sábado, 26 de setembro de 2026

 O PT ESTÁ NAS RUAS - HOJE EM BAURU 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O QUE DIZER SOBRE O FIM DAS BETS
Jogos de azar servem mesmo para limpar, esvaziar os bolsos de incautos, desavisados e pessoas em busca de uma tábua de saslvação, algo que os tire da atual situação. Isso muito perceptível. Quem mais joga hoje, não o pratica só por vício, mas o faz em busca da esperança de ganhar e saldar aquela pendência que o atormenta. E, como desconheço quem tenha ganho algo de concreto nestes jogos das BETs, trata-se de uma arapuca, uma enganação sem precedentes. Se não existe ganhador, a trama envolvendo estes jogos é pérfida e enriquece uns poucos, os donos do negócio, deixando ainda em maior desespero quem joga em busca de ganhar e cumprir seus compromissos. O discurso e a propaganda dessas BETs é algo surreal, tudo de uma ilegalidade escancarada e sua continuidade só continuaria a despejar a desgraça entre quem nela acredita para resolver seus problemas.

Escrevi alguma novidade? Nenhuma. E daí, por que tudo continuava a rolar sem que as autoridades não tomassem uma atitude? Tudo nessa vida hoje é movido por interesses. Tem muito dinheiro em jogo e neste caso, percebe-se isso pela propaganda que as BETs acintosamente faziam, inclusive pela TV, quando se passava por mocinhos neste filme, sendo na verdade o mais vil bandido. Já havia passado e muito da hora de uma atitude contra essas empresas, lesando diariamente a renda dos brasileiros. Algo precisava e foi feito. A pouca vergonha estava estabelecida e essa, pagava para se manter em atividade e na enganação dos apostores. 

Eu nunca joguei nessas bobeiragens a nos ludibriar. Passava ao largo. Não sei nem como faz para jogar. Sei não ter perdido nada em me manter distante. Certa feita estive em Las vegas, nos EUA, me hospedando num hotel que era um verdadeiro cassino. Aquela imensidão de máquinas postadas no saguão e por elas passei sem ter o mínimo interesse em aprender e jogar um centavo que fosse. Também me orgulho de nunca ter entrado num dos antigos bingos, que também infestaram este país tempos atrás, lesando os bolsos de muita gente. É certo da existência de um atrativo aproximando a pessoa desses jogos e na continuidade, o vício e a perdição. Joguei sim, muito tempo atrás no Jogo do Bicho, esse também uma roleta onde não se conhece como é feito o sorteio e neste caso, vez ou outra, um ganhador para estimular o jogador, que pode ser o próximo. Fico no lúdico do Jogo do Bicho, com seus animais todos e dele também me mantenho distante. Enfim, até gosto de jogar dinheiro fora, mas prefiro fazê-lo em bobeiragens palpáveis e não nisso tudo, sem nenhum tipo de retorno.

Escrevo isso tudo para ir na veia dos últimos acontecimentos. O presidente Lula, através de um decreto acabou com a farra das BETs no Brasil. Não existe a boazinha e a maléfica, pois todas fazem parte de um conglomerado armado para ludibriar a fé pública. Se isso irá prejudicar o futebol brasileiro, precisamos entender como e dos motivos dessas empresas terem ido atrás dos nossos clubes, para atráves do amor pelos clubes, incentivar a desenfreada jogatina. Os clubes ganhavam muito, porém, o povo estava sendo enganado. Lula acertou e, para mim, até demorou para dar um breque em tudo. Lembro do dia seguinte do fechamento dos Bingos no país e agora, teremos também o dia seguinte. Se for preciso, o Governo Federal precisa vir a público e informar como se deva o sistema de enganação. Algo bem elucidativo, detalhado e assim, deixar bem claro, parar com tudo nem o mais sensato, e sim, algo reparativo e até então sem regras. A regra deve ser só uma, era um sistema altamente danoso para os bolsos dos brasileiros. Ponto positivo pára Lula. Aguarda-se agora o pipocar das histórias, contando em detalhes como tantos perderam muito, tudo o que tinham, acreditando em algo que só os enganavam. O fim das BETs já vai tarde.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

APORTEI NA CASA DO IRINEI NJE'A TERENA, NO GASPARINI E FIQUEI IMPRESSIONADO COM SUA PRODUÇÃO ARTÍSTICA

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

 O LADO B VOLTOU E NA RETOMAFA, ROBERTO, O DO SEBO DO BAU, FECHANDO SUAS PORTAS 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

COMENDO PELAS BEIRADAS (189)


O QUE AINDA FAZER NAS RUAS, SEM DESISTIR DE LUTAR ATÉ O ÚLTIMO MINUTO
Meus caros e caras, deixa eu desabafar um pouco. Voltei agorinha mesmo das ruas. Tô cansado. Nos intervalos da chuva, que não pára de cair, fui planfletear nos pontos de ônibus da avenida Rodrigues Alves. Muita gente depois desses últimos dias, eis o que constatei e queria aqui compartilhar.

Creio eu, não adianta mais nenhum tipo de campanha, com folhetos ou mesmo pelas redes sociais em cima da candidatura majoritária. Quem vai votar em Lula ou Flávio já está mais do que decidido. Aconteça o que acontecer, daqui por diante, o que tinha que ser feito já foi. Eu entendo que, o eleitorado que vota no Flávio pode até não gostar dele, como gosta ainda do pai, não votarão em Lula de jeito nenhum. Aconteça o que acontecer, não mudarão seu voto. Já aconteceu quase de tudo. Flávio está envolvido em todas as falcatruas possíveis. Nada cola na mente desse eleitorado que os faça mudar da ideia de votar nele. Para mim, existe um ódio ao PT/Lula/esquerda e está enraizado até a medula. Não sei se esse povo cansou do PT ou tiveram a cabeça feita, a tal da lavagem cerebral, mas com estes nem que Flávio mate a mãe, não mudarão seu voto.

São Paulo e os estados sulistas continuarão muito conservadores. E se, o Nordeste novamente marcar presença, na demonstração do amor por Lula - não pelo PT, viu! - temos aqui uma enorme possibilidade de vitória. O que está valendo ainda estar nas ruas é pelas candidaturas ao Senado e para o Legislativo. Senti isso hoje, como uma população ainda bem indefinida em quem irá votar pro Senado e pras Assembléias. Quanto a Lula e Haddad, creio que a votação já esteja sacramentada.

Eu não desisto nunca, mas é mais do que perceptível esse ódio quando chego me apresentando como petista. Antes era pior. Na eleição passada corríamos o risco de apanhar e ser presos - e alguns foram. Hoje não mais, mas a rejeição, pelo menos aqui no Sudeste é gritante.

Volto também de um evento hoje num campus universitário público e por lá, uma aprovação imensa para Lula/Haddad. No meu entender, com estes não se faz necessário mais fazer campanha pro majoritário. O voto em Lula/Haddad será maioria, mas nas ruas o buraco é mais embaixo. Fazer campanha entre os que a gente já, mais ou menos conhece em quem vai votar é ficar feliz antes da hora, já sair pela aí, cidade afora, na amostragem, levo um susto a cada dia em que boto a cara na rua. São as minhas impressões e assim mesmo, creio, tomara que Lula vença no 1º Turno, pois ando tenso além de todos os meus limites.

FOI UM DOS MELHORES DISCURSOS DE UM PRESIDENTE NA ONU - LULA SE SUPEROU E DAÍ, A PERGUNTA, COMO O POVO BRASILEIRO PODE ESTAR INDECISO E PENDER PARA ALGUÉM NA CONTRAMÃO DE NOSSA SOBERANIA?
Presidente Lula discursa na 81º Assembleia Geral da ONU. Assistam o pronunciamento, todo sem leitura de algo pronto, de improviso: 

LULA NA ONU E A MANIPULAÇÃO DO JORNAL NACIONAL, trechos texto de Ângela Carrato

Qualquer estudante de primeiro período de Jornalismo sabe que a principal chamada do Jornal Nacional, na edição desta terça-feira (22/9), deveria ter sido para o discurso do presidente Lula, na abertura dos trabalhos da ONU.

Nos meios políticos, nacional e internacional, a fala de Lula estava sendo muito aguardada, porque representava um momento de confronto da posição multilateralista e em defesa da soberania nacional com o autoritarismo e o imperialismo expressos por Donald Trump. Apesar de ter feito um discurso exemplar, abordando a falência do atual modelo da ONU, em que algumas potências possuem o anacrônico poder de veto, de reafirmar a soberania nacional -"o Brasil não cabe no quintal de ninguém" - de criticar, sem citar nomes, os Estados Unidos pelas guerras em várias partes do mundo e pela ingerência na América Latina, os editores do JN, do alto de sua subserviência à família Marinho, decidiram que o assunto que deveria abrir a edição era a morte do cantor sertanejo Rick, num acidente de helicóptero. 
Morte de artista em acidente é sempre notícia, mas ela poderia ter sido dada no segundo, terceiro ou mesmo no último bloco do JN, como foi feito com a morte do consagrado jornalista Zuenir Ventura.

(...) Essas foram algumas pirotecnias contra o discurso de Lula, mas estavam longe de dar conta de toda a manipulação colocada em prática nesta edição do JN. Ao invés de mostrar a enorme repercussão e acolhida do discurso de Lula junto aos presidentes e líderes políticos presentes na sessão, como indicam os aplausos que recebeu, o JN diluiu o fato numa chamada insossa e burocrática do tipo: o primeiro dia na agenda de reunião da ONU.
E a manipulação não parou ai. Ao invés de mostrar o discurso de Lula na ordem em que aconteceu, após apenas o do secretário geral da entidade, Antônio Guterres, que se despediu do cargo, o JN se deu o direito de divulgar o discurso de Trump, que foi após o de Lula, antes do de Lula. Para quem não acompanha política internacional, a inversão pode ter passado despercebida, mas foi gravíssima. Ficou parecendo que Trump pautou o discurso de Lula, quando foi exatamente o contrário. Lula, com elegância, deixou nítida a prepotência e o imperialismo de Trump em relação ao Irã, a Venezuela e a Cuba e, sobretudo em relação ao próprio Brasil. Criticou a tentativa de ingerência nas eleições em outubro, reafirmou o compromisso democrático do seu governo e a excelência de nosso sistema eleitoral.

Ao discursar após Lula, Trump gastou 40 minutos - o dobro do tempo sugerido pelo evento - atacando meio mundo, dizendo que faz e acontece e insistindo em designar facções criminosas como o PCC e o CV como terroristas semelhantes à Al Quaeda. Na maior cara de pau, César Tralli, Renata Vasconcellos e alguns repórteres dedicaram minutos e mais minutos para explicar a nova relação de Trump com a Groenlandia, mas não falaram absolutamente nada sobre a pressão de Trump sobre as eleições brasileiras

(...) Ainda bem que Lula resolveu se confrontar a esta turma, ao denunciar o fascismo que ronda a nossa democracia. Ele é o único dentre os candidatos à presidência da República, que não quer privatizar, que é pela ampliação das políticas públicas e entende que riquezas, como petróleo e terras raras, devem ser exploradas em benefício da maioria da população. (...) Dito de outra forma, o JN está fingindo que cobre o governo Lula e a campanha eleitoral. Fingimento que se estende à tal "agenda dos candidatos". Neste espaço no JN, os candidatos de oposição falam qualquer coisa e não há contraditório. Jornalismo não é isso. O fato de ser candidato não isenta a pessoa de ter compromisso com os fatos. (...) Na ânsia de tentar derrotar Lula, o JN está se enterrando e enterrando o tal " "jornalismo profissional' que diz colocar em prática. Se Lula, com este magnífico discurso na ONU, fez história, esta edição do JN também vai entrar para a história. Só que pela porta dos fundos, como material para aula sobre manipulação jornalística.

e não deixando de lado, algo sobre a Terra do Sanduíche, Bauru
UMA ADMINISTRAÇÃO LITERALMENTE MORTA, PEGA NO CONTRAPÉ
Este ignóbil presidente do DAE - ainda funcionando por aparelhos -, com sua declaração pública de incompetência, a de ser uma "Rainha da Inglaterra" dentro da estrutura da atual adninistração de Suéllen Rosin, mãos atadas e só atuando conforme a alcaide lhe envie as ordens é o sinal mais evidente da decrepitude do momento. Sim, todos sabemos, a prefeita deve dar a última palavra, enfim, ela foi a eleita, mas no caso bauruense tem um algo mais já revelado quando o GAECO escancarou como se dava os encaminhamentos para o desfrute da dinheirama derramada nos cofres, os tais 7 bilhões de reais - em 30 anos -, com o contrato do lixo. Algo foi interrompido e agora, outros prováveis esquemas estão em Estado Máximo de Alerta, pois supostamente podem ser descobertos, revelados e estancados.

E daí, logo após o anúncio, com prisões e tudo, do desbaratamento de um grandioso esquema de corrupção, funcionando a pleno vapor dentro da atual administração, surge essa gravação, feita por um funcionário, revelando algo também grave. É do conhecimento geral que, a aprovação pela Câmara de Vereadores da entrega do DAE para as mãos da iniciativa privada, ocorrida nos mesmos moldes do Lixo, com maioria quase absoluta de votos, toque de caixa, sem nenhuma discussão, estava gerando muitas suspeitas. Mesmo assim, tendo maioria dentre os nobres (sic) vereadores, tudo foi consumado e agora, quando a concessionária está pelas ruas, mais perdida que cego em tiroteio, duas empresas atuando no mesmo serviço, bagunça generalizada, latente mal atendimento da população, eis que o presidente do DAE se declara para os funcionários, numa reunião interna e é gravado, com sua fala sendo divulgada aos quatro ventos. O fundo do poço não está próximo, Bauru já este nele.

E o que faz a alcaide? Nada. Ela está inerte, aguardando se algo lhe sobrará de ruim das investigações do outro caso, o do Lixo. O presidente do DAE veio a público, se manifestou ameaçando processar quem o gravou, mas não tocou no nervo ciático da questão, este num processo inflamatório, praticamente sem cura. Pelo visto, vai continuar no cargo. Ele, o presidente do falecido DAE, foi sincero e explicitou como são os procedimentos de sua nada auspiciosa atividade. Está em Bauru há poquíssimo tempo, sendo aqui convidado, como outros, vindo de lugares distantes, para o exercício de funções chaves dentro do desGoverno da incomPrefeita Suéllen Rosin. Dois dos que vieram de fora estão neste momento na cadeia, fazendo de tudo para serem soltos e se bobear, com a prisão se prolongando, prontinhos para contar detalhes do que faziam. A pergunta que menos importa é o fato de serem de fora e o que todos estariam aqui realizando. Nada contra forasteiros serem secretários municipais. Já tivemos alguns históricos em postos chave e se sairam muito bem. O que chama a atenção neste momento é o fato dos dentro da atual administração, terem vindo para o exercício de algo diferente, fora dos padrões da normalidade e do bom desempenho das funções públicas. Se isso for verdade, mais que um problema pela frente.

O temor, assunto de todas as rodas é de que, a administração de Suéllen Rosin seja um grande esquema de negócios ilícitos e que, o agora em evidência, o do Lixo, seja somente um deles. O Gaeco vai nos revelar nos próximos dias, se isso permeando as rodas de conversa pela cidade é mera conversa de comadres ou é algo realmente preocupante. O que todos têm absoluta certeza é que a Câmara de Vereadores aprovava tudo o que a alcaide lhe enviava de projetos, sempre a toque de caixa e nessas duas votações, a o Lixo e DAE, gerando dúvidas enormes, pois não possuiam embasamento suficiente, nem consistência para sua real efetivação. O presidente do DAE, o peixe, que neste momento está a morrer pela boca, só continua no cargo, pois a alcaide está inerte, num estado letárgico, quase vivendo por aparelhos, tanto ter deixado de gerar aqueles seus diários vídeos propagandistícos. Está mais contida e vai deixar a poeira baixar para tomar alguma atitude. E se não baixar, aguardemos o que virá pela frente, talvez até o seu vice, assumindo as rédeas e propondo novo rumo para a cidade. 

Para mim, a administração Suéllen Rosin está com seus dias contados. Como estamos há doze dias de um pleito mais do que importante, os Rosin jogam todas suas fichas em eleger pelo menos a mãe dela como deputada estadual, mantendo-os com alguém da família eleito. Creio, muita água passará por debaixo dessa ponte, no quesito revelações escabrosas dos meandros do modus operandis dessa administração, decretando não só o seu fim, como desbaratando algo muito pior. Não foi por falta de aviso. Os sinais eram evidentes, latentes, pulsantes, gritantes, porém, a sensação de impunidade, de algo maior acobertando tudo, que com a facilidade da concretização, com os procedimentos adotados, inclusive os 17 x 4 dos votos dos vereadores, fizeram com que, alguns não mais tivessem os devidos cuidados e assim, algo veio a público. Agora é puxar o fio dessa meada e Bauru começar tudo de novo. Com esses aí já era. Devem rodar, com suas muitas "rainhas da Inglaterra" e tudo o mais. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (217)


PESSOAS (01) - GLOBALIZAÇÃO DIVINAL NO RESTAURANTE LIBANÊS DE BAURU
Hoje foi um dia de poucas saídas e muitas trombadas. Revi pessoas queridas pelas ruas e das conversações todas, tenho que compartilhar o algo mais, essa divinal proveniência encontrativa, quando tudo converge em situações mais que prazerosas. De casa me partiu um pedido, "traga uma pasta árabe para comermos o pão libanês comprado" e assim passei lá no recanto libanês da cidade, o restaurante Nakahat Al Amana, na Capitão Gomes Duarte, quadra 8, Altos da Cidade. Conheço o lugar e sei, o que sai dessa cozinha é do bom e do melhor. O encantamento, toda vez que volto se dá por vários motivos. Evidentemente, a comida é ótima, a dona do estabelecimento uma simpatia, hoje toda parementada em preto e branco e falante, enfim, as segundas propiciam isso, o da gente estar cheio de expecativas pro resto do que virá pela frente. E diante dela, nos apresentando os pães e pastas todas da sua região, somos cercados por mais duas mulheres, uma cubana e outra haitiana, do seu quadro de funcionárias. Juntaram as três e dei a dica: "Por que não fazem uma noite de cada país, num dia só coisas libanesas, noutra, só cubana e depois uma haitiana?". A proprietária adorou e disse já ter conversado com elas duas sobre o assunto. Disse, logo depois de ter achado lindo isso dessa congregação e união de muitas nacionalidades num só espaço: "Você não viu nada, pois até poucotempo tinha também aqui uma venezuelana, que resolveu voltar para seu país". Ou seja, se o lugar é assim tão receptivo com os remanescentes desses países todos, com toda certeza, deve ser tocado com muito amor no coração. Saí de lá querendo expor isso para tudo o mais e assim o faço neste momento.
Em tempo: Estive lá hoje na companhia da mana Helena Aquino e do carioca Fernando Tobgyal, que também saíram maravilhados de lá, um santuário culinário e der confratenização de povos.

PESSOAS (02) - OMAR HADDAD, CONTINUARÁ TENDO ETERNAMENTE A CARA E IDENTIDADE DE MÉDICO DO ESPORTE CLUBE NOROESTE
Reencontrar o médico, clínico geral e geriatra, Omar Haddad pelas ruas de Bauru é impossível dissociá-lo de algo pelo qual estará unido umbilicalmente pro resto de sua vida, o de ter sido médico do Esporte Clube Noroeste. Lembro dele, em todas as situações possíveis, principalmente nas mais difíceis, quando o time estava em petição de miséria e ele lá, presente e dando o seu quinhão para levar adiante o barco noroestino, sem se importar com a densidade da tempestade. A lembrança dele entrando em campo correndo, carregando aquela pesada maleta, corpão pesado, socorrendo atletas não me sairá nunca da memória. Ele é uma espécie de pessoas mais do que queridas. O conheci bem antes do advento Noroeste, quando morava com a esposa Aydê, na confluência das ruas Julio Prestes com Rio Branco, muito antes do fervo da Feira do Rolo. Foi vizinho da casa de minha avó Maria e tia Sebastiana. Hoje ele estava na feirinha do Tauste e todo reencontro é uma festa, quando me repete algo: "Vá lá me visitar, estou no CDU da Unimed, onde atendo três vezes por semana". Ele não me quer ver como cliente, mas para prosear, algo que sabemos fazer muito bem. Me disse hoje ter se aposentado, parou com as consultas nos pronto atendimentos, hoje só mantendo os três dias no CDU e depois, como vi ali, comprando cebola no supermercado e usufruindo do que a vida lhe proporcinou, após tanto tempo com equipamentos médicos nas mãos. Lembrar algo das aventuras junto do Noroeste é lhe abrir uma inesgotável caixa de memórias. Certa feita, décadas atrás, fui vender chancelas em Limeira e como o Noroeste jogava lá, assistir o jogo noturno e aceitei carona com o time no retorno pra Bauru, oferecida por ele e sabendo que, voltaria sei lá como, pois pelo adiantado do horário, teria problemas pela frente. E mais, naquele dia, vacas magras no Noroeste, desfrutei com o jogadores do jantar daquele dia, pães com mortadela. Era o que tinha. Dr Omar vivenciou isso tudo e muito mais. Qualquer dia vou lá lhe propor contar tudo num livro, o de sua vida pelas estradas da vida, junto do glorioso, centenário e resistente time de futebol de nossa aldeia. Esse tem história e possui um bom humor, difícil de ser encontrado pela aí. Peça mais que rara, única.


PESSOAS (03) - ELIAS BRANDÃO E A HISTÓRIA DO CARA DORMINDO NO SEU PORTÃO
Elias Roberto Brandão é a cara de histórias mil, uma atrás de outra e assim como prescrito em seu cartão de visitas, "conciliador de conflitos familiares, comerciais e contratuais", circula pela aí resolvendo toda e qualquer parada. Encontrá-lo pelas ruas é sinal de alguma nova história em andamento e assim procedeu hoje, quando o vejo defronte a cada que, algo de um mês atrás, pegou fogo ali na rua Maria José com Padre João, deixando seu morador na rua da amargura, sem eira nem beira. O morador, Silvio Carlos Scaraboto, o Silvinho, não estava na residência no momento do incêndio, na manhã de 5 de agosto de 2026. Foi uma tragédia e desde então, Silvinho perambula pelas ruas da cidade, dormindo aqui e acolá. Coisa de algumas semanas, Elias notou um homem dormindo na calçada defronte sua casa e após averiguações - no qual é perito -, descobriu ser o Silvinho. O que o importuna, além de presenciar a cena dele ali na calçada é que fala a noite toda, em voz alta, não deixando o quarteirão dormir. O fato de ter escolhido o lugar para dormir, são as lembranças que tem, dizendo ter sido ali nas imediações a casa de sua avó. Hoje, Elias está atrás de parentes do Silvinho e para tanto, o vejo escarafunchando vizinhos da sua antiga morada, em busca de vestígios de parentes, que o abriguem. "Está insustentável vê-lo nas atuais condições. Ele não está bem psicologicamente e morando nas piores condições, fala sózinho pelas ruas e dorme aqui defronte minha casa, no Bela Vista", diz. Elias tirou fotos da situação e me mostra pelo seu celular, demonstrando a quantas anda a situação do Silvinho. Sua vinda até onde ele morava é para tentar encontrar quem possa ajudá-lo, algum parente próximo ou mesmo sensibilizar as entidades assistenciais da cidade, pois evidente, como me disse, "ele precisa de ajuda, amparo e assistência". Elias segue seu rumo, sempre envolviddo na resolução de questões de terceitos, que o procuram para decifrá-las e ver como pode resolver pendengas, porém, desta feita, ocorre o contrário e o problema se apresenta ali defronte sua morada. E ele, diante deste fato novo, busca solucioná-lo da melhor maneira possível. Eu, sempre que o vejo, paro e puxo conversa, pois sei, algo novo e inusitado estará em curso. Desta feita, como não podia deixar de ser, Elias envolvidíssimo numa inusitada situação ocorrida nas entranhas dessa inverossímil cidade.

NÃO SE ESQUEÇAM DISSO, A LAERTE NOS ENVIA AVISO DE ÚLTIMO HORA

domingo, 20 de setembro de 2026

FRASES DE LIVRO LIDO (235)


NÃO ESTÁ DANDO PRA TER UM MINUTO SÓ DE TRÉGUA E DESCANSO - ASSIM MESMO EU TENTO, HOJE REFLETINDO SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DE EDUARDO MOREIRA
Se todos já temos a mais absoluta certeza de que, o país sorre sério risco se deixarmos a extrema-direita chegar ao poder, não tenho outra coisa a fazer por estes dias do que, estar nas ruas e lutas, tudo para impedir que o retrocesso recaia sobre o Brasil. 

Eu faço a minha parte e mesmo num dia como o de hoje, chuvoso e convidativo para ficar em casa, saio pras ruas e me junto a quem, também ciente de todos os riscos pelos quais estamos correndo, estão pela aí, desfraldando a bandeira de Lula.

Não se nem como, mas continuo lendo e muito. Isso é o que me me seduz, não só neste momento, mas em toda minha vida. Daí, quando vejo esse adesivo espalhado por Bauru, o "Leia a Bíblia", acho ele reducionista demais e muito perigoso, limitador. Ninguém pode chegar a lugar nenhum lendo somente um livrão. A diversidade produz maravilhas dentro do cérebro humano.

Digo isso, pois dias atrás termino a leitura do "TRAVESSIA - DE BANQUEIRO A COMPANHEIRO", do hoje militante social Eduardo Moreira, com prefácio de mada menos que Leonardo Boff. E por que quero escrever bocadinho deste livro exatamente neste momento? É que o ocorrido com o Eduardo é muito significante. Ele encontrava-se do outro lado, um banqueiro expressivo, típico executivo da Faria Lima e num certo momento de sua vida teve um toque e passou a se interessar por como se dava de fato a vida dos injustiçados e massacrados pelo sistema. A intensidade deste toque o levou a querer vivenciar pessoalmente como se dava a vida destes. Através do Stédile do MST, foi direcionado a passar períodos de sua vida, mais que semanas juntos a muitos assentamentos país afora. E esteve nos que mais sofrem, permaqnecendo um período junto deles. Assim, sentindo na pela, não só sentiu, como o toque que havia recebido o fez mudar definitivamente de lado. Depois veio a história do ICL - Instituto Conhecimento Liberta e tudo o mais. 

Fazer o que Eduardo fez não é assim tão simples. É sair por completo do conforto onde nos encontramos e vivenciar o outro lado, este tão criticado pela mídia massiva e mentes decompostas deste nosso mundo. O seu livro saiu pela editôra Civilização Brasileira RJ, 2021, 144 páginas e com sua finalização, confesso, constatei algo admirável no ser humano, a real possibilidade de entender o significado de estarmos aqui neste plano terrestre. Enfim, por que querer acumular sempre mais e mais, quando a maioria da população terrestres passa enormes dificuldades? E por que não dividir este bolo e fazer com que, essa condição onde nos encontramos não possa ser compatilhada por todos os demais? Nessa reeleição de Lula enxergo isso bem nítido, de um lado os insensíveis, os que só pensam nos seus próprios botões e do outro, aglomerados e todos juntos, os que, de uma forma ou de outra pregam contra as injustiças todas e se posicionam por uma divisão deste bolo mais justa e igualitária.

Não espero, com toda sinceridade deste mundo que, o ocorrido com Eduardo se espalhe entre nós. Nossa elite é autoritária desde o princípio colonial. Massacra o oponente, tudo para amealhar mais e mais, ter e usufruir do bem e do melhor, danando-se com o resto. Se possível irão obrigar seus funcionários a trabalharem no sistema 7 x 0, sem dias de folga e ganhando uma merreca, pois se estes não o fizerem, outros farão. O livro, para mim, só mostra, por A + B, o quanto as diferenças são gritantes e quem estiver disposto a enxergá-la, não precisa ir muito longe. Quer ver de perto e sentir na própria pele o que passam nossos apartados? Simples. Ver, saber, tomar conhecimento e nada fazer é mais que sacanagem, é roubo, expropriação ilícita. E isso, gente como esses Bolsonaros fizeram uma vida inteira e o farão com maior intensidade se vergarem a nação com esse discursinho fascista, sendo reproduzido por parte significativa da mídia massiva nacional e já incorporado ao do mundo evangélico neopentecostal. 

Eduardo viu de perto, "colocou-se em direção ao mundo ignoto, dos condenados da terra, dos feitos invisíveis, aqueles que para o sistema de produção e de consumo equivalem a óleo gasto e queimado". Ele não só sabe, como viu de perto e tomou uma atitude diante da vida que levava, pois sabe que, chegará o momento do estado da Terra, muito próximo, quando se apresentará a alternativa: ou mudamos, ou não teremos mais futuro. Para gente como esses Bolsonaros e Mileis da vida, cegos por natureza, continuarão nos oprimindo, pois são conduzidos pelo vil metal e suas benesses e para tanto, cometer crueldade é o natural em suas vidas. Por tudo isso e muito mais, estar com LULA é apostar num outro mundo ainda possível. Eu aposto nisso, jogo todas minhas fichas nessa cartada, pois sei o que nos acontecerá se perdermos essa parada. E já estou velho demais para começar tudo de novo. Chegamos até aqui após muita luta, desavenças mil, enfim 66 anos de labuta e não era para o Brasil se encontrar nessa encruzilhada. Enfim, como afirma Eduardo, no livro: "Socos no estômago que me derrubaram e fizeram minha alma gritar, mas que ao final me transformaram numa pessoa diferente". Sigo em frente, junto dessas pessoas diferentes, que já enxergaram que, para mudar de fato, precisamos de um estalo interior. e tem gente, que pelo visto, nunca os terão. Daí, por que não impor a estes, pela força do voto de uma maioria ainda silenciosa que, o proposto para o bem viver está bem distante do modo como querem nos conduzir. Lutar e resistir é preciso, para não entregar o planeta nas mãos dos piores.
E NA BAURU SUELLISTA, A PERVERSIDADE BOLSONARISTA SENDO COLOCADA EM PRÁTICA - ARTE DE DIRCEU MOSQUETTE JUNIOR

SOU AS DUAS COISAS, NOROESTINO E LULA/HADDAD