quinta-feira, 1 de outubro de 2026


SÃO PAULO CIA DANÇA, CIA ESTÁVEL DANÇA BAURU, TEATRO MUNICIPAL, PRESENÇA DE PAULO NEVES, SERVIDORES DA CULTURA DE OUTROS TEMPOS, NENHUM DA ATUAL GESTÃO E LULA CIRCULANDO DIVINALMENTE ENTRE OS PRESENTES - TUDO NUMA SÓ NOITE

O que se passa com a situação atual da SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru é reflexo de toda administração com fundo fundamentalista ou mesmo, bolsonarista. A Cultura sobrevive, mesmo com muitos jogando contra. A maravilhosa São Paulo Cia Dança já esteve em Bauru neste ano por algumas vezes, sempre com apresentações louváveis, dignas de aplausos em pé. Em nenhum derlas ninguém do staff da atual gestão. Estes preferem subior em palanques de sertabregas e sertanojos. Questão de estilo e preferência. O atual secretário de Cultura não aparece nem se alguém o for buscar em casa. Este o cenário de mais uma apresentação, a ocorrida hoje no Teatro Municipal, quase com casa cheia.
As duas companhias, guardadas todas as proporções, apresentam excelentes resultados. Inquestionável o papel da incomensurável São Paulo Cia Dança. Apresentações impecáveis e a bauruense, auspiciosos resultados nos seus 14 anos de existência. Logo no início, Sivaldo Camargo anuncia antes do espetáculo a presença de nada menos que Paulo Neves, nosso maior personagem vivo do teatro bauruense, com dificuldades mil para locomoção, mas mesmo assim, amparado por um andador e o filho junto dele, mas ali presente e interessado, extasiado no que via. Indispensável tecer qualquer comentário sobre Paulo Neves em Bauru. Sento ao seu lado ao final do espetáculo, trocamos breves figurinhas e ele, que tanto fez pelo teatro bauruense, me dizia comovido com o que via.
Eu, leigo, porém amante de espetáculos de dança, também estava comovido. Primeiro pela magnitude do que assistimos, depois por ver como para presenciar Cultura de verdade, a pessoa dribla todas as dificuldades, inclusive as de saúde e comparece, dá um jeito. Vi também por lá três servidores da Cultura municipal, de tempos quando ela ocorria com muita sobriedade, garra e disposição. Gente que, verdadeiramente, gosta de Cultura. Estavam ali por terem plena ciência da belezura do apresentado em nosso palco maior. Foi, com tudo isso um espetáculo grandioso.
Dito isso, me volto para mim, ali comparecendo, três dias da eleição de nossas vidas, quando o presidente Lula concorre à sua 4ª vez ao cargo e diante de um miliciano concorrendo com ele, me apresento com um boné vermerlho com os dizeres, "Lula Presidente". Na chegada um grupo de moças apontam para mim e Ana, pergunto se eram alunas de minha esposa e elas, sorrindo, dizem ser pelo boné. Não deu outra, saco do bolso um rolo com adesivos de Lula e distribuo, inicialmente para elas e depois para outras tantas. Na saída outro pequeno alvoroço e meu rolinho de adesivos se esvai no meio de tantos querendo a carinha de Lula em suas vestes. Vou pra casa feliz da vida, pimpão pelo sucesso de ter decidido lá comparecer munido desta munição eleitoral. Volto duplamente realizado, ainda mais porque, na saída fico sabendo, a TV Globo, armando mais uma das suas para Lula, teve que cancelar seu esvaziado debate e Lula flana numa entrevista para o Flow. Nem sei se vou conseguir dormir direito esta noite.

DEPOIMENTOS*
* Ao longo do dia irei postando algo encontrado nas redes socias, sobre vivências, desabafos destes dias. 
1) "Putz! Eu tenho diversos motivos para não votar em nenhum membro desta nefasta familia e, entre um deles, é o fato deles defenderem um torturador nato que torturou e assassinou diversos jovens que discordaram da ditadura militar de 64! Ser morto em combate, com ressalvas, é uma coisa, mas ser morto amarrado numa cadeira metalica ou pendurado num "pau de arara" sofrendo todo tipo de sevicias e barbárie sádicas isto são outros. quinhentos pois isto é assassinato!", Cassio Guarani Kaiowá Cardozo de Mello .
2) "Estou segurando o queixo porque, sinceramente, ele está caído. De espanto. De desgosto. E, sim, de uma profunda revolta.
Olho para pessoas que conheço há anos — cultas, instruídas, viajadas, que estudaram em boas escolas, leram, conheceram o mundo e, em alguns casos, trabalharam dentro do Congresso Nacional — e simplesmente não consigo compreender determinadas escolhas políticas. Não estou falando de gostar de Lula. Ninguém é obrigado a gostar de Lula. Não estou falando de amar o PT. Critiquem o PT, cobrem, discordem, rejeitem. Democracia é isso. Estou falando de outra coisa. Estou falando de olhar para uma família que fez da política seu projeto de poder, com uma trajetória parlamentar que, no caso de Eduardo Bolsonaro, resultou em apenas duas leis de sua autoria em quase dez anos de Câmara. Estou falando de ver Flávio Bolsonaro admitir que pediu e recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o próprio pai — depois de ter negado que tivesse contato com ele. E aí eu me pergunto: até onde pode chegar a aversão a Lula e ao PT para que tudo isso seja relativizado? Há um momento em que uma escolha política deixa de representar apenas uma divergência e passa a revelar uma diferença profunda de valores. E é aí que alguma coisa se rompe.
Desconheço autoria, mas assino embaixo! ", Paulo Celso Ciranda, pela transcrição.
3) "PERGUNTEI NOS MEUS GRUPOS DE ESQUERDA - ALGUEM tem ideia do que levou O Lula à decisão de não ir ao debate da Globo ?
RESPOSTA DE UM COMPANHEIRO: Basicamente é uma armadilha para o Lula.
O debate foi montado para o Flavio. Seriam todos os candidatos contra ele, exceto Renan Santos que NÃO foi convidado pois ele bateria no miliciano", Silvana Suaiden.
4) "Enquanto os ministros terrivelmente evangélicos do TSE passam pano, o terrorismo religioso bolsonarista já está nas ruas. Agora, não mais apenas contra os terreiros de religiões afros - os católicos não diziam nada. Agora o alvo são as igrejas católicas, atacadas na figura de Nossa Senhora da Aparecida. Fogo, destruição e vandalismo a poucas horas do primeiro turno dão a medida do descaso desta horda para com a lei, os costumes, a cultura popular. E da burrice, já que o que também é uma manifestação de desespero diante das pesquisas não maquiadas pela grande imprensa não pode ser escondido. Hélio Sindô, José Saccomani e Jorge Martins já diziam no samba: "E você não dizia nada porque a morena era sua." Pois bem, a "morena" agora não é mais sua e continua sambando na calçada, de madrugada, destruindo pelas beiradas a cultura, o respeito e a dignidade do povo brasileiro. Fazendo do corpo desta pobre sociedade uma salada de amargo sabor", jornalista Ricardo De Callis Pesce.
5) "Ver vereador da bancada do "sim senhora", que lá na Câmara são totalmente subservientes ao Executivo, postar vídeo na internet pedindo ajuda da prefeitura para resolver problema de VAZAMENTO DE ESGOTO que se encontram por toda a cidade, é ou não é UMA PIADA DE MAU GOSTO? Votam favorável a tudo que vem da prefeita, então peça uma "reuniãozinha" lá no 3° andar e tenta resolver. O povo já não aguenta mais vir reclamar nas redes sociais da falta de ação do executivo. Não precisamos de vocês por aqui não", Luiz Pires.
6) "QUEM INVENTOU O BRASIL?
Quem inventou o Brasil
Foi o Jorge Mautner, o Cacaso,
O João Ubaldo, o Krenak e o Itamar Assumpção.
Foi o Zé Celso, o Zé Ramalho, o Zé Ketty
O Zé Pilintra, o Zicartola e o Waly Salomão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Darcy Ribeiro, o Tom Zé, o Torquato
O Juruna, o Boff, Guimarães Rosa no sertão.
Foi a Carolina de Jesus e o João Antônio
Foi o Hermeto, o Egberto e o Chico, filho do Serjão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Raul Bopp e o Raul Seixas,
O Eduardo Coutinho, o Glauber de câmera na mão.
Foi a Dercy, a Bibi, o Lourenço Mutarelli e a Laerte
O Canhoteiro, o Sócrates e o Tostão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Arnaldo Baptista, o Oiticica e o Lupcínio
Foram os Caymmis, os Lobos e a Nara Leão
Foi o Zuenir, o Gonçalves Dias Gomes, Carlos Gomes
Foi Leila, o Zequinha, a Chiquinha, a Clara cantando Nação.
Quem inventou o Brasil
Foram os Macalés, o Sampaio, a Rita Lee e a Anacê
O Leminsky, a Blitz, o Cazuza e o Barão.
Foi a Clarice, os Veríssimos pai e filho
O Abu, o Chico Science e sua revolução.
Quem inventou o Brasil
Foi o Patativa, o Cascudo, o Viveiros de Castro
Foi o anjo de Carlos Drummond e a pedra do Neto Cabral João.
Foi o Manuel no beco, o Oswald e o Mário de Andrade
Foi Grande Otelo, Paulos Autran e Gracindo, Zé do Caixão.
Quem inventou o Brasil
Foi Murilo Mendes, Vinicius, Jorge de Lima Barreto
O Amado Jorge, o Benjor, o Gonzaguinha, o Gonzagão.
Foi o Humberto Mauro e os Antônios Calado
Cândido, Pitanga, Conselheiro e Lampião.
Quem inventou o Brasil
Foram os Nelsons Cavaquinho, Sargento e Rodrigues,
O Jackson do Pandeiro, a Clementina e o Jamelão.
Foi o da Viola, o Almir Pernambuquinho
Foi o Gentileza, o Bispo do Rosário e o seu fardão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Chico Rei, o Aleijadinho, o mestre Ataíde e a Nise da silveira
Suassuna, Mussum, Noel, Catulo da Paixão.
Ismael Nery, Cícero dias, Guignard e Segal
E as lentes da Andujar, do Salgado, do Militão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Plínio Marcos, o Bezerra, o Patativa e o Vitalino
O Morengueira, o Freire e a alfabetização.
Foi o Guarnieri, o Boal, a Fernandona, o Zé Bonitinho
Foi Vianinha, Miguilim e Manuelzão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Graciliano, o Raduan, o Yuca e o D2
O Niemeyer e Belchior cantando Alucinação.
Foi o Chacrinha, o Hatoum, o goleiro Barbosa,
Foi o Alceu Valença anunciando Anunciação.
Quem inventou o Brasil
Foi a Carmen Miranda, o Simas e o Barnabé
O Pixinguinha, o Sabotage, foi o Chorão.
Foi o Madame Satã, a Elke Maravilha e a Elza Soares
O Garrincha, o Leônidas, o Pelé, Zizinho e Pagão.
Quem inventou o Brasil
Foi a Ana Néri, a Ruth de Souza, a Ruth Rocha
Foi o Mano Brown, o Ferréz e o Vaz no Capão.
Foi o Luiz Gama, a Luiza Erundina, o Luiz Melodia
Dom Helder e a Malunga Evaristo da Conceição.
Quem inventou o Brasil
Foi o Radamés, o João, Gil, Berto, Noll
Foi o Bosco e Blanc, o Bituca e o Machadão.
Foi a Hilda Hislt, o Tarsila do Amaral, a Tomie Otake
A Ivone Lara, a Beth Carvalho e a Leci Brandão.
Quem inventou o Brasil
Foi o Braga, o Sabino, o Otto e o Peregrino
Foi a Adélia, a Cecília e a Pagu, Patrícia Galvão
A Maria Firmina dos Reis, o Morais, a Lygia
A Chauí e a Elis, cantando fascinação.
Quem inventou o Brasil
Foi a Lina Bo Bardi, o Euclides, a Maria Bonita,
O Gregório de Matos, o Ari e o Tom inventando a canção
Foi o Kopenawa, o Caetano, o Ziembinski, o Zumbi dos Palmares.
Foi Lula e todo mundo que defende a nossa Civilização.", Marcílio Godoi

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

 ESCREVINHAÇÕES POSSÍVEIS 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (163)


ESCREVINHAÇÃO POSSÍVEL APÓS MAIS UM INTENSO DIA NA CAMPANHA LULISTA
Participar ativamente de uma campanha, como o faço neste momento é, em primeirto lugar, uma correria. Estou enfurnado nesta e dos pés à cabeça. Primeiro e a causa maior, por Lula, sendo ele a única alternativa para não permitir que o país cai nas mãos da ultra-direita fascista, uma que hoje, descaradamente e com, pasmem, algum apoio popular, entregará o país de mão beijada oara os interesses norte-americanos. Isso me fez sair da zona de conforto e estar nas ruas. Hoje, existe essas duas frentes, a virtual e essa, a de estar nas ruas e ter contato com as pessoas. Tento atuar das duas formas, mas nessa reta final, cai de boca e cumpro uma agenda de compromissos intensa pelas ruas.

E isso me move. Nesta quarta, 30/9, último dia de setembro, passei a tarde toda no Calçadão da Batista, o local de maior movimento das ruas de Bauru. Com uma banca montada na Esquina da Resistência, quase confluência com a rua Treze de Maio, ali o quartel general deste grupo político, o Núcleo de Base DNA Petista Bauru. Eu, Claudio Lago e Valquiria Correa ali estivemos, nos revezando com outras pessoas e além de entregar panfletos, conversando com quem ainda estiver disposto a fazê-lo. Creio que, o maior desafio deste momento é conseguir ainda estabelecer um diálogo com as pessoas. Certo que, vivemos tempos onde as verdades estão fundamentadas por informações repassadas dentro de grupos, visando interesses bem estabelecidos e principalmente no grupo bolsonarista, está cada vez mais difícil conseguir uma brecha para um diálogo. Isso da pessoa já chegar com a cabeça feita e não estar disposta a dialogar é muito complicado. Tem muita agressividade quando este vê se aproximando deles alguém com uma camiseta vermelha e ainda por cima, se dizendo petista. Com o restante da população, a parcela também conservadora, ainda existe um diálogo, porém, com quem já chega de cabeça feita, só mesmo diante de algo muito grandioso.

E assim passei boa tarde da tarde, envolvido com essa tentativa de relacionamento e também, como historiador e sempre muito interessado nas relações humanas, aproveitando de mais essa oportunidade para observar pessoas e situações. E elas se apresentam a cada instante diante de nossos olhos, basta estar nas ruas. Você passa a conhecer aquela pessoa que, sobe e desce o Calçadão, falando sózinha, várias vezes ao dia, rindo e não aceitando nenhuma abordagem, tipo a de ser interrompida no seu transe. O senhor que teve a casa incendiada e hoje mora nas ruas, circula pelo local e quando o abordei, perguntando, "foi o senhor que teve a casa incendiada?", ele se vira para mim e diz, "eu não, vocês está me confundindo com outra pessoa". E não quer conversa. Evidentemente precisa de ajuda, pois está perdido, bem vestido, mas dormindo pelas calçadas da vida. Tudo é uma sucessão de histórias e me envolvo nelas junto ao que faço, a campanha política.

Tive grandes decepções advindas destes contatos, mas ao mesmo tempo, enormes felicidades, pois em alguns caos, onde você acha que não vai ter retorno nenhum, em alguns caos, a pessoa te surpreende, te olha nos olhos e se abre. Tem muita gente assim, louca pra encontrar alguém com quem possa se abrir e colocar coisas pra fora. Teve um que, diante da foto do Lula surtou, disse um monte de impropérios. Ouvi tudo e quando comecei a argumentar, ele percebeu que permanecer ali surtado, de nada adiantaria e sem argumentos, também me ouviu. Da agressividade, passou a ser mais tolerante e quando se foi, creio eu, deixei sua convulsionada cabeça lateada de indagações, dessas que, pelo menos quando estiver com a cabeça deitada num travesseiro vai ter que fazer. No Calçadão a gente vê de tudo e mais um pouco. A região vem sofrendo muito, com muita queda de frequência humana, porém, basta meio dia ali para sentir como pulsa aquilo tudo.

Na tarde de quarta, decidi deixar o local por pelo menos uma hora e ir vivenciar algo em outro lugar, a famosa missa das quartas à tarde, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Depois de toda polêmica com a santa, fui conhecer um dos cultos mais movimentados por lá. Não abordei ninguém, só vi e ouvi. Uma só pessoa, conhecida de outras paragens, devoto declarado, me vendo por ali, me disse: "O católico sentiu o baque. Muita gente aqui é anti-PT e esquerda e nem sabe direito dos motivos, mas estão esperando um toque da igreja. Perceberam que, tem um outro lado e com alguns jogando contra a sua igreja. Estão muito balançados". Deixei folhetos em todos os carros estacionados ali e defronte o Poupatempo. Fosse o público neopentecostal, certamente, falariam abertamente aos seus dos púlpitos, mas os católicos estão sendo mais contidos, porém, estão num momento crucial. Vão ter que se posicionar e será difícil apoiar quem não gosta deles. Uma contradição deixando-os em estado de alerta.

No final da tarde, a troupe do DNA foi montar sua banca bem defronte a feira noturna do parque Vitória Régia. O que mais querem os que nos abordavam eram os adesivos de Lula. Tem um monte de gente disposta a ir votar com eles colados em suas vestes. Ali permanecemos até quase 21h e histórias foram se sucedendo, uma atrás de outra. Revi gente querida, como o Xerox, o garçom principal do restaurante Convívio, ali pertinho e este vasculhando discos, LPs na Banca do Carioca. Vê-los juntos me deixa enormemente feliz, pois frequento ambos os lugares e quando nós todos num mesmo lugar, tods vindos de lugares diferentes, isso é o maravilhamento da vida. A campanha feita pelo DNA é muito disso, observação e conversa. Quando tudo isso terminar, terei muita coisa juntada dentro de minha cachola e na junção de tudo o mais que tenho buscado ao longo da vida, alguma explicação para tentar decifrar isso dos descaminhos e encaminhamentos do ser humanos nestes tempos.

Eu passaria um longo tempo, contando aqui algo de muitos contatos ali estabelecidos. Talvez seja o maior npumero de candidatos gravitando por Bauru por metro quadrado. Quase todos por ali estiveram e vê-los cada um com sua estratégia de abordagem e expectativa de serem reconhecidos, das aproximações e rejeições. Senti isso tudso também na pele e vi como isso ia se repetindo com todos os demais. Por fim, quase no final da festa, reunimos gente querida ao nosso lado, festejamos todos juntos esse reencontro, rimos e nos preocupamos, enfim, todos estamos um pouco tensos e apreensivos. Deu para perceber, além da apreensão, existe toda uma forte esperança de vitória, enfim, a Bauru desta campanha, mesmo continuando muito conservadora, já não é tão agressiva como o foi no pleito anterior. No anterior tinham muitos querendo nos prender, neste alguns ostensivos com suas carinhas de malvados, mas na maioria uma já convivência sem atribulações extras. Assim tocamos o barco em frente, com o DNA tendo optado pela chapa já conhecida de Lula, finalziando com João Paulo Cunha para deputado federal e Simão Pedro para estadual. Saí de lá muito cansado, dormi logo a seguir e no dia seguinte, novamente agenda cheia. A rua me chama e nela reúno os temas, assuntos para minhas longas conversações. Até a vitória.
Eu, o advogado Gilberto Truijo e seu filho, Pedrão, num reencontro na feira. 

Eu, Valquiria Correa e Alexandre Gasparotti, este lutando também por um Sinserm novamente verdadeiramente combativo.

Eu, Claudio Lago, Luzia Siscar, Heloísa Leal e o advogado Laércio, nas necessárias conversações.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026


ANTES DA CONTENDA TER INÍCIO - QUE ACHAM DA IDÉIA?
"Eu acho que o Brasil precisa editar uma lei para classificar a Ku Klux Klan como organização terrorista e intervir nos Estados Unidos", publicado no Facebook por Felipe Facin Lavarda. 

ALGO DA NECESSÁRIA TRIVILIADADE ANTES DE COMEÇAR A CONTENDA...
Um pouco de poesia antes da bola rolar e sangue voar para todos os lados e poros, como ocorre por estes dias no campinho aqui onde me situo e atuo. Dias atrás fui entrevistar o Roberto, do Sebo do Bau para o reínicio do Lado B, as entrevistas que farei via Youtube. Conversamos e ele me falava de um cara que adentrou o sebo e roubou o relógio do seu funcionário, este em cima do balcão. Digo a ele, na saída, roubarei também algo. Ele ri e diz: "Leve o que quiser, você pode". Posso nada, mas assim mesmo trouxe este livro instigante do português Fernando Namora, "Domingo à tarde", edição portuguesa de 1970, que havia batido o olho ao chegar.

Quando abri o livro, logo na primeira página uma arrebatadora supresa, ele fez parte do acervo, uma biblioteca não mais existente na cidade, a da CFP (Centro de Formação Profissional) Engº Aurélio Ibiapina, o da famosa em Bauru, Escolinha da Rede, ou seja, a escola profissionalizante, algo idêntico ao SENAI e que, com a privatização das ferrovias, obra do governo FHC, teve fim. Os livros foram espalhados pela aí e muitos caíram nas mãos de sebos. Eu, emocionado, pois estudei na Escolinha, assim como o sindicalista Roque Ferreira e o pérfido astronauta Marcos Pontes. Tenho inenarráveis recordações dos meus tempos de Escolinha e alguma dos livros emprestados desta biblioteca.

Estivemos ali para cursar algo profissionalizante, no meu caso, Metalurgia, que nunca mais utilizei na vida. O que guardo para sempre são as recordações do lugar, do aprendizado ali tido e do estágio nas famosas Oficinas da Rede, a RFFSA, hoje barracões abandonados e sem destino. As gravações feitas neste livro, que guardarei com todo carinho, me fazem voltar no tempo. Tenho visto ali no Sebo do Bau muitos e muitos livros com carimbos de bilbliotecas diversas, a maioria de escolas públicas e prefeituras, todas com muitos muitos livros espalhados pela aí. A degradação é perceptível, pois estão se desfazendo de acervos, exterminando bilbliotecas, como faz aqui a SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru, dando cabo de quase todas suas bibliotecas ramais, dando inclusive sumiço com os livros, estes desaparecendo do acervo como num passe de mágica. Tristeza total e absoluta.

Eu muito me emociono com estes pequenos detalhes das entranhas da vida educacional brasileira. Com este tipo de degradação, este espalhamento proposital de livros, não é possível ocorrer uma transformação na mente dos educandos. Sem livros, sem incentivo, sem leitura, a compreensão vai pro beleléu e somos todos mais facilmente dominados. Nos tempos que estudei as bibliotecas podiam não ser um primor, mas bufavam de livros e lembro de professores, todos guardados em minha memória, que muito me incentivaram a ler, algo que carregarei para sempre como benfeitores dentro da trajetória construída ao longo do tempo. Lerei em breve este livro, pensando nisso tudo, o que como já estive ao lado dele décadas atrás e de como chegou até minhas mãos nos dias de hoje. Tomo meu café da manhã de hoje tendo ao lado este "Domingo à tarde". Tudo isso "endoidece gente sã".
Em tempo: O Sebo do Bau irá fechar em breve. Continua vendendo todo seu acervo por R$ 1 real a unidade.

domingo, 27 de setembro de 2026

 NÓS SOMOS OS QUE NÃO SAEM DAS RUAS, SEMPRE COM LULA E HOJE NA FEIRA DA GUSTAVO 

Nem precisava chamar, dizer do ser hoje Dia de Luta, pois o DNA Petista não sai das ruas. Há uma semana da eleição de nossaa vidas, o de decidiremos se iremos permanecer num regime democrático ou seremos dominados pela entreguista extrema-direita bolsonarista, uma convocação nacional. 

E assim Bauru se faz presente no grande chamamento nacional. "Um filho teu não fogeà luta", assim atua a militância petista, do DNA e tudo o mais. Enfrentamos o touro à unha. E assim, mais uma intensa atividade, dentro de tudo onde estamos envolvidos. Por Lula, Haddad, Tebet, Marina e nossos deputados. E assim, estamos onde sabemos, demos estar, nas ruas defendendo Lula.

HPA - Bauru SP, domingo, 27 de setembro de 2026.

sábado, 26 de setembro de 2026

 O PT ESTÁ NAS RUAS - HOJE EM BAURU 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

CARTAS (260)


O QUE DIZER SOBRE O FIM DAS BETS
Jogos de azar servem mesmo para limpar, esvaziar os bolsos de incautos, desavisados e pessoas em busca de uma tábua de saslvação, algo que os tire da atual situação. Isso muito perceptível. Quem mais joga hoje, não o pratica só por vício, mas o faz em busca da esperança de ganhar e saldar aquela pendência que o atormenta. E, como desconheço quem tenha ganho algo de concreto nestes jogos das BETs, trata-se de uma arapuca, uma enganação sem precedentes. Se não existe ganhador, a trama envolvendo estes jogos é pérfida e enriquece uns poucos, os donos do negócio, deixando ainda em maior desespero quem joga em busca de ganhar e cumprir seus compromissos. O discurso e a propaganda dessas BETs é algo surreal, tudo de uma ilegalidade escancarada e sua continuidade só continuaria a despejar a desgraça entre quem nela acredita para resolver seus problemas.

Escrevi alguma novidade? Nenhuma. E daí, por que tudo continuava a rolar sem que as autoridades não tomassem uma atitude? Tudo nessa vida hoje é movido por interesses. Tem muito dinheiro em jogo e neste caso, percebe-se isso pela propaganda que as BETs acintosamente faziam, inclusive pela TV, quando se passava por mocinhos neste filme, sendo na verdade o mais vil bandido. Já havia passado e muito da hora de uma atitude contra essas empresas, lesando diariamente a renda dos brasileiros. Algo precisava e foi feito. A pouca vergonha estava estabelecida e essa, pagava para se manter em atividade e na enganação dos apostores. 

Eu nunca joguei nessas bobeiragens a nos ludibriar. Passava ao largo. Não sei nem como faz para jogar. Sei não ter perdido nada em me manter distante. Certa feita estive em Las vegas, nos EUA, me hospedando num hotel que era um verdadeiro cassino. Aquela imensidão de máquinas postadas no saguão e por elas passei sem ter o mínimo interesse em aprender e jogar um centavo que fosse. Também me orgulho de nunca ter entrado num dos antigos bingos, que também infestaram este país tempos atrás, lesando os bolsos de muita gente. É certo da existência de um atrativo aproximando a pessoa desses jogos e na continuidade, o vício e a perdição. Joguei sim, muito tempo atrás no Jogo do Bicho, esse também uma roleta onde não se conhece como é feito o sorteio e neste caso, vez ou outra, um ganhador para estimular o jogador, que pode ser o próximo. Fico no lúdico do Jogo do Bicho, com seus animais todos e dele também me mantenho distante. Enfim, até gosto de jogar dinheiro fora, mas prefiro fazê-lo em bobeiragens palpáveis e não nisso tudo, sem nenhum tipo de retorno.

Escrevo isso tudo para ir na veia dos últimos acontecimentos. O presidente Lula, através de um decreto acabou com a farra das BETs no Brasil. Não existe a boazinha e a maléfica, pois todas fazem parte de um conglomerado armado para ludibriar a fé pública. Se isso irá prejudicar o futebol brasileiro, precisamos entender como e dos motivos dessas empresas terem ido atrás dos nossos clubes, para atráves do amor pelos clubes, incentivar a desenfreada jogatina. Os clubes ganhavam muito, porém, o povo estava sendo enganado. Lula acertou e, para mim, até demorou para dar um breque em tudo. Lembro do dia seguinte do fechamento dos Bingos no país e agora, teremos também o dia seguinte. Se for preciso, o Governo Federal precisa vir a público e informar como se deva o sistema de enganação. Algo bem elucidativo, detalhado e assim, deixar bem claro, parar com tudo nem o mais sensato, e sim, algo reparativo e até então sem regras. A regra deve ser só uma, era um sistema altamente danoso para os bolsos dos brasileiros. Ponto positivo pára Lula. Aguarda-se agora o pipocar das histórias, contando em detalhes como tantos perderam muito, tudo o que tinham, acreditando em algo que só os enganavam. O fim das BETs já vai tarde.

OUÇAM LULA SOBRE O FIM DAS BETS: 
CARTA PARA SEÇÃO "CARTAS CAPITAIS"
A capa "Mentira cavalar" está ótima. Eu sei disso, vocês todos sabem, os ainda lúcidos sabem, porém, o país está diante dos que não querem nem saber. Volto agora das ruas, panfleteando por Lula/Haddad e cada vez mais me certifico: estar nas ruas para panfletear não vale mais para a eleição majoritária. A imensa maioria já decidiu em quem votar. Existe uma parcela odiando Lula, PT e esquerdas. Com estes não existe mais conversa. Perda de tempo distribuir santinhos. Vale estar nas ruas pelas candidaturas ao Senado e para os Legislativos, com a distribuição de papel e a conversa, pois poucos definiram os votos para deputados. Por mais cavalar que seja o envolvimento de Flávio com todas as aberrações onde está envolvido, nada mudará o voto de quem odeia o PT. Esse povo ama o velho Jair, não ama Flávio, mas odeia o PT/Lula e votaria em qualquer poste, pois cansaram dos governos petistas - a tal lavagem cerebral. Tomara que o voto nordestino nos salve novamente, pois do contrário, nem matando a mãe, essa parcela seguidora da extrema-direita votará em algo com conotação de esquerda.

E POR QUE ESTES ESCÂNDALOS TODOS DO FLÁVIO NÃO INFLUEM EM SUA QUEDA NAS PESQUISAS? PARTE SIGNIFICATIVA DE BRASILEIROS APOSTAM TUDO NUM DECLARADO FORA-DA-LEI, OU SEJA, O BRASIL JÁ É MUITO BANDIDO, IMPÉRIO DE CRIMINOSOS