domingo, 15 de março de 2026


HENRIQUE AQUINO, O FILHO, 32 ANOS HOJE, RUANDO HOJE COMIGO NA COMEMORAÇÃO, COMPRANDO LIVROS, VENDO FILMES
A história é para longa-metragem. Tudo coneçou 32 anos atrás. Vou contar algo por aqui, escrevendo em drops. Muitos de meus escritos já não consigo despejá-los de uma só vez. E assi, vou fazendo aos poucos, esquartejando o corpo em pequenos pedaços.
Eu tive o maior prazer de minha vida quando nasceu esse pimpolho, que eu e Cleonice Prado Cavalhieri, a mãe, demos o nome de Henrique Aquino. Isso mesmo, só duas palavras. Isso deve lhe causar problemas até hoje, algo não pensado naquele momento, quando fui convencido por ela em não dar-lhe o nome de Leonel. Um dos meus inenarráveis orgulhos de pai é ter incutido nele o gosto pela variada leitura e cinema, filmes em profusão. Tenho recordações de sair de casa em plena madrugada, para irmos juntos assistir filmes cults no Alameda. Que falta faz um cinema cult em Bauru, cidade de 400 mil habitantes, sendo que, para sua sorte, onde mora, Araraquara, cidade de 200 mil habitantes, tem o Cine Lupo, mantido pela tradicional família, fabricante de meias e cuecas, que diferente das tradicionais de Bauru, devolve algo na forma de Cultura para os munícipes.
Este é só um dos assuntos que travo com ele nessa curta passagem pela cidade, na honraria que nos faz, a mim e a mãe, vindo passar seu aniversário de 32 anos ao nosso lado. Então, eu fui o responsável por ele gostar tanto de cinema, tanto que nesta tarde de domingo, me faz sentar com Ana Bia aqui em casa e assistimos um filme, que certamente não o faríamos não fosse com ele. É o norueguês, "Valor Sentimental", preferido dele para o Oscar, depois confirmado à noite. Dos filmes que o fiz assistir no passado, hoje me fez se comprometer que, em cada retorno seu para Bauru, sentaremos para mais um filme, escolhido por ele. Isso por si só é motivo para ter a mais absoluta certeza, eu criei um filho fora do comum, este meu maior orgulho.
Em todas suas visitas, existe alguns lugares onde fazemos a maior questão de marcar presença, os sebos da cidade. Desta feita, vou com ele no Hesse Sebo & Livraria, ali na Treze de Maio, onde cada um traz alguns. O mais interessante é a conversa advinda de cada um deles, isso não tem preço. De lá, escapuli para meu almoço e indico a ele ir no Sebo O Livreiro, ali na rua Saint Martin, do amigo Reginaldo Furtado, que está fechando as portas, para entrega do local, solicitação da proprietária. Ele foi, eu não tive como e volta de lá com mais comprinhas, me abraçando depois por ter proporcionado a ele novos momentos auspiciosos no meio deste objeto de amor e devoção, os livros.
Não deixamos de, em cada visita sua à Bauru, marcarmos de nos encontrar na Feira do Rolo, mais precisamente na Banca do Carioca, o impagável livreiro da feira. Carioca, ao saber de seu aniversário, lhe presenteia com um livro e eu com mais três. Nós dois, eu e o filho, somos sebentos, nunca sebosos. Carregamos essas sacolinhas de livros por onde andamos. Numa das fotos aqui publicadas, alguns destes livros espalhados sobre a mesa. Uma das compras, o "Memórias de minhas putas tristes", do colombiano Gabriel García Márquez, que eveidentemente já havíamos lido em português, mas ele quiz comprá-lo numa versão em espanhol: "Preciso agilizar a leitura em espanhol. Nada melhor com este livro".
As minhas histórias com ele sempre foram assim. Na foto, nós dois com nossas camisetas, escolhidas à dedo, ele com uma com seu MAdruga e eu com o Che Guevara, tudo isso faz parte das opções que fizemos ao longo de nossas vidas. Eu concluí o curso de História e ele o de Letras - lá em Araraquara, na Unesp -, só por causa dessas opções. Eu, depois fui ser caixeiro viajante e ele, hoje trabalha de casa para uma multinacional. Além de tudo, ganha muito mais do que o pai e da mãe, o que também é baita orgulho. Já haviam me alertado bem lá atrás que, a vida dele seria bem mais dolorida com a formação que teve, pois entendendo tudo, estaria a enfrentar constantemente estes podres poderosos de plantão. Assim ocorreu, mas não me arrependo. Ele é um baita cidadão, consciente demais da conta e operante no que consegue. Ou seja, pai e filho continuam pela aí, aprontando das suas, lendo muito, vendo muitos filmes e saracoteando, ou seja, se fortalecendo ruando pela aí. Em cada retorno seu eu me apaixono mais. Este o filho que todo pai sonha em ter, um que se não saiu totalmente nos seus moldes - essa a sorte dele -, consegui que não se perdesse nessa vida bovina que hoje é o trivial do mundo.
Enfim, meu filhão fez anos, esteve comigo e com sua mãe, passeamos juntos, estivemos conversando mais um bocadinho e escrevo isso tudo só para ressaltar ser eu o pai mais coruja deste mundo. Se existe um pais realmente feliz, por tudo o que seu filho representa no mundo, este sou eu. Minha missão já está mais do que cumprida neste universo. Daí, me deixem rosetar um bocadinho mais, ao lado de Ana Bia, pois daqui por diante e diante de tanta atrocidade sendo cometida mundo afora, quero desfrutar de momentos mais. Nas idas e vindas, quando bate à minha porta, quando estava pronto para assistir uma mera partida de futebol na TV, meio da tarde e diz ter vindo, como combinado para assistirmos ao "Valor Sentimental", tive mais uma vez a certeza, ele é pleno reconhecimento de que, se a vida vale a pena é ver nossa cria desencaminhada neste mundo. Eu desencaminhei o meu. Somos dois desencaminhados neste mundo. Sua camiseta neste momento diz muito do que ele é e do que sou: "Anistia é o Caralho".

O FIM DA "JM" É SÓ MAIS UM PONTINHO NA IMENSIDÃO DE MODIFICAÇÕES DESTA ALDEIA BAURUENSE
"Olá boa noite tudo bem?!? Não sei se vc ainda fala conversa ou conta sobre pessoas daqui, comércios etc, falo de uma loja... há mais de 20 anos aqui na Rua Araújo Leite...onde têm lojas, farmácia etc... é a loja JM eu estou muito ..eles também, com certeza, é um casal... sábado é o dia limite...e penso com tristeza,mais uma loja de verdade de roupas femininas, tradicionais tamanhos grandes e outros tamanhos também...pensa num casal gente fina?! Gente boa mesmo...fico triste ...pois parece que já nem existe quase lojas assim, que vendem tudo feito no Brasil...roupas que são muito boas... já quase td venderam..hj estavam tristes eu tb chorei...um casal que conheço,faz parte dos 20 anos que por aqui moro...pude contar com eles em momentos tristes e outros alegres! Hoje quarta feira estavam já desmontando ... não aguentei e me recolhi ..na minha toca! Sentirei falta de lá conversar...meus vizinhos queridos..JM Fiquem bem!", recebo este texto da também professora de História, Marcia Regina Zamarioli e no último sábado, 14/3, sentados no Bar do Genaro, conversávamos a respeito, confabulando sobre a região toda ali perto do Bosque da Camunidade, onde além dessa loja, uma pequena padaria, bem defronte a entrada do bosque fechou também suas portas. Estes pequenos comércios, tão importantes para fazer girar essa grande engrenagem que é uma cidade, no seu todo, não resistem aos novos tempos, com a chegada dos grande magazines e agora, essas empresas vendendo online, com preços sem competição. Todos perdemos, inclusive aquele tempo divinal de conversação, mantido diante seus balcões. Eu sou um incentivador de pequenos comércios e cada um deles que se vai, bate mais uma angústia interior. Em tempo: O "J" da loja é de José e o "M", de Maria, o casal que ali atuou por mais de 20 anos.

sábado, 14 de março de 2026


UMA HISTORINHA MINHA COM O JC, PASSADA NOS CORREDORES DA UNIMED BAURU
A historinha ocorreu na última segunda, quando estive na Unimed para exames de rotina - tudo ainda quase em perfeito estado por aqui. Da abordagem nasceu o texto, transformado em carta enviada para a redação do jornal, AC/ Diretor de Redação, o jornalista João Jabbour. Na carta, conto outra passagem, a da renovação de minha assinatura do jornal, que assinava por décadas. Creio que, a missiva não teria problemas nenhum em ser publicada, enfim, não renovo minha assinatura, mas explicíto continuar comprando o jornal. Como não foi publicada na edição semana do JC, nas poucas bancas no dia de hoje, publico eu pelos meus meios e condições. HPA

TUDO POR CAUSA DO JORNAL DA CIDADE
Primeiro, um registro e acredito ser muito pertinente fazê-lo. Minha assinatura do JC está findando. Recebo telefonema advindo do jornal e postergo a decisão. Faço neste momento. Não renovarei minha assinatura, porém, não interrompo a leitura semanal. Acabo de me compromissar com a jornaleira Ilda Rugai, da Banca Aeroporto, a toda semana comprar lá a edição semanal do JC. Fortaleço a querida jornaleira e não deixo de ler o JC, mesmo contrariado com muito do contido em sua linha editorial. Não imaginam a alegria de por lá passar todo dia, nas diárias caminhadas e encontrá-la com suas portas abertas, irradiando simpatia. O jornaleiro precisa ser valorizado e assim dou meu quinhão.
E por fim, a história me fazendo escrevinhar e tornar pública mais uma historinha envolvendo o JC. Envio cartas para a Tribuna do Leitor desde os cueiros. Perdi a noção de quando tudo começou. Sei que lá se vão décadas. O jornal pode não corresponder às minhas expectativas, mas nunca deixou de publicar minhas missivas. Não me canso de apregoar, escrevendo dentro da minha linha de pensamento, jornalões como a Folha SP, Estadão e O Globo não me publicariam. O JC o faz.
Estava na segunda, 09/03 na UNIMED Bauru, aguardando atendimento, quando meu nome é anunciado pelo alto falante. Me encaminho para a sala do exame e percebo um senhor ter ficado um tanto incomodado. Olhou diretamente para mim, praticamente se levantou da cadeira. Achei, o meu nome poderia ter lhe remetido para alguma lembrança.Na saída, passo diante dele e ao apertar o botão do elevador, sou tocado pelas costas.
Era ele. Se dirige a mim de forma muito cordial. "Desculpe te abordar, mas não queria perder a oportunidade. Te leio regularmente pela seção de cartas do JC. Quando ouvi seu nome, me veio na mente os belos textos lidos e te esperei retornar de seu exame. Te admiro muito".
Quase cai das pernas. Iniciamos uma boa conversa. Perco o elevador e ele me diz ser de outra cidade, mora em Bauru há uns dez anos e gosta muito de jornais. Sente a falta do jornal diário e vê nas cartas, um posicionamento divergente do que lê, podendo confrontar melhor escritos e chegar na sua conclusão dos fatos. Ganho um aperto de mão e um abraço.
Ganhei o dia, o mês e o ano. Ser reconhecido desta forma nas ruas e pela simples menção de seu nome é um alto grau da consideração humana. Quem escreve, sente algo como prescreveu o dirigente corintiano Vicente Matheus, "quem entra na chuva é pra se queimar". Tem quem goste muito e tem quem odeie. O mesmo sentimento eu percebo nas ruas, quando saio, por exemplo, como naquele dia, com uma camiseta com a estampa do Maradona, com boina e charuto, ou mesmo com uma do Che Guevara ou até do presidente Lula. Uns viram a cara e outros se aproximam e puxam conversa. Tenho adorado sair com elas, pois propiciam conversas e isso, confesso, me abastece.
Enfim, meus escritos que fiz ao longo do tempo no JC, possuem o mesmo condão, ou atraem ou afastam. Pelo afago recebido, percebi, tem quem goste e isso me encheu de grata alegria.
HENRIQUE PERAZZI DE AQUINO - jornalista e historiador (www.mafuadohpa.blogspot.com).

UM LIVRO BAURUENSE A REVERENCIAR A TROCA DE CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS PESSOAS, ALGO EM DESUSO NOS TEMPOS ATUAIS
Eu sou do time dos escrevedores de cartas, principalmente à mão. Não mais as envio pelo Correios como dantes. Hoje as faço pelas vias internéticas, desde o velho e-mail ou mesmo o whattshap. Escrevo bem menos que antes, mas não perco a mania. E diante disso me cai às mãos um livro da jornalista bauruense MARILUCI GENOVEZ, que tanto li nos seus tempos de Jornal da Cidade/ Diário de Bauru e até hoje trombo pela cidade, em esporádicos encontros. Estava num clínica médica e aguardando atendimento, quando me deparei com o esquecido livrinho numa pilha ali colocada, exatamente para distrair pacientes antes de adentrar o consultório. Estava esquecido numa pilha e ao vê-lo, folheio e não resisto, trago comigo. Sim, confesso, sou um larápio de livros. Há quem diga que, quem rouba livros rouba qualquer outra coisa. Não sei, o que sei é que livros me atraem e não resisto. Tenho muitos deles aqui comigo nessa condição. O de Marulici, "PRESENTE DE ANIVERSÁRIO", edição única da editora paulistana Lua Nova, foi publicado em 1987 e tem 68 páginas, o meu 3º já lido neste mês. Foi aprimeira e acho que única inserção dela no campo do romance. Nem sei se tem outro livro. Gostaria de ler algum com seus principais trabalhos jornalísticos.

Mas, o que me interessou neste? Já quando dei a folheada no consultório, o tema da escrevinhação e troca de cartas, ainda feita via Correios, me chamou a atenção. Queria ver até onde foi e com o tempo ali sentado antes do atendimento era insuficiente, o trouxe comigo. Duvido alguém já tenha dado pela falta. Eu me deliciei e isso é o que vale neste mundo. Eu leio, diferentemente destes bestas adesivos e outdoors espalhados pela cidade pregando um bestial "Leia a Bíblia". O gostoso mesmo é ler de tudo um pouco. Quem lê um livro só - ainda mais a bíblia - se torna um ser reduzido, metódico e chato, meio que sem assunto. O negócio é diversificar, muito e sempre. Quando passei o livro da Mariluci na frente dos demais pensei nisso, em ver onde ela queria ir com isso de alguém conhecer outra pessoa através de um anúncio de revista, a busca pelo sexo fácil e depois, com a intensificação da escrevinhação, abrir outras possibilidades.

Quem lê e escreve muito está sempre aberto a oportunidades variadas e múltiplas. No prefácio ela já destaca do "romantismo gratificante através das cartas e o ato nobre de se enviar respostas", da "força da sedução pelos argumentos de uma escrita" e por tratar-se de um "meio de comunicação eficiente, capaz de manter viva a chama do relacionamento, do amor". O livro é despretencioso, porém, envolvente. A pegada me seduziu e o li quase de uma só sentada. Pelas poucas frases colhidas da leitura do breve romance, algo de como a autora encara isso de, na troca de correspondência, despontar algo entre duas pessoas:
- "Aliás, não acredito em amizade de homem e mulher. No fundo, um dos dois está com más (ou boas) intenções a respeito do outro".
- "A árida missão de escrever fascina Sandra. É por este caminho que quer alcançar o mundo das artes,acabando por dominar a das letras, talvez o mais complicado ramo das artes".
- "Sandra era testemunha da sensação de intimidade criada pela carta, entre o emissor e o destinatário, estreitando a distância, alimentando o relacionamento num grau de proximidade que aumenta a influência de ação e afetividade dos partícipes".
- "Mesmo que este contato não leve a nada, Sandra está bem por João Guilherme acontecer em seu caminho. Precisa de algo forte e diferente para voltar a acreditar nas pessoas, amá-las e perdoar... (...) Apenas um enredo para uma história, com um final indeterminado, confiado ao futuro".
- "...as vezes vale mais a pena sonhar do que estar diante da realidade. (...) Embora para muitas pessoas, escrever cartas ou bilhetes seja um ato impraticável, para Sandra sempre foi um lazer. E ela gostaria de passar às outras pessoas a gostosa prática desse tipo de comunicação. Como a convivência entre dois desconhecidos, pode crescer, tomar forma e enriquecer com a troca de informação".
- "Pessoa inteligente não é aquela que detém a informação, que sabe tudo. É antes de mais nada a que sabe encontrar a fonte de informação, a que sabe perguntare não sente vergonha em fazê-lo".

Para os curiosos, escrevo que, Sandra e João Guilherme, após longa troca de cartas, com a devida demora pela chegada via Correios, acabaram por se encontrar e, pelo visto, num primeiro instante, se deram bem. Se acasalaram e irão ver o que acontecerá depois disso. Ainda do livro, uma dedicatória para uma amiga, datada de 1988, um papel dentro, de quando Mariluci foi candidata a vereadora em Bauru, também no ano de 1988 e por fim sua linda foto na contracapa - ah, como éramos todos belos e pujantes na flor da idade. Enfim, um livro que passei na frente de outros tantos e me trouxe mais algum aprendizado. Livro tem que acrescentar e não subtrair. O texto de Mariluci acrescenta e isso é ótimo. 

sexta-feira, 13 de março de 2026


FUTEBOL E POLÍTICA JUNTOS NUM MURO LÁ NO GEISEL
Num paredão lá do Geisel, tendo ao meio uma torre elétrica, duas pichações: Bolsonaro Assassino e Palmeiras Campeão. Duas óbvias constatações.

SE DEIXAR QUIETO, PREFEITURA DESTOMBA TUDO, POĒ ABAIXO E ACABAM COM TUDO*
* ESTE HPA É CITADO EM TEXTO DO PROF. URBANISTA JOSÉ XAIDES ALVES.
ESTAÇÃO DA NOB E HOTEL MILANESE. Conselho de Patrimônio analisa projetos e vê falhas no processo.
Urbanista e Professor Xaides.
Participei por interesse e estudioso do assunto , como urbanista e cidadão da reunião virtual na terça feira dia 10/03/26 pela manhã ao saber que o CODEPAC estaria analisando os Projetos de Restauro do Edi⁵ficio da Estação da NOB e do Hotel Milanese.

Foram apresentados pelos escritórios "Contratados" pelo poder público os projetos que não casualmente se encontram ambos ao lado e ligados na praça Machado de Melo.
Vi muita seriedade nas posições técnicas da Presidente do CODEPAC, Arquiteta Juliana Cavallini e Do Professor da UNESP Paulo Masseran, como dos demais membros presentes que eu nâo conhecia ao analisar os projetos.

Em ambos os casos cobrando Coerência dos escritórios de que façam modificações nos projetos e memóriais para que atendam aos elementos dos processos de tombamento.
Contudo, em minha fala, preocupado com o urbanismo e planejamento urbano, especialmente com a lei já enviada pelo Executivo à Câmara Muncinipal, fiz as seguintes observações:

* Que os Projetos de restauro estão limitados aos edifícios e cada qual em si nesmos e não trataram dos elementos urbanisticos externos na composição e relação com a praça. Pois aquele conjunto tinha uma composição histórica rica no passado com edificações menores que foram destruídas, mas que configuravam um conjunto arquitetônico do entorno e da paisagem que merecia ser estudado e tomadas decisoes formais em conjunto.

* Que Fiquei preocupado dos expositores se referiram ao projeto, especialmente da NOB, sem que a sociedade Bauruense tivesse sido chamada para discutir Um "Programa de Necessidades Funcionais para o prédio". Que entendia que isso devia ser objeto obrigatório de uma "Consulta Pública Prévias do executivo. Pois há vários grupos sociais que debatem a funcionalidade da edificação e mesmo que em Projetos de Iniciativas Popuares -Pips, Protocolados no Jurídico da Prefeitura Para o Plano Diretor, como o caso dos "IDOSOS E A CIDADE", desenvolvido em parceria com a FUNDATO-ITE, e que haviam legitimamente sonhos e propostas feitas por este publico que tem pertencimento pois viveu o tempo áureo do trem de passageiro, do melhor uso da Praça e do "Batistar", e que deveria ser respeitado.

E não apenas que o escritório como se referiu várias vezes " atendesse à vontade da prefeita". Isso é contra qualquer legitimidade e legalidade obrigatória da participação popular exigida pela Lei 10257/2001- Estatuto da Cidade. Lembrei que mais do que um saguão de um edufício burocrático da administração pública, o Hall de entrada e gare, eram espaços abertos e de fruição pública da estação, e que devia como pedem os "IDOSOS" recuperar esta relação como um "Espaço de Sala de Estar da Cidade", de Exposições, de Eventos noturnos de música, de dança, arte etc.

* Que Não vi nos Projetos apresentados Reflexão sobre como seriam resolvidas as questões de Estacionamentos e nem de mobilidade urbana para se acessar os edifícios, sejam eles para quaisquer funções públicas a que estejam sendo destinados. E esses elementos são fundamentais para o sucesso do Restauro e uso da população daquelas edificações.

* Cobrei que Também não vi qualquer citação relativa às possibilidades de financiamento das obras através de instrumentos de contrapartidas previstas no Estatuto da Cidade para casos de Edifícios Tombados e Históricos como pela TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR -TDC, que permitiria adensamentos e verticalização em vazios urbanos no centro e mesmo em areas anexas do pátio Ferroviário tendo como contrapartida se fazer os restauros dos EDIFICIOS DA NOB E DO HOTEL MILANESE para as novas funções que se desejam.
Oficinas NOB tiveram 4 mil ferroviários nela atuando.

* Cobrei que o CODEPAC deveria discutir e cobrar a TDC que foi Omitida pela FIPE E EXECUTIVO Na proposta de revisão do PLANO DIRETOR, pois a TDC é um direito de todos os propruetários de imóveis históricos, inclusive do poder público, e que é um instrumento FUNDAMENTAL COMO INCENTIVO E SUSTENTABILIDADE PARA A EXECUÇÃO DE RESTAUROS. QUE SUA OMISSÃO É GRAVE E PREJUDICA O DIREITO URBANISTICO.

Obs, sobre os meus questionamentos foi dito por um dos Conselheiros ( está gravado) que entendia ser importante minhas considerações mas que o CODEPAC não foi consultado e muito menos chamado a debater e opinar na elaboração da proposta de revisão da lei do Plano Diretor e LUOS. E ISSO É MUITO GRAVE digo eu.

Sobre o Hotel Milanese, chamou a atenção que não houvesse dados sobre escrituras e nas plantas sobre metragem de areas que seriam preservadas uma vez que parte da edificação foi demolida por esta administração ( cena que pude assistir por coincidência, incrédulo junto com Henrique Perazzi de Aquino, num dia de gravação com ele sobre este tema) e sem maiores cuidados, e creio que sem aval prévio do CODEPAC. Aliás demolição coordenada in loco pela propria prefeita naquele dia.
Isaias 10:1-2
obs.: Imagens das extraídas da internet. Ou da apresentação durante apresentação publica no CODEPAC. 

DEIXANDO, O POVO ESCOLHE NOMES POPULARES PARA AS RUAS ONDE MORAM E NÃO O DE COMENDADORES OU QUEM AGIU, UMA VIDA INTEIRA, CONTRA SEUS INTERESSES
Diante de algo que tomo conhecimento nestes dias, o de que mais de 70% dos nomes de ruas da cidade de Bauru são masculinos e reverenciando pessoas ilustres, tipo coronéis, comendadores, barões e doutos com títulos conseguidos de todas as formas possíveis, com muitos poucos populares, nada como enaltecer o que ocorre no Assentamento lá nas Águas Virtuosas. Cordial amigo me envia duas fotos aéreas do local, com a demarcação das denominações de suas ruas. "Bauru resistindo... rua Marielle Franco, rua Carlos Marighella, rua Vitória da Conquista (BA), rua Olga Benário Prestes", me escreve. Adoraria, nomes como estes fossem regularizados, pois além de terem fluído no seio da própria localidade, representam pessoas que verdadeiramente lutaram por dias melhores para este país. São denominações feitas dentro de Assentamentos Urbanos, não passando pela aprovação da Câmara de Vereadores, o que, em muitos casos inviabilizaria alguns dos nomes, pis infestada de conservadorees, direitista e fascistas, dificilmente aprovariam alguns dos nomes que o povo escolheu para designar as ruas onde moram.

quinta-feira, 12 de março de 2026


ALGO DE COMO DONA IRENE COMEMOROU A CHEGADA DOS SEUS 90 ANOS
Eu fui convidado para acompanhar um evento, tarde de quinta, 12/03, no distrito de Tibiriça, em comemoração a chegada de dona Irene Baté, aos 90 bem vividos anos. Indescritível momento. Na casa da matriarca, muitos se reunem desde cedo no entorno da nova churrasqueira da casa. Sempre existe um bom motivo para mantê-la permanentemente acesa. Nessa quinta, um ótimo motivo. E assim, estes chegam logo cedo e envolvem a matriarca com todo carinho e atenção. Ali, no seio do distrito rual de Tibiriçá, sinto pulsante e presente, entendo na exatidão do termo o que vem a ser congraçamento humano e familiar. Existe uma coesão, com todos convergindo para reverenciar quem segue altaneira, tocando o barco adiante, resistência inquebrantável, algo lindo de ser presenciado, como tenho p razer de fazê-lo toda vez em que sou convidado.

Já escrevi por aqui muito sobre essa família, a Baté/Cosmo, pois desde que tomei conhecimento da edificante história, assuntei, me aproximei e lá estou, em constantes visitas e agora num projeto mais específico de juntar depoimentos, que logo ali na frente irã oser juntar para a construção de um painel dessa querência coletiva por um lugar. A família Baté, desde sua chegada e instalação no local, souberam ir construindo algo de forte abrangência coletiva e humanitária. Uma família sofrida, porém, feliz, unida e coesa, todos no entorno de quem lhes propiciou tudo o conquistado.

Hoje quem personifica o idela dessa família é dona Irene Baté, que neste dia, completa seus 90 anos. Além da festa lá em sua casa, que deve ter rolado até não mais poder, na Creche no distrito, uma homenagem para os aniversariantes do mês e dentre eles, lá foi levada dona Irene. Fabiana Balbino e Dulce Baté fizeram um imenso bolo, levada para o epicentro da comeoração, junto das crianças. O coral, onde crianças e idosos do distrito se juntam, esteve presente e também se apresentou. Foi feita uma homenagem para as mulhgeres presentes, todas da comunidade, pela passagem do seu dia, em 08/03 e tudo culminando com o abraço coletivo para dona Irene.

Ela é a singeleza em pessoa. No caminho de ida me disse: "Onde vou? Eles decidem por mim e me comunicam que tenho que estar aqui e ali. Eu gosto mais, em minha idade de ficar em casa, mas andar por aqui, circular pelo lugar que amo, quando me dizem para sair pelas ruas, me apronto rapidinho". E o carinho é logo percebeido em sua chegada. As crianças do lugar, muitos se aproximam dela, simplesmente para pedir a benção. O respeito que crianças e adultos a tratam é coisa pra ser gravada e mostrada. Ela lá, curtiu a apresentação por inteiro e se fartou com os quitutes todos. No final, como o bolo era imenso, algo lindo, Fabiana, carregou nos ombros a metade não consumida, de volta para a casa da matriarca, onde outro tanto de pessoas se encontravam reunidos e assim, o mesmo serviu para abrilhantar duas festas.

Tibiriçá é isso, um local cheio de histórias de vida, povo simples, batalhador, sem muito lazer, mas sabendo cavar acontecimentos que o engrandecem. Eu, que vivenciou mais um bom momento, coletando depoimentos destes, em cada retorno, sinto mais vontade de aproximações outras. Dulce, num certo momento, caminhando pelas ruas, me mostra uma casa e diz: "Está a venda. O preço é bem justo. Por que não pensam, você e Ana Bia num lugar por aqui?". Não sei se isso é provocação, mas olhei a casa e fiquei a imaginar, eu e Ana, na convivência com tudo aquilo. De uma coisa tenho certeza, daria um bom samba, uma ótima maneira de viver a vida na sua acepção. Ficamos de pensar a respeito. Por enquanto, vou e volto, muito por causa de histórias como a de dona Irene.

Eis um vídeo gravado por alguém da família, depois da homenagem na creche, quando adentrava a noite, todos reunidos entorno dela e festa comendo solta: 

O BLOCO DE OLINDA "EU ACHO É POUCO" FUNCIONA IGUALZINHO AO "BAURU SEM TOMATE É MIXTO"
Na edição de 11/02/2026, a revista semanal CartaCapital, publica texto assinado pela jornalistas Fabíola Mendonça, "VERMELHO E AMARELO - Criado para desafiar a ditadura, o Eu Acho é Pouco mantém-se fiel à defesa da democracia e da igualdade", onde nos apresenta o histórico deste singular bloco de Olinda PE. Leio e vejo ali algo muito parecido, irmãos siameses, com o bauruense Bauru Sem tomate é Mixto. Compartilho o link, para todos fazer a comparação e constatação: Carnaval é festa, mas é também momento para externar críticas. Estes dois blocos seguem nessa pegada, algo mais que necessário, ainda mais em tempos como os atuais, onde muitos se omitem e agem como se nada estivesse a acontecer. Não deixasr passar e unir a festa com o traço político, algo mais que necessário. Leia aqui: https://www.cartacapital.com.br/politica/vermelho-e-amarelo/
Abaixo compartilho trecho da matéria:

"Tudo começou quando um grupo de amigos, em sua maioria de esquerda, decidiu criar seu próprio bloco de carnaval. O objetivo era usar os desfiles para desafiar o regime militar, com críticas refletidas nas fantasias e nos temas escolhidos para cada edição. "Na ditadura, o carnaval era um dos poucosmomentos em que se podia extravasar sem ser perseguido, um espaço de mínima liberdade. Essas raízes permaneceram ao longo dos anos. O Eu Acho é Pouco reflete exatamente aquilo que foi sua origem".

O grupo não se limita à política: participa de manifestações de rua com pautas progressistas, como a defesa da democracia e dos direitos humanos. (...) Os temas sempre foram baseados em pautas políticas, vivenciadas pelo Brasil naquele momento, o que nos tornou um bloco combativo. O fato de quase todos os fundadores serem de esquerda ajudou a manter a nossa luta.

O bloco era um espaço de denúncias e ironia. (...) É onde nos encontramos para contestar injustiças sociais. Mas também é um lugar de afto, de encontros, alegria e folia contagiante, afirma sua fundadora. Após o fim da ditadura, o bloco voltou-se mais para temas carnavalescos, mas nunca abandonou a sátira política.

"Ficamos muito felizes ao ver, em manifestações de rua, várias pessoas com a nossa camisa. Isso mostra a história que o bloco construiu ao se posicionar politicamente. Hoje, o Eu Acho é Pouco é um símbolo de resistência. O carnaval é tembém político, um espaço de protesto. É onde as pessoas denunciam a dura realidade que vivem, defendem suas convicções. Por isso, o bloco não abre mão de suas origens nem vai deixar de fazer o que acredita ser correto", completa a designer Luciana Claheiros, filha do fundador do bloco".

Daí, volto para o TOMATE, este combativo bloco, fundado há 14 anos e desde sempre, nas ruas e lutas, flocando ou não, mas sempre presente. Ou seja, mais que necessário. Reproduzo o texto da revista e conclamo todos os TOMATEIROS DE PLANTÃO, para nos encontrarmos, o mais breve possível, traçando algo auspicioso para o seu futuro. Em 2027 completaremos 15 anos de existência e precisamos estar mais fortes que nunca, ainda mais diante de tudo o que nos acontece aqui do lado de fora do mundo.

quarta-feira, 11 de março de 2026


"MAS VOCÊ SÓ FALA NISSO, TÁ FICANDO CHATO", OUÇO
"Ah, ser chato é muito diferente de suportar um chato. Suportar é quase doloroso, mas sê-lo, é delicioso", Millôr Fernandes.

Se é ser CHATO ficar a todo instante relembrando e postando algo sobre os desmandos deste mundo, isso não deixarei de ser e a todo instante. Estamos nos defrontando com várias guerras e nela estou inserido, dos pés à cabeça, sem tirar nem por, diria mesmo, atolado. E diante disso, como não ficar matelando dos percalços todos e ir insuflando outros para essa necessária resistência?

O mundo não está para brincadeiras. Aqui em Bauru, não se poder dar moleza, nem desacelerar o processo de denúncias e fiscalização dos poderes públicos municipais, pois do contrário, nadam de braçada. Mesmo assim agindo, barbaridades continuam sendo cometidas. Ressaltando que, a Câmara Municipal de Bauru, constituída de 21 vereadores, não cumpre seu papel de fiscalização do Executivo, pois a alcaide contituiu maioria, tendo 17 deles votado aos seu lado de olhos fechados. Como não ser chato diante da continuidade dessa bazófia administrativa, consumindo zilhões em empréstimos muito mal explicados, quase sempre sem projetos convincentes e com gente do staff indicados pelos atuais no poder, vendendo sobras de obras, como se fossem deles?

É dever ser chato. Como não sê-lo com um governador, Tarcísio de Freitas, envolvido e atolado em escândalos financeiros, recebendo dinheiro abertamente do maior escândalo financeiro deste país, o do bando Master, sendo que a mídia pouco se importa com o derrame de corrupção provocado por gente da direita? Ser chato é mais que necessário, pois o Tarcísio quer privatizar nossa alma, vende São Paulo num piscar de olhos e até hoje, inexplicável como o paulista conseguiu eleger um político tão sem propósito, interessado só em fazer coro para a bestialidade advinda dos neofascistas? Mesmo sendo chato e denunciando eles não param de agir nos apunhalando, imagina deixando-os livres, leves e soltos.

E depois, como não ser chato e ficar a todo instante denunciando as barbaridades perpetradas pelos bolsonaristas - não escapa um -, todos prontinhos para apunhalar o país. Percebam, tudo onde existe interesse da classe trabalhadora, lá estarão estes, os perversos de plantão para cravar voto contrário e fazer com qwue estes percam mais e mais direitos. Tenho por obrigação, até de formação, ser mais do chato com estes todos. Eu não consigo ficar quietinho diante de tantas atrocidades. Você consegue? Se também não, deve estar sendo, como, taxado de CHATO.

Não esperem de mim nada ao contrário. Como não ser chato e expor a bestialidade criminosa de líderes como Donald Trump, dos EUA e Benjamin Netanyahu, de Israel, contamzes criminosos, gananciosos bandoleiros, verdadeiros piratas do planeta. Na continuidade destes no poder, o planeta em risco, nossas vidas diariamente sendo submetidas a aceitar a insanidade como mola mestra do mundo. Eu luto contra isso e assim me posiciono. Daí, sou CHATO por natureza, algo como agir naturalmente. Sim, sou chato mas me considero uma pessoa normal, pois ser igual a estes que abomino, isso sim, seria para mim o fim da picada. Daí, por favor, me deixem, me permitam continuar sendo chato, pois para mim, estou no meu normal.

RECADO DO HPA (40) - Enfim, fecho o dia com uma historinha que acabei de ouvir e a transcrevo à mão.

terça-feira, 10 de março de 2026


ESTE É O MELHOR PAPEL QUE A UNIVERSIDADE PÚBLICA PODE TER DIANTE DE UMA ADMINISTRAÇÃO PROPONDO DILAPIDAR ESPAÇO PÚBLICO
Hoje tive uma notícia mais que alvissareira, diria, radiante e pra festar muito. A administração pública municipal da alcaide, dita por mim, incomPrefeita Suéllen Rosin está dando como favas contadas, tudo engatilhado, aliada com a especulação imobiliária para passar nos cobres toda a área do Aeroclube Bauru, nosso tradicional aeroporto, localizado em área nobre da cidade, tendo de um lado a avenida Getúlio Vargas e de outro a Octávio Pinheiro Brisola. Foi um contenta com lances mirabolantes e alguns ainda não bem esclarecidos, mas pelo que sabe, a alcaide ganhou e a Prefeitura foi considerada dona do imóvel e assim pode dispor dele como bem entender.

Quando tudo já deve estar sendo planejado intramuros, com retaliações do espaço já sendo delimitadas, eis que, hoje tomo conhecimento de algo, que desponta no horizonte, não para reverter a situação, mas para criar empecilhos, botar mais lenha na fogueira e fazer com que tenhamos continuidade na discussão do uso daquela área com finalidade meramente especulativa.

Conto tudo. No próximo dia 18/03, quarta, às 14h, na sala 1, campus da Unesp Bauru, um debate proposto pela FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design de Bauru, denominado "REINSERÇÃO DA ÁREA DO AEROCLUBE BAURU - NA CIDADE E NO TERRITÓRIO". Serão três palestras. Na primeira, "Reinserção simbólica e identitária", com o engenheiro, ex-prefeito e ex-deputado federal Antonio Tidei DE Lima. Na segunda, "Reinserção ambiental e ecológica", com o engenheiro agrônomo e diretor do Jardim Botânico de Bauru, Luiz Carlos de Almeida Neto. Na terceira, "Reinserção funcional e programática", pelo arquiteto, urbanista e professor aposentado da Unesp Dr José Xaides Alves. A organização é de três brilhantes e atuantes professores/doutores da Unesp Bauru, Adalberto Retto Jr, Kelly Magalhães e Maira Dias.

Foi a melhor notícia do dia. Quando tudo parecia já estar destinado a avacalhação, ou seja, contenda perdida, eis que algo desponta no horizonte e advindo de onde deveria mesmo florescer algo neste sentido, de técnicos entendidos deste assunto, o discutindo do aproveitamento de áreas urbanas para fins de benefício real para a população de uma cidade. Este o real e soberano papel da univerdade pública, o de questionar imbecilidades e provocar a reversão, quando passam de todos os limites. Sim, sou duro e escrevo palavras duras, pois não vejo outra maneira de tratar o tema, ou seja, deram um jeito de retalhar o Aeroclube e podem até fazê-lo, mas terão que passar vergonha e o fazer de cabeça baixa.

Espero o debate com muita ansiedade, pois diante de uma cidade praticamente calada, contida e sem reação, eis o princípio de algo alvissareiro. Que se juntemos todos nessa causa e passemos a defender o que ainda pode ser defendido, antes do grande mal ser colocado em execução. Pelo que sei, tudo está sendo lançado no dia de hoje e assim como fiz, outros repitam e compartilhem, espalhem a ideia, pois o momento é este e amanhã pode ser tarde demais. Diante de muita gente aceitando tudo calado, ver a universidade pública reagindo, pronta para defender com ideias bem fundamentadas o que ainda nos resta de solo e edificações integradas com o bem estar de uma cidade, eis um ótimo motivo para nos juntarmos a eles e encorpados, lutar pela sua não deterioração e destruição. Seria bom estarmos todos bem representados lá no dia 18, prontos para defender Bauru de predadores, muitos como lobos em pele de cordeiro, se fingindo de defensores da cidade, mas prontos para passar tudo nos cobres. Reagir é preciso e se faz necessário.

O APROVEITAMENTO FINAL QUE UM BOM LIVRO PODE NOS DAR
Quando termino a leitura de um novo livro, logo me ponho a ficas repetindo as frases ali lidas. Ainda mais quando ester livro é de um frasista de mão cheia, MILLÔR FERNANDES. Este último dele, o "Papáverum Millôr" é dos mais antigo, editado pelo Círculo do Livro, 1974, condensando sua produção literária poética de 1954 a 1969, ou seja, escritos de mais de 50 anos atrás. Muitos mais atuais do que nunca. Poesia não envelhece.
E num mundo muito conturbado, como atual, ler algo como o contido neste livro, me faz rir, refletir, divagar e constatar, pioramos muito enquanto ser humanos. Vejam isso:
- "LUTA DE CLASSES - Estava o rei lavando pratos/ Depois de enxugar os garfos./ A rainha dava trato aos móveis/ Vasculhava a sala, a copa e o salão/ deixando aos principezinhos a tarefa/ De encerar o chaão/ Enquando a criada na varanda/ Deitada numa rede de fina ciontextura/ Lia um livro de aventura/ Quando entrou um rei vizinho/ De um reinado bem maior/ E bem baixinho, bem baixinho/ Ofereceu à criada/ Um emprego melhor".
- "Há os que sabem antropologia/ E os que ignoram trigonometria. / Só de mim ninguém pode falar nada:/ Minha ignorância/ Não é especializada".
- "Proponho uma regra bem humana:/ Todo homem de bem tem o direito/ A uma canilhece por semana".
- "Quem morará no Brasil no ano dois mil?/ Que pensará o imbecil/ No ano dois mil?/ Haverá imbecis?/ Militares ou civis?/ Que restará a sonhar para o ano três mil/ No ano dois mil?".
- "Ah, ser chato é muito diferente/ De suportar um chato/ Suportar é quase doloroso/ Mas sê-lo/ É delicioso".
- "O homem antigamente/ Chamado 'picareta'/ É hoje/ Se não me engano/ O public relations/ Do ano".
- "O mundo é um palco/ Me disseram/ Mas veja o papel/ Que me deram".
- "Você luta, trabalha/ Dá um durto danado/ E quand osenta, contente, / Está ultrapassado".
- "A pomba plástica da tecnologia/ (ao acabar a última guerra)/ Voa com um ramo ionizado de oliveira/ Sobre os robôs que herdaram a terra/ Mas o último gemido/ Deste mundo/ Não será o do homem/ Bombardeado/ Será o do robô ficando só/ Morrendo enferrujado".
- "Saio sempre do cinema/ Com o sentimento desagradável/ De que se não houvesse a crítica/ Teria achado formidável".
- "Três coisas sem fim e sem compensação:/ a busca da verdade,/ a luta pela liberdade,/ a prática da liberdade".

segunda-feira, 9 de março de 2026


SEGUNDA E EU JÁ COM SONO, ENVELHECI, DEITO CEDO, NÃO SEM ANTES...

PASSA O TEMPO, IMPOSSÍVEL ESQUECER DESSA OCORRÊNCIA NA RONDON
Impossível passar perto do famoso trevo que dá entrada - e saída - para Bauru, avenida Nações Unidas com rodovia Marechal Rondon e não recordar do ali ocorrido em 2022, quando dias antes um conglomerado de bauruenses se reune no pátio da Havan, justamente com um dos filhos de Bolsonaro. Logo a seguir, tudo combinado, plano engendrado em requintados lugares destas plagas, feito de comum acordo com muita gente graúda desta terra, recheada de golpistas, quando interrimpem o tráfego da rodovia e surge assim do nada, um caminhão de som, com um locutor esbravejando a favor da insurreição golpista. O local foi se enchendo de verdes-amarelos e a voz irradiando pelos microfones não era conhecida, ou seja, foi importada, veio atuar aqui a soldo de algo previamente preparado. Foram tempos sombrios, quando ser contra aquilo e circular pelas imediações era mais que perigoso. Lembro que, um dia ousei ir ao supermercado Confiança Flex, ali ao lado, com camiseta com temas contrários e a atendente do caixa me alerta: "Você é muito corajoso. Esse pessoal aí fora é muito perigoso. Eu vejo o que fazem e fico quietinha". Sim, a direitona fascista é perigosa, diria mesmo, criminosa. Aquilo tudo ali ocorrido hoje faz parte da história, porém não é coisa do passado, pois quem bancou aquilo tudo, os bauruenses que não só apoiaram, como financiaram a invasão e bloqueio da rodovia, depois aquela bazófia defronte o quartel da rua Bandeirantes estão quietinhos, impunes e como o avestruz, com a cabeça enfiada num buraco. Mas o que fizeram naqueles dias na rodovia, com cobertura policial de toda espécie, inclusive com helicóptero, é inesquecível e marca definitivamente o citado trevo.

PORQUE NÃO DEVEMOS FUGIR DE QUEM SÓ QUER CONVERSAR
Essa se deu defronte minha casa, na praça!Salim Haddad Neto, a redonda detrás do Habib's da Nações. Num dos bancos, sempre tem gente meio que sem rumo. Param para descansar ou mesmo tentar ver qual vai ser o passo seguinte. Passo por ali e sobre o banco muitos papelões e um chinelo largado ao léu. Assunto, olho para os lados e alguém vem na minha direção. Ele gesticula e me chama: "Ei, posso lhe falar?". 

Nesses momentos, até como autodefesa, ficamos da defensiva. Bobeira pura, pois a abordagem não representava perigo algum. Na verdade, nos borramos por pouca coisa. Ele se aproxima e diz gostar demais daquela praça e me pergunta: "O senhor mora aqui por perto?". Respondo que sim e a partir daí iniciamos longa conversa, contando circular pela cidade inteira e gostando muito de ali descansar. "Tenho preferência pelos finais de tarde, quando os pássaros estão em revoada. Deito e fico vendo a festa nas árvores. A gente devia voar, como os pássaros, não acha?". 

O negócio foi longe. Poderia discorrer muito mais. Saio de lá e sigo meu caminho. Só depois me dei conta. Ele nada me pediu. Queria só conversar. Antes da despedida, pede para observar os pássaros: "Olhe, eles conversam muito entre si e eu sinto muito falta de conversar. Desculpe se lhe atrapalhei em algo".

Eis porque, como diz o ditado, é conversando que a gente se entende. Aprendi.
Obs: O moço chegando com o cão não tem nada a ver com o dono dos papelões. Ele só passava por ali, momentos depois do ocorrido.

PESSOAS CONSCIENTES E CORAJOSAS SÃO A SALVAÇÃO DESTE MUNDO
"Em tempos de silêncio conveniente, ver gente da cultura se posicionando é um sopro de honestidade. O cineasta Kleber Mendonça Filho lembra algo básico: jornalismo não é torcida organizada, e muito menos militância disfarçada de notícia. Quando alguém com projeção pública decide não se calar diante de distorções e manipulações, não está “se metendo em política”. Está apenas exercendo consciência cidadã. Isso é massa!", MALU PORTO.