São tantas coisas e tão pouco tempo para escrevinhações, que nos poucos encontrados, a busca por tentar deixar registrado algo significativo disso tudo sendo vivenciado. Só por pode conseguir circular mais uma vez pela cara Europa, reconheço, um baita esforço realizado e sendo concretizado. Vir até aqui pessoalmente conhecer algo do que foi deixado pelos aqui estiveram num passado histórico, ver com os próprios olhos é algo divinal, sem explicações. Ler e ver por imagens pelos neios disponíveis, porém distantes deste contato é bem diferente. Daí, tudo vale a pena, inclusive o cansaço que nos abate após a longa caminhada. Continuar a viagem e seguir o planejado não é algo fácil. Num roteiro com visitas diárias, uma atrás de outra, cidade após cidade, tudo embola na sua cabeça. No momento damos sequência e só depois, quando do retorno, após o descanso necessário, daí sim, poeira assentada, as avaliações da grandiosidade do vivenciado. Estamos na fase de continuação e assim temos pela frente mais alguns dias.
Ontem estávamos em Veneza, lá estivemos com o propósito de conhecer a experiência de uma famoso museu, o de Peggy Guggenheim e sua famosa coleção. Chegar por lá de trem, numa cidade marítima, patrimônio da humanidade e parte dela dentro do braço do mar, já é algo fora do comum. A cidade respira história. Foi uma passagem rápida, inclusive a viagem dentro dos barcos que fazem o transporte coletivo na cidade. Isso é único no mundo, um barco parando em lugares que possibilitem a caminhada por trechos sem água. E as construções todas envolvendo os visitantes. Por lá, uma intensa movimentação contrária a este número avassalador de turistas invadindo seu espaço. Passaram a cobrar uma taxa extra destes e mesmo assim, continuamos a chegar em larga escala. É necessário entender a visão do turista e mais que tudo, a do morador do lugar. Milão sempre viveu do turismo, mas hoje, pelo que vejo, ele precisa ser contido, ou melhor, controlado.
Vejam como se dá as coisas durante uma viagem, quando começo escrevendo de algo e quando me dou conta já estou em outro assunto. Todos são interligados. Deixamos Venezade trem e já aportamos em Milão, em busca de outras experiências. Elas despontam em cada caminhada. O andar de trem, malas pesadas sendo carregadas por diferentes estações ferroviárias é para mim, filho e neto de ferroviários é algo doído, diante do que já tivemos no Brasil de antanho e perdemos, deixamos que o lobby rodoviário, inclusive do seu Franciscato, exterminasse. As estações de trem européias funcionam e quando ocorrem atrasos, avisam pelo autofalante interno do trem da possibilidade de ressarcimento. Descemos na de Milão e o deslumbre se dá no visual. O local é lindo, construído numa época onde ssua existência valorizava a importância do trem para o transporte de passageiros. É além da praticidade ali vivenciada, uma obra de arte.
E caímos em Milão, que exatamente neste momento vive a abertura das Olímpiadas de Inverno, evento visto pelo mundo todo. A cidade está muito policiada e com reflexos disto por todos os lados. Os eventos marcantes da Olimpíada atraem gente do mundo todo e estamos aqui, nesta data por mero acaso. Não viemos pelo evento esportivo, mas ele, por sua grandiosidade, não existe como passar batido, indiferente. Juntamos o que viemos fazer com essa novidade. Sirenes a todos instante com passagem de delegações e autoridades, ruas interditadas e com ela, o acesso para museus. Perdemos uma vista por causa disto, o acesso ao Trienale Milano, com ingresso comprado. Não fomos neste, mas circulamos uma boa parte da tarde pelo belíssimo Castello, uma edificação murada imensa e na parte interna, um parque. Vários acontecimentos olímpicos ali também acontecendo. E depois o passeio pelo parque ao lado. Perde-se de um lado e ganha-se de outro, vantagens e desvantagens de qualquer passeio.
E depois de tudo, o desfrutar do que a cidade lher oferece. Tenho procurado me desligar de tudo o mais, mas no meu caso impossível, pois do outro lado do mundo, o bloco Bauru Sem Tomate é MiXto nos preparativos para mais um ano de apresentação, este ano com "Desde 2013 chinelando com quem pisa no tomate" e eu, um dos seus organizadores, cá estou com o pé em duas canoas e tentando remar ao mesmo tempo para dois lugares. Até o momento, dando tudo certo. Daqui para Paris, a última estada da viagem e depois Bauru e o Tomate. Parar mesmo, só depois do Carnaval, mas na sequência, a finalização de um bonito trabalho de Memória Oral em Tibiriçá, onde reúno depoimentos com personagens do distrito. Minha vida foi e será sempre assim. Se parar, feneço. Daí, sigo sempre em frente, tentando ser, fazer e acontecer. Algumas vezes, consigo...


















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