quinta-feira, 28 de maio de 2026


o desabafo e compromisso pessoal deste HPA
HADDAD, O FUTURO GOVERNADOR PAULISTA E ALGO DE SUA PASSAGEM POR BAURU
Na manhã desta quinta, 28/05, quem passou por Bauru foi FERNANDO HADDAD, este dispensando apresentações. Chega, convidado pelo triunvirato da Unesp Bauru, formado por estudantes, servidores e professores, com o intuito de discutir e debater o pertinente tema do "futuro das universidades públicas paulistas". O momento não poderia ser mais oportuno, pois as universidades paulistas estão em greve e clamando por melhorias, com pautas reivindicatórias não atendidas, nem sequer ouvidas pela insensibilidade e insanidade administrativa do atual governador, o fascista Tarcísio de Freitas. Na verdade, ao invésde dialogar, Tarcísio investe de forma violenta contra os estudantes, a ponta de lança  do movimento. Ao agir desta forma e jeito, um recado direto e reto de como se dá e dará todo e qualquer tipo de conversa com a atual administração.Nenhuma novidade, pois Tarcísio sendo digno representante do ideal bolsonarista, está investido de destruir, não só todo o sistema educacional paulista, mas como fez recentemente com a Sabesp, privatizar tudo o que encontra pela frente e assim, baseado ns máxima perniciosa do "estado mínimo", dar cabo de toda e qualquer conquista de direitos para trabalhadores, servidores e afins. 

Haddad começa a circular o estado, ainda mais rico da Federação, tendo em vista que, sendo eleito, numa já declarada guerra, como se vê denominada a próxima eleição, terá pela frente, uma espécie de terra arrasada, com cofres totalmente dilapidados e estrutura toda dilacerada. O vejo hoje com a mesma característica que o presidente Lula se predispõe a enfrentar, do alto dos seus 80 anos, a corrida pela sucessão. Lula é a única possibilidade que temos de enfrentar e vencer o fascismo no momento. Em São Paulo, Haddad entra na disputa com o mesmo objetivo e tendo atrás de si, a mesma carga de opções, ou é ele ou é ele. Nã oexiste outra alternativa possível e ele sabe muito bem disso. No momento, além de lutar contra o declarado fascismo, luta também contra a enorme rejeição do paulista contra a esquerda e o PT, algo construído através de muita mentira, os fake news e falácias desvairadas. Ou seja, o momento não é para festa, nem para contemplação junto a Haddad, mas de ouví-lo atentamente, entender o que se passa de fato aqui em São Paulo e no Brasil num todo e levantar desde já a bunda da cadeira, pois do contrário, necas de catibiriba.

Tudo em relação à Bauru e aofascismo em curso é muito preocupante. Primeiro, pelo fato do ato ter sido marcado para dentro da unidade do campus de Bauru da Unesp, mas dias antes ter sido desmarcado. Ocorre uma pressão advinda dos andares de cima da própria universidade, conluio com o governo estadual, inviabilizando sua realização neste local. Evidentemente, no argumento de resposta, tentaram argumentar que o mesmo espaço estaria sendo oferecido para os demais postulantes ao governo estadual, no caso bem específico para o próprio governador. Na negativa, a certeza de que, quem fez a pressão sabe muito bem, Tarcísio não usaria deste espaço, pois tem a plena certeza de como rejeitado dentro de todas as universidades paulistas. O debate é político, como tudo na vida, cada ato nosso, porém, taxá-lo como campanha antecipada é fajutice de quem sabe, estar correndo perigo, pois a única reação possível de mudança de postura é elegendo alguém com as características de Haddad. E isso já está em curso desde sua saída do ministério de Lula.

Rejeitaram ele dentro da Unesp e quem o fez ainda será devidamente denunciado. Encontraram outro lugar e tudo ocorre dentro dos padrões normais para eventos do tipo. Sai de forma forçada de dentro da Unesp e vai para um local público, uma ampla sala dentro de uma estrtura sindical, muito propícia para receber eventos dessa natureza. E o que se viu a partir daí foi a excelência, não só na forma como tudo foi conduzido, como sua realização de fato. Evidentemente, o local bombou e lotado permaneceu durante todo o período de sua realização. Da visão geral, uma só certeza, todos ali estavam mais do que decididos e imbuído em lutar, fazer campanha por Haddad, ou seja, todos já comprometidos, envolvidos e dispostos em ir à luta. O que realmente deve mover todos daqui por diante é como sair dessa bolha dos que já estão mais do que decididos, ou seja, como conscientizar o restante da população, os que realmente irão decidir os rumos da eleição. Tudo o que trouxe Haddad até aqui e mais três cidades da região no mesmo dia, Jaú, Avaré e Botucatu foi amplamente discutido, feito com primor. porém, sabemos todos, dentre nós tudo já está resolvido e daqui por diante, como resolveremos com os demais? Essa a grande questão do próximo pleito.

No entorno de Haddad uma áurea brilhante, pois trata-se de uma pessoa muito inteligente e preparada. Nenhuma dúvida neste sentido. O que pega e isso continua ainda insolúvel é entender como, após tudo o que continua sendo divulgado sobre ações além do inepto, promovidas por gente com Tarcísio e a famiglia Bolsonaro, estes continuam com boa aceitação popular, quase inalterável dentro dos percentuais a ele destinados. Ou seja, simples assim, parecendo que nem se estes matarem a própria mãe teremos alterações significativas nestes índices. Flávio Bolsonaro, que já deveria estar preso por corrupção e alta traição à Pátria, não só continua solto, como que a Justiça pisando em ovos para incriminá-lo, como com altos índices de aprovação para seu nome continuar concorrendo ao pleito presidencial. O mesmo, guardadas todas aproporções, ocorre com Tarcísio, hoje ainda com 10% à frente de Haddad, nas pesquisas até então divulgadas. A campanha propriamente dita não está em curso, pois todos ainda são pré-candidatos, porém, a disputa já estã em curso e nos bastidores - como se viu na negativa para realização dentro do campus Bauru - tudo em chamas.

Do evento, impecável e divinal. Tudo dentro dos conformes. A mesa composta por um representante de casa segmento, estudantil, servidor e professorado esteve impecável. A fala do Haddad, como sempre muito lúcido, claro, objetivo e ciente de todos os problemas e percalços que terá pela frente. Num certo momento quer demonstrar que algo já mudou e em curso, quando diz: "Antes havia uma espécie de milícia me recebendo na entrada da cidade, algo acintoso e hoje não mais. O clima já é outro". Sim, porém, não enfraqueceram, só estão com suas arminhas guardadas e esperando o próximo lance para recolocá-las no palco dos acontecimentos. É sempre mais do que ótimo ver a casa cheia, gente interessada na mudança, disposta a lutar e na platéia, três ex-prefeitos municipais, Antonio Tidei de Lima, Antonio Izzo Filho e Clodoaldo Gazzetta. Faltou um quarto, Rodrigo Agostinho, que pelo que soube está, mesmo descompatibilizado ainda em Brasília, daí sua ausência. O vejo também, mais do que engajado nessa campanha, numa clara demonstração de força. No momento, além da casa cheia, daqui por diante se faz necessário todos na lida e luta, pois existe já mais do que uma declarada guerra colocada nas ruas e disputas.

Não ressalto nada da fala do Haddad, pois tudo foi altamente significativo. Prefiro me ater ao que vi, presenciando pessoalmente com a presença de tamanha diversidade de lideranças, a real necessidade de ter início desde ontem - hoje já é tarde demais -, de algo mais concreto, envolvente e declarado. Ou vamos para a luta, todos os que estiveram junto dele nesta manhã ou vendo a banda passar, tenham certeza, não será possível vencermos essa batalha, que já se percebe, será das mais intensas e algo a ser denominado, como "nunca antes vista". O Brasil vive este momento e vencer o fascismo, hoje capitaneado e representado pelos vendilhões do tempo, a famíglia Bolsonaro e seus asseclas, é tarefa fundamental, básica do dia a dia de qualquer pessoa ainda agindo dentro de um mínimo de sensatez humana. Conversei com muitos dos presentes, todos já meus velhos conhecidos e para com todos, expressei essa minha preocupação: ou nos engajaremos desde já, sem medo de ser feliz, sem querer esmorecer, sem arredar pé de muita luta, abrindo mão de qualquer tipo de acomodação ou não atingiremos nossos objetivos. O bicho pela frente, não é só horrível, porém não é intransponível. Com muita união, luta individualizada e depois, na prática, algo coletivo, para fazer valer que a salvação paulista e brasileira passa muito pelas nossas mãos. Não dá para, neste momento, ver o outro fazer e eu só torcendo. Se faz necessário todos na lida e luta, diária e ininterrupta. O bicho do outro lado é horrendo e promete destruir tudo. Deixar pra ver como fica, será nossa destruição, enquanto povo soberasno e nação livre. 

Estar com Haddad e Lula neste momento é, não só para mim, mas para todos os ainda acreditando num outro mundo possível, algo não só necessário, como obrigatório. E tenho comigo que, não adianta ficar contemporizando com quem está do outro lado e se posiciona junto de gente fascista. O combate envolverá todos os que se fingem de cordeiros, mas são na verdade tão lobos quanto os que já estão se expondo contra nossos elementares direitos. Escrevo isso, de uma só talagada - ou seria melhor golfada? -, tão logo sai da sala onde Haddad nos falou de seu empenho e decisão por fazer algo de concreto para trilharmos todos novos momentos e caminhos. Tenho comigo a grande preocupação dentro da cabeça de todos. Quero e vou fazer de tudo e mais um pouco, para neste momento, evitar atritos com todos os envolvidos nessa luta pela transformação, pois o inimigo do lado de lá é imensamente maior que prováveis diferenças. Deixo isso para outro momento. O atual exige muito de mim e para tanto, engulo sapos e me desdobro para ver Haddad e Lula lá. Eles não só merecem chegarem onde almejam, mas o país idem, pois estamos diante de uma enorme encruzilhada e dependendo do caminho adotado como resultado das próximas eleições, o futuro do país será irremediavelmente o caos ou a esperança.  

quarta-feira, 27 de maio de 2026


HADDAD ESTÁ CHEGANDO - A ESPERANÇA EM RECUPERAR E SALVAR SÃO PAULO DO FASCISMO
Quando Tarcisio foi eleito governador paulista, quatro anos atrás, tive uma só certeza, a de que regridiriamos de um jeito de difícil retorno. Neste ano, chegando ao fim os quatro anos de seu desGoverno, vejo São Paulo não só regredindo, como estagnado e com ações cada vez mais o apunhalando como estado mais importante da federação. Tarcísio representa o caos bolsonarista, um que não propõe nada de bom, sendo a maioria de suas ações com o propósito de favorecer aos seus, uma extrema-direita burra e decrepétita, privatizando tudo o que encontra pela frente e eliminando todos os direitos que duramente conquistamos ao longo de tantas décadas. O fascismo faz isso descaradamente e ele é um dos seus representantes. São Paulo encontra-se no fundo do poço e assim mesmo, quer continuar, pois vê algum apoio, advindo deste conservadorismo ainda reinante em São Paulo.

E como quebrar este paradigma? São Paulo precisa se desvencilhar destes políticos que só o apunhalam e assim mesmo, o povo continua a lhes eleger. Estamos diante de uma baita encruzilhada, primeiro com a reeleição de Lula, continuando nessa caminhada de slvar o país e nos livrar de um gobverno ao estilo Bolsonaro. O país fenecerá com algum deste novamente no poder, assim como São Paulo fenecerá na continuidade de mais um desGoverno deste forasteiro, agindo não para nos trazer nada de bom, mas para nos afundar num fascismo, do qual não precisamos e temos que rejeitar, pois ainda lúcidos, impossível apoiar algo assim.

E assim temos Fernando Haddad, alguém com reconhecido e comprovado trabalho em prol de uma transformação do país, galgando seu progresso. Fez muito quando prefeito paulista e como ministro de Estado. Não dá para imaginar, comparando Tarcísio com Haddad, alguém sensato e a defender algo dentro dos ditames bolsonaristas. Creio que, o intenso trabalho que todos os ainda lúcidos e sensatos teremos pela frente será o de fazer de tudo e mais um pouco para esclarecer essas diferenças abissais entre ambos. Já estou envolvido nisso, o tempo inteiro e sei, não será tarefa fácil. Foi feito uma lavagem cerebral dessas grandiosas e o trabalho de voltar a fazer o povo enxergar, atinar para o que está em curso, será algo de intensa luta, não só trabalho deconscientização. Haddad está chegando em Bauru e estará reunido amanhã na cidade, algo organizado pelos professores da universidade pública paulista. Inicialmente o encontro ocorreria dentro do campus da Unesp, mas teve seu local alterado. Pressõesdevem ter ocorrido. Haddad senta e debate em qualquer lugar, Tarcísio não consegue, pois não tem o que falar, já que sua proposta contraria todo e qualquer interesse da classe trabalhadora.

Como fazer em tão pouco tempo com que o povo paulista entenda que, Haddad é infinitamente melhor e mais preparado que Tarcísio. Este o motivo de estar pronto para ouví-lo e trabalhar muito patra que consiga se eleger e transformar São Paulo, fazendo com que retorne aos trilhos. Vamos juntos?

RALOVISKY ESCANCARA COMO OCORREU SUA PERMISSÃO PARA ADENTRAR A CASA BRANCA
Tudo começa e muitas vezes também termina passando por Bauru. Inevitável isso ocorrer, pois na cidade vicejam personalidades das mais intigantes, depois espalhadas mundo afora, multiplicando a eficiência e o modus operandis do "fura fila" ou mesmo o do "entrando sem pagar". Um dos maiores especialistas nestes quesitos todos, diplomata consagrado em conseguir através do jeito "vaselina", adentrar lugares até então considerados como intransponíveis é gente nossa. Para gente de fino trato como o generalíssimo RALOVISKY nada é impossível e tudo é permitido.

Ontem, ele deu sonoras risadas quando viu sendo espalhadas Brasil afora as fotos xumbregas tiradas por Flávio Bolsonaro, como tiradas dentro do salão oval da famosa Casa Branca, o local onde assina o ponto diário o manager da política ultra-direitista norte-americana e mundial, Donald Trump. "Mas aquilo não é nada diferente do que sempre fiz. Eu, como sabem, sou anterior a esse negócio de IA. Esse negócio de fazer montagens aeróbicas e estroboscópicas por instrumentos até então inusitados, estes agora em ascenção, criação de computadores e quetais não são muito a minha praia. Não sou muito dado a este tipo de recurso especulativo,aliás nunca frequentei a FAria Lima. Aprendi desde sempre a agir pelo modus operandis antigo. Conto em primeira mão, algo que até então ocultava, porém, depois do que vi ontem, impossível me manter calado. Vendo a foto do filho do demônio lá dentro da Casa Branca, vendo a técnica utilizada, creio poderia ter tido melhor resultado se optasse por ter se aconselhado com quem pratica algo parecido desde os cueiros. Eu no caso, pegaria uma foto do macho men Trump sorridente e sentadinho em sua mesa de negociatas, levaria para meu estúdio, aqui nos porões onde resido e lá, após ampliação da mesma na fotocopiadora do amigo Fernandão, da Sapiência, recortaria e retiraria a foto de alguém que lá esteve, colando uma minha no vácuo. Eu, com o passar dos anos, adquiri uma técnica só minha, com a utilização de goma arábica, imperceptível a olho nu e assim, tenho vivenciado e estado nos mais diferentes lugares. Creio, a técnica está se pulverizando, pois se até o mequetréfico rei da rachadinha já a pratica, chegou o momento de escancarar e contar o que sei", conta.

Na verdade, eu, o mafuento HPA, não tendo a intenção de desmascarar meu mestre em quesitos de ocultação e disfarces ocasionais, o incontestável RALOVISKY, publico seu desabafo, mas deixo no ar uma interrogação, pois o dileto guru sempre apronta das suas. A gente nunca sabe se ele está falando totalmente a verdade ou se está tirando uma em nossa cara. O que sei e tentei pescar de sua fala é que, ele não gostou muito de ver gente da pior espécie tentando fazer uso de algo que ele, conquistou após suar muito, anos de depuração, com ferramentas específicas. Como se predispôs a falar, somente compartilhei e reafirmo - se preciso for de forma juramentada no cartório de um amigo ali na rua Bandeirantes -, sem medo de errar: RALOVISKY faria e faz muito melhor. E cobra muito menos, porém sem revelar valores.

NÃO É DE UM, NEM DO OUTRO, SÃO DOS DOIS

terça-feira, 26 de maio de 2026


QUEM DOMINA DE FATO O COMÉRCIO NO CALÇADÃO DA BATISTA E ADJACÊNCIAS?
Encontro hoje na entrada do supermercado São Judas Tadeu, ali na rua Primeiro de Agosto com um antigo comerciante de origem libanesa, já devidamente aposentado. "Tenho saudades, mas não quero reabrir meu negócio. Aposentadoria é aposentadoria, prefiro ficar quietinho onde estou", me diz. E na conclusão da conversa, após falarmos muito sobre a quantidade de portas fechadas no centro da cidade, principalmente na região do Calçadão, ele tendo vivenciado toda a ascenção do denominado predomínio do universo "turco", os tantos de origem árabe, me confessa algo: "Não dá mais para tapar o sol com a peneira. Se tirar os chineses hoje do Calçadão, acabou". Por chineses, subtende-se algo como antes fizemos denominando um universo todos de países como os "turcos". Hoje, esse universo é denominado de "chineses", porém constituído de outros tantos com os olhinhos puxados. Bem direto, reto e sem disfarces sua conclusão sobre a vital importância dos ditos comerciantes "chineses" para a manutenção do ainda maior espaço comercial da cidade. Por fim, ele me diz: "Ontem fomos nós, hoje são eles e poucos são por lá os legitimamente brasileiros".

ALGO PESCADO DO MUNDO DO FUTEBOL, MAS VALENDO PARA TUDO O MAIS...
Na semana passada, ouvi uma entrevista com o técnico português do Palmeiras, o vitorioso Abel Ferreira e ele versando sobre a recuperação do atacante Paulinho, voltando aos jogos e até fazendo um gol contra o Flamengo, na vitória de 3 x 0. Foi mais ou menos isso o dito por ele: "A demora dele na recuperação se deve a deixar muita coisa para seu deus resolver, enquanto se pegasse mais firme, a recuperação poderia ter sido mais rápida". Depois desconversou, até não polemizar sobre o assunto. Paulinho não é evangélico e sim, devoto dos orixás, umbandista de reconhecida cepa. Isso me faz lembrar declaração de um técnico europeu oriental, versando também sobre algo dentro do mesmo assunto disse algo mais ou menos assim: "O problema do jogador brasileiro é que, ao invés de se dedicar mais aos treinamentos, em sua maioria acreditam, tudo se resolverá pela fé. Deixam mais para ela do que para eles próprios. São ótimos e seriam quase imbatíveis não deixassem tudo para o além resolver". Creio, estar diante de duas declarações muito parecidas e a escancarar algo em curso, não só no mundo do futebol, como em tudo o mais. A religião, quando toma conta de mentes, até os atos dos que a professam se tornam mais problemáticos. Essa é uma boa discussão, sem o proselitismo de pegação de pé, ou seja, o que os dois treinadores vislumbraram é algo concreto, palpável e em curso, acontecendo e se repetindo. Jogo isso para outros locais e instâncias e daí, a mesma constatação. É cientificamente e clinicamente incorreto abandonar tratamentos médicos ou sessões de fisioterapia em prol exclusivamente da fé. No esporte profissional de alto rendimento, a ciência e a religião caminham juntas: a fé pode até fornecer suporte emocional, enquanto o departamento médico é responsável pela reabilitação física. E em tudo o mais, o mesmo procedimento. Simples assim.

A BAURU DE SUÉLLEN É PIADA PRONTA MUNDO AFORA, FEBEAPÁ É POUCO
A parafernália que a alcaide municipal Suéllen Rosin, denominada por mim como incomPrefeita e aqui plenamente justificado, tem mais uma vez seu nome inserido no FEBEAPÁ - O Festival de Besteira que assola o país, criação imortal de Stanislaw Ponte Preta, para quando algo fora do cumum acontece e excede, passa de todos os limites toleráveis dos despropósitos. Tudo bem, podem me dizer que com Suéllen, algo neste sentido é corriqueiro, mas em alguns momentos o que ela faz de trapalhadas e atitudes não só pouco recomendáveis, como perniciosas e elevando em muito os tais gastos muito desnecessários. Esse ET, objeto extraterrestre que estará desde agora circulando pela cidade e promovendo um CAÇA FANTASMA, um pente fino, não deixando que nada escape aos olhos da cobrança de estacionamentos feitos sem o devido pagamento da Zona Azul é hilário, não fosse também trágico e a demonstrar o grau de despropósito da atual administração. Sabe aqueles filmes norte-americanos meio trasch, quando aparelhagens saídas de peças de ficção são utilizados, mais para forçar o riso? Pois bem, Suéllen compra e agora a cidade recebe o veículo com mais radares instalados do que todos os demais radares instalados por ela nas esquinas bauruenses. Evidentemente, Bauru continuará sendo motivo de muita piada, porém, creio eu, além das inevitáveis risadas que todos daremos, algo precisa ser investigado: o valor pago pela brincadeira e se além de tudo, o preço não foi superfaturado. Para quem pagou quase R$ 500 mil reais por um curso de poucas horas, sendo a maioria das aulas de curta duração e feitas online, mais essa é só a sequência do atoleiro onde Bauru está metida, dos pés ao pescoço. Este OVNI será um dos objetos mais fotografados nas ruas de Bauru daqui por diante, pois trata-se de motivo de galhofa ampla, geral e irrestrita. Só mesmo SUÉLLEN ROSIN para nos presentear com tamanha engenhosidade de como não se deve ser efetuada compras despropositadas e desnecessárias. FEBEAPÁ é pouco para muitos  dos seus atos administrativos.

PIOR QUE O VEÍCULO ADQUIRIDO POR SUÉLLEN, ESTÃO AS FOTOS TIRADAS HOJE PELO CLÃ BOLSONARO JUNTO DE DONALD TRUMP - JOGO DOS SETE ERROS
A pergunta que não quer calar: qual das duas é chula e amadora montagem?

segunda-feira, 25 de maio de 2026


COMO LUCIANO HUCK É MESMO UM TREMENDO IDIOTA, MAS ESTAMOS RODEADOS DE GENTE PENSANDO E AGINDO COMO ELE
Este personagem da vida brasileira, homem da TV Globo, filhinho de papai, representa a linha de pensamento e ação de boa parte dos endinheirados, da elite deste país. Trata-se de um desavergonhado, sem nenhum pudor em expor o que pensa e como age. Age desta forma e jeito há muito tempo. Não é de hoje que, vez ou outra, abra a boca e dela saem barbaridades preconceituosas, bem ao estilo de Casa Grande & Senzala, eu aqui e vocês aí. Veio de uma origem de rica herança, grana fácil e assim tocou sua vida, estudando nos melhores colégios e não soube durante seus anos de formação, separar e se sensibilizar com o outro lado do mundo, o dos que batalham e lutam por dias melhores. Trata-se de um cidadão a defender seus privilégios. Critica abertamente programas sociais instituídos para benefeciar ou ao menos amenizar a vida dos cidadãos menos favorecidos, porém, como empresário e homem de TV, beneficia-se de propagandas, como exemplo, dessas Bets, que ludibriam a boa fé pública, onde só se perde dinheiro e também a de fazer negócios com gente como este, hoje detento, empresário do Master, o Vorcaro. Ganhar dinheiro dessa forma pode e para ele é lícito, mas ver o pobre se beneficiar temporariamente de programas sociais é impensável. Ou seja, um pulha da pior espécie, uma espécie que grassa por aí como mato e se espalha como praga, pregando ser bom mocinho, mas sendo gente da pior espécie.

A última aprontada por Luciano Huck está sendo muito comentada. Comentou que o Bolsa Família não ajuda a melhorar a vida das pessoas, tirar elas da pobreza. Insensibilidade feita sem nenhuma análise séria, mas fazendo parte de um esquema, de um jogo, onde criticar benefica quem joga contra. Com certeza deve ser favorável a escala 6 x 1 e outras aberrações ainda persistindo como norma funcional dentro da vida do trabalhador brasileiro. Quando faz a crítica, usa um exemplo de uma pequena cidade, onde o Bolsa Família predomina como fonte de renda, mas não analisa o que existe de emprego na região e qual a forma que poderia substituir a transferência de renda feita. A intenção é deixar o pobre mais pobre e as injustiças cada vez mais latentes. Vive uma vida nababesca e não está nem aí para resolver os reais problemas dos brasileiros. Deve ter, com certeza, uma cabeça de ameba, pequenina e com funcionamento fora dos padrões da mínima racionalidade.

Digo isso, ou seja, repito isso, lido também por diferentes postagens e quero analisar isso dito por ele com o que vejo sendo multiplicado em procedimentos espalhados país afora, inclusive aqui em Bauru SP, onde escrevo e moro. Vivi a vida inteira aqui e hoje mais latente, pessoas fazendo questão de expor abertamente fazer parte de uma elite, repudiando, rejeitando o pobre, o trabalhador e se posicionando abertamente contra, por exemplo, direitos trabalhistas. Nossa Câmara Municipal é bem representativa neste sentido. De todos os 21 eleitos, nas votações favoráveis à atual alcaide municipal, Suéllen Rosin, placar de 17 x 4, a linha de pensamento e ação é a mesma. Podem até fazer uso da tribuna e dizer algo ao contrário, mas na hora do voto o fazem para manter privilegios de uns poucos, a classe mais abastada da cidade. Podem até ter um pouco mais de pudor, pois da boca pra fora ainda dizem algo em defesa de quem vive na labuta diária, mas na hora do vamos ver, da cobra beber água, sempre votaram contrários a esses interesses. É uma canalhada ludibriando os interesses populares, nada além disso.

E fazem a cabeça de muitos. Alguns poucos incautos, mas a maioria agindo como se fossem ricos, como mesmo sendo pobretões, defendem os interesses que não são os seus. Observa-se grande quantidade de lutadores do dia a dia com o mesmo discurso de gente como Huck e defendendo ações de Suéllen Rosin e da thurma dos 17 x 4. Existe uma imensa rede de divulgação de inverdades pelas redes sociais e uma imensa maioria de quem os ouve er assiste, não só acredita como propaga. Talvez não façam ideia de que, agindo assim, estão apunhalando a sia mesmo. Estive num sapateiro no dia de hoje e lá ele ouvindo a rádio Jovem Auri-Verde. Disse a ele, como consegue e se acredita ser verdade tudo o que ali ouve. Sabe sua resposta: "Não tenho outra opção. Não temos mais rádio na cidade. Ele preenche uma vazio do que antes tínhamos e hoje só eles me abastecem". E daí, ele ouve e passa a acreditar e até repetir aquilo como verdade inconstestável. Na feira dominical, quanto alguns poucos desciam a mesma distribuindo folhetos contra a jornada 6 x 1, num famoso bar, um cidadão, se dizendo empresário, apregoava ser aquilo coisa de vagabundos, dos que defendem a vadiagem e não o trabalho sério. Tinha a cabeça feita, desses não mais adiantando discutir ou debater, pois o que poderia acontecer seria ser agredido. Eu, em todos os meus registros em carteira, trabalhei no regime de 5 x 2 e hoje, entendem isso como aberração. Na verdade, aberração é quem não entende que o trabalhador precisa destes dois dias de lazer e para estar junto dos seus.
Essa é do dileto amigo GILBERTO MARINGONI


Não é só gente daqui com a cabeça já totalmente virada, mas o país num todo. Se tornaram perversos para consigo mesmo. Defendem na verdade, que o empresário faça o que quiser, não só com o horário do trabalho de seu funcionário, exercendo um poder absoluto, lucrando cada vez mais e sem se importar com nada mais. O que está acontecendo é isso, só isso e nada mais. O que vejo hoje é uma classe empresarial refém deste discurso das dificuldades que passam, como santos do pau oco e dane-se o resto. E isso é passado como o melhor dos mundos, com o trabalhador sem direitos e tendo não mais que cumprir leis vigentes, mas cumprindo a vontade de quem o contrata, seja da forma que for. Sem regras, viveremos num mundo onde cada vez mais o rico vai encurralar e oprimir o pobre, ou seja, o trabalhador. E como essa mentalidade predomina hoje dentro das nossas instituições eleitas, representam também como pensa quem age contra o trabalhador. Quem elegeu esses boçais e banais foram o grosso do povo, um que sofre, mas enxerga noseu algoz o que melhor pode lhe representar. Uma danação e inversão que só aprofunda sua perdição. Não se assuste se, conversando com a maioria dos empresários e, mesmo donos de pequenos negócios nesta insólita Bauru, você não se deparar com a maioria deles a defender quem pensa e age como Luciano Huck. Não vai ser trabalho fácil - nem sei se é mais possível - desmontar a parafernália construída para alienar o povo e transformá-lo nesse gado, vida bovina, seguindo irremediavelmente, sem o perceber, para o matadouro. Não está sendo fácil, porém, a luta continua e neste ano, pelo menos estou empenhado, dos pés à cabeça na reeleição de Lula, pois do contrário aceleraremos a destruição do que nos resta de direitos.

Concluo com algo muito simples, direto e reto: a elite brasileira é cruel e insana. 

Bauru nas paradas de (in)sucesso
ALGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA ACREDITAVA QUE SUÉLLEN ROSIN FALAVA SÉRIO QUANDO DIZIA ALGO SOBRE ESTE HOSPITAL
"A sessão de recebimento das propostas para a contratação de empresa para a elaboração de projetos e a construção do hospital municipal, prevista para a próxima segunda-feira (25), foi novamente adiado.
Na manhã desta sexta-feira (22), foi apresentado um questionamento pela empresa ‘Capital Serviços de Engenharia’, quanto à aceitação de atestados técnicos de elaboração de projetos e execução de obras em estruturas metálicas.
Pelo edital, que agora deverá ser reformulado, o prazo para a execução do contrato, será de três anos. Na reunião da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o secretário Márcio Cidade Gomes disse que o governo municipal espera concluir 75% das obras do hospital, até o final do próximo ano.
Na mesma reunião, realizada em meados de abril, Márcio Cidade afirmou que as fontes de custeio devem ser definidas até o final de julho, após a definição de quantas especialidades serão atendidas na futura unidade de saúde", MATÉRIA DA 94FM BAURU.

domingo, 24 de maio de 2026


ROAD MOVIE DO RETORNO PRA BAURU - DARIA UM BELO FILME ESTRADEIRO, INUSITADA AVENTURA VIVIDA POR MIM E ANA BIA
"Filme de estrada é um gênero cinematográfico no qual o(s) personagem(ns) principal(is) sai(em) de casa para uma viagem, normalmente alterando a perspectiva de sua(s) vida(s) cotidiana(s). Esses filmes geralmente retratam viagens no interior do país e nessas produções contêm personagens inquietos, "frustrados, muitas vezes desesperados". O cenário não inclui apenas os limites do carro enquanto ele se movimenta em rodovias e estradas, mas também se estende a lanchonetes e quartos em motéis de beira de estrada, o que ajuda a criar intimidade e tensão entre os personagens. (...) Segundo o livro Driving Visions: Exploring the Road Movie, de David Laderman, o tema central do gênero é a "transgressão contra as normas sociais conservadoras", leio a definição na não muito confiável Wikipedia, a absorvo e a sinto na prática, em algo ocorrido comigo e Ana Bia. 

Vivenciamos algo, considerado por mim como belo tema para um filme com essa denominação. Como trata-se de um gênero cinematográfico onde a narrativa se desenvolve a partir de uma viagem e a de nosso retorno de Lavras-MG até Bauru-SP, na última sexta, possuiu todos os ingredientes, creio que contando-a ofereço um roteiro para algo a ser construído, hoje já observada com o olhar da superação, do outro lado da ponte, ou seja, conseguimos atravessá-la. Faço isso, rindo da situação ocorrida, pois como ela já ocorreu e o desfecho foi o melhor possível, nada como rir pelo destino ter corrido a nosso favor. Mais do que o destino em si, o foco está nas experiências ao longo do trajeto e na transformação interior dos personagens. Como sabido, eu e Ana passamos a última semana em Lavras, ela trabalhando e eu a acompanhando, conhecendo a cidade e arredores. O retorno foi combinado com a universidade onde atuou. Vieram buscá-la em Bauru, motorista do Setor de Transporte da universidade, tudo perfeito e para a volta, na impossibilidade do motorista servidor nos atender, contrataram um serviço terceirizado. A partir daí, o relato que dariam um filme.

O combinado era para nos pegar 16h, adiado para 18h e depois confirmado para 19h30. Foram 3h30 de espera. Soubemos, o motorista contratado era de uma empresa de locação de viagens de Belo Horizonte, a capital, estava trazendo um passageiro de lá, viagem de aproximadamente 4h. Essa viagem foi prolongada, pois a estrada estava em obras e muito congesdtionamento, enfim, sexta, dia de retorno. Começa nossa preocupação, pois o motorisdta já havia enfrentado mais de 7h de viagem até chegar a nós. Teríamos pela frente aproximadamente 8h de viagem. Antes de embarcar pergunto a ele se está descansado e se iriamos assim mesmo. Ele: "Claro, primo pela segurança. Havendo risco, paramos numa pousada e só seguiremos em segurança". 

Na saída, a Vivo estava sem sinal na cidade naquele momento e ninguém sabia a saída que nos levaria para a BR. Foi uma loucura, parando aqui e ali, entrando em lugares com luzes acesas, perguntando até achar o caminho. Entramos numa firma, beira da estrada, onde numa guarita, um assustado segurança, inicialmente receoso, nos deu alguma indicação do caminho a ser seguido. Achamos a rodovia e o próximo sinal do que encontraríamos pela frente veio no primeiro pedágio. Ele não trazia consigo dinheiro e nem cartões para pagar. Quiz impor e pagar somente através de PIX, não aceito na maioria das praças de pedágio. Teve início um teatro em cada local, ele descendo do carro, deixando uma fila atrás dele e falando alto com as atendentes. Em todos, conseguiu não sei como que, alguém lhe desse o dinheiro e ele transferisse o valor em PIX. Num certo momento ouvimos dele: "Eu carrego um doente, vocês precisam entender". Sensibilizava por um falso discurso. Eu e Ana, observamos cada cena com apreensão, pois estávamos no meio da noite e tendo ele como nosso condutor. Optamos por permanecer quietos dentro do carro e só observando o desenrolar de cada ocorrência. Isso se repetiu de forma cinematográfica em quase todos os pedágios. Só nos poucos aceitando PIX, o acesso foi mais rápido.

Digo de termos vivido uma cena de road movie, pois na primeira parada, um típico posto de combustível bem simples, pouca gente e muitos caminhões, ele jantou fartamente,sem se preocupar com os dois passageiros. Não nos sentimos inseguros, mas predomina um clima de fim de festa, sujeira e bagunça generalizada. Descemos, assuntamos, compramos algo, conversamos com populares e até curtimos, porém, tudo ruim, com um banheiro em petição de miséria. os dipalogos travados por ali constituiriam belas cenas dentro de um filme de estrada. Na sequência ele se agarrava ao volante, agora de barriga bem cheia e sentava a pua. Nítido desconhecer a região. Seguia pela que lhe indicava o GPS. Passamos na sequência numa região que, por sorte eu conhecia, os trevos de Pouso Alegre, Caldas e Poços de Caldas, onde meu pai possuia uma casa e viajei muito com ele há dez anos atrás. Revivi aquilo tudo pela janelinha do carro.

Pedágios se sucediam e pasmem, na estrada entre Pouso Alegre até Poços, mais de 40 km, muitos peregrinos com faroletes na estrada. Depois soubemos, uma vez por ano, numa festa em algum lugar, circulavam pela rodovia em grupos. Passávamos por eles, até quando decide parar num posto, já não funcionando, mas cheio de gente. Desce e vai, sempre falando alto, sobre trocar dinheiro. Se indispõe com um chepeludo, que já devia estar bêbado e trocam insultos no meio de todos. O tal chapeludo, achando estar diante de um golpista, insufla os demais para que o agridam. Por sorte, nem todos queriam briga e depois de um chega pra lá, ouvimos um deles dizendo e o empurrando: "Vaza daqui o mais rápido possível". Ele ainda retrucou, mas dessesnão aceitando perder, entra xingando e sai em desabalada carreira. Estávamos salvos pelo gongo. Aquele cenário todo foi por demais cinematográfico, algo meio que difícil de compreender como realista e possível.

Seguimos, passando ao lado de Poços e em cada pedágio, novas cenas mirabolantes e inusitadas. Incrédulos e sem ação, assistíamos tudo de dentro do carro. Na viagem, entre Águas da Prata, São João da Boa Vista, Aguaí e Pirassununga, estradão sem nenhum posto de combustível, o sono do motorista se aprofundou. Entramos numa zona nebulosa, onde saia para o acostamente a todo instante. Me ofereci para dirigir e ele descansar, o que não foi aceito. Converso para distraí-lo. Conta do seu trabalho em BH, para essa empresa e nas horas vagas de uber ou mesmo como caminhoneiro, passando dias fora de casa, na estrada e sempre com poucas horas de sono. O carro era dele e pelo visto, ninguém mais o dirigia. não deu mais. Quando passamos pelo trevo de Analândia, 160 km de Bauru, já alta madrugada, insistimos para que parasse. Passou do trevo e ao retornar adentra pela contramão, entrando num posto de combustível na entrada da pequena cidade, 5 mil habitantes, local fechado, tudo apagado. 

No posto outra aventura. Atendidos pelo vigilante que, logo entendeu a situação em curso, nos ofereceu banheiros e até um café, o dele. Quando conversávamos, nosso motorista entra no carro e apaga. Desmaia de sono e dorme, roncando em alto e bom som. Ufa! Tranquilizado, esperaríamos, pois queríamos chegar sãos e salvos. Ficamos eu, Ana e o segurança conversando até a chegada de um veículo de ronda da Polícia Militar, que suspeitando do veículo parado, estaciona bem atrás da gente. Dois policiais, o tempo passa e vou até eles. Um deles, três meses na cidade ao ouvir citar Bauru, me conta ser de lá, morador do Geisel, viajando diariamente para ali trabalhar. A conversa a seguir ajuda a espantar o sono de todos. Numa roda, trocamos figurinhas, cada qual contando histórias ocorridas nas madrugadas ao longo de nossas vidas. Enquanto isso, o motorista roncava. O PM nos alerta de chuva forte pela frente. 

Quase duas horas de reparador sono e estrada novamente. Já antes de passar por cima da rodovia Washington Luiz, a chuva caia pesado. Foi difícil dirigir, mas descansado, atravessamos tudo sem percalços. Não havia neblina, mas sim, muita chuva. Difícil enxergar o lado de fora. Ele decideiu não parar e acabamos por passar Brotas e enfim, uma parada no antigo Concha de Ouro, hoje com outro nome, em Jaú. Uma moça sózinha atendendo, muito atenciosa e mais café. O motorista consegue com dois no posto, também esperando a chuva amainar, trocar duas notas de R$ 50 por PIX e me diz todo contente: "Agora não teremos mais problemas". Mal sabia ele que, a maioria dos problemas já havia sido superados e faltava pouco para chegar em casa. Tocamos o barcos e lá pelas 6h40 estávamos diante de nossa porta, vivíssimos da silva, cansados até não poder e com um revival de hilariantes histórias, vividas na estrada em tão pouco tempo.

Fomos o máximo de gentis com ele, pedindo para que descansasse antes de retornar. Ele havia nos contado que, teria que estar 13h em Lavras, para pegar um passageiro na universidade e de lá seguir até Confins, o aeroporto de BH. Ou seja, se saísse naquele instante, alguma chance de chegar, aproximadamente 8h de viagem e depois de Lavras até BH mais umas 4h. Vimos como tudo se deu na nossa viagem e nas despedidas, o abracei e lhe disse: "Meu caro, você é turrão, mas é um forte. Do jeito que segue tua vida, não vai dar conta. Uma hora a conta chega". Ele riu, disse que no domingo descansaria e que, ainda faltavam pagar mais dez parcelas para quitar seu carro. Ele teve uma vida construída nas estradas, ao seu modo e jeito, um tanto irresponsável, mas também carinhoso. Na parada em Jaú, vendo um cão de rua, molhado e tremendo, todo molanbento, permaneceu ao seu lado por um bom tempo lhe dando carinho e me disse: "Se pudesse levava todos estes para cuidar". Sua grosseria na estrada é uma espécie de modus operandi aprendido ao longo da convivência estradeira. Ana não se conformava, mas eu o entendi. Em muitos momentos foi insensível e nos colocou em risco, porém, com ele nessa madrugada vivenciamos uma inustitada e tresloucada história. Só quem já passou por algo assim, em toda a riqueza de detalhes nela inseridos e produzidos, sabe o que estou aqui escrevendo. Por fim, como tudo já passou, olhando para trás, observo tudo como se fosse um roteiro cinematográfico, que até penso em escrever com mais detalhes. Quem sabe...

sábado, 23 de maio de 2026


O QUE FAÇO NUM SÁBADO DE FRIO E CHUVA 
ESTE VÍDEO É MUITO ELUCIDATIVO - CORONELISMO, ENXADA E VOTO

https://youtu.be/MRG6d9bQC8Q?si=1UTYcnxK6zPvZFhP
O poder não circula no país, mas é transmitido de pai para filho.
Obrigado por ter compartilhado comigo, meu caro amigo arealvensa Gilson Carraro.
Isso precisa ser espalhado, visto e compreendido pelo país inteiro, num todo. E por que isso ainda continua acontecendo? Se não é de hoje, sabemos e nada fazemos, no mínimo somos coniventes com a patifaria.

A POUCA VERGONHA DA PARTICIPAÇÃO DA "CULTURA" DE SUÉLLEN NO ANIVERSÁRIO DE BAURU
Sentado aqui esperando as atrações da festa de aniversário de Bauru.
E a secretaria de cultura quebrada financeiramente.
- Sem lançar editais municipais
- Cortando viagem dos alunos pra Tatuí e sala São Paulo.
- Sem verba pra nada
Deixa eu adivinhar
Secretaria de Eventos e comunicação.
- Ana Castela vem - perto de 1 milhão
- Algum grupo infantil, beirando os 100 mil
- Um Grande artista Gospel, beirando 300 mil
- Estruturas para receber estes níveis de evento, beirando os 800 mil.
O desabafo acima é do músico PAULO MAIA e eu, o irreconciliável e mafuento HPA, não só corroboro como digo mais: o dinheiro existe dentro da administração pública municipal, capitaneada pela incomPrefeita Suéllen Rosin, para manter o lema de que, "Pão e Circo" é o que mantém o povo cego, dando aval para tudo o que fazem. Tudo tem seu preço...

ACOMPANHO A ASCENÇÃO DO PARANÁ CLUBE, COQUELUCHE DO FUTEBOL PARANAENSE, TUDO NARRADO POR Baracat Kizahy Neto

Vamos para as explicações. Mais de dez anos atrás, num dos retornos para Curitiba- PR, meu dileto amigo, Kizahy me leva no estádio Durival de Brito, ao lado do terminal rodoviário daquela cidade, para presenciar o que vinha a ser um jogo do Paraná Clube. Suas histórias sobre a loucura de torcer pelo Paraná eu entendi e hoje, quando o time, após passar anos no ostracismo, quase fechando as portas, beirando falência, deu a volta por cima e com apoio de sua vibrante torcida, que nunca o abandonou, lotando os estádios por onde passa, equiparando-se com os outros rivais, Coritiba e Atlético. Kizahy sabe que, adoro o futebol e mais ainda, presenciar jogos do times como o Paraná, os que um dia estiveram no auge e depois perderam tudo. Hoje muito me entusiasma, até mais do que ver jogos dos importantões brasileiros, ver jogos do Santa Cruz-PE, América-SP, RJ e MG, Portuguesa-SP, Paissandu-PA, Bangu-RJ e muito, mas muito mesmo do Paraná.

Hoje ele me surpreende. O Paraná já conseguiu o acesso da 2ª Divisão do Paraná e hoje jogou com o Araucária (que nome lindo para um time de futebol), numa espécie de jogo de final de campeonato, festivo. Como sempre, todos os seus jogos, casa cheia e muita empolgação lá no velho e tradicional estádio. Ele me narra todo o jogo em 15 vídeos sequenciais curtos, desde a chegada, o local onde está situado o estádio e depois o clima do lado de dentro, ou seja, como foi a reação dos torcedores. Kizahy é um apaixonado pelo Paraná e isso transborda em seus vídeos.

Não consegui guardá-los só para mim. Aqui compartilho todos e, cerio, o que faz é algo mais que histórico. Para mim - e para ele -, o gostoso e vibrante numa partida de futebol, além do amor do time do coração é esse clima. Quando ele me narra as cercanias do estádio eu vou ao deleite. Gosto muito de assistir jogos assim, prtincipalmente em estádios pequenos e tradicionais. Outro dia, sai de Bauru, consegui as passagens gratuitas para idosos e fui na rua javari, ver um jogo do Juventus. Já fui ver o Oeste, nos seus tempos de Itápolis, o Santacruzense, junto do Aurélio e o XV de Jaú, no Zezinho Magalhães. Já fui ver o Novorizontino, bem antes dele estar na série B do Brasileiro. Perdi o interesse pelo varzeano bauruense. Sou do tempo do ARCA - Associação Recreativa e Cultural Antactica, campo onde hoje está o Boulevard Shopping.

O Durival de Brito é um desses templos do futebol à moda antiga, assim como o da rua Javari ou o Moça Bonita, lá em Bangu. Hoje o Noroeste jogou - e perdeu - para o Nova Iguaçu, num estádio na beirada da avenida Brasil. O estádio de São Januário é outro cheio de recordações, como dia em que Getúlio Vargas o utilizou para falar aos brasileiros. Agora mesmo, na TV, vejo um Flamengo x Palmeiras, no Maracanã. Tive o prazer de assistir jogos lá, mais de trinta anos atrás, época ainda de Geraldinos e Arquibaldos. O Pacaembu é outro lugar e por lá fui somente uma vez. Quando Kizahy me envia seus relatos sobre o presenciado por ele no dia de hoje, passa um filme em minha cabeça. Morri de vontade de perambular ali pela região detrás da velha rodoviária curitibana e assistir jogos como deve ter sido este, onde o Paraná por fim ganhou de 2 x 1 e anoque vem, novamente estará na 1ª Divisão do paranaense.

Assistam na sequência recebida os vídeos todos a demonstar o maravilhamento do prazer de um futebol em lugares como o Durival de Brito:

SOLIDARIEDADE
"A solidariedade dos cariocas, em letras garrafais, contra a vilania desse tarado chamado Donald Trump", jornalista e escritor FERNANDO MORAIS.

quinta-feira, 21 de maio de 2026


algo de uma história de vida em Lavras-MG
NA TERRA DE CARLITO MAIA, FUI ATRÁS DE ALGO MAIS A SEU RESPEITO

Eu não sabia que CARLITO MAIA, o famoso publicitário, criador dos slogans petistas era de LAvras-MG. Só vim a saber quando, vasculhando livros no sebo do João da Praça, localizo nas estantes dois dos seus livros e quando nos falamos sobre o mesmo, ele me surpreende: "Carlito é daqui de LAvras. Você sabia?". Não, não sabia e a partir daí inicio uma busca por algo sobre o intrépido e inquieto cidadão, que muito permeou minha vida de militante político. Enfim, já que, uma vez em Lavras, por que não vasculhar, colher e informar algo mais sobre ele e o que existe dele nos arquivos municipais. Com isso na cabeça, me coloco em campo.
Os dois livros vendidos pelo sebo eu já os tenho. Não tenho conhecimento de outros. Carlito não era homem de escrevinhações longas, mas sim de muitas campanhas publicitárias vitoriosas. Hoje tem um documentário sobre sua vida, rodando pela aí. Para quem nada sabe sobre ele, eis a oportunidade: https://www.youtube.com/watch?v=cUkRyxoJqOY . O "Um criador infernandl", do João Batista Andrade mostra em detalhes como foi a vida rebelde deste cidadão, visto como radical, mas um cavalheiro elegante e muito fraterno. Não fraterno como tudo e todos, ele sabia muito bem se posicionar e estar ao lado do que acreditava como uma possibilidade de outro mundo possível.
Rodei Lavrasem busca de algo sobre ele, com pífios resultados. Na rua Sant'Anna nº , no centro da cidade, o casarão da família Maia está resistindo ao tempo. Hoje é morada de Vera, prima. João, o do sebo me orientou como chegar lá. Apertei a campainha por cinco oportunidades diferentes e nenhuma resposta do outro lado. Lá dentro, me disseram o quarto onde nasceu Carlito. Uma quadra acima, a Casa de Cultura do município e lá, ninguém nem conhecia nada ele. Nenhuma referência, mesmo citando o casarão ali tão pertinho. A Secretária de Patrimônio e Cultura estava viajando e não a contatei. Percebi ali que, algo sobre ele seria um tanto complicado.
Resolvi continuar insistindo. Caminhei até a Biblioteca Municipal, junto do Mercadão e lá, mesmo com duas estantes só com obras de autores lavrenses, nenhum dele. O servidor municipal nada sabia sobre ele. Vasculhei as duas estantes e não encontrei nenhuma citação. Na verdade, ele saiu muito cedo de Lavras e foi voltando quando já consolidado. Pelo que percebi, somente parentes poderiam me dar alguma informação. Voltei ao sebo do João da praça, fonte inesgotável de informações na cidade. Ele me repetiu várias vezes: "Carlito me disse certa vez, ter tentado ser cartunista, mas como não tinha competência para tanto, virou cartonista, ou mesmo, colunista, para alguns, comunista". Gostava tanto de Claplin, que distribuia desenhos deste como marco para diletos amigos.
João fala com o telefone com seu primo, Carlos Fernando de Moura Delphin, 84 anos, arquiteto reconhecido nacionalmente pelo seu amplo trabalho com paisagismo. Com o passar dos anos, idade dificultando locomoções, voltou para Lavras e ali, do alto de um edifício residencial continua trabalhando, muito lúcido e história viva de toda sua família. Marquei com ele numa manhã, 9h em seu apartamento. Ele havia saído de uma recente cirurgia e me recebe deitado no sofá de sua sala. Este senhor tem atrás de si um passado de imenso trabalho profissional. Conta o que sabe do primo. Gravo um vídeo de 15 minutos, onde relembra algo marcante. Olho para ele e constato, tanto Carlito como Carlos bateram asas, sairam de Lavras, pois a cidade havia ficado pequena demais para eles. Ganharam o mundo. Eis o vídeo de Carlos: https://www.facebook.com/reel/974207685355709 .
Conversamos longamente, tanto da história do Carlito, como da dele próprio. Ambos com uma bela história por detrás do palpável. Creio, Carlito foi um sedutor, inovador e envolvente. Carlos possui as mesmas características. Estive com ele por suas oportunidades e estabeleci um contato, pois impossível sair de lá incólume. Carlos liga para sua irmã Vera, a morando no casarão da família, mas não pode me receber no pe´riodo em que ali estive. Uma pena. Lá, com certeza, teria acesso a algumas preciosidades, como fotos e histórias. Uma irmã de Carlito, Dulce foi torturada junto de Dilma Rousseff, tendo participado da resistência e luta armada contra o regime militar. Seu outro primo, Ângelo Delphin, museólogo, com intenso trabalho da UFLA - Universidade Federal de Lavras era outro que poderia falar muito a seu respeito. Ambos já falecidos.
Volto e passo nopvamente diante do casarão onde nasceu, aperto pela última vez a campainha e nada. Me vou, chegou ao fim minha estada na cidade. Tocado pelo tema, coloco o documentário e o assisto pela internet. Trago um livro do Carlos e a vontade de gravar algo mais sobre sua história, além de me informar melhor sobre Dulce e Ângelo. Além da família, só mesmo o livreiro João da Praça me passou algo a respeito do Carlito, o que reforça algo louvável: que os donos de sebos são fonte de informação sempre louváveis numa cidade.
Deixo Lavras pensando muito nele. Carlito é daqueles personagens da história considerados gênios. Isso é o que explica a sua figura. Para comprovar todo o apreço que tenho por ele, informo já ter emprestado seu livro para várias pessoas, sendo um dos poucos que exijo devolução. Comprei outro pela Estante Virtual, pois um só aqui em minhas estantes é, para mim, pouco. E por fim, algo de meus escritos. Encerro todas minhas cartas e correspondências com um "abracitos", copiado descaradamente de como Carlito o fazia. Disso tudo, quando tomei conhecimento dele ser de Lavras, me senti na obrigação de escrevinhar algo. E assim cumpro o prometido. Encerro com uma frase de sua lavra escolhida por mim dentre tantas, muitas brilhantes e de inesquecível lembrança: "Nós não precisamos de muita gente, apenas uns dos outros".

algo pelo qual, com certeza, Carlito se inquietaria
A CULPA MAIOR É DE QUEM VOTA NESTES
Eu vejo muita gente criticando vereador, mas a culpa também é de vocês que votam sempre nos mesmos. O povo bauruense, na maioria das vezes, é analfabeto político. Como uma cidade com mais de 400 mil habitantes continua elegendo os mesmos vereadores há 20 anos ou mais? Isso mostra que Bauru parou no tempo.
O vereador é o político mais importante da cidade. É ele que deveria estar dentro da UPA todos os dias, e não só em época de eleição. Tem vereador que só aparece na UPA na campanha. Tem vereador que só vai nos bairros na eleição e só promete...
Enquanto isso, Bauru não tem Guarda Civil Municipal fortalecida para cuidar da segurança, não trata o esgoto e ai as empresas não se instalam em Bauru e não tem empregos, da forma que deveria e continua cheia de problemas que nunca são resolvidos.
E sabe de quem é a responsabilidade de cobrar isso todos os dias? Dos 21 vereadores que ganham 15 mil por mês, Eles deveriam bater na porta da prefeita ou do diariamente exigindo melhorias para a população. Mas muitos acabam virando apenas puxa-sacos do prefeita.
Resumindo: Bauru tem o que merece. E sabe quando isso vai mudar? Quando a população mudar a forma de votar, parar de eleger sempre os mesmos ou até mudar a lei para limitar mandato de vereador para 1 mandato.
A Câmara Municipal seria muito melhor se tivesse gente de verdade lá dentro, trabalhando pelo povo. Tem servidor público reclamando porém vota em quem não é servidor , , faria diferente.
Eu vejo muita gente criticando vereador, mas a culpa também é de vocês que votam sempre nos mesmos. O povo bauruense, na maioria das vezes, é analfabeto político. Como uma cidade com mais de 400 mil habitantes continua elegendo os mesmos vereadores há 20 anos ou mais? 
por PAULO GOUVEIA