sexta-feira, 13 de março de 2026


FUTEBOL E POLÍTICA JUNTOS NUM MURO LÁ NO GEISEL
Num paredão lá do Geisel, tendo ao meio uma torre elétrica, duas pichações: Bolsonaro Assassino e Palmeiras Campeão. Duas óbvias constatações.

SE DEIXAR QUIETO, PREFEITURA DESTOMBA TUDO, POĒ ABAIXO E ACABAM COM TUDO*
* ESTE HPA É CITADO EM TEXTO DO PROF. URBANISTA JOSÉ XAIDES ALVES.
ESTAÇÃO DA NOB E HOTEL MILANESE. Conselho de Patrimônio analisa projetos e vê falhas no processo.
Urbanista e Professor Xaides.
Participei por interesse e estudioso do assunto , como urbanista e cidadão da reunião virtual na terça feira dia 10/03/26 pela manhã ao saber que o CODEPAC estaria analisando os Projetos de Restauro do Edi⁵ficio da Estação da NOB e do Hotel Milanese.

Foram apresentados pelos escritórios "Contratados" pelo poder público os projetos que não casualmente se encontram ambos ao lado e ligados na praça Machado de Melo.
Vi muita seriedade nas posições técnicas da Presidente do CODEPAC, Arquiteta Juliana Cavallini e Do Professor da UNESP Paulo Masseran, como dos demais membros presentes que eu nâo conhecia ao analisar os projetos.

Em ambos os casos cobrando Coerência dos escritórios de que façam modificações nos projetos e memóriais para que atendam aos elementos dos processos de tombamento.
Contudo, em minha fala, preocupado com o urbanismo e planejamento urbano, especialmente com a lei já enviada pelo Executivo à Câmara Muncinipal, fiz as seguintes observações:

* Que os Projetos de restauro estão limitados aos edifícios e cada qual em si nesmos e não trataram dos elementos urbanisticos externos na composição e relação com a praça. Pois aquele conjunto tinha uma composição histórica rica no passado com edificações menores que foram destruídas, mas que configuravam um conjunto arquitetônico do entorno e da paisagem que merecia ser estudado e tomadas decisoes formais em conjunto.

* Que Fiquei preocupado dos expositores se referiram ao projeto, especialmente da NOB, sem que a sociedade Bauruense tivesse sido chamada para discutir Um "Programa de Necessidades Funcionais para o prédio". Que entendia que isso devia ser objeto obrigatório de uma "Consulta Pública Prévias do executivo. Pois há vários grupos sociais que debatem a funcionalidade da edificação e mesmo que em Projetos de Iniciativas Popuares -Pips, Protocolados no Jurídico da Prefeitura Para o Plano Diretor, como o caso dos "IDOSOS E A CIDADE", desenvolvido em parceria com a FUNDATO-ITE, e que haviam legitimamente sonhos e propostas feitas por este publico que tem pertencimento pois viveu o tempo áureo do trem de passageiro, do melhor uso da Praça e do "Batistar", e que deveria ser respeitado.

E não apenas que o escritório como se referiu várias vezes " atendesse à vontade da prefeita". Isso é contra qualquer legitimidade e legalidade obrigatória da participação popular exigida pela Lei 10257/2001- Estatuto da Cidade. Lembrei que mais do que um saguão de um edufício burocrático da administração pública, o Hall de entrada e gare, eram espaços abertos e de fruição pública da estação, e que devia como pedem os "IDOSOS" recuperar esta relação como um "Espaço de Sala de Estar da Cidade", de Exposições, de Eventos noturnos de música, de dança, arte etc.

* Que Não vi nos Projetos apresentados Reflexão sobre como seriam resolvidas as questões de Estacionamentos e nem de mobilidade urbana para se acessar os edifícios, sejam eles para quaisquer funções públicas a que estejam sendo destinados. E esses elementos são fundamentais para o sucesso do Restauro e uso da população daquelas edificações.

* Cobrei que Também não vi qualquer citação relativa às possibilidades de financiamento das obras através de instrumentos de contrapartidas previstas no Estatuto da Cidade para casos de Edifícios Tombados e Históricos como pela TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR -TDC, que permitiria adensamentos e verticalização em vazios urbanos no centro e mesmo em areas anexas do pátio Ferroviário tendo como contrapartida se fazer os restauros dos EDIFICIOS DA NOB E DO HOTEL MILANESE para as novas funções que se desejam.
Oficinas NOB tiveram 4 mil ferroviários nela atuando.

* Cobrei que o CODEPAC deveria discutir e cobrar a TDC que foi Omitida pela FIPE E EXECUTIVO Na proposta de revisão do PLANO DIRETOR, pois a TDC é um direito de todos os propruetários de imóveis históricos, inclusive do poder público, e que é um instrumento FUNDAMENTAL COMO INCENTIVO E SUSTENTABILIDADE PARA A EXECUÇÃO DE RESTAUROS. QUE SUA OMISSÃO É GRAVE E PREJUDICA O DIREITO URBANISTICO.

Obs, sobre os meus questionamentos foi dito por um dos Conselheiros ( está gravado) que entendia ser importante minhas considerações mas que o CODEPAC não foi consultado e muito menos chamado a debater e opinar na elaboração da proposta de revisão da lei do Plano Diretor e LUOS. E ISSO É MUITO GRAVE digo eu.

Sobre o Hotel Milanese, chamou a atenção que não houvesse dados sobre escrituras e nas plantas sobre metragem de areas que seriam preservadas uma vez que parte da edificação foi demolida por esta administração ( cena que pude assistir por coincidência, incrédulo junto com Henrique Perazzi de Aquino, num dia de gravação com ele sobre este tema) e sem maiores cuidados, e creio que sem aval prévio do CODEPAC. Aliás demolição coordenada in loco pela propria prefeita naquele dia.
Isaias 10:1-2
obs.: Imagens das extraídas da internet. Ou da apresentação durante apresentação publica no CODEPAC. 

DEIXANDO, O POVO ESCOLHE NOMES POPULARES PARA AS RUAS ONDE MORAM E NÃO O DE COMENDADORES OU QUEM AGIU, UMA VIDA INTEIRA, CONTRA SEUS INTERESSES
Diante de algo que tomo conhecimento nestes dias, o de que mais de 70% dos nomes de ruas da cidade de Bauru são masculinos e reverenciando pessoas ilustres, tipo coronéis, comendadores, barões e doutos com títulos conseguidos de todas as formas possíveis, com muitos poucos populares, nada como enaltecer o que ocorre no Assentamento lá nas Águas Virtuosas. Cordial amigo me envia duas fotos aéreas do local, com a demarcação das denominações de suas ruas. "Bauru resistindo... rua Marielle Franco, rua Carlos Marighella, rua Vitória da Conquista (BA), rua Olga Benário Prestes", me escreve. Adoraria, nomes como estes fossem regularizados, pois além de terem fluído no seio da própria localidade, representam pessoas que verdadeiramente lutaram por dias melhores para este país. São denominações feitas dentro de Assentamentos Urbanos, não passando pela aprovação da Câmara de Vereadores, o que, em muitos casos inviabilizaria alguns dos nomes, pis infestada de conservadorees, direitista e fascistas, dificilmente aprovariam alguns dos nomes que o povo escolheu para designar as ruas onde moram.

quinta-feira, 12 de março de 2026


ALGO DE COMO DONA IRENE COMEMOROU A CHEGADA DOS SEUS 90 ANOS
Eu fui convidado para acompanhar um evento, tarde de quinta, 12/03, no distrito de Tibiriça, em comemoração a chegada de dona Irene Baté, aos 90 bem vividos anos. Indescritível momento. Na casa da matriarca, muitos se reunem desde cedo no entorno da nova churrasqueira da casa. Sempre existe um bom motivo para mantê-la permanentemente acesa. Nessa quinta, um ótimo motivo. E assim, estes chegam logo cedo e envolvem a matriarca com todo carinho e atenção. Ali, no seio do distrito rual de Tibiriçá, sinto pulsante e presente, entendo na exatidão do termo o que vem a ser congraçamento humano e familiar. Existe uma coesão, com todos convergindo para reverenciar quem segue altaneira, tocando o barco adiante, resistência inquebrantável, algo lindo de ser presenciado, como tenho p razer de fazê-lo toda vez em que sou convidado.

Já escrevi por aqui muito sobre essa família, a Baté/Cosmo, pois desde que tomei conhecimento da edificante história, assuntei, me aproximei e lá estou, em constantes visitas e agora num projeto mais específico de juntar depoimentos, que logo ali na frente irã oser juntar para a construção de um painel dessa querência coletiva por um lugar. A família Baté, desde sua chegada e instalação no local, souberam ir construindo algo de forte abrangência coletiva e humanitária. Uma família sofrida, porém, feliz, unida e coesa, todos no entorno de quem lhes propiciou tudo o conquistado.

Hoje quem personifica o idela dessa família é dona Irene Baté, que neste dia, completa seus 90 anos. Além da festa lá em sua casa, que deve ter rolado até não mais poder, na Creche no distrito, uma homenagem para os aniversariantes do mês e dentre eles, lá foi levada dona Irene. Fabiana Balbino e Dulce Baté fizeram um imenso bolo, levada para o epicentro da comeoração, junto das crianças. O coral, onde crianças e idosos do distrito se juntam, esteve presente e também se apresentou. Foi feita uma homenagem para as mulhgeres presentes, todas da comunidade, pela passagem do seu dia, em 08/03 e tudo culminando com o abraço coletivo para dona Irene.

Ela é a singeleza em pessoa. No caminho de ida me disse: "Onde vou? Eles decidem por mim e me comunicam que tenho que estar aqui e ali. Eu gosto mais, em minha idade de ficar em casa, mas andar por aqui, circular pelo lugar que amo, quando me dizem para sair pelas ruas, me apronto rapidinho". E o carinho é logo percebeido em sua chegada. As crianças do lugar, muitos se aproximam dela, simplesmente para pedir a benção. O respeito que crianças e adultos a tratam é coisa pra ser gravada e mostrada. Ela lá, curtiu a apresentação por inteiro e se fartou com os quitutes todos. No final, como o bolo era imenso, algo lindo, Fabiana, carregou nos ombros a metade não consumida, de volta para a casa da matriarca, onde outro tanto de pessoas se encontravam reunidos e assim, o mesmo serviu para abrilhantar duas festas.

Tibiriçá é isso, um local cheio de histórias de vida, povo simples, batalhador, sem muito lazer, mas sabendo cavar acontecimentos que o engrandecem. Eu, que vivenciou mais um bom momento, coletando depoimentos destes, em cada retorno, sinto mais vontade de aproximações outras. Dulce, num certo momento, caminhando pelas ruas, me mostra uma casa e diz: "Está a venda. O preço é bem justo. Por que não pensam, você e Ana Bia num lugar por aqui?". Não sei se isso é provocação, mas olhei a casa e fiquei a imaginar, eu e Ana, na convivência com tudo aquilo. De uma coisa tenho certeza, daria um bom samba, uma ótima maneira de viver a vida na sua acepção. Ficamos de pensar a respeito. Por enquanto, vou e volto, muito por causa de histórias como a de dona Irene.

Eis um vídeo gravado por alguém da família, depois da homenagem na creche, quando adentrava a noite, todos reunidos entorno dela e festa comendo solta: 

O BLOCO DE OLINDA "EU ACHO É POUCO" FUNCIONA IGUALZINHO AO "BAURU SEM TOMATE É MIXTO"
Na edição de 11/02/2026, a revista semanal CartaCapital, publica texto assinado pela jornalistas Fabíola Mendonça, "VERMELHO E AMARELO - Criado para desafiar a ditadura, o Eu Acho é Pouco mantém-se fiel à defesa da democracia e da igualdade", onde nos apresenta o histórico deste singular bloco de Olinda PE. Leio e vejo ali algo muito parecido, irmãos siameses, com o bauruense Bauru Sem tomate é Mixto. Compartilho o link, para todos fazer a comparação e constatação: Carnaval é festa, mas é também momento para externar críticas. Estes dois blocos seguem nessa pegada, algo mais que necessário, ainda mais em tempos como os atuais, onde muitos se omitem e agem como se nada estivesse a acontecer. Não deixasr passar e unir a festa com o traço político, algo mais que necessário. Leia aqui: https://www.cartacapital.com.br/politica/vermelho-e-amarelo/
Abaixo compartilho trecho da matéria:

"Tudo começou quando um grupo de amigos, em sua maioria de esquerda, decidiu criar seu próprio bloco de carnaval. O objetivo era usar os desfiles para desafiar o regime militar, com críticas refletidas nas fantasias e nos temas escolhidos para cada edição. "Na ditadura, o carnaval era um dos poucosmomentos em que se podia extravasar sem ser perseguido, um espaço de mínima liberdade. Essas raízes permaneceram ao longo dos anos. O Eu Acho é Pouco reflete exatamente aquilo que foi sua origem".

O grupo não se limita à política: participa de manifestações de rua com pautas progressistas, como a defesa da democracia e dos direitos humanos. (...) Os temas sempre foram baseados em pautas políticas, vivenciadas pelo Brasil naquele momento, o que nos tornou um bloco combativo. O fato de quase todos os fundadores serem de esquerda ajudou a manter a nossa luta.

O bloco era um espaço de denúncias e ironia. (...) É onde nos encontramos para contestar injustiças sociais. Mas também é um lugar de afto, de encontros, alegria e folia contagiante, afirma sua fundadora. Após o fim da ditadura, o bloco voltou-se mais para temas carnavalescos, mas nunca abandonou a sátira política.

"Ficamos muito felizes ao ver, em manifestações de rua, várias pessoas com a nossa camisa. Isso mostra a história que o bloco construiu ao se posicionar politicamente. Hoje, o Eu Acho é Pouco é um símbolo de resistência. O carnaval é tembém político, um espaço de protesto. É onde as pessoas denunciam a dura realidade que vivem, defendem suas convicções. Por isso, o bloco não abre mão de suas origens nem vai deixar de fazer o que acredita ser correto", completa a designer Luciana Claheiros, filha do fundador do bloco".

Daí, volto para o TOMATE, este combativo bloco, fundado há 14 anos e desde sempre, nas ruas e lutas, flocando ou não, mas sempre presente. Ou seja, mais que necessário. Reproduzo o texto da revista e conclamo todos os TOMATEIROS DE PLANTÃO, para nos encontrarmos, o mais breve possível, traçando algo auspicioso para o seu futuro. Em 2027 completaremos 15 anos de existência e precisamos estar mais fortes que nunca, ainda mais diante de tudo o que nos acontece aqui do lado de fora do mundo.

quarta-feira, 11 de março de 2026


"MAS VOCÊ SÓ FALA NISSO, TÁ FICANDO CHATO", OUÇO
"Ah, ser chato é muito diferente de suportar um chato. Suportar é quase doloroso, mas sê-lo, é delicioso", Millôr Fernandes.

Se é ser CHATO ficar a todo instante relembrando e postando algo sobre os desmandos deste mundo, isso não deixarei de ser e a todo instante. Estamos nos defrontando com várias guerras e nela estou inserido, dos pés à cabeça, sem tirar nem por, diria mesmo, atolado. E diante disso, como não ficar matelando dos percalços todos e ir insuflando outros para essa necessária resistência?

O mundo não está para brincadeiras. Aqui em Bauru, não se poder dar moleza, nem desacelerar o processo de denúncias e fiscalização dos poderes públicos municipais, pois do contrário, nadam de braçada. Mesmo assim agindo, barbaridades continuam sendo cometidas. Ressaltando que, a Câmara Municipal de Bauru, constituída de 21 vereadores, não cumpre seu papel de fiscalização do Executivo, pois a alcaide contituiu maioria, tendo 17 deles votado aos seu lado de olhos fechados. Como não ser chato diante da continuidade dessa bazófia administrativa, consumindo zilhões em empréstimos muito mal explicados, quase sempre sem projetos convincentes e com gente do staff indicados pelos atuais no poder, vendendo sobras de obras, como se fossem deles?

É dever ser chato. Como não sê-lo com um governador, Tarcísio de Freitas, envolvido e atolado em escândalos financeiros, recebendo dinheiro abertamente do maior escândalo financeiro deste país, o do bando Master, sendo que a mídia pouco se importa com o derrame de corrupção provocado por gente da direita? Ser chato é mais que necessário, pois o Tarcísio quer privatizar nossa alma, vende São Paulo num piscar de olhos e até hoje, inexplicável como o paulista conseguiu eleger um político tão sem propósito, interessado só em fazer coro para a bestialidade advinda dos neofascistas? Mesmo sendo chato e denunciando eles não param de agir nos apunhalando, imagina deixando-os livres, leves e soltos.

E depois, como não ser chato e ficar a todo instante denunciando as barbaridades perpetradas pelos bolsonaristas - não escapa um -, todos prontinhos para apunhalar o país. Percebam, tudo onde existe interesse da classe trabalhadora, lá estarão estes, os perversos de plantão para cravar voto contrário e fazer com qwue estes percam mais e mais direitos. Tenho por obrigação, até de formação, ser mais do chato com estes todos. Eu não consigo ficar quietinho diante de tantas atrocidades. Você consegue? Se também não, deve estar sendo, como, taxado de CHATO.

Não esperem de mim nada ao contrário. Como não ser chato e expor a bestialidade criminosa de líderes como Donald Trump, dos EUA e Benjamin Netanyahu, de Israel, contamzes criminosos, gananciosos bandoleiros, verdadeiros piratas do planeta. Na continuidade destes no poder, o planeta em risco, nossas vidas diariamente sendo submetidas a aceitar a insanidade como mola mestra do mundo. Eu luto contra isso e assim me posiciono. Daí, sou CHATO por natureza, algo como agir naturalmente. Sim, sou chato mas me considero uma pessoa normal, pois ser igual a estes que abomino, isso sim, seria para mim o fim da picada. Daí, por favor, me deixem, me permitam continuar sendo chato, pois para mim, estou no meu normal.

RECADO DO HPA (40) - Enfim, fecho o dia com uma historinha que acabei de ouvir e a transcrevo à mão.

terça-feira, 10 de março de 2026


ESTE É O MELHOR PAPEL QUE A UNIVERSIDADE PÚBLICA PODE TER DIANTE DE UMA ADMINISTRAÇÃO PROPONDO DILAPIDAR ESPAÇO PÚBLICO
Hoje tive uma notícia mais que alvissareira, diria, radiante e pra festar muito. A administração pública municipal da alcaide, dita por mim, incomPrefeita Suéllen Rosin está dando como favas contadas, tudo engatilhado, aliada com a especulação imobiliária para passar nos cobres toda a área do Aeroclube Bauru, nosso tradicional aeroporto, localizado em área nobre da cidade, tendo de um lado a avenida Getúlio Vargas e de outro a Octávio Pinheiro Brisola. Foi um contenta com lances mirabolantes e alguns ainda não bem esclarecidos, mas pelo que sabe, a alcaide ganhou e a Prefeitura foi considerada dona do imóvel e assim pode dispor dele como bem entender.

Quando tudo já deve estar sendo planejado intramuros, com retaliações do espaço já sendo delimitadas, eis que, hoje tomo conhecimento de algo, que desponta no horizonte, não para reverter a situação, mas para criar empecilhos, botar mais lenha na fogueira e fazer com que tenhamos continuidade na discussão do uso daquela área com finalidade meramente especulativa.

Conto tudo. No próximo dia 18/03, quarta, às 14h, na sala 1, campus da Unesp Bauru, um debate proposto pela FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design de Bauru, denominado "REINSERÇÃO DA ÁREA DO AEROCLUBE BAURU - NA CIDADE E NO TERRITÓRIO". Serão três palestras. Na primeira, "Reinserção simbólica e identitária", com o engenheiro, ex-prefeito e ex-deputado federal Antonio Tidei DE Lima. Na segunda, "Reinserção ambiental e ecológica", com o engenheiro agrônomo e diretor do Jardim Botânico de Bauru, Luiz Carlos de Almeida Neto. Na terceira, "Reinserção funcional e programática", pelo arquiteto, urbanista e professor aposentado da Unesp Dr José Xaides Alves. A organização é de três brilhantes e atuantes professores/doutores da Unesp Bauru, Adalberto Retto Jr, Kelly Magalhães e Maira Dias.

Foi a melhor notícia do dia. Quando tudo parecia já estar destinado a avacalhação, ou seja, contenda perdida, eis que algo desponta no horizonte e advindo de onde deveria mesmo florescer algo neste sentido, de técnicos entendidos deste assunto, o discutindo do aproveitamento de áreas urbanas para fins de benefício real para a população de uma cidade. Este o real e soberano papel da univerdade pública, o de questionar imbecilidades e provocar a reversão, quando passam de todos os limites. Sim, sou duro e escrevo palavras duras, pois não vejo outra maneira de tratar o tema, ou seja, deram um jeito de retalhar o Aeroclube e podem até fazê-lo, mas terão que passar vergonha e o fazer de cabeça baixa.

Espero o debate com muita ansiedade, pois diante de uma cidade praticamente calada, contida e sem reação, eis o princípio de algo alvissareiro. Que se juntemos todos nessa causa e passemos a defender o que ainda pode ser defendido, antes do grande mal ser colocado em execução. Pelo que sei, tudo está sendo lançado no dia de hoje e assim como fiz, outros repitam e compartilhem, espalhem a ideia, pois o momento é este e amanhã pode ser tarde demais. Diante de muita gente aceitando tudo calado, ver a universidade pública reagindo, pronta para defender com ideias bem fundamentadas o que ainda nos resta de solo e edificações integradas com o bem estar de uma cidade, eis um ótimo motivo para nos juntarmos a eles e encorpados, lutar pela sua não deterioração e destruição. Seria bom estarmos todos bem representados lá no dia 18, prontos para defender Bauru de predadores, muitos como lobos em pele de cordeiro, se fingindo de defensores da cidade, mas prontos para passar tudo nos cobres. Reagir é preciso e se faz necessário.

O APROVEITAMENTO FINAL QUE UM BOM LIVRO PODE NOS DAR
Quando termino a leitura de um novo livro, logo me ponho a ficas repetindo as frases ali lidas. Ainda mais quando ester livro é de um frasista de mão cheia, MILLÔR FERNANDES. Este último dele, o "Papáverum Millôr" é dos mais antigo, editado pelo Círculo do Livro, 1974, condensando sua produção literária poética de 1954 a 1969, ou seja, escritos de mais de 50 anos atrás. Muitos mais atuais do que nunca. Poesia não envelhece.
E num mundo muito conturbado, como atual, ler algo como o contido neste livro, me faz rir, refletir, divagar e constatar, pioramos muito enquanto ser humanos. Vejam isso:
- "LUTA DE CLASSES - Estava o rei lavando pratos/ Depois de enxugar os garfos./ A rainha dava trato aos móveis/ Vasculhava a sala, a copa e o salão/ deixando aos principezinhos a tarefa/ De encerar o chaão/ Enquando a criada na varanda/ Deitada numa rede de fina ciontextura/ Lia um livro de aventura/ Quando entrou um rei vizinho/ De um reinado bem maior/ E bem baixinho, bem baixinho/ Ofereceu à criada/ Um emprego melhor".
- "Há os que sabem antropologia/ E os que ignoram trigonometria. / Só de mim ninguém pode falar nada:/ Minha ignorância/ Não é especializada".
- "Proponho uma regra bem humana:/ Todo homem de bem tem o direito/ A uma canilhece por semana".
- "Quem morará no Brasil no ano dois mil?/ Que pensará o imbecil/ No ano dois mil?/ Haverá imbecis?/ Militares ou civis?/ Que restará a sonhar para o ano três mil/ No ano dois mil?".
- "Ah, ser chato é muito diferente/ De suportar um chato/ Suportar é quase doloroso/ Mas sê-lo/ É delicioso".
- "O homem antigamente/ Chamado 'picareta'/ É hoje/ Se não me engano/ O public relations/ Do ano".
- "O mundo é um palco/ Me disseram/ Mas veja o papel/ Que me deram".
- "Você luta, trabalha/ Dá um durto danado/ E quand osenta, contente, / Está ultrapassado".
- "A pomba plástica da tecnologia/ (ao acabar a última guerra)/ Voa com um ramo ionizado de oliveira/ Sobre os robôs que herdaram a terra/ Mas o último gemido/ Deste mundo/ Não será o do homem/ Bombardeado/ Será o do robô ficando só/ Morrendo enferrujado".
- "Saio sempre do cinema/ Com o sentimento desagradável/ De que se não houvesse a crítica/ Teria achado formidável".
- "Três coisas sem fim e sem compensação:/ a busca da verdade,/ a luta pela liberdade,/ a prática da liberdade".

segunda-feira, 9 de março de 2026


SEGUNDA E EU JÁ COM SONO, ENVELHECI, DEITO CEDO, NÃO SEM ANTES...

PASSA O TEMPO, IMPOSSÍVEL ESQUECER DESSA OCORRÊNCIA NA RONDON
Impossível passar perto do famoso trevo que dá entrada - e saída - para Bauru, avenida Nações Unidas com rodovia Marechal Rondon e não recordar do ali ocorrido em 2022, quando dias antes um conglomerado de bauruenses se reune no pátio da Havan, justamente com um dos filhos de Bolsonaro. Logo a seguir, tudo combinado, plano engendrado em requintados lugares destas plagas, feito de comum acordo com muita gente graúda desta terra, recheada de golpistas, quando interrimpem o tráfego da rodovia e surge assim do nada, um caminhão de som, com um locutor esbravejando a favor da insurreição golpista. O local foi se enchendo de verdes-amarelos e a voz irradiando pelos microfones não era conhecida, ou seja, foi importada, veio atuar aqui a soldo de algo previamente preparado. Foram tempos sombrios, quando ser contra aquilo e circular pelas imediações era mais que perigoso. Lembro que, um dia ousei ir ao supermercado Confiança Flex, ali ao lado, com camiseta com temas contrários e a atendente do caixa me alerta: "Você é muito corajoso. Esse pessoal aí fora é muito perigoso. Eu vejo o que fazem e fico quietinha". Sim, a direitona fascista é perigosa, diria mesmo, criminosa. Aquilo tudo ali ocorrido hoje faz parte da história, porém não é coisa do passado, pois quem bancou aquilo tudo, os bauruenses que não só apoiaram, como financiaram a invasão e bloqueio da rodovia, depois aquela bazófia defronte o quartel da rua Bandeirantes estão quietinhos, impunes e como o avestruz, com a cabeça enfiada num buraco. Mas o que fizeram naqueles dias na rodovia, com cobertura policial de toda espécie, inclusive com helicóptero, é inesquecível e marca definitivamente o citado trevo.

PORQUE NÃO DEVEMOS FUGIR DE QUEM SÓ QUER CONVERSAR
Essa se deu defronte minha casa, na praça!Salim Haddad Neto, a redonda detrás do Habib's da Nações. Num dos bancos, sempre tem gente meio que sem rumo. Param para descansar ou mesmo tentar ver qual vai ser o passo seguinte. Passo por ali e sobre o banco muitos papelões e um chinelo largado ao léu. Assunto, olho para os lados e alguém vem na minha direção. Ele gesticula e me chama: "Ei, posso lhe falar?". 

Nesses momentos, até como autodefesa, ficamos da defensiva. Bobeira pura, pois a abordagem não representava perigo algum. Na verdade, nos borramos por pouca coisa. Ele se aproxima e diz gostar demais daquela praça e me pergunta: "O senhor mora aqui por perto?". Respondo que sim e a partir daí iniciamos longa conversa, contando circular pela cidade inteira e gostando muito de ali descansar. "Tenho preferência pelos finais de tarde, quando os pássaros estão em revoada. Deito e fico vendo a festa nas árvores. A gente devia voar, como os pássaros, não acha?". 

O negócio foi longe. Poderia discorrer muito mais. Saio de lá e sigo meu caminho. Só depois me dei conta. Ele nada me pediu. Queria só conversar. Antes da despedida, pede para observar os pássaros: "Olhe, eles conversam muito entre si e eu sinto muito falta de conversar. Desculpe se lhe atrapalhei em algo".

Eis porque, como diz o ditado, é conversando que a gente se entende. Aprendi.
Obs: O moço chegando com o cão não tem nada a ver com o dono dos papelões. Ele só passava por ali, momentos depois do ocorrido.

PESSOAS CONSCIENTES E CORAJOSAS SÃO A SALVAÇÃO DESTE MUNDO
"Em tempos de silêncio conveniente, ver gente da cultura se posicionando é um sopro de honestidade. O cineasta Kleber Mendonça Filho lembra algo básico: jornalismo não é torcida organizada, e muito menos militância disfarçada de notícia. Quando alguém com projeção pública decide não se calar diante de distorções e manipulações, não está “se metendo em política”. Está apenas exercendo consciência cidadã. Isso é massa!", MALU PORTO.

domingo, 8 de março de 2026


OS FEITOS NEFASTOS ONDE NOSSA "GRANDE" (sic) IMPRENSA TEM SE METIDO, CAMINHO SEM VOLTA DE DESCRÉDITO
Então, o Alexandre no celular do Vorcaro, não é o Alexandre de Moraes, ministro do STF?
"A barrigada da repórter de O Globo com as mensagens supostamente recebidas por Alexandre de Moraes, mas que não eram para ele, vai entrar uma prateleira abaixo da Escola Base (pode subir, pelo conjunto da obra da moça) no museu da 'distração' jornalística; ali já repousam a ficha falsa da Dilma (Folha), os dólares do Fidel para a campanha de Lula (Veja), "uma escolha muito difícil" (Estadão), o "testando hipóteses" (Kamel) e o boimate (Veja)."
(Luiz Carlos Azenha) repórter. Vencedor dos prêmios Herzog e Esso de telejornalismo.

ESTAMOS RODEADOS POR PIRATAS E ABUTRES...
A discussão dos últimos dias era sobre o envolvimento do ministro do STF, o que salvou o país de já estar enfronhado no lodaçal da ulktra direita, Alexandre de Moraes. Fizeram de tudo para incluir o Xandão no lodaçal do Banco Master. A jornalista bolsonarista Malu Gaspar escrever com todas as letras, que muitas ligações houveram do dono do Master, o Vorcaro para o Alexandre. Ouvi pelas ruas: "Não acredito, até o Alexandre. Vamos confiar em quem?". Eu permaneci quieto, pois ainda acredito existir neste país gente com alguma fibra, garra e disposição para combater os abutres e piratas. Não que o Xandão seja uma perfeição, mas não existe como negar o benefício trazido por ele por suas decisões.

Então, depois de tentarem desmontar o Xandão, descobre-se que as ligações que a Malu fez estandarlhaço como sendo dele, foram dirigidas para outro Alexandre. Ou seja, o Xandão nunca falou com Vorcaro. O estrago já está feito e sei, até por casos passados, permanecerão existindo ad eternum uma turba de gente só lendo que ele esteve envolvido e não dando atenção nenhuma para o desmentido. Isso também ocorreu no caso do filho do Lula. Tentou-se de tudo para incluí-lo no rol dos beneficiados pelos ladrões que lesaram os aposentados. Não acharam nada dele, mas fizeram uma soma totalmente descabida, creditando a ele ter conseguido amealhar ao longo de quatro anos, algo como 19 milhões de reais. Cagaram em cima dele, mas depois descobriu-se que, a soma não era bem essa e ele, como empresário, havia conseguido a grana que o sustenta. o estrago, novamente, já estava feito e para consertar, nada ocorre com o mesmo estardalhaço da tentativa de mais um destruição para cima do Lulinha.

A mídia massiva brasileira, Folha SP, Estadão, Globo, Record, Bandeirantes e até nosso jornal local, o JC, todos vivem péssimos momentos financeiros. Os anunciantes sumiram e todos estão magrinhos, com queda acentuada de leitores. DAí, estes todos fazemd de tudo e mais um pouco para continuar vivos. Alguns comprometem descaradamente o jornalismo, não mais atuando dentro da verdade factual dos fatos. Foram estes todos que cosntríram a Lava Jato, mas não a desmentiram com o mesmo fervor. Foram estes que destruíram e cassaram Dilma, mas nada fizeram para sua recuperação. 
Estes todos precisando de grana, se seguram em fio desencapado e se unem aos interesses do vil pessoal da Faria Lima e do Agronegócio, ganham muito bem destes, os defendem com unhas e dentes e mentem na informação.

Vivemos tempos difíceis, onde está cada vez mais difícil separar o joio do trigo. A quantidade de fake news circulando por aí é tão grande que, algumas vezes nos deixamos levar e acreditamos em algumas das mentiras. Eu não acredito em mais nada e em tudo que vem destes, vou em busca de outra opinião, espero um pouco mais, pois sem quem os paga. Jornalistas como essa Malu gaspar temos aos borbotões, todos bancados pelos piratas e abutres, os que estão fazendo de tudo e mais um pouco para entregar o país para uma ultradireita fascista e muito mais radical que o pérfido e criminoso Bolsonaro. E agem por grana. Não sabem mais como manter o seu negócio e daí, se aliaram aos piores, aos que cravam a estaca nos nossos costados. São uns despudorados, pervertidos, tudo gente de uma laia onde o interesse por ver o Brasil soberano não maisa existe. Existe o negócio lá deles que não vai bem e como sobrevida estão junto com o Master, Vorcaro, Careca do INSS, Igreja da Lagoinha ou qualquer outro que lhes cubra o rombo de suas contas. Jornalismo mesmo, não mais existe. Eu só me informo pelas redes alternativas, nunca mais confio em nada que publicam estes. E você, ainda cai no conto do vigário?

AINDA ACHO VORCARO LARANJÃO DE ALGO PIOR...
A ideia de que esse sujeito — mistura de cantor sertanejo goiano, coach motivacional, traficante de bitcoin e pastor da Lagoinha — seja o cérebro de alguma rede de cooptação da República simplesmente não convence.
A falta de categoria dos homens públicos disponíveis hoje é evidente. O nível médio já é baixo. Ainda assim, transformar Vorcaro no grande capo dessa engrenagem exige uma dose considerável de imaginação.
A figura é estrondosa demais, exibida demais, uma caricatura endinheirada. Personagens assim raramente são o centro real do poder. Servem mais para ocupar a cena enquanto outros fazem o trabalho pesado longe dos holofotes.
Por isso parece mais plausível outra hipótese: não o comandante da operação, mas alguém que circula bem, fala alto e ajuda a dar rosto a uma história que provavelmente é maior do que ele.
Um laranjão com as marcas identitárias da
barafunda em que vivemos.
Ricardo Queiroz

E QUEM SE DEIXA LEVAR POR GENTE ASSIM - SERIA UMA ACADEMIA DE MUSCULAÇÃO OU IGREJA NEOPENTECOSTAL?
Aleluia, irmão!!!
Por Papo engajado

"Essa doce e meiga figura é o empresário Fabiano Campos Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro Daniel Vorcaro (o maior trambiqueiro do Brasil, pelo menos nos últimos tempos).
Zettel é pastor evangélico, líder da Igreja da Lagoinha, e foi o maior doador da campanhas eleitorais do ex-presidente Jair Bolsonaro, com R$ 3 milhões, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com R$ 2 milhões.

Eu fico imaginando uma pregação feita por um sujeito desse tipo."

ESSE TEM MUITO DE CONIVÊNCIA PARA EXPLICAR, MAS POUCOS LHE COBRAM ALGO. POR QUE O ISENTAM, POR QUE É MAIS GOSTOSÃO QUE OS DEMAIS? TUDO FOI FACILITADO NA SUA GESTÃO NO BANCO CENTRAL
Nossa mídia sempre do lado golpista.

sábado, 7 de março de 2026


DISCUSSÃO SOBRE O TEMA DA DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL NA PRÉ-CONFERÊNCIA ESTADUAL DE ARQUITETOS E URBANISTAS EM BAURU - QUAL O PAPEL DESSES PROFISSIONAIS E SUA ATUAÇÃO NAS CIDADES

Eu, na qualidade de ex-presidente do CODEPAC - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultura de Bauru fui presenciar o debate nessa manhã, na abertura da Pré-Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas do CAU/SP, no salão principal da USP Bauru. Na mesa dos debates, quatro arquitetos, Karina Jorge (Presidente do Conselho de Patrimônio de Botucatu), Rodrigo Michelin (Secretário Habitação e Urbanismo de Botucatu), Juliana Cavalini (Presidente Codepac Bauru) e Adalberto Retto Junior (professor FAAC/Unesp e membro do Conselho Estadual Defesa Patrimônio Histórico).

Cada um fez uma fala sobre o tema e na condensação do ouvido, extraio o que mais me interessou. O patrimônio histórico faz parte da Cultura contemporânea e a questão não é mais simplesmente tombar imóveis. Como intergir com as administrações municipais, conscientizado das benesses pelo tombamento. Difícil. A alternância de poder nessas administrações, ajuda e atrapalha. Cito o caso de Bauru, onde ouço pela voz da atual presidente do Codepac, ter ouvido que "se fazia necessário tirar a importância do Conselho". Quem age assim, quer calar a voz do Conselho e assim, poder manipular o setor, sem interferências. Um horror. Situação bem diferente da dita pela presidente do Conselho de Botucatu: "Tivemos sequência de gestões felizes".

Muitas abordagens foram discutidas dentro do tema. Me prendo nas pressões variadas, sempre gravitando quando o interesse privado se sobressai ao público. A maioria dos administradores não possuem entendimento do que venha a ser de fato os benefícios de tombamentos e fazem a defesa da especulação imobiliária, essa aliada a algo que, pelo entendimento deles gera progresso (sic). Me fixo no caso de Bauru, onde já tivemos destombamentos e pressões variadas para que outros ocorram - pelo que tomo conhecimento, continuam ocorrendo. A própria composição do Conselho bauruense sempre favoreceu e foi decidida pelo poder público, o que dificulta uma discussão mais séria.

No meu tempo - oito anos - dentro do Codepac, sofremos pressões de várias maneiras, pois não conseguimos tombar a Casa da Eny e ouvi da herdeira da casa Luzitana algo do seguinte teor: "Adoro ver a preservação como se dá na Europa, mas não me venha falar nisso no meu imóvel". Sempre foi difícil discutir nessas condições. Hoje, a atual alcaide municipal derrubou o chafariz da praça Rui Barbosa, deixa a Estação da NOB permanecer interditada, não faz nada pela desapropriação da Casa dos Pioneiros e no mais recente ato, está negociando a venda da área do Aeroclube para favorecer a especulação imobiliária na cidade. Se em Botucatu, tiveram "gestões felizes", em Bauru não é possível o diálogo. Não existe abertura neste sentido.

Com quatro secretárias municipais com representantes no Codepac e outros setores ainda sem participação, as votações favorecem sempre o que é imposto pela vontade e direcionamento do setor público. Esse braço forte da Prefeitura é péssimo, pois segue no mesmo caminho da época quando Bolsonaro era o presidente da República e o dono da Havan lhe pede - ele atendendo -, para que destombasse um imóvel, segundo ele, atrapalhando seus interesses pessoais. Dialogar com fundamentalistas é praticamente impossível e o mesmo afirmo com políticos de ultradireita, ao estilo Bolsonaro, Tarcísio, Milei, Trump, etc, pois os interesses são sempre outros.

Creio que, quando se fala neste momento, na ampliação da discussão do papel dos arquitetos, urbanistas e historiadores no setor, tudo esbarra no ainda reduzido e arcaico entendimento por administradores públicos, inclusive impedindo ampliação de discussões. Quando ocorrem discussões, por exemplo, entre vereadores, muito raro convidarem arquitetos ou entendidos do assunto. Decidem entre eles. Se o país retroagir, pode esquecer, pois o setor não será somente esvaziado, nem mais existindo. Discuto sobre avanços e retrocessos, porém, levo em consideração estarmos todos diante da continuidade ou não de um sistema realmente respeitando ditames democráticos. Se acham que exagero, experimentem perguntar para alguém como Bolsonaro ou mesmo Milei, o que acham do tema. Conselhos de Defesa do Patrimônio Histórico só existem e são ativos em regimes democráticos, nunca quando a direita no poder. Não me iludo.

DAS ESQUINAS E CALÇADAS BAURUENSES
Caminho todos os dias pela manhã nas cercanias de casa e como não poderia deixar de ser, algumas vezes me espanto com o que vou me deparando pelas calçadas, na maioria das vezes depositadas ali como lixo, para serem vistos, vasculhados e se possível, recolhidos. Confesso, recolho algo quando me interessa.

Na manhã deste sábado, na avenida Octávio Pinheiro Brisola, altura do Aeroclube, defronte onde antes foi algo da Cherry Fotos, um monte de revistas e fotos - muitas interessantes, porém não as levei. Do monte de revistas, uma me chamou a atenção e a trago, voltando lendo pelas ruas, tropeçando nos desníveis das calçadas.

Trata-se da revista JOSÉ, edição nº 1, julho de 1976, com o slogan "Literatura, Crítica & Arte". Essa é raridade e além da preciosidade em si, deve valer uns bons trocados. Vou guardá-la, pois representa um fértil período do mercado editorial, ainda de ditadura militar e o surgimento possível de revistas com textos literários.

Compartilho o editorial, escrito por Gastão de Hollanda: "JOSÉ é uma revista criada num momento especial das letras brasileiras, em que várias outras revistas de qualidade procuram dar testemunho de um trabalho intelectual intenso e por vezes insólito. Alguma coisa mudou na área de qualidade da produção intelectual, ou mudamos nós, enquanto leitores? Existe uma crise? Os periódicos têm uma personalidade que é a soma das personalidades de seus colaboradores. Têm uma linguagem, uma semântica, mobilizadas em torno de afinidades, enquanto que, como espelho, refletem o circundante e dele procuram fixar ou interpretar a imagem. JOSÉ cumpre, com o primeiro número, uma etapa de sua proposta: a procura de uma fisionomia. (...) Depois de lançada nas bancas e livrarias: - a expectativa de receptividade pelo público, constatação de uma faixa de leitores, de assinantes, traduzida por pessoas que se identificam com um certo modo JOSÉ, de julgar, ler, escrever ou perguntar, repetida e compulsivamente, como no célebre poema do mesmo nome".

Enfim, encantado com a preciosidade deixada como lixo na calçada. Hoje, domingo pela manhã, nos preparativos para iniciar minha matinal caminhada, passarei novamente pela frente do mesmo local onde encontrei JOSÉ. Encontrarei algo novo? Como recolhedor de objetos interessantes pelas calçadas da vida, já degustei a famosa revista e agora, carrego um embornal, próprio para transportar para dentro de casa, objetos deixados no lixo pelas calçadas da vida.