quarta-feira, 26 de agosto de 2026

terça-feira, 25 de agosto de 2026

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (221)


ALGO MAIS DA PASSAGEM DO ARQUITETO NABIL BONDUKI POR BAURU E A QUESTÃO URBANÍSTICA E DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Estive nos três últimos, todos importantes, acontecimentos políticos envolvendo a presença do presidente Lula em São Paulo. No primeiro a Convenção do Haddad em Souza, distrito de Campinas, depois no Expo Center Norte, a Convenção do Lula e por fim, o incío de sua campanha, no estádio de vila Euclides, em São Bernardo do Campo. E depois disso, onde houver acontecimentos engrandecedores nesta campanha pela reeleição de Lula, também por contribuir pela eleição do Haddad governador, Mariana e Tebet para o Senado, tendo a possibilidade, lá estarei. Diante disso, passaram por Bauru duas pessoas pelas quais admiro muito, primeiro a candidata a deputada federal Erika Hilton e por último, o candidato também a deputado federal, vereador paulistano, arquiteto e urbanista paulistano NABIL BONDUKI e também compareci. É onde ando e com quem o faço, fazendo questão de fazer relatos por estes meus meios.

Nabil vem a Bauru para dar continuidade em sua campanha política, buscando ser mais conhecido no interior paulista e também para ministrar uma aula magna no curso de Arquitetura da FAAC Bauru, onde já esteve outras vezes. Seu currículo é extendo dentro do cabedal como professor sênior da FAU-USP e a primeira lembrança que dele tenho é como secretário municipal de Habitação do excelente governo municipal paulista de Luiz Erundina. De lá para cá seu nome não mais saiu das paradas de sucesso e hoje, confesso, sou um baita admirador do ele faz com seus pequenos vídeos, mostrando lugares de São Paulo - já expandidos para o Estado todo -, com aquela pitada do seu metiê, a Arquitetura e o Urbanismo. Ele faz, o que todos nós deveríamos fazer pela aí, ir aos lugares e descrevê-los, bela beleza, ressaltando sua importância e se for o caso, algo da luta pela sua preservação. Ele já deve ter uns 600 destes pequenos vídeos gravados e postados, com verdadeiras aulas urbanas. Sou fã e tive a honra de participar de um deles, quando estivemos juntos assistindo a um jogo no campo do Juventus, na Móoca.

Daí ele vem pra Bauru, depois de circular por outras cidades do interior paulista, aqui de nossa região. O primeiro lugar, seu ponto de chegada seria num lugar mais do que merecedor de um destes seus vídeos, o Bar Ubaiano, defronte o campus da Unesp Bauru. O horário, 17h30, e no convite para discussão, a propositura "roda de conversa sobre Cultura e Periferia". Fui e por lá me deparo com alguns conhecidos. Nabil estava atrasado, enroscado em outros lugares e estabelecemos uma conversação prévia. Quem por lá já estava era sua secretária, espécie de Assessora de todas as horas, a competente Rayssa Cortez e junto dela, o assessor de Imprensa, jornalista dos mais renomados e quiçá, bauruense, Gilson Ribeiro, junto de três amigos, o Diretor de Cultura de Arealva, Gilson Carraro, o ex-dirigente cultural Paulinho Pereira e o advogado e sempre militante político Arthur Monteiro Jr. Com estes todos ali juntos, o Nabil enroscado na estrada, produzimos nós mesmos a tal roda de conversa. Ubaiano circulou entre nós, reconheceu alguns, papeou e como não poderia deixar de ser, até porque o lugar sugestionava, abrimos algumas cervejas.

Falou-se de tudo um pouco e como não poderia de ser, até pelo longo de ausência em Bauru, registro algo das histórias relatadas pelo, agora visitante Gilson Ribeiro, que como jornalista já passou por redações variadas e caímos em personagens, pelos quais já escreveu dois belos livros. "Casagrande e seus demônios" e "Sócrates & Casagrande, uma história de amor", são os tais livros, dissecados de forma rápida ali com os cotovelos enconstados no balcão, isso tudo permeado com as lembranças dele por aqui, tendo estudado nos cueiros junto do Arthur. Ou seja, conversar ótimo para um ambiente como onde nos encontravámos. Eu e Carraro éramos expectadores e as vezes, com alguns pitacos, fizemos aquilo que a gente denomina como, grande motivador para se permanecer horas e horas dentro de um bar. Quando o papo é bom, a conversa é prolongada e se estende até não mais poder. Foi o que fizemos, pois Nabil, muito atrasado não pode vir ao Ubaiano e assim, com retribuição ,chegamos bocadinho atrasados em sua Aula Magna. 

Na Aula Magna, cujo tema é mais do que instigante, tema também de seru último livro, "Urbanismo na Corda Bamba - Crônicas para enfrentar a crise das cidades", coordenado pelo Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp, tendo à frente dois professores o acompanhando na conversação, Adalberto Retto Jr e Kelly Magalhães. Numa sala, onde me sentei ao lado do jornalista Aurélio Alonso, tendo logo atrás o professor Fábio Pallotta e o advogado Luiz Henrique Herrera, hoje vice-presidente do Codepac Bauru. E após as apresentações, feitas pela Kelly, a fala inicial do Adalberto, sem mais salamaleques, Nabil falou, principalmente para os estudantes presentes.

Não foi uma Aula Magna como de costume e sim, uma conversa franca, tendo ao fundo estes temas todos, alguns muito pertinentes ao dia a dia da rotina de uma cidade como Bauru. O danado, além de toda sua experiência, como administrador, legislador e professor, possui o dom da oratória e como tem currículo e conhecimento, experiência própria, vivência de ruar e construir algo pensando no bem coletivo urbano, deixou todas e todos impressionados. Foi uma conversa franca e objetiva, sem salamaleques, tocando em pontos nevrálgicos de nossos problemas diários. Cito dois exemplos, quando ele disse sobre algo bem explícito do que acontece hoje dentro das Câmaras de Vereadores, com "a maioria dos vereadores não lê mais os projetos". Passamos por isso, pois aqui, caindo como uma luva, não lêem, mas votam todos chegando com o voto decidido. Depois toca em outro ponto, também já vivenciado por aqui, o de que além da pouca análise técnica, os Conselhos de Patrimônio possuem hoje a maioria de seus membros dominada pelo poder público, ou seja, quando precisam votar algo, a decisão é quase sempre favorável ao interesse do mandante local.

Num certo momento desfere algo, pelo qual, não só aprecio, como comungo e pratico: "Fazer política é também escrever artigos". Ele o faz com cabedal, pois possui histórico, folha corrida de projetos junto aos movimentos sociais. "Quando a gente escreve algo estamos interferindo com a nossa opinião". Escreveu artigos para Carta Capital e semanalmente para a Folha de SP, até 2023, quando foi afastado. Quando o espaço impresso foi dificultado, migrou para as redes sociais e assim, como também descobri, "a rede social permite chegar em mais pessoas, com uma linguagem mais acessível". Enfim, sua fala foi apreciada por todos e acabo abrindo o rol das perguntas o questionando sobre o que ouvi: "Essa cidade, cujo progresso se deu por causa da ferrovia, já tivemos destombamentos, temos também o poder público dominando os conselhos municipais e assim, a dificuldade do entendimento da importância do tomabamento histórico é imensa. Já ouvi aqui de uma senhora, dona de um imóvel prestes a ser tombado, ela achando lindo ver isso na Europa, mas não no seu imóvel. Digo mais e de seua resposta, resumo tudo numa frase: "Patrimônio não pode ser Política de Governo e sim de Estado". A partir daí, entendimentos facilitados, porém, como isso não ocorre, padecemos e assim estamos constituídos, fracionados e eternos esgrimadores por uma causa mais do que justa, ingrata, porém salutar.

Ele é didático com todos os presentes: "O planejamento surge para bloquear e estancar um fazer sem controle, pois vivenciamos proceder onde os proprietários querem ter liberdade para fazer o que quiserem. A questão patrimonial é hoje uma das nossas maiores dificuldades, daí, o vanço através dos planos urbanísticos, tem que ocorrer através de um processo participativo. (...) É cada vez mais difícil uma intervenção nossa, quando fora da política, este o motivo para continuar participando e ir ocupando espaços. (...) Se a visão neoliberal predominar, perderemos os espaços públicos e irão destruir tudo o que foi já conquistado. (...) O que é a cidade saudável? Luto pela integração das políticas públicas, ou seja, uma cidade para as pessoas". Foi o que consegui captar e aqui descrevo. Das perguntas dos estudantes, algo marcante foi como os presentes estavam sintonizados, não só com o que aprendiam ali dentro da universidade, em seus cursos, Arquitetura e mesmo desugn, mas em como poderão exercer na prática algo pensando no coletivo das pesssoas vivendo nas cidades. Creio ser este o objetivo maior de suas falas por aí e quando tudo é afunilado para algo neste sentido, ele sai plenamento satisfeito das conversas.

Por fim, Nabil é candidato e circula pelo interior paulista. É um urbanista andarilho, observador atento do que se passa nos mais diferentes lugares, fazendo questão de não só anotar, mas registrar através de seus vídeos, algo de cada lugar. Difícil passar por um lugar sem registrar algo. De Bauru já fez algo no passado e hoje, está antenado com o o que acontece com a privatização da água, nosso DAE e a imensa área do Aeroclube, hoje em vias de se transformar num palco de especulação imobiliária. De lá, ainda o sigo até o restaurante com comida árabe - seu nome diz tudo -, o Lokma Café, onde conversas tiveram continuidade. De tudo, quando batido no liquidificador e depois coado, afunilado, o entendimento é de que, este HPA continuará nessa pegada, indo atrás de quem pode transformar este país e mais que tudo, não possui só discurso bonito, mas tem algo mais que comprovado de luta, resistência e compromisso popular. Daí, me verão indo e vindo aos lados destas e destes, os que me movem, tornando minha vida mais palatável e agradável. Lula, Haddad, Erika e Nabil, são alguns destes.

Eis algo gravado por mim da fala do Nabil em sua aula magna na Unesp Bauru:

domingo, 23 de agosto de 2026

CHARGE ESCOLHIDA À DEDO (234)


TENTAM PEGAR O LULA DE TUDO QUANTO É MANEIRA E ELE CADA VEZ MAIS FORTE, EU IDEM NA INTENÇÃO DE NELE VOTAR
A imprensa brasileira é mais que uma piada pronta. Antigamente, nos meus tempos de juventude, ainda dentro do período militar, dizia-se que a imprensa era esquerdista. Na verdade, o que diziam mesmo é que os jornalistas eram de esquerda e os donos do jornal não, mas desta forma, conseguiam equilibrar o que saia publicado. Os donos do negócio queriam algo e os jornalistas agiam dentro da verdade dos fatos. No fluir, vivenciamos tempos onde floresceram uma informação muito mais contundente e real do que a impressa hoje. A atual, sendo expelida pela aí é de corar os preceitos jornalísticos, algo vergonhoso, pois tendencioso até não mais poder.

Se em 30/40 anos atrás a imprensa poderia ser considerada de esquerda, hoje é totalmente subserviente e quem ainda está nas redações, não ousa mais enfrentar os barões donos do negócio. Viraram todos bichinhos domesticados e o que sai publicado é exatamente o que lhes é prescrito. E o que vemos pela aí é uma pouca vergonha, absoluta e colocando a imensa maioria dos meios de comunicação numa describilidade sem volta. O que estão a fazer com Lula nessa eleição é algo feito em conjunto, quando decidiram que Lula não pode ser reeleito e assim, jogam pesado, mentem descaradamente, inventam histórias e mesmo o outro lado sendo muito bandido, nada deste é relevante, mas um peido de Lula o é.

Portanto, não me peçam para ainda dar credibilidade para nada que sai publicado no Estadão, Folha SP, Globo (tv e jornal), Record, Veja e afins. Não é possível imaginar a bestialidade em curso, sem vislumbrar estes todos estarem agindo de comum acordo. Vejam o caso da TV Globo, que foi duramente perseguida por Jair Bolsonaro, quando presidente, inclusive este apregoando não iria renovar a concessão da TV. E hoje, com o filho dele, pior que ele, mais entreguista e perverso, estão a praticar um jornalismo descaradamente favorável, a bestialidade da campanha do Flávio, mais um bandidinho com o sobrenome da família. A TV sabe de tudo o que estes fazem, mas preferem ficar procurando pêlo em ovo, com essa história de fazer de tudo e mais um pouco para incriminar o filho do Lula. Já passaram de todos os limites.

Tem quem perceba a sacanagem e denuncie, mas eles, os perversos e pervertidos sabem, tem muitos que não sacam e ainda acreditam no que sai publicado. Hoje, o que temos que fazer, os ainda agindo dentro da sensatez, é denunciar, dia após dia, a aberração de como age essa imparcial e boçal imprensa, ou o que resta dela. Eu cá do meu canto, estarei ininterruptamente apontando o dedo para estes, pérfidos desde sempre, lobos em pele de cordeiro, marrons desde sempre.

PARA UMA DESAVERGONHADA E SAFADA IMPRENSA, A BRASILEIRA
CARTA ABERTA À IMPRENSA BRASILEIRA
Nós, cidadãos brasileiros que ainda acreditam na função social do jornalismo, vimos a público manifestar nossa indignação diante do abismo entre o tratamento dado pela grande imprensa a um candidato à Presidência da República e a um cidadão comum, que não ocupa cargo público, não é candidato a nada e não pede voto.
A pergunta é uma só: por que um é caçado sem provas, enquanto o outro é blindado com provas?

O CASO DE FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA
Filho do atual presidente, Fábio Luís não é candidato a nada, não ocupa cargo público, não pede voto. Ainda assim, sua vida foi devassada. Sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados. Cada contrato, cada movimento, cada centavo foi vasculhado.
O resultado? Nenhuma condenação.
Mesmo assim, segue sendo manchete atrás de manchete, tratado como se fosse o chefe de uma organização criminosa. A fúria investigativa da imprensa contra ele é implacável, mesmo quando a realidade não a acompanha.

O CASO DE FLÁVIO BOLSONARO
Flávio Bolsonaro é senador da República e candidato à Presidência. Ocupa uma das cadeiras mais importantes do país. Pede votos e influencia leis. E qual é o seu currículo público?
Empregou em seu gabinete a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega, ex-PM apontado como chefe de milícia no Rio de Janeiro. O próprio Flávio o condecorou.
Seu gabinete foi o epicentro do esquema da "Rachadinha", com Fabrício Queiroz operando milhões em movimentações atípicas. Sabemos que a denúncia foi anulada por uma decisão técnica. Mas e o mérito? Cadê a investigação jornalística independente?
Acumulou imóveis comprados com dinheiro vivo, indício clássico de lavagem de dinheiro. Tudo documentado.
Pediu pessoalmente sessenta e um milhões de reais a Daniel Vorcaro, banqueiro preso por um rombo bilionário que lesou aposentados, para financiar um filme sobre seu pai. As mensagens e áudios mostram o senador cobrando, agradecendo e chamando o banqueiro de "irmão".
Mora em uma mansão avaliada em quinze milhões de reais, mas declarada por seis milhões de reais. Como? Quem vendeu? Como foi pago? Onde está o restante do valor? Essa é uma pergunta que qualquer jornalista sério deveria estar fazendo em manchete. Mas o silêncio é ensurdecedor.
E qual é o tratamento que a imprensa dá a este senador, candidato à Presidência?Tratamento de vítima. De "perseguido político". De "moderado".
Enquanto isso, a prova mais grave de todas é solenemente ignorada ou tratada como ruído de bastidor:
Jair Bolsonaro, então presidente, gravou uma reunião pedindo intervenção na Receita Federal para parar as investigações contra seu filho Flávio.
Isso não é suspeita. É um áudio. Um documento. Uma confissão de obstrução da Justiça.
Se eu não devo, eu não temo?
O presidente Lula foi claro e público: "Pode investigar." Seu filho foi investigado. E devassado. E exposto. Sem condenação.
Bolsonaro foi claro e público: "Não vou permitir que meus filhos sejam investigados." E a imprensa, em grande parte, tratou essa postura como normal.
Que show da Xuxa é esse?
O vice de Flávio foi relator na CPI do INSS. A sócia de Flávio é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela Polícia Federal como sócio e operador do "Careca” do INSS. O dinheiro do Vorcaro, que financiou o filme, vem, em última instância, dos aposentados e poupadores lesados pelo Banco Master.
A ficha corrida de Flávio Bolsonaro é pública. Está nos autos, nos áudios, nos registros de imóveis, nas mensagens de celular, nas declarações de bens. E a imprensa, em sua maioria, finge que não vê.

EXIGIMOS RESPOSTAS:
Cadê a isonomia?Se o sigilo de Fábio Luís pode ser quebrado sem provas, por que a imprensa não exige o mesmo para os sigilos telefônicos, fiscais e bancários de Flávio Bolsonaro?
Cadê a cobertura aprofundada sobre os sessenta e um milhões de reais de Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse"?Quantos minutos de televisão e quantas páginas de jornal foram dedicados a esse escândalo em comparação com as suspeitas jamais comprovadas contra Fábio Luís?
Cadê a indignação com o áudio?Por que a admissão gravada de um presidente tentando obstruir a Justiça para proteger o filho não é a manchete principal de todos os noticiários, todos os dias?
Como a mansão de quinze milhões de reais foi comprada por seis milhões de reais?Cadê a matéria investigativa sobre a origem dos recursos e a identidade do vendedor?
E o que mais está escondido?O que mais foi varrido para debaixo do tapete enquanto a atenção se voltava para um alvo conveniente?

CONCLUSÃO
O povo não é bobo, mas parte da imprensa parece apostar que sim.
Um cidadão sem cargo público é caçado por suspeitas que se arrastam sem conclusão.
Um senador e candidato à Presidência, com um histórico documentado de relações com milicianos, dinheiro vivo, pedidos a um banqueiro preso, uma mansão inexplicável e um pai que tentou obstruir a Justiça por ele, é blindado e retratado como vítima.
A diferença não está na lei. Está no sobrenome e na orientação editorial.
Não aceitamos essa farsa. E cobramos de vocês, que detêm o dever de informar, a mesma energia, o mesmo rigor e a mesma coragem para investigar os dois lados.
Se há crimes, que se mostrem as provas e as algemas. Para todos.
A história cobrará de vocês. Nós já estamos cobrando hoje.
Atenciosamente,
Cidadãos brasileiros atentos e indignados.
TRANSCRITO POR JOÃO LOPES

e por falar que nada escrevo hoje sobre a situação catastrófica de Bauru 
SE O POVO NÃO SE REVOLTAR E VIRAR ESSA MESA, ELES CONTINUARÃO FAZENDO DA GENTE GATO E SAPATO
A vergonha está mais do que estabelecida nesta cidade como padrão administrativo, desta fundamentalista e retrógrada administração municipal, a comandada pela incomPrefeita Suéllen Rosin. Sem tirar nem por, não existe uma só ação que possa ser considerada como positiva, ou mesmo estar construindo algo salutar para a sofrida cidade de Bauru.

O DAE está pela hora da morte. Conseguiram sua privatização e hoje, até contas são emitidas em duplicidade, uma com a chancela do DAE/Prefeitura e outra com o nomezinho da nova concessionária, uma que ainda não disse a que veio. Nas ruas se vê o descalabro, com os antigos funcionários da autarquia se desdobrando para manter um serviço digno, mas diante das novas condições impostas por quem chega, percebem que, os serviços não só sofrerão descontinuidade, como a qualidade será a mínima. Prevalece o amealhar grana nos cofres e o que menos se conta agora é qualidade de serviços.

Essa é ponta do icerberg, pois tudo o mais é um vexame administrativo, tudo maquiado por ações de marketing, difundidas pelas redes sociais. Entra uma dinheirama nos cofres da Prefeitura, pelos vários empréstimos conseguidos, mas nada de produtivo é demonstrado e assim, tudo se esvai pelo ralo, pelo esgoto. Já desistiram de dar continuidade na finalização da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, pois a incompetência e o descaso é a mola mestra, assim como nã ose fala mais nada no tal do Hospital Municipal, que todos sabiam de antemão, nunca teria como sair do papel. Mudar a parte administrativa da Prefeitura para a Estação da NOB outro anúncio mentiroso, falacioso e feito para engambelar incautos.

E por fim, depois de uma relação infindável de promessas não cumpridas, tem este aumento nas passagens do transporte coletivo bauruense, este sim, algo anunciado e já em pleno funcionamento, ou seja, já sendo cobrado. E, se o bauruense ficar caladinho, quieto e contrito, ele será de fato efetivado e mantido. Como, diante de tanta aberração, o bauruense tem se mostrado um tanto indiferente, creio que passará a pagar os tais R$ 6,25 sem regatear. Do contrário, se fossemos pras ruas, protestando principalmente diante do prédio da Prefeitura, exigindo da alcaide a revisão do valor, tudo poderia mudar. Só assim, com protestos nos seus calcanhares alguma possibilidade de rever as barbaridades sendo sacramentadas em Bauru. Estes só entendem essa linguagem, a da pressão popular.

sábado, 22 de agosto de 2026

MÚSICA (263)


EU LOGO CEDO NA PADARIA, COM JULIO CORTÁZAR NO PEITO
Eu sei, poucos o conhecem por aqui. Saio estampado no peito alguns pelos quais minha apreciação é exarcebada. Este aqui, cuja camiseta comprei na última estada em Buenos Aires, mais precisamente num artesão na Feira de San Telmo, é nada menos que um dos maiores escritores latinoamericanos, Julio Cortázar, que andou muito pelo Brasil, circulando entre diletos escritos paulistanos. Sua maior referência para mim são os "cronópios" e a muito famoso por misturar o cotidiano e o fantástico em histórias sem ordem linear. "O Jogo da Amarelinha", creio eu, seu mais famoso romance, destes que, quando li pela primeira vez, ia parando e tentando entender antes de prosseguir. Sua leitura é rebuscada e para quem quer se iniciar, adianto não mergulhe de cabeça, pois pegando leve, aos poucos, vai aproveitando melhor.

Não sou gato escaldado e agora, já com 66 nos costados, reler ele é algo difícil, pois o chips de minha mente já está cansado, cheio e para que o entendimento se faça por inteiro, tudo requer mais tempo. Adoro ler Cortázar em estado de vadiagem, pois a concentração se faz mais elegante e assim absorvo mais. Quando vi sua camiseta sendo vendida, um lindo traço de algum artista de rua platino, a peguei e não mais larguei. A trouxe e hoje levanto e vou pra padaria com ela. De cara, assim de bate pronto, quem por lá cruzo é uma das pessoas mais simpáticas do pedaço, uma senhora, nossa miss na padaria aqui da esquina. Deve girar lá pelos 80 e com uma tatuagem na canela, encantadora pessoa. Ela vem até mim e me pergunta quem é o gajo na camiseta. Ao revelar seu nome, ela abre um sorriso e me diz algo profundo dele e do que representa para quem o conhece.

Logo a seguir, já no caixa, o dono da padaria me diz: "Tê tentando me esforçar, mas ainda não reconheci quem seja o cara aí da sua camiseta". Digo ser o escritor argentino Julio Cortázar e ele, também reconhecendo, me diz algo sobre os grandes escritores do país vizinho. Uma pena, Cortázar não ter sido tão difundido por aqui, ou melhor, até foi para para gerações passada e hoje, dentro da nova, creio eu, ninguém mais o conheça. Sempre tem disso dentro dessa rapidez com que o tempo voe em nossas vidas. E assim, alguém muito falado hoje, amanhã já será um esquecido. Eu, envolto pelos livros todos lá do meu mafuá não deixo isso acontecer e mantenho acesa a chama destes que um dia reverenciei e quero continuar fazê-lo até quanto tiver a compreensão dos fatos dentro de mim.

Ler Cortázar é ir vendo coisas normais virarem, assim de uma hora para outra pesadelos ou mistérios sem que as pessoas achem isso estranho. Isso é o tal dos seres imaginários, do realismo fantástico onde ele foi mais que mestre. Ele foi muito mais que um escritor, pois esteve antenado com seu tempo e bateu de frente contra a cruel ditadura implantada em seu país, muito mais violenta que a nossa. Foi um corajoso, um bravo que soube impor respeito aos seus detratores e aos gendarmes derfensores de ditaduras, como as que tivemos aqui e na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e afins.

Melhor que tudo foi na saída, ao lado da nossa miss da padaria, uma jovem, que nunca deve ter ouvido falar dele, mas a vejo anotando seu nome num guardanapo de mesa, ou seja, ela vai levar o nome pra casa e tomara pesquise algo, se interesse e leia algo dele. Só por provocar que algo aconteça no entorno de seu nome, ganhei o dia. Enfim, encerro com uma curta frase dele, como todas bem reflexivas: "Só há um meio de matar os monstros. Aceitá-los" ou, agora mesmo uma última: "Ninguém é mais sério do que um menino quando está brincando".

A PROPOSTA DO FILHO: EM TODO SEU RETORNO PARA BAURU, PELO MENOS ASSISTIREMOS UM FILME JUNTOS
Ele, o filho, mora em Araraquara e vez ou outra aporta por aqui, quando dividimos o tempo, ora comigo, ora com a mãe, a Cleo. Ora todos juntos. Eu o iniciei nesse negócio de gostar de ler e de cinema. Eu acabei diminuindo o ritmo e sempre me vejo dizendo pela aí da pretensão de voltar a assistir, pelo menos uns dois por semana. Ainda não consegui. Lembro de quando ele ainda adolescente, o levava regularmente ao cinema e sentávamos juntos para assistir a alguns. De uns tempos para cá, ele me propos retomar isso e sua proposta, além de tentadora, foi dessas irrecusáveis: "Em cada retorno meu para Bauru, escolhemos um filme, sentamos em sua sala e o desfrutamos juntos". Estamos tentando cumprir o prometido.

Neste final de semana ele por aqui, para meu contentamento e jubilo. Fui assistir a um jogo do Noroeste - ganhou de 4 x 3 do Comercial e se se classificou em 1º lugar no grupo na copa Paulista. Ele não quis ir e me fez lembrar de uma vez, creio que lá pelos seus treze anos, pela aí, o levo ao campo e no intervalo me diz: "Ainda tem mais outro tempo igual a este". Ou seja, ele não pegou o amor pela bola, mas, para minha felicidade, pelos livros, música e entendimento de tudo à nossa volta, com maior desenvoltura que a alcançada por mim. Ele me comenta filmes e mais filmes e me faz a clássica pergunta: "Já assistiu?". A imensa maioria, respondo laconicamente: "Não". E reforço a intenção de tentar fazê-lo ao lado de Ana Bia, minha companheira de todas as horas, que assiste muitos mais filmes que eu.

E assim sendo, sentamos na sala de casa e o deixo escolher. Apresenta um leque de intenções e vejo que, tudo desemboca no "DIAS PERFEITOS", longa do alemão WIM WENDERS, onde a trama se passa em torno de Hirayama, um senhor japonês, levando uma vida feliz, conciliando seu trabalho como zelador dos banheiros públicos de Tóquio com sua paixão por música, literatura e fotografia. Sua rotina estruturada é lentamente interrompida por encontros inesperados que o forçam a se reconectar com seu passado.

“Dias perfeitos é o mais próximo que já cheguei de fazer uma declaração sobre a paz”, declarou Wenders em entrevista. “Para mim, uma das grandes condições da paz é estar satisfeito com o que se tem. Um dos grandes problemas da paz é que nossos países e economias são viciados em crescimento. O crescimento gera guerras. O crescimento gera desigualdade. O crescimento cria aqueles que não podem crescer, em oposição àqueles que sempre querem continuar a crescer. O crescimento é um enorme obstáculo à paz. Nossos economistas não gostam de ouvir isso. Eles não querem ouvir que não devemos ficar felizes com o que temos e tentar compartilhar isso em vez de crescer mais. Crescer mais só é possível às custas de outros que crescerão menos, e esse é o motivo da maioria das guerras. Hirayama é um verdadeiro pacificador. Ele é meu primeiro herói da paz de verdade... bem, exceto pelos anjos em Asas do desejo.”. Confesso, fui arrebatado pela singeleza do filme.

Pela sua interpretação como protagonista de Dias perfeitos, Koji Yakusho recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes de 2023. Meu danado filho, me induz a assistir um filme, desses que a gente não esquecerá nunca mais. Disse a ele, gostar muito mais de filmes assim, singelos, do que aqueles de ação. Daqui por diante, fico só com estes e me encanto, primeiro com os locais de cada filmagem, neste caso uma Tóquio em suas entranhas e depois o tema escolhido. Sabe aquilo da pessoa viver de forma quase monástica e encontrar grande dignidade no trabalho diário, um que o satisfaz, mesmo sendo degradante para a maioria manada da população? E depois, nos momentos livres, ele lê livros, cuida de plantas, fotografa as copas das árvores e ouve uma excelente trilha sonora em fitas cassete no carro, com artistas como Lou Reed, Patti Smith, Nina Simone, Jimi Hendrix e Van Morrison. Isso me fez lembrar de quando ouvia meus CDs no carro, levando toda semana sete ao carro, ouvindo um por dia, trocando na outra por novos. Um dia os carros vieram sem aparelhos para tocar CDs e fiquei desolado. No filme, um tocador de cassetes e Hirayama faz exatamente o que fazia. Não é pra querer voltar a ter uma vida mais simples e abandonar todos os luxos que vamos agregando junto de nós ao longo da vida? É o filme expõe isso de uma forma bem lúdica, límpida, transparente e aconchegante. Orgasmo total.

Poderia descrever outras maravilhas do filme, como o isolamento de Hirayama, tocando sua vida e dela usufruindo benesses inigualáveis, bem diferente do que seus familiares abastados o fazem, ou seja, o filme é uma delícia e o filho acerta na mosca. Ficarei com ele retido dentro de mim por um bom tempo. O filme termina, comemos pipoca e sua mãe o vem buscar. Amanhã iremos passear na Feira do Rolo e depois, bocadinho mais de prosa à tarde. E na manhã de segunda, segue de volta para sua vida em Araraquara. Eu absorvo o máximo que posso em cada vinda dele e muito dessas sessões de cinema.
Eis algo mais do "DIAS PERFEITOS".
Começem pelo trailler do filme, três minutos: https://www.youtube.com/watch?v=j9srd9g_SEk
Assistam isso: https://www.youtube.com/watch?v=Qcmce0aufXY&t=6s
E descubram depois algum link para asistir o filme inteiro. Sem decepções, uma relíquia conematográfica. Tenho que confessar, meu filhão acerta em cheio em suas escolhas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

RELATOS PORTENHOS LATINOS (162)


UM FINAL DE SEMANA COM ELE NO COMANDO, HENRIQUE, O FILHO POR AQUI - TUDO O MAIS É CONSEQUÊNCIA
QUANDO ELE PINTA NO PEDAÇO EU PARO TUDO PRA LHE DAR TODA A ATENÇÃO DESTE MUNDO
Não existe nada melhor neste mundo do que, você tendo colocando um filho no mundo, ele tendo batido asas, vivendo por aí, em outras paragens e quando aporta por perto, o que faço é me liberar de tudo o mais e ficar de prontidão, primeiro para recebê-lo, depois lhe dar toda a atenção deste mundo. Fiz isso neste final de sexta, quando o mesmo chega e vem me visitar, finalzinho de tarde, adentrando meu reduto mafuento. Começamos a divagar com o que mais tenho no lugar, livros. Ele me relatando o que tem lido, me trazido um de presente e eu lhe dizendo: "Daqui, leve o que queiser, o que te interessar".

A prosopopéia durou um bom tempo, primeiro ele vasculhando uma caixa onde havia arrebanhado um monte destes, lá adquiridos no Sebo do Bau, pela bagatela de R$ 1,50 cada. Digo terem sido uma espécie de resgate, pois os mesmos encontravam-se lá por alguns anos, dentro de caixas fechadas, intactas e agora, com a decisão do livreiro de renovar seus estoque, fez uma limpa e disponibilizou tudo por preços mais que módicos. Eu adoro mergulhar em lugares assim, dentro desta concepção, a de lá, com certeza,sempre encontrar preciosidades diferenciadas e únicas. Ele faz o mesmo lá pelos lados onde mora, Araraquara e me conta de suas também incursões no Araricoera, o Sebo que um dia trabalhou e hoje só frequenta.

Isso do filho ter chegado já nos seus trinta e poucos anos e ambos amantes inveterados de livros, leituras e afins é mais que um luxo. Algo pelo qual considero minha passagem aqui pela Terra mais do que realizada é o fato de ter conseguido passar isso para o filho, este benfasejo por livros e um entendimento, melhor do que o meu, de tudo o que se passa neste mundão. Sei que, ele assim exercendo sua vida, sofre mais do que a maioria da manada, que faz questão de se juntar a modismos e grupos nada abonadores, os tais apregoando ser melhor seguir os donos do poder do que constestar e demonstrar o erro deles. Somos mais ansiosos, pois sabemos muito bem com quem estamos tratando e como as coisas devem ser tratadas nestes embates todos. Viver, nestes tempos é algo muito perigoso e mesmo o sendo, eu e ele chegamos no entedimento mútuo de que, nada valeria a pena não fosse deste jeito como tocamos nossas vidas.

E agora, tenho o prazer inenarrável de passar um final de semana ao seu lado, ele me contando das suas e eu das minhas, desabafos mútuos, sinceros e cheios de emoção. Eu consigo fazer isso maravilhosamente com o filho, o que tempos atrás, chegamos a acordar 3h da manhã para ir assistir um filme cult, quando estes passavam neste horário lá no Cine Alameda e hoje, ele em todas as vezes por Bauru, já me fez uma exigência, prontamente aceita, a de pelo menos sentarmos num final dia, começo de noite e antes dele voltar pros seus afazeres, assistir um filme escolhido de comum acordo e depois ficarmos parlando sobre ele e tudo o mais que possamos encontrar de conversa paralela e prolongativa. Escrevo isso carregado de emoção, pois sei que, acordarei no sábado e irei buscá-lo para andanças pela aí, lugares e cantinhos onde possamos prolongar essa conversa até não mais poder. Coisa melhor de boa.

NOS ATENTEMOS PARA ISSO, A QUEDA DO ARGENTINO CERIMEDO, CRIADOR DAS ARTIMANHAS DE MILEI E BOLSONARO É PRA SER ENTENDIDA EM E COM TODAS SUAS ENTRANHAS
"O @xicosa tem razão.
A mídia brasileira, inclusive a de esquerda, ainda não caiu a ficha sobre o que significa a "queda" do argentino Cerimedo, preso na Bolívia por tentativa de homicídio contra sua mulher.
É, sem dúvida, a maior baixa do bolsonarismo nos últimos anos.
Cerimedo sempre foi um importantíssimo quadro de Milei e Bolsonaro, e seu trabalho era a base de quase todas as tramoias que tivemos nos últimos anos.
Ele é o pião em todas as farsas que Eduardo e os irmãos repercutem por aqui.
Foi dele a "auditoria" contra as urnas eletrônicas que serviu de apoio ao bolsonarismo, inclusive nos questionamentos judiciais.
As "falhas" das urnas eletrônicas que ele construiu eram uma farsa.
Não há "esquema" de fraudes, grana ou golpe em que este argentino bolsonarista raiz não esteja envolvido.
Agora foi preso na Bolívia, onde organizava tramoias e golpes ao comandar a tentativa de morte contra sua mulher.
Está preso e desesperado.
Sua mulher, vítima da tentativa de homicídio, está denunciando todos os esquemas de suborno, roubo ou golpes do argentino tão festejados pelo bolsonarismo.
É a maior "queda" no mundo podre que junta internet, achaques e outros crimes.
O bolsonarismo está de olho em pé.
Basta ver o desespero da turma de Milei, que sempre teve Cerimedo como principal organizador.
Basta dar uma olhada no Clarín, na La Nación ou no Página 12, e poderão ver o explosivo desdobramento do caso.
Como seria bom ouvirmos o Ariel Palacios na @globonews contando mais sobre essa loucura do Milei e da família Bolsonaro", ROQUE CITADINI. 

RESISTINDO CONTRA A DESTRUIÇÃO DO DAE E DO PATRIMÔNIO PÚBLICO BAURUENSE
A cidade precisa tomar conhecimento dos bastidores do que de fato ocorre nas,entranhas dos tantos contratos e aprovações açodadas na Câmara de Vereadores. Do jeito que está, Bauru peede todas e de goleada.
Eis o vídeo do Gustavo denunciando a patifaria: 

"Os leituristas do DAE estão Parados...
Tamanha ineficiência em administrar uma CIDADE
A concessão deveria só terminar a obra da estação de tratamento de esgoto
Não destruir 40% do DAE
QUE PRESTA O SERVIÇO PARA O MUNICÍPIO A MAIS DE 60 ANOS
Funcionários públicos, qualificados, alguns formados em Bauru, CTI, Unesp, FATEC, SENAI, USP.
Anhanguera, UNIP,
Ana Nery, Engenheiro Aurélio Ibiapina ( antiga escolinha da rede ferroviária).
Dentre outros servidores que passa no concurso em Bauru e vem de outro ESTADO..
Os serviços do DAE é muito específico, estas escolas profissionalizantes ou técnica não tem um curso voltado para área de saneamento..
Serviço do DAE tem complexidade que as vezes o servidor público aprende depois de ser aprovado no Concurso.
São +de 60 anos prestando serviço em Bauru, existe servidores públicos contratado para todas as especialidades, com experiências de 1 ano, 15 anos, 36 anos e até 47 anos de DAE.
Está atual administração com a concessão deixou 187 servidores de FATO sem realizar sua atividade sem nenhuma necessidade e explicação, totalmente desnecessário..
Se existia um problema era terminar a 30% da obra da ETE VARGEM LIMPA..."GUSTAVO ARAÚJO, SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

UM LUGAR POR AÍ (214)


ALCKMIN, O VICE-PRESIDENTE, PASSOU POR BAURU, ESTIVE NO EVENTO E ESCREVO ALGO SOBRE SUA PESSOA
O atual vice-presidente da República, candidato à reeleição, junto de Lula, Geraldo Alckmin está em real campanha e circula por todo o estado, até muito mais de tantos, como eu, que já deveríamos estar fazendo e acontecendo pela aí. Alckmin está dentro de um processo, já estabelecido e constituído e dentro dele faz o que pode para conscientizar pessoas da necessidade de continuarmos apostando nossas fichas, não só em Lula, mas também votando em Fernando Haddad pra governador, Marina e Tebet pro Senado. Ele hoje não é sómente um cidadão paulista, pois confidenciou quando eessa sua rápida passagem por Bauru, retornando pra Sampa e sua casa, que no dia seguinte estaria em Belo Horizonte, ou seja, de SP vai pra MG. Alckmin está na lida e luta. Cumpre o seu papel.

Dessa sua passagem por Bauru, voltando de outros compromissos pelo estado, combina com o ex-deputado estadual Pedro Tobias, seu dileto amigo de décadas, ambos médicos, de aqui reunir pessoas interessadas em ouví-lo e acreditando na proposta e dispostos a não deixar o país cair nas mãos da extrema direita. Daí, um local é escolhido e o 21 Center, ali nos altos da rua Gustavo Maciel, antigo point do Pedro Tobias, para seu café diário pelas ruas, lota e reúne gente de todas as matizes e até mesmo crenças políticas. Não vejo como nada surreal ou estranho o ajuntamento, pois ali, neste exato momento, como já ocorreu quando da última eleição de Lula à presidência, o que de fato ocorre é uma salutar união, envolvendo grupos antes antagônicos, cumprindo o seu papel para não permitir que caíamos num caminho quase sem volta, entregando o nosso destino nas mãos do bolsonarismo e, consequentemente, da extrema-direita.

Leio e ouço Lula falando dias atrás sobre algo neste sentido. Dizia ele que, disputou várias eleições com adversários e cita nomes, Covas, Serra, FHC e mesmo Alckmin, antagônicos, porém bem diferentes do que se vê hoje na disputa. Se antes existia um diálogo e quem perdia, aceitava a derrota e se preparava para o próximo embate, com os atuais, a ruptura já começa em todo e qualquer encontro. Daí, quando me vejo lá no salão do café do 21 Center, converso com a maioria dos presentes, inclusive com muitos com quem digladiei no passado, hoje todos unidos. Isso é capitular? Tenho a certeza que não. Não estivessemos com Lula e Haddad, na dispersão, o pior para este estado e país. Todos ali sabem muito bem o que representa Tarcisio se reeleger e Flávio ser alçado à presidência. O encontro não é casual, nem inoportuno. Trata-se de uma estratégia estabelecida dentro da guerra sendo travada nesta campanha eleitoral.

Eu já fui adversário, tanto de Pedro Tobias, como de Geraldo Alckmin. Os vejo muito diferentes de como atuaram no passado. Isso é ótimo. Pior seria se continuassem dentro daquela linha política. Entenderam o que de fato ocorre, Alckmin aceitou ser vice de Lula, foi eleito e não decepcionou em nenhum momento. Tobias abriu mão do discurso preferido do seu eleitorado conservador paulista, bateu de frente com estes e se manteve fiel ao entendimento de que, só avançariamos vergando o obtuso conservadorismo. Ambos pagaram o preço, muito lhes viraram as costas, porém, estes sim não capitularam. E neste exato momento, sem tergiversar, continuam ao lado de Lula e contra a perversidade bolsonarista e o discurso extremista de direita.

Nesta e em tantas outras eleições nas quais participei, dando o meu quinhão, não vi isso de votar no "menos pior". Lula nunca foi o menos pior, pois sempre representou o palpável, o possível e por tudo o que já fez, mesmo diante de tanta adversidade, é hoje considerado o melhor presidente que este país já teve. Isso é histórico, algo já consolidado. Continuarei ao seu lado e ciente de que, como não podemos realizar a tão acalantada revolução, tenho que me adequar e ir galgando as conquistas degrau por degrau. É o que faço. Alckmin e Tobias são outras pessoas. Enxergaram o óbvio, que a maioria do povo paulista ainda não conseguiu enxergar. Pelo que vejo, não mais nos decepcionaram. E na conversa com Alckmin, disse a ele de o achar, em muitos momentos, com um discurso até mais contundente que muitos petistas e esquerdistas. Ele riu e disse a todos junto de mim: "O PT tem um diferencial que nenhum outro partido tem neste país, uma forte e atuante militância. Respeito e me orgulho de estar sendo entendido por estes".

O momento do país exige exatamente isso que vemos em curso. Isso está longe de capitular. Tem muitos se aproximando por interesse. Não é o caso de Tobias e de Alckmin. Eu confesso, fui lá me encontrar ontem com todos os presentes e com um intuíto interno já muito bem formatado e estabelecido: quero trabalhar intensamente nestes 50 dias de campanha, pela reeleição de Lula, por Haddad, pela dupla de senadoras mulheres e por dois candidatos, deputado federal e estadual, gente nas quais acredito muito e sei, farão muito, não só por minha cidade, mas pelo país num todo. Eu vejo Alckmin fazendo e acontecendo. de sua boca um discurso eloquente, consistente e muito bem atualizado e entrosado com as necessidades do país. E por que não estaria junto deles neste momento? Ainda mais, quando o outro lado, esté sim é de um retrocesso sem fim e praticamente sem volta. Eu continuo do lado certo da luta. Creio que, reelegendo Lula, teremos que nos próximos quatro anos, rever muito da estratégia utilizada e construir um novo país. Isso sim será uma grande revolução dentro do país, pois será talvez uma última oportunidade. Esmorecer jamais!
Meu vizinho Júlio é o de camisa preta. 

Em tempo: Revejo junto dos demais presentes, alguém que conhecia como morador do mesmo prédio onde residimos e o conhecia superficialmente. Trata-se de Júlio César Garcia de Alencar, natural de Caucaia (CE) e formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com doutorado e atuação docente na Universidade de São Paulo (USP), hoje exercendo a função de Diretor do Hospital das Clínicas, este ao lado do parque Vitória Régia. Mais que uma grata surpresa. Ele, vindo de Fortaleza CE, já tinha afinidade com seu companheiro e seu cão, pelos corredores do lugar onde moramos, agora juntamos outras, o fato de gostarmos de Belchior e por ser ele parente próximo do jornalista e escritor Lira Neto, o que escreveu a trilogia sobre Getúlio Vargas e que, já esteve algumas vezes em Bauru. O encontro desta tarde/noite serviu para que o conhecesse. Foi demais da conta.

Eis parte da gravação feita por mim da fala do Alckmin no 21 Center:

o outro lado da moeda
QUANDO LEIO SOBRE A EXISTÊNCIA DE EMPREGOS DE MONTÃO, PENSO LOGO: MAS QUANTO ESTÃO PAGANDO DE SALÁRIO???
"Remuneração próxima de R$ 2.000 tem encontrado menos interessados em vagas com escala
6x1, em que o profissional trabalha seis dias consecutivos e tem um dia de descanso.
Esse cenário já é percebido no setor de supermercados, que relata maior dificuldade para preencher algumas oportunidades.
A mudança está relacionada à forma como muitos trabalhadores avaliam uma vaga.
Além do salário, entram na decisão fatores como custo de vida, transporte, alimentação, moradia, tempo livre e a rotina de trabalho.
Jornadas extensas, poucas folgas e atividades que exigem bastante disposição física podem pesar na escolha, principalmente quando a remuneração não acompanha as despesas do dia a dia.
Para as empresas, o desafio é encontrar profissionais para determinadas funções. Para os trabalhadores, a busca é por oportunidades que ofereçam uma combinação mais equilibrada entre remuneração, jornada e qualidade de vida.
Esse cenário também fortalece as discussões sobre a escala 6x1, valorização profissional e novas formas de organização das jornadas.
A realidade mostra que, cada vez mais, as pessoas estão analisando o conjunto de condições oferecidas antes de aceitar uma oportunidade", RONALDO DIVINO.