segunda-feira, 6 de abril de 2026


ELEMENTARES PROCEDIMENTOS
01. Primeiro a lição, do sujeito que trabalhando naquela empresa, cargo de chefia, mesmo vendo muitas vagas no estacionamento bem ali defronte a porta de entrada, chega cedo e não estaciona seu veículo ali, mas sim, bem lá longe, no final do estacionamento, tendo que caminhar um bocado até a porta de entrada. Questionado sobre seu procedimento, dos motivos de não se utilizar destas vagas, suas resposta é das mais simples e honestas. Essas aqui perto não foram feitas para mim, que aqui trabalho e sim, para os clientes, principalmente aqueles que tiveram problemas, chegam tarde, perderam horas, com um pneu furado, um congestionamento e chegando em cima da hora, precisam dela. Enfim, disse ao outro, "creio nem precisaria dizer isso a ti, pois isso deve ser uma regra básica da vida, não?"

02. Escola particular e lá uma competição, com o filho de uma família muito abastada, plenas condições de pagar pelo valor concedido ao filho como bolsa pelo primeiro lugar num concurso. Estes, verificando a situação dos demais que postulavam à premiação, agradecem muito pelo reconhecimento dado ao filho, mas declinam da bolsa, alegando que, podem pagar pelo valor da mensalidade e que o valor seria muito melhor utilizado se concedido a outros, com dificuldade de arcar com seus custos.

03. Dentro de uma escola particular, um dos pais perde poder aquisitivo, sua firma passa por dificuldades financeiras e um grupo é montado para tentar fazer com que, sua única filha não perca o curso até sua diplomação, com recursos buscados para custear as mensalidades. Este pai, até então, era um dos mais participativos dos atos coletivos na escola. Inicialmente, mais de quinze pessoas, mas ao final do ano, somente três, persistindo até o final, quando este pai, se foi antes, doente e não presenciando a diplomação da filha.

04. Neste mesmo ambiente escolar, um dos alunos, sofria bullying, pela aparência mais frágil e uso de óculos. O grupo era do conhecimento da escola, mas estes não faziam muita coisa com os infratores, até por receio de perderem os alunos, cujos procedimentos eram os mais acintosos. Uma mãe, vendo seu filho envolvido, faz com que assista filme com ele sobre situação similar e diz que, o que pode fazer daqui por diante é se aproximar justamente deste coleguinha perseguido, convidando-o para estar ao seu lado em diversas atividades. O fato foi percebido por todos e ajudou significaticamente a diminuir o que estava em curso.

05. E no mesmo grupo, a família vendo seu filho sendo um dos insufladores do caso de bullying, nada faz e até o icentiva a agir assim, de forma mais agressiva, entendendo ser essa a postura que deverá ter, dali por diante, em sua vida. Segundo eles, essa a melhor amostragem de um real procedimento de sobrevivência, com o mais forte se sobressaindo sobre o mais fraco, enfim, como acham deve ser a vida. Ao contrário do que muitos fazem, essa mãe faz seu filho entender que, não será permanecendo ao lado deste que obterá os melhores exemplos para sua vida futura. E segundo ela, ele assim procede e passa a entender melhor as relações humanas a partir destes exemplos bem vivos no seu ambiente escolar.

06. Encerro como um exemplo que tive muitos anos atrás, já descrito aqui, mas que sempre gosto de repetir, no qual aprendi muito. Uma pessoa me pede uma cesta básica e ao invés de lhe dar, vou até Maria Inês Faneco, que todos conhecem de reconhecido trabalho junto à comunidades carentes da cidade. Peço a ela a cesta e sua resposta foi uma lição nunca mais esquecidA: "Henrique, você tem condições de dar essa cesta para a pessoa. As minhas são contadas. Vá lá e doe você, com seus recursos para ela. Faça a sua parte". Desde então, lição mais do que aprendida, dela faço uso, até como singular exemplo, para tudo o mais na vida.

0BS.: Os cinco primeiros diálogos foram ouvidos por mim neste dia, com dileta amiga, num consultório na cidade. O último é de minha lavra própria.

domingo, 5 de abril de 2026


A CONFRARIA DOS CABELOS BRANCOS E A HISTÓRIA DE UM DESTES, ROBERTO PSV
Faço, garbosamente, parte dessa singular Confraria. Para dela participar, se faz necessário alguns bons anos de experiência, ou seja, já ter vivenciado pelo menos, mais de 50 de existência. Hoje, na encruzilhada da Feira do Rolo, o espaço mais democrático desta cidade, localizado no coração da feira dominical da Rua Gustavo Maciel,, no cruzamento com a Julio Prestes. Ali, todo domingo, sem que ninguém marque ou determine, alguns por ali se encontram e o papo rola solto. Por ali fala-se de tudo. Hoje, todos estavam apreensivos dos motivos de até aquela hora - por volta das 11h da manhã - não havia nenhuma publicação sobre se a alcaide bauruense, a incomPrefeita Suéllen Rosin havia ou não renunciado ao seu mandato, nesta data, o limite para se desconpatibilizar e assim poder concorrer a outro mandato na eleição de outubro. Este foi só um dos assuntos e no auge das tratativas regulamentares, um seleto grupo ali compunha a mesa (sic) dos trabalhos. 

Na foto tirada no formato selfie, este mafuento HPA, tenta captar boa parte destes. Além de mim, estavam por ali nesta manhã, domingo de Páscoa, Marmitão, Mauro Landolfi, Roberto PSV e Marcos Alves de Souza. O time estava assim constituído, eu um historiador e caixeiro viajante aposentado, Marmitão foi bancário do extindo Banespa e sindicalista dos áureos tempos quando o sindicato da categora fazia e acontecia de fato nas ruas desta cidade, Mauro Landolfi, exímio professor e fotógrafo como poucos das entranhas desta cidade, Roberto PSV, que um dia atuou pela Telerj na Rocinha carioca, depois na Telesp paulista, além de professor da rede municipal e na estadual, como professor de Física e Matemática e por fim, o Marcos, advogado dos mais conceituados nestas plagas, com causas mais do que polêmicas e onde atua na defesa intransigente do que resta de dignidade nestas plagas. E daí, na junção destes todos uma combustão nunca vista, tal como um desses drones iranianos, ultrapassando aquele, como diziam, intransponível proteção aérea israelense contra bombas e drone, o Domo de Ferro, que hoje já se sabe, não é assim tão inexpugnável. 

Na manhã de hoje, outros tantos passaram por ali e só não foram registrados pelo flashe fotográfico, pois o entra e sai e intenso. Manuel Rubira, outro professor de velha cepa, sempreaparece com uma sacola cheia de verduras e fica até o momento em que elas com eçam a amolecer, pelo efeito do sol, daí já sabe, é momento de voltar pra casa. O vidraceiro Adilson é uma espécie de embaixador da esquina e, evidentemente, da confraria, o que manda prenser e soltar ali no quadrilátero do Bar do Barba, irradiando autoridade por pelo menos uns 100 metros para todos os lados. É ele quem fiscaliza e autoriza novos componentes no grupo. Quem sempre passa por ali, mas hoje, deixou ofício solicitando autorização para faltar, devido compromisso visitando filha em cidade distante é o jornalista Aurélio Alonso. Alguns pequenos comerciantes do entorno, ou pelo menos os de cabelo branco, participam do convescote, alguns oferecendo a sombra de suas barracas quando o dia, como hoje, está com um sol de rachar mamona.

No dia de hoje, um consenso, todos votam no próximo pleito contra a ameaça da ultra direita, isso tanto para o Governo federal, como aqui na cidade de Bauru, na continuidade de governos fundamentalistas. Ou seja, a política foi o assunto do momento. Quem esteve pela primeira vez e já conquistou a simpatia de todos foi o professor ROBERTO PSV, trocando telefones com todos, muitos interessados em se atualizar nas aulas particulares de Física e de Matemática. Falamos de Einstein e tantos outros, cada um querendo se apresentar com algum conhecimento sobre a especialidade do mestre ali presente. Essas conversas regadas com uma boa cervejinha gelada, buscada a todos instante ali no Bar do Barba é o mínimo que pode acontecer, numa quente manhã. Eu, que conheço o Roberto, dos tempos quando viajamos muito pela Reunidas, na linha Bauru/Rio de Janeiro, ele para trabalhar na Telerj e eu para vender chancelas. Íamos pra lá no domingo à noite e voltávamos na sexta. Passa um filme pela nossa cabeça. 

Conto a última. Ele me revela algo pelo qual não sabia. Ele já tem 70 anos e eu, 65 anos. Conta que, morou no Jardim Popular, onde minha família morou, idos dos anos 60. Não tenho nenhuma recordação de lá e ele, me conta algo mais de meu pai, seu Heleno, professor como ele, dos tempos no bairro. Diz se recordar da casa onde meus pais residiram e combinamos dele lá me levar, além das histórias dos tempos quando nem era nascido. Ele me diz ter na época por volta de dez anos e além disso, quando já morávamos na quadra 1 da Gustavo, barrancas do rio Bauru, isso já nos anos 70, quando foi dar aula particular para minha mana Helena. Gosto muito de reviver isso e além de tudo, Roberto é tem também no seu currículo, hilariantes histórias dos seus três anos de Rio de Janeiro. Imagine o que é trabalhar na Rocinha e ir cortar o telefone de quem se utilizava de gatos em suas instalações. Das conversações tidas hoje, essa com o Roberto deve ter a devida continuidade, enfim, na Confraria prevalesce o espírito conversativo sobre todos os demais. 

Em tempo - O papo de hoje lá na Confraria foi tão profícuo e o tempo aclerou tanto que, ao final dos trabalhos, ninguém ficou encarregado de montar a pauta do próximo encontro, dia 12/04. Será teremos um bagunçado encontro? Só mesmo estando lá para se certificar. 

TEM QUEM NÃO ENTENDEU O TAMANHO DA GUERRA ONDE ESTAMOS ENFURNADOS
Leio algo assim dentre os na luta por Lula e sua reeleição, contrariados com a chegada de gente que, até bem pouco tempo, os tínhamos como ferozes adversários. Respondo para estes desta forma e jeito:

"Essa é para os que ainda não entenderam estarmos diante de uma guerra, mais que declarada, já no nossos calcanhares. Lula faz neste momento, o que sempre fez. Tenta conciliar, reunir pessoas, mesmo muitos nos desagradando, para assim tentar uma possível governabilidade, o que não ocorreria se fechando em copas e isolado. Ele fez ao longo de sua trajetória isso, atraiu os diferentes, os que no passado éramos ferozes adversários e até inimigos e o faz, pois prevê, sabe que, estes ajudarão o país a ter mais algum tempo, uma sobrevida, para se ver lá na frente, talvez daqui mais quatro anos, como estará a conjuntura mundial. Posso não gostar de tantos que vejo se aproximando hoje, mas sei que, não fosse Lula, neste momento e nos próximos, já estaríamos nas mãos dos piores. A guerra está mais do que declarada e os EUA de Trump quer toda a América ao seu lado. Lula resiste e com ele ficarei. Se o preço a ser pago neste momento é aceitar pessoas vistas como, até bem pouco tempo indesejáveis, eu sou obrigado a capitular e seguir, pois se até estes chegando, estarão ao nosso lado, imagino o que virá se o outro lado tomar conta de nossas vidas. Eu tenho plena consciência de estarmos diante de uma brutal e insensível guerra. É Lula que nos fará seguir altaneiros e ainda soberanos, nada mais. Divisionismo agora, só ajudará o inimigo. HENRIQUE PERAZZI DE AQUINO".

A repercussão, pelo jornalista Ricardo Santana:
"Pelos movimentos políticos eleitorais  de PL e PSD, nas últimas semanas, se pretende transformar o 4º mandato do Lula um inferno para o petista. Menos por aquilo que diz e faz Flávio Bolsonaro (PL). Mas por aquilo que movimentam Kassab (PSD) e Valdemar da Costa Neto (PL). LULA sabe o que pretendem Costa Neto e Kassab. Ele próprio se movimenta. Porém LULA não é Deus. Sua trajetória sempre foi de disputa. O 4º mandato precisaria de algo inédito que a esquerda elegesse 270 deputados federais, muito mais do que o dobro dos 110 que se diz compõem a base de apoio do governo LULA. A conta não fecha porque tem que reeleger 110 cadeiras e precisa mais 160. O que querem Valdemar da Costa Neto e Kassab❓ Mesma lógica para a eleição do Senado. LULA perdeu o direito de errar. De falhar. Daqui pra todo sempre, enquanto for presidente não pode escorregar nas cascas de banana. Não pode errar no tom da fala. Se falar, tem que ter cálculo preciso. Suas alianças têm que alegrar a esquerda que o apoia e mesmo assim ouvirá ruídos de uma outra parte da esquerda que há muito abandonou LULA. Tem que não atrapalhar as manobras disputas de governo nos 27 Estados e DF. Enquanto a gente imagina o problema, a coisa já ferveu há muito. Como Pernambuco, onde o jovem prefeito de Recife João Campos (PSB), destaque da política nordestina na eleição municipal de 2021 e reeleito em 2024, lançou sua candidatura ao governo contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD) que buscará a reeleição com apoio de Kassab.  Campos, que tem como vice Carlos Costa, irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ambos do Republicanos. No lançamento da candidatura Humberto Costa (PT) encontrou agenda no interior pernambucano para justificar sua ausência. Seria Kátia Abreu, agora petista, o maior problema de LULA❓ Ou talvez, os mísseis de longo alcance apontados contra seu parceiro estratégico a China pelo Japão, rasgando tratados e sua constituição❓".

sábado, 4 de abril de 2026


crônica de uma morte anunciada
ELE É APENAS CANDIDATO, MAS JÁ SONHA EM COMO DISTRIBUIR EMENDAS
Eu tenho comigo, um dos cânceres destruindo a ação paralamentar dentro da Câmara dos Deputados é o que ocorre atualmente com as tais Emendas Parlamentares, corroendo tudo por onde passe. Por mim - e para o ministro Flávio Dino, do STF - existe uma única maneira de combater os trambiques: acabando com a obrigação de o Governo pagar as emendas. Neste momento, três parlamentares - todos do campo da direita fascista - já estão condenados pelo envolvimento em desvios variados, ou seja, a ação destes e de um percentaul grande deles faz uso indevido da grana, mistura o público com o privado, rouba descaradamente. Existe por lá um manto a encobrir a sacanagem e se chama "orçamento secreto". Se a coisa é secreta, o próprio nome já diz, mais difícil controlar a execução da dinheirama em circulação e então, a falcatrua corre solta. Este atualmente o painel das entranhas de Brasília. Por um lado, alguns tentando limitar e até extinguir o penduricalho e do outro, a festa e lobby muito forte, jogando pesado na sua continuação.

O Palácio do Planalto, no caso, o presidente Lula, perdeu o poder sobre parte enorme do orçamento graças à impositividade e aos bilhões de reais para emndas. Trata-se de um "sequestro orçamentário", um monstro com tentáculos para todos os lados e fortalecido, encorpado e fazendo de tudo - e mais um pouco -, para impedir que tudo volte ao normal, ou seja, que essa função distributiva de valores ocorra através do Governo Federal e não por quem é pago para fiscalizar e executar leis, não para distribuir grana. No quadro perdulário, informo que as emendas impositivas surgiram em 2015 e de lá para cá, os parlamentares aperfeiçoaram a forma como fazer chegar o dinheiro na ponta, inventando o mecanismo do PIX de distribuição de recursos, que nada mais é do que um modo de driblar dispositivos de controle. É mais que um absurdo o volume dessas emendas, já alcançando a cifra anual de 50 bilhões de reais. Daí, com tudo isso em curso, os escândalos têm duas causas: a montanha financeira e a falta de transparência. Tudo está minimamente interligado quando o assunto é essa grana, inclusive a influências nas próximas eleições em todos os seus níveis. Prefeitos beneficiados por emendas tornam-se cabos eleitorais dos legisladores padrinhos da remessa. Ou seja, a perdição é completa, atingindo todos os níveis. 

Todo o país está ciente destes procedimentos. Têm quem se aquiete e se beneficie e tem quem grite contra, enfim, a clara percepção da grana sendo desviada e usada indevidamente. Diante deste quadro, ouço dias atrás uma entrevista no programa matinal da 96FM de Bauru, quando o jornalista João Jabbour e o economista Reinaldo Cafeo (sic) entrevistam um candidato bauruense, peleiteando vaga na Câmara dos Deputados, ou seja para deputado federal, Nelson Dabus (PSDB), sobrinho-neto do ex-deputado estadual por Bauru, o também médico Abrahim Dabus. O programa sonda como pensa e age quem pleiteia chegar lá e o jovem médico, deixar claro pertencer à direita, informando não possuir afinidade nenhuma com nada que se mostre "esquerda". Nisso já limita o diálogo, pois determina onde estará se eleito e sem possibilidade de diálogo, ou seja, nada acrescentará no campo do necessário diálogo. Se mostra mais um dos a agir no limitado campo hoje do ódio como mola mestra de suas ações.

Isso posto, Cafeo se aproveita para, em todos os momentos continuar na ladainha agressiva contra o Governo Federal, algo onde prevalesce muita fake news como informação. Para ele, quem deveria estar sendo investigado no momento quando o tema são os desvios de grana no rombo da Previdência é o filho do Lula, citado o tempo todo e não os já comprovados como ladrões. Ou seja, como até as pedras do reino minela sabem, repassa para quem os ouve, informação truncada e falsa da verdade. Jabbour fica mais na sua e não entra nessa, mesmo quando cutucado: "Você que já foi do campo da esquerda, não acha isso um absurdo?". O também diretor do JC, jornalista de velha cepa, trabalhando num meio sabidamente de direita, sabe se esquivar e tenta recolocar na conversa nos eixos, pelo menos com menos abusiva tendência falaciosa. E na continuidade da conversa, onde o médico é questionado sobre como agiria se eleito, uma das suas ações é justamente já pensando em como fará a distribuição das emendas. Chegou a dizer, que poderiam ser repassadas para este ou aquele lugar, onde existe deficiência de recursos e coisa e tal. Fiquei só ouvindo e chego na conclusão mais óbvia: não só ele, mas muitos do que pleiteiam chegar lá, já pensam em como será feita a distribuição daquele imenso montante de grana.

Existe muita pouca disposição para uma efetiva ação parlamentar, mas sim, para dar continuidade neste penduricalho, que denomino de monstro ou no simplescombate a tramoias. São muito poucos os que, pensam em chegar lá é botar uma lupa no desarranjo institucional causado pelo impositividade da utilização dessas emendas. Do tal do Dabus, que até pelo sobrenome herdado, não pensa em começar sendo vereador, mas já se acha com cabedal para salto mais alto, nenhuma surpresa. Faz parte dessa elite, não só bauruense, mas nacional, não chegando para mudar nada, mas para fazer parte do jogo. Não digo que esteja com ruins intenções, mas será mais um político dentro deste quadro dos que passam batidos, sem expressão e não dizendo a que vieram de fato. Diante do agravamento da situação, com tanta gente envolvida em cosias escusas eu me atento ao discurso de quem propõe algo contra tudo o que está aí e nunca para quem já pensa em como se utilizar do que já existe. Na verdade, Bauru continua com uma lista de candidatos para nossas casas legislativas, sejam estaduais ou federais, muito fraca. Não voto em gente assim, pois não acresecenta nada. Este tipo de entrevista desnuda as pessoas. Eu faço parte dos que entendem que as emendas precisam ser muito limitadas, controladas e se possível até extintas. Que tal repetir a mesma pergunta para todos os postulantes a cargos eletivos hoje, inclusive vereadores. Legislar e fiscalizar é bem outra coisa. Bauru segue muito fraca no quesito candidatos para cargos futuros e assim sendo, continuo votando em pessoas e propostas bem diferentes das atuais já expostas. 
 

sexta-feira, 3 de abril de 2026


PRECISAMOS FAZER ALGUMA COISA...
Tudo bem, já que o mundo anda desajustado até não mais poder, nada como tentar fazer algo pelas vias anormais. Daí, bolamos um plano em conjunto para trapacear algo pela frente, tipo eleições, contas futuras e compromissos médicos. Já que o mundo não vai mesmo ter jeito, a maneira encontrada para tentar passar bons momentos é usufruir do alheio. Os EUA já estão praticando isso há algum tempo e, como temos visto, os danados estão se dando bem. Roubaram descaradamente o petróleo da Venezuela, num ato de pura pirataria e agora, sob o comando deles toda a produção do ouro negro lá daquele país. Foi um ato muito bem planejado e execução perfeita, diria mesmo, cinematográfica. E se com eles deram certo, nada como tentar também a sorte e executarmos, nós os adentrando a dita Terceira Idade, como Donald Trump, grandes assaltos, se locupletando de algo alheio. Se com eles, vejo poucos condenando o ato artbitrário de rapinagem, isso quer dizer que daqui por diante tudo está literalmente liberado. Assim sendo, creio devemos traçar um plano para adentrarmos o lucrativo negócio da expropriação alheia. Que acham da ideia? 

No cinema, estão dando neste momento, com apresentações diárias no Boulevard e Bauru Shopping, aulas de como ser bem sucedido, aos interessados, como eu, em adentrar o novo ramo de negócios. Iremos aprender este algo mais logo mais, sessão neste começo de noite no Boulevard Shopping Bauru, 19h30. Aliás, como nos ensinam os norte-americanos, a cada dia de forma mais escrachada e explícita possível, antes tarde do que nunca. Podemos começar a exercitar a concorrência com eles. Estou muito propenso a aderir de mala e cuia, pois como estamos observando, os riscos de dar errado são mínimos, tanto que o próprio EUA já querem expandir os negócios para Cuba, Colômbia, México, Paraguai, Argentina e, é claro, o Brasil. Já nos seus planos acabar com o PIX brasileiro e valorizar a expropriação patrocinada pelas bandeiras dos cartões de crédito norte-americanos. Ou seja, precisamos também bolar umas jogadas bem sacanas para lesar o alheio, pois pelo que vemos, isso é o negócio do momento. Esse negócio de levar uma vida pacata, sem sobressaltos e adrenalina é coisa do passado. Topam? Negócio garantido, praticamente sem riscos, tudo com a chancela dos irmãos do Norte, o todo poderoso EUA. Com o aval deles tudo é mais fácil. Velhinhos unidos jamais serão vencidos.

ESTAMOS BOLANDO UM INFALÍVEL PLANO...
Eu faço parte do time dos que precisam, depois de certa idade, de muito estímulo para ir tocando a vida pra frente. Pois foi em busca disso que, na noite deste feriado de sexta, eu instigo outros iguais a mim e em quatro adentramos o Boulevard Shopping, para assistir e ser provocado pelo instigante filme "Velhos Bandidos", uma produção com a cara deste Brasil irreverente e perspicaz, no qual estou inserido dos pés à cabeça. Digo precisar de estímulos e toques, pois na vida atual, o que mais se vê são os vivendo como manadas, seguindo como gado no pasto, estímulos que o levam com o flautista de Hamelin fazia, levando-os todos para o desfiladeiro. Eu e estes três da foto, fazemos parte dos que não aceitam, não querem e vão em busca de outras possibilidades.

E fomos, não só se inspirando pelo que vimos na tela grande, mas em tudo o mais na vida. Não nos deixamos levar pelo canto da sereia golpista, ou mesmo fascista. Ousamos e remamos contra a maré. Eu, de minha parte, digo mais, se preciso for - e acho já estar chegando a hora -, de fazer mais do que uma loucura, em prol de não permitir que o país se deixe levar pela onda conservadora. O filme foi só um belo pretexto para o encontro deste mafuento HPA, com sua companheira de todas as horas, a professora Ana Bia, essa única na ativa, pois as outras duas, garbosamente, como eu, já devidamente aposentadas, Fátima Brasília, como bancária, da extinda NCNB - Nossa Caixa Nosso Banco e Rose Maria Barrenha, psicóloga das boas, atuando uma vida inteira nas hostes da Prefeitura Municipal, uma das partícipes da criação da Luta Antimanicomial.

A gente, quando provocados pelo filme, estávamos não só em busca de diversão. Ela veio facilmente com o filme, mas mais do que isso, a intenção era se inspirar para fazer algo, um assalto que o seja, para conseguir tocar altivamente a vida adelante. A ideia do assalto, que não é de toda ruim, tocada pelo diretor do filme, envolvendo dois ótimos atores, Fernanda Montenegro e Ari Fontoura, quase 100 anos de vida cada, nos faz rir, mas pensar muito. Ou seja, a gente não pode desistir de nossos sonhos, estejamos com a idade que for. Sempre haverá uma forma, um jeito e uma maneira de ser, fazer e acontecer. E se, para tanto, tivermos que nos juntar, associar ou mesmo provocar, os mais jovens para ir no embalo, que assim o seja. Neste sentido, o filme é ótimo, pois os dois velhinhos sabiam que, sózinhos dificilmente conseguiriam realizar o intento, daí deram um jeito de se juntar a um casal, muito mais jovens e até um policial, concretizando o intento com sucesso. Maravilhosa ideia para sair do casulo onde nos encontramos e na lida e luta, buscarmos outras saídas e possibilidades.

E depois, como ninguém é de ferro, nos juntamos os quatro numa pizzaria e demos continuidade aos planos iniciados com a ideia de ir ao cinema e de ser provocados. Ou seja, traçamos planos, riscamos papéis, quase fundimos a cuca e na conclusão pensada, nada melhor do que, nos unir a mais pessoas. Bolamos onde e como poderíamos ser úteis e fazer algo muito diferente, talvez até numa real e divinal transformação de nossas vidas. Chegamos na conclusão - com a ajuda de alguma cevada - que, nada melhor do que pensarmos juntos e a partir daí, colocar o bloco na rua e, mesmo flocando, errando, dando com os burros n'água, não desistirmos. E assim será feito, ou seja, aguardem novidades. Quer se juntar ao grupo? Confesso, o plano é bom, diria mesmo perfeito e só em quatro não daremos conta. Enfim, acreditamos que um outro mundo é mais do que possível.

algo das entranhas bauruenses
QUE TRISTEZA, O JÁ FECHADO BAR BARÃO PEGOU FOGO
Quantas vezes não sentei ali na calçada, lado de fora da rua Henrique Savi, ouvi muitos da MPB e do rock local cantando, comi acepipes, bebi infinidade de geladas, enfim, o Barão Bar fez parte da vida de muitos nestas plagas. Fechou suas portas alguns meses atrás e assim se manteve, até um fogo se propagar em suas instalações e consumir boa parte de tudo o que ainda estava armazenado lá dentro. Passo por lá e ao olhar para dentro, sobre o balcão, uma imagen da Marilyn Monroe consumida pelas chamas, um dos sinais de que tudo, após tanto tempo foi mesmo devastado. Fica na memória os bons momentos ali vivenciados, ao lado de diletos amigos e a mesma certeza que tive ontem, quando fui bebericar uma cerveja gelada num bar da Joaquim e por lá o antigo dono de um outro bar recentemente fechado ali trabalhando. Pergunto sobre o futuro e sua resposta: "Por enquanto, reunindo forças, mas em breve, voltarei por aí num outro local. Aguarde e depois frequente". Torço por todos estes.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

CENA BAURUENSE (275)


voltamos
DEPOIS DE LONGO INTERREGNO, COMO ENCARO O QUE VEJO PELAS RUAS BAURUENSES
01. Publicado em 11.12.2025: Essa, a localizada na avenida Marcos de Paula Rafael, coração do Mary Dota, bem defronte o supermercado Confiança, mais uma das tantas bancas, antes vendendo jornais e revistas. Hoje, não se vê mais nenhum destes, pois até o Jornal da Cidade, antes diário, hoje semanal, sumiu destes locais e seus proprietários para continuarem de portas abertas vendem de tudo um pouco, num malabarismo e contorcionismo bem usual neste tipo de pequeno comércio de rua.

02. Publicado em 12.12.2025: Impossível passar pela vila Santa Luzia, numa esquina da rua Antonio A. de Faria e não cantarolar algo do Wilson Simonal de antanho: "Vesti azul, minha sorte então mudou...".

03. Publicado em 13.12.2025: Uma das cenas mas inadmissíveis do planeta, se repetindo aqui e alhures. A luta de uma vida inteira de milhões de pessoas é para não mais continuar vendo cenas como essa se repetindo mundo afora.

04. Publicado em 14.12.2025: Bauru padeceu neste domingo com uma intensa chuva, com alagações múltiplas e variadas. A chuva perdurou até por volta das 16h e dentre todas as fotos de alagamentos, eis essa, cuja autoria não consegui identificar, feita depois de todos os estragos, tirada lá na Comendador Joaquim da Silva Martha, rotatória depois dos trilhos férreos, com alguém juntando todas as placas de veículos que por ali tentaram atravessar a água no seu período mais crítico e como resultado foram perdidas. Na legenda dizia que, elas estão lá expostas e a disposição de seus respectivos prioprietários. Num dia de chuva forte, quem está nas ruas vê de tudo e também está sujeito a tudo.

05. Publicado em 16.12.2025: Assentamento urbano Primavera, localizado ao lado do cemitério Cristo Rei, visão ampla, do alto para baixo.

06. Publicado em 17.12.2025: Na Nações Unidas, defronte Confiança Flex, uma placa, instalada pela UDEMO - Sindicato Magistério SP - tenta alertar incautos dos malefícios da reforma administrativa e o que se passa de fato com o desmonte da Educação patrocinado pelo desGoverno de Tarcísio de Freitas. E fica a "confiança" que, com luta e mobilização tudo pode mudar.

07. Publicado em 19.12.2025: O nome do colégio privado localizado ali na rua Inconfidência, defronte o Poupatempo pode ser Athena, porém no imaginário popular nunca vai deixar de ser chamado como Colégio La Salle, fechado já algumas décadas.

08. Publicado em 21.12.2025: Eis uma verdadeira lei com a cara brasileira de quem presta atenção no povo, num todo. Isso não existe, por exemplo, no gigante Estados Unidos da América, lugar onde o dinheiro está acima de tudo e todos. Lá quem não tem, vale nada. Aqui a legislação obriga - pelo menos a lei de 2022, diz isso - qualquer hospital ao atendimento emergencial, como presenciado na placa, instalada bem no saguão do Hospital Unimed, bairro Aimorés, rodovia sentido Pederneiras/Jaú.

09. Publicado em 25.12.2025: Pode chover ou fazer o maior sol do mundo, como hoje, ser o feriado que for, como o de hoje, mas lá no cruzamrnto da avenida Nações Unidas com a Nuno de Assis, sempre existirá os que, saem de suas casas dispostos a fazer algum, levantar algum, para tentar proporcionar um dia mais altaneiro para ele e os seus. Lá no meio da rua, entre os carros, um destes e oferecendo aquilo tudo que a gente não precisa, mas acaba comprando, para propiciar que a roda continue girando, não como a gente queria, mas girando.

10. Publicado em 26.12.2025: Foi nessa esquina, Maria C. de Arantes com São Gonçalo, bem do lado dos muros do Tiro de Guerra, que aconteceu hoje o mais recente feminicídio na cidade de Bauru. Uma moça residia numa kitinete com sua criança, tendo medida protetiva contra o ex-marido. Agredida constantemente, se recuperava da última, mudando constantemente sua residência, porém foi por este descoberta. Tiveram na esquina uma discussão, ouvida pelos vizinhos e foi ali executada, com um tiro certeiro. Ele, na sequência, foge com a criança. Eu, mana Helena e o filho Henrique, passávamos pela região, quando nos deparamos com a cena momentos após o ocorrido. O corpo estava no chão, a polícia ainda não havia chegado. Vizinhos estavam consternados, câmaras registraram a fuga e presenciamos a chegada dos primeiros policiais. Daí, em momentos uma grande caçada pela região, até com uso do helicóptero da corporação. Tudo muito rápido, girando com muita adrenalina em nossas cabeças e na de todos os presentes. O fato é que, nessa pacata esquina, ocorre mais um brutal ato de feminicídeo neste país. Todos brutais, banais e insanos, representando bem como somos no geral, um povo já somatizando essas barbaridades e atrocidades, como atos corriqueiros. O cara perseguia sua vítima, ela tinha a medida protetiva a seu favor, mas isso é pouco diante da mente desvirtuada, doente e criminosa de muitos homens, passando por cima de tudo para fazer vingar seu bestial instinto. A chuva do final do dia lavou todos os resquícios do local, mas não apagará da mente de quem presenciou a cena, o horror que precisamos encarar e reverter a todo custo. Mulheres não podem continuar sendo eliminadas desta vil forma. Barbaridades que nos mancham a todos e só se reveterá com uma ampla ação coletiva contrária e também elucidativa, denunciando e não deixando passar, não tratando como normais atos tão indignos da ação humana.

11. Publicado em 27.12.2025: Na Bauru sendo depenada por todos os lados e sentidos, a simples existência de um bosque em sua periferia, mais precisamente no Jardim Silvestre, ao lado do Mary Dota é um alento, porém, deve permanecer desconhecido e funcionar sem alarde, pois do contrário, o setor responsável (sic) pelo meio ambiente na cidade pode querer decepar mais algumas espécimes, tudo para manter o índice elevado, o percentual de mais destrutivos do estado tarcisista.

12. Publicado em 29.12.2025: Ele é desconfiado, com toda a razão e pela foto, dele e de sua bicicleta, percebe-se possuidor de histórias relevantes e contagiantes, dessas muito mais interessantes que a de qualquer político do momento atual bauruense. Ir tentando se aproximar, falar sobre os quilometros rodados ao longo de tão turbulenta e atribulada vida, me faz continuar tentando, pois são essas as pessoas, consideradas por mim, como as mais interessantes destas plagas.

13. Publicado em 30.12.2025: Bauru não é cidade conhecida por ter obras de artistas expostas pelas ruas. Temos poucas e uma destas, está lá no Bosque da Comunidade, podendo ser visualizada da rua Saint Martin, porém, nenhuma placa indicativa de sua autoria e importância artística.

14. Publicado em 31.12.2025: Observando a passagem do ano com a devida singeleza que a data exige, a reverencio com tudo o que possa estar representado nesta foto, cruzamento da Olavo Bilac com José Bonifácio, coração do Bela Vista.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE


EIS A DÚVIDA, VOU OU NÃO VOU? SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME
No Guardião deste mês, o foco de seu comentário principal é para algo que, muito provavelmente irá acontecer nos próximos dias com os rumos políticos da incomPrefeita bauruense Suéllen Rosin. Ela não deve estar conseguindo dormir direito, atormentada pelo dilema destes dias: "Ser ou não ser, eis a questão", ou melhor "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". 

O intrépido super-herói bauruense explica: "A data máxima para ocorrer a saída dos cargos, para todos os políticos interessados em disputar novos mandatos na eleição deste ano se encerra dia 04/04 e assim sendo, Suéllen sabe que, seus dias estão contados. Comenta-se muito pela famosa Rádio Peão que, ela precisaria muito de um mandato, para obter com ele algum sossego, com o que se denomina de foro privilegiado. Do contrário, pelo conjunto da obra, ou pela quantidade de ações como mandatária bauruense, muitas delas mais do que discutíveis, estaria correndo riscos certos de ter problemas com o Judiciário. Será? É o que dizem e na mesma Rádio Peão, citam uma extensa relação de possibilidades neste sentido. Daí, o comentário principal é de que, ela jogaria toda sua força política para conseguir se eleger como deputada federal no próximo pleito".

Este um dos tantos comentários enevolvendo a mesma questão. "Ficar para que, sendo este seu último nadato como alcaide municipal? Este outro grande questionamento, também muito comentado na cidade. Comenta-se que, se sair, sua administração desanda e o vice não aguentaria o rojão de defendê-la mais a contento. Se ficar, defende sua administração até o último minuto e não teria como concretizar o tal do foro privilegiado. Ou seja, como estamos hoje adentrando o mês de abril, daqui há exatos quatro dias, encerra-se o prazo para ela decidir lá com os seus, se fica ou se vai. Eis o dilema, ser ou não ser", prossegue jocosamente Guardião.

Na cidade circulam muitos outros comentários sobre como ela encaminharia seu sucessor. Guardião tenta juntar tudo o que ouve nos seus contatos e aqui os explicita: "Suéllen sabe que, não sendo ninguém do seu clã familiar o escolhido por ela para concorrer à prefeito na próxima eleição, corre o risco de encerrar o ciclo político dos Rosin na cidade de Bauru. Alguém em sã consciência acha que, se Mandaliti, Raul ou qualquer outro que concorra for eleito, irá dar algum tipo de continuidade no domínio do clá Rosin na cidade? E quem ela tem para indicar dentro de sua família? Só três possibilidades, o pai, a mãe ou o marido. Sentiram a encruzilhada onde está enfronhado os destinos dos Rosin em Bauru? Tem muita gente rindo de orelha a orelha. Todos sabem que, a maioria conseguida lá na Câmara se esvairá como pó no deserto, cada um se aproveitando maravilhosamente do atual momento, mas nenhum fará esforço algum ou colocará em risco o futuro político, diante de cenário tão incerto. E junte-se a tudo isso, a aproximação do dia 4, quando estará tomando uma decisão, seguindo por um caminho ou descaminho que, a levará para um cargo eletivo ou para o encerramento do ciclo político dos Rosin em Bauru".
OBS.: Guardião é obra do traço do artista Leandro Gonçalez, com pitacos escrevinhativos do mafuento HPA.

AS GRANDES MENTIRAS DESTE 1º DE ABRIL

terça-feira, 31 de março de 2026


O MUNDO DA VOLTAS E BAURU É UM OVO
Eu tenho "N" histórias comprobatórias de que este mundo é mesmo um ovo. Inesquecível para mim, quando estudando na USC, universidade católica, recebíamos aulas de Educação Religiosa, aos moldes do Catolicismo. Quem dava aulas era um padre, que depois vi, chegou a ter cargo importante na igreja em Nova York. Ele muito centrado nas aulas, exigindo de todos uma contrição, que não podia ser possível, pois éramos - não deixei de ser - rueiros demais, ou seja, vivenciávamos, mesmo antes da ditadura militar, que era católica, o tal do Estado Laico. Eu, sempre festeiro, num dos Carnavais, vou pular no Rio de Janeiro, provavelmente excursão do Guilberto Carrijo. Estou eu lá em plena Cinelândia, festa por todos os lados, quem eu vejo desfilando na minha frente e abraçado com uma linda mulata? Sim, isso mesmo, exatamente o padre que ministrava as aulas mais carolas na USC. Ele me viu e eu o vi, nunca conversamos sobre o assunto, mas as suas aulas foram amainadas desde então.

Isso aqui só para introduzir em algo ocorrido comigo no dia de hoje. Fui à dentista, chego pouco antes e como sempre, levo algo para ler. A atendente, senhora simpática, puxa conversa e me diz: "O senhor gosta muito de ler, pegue uma revista Veja ali na mesa". Declino do convite e lhe digo que trago a minha própria revista, a Carta Capital. Queria até lhe explicar dos motivos de não ler mais a Veja, mas achei antiprodutivo, pois pela forma como me ofereceu algo para ler, pelo visto, não entenderei que uma possui um tendência e outra navega em outros mares. Continuo lendo e ela insistindo em prosear, foi quando lhe disse que neste mês li exatos seis livros e que, pelas minhas contas, nem que chegue aos 80 anos de vida, não terei tempo de ler tudo o que já tenho na fila. Ela se assustou: "Seis por mês. Nossa, é só parar de comprar, que dá tempo". Digo não ter intenção nenhuma em parar de comprar e que na feira domingo, com duas bancas de livros, trouxe mais uns seis. E compro também muitos CDs, pois na promoção lá na feira, são 3 por R$ 10. "Irresistível", lhes digo.

Foi quando ela, começa a me contar algo, que no desenrolar e desfecho, fico não só de queixo caído, como prostrado e ciente mesmo, este mundo é pequeno demais, tudo dá enormes voltas e acaba voltando para perto da gente. "Seu Henrique, eu uma vez conheci um cara que gostava tanto de livros como o senhor. Meu marido tem uma pequena empresa de dedtização e fomos fazer um serviço numa casa, onde tinham livros e discos por todo o lugar, além de posteres e propaganda política, fotos de artistas. Detetizamos a casa, pois ele estava com mêdo dos cupins se adiantarem e comerem seus papéis. Não sei se o senhor o conhece, essa casa fica ali perto do CIPs, perto do Poupatempo, ali ao lado do rio Bauru". Achei muita coincidência e lhe perguntei: "Por acaso essa casa não ficava bem defronte aquele largo ali perto do CIPs onde montavam parques e circos?". Ela me responde que sim e sou obrigado a lhe dizer: "Este senhor que você foi com seu marido fazer uma dedetização foi a minha casa, que denominada de Mafuá. Ali fazíamos muitas festas, tinha meu cão Charles, livros e discos tomando conta de tudo. Perdi muita coisa por lá, devido enchentes e acabei por vender a casa e comprar um kitinete perto de onde moro, onde guardo bem menos da metade do que tinha antes".

Ela não acreditando e na hora ligou para o marido, me colocando para falar com ele. Não me recordava da fisionomia deles, mas claro, lembrava do dia quando lá estiveram, achando aquilo tudo um exagero e fora do normal. A partir daí, conversamos mais um bom bocado de tempo. Na verdade, não consegui ler a revista trazida, pois até o momento em que fui chamado para adentrar a sala do atendimento, a conversa fluiu sobre este assunto, ela encantada por ter me reencontrado desta forma e jeito, totalmente inusitada e neste novo serviço, iniciado há apenas um ano. Falamos também dessas coincidências trombadas que a vida nos proporciona vez ou outra. Anoto o telefone deles e digo que, desde que vendi a tal casa e mudei meu acervo para uma kitinete, já fiz uma dedetização, mas na próxima chamarei eles. Deu para perceber que, ela não lê nenhum livro por ano. Gostaria muito, disse a ela de incentivá-la e se possível, até indicar umas leituras. Ela me diz não ter tempo. Não insisti, não sei se o mesmo ocorre com ela, mas vejo tantos por aí, reclamando da mesma situação e na primeira horinha de folga, lá estão viciadas teclando algo pelo celular.

Foi isso, essa a história de hoje. A de que, numa cidade como Bauru - ou qualquer outra -, as coincidências ocorrem aos borbotões. Quando menos esperamos, estamos revendo pessoas e situações pelas quais nunca mais pensávamos em voltar a colocar os olhos. Essas duas histórias aqui contadas não são as únicas acontecidas comigo e envolvendo algo ocorrido lá atrás e com um desdobramento lá na frente. Tenho algumas aqui de memória, outras me lembrarei logo mais. De uns tempos para cá, quando me acontece algo assim, não sei porque cargas d'água, acabo sonhando sobre o assunto e quando me dou conta, lembrando de algo mais. Essa surpresa acontecida hoje me foi por demais grata. De alguma forma, ela reconheceu em mim, algo pelo qual tanto me empenhei a vida inteira, não só no quesito juntar livros e discos, mas também de repassar algo de bom, para quem segue me acompanhando mais de perto. Agora mesmo um baita amigo me pede, se não tenho para lhe emprestar o livro "Cem Anos de Solidão", do Gabriel Gárcia Márques. Sabe o que faço num caso destes? Não empresto, dou o livro. E depois, ele depois de lido que passe adiante, enfim, este o papel do livro. Seguir trilhas inusitadas. Tenho "N" histórias de livros que percorreram caminhos pela aí e depois, voltaram para a minha mão. Ou seja, tudo dá voltas e voltas.

ENCONTRO DE DUAS FERAS, PELO ESCRITOR JOSÉ ROBERTO TORERO
Eu estava em Turim e vi um restaurante que tinha um preço bem camarada. Tão camarada que estava quase completamente lotado. O “quase completamente é porque havia uma mesa com apenas uma pessoa, que estava em frente a uma imensa travessa de macarronada.
Fui até ele e pedi para me sentar.
– Claro. Aliás, se quiser dividir a conta, esteja à vontade. O prato é grande demais para mim.
– Negócio fechado! – respondi. Depois, me apresentei:
– Torero, muito prazer.
– Calvino.
– Calvino? Italo Calvino?
– Em carne, osso e óculos.
– Puxa, sou seu fã! – confessei. Acho “O visconde partido ao meio”, “O Barão nas árvores” e “O cavaleiro inexistente” sensacionais. São fábulas para adultos. Elas têm leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade e consistência.
– Minhas virtudes literárias preferidas.
– Eu sei. Também li “Seis propostas para o próximo milênio”.
– É o seu favorito?
– Não. O que eu mais gosto mesmo é o “Cidades invisíveis”. Achei demais a ideia de falar de cidades para falar de outras coisas!
– Se você diz...
– Gostei tanto que, de certa forma, até plagiei essa ideia.
– Opa! Vá se explicando.
– É que, quando meu filho era pequeno, comecei a contar histórias sobre castelos para ele dormir. Mas, na verdade, as histórias eram sobre tudo, menos sobre castelos. Depois, essas histórias viraram um livro, o “Castelos”.
– Título muito original...
– É o mais vendido da minha editora! Já lá se foram quase cinquenta mil exemplares.
– Cinquenta mil, é...?
– Sim. E ele ainda teve filhotes: o “Pontes”, o “Árvores”, o “Prédios” e, no fim do ano, o “Mapas”.
– Minha leitura foi bem lucrativa para você, não?
– Se foi! E ainda nem falei de “As bibliotecas fantásticas”, que usa microcontos sobre bibliotecas imaginárias para falar de leitura, livros, escritores, histórias, poder etc...
– Esse vendeu muito?
– Quatro mil, um número bem decente.
– Então, pelas minhas contas, você me deve mais ou menos...
– Uma macarronada e essa garrafa de vinho? – propus rapidamente.
Ele pensou um pouco, sorriu e respondeu:
– Uma macarronada e duas garrafas de vinho. Garçom, mais uma dessas!
#paposcomospapas