quarta-feira, 24 de junho de 2026


O CARRINHO DA MULTA ESTÁ PASSANDO
Um tema obrigatório para o Bauru Sem Tomate é Mixto em 2027. Daria um textão...
Arte do Dirceu Mosquette Junior
Todo ano, o pessoal do bloco do Tomate corre atrás das ocorrências dentro do ano anterior, dentre os tantos que pisaram no tomate (ui!) em relação à Bauru e assim, expomos da forma mais irônica possível, numa forma de denúnciar e ridicularizar os vendilhões do templo. A atual administração municipal de Suéllen Rosin é sui generis, hour concurs neste quesito, pois nos fornece diariamente uma infinidade de temas. Eis um deste, o da vergonhosa atuação da EMDURB em relação à fiscalização com câmeras, realizadas com um carro, cheio de detectores, percorrendo as ruas da cidade e depois a expansão desmedida das placas com a denominada Zona Azul ampliada. Algo sem controle, sem nada devidamente estudado, mas sim, somente com o sentido arrecadador. De tudo, uma administração predatória, devastando a cidade num todo, algo pernicioso e pergioso, que um dia, não me canso de repetir, tudo ainda acabará dentro de um Plantão Policial (toc toc toc).

A JUSTIÇA NÃO VIRÁ COM ANDRÉ MENDONÇA - TENHO A MAIS ABSOLUTA CERTEZA
Por Julio Benchimol Pinto: "Sigilo não é cortina de fumaça e publicidade não é confete jurídico.
No caso Master, a pergunta não é se André Mendonça podia levantar o sigilo. Em tese, podia. A pergunta é outra: devia fazê-lo naquele momento, naquela extensão, com a investigação ainda respirando por aparelhos?
Publicidade é regra constitucional, mas sigilo investigativo também existe por uma razão: preservar prova, evitar combinação de versões, impedir destruição de documentos, proteger testemunhas e impedir que investigado transforme diligência em tutorial de fuga processual.
Por isso a irritação da PGR não é mero chilique corporativo; tem fundamento técnico.
Se o material já estava estabilizado, sem diligência pendente e sem risco prospectivo, a publicidade é defensável. Porém, se expôs linhas ainda abertas, interlocutores não ouvidos, trilhas financeiras, dados sensíveis ou hipóteses em apuração, aí o problema é sério.
Não há nulidade automática; é preciso demonstrar prejuízo concreto. Mas também não dá para brincar de transparência com investigação complexa como quem abre live no Instagram.
O caso Master já mistura banco, política, gabinete, dinheiro grosso, operador esperto e instituição demais para permitir vaidade processual. O STF precisa iluminar o que deve ser público e preservar o que ainda serve à prova."

CHEGOU OU PASSAMOS DA HORA?

terça-feira, 23 de junho de 2026

BAURU POR AÍ (252)


CHOVE SOBRE BAURU E O QUE FAZER NUM DIA COMO ESTE??? - SE TIVER MANIFESTAÇÃO CONTRA SUÉLLEN SAIO DO SEBO E VOU PRA LÁ
O frio chegou - ou voltou? - e com ele, hoje a chuva. Essa combinação é tudo de bom para fazer algo: permanecer em casa, quietinho e sem grandes sobressaltos. Eu, inquieto, mesmo aposentado, saio para as obrigações de praxe e o que fazer além disto? Continuo aqui de minha trincheira espezinhando e fiscalizando as banalidades do que é proferido como ações diárias pela atual administração municipal. Estes não podem ter um só minuto de descanso, pois mesmo uma turma agindo nos seus calcanhares, aprontam pra dedéu. Imagine se ficassem à vontade. O caos está mais do que estabelecido na cidade. Hoje mesmo, vejo a turminha, o staff da alcaide Suéllen Rosin, tendo à frente sua estimada - para ela - mãe, fazendo uso da palavra para recepcionar o governador, num ato de inauguração feito entre eles poucos. Estes são cagões, pois sabem que, fazendo publicidade da presença do fundamentalista Tarcísio de Freitas por Bauru, a gente sai até na chuva e frio, mas iríamos lá promover uma baguncinha, a demonstrar o quando são, não só inábeis, como incompetentes e inadequados, insanos. Vejo as fotos e falas, inclusive a da mãe da alcaide, que pelo visto, está sendo preparada para ser a candidata a sua sucessão na Prefeitura de Bauru.

Então, num dia como esse, chuva e frio, poderíamos todos estar numa manifestação contrária aos rumos tomados pela atual administração municipal. Não estamos, pois pelo que vejo, não comunicam com alarde algo das inaugurações promovidas por eles, para evitar contato com mainesfatntes, que na verdade são os que continuam se opondo à bazófia governativa destes hoje encastelados no poder. Como fico sabendo dessa inesperada e intempestiva visita governamental à cidade, continuei fechadinho em meu casulo, lendo, vendo jogos da Copa e escrevinhando para quem ainda está disposto a ler meus escritos.

Algo me tirou de casa. Na falta de uma manifestação contra o que tem feito - na verdade nada fez - a alcaide municipal, vejo que o SEBO DO BAU está promovendo um bota fora, ou seja, uma promoção para diminuir o estoque de livros e discos lá em suas salas, com entrada na rua Treze de Maio, quase esquina com a Rodrigues Alves. Saio de casa com uma listinha de coisas para fazer, como buscar remédios do Farmácia Popular - viva Lula - e passo pelo sebo. Muita gente por lá. Pudera, o maluco do Roberto, proprietário da casa, coloca todo o acervo a módicos R$ 4 reais a unidades. Desde sábado tem gente saindo de lá com pacotes e pacotes. Eu mesmo saio com 15 livros, alguns de arte, estes de capa dura, outros achados incríveis, tudo pelo preço aqui citado.

Fui conferir pessoalmente, assim como não quer nada, porém ao começar a garimpagem, não consegui mais parar. Isso de ficar vasculhando estantes de um sebo é para mim algo comparável ao orgasmo. Permaneceria muitas horas ali, mas como fui no final da segunda, depois das 17h, mesmo eles ficando algum tempo abrto depois das 18h, tive que me retirar, pois corria o risco deles fecharem as portas e permanecer por ali durante uma noite - o que não seria assim tão ruim. Quando num lugar destes, esqueço até do frio, pois ao mergulhar naquela bagunça - a do primeiro andar é mais do que garimpagem -, a gente sabe quando entra nela, mas nunca como sai.

Confesso e repasso a dica: venham sujar suas mãos aqui no SEBO DO BAU, pois a promoção começou sábado e vai pelo menos até o fina ldeste mês. Roberto me disse não pensar em fechar a loja, mas estasva precisando dar cabo de uma boa parte do aacervo e assim, depois de revender boa parte por R$ 5 reais, agora inicia algo mais ousado, com tudo, mas tudo mesmo, por R$ 4 reais a unidade. Hoje, terça, não terei como voltar. Creio o faça amanhã, pois até lá estarei juntando uns caraminguás para tarzer algo mais. Para quem não conhece, este sebo tem uma certa organização no seu andar térreo, depois tem suas escadas todas abarrotadas de caixas e em cada, sempre mais que uma surpresa. Depois o andar de cima é uma incógnita, muitos LPS, sem muita organização e agora, como se fosse um chamarisco a mais, montes e montes de livros bem no centro da sala principal. É chegar e mergulhar. Porém, adianto, esse negócio é para quem sabe nadar, ou garimpar. Eu sei só um pouquinho, mas me arrisco.

E assim sendo, indico este lugar como um dos mais convidativos para quem ouse sair de casa por estes dias, debaixo de chuva ou enfrentando garbosamente o frio. Por outro lado, para botar a fuça fora de casa, só mesmo para uma manifestação contra os desmandos provocados por essa descapacitada administração municipal, comandada pela fundamentalista Suéllen Rosin. Me convidadndo para uma coisa ou outra, topo sair de casa, do contrário, permanecerei quietinho aqui no quentinho de minha casa.

mudando de assunto
MENSAGEM DOS BASTIDORES MAIS SECRETOS DESTA INSÓLITA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL
“Chegamos a Los Angeles com orgulho, competimos com honra e partimos com dignidade”, dizia o bilhete manuscrito que a seleção iraniana deixou no vestiário do Estádio SoFi após o empate em 0 a 0 com a Bélgica. A mensagem homenageava as 168 meninas da escola Minab mortas em um ataque dos EUA, agradecia a Los Angeles “pela hospitalidade”, “a cada iraniano que nos acompanhou com sua voz, coração e alma durante esses 180 minutos” e pedia que “a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações”. O Irã deve deixar o território de Trump assim que as partidas terminarem. A equipe está hospedada em Tijuana, no México, o que representa um desafio singular na Copa do Mundo.
Publicada hoje na seção PIRULO DE TAPA, no diário argentino Página 12

PRECISO DIZER DOS MOTIVOS DE GOSTAR DEMAIS DESTE CRAQUE FRANCÊS?https://www.facebook.com/reel/1426318262638274
Repórter pergunta para o craque francês Mbapeé: "Estou aqui na sua extrema-esquerda".
Sua resposta, em meio a muitas risadas: "Ufa" Ainda bem você nã oestava do outro lado".
Craque até fora do campo!

voltando os olhos para situação deplorável ocorrendo hostes bauruenses
UMA FÁBRICA DE PLACAS E MULTAS
Vive-se tempos em Bauru onde ocorre um despropósito de ações impostas pelos comandando a administração pública municipal, exagero em todos os sentidos e meios - diga-se Suéllen Rosin e equipe. Daí, reproduzo aqui no Cena Bauruense, pela primeira vez uma foto se utilizando de recursos do IA, para de forma irônica demonstrar melhor os excessos. A fotoarte é da Olga LM Marques é pega no pé, acertadamente, diante da imposição na cidade de sua Zona Azul ampliada e até com fiscalização com câmeras instaladas em carro. Diante de tantas aberrações contínuadas, nada como ser irônico, para ver se desta forma o objetivo é atingido com maior rapidez, enfim, as placas hoje são tantas e espalhadas por todos os lugares, chegando até nos lugares impossíveis e inimagináveis, como atingindo, se tudo continuar no ritmo atual, sua zona rural.
Na continuidade, DIRCEU MOSQUETTE JUNIOR instala o carrinho de multa da alcaide ao lado das placas e Orlando Alves completa: "Nada que um prego no pneu não resolva"

segunda-feira, 22 de junho de 2026

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (159)


NÃO SE PODE COLOCAR A VIDA EM PAUSA QUANDO...
Gente, esse envolvimento com a Copa do Mundo, querendo preencher tudo à nossa volta, sobrando pouco espaço para outros assuntos não cola comigo. Eu continuo atento, só escrevinhando menos, observando tuo, até mais e pronto para dar o pitaco, quando achar necessário. Agora mesmo, neste exato momento, fico muito preocupado com esse silêncio advindo das hostes do Palácio das Cerejeiras. Sei que, quando todos estamos distraídos com outra coisa, algo acontece nos nossos costados e sempre para pior. Todos sabem meu posicionamento de desconfiança de como se dá a forma de administração empreendida pela alcaide reeleita em Bauru, a denominada por mim como incomPrefeita Suéllen Rosin.

E daí queria desenvolver algo bem curto, refletindo sobre promessas feitas pela alcaide e nunca cumpridas. Ela, pelo que se vê, vive de lances de marketing, posts em suas redes sociais e assim alimenta sua claque, seus adeptos e seguidores, consequentemente incautos, a população não totalmente esclarecida de como acontece de fato seus movimentos políticos.

Daí, hoje pensei em tópicos em cima do jargão NÃO SE PODE COLOCAR A VIDA EM PAUSA QUANDO...
- alguém manda derrubar o chafariz da praça central da cidade, a Rui Barbosa, planta em seu lugar um gramado e promete refazer o chafariz, só que o tempo passa e tudo cai no esquecimento;
- como promessa de sua campanha de reeleição estava lá escrito e ela falou em alto e bom som que, a Estação da NOB seria restaurada e para lá seriam transferidos muitos órgãos municipais, inclusive o seu gabinete de prefeita, porém, nada ocorre e a promessa é renovada, desta feita sem data para sua realização;
- a cidade possui três museus municipais e nenhum deles funcionou um dia sequer dentro da atual administração municipal, sendo que um deles, o Municipal, com acervo descomposto, pois há mais de dez anos fechado, foi todo fragmentado e o local onde seria abraigado, praticamente pronto, a Estação da Cia Paulista, mesmo obras concluídas, nem sinal de sua reabertura;
- o aterro de água, mais conhecido como reservatório principal de abastacimento de água da cidade, proveniente do rio Batalha, teve até vídeo sobre sua recuperação, porém, o tempo passa e como neste pe´riodo ainda não precisaram ter ações de racionamento, a obra de ampliação do reservatório está paralisada e tudo cai no esquecimento;
- empréstimos são aprovados pela Câmara Municipal, numa expressiva votação favorável aos intentos da alcaide, os tais 17 x 4 e os valores, principalmente para ações dentro da autarquia do DAE, ficam só na promessa, ou seja, o derrame de dinheiro é aprovado, mas inexiste projeto sério para sua utilizaçõ;
- numa ação contestada a alcaide lacrou o Hotel Imperial na praça Machado de Mello, removendo sob promessa de instalação adequada para quem ali habitava, porém, até hoje não se sabe em que parâmetros foi feito o acordo com a então proprietária e o que se sabe é o que se vê: tudo por lá lacrado por tijolos e acentuando cenário de abandono no local;
- alco imcompreensível é o fato de Bauru estar na região considerada sertão paulista, enorme calor e a cidade importa uma secretaria do Meio Ambiente e sua ação principal é o corte desmedido de árvores, quando o contrário deveria estar sendo implantado para amenizar o calor;
- a alça do viaduto da Treze de Maio é interditada e o viaduto por inteiro teve promessa de sua total liberação, algo dito como rápido, porém, o tempo passa, o tempo voa e tudo caminha em passos de tartaruga, sem previsão de liberação, com alcaide não se importando de ter prometido e não cumprido algo rápido;
- a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto, ETE Vargem Limpa, prometida para os primeiros anos de gestão, sofreu sucessivos atrasos, rescisões de contrato com construtoras e entrou em seu décimo ano de paralisação. O esgoto tratado na totalidade foi uma promessa de campanha de longa data, mas acaba caindo no esquecimento, pois alcaide não sabe o que fazer para concluir o prometido;
- nunca a cidade teve tantos cargos comissionados como na atual administração, criando até o inconcebível Secretário Adjunto, cuja função é assessorar, muito bem remunerado o secretário, ou seja, duas mesas para a mesma função, tornando a cidade o paraíso do apaniguados, imensa rede de incondicionais apoiadores da atual gestão;
- a promessa da construção do primeiro Hospital Municipal de Bauru avançou lentamente, sendo postergada para o segundo mandato da prefeita e agora, vez ou outra ela envia para o terreno um trator relimpar a área, tendo como novidade mesmo, a publicação pelo Diário Oficial de uma funcionária remunerada;
- a revitalização completa e o cronograma de entrega do calçadão da rua Batista de Carvalho sofreram alterações e longos períodos de atraso em relação aos prazos iniciais, sendo realizadas obras, quadra por quadra num compasso parecido com o andar de uma tartaruga, lentidão inexplicável;
- falta constante de merenda e material escolar para as escolas municipais, tendo em alguns casos, sendo concluído o semestre, sem que o uniforme chegasse aos alunos e
- e a ladainha de resolver o problema do aterro sanitário do lixo proveniente da cidade, que vai só engordando os cofres de empresas privadas, conrtatadas a toque de caixa, com renovações automáticas, postergando a solução do problema, sempre com promessas nunca cumpridas:
- ...
Lembra de mais alguns itens? Ajude a ampliar o leque de cobrança das promessas não cumpridas, as que não permitem pausar a cobrança junto de Suéllen Rosin, já muito conhecida, como PROMESSONA.

e por falar em Copa do Mundo, eis como ficamos eu e Ana Bia, após ver Messi em campo
COMO NÃO SE ENCANTAR COM O FUTEBOL APRESENTADO PELA ARGENTINA...
Eu nem quero ficar encrevinhando muito sobre essa Copa do Mundo. Tenho assistido a alguns jogos, menos do que queria, mas não estou querendo me envolver mais do que já o faço. Gosto muito de futebol. Não perco jogo do meu Noroeste de Bauru. Ontem, mesmo gostando demais da história do goleiro Vozinha, da seleção de Costa do Marfim, torce demais para o Uruguai, nosso vizinho latinoamericano. Para eles a situação não está nada fácil e para nós, após os dois primeiros jogos, vi pouca evolução e comparando com algumas outras seleções, já com resultados práticos e demonstrando bom futebol, vejo que as nossas perespectivas não são nada boas. Claro, estarei sempre torcendo, mas hoje, ao assistir aqui em casa, eu e Ana Bia, foi impossível não torcer e não vibrar pelo bom futebol dos argentinos. Tudo bem, podem me dizer, que a Argentina é Messi, sei disso, mas ele resolve, o time joga em função dele e no caso brasileiro, não vejo a possibilidade do nosso time jogar em função de um jogador. Eu e Ana vestimos a camiseta argentina, pois como vamos pra lá todo ano num encontro acadêmico, isso há mais de 12 anos, peguei um baita amor pela cidade de Buenos Aires, tendo muitos amigos por lá. Sofro vendo a situação política deles, com a derrocada provocada pela insanidade de um desGoverno como o do fascista Milei. Nos últimos dois anos, temos acompanhado a precariedade com o que o povo argentino tenta sobreviver e isso nos comove. Lá sou peronista, fui Nestor, fui Cristina Kirchner e achei que o governo do Alberto poderia ter feito muito mais. Todo ano passo pela Praça de Maio e circulo numa quinta junto das Mães que tiveram seu filhos despárecidos pela ditadura militar lá deles, muito mais cruel e insana que a nossa. E eles amam demais o futebol. Conquistaram três títulos mundiais e nós cinco. Já fomos melhores que eles, mas hoje, não existe como tapar o sol com a peneira, eles estão numa fase melhor que a nossa. No passado, muitos jogadores brasileiros já jogaram em times argentinos, hoje devido crise financeira, ocorre o contrário e muitos deles jogam aqui, batendo um bolão. Lembro de quando fui ver o Hugo Chavez num comício no estádio do Ferrocarril, ano de 2007, vi por lá homenagens a um brasileiro que por lá jogou, Rodrigues Neto, que jogou também na nossa seleção. E tudo desemboca neste jogo que assisti hoje ao lado de Ana Bia. Ao me verem com a camisa argentina, não me substimem, pois não deixei de torcer pela nossa, mas tenho que reconhecer, eles estão batendo um bolão. E diante de seleções do resto do mundo, prefiro estar ao lado de uma latinoamericana, enfim, somos hermanos. Uma maravilha ver Messi jogar bola e uma grande bobagem isso de rivalidade, ódio para com eles. Tô fora disso. Prefiro Maradona, até pelo seus posicionamentos políticos, mas não posso tapar o sol com a peneira. Vamos ver como nossa seleção vai se sair contra a Escócia e depois voltamos a conversar. Um absurdo ver o quanto essa seleção argentina joga pra Messi ser o que é. Digam o que quiserem, mas o cara é demais.

domingo, 21 de junho de 2026

CENA BAURUENSE (279)


MEU OLHAR PARA O QUE VEJO ACONTECENDO DENTRO DA TAL CIDADE SEM LIMITES

01. Publicado em 18.04.2026: Ah, o que seria da vida da gente sem um pouco de humor e ironia? Eu mesmo respondo: Muito mais dura. Assim sendo, recebo foto e mensagem do dileto amigo Gilberto Maringoni, direto da capital paulista com uma provocação neste sentido: "Todas as questões referentes ao estreito de Ormuz são decididas na loja maçônica Architectos de Ormuzd, situada à avenida Rodrigues Alves 8-56, centro, Bauru, SP". E não é? E como não havia ainda pensado nisso, essa loja maçônica, centenária como a cidade, está entrelaçada com a sua história e pelo bem, pelo mal, continua vivíssima e atuante, no ponto nevrálgico dos acontecimentos, enfim, Ormuz é hoje o epicentro de tudo.

02. Publicado em 19.04.2026: No começo desta rua, a Agenor Meira, lá no fundo, o telhado da antiga estação da Cia Paulista e na parede o letreiro da FEPASA, que um dia movimentou o pedaço, com trens e hoje, depois de longo tempo fechada e abandonada, através de emenda parlamentar do deputado Vicentinho PT/SP, algo foi se movimentando e dizem, ela está quase pronta para ser aberta com a necessária devolução ao público do Museu Histórico Municipal. Na cidade, três museus e nenhum em funcionamento, todos fechados e nestes dois mandatos de Suéllen Rosin, nenhum deles funcionou um dia sequer. O que dizer de uma cidade de 400 mil habitantes, cujos seus três museus permanecem fechados e a maioria de suas bibliotecas ramais foram fechadas, desincentivando a leitura? Não existe Feira do Livro, que resolva ou encumbra isso. Destes que aí estão na administração pública municipal eu só acredito vendo e ainda acho, encontrarão mil desculpas para postergar a abertura desta histórica edificação, mesmo estando praticamente pronta. Quer apostar?

03. Publicado em 21.04.2026: Na calçada ao lado da entrada principal do Cemitério da Saudade uma indicação para circulação de deficientes os levariam para bater com os costados na parede. Não existe um padrão mínimo de entedimento para colocação dessa sinalização nas calçadas ou ela é mero enfeite?

04. Publicado em 22.04.2026: Vagueando pelo campus da Unesp Bauru, lindo se deparar com jovens estudantes de Artes/FAAC, sentadinhas e quarando ao sol, diante de um fusca, um dos emblemáticos carros deste país, hoje não mais fabricado e passando para o papel seus traços e formas. O fusca hoje, como se vê, é objeto de estudos.

05. Publicado em 23.04.2026: O edifício Timburi, no alto das Nações Unidas, quase defronte o CEASA, está em fase de conclusão e nele, pendurados em suas cadeiras, quatro operários, trocando figurinhas e conversando despreocupadamente enquanto trabalham e se balançam ao vento.

06. Publicado em 24.04.2026: Meus diletos amigos (as) dos reencontros dominicais na feira da Gustavo e na do Rolo são todos assim, irreverentes e criativos, saindo pras ruas, sem medo de mostrar estar no lugar mais democrático da cidade e assim, se expor em fotos sempre hilariantes e até provocativas. O professor Fabiano Ferreira, filósofo de carteirinha é um destes, quando passa a semana inteira tentando transmitir algo de positivo pra mente dos alunos, cada vez mais inverossímel e aos finais de semana estravaza e comparece, ou melhor, se recarrega nas poucas quadras da feira, exatamente em busca de condições, o encontrar forças para os embates todos da próxima semana.

07. Publicado em 15.04.2026: Rua Rio Grande do Norte, vila Cardia, quadra detrás do Cemitério da Saudade, manhã de domingo e muita gente sai feliz da vida, carregando sua cesta básica pelas ruas do bairro, em distribuições regulares do Centro Espírita Irmã Catarina.

08. Publicado em 27.04.2026: Das necessárias diárias caminhadas que faço, sempre por caminhos diferentes, nunca pelo mesmo, observo muito isso, principalmente aqui pelos lados da Vila Universitária, algumas casas que foram construídas no início do loteamento no local, quando o bairro não possuia esse visual mais abastado. Sabe aquilo de "último dos moicanos", pois vejo isso, encravado no bairro, numa resistência de dar gosto, como essas casas de madeira, resistindo a tudo e todos, na esquina das ruas Henrique Savi, a que desce do Bauru Shopping e Caetano Sampieri, a que desemboca nas Nações. Cercadas, ilhadas, mostram para mim, sem que ninguém me diga, algo de como foi essa região um dia começou e de como se apresenta hoje. Do que vejo, exemplo vivo, extraio o lema em seu melhor entendimento: "Resistir é preciso".

09. Publicado em 29.04.2026: Adoro ir trombando e revendo pessoas conhecidas e queridas pelas ruas da cidade. Nada como ir assuntando de como cada um segue na lida e luta do dia a dia. Dias atrás, como sempre faz e o vejo constantemente, o jornalista Leonardo de Brito, que um dia aportou aqui vindo do Nordeste e fez seu nome, sempre escrevendo de esportes. Ficou um dos caras mais entendidos em Noroeste desta aldeia. Chegou o dia em que, encerrou o ciclo junto ao Jornal da Cidade, onde trabalhou por aqui o tempo todo e agora, aposentado, sempre de bermudas e com uma mochila às costas, circula pela região da Getúlio, pronto para novas conversações. E o que achará ele desta Copa do Mundo nos EUA, justamente no meio de um conflito mundial, declarada guerra, onde o futebol, como tudo o mais é mero joguete nas mãos dos poderosos de plantão? E do Noroeste nas mãos de uma SAF regional? Conversas deste tipo rendem longos papos, a perder de vista e de hora. Leonardo é proseador até não mais poder. Interceptá-lo nas caminhadas é querer se perder em conversas mais que prolongadas.

10. Publicado em 30.04.2026: Os invisíveis desta vida estão espalhados pela cidade inteira e dormem em qualquer lugar, bastando surgir o cansaço da continuidade da caminhada, como aqui na rua Araújo Leite, quase esquina com a Duque de Caxias, em algo mais que constrangedor, para quem está perfilado pelo fim das desigualdades sociais. Não existe a possibilidade de encarar como normal ver uma pessoa dormindo do meio da tarde, atravessado numa calçada.

11. Publicado em 11.05.2026: Depois de mais de uma semana fora de Bauru, uma das cenas mais controvertidas dentro do inóspito - pela ação de fundamentalista administração - centro comercial da cidade, eis que a alcaide, interdita o viaduto da Treze de Maio, não só na alça caindo na avenida Nuno de Assis, mas por completo. Como tudo que diz é desacreditado, desmentido e até esquecido, jogado pra debaixo do tapete, a afirmação de que, tudo estaria totalmente liberado em questão de dias está sob resguardo, aguardando se o frio não se intensificará ou mesmo possa chover. Tudo nestas plagas é desculpa para adiamentos e postergações. Veremos...
Obs: A foto aérea é do Jornal da Cidade.

12. Publicado em 13.05.2026: Não se assuste ao passar pela calçada defronte a loja "O Curioso", na rua Gustavo Maciel, bem na quadra e ao lado de onde por anos funcionou o Cine Vila Rica , pois isso é só o começo do que acabarás por encontrar lá dentro.

13. Publicado em 14.05.2026: Meio desta semana, um pequeno congestionamento na descida da Agenor Meira, junto da loja Magazine Luiza, provocado por caminhão da SEMA - Secretaria do Meio Ambiente -, estes podando (tomara seja só isso?) no meio do dia, quando poderia fazê-lo num horário menos problemático. A questão principal não é essa, pois podas são necessárias, muito menos que o plantio de mudas de árvores variadas e múltiplas na cidade, uma reconhecidamente vista com poucas árvores em sua área urbana. Muito do calor sofrido pelo bauruense poderia ser amenizado com mais árvores em nossas ruas e podas sem critério. Enfim, como secretário dessa pasta, deveriam no mínimo estar trabalhando alguém que entende deste assunto e ame verdadeiramente a natureza. Ocupar com gente do staff, sem comprometimento com a causa, sempre provoca aberrações funcionais, como a de quem gerencia nossas bibliotecas, fechando a maioria das ramais, justamente as espalhadas nos bairros da cidade. Tudo nessa administração é na contramão do bom senso.

14. Publicado em 24.05.2026: Este o cenário funerário bauruense, triste sina de itens férreos, antes rodantes e muito úteis, hoje sucatas apodrecendo no que nos resta de trilhos. Quem passa por cima do viaduto JK, o que liga a Azarias Leite ao Fórum, olhando para o que antes foi a fonte do progresso bauruense, hoje só desolação. Diria mesmo que, a FERRUGEM é a marca mais significativa que tivemos ao longo das últimas dácadas.

15. Publicado em 25.05.2026: Impossível circular por um determinado bairro, casas quase todas opacas, padrões tristes dentro do contexto da cidade, porém, alguém faz questão de se mostrar diferente, alegre, altaneiro, propondo outro caminho, daí tiro a foto e a compartilho. É o que fiz ao passar diante dessa imodesta residência, quadra 3 da rua Adante Gigo, no jardim dona Lili - nem sabia da existência de bairro com este nome -, região que faz divisa e fica próxima ao jardim Carolina e à avenida Cruzeiro do Sul.

sábado, 20 de junho de 2026

BEIRA DE ESTRADA (209)

FESTEJEI COM GENTE AMIGA, ENFIM CHEGO AOS 66 ANOS
Assim como este velho veículo, marca Volks, modêlo Gol, circula pela cidade com adesivo na parte traseira, "respeite os mais velhos", eu ao completar neste 23/junho, 66 anos, lataria já um tanto avariada, pneus recauchutados, pintura desgastada, motor batendo biela, ando circulando pela aí com algo com o mesmo aviso, porém ciente ser muito possível aguentar o tranco por mais alguns bons anos.

HPA VAI FAZER 66 ANOS E O FURDUNÇO COMEMORATIVO FOI ONTEM A NOITE
Reunião divinal de amigas e amigos queridos. Alegria maior não poderia ocorrer. Nada como ainda conseguir se reunir com diletas pessoas, todos embuídos do mesmo ideal, o de continuar na lida e luta por dias melhores, fazendo de tudo e mais um pouco para derrocar o fascismo, esse fundamentalismo arcaico e retrógrado. Estar com estes, poder conversar, trocar ideias, estudar opções, isso tudo da forma mais salutar possível. Eis, este o melhor momento deste HPA, junto aos seus, os que pensam e agem de forma idêntica, todos festando e estudando possibilidades de reverter o quadro e possibilitar a salvação desta insólita Bauru, reconduzindo São Paulo por caminhos mais auspiciosos e dando continuidade, por mais quatro anos, com Lula nos governando e sabendo nos conduzir diante deste mundo de pernas pro ar. 






sexta-feira, 19 de junho de 2026

MÚSICA (260)


DIA DE JOGO DO BRASIL
Eu não me encontro em condições, nem físicas, muito menos mentais - de escrevinhar quase nada no dia de hoje. Cheio de atribuições, até as tampas, me reservo no direito de reproduzir alguma coisa que, porventura tenha cruzado meu caminho e aqui posto, com o intuito de preencher o vácuo diário, de quem se acha na obrigação de manter posts constantes, textos quase inisnterruptos. Hoje o bicho pegou...

Queria ter sido Sócrates, um doutor da bola e craque no pensamento, mais que boim das ideias e nas realizações. Creio ter ficado pelo meio do caminho, mas como a caminhada ainda não se encerrou, acredito ainda ser possível fazer algo mais do que já fiz. Olho para o momento atual do futebol brasileiro, participando de mais uma Copa do Mundo e quando me volto para trás, tudo me faz lembrar uma piada que tenho ouvido, dizem que dita pelo Rivelino, porém acho ser só mera piada. Diz terem perguntado para Rivelino como ele acha seria um jogo da seleção campeão de 1970 e a atual, qual o placar. Ele diz, seria 1 x 0 para a de 70. A pessoa não contente com a resposta, indaga, se este placar não seria pouco. E ele, firme e forte: "Tá bom o resultado, o Pelé já morreu e os que restaram estão todos com mais de 80 anos". Sim, eu ainda vejo algo do bom futebol de antanho, em alguns bons jogadores, mas pouco, cada vez menos nos bastiões da bola brasileiros. Não perdemos o fio da meada, mas nos deixamos levar pelo breilho provocado mais pelos bastidores da bola, do que realmente ocorre dentro das quatro linhas. 

Não sei se isso também se reflete no mundo da política. Sabíamos fazer política, a fizemos e soubemos enfrentar uma ditadura militar. Belas lembranças tenho da resistência da classe estudantil nas ruas, depois as operárias, com aquilo tudo que ocorreu lá pelas bandas de São Bernardo do Campo e adjacências. Estivemos todos envolvidíssimos numa luta de resistência, todos botando a cara para bater. Tudo foi se esaviando com o tempo e mesmo, nunca tendo abandonado o campo de jogo, creio deixamos nos levar por algo que nos fez perder este jogo. Fomos dominados e hoje, para reverter o placar, a luta está mais do queDo outro lado, os piores deste mundo, onde o campo político está sofrendo forte influência da extrema direita e essa, perversa como sempre o foi, nos apunhala em praça pública. Sangramos, ainda estamos vivos, porém respirando por aparelhos. Se juntarmos as forças, vejo isso bem nítido, dá para reverter isso tudo, mas estamos ficando só nas palavras, gestos pueris e pífia movimentação. 

O que não queria escrevinhar hoje, saiu assim de uma só golfada. Um escrito envolvendo o futebol que as TVs nos mostram a cada instante, o desta insólita Copa nos States e esse jogo da política, não só brasileira, mas mundial, onde as forças reacionárias, conservadoras e radical de direita, fica nos apunhalando a todo instante, bem abaixo da linha da cintura e vamos reagindo lentamente. Ou vamos pra cima deles ou eles continuarão com este jogo mais que sujo, mentindo a todo instante e conquistando espaço e as mentes, destes tantos incautos, hoje mais preocupados com a sua sobrevivência, do que que com ideologia e saber escolher de fato quem de fato mereça dirigiar nossos rumos. Se o mundo continuar sendo conduzido pelos que, nos apunhalam pelas costas, amanhã, quando estiverem de fato nos governando, nos apunhalaram pela frente, mas daí será tarde demais. Quero e vou continuar resistindo. Na verdade, nem sei como, mas estou aí na lida e luta, pro que der e vier, ciente de minhas responsabilidades. Não me omito de colocar a cara à tapa, pois sei que, se hoje a coisa não está lá essas coisas, quando os perversos comandarem tudo, daí sim, o pior estará estabelecido. 

Deixa continuar minha sina de ir tentando, neste momento, vencer as etapas de mais um dia. Se amanhã voltar aqui é porque consegui vencer mais um dia e assim a luta terá, de minha parte, continuidade.

Em tempo: A ilustração do doutor Sócrates é de autoria do 
w
endellnarkedmicom interpretação livre da música "para Lennon e McCartney" composta por Lô Borges, Fernando Brant, Márcio Borges e cantada maravilhosamente por Milton Nascimento. Título da arte retirado do melhor programa sobre futebol e política em formato 'podcastal', segundo o autor da arte, o Fronteiras Invisíveis do Futebol. E assim, ele recomenda muito (mesmo que você não acompanhe futebol). 

AINDA SOBRE O FUTEBOL E NOSSA SELEÇÃO, CHEGUEI A PENSAR NESSA ALUSÃO
"ASSIM NOSSO TIME DE FUTEBOL, VAI MAU, NOSSO JOGADOR SÃO TUDO UNS PERNA DE PAU"
Ando assistindo partidas de futebol até mais do que deveria, tudo por influência dessa Copa agindo nos nossos costados. Tento selecionar, algumas vezes gosto, outras desgosto e continuo torcendo, mesmo quando algumas seleções são o que, o grupo paulistano DEMÔNIOS DA GAROA descreveu certa feita, décadas atrás, num belo samba, o "TIME PERNA DE PAU" (Vicente Amar). Saboroso reviver a letra, ouví-los e assim tocar o barco adiante. Tomara a seleção brasileira acabe não se tornando o que prescreve o samba. A música "Time Perna de Pau" foi lançada originalmente pelos Demônios da Garoa em 1968 em um compacto simples (com "Timão" no lado A). No ano seguinte, em 1969, a faixa integrou o repertório do LP "Ói Nóis Aqui Tra Veis", lançado pela gravadora Chantecler, 1969. Cantarolo ela aqui nesta manhã, antes de botar as pernas nas ruas para minha caminhada matinal.

Eis esses demônios nos mostrando a existência de times pernas de pau: https://www.youtube.com/watch?v=P_nSvP6Wjeg
Assim nosso time de futebol, vai mau,
Nosso jogador são tudo,
São "tudo" uns "perna de pau",
Só "contratemo", quem "num" sabe nem "chutá",
Parecemos "muié" de malandro,
Só "sabemo" é "apanhá",
Mais os "curpado", são os nosso "diretô",
Que não dão aos "jogadô",
Assistência, "morá" nem "materiá",
Se "nós tirá" em "urtimo" lugar,
A "curpa" é do "ténico", que "num sabe orientá".
Bola, vai, bola, vem,
Nosso time, entra bem,
Num se "sarva" ninguém, da derrota,
Será "possíver", como é que pode,
Desse jeito eu morro,
"Nóis" grita, grita, grita,
E os nosso jogador,
Num fazem nem um "gorrô".

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Hoje devia ser feriado nacional. Os portugueses têm o Dia de Camões, que é o Dez de Junho. Nós, brasileiros, precisamos do Dezenove, Dia do Chico Buarque.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

DIÁRIO DE CUBA (268)

HISTÓRIAS DE GENTE DESSAS PLAGAS
Pudesse e tivesse tempo, permaneceria contando histórias, reverenciando algo do que vejo nas andanças pela aí, reverberando este ladfo salutar, o do congraçamento humano, mas em quase tudo hoje, tenho que ficar separando quem está de um lado e do outro na contenda onde estamos metidos. Nestas duas, não assuntei sobre isso, mas sim sobre o que vi, primeiro pela expressão de cada um dos aqui retratados, depois quando me deparei com suas histórias, não me contive e elas aqui estão:

1.) A FAMÍLIA SOARES E NELAS, FÁBIO, DE BRÁS DE PINA ATÉ BAURU
Tenho um relacionamento fraterno com os Soares, desde quando estudei História, na antiga USC, junto de Fabíola Soares. Naquela insólita turma, ter uma carioca, recém chegada do Rio de Janeiro, foi um dos combustíveis para aquele grupo se manter acesa e inflamado. Com ela vim a conhecer o Seu Soares, um senhor saído da Marinha do Brasil e que quando chegou seu tempo de adentrar a reserva, por uma dessas coincidências da vida acabou aportando em Bauru, de onde se fixou e nunca mais saiu. Naquela época, acreditada que por ser das Forças Armadas o sujeito era conservador e Seu Soares era o oposto, um ativo e conversador militante das forças democráticas. Fiquei encantando desde o começo. Ele aqui esteve à frente do G Petisco e depois em sociedade com o Pedro Tobias, no Posto Sem Limites. Essa história de como comandou esses dois lugares, ícones na cidade, ainda merece ser devidamente contada.

Mas não é disso que quero escrevinhar e sim dos três filhos do Seu Soares, a Fabíola, que conheço melhor pela convivência desde a época dos bancos universitários, depois o Flávio, alguém por quem é impossível não nutrir admiração, pois junto da esposa, tocaram até quando puderam o Bru e outros jornais toalhas, aqui e em Marília, algo com uma criatividade espalhada nas mesas de bares, que infelzimente não percorrer mais estes estabelecimentos nos tempos atuais. Marcaram época e fazem parte de outra rica história. E por fim, o que menos conheço, o FÁBIO, o filho que ficou no Rio de Janeiro, mais precisamente em Brás de Pina e aqui aportava, indo e vindo, por causa dos pais e irmãos estarem aqui residindo.

No dia do falecimento do Zé Vinagre, como Fabíola foi casada com ele por muito tempo, algo grandioso foi ver a sua família toda ali, em algo realmente grandioso, como a dizer, o Zé merece da gente estar aqui. E assim, nos dois dias que estive por lá, vi o Fábio junto do pai, praticamente o amparando, permanecendo ao seu lado e depois, tive o prazer de uma conversa mais alongada. Dentre as revelações tão sinceras e reveladoras, eu o percebia muito atento em minha boca enquanto falava. Foi quando soltou: "Você percebeu, meu pai está enxergando vultos, vê pouco e precisa de ajuda, enfim a idade e tudo o mais. Eu, neste momento ao seu lado, com meu aparelho de surdez com problemas, ouço mal e a vida inteira aprendi a leitura labial. Nossa conversa flui por causa disso". 

Conversamos muito sobre isso dele ir e vir. Eu sempre fui um admirador desses cariocas desabridos e sabendo se estabelecer por aqui e ali. Os subúrbios cariocas são encantadores e mesmo hoje, com todo o pérfido aparelhamento do crime organizado, não deixa de manter seus encantos. Brás de Pina é um desses lugares. E o Fábio me contou histórias de lá e de cá, dessas viagens e de suas estadas por aqui. Vê-lo e ter a oportunidade de papear, olhar para suas mãos cheias de anéis, aliado a colares é reviver toda uma história e trajetória de vida. O visual que carregamos junto da gente diz muito de nossas escolhas e prererências. As de Fábio são latentes. 

Não tenho muito para relatar de nossa conversa, mas confesso, naquela manhã de sexta, fiquei tocado, pedi para fazer umas fotos juntos. Sei estar ali um sujeito onde, a prosa renderia algo a tomar mais que um dia inteiro. Não tínhamos esse tempo. Seu Soares e ele estavam partindo, lindo vê-los juntos, um não enxeregando bem e outro não escutando, porém se completando. Dessa família, gosto de todos. Me dou bem com todos e assim continuarei, sempre que revê-los faço festa, quero abraçar e além da reverência, ouvir histórias. Enfim, um dos grandes prazeres desta vida é isso, a real possibilidade de ir conseguindo manter laços de afinidade, esses indissolúveis ao longo do tempo.

2.) RAUL, O GATO DE SIDNEI, SÓCIOS NA RECUADRO
Impossível não passar ali pela RECUADRO, loja de molduras e quadros, quadra 24 da Araújo Leite e não se interessar por saber mais do dono do pedaço, o gato malhado Raul, 3 anos e xodó de seu Sidnei, que se diz dono do lugar, mas na verdade este já totalmente ocupado pelo felino. Quem vai ali só para falar de quadros, entre orçamentos e olhares para as paredes, cheias deles, percebe que, Raul estará sempre à espreita. E como não querer passar a mão em seu macio pelo? Sidnei permite e quando percebe que o visitante está também interessado no gato, deita falação. Trata-se de um relacionamento firmado e constituído ali naquele espaço, hoje perfeitamente integrados. Sidnei passou por um triste revés, algo em torno de um ano atrás, quando perde o filho, 38 anos, levado por uma diverticulite. Sua foto com roupas automobilísticas está num ponto central do lindo espaço. Sidnei revive a história do filho e fala tão afetuosamemnte de Raul, como se este estivesse ali para distraí-lo, ajudando-o a tocar o barco adiante. E Raul tem isso, creio que como missão, pois dominando e ocupando os espaços, seguem juntos, atendendo clientes e encantando pessoas. Raul já deve ter aprendido tudo de quadros.

QUANDO VIR ESSE SUJEITO VINDO DE ENCONTRO A TI, ATRAVESSE A RUA, POIS ELE É CONTRA O TRABALHADOR BRASILEIRO E INFELIZMENTE É BAURUENSE