quarta-feira, 8 de julho de 2026

UM LUGAR POR AÍ (212)


A CASA E A RUA
Passo boa parte do dia entretido com escritos para minha apresentação no Congresso Acadêmico da UP - Universidade de Palermo, Buenos Aires, onde na próxima quarta, 17/7, das 12h30 Às 14h30, apresentarei texto de minha lacra, o "História das REPÚBLICAS e a importância do Carnaval em Taquaritinga". Talvez mudem o horário, pois como estarei na Argentina e neste dia e jogando as 16h, se eles passarem para a Semifinal da Copa, 16h, jogarão disputa para ir à final da Copa do Mundo. Estou nos preparativos junto de Ana Bia - que vai apresentar, junto com seus alunos, mais de 5 trabalhos -, não só para a viagem, como para o que falarei por lá. Divido o trabalho com o taquaritinguense Rodolfo Nucci, hoje morando em Florença - Itália, que me auxiliou e muito me descrevendo histórias da festa maior em sua cidade.

Escolhi um tema dentro do quer mais gosto de estar envolvido: a rua. Já contei por aqui que estive recentemente em Taquaritinga, quando por lá descobri casas coloridas espalhadas em algumas ruas no centro da cidade e essas me intigaram, ainda mais por conterem na fachada a inscrição "REPÚBLICAS". Fui ver do que se tratava e me espantei, eram casas alugadas o ano inteiro só para realização de melhor acomodação dos foliões durante o CArnaval. Mantidas com mensalidades de abnegados foliões, vi ali traduzido como essa festa se mantém forte por lá, numa cidade com 53 mil habitantes, conseguindo levar pras ruas mais de 40 mil pessoas diante dessas "repúblicas". Tentei desvendar a história por detrás delas e algo mais da grande festa, do que eles por lá consideram, como o maior Carnaval de todo o interior paulista. 

Foi lindo ter vivenciado essa história, pois enquanto na maioria das cidades, a festa arrefeceu, devido a tanta coisa embutida na cabeça das pessoas, como "carnaval é coisa do diabo", por lá acontece o contrário e quem assim tenta dizer algo, padece, pois a festa é mais que forte, sendo condutora da cidade. E para contar isso, além da retaguarda do amigo e catedrático Rodolfo, cujos pais pularam nas ruas até quando tiveram forças, contei com a ajuda substancial, de última hora de uma leitura mais que auspiciosa, a do livro do antropólogo Roberto da Mattas, "A CASA & A RUA - ESPAÇO, CIDADANIA, MULHER E MORTE NO BRASIL" (Editora Guanabara RJ, 1987, 184 páginas). O texto de apresentação eu publico por aqui num outro dia. Adianto que, está sendo encantador a revelação de ainda ver o Carnaval, nossa maior festa popular, sendo a condutora da vida de uma cidade e dentro dela, essas casas coloridas, espaço de reunião de pessoas, com o intuito de diversão, congraçamento humano na sua acepção mais saborosa, recheada de um prazer incontido e insubstituível. Não existe nada mais contagiante do que ver o povo nas ruas, "grávido de prazer", como disse Gonzaguinha numa de suas magistrais canções.

Assim se expressou Damatta, tudo caindo como uma luva para minhas frias mãos escrevinhativas: 
- "Casa e rua são categorias sociológicas para os brasileiros. Essas palavras não designam somenet espaços geográficos ou coisas físicas comensuráveis, mas acima de tudo entidades morais, esferas de ação social, domínios culturais institucionalizados e, por causa disso, capazes de despertar emoções, reações e imagens esteticamente emolduradas e inspiradas. (...) Englobar a rua na casa, tratando a sociedade brasileira como se ela fosse uma grande família, vivendo debaixo de um amplo e generoso teto".
- "...é possível ler o Brasil de um ponto de vista da casa, da pespectiva da rua e do ângulo do outro mundo. E mais: essas possibilidades estão institucionalizadas entre nós. (...) ...a sociedade brasileira se singulariza pelo fato de ter muitos espaços e muitas temporalidades que conviviam simultaneamente. (...) ...o espaço é demarcado quando alguém estabelece fronteiras, separando um pedaço de chão do outro".
- "...nas cidades ocidentais, as praças e adors (que configuram espaços abertos e necessariamente públicos) servem de foco para a relação estrutural entre o indivíduo e o povo, a massa, a coletividade que lhe é oposta e o complementa. (...) Mas nossos espaços nem sempre são marcados pela eternidade. Há também espaço transitórios e problemáticos. No caso da sociedade brasileira, que espaçossão esses que permitem a atualização da própria vida social?".
- "...é que casa, rua e outro mundo demarquem fortemente mudanças e atitudes, gestos, roupas, assuntos, papéis sociais e quadros de avaliação da existência. Por causa disto é que também gostamos de falar, no Brasil, que tudo tem ou outro lado...".

Ou seja, tentar descrever este acontecimento bem a cara deste Brasil, que insiste em continuar sendo original, mesmo com toda força contrária é algo de um inenarrável prazer. O faço, caio de boca na pesquisa e leitura, envolvido por isso, o arrebatador brasileiro resistindo a tudo e a todos. E assim, desta forma e jeito, ao meu modo e jeito, "historiador das insignificâncias", tento ir tocando a vida em frente, demonstrando em todas minhas atitudes, que é pelas arestas, frestas e vicinais, estradinhas pouco movimentadas, até pouco frequentadas, essas sempre nos dando lições de vida, por onde ando e me inspiro, que sigo em frente. Como vai ser lá em Buenos Aires, dentro da semana final desta insólita Copa do Mundo, não sei. O que sei é que, além dessa apresentação por lá, baterei perna e voltarei cheio de novas histórias. Vou contando-as por aqui, na medida do possível. 
EU E RODOLFO NUCCI ESCREVINHANDO SOBRE O INUSITADO CARNAVAL DE TAQUARITINGA.

terça-feira, 7 de julho de 2026

CHARGE ESCOLHIDA À DEDO (233)


A CAPA DA REVISTA, O ARAME FARPADO DA COPA DO MUNDO E OS MUITOS ARAMES ARMADOS PELA ADMINISTRAÇÃO SUÉLLEN ROSIN EM BAURU 
Comecemos esmiuçando a capa da revista mensal Piauí, edição deste mês de julho, chegando nas bancas neste começo de semana e gerando amontoado de interpretações - como deve ser tudo nesta vida. A capa da edição 238 (julho/2026) da revista Piauí, intitulada "Outra barreira" e assinada por Eloar Guazzelli Filho, retrata um campo de futebol envolto por arame farpado, aludindo a campos de concentração. A ilustração posiciona jogadores e árbitro dentro da área cercada, refletindo debates políticos e sociais. Ou seja, foram na veia - não na véia, viu! - e escancaram o que ocorre nesta Copa do Mundo, onde o imperialista pirata Donald Trump, além de estragar o brilho da festa, proporciona mais atos de vandalismo impositivo, tudo so seu bel prazer, sem que ninguém ouse contestá-lo de forma confrontativa. O mundo assiste barbarizado, porém calado, contido e resignado a essas investidas contra tudo o que possa ser denominado de normalidade. Essa Copa é anormal por causa do boçal Trump e de seu assecla, o presidente da FIFA, o suiço-italiano Gianni Infantino, que subservientemente aceita tudo, pois deve estar ganhando os tubos e quando isso acontece, nada como aceitar, calado e de bolsos cheios.

A revista Piauí é uma publicação mensal brasileira de jornalismo, política, cultura e artes, conhecida por suas reportagens investigativas aprofundadas, crônicas, perfis e textos de sátira. Lançada em 2006, ela é uma referência no país para o chamado jornalismo de fôlego. Idealizada pelo cineasta e filho de banqueiro, João Moreira Salles, a revista foi criada com o propósito de contar histórias apuradas minuciosamente e escritas com forte apelo literário. Seu estilo editorial é frequentemente comparado ao da famosa revista americana The New Yorker, mesclando textos longos sobre a realidade brasileira e internacional com charges, contos de ficção e humor. Nessa edição, por exemplo, traz uma matéria contando a história em detalhes do idealizador do jornal Gazeta do Povo, Guilherme Dias Pereira, o publischer de direita, revelando seus segredos, contando onde gravita e o que quer da vida. Leiam no link a seguir: https://piaui.uol.com.br/revista/238/o-publisher-missionario-gazeta-do-povo/Imagino uma matéria de igual teor desvendando como se deu os primeiros quatro anos do desGoverno bauruense de Suéllen Rosin e agora, seu segundo mandato com essa Câmara de Vereadores aprovando todo o proposto por ela e sem pestanejar. Seria mais que um escândalo. Já estou propondo para a revista essa pauta, algo que nossa imprensa nativa da "sem limites" não se propôs da fazer até o presente momento. 

Sim, clamo por uma matéria elucidativa de como transcorre o desGoverno de Suéllen, pois tenho a mais absoluta certeaza, este ergueu uma cerca de ARAME FARPADO na cidade, estabelecendo uma política pública, muito além de contraditória, diria mesmo, andando sobre um fio de arame, porém, ainda contando com a compalcência de mutos - quem, hem??? -, a sustentando e dando-lhe poder de continuidade. E se lá na Copa do Mundo, a Piauí já escancara isso do ARAME FARPADO estar interposto entre os jogos e a sua realização, por aqui, ainda paira um certo grau de "vamos mudar de assunto" ou "deixemos para lá", tocando o barco adiante como se nada estivesse ocorrendo. E como se sabe, até as pedras do reino mineral sabem, existe uma anormalidade sendo encoberta e que, um dia, quaiçá venha a ser desvendada - toc toc toc - e contada nos seus mínimo detalhes.

Mas, o que seria esse MURO, ou melhor esse cerca de ARAME FARPADO? Em primeiro lugar, a realização de atos administrativos tirados da cartola da alcaide, sem nenhum tipo de consulta popular ou mesmo de roteiro pré-estabelecido. Na verdade, não existe proposta ou projeto de Governo. Tudo acontece pela cabeça da alcaide e dos seus, mãe e pai, que com ela tocam a administração, agora aliada da chegada do marido, que acredito, pouco faz, mais vê o observa a banda seguir tocando. A revista é corajosa, como deve ser corajosa a ação dos que denunciam irregularidades, aqui ou alhures. Temos muiuto o que discutir e discordar da atuação dessa administração na condução da cidade, interpondo essa cerca entre o que acontece e o que de fato ocorre. De um lado, os atos, seguidos e intempestivos, do outro a população calada, observando contemplativa e vez ou outra, recebendo como benesse um presentinho, como ocorrerá agora no aniversário da cidade, quando mais um show de alto valor ocorrerá, para amaninar e conter críticas. Vamos todos para a praça cantar e assim, não notar o ARAME FARPADO dividindo tudo. Povão de um lado, as decisões lá deles do outro.

É assim em tudo, podem notar. Quer caso mais absurdo do da expandão da Zona de Cobrança de estacionamento, quando tudo só foi barrado, após ser descoberto que, de todas regiões ampliadas de cobrança, a da quadra onde está localizada igreja neopentecostal evangélica da família da alcaide, a Emdurb se esqueceu de fixar as placas da Zona Azul. Tem também um piscinão, algo clamado pela cidade num todo, bem defronte o portão do condomínio onde mora a alcaide e nada mais pela cidade afora. Tem mais que uma cerca dividindo e sem muitas explicações o derrame de dinheiro aprovado pela Câmara de vereadores, novos empréstimos, endividando substancialmente os cofres municipais, em algo impagável lá na frente e sem proposta de como o dinheiro será realmente utilizado. Soma-se a isso tudo o que vem sendo constantemente cobrado e nunca realizado. Tem uma cerca junto à Saúde e Educação do município, onde nem uniformes escolares são entregues e nem medicamentosd necessários para atendimento básico existem. Existe dinheiro para a rica campanha publicitária de um desGoverno explícito, que derruba chafariz da praça e nada coloca em seu lugar, além de uma grama para jogos de futebol no local e promessas, como a da revitalização da Estação da NOB, a da finalização da ETE - Estação de Tratamento de Esgoto e para sanar o tratamento dado ao lixo domiliciar.
DIRCEU PRODUZIU UMA ARTE EXCLUSIVA PARA SEU COMENTÁRIO

São várias as cercas e muros existentes e criados pela atual administração municipal de Bauru, capitaneada por Suéllen Rosin e hoje, podendo muito bem ser comparadas, sem medo de errar, com atos como os proporcionados por Donald Trump. Aliás, perguntem para Suéllen se ela está ou não admirada com o que Trump faz? Certamente, como boa bolsonarista dirá, com sorriso estampado no rosto, estar contentíssima da silva. Como cito um Silva, não posso deixar de relatar sua cara de descontentamento quando diante de uma inauguração, a do Instituto Federal de Educação, lá nos altos da Nações Norte, na última sexta, esteve ao lado do vice-presidente Alckmin e online, com Lula, tendo que ver e ouvir de todas suas belas inaugurações. Para quem produz CERCAS, ver quem produz luz, vê-la engolindo em seco e ali resignada, contida, foi bom demais. Será ter ela vivenciado algo transformador ali naquele dia, quando uma luz lhe dizendo, chega de CERCAS, vamos para as LUZES? Não acredito, mas continuo esgrimando contra todos os levantadores de ceras de ARAME FARPADO, esteja elas onde estiverem. Parabéns para a PIAUÍ pela belíssima capa.

ALGO DA REPERCUSSÃO:
"Prestem bem atenção : Os muros foram erguidos em volta do feudo de Bauru! Dentro desses muros reina a incompetência administrativa! Nada de bom é construído dentro dessas muralhas e o povo acomodado "Dorme tranquilo" nos braços de Morfeu! Pensam que estão mergulhados em um sono profundo e reconfortante! Porém, quando despertarem desse torpor pode ser tarde demais e o clima de pesadelo já estar instaurado dentro dessa muralha sem possibilidade de retorno! Pq dentro dos muros estão cavando um buraco sem fundo...", Dirceu Mosquette Junior.

"Nessa conta , coloque as empresas , empresários que bancam (financiadores) políticos / … dos seus interesses …. Das emendas parlamentares locais , para entidades de interesse dos senhores vereadores , o caminho das licitações (de novo empresas e seus lobistas) , milícias evangélica e digital , fintechs, etc etc etc", Maria Cristina Zanin Sant'Anna.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

DIÁRIO DE CUBA (269)


DOS EUA CHEGAM OS PIORES EXEMPLOS...
Sabe a última do Trump? Esse cidadão é tão pérfido como despirocado. Sabe que seu país está nas últimas, vivendo por aparelhos e daí, como bom pirata, promove a cada dia uma nova falcatrua, artimanhas totalmente fora-da-lei e assim, dá continuidade para seu período no poder. Dizem que nem mais governa, pois ultimamento cagar em público, borrando as calças é sua especialidade. É como se fosse um espantalho, ali para assustar e os EUA, com sua presença ignóbil e truculenta, conseguir pela força e rapinagem continuar dando as cartas neste cabaré, que se transformou o planeta. O fdp é tão insano, doente, que gosta de se vangloriar e dar pitacos, interferir em tudo. A última foi essa de exigir para o presidente da FIFA, cancelando a expulsão de um jogador norte-americano, que estaria suspenso na partida de hoje, contra a Bélgica. Uma aberração, consentida, pois o tal todo poderoso lá da FIFA, deve seguir os mesmos ditames arrecadatórios de Trump, auferindo lucro de tudo e como está ganhando muito com a Copa, faz dela gato e sapato.

Escrevo essa longa introdução para reafirmar por A + B que, os EUA não só a decadência, como o atraso personificado em atos. Hoje, se alguém se sujeitar a sair com uma bandeira da Palestina enrolada no pescoço é preso em praça pública. Por lá, estes que hoje comandam o país pelas costas do Trump são infinitamente piores que ele. Trump é só um pirata, um comprovado ladrão, vide o que faz na Venezuela. Já os demais, os que colocam os papéis para ele assinar, estes são perversos e sabem o que fazem. Em sua maioria fundamentalistas e da pior espécie. Como já é do conhecimento público, vigora hoje nos EUA um fundamentalismo religioso querendo implantar que a mulher não deva mais votar. Os sacanas chegaram na conclusão de que, o homem segue religiosamente o que lhe é imposto, mas a mulher sendo mais rebelde, não o faz e sendo independente, indomável.

Isso mesmo, siga minha linha de raciocínio. O homem moderno personificado no padrão hoje vigente nos EUA é um monte de adjetivos pejorativos, todos da pior espécie: burro, preguiçoso, ignorante, depressivo, suícida, doente, arrogante, já a mulher, essa não segue assim tão religiosamente o que lhe é imposto pelo Estado, daí, como não pode ser contida, a ideia sendo gerida lá nas entranhas das igrejas deles é que, ela deixe de votar, deixando isso, como em séculos atrás, papel só cumprido pelos homens. Não pensem que isso é brincadeira, pois é a mais pura verdade. O homem hoje, tanto lá como cá, está se tornando um ser cada vez mais arrogante, muito emburrecido e servil. Nem estudar quer mais, pois acha isso inútil. Prefere seguir cegamente o imposto pelos mandatários de sua igreja e os donos da grana.

Isso tudo é muito mais sério do que se imagina. O fenômeno do Bolsonaro aqui no Brasil, que também acontece por muitos outros países, ou seja, o emburrecimento da população vindo à tona e ocupando espaços consideráveis, chegando ao ponto de ganhar eleições e retroceder ao ponto de impor que, vacinas não são úteis e assim agem. Não existe mais vergonha em agirem dessa forma totalmente despirocada, doente. Daí, uma das novidades sendo engendrada é a da mulher perder o direito de voto. Sendo o homem mais servil, violento como sempre o foi, vai tratar a mulher comp pan ode chão, subalterna e servil. E asssim, só com homens subservientes votando eles vão conseguindo se perpetuar.

Isso tudo, essa mentalidade decrépita nasceu lá nos EUA e está se espalhando mundo afora. Por aqui, não existe nada mais criminoso do que este incapaz do Flávio Bolsonaro, que já devia estar preso, propor entregar o país para os EUA caso venha a ser eleito. O mundo todo querendo de uma forma ou de outra se distanciar do que hoje representa os EUA e vem esse miliciano querendo entregar o país de bandeja pros lacaios lá do Norte. A questão é essa minha gente, sem tirar nem por. A barbárie está se aproximando e se a deixarmos ganhar mais espaço e terreno, daqui há pouco será irreversível. Temso que enquadrar esses bandidos todos o quanto antes, enquanto temos uma Justiça com algum escopo. Com eles no poder, nem isso mais teremos. Se você também não quer o avanço desses boçais novamente ao poder por aqui, o momento para unir forças e irmos todos à luta é agora. Posso ter embaralhado um bocadinho, juntando temas e assuntos variados, tudo no mesmo balaio, mas é que a coisa anda tão confusa, que nem concatenar mais ideias está sendo fácil. De uma coisa tenho certeza, os EUA representa o mal. Neste momento mesmo, fiquem atentos e percebam se algo de estranho acontecer, no caso da Bélgica ousar da seleção norte-americana na Copa mais fora do bom senso do mundo.

domingo, 5 de julho de 2026

MÚSICA (261)


NADA COMO UMA BOA MÚSICA PARA AMAINAR DOR POR UMA ACACHAPANTE DERROTA
"VIVENDO E APRENDENDO A JOGAR, NEM SEMPRE GANHANDO, NEM SEMPRE PERDENDO, SEU EU NASCESSE ASSIM PRA LUA, NÃO ESTARIA TRABALHANDO"
Perder faz parte da vida. Sendo uma partida de futebol, o sofrimento deveria ser menor do que outras perdas, as irreparáveis de uma vida. Sem comentários para a perda da partida da Seleção Brasileira por 2 x 1 para a Noruega. Mal o jogo termina, desligo a TV e vou tratar dos gatos lá defronte o Mafuá. Não ligo mais a TV, nem ouço nada do que os comentaristas disseram - só voltarei a ligar no horário de torcer para o México contra a Inglaterra, 21h. Fui caminhando pela rua tentando me lembrar de letra de canção do Guilherme Arantes, a APRENDENDO A JOGAR, que a ELIS REGINA, cantou divinalmente no LP "ELIS", selo Odeon, ano de 1980. Este foi o último álbum de estúdio gravado pela cantora. Não consegui me lembrar da letra inteira, mas chegando de volta em casa, botei logo o LP na Vitrolinha e ele diz muito sobre isso de perdas e ganhos.
Em tempo: Elis não ri na capa do disco motivada pela nossa derrota, mas se o fizesse, também estaria tudo bem, merecemos perder.
Eis Elis cantarolando mais essa: https://www.youtube.com/watch?v=HIvp4-yJTKk

Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura/ Mas vale que dois voando/ Se eu nascesse assim pra Lua/ Não estaria trabalhando
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Mas em casa de ferreiro/ Quem com ferro se fere é bobo/ Cria a fama, deita na cama/ Quero ver o berreiro na hora do lobo
Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Vivendo e aprendendo a jogar/ Nem sempre ganhando/ Nem sempre perdendo/ Mas, aprendendo a jogar
Quem tem amigo cachorro/ Quer sarna para se coçar/ Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pular quer dançar
Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah/ Dig dig dig dig dig da cá ah ah

sábado, 4 de julho de 2026

FRASES DE LIVRO LIDO (233)


REVOLUCIONÁRIO MESMO FOI O MARTINICANO/ARGELINO FRANTZ FANON - COMPARAÇÕES COM A CAMPANHA PRESIDENCIAL PELA REELEIÇÃO DE LULA
Ganhei do filhão HA, no dia dos meus 66 anos um livrão em formato de HQ, o "FRANTZ FANON", obra do traço de dois artistas franceses, Fréderic Ciriez (roteiro) e Romain Lamy (desenho). Na França a edição é de 2000 e aqui no Brasil, saiu pela Veneta em 2023. São 250 páginas, onde é relembrado em detalhes um cerébre encontro. Em 1961, Frantz Fanon, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre se encontram em Roma para discutir o prefácio que Sartre faria do livro de Fanon.O encontro histórico entre o pensador martinicano Frantz Fanon foi articulado pelo cineasta Claude Lanzmann, o momento foi crucial para que Sartre aceitasse escrever o célebre prefácio de "Os Condenados da Terra", a obra magna de Fanon sobre descolonização. O resultado foram três dias de discussões intensas a respeito de temas como colonialismo, psicanálise e racismo, que entraram madrugada adentro. Pouco tempo depois, aos 36 anos, Fanon morreria, assim sendo, tinha urgência em falar, dizer muito e o fez divinalmente com o casal francês. O encontro dos três pensadores se tornou legendário e o livro, rememora não só o encontro, mas como se deu a intensa vida do ativista pela libertação argelina da colonialista França, em algo arrebatador.

O jornada do pensador anticolonialista Fanon é digna de registro e conhecimento popular. Hoje, quando aqui no Brasil, mal se consegue mais envolvimento ideológico ou mesmo pessoas para articular movimentos populares, Fanon no final dos anos 50 e começo dos 60, produzia algo efervescente, em plena ebulição, ousando e não abrindo mão de algo, para ele irredutível, a de se necessário, a presença de luta, confronto e sangue, para reverter a submissão da Argélia ao domínio francês. Os desenhos do livro são maravilhosos, mas o encanto não nasce só da arte e sim do que li, o âmbito da vida e obra do psiquiatra negro e militante anticolonialista. Li, reli e hoje, quando o filho volta pra Bauru, para uma nova festa de aniversário, empresto o livrão para ele, pois isso tudo nele contido precisa ser, no mínimo multiplicado, ser levado adiante. Quem nada conhece de Fanon, como eu até antes de ler o livro, precisa conhecer e se inteirar de como se deu a luta deste bravo guerreiro e assim, se inspirar para tudo o mais que teremos pela frente, ainda este ano, com a eleição presidencial, onde o presidente norte-americano Donald Trump já disse fará campanha contra Lula, ou sejam, contra a soberania e independência brasileira. 

O que Fanon buscava com a libertação da Argélia, Lula tem envolvido em torno de si para não deixar o Brasil se enveredar pelo descaminho predatório de uma extrema-direita, totalmente obtusa e sem critérios, violentos, insanos, doentes e pueris, vazios, ocos, sem programa de governo, só dispostos a libertar o criminoso Jair Bolsonaro e entregar todas nossas riquezas de mão beijada para os EUA. Ou seja, essa eleição será ou não uma verdadeira guerra de libertação? Com certeza sim. Ao ler o livro, consegui encergar muitas proximidades com o que de fato está em curso no Brasil e aqui tento expor, de uma forma bem lúcida, diria efervescente. Estamos tendo uma trégua de luta com a realização da Copa do Mundo e quando essa se encerrar, dia 19/7, podem ter a absoluta certeza, durante dois meses estaremos no meio de um fogo cruzado nunca visto no país. De um lado, um grupo fascista, miliciano, bandido, sem nenhum condição de governar o país, pois fazem mais do que o jugo colonialista de antanho. O que fazem é trair a nação brasileira e o fazem com a complacência de parte de nosso eleitorado, uns incautos e outros tão salafras quanto. 

Toda e qualquer luta ocorrida no passado deve ser estudada,entendida em seus detalhes e ao ir lendo o diálogo do trio, no começo dos anos 60, inevitável estabelecer nítida comparação com o caso brasileiro em curso. Mudam-se os atores, muda-se o cenário, os algozes e o formato, mas no frigir dos ovos, a mesma luta, o confronto pela autonomia, libertação e manutenção da soberania de um povo e do outro lado, a perversidade da continuidade da exploração. Fanon fez parte do movimento libertador da Argélia e foi um dos seus membros mais ativos, pois inflexível, diria mesmo, como gostam uns não acostumados com revoluções, ser ele um radical. Nada como ser radical de uma justa luta e ciente de que, se esmorecer, não vencerá a contenda. Fanon tinha isso bem nítido. Os melhores exemplos eu fui extraindo das frases anotadas como preciosidades:
- "Que a França fique sabendo: a Argélia não será a sua vítima para sempre! A independência se aproxima!".
- "Que os colonos comecem a se preocupar, pois os colonizados logo vã odeixar de sonhar e xercer, para fins úteis, a agressividade sedimentada em seus músculos".
- "O intelectual separado da ação não serve pra nada. Ele deve participar fisicamente do combate".
- "A miséria do Terceiro Mundo é produto da colonização".
- "O ser humano está doente! É preciso curá-lo! E quem diz isso é um negro, cujos ombros pesa o ódio congênito dos brancos!".
- "A morte do colonialismo é ao mesmo tempo a morte do colonizado e a morte do colonizador".
- "Os brancos partirão, mas seus cúmplices estã oentre nós, armados por eles. A última batalha dos colonizados será contra os colonizadores será entre os próprios colonizados".
- "Só a violência armada permite desencadear o processo de descolonização. Não se fala com uma potência colonial com uma flore entre os dentes. A violência é a diplomacia dos oprimidos".
- "Não somos nada nessa terra se não formos primeiro escravos de uma causa, a causa dos povos, a causa da justiça e da liberdade" (Fanon) e "Também nós, europeus, devemos nos descolonizar, isto é, extirpar, por meio de uma operação sangrenta, o colono que há dentro de nós".
- "Burguesia são todos aqueles que morrem de vontade de se parecer com os colonos".
- "O negro precisa do branco quando ele se chama SARTRE" (Fanon) e "Fanon queria conhecer Sartre, mas foi Sartre quem o conheceu" (Simone). 

Quem conseguiu chegar até aqui, lendo essas frases, inevitáveis comparações com a luta desfraldada hoje por toda América Latina, principalmente no Brasil, o último reduto ainda livre, sem estar amordaçado pelos EUA. Eu li o livro - aliás, o devorei - dentro dessa concepção. Fanon tem um livro épica, muito citado neste, o "Os Condenados da Terra" (1961), um que, desde já procuro, não só para ler, como para espalhar pela aí. Eu confesso, fui contagiado pelo livro e pelas ideias de Fanon - as de Sartre e de Simone já o era. Hoje e de agora em diante, quero só ler algo assim, textos arrebatadores, sejam simples ou rebuscados. Não estou mais tendo paciência - o chips está cansado, quase inservível -, porém, como ainda me resta uma fração da mente ainda não totalmente fossilizada, insisto em continuar propagando pelos canais ainda disponíveis, algo realmente perturbador, ou seja, um outro mundo possível. Fanon foi um dos bravos guerreiros a propor um mundo livre. Sigo com estes

dando prosseguimento, algo como se continuasse dentro do mesmo assunto
O VOTO EM LULA É FUNDAMENTAL
Lula é o nosso Jacques Chirac de 2002. Assim como o petista, o líder francês não era de esquerda, apesar da origem popular e de um breve flerte com o Partido Comunista, na juventude. Chirac poderia se localizar hoje no campo da direita moderada. Contudo, era capaz de iniciativas inusitadas para alguém em sua posição: opôs-se firmemente à invasão do Iraque por parte dos EUA, em 2003. O voto francês do Conselho de Segurança da ONU enfureceu George W. Bush. A comparação com Lula tem a ver pelo fato de a esquerda ter ficado fora do segundo turno do pleito presidencial de 2002, na qual Chirac disputava a reeleição contra a Frente Nacional, de extrema-direita, capitaneada por Jean-Marie Le Pen. Sem alternativa, todas as correntes de esquerda fizeram campanha para o dirigente da Rassemblement pour la République, que venceu com 82,21% dos sufrágios, um indubitável tento democrático. O voto em Lula se justifica por impedir a vitória da extrema-direita. Não há ilusões com transformações sociais de qualquer tipo. Votar nulo diante do fascismo é atitude irresponsável.

GILBERTO MARINGONI, bauruense, professor de Política Internacional, militante do PSOL, contumaz crítico do PT, também de Lula, porém, capitulando, pois o momento assim o exige. Só mesmo Lula nos salva de adentrarmos um regime tão pérfido quanto o Bolsonaro I. 

A DIREITA É UMA DOENÇA MORTAL
A Direita avança na América Latina!
O avanço: um narcotraficante no Equador;
Um advogado Mafioso na Colômbia;
Um Loco Corrupto e Entreguista na Argentina;
A filha de um Criminoso Lesa-Humanidade no Peru;
Um Nazi-Fascista no Chile e um Ditador Sanguinário em El Sslvador.
Todos eles empoderados por um Estuprador Pedófilo, presidente de uma "nação terrorista" ao morte das Américas.
A Direita é uma doença mental!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (176)

FALEMOS POR AQUI DE COMO ANDA A CIDADE ONDE MORO, MINHA ALDEIA, BAURU
Aqui, na terra sem limites, a alcaide instala parquímetros e aumenta desmedidamente a área de cobrança do estacionamento rotativo, porém, por um descuído, diria mesmo, mero esquecimento, acaba por esquecer de instalar os equipamentos, justamente no quarteirão onde sua famiglia possui igreja evangélica neopentecostal em pleno funcionamento. E, depois que a fizeram cair em si, lembrando que isso não seria muito legal, acabou com tudo. Ou seja, tudo feito sem nenhum planejamento e critério. Essa é a administração municipal de Suéllen Rosin, reeleita em primeiro turno, boa de marketing e péssima quando gerente da cidade. 

UM PISCINÃO PARA DESFRUTE DOS ABASTADOS BAURUENSES
Essa história merece ser contada em detalhes, daí a necessidade de alguns parágrafos. Escrevinho meus textos por aqui e ainda encontro quem regularmente me lê. Isso me enche de interior contentamento. Hoje, sou acionado pelo telefone por um morador das imediações do Jardim Estoril IV, um imponente e pomposo comdomínio fechado, encravado ali nas imediações do Jardim América - tudo no entorno é para mim Jardim América -, coração da Zona Sul bauruense. Na região, além do condomínio, onde dizem, a alcaide comprou casa e reside no local, no entorno ainda uma área sendo ocupada. Tem muita coisa se instalando na região, numa efervescência a olhos vistos.

Ele, o morador, me pede seja mantido no anonimato, pois é amigo de todos e não quer se indispor com ninguém, mas queria que fosse com ele verificar algo em curso no local. Vou e ele me mostra o motivo de ter solicitado minha presença. Bem na porta de entrada do condomínio, esquina, coisa de 100 metros, um pomposo piscinão, um dos únicos na cidade. Descemos do carro e ele me explica que, os problemas da região foram todos resolvidos. Por ali, zero problemas de alagamentos ou algo parecido. Ele se diz favorecido, porém, diante do que vê acontecendo em outras áreas, nada nobres da cidade, diz textualmente: "Isso aqui foi coisa mandada. Aconteceu aqui, quando deveria ter sido feito em primeiro lugar em áreas críticas da cidade. Por que o privilégio?". A pergunta ele mesmo responde e deixa claro. "É muito mais fácil atender, neste momento vivivo pela política local, algo aqui na minha região, do que na periferia ou nas proximidades de áreas constantemente alagadas. Nem preciso te explicar o por que disso, né?". Entendi tudo.

Ele não me levou até lá só para mostrar o piscinão, mas fez questão que rodasse,observando o que foi feito com o novo esquadriamento de ruas no local. "Até bem pouco tempo, isso tudo era um terreno só, matão alto, mas em pouco tempo se transformou em ruas devidamente asfaltadas e agora esse boom imobiliário em curso. Essa explosão tem nome e sobrenome. Te digo tudo, mas não conte assim explicitamente, pois com certeza vai te criar problermas. Porém, é bom que saibas, nada nessa cidade acontece por acaso. Tudo é premeditado e aqui é um ótimo exemplo. De uma hora pra outra, uns poucos foram muito beneficiados e quem auxiliou de forma presente, rápida e eficaz, foi a Prefeitura Municipal de Bauru. Eu moro aqui, fiquei feliz em ver tudo resolvido, mas não vejo a mesma eficiência para resolver os problemas da periferia da cidade".

Isso que ouvi e vi com meus próprios olhos é a pura realidade. Tratam-se de suas obras, uma acontecendo em paralelo com a outra, mas no frigir dos ovos, com ligação umbilical. E, como sempre, atendendo em primeiro lugar a já privilegiada Zona Sul de Bauru. Neste caso, tendo como fato coincidente ser também o local de morada da alcaide municipal. Quando pergunto ao morador se tudo não seria mera coincidência, ele ri, não desconversa, mas não posso - e nem devo - publicar o que me disse. "Meu caro Henrique, como você mesmo diz em alguns dos seus textos, que eu leio regularmente, até as pedras do reino mineral sabem como as coisas acontecem nessa terra varonil. Não entre em detalhes, deixe tudo em aberto e assim faça as pessoas pensarem, botando a cuca pra funcionar. Dois e dois nem sempre resulta em quatro. Não é porque moro aqui, sou beneficiado por tudo isso, que deixo de enxergar. Sou bauruense de velha cepa e te chamei aqui, pois sei você não vai ficar queito e a partir de agora, toda vez que passar por aqui, olhe isso tudo com outros olhos e saiba como tudo se deu. Está lindo, beneficiou a todos por aqui, mas o mesmo não acontece no restante da cidade. Deixe a pergunta no ar: e por que não também pra Bauru num todo? Quantos outros piscinões estamos precisando? Quantos outros traçados como este aqui precisariam ser possibilitados e não o são? Por essas e outras te confesso, sem medo de errar: é um delícia morar na Zona Sul bauruense".

quinta-feira, 2 de julho de 2026

BAURU POR AÍ (253)


A BAURU PRIVILEGIADA
"Fiz uma pergunta ao Google e a IA me respondeu. A pergunta foi... "A QUADRA 15 DA RUA JOAQUIM DA SILVA MARTA EM BAURU POSSUI ESTACIONAMENTO ROTATIVO?", vejam a resposta na foto ", pergunta feita pelo munícipe Montinegro Monti, diante deste novo momento vivenciado por Bauru, quando a alcaide Suéllen Rosin espalha e amplia a Zona Azul, de cobrança estacionamento rotativo, finalidade arrecadatória, porém esquece (sic) de fazê-lo somente na quadra onde está localizada, igreja evangélica neopentecostal de propriedade de sua família. Al Capone escapou de quase tudo, caindo nas garras da lei por um detalhe. Não seria o caso?

REPERCUTINDO:
"Se for verdade, é um verdadeiro milagre na cidade em que a Zona Azul avança como a Peste de gafanhotos descrita na Bíblia. Mas, para além do escândalo em que se transformou o esquema caríssimo do Dedo Duro - o carro que passa pelas ruas como Poncio Pilatos a ceifar o dinheiro de motoristas incautos e mal educados - a ação inusitada de um munícipe teria mostrado que uma única quadra da rua Joaquim da Silva Martha não tem Zona Azul. É justamente onde fica a igreja evangélica de propriedade da família da prefeita bolsonarista e tarcisista, Suelen Rosin. Segundo o jornalista Henrique Perazzi de Aquino, foi a resposta dada pela Inteligência Artificial à pergunta do criativo munícipe sobre a transformação daquela importante artéria bauruense em via com estacionamento rotativo e pago. Em Bauru, pães e peixes não se multiplicam. Mas taxas, contratos milionários em fim de governo, sim. Se serão cumpridos ou não, pouco importa. A prefeita não será crucificada. Ela não é filha de Deuxx. No máximo, seria sua sócia", jornalista Ricardo de Callis Pesce. 

A CÂMARA DO CARIMBO ou ACABANDO O DOCE - POR FERNANDO REDONDO
Entre a CEI da Área Azul e a reforma administrativa questionada pelo Ministério Público, a sessão de 30 de junho expôs uma pergunta incômoda: quem fiscaliza o poder quando a maioria prefere acompanhá-lo?

A sessão da Câmara Municipal de 30 de junho mostrou que Bauru vive mais do que uma crise de mobilidade ou um debate sobre cargos públicos. O que está em discussão é o próprio papel do Legislativo diante de um Executivo que conta com ampla maioria e rara disposição para ouvir o contraditório.

O primeiro embate girou em torno da CEI do Estacionamento Rotativo. A revolta popular com a expansão da Área Azul e com o novo modelo de fiscalização automatizada transformou uma questão administrativa em problema político. O cidadão viu placas tomarem ruas antes livres, multas que podem se multiplicar e um contrato milionário ser executado sem que o debate público acompanhasse a velocidade das decisões.

O segundo ato da sessão foi ainda mais revelador. O Projeto de Lei nº 13/2026, que trata da reforma administrativa da Prefeitura, chegou ao plenário carregando questionamentos semelhantes aos que motivaram a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral de Justiça, Plínio Antônio Brito Gentil, contra a legislação anterior.
Estela Almagro, ao lado de Eduardo Borgo e José Roberto Segalla, questionou a inclusão da matéria na pauta e o cancelamento do pedido de parecer à UVESP antes mesmo da manifestação da entidade. O argumento é institucional: reformas dessa magnitude exigem debate público, participação dos servidores e segurança jurídica. Não podem ser tratadas como mera etapa burocrática do calendário político.

Nesse contexto, o papel do presidente da Câmara, Marcos de Souza, também merece reflexão. Cabe à Presidência zelar pelo funcionamento equilibrado da Casa, assegurar o devido processo legislativo e garantir que dúvidas jurídicas relevantes sejam devidamente enfrentadas. Quando projetos cercados por questionamentos avançam sem o esgotamento das análises técnicas disponíveis, a responsabilidade institucional deixa de ser apenas do Executivo e alcança igualmente quem conduz os trabalhos legislativos.
A experiência de Garça, frequentemente lembrada no debate público, mostra justamente que a função do vereador não se limita a homologar decisões do prefeito. Cada situação possui suas particularidades, mas permanece uma lição elementar: fidelidade política não substitui responsabilidade constitucional.

O problema de Bauru talvez seja esse. Uma parte da Câmara parece compreender sua missão menos como fiscalização e mais como sustentação da prefeita Suéllen Rosim e família. O contraditório vira incômodo. O questionamento técnico torna-se obstáculo. E a independência entre os Poderes corre o risco de transformar-se em formalidade protocolar.
A atuação de Estela Almagro demonstra o contrário. Ao provocar o Ministério Público, exigir novos pareceres e defender maior participação social, recoloca no centro do debate uma ideia que deveria ser óbvia: maioria parlamentar não autoriza o atropelo institucional, nem elimina a obrigação de respeitar a Constituição.

No fim, a pergunta permanece. Até onde pode ir o alinhamento político sem comprometer a autonomia do Legislativo? Governos passam, mandatos terminam e maiorias se desfazem. O que permanece são os votos, as atas e as responsabilidades assumidas por cada agente público. Em uma democracia, apoiar um governo é legítimo. Renunciar à função fiscalizadora, não. Porque a lealdade política pode ser circunstancial, mas o compromisso com a Constituição deveria ser permanente.

TUDO EM BAURU COM CHANCELA DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO, SUÉLLEN ROSIN PASSA POR BARRAÇÕES - A COISA ESTÁ MAIS QUE FEIA
"O Tribunal de Contas do Estado (TCE) barrou a nova licitação do transporte público municipal após identificar falhas graves no edital elaborado pela Prefeitura.
Segundo o Tribunal, os documentos técnicos apresentavam informações conflitantes que geram insegurança jurídica.
Quais foram os principais erros apontados pelo TCE?
Divergências nos valores da tarifa de remuneração;
Inconsistências graves no estudo de viabilidade econômico-financeira;
Falhas no dimensionamento da quantidade de ônibus (frota);
Incompatibilidades na previsão de investimentos e na exigência de ônibus com ar-condicionado.
Na prática, a licitação volta para a estaca zero.
O TCE determinou a revisão completa de todo o modelo da concessão.
A Prefeitura terá que corrigir todas as contradições apontadas e republicar o edital integralmente, reabrindo os prazos do zero.
Um contrato de quase R$ 840 milhões que afeta a rotina de milhares de bauruenses exige responsabilidade, transparência e um planejamento sem margem para erros que prejudiquem a qualidade do serviço público", IGOR FERNANDES.