MUDANDO DE ARES
sábado, 11 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
FRASES (271)
Homenageando um contador de histórias
Bem ou mal, escrevo apenas sobre o que me cutuca. A criativa crônica do Henrique P. de Aquino, “A gente corre atrás da história” cutucou-me a sensibilidade. Henrique reflete gostosamente sobre os nossos contadores de histórias. Parabenizando e homenageando o amigo, peço lhe licença para poetar a poesia, que me é possível, sobre tema tão rico, quanto significativo.
Bem ou mal, escrevo apenas sobre o que me cutuca. A criativa crônica do Henrique P. de Aquino, “A gente corre atrás da história” cutucou-me a sensibilidade. Henrique reflete gostosamente sobre os nossos contadores de histórias. Parabenizando e homenageando o amigo, peço lhe licença para poetar a poesia, que me é possível, sobre tema tão rico, quanto significativo.
OS CAUSOS DA GENTINHA MIÚDA
Que nunca morram os contadores de “causos” das gentes miúdas deste mundão. Na poeira dos esquecidos, estes rapsodos batem pernas por aí peneirando a poesia humana que só eles sabem cavoucar. Primeiro, contudo, é preciso ouvir muito bem e só depois contar. Sempre foi assim e assim sempre será. Somente as orelhas sensíveis - ninguém mais - sabem que, para revelar a funda história humana, é preciso separar a areia leve de um lado e, do outro, o ouro pesado que, no balanço da bateia, no fundo restará. Isso acontece quando a canção dança com a peneira, coisa gostosa de ver e ouvir: “Garimpa meu sinhô, garimpa até o braço cansá, peixe grande é na rede, pedra rica na peneira um dia vô pescá.”
Que nunca morram os miúdos contadores de “causos”, pois, se de água precisamos, sem o oxigênio da poesia, impossível respirar. Já os nossos ancestrais pre-históricos sentavam-se, rodeando as fogueiras, para se alimentarem não só de carne, mas também de fantasia. O escritor J. R. R. Tolkien, em seu ensaio On Fairy-Stories, diz que criar e ouvir histórias é uma capacidade constitutiva do ser humano, num encontro verdadeiro com a realidade. Nunca fuga, mas magia entranhada na alma de todos os povos.
Que ideia boba pensar que as histórias devam homenagear apenas grandes feitos, célebres heróis, personalidades ou intrincadas questões existenciais. Tudo isso, claro, é importante, mas a vida nunca esteve somente no andar de cima. Nos “causos”, nas lendas, nos cordéis, nas sagas dessa gentinha chamada miúda, chamada sem-nome, chamada sem-cara, a vida explode com fúria vulcânica iluminando nossas alegrias, nossas dores. “Viver é a coisa mais rara do mundo, mas a maioria das pessoas apenas existe”, disse Oscar Wilde. Sem espelho, como conheceríamos a nossa cara? “Peneira, meu sinhô, peneira minha sinhá, sem sonhos na bateia a vida só vai piorá.”
Roberto Magalhães
Ilustração: Pinterest
outra coisa
COMO ESSE TARCÍSIO É CARA DE PAU
Dois pesos e duas medidas?Eis o vídeo: https://www.facebook.com/reel/1689951295621534
No vídeo, Tarcísio de Freitas critica a candidatura de políticos vindos de outros estados para disputar eleições em São Paulo. (Oxi... ele veio diretamente do Rio de Janeiro para disputar uma eleição em São Paulo.)
Se esse argumento serve para criticar adversários, por que não serviu quando ele próprio disputou o governo paulista?
Coerência não pode depender de quem está sendo julgado. Princípios devem valer para todos.
Se o critério é que São Paulo deve ser representado por quem conhece de perto sua realidade e construiu sua trajetória no estado, ele precisa ser aplicado da mesma forma para aliados e adversários.
Ou então que Tarcísio pegue suas malas e volte para o Rio de Janeiro!
#Eleições #TarcísioDeFreitas #Haddad #LulaPresidente #brasil #bauru
No vídeo, Tarcísio de Freitas critica a candidatura de políticos vindos de outros estados para disputar eleições em São Paulo. (Oxi... ele veio diretamente do Rio de Janeiro para disputar uma eleição em São Paulo.)
Se esse argumento serve para criticar adversários, por que não serviu quando ele próprio disputou o governo paulista?
Coerência não pode depender de quem está sendo julgado. Princípios devem valer para todos.
Se o critério é que São Paulo deve ser representado por quem conhece de perto sua realidade e construiu sua trajetória no estado, ele precisa ser aplicado da mesma forma para aliados e adversários.
Ou então que Tarcísio pegue suas malas e volte para o Rio de Janeiro!
#Eleições #TarcísioDeFreitas #Haddad #LulaPresidente #brasil #bauru
O TÉCNICO EGÍPCIO É ALTAMENTE RESPEITÁVEL E ADMIRÁVEL
No futebol, costumamos dizer que algumas derrotas revelam mais sobre o caráter de uma pessoa do que muitas vitórias. Após a eliminação do Egito, o técnico Hossam Hassan surpreendeu o mundo ao usar a entrevista oficial não para falar de arbitragem, tática ou lamentações, mas para fazer um apelo público em favor da população palestina. Independentemente das posições políticas de cada um, foi um momento que lembrou que, antes de atletas, treinadores ou torcedores, somos seres humanos.O esporte possui uma capacidade única de alcançar milhões de pessoas ao mesmo tempo. Quando alguém que ocupa esse palco escolhe falar sobre sofrimento humano, solidariedade e compaixão, demonstra compreender que o futebol também pode ser um espaço de reflexão. Em um ambiente frequentemente dominado por rivalidades, provocações e resultados, uma mensagem voltada à dignidade humana convida todos nós a lembrar que existem causas que transcendem qualquer placar.
Vitórias passam, eliminações também. O que permanece é a forma como usamos nossa voz quando o mundo está nos ouvindo. O discurso do treinador egípcio reforça que a grandeza no esporte não se mede apenas por títulos conquistados, mas também pela coragem de defender aquilo que se considera essencial. Em tempos de tanta polarização, talvez o maior legado do esporte continue sendo sua capacidade de despertar empatia entre pessoas de diferentes culturas, crenças e nacionalidade
ACONTECEU E NÃO FOI PRECISO NEM BOLA DE CRISTAL
quinta-feira, 9 de julho de 2026
COMENDO PELAS BEIRADAS (187)
Não se fala em outra coisa por estes dias, a bestialidade do presidente da FIFA ter se rendido ao apelo impositivo de Donald Trump e anistiadfo um jogador norte-americano, para mesmo tendo siso expulso, jogar no jogo seguinte. A tramóia não deu certo e os norte-americanos foram eliminados, pois o time adversário seguinte, a Bélgica entrou em campo com o reforço adicional psicológico e enfiou logo 4 x 0 nos EUA. Lavou a alma de todos os amantes do futebol. Outra polêmica é o ocorrido no jogo entre Argentina X Egito, quando pênaltis não foram marcados para o Egito e um gol deste foi anulado. Enfim, a Argentina perdia de 2 x 0, proporcionando uma virada histórica de 3 x 2, dessas poucas vezes vista. Tiveram a garra que, nosso escrete canarinho não teve e disso ninguém pode contestar. Já das questões futebolísticas compartilho aqui o comentário deixado pelo amigo Bruno Bkl num dos meus posts sobre o assunto: "Essa "gritaria" não resiste mais uma rodada de Copa, assim como semana passada Cabo Verde estava manchada pelo capitão estuprador criminoso e a seleção saiu exaltada e nenhuma linha sobrou...é sintomático e modo de agir". Assim estabeleço um ponto final nessas questões, também ficando encantado com o Vozinha de Cabo Verde e com o posicionamento do técnico do Egito, principalmente na defesa da Palestina, deixando a bola rolar, pois questões polêmicas sempre existirão no futebol e, no momento, tenho coisas mais sérias para tratar.
Uma Copa de futebol é só uma Copa de futebol, nada mais, mesmo que ela nos sirva para mostrar algo mais das diferenças que movem o mundo. Nada como 2 + 2 sendo 5, como o são as relações de poder político hoje e mesmo no passado. Não vivemos num mundo onde as diferenças são resolvidas no campo diplomático. Ainda sofremos pelo vislumbrado em Gaza, quando palestinos foram dizimados cruelmente e a mídia não ezecra de forma incisiva a Trump e Netanyahu. Temos a bestial guerra dizimando a Ucrânia e até hoje, mesmo o presidente daquele país, o boçal Volodymyr Zelensky, tendo colocado seu país na inevitável situação de destruído, alguns ainda enxergam nele, um declarado neonazista, como bonzinho. Putin nunca foi nenhum santo, assim como a maioria dos atuais líderes mundiais, fracos, omissos e sacanas. O chinês Xi Jinping é ao menos sensato e sem estar envolvido em nenhum guerra, leva ao seu país à liderança mundial, tudo pela transformação lá ocorrida, tecnológica e mental. Que os EUA já não lideram o mundo, disso nenhuma dúvida, porém, por causa de seu poder bélico, ainda teremos tempos de muita intranquilidade e indanidade pela frente.
Até quando o mundo inteiro se vergará ao poder norte-americano, imposto por um senil, doente, perigoso e fora-da-lei Donald Trump? A decisão do presidente da FIFA, o Infantini é o que o mundo inteiro hoje faz, se resigna e aceita o jogo. O ocorrido na Venezuela é caso de interferência internacional, pois roubam seu petróleo na cara dura, inclusive para fins particulares. E o que provavelmente ainda farão com a indefesa Cuba é de se envergonhar eternamente. Manter este país à mingua, como o fazem com os palestinos é mais que insanidade doentia. E como querem que me interesse por inteiro nas questões futebolísticas? Sinceramente, não dá. Impossível. Me volto para o Brasil e vejo o quanto essa famiglia de bandidos, a Bolsonaro, mesmo agindo declaramente como traidores da Pátria, ainda gozam de isenções e paparicos. Deveriam estar todos enjaulados, já cumprindo pena, pois seus crimes se avolumam - assim como os de Trump e Netanyahu - e não soltos, com um deles, sem nenhum preparo ou condições, ainda pleiteando ser presidente da República. Como conseguimos deixar que uma situação como essa se prolongue e resulte numa campanha política, onde deve acontecer de tudo, ainda mais quando Trump já disse ter vontade de interferir nos seus resultados. Não dá pra ficar discutindo muito Copa do Mundo diante de tudo isso.
Confesso continuar assistindo aos jogos. São inevitáveis. Sempre gostei muito de futebol e assim continuarei me interessando pelas coisas da bola, onde ela rolar, tanto aqui no Alfredo de Castilho ou qualquer outro gigante estádio mundo afora, mas tento separar muito bem as coisas. A paixão pelo futebol já foi mais avassaladora. Hoje influi menos em minhas decisões. Tenho buscado a sensatez para seguir adiante na vida. Nas relações de poder mundo afora, continuará tendo forte influência, porém, me toca muito mais e me move de forma muito mais bravia observar como, por exemplo, aqui em Bauru, diante de tanta arbitrariedade cometida e sendo repetida em cada novo lance político, as ações da famiglia Rosin, filha, mãe e pai, comandando uma cidade com a complacência quase calada de todo um sistema, ainda agindo sem que os perturbem de fato. A situação está embrenhando num emaranhado onde, se nada ocorrer para estancar o sangramento, lá na frente o rombo atingirá proporções tão devastadoras que, soluções demandarão décadas e décadas. Me incomoda muito ir deixando a banda passar, a coisa ir rolando, sem perspectivas de alguma luz brilhando lá no final do túnel. Esperando até o próximo pleito é algo ainda longe demais. E, se hoje, o povo está um tanto sem condições de reagir, as esperanças deveriam recair no Judiciário, porém tudo continua um tanto estancado, caminhando a passos de tartaruga. Inevitável, se os Rosin perderem os próximos pleitos deixarão Bauru, penso eu de forma definitiva e assim sendo, como estará a situação da cidade quando isso de fato ocorrer?
Junto tudo isso e no meio deste balaio, o futebol. Dia 19/7 a decisão da Copa e depois dos comentários, desabafos, críticas de praxe, o Brasil terá pela frente uma decisiva eleição. O Brasil fenecerá se a extrema-direita voltar ao poder. O retrocesso será imensamente pior do que a já imaginada situação dos cofres municipais. Hoje, não existe mais nenhuma outra opção para o Brasil, do que estar envolvido na reeleição do presidente Lula, pois do contrário, o debacle, o colapso e derocada total será inevitável. Encerro com postagem do cientista político - bauruense, por sinal - Gilberto Maringoni, filiado ao PSOL, anos confrontando Lula e o próprio PT, mas diante do que pode acontecer ao país toma a seguinte decisão: "O VOTO EM LULA É FUNDAMENTAL - Lula é o nosso Jacques Chirac de 2002. Assim como o petista, o líder francês não era de esquerda, apesar da origem popular e de um breve flerte com o Partido Comunista, na juventude. Chirac poderia se localizar hoje no campo da direita moderada. Contudo, era capaz de iniciativas inusitadas para alguém em sua posição: opôs-se firmemente à invasão do Iraque por parte dos EUA, em 2003. O voto francês do Conselho de Segurança da ONU enfureceu George W. Bush. A comparação com Lula tem a ver pelo fato de a esquerda ter ficado fora do segundo turno do pleito presidencial de 2002, na qual Chirac disputava a reeleição contra a Frente Nacional, de extrema-direita, capitaneada por Jean-Marie Le Pen. Sem alternativa, todas as correntes de esquerda fizeram campanha para o dirigente da Rassemblement pour la République, que venceu com 82,21% dos sufrágios, um indubitável tento democrático. O voto em Lula se justifica por impedir a vitória da extrema-direita. Não há ilusões com transformações sociais de qualquer tipo. Votar nulo diante do fascismo é atitude irresponsável".
EU COMPREENDI*
* Tentando lacrar e encerrar o assunto na polêmica do favorecimento aos argentinos na Copa do Mundo.
A narrativa de que a Argentina seria a “seleção protegida pela FIFA” depende de uma combinação bastante conveniente de ignorância histórica, memória seletiva e devoção quase religiosa às potências europeias.* Tentando lacrar e encerrar o assunto na polêmica do favorecimento aos argentinos na Copa do Mundo.
Em 1966, na Copa disputada na Inglaterra, o capitão argentino Antonio Rattín foi expulso nas quartas de final contra os anfitriões. O árbitro alemão não falava espanhol, Rattín não falava alemão e o jogador pedia um intérprete. Mesmo assim, foi mandado para fora sob a alegação de “violência verbal”. Revoltado, sentou-se no tapete vermelho diante do camarote real (não numa almofada da rainha, como costuma repetir o folclore) e sua expulsão, ocorrida quando ainda nem existiam cartões amarelos e vermelhos, tornou-se um dos episódios que impulsionaram a criação do sistema de cartões. Depois, o técnico inglês Alf Ramsey ainda chamou os argentinos de “animais”. A Europa insultava; o sul-americano era apresentado como selvagem.
Em 1990, contra a Alemanha, a Argentina chegou à final devastada por suspensões e perdeu com um pênalti tardio e altamente controverso, enquanto uma reclamação argentina em lance comparável havia sido ignorada. Anos depois, um ex-dirigente da arbitragem mexicana afirmou que havia recebido de autoridades ligadas à arbitragem a indicação de que “a Argentina não deveria ganhar”. Isso não é prova judicial de uma conspiração, mas torna bastante risível a fantasia de uma Argentina eternamente carregada no colo pela FIFA.
Em 2014, outra final contra a Alemanha. Neuer saiu do gol com o joelho na altura do rosto de Higuaín, atingiu violentamente o atacante dentro da área e, numa inversão quase artística da realidade, a falta foi marcada contra o argentino. Não houve pênalti. Não houve expulsão. Houve a consagração europeia e, depois, o costumeiro silêncio dos que hoje descobrem escândalos arbitrais em qualquer lance favorável à Argentina.
Também convém recordar 1994. Maradona foi retirado da Copa após um exame positivo para efedrina. O exame existiu; não é sério dizer que o laudo foi simplesmente inventado. A farsa esteve na transformação de uma ingestão aparentemente não intencional (decorrente de um suplemento adquirido nos Estados Unidos, cuja fórmula continha a substância) em espetáculo moral de fraude esportiva deliberada. O maior jogador argentino foi retirado imediatamente do torneio quando sua seleção voltava a aparecer como candidata real ao título. A enfermeira conduzindo Maradona pela mão tornou-se uma das imagens mais sinistramente felizes da burocracia futebolística.
Portanto, não é necessário sustentar que a FIFA jamais tenha favorecido a Argentina. A FIFA favorece interesses, mercados, sedes, patrocinadores e conveniências — e, historicamente, o centro econômico e simbólico do futebol internacional sempre esteve muito mais próximo das grandes potências europeias do que da América do Sul. O que não resiste a cinco minutos de memória histórica é a lenda de que a Argentina seria beneficiária permanente da entidade. Se as decisões realmente decisivas tivessem recebido tratamento inverso, talvez a Argentina já discutisse a quinta ou a sexta estrela, em vez de ainda buscar a quarta.
A mesma desonestidade aparece quando se afirma, como se fosse fato científico, que “os argentinos são mais racistas”. Racismo não se mede por compilação de vídeos de torcedores nem por uma olimpíada continental de ofensas. A Argentina construiu uma identidade nacional branca e europeizada que apagou afrodescendentes, indígenas e migrantes. Isso é real, grave e deve ser enfrentado. O Censo argentino de 2022 registrou mais de 300 mil pessoas que se reconhecem como afrodescendentes ou com ancestralidade africana, depois de décadas de invisibilização estatística e cultural.
Mas o brasileiro que pretende ocupar a cátedra moral deveria olhar para o próprio país. No Brasil, pretos e pardos são maioria da população e, ao mesmo tempo, continuam concentrados entre os mais pobres, os encarcerados e os assassinados. A renda média dos brancos permanece muito superior à da população negra, e a probabilidade de uma pessoa negra ser vítima de homicídio é várias vezes maior que a de uma pessoa não negra. O racismo brasileiro talvez seja menos ruidoso em determinados estádios, mas é extraordinariamente eficiente na distribuição de renda, de prisão e de morte.
Isso não absolve uma única manifestação racista argentina. Quem imita macacos, ofende negros ou pratica discriminação deve ser identificado, punido e repudiado. O que não se pode fazer é transformar o comportamento criminoso de alguns indivíduos numa essência nacional atribuída a mais de quarenta milhões de pessoas. Dizer que “o argentino é racista” reproduz precisamente a operação mental que se afirma combater: seleciona-se uma origem, fixa-se um estereótipo e atribui-se inferioridade moral coletiva a todos os membros daquele grupo.
É xenofobia com pretensões antirracistas. E, quando sotaque, nacionalidade, aparência e origem são convertidos em sinais de uma natureza humana inferior, essa xenofobia passa a operar pela mesma lógica racializante do racismo. Muda-se a vítima; conserva-se o método.
Por fim, há algo especialmente degradante na facilidade com que povos latino-americanos se atacam enquanto reservam sua admiração mais servil às antigas potências coloniais. Brasil e Argentina podem ser rivais no futebol. Não deixam, por isso, de pertencer ao mesmo espaço histórico periférico, marcado pela colonização, pela dependência econômica, pela desigualdade e pela permanente busca de aprovação europeia.
Ninguém é obrigado a torcer pela Argentina. Mas uma coisa é preferência esportiva; outra é fazer malabarismos morais para justificar o apoio automático às seleções europeias, como se elas representassem naturalmente a civilização, a correção e a decência. É especialmente curioso ver gente pretensamente de esquerda esquecendo todo o seu vocabulário anticolonial assim que a bola começa a rolar. O internacionalismo dura até o hino; depois, reaparece a reverência à metrópole.
A solidariedade latino-americana não exige acobertar o racismo argentino, brasileiro ou de qualquer outro país. Exige combatê-lo sem reproduzir xenofobia, responsabilizar indivíduos sem condenar povos inteiros e reconhecer que a Europa sempre se beneficiou de uma América Latina fragmentada, ocupada demais em desprezar seus vizinhos para perceber quem historicamente definiu as regras.
No futebol, como na política, a colonização mais eficiente é aquela que já não precisa ser imposta. Basta que o colonizado adote espontaneamente o olhar do colonizador, despreze quem está ao seu lado e chame essa submissão de superioridade moral.
Tomás Guilhermo Polo - Futebol Insane Moments
quarta-feira, 8 de julho de 2026
UM LUGAR POR AÍ (212)
Passo boa parte do dia entretido com escritos para minha apresentação no Congresso Acadêmico da UP - Universidade de Palermo, Buenos Aires, onde na próxima quarta, 17/7, das 12h30 Às 14h30, apresentarei texto de minha lacra, o "História das REPÚBLICAS e a importância do Carnaval em Taquaritinga". Talvez mudem o horário, pois como estarei na Argentina e neste dia e jogando as 16h, se eles passarem para a Semifinal da Copa, 16h, jogarão disputa para ir à final da Copa do Mundo. Estou nos preparativos junto de Ana Bia - que vai apresentar, junto com seus alunos, mais de 5 trabalhos -, não só para a viagem, como para o que falarei por lá. Divido o trabalho com o taquaritinguense Rodolfo Nucci, hoje morando em Florença - Itália, que me auxiliou e muito me descrevendo histórias da festa maior em sua cidade.
Escolhi um tema dentro do quer mais gosto de estar envolvido: a rua. Já contei por aqui que estive recentemente em Taquaritinga, quando por lá descobri casas coloridas espalhadas em algumas ruas no centro da cidade e essas me intigaram, ainda mais por conterem na fachada a inscrição "REPÚBLICAS". Fui ver do que se tratava e me espantei, eram casas alugadas o ano inteiro só para realização de melhor acomodação dos foliões durante o CArnaval. Mantidas com mensalidades de abnegados foliões, vi ali traduzido como essa festa se mantém forte por lá, numa cidade com 53 mil habitantes, conseguindo levar pras ruas mais de 40 mil pessoas diante dessas "repúblicas". Tentei desvendar a história por detrás delas e algo mais da grande festa, do que eles por lá consideram, como o maior Carnaval de todo o interior paulista.
Foi lindo ter vivenciado essa história, pois enquanto na maioria das cidades, a festa arrefeceu, devido a tanta coisa embutida na cabeça das pessoas, como "carnaval é coisa do diabo", por lá acontece o contrário e quem assim tenta dizer algo, padece, pois a festa é mais que forte, sendo condutora da cidade. E para contar isso, além da retaguarda do amigo e catedrático Rodolfo, cujos pais pularam nas ruas até quando tiveram forças, contei com a ajuda substancial, de última hora de uma leitura mais que auspiciosa, a do livro do antropólogo Roberto da Mattas, "A CASA & A RUA - ESPAÇO, CIDADANIA, MULHER E MORTE NO BRASIL" (Editora Guanabara RJ, 1987, 184 páginas). O texto de apresentação eu publico por aqui num outro dia. Adianto que, está sendo encantador a revelação de ainda ver o Carnaval, nossa maior festa popular, sendo a condutora da vida de uma cidade e dentro dela, essas casas coloridas, espaço de reunião de pessoas, com o intuito de diversão, congraçamento humano na sua acepção mais saborosa, recheada de um prazer incontido e insubstituível. Não existe nada mais contagiante do que ver o povo nas ruas, "grávido de prazer", como disse Gonzaguinha numa de suas magistrais canções.
Assim se expressou Damatta, tudo caindo como uma luva para minhas frias mãos escrevinhativas:
- "Casa e rua são categorias sociológicas para os brasileiros. Essas palavras não designam somenet espaços geográficos ou coisas físicas comensuráveis, mas acima de tudo entidades morais, esferas de ação social, domínios culturais institucionalizados e, por causa disso, capazes de despertar emoções, reações e imagens esteticamente emolduradas e inspiradas. (...) Englobar a rua na casa, tratando a sociedade brasileira como se ela fosse uma grande família, vivendo debaixo de um amplo e generoso teto".
- "...é possível ler o Brasil de um ponto de vista da casa, da pespectiva da rua e do ângulo do outro mundo. E mais: essas possibilidades estão institucionalizadas entre nós. (...) ...a sociedade brasileira se singulariza pelo fato de ter muitos espaços e muitas temporalidades que conviviam simultaneamente. (...) ...o espaço é demarcado quando alguém estabelece fronteiras, separando um pedaço de chão do outro".
- "...nas cidades ocidentais, as praças e adors (que configuram espaços abertos e necessariamente públicos) servem de foco para a relação estrutural entre o indivíduo e o povo, a massa, a coletividade que lhe é oposta e o complementa. (...) Mas nossos espaços nem sempre são marcados pela eternidade. Há também espaço transitórios e problemáticos. No caso da sociedade brasileira, que espaçossão esses que permitem a atualização da própria vida social?".
- "...é que casa, rua e outro mundo demarquem fortemente mudanças e atitudes, gestos, roupas, assuntos, papéis sociais e quadros de avaliação da existência. Por causa disto é que também gostamos de falar, no Brasil, que tudo tem ou outro lado...".
Ou seja, tentar descrever este acontecimento bem a cara deste Brasil, que insiste em continuar sendo original, mesmo com toda força contrária é algo de um inenarrável prazer. O faço, caio de boca na pesquisa e leitura, envolvido por isso, o arrebatador brasileiro resistindo a tudo e a todos. E assim, desta forma e jeito, ao meu modo e jeito, "historiador das insignificâncias", tento ir tocando a vida em frente, demonstrando em todas minhas atitudes, que é pelas arestas, frestas e vicinais, estradinhas pouco movimentadas, até pouco frequentadas, essas sempre nos dando lições de vida, por onde ando e me inspiro, que sigo em frente. Como vai ser lá em Buenos Aires, dentro da semana final desta insólita Copa do Mundo, não sei. O que sei é que, além dessa apresentação por lá, baterei perna e voltarei cheio de novas histórias. Vou contando-as por aqui, na medida do possível.
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| EU E RODOLFO NUCCI ESCREVINHANDO SOBRE O INUSITADO CARNAVAL DE TAQUARITINGA. |
terça-feira, 7 de julho de 2026
CHARGE ESCOLHIDA À DEDO (233)
Comecemos esmiuçando a capa da revista mensal Piauí, edição deste mês de julho, chegando nas bancas neste começo de semana e gerando amontoado de interpretações - como deve ser tudo nesta vida. A capa da edição 238 (julho/2026) da revista Piauí, intitulada "Outra barreira" e assinada por Eloar Guazzelli Filho, retrata um campo de futebol envolto por arame farpado, aludindo a campos de concentração. A ilustração posiciona jogadores e árbitro dentro da área cercada, refletindo debates políticos e sociais. Ou seja, foram na veia - não na véia, viu! - e escancaram o que ocorre nesta Copa do Mundo, onde o imperialista pirata Donald Trump, além de estragar o brilho da festa, proporciona mais atos de vandalismo impositivo, tudo so seu bel prazer, sem que ninguém ouse contestá-lo de forma confrontativa. O mundo assiste barbarizado, porém calado, contido e resignado a essas investidas contra tudo o que possa ser denominado de normalidade. Essa Copa é anormal por causa do boçal Trump e de seu assecla, o presidente da FIFA, o suiço-italiano Gianni Infantino, que subservientemente aceita tudo, pois deve estar ganhando os tubos e quando isso acontece, nada como aceitar, calado e de bolsos cheios.
Sim, clamo por uma matéria elucidativa de como transcorre o desGoverno de Suéllen, pois tenho a mais absoluta certeaza, este ergueu uma cerca de ARAME FARPADO na cidade, estabelecendo uma política pública, muito além de contraditória, diria mesmo, andando sobre um fio de arame, porém, ainda contando com a compalcência de mutos - quem, hem??? -, a sustentando e dando-lhe poder de continuidade. E se lá na Copa do Mundo, a Piauí já escancara isso do ARAME FARPADO estar interposto entre os jogos e a sua realização, por aqui, ainda paira um certo grau de "vamos mudar de assunto" ou "deixemos para lá", tocando o barco adiante como se nada estivesse ocorrendo. E como se sabe, até as pedras do reino mineral sabem, existe uma anormalidade sendo encoberta e que, um dia, quaiçá venha a ser desvendada - toc toc toc - e contada nos seus mínimo detalhes.
Mas, o que seria esse MURO, ou melhor esse cerca de ARAME FARPADO? Em primeiro lugar, a realização de atos administrativos tirados da cartola da alcaide, sem nenhum tipo de consulta popular ou mesmo de roteiro pré-estabelecido. Na verdade, não existe proposta ou projeto de Governo. Tudo acontece pela cabeça da alcaide e dos seus, mãe e pai, que com ela tocam a administração, agora aliada da chegada do marido, que acredito, pouco faz, mais vê o observa a banda seguir tocando. A revista é corajosa, como deve ser corajosa a ação dos que denunciam irregularidades, aqui ou alhures. Temos muiuto o que discutir e discordar da atuação dessa administração na condução da cidade, interpondo essa cerca entre o que acontece e o que de fato ocorre. De um lado, os atos, seguidos e intempestivos, do outro a população calada, observando contemplativa e vez ou outra, recebendo como benesse um presentinho, como ocorrerá agora no aniversário da cidade, quando mais um show de alto valor ocorrerá, para amaninar e conter críticas. Vamos todos para a praça cantar e assim, não notar o ARAME FARPADO dividindo tudo. Povão de um lado, as decisões lá deles do outro.
É assim em tudo, podem notar. Quer caso mais absurdo do da expandão da Zona de Cobrança de estacionamento, quando tudo só foi barrado, após ser descoberto que, de todas regiões ampliadas de cobrança, a da quadra onde está localizada igreja neopentecostal evangélica da família da alcaide, a Emdurb se esqueceu de fixar as placas da Zona Azul. Tem também um piscinão, algo clamado pela cidade num todo, bem defronte o portão do condomínio onde mora a alcaide e nada mais pela cidade afora. Tem mais que uma cerca dividindo e sem muitas explicações o derrame de dinheiro aprovado pela Câmara de vereadores, novos empréstimos, endividando substancialmente os cofres municipais, em algo impagável lá na frente e sem proposta de como o dinheiro será realmente utilizado. Soma-se a isso tudo o que vem sendo constantemente cobrado e nunca realizado. Tem uma cerca junto à Saúde e Educação do município, onde nem uniformes escolares são entregues e nem medicamentosd necessários para atendimento básico existem. Existe dinheiro para a rica campanha publicitária de um desGoverno explícito, que derruba chafariz da praça e nada coloca em seu lugar, além de uma grama para jogos de futebol no local e promessas, como a da revitalização da Estação da NOB, a da finalização da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto e para sanar o tratamento dado ao lixo domiliciar.
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| DIRCEU PRODUZIU UMA ARTE EXCLUSIVA PARA SEU COMENTÁRIO |
São várias as cercas e muros existentes e criados pela atual administração municipal de Bauru, capitaneada por Suéllen Rosin e hoje, podendo muito bem ser comparadas, sem medo de errar, com atos como os proporcionados por Donald Trump. Aliás, perguntem para Suéllen se ela está ou não admirada com o que Trump faz? Certamente, como boa bolsonarista dirá, com sorriso estampado no rosto, estar contentíssima da silva. Como cito um Silva, não posso deixar de relatar sua cara de descontentamento quando diante de uma inauguração, a do Instituto Federal de Educação, lá nos altos da Nações Norte, na última sexta, esteve ao lado do vice-presidente Alckmin e online, com Lula, tendo que ver e ouvir de todas suas belas inaugurações. Para quem produz CERCAS, ver quem produz luz, vê-la engolindo em seco e ali resignada, contida, foi bom demais. Será ter ela vivenciado algo transformador ali naquele dia, quando uma luz lhe dizendo, chega de CERCAS, vamos para as LUZES? Não acredito, mas continuo esgrimando contra todos os levantadores de ceras de ARAME FARPADO, esteja elas onde estiverem. Parabéns para a PIAUÍ pela belíssima capa.
ALGO DA REPERCUSSÃO:
"Prestem bem atenção : Os muros foram erguidos em volta do feudo de Bauru! Dentro desses muros reina a incompetência administrativa! Nada de bom é construído dentro dessas muralhas e o povo acomodado "Dorme tranquilo" nos braços de Morfeu! Pensam que estão mergulhados em um sono profundo e reconfortante! Porém, quando despertarem desse torpor pode ser tarde demais e o clima de pesadelo já estar instaurado dentro dessa muralha sem possibilidade de retorno! Pq dentro dos muros estão cavando um buraco sem fundo...", Dirceu Mosquette Junior.segunda-feira, 6 de julho de 2026
DIÁRIO DE CUBA (269)
DOS EUA CHEGAM OS PIORES EXEMPLOS...Sabe a última do Trump? Esse cidadão é tão pérfido como despirocado. Sabe que seu país está nas últimas, vivendo por aparelhos e daí, como bom pirata, promove a cada dia uma nova falcatrua, artimanhas totalmente fora-da-lei e assim, dá continuidade para seu período no poder. Dizem que nem mais governa, pois ultimamento cagar em público, borrando as calças é sua especialidade. É como se fosse um espantalho, ali para assustar e os EUA, com sua presença ignóbil e truculenta, conseguir pela força e rapinagem continuar dando as cartas neste cabaré, que se transformou o planeta. O fdp é tão insano, doente, que gosta de se vangloriar e dar pitacos, interferir em tudo. A última foi essa de exigir para o presidente da FIFA, cancelando a expulsão de um jogador norte-americano, que estaria suspenso na partida de hoje, contra a Bélgica. Uma aberração, consentida, pois o tal todo poderoso lá da FIFA, deve seguir os mesmos ditames arrecadatórios de Trump, auferindo lucro de tudo e como está ganhando muito com a Copa, faz dela gato e sapato.
Escrevo essa longa introdução para reafirmar por A + B que, os EUA não só a decadência, como o atraso personificado em atos. Hoje, se alguém se sujeitar a sair com uma bandeira da Palestina enrolada no pescoço é preso em praça pública. Por lá, estes que hoje comandam o país pelas costas do Trump são infinitamente piores que ele. Trump é só um pirata, um comprovado ladrão, vide o que faz na Venezuela. Já os demais, os que colocam os papéis para ele assinar, estes são perversos e sabem o que fazem. Em sua maioria fundamentalistas e da pior espécie. Como já é do conhecimento público, vigora hoje nos EUA um fundamentalismo religioso querendo implantar que a mulher não deva mais votar. Os sacanas chegaram na conclusão de que, o homem segue religiosamente o que lhe é imposto, mas a mulher sendo mais rebelde, não o faz e sendo independente, indomável.
Isso mesmo, siga minha linha de raciocínio. O homem moderno personificado no padrão hoje vigente nos EUA é um monte de adjetivos pejorativos, todos da pior espécie: burro, preguiçoso, ignorante, depressivo, suícida, doente, arrogante, já a mulher, essa não segue assim tão religiosamente o que lhe é imposto pelo Estado, daí, como não pode ser contida, a ideia sendo gerida lá nas entranhas das igrejas deles é que, ela deixe de votar, deixando isso, como em séculos atrás, papel só cumprido pelos homens. Não pensem que isso é brincadeira, pois é a mais pura verdade. O homem hoje, tanto lá como cá, está se tornando um ser cada vez mais arrogante, muito emburrecido e servil. Nem estudar quer mais, pois acha isso inútil. Prefere seguir cegamente o imposto pelos mandatários de sua igreja e os donos da grana.
Isso tudo é muito mais sério do que se imagina. O fenômeno do Bolsonaro aqui no Brasil, que também acontece por muitos outros países, ou seja, o emburrecimento da população vindo à tona e ocupando espaços consideráveis, chegando ao ponto de ganhar eleições e retroceder ao ponto de impor que, vacinas não são úteis e assim agem. Não existe mais vergonha em agirem dessa forma totalmente despirocada, doente. Daí, uma das novidades sendo engendrada é a da mulher perder o direito de voto. Sendo o homem mais servil, violento como sempre o foi, vai tratar a mulher comp pan ode chão, subalterna e servil. E asssim, só com homens subservientes votando eles vão conseguindo se perpetuar.
Isso tudo, essa mentalidade decrépita nasceu lá nos EUA e está se espalhando mundo afora. Por aqui, não existe nada mais criminoso do que este incapaz do Flávio Bolsonaro, que já devia estar preso, propor entregar o país para os EUA caso venha a ser eleito. O mundo todo querendo de uma forma ou de outra se distanciar do que hoje representa os EUA e vem esse miliciano querendo entregar o país de bandeja pros lacaios lá do Norte. A questão é essa minha gente, sem tirar nem por. A barbárie está se aproximando e se a deixarmos ganhar mais espaço e terreno, daqui há pouco será irreversível. Temso que enquadrar esses bandidos todos o quanto antes, enquanto temos uma Justiça com algum escopo. Com eles no poder, nem isso mais teremos. Se você também não quer o avanço desses boçais novamente ao poder por aqui, o momento para unir forças e irmos todos à luta é agora. Posso ter embaralhado um bocadinho, juntando temas e assuntos variados, tudo no mesmo balaio, mas é que a coisa anda tão confusa, que nem concatenar mais ideias está sendo fácil. De uma coisa tenho certeza, os EUA representa o mal. Neste momento mesmo, fiquem atentos e percebam se algo de estranho acontecer, no caso da Bélgica ousar da seleção norte-americana na Copa mais fora do bom senso do mundo.
domingo, 5 de julho de 2026
MÚSICA (261)
NADA COMO UMA BOA MÚSICA PARA AMAINAR DOR POR UMA ACACHAPANTE DERROTA
"VIVENDO E APRENDENDO A JOGAR, NEM SEMPRE GANHANDO, NEM SEMPRE PERDENDO, SEU EU NASCESSE ASSIM PRA LUA, NÃO ESTARIA TRABALHANDO"Perder faz parte da vida. Sendo uma partida de futebol, o sofrimento deveria ser menor do que outras perdas, as irreparáveis de uma vida. Sem comentários para a perda da partida da Seleção Brasileira por 2 x 1 para a Noruega. Mal o jogo termina, desligo a TV e vou tratar dos gatos lá defronte o Mafuá. Não ligo mais a TV, nem ouço nada do que os comentaristas disseram - só voltarei a ligar no horário de torcer para o México contra a Inglaterra, 21h. Fui caminhando pela rua tentando me lembrar de letra de canção do Guilherme Arantes, a APRENDENDO A JOGAR, que a ELIS REGINA, cantou divinalmente no LP "ELIS", selo Odeon, ano de 1980. Este foi o último álbum de estúdio gravado pela cantora. Não consegui me lembrar da letra inteira, mas chegando de volta em casa, botei logo o LP na Vitrolinha e ele diz muito sobre isso de perdas e ganhos.
Em tempo: Elis não ri na capa do disco motivada pela nossa derrota, mas se o fizesse, também estaria tudo bem, merecemos perder.
Eis Elis cantarolando mais essa: https://www.youtube.com/watch?v=HIvp4-yJTKk
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura/ Mas vale que dois voando/ Se eu nascesse assim pra Lua/ Não estaria trabalhando
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogarMas em casa de ferreiro/ Quem com ferro se fere é bobo/ Cria a fama, deita na cama/ Quero ver o berreiro na hora do lobo
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Quem tem amigo cachorro/ Quer sarna para se coçar/ Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pular quer dançar
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura/ Mas vale que dois voando/ Se eu nascesse assim pra Lua/ Não estaria trabalhando
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogarMas em casa de ferreiro/ Quem com ferro se fere é bobo/ Cria a fama, deita na cama/ Quero ver o berreiro na hora do lobo
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Quem tem amigo cachorro/ Quer sarna para se coçar/ Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pular quer dançar
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Nas oitavas éramos cinco, três já ficaram pelo caminho: Paraguai, Brasil e México. Restam na Copa somente duas seleções latinas, a Colômbia e a Argentina. Enxergo até agora a França muito forte e hoje, a aguerrida Inglaterra e até mesmo a Noruega, como sempre supreendente, mas me reservo em torcer pelos times representrando o continente sofrido onde estamos situados. Na terça, 13h, ARGENTINA X Egito e 17h, Suiça X COLÔMBIA. Vejo ambos com reais possibilidades de passar adiante e levar nosso sonho latino de conquistarmos a taça. Era isso...
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