NEM BEM PISEI EM SÃO PAULO, JÁ DEU PRA SENTIR E ENORME DIFERENÇAPassei sete dias entre Recife e Olinda-PE e no tempo que por lá estive, me recarreguei, voltando para São Paulo, mais que energizado, recarregado e pronto para os próximos embates. Pernambuco é um caso à parte, pois pelas ruas vivenciei algo único, realmente comovedor, dessa virada que estamos dando neste momento, com o intuito de reeleger Lula. Não está sendo fácil, mas como sabemos, nada é fácil para quem ousa defender os interesses das classes populares neste país. Como tudo ainda se encontra nas mãos de quem detém poder e grana, ir tateando pelas brechas possíveis, como Lula bem sabe fazer é papel de todos. Se Lula, diante de todas as dificuldades e pedras pelo caminho, conseguiu fazer tanto pelo Brasil, por que não insistir e ajudá-lo a continuar sua brilhante caminhada.
Perdermos o 1º Turno e a diferença não foi assim tão grande. Ou seja, com algum trabalho a mais, o objetivo seerá alcançado. Impossível não conseguir transmitir a mensagem de Lula, como a que salvará o país das mãos do fascismo. Do lado dessa ignóbil famiglia Bolsonaro o caos estabelecido, a perversidade elevada à sua máxima potência. Não é tarefa difícil mostrar os feitos do que os governos petistas propiciaram ao paí, mesmo contando com minorias nos parlamentos, ainda mais quando do outro lado, um bando de reconhecidos e já comprovados bandidos. Ocorreu uma lavagem cerebral na cabeça da população e isso prtecisa ser revertido. Este nosso papel neste dias, o de fazer chegar o que foi e fez Lula e o que vai acontecer ao país se Flávio ganhar.
Volto com essa missão. Vi que a reação pode despontar pela ação dos estudantes, principalmente secundaristas que, até o momento estão participando pouco das ações concretas país afora. Nessa semana tudo começou por Niterói e está se espalhando país afora. O esrtudante universitário já está engajado, como vi aqui na manifestação bauruense de ontem. Falta agora o secundarista. Esses ao virem pras ruas, traão juntos seus pais e isso fará a diferença. Chego em São Paulo com a bateria totalmente carregada e pronto para ir pras ruas. A diferença é sentida logo na chegada. Enquanto lá no Nordeste, o entusiasmo por Lula se dá por todos os lugares, por aqui, já no aeroporto, sinto a rejeição ao me verem com adesivos de Lula colados na roupa que visto. Enfrento a todos os que abordam. Para muitos, não existe diálogo possível, pois já tiveram suas mentes abduzidas pela ação dos algoritmos do mal.
No avião, sentado ao meu lado um destes, na espera pelas malas na esteira do aeroporto outro, depois enquanto esperava quem nos buscaria. Tiro de letra, pois os favoráveis rendem boas conversas e quando estamos juntos, percebo, ninguém pode conosco. A mentalidade do paulista foi consumida pelo arcabouço do maléfico e isso, mas do que perceptível. Nada mais me assusta e quanto mais sinto alguma dificuldade pela frente, volto cheio de gás e pronto para todos os enfrentamentos possíveis. Quando vejo que a pessoa não quer ouvir, desisto logo e parto para outros, mais palatáveis e assim, pouco a pouco reinicio o trabalho de conquista de votos entre os indecisos, os que não votaram no 1º Turno e mesmo os que votaram e cravaram aquele que nos perseguirá. De agora até o dia do pleito, este meu trabalho, missão e dela não me afasto, pois sei, será desta forma, convencendo muitos, que a vitória de Lula se consolidará. Eu acredito, pois mesmo com tantos de cara emburrada, percebo a existência de um brecha e como somos fortes, decididos, só vou parar quando a vitória estiver consolidada. Tudo pela defesa de um Brasil livre e soberano.
DOMINGO TIRANDO A BUNDA DA POLTRONAPermaneci a manhã toda na feira. Botei minha mais vistosa camiseta do Bora Lula e fui à luta. Subi e desci a feira com um rolinho de adesivos às mãos. Fui admoestado, mas a receptividade esteve à frente, suplantou tudo. Ou seja, primordial continuar com a propaganda virtual, mas intensificar o enfrentamento pelas ruas. Bauru esteve nas ruas ontem num ato histórico. Além dos militantes de sempre, todos conhecidos, o diferencial foi a participação dos estudantes. Eles foram o que de melhor levamos pras ruas.
Duas semanas para o pleito. Recuperamos algo, mas ainda é pouco. Eu faço um trabalho de formiguinha em cada saída de casa. Estou em campanha 24h por dia. Em cada contato, falo de Lula, peço voto, tento conquistar algo para o nosso campo. Tudo é válido e na rua acontece de tudo. Saio e estou pronto para tudo. Quem me vê pode achar até algo festivo no que faço. Se for preciso faço festa, mas mesmo assim, com um copo na mão, numa esquina da feira, estou cumprindo uma missão, um propósito maior.
Hoje fiz campanha e sei que outros tantos o fizeram da mesma forma, colocando na ria o bloco do Eu Sózinho. O tempo urge e no dia seguinte de um grande ato, um domingão e nada de concreto marcado. E assim sendo, sem conseguir permanecer dentro de casa estive por aí e assim continuarei. Eu faço algo pela internet, as redes sociais, mas gosto das ruas, do contato com as pessoas. Cada um cumpre um papel e na junção de tudo, com algo mais organizado, um resultado mais auspicioso. Vamos todos fazer algo, se doar e assim reelegee Lula.
UMA RUA INTEIRA, IMPERATRIZ, NO RECIFE, SENDO OBSERVADA ACIMA DE SUAS MARQUIZES - A HISTÓRIA VISTA COM O PESCOÇO VOLTADO PRA CIMA
Carmem Bezerra Bandeira, nossa cicerone em Pernambuco, certo dia da semana, me disse queria me mostrar algo na rua Imperatriz, ou seja, Imperatriz Tereza Cristina e assim, numa tarde, após visitarmos o Cine São Luiz, passamos pelo livreiro de rua e caímos de boca nessa curta rua de comércio, antes pujante, hoje com poucas lojas, umas resistindo ao tempo. Todo centro do Velho Recife passa pela mesma situação, a de ver muitas portas se fecharem diante de outros locais na cidade. Junto de lojas, escolas comerciais e escritórios. O que permanece é o casario, todos bem antigos. E muitos deles sem nenhum vestígio de conservação, continuam sendo maltratados pelo tempo e ao mesmo tempo, outros já recuperados, não sei se devidamente restaurados, mas bonitos. O visual é este, como o de uma boca desdentada, ora um dente em perfeito estado, novo e junto outro, em petição de miséria.
Carmem me levou para mostar algo acima das fachadas e marquises, muito utilizadas como proteção ou cobertura para os pontos comerciais. Ele me pediu para olhar acima, como o fez certa feita um antigo professor, levando para o local seus alunos. Diante da observação do que viam neste nível, desceu com eles e a aula foi dada. Eu me diverti e creio, ter chegado onde ela queria. Além da viagem no tempo, ir constatando como se deu essa passagem do tempo para aquelas edificações, de como foram utilizadas ao longo do tempo e como o são agora, isso me fez permanecer com o pescoço e o rosto virado para cima o tempo todo.
Carmem me levou para mostar algo acima das fachadas e marquises, muito utilizadas como proteção ou cobertura para os pontos comerciais. Ele me pediu para olhar acima, como o fez certa feita um antigo professor, levando para o local seus alunos. Diante da observação do que viam neste nível, desceu com eles e a aula foi dada. Eu me diverti e creio, ter chegado onde ela queria. Além da viagem no tempo, ir constatando como se deu essa passagem do tempo para aquelas edificações, de como foram utilizadas ao longo do tempo e como o são agora, isso me fez permanecer com o pescoço e o rosto virado para cima o tempo todo.
O mais bonito de tudo, bem dentro do momento que estamos vivendo foi constatar que, como na maioria da cidade - pelo menos nos trechos por onde andei -, o que mais via nas janelas eram bandeiras vermelhas, representando o PT e Lula. Este cenário mais avermelhado me acompanhou por onde andei. Descrevo isso com ãnimo renovado, imensamente maior daquele encontrado em São Paulo, mais especificamente em Bauru, a aldeia onde nasci, cresci e vivo. Recife e Olinda são um caso à parte dentro do que vivencio neste período eleitoral. E aquelas edificações, sendo explicada uma a uma por Carmem, me aliciaram a tensão do momento.
Com essa intenção chegamos até a pracinha, onde um casarão está em restauro - pelo visto já há muitos anos -, o de onde residiu Clarice Lispector. Na praça uma estátua sua e andando mais um pouco uma igreja, onde Dom Hélder Câmara, então bispo do Recife, mobilizou paróquias e no local uma manifestação histórica, quando dois presos políticos estavam confinados e necessitavam de ajuda para escapar das torturas. Mais um pouco outro local histórico, o Hotel Central, o primeiro arranha-céu da cidade e sua proprietária, sempre pronta a contar algo da resistência em continuar por ali de portas abertas. Deu vontade de ali me hospedar. Foi isso, depois as caminhadas ao redor, sempre observando as bandeiras vermelhas expostas nas janelas. Recife e Olinda resistem e mostram ao país, que isso de ser birrento, apoiar golpes e golpistas, intromissão estrangeira é coisa de sulista. O Nordeste está em outra vibe, outra sintonia e oxigena minha vida e existência neste momento. Precisa disso e aqui encontrei tudo o que precisava para, quando voltar, me enfronhar novamente na luta que vai ser essa reeleição de Lula, a mais necessária de todas, pois do contrário nossas liberdades estarão todas indo pra cucuia. Escreveria muito mais dessa viagem, mas por enquanto, fico por aqui, pois preciso continuar dando meu quinhão para ver Lula campeão.



























