segunda-feira, 5 de outubro de 2026

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (220)


O QUE VOU LENDO POR AÍ, DEPOIS DO RESULTADO DO 1º TURNO DAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS

1.) Infelizmente o Brasil acabou ...
Acabou a Cultura...
Acabou a Liberdade de expressão...
Acabou a Soberania ...
Os ignorantes venceram ...
Teremos tempos sombrios, muito sombrios.
Eu não estarei mais aqui, mas meus filhos que votarem neste inútil, nesse ignorante, neste traste, ainda verão como vai ser e com certeza se lembrado de mim, mas será tarde , pq conseguiram destruir o Brasil.
É uma pena, mas o Brasil acabou.
A ignorância, a leviandade, a podridão venceu.
O nosso país vai entrar numa derrocada só, numa ribanceira só. Nunca mais será o mesmo.
Quem não votou deu a vitória à esse miliciano vagabundo e sem propósito algum com o povo brasileiro.
Vcs têm o meu desprezo pelo seu desapreço pelo seu país.
Vc é inerte e completamente sem interesse pelo seu país e pela sua situação de vida em sua cidade e país.
HELENA AQUINO, minha adorável irmã, dois anos mais velha. 

2.) Vcs fizeram suas escolhas. Agora relaxem e gozem porque o c* vai arder... Divirtam-se. Para mim nada muda. Vou só assistir e rir muuuuuito.
 BENEDITO FALCÃO, eu dileto amigo, residindo em Piratininga.

3.) Vamos olhar o resultado da eleição 2026 na nossa cidade. Para variar, cidades bem menores que a nossa voltaram a fazer deputados federais e estaduais enquanto por aqui amargamos vereadores usando espaço na mídia e fundo eleitoral somente para reforçar seus nomes para a disputa a reeleição em 28, pois todos sabíamos que a exceção de Borgo e Estela, nenhum outro teria a mínima condição de se eleger. Os paraquedistas com o apoio de políticos locais levam milhares e milhares de votos daqui, sem o menor compromisso com a cidade, a não ser empregar um ou outro aspirante a um cargo eletivo como assessor parlamentar e, após 4 anos do próximo mandato, as vésperas da próxima eleição, enviar umas migalhas de recursos a fundo perdido para a cidade. E assim Bauru que já perdeu jornal diário, perdeu empresa própria de ônibus intermunicipal, perdeu seu aeroporto hoje só estacionamento de aeronaves, perdeu sua ferrovia e seu destaque anterior como maior entroncamento rodoferroviário da América Latina. Caminha eleição após eleição ao ostracismo político-administrativo e assiste municípios vizinhos com um crescimento de dar inveja. Sim, as últimas gerações de bauruenses estão acabando com o que nossos antepassados lutaram e deram o sangue para construir. TRISTE, MUITO TRISTE!
LUIZ PIRES, ex-secretário municipal do Meio Ambiente e defensor intransigente de uma Bauru, infelizmente, cada vez mais distante de nossos olhos.

4.) Depois das urnas - Os resultados das urnas nos trazem sempre uma mensagem, e é preciso um esforço contextualizado para entendê-la. Minha TPE — tensão pré-eleitoral — neste ano estava mais elevada do que em anos anteriores. Ela se manifestava, sobretudo, nas análises que havia feito, jamais tornadas públicas, justamente para não desmobilizar os militantes. Mas os mais próximos sempre souberam da minha opinião sobre a eleição presidencial.
Repetidas vezes afirmei que esta seria uma eleição mais difícil do que a anterior, mesmo com a máquina nas mãos. Acreditava ser impossível que a disputa fosse encerrada no primeiro turno. Para muitos, havia essa expectativa. Mais do que isso: havia um desejo. O que eu não esperava — e isso me preocupa — era que o adversário terminasse o primeiro turno à nossa frente.
Mas a responsabilidade do momento exige que nossa decepção, ainda que compreensível, não seja expressada publicamente. Afinal, ainda estamos diante de uma disputa. Disse anteriormente que as urnas nos dão recados. E elas nos deram um. Ele precisa ser analisado, compreendido e levado em consideração. Mas isso será feito depois que a disputa terminar. Não há tempo agora para lamber as feridas. Agora é hora de intensificar a campanha, conversar com as pessoas, compreender o recado das urnas e, sobretudo, trabalhar para virar o jogo.
FABRÍCIO GENARO, proprietário do Bar do genaro, um dos lugares onde a esquerda se encontra em Bauru e região.

5.)Ou somos radicais na defesa da democracia ou vamos viver behemoth.
Temos de ser democratas radicais. Temos de fazer a campanha de 2028 municipais desde agora. Falar de fascismo para a mulher, homem, jovens que vivem nas comunidades mais carentes na navalha é inútil. A própria ABJD terá de submergir na luta a partir de agora. 2027 dia 2 janeiro teremos a anistia geral. Temos muito que aprender com MST etc guerrilha urbana, estamos diante de guerra híbrida , desde o golpe e muitos não aprenderam a união, buscar estratégias etc. Fanáticos estão se articulando mobilizando etc faz tempo (quando exagero falando sobre situações não é teoria da conspiração). Aliás os sionistas o Mossad , Israel estão dentro do Brasil livre e armando faz tempo. Projeto de poder dominação … criaram os fanáticos , zumbis , mas essa eleição foi claramente forjada, controlada por eles etc.
MARIA CRISTINA ZANIN, minha querida advogada, sempre de plantão, atenta e sempre com ótimas observações.

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"A única derrota que existe é cruzar os braços." (Pepe Mujica)

domingo, 4 de outubro de 2026

BEIRA DE ESTRADA (214)


DECEPÇÃO*
* 
É o que ainda consigo escrevinhar, depois do tsunami com o resultado das urnas desta insólita eleição de 2026.

Hoje, domingo, antes de me deitar, se me perguntarem se estou desaminado com o resultado das urnas, da eleição, digo, de cabeça bem levantada, NÃO, não estou desanimado, mas muito depecpcionado. Os sinais sempre foram muito evidentes de que, o país já tinha tomado rumos muito distantes de uma normalidade democrática. Tomo como exemplos algumas pequenas coisinhas, que quando somadas resultam nisso que estamos vendo como resultado final, com o povo votando na proposta da extrema-direita criminosa e miliciana, contra uma proposta de manter o país dentro de rumos democráticos e altaneiros. Preferiram optar por tudo aquilo que recebem como mensagem de única fonte de informação, confiando na de seus segmentos via celular. E neles votam cegamente, sem pestanejar.

O exemplo maior eu tiro do lugar onde moro. Estamos passando por um momento de mudanças por lá e uma novo síndico profissional chega, com mudanças dentro do proposto pelo novo entendimento deste mundo, a eficiência do mercado, os números acima das pessoas, atropelando tudo. Não existe humanidade nas decisões e se é para fazer algo, fazem e pronto, dane-se as pessoas, sensibilidade zero. E do outro lado os funcionários, sem ação e vendo tudo o que estão a fazer, inertes e contando com alguns que ainda os defendem. Se apegam a gente como eu, que paro, converso e coloco a cara a tapa para tentar não permitir que, algo de pior lhes aconteça. Mas daí, dias depois chega a eleição, estes estão vendo como tudo se dá, um dos lados defendendo um criminoso e do outro o Lula se esforçando para manter os direitos destes, mas olho para os dois porteiros, os que mais converso e sabe de que lado votam? Os dois seguindo orientação de suas igrejas, votam no lado que os apunhalam. Esperam que façam algo, mas na hora de consolidar e também se ajudarem, seguem o lado oposto. Eu tento argumentar, mas percebo que não adianta, pois a orientação veio da igreja, algo maior que o que estão vivenciando no dia-a-dia. Preferem seguir a orientação que quem lhes impõem uma orientação acima, maior, tudo embutido com uma religiosidade, essa não podendo ser questinada. E assim, talvez mesmo sem o perceberem estão se apunhalando a si mesmos e se deixando levar. Eu cá, os tentando defender, brigando contra quem lhe oprime, mas quando podem fazer algo, vacilam.

Nas ruas, no Calçadão da Batista, tentei abordar um cidadão, talvez um trabalhador de alguma empresa pela aí, apresentando e lhe sugerindo que pudesse ao menos ouvir a proposta do candidato do PT, o Lula. Sua resposta foi me apontar o dedo para seu boné e nele a inscrição de "New York". Eu entendi nisso, uma submissão total e absoluta para tudo o que representa o bolsoanrismo, cegamente, perdidamente apaixonado, entregue, sem direito a nem sequer ouvir nada diferente. Ele talvez nem saiba, e nem queira saber que a cidade de Nova York é hoje administrada por um socialista, opositor ao Donald Trump e seu boné é de lá. Não adiantaria, pois o que me me dizia é que, ele aceita a intromissão dos EUA em nossa política e que, o melhor para o país neste momento é mesmo ser capitaneado por Trump e os seus, entregando todas riquezas nas mãos destes e se ocorrer alguma invasão, como a da Venezuela, estariam do lado do invasor. Num outro momento, uma senhora muito bem vestida, cabelos brancos, com cara de ter sido professora, chego com a mesma intenção e lhe estendo o folheto e o adesivo de Lula. Ele me olha com cara de intolerância, nada me diz, mas me aponta seu dedo e nele um anel, com a bandeira do Brasil tremulando. Quando vê que havia visto, daí me olha e com cara de desdem, como se me tivesse dito, "é deste lado que estou, não do seu". E se afasta sem querer ouvir nada, pois já está decidida.

Sim, nós erramos lá atrás, quando foi permitido esse avanço dessas ideias, sem que nada fosse feito naquele momento. Nos acomodamos todos, os do degrau de cima, com muito mais culpa e nós, daqui dos degraus de baixo. Deixamos eles ganharem corpo, terreno e irem ocupando espaços. E os espaços foram ocupados. Olho para famílias inteiras passando diante de mim no Calçadão, como uma, creio que umas seis pessoas, todas de vere-amarelo na indumentária e quando lhe ofereço algo de Lula, quem rejeita e grita algo não são os idosos, mas o jovens, crianças com oito, doze anos, e como resposta ouço o "Lula ladrão, nove dedos e Bolsonaro nosso rei". Nestes momentos eu parava tudo, ficava observando o comportamento deles até se distanciarem e me perguntava pra mim mesmo: como pode isso ocorrer desta forma e jeito? Que tipo de informação foi sendo massificada na mente dessas pessoas, para neste determinado momento, enxergarem tudo de bom em gente como esses Bolsonaros e tudo de mal no oponente, no caso Lula. Poderia tentar argumentar de todos os programas sociais que estão aí, ainda vigentes, lhes beneficando, mas tenho a mais absoluta certeza, de nada adiantaria, pois o estrago já está feito, muito consolidado.

Isso não foi algo desta eleição, pois foi construído ao longo do tempo. Não vai ser agora que irão mudar. Tudo foi sendo construido, conquistado e culminou nisso tudo. No último pleito, o do terceiro mandato de Lula já havíamos batido na trave e ganhamos a partida. Agora, não sei mais nada. Sei que não desistirei, mas me pergunto, vale a pena continuar entregando folhetos lá na Esquina da Resistência, algo desgastante fisicamente, sem que nada ocorra de real transformação, envolvendo toda a nação? Lula fez até muito diante deste Congresso declaradamente fascista, com a confirmação de todos os projetos e benefícios sociais, mas pelo visto, de pouco adiantou. Eles parecem não serem suficientes. Na propaganda, a feita dentro da cabeça das pessoas, deixamos a desejar. Pelo visto, aqui em São Paulo, pelo menos no interior paulista, a predominância do conservadorismo fascista é latente e impositiva. Preferem votar em alguém como Tarcísio, apunhalando toda e qualquer reivindicação justa de trabalhadores, permanecendo ao lado deste, do que a de enxergar que algo novo poderia acontecer se ao menos olhassem para o que representava seu adversário, o professor Fernando Haddad. O paulista prefere continuar sendo apunhalado do que ousar enxergar o óbvio. Haddad tentou, fez tudo o que estava ao seu alcance, mas no frigir dos ovos, gente votando, conduzido por algo maior, como os dois trabalhadores lá do prédio onde moro, lhe dão às costas. E assim, ele perdeu feio e Lula indo para 2º turno em desvantagem. Como reverter essa lavagem cerebral, eis a pergunta que não quer calar.

O cara é saqueiro, nordestino, sofre pra dedéu, mas vislumbra em Bolsonaro e em suas ideias sua salvação. Pode voltar de avião pra rever sua terra dentro de governos petistas, viu de perto algo da transformação lá ocorrida, mas ninguém lhe tira da ideia, que é o Bolsonaro o cara. A senhora que cuidou do meu cão Charles até seus últimos dias, se beneficia diariamente das benesses dos programas sociais, todos provenientes de inciativas petistas, porém não tem quem lhe coloque na cabeça que, o Flávio, mesmo sendo declarado bandido é o cara para ela deve votar e posta diários absurdos, fake news, que quando vou lhe dizer algo, só faltou me jogar na cara, "você acha que eu não estou entendendo tudo o que se passa?". Nos ubers da vida eu já desisti. Se for discutir, encerro a corrida pela metade e me deixam no meio do caminho. Agora mesmo, vitória consolidada, Flávio em 1º e Lula em 2º, chego no Recife PE - onde Ana vai participar de um Congresso Acadêmico -, 22h, o jovem motorista ouve a Jovem Pan e quando lhe questiono, ele diz ser a melhor, a que lhe diz a verdade. Estava feliz e vim até o hotel me encontrar com Ana, que me recepcionaria no Marco Zero da cidade, mas diante do resultado das urnas, me disse: "Nem venha, eu vou daqui pro hotel e você faça o mesmo daí do aeroporto". Nem senti o clima das ruas, me enfurnei, fiquei a sentir dali o que nos representa de fato essa eleição e amanhã, segunda, 05/10, daqui do Recife, onde permanecerei por uma semana, reduto ainda dito de esquerda e petista, tento decifrar melhor os próximos passos. Amanhã, com a cabeça melhorzinha, talvez uma melhor reflexão. Hoje, algum choro, uma troca de falas com o filho por telefone, um lamento junto da esposa e tentar dormir. Enfim, estamos decepcionados, porém não desistimos. Somos como aroeira, vergamos, mas não quebramos. 

PERCEPÇÃO DE UMA DILETA AMIGA PAULISTANA
"Pessoal, estou aqui em casa bundando. Fui votar por volta das 11 da manhã. Moro na Bela Vista e voto no Sumarezinho, bairro de classe média onde nasci e vivi a maior parte da minha vida. No caminho, cerca de 6 km, muita gente de vermelho ou com adesivos do Lula. E no colégio onde voto, muita gente também fazendo o L. Fiquei até meio surpresa, até porque em outras eleições as camisas amarelas da selecinha predominavam no Sumarezinho, e hoje só vi uma ou outra. Tinha muito mais vermelho do que eu esperava, não só lá, mas por onde passei. Não estou dizendo que vai ser fácil, mas fiquei um pouco mais tranquila com o resultado desse "termômetro"... #boralula", Juliana Guido.

sábado, 3 de outubro de 2026

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (195)


ESTÁ EM NOSSAS MÃOS NÃO PERMITIR QUE O BRASIL SEJA ATIRADO NO FUNDO DO POÇO
Este trio da foto aposta suas fichas num país totalmente submisso aos interesses norte-americanos, entregando todas nossas riquezas de mão beijada. Não estão nem aí se o povo trabalhador, a imensa maioria do povo brasileiro vai ficar em petição de miséria, perder direitos e se ver nas mãos de milicianos nos governando. Guardião apresenta três destes, o candidato, explícito miliciano, o Flávio, assim como o governador Tarcísio de Freitas e a ainda (olha o Gaeco aí, gente!) mandatária bauruense, a incomPrefeita Suéllen Rosin.

Neste momento, véspera do pleito, Guardião se pronuncia: "O buracão é logo ali, bem diante de nós. Já deu para perceber como anda a situação aqui em Bauru, com essa pontinha do imenso iceberg sendo mostrada, explícitada para Bauru inteira entender como está se dando os procedimentos intestinais de uma administração, que já começou errada e assim sendo, só poderia ter continuidade desta forma e jeito. Não foi por falta de aviso. Bauru está entregue às moscas. Um absurdo administrativo completo e se bobear, irreversível. Afirmo isso, pois Suéllen faz parte de um grande esquema da extrema-direita, o de tomar conta do país. Com Tarcísio de Freitas em São Paulo acontece a mesma coisa, sem tirar nem por. Esse governador ferra com São Paulo, de cabo a rabo e assim mesmo, o povo paulista, pelo que se vê, continuará votando não só nele, como lhe dando respaldo para as barbaridades sendo executadas. E em Bauru, não acontece exatamente uma extensão disso? Pois, tudo parece nitidamente fazer parte de um amplo esquemão, que culminará com o resultado desta eleição, se o país se deixar levar pelo engodo criminoso que é a candidatura do miliciano Flávio Bolsonaro. Este triunvirato está enfiando o Brasil num caminho sem volta, com péssiamas administrações, todas de extrema-direita, sem projetos concreto, que não o de enlamear o país, promovendo uma execrável entrega de nossas riquezas e eliminação de direitos. Boabeando, além de já estarmos na beiuradinha do abismo, estaremos caindo nele com o resultado dessas eleições. Ainda dá tempo, pois ao leger Lula e renovar nossas Câmaras todas, uma oxigenação que salvará o país de sua destruição e capitulação aos interesses norte-americanos e fascistas. Basta a gente querer, mas precisa ver se o povo está querendo isso ou está iludido, sendo ludibriado por gente muito da inescrupulosa".

E assim se deu essa fala bem direta e reta de nosso Guardião, indo direto ao ponto. As cartas estão na mesa e só não a entende quem não quer ou, na pior das hipóteses, está comprometido com o pior e pensa igualzinho aos perveros, acabando com tudo o que encontram pela frente.
Em tempo: Guardião é obra do traço, sem auxílio de IA, do intrépido artista do traço, Leandro Gonçalez, contando com as mafuentas escrevinhações deste que aqui publica essa postagem.

QUANDO FOREM PARA AS URNAS, LEVEM ESTE DITADO EM MUITA CONSIDERAÇÃO


TÔ VENDO UMA ESPERANÇA - BORA LULA

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

COMENTÁRIO QUALQUER (278)


Será possível?
A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE, MAS...
Gente, eu estou um caco. Permaneci o dia quase inteiro em pé e distribuindo folhetos pró-Lula e os demais candidatos deste campo. O corpo dói e quero desmaiar, ou seja, deitar e ficar desacordado até não mais poder. Quando retornei das ruas, ouvi alguns dos sites e fontes de informação nos quais confio. Só então me dei conta de que, a coisa pros lados do Lula não estão assim tão fáceis como imaginava. Na verdade, mesmo com toda polarização que tenho presenciado nas ruas, ainda acreditava que, mesmo Bauru continuando muito conservadora, outras paragens mais arejadas, como o Nordeste, nos salvariam novamente. Lula está na frente e mesmo com todas as aberrações, uma a cada dia, Flavio continua nos seus calcanhares. Hoje, quando alguém se dizia eleitor deste invotável Flávio, se dizendo bolsonarista, quando este se afastava, eu ficava o olhando de cima embaixo, imaginando o que teria acontecido para que, mesmo ciente de tudo, pois as encrencas de todos os Bolsonaros são exorbitantes, para que nele acreditasse. Eu me deparei com muita gente, dessas pelas quais acreditava ser totalmente impossível dela, pela sua formação, estar ao lado de pessoa tão execrável. Alguns me disseram que, em Bauru cairá o tal do índice de 80% de votos pró-Bolsonaro. Ainda confio nisso, mas não sei, depois de meu trabalho pelas ruas, se cairemos ou aumentaremos o percentual. Quando um grupo de trabalhadores braçais passaram por onde estava, todos uniformizados, jovens atuando tercerizados e dos seis, nenhum se mostrou propenso a parar e ouvir algo sobre Lula, eu quase despenquei. Tive muitas surpresas positivas, principalmente dos jovens, pegando colinhas e adesivos, confessando que estão batendo de frente com o que pensam seus pais. E muitos levaram adesivos, pois disseram querer votar com estes colados em suas vestes. Eu tentei buscar forças para continuar acreditando na lucidez do povo, principalmente o trabalhador, mas agora, já em casa, ouvindo o que estou ouvindo, já não sei mais nada. Estou dormindo em pé, ou melhor, sentado, ciente de que, amanhã, será um dia intenso, dia inteiro nas ruas, onde possa dar meu último quinhão antes do pleito no domingo. Tomara consiga dormir, pois o cansaço é imenso e a esperança é a última que morre.

UMA HISTORINHA DAS ENTRANHAS DO PODER BAURUENSE E A PROXIMIDADE DAS ELEIÇÕES
Essa eu ouvi ontem e diz muito de como andam as discussões eleitorais lá pelas bandas de um lugar onde não arrisco botar os meus pés, no Serpentário do BTC. Dizem que, por lá, circulam muito dos reais donos do poder destas plagas, o cacife financeiro da cidade. Por lá, como se sabe o predomínio é absoluto para o pensamento e linha de ação bolsonarista. Muitos por lá, cientes de como deve ser o procedimento padrão, mais ouvem, riem e concordam com tudo. Enfim, não querem ser excluídos da panelinha se opinarem contra. No supermercado ontem, conversando com um frequentador das reuniões etílicas lá ocorrendo regularmente, me perguntava sobre a eleição e me disse, assim no pé do ouvido, algo que repasso, sem citar a fonte: "Sabe, meu caro, eu percebo, por lá é difícil discordar de seguir a linha predominante e reinante e de alguns, diria mesmo, quase impossível algo a oxigenar o ambiente. Porém, já existe um segmento, bem consistente, enxergando nitidamente toda a bestialidade do Flávio Bolsonaro, sua incapacidade e que se eleito, irão mais prejudicar os seus negócios do que dar algum contribuição. E estes, mesmo não sendo Lula, já estão resolutos, pronto para votar nele, isso sem fazer alarde, quietinhos, destrás da moita. É o tipo de denominada revolta silenciosa, feita mais para para salvaguardar o patrimônio, do que deixar tudo se perder nas mãos de um bando de urubus, prontos para rapinar tudo. Pode ter certeza, até lá, a coisa começa a mudar. Ou seja, qualquer pessoa com um mínimo de sensatez não consegue votar em nada onde essa família esteja atuando. Tem muitos já agindo e tantando passar o máximo sem serem notados, pois sabem, quando alardeados, a aproximação sempre se dará com pedidos. Por lá, você sabe, esse pessoal é muito escolado, vivíssimos. Ninguém dá pontro sem nó por lá". Sacaram?

DAS EMOÇÕES DE UMA CAMPANHA PELAS RUAS BAURUENSES
Depois de permanecer atuando por Lula a semana praticamente inteira no Calçadão da Batista, essa uma daquelas emocionantes cenas, quando a pessoa chega, pede uma bandeira de campanha, saindo com ela desfraldada e feliz da vida.
EU VI O POVO NAS RUAS EM PLENA GRAVIDEZ, DIRIA GONZAGUINHA, NUMA DE SUAS CANÇÕES. EU ESTOU VENDO...

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

FRASES (273)


SÃO PAULO CIA DANÇA, CIA ESTÁVEL DANÇA BAURU, TEATRO MUNICIPAL, PRESENÇA DE PAULO NEVES, SERVIDORES DA CULTURA DE OUTROS TEMPOS, NENHUM DA ATUAL GESTÃO E LULA CIRCULANDO DIVINALMENTE ENTRE OS PRESENTES - TUDO NUMA SÓ NOITE
O que se passa com a situação atual da SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru é reflexo de toda administração com fundo fundamentalista ou mesmo, bolsonarista. A Cultura sobrevive, mesmo com muitos jogando contra. A maravilhosa São Paulo Cia Dança já esteve em Bauru neste ano por algumas vezes, sempre com apresentações louváveis, dignas de aplausos em pé. Em nenhum derlas ninguém do staff da atual gestão. Estes preferem subior em palanques de sertabregas e sertanojos. Questão de estilo e preferência. O atual secretário de Cultura não aparece nem se alguém o for buscar em casa. Este o cenário de mais uma apresentação, a ocorrida hoje no Teatro Municipal, quase com casa cheia.

As duas companhias, guardadas todas as proporções, apresentam excelentes resultados. Inquestionável o papel da incomensurável São Paulo Cia Dança. Apresentações impecáveis e a bauruense, auspiciosos resultados nos seus 14 anos de existência. Logo no início, Sivaldo Camargo anuncia antes do espetáculo a presença de nada menos que Paulo Neves, nosso maior personagem vivo do teatro bauruense, com dificuldades mil para locomoção, mas mesmo assim, amparado por um andador e o filho junto dele, mas ali presente e interessado, extasiado no que via. Indispensável tecer qualquer comentário sobre Paulo Neves em Bauru. Sento ao seu lado ao final do espetáculo, trocamos breves figurinhas e ele, que tanto fez pelo teatro bauruense, me dizia comovido com o que via.

Eu, leigo, porém amante de espetáculos de dança, também estava comovido. Primeiro pela magnitude do que assistimos, depois por ver como para presenciar Cultura de verdade, a pessoa dribla todas as dificuldades, inclusive as de saúde e comparece, dá um jeito. Vi também por lá três servidores da Cultura municipal, de tempos quando ela ocorria com muita sobriedade, garra e disposição. Gente que, verdadeiramente, gosta de Cultura. Estavam ali por terem plena ciência da belezura do apresentado em nosso palco maior. Foi, com tudo isso um espetáculo grandioso.

Dito isso, me volto para mim, ali comparecendo, três dias da eleição de nossas vidas, quando o presidente Lula concorre à sua 4ª vez ao cargo e diante de um miliciano concorrendo com ele, me apresento com um boné vermerlho com os dizeres, "Lula Presidente". Na chegada um grupo de moças apontam para mim e Ana, pergunto se eram alunas de minha esposa e elas, sorrindo, dizem ser pelo boné. Não deu outra, saco do bolso um rolo com adesivos de Lula e distribuo, inicialmente para elas e depois para outras tantas. Na saída outro pequeno alvoroço e meu rolinho de adesivos se esvai no meio de tantos querendo a carinha de Lula em suas vestes. Vou pra casa feliz da vida, pimpão pelo sucesso de ter decidido lá comparecer munido desta munição eleitoral. Volto duplamente realizado, ainda mais porque, na saída fico sabendo, a TV Globo, armando mais uma das suas para Lula, teve que cancelar seu esvaziado debate e Lula flana numa entrevista para o Flow. Nem sei se vou conseguir dormir direito esta noite.

DEPOIMENTOS*
* Ao longo do dia irei postando algo encontrado nas redes socias, sobre vivências, desabafos destes dias. 
1) "Putz! Eu tenho diversos motivos para não votar em nenhum membro desta nefasta familia e, entre um deles, é o fato deles defenderem um torturador nato que torturou e assassinou diversos jovens que discordaram da ditadura militar de 64! Ser morto em combate, com ressalvas, é uma coisa, mas ser morto amarrado numa cadeira metalica ou pendurado num "pau de arara" sofrendo todo tipo de sevicias e barbárie sádicas isto são outros. quinhentos pois isto é assassinato!", Cassio Guarani Kaiowá Cardozo de Mello .

2) "Estou segurando o queixo porque, sinceramente, ele está caído. De espanto. De desgosto. E, sim, de uma profunda revolta. Olho para pessoas que conheço há anos — cultas, instruídas, viajadas, que estudaram em boas escolas, leram, conheceram o mundo e, em alguns casos, trabalharam dentro do Congresso Nacional — e simplesmente não consigo compreender determinadas escolhas políticas. Não estou falando de gostar de Lula. Ninguém é obrigado a gostar de Lula. Não estou falando de amar o PT. Critiquem o PT, cobrem, discordem, rejeitem. Democracia é isso. Estou falando de outra coisa. Estou falando de olhar para uma família que fez da política seu projeto de poder, com uma trajetória parlamentar que, no caso de Eduardo Bolsonaro, resultou em apenas duas leis de sua autoria em quase dez anos de Câmara. Estou falando de ver Flávio Bolsonaro admitir que pediu e recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o próprio pai — depois de ter negado que tivesse contato com ele. E aí eu me pergunto: até onde pode chegar a aversão a Lula e ao PT para que tudo isso seja relativizado? Há um momento em que uma escolha política deixa de representar apenas uma divergência e passa a revelar uma diferença profunda de valores. E é aí que alguma coisa se rompe. Desconheço autoria, mas assino embaixo! ", Paulo Celso Ciranda, pela transcrição.

3) "PERGUNTEI NOS MEUS GRUPOS DE ESQUERDA - ALGUEM tem ideia do que levou O Lula à decisão de não ir ao debate da Globo ?
RESPOSTA DE UM COMPANHEIRO: Basicamente é uma armadilha para o Lula.
O debate foi montado para o Flavio. Seriam todos os candidatos contra ele, exceto Renan Santos que NÃO foi convidado pois ele bateria no miliciano", Silvana Suaiden.
4) "Enquanto os ministros terrivelmente evangélicos do TSE passam pano, o terrorismo religioso bolsonarista já está nas ruas. Agora, não mais apenas contra os terreiros de religiões afros - os católicos não diziam nada. Agora o alvo são as igrejas católicas, atacadas na figura de Nossa Senhora da Aparecida. Fogo, destruição e vandalismo a poucas horas do primeiro turno dão a medida do descaso desta horda para com a lei, os costumes, a cultura popular. E da burrice, já que o que também é uma manifestação de desespero diante das pesquisas não maquiadas pela grande imprensa não pode ser escondido. Hélio Sindô, José Saccomani e Jorge Martins já diziam no samba: "E você não dizia nada porque a morena era sua." Pois bem, a "morena" agora não é mais sua e continua sambando na calçada, de madrugada, destruindo pelas beiradas a cultura, o respeito e a dignidade do povo brasileiro. Fazendo do corpo desta pobre sociedade uma salada de amargo sabor", jornalista Ricardo De Callis Pesce.

5) "Ver vereador da bancada do "sim senhora", que lá na Câmara são totalmente subservientes ao Executivo, postar vídeo na internet pedindo ajuda da prefeitura para resolver problema de VAZAMENTO DE ESGOTO que se encontram por toda a cidade, é ou não é UMA PIADA DE MAU GOSTO? Votam favorável a tudo que vem da prefeita, então peça uma "reuniãozinha" lá no 3° andar e tenta resolver. O povo já não aguenta mais vir reclamar nas redes sociais da falta de ação do executivo. Não precisamos de vocês por aqui não", Luiz Pires.

6) "QUEM INVENTOU O BRASIL?
Quem inventou o Brasil
Foi o Jorge Mautner, o Cacaso,
O João Ubaldo, o Krenak e o Itamar Assumpção.
Foi o Zé Celso, o Zé Ramalho, o Zé Ketty
O Zé Pilintra, o Zicartola e o Waly Salomão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Darcy Ribeiro, o Tom Zé, o Torquato
O Juruna, o Boff, Guimarães Rosa no sertão.
Foi a Carolina de Jesus e o João Antônio
Foi o Hermeto, o Egberto e o Chico, filho do Serjão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Raul Bopp e o Raul Seixas,
O Eduardo Coutinho, o Glauber de câmera na mão.
Foi a Dercy, a Bibi, o Lourenço Mutarelli e a Laerte
O Canhoteiro, o Sócrates e o Tostão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Arnaldo Baptista, o Oiticica e o Lupcínio
Foram os Caymmis, os Lobos e a Nara Leão
Foi o Zuenir, o Gonçalves Dias Gomes, Carlos Gomes
Foi Leila, o Zequinha, a Chiquinha, a Clara cantando Nação.
Quem inventou o Brasil
Foram os Macalés, o Sampaio, a Rita Lee e a Anacê
O Leminsky, a Blitz, o Cazuza e o Barão.
Foi a Clarice, os Veríssimos pai e filho
O Abu, o Chico Science e sua revolução.
Quem inventou o Brasil
Foi o Patativa, o Cascudo, o Viveiros de Castro
Foi o anjo de Carlos Drummond e a pedra do Neto Cabral João.
Foi o Manuel no beco, o Oswald e o Mário de Andrade
Foi Grande Otelo, Paulos Autran e Gracindo, Zé do Caixão.
Quem inventou o Brasil
Foi Murilo Mendes, Vinicius, Jorge de Lima Barreto
O Amado Jorge, o Benjor, o Gonzaguinha, o Gonzagão.
Foi o Humberto Mauro e os Antônios Calado
Cândido, Pitanga, Conselheiro e Lampião.
Quem inventou o Brasil
Foram os Nelsons Cavaquinho, Sargento e Rodrigues,
O Jackson do Pandeiro, a Clementina e o Jamelão.
Foi o da Viola, o Almir Pernambuquinho
Foi o Gentileza, o Bispo do Rosário e o seu fardão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Chico Rei, o Aleijadinho, o mestre Ataíde e a Nise da silveira
Suassuna, Mussum, Noel, Catulo da Paixão.
Ismael Nery, Cícero dias, Guignard e Segal
E as lentes da Andujar, do Salgado, do Militão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Plínio Marcos, o Bezerra, o Patativa e o Vitalino
O Morengueira, o Freire e a alfabetização.
Foi o Guarnieri, o Boal, a Fernandona, o Zé Bonitinho
Foi Vianinha, Miguilim e Manuelzão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Graciliano, o Raduan, o Yuca e o D2
O Niemeyer e Belchior cantando Alucinação.
Foi o Chacrinha, o Hatoum, o goleiro Barbosa,
Foi o Alceu Valença anunciando Anunciação.
Quem inventou o Brasil
Foi a Carmen Miranda, o Simas e o Barnabé
O Pixinguinha, o Sabotage, foi o Chorão.
Foi o Madame Satã, a Elke Maravilha e a Elza Soares
O Garrincha, o Leônidas, o Pelé, Zizinho e Pagão.
Quem inventou o Brasil
Foi a Ana Néri, a Ruth de Souza, a Ruth Rocha
Foi o Mano Brown, o Ferréz e o Vaz no Capão.
Foi o Luiz Gama, a Luiza Erundina, o Luiz Melodia
Dom Helder e a Malunga Evaristo da Conceição.
Quem inventou o Brasil
Foi o Radamés, o João, Gil, Berto, Noll
Foi o Bosco e Blanc, o Bituca e o Machadão.
Foi a Hilda Hislt, o Tarsila do Amaral, a Tomie Otake
A Ivone Lara, a Beth Carvalho e a Leci Brandão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Braga, o Sabino, o Otto e o Peregrino
Foi a Adélia, a Cecília e a Pagu, Patrícia Galvão
A Maria Firmina dos Reis, o Morais, a Lygia
A Chauí e a Elis, cantando fascinação.
Quem inventou o Brasil
Foi a Lina Bo Bardi, o Euclides, a Maria Bonita,
O Gregório de Matos, o Ari e o Tom inventando a canção
Foi o Kopenawa, o Caetano, o Ziembinski, o Zumbi dos Palmares.
Foi Lula e todo mundo que defende a nossa Civilização.", Marcílio Godoi

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

LADO B - O RETORNO (02)



ESCREVINHAÇÕES POSSÍVEIS
A Globo armou um cilada pra ferrar o Lula, como em 89 e tantas outras vezes. Chegou inclusive a adiantar o horário em relação aos anos anteriores. O Lula, macaco velho, não caiu na trampa. E foi dialogar com o povo nas redes sociais. O Flow chegou a ter mais de um milhão e meio de visualizações simultâneas. Já o Zero Um, justificando a fama de cagão, sentiu que a presença do Renan seria uma ameaça. O menino esse do MBL é franco atirador, é bem informado e fala bem. E só teria a ganhar se falasse o que já vem falando nas redes sociais. Já o Zero Um mostra que não tem estofo pra enfrentar nem o minion do Missão, quanto mais para presidir o país. Daí só restou a Globo engolir a desmoralização do seu outrora absoluto poder. Tá hilário ver o Camarotti, o Merval e a Malu Gaspar se lamentar do "desrespeito à livre imprensa". A cara de decepção deles é impagável. O circo que eles queriam montar se afundou na merecida irrelevância. Plano A: Lula vai no debate e é trucidado, um massacre de quatro contra um. Falhou. Plano B: um debate com a cadeira vazia, e Lula acusado de fujão. Falhou também. A Globo sai do episódio totalmente desmoralizada. Que noite!!!🤣

"Muita gente afirma que "intervenção americana" é alucinação de uma esquerda antiquada. O fechamento de serviços diplomáticos na embaixada e em consulados dos EUA no Brasil, às vésperas das eleições, só pode merecer uma resposta: "É o imperialismo, estúpido"!", GILBERTO MARINGONI.
SEGUIREI NAS RUAS E HOJE, INFELIZMENTE, NÃO CONSIGO ESCREVER MAIS NADA, ESTOU OCUPADO, 24H ATUANDO, ENVOLVIDÍSSIMO COM O QUE AINDA POSSO FAZER.

E AQUI A PUBLICAÇÃO DO SEGUNDO BATE PAPO "LADO B - O RETORNO"

terça-feira, 29 de setembro de 2026

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (163)


ESCREVINHAÇÃO POSSÍVEL APÓS MAIS UM INTENSO DIA NA CAMPANHA LULISTA
Participar ativamente de uma campanha, como o faço neste momento é, em primeirto lugar, uma correria. Estou enfurnado nesta e dos pés à cabeça. Primeiro e a causa maior, por Lula, sendo ele a única alternativa para não permitir que o país cai nas mãos da ultra-direita fascista, uma que hoje, descaradamente e com, pasmem, algum apoio popular, entregará o país de mão beijada oara os interesses norte-americanos. Isso me fez sair da zona de conforto e estar nas ruas. Hoje, existe essas duas frentes, a virtual e essa, a de estar nas ruas e ter contato com as pessoas. Tento atuar das duas formas, mas nessa reta final, cai de boca e cumpro uma agenda de compromissos intensa pelas ruas.

E isso me move. Nesta quarta, 30/9, último dia de setembro, passei a tarde toda no Calçadão da Batista, o local de maior movimento das ruas de Bauru. Com uma banca montada na Esquina da Resistência, quase confluência com a rua Treze de Maio, ali o quartel general deste grupo político, o Núcleo de Base DNA Petista Bauru. Eu, Claudio Lago e Valquiria Correa ali estivemos, nos revezando com outras pessoas e além de entregar panfletos, conversando com quem ainda estiver disposto a fazê-lo. Creio que, o maior desafio deste momento é conseguir ainda estabelecer um diálogo com as pessoas. Certo que, vivemos tempos onde as verdades estão fundamentadas por informações repassadas dentro de grupos, visando interesses bem estabelecidos e principalmente no grupo bolsonarista, está cada vez mais difícil conseguir uma brecha para um diálogo. Isso da pessoa já chegar com a cabeça feita e não estar disposta a dialogar é muito complicado. Tem muita agressividade quando este vê se aproximando deles alguém com uma camiseta vermelha e ainda por cima, se dizendo petista. Com o restante da população, a parcela também conservadora, ainda existe um diálogo, porém, com quem já chega de cabeça feita, só mesmo diante de algo muito grandioso.

E assim passei boa tarde da tarde, envolvido com essa tentativa de relacionamento e também, como historiador e sempre muito interessado nas relações humanas, aproveitando de mais essa oportunidade para observar pessoas e situações. E elas se apresentam a cada instante diante de nossos olhos, basta estar nas ruas. Você passa a conhecer aquela pessoa que, sobe e desce o Calçadão, falando sózinha, várias vezes ao dia, rindo e não aceitando nenhuma abordagem, tipo a de ser interrompida no seu transe. O senhor que teve a casa incendiada e hoje mora nas ruas, circula pelo local e quando o abordei, perguntando, "foi o senhor que teve a casa incendiada?", ele se vira para mim e diz, "eu não, vocês está me confundindo com outra pessoa". E não quer conversa. Evidentemente precisa de ajuda, pois está perdido, bem vestido, mas dormindo pelas calçadas da vida. Tudo é uma sucessão de histórias e me envolvo nelas junto ao que faço, a campanha política.

Tive grandes decepções advindas destes contatos, mas ao mesmo tempo, enormes felicidades, pois em alguns caos, onde você acha que não vai ter retorno nenhum, em alguns caos, a pessoa te surpreende, te olha nos olhos e se abre. Tem muita gente assim, louca pra encontrar alguém com quem possa se abrir e colocar coisas pra fora. Teve um que, diante da foto do Lula surtou, disse um monte de impropérios. Ouvi tudo e quando comecei a argumentar, ele percebeu que permanecer ali surtado, de nada adiantaria e sem argumentos, também me ouviu. Da agressividade, passou a ser mais tolerante e quando se foi, creio eu, deixei sua convulsionada cabeça lateada de indagações, dessas que, pelo menos quando estiver com a cabeça deitada num travesseiro vai ter que fazer. No Calçadão a gente vê de tudo e mais um pouco. A região vem sofrendo muito, com muita queda de frequência humana, porém, basta meio dia ali para sentir como pulsa aquilo tudo.

Na tarde de quarta, decidi deixar o local por pelo menos uma hora e ir vivenciar algo em outro lugar, a famosa missa das quartas à tarde, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Depois de toda polêmica com a santa, fui conhecer um dos cultos mais movimentados por lá. Não abordei ninguém, só vi e ouvi. Uma só pessoa, conhecida de outras paragens, devoto declarado, me vendo por ali, me disse: "O católico sentiu o baque. Muita gente aqui é anti-PT e esquerda e nem sabe direito dos motivos, mas estão esperando um toque da igreja. Perceberam que, tem um outro lado e com alguns jogando contra a sua igreja. Estão muito balançados". Deixei folhetos em todos os carros estacionados ali e defronte o Poupatempo. Fosse o público neopentecostal, certamente, falariam abertamente aos seus dos púlpitos, mas os católicos estão sendo mais contidos, porém, estão num momento crucial. Vão ter que se posicionar e será difícil apoiar quem não gosta deles. Uma contradição deixando-os em estado de alerta.

No final da tarde, a troupe do DNA foi montar sua banca bem defronte a feira noturna do parque Vitória Régia. O que mais querem os que nos abordavam eram os adesivos de Lula. Tem um monte de gente disposta a ir votar com eles colados em suas vestes. Ali permanecemos até quase 21h e histórias foram se sucedendo, uma atrás de outra. Revi gente querida, como o Xerox, o garçom principal do restaurante Convívio, ali pertinho e este vasculhando discos, LPs na Banca do Carioca. Vê-los juntos me deixa enormemente feliz, pois frequento ambos os lugares e quando nós todos num mesmo lugar, tods vindos de lugares diferentes, isso é o maravilhamento da vida. A campanha feita pelo DNA é muito disso, observação e conversa. Quando tudo isso terminar, terei muita coisa juntada dentro de minha cachola e na junção de tudo o mais que tenho buscado ao longo da vida, alguma explicação para tentar decifrar isso dos descaminhos e encaminhamentos do ser humanos nestes tempos.

Eu passaria um longo tempo, contando aqui algo de muitos contatos ali estabelecidos. Talvez seja o maior npumero de candidatos gravitando por Bauru por metro quadrado. Quase todos por ali estiveram e vê-los cada um com sua estratégia de abordagem e expectativa de serem reconhecidos, das aproximações e rejeições. Senti isso tudso também na pele e vi como isso ia se repetindo com todos os demais. Por fim, quase no final da festa, reunimos gente querida ao nosso lado, festejamos todos juntos esse reencontro, rimos e nos preocupamos, enfim, todos estamos um pouco tensos e apreensivos. Deu para perceber, além da apreensão, existe toda uma forte esperança de vitória, enfim, a Bauru desta campanha, mesmo continuando muito conservadora, já não é tão agressiva como o foi no pleito anterior. No anterior tinham muitos querendo nos prender, neste alguns ostensivos com suas carinhas de malvados, mas na maioria uma já convivência sem atribulações extras. Assim tocamos o barco em frente, com o DNA tendo optado pela chapa já conhecida de Lula, finalziando com João Paulo Cunha para deputado federal e Simão Pedro para estadual. Saí de lá muito cansado, dormi logo a seguir e no dia seguinte, novamente agenda cheia. A rua me chama e nela reúno os temas, assuntos para minhas longas conversações. Até a vitória.
Eu, o advogado Gilberto Truijo e seu filho, Pedrão, num reencontro na feira. 

Eu, Valquiria Correa e Alexandre Gasparotti, este lutando também por um Sinserm novamente verdadeiramente combativo.

Eu, Claudio Lago, Luzia Siscar, Heloísa Leal e o advogado Laércio, nas necessárias conversações.