DE OLHO NAS RUAS
terça-feira, 29 de setembro de 2026
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Quando abri o livro, logo na primeira página uma arrebatadora supresa, ele fez parte do acervo, uma biblioteca não mais existente na cidade, a da CFP (Centro de Formação Profissional) Engº Aurélio Ibiapina, o da famosa em Bauru, Escolinha da Rede, ou seja, a escola profissionalizante, algo idêntico ao SENAI e que, com a privatização das ferrovias, obra do governo FHC, teve fim. Os livros foram espalhados pela aí e muitos caíram nas mãos de sebos. Eu, emocionado, pois estudei na Escolinha, assim como o sindicalista Roque Ferreira e o pérfido astronauta Marcos Pontes. Tenho inenarráveis recordações dos meus tempos de Escolinha e alguma dos livros emprestados desta biblioteca.
Estivemos ali para cursar algo profissionalizante, no meu caso, Metalurgia, que nunca mais utilizei na vida. O que guardo para sempre são as recordações do lugar, do aprendizado ali tido e do estágio nas famosas Oficinas da Rede, a RFFSA, hoje barracões abandonados e sem destino. As gravações feitas neste livro, que guardarei com todo carinho, me fazem voltar no tempo. Tenho visto ali no Sebo do Bau muitos e muitos livros com carimbos de bilbliotecas diversas, a maioria de escolas públicas e prefeituras, todas com muitos muitos livros espalhados pela aí. A degradação é perceptível, pois estão se desfazendo de acervos, exterminando bilbliotecas, como faz aqui a SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru, dando cabo de quase todas suas bibliotecas ramais, dando inclusive sumiço com os livros, estes desaparecendo do acervo como num passe de mágica. Tristeza total e absoluta.
Eu muito me emociono com estes pequenos detalhes das entranhas da vida educacional brasileira. Com este tipo de degradação, este espalhamento proposital de livros, não é possível ocorrer uma transformação na mente dos educandos. Sem livros, sem incentivo, sem leitura, a compreensão vai pro beleléu e somos todos mais facilmente dominados. Nos tempos que estudei as bibliotecas podiam não ser um primor, mas bufavam de livros e lembro de professores, todos guardados em minha memória, que muito me incentivaram a ler, algo que carregarei para sempre como benfeitores dentro da trajetória construída ao longo do tempo. Lerei em breve este livro, pensando nisso tudo, o que como já estive ao lado dele décadas atrás e de como chegou até minhas mãos nos dias de hoje. Tomo meu café da manhã de hoje tendo ao lado este "Domingo à tarde". Tudo isso "endoidece gente sã".
Em tempo: O Sebo do Bau irá fechar em breve. Continua vendendo todo seu acervo por R$ 1 real a unidade.
domingo, 27 de setembro de 2026
NÓS SOMOS OS QUE NÃO SAEM DAS RUAS, SEMPRE COM LULA E HOJE NA FEIRA DA GUSTAVO
Nem precisava chamar, dizer do ser hoje Dia de Luta, pois o DNA Petista não sai das ruas. Há uma semana da eleição de nossaa vidas, o de decidiremos se iremos permanecer num regime democrático ou seremos dominados pela entreguista extrema-direita bolsonarista, uma convocação nacional.
E assim Bauru se faz presente no grande chamamento nacional. "Um filho teu não fogeà luta", assim atua a militância petista, do DNA e tudo o mais. Enfrentamos o touro à unha. E assim, mais uma intensa atividade, dentro de tudo onde estamos envolvidos. Por Lula, Haddad, Tebet, Marina e nossos deputados. E assim, estamos onde sabemos, demos estar, nas ruas defendendo Lula.
HPA - Bauru SP, domingo, 27 de setembro de 2026.
sábado, 26 de setembro de 2026
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
CARTAS (260)
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
MEMÓRIA ORAL (336)
Visitamos, eu e Fernando, a casa, ateliê e oficina de trabalho do incansável e inquebrantável IRINEU NJE'A TERENA, destacado artista indígena, historiador, ceramista e pesquisador pertencente à etnia Terena. Acompanho sua trajetória, praticamente desde o início e hoje pude constatar algo mais de sua evolução. Nascido na Aldeia Kopenoti, localizada na Terra Indígena Araribá (município de Avaí, ele é uma das principais vozes na preservação e difusão da cultura dos povos originários do Centro-Oeste. Foi um dos tantos que saiu muito cedo da aldeia, vindo para estudar e depois levar para os seus conhecimentos deste mundo do lado de cá, facilitando como estes podem interagir com este conturbado mundo onde vivemos. Irineu estudou História na USC - Universidade do Coração de Jesus e nunca tirou o pé da aldeia. Uma de suas especialidades foi os estudos sobre a cerâmica, vendo todas as possibilidades do uso da argila proveninete da aldeia. A princípio isso foi difícil, muita areia junto do barro, quebrando as peças quando levadas ao fogo. Traz argila de outros locais, como barrancas do rio Tietê, Barra Bonita e afins, mas também está na fase final, quase conseguindo purificar a dos rios que cortam Avaí.
Irineu, como se sabe por essas bandar é desses seres que não possuem quietude. Estão sempre em pleno movimento. Suas atividades são diversas e agora está com um Ponto de Cultura, onde acaba de realizar um grandioso evento, ali na rotatória do começo da Duque, praça do Relógio. Mais um espaço com sua cara e identidade, assim como este no Gasparini, onde escondinho das agitações do centro nervoso da cidade, produz suas peças, que já chegaram até a Alemanha. Ele não as vende costumeiramente, só em eventos programados, quando tenta produzir em maior quantidade, mas tendo, como fez conosco, pacientemente mostra uma por uma. Para cada uma, existe uma explicação terena e isso é encantador. O próprio Fernando já lhe deu a dica, para produzir algo onde a pessoa levando uma de suas peças, leve junto uma explicação impressa, pois isso ela terá junto da peça para todo o sempre.
Quando Ireineu abre sua caixa de ferramentas, sai de baixo, pois com a cabeça fervilhando de ideias e com tudo o que conseguiu aprender ao longo dos estudos, juntando com tudo o que trouxe de ensinamentos dos seus, o povo terena, ele chega hoje numa patamar de conhecimento e com uma técnica de artesanato, sendo condierado um brilhante ceramista brasileiro. Para se certificar disso tudo se faz necessário estar com ele, ouví-lo e mais que isso, passra umas horas lá junto dele, em suas oficinas e conversações, pois os dosi espaços em Bauru, são isso, espaço para que o interessado, não só leve algo de lá, mas saia do seu ciclo de tensão, entre na do índio e só depois, quando tudo estiver mais calmo, num outro plano, possa ser receptor de algo de grande valia. Eu entendi isso. E creio, Fernando tenha gostado demais da conta de voltar lá pro seu Rio de Janeiro com este algo mais. São essas coisiquinhas, que parecem simples, porém transformadoras, pois nso fazem entender o mundo, pisando de outra forma diante de tudo isso que estamos acometidos, até como prova da existência. Enfim, de opressão em opressão, essa é só mais uma etapa. Os terenas vivenciaram muitas em sua existência, provocadas pela proximidade com o homem branco e nós, os hoje diante desse avanço maléfico do fascismo, precavidos e atentos, porém, ainda sem saber ao certo como reagir e enfrentar esse grande mal na espreita. Conversar com terenas, juntar o que possuem para nos dizer, juntando com tudo o que já temos dentro da gente, daí algo novo para tentar sai dessa, não só vivo, mas altivos e fortalecidos.
Primeiro digo que nunca votei no PT.
A pessoa já começa a parar de falar da Venezuela e respirar um pouco.
Ela precisa estar calma e sem espumar para poder ouvir os seus argumentos.
Depois é a hora de dizer que você preza a meritocracia, a família, as pessoas de bem, a liberdade individual, a escola sem professor comunista, livro infantil sem pinto, exposição sem xoxota, o direito e ir e vir e outros clichês do gênero.
Pronto, você já virou um quase amigo.
Feito isso, descubra se a pessoa já votou alguma vez no Partido Novo.
Se votou, o seu caminho está facilitado.
Todo eleitor do NOVO é um idiota em potencial.
Se ele foi convencido de que aquilo representa a novidade na política, você consegue convencê-lo a votar até na Vera Lúcia do PSTU.
Agora se o cara votou no Bozo é preciso um pouco mais de cautela e paciência.
Além de dizer que nunca votou no PT, diga que o Lula merece morrer e que se perder a eleição um dia ele pode voltar de novo. Ele não, claro, o clone dele.
Ele vai começar a pular igual o Mario Gomes.
Pronto. É a hora de dizer que a melhor escolha é votar no Lula.
Porque assim vai ficar claro que o Brasil vive sob uma ditadura e que o Trump dessa vez vai desviar a frota de navios que está no mar venezuelano para o Guarujá.
Antes de Lula assumir, Trump já vai ter conquistado todo território brasileiro e matado Alexandre de Morais.
Lula vai pegar cadeira elétrica nos EUA. Será executado junto com o Maduro, pra economizar energia.
No começo, o cara vai ficar meio vesgo, entortar o pescoço para o lado - igual cachorro quando você peida no sofá da sala-, mas no fim vai te dar razão e apertar o 13.
Funciona, viu.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
LADO B - O RETORNO (01)
O LADO B VOLTOU E NA RETOMADA, ROBERTO, O DO SEBO DO BAU, FECHANDO SUAS PORTAS NA RUA TREZE DE MAIO, APÓS QUASE 30 ANOS DE ATIVIDADES
LADO B, O RETORNO (01)ROBERTO, DO SEBO DO BAU, POUCO ANTES DE FECHAR AS PORTAS NO CENTRO BAURUENSE, APÓS MAIS DE 30 ANOS VENDENDO LIVROS
Devidas explicações: Este HPA produziu até bem pouco tempo quase 130 programas semanais intitulados LADO B - A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES. Tudo teve início pouco antes da pandemia e se estendeu até um ano atrás, quando dei um tempo. Foi algo feito com muita intensidade e ali registrados depoimentos de quem, na minha opinião, vale mesmo a pena deixar algo registrado para a posteridade. Queria voltar, mas com gravações sendo registradas não só via Facebook, mas pelo Youtube. Estava adiando o reinício, deixandotudo para depois dessa atribulada e tão importante eleição - hoje faltam 11 dias.
Essa era a intenção, mas adiantei bocadinho e dei o pontapé inicial diante de um fato triste, onde não poderia deixar de ser registrado. O famoso Sebo Avenida, conhecido como do BAU, com mais de trinta anos de plena atividade ali no cruzamento dua rua Treze de Maio com a avenida Rodrigues Alves, estava fechando suas portas. O velho Bau, que tudo começou com uma banca lá na vila Independência, depois se mudou para outra na Treze com a Bandeirantes, depois um sebo, bem defronte onde funcionava os Cines Bauru I e II, depois o filho Roberto abriu estes, o Avenida e ele, o velho Bau, outro, na Rodrigues Alves, ali permanecendo até sua morte aos 94 anos de idade.
O Sebo Avenida, que todos conhecem como o SEBO DO BAU é um dos baluartes do centro da cidade de Bauru. Roberto foi além de dono do lugar, um grande acumulador de livros e ia juntando caixas e mais caixas, muitas delas nunca abertas desde que recebidas. O lugar estava intransitável de tanta coisa. Foi quando o dono do imóvel pediu o prédio e ele, conseguiu adiar a entrega, com a justificativa de que iria fazer promoções até repassar tudo para seu público. E assim está sendo feito desde alguns meses. Começou vendendo qualquer coisa lá encontrada por R$ 15 reais, depois foi abaixando, R$ 10, R$ 5, R$ 3, R$ 1,50 e finalmente, com o prazo de entrega se esgotando a R$ 1 real cada. E muita gente foi invadindo o sebo e vasculhando, diria mesmo garimpando. Eu mesmo, nas idas e vindas trouxe bem uns 150 livros. Daí para mais e ainda, em cada retorno, achando que nada mais encontraei, sempre volto com pacotes de 10 a 20 livros. Os LPs, fizeram a festa de quem coleciona e, principalmente, de quem pensa em revendê-los por aí.
Agora, vendo que está chegando o momento do Roberto Francisco de Bau, 64 anos, lacrar e dar por encerrada definitivamente as atividades ali no conhecido sebo, me antecipei, fugi das postagens diárias sobre o destino do país com as próximas eleições e o entrevisto. Daqui por diante, farei muitas, quantas puderem ser feitas, todas em aproximadamente 20 minutos cada, com essa abrangência que já praticava no Lado B anterior. Na verdade, eu quero e preciso muito continuar botando o meu bloco na rua, até por questão de sobrevivência. Aposentado, com alguns projetos ainda rolando pela aí, atividades paralelas sendo tocadas, não consigo me amnater indiferente diante de uma boa prosa. E este LADO B, O RETORNO é nada mais nada menos que isso, conversações, prosas e bate papos.
Gente, isso aqui do Lado B, gera sempre um longo textão, que pode ser pulado e o interessado ir logo para a conversa, a gravação, mas deixo ciente para quem aqui frequenta: quero continuar escrevinhando muito e assim o farei, pois isso me satifaz interiormente, assim conseguindo expelir algo guardado. Ao botar pra fora, dou um jeito de me libertar e se isso puder ser aproveitado de alguma forma, muito que bem. Portanto, o LADO B voltou e nos próximos, pelo amenos durante este período eleitoral, irei o conduzindo dentro do tema do momento, mas depois volto para contar algum detalhamento da histórias das pessoas, as que para mim possuem sempre algo olvidativo para ser transmitido. Essa a intenção deste LADO B, ir construíndo algo aproveitável nessa conjunção de postagens mil que vejo sendo produzidas pela aí. Meu quinhão de se dá deste modo e jeito, como sei fazer e com minha pequena bagagem, construída ao longo dos anos. Espero que gostem, aproveitem e se, ao menos lerem - agora também assistirem -, este aqui já ficará imensamente agradecido. E assim, está dado início ao LADO B, O RETORNO (01) com o bate papo com o Roberto, do Sebo do Bau.
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| Este HPA e Francisco, editor de livros (Lumme Editor), também frequentador do SEBO DO BAU. |
Em uma das conversas, Cilene relata que Suéllen teria ligado preocupada com alterações no edital da concessão do lixo e afirma: “fomos nós que mudamos o edital”. Segundo o relato de Cilene, após ouvir que a situação estava sob controle, a prefeita teria respondido: “se está no seu controle, está tudo certo”.
Outro diálogo menciona Renato e valores de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões, mas o trecho isolado não permite determinar a que exatamente os valores se referem ou quem seria o destinatário. Em outra conversa, Cilene afirma: “a imprensa tá na nossa mão, fique tranquilo”.
A investigação do Gaeco apura suspeitas de direcionamento da concessão de resíduos sólidos de Bauru, estimada em mais de R$ 5 bilhões.
Veja os diálogos e entenda o que revelam os novos trechos da investigação no site da 94FM. Texto produzido pela 94FM Bauru SP, tambpem no link: https://www.facebook.com/94fmbauru/posts/pfbid0pSxSS2ore5wfEpo9WEV6rEw9etiBbRuHFTcHbwwrUvcHUhDP1aZou4H3KVgwYmUUl


















