segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 Ma avenida

domingo, 15 de fevereiro de 2026

 ALGO MAIS DO CARNAVAL DE BAURU E MEU RETORNO PRA FEIRA DO ROLO

MEU REENCONTRO COM A FEIRA DO ROLO, ALGUMAS CONVERSAÇÕES
Depois de mais de vinte dias fora de Bauru, andanças pela aí, eis que estou de volta, cansado e numa manhã de domingo, voltando para o lugar onde bato cartão todo domingo: a banca de livros do Carioca, na Feira do Rolo. O filhão HA em Bauru e eu enrolado com as coisas do Carnaval, hoje acordo e digo quero passar a manhã toda ao seu lado. Marcamos, ou melhor, ele marca e o lugar escolhido por ele é este, onde sabe estaria com toda certeza, lá junto do furdunço do Carioca.
Eu chego atrasado e me demoro até chegar ao local, pois vou esbarrando em tanta gente conhecida, que se bobeasse ficaria horas entretido com essas prosas de rua. Consigo chegar e ele já estava por lá com três belos livros separados. Nos abraçamos e entabulamos uma lonha conversação sobre este assunto que tanto nos arrebata: livros.
Quem por lá assunta de nossa conversa e nela se insere é outro aforador de rua, velho conhecido bauruense, o RENATO BRAGAIA, fotógrafo de velha cepa, que por anos manteve na cidade a Loja dos Fotógrafos. Muitos filmes revele com ele, num passado, hoje já distante e vê-lo todo pimpão, alegre e sorridente, do alto de mais de 75 anos é bom demais. Nos vê comprando livros e diz que sua adoração são por DVDs de filmes. Compra sempre alguns do Carioca. Este conhecendo seus clientes, sabe o gosto de cada um, separa alguns que já sabe serão deles, como faz comigo com alguns livros. Hoje me presenteou após comprar três e pagar os três do filho, com uma contando a história do "Um homem chamado Maria", do boêmio carioca Antonio Maria, um dos barbarizou a noite carioca nos anos 50/60.
Eu queria ficar com o filho, mas ficamos ali ouvindo algo mais do que o Bragaia tinha para nos contar. Ele, como eu, mantemos muitos CDs/LPs, ou seja colecionamos, juntamos coisa velha, essas que quando os botamos pra rodar, movimentam bocadinho nossas vidas. Bragaia e eu pegamos gosto por bater perna em lugares, com a banca do CArioca, escolhidos a dedo, pois ali, com certeza, encontaremos gente para trocar boa prosa. E como sabemos, ninguém como nós, vivem sem uma boa dose de prosa diária.
As histórias do Bragaia merecem uma conversação mais prolongada, que farei qualquer dia destes. Hoje, a manhã era para prosear com o filhão. Comemos pastel, tomamos suco de laranja, entabulamos mais prosa com o Barba, o do bar ali na esquina e este nos conta que, hoje não tem cerveja pra vender, pois comprou o estoque para este domingo, mas precisando pensar mais do que nosdias rotineiros, bebeu o estoque todo. Histórias assim permeiam a vida dos quadrilateros da feira.
Sumo com o filho para continuar uma prosa só nossa, entre pai e filho, confidências lietrárias. Ele anda lendo muito mais que este velho lobo das estepes e quando desata a contar minúcias de suas leituras, chego ao orgasmo total. Como é maravilhoso ter um filho que gosta de ler. Trago um outro de presente para ele e uma revista com as novidades do HQ mundial. Sentamos numa canto do mundo e ali trocamos figurinhas, como mais gosto de fazer. Um assunto puxa o outro, tanto que, num dado momento ele é chamado para ir almoçar com sua mãe e eu com a esposa.
Hoje deixei muitas conversas parar trás lá no ambiente sadio e profícuo da feira, pois estava acompanhado e não podia parar nas rodas todas. Senti que alguns assuntos vibravam, loucos para extrapolar, porém, não podiam contar com minha participação. Quando junto do filho, esqueço do resto do mundo. Ele me envolve com sua prosa mansa e hoje saio dela, com mais um papel nos bolsos, cheio de indicações de leitura, de temas para pesquisa, algo a me tomar o tempo até o próximo reencontro. Tem coisa melhor na vida que isso, estar de bem com o filho e com ele desfrutar de algo em comum, maravilhamento da vida de ambos?
OBS.: Na foto, eu, Bragaia, o ex-cunhado Agricio Macario e o filhão. Faltou o Carioca, ou melhor, deve ter sido ele quem tirou a foto.

 AS HISTÓRIAS DO TOMATE NO CALÇADÃO

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026


O TOMATE SAI AMANHÃ, DEPOIS SÓ ANO QUE VEM
Fechado acordo com São Pedro, não vai chover.
Tudo QUASE pronto, pois pronto mesmo nunca estaremos.
É sábado, 11h concentração na praça Rui Barbosa e 12h, descida do Calçadão com "DESDE 2013 CHINELANDO QUEM PISA NO TOMATE".
Tobias Terceiro com seus músicos, marchinha da Cátia Machado, homenagem ao Muso Pedroso Jr, o Chinelo e Prêmio Desatenção pra eles, a Família Rosin, pelo conjunto da obra.
Só falta você pra confirmar. Últimas camisetas. Vamos???
HPA pelos chineladores de plantão.

ESTE HPA ESTARÁ SEMPRE AO LADO DE QUEM ATUA DE FATO PELO BEM DE UMA CIDADE, DAÍ CITO O CASO DA PREFEITA IVANA CAMARINHA EM PEDERNEIRAS
Vivemos tempos nada fáceis, mas temos que continuar tendo muita coragem no enfrentamento do que está posto aí e tenta destruir quem de fato ainda faz algo em prol de uma cidade, estado e país. Depois do advento do bolsonarismo, vieram junto com este uma infinidade de pessoas interessadas só e tão somente em apoiá-lo, sem olhar para as aberrações cometidas pelo seu mito. Criticam tudo o que não esteja do seu lado e o fazem de forma abusiva, nada construtivo. Em Pederneiras, a prefeita Ivana Camarinha sempre atuou dando o máximo de si pela sua cidade. Para conferir isto, basta rever o que está sendo feito e, principalmente, a forma como busca recursos e executa obras. Existe uma turma querendo buscar pelo em ovo, ou seja, por ela não estar aliada aos preceitos conservadores, vira alvo de crítica. Ela sabe tirar tudo de letra, mas existe também a necessidade de denunciar seus detratores. A criticam até por ir em Brasília buscar recursos federais junto ao Governo Lula. Ela tem mais que ir e o faz com muita competência. Hoje se faz necessário fazer a defesa destes todos que, mesmo não sendo de esquerda, como a acusam, como se isso fosse demérito, mas simplesmente trabalham sem olhar bandeiras partidárias. Ivana merece todo carinho e reconhecimento pelo que faz pela sua cidade. Seus detratores não tanto. Ivana faz e acontece, faz bem feito e isso incomoda. O poeta gaúcho Mario Quintana tem uma frase lapidar a exemplificar muito bem isto tudo: "Todos estes que estão aí atravancando o meu caminho. Eles passarão. Eu passarinho". Preciso dizer mais nada. Administradores como Ivana são poucos e precisam ter quem os defendam. Faço isso com profundo respeito por tudo o que representa. Siga em frente Ivana, pois o parque sendo possibilitado no centro da cidade, com a recuperação de imóveis antigos em situação de ruína será mais um belo cartão postal do que faz por sua cidade.

"Tenho enfrentado agressões e ataques, mas sigo respirando fundo e permanecendo firme no meu propósito: trabalhar com seriedade, comprometimento e responsabilidade por todos.
Quem conhece minha trajetória sabe dos valores que carrego e da forma honesta com que sempre conduzi minha vida pública. Minha trajetória sempre foi pautada pelo respeito e pelo trabalho.
Confio em Deus e na Justiça. Não carrego ódio, não vivo de ataques e não perco tempo com aquilo que não constrói. Dou valor a quem merece e sigo olhando para frente.
Não falo por trás. Não uso meios de comunicação para atacar ninguém. Não me coloco como vítima. E muito menos utilizo espaços públicos para destilar mentiras ou ódio.
Continuo firme. Trabalhando com dedicação, responsabilidade e consciência tranquila.
Eu acredito que o bem sempre vence o mal", prefeita Ivana Camarinha, de Pederneiras SP.

HOJE JÁ COMEÇA A COISA, A MAIOR FESTA POPULAR BRASILEIRA 
Lembrar de Lima Barreto neste momento é um alento, diante de tantas agruras pela frente.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

DA "PARIS É UMA FESTA" DE HEMINGWAY AO QUE VEJO E SINTO PELAS RUAS DESTA COSMOPOLITA CIDADE
Trouxe três livros para ler nesta viagem. Li todos os três e num deles, o do jornalista carioca Sergio Augusto, que leio desde os tempos d'O Pasquim. "E foram todos para PAris - Um guia de viagem nas pegadas de Hemingway, Fitzgerald & Cia", editora Casa da Palavra RJ, 2011, 128 páginas. Devorei numa sentada, mas não consegui seguir nada do roteiro. O livro foi publicado baseado numa matéria encomendada a ele pela Folha de São Paulo, para uma edição especial do extinto suplemento de Turismo. Na edição do livro ficou uma graça, pois tem muitas fotos, as antigas e muitas atuais. Tivesse tempo teria seguido algo do roteiro, pois é sempre bom percorrer trechos já esquadrinhados por grandes do passado. Também a respeito li outro, bem mais elucidativo do período de ouro da cidade, lá pelos anos 20, quando uma nata boêmia e intelectual aqui aportou, se fixou e fez história. Trata-se do famoso "Paris é uma festa", do Ernest Hemingway. Já escrevi dele por aqui algum tempo atrás e hoje, ao ler algo dito por Sérgio Augusto, o mesmo me volta à memória: "Uma Paris que só existe hoje na lembrança, notadamente na memória das ruas, dos prédios, hotéis, livrarias, quiosques, bares, cafés, bistrôs e jardins onde os mais notáveis expatriés deixaram suas marcas".

Estar em Paris é mais que tudo, voltar ao passado. Ele está e continua muito presente por todos os lados desta cidade. De todas as que estive, sem sombras de dúvidas, a mais intigante e provocante. Gostei de todas as que estive, Porto, Lisboa, Roma, Nápoles, Florença, venez, Milão e Paris. Porém, Paris é muito mais do que a festa descrita pelo escritor norte-americano. Uma pena eu não falar a língua. Conversando com amigo brasileiro, ele me contava de seu irmão, que não quer saber de aprender a língua francesa, pela justificativa: "É uma língua morta". Pode ser, mas o charme dela, para mim, suplanta a de qualquer cidade norte-americana. Por aqui flui algo que mesmo em Nova York não vejo possível. Além de tudo, tem muito mais história, "anos luz" à frente. E o melhor de tudo, para mim é flanar por essas ruas. Aqui tem cada lugarzinho, pontos comerciais, tão delicados, não existentes em nenhum outro lugar do planeta. Paro diante de alguns destes e fico imaginando: como pode existir um lugar assim, ser um ponto comercial e gente ir ali, não para admirar, mas para comprar algo. O francês é diferenciado e isso me é encantador. Não consigo conversar com nenhum deles sem um bom intérprete, mas consigo me virar pelas ruas. Pego metrô, ando de ônibus e me safo sem me perder adoidado. Se perder por aqui faz parte do negócio e querer continuar perdido é que é a verdadeira perdição. Eu quero isso.

"Se você teve a sorte de viver em Paris quando jovem, sua presença irá acompanhá-lo pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa móvel", escreveu Ernest Hemingway em carta a um amigo , 1950. Isso é uma coisa, porém a escritora Gertudre Stein, abelha mestra da Rive Gauche, outra estrangeira que aqui se fixou até seu falecimento, foi na veia: "Era em Paris que estava o século XX". Sim, era isso mesmo, mas no livro que leio ressalto algo mais desses estrangeiros que por aqui aportavam: "...convencidos de que era mais fácil e sobretudo mais chique, ser duro na capital francesa do que em casa". Mais do livro: Thomas Jefferson, o primeiro a proclamar que todo mundo tem duas pátrias: o país onde nasce e a França" ou "é incontável o número de aficionados que já foram a Paris para peregrinar os lugares onde os escritores e seus personagens circularam e encheram a cara", ou "Montmartre? É de outra era. (...) A pé, sempre a pé; flâneur que se preza não anda de táxi, nem de ônibus, flana tout simplement". 

No momento o que me cativa e me deixa transtornado, amante de papéis como sou, encontrar por aqui ainda em pleno funcionamento incontáveis bancas de revistas e jornais pelas ruas. Entro e mesmo sem entender uma linha, folheio várias e se não me impedem, quero trazer tudo, acreditando que um dia irei traduzir. As bancas daqui me atraem e me fazem desviar de qualquer caminho previsamente traçado. Creio eu, estar diante do país com o maior número de banacs de revistas do planeta na atualidade. Ou seja, o francês continua se interessando por ler no papel. As edições das revistas e jornais são pra lá de lindas e os caderninhos de escrevinhações, um mais lindo que o outro, todos merecedores do preço que ostentam. São caros, mas são verdadeiras obras de arte. Enquando Ana Bia quer visitar museus, tudo previamente agendado, eu me perco é nas bancas. Ficaria dias inteiros entrando numa e saindo de outras. Hoje mesmo, terça, 10/02, segui Ana em museus e amanhã já a avisei, ela me acompanhará. Iremos ruar e ela terá que ter a paciência que tive com ela. Iremos ruar o dia inteiro, chova ou faça sol e no comecionho da noite, convidada por uma amiga dela, dos seus tempos de ginário, aqui morando há mais de vinte anos, jantaremos pela aí. Ela sempre nos leva em lugares com a cara deste país. A França resiste e eu a admiro demais por causa exatamente disso. Gosto dos resistentes e este país e de uma beleza indescrítivel, justamente por este motivo.

Ficaria horas por aqui descrevendo algo dessa devoção pela cidade. Chego no hotel ao final de mais um dia, sempre muito cansado, pois andamos hoje à exaustão. Circulamos os quatro pela margen do Sena, Léo empurrando sua mãe numa cadeira de rodas e se continuasse a escrevinhação do dia, reservaria tudo o mais para os bouquenistes, os pequenos comerciantes, antes só de livros, espalhados pelos dois lados da margem do rio, hoje vendendo também souveniers para turistas. Foram tombados pelo patrimônio imaterial da humanidade e dão o toque diferenciando este rio de todos os demais. Já escrevi destes alguns anos atrás por aqui e em cada viagem quero ir revê-los. É como eu ir na Feira do Rolo lá em Bauru e não passar na Banca do Carioca, o livreiro da Feira do Rolo. Impossível. e o faço não para comprar nada, mas para tentar imaginar como se dava o trabalho dos pioneiros ali junto ao famoso rio. Isso me faz levitar sem tirar os pés do chão. Viajo de olhos abertos e se bobear caio no rio, ou na sua margem, onde gente corre o dia inteiro. 

Paro de escrever para arrumar as malas e dormir. Devo sonhar com o que encontrarei amanhã na despedida da cidade. Até...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026


PALAIS GARNIER E DIOR LA GALERIE
Tenho que confessar, se estivesse sózinho, não visitaria estes dois lugares e o fiz por causa de Ana Bia, a companheira de todas as horas. Ela havia já comprado os ingressos - caros, viu! - do Brasil, dia e horário agendados, inclusive prevendo o não enfrentamento de filas. Ela pensa em tudo quando em viagens. Para mim isto tudo é muito cômodo. Vou na valsa e, desta foirma tudo dá sempre muito certo.

Ambos os lugares não são nada revolucionários, no sentido exato da transformação social, porém, cada qual produz uma espécie de revolução. Tento descrever algo de ambas. Amanhecemos por aqui, o "Quarteto Fantástico", que voltou a se reencontrar em Paris. Começamos juntos nossa saga em Portugal, Porto e Lisboa, depois se separando, eu e Ana Bia estivemos na Itália e Edna e Leo na Espanha, Madri e Barcelona. Nos reencontramos no hotel Kyriad, junto ao portão de Clignancourt, bem na boca de um estação do metrô. Este lugar é escolhido pelo preço que, amiga de infância de Ana, agente de turismo na cidade, moradora nas proximidades nos consegue. Melhor impossível. 

Nossa manhã começa no hotel e depois se estendeu com andanças pelas ruas da cidade, mas principalmente com duas agendas previamente marcadas. A primeira no Palais Garnier, constituindo-se no maior teatro de óperas da cidade, em pleno funcionamento até hoje. Guardadas as devidas proporções, imagine-se dentro de uma visitação ao Tatro Amazonas ou mesmo ao Municipal carioca. É isso o que fizemos. Casa lotada, percorremos todas suas instalações, todas hoje constituídas como se fosse um museu, com peças expostas de suas grandes e inesquecíveis apresentações. O lugar é grandioso demais e presenciamos muitas jovens, de várias partes do mundo, chegando todas paramentadas, prontas como se fossem assistir a grande espetáculo e posam para fotos dos seus junto aos vários balcões existentes. Geram todas lindas fotos. Não tem como não ficar belo numa foto bem tirada num lugar destes. Até eu, já com cheiro e fisionomia distorcidas por quase vinte dias de ininterruptas viagens.

A decisão foi passear um pouco e uma grande loja da FNAC, ali pertinho caiu bem no gosto de todos. Eu, como devoto de papéis e caderninhos me esbaldo. Por aqui, uma mais lindo que o outro. O preço, quando convertido para nossa moeda é que não é nada convidativo. Relaxo e faço o que posso. Trago alguns poucos. Nem almoçamos e vamos para a Galerie Dior, onde toda a história do estilista e o costureiro mais famoso do planeta, Crhristian Dior tem contada sua saga e história. O cara, quer queiramos ou não, foi mais que bom. Dedicou sua vida para a alta costura e a produziu desta forma e jeito, para todas as famosas deste planeta. Hoje tudo reunido numa Fundação, administrando o local. São 3 andares e 13 ambientes diferentes, todos interligados. Na verdade, eram dois prédios, que foram unificados e adaptados. Neles tudo o que Dior produziu, numa exposição com um visual indescritível. Ao final, até mesmo para um crítico como eu, tenho que confessar, tudo maravilhosamente montado e impecável exposição.

Rodei o espaço todo junto de Ana e Edna - Leo foi bater perna na rua -, empurrando sua cadeira de rodas e acompanhados de uma funcionária da Fundação, por acaso chilena, quando pudemos conversar em espanhol com ela, tivemos mais que um tratamento vip. Circulamos por elevadores e lugares que o visitante não tem acesso. Desfrutamos todos der uma rara tarde. Na saída, uma região cheia de lojas de grandes marcas da moda mundial e difícil encontrar um restaurante com preços, considerados por nós, como possíveis. Andamos um pouco e nos deparamos com um, numa praça, tendo ao fundo a Torre Eiffell. Gastamos os tubos, mas enfim, desfrutamos de uma tarde admirável. Cansados, voltamos os quatro para o hotel. Teve mais, mas conto depois. Ser e estar turista, tendo já quase 20 dias nos costados, canso um bocado. Depois der algo intenso, nada como uma boa e confortável cama, onde normalmente mergulho de cabeça. 

Faltam três dias de passeios por Paris e, ciente de que tudo está chegando ao fim, durmo pouco, descanso menos ainda, escrevo só o que consigo, diante de tantas oportunidades e assim, tento retratar bocadinho do que vivencio. Paris, para mim, é uma supresa em cada esquiona. Adoro principalmente os lugares pouco mais distantes do centro turístico e nervoso, quando perambulo pelas ruas e me encanto com tudo que vejo. E como não paro de ver coisas interessantes, estou meio que em transe. Quando sair deste estado, espero voltar ao normal, algo que, creio eu, só acontecerá no Brasil e depois do Carnaval, de estar junto do bloco do Tomate, de sair na Estrela do Samba, Estação Primeiro de Agosto e Coroa Imperial. É muita coisa para o já combalido corpo de alguém com 65 anos e já um tanto carcomido pelo tempo. Sigo em frente, sem olhar muito para trás ou mesmo, pensar nas consequências, enfim, quando mesmo poderei voltar a por os pés por aqui. Só aqui no Kyriad já é a terceira vez e espero voltar outras, pois tudo o que vejo nas imediações me atrai demais da conta, mesmo não falando uma só palavra em francês. Sou um mímico indescritível.