Que a contenda este ano vai ser pegada, disso ninguém duvida. A cartada de crueldade para com o país que a extrema-direita está botando em curso é pra arrepiar carecas. Estejamos mais que preparados, pois esses inescrupúlosos são capazes de tudo - e mais um pouco. E farão de tudo para ter o poder de volta. Golpe baixo e abaixo da linha da cintura serão corriqueiros. Veremos de tudo pelas redes sociais. Mentira sendo expelida toda dia e dá-lhe para sacar se o publicado é fake ou verdade. Como a direitona não é dada em basear o que faz em cima de verdades, espera-se um festival de imbecilidades, tudo para engambelar os incautos. Este jogo já coemeçou de deve se intensificar, na medida em que ser aproxima o pleito presidencial da sucessão do presidente Lula.
Eu, todos sabem, sou e continuarei sendo petista, porém, afastado de qualquer atividade dentro de qualquer tipo de cargo dentro do partido. Minha participação neste pleito será a de militante, forte, ativo, presente e sempre me posicionando. Eu e o grupo do Núcleo de Base DNA Petista saímos da direção local do partido por completo desentendimento com a linha adotada pelos que, constituiam maioria e hoje dominam o partido. Ciente de que, estavam constituídos numa maioria, conquistada de forma ultrajante, tudo foi denunciado para a Direção Estadual e Municipal. Optamos por sair e continuar a luta do lado de fora, mais petistas que nunca, porém, longe de tudo o que é decidido pela direção bauruense. Minha opção pessoal é a de se manter calado neste instante e lutar, estar engajado na campanha de reeleição de Lula e na que for indicada para reverter e derrotar Tarcisio de Freitas em São Paulo.
No grupo, estamos todos atuando, presentes e isso pode ser notado em cada manifestação social em Bauru. Estamos presentes, diferente da atual direção. Posso mer considerar um petista autêntico, à moda antiga. Lutei, luto e lutarei sempre pelos ideais que sempre nortearam o PT e a esquerda brasileira. Não fujo da raia e do alto dos meus 65 anos, nem poderia seer diferente. Sempre estive presente, desde algumas décadas, engajado numa incessante luta, não só em Bauru, como nos demsais temas nacionais. O momento exige a continuidade dessa luta e dela não me afastarei. Creio, nem precisava fazer essa declaração, mas quiz reafirmar, deixar clarpo, evidente, onde estarei e o que farei daqui por diante. Quem me conhece sabe de todos meus envolvimentos políticos. Temos em Lula, a certeza de que, essa a única opção plausível para manter o país soberano, dentro do que se diz, regime democrático.
Analiso também todos os candidatos até aqui lançados para a Câmara de Deputados, tanto Estadual como Federal e até o presente momento, não vejo nenhum, onde possa estar realmente engajado e acreditando poderia ser, não só eleito, como bem nos representar. Essa conversa de que devemos votar em candidato de Bauru não cola comigo, pois não tendo ninguém correspondendo com a luta e o ideal que acredito e luto, escolho, sem nenhum problema outros candidatos. Pelo que vejo, dos até agora sugestionados, nenhum em condições de lá chegar. Todos querendo marcar presença, levantar fundos para a campanha e fortalecer/reforçar trajetória/caminhada. Voto em candidatos realmente de luta, compromissados com algo novo, revolcionário, disposto aos enfrentamentos todos necessários neste momento. Existe a real necessidade de desbancar essa maioria de ultra-direita hoje nos parlamentos. Penso muito nisso e para tanto, escreverei em meus espaços, destes todos, eternos lutadores e na propositura de mudar de fato, não só na aparência.
Resumindo, "envelheci, mas continuo em exposição", sendo, fazendo e acontecendo. Na lida e luta, sempre, de forma ininterrupta, engrimando em todas as esquinas e cantos. Na camiseta que escolhi para usar no dia de hoje, quando os assassinos de Marielle Franco são condenados, a visto e sei, este caso ainda não está totalmente resolvido com essas condenações, pois todas aquelas perversas reuniões lá no Condomínio Vivendas da Barra, ainda precisam ser desvendadas. Tem muita água para passar debaixo dessa ponte, como da do Banco Master, onde poderoso tentam se safar. A luta em Bauru continua, numa incessante luta contra a família Rosin e seus 17 asseclas na Câmara, hoje ainda encastelada no poder, promovendo ações totalmente descabidas, prejudicando um futuro palatável para Bauru, ainda é algo que a Justiça deverá se dedicar com mais atenção. Nos vemos por aí...
Uma história de jornalismo – e de vida
Ouvi esse relato de Eric Nepomuceno, testemunha ocular dos acontecimentos e que depois transformou a história num conto:
Eric lembra que em julho de 1985, ele estava em Montevidéu, num jantar, ao lado dos jornalistas Fernando Morais, Hugo Alfaro e Ernesto González Bermejo, os dois últimos uruguaios.O jantar seguia alegre, porém, em certo momento, Alfaro começou a contar que sobrevivera durante a ditadura militar vendendo enciclopédias. À época, Alfaro estava proibido de trabalhar em qualquer atividade ligada à imprensa. Ele então – com quase 60 anos – foi vender livros, de porta em porta. Anos depois, encabeçando um grupo de jornalistas que preparava um novo semanário, ele recordou que, na tarde daquele dia, ele passara horas buscando um livro sobre bromélias. Tratava-se de um pedido de uma antiga cliente.
Todos riram, menos ele. Alfaro explicou que muitos continuavam a procurá-lo, apesar de ele já não vender mais livros. Porém, argumentou que sentia o dever moral de atendê-las, não decepcionando quem o ajudara nos tempos difíceis.
Fernando Morais, então, perguntou como foi sobreviver sem poder, nem de longe, ser o que Alfaro havia sido a vida inteira: jornalista.
E Alfaro, então, contou.
Certa noite, numa cidadezinha onde fora vender enciclopédias, ele acabou no único cinema. Alfaro havia sido crítico de cinema. Assim, naquela noite, como sempre, ele viu o filme com olhos de um rigor implacável, achou a obra formidável, saiu comovido e, de tão empolgado, foi para o hotel. Numa velha Remington despejou no papel, em menos de meia hora, as 65 linhas regulamentares ocupadas por suas resenhas. Correu até o telefone, viu que estava a tempo de transmitir a crítica e, antes que suspirasse aliviado, percebeu: o jornal não existia. Seus colegas sumiram: a maioria no exílio, outros desaparecidos para sempre.
Eric concluiu lembrando que, quando Alfaro terminava de contar, ele e Fernando cruzaram-se no jardim da casa tentando disfarçar a maré dos olhos. “Tento imaginar como é escrever o que tem de ser escrito, e então perceber que não há mais jornal, não há mais o que deveria haver - sei, porém, que não terá sido em vão".
Ouvi esse relato de Eric Nepomuceno, testemunha ocular dos acontecimentos e que depois transformou a história num conto:
Eric lembra que em julho de 1985, ele estava em Montevidéu, num jantar, ao lado dos jornalistas Fernando Morais, Hugo Alfaro e Ernesto González Bermejo, os dois últimos uruguaios.O jantar seguia alegre, porém, em certo momento, Alfaro começou a contar que sobrevivera durante a ditadura militar vendendo enciclopédias. À época, Alfaro estava proibido de trabalhar em qualquer atividade ligada à imprensa. Ele então – com quase 60 anos – foi vender livros, de porta em porta. Anos depois, encabeçando um grupo de jornalistas que preparava um novo semanário, ele recordou que, na tarde daquele dia, ele passara horas buscando um livro sobre bromélias. Tratava-se de um pedido de uma antiga cliente.
Todos riram, menos ele. Alfaro explicou que muitos continuavam a procurá-lo, apesar de ele já não vender mais livros. Porém, argumentou que sentia o dever moral de atendê-las, não decepcionando quem o ajudara nos tempos difíceis.
Fernando Morais, então, perguntou como foi sobreviver sem poder, nem de longe, ser o que Alfaro havia sido a vida inteira: jornalista.
E Alfaro, então, contou.
Certa noite, numa cidadezinha onde fora vender enciclopédias, ele acabou no único cinema. Alfaro havia sido crítico de cinema. Assim, naquela noite, como sempre, ele viu o filme com olhos de um rigor implacável, achou a obra formidável, saiu comovido e, de tão empolgado, foi para o hotel. Numa velha Remington despejou no papel, em menos de meia hora, as 65 linhas regulamentares ocupadas por suas resenhas. Correu até o telefone, viu que estava a tempo de transmitir a crítica e, antes que suspirasse aliviado, percebeu: o jornal não existia. Seus colegas sumiram: a maioria no exílio, outros desaparecidos para sempre.
Eric concluiu lembrando que, quando Alfaro terminava de contar, ele e Fernando cruzaram-se no jardim da casa tentando disfarçar a maré dos olhos. “Tento imaginar como é escrever o que tem de ser escrito, e então perceber que não há mais jornal, não há mais o que deveria haver - sei, porém, que não terá sido em vão".
Texto de Márcio Pinheiro, acompanhado do escritor e jornalista Fernando Morais.
O "TOMATE" E SUA CONTINUIDADE, NECESSIDADE DE ESCLARECER OS FATOS
O bloco, denominado como farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, Bauru Sem Tomate é MiXto, nasceu irreverente e muito crítico e assim precisa continuar, superando arestas e esclarecendo algo ocorrido e servindo para desestabilizá-lo. Assim como somos contundentes com a crítica feita, isso desde o incío, 14 anos atrás, precisamos ser rápidos, sérios e entender o que está em curso, sanando divergências, pois para continuar, se faz necessário coesão e não divisão.
Tenho comigo que, todos deste bloco sabíamos desde o começo que, ano após ano, estaríamos "flopando" no Calçadão da Batista, pois um bloco, crítico ao "establishment", criticando abertamente a elite dominante, grupo de poder ou ordem instituída, teríamos pela frente fortes barreiras. E assim o fizemos, unidos, coesos, fazendo a necessária crítica e festando, pois o Carnaval é a maior festa popular brasileira. Um dos problemas deste país é a desunião da dita esquerda no contexto do embróglio de resistência e luta. Desunidos, tudo é sempre mais problemátrico e difícil, algo até intransponível. Se unido já não é fácil, desunido, sem condições.
O Tomate só tem sentido de existir promovendo uma festa ampla, unido e sem arestas. Creio que, terminada a festa deste ano, se faz necessário sentarmos todas e todos, desarmados e cada qual chegando, não com intuito de puxar a brasa para o seu lado, mas expor de fato nossos problemas e buscar soluções. Evidente que, blocos com a pegada do Tomate se faz cada vez mais necessários, num mundo onde querem nos ver calados, contidos e humilhados, onde festa, alegria e união, nem pensar.
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| MOTIVO PARA TOMATE CONTINUAR NA LUTA |
Eu, de minha parte, tenho um relato a fazer e quero fazê-lo no coletivo. Desta forma, estou propondo um ENCONTRO, para data mais breve possível, talvez já na próxima semana, quando os presentes terão amplo espaço para expor suas ideias e explicações. Um conversa necessária, pois ideias pululam e dentro das iniciativas necessárias para a continuidade está a de promover ações contínuas o ano todo. Eu estou proposto a isso. Quem mais? Já foi até falado numa atividade carnavalesca para o Sábado de Aleluia, como nos velhos tempos. Outras iniciativas, como a impressão de adesivos e participação efetiva em atos variados, porém para tanto se faz necessário essa conversa preliminar. O que somos, o que fomos e o que queremos ser daqui por diante? Conversar é preciso, ainda mais por estarmos batendo às portas de uma eleição, onde o "pau vai comer feio", pois a extrema-direita investe pesado em fake news e mentira repetida de todas as formas e jeitos como forma de dominação.
Seria bom a manifestação imediata dos tomateiros. A proposta está lançada e aqui sugerida. Não dá mais para empurrar o problema para a frente. Sentamos já, resolvemos e seguimos adiante ou iremos continuar divididos e enfraquecidos? Estar na lida e luta, fortalecidos e coesos, aprontando com quem pisa no tomate é o que nos resta fazer, flopando ou não, porém, coesos e unidos. O inimigo se mostra presente diante de nós e se já chegamos aqui, 14 anos, levar este barco adiante se faz necessário. Vejamos uma data e nela, um ajuste, mais do que necessário para seguir em frente. A continuidade dessa conversa se dará no Grupo do Tomate, no whatts e por lá, definiremos data e pauta. Vamos juntos?























