APÓS O DIA NACIONAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA, EIS A SITUAÇÃO DO JORNALISMO INVESTIGATIVO EM BAURUEscrevo isso após uma conversa com dileto amigo, jornalista de uma cepa hoje em falta, o investigativo. O faço também, justamente neste momento, pois o dia 7 de junho é comemorado o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. A data foi escolhida para marcar um momento histórico: em 7 de junho de 1977, durante a Ditadura Militar, cerca de 3 mil jornalistas assinaram um manifesto exigindo o fim da censura e a instauração de uma imprensa livre no Brasil. E diante da data e da conversa, tento analisar a quantas anda este tal de JORNALISMO INVESTIGATIVO aqui em Bauru.
Hoje, infelizmente, ele deixou de existir na cidade e se ainda respira por aparelhos, isso se deve a ações isoladas de alguns poucos jornalistas, estes atuando de forma isolada e sem respaldo garantidor de empresas jornalísticas. Essas empresas na cidade estão praticamente reduzidas a pó. Nosso único jornal impresso, o JC - Jornal da Cidade é semanal, possui time reduzido de profissionais e sem condições de bancar continuidade de matérias de cunho investigativo, essas demandando mais tempo, apuração levando tempo. Os recursos miaram e se limitam a contratar, vez ou outra, um profissional do ramo, como o faz com Nelson Gonçalves, para matérias semanais. Ele se desdobra, em condições próprias e assina ainda boas matérias. No mais, vejo matérias de cunho histórico, ótimas por sianl, mas nada relevante para o momento.
No mais, no meio do rádio isso se findou há um bom tempo. Temos colunistas e estes se limitam a dar opinião, segundo sua percepção pessoal do fato. Perdemos a Auri-Verde, hoje mera reprodutora de material bolsonarista, como dias atrás fez questão de reafirmar no ar, o condutor do espólio, o indefectível Alexandre Pittolli. Deixou de praticar jornalismo faz tempo e hoje virou algo pago para fazer propaganda do fascismo e seus asseclas. Em todas as demais, nada de mais profundo, tudo superficial e pior, tudo muito contido. Sempre existiu no jornalismo bauruense um certo receio, medo de avançar o sinal, pois como se sabe os donos do poder local são implacáveis. Poucos se arriscam a contrariar interesses destes, pois a partir daí as portas se fecham em definitivo.
Na TV, nenhum arroubo além da notícia do fato, quando este acontece. Não existe ninguém se aprofundando nos temas mais candentes na cidade, como averiguar em detalhes o que de fato está em curso dentro da atual administração municipal. Quem faz isso? Quem está indo atrás de uma suspeita e a vasculhando na sua continuidade? Não o fazem, por interesses da empresa jornalística e também por falta de recursos. As verbas publicitárias minguaram e não permitem nada além de pagar os salários de seus funcionários. Se algum acontecimento ocorre fora do horário padrão, praticamente deixa de ser notícia ou a matéria é meramente para comunicar algo ter ocorrido, sem nenhum aprofundamento.
A crítica aqui sendo feita é algo de um cenário, onde é impossível desdizer ou negá-lo, pois está mais do que evidente, espécie de fratura exposta do jornalismo local, quiçá brasileiro. Como bancar algo fora do atual cenário? Difícil, primeiro pelo fato já citado, o de poucos estarem dispostos a bater de frente com os interesses dos donos do poder local, depois sem recursos, nada vai acontecer. E, desta forma e jeito segue o jornalismo local, diante de uma infinidade de denúncias mais do que sérias, porém tudo sendo tratado de forma superficial. Olho para trás e vejo algo no passado, onde encontro bom material investigativo, longe de perseguições, mas sim de produção de conteúdo sério, árduo trabalho para desmontar estruturas corruptas, violentas e danosas ao patrimônio, principalmente o público. Hoje, mesmo com o latente descalabro, quem o pratica segue quase imune, pois tudo é dito e feito de forma muito superficial. Sinal dos tempos e, infelizmente, sem nenhuma perspectiva de luz no final deste túnel.
CENSURA** Entenda como é viver hoje nos EUA, um dos países sede da Copa do Mundo 2026 e o mais opressor do planeta:
"Leen Hijaz, de 17 anos, faria o discurso de formatura na Clayton High School, na Carolina do Norte. Ela disse: "Aqui nós temos uma voz e o privilégio de ter a liberdade de usá-la, enquanto no mundo há aqueles que precisam lutar e sofrer para serem ouvidos". Em seguida, mencionou "os milhões que sofrem na Palestina, no Sudão, no Congo, no Afeganistão e as famílias separadas pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos)". Ela não pôde continuar; o diretor da escola, num claro ato de censura, tirou-lhe o microfone", da coluna PIRULO DE TAPA, edição de hoje do diário argentino, Página/12, o que ainda de melhor temos na imprensa latina.
DEFENDENDO O PIX E COLOCANDO OS TRAIDORES DA PÁTRIA NA CADEIA
"Leen Hijaz, de 17 anos, faria o discurso de formatura na Clayton High School, na Carolina do Norte. Ela disse: "Aqui nós temos uma voz e o privilégio de ter a liberdade de usá-la, enquanto no mundo há aqueles que precisam lutar e sofrer para serem ouvidos". Em seguida, mencionou "os milhões que sofrem na Palestina, no Sudão, no Congo, no Afeganistão e as famílias separadas pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos)". Ela não pôde continuar; o diretor da escola, num claro ato de censura, tirou-lhe o microfone", da coluna PIRULO DE TAPA, edição de hoje do diário argentino, Página/12, o que ainda de melhor temos na imprensa latina.
O João do Pix
— E aí, João, beleza?
Ele olhou por cima do carrinho, com o celular na mão e uma garrafa d’água já separada.
— Beleza nada, mas vai indo. Vai querer uma?
— Hoje eu quero é trocar uma ideia.
— Ih, quando começa assim vem bomba - riu irônico.
— Vem mesmo. Mas é bomba que pode cair no teu Pix.
Ele riu, meio desconfiado.— Meu Pix? Meu Pix é trabalhador, parceiro. Cai na hora. Não reclama. Nunca pede folga, não ramela.
Já vi João vendendo água, bala, paçoca, capinha de celular, pares de meia, guarda-chuva quando o tempo fecha. Esse corre pequeno que segura muita casa. Antes, quando alguém parava e falava “tem cartão?”, ele já sabia que vinha problema. Ou perdia a venda, ou passava na maquininha e deixava um pedaço do dinheiro pelo caminho.
— Pô, isso aí me salvou — ele disse, apontando para o QR Code colado no carrinho. — O cara compra uma água de três conto, manda três conto. Compra duas, manda seis. Cai na hora. Eu já compro gelo, já pago fornecedor, resolvo minha vida. Antigamente era um tal de taxa, aluguel de máquina e o cambau. Tinha um sócio sugador.
— Alguém que nem carregou o isopor.
— Aí que tá. Eu no sol, o outro mordendo de longe.
Ficamos um pouco quietos. Passou um rapaz, pegou um drops e uma água, fez o Pix e saiu andando.
— Caiu? — perguntei.
— Caiu. Na hora. É por isso que eu falo: pode falar mal de um monte de coisa, mas esse negócio aqui funcionou. Pra nós funcionou.
Aí eu falei:
— Então presta atenção na malandragem. Essa história dos Bolsonaro com os Estados Unidos não é longe da tua vida.
Ele fez cara feia.
— Ah, política, mano? Os caras lá roubando, brigando, fazendo vídeo, e eu aqui correndo atrás do meu. E você vem aqui rezar pro Lula? O que eu tenho a ver com isso?
— Tem a ver porque os bolsonaro foramlá pedir pro Trump enquadrarem PCC e CV como organização terrorista.
— Mas facção tem que se ferrar mesmo, tem que passar o rodo.
— Claro. Ninguém está defendendo facção, João. O papo é outro. Quando os Estados Unidos botam esse carimbo, eles não estão só falando de polícia e bandido. Eles mexem com banco, transferência, suspeita, bloqueio, regra financeira. Eles começam a olhar para o dinheiro que circula no Brasil com a régua deles.
Ele ficou sério.
— Mas aí pega quem?
— Pode pegar muita coisa. Banco. Empresa. Sistema financeiro. E no meio disso entra o Pix. Porque vão dizer que facção usa Pix, que o dinheiro passa por conta pequena, que precisa vigiar mais, limitar mais, bloquear mais.
— Mas vagabundo usa tudo, pô. Usa carro, usa celular, usa internet. Vai acabar com celular também?
— Essa é a conversa.Ele coçou o queixo e olhou de novo para o QR Code.
— Pera aí. Então o cara usa o crime como desculpa e depois sobra pra todo mundo?
— Exato.
— Aí é foda.
— É.
— Porque quem tem dinheiro dá um jeito. Quem tem contador dá um jeito. Quem tem advogado dá um jeito. Agora eu, se o banco bloqueia minha conta numa sexta, eu faço o quê? Vou explicar pra robô? Vou ligar em central? Vou mandar documento? Enquanto isso, não compro gelo, não pago mercadoria, não vendo.
— É isso.
Ele guardou uma nota amassada no bolso e continuou:
— E os caras falam que defendem o Brasil, né?
— Falam.
— Mas correm pros americanos?
— Correm.
— Pra americano dizer o que o Brasil tem que fazer?
— Isso.
Ele soltou uma risada seca.
— Aí é muito louco. Quando é povo de fora falando de floresta, de direito humano, essas coisas, eles gritam soberania. Quando é americano botando a mão em banco, em polícia, em dinheiro, aí pode?
— Para eles, pode.
— Então só é justo quando atrapalha a grana deles.
— Mais ou menos isso.
— Mais ou menos nada. É isso mesmo.
A conversa parou aí por alguns segundos. O barulho de ônibus, buzina, gente passando, um cara pedindo informação, outro perguntando se aceitava Pix. Aceitava. Claro que aceitava. Todo mundo aceitava. O Pix virou parte da rua. O dinheiro curto circulando. A venda pequena chegando inteira. O trabalhador fazendo conta na cabeça e conseguindo fechar o dia com um pouco menos de perda.
O João voltou no assunto:
— Sabe o que é pior? Os caras nem pensam em nós. Eles fazem o jogo deles lá em cima e sobra pra quem está aqui embaixo. Se começa essa palhaçada de bloquear, limitar, desconfiar de tudo, quem dança primeiro sou eu.
- É, João, você e o cara da marmita. A mulher do bolo. O moleque que faz entrega. A manicure. O pessoal que vive de pingado.
— E tudo em nome do combate ao crime.
— Combate ao crime no meu Pix? Vai combater crime onde o crime na pqp. Vai atrás de lavagem grande, de banco grande, dos cabecoes, de carga, de arma. Agora vem encher o saco de quem vende água?
Era ali que a coisa ficava clara. O João não precisava de aula sobre geopolítica. Ele tinha entendido pela prática. O problema não era combater PCC ou CV. O problema era político brasileiro chamar governo estrangeiro para produzir efeito interno e, no caminho, abrir risco para uma infraestrutura que virou parte da vida popular brasileira.
O Pix não é tecnocracia. É soberania no cotidiano, no dia a dia. É o trabalhador receber sem entregar uma parte de cada venda para intermediário. É o dinheiro pequeno circular com menos mordida. É uma tecnologia pública funcionando onde quase tudo funciona contra.
A família Bolsonaro fala grosso contra o crime, mas aceitou colocar o Brasil na mira da regra dos outros. Fez pose de valentia em Washington e deixou a conta para o João pagar no carrinho.
Ele resumiu melhor do que qualquer analista:
— Então é isso? Os caras vão lá lamber bota de gringo, fazem graça pra internet, e depois eu que posso perder meu Pix?
— É isso.
— Puta que pariu.
Pegou outra garrafa, vendeu, recebeu no celular e olhou a tela.
— Caiu.
Caiu. Por enquanto, caiu.
E talvez seja essa a cena inteira. Enquanto o dinheiro do João ainda cai, a gente entende o tamanho da disputa. Eles chamam de segurança. Chamam de combate ao terrorismo.
Na rua, o nome é outro.
É mexer na vida de quem trabalha. Pode chamar de extorsão.
Ricardo Queiroz Pinheiro
— E aí, João, beleza?
Ele olhou por cima do carrinho, com o celular na mão e uma garrafa d’água já separada.
— Beleza nada, mas vai indo. Vai querer uma?
— Hoje eu quero é trocar uma ideia.
— Ih, quando começa assim vem bomba - riu irônico.
— Vem mesmo. Mas é bomba que pode cair no teu Pix.
Ele riu, meio desconfiado.— Meu Pix? Meu Pix é trabalhador, parceiro. Cai na hora. Não reclama. Nunca pede folga, não ramela.
Já vi João vendendo água, bala, paçoca, capinha de celular, pares de meia, guarda-chuva quando o tempo fecha. Esse corre pequeno que segura muita casa. Antes, quando alguém parava e falava “tem cartão?”, ele já sabia que vinha problema. Ou perdia a venda, ou passava na maquininha e deixava um pedaço do dinheiro pelo caminho.
— Pô, isso aí me salvou — ele disse, apontando para o QR Code colado no carrinho. — O cara compra uma água de três conto, manda três conto. Compra duas, manda seis. Cai na hora. Eu já compro gelo, já pago fornecedor, resolvo minha vida. Antigamente era um tal de taxa, aluguel de máquina e o cambau. Tinha um sócio sugador.
— Alguém que nem carregou o isopor.
— Aí que tá. Eu no sol, o outro mordendo de longe.
Ficamos um pouco quietos. Passou um rapaz, pegou um drops e uma água, fez o Pix e saiu andando.
— Caiu? — perguntei.
— Caiu. Na hora. É por isso que eu falo: pode falar mal de um monte de coisa, mas esse negócio aqui funcionou. Pra nós funcionou.
Aí eu falei:
— Então presta atenção na malandragem. Essa história dos Bolsonaro com os Estados Unidos não é longe da tua vida.
Ele fez cara feia.
— Ah, política, mano? Os caras lá roubando, brigando, fazendo vídeo, e eu aqui correndo atrás do meu. E você vem aqui rezar pro Lula? O que eu tenho a ver com isso?
— Tem a ver porque os bolsonaro foramlá pedir pro Trump enquadrarem PCC e CV como organização terrorista.
— Mas facção tem que se ferrar mesmo, tem que passar o rodo.
— Claro. Ninguém está defendendo facção, João. O papo é outro. Quando os Estados Unidos botam esse carimbo, eles não estão só falando de polícia e bandido. Eles mexem com banco, transferência, suspeita, bloqueio, regra financeira. Eles começam a olhar para o dinheiro que circula no Brasil com a régua deles.
Ele ficou sério.
— Mas aí pega quem?
— Pode pegar muita coisa. Banco. Empresa. Sistema financeiro. E no meio disso entra o Pix. Porque vão dizer que facção usa Pix, que o dinheiro passa por conta pequena, que precisa vigiar mais, limitar mais, bloquear mais.
— Mas vagabundo usa tudo, pô. Usa carro, usa celular, usa internet. Vai acabar com celular também?
— Essa é a conversa.Ele coçou o queixo e olhou de novo para o QR Code.
— Pera aí. Então o cara usa o crime como desculpa e depois sobra pra todo mundo?
— Exato.
— Aí é foda.
— É.
— Porque quem tem dinheiro dá um jeito. Quem tem contador dá um jeito. Quem tem advogado dá um jeito. Agora eu, se o banco bloqueia minha conta numa sexta, eu faço o quê? Vou explicar pra robô? Vou ligar em central? Vou mandar documento? Enquanto isso, não compro gelo, não pago mercadoria, não vendo.
— É isso.
Ele guardou uma nota amassada no bolso e continuou:
— E os caras falam que defendem o Brasil, né?
— Falam.
— Mas correm pros americanos?
— Correm.
— Pra americano dizer o que o Brasil tem que fazer?
— Isso.
Ele soltou uma risada seca.
— Aí é muito louco. Quando é povo de fora falando de floresta, de direito humano, essas coisas, eles gritam soberania. Quando é americano botando a mão em banco, em polícia, em dinheiro, aí pode?
— Para eles, pode.
— Então só é justo quando atrapalha a grana deles.
— Mais ou menos isso.
— Mais ou menos nada. É isso mesmo.
A conversa parou aí por alguns segundos. O barulho de ônibus, buzina, gente passando, um cara pedindo informação, outro perguntando se aceitava Pix. Aceitava. Claro que aceitava. Todo mundo aceitava. O Pix virou parte da rua. O dinheiro curto circulando. A venda pequena chegando inteira. O trabalhador fazendo conta na cabeça e conseguindo fechar o dia com um pouco menos de perda.
O João voltou no assunto:
— Sabe o que é pior? Os caras nem pensam em nós. Eles fazem o jogo deles lá em cima e sobra pra quem está aqui embaixo. Se começa essa palhaçada de bloquear, limitar, desconfiar de tudo, quem dança primeiro sou eu.
- É, João, você e o cara da marmita. A mulher do bolo. O moleque que faz entrega. A manicure. O pessoal que vive de pingado.
— E tudo em nome do combate ao crime.
— Combate ao crime no meu Pix? Vai combater crime onde o crime na pqp. Vai atrás de lavagem grande, de banco grande, dos cabecoes, de carga, de arma. Agora vem encher o saco de quem vende água?
Era ali que a coisa ficava clara. O João não precisava de aula sobre geopolítica. Ele tinha entendido pela prática. O problema não era combater PCC ou CV. O problema era político brasileiro chamar governo estrangeiro para produzir efeito interno e, no caminho, abrir risco para uma infraestrutura que virou parte da vida popular brasileira.
O Pix não é tecnocracia. É soberania no cotidiano, no dia a dia. É o trabalhador receber sem entregar uma parte de cada venda para intermediário. É o dinheiro pequeno circular com menos mordida. É uma tecnologia pública funcionando onde quase tudo funciona contra.
A família Bolsonaro fala grosso contra o crime, mas aceitou colocar o Brasil na mira da regra dos outros. Fez pose de valentia em Washington e deixou a conta para o João pagar no carrinho.
Ele resumiu melhor do que qualquer analista:
— Então é isso? Os caras vão lá lamber bota de gringo, fazem graça pra internet, e depois eu que posso perder meu Pix?
— É isso.
— Puta que pariu.
Pegou outra garrafa, vendeu, recebeu no celular e olhou a tela.
— Caiu.
Caiu. Por enquanto, caiu.
E talvez seja essa a cena inteira. Enquanto o dinheiro do João ainda cai, a gente entende o tamanho da disputa. Eles chamam de segurança. Chamam de combate ao terrorismo.
Na rua, o nome é outro.
É mexer na vida de quem trabalha. Pode chamar de extorsão.
Ricardo Queiroz Pinheiro





















NÃO É DELA, É NOSSO... E NÓS PAGAMOS A CONTA ! A CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU VAI CONTINUAR SENDO OMISSA E CONIVENTE ?", Coaracy Domingues.
. Fora prefeita ....foraaaa.....", Sidnéia Paiva.








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84 anos e ainda trabalha, trabalha muito. Ele faz sapatos lindos, faz botas dos mais diversos modelos. 



Ele fez muitos sapatos pra mim, na minha infância. Sapato do tecido do vestido.
Era moda. Fez muitas bolsas pra minha mãe, sapatos também. O pai dele, seu Pedro Fabiano, usando essa máquina aí da foto, fazia as chuteiras do seu Dondinho, pai do Pelé.
Seu Fabiano tem muitas histórias...
Pessoa espetacular, muito educado, super caprichoso com o trabalho. Até hoje ele dá jeito nos meus sapatos e bolsas.
Que Deus o fortaleça!






