, acharam um professora particular, ALICE, não tinham como pagá-la, mas ela se prontificou a dar aula grátis. O danado num curto espaço estava tirando boas notas e pegando gosto pela literatura. Um dia o pai recebe a visita de um policial. Queria entrevista o filho, pois a tal da professora já tivera antecedentes de envolvimento com alunos. Por duas horas, o policial interrogou o moleque e esse não arredou pé. O policial foi embora, se desculpando pelo mal entendido. Nasequência, o filho se volta ao pai e diz, fiz exatamente como o senhor me pediu. E pede ao pai se pode ir na aula programada para aquela noite. O pai, evidentemente concorda. Alice salvou o garoto.
Eu ria na rua lendo algo dessa laia. Quem passava por mim, primeiro me via andando e lendo, depois rinco. Rubem Fonseca é muito bom. O outro conto que quero descrever é o TERESA, segunda esposa, cuidando como ninguém de seu adoentado marido, algunsanos mais velho. Os filhos deste o azucrinavam, pois queriam a herança. Ela era um esmero no trato com o marido, mas ele falece e os filhos se apossam de tudo. O vizinho percebe e tenta ver o que foi feito de Teresa, que some. Descobre ela estar trancada, amarrada numa cama. Entra no apartamento, de forma fria e rápida, dá dois tiros na cabeça de ambos e monta um cenário, como se a casa tivesse sido assaltada e os filhos mortos, tudo por grana e jóias. Pede segredo para Teresa. Ninguém descobre nada e dona Teresa diz que o vizinho foi um verdadeiro santo. Na verdade, ele ra matador profissional, matava por dinheiro, ou seja, nem sempre.
Uma melhor que a outra. Ainda andando, parava pelo caminho e consegui grifar algumas poucas frases:
- "...as mulheres entendem de sapatos, e são capazes de descobrir, pelo sapato de uma mulher, o nível econômico-social a que ela pertence".
- "...um dia me disse que leu num livro que o homem só precisa de duas coisas, de foder e de trabalhar, mas eu só precisava é de foder, trabalhar é uma merda".
- "Não é simplista. É apenas simples, e as definições simples são sempre as mais corretas".
- "Na cama não se fala de filosofia".
- "Fiquei olhando ele comer os seus ovos com bacon, todo marido canalha come ovos com bacon".
- "Fiquei duas horas esperando o ônibus que me levaria de volta para a minha terra. Ninguém deve sair de sua terra".
- "O Santana tinha mulher, mas vivia brigando com ela. Eu gostaria de ter uma mulher, mas não tinha e não brigava com ninguém e era feliz".
- "A primeira coisa que as mulheres fazem quando o marido morre é vende os livros dele para o sebo".
- "Quem tem que carregar camisinha é o homem".
- "A gente aprende lendo, e quem não aprende com o que leu se fode, como eu".
- "Há casos em que o cônjuge doente acaba matando o que cuida dele".
Eu não quero mais saber de livros difíceis, teses acadêmicas e tratados filosóficos. Li muito destes. Hoje amenizei e diversifiquei, desbundei e só leio o que me apetece, o que cai no meu gosto e preferência. tenho uma pilha de livros aqui do lado do meu computador, tudo aguardando leitura. Tenho uns quatro começados, mas sempre tem alguns, como este aqui, passando na frente. E quando gosto, leio até andando. Já tentei dirigindo, mas é muito perigoso, quase bati o carro. Tem leitura tão saborosa que o meslhor mesmo é parar o carro e ler, só depois de ter terminado, voltar a pegar no volante. Andando não sei, Ana Bia me diz que isso vai me deixar corcunda ou com dores no pescoço. Vou pensar no assunto.

segunda-feira, 16 de março de 2026


estava acabrunhado demais da conta
SEM TIRAR NEM POR, OS EUA HOJE: "SE VOCÊ NÃO FIZER O QUE EU QUERO EU TE MATO"

Pelo que se vê, os EUA e Israel não estão se dando assim tão bem na guerra de destruição do Irã. Achavam que matando o aitolá, tudo desmoronaria facilmente. A reação ocorreu e hoje, quase duas semanas de asfixia, o Irã se defendeu e contra atacou, com bombas não só para Israel, como para bases em outros países. E a partir daí a guerra ganhou outras proporções. Dubai é, talvez, o melhor exemplo. A insegurança provocada pelas bombas que lá já cairam, deixaram o pequeno país, outrora local de livre comércio, tudo com a devida segurança, hoje a realidade é bem outra. Nem vôo regular existe mais para a maioria destes países, ou seja, o caos está instalado e prejuízos incalculáveis para todos. Existe uma velada revolta desses países por Israel e os EUA os terem envolvido na guerra.
O fato é que a guerra não tem mais volta. Foi deflagrada e continua, com tudo sem solução previsível. E de tudo o que a TV brasileira nos mostra, estes favorecem o lado dos EUA/Israel e agem como se o vilão fosse o Irã. Fazem de tudo para esconder a situação em Telaviv, onde dizem até o próprio Netanyahu estaria morto. Leio pelas vias alternativas que, os EUA está correndo atrás do fim da guerra, onde possa afirmar ter sido vitorioso. Porém, algo é bem claro, não ganharam como gostariam e terão que conviver com este embaraço, diria mesmo, derrota. E se perderam lá, farão de tudo e mais um pouco para não perder em nada aqui no continente, de norte a sul. Ou seja, estamos fudidos, pois os EUA virão com tudo para cima da dominação por completo de todos os países da América. Daí o título, "Se você não fizer o que eu quero, eu te mato".
Existem países que já cederam e fazem tudo o que os EUA lhes impõe. Cederam facilmente e se deixam levar, caso do Paraguai, Argentina, Panamá, agora o Chile, Equador e outros. Tem quem resista, como o Brasil, Colômbia, Cuba, México e talvez a Venezuela. Os EUA já mostraram a que vieram no Paraguai, submetendo-os à entrada naquele país, com bases e militares, estes podendo fazer o que quiserem. A lei agora são eles. Como negociar com estes todo poderosos? Existe alternativas? Quem cede logo de cara, se mostra fraco, sendo praticamente submetido as leis dos EUA. Resistir contra quem o poderio é algo daquilo que conhecemos como "ser comido aos poucos". Vão minando pouco a pouco todas as resistências desses países. A própria visita do emissário dos EUA para visitar Bolsonaro na cadeia é algo para instigar mais golpes. Daqui por diante, farão isso a todo instante e descaradamente.
Para mim, olhando tudo aqui da minha Bauru, longe dos acontecimentos, torcendo pela resistência brasileira, só vejo duas possibilidades de conter os EUA neste momento. Primeiro é destituindo Donald Trump, mas como isso é mais difícil e pelo visto, teríamos que contar com insurgência advinda de dentro daquele país, contamos com o improvável. A outra forma é instigar o medo nos norte-americanos. O Irã parece estar provocando esse medo e daí, o recuo nos ataques. Sentindo medo, eles podem recuar, do contrário, continuarão e tudo deve piorar, infelizmente. Para mim, mequetrefico observador, se a Rússia ou a China não defenderem o Brasil, estaremos "sifu", ou seja, num mato e sem cachorro. Tudo é questão de tempo. Alguém aí enxerga outras possibilidades?

olha como consegui melhorar meu astral
LIA, COSTUREIRA COMO POUCAS E ÓTIMO LUGAR PRA CONVERSAR ATÉ NÃO MAIS PODER
LIA é daquelas pessoas - poucas, viu! -, que em dias de tensão, quando a cachola anda fervendo, botando água pra fora da chaleira, a gente vai lá só pra prosear e se recarregar um bocadinho. Ela é nordestina, pernambucana de quatro costados, assim como todos lá pela sua casa. É de uma cidade nas proximidades do Grande Recife e para cá chegou algumas décadas atrás. Veio com a prole toda e aqui fincou raízes. Não quer mais saber de voltar. Conseguiu, depois de muito custo, levantar um cantinho mais do que aconhegante, desses que, quem adentra, pega gosto e vez ou outra, sempre acaba voltando.
Seu ofício é costureira. Já teve junto de um filho - esse sim, voltou lá pro Nordeste, pois encontrou um rabo de saia que o enfeitiçou e não quer mais saber de Bauru -, uma loja de uniformes, ela sempre por detrás da máquina de costura. As filhas ajudam também, mas a primeira máquina, a localizada na entrada da oficina de costura é ela quem comanda. Ela dá as boas vindas pra quem chega e em dias como hoje, quando abre aquele sorriso, pronto, está estabelecido uma prosa sem fim. Indo com a cara do sujeito (a), melhor ainda, pois a prosa vai muito além da negociação, a que trouxe a pessoa até seu cantinho.
Eu fui até lá dia desses levar calças para fazer barras e quando lá cheguei, constatei algo: não consigo entender como demorei tanto para voltar. A gente senta, fala de tudo um pouco e só depois de muito tempo, alguém lembra do motivo de ter ido. Uma delícia gente assim como Lia e seu marido, que depois de fazer de tudo um pouco na vida, montou uma máquina de moer cana e assim, vende garapa pra quem aparece defronte sua casa. Levam uma vida modesta, mas alegre, a família toda junta, casas coladinhas umas as outras, numa união que chega a causar inveja. A felicidade ali encontrou morada e se faz presente na sua forma mais autêntica.
Lia tem gatos e cachorros, todos vivendo numa pacífica convivência, todos amigos e espalhados pela casa, entrelaçados nos pés da dona do pedaço. Quem aparece de vez em quando são aves, que devido a um coqueiro plantado por um dos filhos nos fundos da casa, os tais bichos, papagaios e maritacas, gostam de flanar por ali. Chegam de mansinho, cagam pelo quintal todo, fazem a festa, uma gritaria nos finais de tarde, dessas que a gente percebe, estão tentando fazer um contato imediato de primeiro, segundo e todo tipo de grau com humanos gente boa. Os bichos sabem que, ali naquele canto serão sempre bem tratados, daí vão e voltam, circulam livremente e sempre que baixam as asas, terão amparo, comida e abrigo. E daí, até os gatos e cachorros já se tornaram amigos.
Escrevo isso tudo para ver que, não se faz necessário muita coisa pra gente ser feliz de fato, e de direito. Basta viver de forma alegre, sem importunar ninguém, deixando a porta aberta, sem ser bobo, não deixando também que, aproveitadores se aproximem, pois existe um sexto-sentido lá na comunidade deles e sabem assim pela conversa, pela forma de apresentação, se quem chega é de paz ou de embromação. Eu vou e volto algumas vezes, menos do que deveria. Sinto que, como hoje, passei para buscar as calças com as barras feitas, cheguei esqueci da hora e acaberi perdendo hora pros demais compromissos. Lá com a Lia e os seus é assim, a gente sabe a hora que chega, mas não sabe a hora que vai, pois se a conversa engrena, daí, lasqueira, pode esquecer. Assim se deu comigo. Assim se dá com a maioria dos seus fregueses. Estava hoje um tanto encabulado com essa guerra doída, malucos querendo mandar no mundo, roubar tudo o que temos de melhor e quando me dei conta, estava rindo. Havia me esquecido de tudo o mais. Isso é predicado mais que especial da casa da Lia. Felicidade imensa eu um dia ter conhecido essa família toda. Gente boa estão ali, todos reunidos, agora já quase bauruenses, sem nunca perderem a identidade nordestina.