sexta-feira, 28 de agosto de 2026

COMENTÁRIO QUALQUER (276)


COISA MAIS TRISTE PERDER A DANADA DA IVY WIENS
Essa foi uma daquelas notícias que te fazem desmoronar. A Ivy foi uma baita guerreira e depois de encantar Bauru, isso aqui ficou pequeno demais pra ela e foi bagunçar o coreto lá no Vale do Ribeira, mais precisamente na terra onde a família Bolsonaro deu o ar da graça, Eldorado. Deve ter criado um bocado de caso pros boçais todos com o sobrenome nada edificante, assim como, pelo trabalho que faz, arregaçando as mangas e indo à luta, sem pedir licença, balança o coreto por ande passe. Por Bauru, fez e aconteceu, lá no Vale, pelas notícias que íamos recebendo, sempre fez muito mais do que cavar um espaço, ela criava continuamente e com sua luz mais que própria, fez História - com "H" maiúsculo. Ela participou aqui conosco, além de tanta coisa que fez por aqui, do bloco farseco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomate é MiXto. Mesmo longe, comprava a camiseta e eu a enviada pelo Correio. Nos últimos tempos vivia me instigando para ir com os meus conhecer uma casa a abrigar amigos e pra quem gosta de natureza, além de lutar por todas essas questões que nos movem. Não fui e perdi grande oportunidade de colocar todas as conversas em dia. Ela tinha só 48 anos, dona de um sorriso inigualável e uma força de vontade pra executar todas as tarefas a ela designadas, deixando um enorme buraco dentro da gente. Essa notícia não é só triste, é muito mais que isso, é um rombo nessa resistência toda que continuamos a fazer, cada qual ao seu modo e jeito. Eu, mesmo não a vendo há um certo tempo, irei sentir muita saudade dela e de tudo o que representou para nos incentivar pra não desistir da empreitada dessa vida. Yvy foi demais da conta...
OBS.: Ivy era lindona de qualquer jeito, mas com a camiseta do Tomate, ficava ainda mais arrebatadora. E esse sorriso...

DEPOIS DO "LEIA A BÍBLIA", DESPONTA O "LEIA LIVROS"
Uma amiga me envia foto tirada por ela no estacionamento do Supermercado Tauste e ela, querendo algo igual me provoca: "Vamos fazer algo igual?". Respondo quase que instantâneamente: "Sim". 

Isso de ler somente um livro é muito limitador e quando existe uma reação para campanha espalhada pela cidade toda, nos instigando para não só reagir, como produzir algo no sentido contrário, ou seja, enquanto um segmento religioso propõe somente a leitura de um livro, começa a se esboçar uma reação, que deve suplantar a outra campanha, prescrevendo que o bom mesmo é LER LIVROS, muitos livros e autores diferentes, pois é dessa forma e maneira, que se sai de uma mente limitada e excludente. 

A diversidade, em tudo que fazemos, é sempre salutar e oxigenante.

A ÚLTIMA DA ENTREVISTA DE ONTEM
Minha amiga carioca, livreira, proprietária junto do filho de um dos melhores lugares para se ir na cidade do Rio de Janeiro, a Folha Seca, Maria Helena Ferrari esperou abaixar a poeira e hoje postou, assim como não quer nada: "Agora que todo mundo já comentou, só quero acrescentar uma coisa: COMO SÃO CANALHAS". 

Ela foi direta, reta e todo mundo entendeu para quem foi dado o recado.
Em tempo: a ilustração é do divinal Miguel Paiva.

JANDIRA FEGHALI DÁ AS DICAS PARA O FLÁVIO BOLSONARO NÃO PASSAR VERGONHA HOJE NA ENTREVISTA DA TV GLOBO
Há 10 anos a gente sabe que Flávio Bolsonaro treme diante de debates e entrevistas. A pressão cai, desmaia. Imagine hoje depois da postura firme de Lula ontem.

Como médica, tenho alguns conselhos para dar: se hidrate bem, respire fundo, evite laranjas e abacaxis e se ficar muito difícil sempre dá para recorrer a um novo desmaio.

Eis Jandira ironicamente prescrevendo o que poderá acontecer logo mais:
https://www.facebook.com/reel/1071708072015273

PEGA NA MENTIRA, ESSA É SUÉLLEN ROSIN
"A falta de palavra dos politicos,a falta de competência desses politicos,hora eleito doa o patrimônio Público e a conta fica para nós municipes pagar,pense nisso na hora do voto, só temos esses politicos ruins porque nós os elegemos,pesquise a vida pregressa do seu candidato antes de vc confiar seu voto,olha que exemplo ruim para nossa cidade,estamos sendo privatizado por falta de competência de nossa Prefeita !!! A Prefeitura tem toda uma estrutura administrativa montada, cabe a Prefeito ordenar de forma correta , mas ela não fez isso, aliás passou tudo para terceiros, a mas a conta a conta é nossa, isso é uma vergonha !!!", Osvaldo Pedro. 
Eis uma promessa da alcaide, logo na sequência gerando mais uma mentira:

FAÇA O MESMO QUANDO DE ALGO DESTRUÍDO PELA AÇÃO FASCISTA
Durante a ocupação n*zista de Paris, Pablo Picasso foi interrogado pela Gestapo, que investigava intelectuais e artistas considerados suspeitos.
O oficial que o recebeu falava francês fluentemente e mantinha uma postura aparentemente educada, apesar de representar um dos regimes mais brutais da história.
Sobre a mesa, havia uma fotografia de Guernica, a monumental obra que Picasso havia pintado em resposta ao bombardeio da cidade espanhola durante a Guerra Civil Espanhola, realizado por forças alemãs e italianas em apoio a Franco.
O oficial apontou para a imagem e perguntou:
— “Picasso, foi você quem fez isso?”
Picasso teria olhado para ele e respondido:
— “Não, foram vocês que fizeram. Eu apenas pintei.”
O guarda olhou novament para a pintura e admirado falou - genial.
A frase se tornou uma das histórias mais famosas associadas a Picasso.
Mais do que uma resposta provocadora, ela carregava uma acusação direta: a pintura não havia criado aquela destruição. Apenas a havia transformado em imagem.
Guernica permanece justamente por isso como um dos símbolos mais poderosos dos horrores da guerra.
História Perdida agradece por sua leitura.

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (234)


LULA NA COVA DO LEÃO, FOI LÁ E RUGIU FORTE*
* Algumas considerações sobre entrevista do presidente Lula, candidato à sua própria reeleição, ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão

1 - UMA GOLEADA NO JORNAL NACIONAL
Lula mostra que, apesar de todas as críticas que se possa dirigir a ele, é um gigante, um líder histórico e de dimensões globais. César Tralli e Renata Vasconcellos começaram a entrevista de 40 minutos no JN num clima de Lava Jato, tensionando o presidente ao extremo. Os 25 minutos iniciais, de espancamento pessoal, só tiveram fim quando Lula jogou no colo da dupla a escandalosa divulgação do power point curitibano e a criação de Sergio Moro e Deltan Dalagnol, duas das mais nefastas figuras da vida pública brasileira da atualidade. A partir daí, o petista pautou a entrevista, colocou-se a cavaleiro da situação e debateu o Brasil, tema no qual não tem para ninguém. Tralli e Renata saíram minúsculos de uma troca de ideias que trataram como um embate. Lula não fica na defensiva nem na cadeia. Levou de goleada!
Gilberto Maringoni

2 - É inacreditável: a Globo entrevistou o Presidente da República em plena maior crise de soberania nacional e simplesmente ignorou o assunto. Nenhuma pergunta sobre Trump. Nenhuma sobre o tarifaço contra o Brasil. Nenhuma sobre interferência externa, ameaças à democracia ou sobre como o país pretende reagir à pressão de uma potência estrangeira. A Globo conduziu a sabatina como se estivéssemos diante de uma eleição absolutamente normal, isolada do cenário internacional e das pressões que o Brasil enfrenta. Talvez aí esteja justamente o problema: para uma parte da nossa imprensa, o golpismo, a pressão estrangeira e as ameaças às instituições parecem ter sido incorporados à paisagem. Isso também diz muito sobre esta eleição. (por George Marques)

3 - NA CARA, NÃO! 
Lula deu na cara da Globo com luva de pelica ao ser questionado sobre as contas públicas. O final foi inesperado!

Durante a sabatina da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cobrado sobre a trajetória das contas públicas e o crescimento da dívida. Em vez de se irritar ou fugir do tema, Lula respondeu com firmeza, mas sem perder a educação — o famoso “com luva de pelica”.

Ele afirmou que a dívida pública não o preocupa e atribuiu o aumento à herança de déficit e aos juros altos. Lula argumentou que, com o crescimento da economia, a relação dívida/PIB tende a cair, e comparou a situação brasileira com a de países como Estados Unidos, Japão e Itália, que convivem com percentuais bem mais elevados.
O final foi inesperado: o presidente declarou que o país deve registrar superávit neste ano e se colocou como exemplo de responsabilidade fiscal. “Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, afirmou. A resposta educada, mas direta, virou um dos momentos mais comentados da entrevista e mostrou Lula controlando o ritmo da cobrança sem sair do tom. IVAN VIEIRA, Fora do Eixo.

4 - ELEIÇÕES 2026 | Como sabemos, as tradicionais sabatinas da TV Globo com presidenciáveis, realizadas desde 2002 – preferencialmente no Jornal Nacional (JN) –, são uma farsa. Os apresentadores escalados para a entrevista trocam o jornalismo pela inquisição. O interesse público é posto de lado em nome da estratégia de constranger o entrevistado, numa espécie de jornalismo de emboscada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sabia dessa armadilha e se saiu bem, nesta quinta-feira (27), ao participar da sabatina com César Tralli e Renata Vasconcellos, apresentadores do JN. Lula não passou recibo. Tanto que, quando informaram que a sabatina sairia de escândalos (não comprovados) de corrupção para temas do governo, o presidente soltou uma ironia: “Parecia que eu estava no Ministério Público”. Conforme esperado, Tralli começou a sabatina trazendo à tona acusações decorrentes de vazamentos ilegais contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e a empresária Roberta Luchsinger. A grande mídia os chama, respectivamente, de “Lulinha” e “lobista”, termos que nem Fábio nem Roberta usam. “Não tem acusações. São ilações, ilações e ilações, tiradas de telefonema”, lembrou Lula. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse o presidente. “Ele não será protegido por ser meu filho. Portanto, ele sabe o que fazer: ele tem que provar a inocência dele – e eu tenho certeza de que ele vai ser inocente.” Mesmo depois da resposta de Lula, a Globo insistiu por mais de 15 minutos numa sequência de acusações e suspeitas que buscavam estabelecer uma associação direta entre supostos escândalos e o presidente.
ANDRÉ CINTRA - Portal Vermelho

OLHA SÓ A CARINHA DELE PRA TUDO O QUE TENTARAM LHE APRONTAR NA GLOBO

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (177)


COISAS MUITO ESTRANHAS CONTINUAM ACONTECENDO EM BAURU
01. 
QUALQUER LEIGO SABE, O QUE FIZERAM AO DAE NÃO TEM COMO DAR CERTO

Quando tudo começa errado, não só a tendência, como probabilidades são para que tudo dê errado. Não adiantou demonstrar por A + B para a alcaide, a incomPrefeita Suéllen Rosin não ser necessário privatizar o DAE e sim, somente modernizá-lo, tornando-o mais ágil e competente, ou seja, dando-lhe condiçõesp ara executar o serviço a ele designado. Ela, a alcaide, insistiu e tendo maioria dentro da Câmara de Vereadores, os tais 17 x 4, passou nos cobres a autarquia. Até as pedras do reino mineral sabiam de antemão, que mais dia menos dia, tudo viria à tona e o descalabro seria desmontado. Não demorou quase nada e o serviço prestado pela ta lda CSB, não só gera reclamações, como tem se mostrado ineficiente, como incapaz.

Rafael Santana de Lima, munícipe sempre atento a meandros intestinais dessa administração escreveu e vaticinou desde muito tempo: "CSB ( COMPANHIA DA SUELEN DE BIRIGUI) continua causando, leiam com atenção. Concordo plenamente com tudo o que foi dito abaixo, digo mais, RICARDO CREPALDI, MARCIO TEIXEIRA que tal JUDICIALIZAREM MAIS ESSA, a população bauruense que já está virando CACHIMBO está acordando da hibernação, porquê virá "fumo de 30 anos".

Eu, na  qualidade de atento munícipe corroboro das reclamações e da forma mais pesada como está sendo feito a cobrança junto a quem promoveu a privatização e, agora, a implantação da tal empresa privada já atuando no setor. Diante da constatação de que, a alcaide fez tudo seguindo somente o que lhe vinha à mente, creio se deva, além de solicitar medidas imediatas junto ao MP - Ministério Público, uma permanente vigília de denúncias, pois se tudo já começa claudicante, imagino como tudo estará daqui a alguns anos? Deixar como está, permancendo caladinhos e contritos, veremos Bauru fenecer a olhos vistos. é isso o que queremos para com Bauru?

02. CSB - ME DIGAM, É PRA DESCONFIAR MUITO OU PRA CEGAMENTE ACREDITAR?
Essa tal de CSB - Companhia de Saneamento de Bauru ainda é pouco conhecida do público bauruense, mas pelo que se vê, já chega chegando, dizendo a que veio. Ela é a empresa, aberta exclusivamente para substituir o DAE - Departamento de Água e Esgoto. Isso por si só já assusta, pois até então tivemos o DAE como um dos melhores prestadores de serviço público dentro da cidade de Bauru. Vez ou outra falava-se na privatização deste serviço, atpé que essa última administradora, a atual alcaide bauruense, dita por mim - e por muitos - como incomPrefeita Suéllen Rosin, conseguiu a proeza, de obtendo maioria dentre os 21 vereadores, nos tais já eternizados em seu mandato como 17 x 4, privatizar a autarquia. O valor é alto e a cidade precisa estar atenta na utilização do tal valor expresso nas planilhas do contrato. Aqui em Bauru, ninguém duvida de nada, ou melhor, só até prova em contrário. 

O munícipe Carlos Alexandre posta isso: "Aberta há quatro meses. Cheiro de coisa bem podre por trás disso" e expõe uma cópia das Informações de registro da tal empresa, criada há apenas 4 meses e neste exato momento, já gerando problemas mil no desenrolar dos procedimentos básicos de atendimento para com a população. Num primeiro momento, assim de bate pronto, as contas começaram a pipocar em duplicidade na casa dos bauruenses e a desculpa, como não poderia deixar de ser, foi "falha do sistema". O antigo executor dos serviços, o DAE e o atual, a CSB emitiram boletos para os mesmos endereços e relativos ao mesmo mês. Enquanto isso, no palco dos acontecimentos, ou seja, onde os problemas acontecem de fato, nas ruas bauruenses, pelo que se ouve e vê, quem está resolvendo a parada são os antigos funcionários do DAE, pois a dependência é total para com estes. Não seria o caso de tudo ter continuado comestes no comando e sendo valorizados, incentivados e dando-lhes condições cada vez melhores para executar um serviço, do qual são mestres?

De Olga Marques, ainda na imagem compartilhada, algo mais de como o usuário está entendendo o imbróglio criado com a tal privatização, ainda muito mal explicada: "A cidade de Bauru vendida na liquidação!". Ou seja, como se constata na imensa maioria das privatizações, a emenda sai muito pior que o soneto. Privatizou, acabou de estragar. Tudo repassado para a iniciativa privada, com zilhões de reais no negócio e ao invés de melhorar, percebe-se que, antes era bem melhor. Não seria o caso de acionar desde já o MP - Ministério Público e constatar, mais uma vez, as condições deste contrato e dessa empresa hoje assumindo uma responsabilidade,que se percebe, irá executar suas ações? Por essas e outras, faço parte dessa Bauru com o pé atrás com tudo onde Suéllen Rosin tem tomado decisões, sempre referendada pelos tais 17 x 4, a expressiva votação dentro de nossa casa de Leis. Não seria o caso de investigar todos estes? 

03. 
QUANDO NOS DEPARAMOS COM UMA MANCHETE COMO ESSA DO SITE CONTRAPONTO, DO JORNALISTA NELSON GONÇALVES, PENSAMOS O QUE? ESTARIA TUDO CORRENDO NORMALMENTE NAS HOSTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL?
A manchete: "Bauru vai pagar dobro dos juros e acordo da dívida da Cohab atrasa". Ou mais: "Acordo da dívida atrasa e Caixa resiste a conceder desconto em multa de centena de milhões de Reais, aponta presidente da Cohab, Evérton Basílio. Indefinição por vários governos faz dívida multiplicar. Pior: Município até terá que pagar o dobro dos juros, mesmo se acordo sair até dezembro. Contrato terá juros de 6% e não mais 3%. Dívida brita sobe R$ 650 mil por dia e ...todo mundo sabe disso há anos", revela o jornalista Nelson Gongalves em seu site, o Contraponto.

Se todo mundo sabe disso há anos, por que toleramos? Por que, até a presente data pouco foi feito para resolver o imbróglio? Qual a causa de tudo continuar como dantes? Qual o impecílio para se tomar uma definição definitiva nos rumos dessa falida Cohab? Por que, o problema passa de administração em administração e na hora do vamos ver, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes? E o famoso cabide de empregos, com cargos acomodativos para apaniguados continua em pleno vapor ou foi estancado? Sabe aquela história do interventor no Estado do Rio de Janeiro, que ao assumir a função, após o impedimento do então governador em exercício, já exonerou mais de 6 mil pessoas, a maioria em cargos não necessitando nem de bater o ponto, quanto mais o de comparecer ao seu local de trabalho? Pois bem, e se algo parecido já tivesse sido iniciado? O que falta realmente para resolver de vez o problema da nossa Cohab? De uma coisa temos a mais absoluta certeza: ela não pode continuar gerando o montande de R$ 650 mil, só de juros diários. Isso é mais que um descalabro. Será, ainda temos vereadores se beneficiando com funcionários fantasmas lá dentro?

e por falar que ando quieto demais...
O VERDADEIROS LADRÕES, VENDILHÕES DO TEMPLO, POR EDUARDO GALEANO

terça-feira, 25 de agosto de 2026

PERGUNTAR NÃO OFENDE (237)


ALGO DESTES TEMPOS (01)- "PROCURA NA INTERNET"
Sai com Ana Bia procurando pela aí, entrando e saindo de várias lojas especializadas em um produto específico, algo danificado em uma pia de cozinha. Creio ter entrado em mais de cinco e em todas, não achamos nada igual ao que está instalado em nossa pia. Já estava me irritando, pois a peça não é assim tão velha e pelo que vejo, os modelos novos suplantaram o que temos e teríamos que trocar tudo. Não chegamos a tanto.

Sabe como resolvemos? Um senhor com mais idade que a minha, portanto, mais experiente, décadas atuando no ramo, vendo nossa situação, deu a solução para resolver o problema, quando nos disse, sem pestanejar: "Procure na internet". Era o que não queríamos fazer, enfim, tendo várias lojas e profissionais, acreditávamos iríamos encontrar a tal peça com venda presencial.

Fomos procurar a compra pela tal internet e pasmem, tudo foi mais rápido do que imaginávamos. Achamos a tal peça e ela nos veio por um preço muito mais em conta do que qualquer uma similar aqui da terrinha. E daí, a pergunta que não quer carlar: como competir com isso e como manter aberta as tais lojas de um serviço, sendo que, pela internet tudo pode ser encontrado por um preço muito mais em conta, entrega muito rápida? Sinais dos novos tempos, quando passaremos a comprar tudo, talvez de um só fornecedor e fazendo com que, se fechem mais portas e portas.

ALGO DESTES TEMPOS (02) - E POR QUE NÃO ESTAMOS TAMBÉM NA MESMA PEGADA?
Questionava um amigo dias atrás, indignado por ver pelas redes sociais muitos, gente totalmente desconhecida e estes gravando pequenos vídeos, nos mais diferentes lugares públicos, principalmente produzindo conteúdo com a temática da cidade. Perguntava a ele, um tanto indignado, ciente de que, a maioria destes produziam estes vídeos, com o intuito de serem mais conhecidos e daí, tentar galgar, por exemplo, concorrer à vereança na próxima eleição.

- E daí, Henrique. Não os vejo fazendo nada de errado. Eles fazem, estão tentando algo e vejo que esses, pelo menos tentam. Te devolvo a pergunta, observando tudo ao contrário. E nós, os ditos esquerdistas, por que não fazemos o mesmo? Quantos iguais a nós estão ao menos tentando fazer algo? Poderíamos fazer e acontecer, mas estamos vendo a banda passar e quando dermos conta, estes já tomaram a dianteira. O espaço existe, as redes sociais permitem a criação de textos assim e não estamos sabendo aproveitar os instrumentos todos aí disponíveis. Outros estão, por outra vertente, outra pegada, talvez até ruim ou condenável, mas e nós?

Pelo visto, continaremos vendo a tal da banda passar, reclamando e pouco fazendo.

ALGO DESTES TEMPOS (03) - O ANALFABETO INTERNÉTICO FICA PERDIDO NESTE MUNDO
Presenciei o que relato. Estive por algumas vezes neste semana lá no saguão do CDU - Centro Diagnósticos e Remédios da Unimed, na rua Agenor Meira. Bela edificação, tudo unificado, gente aos borbotões, ou seja, valeu o investimento todo. A maioria das consultas que faço hoje são ali centralizadas. Algo me chamou a atenção, o fato dos analfabetos internéticos ficarem perdidinhos com tamanha tecnologia tomando conta de tudo, até para pegar o resultado de uns exames. Não é só mais chegar e enfrentar uma fila, tendo que antes teclar algo, seu nome, códigos e esperar ser depois chamado, ou por voz ou espiando os telões ali defronte. Tudo moderno, eficiente, porém, sem ainda pensar no conglomerado de pessoas em busca do atendimento, os tais ainda com dificuldade de entender algo dessa nova tecnologia.

Espiei, pelo menos umas três pessoas, no pouco tempo ali passado e os vi mais perdidos que cegos em tiroteio. Num dos caso, a moça que ajuda a encaminhar as pessoas aos andares, via elevador, vendo um deles perdido, se dirigiu até ele e foi desvendar o que se passava. Não fosse ela, a pessoa permaneceria ali, olhando para todos os lados, sem definir o que teria que fazer primeiro. São estes os tais desplugados tecnológicos. Isso tudo, não é caso de criticar a Unimed, pois está dissumulado por tudo quanto é canto.

Não se faz mais nada sem essa praticidade, mas ainda vejo uns tantos, muita gente, perdida, cheia de dificuldades e batendo cabeça. Não sei se essa transição está ocorrendo muito rápida e para finalizar, vi uma pessoa dizendo a outra, que só vem em lugares assim, trazendo a tiracolo seu neto, pois este resolve tudo para ela. Ou seja, sózinho estava se vendo numa mato e sem cachorro. E outro, numa fila na padaria Copacabana, da rua Rio Branco, diante de um terminal onde se pode pagar sem necessidade da pessoa do outro lado do balcão: "Fui no Mc Donald's e sem ninguém para me auxiliar, desisti e fui comprar algo para comer em outro lugar".

ESTAMOS DOENTES

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (221)


ALGO MAIS DA PASSAGEM DO ARQUITETO NABIL BONDUKI POR BAURU E A QUESTÃO URBANÍSTICA E DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Estive nos três últimos, todos importantes, acontecimentos políticos envolvendo a presença do presidente Lula em São Paulo. No primeiro a Convenção do Haddad em Souza, distrito de Campinas, depois no Expo Center Norte, a Convenção do Lula e por fim, o incío de sua campanha, no estádio de vila Euclides, em São Bernardo do Campo. E depois disso, onde houver acontecimentos engrandecedores nesta campanha pela reeleição de Lula, também por contribuir pela eleição do Haddad governador, Mariana e Tebet para o Senado, tendo a possibilidade, lá estarei. Diante disso, passaram por Bauru duas pessoas pelas quais admiro muito, primeiro a candidata a deputada federal Erika Hilton e por último, o candidato também a deputado federal, vereador paulistano, arquiteto e urbanista paulistano NABIL BONDUKI e também compareci. É onde ando e com quem o faço, fazendo questão de fazer relatos por estes meus meios.

Nabil vem a Bauru para dar continuidade em sua campanha política, buscando ser mais conhecido no interior paulista e também para ministrar uma aula magna no curso de Arquitetura da FAAC Bauru, onde já esteve outras vezes. Seu currículo é extendo dentro do cabedal como professor sênior da FAU-USP e a primeira lembrança que dele tenho é como secretário municipal de Habitação do excelente governo municipal paulista de Luiz Erundina. De lá para cá seu nome não mais saiu das paradas de sucesso e hoje, confesso, sou um baita admirador do ele faz com seus pequenos vídeos, mostrando lugares de São Paulo - já expandidos para o Estado todo -, com aquela pitada do seu metiê, a Arquitetura e o Urbanismo. Ele faz, o que todos nós deveríamos fazer pela aí, ir aos lugares e descrevê-los, bela beleza, ressaltando sua importância e se for o caso, algo da luta pela sua preservação. Ele já deve ter uns 600 destes pequenos vídeos gravados e postados, com verdadeiras aulas urbanas. Sou fã e tive a honra de participar de um deles, quando estivemos juntos assistindo a um jogo no campo do Juventus, na Móoca.

Daí ele vem pra Bauru, depois de circular por outras cidades do interior paulista, aqui de nossa região. O primeiro lugar, seu ponto de chegada seria num lugar mais do que merecedor de um destes seus vídeos, o Bar Ubaiano, defronte o campus da Unesp Bauru. O horário, 17h30, e no convite para discussão, a propositura "roda de conversa sobre Cultura e Periferia". Fui e por lá me deparo com alguns conhecidos. Nabil estava atrasado, enroscado em outros lugares e estabelecemos uma conversação prévia. Quem por lá já estava era sua secretária, espécie de Assessora de todas as horas, a competente Rayssa Cortez e junto dela, o assessor de Imprensa, jornalista dos mais renomados e quiçá, bauruense, Gilson Ribeiro, junto de três amigos, o Diretor de Cultura de Arealva, Gilson Carraro, o ex-dirigente cultural Paulinho Pereira e o advogado e sempre militante político Arthur Monteiro Jr. Com estes todos ali juntos, o Nabil enroscado na estrada, produzimos nós mesmos a tal roda de conversa. Ubaiano circulou entre nós, reconheceu alguns, papeou e como não poderia deixar de ser, até porque o lugar sugestionava, abrimos algumas cervejas.

Falou-se de tudo um pouco e como não poderia de ser, até pelo longo de ausência em Bauru, registro algo das histórias relatadas pelo, agora visitante Gilson Ribeiro, que como jornalista já passou por redações variadas e caímos em personagens, pelos quais já escreveu dois belos livros. "Casagrande e seus demônios" e "Sócrates & Casagrande, uma história de amor", são os tais livros, dissecados de forma rápida ali com os cotovelos enconstados no balcão, isso tudo permeado com as lembranças dele por aqui, tendo estudado nos cueiros junto do Arthur. Ou seja, conversar ótimo para um ambiente como onde nos encontravámos. Eu e Carraro éramos expectadores e as vezes, com alguns pitacos, fizemos aquilo que a gente denomina como, grande motivador para se permanecer horas e horas dentro de um bar. Quando o papo é bom, a conversa é prolongada e se estende até não mais poder. Foi o que fizemos, pois Nabil, muito atrasado não pode vir ao Ubaiano e assim, com retribuição ,chegamos bocadinho atrasados em sua Aula Magna. 

Na Aula Magna, cujo tema é mais do que instigante, tema também de seru último livro, "Urbanismo na Corda Bamba - Crônicas para enfrentar a crise das cidades", coordenado pelo Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp, tendo à frente dois professores o acompanhando na conversação, Adalberto Retto Jr e Kelly Magalhães. Numa sala, onde me sentei ao lado do jornalista Aurélio Alonso, tendo logo atrás o professor Fábio Pallotta e o advogado Luiz Henrique Herrera, hoje vice-presidente do Codepac Bauru. E após as apresentações, feitas pela Kelly, a fala inicial do Adalberto, sem mais salamaleques, Nabil falou, principalmente para os estudantes presentes.

Não foi uma Aula Magna como de costume e sim, uma conversa franca, tendo ao fundo estes temas todos, alguns muito pertinentes ao dia a dia da rotina de uma cidade como Bauru. O danado, além de toda sua experiência, como administrador, legislador e professor, possui o dom da oratória e como tem currículo e conhecimento, experiência própria, vivência de ruar e construir algo pensando no bem coletivo urbano, deixou todas e todos impressionados. Foi uma conversa franca e objetiva, sem salamaleques, tocando em pontos nevrálgicos de nossos problemas diários. Cito dois exemplos, quando ele disse sobre algo bem explícito do que acontece hoje dentro das Câmaras de Vereadores, com "a maioria dos vereadores não lê mais os projetos". Passamos por isso, pois aqui, caindo como uma luva, não lêem, mas votam todos chegando com o voto decidido. Depois toca em outro ponto, também já vivenciado por aqui, o de que além da pouca análise técnica, os Conselhos de Patrimônio possuem hoje a maioria de seus membros dominada pelo poder público, ou seja, quando precisam votar algo, a decisão é quase sempre favorável ao interesse do mandante local.

Num certo momento desfere algo, pelo qual, não só aprecio, como comungo e pratico: "Fazer política é também escrever artigos". Ele o faz com cabedal, pois possui histórico, folha corrida de projetos junto aos movimentos sociais. "Quando a gente escreve algo estamos interferindo com a nossa opinião". Escreveu artigos para Carta Capital e semanalmente para a Folha de SP, até 2023, quando foi afastado. Quando o espaço impresso foi dificultado, migrou para as redes sociais e assim, como também descobri, "a rede social permite chegar em mais pessoas, com uma linguagem mais acessível". Enfim, sua fala foi apreciada por todos e acabo abrindo o rol das perguntas o questionando sobre o que ouvi: "Essa cidade, cujo progresso se deu por causa da ferrovia, já tivemos destombamentos, temos também o poder público dominando os conselhos municipais e assim, a dificuldade do entendimento da importância do tomabamento histórico é imensa. Já ouvi aqui de uma senhora, dona de um imóvel prestes a ser tombado, ela achando lindo ver isso na Europa, mas não no seu imóvel. Digo mais e de seua resposta, resumo tudo numa frase: "Patrimônio não pode ser Política de Governo e sim de Estado". A partir daí, entendimentos facilitados, porém, como isso não ocorre, padecemos e assim estamos constituídos, fracionados e eternos esgrimadores por uma causa mais do que justa, ingrata, porém salutar.

Ele é didático com todos os presentes: "O planejamento surge para bloquear e estancar um fazer sem controle, pois vivenciamos proceder onde os proprietários querem ter liberdade para fazer o que quiserem. A questão patrimonial é hoje uma das nossas maiores dificuldades, daí, o vanço através dos planos urbanísticos, tem que ocorrer através de um processo participativo. (...) É cada vez mais difícil uma intervenção nossa, quando fora da política, este o motivo para continuar participando e ir ocupando espaços. (...) Se a visão neoliberal predominar, perderemos os espaços públicos e irão destruir tudo o que foi já conquistado. (...) O que é a cidade saudável? Luto pela integração das políticas públicas, ou seja, uma cidade para as pessoas". Foi o que consegui captar e aqui descrevo. Das perguntas dos estudantes, algo marcante foi como os presentes estavam sintonizados, não só com o que aprendiam ali dentro da universidade, em seus cursos, Arquitetura e mesmo desugn, mas em como poderão exercer na prática algo pensando no coletivo das pesssoas vivendo nas cidades. Creio ser este o objetivo maior de suas falas por aí e quando tudo é afunilado para algo neste sentido, ele sai plenamento satisfeito das conversas.

Por fim, Nabil é candidato e circula pelo interior paulista. É um urbanista andarilho, observador atento do que se passa nos mais diferentes lugares, fazendo questão de não só anotar, mas registrar através de seus vídeos, algo de cada lugar. Difícil passar por um lugar sem registrar algo. De Bauru já fez algo no passado e hoje, está antenado com o o que acontece com a privatização da água, nosso DAE e a imensa área do Aeroclube, hoje em vias de se transformar num palco de especulação imobiliária. De lá, ainda o sigo até o restaurante com comida árabe - seu nome diz tudo -, o Lokma Café, onde conversas tiveram continuidade. De tudo, quando batido no liquidificador e depois coado, afunilado, o entendimento é de que, este HPA continuará nessa pegada, indo atrás de quem pode transformar este país e mais que tudo, não possui só discurso bonito, mas tem algo mais que comprovado de luta, resistência e compromisso popular. Daí, me verão indo e vindo aos lados destas e destes, os que me movem, tornando minha vida mais palatável e agradável. Lula, Haddad, Erika e Nabil, são alguns destes.

Eis algo gravado por mim da fala do Nabil em sua aula magna na Unesp Bauru:

domingo, 23 de agosto de 2026

CHARGE ESCOLHIDA À DEDO (234)


TENTAM PEGAR O LULA DE TUDO QUANTO É MANEIRA E ELE CADA VEZ MAIS FORTE, EU IDEM NA INTENÇÃO DE NELE VOTAR
A imprensa brasileira é mais que uma piada pronta. Antigamente, nos meus tempos de juventude, ainda dentro do período militar, dizia-se que a imprensa era esquerdista. Na verdade, o que diziam mesmo é que os jornalistas eram de esquerda e os donos do jornal não, mas desta forma, conseguiam equilibrar o que saia publicado. Os donos do negócio queriam algo e os jornalistas agiam dentro da verdade dos fatos. No fluir, vivenciamos tempos onde floresceram uma informação muito mais contundente e real do que a impressa hoje. A atual, sendo expelida pela aí é de corar os preceitos jornalísticos, algo vergonhoso, pois tendencioso até não mais poder.

Se em 30/40 anos atrás a imprensa poderia ser considerada de esquerda, hoje é totalmente subserviente e quem ainda está nas redações, não ousa mais enfrentar os barões donos do negócio. Viraram todos bichinhos domesticados e o que sai publicado é exatamente o que lhes é prescrito. E o que vemos pela aí é uma pouca vergonha, absoluta e colocando a imensa maioria dos meios de comunicação numa describilidade sem volta. O que estão a fazer com Lula nessa eleição é algo feito em conjunto, quando decidiram que Lula não pode ser reeleito e assim, jogam pesado, mentem descaradamente, inventam histórias e mesmo o outro lado sendo muito bandido, nada deste é relevante, mas um peido de Lula o é.

Portanto, não me peçam para ainda dar credibilidade para nada que sai publicado no Estadão, Folha SP, Globo (tv e jornal), Record, Veja e afins. Não é possível imaginar a bestialidade em curso, sem vislumbrar estes todos estarem agindo de comum acordo. Vejam o caso da TV Globo, que foi duramente perseguida por Jair Bolsonaro, quando presidente, inclusive este apregoando não iria renovar a concessão da TV. E hoje, com o filho dele, pior que ele, mais entreguista e perverso, estão a praticar um jornalismo descaradamente favorável, a bestialidade da campanha do Flávio, mais um bandidinho com o sobrenome da família. A TV sabe de tudo o que estes fazem, mas preferem ficar procurando pêlo em ovo, com essa história de fazer de tudo e mais um pouco para incriminar o filho do Lula. Já passaram de todos os limites.

Tem quem perceba a sacanagem e denuncie, mas eles, os perversos e pervertidos sabem, tem muitos que não sacam e ainda acreditam no que sai publicado. Hoje, o que temos que fazer, os ainda agindo dentro da sensatez, é denunciar, dia após dia, a aberração de como age essa imparcial e boçal imprensa, ou o que resta dela. Eu cá do meu canto, estarei ininterruptamente apontando o dedo para estes, pérfidos desde sempre, lobos em pele de cordeiro, marrons desde sempre.

PARA UMA DESAVERGONHADA E SAFADA IMPRENSA, A BRASILEIRA
CARTA ABERTA À IMPRENSA BRASILEIRA
Nós, cidadãos brasileiros que ainda acreditam na função social do jornalismo, vimos a público manifestar nossa indignação diante do abismo entre o tratamento dado pela grande imprensa a um candidato à Presidência da República e a um cidadão comum, que não ocupa cargo público, não é candidato a nada e não pede voto.
A pergunta é uma só: por que um é caçado sem provas, enquanto o outro é blindado com provas?

O CASO DE FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA
Filho do atual presidente, Fábio Luís não é candidato a nada, não ocupa cargo público, não pede voto. Ainda assim, sua vida foi devassada. Sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados. Cada contrato, cada movimento, cada centavo foi vasculhado.
O resultado? Nenhuma condenação.
Mesmo assim, segue sendo manchete atrás de manchete, tratado como se fosse o chefe de uma organização criminosa. A fúria investigativa da imprensa contra ele é implacável, mesmo quando a realidade não a acompanha.

O CASO DE FLÁVIO BOLSONARO
Flávio Bolsonaro é senador da República e candidato à Presidência. Ocupa uma das cadeiras mais importantes do país. Pede votos e influencia leis. E qual é o seu currículo público?
Empregou em seu gabinete a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega, ex-PM apontado como chefe de milícia no Rio de Janeiro. O próprio Flávio o condecorou.
Seu gabinete foi o epicentro do esquema da "Rachadinha", com Fabrício Queiroz operando milhões em movimentações atípicas. Sabemos que a denúncia foi anulada por uma decisão técnica. Mas e o mérito? Cadê a investigação jornalística independente?
Acumulou imóveis comprados com dinheiro vivo, indício clássico de lavagem de dinheiro. Tudo documentado.
Pediu pessoalmente sessenta e um milhões de reais a Daniel Vorcaro, banqueiro preso por um rombo bilionário que lesou aposentados, para financiar um filme sobre seu pai. As mensagens e áudios mostram o senador cobrando, agradecendo e chamando o banqueiro de "irmão".
Mora em uma mansão avaliada em quinze milhões de reais, mas declarada por seis milhões de reais. Como? Quem vendeu? Como foi pago? Onde está o restante do valor? Essa é uma pergunta que qualquer jornalista sério deveria estar fazendo em manchete. Mas o silêncio é ensurdecedor.
E qual é o tratamento que a imprensa dá a este senador, candidato à Presidência?Tratamento de vítima. De "perseguido político". De "moderado".
Enquanto isso, a prova mais grave de todas é solenemente ignorada ou tratada como ruído de bastidor:
Jair Bolsonaro, então presidente, gravou uma reunião pedindo intervenção na Receita Federal para parar as investigações contra seu filho Flávio.
Isso não é suspeita. É um áudio. Um documento. Uma confissão de obstrução da Justiça.
Se eu não devo, eu não temo?
O presidente Lula foi claro e público: "Pode investigar." Seu filho foi investigado. E devassado. E exposto. Sem condenação.
Bolsonaro foi claro e público: "Não vou permitir que meus filhos sejam investigados." E a imprensa, em grande parte, tratou essa postura como normal.
Que show da Xuxa é esse?
O vice de Flávio foi relator na CPI do INSS. A sócia de Flávio é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela Polícia Federal como sócio e operador do "Careca” do INSS. O dinheiro do Vorcaro, que financiou o filme, vem, em última instância, dos aposentados e poupadores lesados pelo Banco Master.
A ficha corrida de Flávio Bolsonaro é pública. Está nos autos, nos áudios, nos registros de imóveis, nas mensagens de celular, nas declarações de bens. E a imprensa, em sua maioria, finge que não vê.

EXIGIMOS RESPOSTAS:
Cadê a isonomia?Se o sigilo de Fábio Luís pode ser quebrado sem provas, por que a imprensa não exige o mesmo para os sigilos telefônicos, fiscais e bancários de Flávio Bolsonaro?
Cadê a cobertura aprofundada sobre os sessenta e um milhões de reais de Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse"?Quantos minutos de televisão e quantas páginas de jornal foram dedicados a esse escândalo em comparação com as suspeitas jamais comprovadas contra Fábio Luís?
Cadê a indignação com o áudio?Por que a admissão gravada de um presidente tentando obstruir a Justiça para proteger o filho não é a manchete principal de todos os noticiários, todos os dias?
Como a mansão de quinze milhões de reais foi comprada por seis milhões de reais?Cadê a matéria investigativa sobre a origem dos recursos e a identidade do vendedor?
E o que mais está escondido?O que mais foi varrido para debaixo do tapete enquanto a atenção se voltava para um alvo conveniente?

CONCLUSÃO
O povo não é bobo, mas parte da imprensa parece apostar que sim.
Um cidadão sem cargo público é caçado por suspeitas que se arrastam sem conclusão.
Um senador e candidato à Presidência, com um histórico documentado de relações com milicianos, dinheiro vivo, pedidos a um banqueiro preso, uma mansão inexplicável e um pai que tentou obstruir a Justiça por ele, é blindado e retratado como vítima.
A diferença não está na lei. Está no sobrenome e na orientação editorial.
Não aceitamos essa farsa. E cobramos de vocês, que detêm o dever de informar, a mesma energia, o mesmo rigor e a mesma coragem para investigar os dois lados.
Se há crimes, que se mostrem as provas e as algemas. Para todos.
A história cobrará de vocês. Nós já estamos cobrando hoje.
Atenciosamente,
Cidadãos brasileiros atentos e indignados.
TRANSCRITO POR JOÃO LOPES

e por falar que nada escrevo hoje sobre a situação catastrófica de Bauru 
SE O POVO NÃO SE REVOLTAR E VIRAR ESSA MESA, ELES CONTINUARÃO FAZENDO DA GENTE GATO E SAPATO
A vergonha está mais do que estabelecida nesta cidade como padrão administrativo, desta fundamentalista e retrógrada administração municipal, a comandada pela incomPrefeita Suéllen Rosin. Sem tirar nem por, não existe uma só ação que possa ser considerada como positiva, ou mesmo estar construindo algo salutar para a sofrida cidade de Bauru.

O DAE está pela hora da morte. Conseguiram sua privatização e hoje, até contas são emitidas em duplicidade, uma com a chancela do DAE/Prefeitura e outra com o nomezinho da nova concessionária, uma que ainda não disse a que veio. Nas ruas se vê o descalabro, com os antigos funcionários da autarquia se desdobrando para manter um serviço digno, mas diante das novas condições impostas por quem chega, percebem que, os serviços não só sofrerão descontinuidade, como a qualidade será a mínima. Prevalece o amealhar grana nos cofres e o que menos se conta agora é qualidade de serviços.

Essa é ponta do icerberg, pois tudo o mais é um vexame administrativo, tudo maquiado por ações de marketing, difundidas pelas redes sociais. Entra uma dinheirama nos cofres da Prefeitura, pelos vários empréstimos conseguidos, mas nada de produtivo é demonstrado e assim, tudo se esvai pelo ralo, pelo esgoto. Já desistiram de dar continuidade na finalização da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, pois a incompetência e o descaso é a mola mestra, assim como nã ose fala mais nada no tal do Hospital Municipal, que todos sabiam de antemão, nunca teria como sair do papel. Mudar a parte administrativa da Prefeitura para a Estação da NOB outro anúncio mentiroso, falacioso e feito para engambelar incautos.

E por fim, depois de uma relação infindável de promessas não cumpridas, tem este aumento nas passagens do transporte coletivo bauruense, este sim, algo anunciado e já em pleno funcionamento, ou seja, já sendo cobrado. E, se o bauruense ficar caladinho, quieto e contrito, ele será de fato efetivado e mantido. Como, diante de tanta aberração, o bauruense tem se mostrado um tanto indiferente, creio que passará a pagar os tais R$ 6,25 sem regatear. Do contrário, se fossemos pras ruas, protestando principalmente diante do prédio da Prefeitura, exigindo da alcaide a revisão do valor, tudo poderia mudar. Só assim, com protestos nos seus calcanhares alguma possibilidade de rever as barbaridades sendo sacramentadas em Bauru. Estes só entendem essa linguagem, a da pressão popular.

sábado, 22 de agosto de 2026

MÚSICA (263)


EU LOGO CEDO NA PADARIA, COM JULIO CORTÁZAR NO PEITO
Eu sei, poucos o conhecem por aqui. Saio estampado no peito alguns pelos quais minha apreciação é exarcebada. Este aqui, cuja camiseta comprei na última estada em Buenos Aires, mais precisamente num artesão na Feira de San Telmo, é nada menos que um dos maiores escritores latinoamericanos, Julio Cortázar, que andou muito pelo Brasil, circulando entre diletos escritos paulistanos. Sua maior referência para mim são os "cronópios" e a muito famoso por misturar o cotidiano e o fantástico em histórias sem ordem linear. "O Jogo da Amarelinha", creio eu, seu mais famoso romance, destes que, quando li pela primeira vez, ia parando e tentando entender antes de prosseguir. Sua leitura é rebuscada e para quem quer se iniciar, adianto não mergulhe de cabeça, pois pegando leve, aos poucos, vai aproveitando melhor.

Não sou gato escaldado e agora, já com 66 nos costados, reler ele é algo difícil, pois o chips de minha mente já está cansado, cheio e para que o entendimento se faça por inteiro, tudo requer mais tempo. Adoro ler Cortázar em estado de vadiagem, pois a concentração se faz mais elegante e assim absorvo mais. Quando vi sua camiseta sendo vendida, um lindo traço de algum artista de rua platino, a peguei e não mais larguei. A trouxe e hoje levanto e vou pra padaria com ela. De cara, assim de bate pronto, quem por lá cruzo é uma das pessoas mais simpáticas do pedaço, uma senhora, nossa miss na padaria aqui da esquina. Deve girar lá pelos 80 e com uma tatuagem na canela, encantadora pessoa. Ela vem até mim e me pergunta quem é o gajo na camiseta. Ao revelar seu nome, ela abre um sorriso e me diz algo profundo dele e do que representa para quem o conhece.

Logo a seguir, já no caixa, o dono da padaria me diz: "Tê tentando me esforçar, mas ainda não reconheci quem seja o cara aí da sua camiseta". Digo ser o escritor argentino Julio Cortázar e ele, também reconhecendo, me diz algo sobre os grandes escritores do país vizinho. Uma pena, Cortázar não ter sido tão difundido por aqui, ou melhor, até foi para para gerações passada e hoje, dentro da nova, creio eu, ninguém mais o conheça. Sempre tem disso dentro dessa rapidez com que o tempo voe em nossas vidas. E assim, alguém muito falado hoje, amanhã já será um esquecido. Eu, envolto pelos livros todos lá do meu mafuá não deixo isso acontecer e mantenho acesa a chama destes que um dia reverenciei e quero continuar fazê-lo até quanto tiver a compreensão dos fatos dentro de mim.

Ler Cortázar é ir vendo coisas normais virarem, assim de uma hora para outra pesadelos ou mistérios sem que as pessoas achem isso estranho. Isso é o tal dos seres imaginários, do realismo fantástico onde ele foi mais que mestre. Ele foi muito mais que um escritor, pois esteve antenado com seu tempo e bateu de frente contra a cruel ditadura implantada em seu país, muito mais violenta que a nossa. Foi um corajoso, um bravo que soube impor respeito aos seus detratores e aos gendarmes derfensores de ditaduras, como as que tivemos aqui e na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e afins.

Melhor que tudo foi na saída, ao lado da nossa miss da padaria, uma jovem, que nunca deve ter ouvido falar dele, mas a vejo anotando seu nome num guardanapo de mesa, ou seja, ela vai levar o nome pra casa e tomara pesquise algo, se interesse e leia algo dele. Só por provocar que algo aconteça no entorno de seu nome, ganhei o dia. Enfim, encerro com uma curta frase dele, como todas bem reflexivas: "Só há um meio de matar os monstros. Aceitá-los" ou, agora mesmo uma última: "Ninguém é mais sério do que um menino quando está brincando".

A PROPOSTA DO FILHO: EM TODO SEU RETORNO PARA BAURU, PELO MENOS ASSISTIREMOS UM FILME JUNTOS
Ele, o filho, mora em Araraquara e vez ou outra aporta por aqui, quando dividimos o tempo, ora comigo, ora com a mãe, a Cleo. Ora todos juntos. Eu o iniciei nesse negócio de gostar de ler e de cinema. Eu acabei diminuindo o ritmo e sempre me vejo dizendo pela aí da pretensão de voltar a assistir, pelo menos uns dois por semana. Ainda não consegui. Lembro de quando ele ainda adolescente, o levava regularmente ao cinema e sentávamos juntos para assistir a alguns. De uns tempos para cá, ele me propos retomar isso e sua proposta, além de tentadora, foi dessas irrecusáveis: "Em cada retorno meu para Bauru, escolhemos um filme, sentamos em sua sala e o desfrutamos juntos". Estamos tentando cumprir o prometido.

Neste final de semana ele por aqui, para meu contentamento e jubilo. Fui assistir a um jogo do Noroeste - ganhou de 4 x 3 do Comercial e se se classificou em 1º lugar no grupo na copa Paulista. Ele não quis ir e me fez lembrar de uma vez, creio que lá pelos seus treze anos, pela aí, o levo ao campo e no intervalo me diz: "Ainda tem mais outro tempo igual a este". Ou seja, ele não pegou o amor pela bola, mas, para minha felicidade, pelos livros, música e entendimento de tudo à nossa volta, com maior desenvoltura que a alcançada por mim. Ele me comenta filmes e mais filmes e me faz a clássica pergunta: "Já assistiu?". A imensa maioria, respondo laconicamente: "Não". E reforço a intenção de tentar fazê-lo ao lado de Ana Bia, minha companheira de todas as horas, que assiste muitos mais filmes que eu.

E assim sendo, sentamos na sala de casa e o deixo escolher. Apresenta um leque de intenções e vejo que, tudo desemboca no "DIAS PERFEITOS", longa do alemão WIM WENDERS, onde a trama se passa em torno de Hirayama, um senhor japonês, levando uma vida feliz, conciliando seu trabalho como zelador dos banheiros públicos de Tóquio com sua paixão por música, literatura e fotografia. Sua rotina estruturada é lentamente interrompida por encontros inesperados que o forçam a se reconectar com seu passado.

“Dias perfeitos é o mais próximo que já cheguei de fazer uma declaração sobre a paz”, declarou Wenders em entrevista. “Para mim, uma das grandes condições da paz é estar satisfeito com o que se tem. Um dos grandes problemas da paz é que nossos países e economias são viciados em crescimento. O crescimento gera guerras. O crescimento gera desigualdade. O crescimento cria aqueles que não podem crescer, em oposição àqueles que sempre querem continuar a crescer. O crescimento é um enorme obstáculo à paz. Nossos economistas não gostam de ouvir isso. Eles não querem ouvir que não devemos ficar felizes com o que temos e tentar compartilhar isso em vez de crescer mais. Crescer mais só é possível às custas de outros que crescerão menos, e esse é o motivo da maioria das guerras. Hirayama é um verdadeiro pacificador. Ele é meu primeiro herói da paz de verdade... bem, exceto pelos anjos em Asas do desejo.”. Confesso, fui arrebatado pela singeleza do filme.

Pela sua interpretação como protagonista de Dias perfeitos, Koji Yakusho recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes de 2023. Meu danado filho, me induz a assistir um filme, desses que a gente não esquecerá nunca mais. Disse a ele, gostar muito mais de filmes assim, singelos, do que aqueles de ação. Daqui por diante, fico só com estes e me encanto, primeiro com os locais de cada filmagem, neste caso uma Tóquio em suas entranhas e depois o tema escolhido. Sabe aquilo da pessoa viver de forma quase monástica e encontrar grande dignidade no trabalho diário, um que o satisfaz, mesmo sendo degradante para a maioria manada da população? E depois, nos momentos livres, ele lê livros, cuida de plantas, fotografa as copas das árvores e ouve uma excelente trilha sonora em fitas cassete no carro, com artistas como Lou Reed, Patti Smith, Nina Simone, Jimi Hendrix e Van Morrison. Isso me fez lembrar de quando ouvia meus CDs no carro, levando toda semana sete ao carro, ouvindo um por dia, trocando na outra por novos. Um dia os carros vieram sem aparelhos para tocar CDs e fiquei desolado. No filme, um tocador de cassetes e Hirayama faz exatamente o que fazia. Não é pra querer voltar a ter uma vida mais simples e abandonar todos os luxos que vamos agregando junto de nós ao longo da vida? É o filme expõe isso de uma forma bem lúdica, límpida, transparente e aconchegante. Orgasmo total.

Poderia descrever outras maravilhas do filme, como o isolamento de Hirayama, tocando sua vida e dela usufruindo benesses inigualáveis, bem diferente do que seus familiares abastados o fazem, ou seja, o filme é uma delícia e o filho acerta na mosca. Ficarei com ele retido dentro de mim por um bom tempo. O filme termina, comemos pipoca e sua mãe o vem buscar. Amanhã iremos passear na Feira do Rolo e depois, bocadinho mais de prosa à tarde. E na manhã de segunda, segue de volta para sua vida em Araraquara. Eu absorvo o máximo que posso em cada vinda dele e muito dessas sessões de cinema.
Eis algo mais do "DIAS PERFEITOS".
Começem pelo trailler do filme, três minutos: https://www.youtube.com/watch?v=j9srd9g_SEk
Assistam isso: https://www.youtube.com/watch?v=Qcmce0aufXY&t=6s
E descubram depois algum link para asistir o filme inteiro. Sem decepções, uma relíquia conematográfica. Tenho que confessar, meu filhão acerta em cheio em suas escolhas.