terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (225)


TITIA SUÉLLEN NÃO GOSTOU DE VER LULA HOMENAGEADO NO CARNAVAL - COMO FOI A ACADÊMICOS DE NITERÓI REVERENCIANDO A HISTÓRIA DE LULA NA SAPUCAÍ
Ela, a alcaide bauruense, dita por mim como IncomPrefeita, chegou ao ridículo de postar algo neste sentido em suas redes sociais. Na verdade o que faz com essa postagem é reforçar o lado onde se encontra, o do insensível bolsonarismo. Imagino como seria sua ação se eleita para a Câmara dos Deputados. Evidentemente, viraria as costas para Bauru e se juntaria ao que de pior existe lá dentro, até porque estará se despedindo de Bauru com as próximas eleições. Ele e sua mãe não sendo eleitas e não conseguindo fazer seu sucessor, por que continuariam por aqui? Ou seja, uma política mais do que descartável, sem proposta séria para o país e só pensando em conrinuar a atuar, como sempre fez, ao lado do que existe de mais nojento e conservador neste país.

"A arte deveria iluminar. Mas quando escolhe ferir a fé de alguém, apaga a própria luz. O que aconteceu no desfile da Acadêmicos de Niterói não foi só irreverência. Foi desconsideração com aquilo que milhões tratam como sagrado. Respeito não pode ser seletivo, não pode depender de plateia, nem de aplauso. Se a liberdade serve para alguns e o deboche recai sobre outros, não estamos falando de cultura. Estamos falando de intolerância", foi o que ela postou. Para tudo nesta vida existem dois pesos e duas medidas, ou melhor, enxergar e atuar, principalmente na vida pública, não privilegiando somente um segmento, mas atendendo a todos. O que a Acadêmicos de Niterói fez na avenida não foi criticar a religião, mas quem a pratica para atendier fins específicos, nada religiosos e se a alcaide se doeu é por estar atuando junto a estes. O segmento evangélico neopentecostal produz hoje no Brasil algo além do deplorável e os exemplos todos comprovam isso. Criticar o que fazer é encergar que a religião não pode continuar sendo utilizada desta forma.

Outros que criticaram o Carnaval da Acadêmicos de Niterói: "O senador Sergio Moro (União-PR) está completamente irado. O ex-juiz da Lava Jato, que perseguiu Lula até colocá-lo na cadeia por 580 dias, para depois ter sua farsesca operação desmascarada e ser considerado formalmente suspeito e incompetente pelo STF e pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, o que levou à anulação de todas as ações presididas por ele contra o então ex-presidente, parece não ter assimilado muito bem o desfile da Acadêmicos de Niterói. Assim que a agremiação atravessou a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e o nome de Lula foi parar no topo das menções de várias redes sociais no mundo todo, assim com citações a Jair Bolsonaro (PL), fortemente ridicularizado no desfile, o antigo chefe da 13a Vara Federal de Curitiba resolveu se manifestar. Destilando um ódio incontrolável com o sucesso da apresentação e com um presidente livre, leve e solto sambando no maior espetáculo da Terra, Moro despejou suas críticas. "Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo Governo. A Coreia do Norte não faria melhor". Li isso e aqui posto entre aspas, pois é dentro do mesmo contexto da infundada crítica da alcaide bauruense. Ou seja, precisam levar a bordoada de troca.

Nas redes, os internautas não perdoaram a reação de dor de cotovelo de Moro, assim como não pode passar batida a de Suéllen. Muitos especularam que ele estava chateado por não ter sido lembrado no desfile. Aqui em Bauru, o bloco Bauru Sem Tomate é MiXto elegeu não só ela, como toda a Família Rosin como Prêmio Desatenção, pelo conjunto da obra, ou seja, a perversidade contra Bauru é latente. "Faltou o juíz picareta. Faltou o juiz que agiu em conluio com o procurador, combinando estratégias, orientando acusação e violando o devido processo legal, tudo revelado depois pelas próprias mensagens divulgadas", leio. Aqui em Bauru, louco os que continuam a denunciando, dia após dia, ato após ato, pois isto se faz necessário.

Guardada a devida proporção, reverenciar Lula, o maior presidente que o Brasil já teve em toda sua História deveria ser considerado algo mais que normal, pois como tema das escolas de samba o tema é livre e direito de qualquer agremiação. Muito oportuna a escolha. O que não é aceito é uma crítica vindo de quem produz ações de caráter duvidoso para beneficiar uma população.
Samba Enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói- Carnaval 2026
"Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil"
"Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva. Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo.Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo. Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular. Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula, Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns, lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos e a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos, assombrados e vazios, com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonho, peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante pro destino retirante, te levei, Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias, me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical à liderança mundial
Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir, que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer, Aceite se perder, Se o ideal valer, Nunca desista
Não é digno fugir, Nem tão pouco permitir. Leiloarem isso aqui, A prazo, à vista
É, tem filho de pobre virando doutor, Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia, É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções, Assim que se firma a soberania, Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome?Quanto importa a vida, Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo, Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo, Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá, Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá, Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula. Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula. Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula".

A história protagonizada por dona Lindu, mãe de Lula é a história do Nordeste e precisava ser retratada, entendida, mostrada, até para que o Brasil compreenda o que foi essa saga e, principalmente, o que foi possibilitado através de sua luta. Viva dona Lindu, mãe de todos nós!!! O Brasil só conseguiu atingir o patamar hoje de respeito e soberania mundial, conquistas inenarráveis em todos os segmentos, por causa desde senhor, Luis Inácio Lula da Silva e isso precisa ser contado, mostrado, divulgado, reverenciado e aclamado. O Carnaval é um bom momento para tanto. No cordão dos descontentes, dos que enxergam quase nada estarão sempre gente como a alacaide bauruense.

OBS.:
Nas ilustrações algo de muito bom gosto feito pela Acadêmicos de Niterói, prensando os conservadores fundamentalistas deste país numa lata de conserva. Na última foto, dona Lindu, mãe de Lula, a grande homenageada na avenida.
Essa é dona LINDU, mãe de Lula, quem possibilitou essa história acontecer.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

COMENDO PELAS BEIRADAS (180)


EU TENHO MUITO A DIZER SOBRE A SEGUNDA NOITE NO SAMBÓDROMO, sic, AVENIDA DO SAMBA
O texto será longo, mas só o farei após acordar deste sonho carnavalesco. Neste momento só quero dormir. Dói tudo, mas a cabeça está leve. Foi uma noite e tanto.

Falo de mim e do que presenciei no Carnaval deste ano, desfilando. Primeiro com o Tomate, esse oásis de resistência, que verga mas não quebra. Dele se espera algo mais já logo depois do Carnaval. Depois, consegui adentrar a avenida Jorge Zaiden em três desfiles. Primeiro no Sábado com a Escola de Samba de Tibiriçá, que tanto amo e participo, a Estrela do Samba. Não teria como me ausentar de participar. O fiz na Harmonia, ladeando um belo desfile que vi brotar das cinzas e sem recursos públicos, se fez presente, se mostrou muito vivo e com um samba emolgante, puxado por gente querida, do terrão de Tibiriçá. Aquilo tudo é de um amor inexplicável, que faz com que, os Baté e todos os que estão envolvidos na festa se transformem e saiam como leões da avenida. Vivenciei isso e posso contar em detalhes históirias que até deus duvida.

Descansei o domingo e na segunda, voltei para Jorge Zainden e aquela inexplicável curva no início, quando os carros tem que se entortar pra adentrar o percurso. Vergonha das vergonhas. Volta Sambódromo! Sai na Ala Coração da Bailarina, a última no desfile homenageando a grande bailarina bauruense Dalva Correa. Muito orgulho em estar junto de tanta gente querida. O que o Tobias Terceiro está proporcionando de novo ao Carnaval bauruense é algo pra ser reverenciado com muita pompa e louvor. Ele representa muito no ressurgimento do Carnaval na cidade, pois com seu incessante trabalho mostra a todas as demais que tudo é possível, bastando ir à luta. O tema escolhido por Tobias é Bauru sendo levado pra avenida e acredito, esteja na hora dele, de forma bem consciente abordar algo de uma pegada social já no próximo ano. Ele sabe o que faz e faz bem feito, tendo por detrás uma equipe boa, não deixando a peteca caior. Trabalho de aquipe. Vi estes atuando na avenida ao lado dos passistas. Depois do que vi, o sucesso será inevitável, inapelável e inquestionável.

Por fim, a última escola a sair na avenida, segunda perto da meia noite, lá estou na Escola de SAmba do geisel, a querida Coroa Imperial. O trabalho que o carnavalesco Gilson faz precisa ser enaltecido e neste ano, eu mesmo sem poder avaliar as demais, pois estava lá nos camarins, me aprontando para sair, não existe como negar, lindas fantasias e um samba reverenciando a Mangueira, com letra fácil de memorizar e cantar. Foi empolgação do começo ao fim. Arrebatadora apresentação, empolgando a platéia. A escola, depois dos anos todos nas mãos do ser Avelino, não fraquejou, buscou forças, se renovou e mantendo o Gilson lá, uma espécie de faz tudo, trabalho de formiguinha o ano todo, desta feita, creio eu, mostrou seu melhor desempenho desde que está à frente como carnavalesco. Páreo muito duro para quem está julgando. A Coroa não é mais o eterno terceiro ou quarto lugar. Isso é ótimo para o Carnaval bauruense.

Amei tudo onde estive metido e envolvido neste Carnaval deste ano, mas tenho que confessar, depois de passar 23 dias longe de Bauru, a surpresa maior veio do Gilson, da Coroa, que me conhecendo, acabou por me colocar como destaque numa das las, ou seja, sai com meu precário samba, abrindo a ala, num espaço só meu para ir para lá para cá, reverenciando o público e quem vinha atrás. Foi mais que um orgulho me ver neste destacado lugar. Dei o melhor de mim e espero ter representado à altura a beleza da escola na avenida. Para mim, que saio há muitos anos em variadas escolas, gosto da festa como nenhum outro, me esbaldo por estes dias, sei fazê-lo de forma consciente, me via ali na avenida, podendo olhar mais de frente para que me assistia. Não existe emoção comparável. Aquele momento é indescritível. Cantei, dancei, suei pra dedéu, nem senti o cansaço, pois incorporei algo mais, que nem sabia ser possível e assim, chegamos ao final do percurso e depois de tudo, ouvindo outras vozes, me certifiquei, todos na Coroa este ano fizeram História. Foi um memorável desfile e eu, este mafuento HPA, estive presente, como testemunha ocular.

Meu rescaldo é positivo. Creio que quem organiza a festa, no caso uma administração, cuja chefe maior, a alcaide, não gosta de Carnaval e se bobear faz até pouco caso, precisa melhorar em alguns quesitos. Primeiro precisamos todos lutar pela reforma imediata do Sambódromo, depois existir uma Comissão Permanente, que discuta detalhes da festa. Ser muito burocrático e rigoroso não condiz com a festa. Compreensão para todos os que se empenham, dando mais doi que sange, suor e lágrimas para estar na avenida. O Carnaval é a maior festa popular brasileira e em Bauru está reconquistando algo perdido ao longo do tempo. Já fomos muito bons nisso e estamos recuperando, reconquistando, degrau por degrau, algo antes conquistado e depois perdido. Uma maravilha poder participar dessa retomada e com meus escritos ir dando meu quinhão de participação. A equipe da Prefeitura lá deslocada se empenhou, mas precisaria de uma melhor retaguarda da Administração, pois tem muita coisa ainda a ser feita. Encerro afirmando estar confiante que o Carnaval bauruense está num crescente. Ele vai ganhar mais e mais corpo. Sinto isso, o que brota na avenida está a demonstrar isso. Viva o Carnaval Bauruense!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

ALGO MAIS DO CARNAVAL DE BAURU E MEU RETORNO PRA FEIRA DO ROLO

1.) MEU REENCONTRO COM A FEIRA DO ROLO, ALGUMAS CONVERSAÇÕES
Depois de mais de vinte dias fora de Bauru, andanças pela aí, eis que estou de volta, cansado e numa manhã de domingo, voltando para o lugar onde bato cartão todo domingo: a banca de livros do Carioca, na Feira do Rolo. O filhão HA em Bauru e eu enrolado com as coisas do Carnaval, hoje acordo e digo quero passar a manhã toda ao seu lado. Marcamos, ou melhor, ele marca e o lugar escolhido por ele é este, onde sabe estaria com toda certeza, lá junto do furdunço do Carioca.
Eu chego atrasado e me demoro até chegar ao local, pois vou esbarrando em tanta gente conhecida, que se bobeasse ficaria horas entretido com essas prosas de rua. Consigo chegar e ele já estava por lá com três belos livros separados. Nos abraçamos e entabulamos uma lonha conversação sobre este assunto que tanto nos arrebata: livros.
Quem por lá assunta de nossa conversa e nela se insere é outro aforador de rua, velho conhecido bauruense, o RENATO BRAGAIA, fotógrafo de velha cepa, que por anos manteve na cidade a Loja dos Fotógrafos. Muitos filmes revele com ele, num passado, hoje já distante e vê-lo todo pimpão, alegre e sorridente, do alto de mais de 75 anos é bom demais. Nos vê comprando livros e diz que sua adoração são por DVDs de filmes. Compra sempre alguns do Carioca. Este conhecendo seus clientes, sabe o gosto de cada um, separa alguns que já sabe serão deles, como faz comigo com alguns livros. Hoje me presenteou após comprar três e pagar os três do filho, com uma contando a história do "Um homem chamado Maria", do boêmio carioca Antonio Maria, um dos barbarizou a noite carioca nos anos 50/60.
Eu queria ficar com o filho, mas ficamos ali ouvindo algo mais do que o Bragaia tinha para nos contar. Ele, como eu, mantemos muitos CDs/LPs, ou seja colecionamos, juntamos coisa velha, essas que quando os botamos pra rodar, movimentam bocadinho nossas vidas. Bragaia e eu pegamos gosto por bater perna em lugares, com a banca do CArioca, escolhidos a dedo, pois ali, com certeza, encontaremos gente para trocar boa prosa. E como sabemos, ninguém como nós, vivem sem uma boa dose de prosa diária.
As histórias do Bragaia merecem uma conversação mais prolongada, que farei qualquer dia destes. Hoje, a manhã era para prosear com o filhão. Comemos pastel, tomamos suco de laranja, entabulamos mais prosa com o Barba, o do bar ali na esquina e este nos conta que, hoje não tem cerveja pra vender, pois comprou o estoque para este domingo, mas precisando pensar mais do que nosdias rotineiros, bebeu o estoque todo. Histórias assim permeiam a vida dos quadrilateros da feira.
Sumo com o filho para continuar uma prosa só nossa, entre pai e filho, confidências lietrárias. Ele anda lendo muito mais que este velho lobo das estepes e quando desata a contar minúcias de suas leituras, chego ao orgasmo total. Como é maravilhoso ter um filho que gosta de ler. Trago um outro de presente para ele e uma revista com as novidades do HQ mundial. Sentamos numa canto do mundo e ali trocamos figurinhas, como mais gosto de fazer. Um assunto puxa o outro, tanto que, num dado momento ele é chamado para ir almoçar com sua mãe e eu com a esposa.
Hoje deixei muitas conversas parar trás lá no ambiente sadio e profícuo da feira, pois estava acompanhado e não podia parar nas rodas todas. Senti que alguns assuntos vibravam, loucos para extrapolar, porém, não podiam contar com minha participação. Quando junto do filho, esqueço do resto do mundo. Ele me envolve com sua prosa mansa e hoje saio dela, com mais um papel nos bolsos, cheio de indicações de leitura, de temas para pesquisa, algo a me tomar o tempo até o próximo reencontro. Tem coisa melhor na vida que isso, estar de bem com o filho e com ele desfrutar de algo em comum, maravilhamento da vida de ambos?
OBS.: Na foto, eu, Bragaia, o ex-cunhado Agricio Macario e o filhão. Faltou o Carioca, ou melhor, deve ter sido ele quem tirou a foto.

 AS HISTÓRIAS DO TOMATE NO CALÇADÃO

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026


O TOMATE SAI AMANHÃ, DEPOIS SÓ ANO QUE VEM
Fechado acordo com São Pedro, não vai chover.
Tudo QUASE pronto, pois pronto mesmo nunca estaremos.
É sábado, 11h concentração na praça Rui Barbosa e 12h, descida do Calçadão com "DESDE 2013 CHINELANDO QUEM PISA NO TOMATE".
Tobias Terceiro com seus músicos, marchinha da Cátia Machado, homenagem ao Muso Pedroso Jr, o Chinelo e Prêmio Desatenção pra eles, a Família Rosin, pelo conjunto da obra.
Só falta você pra confirmar. Últimas camisetas. Vamos???
HPA pelos chineladores de plantão.

ESTE HPA ESTARÁ SEMPRE AO LADO DE QUEM ATUA DE FATO PELO BEM DE UMA CIDADE, DAÍ CITO O CASO DA PREFEITA IVANA CAMARINHA EM PEDERNEIRAS
Vivemos tempos nada fáceis, mas temos que continuar tendo muita coragem no enfrentamento do que está posto aí e tenta destruir quem de fato ainda faz algo em prol de uma cidade, estado e país. Depois do advento do bolsonarismo, vieram junto com este uma infinidade de pessoas interessadas só e tão somente em apoiá-lo, sem olhar para as aberrações cometidas pelo seu mito. Criticam tudo o que não esteja do seu lado e o fazem de forma abusiva, nada construtivo. Em Pederneiras, a prefeita Ivana Camarinha sempre atuou dando o máximo de si pela sua cidade. Para conferir isto, basta rever o que está sendo feito e, principalmente, a forma como busca recursos e executa obras. Existe uma turma querendo buscar pelo em ovo, ou seja, por ela não estar aliada aos preceitos conservadores, vira alvo de crítica. Ela sabe tirar tudo de letra, mas existe também a necessidade de denunciar seus detratores. A criticam até por ir em Brasília buscar recursos federais junto ao Governo Lula. Ela tem mais que ir e o faz com muita competência. Hoje se faz necessário fazer a defesa destes todos que, mesmo não sendo de esquerda, como a acusam, como se isso fosse demérito, mas simplesmente trabalham sem olhar bandeiras partidárias. Ivana merece todo carinho e reconhecimento pelo que faz pela sua cidade. Seus detratores não tanto. Ivana faz e acontece, faz bem feito e isso incomoda. O poeta gaúcho Mario Quintana tem uma frase lapidar a exemplificar muito bem isto tudo: "Todos estes que estão aí atravancando o meu caminho. Eles passarão. Eu passarinho". Preciso dizer mais nada. Administradores como Ivana são poucos e precisam ter quem os defendam. Faço isso com profundo respeito por tudo o que representa. Siga em frente Ivana, pois o parque sendo possibilitado no centro da cidade, com a recuperação de imóveis antigos em situação de ruína será mais um belo cartão postal do que faz por sua cidade.

"Tenho enfrentado agressões e ataques, mas sigo respirando fundo e permanecendo firme no meu propósito: trabalhar com seriedade, comprometimento e responsabilidade por todos.
Quem conhece minha trajetória sabe dos valores que carrego e da forma honesta com que sempre conduzi minha vida pública. Minha trajetória sempre foi pautada pelo respeito e pelo trabalho.
Confio em Deus e na Justiça. Não carrego ódio, não vivo de ataques e não perco tempo com aquilo que não constrói. Dou valor a quem merece e sigo olhando para frente.
Não falo por trás. Não uso meios de comunicação para atacar ninguém. Não me coloco como vítima. E muito menos utilizo espaços públicos para destilar mentiras ou ódio.
Continuo firme. Trabalhando com dedicação, responsabilidade e consciência tranquila.
Eu acredito que o bem sempre vence o mal", prefeita Ivana Camarinha, de Pederneiras SP.

HOJE JÁ COMEÇA A COISA, A MAIOR FESTA POPULAR BRASILEIRA 
Lembrar de Lima Barreto neste momento é um alento, diante de tantas agruras pela frente.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

DA "PARIS É UMA FESTA" DE HEMINGWAY AO QUE VEJO E SINTO PELAS RUAS DESTA COSMOPOLITA CIDADE
Trouxe três livros para ler nesta viagem. Li todos os três e num deles, o do jornalista carioca Sergio Augusto, que leio desde os tempos d'O Pasquim. "E foram todos para PAris - Um guia de viagem nas pegadas de Hemingway, Fitzgerald & Cia", editora Casa da Palavra RJ, 2011, 128 páginas. Devorei numa sentada, mas não consegui seguir nada do roteiro. O livro foi publicado baseado numa matéria encomendada a ele pela Folha de São Paulo, para uma edição especial do extinto suplemento de Turismo. Na edição do livro ficou uma graça, pois tem muitas fotos, as antigas e muitas atuais. Tivesse tempo teria seguido algo do roteiro, pois é sempre bom percorrer trechos já esquadrinhados por grandes do passado. Também a respeito li outro, bem mais elucidativo do período de ouro da cidade, lá pelos anos 20, quando uma nata boêmia e intelectual aqui aportou, se fixou e fez história. Trata-se do famoso "Paris é uma festa", do Ernest Hemingway. Já escrevi dele por aqui algum tempo atrás e hoje, ao ler algo dito por Sérgio Augusto, o mesmo me volta à memória: "Uma Paris que só existe hoje na lembrança, notadamente na memória das ruas, dos prédios, hotéis, livrarias, quiosques, bares, cafés, bistrôs e jardins onde os mais notáveis expatriés deixaram suas marcas".

Estar em Paris é mais que tudo, voltar ao passado. Ele está e continua muito presente por todos os lados desta cidade. De todas as que estive, sem sombras de dúvidas, a mais intigante e provocante. Gostei de todas as que estive, Porto, Lisboa, Roma, Nápoles, Florença, venez, Milão e Paris. Porém, Paris é muito mais do que a festa descrita pelo escritor norte-americano. Uma pena eu não falar a língua. Conversando com amigo brasileiro, ele me contava de seu irmão, que não quer saber de aprender a língua francesa, pela justificativa: "É uma língua morta". Pode ser, mas o charme dela, para mim, suplanta a de qualquer cidade norte-americana. Por aqui flui algo que mesmo em Nova York não vejo possível. Além de tudo, tem muito mais história, "anos luz" à frente. E o melhor de tudo, para mim é flanar por essas ruas. Aqui tem cada lugarzinho, pontos comerciais, tão delicados, não existentes em nenhum outro lugar do planeta. Paro diante de alguns destes e fico imaginando: como pode existir um lugar assim, ser um ponto comercial e gente ir ali, não para admirar, mas para comprar algo. O francês é diferenciado e isso me é encantador. Não consigo conversar com nenhum deles sem um bom intérprete, mas consigo me virar pelas ruas. Pego metrô, ando de ônibus e me safo sem me perder adoidado. Se perder por aqui faz parte do negócio e querer continuar perdido é que é a verdadeira perdição. Eu quero isso.

"Se você teve a sorte de viver em Paris quando jovem, sua presença irá acompanhá-lo pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa móvel", escreveu Ernest Hemingway em carta a um amigo , 1950. Isso é uma coisa, porém a escritora Gertudre Stein, abelha mestra da Rive Gauche, outra estrangeira que aqui se fixou até seu falecimento, foi na veia: "Era em Paris que estava o século XX". Sim, era isso mesmo, mas no livro que leio ressalto algo mais desses estrangeiros que por aqui aportavam: "...convencidos de que era mais fácil e sobretudo mais chique, ser duro na capital francesa do que em casa". Mais do livro: Thomas Jefferson, o primeiro a proclamar que todo mundo tem duas pátrias: o país onde nasce e a França" ou "é incontável o número de aficionados que já foram a Paris para peregrinar os lugares onde os escritores e seus personagens circularam e encheram a cara", ou "Montmartre? É de outra era. (...) A pé, sempre a pé; flâneur que se preza não anda de táxi, nem de ônibus, flana tout simplement". 

No momento o que me cativa e me deixa transtornado, amante de papéis como sou, encontrar por aqui ainda em pleno funcionamento incontáveis bancas de revistas e jornais pelas ruas. Entro e mesmo sem entender uma linha, folheio várias e se não me impedem, quero trazer tudo, acreditando que um dia irei traduzir. As bancas daqui me atraem e me fazem desviar de qualquer caminho previsamente traçado. Creio eu, estar diante do país com o maior número de banacs de revistas do planeta na atualidade. Ou seja, o francês continua se interessando por ler no papel. As edições das revistas e jornais são pra lá de lindas e os caderninhos de escrevinhações, um mais lindo que o outro, todos merecedores do preço que ostentam. São caros, mas são verdadeiras obras de arte. Enquando Ana Bia quer visitar museus, tudo previamente agendado, eu me perco é nas bancas. Ficaria dias inteiros entrando numa e saindo de outras. Hoje mesmo, terça, 10/02, segui Ana em museus e amanhã já a avisei, ela me acompanhará. Iremos ruar e ela terá que ter a paciência que tive com ela. Iremos ruar o dia inteiro, chova ou faça sol e no comecionho da noite, convidada por uma amiga dela, dos seus tempos de ginário, aqui morando há mais de vinte anos, jantaremos pela aí. Ela sempre nos leva em lugares com a cara deste país. A França resiste e eu a admiro demais por causa exatamente disso. Gosto dos resistentes e este país e de uma beleza indescrítivel, justamente por este motivo.

Ficaria horas por aqui descrevendo algo dessa devoção pela cidade. Chego no hotel ao final de mais um dia, sempre muito cansado, pois andamos hoje à exaustão. Circulamos os quatro pela margen do Sena, Léo empurrando sua mãe numa cadeira de rodas e se continuasse a escrevinhação do dia, reservaria tudo o mais para os bouquenistes, os pequenos comerciantes, antes só de livros, espalhados pelos dois lados da margem do rio, hoje vendendo também souveniers para turistas. Foram tombados pelo patrimônio imaterial da humanidade e dão o toque diferenciando este rio de todos os demais. Já escrevi destes alguns anos atrás por aqui e em cada viagem quero ir revê-los. É como eu ir na Feira do Rolo lá em Bauru e não passar na Banca do Carioca, o livreiro da Feira do Rolo. Impossível. e o faço não para comprar nada, mas para tentar imaginar como se dava o trabalho dos pioneiros ali junto ao famoso rio. Isso me faz levitar sem tirar os pés do chão. Viajo de olhos abertos e se bobear caio no rio, ou na sua margem, onde gente corre o dia inteiro. 

Paro de escrever para arrumar as malas e dormir. Devo sonhar com o que encontrarei amanhã na despedida da cidade. Até...