O atual vice-presidente da República, candidato à reeleição, junto de Lula, Geraldo Alckmin está em real campanha e circula por todo o estado, até muito mais de tantos, como eu, que já deveríamos estar fazendo e acontecendo pela aí. Alckmin está dentro de um processo, já estabelecido e constituído e dentro dele faz o que pode para conscientizar pessoas da necessidade de continuarmos apostando nossas fichas, não só em Lula, mas também votando em Fernando Haddad pra governador, Marina e Tebet pro Senado. Ele hoje não é sómente um cidadão paulista, pois confidenciou quando eessa sua rápida passagem por Bauru, retornando pra Sampa e sua casa, que no dia seguinte estaria em Belo Horizonte, ou seja, de SP vai pra MG. Alckmin está na lida e luta. Cumpre o seu papel.
Dessa sua passagem por Bauru, voltando de outros compromissos pelo estado, combina com o ex-deputado estadual Pedro Tobias, seu dileto amigo de décadas, ambos médicos, de aqui reunir pessoas interessadas em ouví-lo e acreditando na proposta e dispostos a não deixar o país cair nas mãos da extrema direita. Daí, um local é escolhido e o 21 Center, ali nos altos da rua Gustavo Maciel, antigo point do Pedro Tobias, para seu café diário pelas ruas, lota e reúne gente de todas as matizes e até mesmo crenças políticas. Não vejo como nada surreal ou estranho o ajuntamento, pois ali, neste exato momento, como já ocorreu quando da última eleição de Lula à presidência, o que de fato ocorre é uma salutar união, envolvendo grupos antes antagônicos, cumprindo o seu papel para não permitir que caíamos num caminho quase sem volta, entregando o nosso destino nas mãos do bolsonarismo e, consequentemente, da extrema-direita.
Leio e ouço Lula falando dias atrás sobre algo neste sentido. Dizia ele que, disputou várias eleições com adversários e cita nomes, Covas, Serra, FHC e mesmo Alckmin, antagônicos, porém bem diferentes do que se vê hoje na disputa. Se antes existia um diálogo e quem perdia, aceitava a derrota e se preparava para o próximo embate, com os atuais, a ruptura já começa em todo e qualquer encontro. Daí, quando me vejo lá no salão do café do 21 Center, converso com a maioria dos presentes, inclusive com muitos com quem digladiei no passado, hoje todos unidos. Isso é capitular? Tenho a certeza que não. Não estivessemos com Lula e Haddad, na dispersão, o pior para este estado e país. Todos ali sabem muito bem o que representa Tarcisio se reeleger e Flávio ser alçado à presidência. O encontro não é casual, nem inoportuno. Trata-se de uma estratégia estabelecida dentro da guerra sendo travada nesta campanha eleitoral.
Eu já fui adversário, tanto de Pedro Tobias, como de Geraldo Alckmin. Os vejo muito diferentes de como atuaram no passado. Isso é ótimo. Pior seria se continuassem dentro daquela linha política. Entenderam o que de fato ocorre, Alckmin aceitou ser vice de Lula, foi eleito e não decepcionou em nenhum momento. Tobias abriu mão do discurso preferido do seu eleitorado conservador paulista, bateu de frente com estes e se manteve fiel ao entendimento de que, só avançariamos vergando o obtuso conservadorismo. Ambos pagaram o preço, muito lhes viraram as costas, porém, estes sim não capitularam. E neste exato momento, sem tergiversar, continuam ao lado de Lula e contra a perversidade bolsonarista e o discurso extremista de direita.
Nesta e em tantas outras eleições nas quais participei, dando o meu quinhão, não vi isso de votar no "menos pior". Lula nunca foi o menos pior, pois sempre representou o palpável, o possível e por tudo o que já fez, mesmo diante de tanta adversidade, é hoje considerado o melhor presidente que este país já teve. Isso é histórico, algo já consolidado. Continuarei ao seu lado e ciente de que, como não podemos realizar a tão acalantada revolução, tenho que me adequar e ir galgando as conquistas degrau por degrau. É o que faço. Alckmin e Tobias são outras pessoas. Enxergaram o óbvio, que a maioria do povo paulista ainda não conseguiu enxergar. Pelo que vejo, não mais nos decepcionaram. E na conversa com Alckmin, disse a ele de o achar, em muitos momentos, com um discurso até mais contundente que muitos petistas e esquerdistas. Ele riu e disse a todos junto de mim: "O PT tem um diferencial que nenhum outro partido tem neste país, uma forte e atuante militância. Respeito e me orgulho de estar sendo entendido por estes".
O momento do país exige exatamente isso que vemos em curso. Isso está longe de capitular. Tem muitos se aproximando por interesse. Não é o caso de Tobias e de Alckmin. Eu confesso, fui lá me encontrar ontem com todos os presentes e com um intuíto interno já muito bem formatado e estabelecido: quero trabalhar intensamente nestes 50 dias de campanha, pela reeleição de Lula, por Haddad, pela dupla de senadoras mulheres e por dois candidatos, deputado federal e estadual, gente nas quais acredito muito e sei, farão muito, não só por minha cidade, mas pelo país num todo. Eu vejo Alckmin fazendo e acontecendo. de sua boca um discurso eloquente, consistente e muito bem atualizado e entrosado com as necessidades do país. E por que não estaria junto deles neste momento? Ainda mais, quando o outro lado, esté sim é de um retrocesso sem fim e praticamente sem volta. Eu continuo do lado certo da luta. Creio que, reelegendo Lula, teremos que nos próximos quatro anos, rever muito da estratégia utilizada e construir um novo país. Isso sim será uma grande revolução dentro do país, pois será talvez uma última oportunidade. Esmorecer jamais!
Em tempo: Revejo junto dos demais presentes, alguém que conhecia como morador do mesmo prédio onde residimos e o conhecia superficialmente. Trata-se de Júlio César Garcia de Alencar, natural de Caucaia (CE) e formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com doutorado e atuação docente na Universidade de São Paulo (USP), hoje exercendo a função de Diretor do Hospital das Clínicas, este ao lado do parque Vitória Régia. Mais que uma grata surpresa. Ele, vindo de Fortaleza CE, já tinha afinidade com seu companheiro e seu cão, pelos corredores do lugar onde moramos, agora juntamos outras, o fato de gostarmos de Belchior e por ser ele parente próximo do jornalista e escritor Lira Neto, o que escreveu a trilogia sobre Getúlio Vargas e que, já esteve algumas vezes em Bauru. O encontro desta tarde/noite serviu para que o conhecesse. Foi demais da conta.




























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