terça-feira, 19 de maio de 2026
A ESTAÇÃO DE LAVRAS-MG, NADA DIFERENTE DA DE BAURU - A TRABALHEIRA QUE LULA TERÁ NA RECUPERAÇÃO DA MALHA FERROVIÁRIA BRASILEIRA
Quem circula pelo entorno da estação ferroviária de Lavras-MG, nota que ali já foi, num passado distante, o foco do progresso da cidade. Muitas edificações imponentes continuam resistindo ao tempo, em pé, porém deterioradas, muitas abandonadas e ao léu, como a própria estação, hoje lacrada com paredes de concreto, para inviabilizar sua ocupação por moradores em situação de rua. O teto da mesma está em petição de miséria e hoje, existe uma passagem de pedestres ligando dois bairros, única movimentação existente na antiga plataforma, que um dia já foi muito movimentada.
De um lado, uma antiga vila ferroviária, ainda com remanescentes ferroviários ocupando algumas casas e um antigo armazém, em pior estado que a estação. Do lado da praça, algo ainda denota o que foi um dia a pujança do trem para a cidade. Bem no centro, uma locomotiva exposta como atrativo, com os dizeres, "essa um dia circulou por aqui". Num dos bancos, a inscrição de ter sido doado pelos ferroviários e no outro extremo, um Memorial da Ferrovia, que durante um tempo se manteve aberto, recebendo público e ali com atividades variadas. Fez parte do sonho de ver recuperado o trecho, talvez como atração turística, de Lavras até Varginha. Faltou insistência, persistência e vontade política. O que funciona mesmo é uma oficina do VLT, o pessoal que roda de uma cidade a outra na manutenção do trecho, tudo para propiciar viagem sem percalços para o trem ainda circulando, cinco vezes por dia, todos de carga, transportando minérios.
No mais, abandono generalizado. Na chegada, me vendo só e olhando para todos os lados, um senhor se aproxima e diz não ser muito recomendável seguir pelos trilhos, pois posso ser abordado e passar por situações de risco. Sigo o conselho e me mantenho em lugares ainda com algum movimento. Circulo e rememoro o que ouço com a história do ocorrido em Bauru, o maior entroncamento ferroviário do interior paulista. Tivemos tudo, inclusive, não só uma oficina, mas uma fábrica de trens, onde no auge mais de 4 mil pessoas trabalaram. Tudo se perdeu com a privatização e a opção governamental pelo modal de transporte rodoviário.
Hoje, o presidente Lula esboça uma reação e contando com a colaboração da China, pretende dar um pontapé inicial em vários projetos, alguns já em andamento. Para qualquer ferroviário, ver isso é muito triste, pois já tivemos uma malha férrea cortando o país de um lado a outro e tudo foi destruído. Refazer demanda um custo muito elevado e uma trabalheira de décadas. O que vejo com meus próprios olhos aqui em Lavras é muito idêntico com a situação de Bauru e da imensa maioria de lugares por onde o trem já circulou, porém, criminosamente a dilapidação. Olho para os barracões e mesmo em ruínas, percebe-se como foram grandes e atenderam a uma demanda grande de serviços, sendo o propulsor do progresso da maioria das cidades cortadas pelas ferrovias.
Por sorte, quando estava me retirando do lugar, vejo um senhor com uma camiseta com estampa de um trem VLP e nos costados, algo de um Encontro Ferroviário, com a inscrição de seu nome, Tarley Freitas. O abordo e voltamos conversando até o centro, algo em torno de 1,5 km de caminhada, quando me diz ter se aposentado como operador rodo-ferroviário do VLT, hoje com 70 anos, 26 anos como ferroviário e aposentado já há uns dez anos. Como a maioria dos que já vivenciaram a pujança do passado, bate sempre uma tristeza em relembrar como tudo foi se consolidando. "Tudo começou no governo do Juscelino, que preferiu o modal rodoviário, depois a pá de cal foi com o FHC, o privatizador. Depois disso, tudo se perdeu e o que viu aqui em Lavras, deve se repetir na sua Bauru e por todo o Brasil. Vejo Lula, ao lado dos chineses, querendo recomeçar e não tem como não ficar puto da vida, pois já tivemos uma das melhores malhas férreas do mundo", conta.
Ouço suas histórias, principalmente as mais tocantes, de como era a região da estação, muito próxima de onde reside e o que é hoje. Chegou a residir numa das casas de colônia, mas com a privatização, a insegurança tornou a moradia lá muito perigosa. Continua residindo nas imediações e confessa sentir uma renovada dor a cada dia, quando passa por dentro da praça, na sua caminhada para ir ao centro da cidade. Para não dizer estar totalmente indiferente à questão ferroviária nos dias atuais, como exposto na sua camiseta, participa anualmente de um Encontro Ferroviário, onde junto com tantos outros, matam saudade e rememoram o que foi um dia ver o trem rodando por todos os cantos, levando gente de um lugar a outro e em condições muito melhores do que faz o ônibus.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
CAMAROTIZAÇÃO DA SOCIEDADECom o ocorrido em Bauru no último jogo do Noroeste lá no Alfredo de Castilho, o termo que dá título a este escrito voltou à baila. Ele não foi criado agora e representa algo a ser melhor entendido, a existência de uma turba de pessoas, dita e vista como privilegiados e estes, além de querer e se propor a ditar regras, fazem e acontecem, mas na maioria das vezes, quando o fazem, demonstram algo mais de como estão enraizados por inenarráveis preconceitos.
A palavra "camarote", por si só deixa bem claro que nestes lugares, alguns privilegiados ali os ocupando. São lugares onde se paga mais para estar em situação privilegiada, vide em shows, quando alguns benefiados ficam em lugares mais na frente do palco e com condições a desfrutar de benesses, não disponibilizadas aos demais. Essa situação, a de quem paga mais e obtém um privilégio, a de quem pode ser chamado antes de todos os demais quando nas chamadas para adentrar um avião, assim como os lugares reservados para área vip. A tudo isso já e dado a denominação de "camarotização da sociedade", a ocupada por quem consegue estar acima da maioria dos pobres mortais.
O provável ato de racismo ocorrido no jogo do Noroeste com o Velo Clube, de Rio Claro, veio de uma pessoa de dentro de um dos camarotes, um bem defronte e acima do banco de reservas do time visitante. É sintomático ter vindo de alguém de um dos camarotes e não das arquibancadas. Num momento quando toda e qualquer denúncia de racismo no futebol é fortemente controlada e vigiada nos estádios brasileiros, era para se entender, deveria ser consenso e mesmo algo já não mais possível, a existência de atos dessa natureza. Persistindo e vindo exatamente de dentro de um local onde se concentram privilegiados, o que está subetendido e pode ser constatado em outras situações, tanto que a denominação já vem sendo largamente utilizada é que, os tais privilegiados são mais conservadores e preconceituosos que as demais camadas da sociedade. Poderiam ser estes lugares e seus frequentadores também considerados com uma espécie de salvo conduto para estar acima do bem e do mal, fazendo o que quiserem, sem se preocupar com as consequências, pois teriam "costa quente"? Essa a conclusão observada a grosso modo e praticamente impossível de ser contestada.
OBS.: as ilustrações são meramente ilustrativas.
E hoje, segunda, enquanto ela começa sua semana de intenso trabalho na aplicação, correção das provas e finalizando com a divulgação dos resultados, eu com todo o tempo do mundo, bato perna e vou conhecer Lavras e região. Hoje, dia nublado, querendo chover, perambulo pelo centro, adentro lugares, assunto pessoas, puxo conversa e assim, mineiramente tento ir me introduzindo nos modos e maneiras de me estabelecer, conhecendo bocadinho dessa cultura interiorana mineira, recheada com muitos queijos e pães variados, além de geléias, rocamboles e doces variados. Muito sofrimento, pois enquanto ela trabalha adoidado, eu vou lhe informando o que descubro, no intenso trabalho de desbravamento dessa região das Minas Geraes, que um dia foi também desvastada à cata de ouro, sendo tudo rapinado, não sobrando nada para quem chega por aqui neste momento. Porém, lhes conto, existem riquezas de intenso valor por estas bandas do mundo e como bom farejador, inicio neste exato momento um trabalho de averigação, garimpagem e coleta de dados, juntamente com itens dee alto teor degustativo.
Conto algo na medida do possível. Trago comigo a missão de tentar ao menos entender como este povo tão altaneiro e com uma passado tão sóbrio, conseguiu votar em alguém como o tal do governador Zema, um dos piores do reduto conservador fascista. Não sei se chegarei a alguma conclusão, pois nós, os paulistas, quatrocentões, ditos como muito entendedores de tudo, conseguimos também eleger uma besta quadrada como Tarcísio, além de estar querendo até reelegê-lo.
domingo, 17 de maio de 2026
sábado, 16 de maio de 2026
IVAN CASSARO, PREFEITO DE JAÚ, O ABUSO DO PODER ESCANCARADO NA ÓTIMA MATÉRIA DO SBT
Entenda todo o envolvimento nas graves denúncias contra o também grileiro, ainda prefeito da vizinha Jaú.
Tá tudo apontado na matéria da TV.
Denúncia local e grave feita pelo MP - Ministério Público.
Transparência e decência nas administrações públicas. Aqui não tem opinião e sim incintestáveis fatos. Só não enxerga quem não quer.
#atualização - POLÍCIA FEDERAL FAZ OPERAÇÃO EM JAÚ E CUMPRE MANDADO NA CASA DO PREFEITO IVAN CASSARO, na manhã desta terça-feira (12/mai). Uma operação com 13 mandados de busca e apreensão em Jaú, Dois Córregos e Nhandeara, no interior paulista. Entre os alvos estão a sede da Prefeitura de Jaú, a residência do prefeito Ivan Cassaro, além de endereços residenciais e comerciais ligados a aliados políticos. As viaturas da Polícia Federal chegaram nos locais indicados por volta das 6h da manhã.
A investigação, conduzida pela Justiça Regional Eleitoral de São Paulo, apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, compra de votos, prevaricação e abuso de poder político e econômico relacionados às eleições municipais de 2024.
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam a possível compra de matérias jornalísticas favoráveis à atual gestão municipal e de conteúdos negativos contra adversários políticos. Os pagamentos, conforme apurado até o momento, teriam sido feitos de forma clandestina a grupos de comunicação e páginas em redes sociais.
Durante a operação, agentes federais apreenderam documentos, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações e identificação dos envolvidos. Na Prefeitura, Ivan Cassaro foi questionado por jornalistas sobre a investigação e respondeu: “Pelo amor de Jesus Cristo, do Céu. Tenho 68 anos”. O prefeito também declarou ter sido “o único prefeito que denunciou uma quadrilha que existia na prefeitura”. O caso segue sob sigilo judicial.
COM INFORMAÇÕES DO g1, JCNET-SAMPI e Polícia Federal.
Caminhamos juntos pela região da Av Paulista, cobram reforço das políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários, diálogo permanente sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e fim dos cortes no orçamento da universidade.
É primordial darmos vozes a essa geração que no futuro direcionará nosso país rumo a liberdade, igualdade e fraternidade que todos merecemos.
Contem sempre comigo para apoiá-los em atos como este!", Eduardo Matarazzo SUPLICY.
TRAGÉDIA OCORRIDA NA USP CAPITAL PODE SE REPETIR NA UNESP BAURU
E OUTROS CAMPUS, A PM DO TARCÍSIO AGE CHAMADA POR QUEM?
“A
universidade pública está sendo atacada e a resposta dos estudantes é luta. Neste
momento, estudantes em greve na UNESP Bauru denunciam a presença e intervenção
da polícia dentro da universidade, tentando impedir a livre manifestação e
organização dos grevistas. Enquanto estudantes lutam por permanência
estudantil, moradia, alimentação digna e contra a precarização do ensino
público, a resposta do Estado é repressão. Universidade não é quartel. Manifestação
não é crime. Greve é direito. Toda solidariedade aos estudantes, servidores e
docentes em luta na UNESP Bauru e em todas as universidades estaduais
paulistas. A educação pública resiste porque existe gente disposta a defender
ela todos os dias”, IGOR FERNANDES.
“Os
estudantes reivindicam ampliação das moradias universitárias, melhorias na
alimentação oferecida no campus e mais investimentos em políticas de
permanência estudantil. Segundo o movimento, estudantes contemplados por
auxílios enfrentam atrasos nos pagamentos há alguns meses. Os manifestantes
também criticam a falta de professores e a sobrecarga de trabalho entre servidores
técnico-administrativos”, matéria do Jornal da Cidade – Bauru SP.
Diante do
exposto nas duas manifestações acima, a constatação de que, a UNESP Campus
Bauru está em estado de greve e na última sexta, 15/05, a Polícia Militar foi
acionada e esteve junto aos portões da unidade, com um PM convidando quem
quisesse adentrar e assistir aulas que o fizesse. Eis o vídeo: https://www.facebook.com/reel/1448704449902180/
Pelo visto, ninguém adentrou e assim, os estudantes demonstraram algo de seu
posicionamento.
A pergunta
que não quer calar: quem chamou a Polícia Militar para intermediar a entrada ou
não de estudantes no campus Bauru? Se fazia necessário essa presença? A
preocupação ocorre, uma vez que, após o ocorrido na USP, capital paulista, pelo
visto mais uma ação de como age o desGoverno de Tarcísio de Freitas, em relação
às reivindicações, tanto de estudantes, como servidores e professores. A greve
está sendo convocada, justas reivindicações e a proposta estabelecida pela
abertura de diálog o entre as partes, ou seja, com a direção da Universidade,
no caso reitoria e o próprio governador, porém, como forma de intimidação,
antes mesmo da greve receber a participação de servidores e professores, a
Polícia Militar já marcou presença nos portões da universidade. Será essa a
resposta ao diálogo proposto, nem sequer discutir a pauta de reivindicações e
já estabelecer como mediadora a PM?
Um movimento
como o que em curso é instrutivo para essa nova geração do movimento
estudantil. Não me recordo de nos últimos 15 anos ter ocorrido nenhum movimento
grevista dentro da Unesp Bauru, ou seja, essa nova geração, tanto de estudantes
como de professores não possui o mesmo espírito de confronto ocorrido com, por
exemplo, os estudantes e professores de minha geração. Esse confronto atual é
benéfico, pois desse confronto, algo que nunca vivenciaram na prática, o
enfrentamento com regimes autoritários, como o atual do governador Tarcísio de
Freitas e como ele entende que deve ser a ação policial. Tenho notado que, hoje
muitos dessa nova geração, dentro dos campus universitários, até por não terem
vivenciado a luta do que foi a conquista de direitos dentro da ditadura
militar, hoje possam pender ideologicamente na defesa de seus algozes. O que
ocorre hoje, este confronto é salutar, pois isso pode modificar algo do que
vejo hoje de conservadorismo dentro do pensamento universitário. Da luta, do enfrentamento
nasce o engajamento, o entendimento de resistir e de lutar por direitos. Torço
para que o movimento cresça, floresça e isso faça nascer uma nova geração de
lutadores dentro do espaço universitário brasileiro. Que isso tudo faça
renascer o espírito guerreiro, até então um tanto adormecido. Lutar é preciso e
é destes embates, aí o local onde o algo novo pode realmente vicejar.
HPA – Bauru SP,
sábado, 16 de maio de 2026.
CONSIDERAÇÕES SOBRE UMA ILHA NO MEIO DO ESTACIONAMENTO DO TAUSTE DA RIO BRANCOEla não é novidade, pois de quatro em quatro anos, todo período que antecede a mais uma Copa do Mundo, a de futebol da FIFA, lá se reunem os tais colecionadores de figurinhas, os do álbum da Panini. Vira febre, o álbum a reunir mais colecionadores e aficcionados, diria mesmo, loucos por figurinhas. As bancas todas - as que restaram - estão em ebulição, ou seja, conseguindo algo mais na luta pela sobrevivência. Triste uma constatação, agora com essa febre, o período onde as bancas poderiam se safar de problemas acumulados ao longo dos últimos tempos, justamente este álbum e só ele, não os demais, são agora vendidos em todos os lugares possíveis e imagináveis. Até mesmo a banca ali no Tauste da Rio Branco, onde um dia foi o campo e clube do BAC, passa por problemas, pois o Tauste também vende.
Essa ilha é sui generis. Passo na tarde desta sexta por ali e me deparo por alguns instantes com o público ali trocando figurinhas repetidas. A maioria do público é constituída de marmanjos, muitas mulheres, mas a imensa maioria homens e com idade avançada. Todos os com pastas, verdadeiros profissionais, são senhores já de uma certa idade. A molecada está estimulada, porém, o domínio do negócio que acontece por detrás da revenda é quase que exclusiva de senhores. Fácil de constatar isso. Na entrada e saída do mercado, vi isso de perto.
Dentro do mercado, comentava isso chegando ao caixa com outra cliente, quando a moça me atendendo, conta algo mais: "Isso que diz é a mais pura verdade. Atendi ainda hoje um senhor, aposentado, comprando comigo R$ 500 reais em figurinhas e me disse fazer isso por ter encontrado algo para fazer. Tem boa renda, disse não saber onde gastar o que tem e o faxzendo com figurinhas encontra ocupação e distração. Gastou isso hoje e, pelo visto, continuará gastando". O perfil é este e espalhado pela cidade, diria, pelo país e quiçá mundo inteiro. Rodeio a tal banca e sinto o clima dos que, abordam os iniciantes. Um deles me diz se quiser tem o álbum inteiro e pode me arrumar ele já finalizado ou com tudo para ser colado, a gosto do freguês.
Saio de lá e passo pela Banca da Ilda Viegas, ali defronte o Aeroclube e lá dois irmãos com os jornais do dia, não interessados em figurinhas. Digo o que senti lá na ilha do Tauste e eles me confortam: "O discurso é de que não estão comprando para eles e sim para os netos, só que fazem tudo e não vemos os tais netos junto deles". Ilda só abria sua banca até umas 13h e agora, pelo menos enquanto perdurar a febre, remoçada, está com ela aberta até por volta das 17h ou enquanto tiver movimento. Isso tudo, de certa forma, revitaliza o seu trabalho. Sendo temporário ou não, pelo menos está momentaneamente feliz da vida. E se ela, dona de um negócio hoje na descendente está feliz, eu também estou.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
ALGO DO PROCEDIMENTO DE ALGUNS VEREADORES BAURUENSES, NA LEGISLAÇÃO PASSADA E NA ATUAL - GRITAR PODE A VONTADE, JUDICIALIZAR NUNCAHoje o dia seria para ajudar a desancar de vez a pretensão do Flávio Rachadinha querendo concorrer à Presidência da República, mesmo tendo um currículo mais sujo que pau de galinheiro. Muitos estão descendo a ripa e eu, justamente neste momento algo me traz à mente algo muito esquisito do procedimento dos vereadores da Terra do Sanduíche.
Não custa relembrar procedimento nem um pouco alvissareiro de alguns vereadores, legislatura passada, total de 17 vereadores, primeiro mandato de Suéllen Rosin. Quando algum tema de interesse da prefeita estava na pauta, a votação um tanto equilibrada, teve vereador que faltou, se hospitaluzou e não foi votar. E a prefeita assim ganhava por diferença deste voto. Até hone tudo não foi e pelo jeito nunxa será explicado. Será que, até quem era oposição, favorecia em acordos os interesses da alcaide?
Na atual legislatura temos agora 21 vereadores e a alcaide trabalhou muito nos bastidores para ter uma fiel bancada lhe dando um score de 17 x 4. Daí, até aquele vereador que antes faltava no dia da votação e até se internava, hoje pode falar contra a vontade e até votar co tra, pois a diferença sendo enorme, não fará falta nenhuma.
Escrevo isso porque conversando com dileta amiga, ela me alerta de algo: "Hoje, alguns possuem uma veemência inco.ensurável, se mostrando contra todos os atos da prefeita. Possuem atividade parlamentar irreprensí el, porém, observo existir algo esquisiro. Falam muito, botam os bofes pra fora, fazem um estardalhaço, mas não passam disso. Não dão sequência nas denúncias. Fazem muitas audiências públicas, dando a entender que algo ocorrerá da denúncia feita. Mas tudo fica por isso mesmo. Chego a achar que, se hoje o vereador não precisa mais faltar, pode falar o quiser, mas nada prossegue. Não seria isso parte de um procedimento acertado entre,as partes?".
Chego a pensar, essa amiga está cheia de razão. Na verdade, abomino quem faz acordo com a parte contrária. Estes traem duplamente.
Flávio Bolsonaro disse que não responde pelas pessoas com quem tem proximidade
Por coincidência, todas essas pessoas tiveram problemas com a lei envolvendo o seu nome.
Um dos efeitos imediatos da Revolução dos Cravos, que, em 1974, derrubou a ditadura que sepultava Portugal há 48 anos, foi a extinção da Pide (Polícia Internacional de Defesa do Estado), sua odiosa polícia política infiltrada em todo o país. Eu trabalhava em Lisboa na época e, como jornalista estrangeiro, devia estar na mira dos pides, como eram chamados os agentes. Caído o regime, logo começou a caça a eles e a seus informantes.
O novo governo instituiu uma recompensa a quem ajudasse a pegá-los: 100 escudos por cabeça (o escudo era a moeda nacional, ainda não existia o euro). O resultado é que as denúncias pulularam, a ponto de a Justiça ter de adotar uma prática severa: "Se denuncias um pide, ganhas 100 escudos. Se denuncias dois pides, ganhas 200 escudos. Se denuncias três pides, vais preso por conheceres pides demais." Ou seja, as pessoas respondem, sim, por aqueles com quem têm proximidade.O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e já prevendo ser associado a bandidos de todo tipo em sua carreira política, declarou "não poder responder por quem tem proximidade com ele".
Se os ditos bandidos fossem apenas Fabrício Queiroz, seu ex-chefe de gabinete e do esquema de arrecadação de "rachadinhas", e o executado Adriano Magalhães da Nóbrega, da milícia Escritório do Crime e a quem condecorou na prisão, ele poderia tirar o corpo fora alegando ter sido "traído".
Mas os citados eram apenas os cabeças de núcleos envolvendo dezenas de acusados, todos a seu serviço ou a de seu pai, patrono do complô.
Esses núcleos incluem assessores, policiais, advogados, criminosos comuns e suas ex-esposas, mães e filhas, todos processados. O fato de esses processos terem sido anulados por mutretas judiciais não apaga o fato de que Flávio Bolsonaro conhece acusados demais.
P.S.: Esta coluna já estava escrita quando estourou a bomba do áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao acusado máster do país, Daniel Vorcaro — comovente pelo tom de voz em que quase lhe implora pela grana.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
quero escrever hoje de gente amiga
FERNANDO DEU UMA VIRADA EM SUA VIDA E HOJE JÁ CONSEGUE SENTAR NA BEIRADA DA CALÇADA E CONTEMPLAR TUDO O QUE VIRÁ PELA FRENTEHoje é um dia muito do especial, pois com a divulgação do vídeo comprovando que, assim como o pai, o filho Flávio Bolsonaro é tão sórdido e corrupto quanto, estes perdem a pompa e, daqui por diante, talvez nenhum deles consiga sair candidato. Daí, sento para, feliz da vida, escrevinhar de diletos amigos.
Fernando Vinícius de Lima é um amigo que, passou poucas e boas na vida - como a maioria dos pobres mortais, entre os quais me incluo -, mas como uma fênix, consegue ir contornando tudo e quando se vê está novamente nas paradas de sucesso todo pimpão e cheio de charme. Dia destes fui até onde ele está agora residindo, pomposamente ao lado de seu pai, ali ao lado do parque do jardim Prudência, com quadras de esportes defronte sua casa e muita gente circulando e se mostrando defronte sua cadeira, devidamente já estabelecida bem defronte o palco dos acontecimentos.
Levo a ele um livro que queria voltar a ler, o mais famoso do Gabriel García Márquez, contando a história de Macondo e dos seus, não muito diferentes do que vivenciamos por aqui nessa labuta bauruense. Ele mesmo já viu quase de tudo nessa vida e agora, como que curtindo férias, protegido pelo paizão, faz questão de me mostrar seu quintal e as hortaliças e outros matos verdes que planta, colhe e consome. Rememora as últimas passagens e sabe, conseguiu se livrar de mais um enconsto e assim, feliz da vida, olha para o futuro com muita esperança - assim como todos fazemos com o Brasil, quando todos unidos conseguiremos mais uma vez nos livrar destes fascistas bolsonaristas.
Escrevo dele e penso em tantos outros, fazendo de tudo e mais um pouco para conseguir contornar uma infinidade de problermas e percalços. E como é bom ver como alguns, como ele, conseguiram e mesmo quer ainda cheio de outras coisas para resolver pelo caminho, se mostram otimistas e acreditando que, ainda existe algo mais a ser feito. O importante, ele sabe bem disso, é não desistir nunca. Um dia estaremos em baixa, noutro em alta e como faz agora, dando um chute no passado recente e pronto para novas aventuras. Quando o vi sentado ali defronte sua casa, todo alegre, levei o livro do colombiano e lhe dei mais outro, um do Mario Prata, para ver se com suas histórias alegres, o deixo ainda mais contentinho com tudo o que teremos pela frente.
Estes meus dois amigos aqui da foto, o recém aposentado Wellington Jorge Braga De Oliveira, hoje mais gaúcho que bauruense, pois está mais lá do que aqui e a minha advogada sempre de plantão - como eu apronto sempre, ela sempre de prontidão -, M Cristina Zanin Sant'Anna , devem estar radiantes com o vídeo sendo divulgado do bestial do Flávio Bolsonaro pedindo grana alta para o Vorcaro, tudo para concluir aquele boçal filme sobre o capiroto. Isso fará com que o fascismo retroceda neste país, pois todos são pérfidos e corruptos.
Eu e eles, estamos sempre na lida e fazendo o que podemos para demonstrar o quanto este fascismo querendo se impor no país é um retrocesso sem tamanho. Dias atrás, como se vê na foto, estávamos indo para um festejo lá em Tibiriçá e eles dois, atravessando uma rua com um carrinho cheio de coisinhas para dividirmos com os amigos lá do distrito. Somos todos festeiros e também, aproveitamos todo e qualquer momento e evento para colocarmos as questões cruciais do futuro deste país em discussão. Eu só ando com gente assim, que entende muito bem o que estamos vivenciando e todos, acreditando piamente que, com Lula estaremos dando continuidade num outro mundo possível.
Foi lindo demais estar com eles em mais este evento e em tantos outros, pois não descansamos e nem descansaremos enquanto não conseguirmos reeleger Lula. Nós sabemos muito bem estarmos dentro de uma guerra e assim sendo, não podemos esmorecer. Até rimos, festamos, mas sempre com o pisca alerta ligado, plugado em algo que podemos fazer para que o povo brasileiro não se deixe enganar por essa turba conservadora, com ideias muito entreguistas e nada nacionalistas. Nós fazemos parte da truma dos que fazem e acontecem na cidade e por todos os lugares onde estamos, totalmente identificados com um Brasil cada vez mais soberano e sem essas amarras provocadas por uma elite insana e doente, só pensando nos seus botões e em mais nada.
Portanto, quando nos virem pela aí, tenha a certeza, pode se aproximar e se inteirar, estaremos envolvidos em algo dessa imensa luta que é a eleição deste ano, quando dentro de nós, uma só certeza, a de que precisamos fazer algo de concreto para não deixar que o Brasil caia nas maõs de quem o destruirá - e também a nós, pois sabemos, os fascistas não nos querem vivos. Postando isso, fica em aberto o convite para se juntarem a nós e fortalecermos esse cordão dos que não entregam a rapadura de jeito nenhum.
Dias atrás eu dei de cara com esse meu amigo de longa data, Antonio Carlos Pavanato, nascido e criado em Pirajuí e que comigo trabalhou por mais de quinze anos juntos na Bradescor, a então corretora de seguros do banco Bradesco. Foram anos onde construímos nossas vidas, os primeiros alicerces juntos, cada qual ambalados pelos seus sonhos, depois concretizados. Cada qual seguiu um caminho após a defenestragem das corretagens no banco e este, nunca mais perdi de vista. Ele acabou aqui se fixando, casou, teve um casal de filhos e vive ali pertinho do Camélias. Tempos atrás passou poucas e boas, saúde periclitou, mas conseguiu dar a volta por cima e dias atrás o reencontro todo pimpão, fazendo suas caminhadas diárias nas cercanias de onde mora.
Eu não posso botar os olhos nele e noutros que comigo trabalhamos juntos, bate aquela bruta saudade e com os olhos voltadois para o passado, me ponho a passar aquele filme na memória. Eu, naquela época, creio era o mais esquerdista dentre todos eles. Sigo assim, não mudei nada e não me arrependo de nada que fiz ao longo da vida, principalmente das minhas escolhas profissionais. O Pava nunca foi de esquerda. Seu irmão, o Marcelo Pavanato, com seu jornal lá em Pirajuí, o Alfinete - pica, mas não fere -, fez e aconteceu e por lá escrevi até o mesmo fechar. Eu deixei de ser corretor de seguros quando sai do banco e Pava continuou. Deve fazer corretagens até hoje, mesmo aposentado e se dedicando muito mais em outra paixão, a pela fotografia. Possui um acervo inigualável de fotos do Pantanal, lugar onde construiu um lugar só seu, indo e voltando contantemente para lá.
Porque escrevo também dele no dia de hoje, quando vejo o embrulho onde felizmente se meteu Flávio Bolsonaro, um que pensou podia chegar a ser presidente da República, com o currículo esfacelado como o dele e de toda sua família. Hoje, foi desmantelado a sua cara de pau, quando pede dinheirama alta para o Vorcaro, da Master, de juntando a algo que todos já sabiam, não valia nada. Pois bem, quando encontro com o Pava e a esposa Nádia, eles na caminhada, me confirma não ser de esquerda, mas diz não ter condições de querer, sendo defensor das coisas do Brasil, pensar em votar em alguém com o currículos desses bolsonaros, todos muito pérfidos. Achei ótimo, pois pelo que constato, continua a mesma pessoa sensata de sempre. Eu tenho certeza, a pessoa pode não ser de esquerda, pode não gostar do Lula e coisa e tal, mas quem pensa um bocadinho que seja, não consegue pensar em votar em alguém com as características desses bolsonaristas todos. Se o cara gosta um pouquinho que seja deste nosso Brasil, não tem como, não existe a mínima possibilidade. E sei que, Pava é do time dos que pensam. Já viu a viola quase em caco, hoje altivo, forte e saudável, com a cabeça funcionando muito bem e de também de bem com a vida. Uma alegria reencontrá-lo nas ruas e poder me certificar disso tudo.
Algumas semanas atrás estava na Unesp Bauru na inaguração de uma galeria de artes, quando junto de outros conheci o Edcarlos Santos, presidente de uma associação que fazia tempos queria conhecer mais de perto, a ACQ - Associação Cultural QUILOMBO, de Bariri SP. Ainda não fui lá, como prometi, para conhecer de perto tudo o que eles fazem por lá. Sei que, as festas deles são muito concorridas e na última, recheada de dignos representantes da esquerda brasileira, vi que o que fazem tem muito deste espírito transformador, tão necessários nos dias atuais.
Quero ir lá conhecê-los de perto, pois acredito e tenho quase certeza, não me arrependerei, eles devem ser batutas e empreenderem uma luta pelos mesmos caminhos de leibertação do país trilhadas por mim. Bariri é um lugar tão conservador quanto tudo o mais neste interior paulista, mesmo já tendo uma prefeita do PT e depois, nada mais. Eles, pelo que vejo, fazem e acontecem na cidade e com suas atividades, são uma espécie de ponto nevrálgico em ebulição por lá. Pergunto a ele ali na Unesp sobre o fato de ser um quilombo e rindo me diz ter se utilizado do nome, não sendo um, mas agindo como. Isso tudo me instiga mais e mais a querer ir lá conhecê-los, o mais rápido possível.
Hoje pensei neles e por serem o que são e fazerem a melhor arruaça naquela cidade, acredito estarem todos felizes com a derrocada da campanha fascista de mais um bolsonarista, desta feita o Flávio querendo, sem currículo e cabedal para tanto, ser presidente da República, quando não possui condições nem para ser síndico de quarteirão. Pelo pouco que conversei com o Ed naquele dia na Unesp, vi que é um dos nossos, ou seja, um sujeito de luta, fibra e disposição para botar o bloco na rua, assim como um grande amigo que tenho lá em Bariri, o ex-vereador Oscar Naufal, que trabalhou comigo décadas atrás na Bradescor e na agência do banco ali na praça central da cidade. Gosto de Bariri, o primeiro lugar em minha vida onde morei numa república e ir conhecer a experiência do Quilombo, algo pretendido para bem breve. Na foto, além do Ed, dois diletos amigos que compartilham dessa querência pela experiência baririense, os jornalistas Camys Fernandes e o Ricardo Santana .
Opa, perdão. Foi flavinho desmaio, o bolsonarinho. Tem áudio e as porra. Eta carai. Assim, a lei ruanê fica no chinelo. Que situação. Cresce pressão para Flávio Bolsonaro abandonar candidatura após áudio pedindo US$ 24 milhões a Vorcaro: O cenário político eleitoral brasileiro deu um escandaloso cavalo de pau no início da tarde desta quarta-feira (13). O que era uma candidatura consolidada e claramente competitiva do campo da extrema direita, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderando ou aparecendo tecnicamente empatado no topo de diversas pesquisas de intenção de voto, tornou-se politicamente inviável em questão de horas. Eis a prova do crime: https://www.facebook.com/reel/1295911589403520
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