quarta-feira, 20 de maio de 2026



CHOVE EM LAVRAS-MG, SABE ONDE FUI ME ABRIGAR?*
* Não percam o curto vídeo, 5 minutos, com João nos contando algo mais de seu belo ofício. Eis o link para o vídeo: 
https://web.facebook.com/100000600555767/videos/pcb.27743129948623651/1517710569986157

Qualquer forasteiro sabe muito bem onde pode desbravar histórias do lugar por onde está passando e um destes lugares, além das barbearias, bancas de jornais e quetais, são os sebos. E daí, quando se encaixa do dono deste estabelecimento ser bom de ouvido e de prosa, daí por diante, histórias inenarráveis e mais que isso, horas e horas passadas por ali. Sabe-se que, a ida aos sebos não se dá exatamente ou tão somente para cavar preciosidades, como livros, LPs, CDs e coleções, mas também conversar.
Na manhã de hoje, o céu resolveu cair sobre Lavras naforma de chuva e para quem estava muito a fim de bater perna, conhecer um lugar gastando sola de sapato bocadinho mais da cidade, este objetivo não era mais possível. Por pura sorte e uma dessas coincidências que só o destino sabe explicar, nessa estada de uma semana aqui pelo interior de Minas, estou hospedado há menos de cem metros de algo mais do que provocador, diria mesmo, magnetizante, instigante e eletrizante, um sebo. Mas não se tratava de um sebo qualquer e sim, o do JOÃO DA PRAÇA.
João Batista Carvalho seu nome, 68 anos e há 32 com o sebo em pleno funcionamento. Aposentado do maior empregador de Lavras, a UFLA - Universidade Federal de Lavras, bem antes de encerrar as atividades por lá já tinha aberto este negócio que, iria transformar sua vida. Antes foi gerente de cinema e dono de vídeo locadora. O nome "da praça" se juntou ao dele depois, pois todo domingo acontece numa praça central de Lavras uma feira, com muito de artesanato e culinária. Como não poderia deixar de ser, sua banca de livros se firmou e hoje faz baita sucesso no local. Mais um livreiro na feira, igual ao de Bauru, o Carioca, da Feira do Rolo. Outros tantos existem pela aí espalhando cultura e entretenimento.
Dá para perceber, este João é um senhor de bem com a vida. Sabe que seu lugar é também espaço para terapia coletiva e assim dá prosseguimento aos seus dias, abrindo de segunda a sexta, das 10 às 18h e nos sábados até às 15h. E aos domingos, amanhece na praça e como nunca aprendeu a dirigir, leva seus livros pro local através de um frete, R$ 110 pra ir e mais R$ 110 pra voltar. Rindo me diz: "Já começo no vermelho, com $ 220 de gastos, mas as idas lá nunca me decepcionam". Disse mais e gravei isso de cara: "Livreiro tem que saber do seu riscado. Eu ainda leio muito, mas algo que sei é sobre escritores e de música. Tenho comigo, se alguém me pergunta, por exemplo, se tenho O Alienista, sou obrigado a saber que, no mínimo é obra do grande Machado de Assis. Se demosntro desconhecimento já é uma porta se fechando. Eu fico me informando sobre meu negócio o tempo todo e dificilmente nada sei de um autor".
Seu pequeno espaço é muito bem organizado e ele me disse que, antes de mais nada "se faz necessário estar num ponto bom. O ex-dono do grupo Pão de Açucar, Abílio Diniz, quando sua filha o questionou sobre onde abrir um novo negócio, ele lhe respondeu ser necessário três requisitos: ponto, ponto e ponto. Aqui pode ser pequeno, mas tem ótima localização. E eu sei onde está cada coisa, tudo muito bem dividido, por temas e até por autores". Não diria que o João é um "grilo falante", mas gosta de falar e o faz na medida exata. Deixa o cliente muito a vontade e tem uma forma peculiar de armazenar os livros, ao invés de em pé, eles deitados, o que dificulta retirar os embaixo. "Eu estou aqui para que? Me diga? Eu tenho um jeito, tiro e ponho quantas vezes for necessário. Tudo faz parte do meu ofício".
Assim como o Carioca, o livreiro lá de Bauru, ele não gosta e não vende pela Estante Virtual. Explica os motivos, pegando um dos livros que separei para comprar. Pesquisou e encontrou preços desde R$ 10 reais até R$ 60 reais. "Isso é demais para mim. Eu sei negociar e tenho um preço bem abaixo do que lá está prescrito. Até aceito um chorinho de última hora, mas se o cara for conferir, verá que, além de ter participado de uma roda de prosa, dessas que dificilmente irá encontrar outra igual por aí, o preço dado é mais do que justo", explica. Percebe-se em sua fisionomia fazer o que gosta e ter encontrado um ofício onde se realiza plenamente. Sabe não vai ficar rico, mas sabe também e não quer fazer outra coisa em sua vida. Diz continuar por um óbvio motivo: paixão.
Vou lhe perguntando várias coisas ao mesmo tempo e ele, enquanto atende clientes e chamadas por telefone - onde se mostra também ser bom psicólogo -, me conta algo mais sobre seu público. "Uns 70% são mulheres e elas gostam mais de romances, depois vem os homens, que nos seus 30% preferem mais filosofia, política e história. Claro, os jovens das universidades frequentam muito e tem muita coisa para eles. As raridades eu não disponho, muito menos descarto - como uma coleção encadernada do velho e saudoso O Pasquim -, mantenho tudo na estante, pois sei, hora ou outra aparece alguém querendo justamente aquela raridade", conta.
Ficaria horas por lá, mas a chuva havia dado uma trégua e já estávamos mais do que na hora de comer algo. Foram horas ali, eu, ele e alguns clientes que, como eu, fizeram uso daquele espaço como refúgio, o melhor deste mundo para dias como hoje. Brinco em como poderia lhe designar, se sebeiro, sebento ou mesmo seboso e ele tira de letra: "Melhor LIVREIRO, mais justo, honesto e carinhoso". De minha parte, como estarei por aqui a semana toda, irresistível não querer voltar e como inveterado amante de livros e leitura, recomendo que, passando por essas bandas do mundo, local encravado no coração das Minas Geraes, nada como vir conferir se fui justo ou aumentei bocadinho dos predicados do lugar.

terça-feira, 19 de maio de 2026


A ESTAÇÃO DE LAVRAS-MG, NADA DIFERENTE DA DE BAURU - A TRABALHEIRA QUE LULA TERÁ NA RECUPERAÇÃO DA MALHA FERROVIÁRIA BRASILEIRA

Quem circula pelo entorno da estação ferroviária de Lavras-MG, nota que ali já foi, num passado distante, o foco do progresso da cidade. Muitas edificações imponentes continuam resistindo ao tempo, em pé, porém deterioradas, muitas abandonadas e ao léu, como a própria estação, hoje lacrada com paredes de concreto, para inviabilizar sua ocupação por moradores em situação de rua. O teto da mesma está em petição de miséria e hoje, existe uma passagem de pedestres ligando dois bairros, única movimentação existente na antiga plataforma, que um dia já foi muito movimentada.
De um lado, uma antiga vila ferroviária, ainda com remanescentes ferroviários ocupando algumas casas e um antigo armazém, em pior estado que a estação. Do lado da praça, algo ainda denota o que foi um dia a pujança do trem para a cidade. Bem no centro, uma locomotiva exposta como atrativo, com os dizeres, "essa um dia circulou por aqui". Num dos bancos, a inscrição de ter sido doado pelos ferroviários e no outro extremo, um Memorial da Ferrovia, que durante um tempo se manteve aberto, recebendo público e ali com atividades variadas. Fez parte do sonho de ver recuperado o trecho, talvez como atração turística, de Lavras até Varginha. Faltou insistência, persistência e vontade política. O que funciona mesmo é uma oficina do VLT, o pessoal que roda de uma cidade a outra na manutenção do trecho, tudo para propiciar viagem sem percalços para o trem ainda circulando, cinco vezes por dia, todos de carga, transportando minérios.
No mais, abandono generalizado. Na chegada, me vendo só e olhando para todos os lados, um senhor se aproxima e diz não ser muito recomendável seguir pelos trilhos, pois posso ser abordado e passar por situações de risco. Sigo o conselho e me mantenho em lugares ainda com algum movimento. Circulo e rememoro o que ouço com a história do ocorrido em Bauru, o maior entroncamento ferroviário do interior paulista. Tivemos tudo, inclusive, não só uma oficina, mas uma fábrica de trens, onde no auge mais de 4 mil pessoas trabalaram. Tudo se perdeu com a privatização e a opção governamental pelo modal de transporte rodoviário.
Hoje, o presidente Lula esboça uma reação e contando com a colaboração da China, pretende dar um pontapé inicial em vários projetos, alguns já em andamento. Para qualquer ferroviário, ver isso é muito triste, pois já tivemos uma malha férrea cortando o país de um lado a outro e tudo foi destruído. Refazer demanda um custo muito elevado e uma trabalheira de décadas. O que vejo com meus próprios olhos aqui em Lavras é muito idêntico com a situação de Bauru e da imensa maioria de lugares por onde o trem já circulou, porém, criminosamente a dilapidação. Olho para os barracões e mesmo em ruínas, percebe-se como foram grandes e atenderam a uma demanda grande de serviços, sendo o propulsor do progresso da maioria das cidades cortadas pelas ferrovias.
Por sorte, quando estava me retirando do lugar, vejo um senhor com uma camiseta com estampa de um trem VLP e nos costados, algo de um Encontro Ferroviário, com a inscrição de seu nome, Tarley Freitas. O abordo e voltamos conversando até o centro, algo em torno de 1,5 km de caminhada, quando me diz ter se aposentado como operador rodo-ferroviário do VLT, hoje com 70 anos, 26 anos como ferroviário e aposentado já há uns dez anos. Como a maioria dos que já vivenciaram a pujança do passado, bate sempre uma tristeza em relembrar como tudo foi se consolidando. "Tudo começou no governo do Juscelino, que preferiu o modal rodoviário, depois a pá de cal foi com o FHC, o privatizador. Depois disso, tudo se perdeu e o que viu aqui em Lavras, deve se repetir na sua Bauru e por todo o Brasil. Vejo Lula, ao lado dos chineses, querendo recomeçar e não tem como não ficar puto da vida, pois já tivemos uma das melhores malhas férreas do mundo", conta.
Ouço suas histórias, principalmente as mais tocantes, de como era a região da estação, muito próxima de onde reside e o que é hoje. Chegou a residir numa das casas de colônia, mas com a privatização, a insegurança tornou a moradia lá muito perigosa. Continua residindo nas imediações e confessa sentir uma renovada dor a cada dia, quando passa por dentro da praça, na sua caminhada para ir ao centro da cidade. Para não dizer estar totalmente indiferente à questão ferroviária nos dias atuais, como exposto na sua camiseta, participa anualmente de um Encontro Ferroviário, onde junto com tantos outros, matam saudade e rememoram o que foi um dia ver o trem rodando por todos os cantos, levando gente de um lugar a outro e em condições muito melhores do que faz o ônibus.

segunda-feira, 18 de maio de 2026


CAMAROTIZAÇÃO DA SOCIEDADE
Com o ocorrido em Bauru no último jogo do Noroeste lá no Alfredo de Castilho, o termo que dá título a este escrito voltou à baila. Ele não foi criado agora e representa algo a ser melhor entendido, a existência de uma turba de pessoas, dita e vista como privilegiados e estes, além de querer e se propor a ditar regras, fazem e acontecem, mas na maioria das vezes, quando o fazem, demonstram algo mais de como estão enraizados por inenarráveis preconceitos.

O "camarote" em si já explícita uma situação privilegiada. No caso do estádio bauruense, no jogo ocorrido e em todos os demais, o espaço assim denominado surgiu após a construção de cabines, que supostamente seriam utilizadas como cabines de imprensa. Por estarem num nível muito baixo foram de certa forma rejeitadas pelos profissionais da imprensa, preferindo continuarem com seus antigos locais, atrás das antigas arquibancadas cobertas, bem defronte o campo de jogo. E as tais cabines foram sendo, pouco a pouco reutilizadas ew ocupadas por convidados, até o momento em que a atual administração, comandada pela SAF Mandaliti as remodelou a assim foi instituído a existência dessa distinção de privilegiados nestes espaços.

A palavra "camarote", por si só deixa bem claro que nestes lugares, alguns privilegiados ali os ocupando. São lugares onde se paga mais para estar em situação privilegiada, vide em shows, quando alguns benefiados ficam em lugares mais na frente do palco e com condições a desfrutar de benesses, não disponibilizadas aos demais. Essa situação, a de quem paga mais e obtém um privilégio, a de quem pode ser chamado antes de todos os demais quando nas chamadas para adentrar um avião, assim como os lugares reservados para área vip. A tudo isso já e dado a denominação de "camarotização da sociedade", a ocupada por quem consegue estar acima da maioria dos pobres mortais.

O provável ato de racismo ocorrido no jogo do Noroeste com o Velo Clube, de Rio Claro, veio de uma pessoa de dentro de um dos camarotes, um bem defronte e acima do banco de reservas do time visitante. É sintomático ter vindo de alguém de um dos camarotes e não das arquibancadas. Num momento quando toda e qualquer denúncia de racismo no futebol é fortemente controlada e vigiada nos estádios brasileiros, era para se entender, deveria ser consenso e mesmo algo já não mais possível, a existência de atos dessa natureza. Persistindo e vindo exatamente de dentro de um local onde se concentram privilegiados, o que está subetendido e pode ser constatado em outras situações, tanto que a denominação já vem sendo largamente utilizada é que, os tais privilegiados são mais conservadores e preconceituosos que as demais camadas da sociedade. Poderiam ser estes lugares e seus frequentadores também considerados com uma espécie de salvo conduto para estar acima do bem e do mal, fazendo o que quiserem, sem se preocupar com as consequências, pois teriam "costa quente"? Essa a conclusão observada a grosso modo e praticamente impossível de ser contestada.
OBS.: as ilustrações são meramente ilustrativas.

A VERSÃO DA DIRETORIA NOROESTINA CARECE DE MELHOR APURAÇÃO - O FATO É QUE, ADMOESTAÇÕES RACISTAS, PROVENIENTES DO CAMAROTE, OU SEJA, PIPOCARAM DO LADO MAIS ABASTADO DOS PRESENTES AO ESTÁDIO
"BAURU não pode aceitar esse tipo de gente que ENVERGONHA nossa cidade. Que esse RACISTA seja identificado e RESPONDA CRIMINALMENTE PELO SEU ATO", Luiz Pires, ex-secretário municipal do Meio Ambiente e ex-diretor do Zoológico Municipal. 

Brasileirão Série D - Massagista do Velo Clube denuncia racismo e chora durante partida contra o Noroeste pela Série D. Domingo, maio 17, 2026
Funcionário relatou ter sido chamado de “macaco” por torcedores no estádio Alfredo de Castilho; protocolo antirracismo foi acionado pela arbitragem.
Foto: Ana Júlia Guerreiro / ge - Página O Curioso do Futebol.
Link: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2026/05/massagista-do-velo-clube-denuncia-racismo-em-jogo-contra-o-noroeste-pela-serie-d.html?m=1&fbclid=IwY2xjawR4iFJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEehfwvRNQLDCclZnLJH3pUWu8HDyCaa6jPQ5V80h8t100LyTl_ZmwCSBByzkc_aem_5p4HXKCl3ZkKzBIAVPb4Lw


SEMANA EM LAVRAS-MG E ADJACÊNCIAS... - O QUE VIM FAZER POR AQUI
Aconteceu novamente. Ana Bia, a esposa é convidada para presidir banca, concurso para novos professores na UFLA - Universidade Federal de Lavras MG, permanecendo nessa cidade de hoje, segunda, 18 até dia 22/05 e, consequentemente, o aposentado HPA, no caso seu marido, viaja a tiracola e conhecerá região do país pela qual ainda não havia pisado seus pés. Ela, viajou em carro oficial e eu, chegamos praticamente juntos, vim através de dois ônibus, empresas Prata e Guanabara. Por uma dessas coincidências da vida, eu sai de casa ontem 1h45, chegando em Sampa 7h e depois, mudando de terminal, para o Tietê, embarco 10h, chegando em Lavras por volta das 16h30. Ela, saiu com carro oficial no domingo, por volta das 8h30, chegando praticamente juntos.

E hoje, segunda, enquanto ela começa sua semana de intenso trabalho na aplicação, correção das provas e finalizando com a divulgação dos resultados, eu com todo o tempo do mundo, bato perna e vou conhecer Lavras e região. Hoje, dia nublado, querendo chover, perambulo pelo centro, adentro lugares, assunto pessoas, puxo conversa e assim, mineiramente tento ir me introduzindo nos modos e maneiras de me estabelecer, conhecendo bocadinho dessa cultura interiorana mineira, recheada com muitos queijos e pães variados, além de geléias, rocamboles e doces variados. Muito sofrimento, pois enquanto ela trabalha adoidado, eu vou lhe informando o que descubro, no intenso trabalho de desbravamento dessa região das Minas Geraes, que um dia foi também desvastada à cata de ouro, sendo tudo rapinado, não sobrando nada para quem chega por aqui neste momento. Porém, lhes conto, existem riquezas de intenso valor por estas bandas do mundo e como bom farejador, inicio neste exato momento um trabalho de averigação, garimpagem e coleta de dados, juntamente com itens dee alto teor degustativo.

Conto algo na medida do possível. Trago comigo a missão de tentar ao menos entender como este povo tão altaneiro e com uma passado tão sóbrio, conseguiu votar em alguém como o tal do governador Zema, um dos piores do reduto conservador fascista. Não sei se chegarei a alguma conclusão, pois nós, os paulistas, quatrocentões, ditos como muito entendedores de tudo, conseguimos também eleger uma besta quadrada como Tarcísio, além de estar querendo até reelegê-lo.

Estou no momento, vasculhando ruas, vielas e no momento, como me deparo com um belo de um sebo pela frente, creio passarei minha tarde por lá até que se dissipe este mal tempo, nuvens carregadas no céu. Achei um ótimo lugar para me abrigar.

domingo, 17 de maio de 2026

URUBUSERVAÇÕES DOMINGUEIRAS
01. O QUE NOS RESTA DE POLÍTICA? A saída é o enfrentamento com os devassos que hoje se aoderaram do poder constituído. Não existe outra saída. Desde o momento em que, por exemplo, Bolsonaro para ter governabilidade e paz, introduziu as tais emendas impositivas e do orçamento secreto, deixando a cargo dos deputados federais (hoje até estaduais e vereadores fazem uso de dinheirama distribuída aleatoriamente e sem nenhum caráter de projetos, tudo ao bel prazer destes) o derrame de dinheiro, tudo se perdeu mais um pouco.Tudo se transformou numa pouca vergonha. "Hoje há muito dinheiro nas mãos do Congresso, o que impede qualquer governante de fazer política pública e construir esse país na velocidade que necessitamos", leio em entrevista da ex-ministra Simone Tebet. Ela, faz questãode reafirmar ser de linhagem liberal, porém sensata e alinhada com Lula, por princípios compartilhados, o por exemplo, contrários à corrupção e ao descalabro da classe política atual. Hoje, Lula e Tebet sabem que, 40% de tudo o que sobra do orçamento, depois de pagar a folha, os aposentados e garantir o percentual mínimo de saúde e educação, acaba nas mãos do Congresso. Continuar vendo esses recursos serem utilizados sem nenhum planejamento estratégico, sem constatar se aquele recurso é realmente aquilo que interessa ao município é aceitar que o país continue indo para a bancarrota. Ou mudamos isso, com muita coragem e determinação ou continuaremos nas mãos de gente inescrupulosa, que, evidentemente, nãoquerem de jeito nenhum que a mamata termine.

02. A DETERIORAÇÃO DA ESTRUTURA PENAL PAULISTA, O CASO DE PIRAJUÍ - Acompanho com a devida atenção o que está em curso no sistema prisional de Pirajuí SP, presídio feminino, quando um servidor penal, sofrendo perseguições da direção da unidade onde atuava, não suportou a pressão e cometeu suícido. Não foi o único, mas o caso remete a algo em curso em todo sistema, ou seja, descaso do Governo Estadual, deixando tudo se deteriorar, precarizar, para quando o caos estiver instalado, ver como resolverá a questão. O drama familiar em curso, pois a esposa do morto é também servidora, pede transferência humanitária e tem seu pedido negado, relegado a segundo plano, tudo portanto não é caso isolado. Os servidores públicos - todos indistintamente, não só os prisionais - passam por situação depreciativa e de perdas de direitos. Este parece ser o modus operandis de administradores fundamentalistas, conservadores e pueris de bom senso. Ao olhar com mais atenção para este caso, não existe como não olhar para tudo o mais. O que o governador Tarcísio de Freitas promove é, pouco a pouco, a promoção de uma perda de direitos, não atendendo nenhuma das reivindicações dos servidores, com estes já estrangulados e quase mortos por asfixia. Não existe capacitação e recomposição do efetivo, isso servindo para todos os servidores públicos do estado de SP. É isso que SP quer como continuidade para governança do estado, ainda mais rico da Federação? Meus caros, diante de um Fernando Haddad e um Tarcísio de Freitas, quem opta pela continuidade do que vê sendo feito é maluco da ideia ou mesmo gente já perdida, apostando no quanto pior melhor. Cansei destes todos.

03. AO LER SOBRE O QUE O RJ FEZ COM A PREVIDÊNCIA DOS SEUS SERVIDORES, LOGO ME LEMBRO DA BAURUENSE FUNPREV - A FUNPREV (Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru) é a entidade responsável pela gestão previdenciária de mais de 12 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas. A fundação gerencia os benefícios, aposentadorias e pensões do funcionalismo público municipal. Essas fundações municipais possuem patrimônios dos mais sensíveis dentro do Estado brasileiro. Quando os valores dessas altas contas são submetidas a operações arriscadas ou temerárias, o prejuízo é altamente danoso, pois até aposentadorias podem ser interrompidas. O que o ex-governador ro Rio de Janeiro fez foi colocar em risco a segurança de quem depende desses benefícios para viver. Jogou toda a grana nas mãos de um inescrupuloso banqueiro, no caso o Vorcaro, do Master e pelo visto, até agora, nem preso foi. a dinheirama se perdeu com a bancarrota do banco e os servidores se danaram. Isso é um crime. O mínimo que a sociedade espera é total transparência e responsabilidade de quem administra estes altos valores, pois o fazem para toda uma categora. No caso bauruense, a Funprev, pelo que sei e conheço Gilson Gimenses Campos, presidente reeleito em janeiro deste ano, mais de 30 anos como servidor público municipal, tudo feito dentro de padrões muito sérios. Ele deve sofrer todo tipo de assédio para aplicações nada convencionais. Resistir é entender que, o dinheiro da previdência dos servidores não é capital especulativo. Não pode nunca ser tratado como tal. Mais que isso, no caso de Bauru, se faz necessário continuar denunciando o desvio da grana que, deveria ser repassada mensalmente pela atual administração municipal, capitaneada por Suéllen rosin e como se sabe, ocorre de forma incorreta, parcial e sem continuidade certa. Isso se traduz em excesso de riscos, pois, com certeza, a conta chegará e sem grana nos cofres, como pagar, por exemplo, o salário dos aposentados? A atual alcaide precisa ser cobrada disso a cada raiar de um novo dia. 
04. ALGUM COMENTÁRIO SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DOS CORREIOS, PRINCIPALMENTE DA DIRETORIA DE BAURU - Estamos vivenciando o último ano do terceiro mandato de Lula como presidente e el alguns setores, até o momento, direções variadas continuam nas maõs de opositores. Diriam que isso se deve a tal da necessária governabilidade. Pode ser, mas algo precisa ser feito quando existe extrapolação de ações. Na Diretoria Regional dos Correios de Bauru, parece que o grupo no poder não é necessariamente ligado aos interesses atuais de como deve ser o novo papel dos Correios. Sabido existir um grupo aqui encastelado, ainda um tanto distante do papel do que representa de fato estar atuando dentro de um governo como o de Lula da Silva. Os Correios são hoje uma empresa com 12 mil pontos de atendimento no país, estando presente em 5570 municípios. Isso é muito, mesmo ainda sendo considerado como um modelo de negócios insustentável, dentro do novo quadro do serviço antes prestado. Se isso ocorre, nada como repensar a função e o modewlo de negócios dentro desse novo contexto. Mesmo com todos os problemas, enxergo os Correios ainda administrando  um dos maiores conjuntos ativos operacionais do país. Com gente ocupando seu lugares de decisão sem entender isso, ainda precupadas com atendimento de favores e benesses, tudo piora. Lula faz de tudo e mais um pouco para reequilibrar as contas dos Correios, mas precisa ter substancial ajuda de quem age na ponta, inclusive de quem foi depositado cargos de confiança. Lá de cima devem vir o algo novo, a ampliação da oferta de novos produtos e formas de atendimento, mas a praticidade disso tudo precisa ser entendida de fato pro quem está na ponta. O país não avança com gente amarrando e atada a interesses outros. 

sábado, 16 de maio de 2026


quando a corrupção acontece aqui bem pertinho
IVAN CASSARO, PREFEITO DE JAÚ, O ABUSO DO PODER ESCANCARADO NA ÓTIMA MATÉRIA DO SBT

Entenda todo o envolvimento nas graves denúncias contra o também grileiro, ainda prefeito da vizinha Jaú.
Tá tudo apontado na matéria da TV.
Denúncia local e grave feita pelo MP - Ministério Público.
Transparência e decência nas administrações públicas. Aqui não tem opinião e sim incintestáveis fatos. Só não enxerga quem não quer.
Eis a matéria do SBT: https://www.facebook.com/reel/1459495378891166

#atualização - POLÍCIA FEDERAL FAZ OPERAÇÃO EM JAÚ E CUMPRE MANDADO NA CASA DO PREFEITO IVAN CASSARO, na manhã desta terça-feira (12/mai). Uma operação com 13 mandados de busca e apreensão em Jaú, Dois Córregos e Nhandeara, no interior paulista. Entre os alvos estão a sede da Prefeitura de Jaú, a residência do prefeito Ivan Cassaro, além de endereços residenciais e comerciais ligados a aliados políticos. As viaturas da Polícia Federal chegaram nos locais indicados por volta das 6h da manhã.
A investigação, conduzida pela Justiça Regional Eleitoral de São Paulo, apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, compra de votos, prevaricação e abuso de poder político e econômico relacionados às eleições municipais de 2024.
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam a possível compra de matérias jornalísticas favoráveis à atual gestão municipal e de conteúdos negativos contra adversários políticos. Os pagamentos, conforme apurado até o momento, teriam sido feitos de forma clandestina a grupos de comunicação e páginas em redes sociais.
Durante a operação, agentes federais apreenderam documentos, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações e identificação dos envolvidos. Na Prefeitura, Ivan Cassaro foi questionado por jornalistas sobre a investigação e respondeu: “Pelo amor de Jesus Cristo, do Céu. Tenho 68 anos”. O prefeito também declarou ter sido “o único prefeito que denunciou uma quadrilha que existia na prefeitura”. O caso segue sob sigilo judicial.
COM INFORMAÇÕES DO g1, JCNET-SAMPI e Polícia Federal.

o caso da violência contra as universidades paulistas
PRECISAMOS DE QUEM ABRA DIÁLOGOS E NÃO FECHE PORTAS
"Estive na quarta-feira, dia 13 de maio, com os estudantes de três universidades estaduais (USP, Unicamp e Unesp) , realizando um ato importantíssimo para pedir diálogo com a reitoria da universidade.
Caminhamos juntos pela região da Av Paulista, cobram reforço das políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários, diálogo permanente sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e fim dos cortes no orçamento da universidade.
É primordial darmos vozes a essa geração que no futuro direcionará nosso país rumo a liberdade, igualdade e fraternidade que todos merecemos.
Contem sempre comigo para apoiá-los em atos como este!", Eduardo Matarazzo SUPLICY.

TRAGÉDIA OCORRIDA NA USP CAPITAL PODE SE REPETIR NA UNESP BAURU E OUTROS CAMPUS, A PM DO TARCÍSIO AGE CHAMADA POR QUEM?

A universidade pública está sendo atacada e a resposta dos estudantes é luta. Neste momento, estudantes em greve na UNESP Bauru denunciam a presença e intervenção da polícia dentro da universidade, tentando impedir a livre manifestação e organização dos grevistas. Enquanto estudantes lutam por permanência estudantil, moradia, alimentação digna e contra a precarização do ensino público, a resposta do Estado é repressão. Universidade não é quartel. Manifestação não é crime. Greve é direito. Toda solidariedade aos estudantes, servidores e docentes em luta na UNESP Bauru e em todas as universidades estaduais paulistas. A educação pública resiste porque existe gente disposta a defender ela todos os dias”, IGOR FERNANDES.

“Os estudantes reivindicam ampliação das moradias universitárias, melhorias na alimentação oferecida no campus e mais investimentos em políticas de permanência estudantil. Segundo o movimento, estudantes contemplados por auxílios enfrentam atrasos nos pagamentos há alguns meses. Os manifestantes também criticam a falta de professores e a sobrecarga de trabalho entre servidores técnico-administrativos”, matéria do Jornal da Cidade – Bauru SP.

Diante do exposto nas duas manifestações acima, a constatação de que, a UNESP Campus Bauru está em estado de greve e na última sexta, 15/05, a Polícia Militar foi acionada e esteve junto aos portões da unidade, com um PM convidando quem quisesse adentrar e assistir aulas que o fizesse. Eis o vídeo: https://www.facebook.com/reel/1448704449902180/ Pelo visto, ninguém adentrou e assim, os estudantes demonstraram algo de seu posicionamento.

A pergunta que não quer calar: quem chamou a Polícia Militar para intermediar a entrada ou não de estudantes no campus Bauru? Se fazia necessário essa presença? A preocupação ocorre, uma vez que, após o ocorrido na USP, capital paulista, pelo visto mais uma ação de como age o desGoverno de Tarcísio de Freitas, em relação às reivindicações, tanto de estudantes, como servidores e professores. A greve está sendo convocada, justas reivindicações e a proposta estabelecida pela abertura de diálog o entre as partes, ou seja, com a direção da Universidade, no caso reitoria e o próprio governador, porém, como forma de intimidação, antes mesmo da greve receber a participação de servidores e professores, a Polícia Militar já marcou presença nos portões da universidade. Será essa a resposta ao diálogo proposto, nem sequer discutir a pauta de reivindicações e já estabelecer como mediadora a PM?

Um movimento como o que em curso é instrutivo para essa nova geração do movimento estudantil. Não me recordo de nos últimos 15 anos ter ocorrido nenhum movimento grevista dentro da Unesp Bauru, ou seja, essa nova geração, tanto de estudantes como de professores não possui o mesmo espírito de confronto ocorrido com, por exemplo, os estudantes e professores de minha geração. Esse confronto atual é benéfico, pois desse confronto, algo que nunca vivenciaram na prática, o enfrentamento com regimes autoritários, como o atual do governador Tarcísio de Freitas e como ele entende que deve ser a ação policial. Tenho notado que, hoje muitos dessa nova geração, dentro dos campus universitários, até por não terem vivenciado a luta do que foi a conquista de direitos dentro da ditadura militar, hoje possam pender ideologicamente na defesa de seus algozes. O que ocorre hoje, este confronto é salutar, pois isso pode modificar algo do que vejo hoje de conservadorismo dentro do pensamento universitário. Da luta, do enfrentamento nasce o engajamento, o entendimento de resistir e de lutar por direitos. Torço para que o movimento cresça, floresça e isso faça nascer uma nova geração de lutadores dentro do espaço universitário brasileiro. Que isso tudo faça renascer o espírito guerreiro, até então um tanto adormecido. Lutar é preciso e é destes embates, aí o local onde o algo novo pode realmente vicejar.

HPA – Bauru SP, sábado, 16 de maio de 2026.


CONSIDERAÇÕES SOBRE UMA ILHA NO MEIO DO ESTACIONAMENTO DO TAUSTE DA RIO BRANCO
Ela não é novidade, pois de quatro em quatro anos, todo período que antecede a mais uma Copa do Mundo, a de futebol da FIFA, lá se reunem os tais colecionadores de figurinhas, os do álbum da Panini. Vira febre, o álbum a reunir mais colecionadores e aficcionados, diria mesmo, loucos por figurinhas. As bancas todas - as que restaram - estão em ebulição, ou seja, conseguindo algo mais na luta pela sobrevivência. Triste uma constatação, agora com essa febre, o período onde as bancas poderiam se safar de problemas acumulados ao longo dos últimos tempos, justamente este álbum e só ele, não os demais, são agora vendidos em todos os lugares possíveis e imagináveis. Até mesmo a banca ali no Tauste da Rio Branco, onde um dia foi o campo e clube do BAC, passa por problemas, pois o Tauste também vende.

Essa ilha é sui generis. Passo na tarde desta sexta por ali e me deparo por alguns instantes com o público ali trocando figurinhas repetidas. A maioria do público é constituída de marmanjos, muitas mulheres, mas a imensa maioria homens e com idade avançada. Todos os com pastas, verdadeiros profissionais, são senhores já de uma certa idade. A molecada está estimulada, porém, o domínio do negócio que acontece por detrás da revenda é quase que exclusiva de senhores. Fácil de constatar isso. Na entrada e saída do mercado, vi isso de perto.

Dentro do mercado, comentava isso chegando ao caixa com outra cliente, quando a moça me atendendo, conta algo mais: "Isso que diz é a mais pura verdade. Atendi ainda hoje um senhor, aposentado, comprando comigo R$ 500 reais em figurinhas e me disse fazer isso por ter encontrado algo para fazer. Tem boa renda, disse não saber onde gastar o que tem e o faxzendo com figurinhas encontra ocupação e distração. Gastou isso hoje e, pelo visto, continuará gastando". O perfil é este e espalhado pela cidade, diria, pelo país e quiçá mundo inteiro. Rodeio a tal banca e sinto o clima dos que, abordam os iniciantes. Um deles me diz se quiser tem o álbum inteiro e pode me arrumar ele já finalizado ou com tudo para ser colado, a gosto do freguês.

Indo para o carro me deparo com um velho conhecido, alguém da dita esquerda, como este que aqui escreve. Ouço dele: "Gosto de futebol, mas essa Copa em especial me causa repulsa, exatamente por ser nos Estados Unidos e diante das guerras sendo promovidas por este país mundo afora. Vejo poucos com essa preocupação. Achava teríamos um movimento querendo discutir melhor essas questões, mas nada acontece. E também gostaria de ver ilhas como essa aqui do Tauste espalhadas país afora para discutir os rumos políticos do país, principalmente agora quando se descobre mais uma falcatrua da família Bolsonaro. Não adianta montar algo assim para discutir política, pois o interesse do momento é pelas figurinhas".

Saio de lá e passo pela Banca da Ilda Viegas, ali defronte o Aeroclube e lá dois irmãos com os jornais do dia, não interessados em figurinhas. Digo o que senti lá na ilha do Tauste e eles me confortam: "O discurso é de que não estão comprando para eles e sim para os netos, só que fazem tudo e não vemos os tais netos junto deles". Ilda só abria sua banca até umas 13h e agora, pelo menos enquanto perdurar a febre, remoçada, está com ela aberta até por volta das 17h ou enquanto tiver movimento. Isso tudo, de certa forma, revitaliza o seu trabalho. Sendo temporário ou não, pelo menos está momentaneamente feliz da vida. E se ela, dona de um negócio hoje na descendente está feliz, eu também estou.

EM BAURU, ALGO DO desGOVERNO DE SUÉLLEN ROSIN, A incomPREFEITA

quinta-feira, 14 de maio de 2026



ALGO DO PROCEDIMENTO DE ALGUNS VEREADORES BAURUENSES, NA LEGISLAÇÃO PASSADA E NA ATUAL - GRITAR PODE A VONTADE, JUDICIALIZAR NUNCA
Hoje o dia seria para ajudar a desancar de vez a pretensão do Flávio Rachadinha querendo concorrer à Presidência da República, mesmo tendo um currículo mais sujo que pau de galinheiro. Muitos estão descendo a ripa e eu, justamente neste momento algo me traz à mente algo muito esquisito do procedimento dos vereadores da Terra do Sanduíche.
Não custa relembrar procedimento nem um pouco alvissareiro de alguns vereadores, legislatura passada, total de 17 vereadores, primeiro mandato de Suéllen Rosin. Quando algum tema de interesse da prefeita estava na pauta, a votação um tanto equilibrada, teve vereador que faltou, se hospitaluzou e não foi votar. E a prefeita assim ganhava por diferença deste voto. Até hone tudo não foi e pelo jeito nunxa será explicado. Será que, até quem era oposição, favorecia em acordos os interesses da alcaide?

Na atual legislatura temos agora 21 vereadores e a alcaide trabalhou muito nos bastidores para ter uma fiel bancada lhe dando um score de 17 x 4. Daí, até aquele vereador que antes faltava no dia da votação e até se internava, hoje pode falar contra a vontade e até votar co tra, pois a diferença sendo enorme, não fará falta nenhuma.

Escrevo isso porque conversando com dileta amiga, ela me alerta de algo: "Hoje, alguns possuem uma veemência inco.ensurável, se mostrando contra todos os atos da prefeita. Possuem atividade parlamentar irreprensí el, porém, observo existir algo esquisiro. Falam muito, botam os bofes pra fora, fazem um estardalhaço, mas não passam disso. Não dão sequência nas denúncias. Fazem muitas audiências públicas, dando a entender que algo ocorrerá da denúncia feita. Mas tudo fica por isso mesmo. Chego a achar que, se hoje o vereador não precisa mais faltar, pode falar o quiser, mas nada prossegue. Não seria isso parte de um procedimento acertado entre,as partes?".
Chego a pensar, essa amiga está cheia de razão. Na verdade, abomino quem faz acordo com a parte contrária. Estes traem duplamente.

REPERCUSSÃO:
João William me questiona: "O que uma minoria poderia fazer, é exatamente o que eles fazem: judicializar as questões em pauta. Afinal, se estão em menor número, a culpa é do eleitorado que, mal informado ou enganado, votou em tantos capachos".

Eu respondo, seguindo o que havia escrito no texto: "Pior é que, percebi, fazem barulho, esperneiam, gritam alto, mas ninguém judicializa nada. Parece tudo combinado. Pode fazer muito barulho, mas ficam nisso e ao não judicializar, fazem como o sistema quer. Não votam a favor, perdendo sempre, parecendo serem opositores, assim ficam de bem com seus eleitores, pois se mostraram contra, mas não levam nada adiante. Entendeu? Parece um macabro conluio, uma continuação, do que já ocorria na legislação passada, quando até faltavam para não ter que votar. Agora podem gritar a vontade, pois não fará diferença nenhuma. Já dar prosseguimento, com judicialização, isso não ocorre. Juntei os fatos e cheguei, junto com a pessoa que me alertou, neste triste desfecho para a cidade de Bauru".

e o caso do flávio com o vorcaro do master
AGORA NÃO TEM MAIS COMO TAPAR O SOL COM A PENEIRA, FLÁVIO BOLSONARO É TÃO CORRUPTO QUANTO SEU PAI, O PL E O CENTRÃO - NÃO DÁ MAIS PARA OCULTAR, EXPLODE CORAÇÃO
O áudio todos já ouviram, mas não custa permanecer aqui registrado para a posteridade, para não existir dúvidas sobre a cafajestice e picaretagem, roubalheira e corrupção explícita da famiglia Bolsonaro, demonstrando como sempre agiram, nenhum deles com trabalho algum ao longo da vida, mas se locupletando e lesando o erário público:

NUNCA FOI DINHEIRO PRIVADO! SEMPRE FOI DINHEIRO PÚBLICO, ROUBADO!

MAS SÓ TEM BANDIDO AO LADO, PERTO, JUNTO DESSA FAMÍLICIDA
CRÔNICA DE RUY CASTRO: PRÓXIMO DE BANDIDOS DEMAIS
Flávio Bolsonaro disse que não responde pelas pessoas com quem tem proximidade
Por coincidência, todas essas pessoas tiveram problemas com a lei envolvendo o seu nome.

Atualizado: 13.mai.2026 às 22h13 - Rio de Janeiro
Um dos efeitos imediatos da Revolução dos Cravos, que, em 1974, derrubou a ditadura que sepultava Portugal há 48 anos, foi a extinção da Pide (Polícia Internacional de Defesa do Estado), sua odiosa polícia política infiltrada em todo o país. Eu trabalhava em Lisboa na época e, como jornalista estrangeiro, devia estar na mira dos pides, como eram chamados os agentes. Caído o regime, logo começou a caça a eles e a seus informantes.
O novo governo instituiu uma recompensa a quem ajudasse a pegá-los: 100 escudos por cabeça (o escudo era a moeda nacional, ainda não existia o euro). O resultado é que as denúncias pulularam, a ponto de a Justiça ter de adotar uma prática severa: "Se denuncias um pide, ganhas 100 escudos. Se denuncias dois pides, ganhas 200 escudos. Se denuncias três pides, vais preso por conheceres pides demais." Ou seja, as pessoas respondem, sim, por aqueles com quem têm proximidade.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e já prevendo ser associado a bandidos de todo tipo em sua carreira política, declarou "não poder responder por quem tem proximidade com ele".
Se os ditos bandidos fossem apenas Fabrício Queiroz, seu ex-chefe de gabinete e do esquema de arrecadação de "rachadinhas", e o executado Adriano Magalhães da Nóbrega, da milícia Escritório do Crime e a quem condecorou na prisão, ele poderia tirar o corpo fora alegando ter sido "traído".
Mas os citados eram apenas os cabeças de núcleos envolvendo dezenas de acusados, todos a seu serviço ou a de seu pai, patrono do complô.
Esses núcleos incluem assessores, policiais, advogados, criminosos comuns e suas ex-esposas, mães e filhas, todos processados. O fato de esses processos terem sido anulados por mutretas judiciais não apaga o fato de que Flávio Bolsonaro conhece acusados demais.
P.S.: Esta coluna já estava escrita quando estourou a bomba do áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao acusado máster do país, Daniel Vorcaro — comovente pelo tom de voz em que quase lhe implora pela grana.