A TÁTICA DO CANDIDATO APROVEITADOR
Este ano teremos eleições e algo já está vicejando entre nós. Sabe aquele candidato que se apresenta em todos os lugares? Se deixar, pula em todos os bailes, desfila em todas as escolas de samba, adentra todos os bares, frequenta todas as feiras e circula pela região, como figurinha carimbada, conhecida e tentando ser paparicado por donde circule. Quer estar em todos os lugares. Faz vídeos em todos os lugares e se bobear, te enlaça para fotos, que depois expõe como incondicional apoio.
Na verdade - o horrendo da questão -, se cacifa para, juntando todas as gravações, daí possa pleitear junto aos prováveis interessados em fazer uma dobradinha com sua candidatura - estadual ou federal -, conseguindo de forma mais rápida amealhar valores altos. A estratégia é se mostrar ativo, operante e circulando por todos os lugares. Dirá aos prováveis e incautos parceiros se mostra ser possuidor de elevada quantidade de votos em todos os lugares. Na verdade, o único benefiado será ele mesmo, nenhum outro.
Já sabe de antemão, não chegará a lugar nenhum, mas ao final, terá arrecadado um valor considerável em muitas dobradinhas, podendo viver por mais um bom tempo sem percalços. Nada de vida dura. Este, com certeza, pela tática empregada levantará recursos como nenhum outro. Em toda campanha, se mostram de forma até abusiva, algo hoje considerado como pessoa influente e de sucesso.
Incautos caem fácil na artimanha, diria mesmo, arapuca. O discurso é sempre bonitinho, não necessitando nem ser muito coerente, bastando se utilizar de clichês, velhos conhecidos, muitos surrados, porém ainda mais que úteis. Poucos prestam a atenção neste detalhes, a maioria se deixa levar, acham até normal o procedimento. Como conseguem depois, lá na frente, promover o acerto de contas, isso é malabarismo que só mesmo uma matreirice infame dá conta. Portanto, todo cuidado é pouco. Se já não estão em ação, em breve na sua porta e na de quem está disposto a acreditar em sua prosopopéia de sempre. Cai quem quer.
UMA PLACA DEFRONTE O TEATRO MUNICIPAL E A IRONIA DE UM MORADOR
Sejamos sinceros, existem frases, postagens e cartazes, placas e pinturas expostas como uma espécie de piada pronta. O intrépido Fernando Vinicius de Lima, descia a Nações Unidas, leu algo fixado nas paredes do Teatro Municipal de Bauru, não aguentou, deu a volta no quarteirão, tudo para tirar a foto e registrar o insólito: "Que ?!?!?!...... Adorei a piada, fiz até a volta pra tirar foto 


Floresce.......sei............. apodrece isso sim....!!!!!". Numa perspicaz interpretação do que viu exposto, creio eu, nada como, mostrar a outra face, expor os dois lados da mesma questão. Sim, a Cultura floresce e muito nesta cidade, verdade incontestável, mas muito pouco advindo das hostes do proposto pela SMC - Secretaria Municipal de Cultura, órgão ligado à Prefeitura Municipal de Bauru -, aliada aos interesses fundamentalistas da atual gestão.


COMENTÁRIOS DESAIROSOS:
- "A unica Cultura que floresce aqui no Evanjeguistão é a cultura Gospel dos crentes fundamentalistas! Que significa: Nada de cultura só fundamentalismo religioso...", Dirceu Mosquette Junior.
- "Quando li também ri da piada de mau gosto... muito marketing e pouca cultura.", Wellington Leite.
- "A frase deveria ser " Bauru é verso morto/ Onde a arte agoniza e a cultura apodrece!! Henrique, vamos trocar a placa?", Fernando Vinícius Lima.
- "A Cultura aqui ainda persiste, ainda não morreu, graças à persistência de nossos artistas, que insistem em aparecer e mostrar seus trabalhos. Muitos músicos fazem seus shows e apresentações... Cultura vindo da Administração, não temos nada, mas independentes , temos sim.", Helena Perazzi de Aquino, minha irmã.
- "Evidente, o espaço público é inoperante, inócuo e utilizado de forma nada usual. A Cultura em Bauru flui por outros poros, modos e maneiras, infelizmente. Eu mesmo, confesso, tive minha formação cultural, assistindo todos os shows possíveis, imagináveis e inimagináveis lá no Sesc Bauru. Sim, presenciei algo dentro da estrutura municipal e estadual, porém, muito pouco e sem continuidade. Hoje, decepção absoluta. Circulo pela cidade e vejo colado nas cercas, os cartazesdo do que estará sendo apresentado no nosso Teatro Municipal e fico ruborizado. Não existe nem a intenção de procurar algo diferente. Se algo diferente ali se apresenta, não é por terem procurado, ido atrás, mas por estes terem procurado o espaço público municipal para as apresentações. Estamos parados no tempo. Eu fui ver a apresentação da Denise Amaral, dentro do Baluartes, da Cia Estável de Dança, lá no teatro de Pederneiras, depois via a Suka Miranda cantando em Tibiriçá, junto do Clube da Viola e recentemente assisti espetáculo do Galpão de BH, pelo SESC, que alugou nosso Teatro Municipal. Algo continua acontecendo, nossos cantantes são mais que bons, porém o incentivo municipal praticamente inexiste. Nem o festival de teatro do Paulo Neves e do Fábio Valério acredito continuem. O Paulo encerrou atividades e o Fábio desistiu. Musicalmente continuamos fortes, mas não vivemos um bom momento no quesito teatro e isso também se deve a falta de interesse da Cultura em patrocinar novas iniciativas. Terminamos uma Feira do Livro por lá e o resultado foi desalentador. O que se pode esperar de uma cidade hoje conhecida por fechar a maioria de suas bibliotecas públicas municipais e tendo quatro museus, nenhum está de portas abertas. Aliás, nenhum deles abriu suas portas, sequer um dia nessa administração, que totalizará em breve 8 anos.", eu, o mafuento HPA, apimentando mais a discussão.
- "Mas o que eu disse, mano ... Não podemos esperar muito dessa Administração que aí está. Eles não vão mudar, mas o pessoal tá se virando. O que vc pode esperar de uma Feira de Livros que não tem livros?", mana Helena lacrando a questão.







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Acabe com as fake news! Salve este bot da USP!


