sexta-feira, 27 de março de 2026


SABEM ONDE FICA O CARNAVAL MAIS ANIMADO E PARTIPATIVO DO INTERIOR PAULISTA? VOU LHES CONTAR...
Quem gosta de Carnaval de verdade vai atrás. Eu fui e conto aqui. A gente ouve dizer, não acredita e para ter certeza precisa ir conferir in loco, botando pés, cabeça, tronco e membros lá no lugar. E assim, depois de ouvir um boato de que, na pacata cidade de Taquaritinga, quase 200 km de Bauru, acontecia o mais agitado, animado e concorrido carnaval do interior paulista, precisava conferir. Essa cidade, ali entre Ribeirão Preto e Araraquara, já foi conhecida pela pujança na agricultura, com algumas indústrias, mas hoje, a maioria dos empregos não são mais provenientes da área industrial, pois a cidade perdeu as que tinha para outros centros da região. São 53 mil habitantes, algo bucólica e para quem chega, a primeira impressão é por ali prevalecer vida modorrenta, sem grandes atrativos. Confesso, essa foi a expectativa. Será, ali existiria condições para ser considerada diferenciada no quesito Carnaval?

Sem nenhum contato na cidade, a intenção era escarafunchar e descobrir. Nada previamente agendado. Numa das praças centrais, uma igreja com estilo gótico, bonita, um dos atrativos da cidade e noutra, um palco, com amplo espaço, onde acontecem eventos variados, como shows musicais e apresentações variadas. Num dos outros, algo me chama a atenção, a imponência de uma fachada. A aparência não enganava, ali funcionou um dos cinemas da cidade, permaneceu fechado por um bom tempo, depois restaurado pela Prefeitura Municipal e lá no alto, o letreiro, Cine São Pedro. Achei por bem começar a peregrinação por ali e me dei bem. Antes, quando chegava ao local algo me impressionou e tirei fotos. Algumas casas com pinturas bem coloridas e nelas a incrição, "repúblicas". Vi uma só faculdade funcionando no centro e me questionava: deve ser mesmo das boas, pois as repúblicas são muitas.

Na portaria do São Pedro, pergunto quem poderia me dar informações sobre o local e o Carnaval. Sou encaminhado ao 1º andar, para falar com um representante da Cultura, Gabozzo. Ele, Francisco de Assis Araújo Gabozzo, ou simplesmente Chico Gabozzo, 52 anos, como gosta de ser chamado, encontrava-se atrás de um computador, conversando com a Diretora de Cultura, Dayane Scardoeli, que educamente não perguntei a idade. Me apresento e digo ter ficado impressionado com o local. Eles me contam algo mais, não só deste mais de outros, como a igreja - minha primeira foto na cidade, quando pedi para um simpático transeunte, para tirar foto minha - e a festa de Corpus Christi. Evidentemente, tudo desandou para o Carnaval, o meu principal motivo para a conversa. 

Os dois, ficaram animados e passaram a me mostrar fotos, contar histórias e eu ali, boquiaberto, não acreditando no que ouvia. Então era verdade, Taquaritinga possui um Carnaval diferenciado, com ampla participação popular já mais de 40 anos, agitação não mais vista, pelo menos com a empolgação lá deles, em outras paragens. Confesso, eu também me empolguei e eles dois não pararam mais de me contar novidades. A primeira foi elucidando o negócio das "repúblicas". Eram casas alugadas o ano inteiro por foliões, tudo para o advento do Carnaval, os 5 dias onde a cidade, como ouvi do Garbozzo, "a cidade espera pelo Carnaval". A frase é por demais significativa e só o quesito das repúblicas, muitas delas, existindo quase com exclusividade para a a festa, aquilo me tocou profundamente, ou seja, estava diante de algo surreal, único, merecendo uma atenção mais do que especial de minha parte.

Gabozzo e Dayana me detalharam o algo mais da festa, bancada em sua maior parte na cidade pela Prefeitura, enfim, dos cinco dias, no pico, 40 mil pessoas festejam nas ruas o evento. "Onde isso se repete no momento, além de Rio, São Paulo, Salvador e Recife", pergunto. Tudo começa na sexta de carnaval, com o bloco "Espanta Gente", circulando por 100 metros, muitos fantasiados e muita criticidade. Descubro que, a maioria da festa converge, desemboca defronte o Bar do Tadao, um senhor de origem nipônica, ou seja, pasmem, como alguém poderia dizer, em Taquaritinga, tem japonês no samba. De sexta a sábado, por cinco dias seguidos, um trio elétrico, o Batatão, percorre duas ruas pincipais do centro da cidade, descendo a rua Campos Salles e, tudo se findando defronte o Teruo. O mais interessante é quando pergunto a ele, como tudo começou. "O povão queria festar e se concentrava defronte o clube da cidade. Não podiam entrar e a festa começou a acontecer do lado de fora. Tempos depois, essa festa não parou, o clube acabou fechando as portas e tudo foi ganhando corpo, ano após ano, se transformando na festa atual", conta. 

A festa está garantida nos cinco dias, sempre das 22 às 3 ou 4h da manhã. Um aparato é montado, até com helicóptero da Polícia Militar, monitorando e garantindo a segurança. Outra história interessante ouço da Dayane: "A Prefeitura tem um caminhão antigo, fora de circulação que é removido para o local da festa e nele instalado o som. Virou tradição. Dali, se propaga o som, tudo se iniciando com uma carretinha, depois numa perua Kombi e por fim, o caminhão". Nas ruas, são três trios, um com Axé, outro misturando axé e músicas carnavalescas e o último, o mais querido, com a Banda Matrix, com muitos metais e só marchinhas. Não são mais do que 700 metros, mas segundo contam, enquanto um está chegando, outros ainda nem saíram. E junto disso, um desfile no domingo e terça, na rua Prudente de Morais, oito agremiações, entre blocos e escolas de samba. Gabozzo ri pela minha cara de espanto e me diz: "entendeu porque nosso Carnaval é o maior do interior de São Paulo. Se não acredita, venha conhecer pessoalmente".Numa das esquinas, outro local colorido, num casarão antigo, a Rádio Massa, grande propagadora da festa, outro point de convergência dos acontecimentos da cidade. 

Disse mais, muito mais e cita o Secretário de Cultura, Jonathas Fidélis, que poderia, segundo ele me dar muito mais informações. Naquela tarde não consegui falar com ele, mas sei que, pelas fotos mostradas a mim pelos computadores da Cultura, tudo o que me falaram é a expressão do de fato ali ocorre. Dayane faz mais e circula comigo até defronte onde estão localizadas algumas dessas repúblicas. "Todas elas são legalizadas, documentação toda em dia, bombeiro e tudo o mais. Fazem parte da festa. Eu mesma já comandei uma delas. Representam peças chaves de nossa festa, pois aglutinam gente, envolvida o ano inteiro para que tudo dê certo e a festa tenha prosseguimento", conta. Quando indago ao Gabozzo se, depois de tudo, Taquarintiga é parada, me diz: "Parada? Acho que se vier, além de não ficar parado, vais querer voltar todos os anos. Está convidado". 

Perto da despedida cometo a indiscrição de dizer que, na volta para Bauru, passaria por Itápolis, a Cidade do Sorvete, saboreando um deles. Levo um puxão de orelha e sou levado até o Bar do Tadao, que além de reunir os boêmios da cidade, faz ele mesmo, outra especialidade da cidade, "o melhor sorvete da região". Provei, gostei e não consigo mensurar, pois gosto muito da iguaria, porém uma certeza, o japa é mesmo bom no que faz. Ele, como a maioria dos nipônicos, ri e quando comento a frase contida na camiseta de seu fincionário, "do encontro de um Visconde com um General, nasceu a esquina do Carnaval. Viva a democracia e a paz!", pergunta se a entendi. Sim, duas ruas centrais e tudo convergindo para seu bar, algo como um local histórico, espécie de patrimônio imaterial da cidade, assim como ele, proeminente personagem dos mais conhecidos na cidade. 

Deu para perceber que, quem circula na cidade e não dá uma passada pelo seu bar, deixa de conhecer a essência do lugar. Enfim, o Carnaval faz de Taquaritinga um lugar único e hoje, mesmo com a situação não lá muito boa das finanças, cofres meio que vazios, a festa é mais que mantida, pois segundo ouço, é uma das maiores fontes de sua atração turística e financeira. E mais, a cidade acaba de ser incluída no MIT - Município com Interesse Turístico, do Governo do Estado e isso, como é mais do que sabido, tudo se deve em grande parte por tudo ao representado pelo Carnaval para a cidade. 



quinta-feira, 26 de março de 2026

ALGUMA COISINHA DO SHOW DE ZÉLIA DUNCAN EM BAURU
Em primeiro lugar, algo repetido ontem na saída do show, caminhando para a rua junto da artista performática Larissa Zulian: "O que seria de nós, de nossa formação musical aqui em Bauru não fosse o SESC?". A constatação é de todos os que, como nós dois, tivemos uma excelente formação musical através dos tantos shos ali assistidos na rua Aureliano CArdia. Lembro até hoje do primeiro deles, o que inaugurou o SESC Bauru, João Bosco, quando me foi entregue um encarte com ilustração dele na capa e nas páginas seguintes, as letras do que cantaria. Desde então, confesso, sem necessidade de me torturarem, o SESC me salvou. Devo muito a ele. Nenhum outro lugar em Bauru propiciou tanto de Cultura nas últimas décadas como o ali acontecido. E, para felicidade geral desta cidade e região, tudo continua - com menor ímpeto, mas na mesma pegada - acontecendo.

Na noite desta quinta, 26/03, 20h, com o que se denomina de pontualidade britânica, algo pouco ocorrido quando se fala de shows na cidade, quem subiu mais uma vez ao palco principal do SESC, montado em sua quadra principal, foi a performática cantora e compositora carioca ZÉLIA DUNCAN. Dela, tenho mais de dez álbuns, entre LPs e CDs, todos ouvidos com a devida frequência. Zélia, diria, embala meus sonhos e o faz com muita maestria. Caiu nas minhas graças, não só pela busca de um quase irretocável repertório, mas pela sensibilidade com que toca sua vida. Ele tem um jeito peculiar, só seu, onde fica explícito agir como age, não por imposição do mercado, por querer forçar a barra e conquistar um nicho de pessoas mais descoladas, nada disso, mas simplesmente por ser a mais natural possível. Ou seja, Zélia é essa pessoa, transparente e emoviante, que se vê ali no palco e na vida real. 

Logo na entrada no palco, quandoi falou pela primeira vez com o público de Bauru, fez questão de ressaltar algo assim: "Eu sei, todos vocês tiveram um dia muito ruim hoje e então, vamos juntos tentar fazer algo para melhorar a coisa". Ela fazia referência à forte chuva que na noite anterior, em penas 20 minutos, destruiu boa parte da cidade, ou ao menos lugares por onde escorrem as águas das chuvas caídas por aqui. Seu jeito natural está longe de quem faz algo neste sentido para aparecer. Zélia se sente emocionada com a reação do público, cantando e vibrando com seu show, cujas canções, ela sabe, não são aquelas que todos cantam pelas esquinas. Mesmo assim, o ginásio praticamente lotado, cantou muitos dos seus refrões e de outros cantantes, como Rita Lee, Itamar Assmpção, Paulinho Moska e Cássia Eller. Nos intervalos de cada canção, ela expunha algo mais de seu jeitão descolado, sensível e muito humano. Impossível não se apaixonar.

Eu, burro velho e também velho lobo das estepes, não caio mais em ladainha de gente desqualificada, que sobe ao palco para impressionar e possuem duas caras, os tais lobos em pele de cordeiro. Com 65 anos nos costados, criei uma espécie de couraça e sei muito bem diferenciar o joio do trigo. Zélia é trigo puro, aquele que dizem é apartado dos demais, por ser não para exportação, mas para uso em ocasiões mais que especiais. E o mundo, saliento, precisa mesmo de artistas como Zélia, não só para direcionar as massas um tanto perdidas, mas para dizer que, ainda existe um caminho possível, trilhado com sangue, suor e lágrimas, mas com baita luz no final do túnel. Ouvia ela falar e pensei naquele momento, lá no meio da multidão, numa fala do Renato Teixeira, amigo pessoal do Sérgio Reis, mas muito descontente com ele. "Meu amigo é grande artista, belo repertório, canta muito, mas não tem cultura suficiente para prosseguir com o discurso que tem propagado. Tem sido bestial demais e o chamo a atenção. Nós, artistas, não podemos fazer o que o Sergião anda fazendo", disse. 

Zélia sabe onde pisa, o que fala, com quem anda e quando abre a boca, o faz sensatamente, incentivando as massas a prosseguir resistindo, enfrentando o touro a unha. "Gente, este show éw fruto de muito trabalho. O pessoal do SESC trabalha muito. Para um show deste acontecer, tem muito trabalho por detrás. E os lá de cima, ou os que dizem, fazemos poucos, precisam saber o quanto trabalhamos, nós todos, para levar este barco adiante", fez questão de ressaltar. Foi uma noite e tanto, dessas onde, depois de tantas agruras dos últimos tempos, nos traz alento, vontade de perseverar e resistir, continuar sendo essa aroeira que todos somos, aquela que enverga, mas não quebra. O mundo precisa muito de artistas como Zélia, que quando no palco, são naturais, não forçam a barra, mas arrebatam muita gente e exatamente pelo jeito como demonstram tocar suas vidas. Se existe gente a me influenciar, dentro deste cabedal de ditos influencers, quero mais e mais ser influenciado por gente como Zélia Duncan.

quarta-feira, 25 de março de 2026


ELES NÃO MUDAM, SÓ ALTERAM O MÉTODO, SEMPRE PÉRFIDOS
O POWERPOINT DA TV GLOBO E A TENTATIVA DE FRAUDAR A ELEIÇÃO DE LEONEL BRIZOLA NO RIO EM 1982, O CASO PROCONSULT, OU SEJA, A GLOBO SEMPRE AGE DA MESMA FORMA E JEITO
Em 1982, quando Leonel Brizola foi eleito para governar o estado do Rio de Janeiro eu tinha 22 anos e acompanhava a política, enloquecido por ver alguém como ele, depois de um longo exílio, conseguir colocar em prática sua longa experiência política em favor dos menos favorecidos. Aquele eleição, toda a tentativa de fraudá-la me contagiou. Ali, naquele momento, eu fiz mais uma des minhas escolhas. Por sorte, aqui em Bauru o Jornal do Brasil chegava diariamente via férrea, lá pelas 16h e O Globo nunca o via nas bancas ali na praça Machado de Mello. Quando me deparei com o acompanhento que o JB deu pra tentativa de fraudar aquela eleição, nunca mais parei de ler, indo até o fim, quando fechou definitivamente suas portas. O JB sempre foi infinitamente melhor do que O Globo. Sem comparação. Lia e não me atentei, quem o dirigia na época era exatamente o jornalista Paulo Henrique Amorim, que anos depois, mais precisamente em 2005, escreveu este livro, o "PLIM PLIM - A PELEJA DE BRIZOLA CONTRA A FRAUDE ELEITORAL" (Editora Conrad SP, 3ª edição, 232 páginas). Quem o acompanha no livro é a também jornalista Maria Helena Passos.

Eu comprei este livro ano passado, num sebo paulistano, localizado ali na rua Martins Fontes, pertinho de onde um dia funcionou o Diário Popular, que também lia lá pelos idos dos anos 80. Paguei por ele a bagatela de R$ 5 reais. Estava meio embolorado, mas quando o vi, disse pra mim mesmo, "é meu". Trouxe, deixei no sol, guardei e só agora fui ler. Sabem por que o escolhi para ler exatamente neste momento? Há umas duas semanas a TV Globo divulgou um powerpoint dos mais bestiais, pior que aquele do Dallagnol, o escroto lá da Lava Jato curitibana, com aquela pífia montagem desmerecendo Lula. Não é que a Globo solta um, com o mesmo teor, ligando Lula e o PT, com as barbaridades promovidas pelo Banco Master, o do bandoleiro do Vorcaro. Tudo é pura armação ilimitada, feita sem nenhum critério jornalístico, mas com um intuito bem definido, criar sérios problemas para Lula, envolvido desde já com sua reeleição. Lá atrás, em 1982, Brizola e o PDT conseguiram vergar a intenção pessoal de Roberto Marinho, dono da TV Globo e hoje, ele já morto, devido a tacanhice do divulgado e da forte pressão, exercida pelas redes sociais, uma jornalista é praticamente obrigada a se desculpar pela barbaridade de ter divulgado algo tão sem fundamento. Não colou, mas como TV é reincidente, mais uma vez não consegue o intento. Não consegue, mas o desmentido não ocorre na mesma proporção, ou seja, o estrago foi feito. No meu entender, Lula deveria e mereceria ter o mesmo espaço que, Brizola teve, quando Cid Moreira leu numa edição do Jornal Nacional, uma retratação, diante de barbaridades cometidas. 

O fato é que, o livro estava na minha estante dos na fila para serem lidos num curto espaço de tempo. Os acontecimentos apressaram e praticamente o li em três dias. Na verdade, devorei. Ao terminar, as evidências comparativas entre os dois fatos são tão alarmantes, só existindo uma única forma de entendimento: a TV Globo não mudou nadica de nada. Em 1982, tentou fraudar uma eleição e não conseguiu seu intento. Agora, neste momento, mesmo sendo duramente perseguida por Jair Bolsonaro, quando este esteve presidente da República, está bem claro para quem fará campanha: para qualquer outro que não seja Lula - mesmo sendo sempre muito bem beneficiada em todos governos Lula. No Caso Master, isso fica bem claro, todos os envolvidos, corruptos por osmose são bolsonaristas, gente de direita, no já consdeirado maior escândalo político de corrupção brasileiro de todos os tempos, porém, no jornalismo da Globo, mesmo em alguns momentos, existindo alguma isenção, a intenção é criminalizar quem não tem culpa no cartório. Os motivos que a levaram em 1982 a ser contra Brizola, seriam os mesmos utilizados neste momento contra Lula? Sim, as Organizações Globo possuem um lado e deixam isso bem claro. Seu jornalismo peca e fica capenga quando diante da verdade factual dos fatos. 

Para quem não se lembra, relembro o que foi o Caso Proconsult: "Durante a apuração das eleições de 1982, os computadores da Proconsult. firma contratada pelo TRE para somar os votos no estado do Rio de Janeiro, apresentaram um erro de programação que prejudicava Leonel Brizola, candidato do PDT, transformando parte de seus votos em abstenções, o que resultaria na eleição de seu maior adversário, Moreira Franco, candidato do PDS. Desencadeou-se, uma onde de especulações a respeito de uma fraude premeditada para impedir a vitória de Brizola". E adivinhem quem estava por detrás de tudo? Acertou quem afirmou Roberto Marinho e a TV Globo. A Globo sempre negou mas, o próprio Roberto Marinho, em entrevista ao New York Times, 1987, afirma sobre aquele pleito: "Realmente, usei todas as possibilidades para derrotá-lo na eleição". Golbery do Couto e Silva, então Chefe Militar do governo Figueiredo, inclui o SNI -Serviço Nacional de Informações - junto da Globo e ironiza as trapalhadas de seus discípulos: "Então você acha que roubar uma eleição através de um sistema de comunicação é coisa fácil? Eles simplesmente não sabem fazer isso. Nós não devemos tentar fazer o que não sabemos" (Extraído de Ditadura Envergonhada, pg. 173, Cia Letras, 2003, Elio Gaspari).

 
Eu não subestimo mais a Globo, pois aprontaram tanto em eleições. Inesquecível o que fizerem com Lula quando fizeram de tudo e mais um pouco para eleger Fernando Collor. Com certeza, estão prontinhos para fazer o mesmo, repetir o feito, com outra roupagem neste momento. Copio trechos do livro, até para na comparação, tirem suas conclusões sobre os procedimentos da tal "Vênus Platinada": 
- "Nossa história possui diversos fatos por cima dos quais muitos preferem passar uma borracha e fingir que as coisas não foram bem assim. (...) Os editores de política e economia tinham a autonomia de vôo de uma barata".
- "A grande criação da Proconsult, o tese do 'diferencial delta', o grande eleitor. Os votos brancos e nulos que desfalcariam Brizola. Com um percentual de 30%, esse era o grande eleitor que decidiria as eleições do Rio de Janeiro. (...) O Globo, que trabalhava com um programa de totalização inadequado, semelhante ao do TRE/Proconsult, enquanto que a rádio JB não precisava de computador para somar".
- "Estava-se em pleno olho do furacão. Diante da tentativa de fraude, de apagar Brizola da fotografia do governo do estado do Rio, vinte anos dele ter sido eleito deputado federal, legislatura interrompida pela cassação imposta pelo regime militar e o levaria ao exílio, agora, duas décadas depois, ele era o pivô que fazia com que a necessidade de dizer ou escrever 'desculpe a nossa falha' incomodasse alguns jornalistas da TV e do jornal de Roberto Marinho".
- "Pouco tempo depois, o antigo repórter da Rádio Globo chamou-o e disse: Ih, o velho enlouqueceu. Ele mandou parar o computador. É, foi ordem do dr. Roberto Marinho".
- "O mar de sujeira represado na Proconsult estourava as comportas e inundava a imprensa. Alguns, intocáveis, não seriam maculados. Mas a História do Brasil está aí, para ser pesquisada e relatada por e a quem possa interessar. (...) Não pode ter havido um simples equívoco durante tanto tempo. (...) Foi mais uma tentativa dese ganhar as eleições através doi amortecimento da opinião pública".
- "A Proconsult jamais foi avaliada, seja pela Polícia ou pela Justiça. nem julgada, nem punida, nem absolvida, nem nada. (...) Não é possível que as pessoas que dirigiam o jornalismo da Globo, não tivessem percebido o que estava em curso". 
- "Se a gente imaginar que o processo de redomocratização passou pela vitória do Brizola, certamente ele evitou um golpe na democracia".

Num certo momento, os autores afirmam, podendo tão servir para ambos os casos: "Denso, o noticiário contém lances mais interessantes que os lances do Maracanã. Repleto de dribles, chapéus, faltas e muitas defesas". Sabe o que desmobilzou de fato a TV Globo em insistir na apuração feita pela Proconsult? O fato de viaturas da Globo terem sido incendiadas nas ruas e seus jornalistas já não podiam nem sair mais às ruas. E se isso aumentasse? Recuaram, pois diante da força do povo, preferiram aceitar não terem sido eficientes. Este livro contribui e muito para a discussão do papel da mídia e, especialmente, das Organizações Globo na política e nas eleições do Brasil. E qualquer semelhança entre o que acontecem ontem e hoje, todos sabemos, não é mera coincidência. Minha modesta conclusão é que, em 1982 Brizola ganhou a eleição duas vezes. Creio eu, em 2026, ocorrerá o mesmo com Lula, ambos na lei e na marra. 

mais um que se foi
NÃO SABIA DO FALECIMENTO DO RADIALISTA JOSÉ ESMERALDI
Muito triste.
Homem de rádio, cansado de tantas delas, fundou a sua e por lá irradiava sua fala, suas músicas. Resistiu até onde pode.
Lembranças dele na rádio 710AM, num programa ao estilo do que o Galvão fazia, antes dos jogos do Noroeste. Aliás, ele gravou um hino do Noroeste numa versão diferente de todas que vejo circulando por aí.
Inovador, criativo, um grilo falante, destes como não existem mais hoje. E o seu "Clube do Gramophone"? Tenho a carteirinha de sócio guardada, agora como troféu de uma época que, infelizmente, pelo que se vê, não volta nunca mais. Vozeirão inesquecível.
Saudade irradiando, não só pelas ondas do rádio, mas pelo fazer. Quando pressionado, foi lá e fez, cavou e criou seu próprio espaço.
Este fois dos bons. Vivenciei algo dele atuando e só sei que, tenho muita saudade.

terça-feira, 24 de março de 2026


HPA INFLUENCER - A PROPOSTA ESTÁ LANÇADA...
O amigo me disse na lata:
- Meu caro, te vejo perdendo tempo. Pare de remar contra a maré. Tem um monte de Zé Mané ganhando dinheiro com isso e você fica aí escrevendo coisas, sem monetizar nada, sem pensar em como fazer para ganhar algum com tudo isso. Agora mesmo, estava vendo um casalzinho gravando imbecilidades. Eles viajam de um país a outro e ficam mostrando particularidades, vão aos mercados, mostram preços, depois situações de rua, nada a ver, mas ganham para fazer isso. Ou seja, alcançaram um patamar onde podem produzir algo um tanto bestial, mas alcançaram um índice de audiência, onde o portal lhes assegura um rendimento mais do que interessante. Nunca pensaste na ideia?

- Vejo muito disso por aí, mas não é essa minha praia. Vai contra meus princípios. Sei que hoje, vale cada vez menos isso de pincípios, pois cada vez mais e mais pessoas se jogam nisso como a sua tábua de salavação. Fazem detudo para se inserirem neste mundo. Acho muito deprimente, mesmo nas postagens que regularmente leio, gente antes da fala ou depois ficarem implorando para se apresentarem como seguidores. Não sei se consigo algo deste tipo.

- Claro que consegue - me diz. Todos conseguem, até figurões, gente conhecida por ti já aderiram. O mundo hoje é dos descarados e estar dentro deste nicho não quer dizer ter se rebaixado, mas está usufruindo de algo disponível. Acabo de ver um cara que, fica postando piadinhas, das do tipo sem graça, como a que acabo de ver. O cara pergunta pro outro, se ele sabe qual a da mulher e ele responde, ela é uma antes e outra depois do casamento. Este o nível, baixaria, decrepitude, mas alcança lá seu milhão de visualizações, pois se tornaram influencers, famosos e depois, quando já neste nível, postando qualquer merda, continuam só aumentando a quantidade de seguidores.

- Então, não acho isso legal. Esse mundo de futilidade não me diz respeito. Minha vibe é outra. Quero escrever de coisas que gosto, de minha luta, meu posicionamento, o idela de uma vida inteira, meus livros e andanças, mas na contramão da baboseira sem sentido. A maioria desses influencers famosos, quando vejo o que fazem, me envergonha. Isso só alcança sucesso, pelo momento onde o Brasil se encontra hoje, com tanta gente acreditando em história da carochinha. Este é o mundo do rentismo, onde o trabalho vale pouco e a pessoa precisa se reiventar, se virar nos trinta e daí, acaba entrando numas de ganhar dinheiro fácil. Isso é degradante.

- Degradante. Vejo suas postagens, acho legais, mas pode pesquisar, ninguém mais lê textos longos. O nível e o tamanho do que faz está totalmente fora do padrão. As pessoas não perdem mais tempo. O negócio e tik tok, vídeos com alguma sacada e curto. Algo como, todo mundo fazendo seu próprio cineminha, procurando teminhas leves, para distrair. Até vale opinião, mas quando enviezada e ideológica, atrai somente os dessa linhagem. Para ampliar tem que obrigatoriamente aderir, entrar no jogo. Você se sairia muito bem, pois é criativo. Pense a respeito.

- Não dá, meu, isso é muito para mim, um velho lobo das estepes, com os pés e mãos atolados no passado, ainda sem nunca ter feito nada em IA - Inteligência Artificial -, não me vejo fazendo algo como, por exemplo, o vereador Eduardo Borgo faz, com aquelas falas feitas para atingir um nicho, o povão da direita raivosa. Já faço, dentro de minhas limitações, algo ponderado, limitado a algo dentro do bom senso e da verdade factual dos fatos. Não conseguiria fugir disso. Isso de fazer só para obter retorno financeiro fácil é bem a cara destes tempos, onde pra fazer sucesso tem que, quanto mais besteirol melhor.

- Até quando vai continuar nessa? Você pode tentar fazer algo sem ferir seus princípios, mas entrando no jogo. Qual o mecanismo para obter sucesso? Hoje não existe mais isso de você continuar repetindo nã osaber fazer. Isso é coisa do passado. Basta ir no google e clicar o que quer, vai aparecer e daí é só seguir as instruções. O Manual do Burros elucida tudo. Pense bem, neste mundo onde estamos, as opções são poucas e essa ainda uma delas. E não é para todos, mas para quem possui algum talento e o usa para auferir lucro. Não te mais sentido ficar escrevendo por aqui sem pensar em amelhar para si algo, obter lucrop com isso. Quis só te dar um toque, pois vejo você em condições.

Não prolonguei mais a conversa. Me despedi, mas encuquei. Fui no google e a primeira coisa que vi, quase vomitando foi a constatação de que, vivesse hoje, MACHADO DE ASSIS poderia ser um influenciador. Será mesmo? Então, existe uma brecha para se fazer entender, para passar alguma mensagem por essa bestial via, sem ferir minha suscetibilidades e ainda ganhando para tanto. E preciso disso? É isso que quero para o novo mundo, o qual luto? Compartilho a conversa, mais para ver como, quem ainda não aderiu é assediado, instigado a fazer parte, adentrar o campo de jogo. Conscientizar as massas agora é isso? Desconfiado, mergulho na leitura de mais um livro, por coincidência, releitura do velho e bom Machado. Tento esquecer a proposta recebida. Se critico o pastor pela aberração produzida lá do púlpito de sua igreja, como posso designar eu fazendo algo só para ter grana fácil. Acho que, de certa forma, influencio alguns poucos, mas não com essa pegada profissional. Isso para mim não é um negócio.

RECADO DO HPA (41)*
* Essa eu ouvi décadas atrás e não sei porque cargas d'água, sonhei com ela, noites atrás, acontecendo de fato. Foi um filme em minha memória, dessas inexplicáveis coisas que vão e voltam dentro de nossa cachola.

segunda-feira, 23 de março de 2026



uma de Bauru
DANIEL E CLEUSA JARDINAGEM, SERVIÇO MINUCIOSO, DETALHISTA DE JARDINAGEM
Eu, como sabem, seguindo recomendação médica, estou fazendo caminhadas todo dia e em cada, percursos diferentes, pois assim conheço mais minha cidade, vejo lugares diferentes e com grande possibilidades de me deparar com situações diferentes. Hoje mesmo, segunda, após um dia em Sampa, descendo a Henrique Savi, umas quatro quadras abaixo do Bauru Shopping, vejo uma cena, dessas em que sou obrigado a parar, assuntar e xeretar, ou seja, pedir para tirar uma foto e até gravar.

Era um casal trabalhando num serviço de jardinagem numa clínica médica. O que me fez parar a caminhada foi ela, dona Cleusa, 67 anos, estar toda curvada, com muitos panos a protegendo do sol e munida de uma afiada faquinha e tesoura, dando o acabamento final nos cantinhos de um trabalho, este iniciado logo pela manhã. Muito lindo ver a agilidade dela com a faquinha, recortando e finalizando algo que, antes teve o trabalho mais grosso feito por uma roçadeira e depois vem ela e dá o trato final. Não resistir, parei e pedi para tirar uma fotos. Não me contentei e pedi para filmá-la na finalização do trabalho ali no canteiro.

Seu Daniel, o marido, 68 anos, assunta do que estava importunando o trabalho e me conta detalhes do que fazem. São exímios jardineiros, com experiência de muitos anos. Nas verdade, ele hoje só acompanha, pois em dezembro tiveram o carro abalroado violentamente, quando, conta ele: "Moeram meu braço. Já faz três meses e o médico achou por bem não me operar, pois o risco de infecção era enorme. Convivi com muitas dores, hoje diminuindo, mas sei que, lá na frente voltarei a ser o que já fui um dia. Tudo o tempo conserta". Enquanto isso, ele acompanha, mostra como o rapaz deve execitar o serviço na roçadeira.

Depois, final da tarde, ligo para eles, já na residência deles na Posada da Esperança, descansando para amanhã mais um dia de trabalho, me dizem ter terminado o serviço na clínica ainda antes do almoço e pegando duro noutro no Villagio II. Diz que, amanhã tem mais e que, assim como eu, muitos passam, ficam observando e depois pegam o contato, pois gosta de como tratamos bem os jardins. São a simpatia em pessoa e assim como me encantei vendo-os atuando coms seus instrumentos de trabalho, fico duplamente encantado após travar breve diálogo com ambos. Daí, por ter sido tocado por ambos, na gravação feita tem o fone deles, para quem precisar de algum serviço de jardinagem, mas para quem tiver dificuldade de leitura, eis o fone de contato 14.99736.2793. Fica a dica e a indicação. Eu, nas andanças, faço questão de parar nestes momentos quando, diante de algo a me tocar, não resisto, quero logo passar aquilo adiante para mais pessoas tomar conhecimento.

Eis uma gravação que fiz com os dois: 
https://www.facebook.com/100000600555767/videos/pcb.27070359862567333/1451072433362945


outra da guerra
ENFIM, TRUMP PERDEU OU NÃO A GUERRA, APÓS CAPITULAR NO PRAZO PARA BOMBARDEAR NOVAMENTE O IRÃ? E COMO FICA O BRASIL?
Dou a minha versão de como vejo a continuidade da guerra, hoje dia 23/3 segunda. Neste final de semana, Trump propagou mais uma de suas bravatas, a de ter dado 48h para o Irã se render definitivamente, sob pena de ser bombardeado em instações básicas. Voltou atrás e agora, o mundo, tenda entender dos motivos. Teria ele capitulado e sacado da impossibilidade de efetuar o que havia dito. Já ouço que os EUA, consequentemente, no mesmo balio Isarel, perderam a guerra e estão só protelando na divulgação de como farão a divulgação, se dizendo vitoriosos.

Para mim, ainda tudo indefinido, porém, nunca havia os EUA numa posição tão inferiorizada como neste momento. Suas armas já não são assim tão superporosas, ou seja, Hollywood mentiu para gente até agora sobre serem os norte-americanos indestrutíveis. O gostoso de ir sacando com o passar dos dias é que aquele poderia, tipo aqueles navios imensos, pista de aviões sob as águas já não representam poderio. Se mostraram fracos diante de pequenos drones, que sem o mesmo custo e mais eficientes, danificam estes grandões e estes ficam meio que obsoletos, vagando no mar, sem meios de serem até reparados. Vide o caso com os sanitários de um destes. Em qualquer guerra, até bem pouco tempo, ter uma grande massa de soldados e estes desembarcando juntos, era sina lde poderio. Hoje não mais, pois um míssel pode destruí-los de uma só vez. Quantidade de soldados já não é sinal de vitória certa.

Isso tudo é fato e ver os EUA capengando, sofrendo para demonstrar continuar no comando, tem sido um alento. Começaram a guerra, insuflados por Israel e agora, pelo que se vê, estão diante de uma encruzilhada. Não só eles, mas o mundo todo. Vejo duas situações bem distintas e se sobressaindo. Javier Milei radicalizou e afirma até soldados argentinos poderão desembarcar no conflito. Se o fizer e os EUA/Israel sairem vitoriosos, ele também o será, porém de acontecer o contrário, a dupla que começou a guerra perdê-la, daí quem sairá vitorioso será Lula. Percebam que, tanto Milei como Lula radicalizaram bocadinho mais nos últimos dias. Lula está mais agressivo e falando mais grosso com os EUA, ou seja, talvez anteveja uma situação nova, onde com a derrota de Trump, sua salvação. Se os EUA ganharem a guerra, virão com tudo par cima da América Latina, consequentemente do Brasil e daí, ao meu ver, Lula não terá vez, será aniquilado. Trump perdendo a guerra, Milei será massacrado. Duas apostas, cada um de um dos lados. Torço muito para ver Lula saindo deste conflito fortalecido, daí, já sabem para que lado pendo na guerra.
e mais uma de Bauru
SESC, GRUPO GALPÃO DE BH, PEÇA BASEADA NA OBRA DO SARAMAGO, ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Foram dois dias em Bauru, ambos com casa cheia, no Teatro Municipal. Quem já leu o livro do Saramago e conhece o reconhecido trabalho do Galpão, sabe que, dessa união só poderia sair algo mais do que estupendo. 

Foi uma noite de sábado, dessas inesquecíveis, que só mesmo o SESC nos proporciona. 

E aquele apoteótico final, após a cegueira coletiva, quando se descobre as portas estarem abertas e a partir daí, a ocupação das ruas, pelos até então cerceados de enxergar a luz. 

É pra sair de lá, quase 500 pessoas, loucos para enxergar melhor tudo o que tanto nos oprime.

domingo, 22 de março de 2026

SAMPA NA JAVARI
JÁ EM SAMPA - EM BREVE MAIS UMA HISTÓRIA COM A MARCA HPA

EIS O MOTIVO DE MINHA IDA PARA SÃO PAULO
Fui vivenciar o que é um jogo no campo do Juventus, rua Javari, coração da Móoca, dentro do octogonal da Série AII do Paulistão de Futebol e depois, com a devida calma, escrever um longo texto para uma revista. Daí, a história nos seus detalhes, não a conto aqui neste momento, pois estragaria o ineditismo que a revista exige. Cansaço? Isso não existe quando me deparo com histórias como essa. Viajei de Bauru SP, saindo 23h de ontem, chegando na rodoviária da Barra Funda, 5h e depois, de metrô, 8h já nas imediações do estádio Conde Rodolfo Crespi, o do "Moleque Travesso". O jogo contra o Sertãozinho começou às 10h e no meio do segundo tempo, chega o vereador paulistano, arquiteto e urbanista NABIL BONDUK, convidado por mim, desfrutamos de bons momentos, vendo o jogo e desfrutando do tradicional Canolli. O Juventus ganhou de 2 x1, Nabil foi pé quente e mais dia, menos dia, quando o texto foi liberado pela revista, sairá aqui também. 





E POR FIM CONHECER, ME ENCONTRAR, CAMINHAR JUNTO COM O VEREADOR E ARQUITETO, NABIL BONDUK EM SUAS ANDANÇAS PAULISTANAS
Foi mais que um inusitado domingo.
A partir daqui, histórias mil surgirão, só precisando botar a cuca pra funcionar. É isso que, tanto o Nabil como eu, fazemos o tempo todo, nas 24h do dia.

Como Nabil descreve a manhã passada na rua Javari:
"Que delícia assistir ao jogo do Clube Atlético Juventus – o tradicional Moleque Travesso da Mooca – no legendário estádio da Rua Javari! Cheguei um pouco depois do início do segundo tempo e dei sorte: presenciei o segundo gol, que garantiu a vitória do time da casa por 2 a 1, contra o Sertãozinho, neste domingo de sol.

Além do interesse pelo jogo, com o Juventus na luta pela ascensão à Série A1 do Campeonato Paulista, a própria ida ao estádio como ponto de encontro dos moradores já é um costume que movimenta o bairro. O futebol não é a única estrela: o delicioso e famoso cannoli do Juventus, presente nas partidas desde 1930, continua atraindo filas de torcedores e visitantes.

O ambiente no estádio contrasta com a realidade do futebol moderno: famílias com crianças, idosos e grupos de amigos se reúnem para curtir o verdadeiro esporte – o chamado futebol raiz, aquele que preserva história, tradição e paixão pelo jogo.


O Juventus é um exemplo perfeito da fusão entre o patrimônio material e imaterial da cidade de São Paulo. Fundado em 1924, o Estádio Conde Rodolfo Crespi – nome oficial do campo da Rua Javari – foi construído em 1925 e inaugurado em 1929. A bela arquitetura é o retrato de uma época, e o local ganhou fama por ser o campo onde Pelé marcou o gol mais bonito de sua carreira, em uma partida entre Santos e Juventus, em 1959, com uma sequência de quatro chapéus. Um gol que não foi filmado e se eternizou graças à história oral passada por gerações.
O estádio é tombado pelo Conpresp (resolução 06/2016), em uma decisão que preserva as características externas e garante que suas memórias continuem vivas.

Adorei o jogo e a energia da torcida. Uma celebração da alegria e do encontro. Sem brigas e agressividade tão comuns nos grandes estádios. São Paulo precisa valorizar e preservar sua cultura esportiva. Algo que a comunidade da Mooca sabe cultivar tão bem.
#mooca #juventus #futebol #patrimonio #nabilbonduki".

E o link da gravação feita por sua equipe, retratando a manhã: 

sábado, 21 de março de 2026


AMIGO TRAZ DE LONGE PRESENTINHOS PRA MIM - ANTES GOSTAVA DE RECEBER JORNAIS, HOJE PERDERAM O FIO DA MEADA
Este texto é só para reforçar o quanto é gostoso sempre ter amigos por perto. Eu, de´cadas atrás, colecionava jornais, guardava as primeiras páginas de muitos deles. Tinha de várias partes do mundo. Ia pedindo para diletos amigos, em viagem por aí, para no retorno me trazerem um jornal daquele lugar. Eu também saindo por aí, trazia sempre jornais. Hoje, isso ficou bem mais difícil, primeiro porque, praticamente os jornais impressos estão desaparecendo e pior quer isso, perdi o tesão, diante da avalanche de jornais com tendência de atuação fora dos padrões da verdade factual dos fatos. A coleção de foi, creio eu numa das tantas enchentes lá pelos lados do antigo Mafuá, barrancas do rio Bauru.

Hoje, amigos saem por aí e dias atrás um destes, o sindicalista, agora recém aposentado Wellington Jorge Braga De Oliveira, passou quase uns dois meses em Porto Alegre RS. Falávamos sempre e poucoantes de voltar me diz o que gostaria que trouxesse para o amigo. Lembrei, derpcadas atrás, das tantas vezes em que, ans idas e vindas para Sampa, naquelas bancas ali nas redondezas da Ipiranga com a São João, jornais do pais inteiro. Trazia sempre um exemplar do gaúcho Zero Hora, creio que um dos pioneiros no formato berliner, igual ao do velho e saudoso Pasquim. A linha editorial atual é como as demais dos ditos jornalões brasileiros, todos conservadores, ou pior, fingindo não ser, lobos em pele de cordeiro.

Assim mesmo, disse para o amigo, "traga jornais gaúchos", quero ver como andam estes nas escrevinhações. E assim foi dito e feito. Na última quinta, ele me liga e diz se não podíamos nos encontrar ali no Bar do Wagnão, perto do Nipo. Vou lá, tomo uma cerva gelada com ele e ganho três exemplares de jornais gaúchos, o Zero Hora, Diário Gaúcho e Correio do Povo, todos edições de 12/03. Ganhou forte abraço e daí, me isolo em casa e vou folhear as páginas, matar saudade do cheiro produzido pelo papel dos jornais. De leitura mesmo, nada muito convidativo. Estes, como a maioria, perderam o fio da meada, estão se desmilinguindo aos poucos, padecimento em praça pública. Uma pena. Poderiam aproveitar melhor o que ainda resta de imprensa impressa, mas se repetem e nada apresentam para aguçar, buscar novos leitores.

A coelção faz parte do passado. Li o que consegui e muito agradecido fiquei, porém, o desapontamento foi grande. Talvez reste algo de bom paraquem goste de ler, nas edições de final de seman, algo que o nosso Jornal da Cidade, está também perdendo a oportunidade. Este, agora semanal, ficou menos interessante de quando era diário, ou seja, não soube aproveitar e se transformar num espaço com belas reportagens. Que fazer com jornais com os publicados hoje? Minha ex-sogra, mantém animais no quintal e sempre está a me pedir jornais. Guardo para ela.

a rede globo não se emenda
A SACANAGEM QUE POUCOS CONHECEM...
Este é o círculo vicioso que levou ao surgimento e ao crescimento fraudulento do Banco Master e envolveu o mundo político, financeiro, empresarial e até o PCC. Jair Bolsonaro permitiu, Roberto Campos Neto tolerou, governadores de estado e o do DF investiram com dinheiro de aposentados e pensionistas, políticos ligados ao Centrão e à Bancada Evangélica desviaram dinheiro das famigeradas emendas parlamentares, ou emendas secretas - aí está porque são "secretas", que foram aprovadas igualmente durante o governo Jair Bolsonaro e sua bancada no Congresso Nacional. E a Globo? A Globo é sócia de bancos e fintechs criadas a partir do Banco Master, recebe patrocínio destas entidades e, obviamente, encobre todo o esquema. "O importante é o que eu não publico", já dizia Roberto Marinho. Esta é a rede que deverá ser investigada se quisermos obter um resultdado jurídico e não político. O resto é a Lava Jato 2.0.
Ricardo De Callis Pesce

AS BESTAS DO APOCALIPSE
Trump, Netanyahu, Milei e Bolsonaro são disrutivos, para usar a expressão predileta dos não disruptivos. Eles romperam com a tradição de líderes com alguma capacidade cognitiva ou moral. Até Hitler tinha capacidade discursiva pelo menos, além de saber rabiscar desenhos e palavras. Destes 4 só o israelense simula alguma capacidade enquanto massacra meninas no Irã e em Gaza. Os outros abusam do ridículo de suas figuras físicas e transformam suas incapacidades em estilo. Até Mussolini fazia um jeito mais imitável. Enquanto o 4º Reich era um projeto de sociedade, mesmo que monstruoso, as bestas do apocalipse contemporâneas são apenas porta-vozes da destruição. Netanyahu e Trump só querem escapar da prisão, Milei não tem a menor ideia e ao Bolsonaro restou as fugas para a UTI do hospital.

O CORRETO POWERPOINT
"Um Powerpoint enxutinho. Porque se for botar todo mundo vai ter sigla demais, PCC, CV, PL, BRB, CDB etc. etc. etc...", JORNALISTA HILDEGARD ANGEL