terça-feira, 16 de junho de 2026

A QUE PONTO CHEGAMOS - O ÓDIO QUE NÃO TEM MAIS CURA
Acordo e ao abrir as redes sociais, nas primeiras horas do dia, um vídeo onde um jovem médico, sapatinhos brancos reclama de ter que colocá-los, ou desgastá-los numa unidade de saúde pública no interior de uma cidade nordestina. Um nojo assistir a vídeos dessa natureza, ou seja, o cara estudou por quase dez anos de sua vida e saiu da universidade sem nenhuma consciência esensibilidade para com o semelhante. Pelo que se entende, gente assim, já entra na universidade querendo quando sair diplomado já ir trabalhar e ganhar os tubos em atividades privadas. Pelo que se percebe, odeiam ter que fazer o necessário internato. Durante o internato (que corresponde aos dois últimos anos da faculdade de medicina), o estudante passa por rodízios práticos em hospitais e unidades de saúde, sempre supervisionado por médicos. Aqui o vídeo do prefeito da cidade maranhense repudiando o ocorrido e tomando as providências cabíveis: https://www.youtube.com/watch?v=APseGmpRaJQEntre os vai e vens, idas e vindas querendo consertar o inconsertável, o que fica é a postura, essa sem conserto.

Daí, pouco tempo depois vejo postagem de uma pessoa muito conhecida em Bauru, feita dia 14/06 e só vista hoje por mim. Essa pessoa, fui ver, gosta muito de compartilhar postagens de onde obtém o conteúdo que acha necessário para estar bem informado, só sites e grupos ligados a extrema-direita. Nessa, uma aberração. Trata-se de uma postagem do Invest Brasil: "Uma torcedora brasileira chamou atenção durante a Copa do Mundo ao fazer uma declaração polêmica sobre a ausência de apoiadores do governo nos estádios dos Estados Unidos. Ao ser questionada sobre o que estava achando do torneio, ela respondeu que estava satisfeita com o ambiente e afirmou não ter visto “nenhum petista” nas arquibancadas. A torcedora ainda aproveitou para criticar programas de transferência de renda, dizendo que “como eles não gostam de trabalhar e só com auxílio do governo não dá, né?”, em referência ao custo elevado de uma viagem internacional para acompanhar a Seleção Brasileira. A fala rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou reações divergentes. Enquanto alguns internautas concordaram com a declaração e fizeram críticas às políticas assistenciais do governo, outros apontaram que a fala generaliza milhões de brasileiros e ignora diferentes realidades econômicas e sociais. O episódio acontece em meio à grande presença de brasileiros nos Estados Unidos durante a Copa, onde além do futebol, manifestações políticas e debates sobre a situação do Brasil têm marcado presença entre torcedores. Para apoiadores da declaração, a fala reflete uma crítica ao que consideram dependência excessiva de programas sociais. Já os críticos argumentam que benefícios como o Bolsa Família atendem famílias em situação de vulnerabilidade e não impedem que seus beneficiários trabalhem". 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

AMIGOS DO PEITO (255)


ELA VAI CONTAR A HISTÓRIA DO DEBATE E DO JORNALISTA SERGIO FLEURY, VIVA DIVA FERNANDES
Eu conheço a escritora DIVA FERNANDES há alguns - muitos - anos e por detrás de seus escritos um me tocou, a contada em seu livro sobre a contaminação provocada pela fábrica de baterias Ajax em Bauru, causando danos irreversíveis para uma população residindo nas proximidades da fábrica. A partir do que li no "Marcas do Chumbo - A história do menino David", passei a gostar mais dela, pois nem todos possuem a coragem de se enveredar por histórias e relatos envolvendo os tais "donos do poder" de uma localidade. Diva foi a fundo e não me canso de dizer a ela, mesmo o filme já tendo rendido um belo documentário, tem tudo, é um roteiro pronto para se transformar nuim longa metragem, talvez como foi feito com o caso do Césio em Goiás. 

Diva é uma pessoa muito simples, metódica e trabalha em sua casa, dentro do seu ambiente e habitat. Ali em seu modesto computador faz a maioria de suas pesquisas. As demais a faz com os documentos que vai arrebanhando e sentada em sua ampla mesa, papéis espalhados, vai alinhavando seus escritos, como o faz neste momento contando uma outra rica história, dessas que não pdoem ser perder e merecem ser, não só contadas, mas passadas adiante. Ela é natural de Espírito Santo do Turvo, uma pequena cidade, antes distrito, enconstada em Santa Cruz do Rio Pardo e dali, aprendeu a gostar do que ia vendo publicado num jornal, que já foi quinzenal, semanal e até diário, o DEBATE, obra, criação e só possível por causa de verve de um bravo guerreiro, o jornalista Sérgio Fleury - nunca op confunda com o policial torturador com o mesmo nome. 

Fui visitá-la na semana passada, junto de outra guerreira, Rose Maria Barrenha, a que toca a Casa de Frida de uma forma muito especial e divinal, sendo, fazendo e acontecendo. Estivemos lá numa tarde, tomamos café e comemos de um bolo, receita sua, feita sem leite, algo que, só mesmo provando. Falamos de tudo um pouco e em especial, o motivo que ali nos levou, reviver algo deste hebdomadário onde um dia escrevemos. Eu e ela tivemos coluna, com ampla liberdade de escrever o que queríamos e assim fomos até os últimos dias do bravo e único atuando amplamente dentro do jargão da liberdade factual dos fatos. Eu ainda guardo alguns poucos exemplares e muitos dos textos de minha lavra ali publicados. 

Essa história quem está predisposta a contar é a desbravadora Diva. Eu, de minha parte, só posso incentivá-la e farei a minha parte, dando uma longa entrevista, contando o que sei, o vivenciado por mim e o que representou este jornal dentro do cabedal do que foi a produção de um jornal totalmente independente, sem amarras, sem estar atrelado a poderes constitu´pidos, ou seja, tudo o quer publicava era fruto de apuração do jornalista, que atuou sem medo de ferir suscetibilidades locais. Repito sempre, o Debate foi único no que fez. Vislumbro muito poucos existindo dentro do rigor jornalístico que o Sergião - como o chamávamos - impôs para sua publicação. Essa história é mais que rica, do começo ao fim e ser revivida me traz, além da vontade de colaborar, a de ver vingar o quanto antes, pois tudo o quer ali foi feito precisa ser mostrado, contado e usado como exemplo para todos nós, os viventes deste mundo, onde os poderosos nos querem cada cada vez mais calados e contido.

Diva sabe estar diante de algo único e exatamente por causa disso, precisa ser muito meticulosa, cuidadosa e saber retratar cada detalhe. Fico sabendo e fico louco para ouvir, os depoimentos, muitas horas que possui gravado com o próprio Sérgio, ele contando como se deu a história do jornal. O Debate e Sérgio tornaram-se referência nacional quando da denúncia do caso do juiz local, que foi favorecido por benesses da Prefeitura local. Foi processado e quase foi obrigado a fechar as portas do jornal, com uma condenação de alto valor. O caso virou assunto nacional e com isso, a comprovação do que sei e sinto ser necessário escrever sobre o Sérgião, ele nunca arrefeceu na forma como praticava o jornalismo. Enfrentou essa e outras paradas e ao contar isso tudo, todos ficarão sabendo dos motivos de o tê-lo como um dos maiores que vi atuando. 

"Muito em breve, vamos juntos, passear por esta História que revela mais que um Jornal, um legado de vida!  Agora você é tudo o que a fé pode tocar... e tudo o que minha caneta souber escrever ... Escrevendo este Livro sobre a História do Jornal Debate/Sérgio Fleury de Santa Cruz do Rio Pardo, procuro dimensionar a grandeza da comunicação irreverente, porém, responsável e formadora de cidadania. Sempre uma voz livre na sua defesa", Diva escreve e publica em suas redes sociais. Diz a mim e a Rose, no dia da visita em sua casa, já ter gravado com muita gente e aguarda o meu depoimento com ansiedade. Devo fazê-lo nesta semana e enquanto isso não acontece, rememora aqui comigo mesmo, de como o conheci, chegando a ver a gráfica do jornal em pleno funcionamento. A minha participação foi mínima, pois sempre que posia, fazia questão de escrever sobre a importância do DEBATE no cenário e no contexto  do mundo político regional, quiçá nacional.

Estive com o Sérgio pouco antes do julgamento final, que o livrou de pagar o absurdo porposto pelos seus acusadores, algo que o levaria não só a falência, mas a ter que encerrar a publicação. Enviei texto meu para a revista Carta Capital, não publicado, mas aproveitado em um texto, onde versavam sobre o papel do jornalismo nos tempos atuais. Um dos maiores orgulhos que carrego comigo foi o fato dele, toda vez que se reencontrava comigo diaia: "Quando saiu a matéria na Carta Capital, instigada por ti, aquilo foi decisivo para a tomada de decisão definitiva da Justiça. Devo isso a ti". Sabe-se lá o que é ouvir isso? Isso, não só me toca profundamente, como me faz entender o que move pessoas como ele, quiçá também este HPA, em continuar esgrimando contra os tais vendilhões do templo, estes tantos que hoje infestam e açoitam o erário público. Sergião foi imparcial até onde deu, porém sempre atuou na defesa de quem sabe, faz  e exerce sem máculas suas funções. Daí, nunca o vi tendo nenhuma atitude conservadora. Foi um jornalista livre, algo raro no interior paulista e assim o DEBATE seguiu até seus último suspiro.

Eu fico emocionado só ter a oportunidade de contar algo, conversar a respeito com a Diva, ou com quem quer que seja. Eu acompanho muito o jornalismo brasileiro e hoje mesmo, recebo uma ligação de uma pessoa tentando me vender uma assinatura do Estadão. Sei tratar-se de uma funcionária e assim sendo, não posso desrespeitá-la no que faz. "Desculpe, sei que é seu trabalho, mas aqui em casa, deixei de ler o Estadão faz tempo. Ele não entra aqui nem de graça. Sua linha editorial é um horror dentro do que entendo como jornalismo", disse. A moça, acostumada a ouvir algo assim, educadamente desligou. Não existe mais como contemporizar com quem continua e sempre praticou um jornalismo tendencioso e excludente, a favorecer interesses de minorias. Isso, sabemos todos, não é exclusividade do Estadão. Lembro essa história só para recolocar e encerrar este já longo texto, relembrando mais uma vez a importância existente dentro do que foi a trajetória do DEBATE e do seu idealizado, o jornalista Sérgio Fleury. Diva está diante de um tema dos mais instigantes e se estiver realmente disposta, pode produzir algo mais que histórico. Diva e Sérgio foram amigos uma vida inteira e isso, por si só, não é requisito para a produção de um refinado e bem depurado texto. Ela sabe disso e deve dormir pouco e mal, quando diante de tanto material já recolhido, está agora diante de sentar e colocar tudo no papel. Aguardo os resultados com sofreguidão, pois tenho a mais absoluta certeza: não existe nada igual a história do DEBATE. Tudo graças ao jornalismo praticado, a forma realimente libertária, dentro do que se discute muito e se pratica pouco, a verdadeira liberdade de expressão, sem amarrações e com muita responsabilidade.

Eis o Sergião numa entrevista para uma rádio de sua cidade: 
https://www.facebook.com/reel/401056985951475 e um pouco também de Diva nessa conversa quando do lançamento do seu famoso livro: https://www.facebook.com/reel/883722516527123. E, por fim, texto meu publicado n'O Alfinete, de Pirajuí, sobre como entendia o DEABATE.

O QUE RESTA DE ALGO SALUTAR NO CENTRO DA CIDADE: BANCA DO ADILSON
Passar diante da Banca do Adilson, ali na rua Treze de Maio, quase esquina com a Primeiro de Agosto e não dar uma paradinha para confabular com seu proprietário é quase um acinte. Hoje, ele me segura pelo braço e me leva até a lateral da banca, onde está pintado a data de sua abertura, 1980 e me questiona: "Você que escreve de tudo, datas lá de tempos antigos, leve em consideração a quanto tempo estou com a banca funcionando neste lugar". Eu sempre levei sua importância em elevada consideração, tanto ser ele um dos três personagens bauruenses, motivadores de meu mestrado em Comunicação, quando versei sobre tipo populares na cidade, ele, o Carioca da Banca na Feira do Rolo e a nosso eterna pipoqueira Maria Inês Faneco.

Tempos atrás o denominei de "GPS do Centro da Cidade", pois toda e qualquer informação, até sobre imóveis para alugar, os fechados e acontecimentos variados ali acontecidos, tudo precisa necessariamente passar pelo balcão dessa banca, local de muita conversa, essas indo além de tudo o que ali é comercializado e está relacionado na tal lateral adesivada. Adilson Chamorro mostra fotos de quando começou, jovem, magrinho e pena insistência/persistência, segue no local, rodeado não só de clientes, mas de amigos. Na verdade, volta sempre para casa recheado de novas histórias, muitas confidências e fatos escabrosos e inusitados acontecidos nas redondezas e que, por fim, chegam ao seu conhecimento.

Hoje, como não poderia deixar de ser, a coqueluche do seu dia a dia são as tais figurinhas da Copa do Mundo, os álbuns da Panini. Seu diferencial é vender o pacotinho aberto. O que vem a ser isso? Ele abre, seleciona, deixa tudo catalogado e o cliente chega, escolhe a quantidade e leva dentro de um pacotinho, só que aberto. "Nessa fase da coleção, passados já algum tempo de venda, poucos compram pacotes fechados e quem coleciona, está querendo mesmo completar seu álbum. E daí, em locais como o meu, isso é possível. Nessa época, com a Copa do Mundo rolando, o grande motivador de locais como o meu, são as figurinhas", conta. Além disso, Adilson guarda registros de sua trajetória, em envelopes debaixo do balcão e os mostra para diletos consdierados. Como do tempo quando, no governo Izzo, teve a barraca recolhida por mais de um mês, até conseguir recuperar o ponto e desde então, ali permanece, para alegria de tudo o mais no centro da cidade. Ou seja, o centro não seria o mesmo sem a sua presença e ele também, não saberia o que fazer da vida sem a sua rotina ali no local. Um não vive sem o outro.

São personagens como Adilson, o que me faz parar o carro e antes mesmo de querer ir fazer o que me trouxe ao centro, dar uma parada, assuntar o que anda rolando, quais as novidades permeando a vida do centro e só a partir daí, devidamente cerregado - ou recarregado - de preciosas informações, se faz possível ir fazer tudo o mais. Vê-lo ali, tendo ao fundo um painel com exemplares antigos da revista Playboy, caixas com cédulas e moedas antigas e até peças de antiguidade, dão um toque mais do que especial em querer continuar circulando na região. No pouco que ali fiquei, dois vieram lhe oferecer moedas antigas e peças diferenciadas, dessas que a pessoa guarda uma vida toda e quando o calo aperta, pensa em fazer um dinheirinho com ela para cumprir algum compromisso urgente. Ou seja, muito do que ocorre no centro, passa pela famosa e funcionando já há muitas décadas na esquina famosa. Adilson resiste bravamente à passagem do tempo.

domingo, 14 de junho de 2026

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (175)


ALGO DA HISTÓRIA DO CASAL QUE VAI ATRÁS DE CAMISETAS COM ESTAMPAS EXCLUSIVAS PRA DOMINGO VENDER NA FEIRA
Duas semanas atrás, Luiz Manaia, o Ralinho das Baterias passou pela feira e se encantou com as estampas da banca do casal Wilma e Jura da Rocha, enfincada na encruzilhada que dá início para a Feira do Rolo, mais precisamente, rua Gustavo Maciel com Julio Prestes. Viu uma em especial, Rita Lee sendo retratada como Ovelha Negra. Provou ali mesmo, mas ele é magro além da conta e naquele momento, com estampa da nossa rainha do rock, só do G pra cima. Wilma foi atrás, hoje até vestia uma e está com a do Ralinho guardada, esperando ele voltar pra pegar a sua.

Confesso aqui, eu também me encantei com o propiciado pelo animado casal. Eles, recepcionam bem, sempre sorridentes e prontos para altaneiras conversas, todos os que de avolumam, justamente defronte a banca, para os conversês do dia. São tão generosos que, costumam guardar algo destes. Muitos já esqueceram muita coisa por ali, desde guarda-chuvas até comidinhas compradas e ali deixadas em confiança. O guarda-chuva eles até guardam e trazem de volta no domingo passado, mas como Jura me diz, "a comidinha, acabamos por consumir".

São mais de 30 anos de feira, vendendo roupa. Wilma me corrige quando digo isso: "São exatos 32 anos domingando por aqui, daí, difícil quem não nos conheça". Digo do encanto meu e do Ralinho pelas camisetas, afinal, o que aqui me traz para essa escrevinhação. Eles hoje trabalham com exclusividade revendendo a marca Mulek Doido, que na feira, me confirmam, ninguém mais além deles, porém em Bauru, "como este mundio é grande e tem lugarpara todos, alguém mais já deve estar também revendendo", me diz Wilma. Dentro da diversidade oferecida pela marca, estes atuam com estampas com uma variação impressionante, vindo desde de temas nacionais aos de fora, abordando desde cinema, futebol, música, política e tudo o que possa ser traduzido em vendas, com criatividade e boa apresentação.

No site da Mulek algo sobre a diversidade do que produzem: "Se você curte rock, hip-hop ou quer camisetas iradas para o dia a dia, venha conferir nossa coleção! Temos modelos das maiores bandas de rock, como Nirvana, Guns N’ Roses, Metallica, AC/DC, Iron Maiden, Pink Floyd, Led Zeppelin, Red Hot Chili Peppers, Ramones, Pearl Jam e muito mais! Também trabalhamos com camisetas do Tupac e estampas personalizadas!". Na verdade, a banca toda ornamentada com essa variação de estampas chama muito a atenção e aliado com a simpatia do casal, o sucesso é meio que garantido. Na mesma esquina, hoje rola uma animada conversa dominical, rodízio de mentes pensantes e pulsantes, inveterados amantes do prazer de desfrutar da tal "feiraterapia". E estes, tendo ao lado o abrigo seguro proporcionado pelo casal, atuam unidos para tornar o domingo algo sempre muito agradável.

Wilma me conta que, além dos domingos, tem sua banca montade pelo do AME, nos altos do jardim Bela Vista, bem perto de onde moram, mas que nomento está vindo mais na feira, pois perdeu a mãe algumas semanas atrás e ainda não conseguiu voltar a trabalhar a contento. De uma certa forma, além do ganho obtido com a movimentação na feira, existe sempre um algo mais e este chega através do calor humano proporcionado pelos contatos feitos durante todo o período. Já estão montando tudo antes das 4h da manhã e saem só depois das 13 e tarará. Enfim, por mim vale muito a pena vir conferir essas diferenciadas camisetas, mas vale também passar pra prosa e tudo o mais rolando por ali, pois o lugar, dizem e confirmo, é encantado. Quem vem, volta sempre, como é o caso destes animados cidadãos, dentre os quais me incluo.

OBS.: Na última foto, na sequência, eu, o mafuento HPA, o homem mais elegante da feira, que sempre esqueço seu nome, o Barba, do bar na esquina, Adilson vidraceiro e Marcos Alves de Souza, nosso advogado, ali sempre de plantão e que, semana passada não esteve na feira, álibi aceito por todos, estava em Paris. Estes são só uma pequena amostra dos que rodeiam a banca da Wilma e do Jura, que sua esposa "jura", ele só o faz até meia noite. Domingo sem estes não é domingo.

O CENÁRIO DOMINICAL - DO QUAL FAÇO PARTE - NA ENTRADA DA FEIRA DO ROLO BAURUENSE
A vivência adquirida todo domingo nas andanças e conversas pelas cercanias da Feira do Rolo são mauito mais do que meras cenas bauruenses. Neste domingo, nas duas primeiras fotos, um amigo que não frequenta aciduamente o local me envia as duas primeiras fotos, tiradas com o Barba em seu bar e me escreve: "Te envio, pois vi nele a sua figura. Vocês são muito parecidos, até acheio ser você, mas depois olhei melhor e acho que pela convivência passaram a se parecer cada vez mais". Sei lá, o fato é que, estávamos todos lá na esquina da Gustavo com a Julio Prestes, Barba aparece com seus trejes para a Copa do Mundo. "Achei isso tudo no fundo de uma mala. Usei na última Copa, lavei e desbotou um pouco, mas não comprei nada novo", disse. Ri quando me disse do desbotado, pois eu comprei uma camiseta vermelha, com escudo da CBF e Bar do genaro, ele mesmo me dizendo ao me entregar: "Encomendei vermelho e me enviam essa cor, que está mais pra Holanda, do que o vermelho que queríamos". Vesti e na entrada da feira, alguém me aborda e me mostra: "Tenho uma igual a sua. Estive ontem no Genaro e comprei". Ou seja, éramos dois com o tal do desbotado vermelho. No mais, a conversação fluiu a contento, mesmo com o frio e a garoa, quer ia e voltava. Num certo momento, ou seja, já com alguns quilometros rodados, vejo que os três benericando cerveja na esquina o faziam com marcas diferentes e isso também valeu uma bela foto. Por ali é consenso, ninguém foi dar com os costados no tal do Arraiá Aéreo, nem fica babando ovo pra golpistas e fascistas. Eu só ando com gente dessa laia e consideração. No conjunto da obra, montamos e fazemos parte do grande cenário da boca de entrada da Feira do Rolo bauruense.
Identificando as latas, nunca a identidade dos seus consumidores.

sábado, 13 de junho de 2026

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (199)


ISSO PODE SE REPETIR POR QUALQUER LUGAR DO PAÍS, INCLUSIVE BAURU
A CIVILIZAÇÃO DO “CIDADÃO DE BEM”
"Em Copacabana, um idoso de 69 anos relata ter sido atacado na porta de casa por um grupo que misturou agressão, ofensa política, intolerância religiosa e grito bolsonarista.
A Polícia Civil investiga. As câmeras do prédio podem falar mais do que muito patriota de internet com CPF de covarde.
Mas o enredo é conhecido: primeiro sequestraram a camisa da seleção, depois a bandeira, depois Deus, depois a família, depois a moral. Agora tentam sequestrar até o direito de um idoso voltar para casa com um adesivo político na bolsa.
É a extrema direita em seu estado mais puro: braveza de bando, coragem de esquina, cristianismo de tacape e patriotismo com bafo de milícia.
E antes que apareça o jurista de zap: sim, há presunção de inocência, mas não há presunção de ingenuidade.
Quando alguém bate em idoso, arranca símbolo religioso e grita senha política, não estamos diante de “divergência de opinião”, mas da pedagogia do ódio fazendo estágio probatório no meio da rua.
Bolsonarismo nunca foi apenas voto; é método, linguagem e autorização moral para ressentido virar carrasco de ocasião".

Reproduzo o texto acima do ocorrido em Copacabana, com um senhor com pouco mais idade que a minha e exclusivamente por portar um adesivo de Benedita da Silva em seu veículo. Daí chegam os brutamontes e, sempre agindo em grupo, agridem. Estes, sabemos, não querem realizar nenhum tipo de diálogo. Ainda mais agora, quando percebem que o candidato deles, o tal do Flávio Bolsonaro está derretendo neste mar de continuada corrupção e certamente perderão a eleição presidencial, daí como último recurso, praticam a violência. Isso é um sinal do que está por vir nos próximos dias. 

Conto algo mínimo dentro deste cenário e acontecido comigo. Acabo de comprar uma camiseta vermelha com a inscrição da CBF e do Bar do Genaro, nosso reduto esquerdista bauruense, na frente e nas costas, a inscrição, diante de enorme número 13, "Uma Torcida de Opinião". E que mal tem em querer sair com elas pelas ruas, aliás, como sempre faço com minhas camisetas recheadas de inscrições sugestivas de resistência e luta? Pois bem, fui fazer minha caminhada ontem pela manhã e como faço todo sábado cedo, incluo uma passada pela Banca da Ilda, ali defronte o Aeroclube. O diferencial desta manhã é que, está ocorrendo justamente ali no Aeroclube o tal do Arraiá Aéreo, capitaneado empresarialmente pelo astuto ex-astronauta Marcos Pontes. Por ali, um mar de gente com camisetas verde-amarelas. 

Democraticamente, comprei meu exemplar do Jornal da Cidade e continuei minha caminhada, agora com o jornal dobrado embaixo do braço. A camiseta vermelha com o 13 incomodava, deu para perceber isso. Eu também posso me incomodar com quem faz uso da camisa da seleção não para finalidades de simplesmente torcer pelo time brasileiro, a seleção de futebol, mas nem por isso, admoesto quem dela faz uso. Em dois momentos percebi algo estranho. Num primeiro ato, o sujeito que vinha atrás de mim, ao me ultrapassar, mesmo sózinho no percurso, olhou para o meu lado e ficou com seu pescoço demonstrando não gostar do que estava vendo. Foi embora gesticulando com o pescoço e logo a seguir, um outro, este passa por mim, estavam em três pessoas e me chama de "imbecil". 

Por sorte ficaram nisso. Ainda não tinha visto o vídeo com a agressão em Copacabana e ao chegar em casa, pude assistí-lo e juntei as coisas. Sei que, o tal do Arraiá Aéreo é reduto de bolsonarista, não na maioria dos que por lá passam em busca de presenciar algo do universo aéreo nacional, mas de quem ali atua. Creio que, a convivência entre os diferentes é parte fundamental da continuidade deste país enquanto nação livre, soberana e a demonstrar que, todos podem ter e vivenciar a tal da liberdade de expressão e de manifestação. O bolsonarismo, sabemos disso, restringe isso, pois acredita serem eles os escolhidos, os únicos e ao desrespeitar os demais, se mostram como será o país, sem por algum desastre estes um dia voltarem ao poder. Trump governou os EUA num primeiro mandato e estava mais contido, as leis ainda eram respeitadas, mas no segundo chegou agredindo e ultrapassando todos os limites. Vejo no fascismo brasileiro algo muito parecido. Estão prontos para agredir tudo e todos, da forma mais virulenta e violenta possível. Combato estes todos, pois sei o que nos acontecerá se este Flávio, Tarcísio, Zema, Caiado ou qualquer outro bestial chegar ao poder neste momento. Não será uma simples derrota, será o aniquilamento do que nos resta de soberania e, principalmente, de liberdade.

O gesto lá de Copacabana demonstra bem isso. O meu, guardadas todas as proporções, demonstra uma ponta do iceberg, este derretendo diante de nossos olhos. De minha parte, prestes a completar 66 anos, vendo muito dos meus, gente da minha idade indo embora de vez deste plano de vida, confesso, não tenho mais nada a perder. Continuarei saindo pela aí com minhas camisetas, falando e escrevendo o que penso, lutando como sempre fiz, contra o avanço do fascismo e das injustiças sociais. Eu tenho um lado e isso incomoda é porque estou, de certa forma, talvez ainda insipiente, conseguindo atingir meus objetivos. Sei estarmos todos dentro de uma já declarada GUERRA. Não arredo pé, não me encolho, não fujo da raia e nem demonstro medo, mesmo que possa até admití-lo. O momento é de resistência, de botar o bloco na rua. Certamente, devem ocorrer protestos pontuais contra o ocorrido lá em Copacabana e quiçá, Benedita da Silva, ganhe  no Rio e consiga reestabelecer algo da sobreidade carioca. Por aqui, como uma pedrinho no sapato, faço a minha parte e continuarei escrevendo e muito contra o que fazem políticos como esse MArcos Pontes, alguém que nesse momento, lá do Senado, apoia a Escla 7 x 0, ou seja, o trabalhador não ter descanso e se o tiver, negociar diretamente com o empresário. Isso é escravidão, algo bem compatível com o ideal de quem apóia o bolsonarismo.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

quinta-feira, 11 de junho de 2026

COMENDO PELAS BEIRADAS (185)


TORCER OU NÃO TORCER PELA SELEÇÃO, EIS A QUESTÃO
Chegou o dia do começo de mais uma Copa do Mundo de Futebol. Essa, a mais sórdida de todos. No que diz respeito ao México e ao Canadá, sem nenhum problema, mas no que diz respeito aos Estados Unidos, esse o país e o fator que, desde sempre, colocaram essa Copa e tudo o que por lá ocorre neste momento a perder. A realização deste encontro futebolístico mundial num país onde este esporte é praticamente desconhecido e seu presidente, o prepotente pirata, roubando na mão grande o planeta e se fazendo impor pelo poderio bélico é pra desacreditar toda e qualquer realização sensata. Não existe como algo dar certo tendo à frente alguém como Donald Trump. Impossível. O que ele patrocina mundo afora, para tentar manter a supremacia de seu país globalmente é um acinte para todos os demais países do globo. E, diante deste cenário catastrófico, eis que mais uma Copa acaba por se realizar lá. Não sei o quanto isso traria de resultados positivos seu cancelamento ou mesmo, realização em outros territórios, talvez até mesmo só no México e Canadá. Enfim, quem hoje consegue se posicionar contrário ao poder de mando dos EUA? Talvez, de fato, só a China e a Rússia. E desta forma, com atos arbitrários e totalmente na contramão do bom senso, tem início este torneio, o envolvendo o maior número de seleções nacionais já visto.

E daí, a pergunta que todos se fazem: diante de tudo isso, também aliado ao descalabro do futebol brasileiro e de sua manipulação por interesses outros que não o futebol, chegando ao cúmulo da camisa da seleção ser indumentária da direita fascista, você ainda consegue torcer para o escrete nacional? Minha resposta é a mesma que, daria décadas atrás o então técnico da seleção brasileira, SIM. Na qualidade de brasileiro, separo bem as coisas. Sei de toda sacanagem das entranhas do futebol e de sua utilização mesquinha e sem vergonha, mas continuo sendo brasileiro. Sou também avesso à forma como é conduzida a convocação de jogadores, mas me pergunto: em qual momento foi diferente? Talvez só com Saldanha, quiçá com Telê Santana. Eu gosto demais da conta deste treco denominado futebol. Anteontem mesmo estava diante da TV vibrando num jogo da série B, Náutico X Fortaleza. Torci muito pelo time pernambucano, como continuarei fazendo com ele e com o time do meu, o glorioso e centenário Noroeste, em campeonatos não interrompidos com a realização da Copa. Se bobear voltarei num destes domingos lá em Santa Cruz do Rio Pardo, para presenciar mais um jogo da Santacruzense na 4ª divisão do paulista de futebol.

Escrevo isso para dizer que, estarei assistindo a alguns poucos jogos e, se possível, todos os do Brasil. Não me peçam para torcer contra. Torço contra – e muito -, para tudo o que ocorre nos bastidores, mas não contra o time do Brasil. Seu muito bem dividir e separar o joio do trigo. Adoraria ver seleções como a do Uruguai e Portugal, minhas outras torcidas nessa Copa, se darem bem. Escolhi essas e assim seguirei. Torço muito por Vini Jr, Endrick, Rayan, Luiz Henrique e alguns outros, poucos por sinal, se darem bem. Sei de todas as dificuldades e vejo um só astro hoje nessa Copa, ciente de como deve ser combatido este grande mal da omissão e em condições de erguer sua voz e dizer o que realmente precisa ser dito para todo o mundo, o francês Kylian Mbappé. Talvez ele não faça nada e assim deve ser nesta Copa, a da omissão e de todos de cabeça baixa.

Certa vez fui buscar para irmos juntos ao campo do Noroeste, o querido Roque Ferreira, que não dirigia e lhe dizia de estar triste, contrariado com os destinos do que via nos bastidores do clube e que talvez isso pudesse refletir na minha torcida. Ele calmamente, olhando para o campo me disse: “Henrique, torça, você veio aqui para isso. Se for pensar nessas coisas e nessas barbaridades todas que acontecem a todo instante e em todos os lugares, não só aqui, deixará de torcer e até de gostar de futebol. Torça e depois, façamos o que sempre fizemos, denunciar e se posicionar”. Sigo agindo dessa forma e jeito. É o que farei nessa Copa, a mais obscura e tenebrosa de todos os tempos. Assim sendo, na medida do possível, estarei por aqui, também falando de futebol. Torcendo dentro do que ainda entendo ser possível. A cada nova Copa, ando mais moderado, mas ainda torcendo. Eu continuo tentando. No mais, me verão por aqui esgrimando e destrinchando com minhas opiniões algo disso tudo. Nos vemos pela aí...

ISSO AQUI É SÓ PARA DEMONSTRAR A HUMILHAÇÃO A QUE LATINOS HOJE SÃO SUBMETIDOS AO QUERER ENTRAR EM SOLO NORTE-AMERICANO
Não tenho nenhum motivo para querer voltar lá, pelo menos enquanto perdurar este governo de Donald Trump, altamente perigoso para o planeta. Sei o quanto somos indesejados e daí, por que iria querer ir pra lá, nem que fosse como turista, meros dias? Melhor manter distância. Os exemplos são muitos e se repetem a todo instante. HPA

A COPA DA VERGONHA, NEM JORNALISTA DA TV GLOBO ESCAPOU DA HUMILHAÇÃO
A jornalista Karine Alves, da TV Globo, relatou ao vivo no Bom Dia Brasil que foi submetida a uma revista minuciosa ao desembarcar nos Estados Unidos para cobrir a Copa do Mundo. Segundo ela, agentes inspecionaram suas roupas, seus pertences e até seu cabelo, em uma abordagem que descreveu como constrangedora.

O episódio reforça as críticas que vêm cercando a organização do torneio. Em vez de recepcionar profissionais da imprensa e visitantes do mundo inteiro com o espírito de integração que a Copa promete, os Estados Unidos acumulam relatos de revistas rigorosas, dificuldades com vistos, detenções e deportações.

A FIFA vende a Copa como uma celebração global do esporte. Mas, para muitos jornalistas, torcedores e integrantes de delegações, a impressão é que a primeira disputa não acontece dentro do estádio. Acontece na imigração. E até agora, a burocracia, humilhação e a desconfiança parecem estar vencendo de goleada.
(Ploc Social)

SIMPLES ASSIM

quarta-feira, 10 de junho de 2026

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (214)


FALAR DE QUE MESMO NESTE INTRINCADO MOMENTO? - ELUCUBRAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA, O FUTEBOL E A COPA DO MUNDO 
Começa amanhã a Copa do Mundo 2026 e junto da maior competição esportiva do mundo, uma série de dúvidas, receios e temores permeiam os torcedores – diante do governo de Donald Trump e das ações dos EUA nas últimas semanas contra países como Irã, Senegal e o impedimento do árbitro somali, Omar Artan, de entrar no país.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR, EM MAIÚSCULA:
SERÁ OS ATUAIS TÉCNICOS E DIRIGENTES DO FUTEBOL MUNDIAL TERIAM A MESMA CORAGEM DE SALDANHA COM MÉDICI, SE ESTIVESSEM DIANTE DE DONALD TRUMP?

UMA COPA QUE JÁ COMEÇA CHEIA DE PERCALÇOS NEGATIVOS, TODOS CAUSADOS PELA INSANIDADE TRUMPISTA
Os Estados Unidos decidiram cancelar a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos poucos dias antes da abertura do torneio. A medida afeta diretamente milhares de pessoas que planejavam acompanhar a seleção do Irã durante a competição. Como se isso não bastasse, a própria delegação iraniana também enfrentará restrições, já que a equipe não poderá permanecer hospedada em território americano e deverá retornar ao México após compromissos relacionados aos jogos e treinamentos.

Oficialmente, a decisão acontece em meio às tensões entre Washington e Teerã, que voltaram a escalar nos últimos meses. Mas o episódio levanta uma questão muito maior do que futebol. A Copa do Mundo sempre foi apresentada como um evento capaz de unir povos, culturas e nações, independentemente das disputas políticas entre governos. Quando torcedores passam a ser atingidos por conflitos geopolíticos, a fronteira entre esporte e política praticamente desaparece.

E talvez seja exatamente essa a reflexão mais importante. Se uma competição mundial começa a selecionar quem pode ou não participar da experiência do torneio com base em disputas entre Estados, o futebol deixa de ser apenas futebol. O que está em jogo já não é apenas uma partida dentro de campo, mas a capacidade de um evento global permanecer verdadeiramente aberto ao mundo inteiro.
Retirado do MÓZ DA DIÁSPORA

EUA SE DECLARANDO INJUSTOS E REACIONÁRIOS, COMPROVANDO O QUE TODO O MUNDO JÁ SABIA: AUTORITARISMO CHEGOU ALI E PAROU
Tenho visto várias postagens de casos de racismo, discriminação, preconceito, com relação a gente que está chegando para a Copa no país mais criminoso do mundo. Vi o caso de uma seleção africana sendo revistada como se os jogadores fossem bandidos. Hoje, ocupa as redes o caso do juiz somali que teve o visto negado. O cara é juiz. Foi escalado para apitar na Copa. E o EUA negam o visto. Fim da picada. $E sabe o que faz a FIFA? Nada! Porque a Copa não se trata mais de futebol. Agora tudo é business. O que menos importa é a bola rolando, a gorduchinha no fundo das redes. Só importa o tanto de grana que as empresas patrocinadoras vão ganhar. E o preçõ dos ingressos? Totalmente impeditivo para simples mortais. Não sinto pena de ninguém. Pra mim, toda essa gente que aceitou ir aos EUA, esse país terrorista, para dar moral para um certame que é pura farsa, não merece sequer um muxoxo de enfado. Com todo respeito.. que se f.... todos!!! ELAINE TAVARES

AH, QUE VONTADE INCONTROLÁVEL DE ESCREVINHAR SOBRE UM JOGADOR DIFERENCIADO COMO O DR. SÓCRATES
Da mesma forma que, escrevi de João Saldanha, o jornalista e técnico, dito e visto como João sem Medo, escreveria de tantos outros, da mesma cepa e resistência. Reinaldo, o centroavante do Atlético Mineiro, que deixou de ir para uma Copa e muito bem nos representaria, principalmente no quesito cabeça pensante e pulsante. Ponho a cabeça para funcionar e tantos outros me pipocam na mente. Raí, Afonsinho, Tostão, Almir Pernambuquinho, Casagrande, Juninho Pernambucano, Neto, Vladimir, Richarlison e evidentemente, SÓCRATES. Fora do país, lembro do francês Cantona, que um dia deu uma sonora voadora em um fascista dentro de uma estádio europeu e de Maradona, mais que um símbolo de luta e resistência mundo afora.

Neste momento, poucas horas antes de começar a Copa mais controversa que já tive conhecimento, uma onde o México e o Canadá entram como coadjuvantes e os EUA como seu maior protagonista e também criador de caso, nada como relembrar de nosso craque, Corinthians e Flamengo, SÓCRATES. Imagino vê-lo hoje, chegando com a delegação brasileira e adentrando solo norte-americano, o que fariam com ele na imigração e como seria a dua reação. E mais que isso, como seria a reação da delegação brasileira. Sócrates não era de levar desaforo pra casa e, com toda certeza, usaria o momento também para se pronunciar, se fazer ouvir. E isso faz muita falta hoje em dia nos craques pela aí. Talvez só o francês Kylian Mbappé hoje possua essa característica. Ele tem se destacado por usar sua voz contra o avanço da extrema-direita em seu país, alertando a população e defendendo que os atletas devem se posicionar, pois são, antes de tudo, cidadãos.

Gente como Sócrates faz uma falta danada dentro do cenário do futebol, hoje - sempre foi assim - dominado por falas mansas, sem querer opinar e se posicionar sobre os embates mais sérios deste mundo. Abomino Messi exatamente por causa disso. Ele nunca se posicionou sobre nada de questões políticas, mesmo diante de tanta aberração ocorrendo internamente na Argentina. Maradona deu de dez a zero nele e em tantos outros carques da bola. Olho para trás, relembro com muita saudade de toda a trajetória do Sócrates e de seus posionamentos. Como ficar indiferente? Impossível. Adentro mais uma Copa e fico a observar quem terá a coragem de ousar falar algo dentro do território norte-americano? Com certeza, gente como Saldanha, Maradona, Cantona e Sócrates teriam. Me ponho a ler sobre futebol por estes dias e textos envolvendo estes bravos guerreiros da bola estarão povoando minha mente. 

Viva Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira!