terça-feira, 13 de outubro de 2026

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (236)


EU NÃO ENTENDO NADA DE ALGORITMO, MAS SE É PARA ALAVANCAR A CAMPANHA E LULA VENCER, ESTOU DENTRO
Eu estou envolvido dos pés à cabeça na campanha pela reeleição do presidente Lula. Tenho tido pouquíssimo tempo para ficar aqui batucando textos e postando. Tenho feito o que posso e do meu jeito. Com o resultado do 1º Turno, com Lula não ter chegado na frente, acendeu uma luz de alerta dentro de todos. Passei a dar atenção total a algo que, até então, para mim ainda passava batido: a importância dos algoritmos para consolidar a vitória. Assistia até então muitos dos vídeos do deputado mineiro André Janones, mas seguia meu modo de fazer política. Eu ainda sou adepto do boca a boca, porta a porta, conversa olhos nos olhos, mas tenho que admitir, algo mudou e se continuar fazendo campanha pelo modal até então utilizado, a derrota será certa.

Sigo a onda proposta pelo Janone e outros políticos, direcionando a campanha de Lula neste 2º Turno. Tento também aprender algo mais, meio que rapidamente, pois não dianta só ir replicando o que me enviam, sem entender um bocadinho que seja de como o treco funciona. Minhas postagens aqui pelas redes sociais ainda seguem padrões antigos, com recursos um tanto já ultrapassados. Chego até um número de pessoas, mas sou limitado. Tenho que mudar, aprender sem me transformar num ser totalmente dentro da propositura do IA. Tudo o que escrevo e posto é cria de minha mente. Não boto sugestões de textos e a máquina me apresenta algo pronto. Abomino isso, pois perco a identidade. O máximo que tenho feito são imagens criadas pelo ChatGPT, postando-as em vídeos que tenho feito para o Lado B - O Retorno.

E agora, eu cá com meu computador, diante deste dilema, o de dar o meu quinhão dentro deste novo modal de incrementação, muitop mais eficiente que o feito por mim até então. Se é para o Lula ganhar, vamos sim utilizar dos mesmos meios, só que sem mentir, sem criar fake news e sem espalhar nada que não seja um fato concreto. Assdim sendo eu topo e já estou dentro. Se para fazer chegar a mensagem numa maior número de pessoas, tenho que replicar o que me enviam e este conteúdo me satisfaz, faço com o maior prazer e assim sigo. Hoje mesmo, vejo que o Janones vai dar uma aula internética, para principiantes como eu, 20h, em seu canal. Estarei atento e pronto para aliado à campanha que continuo fazendo nas ruas, sentar a pua, apertar o dedo com força na reprodução do material que chegará em muito maior quantidade no celular de uma número cada vez maior de pessoas. Eu sei, Lula precisaria só de mostrar o que fez, faz e fará por nós, pelo Brasil, mas se o momento exige um algo mais, estou junto.

SE A VITÓRIA VIRÁ COM PARTICIPAÇÃO COLETIVA UNIFICADA, ESTOU COM JANONES E ACREDITO NO QUE FAZ PARA LULA SER REELEITO
Eis a live do Janones no link a seguir: https://www.youtube.com/live/MoU7dfYGWeU


NAS RUAS É LULA 100% E NAS REDES SOCIAIS, O EXÉRCITO DE JANONES SEGUE SUA TRILHA VITORIOSA
Assisti atentamente o que disse o deputado mineiro André Janones em sua live de orientação para vencermos o pleito do dia 15/10 e reelegermos Lula na presidência. Vi muita coerência no que disse, tanto que, reproduzo abaixo um resumo, até para seguir e assim, chegar à vitória. Ele traça um passo a passo dos mais interessantes, com dicas práticas:
1 - Usar as redes sociais como nunca o fizemos e com uma linguagem mais popular, deixando de lado qualquer elitismo. Neste momento utilizar somente a linguagem das massas e temas neste sentido;

2 - Fazer a campanha nas ruas hoje é ótimo, tanto o que vemos nas imagens das manifestações pró-Lula espalhadas país afora, mas para dominar as redes, fazendo nossa versão chegar, temos que nos apropriar das redes. O trabalhador, como todos nós, vivemos com o celular nas mãos e estes, o pegam nas horinhas de folga, quando lê o que ali está publicado. Estamos numa bolha e se faz necessário entrar e atuar nela.

3 - Ter um comando único, todos falando e postando a mesma coisa. No momento é receber uma missão e obedecer, pelo menos agir assim até o dia 25, o da vitória. Nestes próximos 15 dias, o assunto será um por dia. O sentimento das redes deve ser único, dia após dia e ninguém fugir disso.

4 - Cada botão do seu celular dentro deste Exército tem uma função: curtir, comentar e compartilhar. Depois clica no "aviãozinho" e espalha, multiplica tudo numa velocidade assustadora. Faça isso também pelo whatts, enviando os textos para todos seus grupos e contatos.

5 -Quando algo for publicado pelo Exército, assistir o vídeo até o final, pois a rede percebe quando é somente clicado e não assistido. Assim sinalizamos para a Meta, a real importância do conteúdo sendo clicado.

6 - Não responder mais a nenhum Fake News, por mais ofensivo que seja. Deve-se ignorar todo tipo de mentiras e ofensas, pois ao fazê-lo estamos, mesmo sem querer o incrmentando. Não seguir nenhum site direitista, de cunho fascista, pois isso dá engajamento. Não se deve promover nenhum deles e sim, ignorá-los.

7 - É impossível querer neste momento ficar convencendo bolsonaristas. Agora é ir atrás dos indecisos, chegando sem agressividade e sempre com argumentos, alertando as pessoas para o que vai acontecer, o que irão perder caso Flávio ganhe. É hoje de convencimento, trabalho de todos nós.

8 - Trabalho forte de convencer as pessoas para ir votar, principalmente quem não o fez. A elerição não está perdida. Não se pode achar nem que está perdida, nem que está ganha. Agora é trabalhar e muito, um por um. Convencer uma pessoa faz muita diferença, nunca desistir. "A soberba precede a queda", disse Janones. Eles, os fascistas acham que já ganharam e tudo depende de nós.

9 - O poder está no coletivo. Quem vai fazer a diferença é você, ou seja, nós todos se não abandonarmos a cancha de luta. A força é sua.

10 - Não é difícil virar esse jogo. O impossível é alguém como essa massa aqui sendo construída, de 3 a 5 milhões de pessoas perder a eleição. Seguindo isso tudo, unidos e coesos, venceremos. Temos tudo tudo para chegar lá, basta executarmos com dedicação um trabalho coletivo, seguindo regras, sem esmorecer. Até a vitória!

São orientações gerais e pelo que disse, o Exército está apenas começando. Eu acredito e sigo junto, nas ruas e muito engajado por aqui, pois é o que é visto nas redes sociais que vai decidir tudo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026


PERNAMBUCO E SEUS SÍMBOLOS, HOJE TODOS REPRESENTANDO O ESPECTRO DA LUTA DE LULA E DA SOBERANIA NACIONAL

Estar em Pernambuco e passar batido por alguns de seus símbolos, marcas, manifestações, canções e meio de ir tocando o barco adiante é o mesmo que não ter estado. Logo de cara, na primeira subida para Olinda tomamos conhecimento da história do "LA URSA", hoje tomando conta da cidade, impressa em todas as recordações. Compro de cara uma bolsa e dela não mais me separo. Depois a camiseta pintada a mão com o CARIRI, outro símbolo marcante, este envolto na luta pela reeleição de Lula, algo que trouxe como uma das mais marcantes recordações da viagem. Por fim, queria uma camista de um time local. Quase fui assistir ao jogo nos Aflitos, o Náutico x Novorizontino, quinta passada e só não fui porque na praça do Arsenal tinha uma festa diante do Bar MAmulengo, imperdível e indeixável (sic). Aquilo ficou, qual camisa trazer?
Peço ajuda para a educadora Carmem Bandeira Bezerra, que nos acompanhou sobre a explicação do CARIRI. "O Cariri , personagem lendário de Olinda, de origem indígena, o homem do saco que sai pegando crianças e velhos e tudo o que a vista alcança... Pega tudo e põe no saco. O Cariri deu nome à Rodrigo Trovarelli Rosaa carnavalesca Cariri de Olinda de cuja dissidência nasceu o Homem da Meia noite. O homem saí a meia noite do sábado de carnaval cuja sede é no Largo do Amparo na cidade Alta e desce pra entregar a chave ao Cariri que aguarda em sua sede no Bonsucesso ali por perto do Barrio, num momento verdadeiramente apoteótico. Reza a lenda que a orquestra de frevo do Cariri é a melhor de todas, faz frever o oceano Atlântico rsr. Depois que recebe a chave do carnaval das mãos do homem da meia noite , o Cariri sai montado num burrinho e segue subindo de volta as ladeiras acompanhado pela orquestra por volta das 4 da manhã e aí não tem Acorda que dê jeito. As crianças e os velhinhos escapolem do saco e saem pulando feito saci pererê. Quer mais história, Henrique? Então escuta o Hino do Cariri e põe pra tocar na sua Vitrolinha", me escreve ela.
A mais bonita camiseta pintada pelo grupo de artistas, reunidos na praça do Arsenla, pintando na hora vários temas e as vendendo por preço de custo, R$ 50 cada, tudo para espalhar coisas do lugar pela aí e hoje, incrementar a campanha de Lula. Fazem parte do projeto Coletivo 13, que já quero copiar e tentar reproduzir aqui pela modorrenta Bauru. Já do LA URSA é algo também encantador. A história contada pelos próprios brincantes e presidentes de agremiações (como a Associação das La Ursas) aponta uma origem européia. A tradição veio com imigrantes, provavelmente ciganos do Leste, que viajavam com ursos de verdade acorrentados, fazendo truques em troca de moedas. Conforme os animais morriam devido aos maus-tratos e ao clima tropical, as pessoas passaram a criar fantasias com peles, estopa e máscaras de papel machê para preservação da tradição. Hoje, os grupos periféricos contam orgulhosamente a transição da La Ursa de um passado de exploração animal para um dos maiores símbolos de resistência cultural e alegria popular do Recife, imortalizado no famoso refrão: "A La Ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro".
Não me perguntem como isso veio parar no Recife, pois isso é outra história. O que sei é que tudo está incorporado e sendo passado adiante pelos artesãos locais. Comprei uma máscara em papel machê, já na parede de casa e imãs, canecas e a bolsa. E por fim, a camiseta do time de futebol. os três times da cidade, o Santa Cruz, o Sport e o Náutico possuem vermelho em suas cores e essa, do Náutico Capiberibe, diferenciada da com faixas vermelha e branco, toda na mesma cor do time de minha aldeia, o Noroeste e também as cores da campanha de Lula. Fiquei com essa e dela não mais me separei. Eu sou assim, junto tudo no mesmo balaio e se tiver alguma aproximação com a minha linha ideológica, melhor ainda e já passo a incorporá-la em minha indumentária.
Agora, me resta juntar isso tudo e sair pras ruas pra essas duas semanas de campanha da reeleição de Lula, pois aposto, tudo isso trará imensa sorte e contribuirá para fazer com que a vitória lulista seja líquida e certa. Claro que, incorporada com muita luta, garra e disposição para não sair das redes sociais e das ruas. Estarã me vendo pela aí, com essas e outrsa vestes, cada qual com uma pequena história. O que vale mesmo, no frigir dos ovos é Lula vencer e isso vai depender muito da disposição de todos nós.

domingo, 11 de outubro de 2026

ALFINETADA (270)


DIA DE COLOCAR AS CONVERSAS EM DIA (01)
NEM BEM PISEI EM SÃO PAULO, JÁ DEU PRA SENTIR E ENORME DIFERENÇA
Passei sete dias entre Recife e Olinda-PE e no tempo que por lá estive, me recarreguei, voltando para São Paulo, mais que energizado, recarregado e pronto para os próximos embates. Pernambuco é um caso à parte, pois pelas ruas vivenciei algo único, realmente comovedor, dessa virada que estamos dando neste momento, com o intuito de reeleger Lula. Não está sendo fácil, mas como sabemos, nada é fácil para quem ousa defender os interesses das classes populares neste país. Como tudo ainda se encontra nas mãos de quem detém poder e grana, ir tateando pelas brechas possíveis, como Lula bem sabe fazer é papel de todos. Se Lula, diante de todas as dificuldades e pedras pelo caminho, conseguiu fazer tanto pelo Brasil, por que não insistir e ajudá-lo a continuar sua brilhante caminhada.

Perdermos o 1º Turno e a diferença não foi assim tão grande. Ou seja, com algum trabalho a mais, o objetivo seerá alcançado. Impossível não conseguir transmitir a mensagem de Lula, como a que salvará o país das mãos do fascismo. Do lado dessa ignóbil famiglia Bolsonaro o caos estabelecido, a perversidade elevada à sua máxima potência. Não é tarefa difícil mostrar os feitos do que os governos petistas propiciaram ao paí, mesmo contando com minorias nos parlamentos, ainda mais quando do outro lado, um bando de reconhecidos e já comprovados bandidos. Ocorreu uma lavagem cerebral na cabeça da população e isso prtecisa ser revertido. Este nosso papel neste dias, o de fazer chegar o que foi e fez Lula e o que vai acontecer ao país se Flávio ganhar.

Volto com essa missão. Vi que a reação pode despontar pela ação dos estudantes, principalmente secundaristas que, até o momento estão participando pouco das ações concretas país afora. Nessa semana tudo começou por Niterói e está se espalhando país afora. O esrtudante universitário já está engajado, como vi aqui na manifestação bauruense de ontem. Falta agora o secundarista. Esses ao virem pras ruas, traão juntos seus pais e isso fará a diferença. Chego em São Paulo com a bateria totalmente carregada e pronto para ir pras ruas. A diferença é sentida logo na chegada. Enquanto lá no Nordeste, o entusiasmo por Lula se dá por todos os lugares, por aqui, já no aeroporto, sinto a rejeição ao me verem com adesivos de Lula colados na roupa que visto. Enfrento a todos os que abordam. Para muitos, não existe diálogo possível, pois já tiveram suas mentes abduzidas pela ação dos algoritmos do mal.

No avião, sentado ao meu lado um destes, na espera pelas malas na esteira do aeroporto outro, depois enquanto esperava quem nos buscaria. Tiro de letra, pois os favoráveis rendem boas conversas e quando estamos juntos, percebo, ninguém pode conosco. A mentalidade do paulista foi consumida pelo arcabouço do maléfico e isso, mas do que perceptível. Nada mais me assusta e quanto mais sinto alguma dificuldade pela frente, volto cheio de gás e pronto para todos os enfrentamentos possíveis. Quando vejo que a pessoa não quer ouvir, desisto logo e parto para outros, mais palatáveis e assim, pouco a pouco reinicio o trabalho de conquista de votos entre os indecisos, os que não votaram no 1º Turno e mesmo os que votaram e cravaram aquele que nos perseguirá. De agora até o dia do pleito, este meu trabalho, missão e dela não me afasto, pois sei, será desta forma, convencendo muitos, que a vitória de Lula se consolidará. Eu acredito, pois mesmo com tantos de cara emburrada, percebo a existência de um brecha e como somos fortes, decididos, só vou parar quando a vitória estiver consolidada. Tudo pela defesa de um Brasil livre e soberano.

DIA DE COLOCAR AS CONVERSAS EM DIA (02)
DOMINGO TIRANDO A BUNDA DA POLTRONA
Permaneci a manhã toda na feira. Botei minha mais vistosa camiseta do Bora Lula e fui à luta. Subi e desci a feira com um rolinho de adesivos às mãos. Fui admoestado, mas a receptividade esteve à frente, suplantou tudo. Ou seja, primordial continuar com a propaganda virtual, mas intensificar o enfrentamento pelas ruas. Bauru esteve nas ruas ontem num ato histórico. Além dos militantes de sempre, todos conhecidos, o diferencial foi a participação dos estudantes. Eles foram o que de melhor levamos pras ruas.

Duas semanas para o pleito. Recuperamos algo, mas ainda é pouco. Eu faço um trabalho de formiguinha em cada saída de casa. Estou em campanha 24h por dia. Em cada contato, falo de Lula, peço voto, tento conquistar algo para o nosso campo. Tudo é válido e na rua acontece de tudo. Saio e estou pronto para tudo. Quem me vê pode achar até algo festivo no que faço. Se for preciso faço festa, mas mesmo assim, com um copo na mão, numa esquina da feira, estou cumprindo uma missão, um propósito maior.

Hoje fiz campanha e sei que outros tantos o fizeram da mesma forma, colocando na ria o bloco do Eu Sózinho. O tempo urge e no dia seguinte de um grande ato, um domingão e nada de concreto marcado. E assim sendo, sem conseguir permanecer dentro de casa estive por aí e assim continuarei. Eu faço algo pela internet, as redes sociais, mas gosto das ruas, do contato com as pessoas. Cada um cumpre um papel e na junção de tudo, com algo mais organizado, um resultado mais auspicioso. Vamos todos fazer algo, se doar e assim reelegee Lula.

DIA DE COLOCAR AS CONVERSAS EM DIA (03)
UMA RUA INTEIRA, IMPERATRIZ, NO RECIFE, SENDO OBSERVADA ACIMA DE SUAS MARQUIZES - A HISTÓRIA VISTA COM O PESCOÇO VOLTADO PRA CIMA
Carmem Bezerra Bandeira, nossa cicerone em Pernambuco, certo dia da semana, me disse queria me mostrar algo na rua Imperatriz, ou seja, Imperatriz Tereza Cristina e assim, numa tarde, após visitarmos o Cine São Luiz, passamos pelo livreiro de rua e caímos de boca nessa curta rua de comércio, antes pujante, hoje com poucas lojas, umas resistindo ao tempo. Todo centro do Velho Recife passa pela mesma situação, a de ver muitas portas se fecharem diante de outros locais na cidade. Junto de lojas, escolas comerciais e escritórios. O que permanece é o casario, todos bem antigos. E muitos deles sem nenhum vestígio de conservação, continuam sendo maltratados pelo tempo e ao mesmo tempo, outros já recuperados, não sei se devidamente restaurados, mas bonitos. O visual é este, como o de uma boca desdentada, ora um dente em perfeito estado, novo e junto outro, em petição de miséria.

Carmem me levou para mostar algo acima das fachadas e marquises, muito utilizadas como proteção ou cobertura para os pontos comerciais. Ele me pediu para olhar acima, como o fez certa feita um antigo professor, levando para o local seus alunos. Diante da observação do que viam neste nível, desceu com eles e a aula foi dada. Eu me diverti e creio, ter chegado onde ela queria. Além da viagem no tempo, ir constatando como se deu essa passagem do tempo para aquelas edificações, de como foram utilizadas ao longo do tempo e como o são agora, isso me fez permanecer com o pescoço e o rosto virado para cima o tempo todo.

O mais bonito de tudo, bem dentro do momento que estamos vivendo foi constatar que, como na maioria da cidade - pelo menos nos trechos por onde andei -, o que mais via nas janelas eram bandeiras vermelhas, representando o PT e Lula. Este cenário mais avermelhado me acompanhou por onde andei. Descrevo isso com ãnimo renovado, imensamente maior daquele encontrado em São Paulo, mais especificamente em Bauru, a aldeia onde nasci, cresci e vivo. Recife e Olinda são um caso à parte dentro do que vivencio neste período eleitoral. E aquelas edificações, sendo explicada uma a uma por Carmem, me aliciaram a tensão do momento.

Com essa intenção chegamos até a pracinha, onde um casarão está em restauro - pelo visto já há muitos anos -, o de onde residiu Clarice Lispector. Na praça uma estátua sua e andando mais um pouco uma igreja, onde Dom Hélder Câmara, então bispo do Recife, mobilizou paróquias e no local uma manifestação histórica, quando dois presos políticos estavam confinados e necessitavam de ajuda para escapar das torturas. Mais um pouco outro local histórico, o Hotel Central, o primeiro arranha-céu da cidade e sua proprietária, sempre pronta a contar algo da resistência em continuar por ali de portas abertas. Deu vontade de ali me hospedar. Foi isso, depois as caminhadas ao redor, sempre observando as bandeiras vermelhas expostas nas janelas. Recife e Olinda resistem e mostram ao país, que isso de ser birrento, apoiar golpes e golpistas, intromissão estrangeira é coisa de sulista. O Nordeste está em outra vibe, outra sintonia e oxigena minha vida e existência neste momento. Precisa disso e aqui encontrei tudo o que precisava para, quando voltar, me enfronhar novamente na luta que vai ser essa reeleição de Lula, a mais necessária de todas, pois do contrário nossas liberdades estarão todas indo pra cucuia. Escreveria muito mais dessa viagem, mas por enquanto, fico por aqui, pois preciso continuar dando meu quinhão para ver Lula campeão.


sábado, 10 de outubro de 2026

RETRATOS DE BAURU (32)0


PASSEATA DA VIRADA, AGORA NO CALÇADÃO BAURU - ESTOU RETORNANDO...
Com a nossa força e disposição, galgando degraus, indo atrás de quem não votou, convencendo indecisos, percorrendo os bairros e neste momento, numa passeara pelo Calçadão da Batista. Não temos tempo a perder. Viraremos esse jogo. Lula continuará sendo nosso presidente.
Algo dessa manifestação, uma das maiores já vistas em Bauru:
1 - https://www.facebook.com/reel/28868497466123002 - Claudio Lago e sua convocação.
3 - https://www.facebook.com/reel/2618589161989122 - Elaine Bertone na Praça Machado de Mello
4 - https://www.facebook.com/reel/1334913535246556 - Renato Terra do MNL no Calçadão. 
5 - https://www.facebook.com/reel/1455663713438110 - Marcos Lenharo e a passeata na avenida Rodrigues Alves.
6 - https://www.facebook.com/reel/1509102037714889 - Naíara Martins com os estudantes da Rodrigues Alves

EU NEM BEM VOLTEI E JÁ SENTI A DIFERENÇA
Minha boa gente, que me vê e lê, fico cá eu e meus botões, sempre a me questionar: Como pode ocorrer tamanha disparidade de ideias e concepção de vida entre essa oxigenante experiência aqui vivida no Nordeste brasileiro, mais precisamente Recife e Olinda, cidades pernambucanas e a que vivencio em Sampa, capital e a aldeia de Bauru, onde nasci, cresci, vivi, estudei, namorei e casei, vivendo até hoje, com meus 66 anos? Tudo bem, compreendo muito bem isso do Brasil ser um continente, com os do lá do Norte tendo uma concepção de vida completamente da vivenciado por aqui nos rincões do Sudeste e Sul do país, mas a disparidade hoje é tão grande, que me faz passar da situação de abestado. Fico, na verdade, horrorizado em perceber, notar e constatar o quando o lugar onde moro se apequenou, tornando-se um dos redutos mais conservadores do país. Como pode, enfim, existir tanta luz do lado de cima e tanta treva aqui do lado de baixo? Que raios de influências são essas?

Todos fazendo a viagem que fiz passam por situação similar. Diria mesmo, inevitável. Essas duas cidades quando vistas pelas suas ruas, o sentimento é um e eu, hospedado num hotel, rodeado de turistas por todos os lados, gente dos mais diferentes lugares, sinto já algo diferente no ar. Quando saia para tomar o café da manhã, sempre com minhas camisetas e tendo adesivos estampas de Lula 2026, sentia aquele olhar atravessado, de quem "ainda" me suporta. Eu sei, o bolsonarista não suporta o diferente e se hoje se cala, amanhã ganhando as eleições iremos ser persegtuidos sem dó e piedade. Assim como já ocorrem incêndios nas resistentes universidades federais e em igrejas de cultos diferentes dos evangélicos neopentecostais. Tem um lado do país muito doente, cabeça já quase pérdida, tomada por uma lavagem cerebral que, além de lhe ferverem os miolos, já fizeram um considerável estrago mental, a ponto de não mais permitir nenhum tipo de diálogo ou se, mera conversa com quem pensa e age diferente. O Brasi lestá no limiar de uma Guerra, não Santa, mas muito profana, bestial e insana, quando os doentes mentais querem impor suas vontades e atutudes para todos os demais. se deixar, viraremos em breve, um Estado pior que o islâmico. Se bem que, creio eu, no islâmico ainda sejam permitidos algumas licenciosidades.

Eu me preparo para deixar Pernambuco e mesmo não querendo fazê-lo, tenho que deixar isso tudo aqui vivenciado para trás. Carmem ri e diz: "Venha morar aqui. Isso aqui, é muito mais a sua cara e de Ana do que lá onde vivem e são minoria. Venha viver onde seu pensamento seja maioria. Recife e Olinda, mesmo com alguma modificação, ainda é um dos lugares mais arejados do país". Concordo e não tenho como regatear. O estado fez os dois senadores pró-Lula, reelegeu a governadora e a maioria dos deputados, tanto estaduais, como federais são do time do Lula. Piauí, aqui pertinho, é o estado com maior percentual de lulistas, gente que, não só entende como se dá o jogo e de que lado deve continuar para ter uma vida mais saudável. Ou seja, os do lado de cá não jogam contra o seu próprio patrimônio, como o fazerm os paulistas. Aqui, gente como esse Tarcísio de Freitas não se elegeria nem para síndico de quarteirão, pois está estampado em sua carapuça ser um sujeito atuando para destruir tudo de conquista e benefícios para as classes populares, trabalhadores e afins. Enfim, São Paulo me dá bruta vergonha quando me puxam conversa. Digo fazer parte dos que resistem, conscientes, esclarecidos e lutando contra o estado opressor instalado nos nossos costados. Luta inglória, porém, a de uma vida inteira.

Escrevo isso tudo com muita dor interna, pois gosto de minha aldeia, Bauru, mas a cada dia não a reconheço mais. Isso já faz um tempo. As transformações são evidentes, profundas e pelo visto, incontornáveis. Todo o interior paulista se mostra hoje redutos não só de conservadorismo, mas de irracionalismo, mentalidade tacanha, já ultrapassando em muito o dito conservadorismo. Me dizem que isso sempre foi assim, mas como vivenciei momentos diferentes, quando se lutava e era percebido uma aderência, devo ter passado batido e não levado muito em consideração. Com o advento do bolsonarismo, essa mentalidade até então aquietada e contida veio á tona e agora estão todos pela aí, cada dia mostrando mais sua cara e para que vieram. Estão a cada dia aprontando mais, pois se mostram irredutíveis num ódio para tudo o que seja esquerda, com profunda adoração, quase devoção sem rédeas, para o algoz, o que lhe crava a estaca. Acreditam em tudo que lhe dizem suas atuais fontes de informação, advinda somente de sites liagados à essa linha de pensamento, a que lhe produziram alterações irereversíveis mentais. O paulista, o sulista de uma forma geral estão todos doentes, decrépitos, porém, resolutos no caminho do precopício e quando se derem conta já estarão mais que num mato e sem cachorro.

Bauru foi um forte reduto ferroviário, portanto, de luta de uma classe trabalhadora de muita resistência. Muitas lutas verdadeiramente marcantes e para dar orgulho já ocorreram por estas bandas do mundo, mas hoje, ocorre um desdem de tudo isso. Nem sei porque os trilhos ainda não forma retirados e enxotados, vendidos por quilo numa sucata, diante de tantos políticos perversos a nos comandar. Uma Câmara vergonhosa, que só disse amém para todos os projetos vendendo nossa cidade, passando tudo nos cobres, assim como essa última administração, dita por mim como da incomPrefeita Suéllen Rosin, sem nenhum projeto alvissareiro para cidade, fazendo de tudo um escuso negócio, como já foi visto quando das aberrações que foram a das questões do lixo e do esgoto. Ainda bem, não elegemos ninguém para nos representar nas assembléias legislativas e estadual e federal, pois passaríamos muita vergonha, diante de como já o fazem aqui, com uma atuação dúbia e insana. 

É para este estado de coisa que volto neste domingo. Viajo com a cabeça em transe, polvorosa, pois saio de um lugar onde as ruas exprimem algo sincero, honesto, vibrante e realmente votando em quem os defenda, não em aventureiros, religiosos ou não, mas sem coração para interesses que não os comandandos por Vorcaros da vida. Tem outro tanto de boa gente resistindo e a esses me junto, buscando forças para continuar esgrimando e expondo as mazelas destas plagas. Hoje, infelizmente, existem uns tantos muito desavergonhados, pois agem não mais na calada da noite. Fazem tudo abertamente, sem medo de serem punidos ou cobrados. Existe uma pouca vergonha institucionalizada e em plena ação. Denunciamos todos estes, mas até a mídia por essas bandas, como em boa parte do país, deixa de cumprir sua missão, para como disse uma operadora de roubos, felizmente já presa, disse, "estão todos em nossas mãos". Por aqui, quase tudo está nas mãos dos seus algozes. Meu papel é denunciar isso tudo, mesmo que seja mero murro em ponta de faca. Uma hora alguns são pegos, como já ocorre na questão do Lixo e daqui a pouco com a da privatização do DAE. 

Pelo menos eu volto recarregado e com a mente revitalizada, arejada e pronta para tudo o mais que sei, terei pela frente. Lutar é a razão da existência de quem opta por estar junto da causa da luta dos despossuídos e dos trabalhadores. Lula que o diga. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

UM LUGAR POR AÍ (216)


ÚLTIMO DIA
DUAS REVISTAS PERNAMBUCANAS MARAVILHOSAS, ALGO ÚNICO NO BRASIL
As duas revistas pernambucanas, a Continente e a Pernambuco são de um primor editorial, resistência pura e algo único ainda em curso no país. A linha editorial de ambas é algo também, quase único no país. Tratam-se de publicações atuando dentro do que, Mino Carta, denomina como verdade factual dos fatos. Primeiro porque, hoje praticamente pouco se vê de reportagens no que mos resta de imprensa massiva e depois, vejo essas duas atuando sem amarras, algo inusitado para os nossos tempos.Eu sempre que me deparo com ambas por aí compro logo, pois sei, será sem decepções. Tenho comprado em livrarias e bancas diferenciadas em Sampa e no Rio. Agora, no Recife, berço das revistas, me esbaldo. Ler algo sem os vínculos que vemos no que restou da denominada grande imprensa, um alento. Trago comigo algumas, jóias raras. Essa imprensa pernambucana é mesmo arretada, vibrante e devoro tudo, munido de grande entusiasmo. Em desGovernos bolsonaristas, onde a Cultura será jogada na lata do lixo, isso não mais existirá e a pluralidade de opiniões e versões será inatingível, daí, mais um ótimo motivo psra votar Lula Presidente. O Nordeste hoje oxigena positivamente o Brasil.

EM OLINDA, NÃO DEIXE DE CONHECER O "BARRIO", REDUTO DE BOA CONVERSA E DE ESQUERDA
O bar do Barrio é mais do que uma história condensada no chão de Olinda e do Recife. São encantadores o que fazem alguns destes bares, como o Barrio, do animado Paulão, lá na parte baixa de Olinda, quando criou primeiro um café, depois foram chegando gente e mais gente, transformou-se num bar, depois num restaurante e agora num ponto cultural, com expositores locais inundando suas paredes, quadros, pinturas e fotos. Ali fomenta-se a Cultura local em sua essência, com manifestos, cantorias, prosas e um incessante diálogo, destes que, o sujeito passa uma vez e não quer mais embora. Assim como este, outros de igual teor, como o até mais famoso, ponto de resistência, o Mamulengo, na praça do Arsenal. 

O que acontece, dentro e fora destes lugares é para endoidar gente sã. E que de insano - pro lado salutar -, tenho quase tudo, vi, assuntei, adentrei e quando tomei conhecimento de como tudo por ali era processado, não queria mais ir embora. Como é difícil ter que levantar da cadeira e deixar um lugar destes. Os donos são mais que entidades. Entidades do bem, funcionando para proporcionar algo revolcucionário dentro da cabeça de seus frequentadores. Espalhando algo assim país afora, a gente acaba fazendo a revolução, fácil, fácil... E tudo lulista, cabeça mais que boas, defendendo a soberania e independência brasileira.

NAS PROFUNDAS DE OLINDA
Eu e Ana cá estivemos e não conseguimos colocar os pés numa areia de praia. Não houve tempo, nem disponibilidade. Tínhamos algo mais louvável para fazer por estas bandas do país. procuramso escarafunchar seus recnatos mais escondidos, como estes dois. Tomamos um ônibus quase defronte o hotel e paramos no terminal integrado PI-PE 15, bem enfurnado na zona periférica da cidade. Já no caminho, todos os abordados queriam nos ensinar do caminho para chegar até o Espaço Inara Zumbi, na rua Curupira, Cidade Tabajara. Lá, o espaço cultural de acontecimentos do mestre Salustiano. No segundo ônibus, só faltaram descer conosco para nos ensinar o caminho e dizer dos cuidados para atravessar a rodovia.

Fomos indo e chegamos, mas lá só algo quando tem evento marcado. Tiramos fotos e subimos mais um pouco até a Casa da Rabeca. No caminho um bar de esquina, onde nos indicaram para falar com o dono, usar seu banheiro e seguir adiante. Muita conversa em casa recanto. Na Casa da Rabeca, a mesma coisa, um amplo lugar de festança e reunião de iguais, mas só vimos as instalações, pois o furdunço mesmo, só à noite. Ficamos imaginando o que seria aquilo tudo lotado. Voltamos de UBER, que nos pegou ali por perto, um motorista que havia avabado de voltar do Rock in Rio, sendo um dos levavam os bonecões para o palco carioca. Sua história lá pelas bandas do Rio engrandeceu nossa viagem. Isso se deu por todos os lugares, muitas histórias, uma em cada canto por onde íamos parando. E quase todos lulistas e entusiastas da reeleição, pois sabem muito o que lhes acontecerá se Lula perder. Nessas bandas do mundo vivem um povo muito mais inteligente do que as de onde vim e vivo.

LULA NÃO VAI PERDER - AQUI ONDE ESTAMOS, A MAIORIA DO POVO SABE MUITO BEM DISSO

quinta-feira, 8 de outubro de 2026


MOURA, O REI DA PRAÇA DO ARSENAL NO RECIFE VELHO, BAR TEATRO MAMULENGO, ENCHE O LOCAL PELA DEMOCRACIA, NECESSÁRIA RESISTÊNCIA E LULA

O Recife não se verga e por aqui, felizmente bolsonarista não tem vez. Lula reina e pelas ruas e praças, ando me revigorando para o retorno pra Bauru. É muita emoção. Creio eu, ninguém segura mais esse povo de Lula tomando conta do país. Há nove anos atrás estivemos aqui, eu, Ana Bia Andrade , Carmen Lucia Bezerra Bandeira , inácio Jr e rodeado de muita gente. Uma equipe de abnegados militantes pintam na hora camisetas. O frevo comendo somto e no meio a paradinha, todos gritando, LULA LÁ. E depois da folia, todos saem em busca de votos pra confirmar a vitória. Venceremos os fascistas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026


enfim, o que vim fazer por essas bandas do mundo, Recife com e por LULA presidente
O LIVREIRO DE RUA DO RECIFE SABE MUITO MAIS DE TUDO DESTA VIDA, MUITO MAIS DO QUE ESSA CAMBADA DE PAULISTAS CONSERVADORES 
O LIVREIRO DE RUA DO RECIFE ME CONVENCE A LEVAR O LIVRO, HISTÓRIA DE D. JOÃO
Paulo Pereira, 60 anos, 30 com um sebo de rua, aqui no centro velho de Recife PE, com sua livraria na calçada, 50 metros do Cine São Luiz, o famoso nacionalmente pelo filme O Agente Secreto. Ele lê muito, desde sempre e hoje, brinca que o estacionamento que toma conta é pra sua livraria e mão para clientes em busca de ali deixar seus carros e ir pra outros lugares. Passei pela calçada e me interessei pela HQ, "D. João Carioca - A corte portuguesa chega ao Rio - 1808/1821", texto da Lilia Moritz Schwartcz e traço do Spacca. Ele se empolgou e me contou ter lido, relatando da fuga do rei português, medrado com o francês Napoleão, quase às portas de Lisboa. Assistir ele versando sobre o tema, a paixão por livros, após os muitos anos no ofício e dos encantos de lendo, ninguém é enganado. Foi uma das melhores pessoas que cruzei por aqui. Apaixonante essas histórias. Confira...

Eis o link para o vídeo, 6 minutos, do Paulo defronte seu sebo de rua:

ENCONTRAR GENTE COMO O LIVREIRO PAULO PELAS RUAS É MAIS QUE UM ALENTO
Eu postei há pouco um vídeo de seis minutos com o livreiro Paulo, quando passando defronte sua banca, pertinho do Cine São Luiz, baixou em mim o encanto. Não acreditava ser possível estar diante de uma pessoa como aquela. Ele é dessas que a gente procura e quando encontra não quer mais deixar escapar. É a própria luz, toda centrada numa só pessoa, mais que iluminada. Fez de sua pequena banca de rua seu modo de ganhar a vida e viver em paz consigo mesmo, sendo feliz, lendo e multiplicando esse seu saber adquirido com os livros para tudo o mais. Quem por ali passa e dá uma paradinha, sente isso do encanto. Ele é o melhor exermplo que poderia dar para o que a diversidade de leitura produz dentro da mente humana.
Em Bauru, num adesivo pregam "LEIA A BÍBLIA" e o acho muito reducionista, pois incentiva somente a leitura de um livro. Quem lê somente um livro, seja ele qual for, tem visão reduzida do mundo. Quem lê muitos, lê de tudo, tem outra visão, incomensuravelmente tudo ampliado e desde então, ninguém mais o engana. O encontrto com ele foi casual, pois na saída do Cine São Luiz, beirada do rio Capiberibe, via banca e me interesseri por um livro. Peguei na mão e antes de dizer algo, ele me deu uma aula sobre o seu conteúdo. Ele havia lido o livro, sobre a vinda do rei D. João de Portugal para o Brasil, instalando a corte no Rio de Janeiro. Vocês precisam assistir o curto vídeo, pois se contar poucos irão acreditar.
São pessoas assim que procuro pelas ruas do Recife, nessa curta estadia, justamente começada no dia da votação do 1º Turno das eleições 2026. Da decepção das urnas, pelo menos do voto dos paulistas e do pessoal da região Sudeste/Sul, chegando no Nordeste encontro outra mentalidade. Por aqui não viceja o fundamentalismo, muito menos alisam a cabeça de fascistas. Gente como Paulo ocupam as ruas e queria gravar com todos estes. Escolho alguns, pois desde segunda estou já em plena campanha por Lula no 2º Turno. Saio com meus adesivos pelas ruas e quando abordado, dou sempre início a uma longa conversação. Dela, sempre estamos a falar sobre a necessidade de cada um que votou em Lula, multiplicar esses votos agora, indo atrás dos indecisos. Com o livreiro Paulo, sua esposa antes me dizia da força de Lula em Pernambuco e em todo o Nordeste, tudo comprovado com a conversação com ele. Saio daqui maravilhado, renovado, recarregado para tudo o que, sei, encontarei quando do meu retorno para Bauru. O povo paulista se deixa conduzir como uma manada para seu matadouro, sem o perceber e ainda adulando o seu algoz. Dá pena, pois a lavagem cerebral foi tão grande, que nada percebem e se deixam levar por um ódio, que deveria ser contra seu algoz, o que lhe instiga contra quem faz algo por eles.
Tudo de cabeça muito virada lá por São Paulo e muita oxigenação mental aqui pelo Nordeste.
Quero e vou me deparando com muitos Paulos por aqui. Hoje mesmo, já queria ter gravado com outros tantos. Todos entusiastas por Lula e cientes de que, se o outro for eleito, o país adentrará um período nefasto, onde perderão tudo. E assim tento aproveitar ao máximo minha estadia por aqui. Domingo já estarei de volta por Bauru, onde nada me tirará das ruas, até o dia do pleito. Eu irei atrás dos votos dos que não foram votar, mas também estarei nas ruas, principalmente nos bairros periféricos, pois o povo mais pobre, não pode continuar sendo enganado como o fazem até agora. Quem assistir Paulo falando vai se entusiasmar pra fazer Lula dar essa necessária virada e ser reeleito. É o que nos resta fazer, enquanto povo livre e nação soberana. PAulo, o livreiro do Recife sabe muito bem disso.