ISSO PODE SE REPETIR POR QUALQUER LUGAR DO PAÍS, INCLUSIVE BAURU
A CIVILIZAÇÃO DO “CIDADÃO DE BEM”"Em Copacabana, um idoso de 69 anos relata ter sido atacado na porta de casa por um grupo que misturou agressão, ofensa política, intolerância religiosa e grito bolsonarista.
A Polícia Civil investiga. As câmeras do prédio podem falar mais do que muito patriota de internet com CPF de covarde.
Mas o enredo é conhecido: primeiro sequestraram a camisa da seleção, depois a bandeira, depois Deus, depois a família, depois a moral. Agora tentam sequestrar até o direito de um idoso voltar para casa com um adesivo político na bolsa.
É a extrema direita em seu estado mais puro: braveza de bando, coragem de esquina, cristianismo de tacape e patriotismo com bafo de milícia.
E antes que apareça o jurista de zap: sim, há presunção de inocência, mas não há presunção de ingenuidade.
Quando alguém bate em idoso, arranca símbolo religioso e grita senha política, não estamos diante de “divergência de opinião”, mas da pedagogia do ódio fazendo estágio probatório no meio da rua.
Bolsonarismo nunca foi apenas voto; é método, linguagem e autorização moral para ressentido virar carrasco de ocasião".
Reproduzo o texto acima do ocorrido em Copacabana, com um senhor com pouco mais idade que a minha e exclusivamente por portar um adesivo de Benedita da Silva em seu veículo. Daí chegam os brutamontes e, sempre agindo em grupo, agridem. Estes, sabemos, não querem realizar nenhum tipo de diálogo. Ainda mais agora, quando percebem que o candidato deles, o tal do Flávio Bolsonaro está derretendo neste mar de continuada corrupção e certamente perderão a eleição presidencial, daí como último recurso, praticam a violência. Isso é um sinal do que está por vir nos próximos dias.
Conto algo mínimo dentro deste cenário e acontecido comigo. Acabo de comprar uma camiseta vermelha com a inscrição da CBF e do Bar do Genaro, nosso reduto esquerdista bauruense, na frente e nas costas, a inscrição, diante de enorme número 13, "Uma Torcida de Opinião". E que mal tem em querer sair com elas pelas ruas, aliás, como sempre faço com minhas camisetas recheadas de inscrições sugestivas de resistência e luta? Pois bem, fui fazer minha caminhada ontem pela manhã e como faço todo sábado cedo, incluo uma passada pela Banca da Ilda, ali defronte o Aeroclube. O diferencial desta manhã é que, está ocorrendo justamente ali no Aeroclube o tal do Arraiá Aéreo, capitaneado empresarialmente pelo astuto ex-astronauta Marcos Pontes. Por ali, um mar de gente com camisetas verde-amarelas.
Democraticamente, comprei meu exemplar do Jornal da Cidade e continuei minha caminhada, agora com o jornal dobrado embaixo do braço. A camiseta vermelha com o 13 incomodava, deu para perceber isso. Eu também posso me incomodar com quem faz uso da camisa da seleção não para finalidades de simplesmente torcer pelo time brasileiro, a seleção de futebol, mas nem por isso, admoesto quem dela faz uso. Em dois momentos percebi algo estranho. Num primeiro ato, o sujeito que vinha atrás de mim, ao me ultrapassar, mesmo sózinho no percurso, olhou para o meu lado e ficou com seu pescoço demonstrando não gostar do que estava vendo. Foi embora gesticulando com o pescoço e logo a seguir, um outro, este passa por mim, estavam em três pessoas e me chama de "imbecil".
Por sorte ficaram nisso. Ainda não tinha visto o vídeo com a agressão em Copacabana e ao chegar em casa, pude assistí-lo e juntei as coisas. Sei que, o tal do Arraiá Aéreo é reduto de bolsonarista, não na maioria dos que por lá passam em busca de presenciar algo do universo aéreo nacional, mas de quem ali atua. Creio que, a convivência entre os diferentes é parte fundamental da continuidade deste país enquanto nação livre, soberana e a demonstrar que, todos podem ter e vivenciar a tal da liberdade de expressão e de manifestação. O bolsonarismo, sabemos disso, restringe isso, pois acredita serem eles os escolhidos, os únicos e ao desrespeitar os demais, se mostram como será o país, sem por algum desastre estes um dia voltarem ao poder. Trump governou os EUA num primeiro mandato e estava mais contido, as leis ainda eram respeitadas, mas no segundo chegou agredindo e ultrapassando todos os limites. Vejo no fascismo brasileiro algo muito parecido. Estão prontos para agredir tudo e todos, da forma mais virulenta e violenta possível. Combato estes todos, pois sei o que nos acontecerá se este Flávio, Tarcísio, Zema, Caiado ou qualquer outro bestial chegar ao poder neste momento. Não será uma simples derrota, será o aniquilamento do que nos resta de soberania e, principalmente, de liberdade.
O gesto lá de Copacabana demonstra bem isso. O meu, guardadas todas as proporções, demonstra uma ponta do iceberg, este derretendo diante de nossos olhos. De minha parte, prestes a completar 66 anos, vendo muito dos meus, gente da minha idade indo embora de vez deste plano de vida, confesso, não tenho mais nada a perder. Continuarei saindo pela aí com minhas camisetas, falando e escrevendo o que penso, lutando como sempre fiz, contra o avanço do fascismo e das injustiças sociais. Eu tenho um lado e isso incomoda é porque estou, de certa forma, talvez ainda insipiente, conseguindo atingir meus objetivos. Sei estarmos todos dentro de uma já declarada GUERRA. Não arredo pé, não me encolho, não fujo da raia e nem demonstro medo, mesmo que possa até admití-lo. O momento é de resistência, de botar o bloco na rua. Certamente, devem ocorrer protestos pontuais contra o ocorrido lá em Copacabana e quiçá, Benedita da Silva, ganhe no Rio e consiga reestabelecer algo da sobreidade carioca. Por aqui, como uma pedrinho no sapato, faço a minha parte e continuarei escrevendo e muito contra o que fazem políticos como esse MArcos Pontes, alguém que nesse momento, lá do Senado, apoia a Escla 7 x 0, ou seja, o trabalhador não ter descanso e se o tiver, negociar diretamente com o empresário. Isso é escravidão, algo bem compatível com o ideal de quem apóia o bolsonarismo.





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A COPA DA VERGONHA, NEM JORNALISTA DA TV GLOBO ESCAPOU DA HUMILHAÇÃO
A jornalista Karine Alves, da TV Globo, relatou ao vivo no Bom Dia Brasil que foi submetida a uma revista minuciosa ao desembarcar nos Estados Unidos para cobrir a Copa do Mundo. Segundo ela, agentes inspecionaram suas roupas, seus pertences e até seu cabelo, em uma abordagem que descreveu como constrangedora.

























