terça-feira, 8 de setembro de 2026

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (222)


HOJE O DIA AMANHECEU COM O AMIGO GILBERTO MARINGONI ESCREVENDO UM TEXTO DO JEITO E MANEIRA QUE, GOSTARIA MUITO FOSSE DE MINHA AUTORIA
-
TENHO TANTA COISA PRA FAZER, MAS... "HÁ UM GOLPE EM CURSO" E COMO SEGUIR ADIANTE, DIANTE DO QUE VEJO EM CURSO. COMO REAGIR? COMO ENFRENTAR O QUE VEM PELA AÍ? COMO IMPEDÍ-LO? COMO...
"ALGUMA COISA ACONTECE...
Acordo, faz frio em São Paulo. Será que chove? Há um golpe em curso. Faço café. Olho o zap. Daqui a pouco desço. Converso com o porteiro. Fico sabendo das novidades do prédio. Há um golpe em curso. Ganho a rua, vou para o metrô. São 935 metros até a estação, vi no Google. Plataformas lotadas. Há um golpe em curso. O trem para entre as estações Brás e Dom Pedro. Aperto geral no vagão. Penso na conversa que terei com o advogado. Chego ao destino, subo a escada rolante. As ruas estão sujas. Ando até o edifício do escritório, tomo o elevador. Espero quinze minutos. Há um golpe em curso. Começamos a reunião. Tudo vai bem, eu trouxe a papelada, combinamos o andamento do processo. Tomo um cafezinho. A temperatura cai. Olho a aglomeração na rua abaixo. Uma van bateu na traseira de um ônibus. Troco algumas ideias e me despeço. Há um golpe em curso. Buzinas se sucedem, o trânsito para. Tenho uma reunião virtual logo mais. Antes terei de corrigir provas. Volto para o metrô. Meia hora até a volta. O bom é que as linhas do contrafluxo até a zona leste estão mais vazias. Há um golpe em curso. Será que chego a tempo? Lembro de um verso de Drummond aprendido na escola: “Casas entre bananeiras/ mulheres entre laranjeiras/ pomar amor cantar/ (...) Devagar… as janelas olham/ Eta vida besta, meu Deus”. Tudo meio igual. Há um golpe em curso. E seguimos..."


NÓS SABEMOS E TEMOS COMO IMPEDIR, "OU ACABAMOS COM AS SAÚVAS OU AS SAÚVAS ACABARÃO COM O BRASIL"
Lembram-se dessa frase? Pois bem, eis o momento de reutilizá-la novamente, desta feita para dar cabo de outra praga germinando no solo varonil brasileiro, o da extrema-direita, aliada também do hoje pérfido movimento religioso neopentecostal, um que se utiliza de Cristo para tudo, até para quando está aprontando algo contra os interesses nacionais. Estes dois, a extrema-direita e o neopentecostalismo juntos estão unidos e neste momento, golpeando firmemente a democracia brasileira. Deram um cartada decisiva na manhã de ontem, quando um agente destes, o ministro do STF, André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro e executor de uma trama urdida, evidentemente por um grupo, tendo ele como executor, pois como está dentro das hostes do STF, a instância máxima do Judiciário brasileiro e por um azar muito grande, tendo o ministro André, o terrivelmente evangélico sendo quem dá a voz final, por rodízio, no TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Muito azar, pois sendo ele quem decide, tem feito de tudo e mais um pouco para privilegiar Flávio Bolsonaro de meios de escapar das garras de uma investigação mais rigorosa, o que lhe cassaria o direito de concorrer a qualquer cargo público, pelo seu já escancarado envolvimento com a grana suja advinda do Banco Master. André Mendonça tem facilitado sua vida e agora, joga pesado para implodir o próprio Supremo, com o intuito de, se Flávio perder o pleito, cutucar gente como Donald Trump a agir contra o Brasil. A reação legalista deve ocorrer em questão de horas, restabelecendo algo palatável, estancando a sangria provocada por Mendonça, colocando-o no seu devido lugar, a lata do lixo da História. Hoje, até o presente momento ele está se saindo vitorioso, mas isso deve perdurar por pouco tempo. A reação será avassaladora e deve ocorrer nas próximas horas. Torço e confio muito que o Brasil vencerá o fascismo e essa extrema-direita querendo e fazendo de tudo para entregar o país nas mãos de gente totalmente inescrupulosa, criminosa e pronta para destruir o país. A luta será árdua, mas VENCEREMOS.

Cantemos juntos a canção que Chico Buarque nso ensinou: 

REPERCUSSÕES DE MAIS UM DIA DOS MAIS AGITADOS NA TERRA BRASILIS:
01.) "O comentário do analista político Tiago Barbosa, que circula nas redes sociais, sintetiza o receio de parte do eleitorado diante de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Mais do que alarmismo, seus alertas dialogam com episódios recentes da política brasileira. A aproximação de Flávio com figuras ligadas ao poder econômico e as controvérsias envolvendo o Banco Master alimentaram questionamentos e críticas, enquanto a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que a eleição de Flávio seria uma forma de ajudar Jair Bolsonaro reforça, para os críticos, a ideia de continuidade e restauração política do bolsonarismo.

Os alertas também se estendem à economia e aos direitos sociais. Enquanto o governo Lula adotou medidas para afastar rumores sobre uma eventual taxação do Pix, Flávio Bolsonaro defende uma agenda econômica liberal, com redução de impostos e maior participação da iniciativa privada. Críticos temem que esse projeto resulte em cortes de políticas públicas e perda de direitos trabalhistas, especialmente diante do histórico recente de regras mais rígidas para o crescimento real do salário mínimo. Também há preocupação com propostas de flexibilização das relações de trabalho e com a exploração de recursos estratégicos, como petróleo e terras raras, em nome de interesses privados.

Para os críticos, o diagnóstico de Tiago Barbosa se apoia em movimentos concretos: da defesa da anistia aos envolvidos nos atos &olpist4s de 8 de janeiro às antigas controvérsias envolvendo Flávio Bolsonaro e milícias do Rio de Janeiro. O comentário não precisa ser tratado como profecia, mas como um alerta político sobre um projeto de poder que seus adversários associam à redução de direitos sociais, à fragilização da soberania nacional e ao aprofundamento da polarização. Aos eleitores, resta a pergunta: até que ponto o retorno dos Bolsonaro ao Planalto representaria apenas uma mudança de governo — ou a retomada de um projeto político cujas consequências o Brasil já conhece?", do grupo BABADODOS ARTISTAS.

02.) "A PERGUNTA A SE FAZER É : " QUANTOS ""TERNOS "" O MENDONÇA ESTA GANHANDO PRA FAZER ESSA BAGUNÇA ???", Fernando Rafael Alves Pereira ou "NEM A TV GLOBO CONSEGUE MAIS ESCONDER", HPA. Assistam ao vídeo do jornalista Octavio Guedes, declarando o que de fato está em curso: 

03.) COMO DESESTABILIZAR A DEMOCRACIA BRASILEIRA? O PASSO DADO HOJE POR ANDRÉ MENDONÇA É PARA ELEGER O MILICIANO FLÁVIO BOLSONARO - André Mendonça deu um passo muito grave ao afastar André Rodrigues da chefia da PF. Confira a análise de Heloisa Villela… Eis  o vídeo: 

04.) ESSA É A CARA DO NOVO GOLPE, MAIS UMA FACADA NO COMBALIDO BRASIL - PRECISAMOS REAGIR, ENQUANDO AINDA TEMOS TEMPO

05.) 
COMO DEVE SER O PAPEL DA POLÍCIA FEDERAL NESTE MOMENTO, DOA A QUEM DOER - O recado diretyo e reto para o ministro biolsonarista André Mendonça: 
"Onze diretores da PF colocaram seus cargos à disposição depois do afastamento de Andrei Rodrigues do comando da corporação, por decisão do ministro André Mendonça, do STF.
O grupo divulgou um manifesto defendendo Rodrigues e Leandro Almada, também afastado, e criticou o que chamou de "ataques injustificados".
Os diretores dizem que entregaram os cargos ao diretor-geral substituto, William Murad, como forma de defender a instituição e garantir uma PF capaz de promover justiça e proteger o Estado democrático de Direito.", UOL Notyícias. 


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (235)


DOS "REMENDOS" DESTA VIDA
Hoje dia 7/9 e daqui menos de 30 dias, exatamente em 4/10 a eleição de nossas vidas. Não adianta reclamar ou desdizer, se fingir de morto, pois o bicho come feio aí fora e se manter isentão vai só complicar a coisa. Eu estou na lida e luta, sem esmorecer e sem poder me dar qualquer tipo de trégua. Tenho consciente estar no meio de uma declarada guerra, intenso tiroteio, balas vindo de todos os lados e o negócio não é só querer ficar se defendendo, mas também atirar. Se o bicho anda feio hoje, sei que vai piorar, pois as forças reacionárias estão arquitetando novos planos e "facadas" a cada raiar de um novo dia. Os maléficos usam de todas as armas, as possíveis e também as impossíveis, as construídas na surdida, totalmente foras-da-lei. O jogo sujo está mais do que consolidado neste país e continua a agir meio que livremente, com reservas para ser contido, daí, o deus nos acuda está instalado.

Eu vejo Lula e parte significativa de seu Governo fazendo de tudo e mais um pouco para conscientizar as pessoas, demonstrações diárias do que já foi feito e das pretensões futuras e isso tudo com a maior boa vontade, sem se exaltar, enquanto o outro lado, sem proposta nenhuma séria de como governar o país, aposta no quanto pior melhor e sugere a entrega de tudo o que temos de mais nobre para os EUA, numa subserviência já comprovada, não dá certo e só nos tem causado atraso e retardamento no crescimento econômico e social. Está mais do que nítido que seguir com Lula, deixa de ser somente o mais sensato, mas o único caminho possível neste momento. Eu sigo junto, apostando todas minhas fichas e em certos momentos, não exagerando, mas até engolindo pessoas com as quais diverjo, porém, como a causa neste momento é maior, pois perdendo essa eleição, sei a viola estará em caco e não teria, talvez mais idade para ver o país novamente num rumo certo. Minha luta se dá agora, neste momento.

Se na caminhada estão alguns que não possuo a confiança absoluta, mas sim alguma desconfiança, tenho procurado fazer vista grossa. Sigo defendendo o que sempre defendi, mas sempre aproveitadores se juntam a nós, lobos em pele de cordeiro. Não uso o tempo que tenho, nem o espaço ainda permitido para atacar a estes, pelo menos neste momento, pois isso pode prejudicar a caminhada e até servir de lenha para que o adversário nos ataque. Estes terão e receberão minha severa crítica na hora certa. Neste momento, estou envolvidíssimo com o trabalho de reeleger Lula, eleger Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e escolher dois bons deputados, um estadual e outro federal, nos quais piamente acredito, possa me representar dignamente daqui por diante. Sigo me REMENDANDO a cada dia e assim devo fazê-lo até o final deste 1º Turno, atacando muito pouco os do campo onde me encontro, entendendo como o jogo é jogado, porém sem tergiversar. O foco é um só. Temos muito a conversar, sobre uma infinidade de situações, ocorrendo inclusive neste momento e as farei no momento oportuno. Agora, faço como fiz com meu óculos quebrado, colei uma fita e continuo na cancha de batalha. Quando der paro para consertá-lo, mas no momento não tive tempo. Parar mesmo só depois de ver Lula reeleito.

AFINAL, ONDE FICA A TAL "CAPITAL  DA TERRA PLANA"?
Rindo, eu e ele, o roqueiro de Pirajuí, Helder Leal nos encontramos dias atrás no Bar do Genaro, após a inauguração de um Comitê de Luta em prol de Lula e seus candidatos em Bauru e lá ele me diz, entre um chopp e outro, afinal estávamos no final de mais um dia de labuta pela aí. Eu sempre rememoro quando diante dele e de sua esposa, a querida, Heloísa Leal, uma que um dia ousou ser candidata à prefeita em  sua cidade natal e agora, constato o quanto Pirajuí perdeu quando deixou de a eleger. A cidade teria tomado outro rumo, bem mais altaneiro do que o atual, num despinguelamento total e sem rumo, como muitas cidades aqui no tal sertão paulista, onde está situada Pirajuí, Bauru e tantas outras.

"Henrique, você se lembra de uma Pirajuí que não mais existe, pois hoje ela pode ser considerada como a CAPITAL DA TERRA PLANA. Sabe aquilo de cada cidade buscar ter uma denominação significativa, algo que a represente, pois bem, minha cidade hoje tem essa conotação e atingiu isso após seguidos descalabros". Quando ele me disse isso, parei, rimos, mas logo a seguir retruquei: "Sim, eu enxergo nitidamente isso, mas não só em Pirajuí, mas em tantas outras, na qual incluo também a cidade onde nasci, cresci e vivo, Bauru. Bauru já teve momentos em sua história pelos quais me orgulho demais da conta, mas hoje, depois de tantos quilômetros rodados, chegamos todos no mesmo patamar de assombramento e decrepitude. Retrocedemos no tempo e no espaço. Elegemos políticos que representam muito mals nossas cidades, gente não só descapacitada, como não pensando mais nossas cidades de forma a levá-las adiante, mas exercendo só e tão somente um jogo sórdido, com uma mentalidade pífia, pequena, reduzida, estreita, oca. E conseguiram fazer com que, parte significativa do povo de nossas cidades acreditem neles, os que a estão levando ao buraco. Sim, se você reclama de sua Pirajuí, taxando-a acertadamente desta forma, olho para Bauru e a vejo, quando conseguiu 80% de votos para alguém como Jair Bolsonaro na última eleição e obter uma maioria para outro extremamente raso, como Tarcísio de Freitas para o governo estadual, chegar a um patamar onde a Terra Plana é o ideal destes todos. Não me espanto que rezem para pneus e tomem detergente de uma marca condenada, pois este é o ideal, o resumo de uma espécie de Estatuto em vigor. Não tenho dúvida, vivemos dentro do Reino da Terra Plana".

Existe alguma contestação? Se existir, podemos até fazer e propiciar um belo diálogo, mas será inócuo, pois para a imensa maioria hoje, isso do ideal contido no que me disse Hélder está mais do que entronizado, já incrustrado na cabeça da maioria de nossos moradores. Já passaram da fase do conservadorismo, hoje estão na de seguir fielmente algo que foi injetado em suas mentes. E para nos livrar disso, infelizmente, não querendo fazer uso do mesmo método, o da lavagem cerebral, serão anos e anos de reeducação, mas para isso se faz necessário ver como nossas escolas estão tratando a mente de nossos jovens, se o contágio terraplanista já não se inicia ali e com pleno incentivo de quem está no comando de nossas cidades e no estado. Por sorte, ou sapiência da maioria do povo brasileiro, no comando do país, algo diferente e no sentido contrário do terraplanismo dominante do lugar onde moro. e assim sendo, é com este que eu sempre fui e continuarei indo. Lula lá para reverter isso tudo.

EM TEMPO: Hélder só mostrou algo já denominando boa parte de todo o interior paulista e se Pirajuí é a capital, estamos todos dentro deste imenso lugar desvirtuando o bem viver.

O URUGUAIO EDUARDO GALEANO FARIA ANOS POR ESTES DIAS

domingo, 6 de setembro de 2026

UM LUGAR POR AÍ (215)


ACHO QUE JÁ DISSE POR AQUI, OS BATÉ LÁ DE TIBIRIÇA SÃO MUITO DIFERENTES DE TUDO O MAIS E AQUI CONFIRMO...
Este relato é muito mais fotográfico do que escrito. O pessoal lá do dostrito rural de Tibiriçá, ligado à família Cosmo/Baté sempre se apresentam nas paradas de sucesso e a demontrar não sossegar. Neste final de semana estava anunciado um destes encontros familiares reunindo gente espalhada pelo mundão afora e reunidos num lugal pré-determinado, 1º Encontro dos Primos. E o que vem a ser isso? Nada mais do que mais um meio deles todos se reunirem e unidos demonstrarem estarem vivos, fortes e coesos. Coesão é algo com a cara e identidade dos Baté. Provam e demonstram isso a todo instante.

Neste aqui sou convidado para ir lá, não só presenciar o encontro, como registrar tudo. Já é sabido que, continuo a realizar a coleta de depoimentos para a formatação de um documentário sobre o que representa Tibiriçá na vida das pessoas que por lá residem ou circulem. Eu me surpreendo a cada retorno e já tendo mais de 30 depoimentos conseguidos, hoje dobro a cota, pois numa reunião como essa, a real possibilidade de ver logo ali, diante de mim, uma inusitada reunião, com infinidade de pessoas, com algum tipo de ligação umbilical com o distrito. Coletar estes depoimentos é para mim algo mais que histórico. Tenho voltado para lá com certa regularidade, intercalado com tantas outras atividades e das vezes que fui, fui só adicionando o amor, já mais que consolidado com o que ia presenciando.

Enfronhado dentro da vida deste distrito, inegável e indissolúvel, a determinação dessa família, parte fundamental de tudo o que hoje representa Tibiriçá aos olhos do mundo.
Tudo começa pela forma como eles constroem esses encontros. Parece que nada vai dar certo, desde a alimentação de todos, mas no frigir dos ovos, eles se entendem e ninguém sai no prejuízo. Tudo é devidamente acertado e tudo ali acontece, nas cercanias da casa da matriarca, dona Irene Baté, 90 anos de idade e de sapiência para ir tocando, da melhor forma possível, o desenrolar deste intrincado grupo familiar. É que nessa família tem de tudo e para tudo. Quem entende de música, aparece para cantar, quem saca algo de eletrônica, liga o som, quem cozinha, está nos preparos da comida coletiva, quem é bom de comunicação, vai conseguindo tudo o que falta e assim pordiante. Quando se dão conta, a rede está montada e o festim já preparado e pronto para acontecer.

Ouço por lá que este Encontro de Primos foi organizado para ser algo restrito, mas como sempre, cresceu, se multiplicou e tomando proporções grandiosas, teve que ser pensado e realizado ampliado. Inicialmente pensado para umas 30, logo dobrando e daí por diante quando chegaram nuns 80 já confirmando presença, chegou-se a conclusão de que estes não viriam sózinhos e daí, tudo teria que ser pensado para de duzentas pra mais de pessoas. E o aparato todo é montado, contatos mil, com tudo convergindo para o amplo quintal da casa onde reside a matriarca, o polo aglutinador de tudo. Já na chegada sou orientado para não tocar no tema da política, pois mesmo a família nunca tendo adquirido características conservadoras, não queria escancarar seu lado. E assim foi feito.

O Encontro se deu dentro do que melhor pode existir de formatação adequada de ajuntamento humano. O ali possibilitado, com gente que não se via já há muito tempo, com conversas variadas e infinitas, foi algo mais que grandioso, diria, algo iluminado. Eu mesmo me esbaldei, não só na comida, como nas conversas. Fiz todas as gravações, as possíveis e aquelas cujo grau de dificuldade seriam enormes, não fosse o possibilitado pelo ajuntamento do encontro. Aproveitei e colhi depoimentos de muita importância, não só para determinar o grau da intensidade dessa união familiar, mas para consolidar o tenho procurar encontrar, que é como se dá essa querência buscada e encontrada neste local, distante uns 12 km do centro urbano de Bauru. Só quem conhece sabe bem do que escrevo neste momento.

Sim, esse povo de Tibiriçá, em especial essa família Baté é mais do que diferenciada. Eu me espanto a cada dia. E me espanto mais ainda quando circulando por Bauru, vou no posto der combustível e me deparo com um deles, vou na oficina mecânica e lá está outro, circulo pelas escolas municipais e estaduais e outro tanto, pego um uber e no volante outro deles, entro no supermercado e me deparo com outro tanto. E assim por diante, numa clara demonstração de que, a família BAté, consequentemente a Tibiriçá está espalhada pela aí, mas vez e sempre, acaba convergindo e vindo se reabastecer, ou melhor, recarregar suas baterias diretamente no carregador maior, a casa principal da família, o point onde tudo acontece.

É sempre um prazer poder continuar participando de tudo isso. Eu não sou daqueles que aparece aqui só de vez em quando. Eu venho sempre, seja para este trabalho ora em curso, ora para participar de eventos, encontros festivos ou atividades variadas junto da comunidade. Tempos atrás, por pouco, eu e Ana Bia não investimos num cantinho por aquelas bandas, quando lacraríamos definitivamente esse amor pelo distrito. Das histórias todas que tenho junto, a certificação e da vivenciada hoje, sá a retificação, comprovação juramentada, com selo de autenticidade e tudo, enfim, Tibiriçá não é só um mero destino, algo de uma roda de conversa, mas é a comprovação de que este mundo tem cura e salvação. Viver neste estilo direcionado por estes é algo bem diferente do adotado fora das cercanias dessa República, já instituida e consolidada. Creio eu, Bauru deve tomar cuidado, pois mais dia menos dia, a sede das decisões todas a envolver a Terra do Sanduíche terão que ser transferidas para lá, um local onde no momento, não querem nem a instalação de um caixa eletrônico, pois não querem atrair nada de ruim. Preferem continuar com a vida pacata e tranquila, do que adentrar nessa tal modernidade, passando a partir daí, a sofrer e padecer de todos os males dela provenientes. Tibiriçá não quer ser esquecida, nem ser lembrada como lenda, mas ser entendida, como local de congraçamento humano. A prova é este evento, onde enfronhado e participando, já tenho quase a absoluta certeza de estar num outro mundo, e tudo tão aqui pertinho.

SE EM BAURU NÃO VIVENCIAMOS UMA APRESENTAÇÃO TEATRAL DECENTE, VAMOS ATÉ PEDERNEIRAS...
Bauru possui um dos mais bonitos e funcionais teatro públicos da região, mas administrado dentro de um desGoverno fundamentalista, evidentemente, tudo deixa a desejar. É mais do que sabido, já devidamente comprovado que, em administrações de cunho conservador e predominando também o ideal neopentecostal, a Cultura não só é deixada de lado, como usada para fins promocionais e quando isso não é plenamento conquistado, passam para o seu desprestígio. Temos um baita de um teatro, mas ele não só é mal administrado, como nem um programação condizente com o nome Bauru é buscado. Ficam aguardando serem procurados por agentes teatrais interessados em lá se apresentar e na maioria das vezes, o que se vê a pipocar e ocupar seus espaços são apresentações de stand ups e mesmo, como se viu na festa do aniversário da cidade, um artista de renome, mas do público específico ligado à linha de pensamento e ação da alcaide. E pior, pagando os tubos, claro desprestígio dos artistas locais. Se bobear, loteiam a agenda do teatro com apresentações golpels. 

Neste faltar de entendimento mais do que escrachado, eis este 3º Festival de Teatro Seguros Unimed, circulando neste momento por todo o estado de São Paulo e alguns outros, com realização em variadas cidades no entorno de Bauru e por aqui, um dos maiores polos da Unimed paulista, porém o público da cidade não podendo ser contemplado com nenhuma apresentação. Podem alegar o que quiserem, mas o fato de Bauru ter ficado de fora, é algo para ser jogado a culpa nos costados da incompetência de relacionamento, conversa e habilidade em contornar arestas. Inconcebível Bauru ter ficado de fora. E assim assim sendo, quem ganha é o público da vizinha Pederneiras, onde lá também existe um maravilhoso teatro, o Municipal Paulo Razuk, construído onde antes foi um armazém da Cia Paulista Estrada de Ferro, bem ao lado da vida férrea. Se o nosso foi possibilitado onde antes funcionou um Mercado Popular, o deles num armazém ferroviário. As coisas acontecem desta forma e maneira pelo interior paulista.

E nos dias 5 e 6 de setembro por lá ocorre a apresentação da peça "O VENENO DO TEATRO", do espanhol Rodolf Sirera, escrita sob a névoa do regime franquista fascista franquista espanhol. Sob a direção de Eduardo Figueiredo, a apresentação brasileira já roda o país há três anos, com um elenco pequeno, tendo Osmar Prado e Mauricio Machado à frente, contando tambpem com o músico Matias Roque no violoncelo. Fico sabendo que, a direção brasileira é a primeira a conciliar a apresentação teatral com a música ao vivo. O retorno de público não foi o esperado, pois deixou a desejar, mas não faltou calor humano. Os que lá estiveram, souberam dignificar o texto e mais que  tudo, com a belezura da interpretação dessa dupla de incomentáveis (sic) atores. 

Bauru perdeu mais essa, Pederneiras ganhou mais essa, pois se já tinham uma alcaide municipal incomensuravelmente melhor que a bauruense, agora arrebatam peças de teatro de valor também arrebatadores. Bauru vai ficando desta forma para trás, com uma ETA  - Estação de Tratamento de Esgoto sem solução, jogando merda pelos rios, nas cidades vizinhas, vive de propagando enganosa e jogadas de marcketing duvidoso, enquanto a coisa acontece de fato pela aí. Só para se ter ideia, em Pederneiras, um imenso Centro Cultural sendo possibilitado onde antes funcionou, bem no centro da cidade, uma usina cerâmica e em Bauru, na Estação da Cia Paulista, um museu pronto, mas sem data para reabertura e a outra estação, a central da NOB, condenada à interdição, com promessa de recuperação e reviotalização do centro, mas tudo feito só na base da intenção. Enquanto numa, "O VENENO DO TEATRO" se dá nos palcos, em Bauru, este "veneno", da pífia atividade política se dá no seu dia a dia, no entroncamento e convergência de uma Câmara de Vereadores conivente com o desastre e nessa administração, a que deixará para a cidade sua maior dívida pública, algo inesquecível nos seus próximos 50 anos. Podem notar e constatar: quando a administração é pífia, conservadora e fundamentalista, sua Cultura também o é e o que nso é apresentado como agenda em seu teatro principal é mera consequência do descaso.

COMO PODE, INCOMPREENSÍVEL...

sábado, 5 de setembro de 2026

AMIGOS DO PEITO (258)


ELA FINALMENTE CONSEGUIU
Gosto de ser reconhecido como "contador de histórias", tanto que na vida profissional, assumi algo proposto por outro historiador, Luiz Antonio Simas, renomado escrevinhador e vasculhador das coisas pequenas, miúdas do mundo carioca, suburbano e brasileiro, dando-lhe projeção e assim, espalhando estes relatos. Uma vez, numa entrevista para a Revista de História - infelizmente já não mais existente - se intitulou e eu do lado cá copiei - são seria gileteei, ursurpei, ou melhor, incorporei? - quase que imediatamente, e agora repito pela aí, o fato de tentar ser Historiador das Insignificâncias. E assim continuo, por aqui contando histórias, relatos do que observo, acompanho e depois transcrevo, publico e espalho.

Nessa aqui não poderia ser diferente. Tenho como amiga aqui pelas redes sociais e também na vida pessoal, a arrojada e espevitada - no bom sentido - DAMARIS RIBEIRO. Eu a conheço de longa data, católica convicta e dentro da estrutura da igreja prega acima de tudo a justiça social e o fim das desigualdades, também a inclusão social. Ou seja, ela está dentro de uma estrutura, onde sabe estará diuturnamente tendo que convencer mais e mais pessoas de que, a igreja só terá sua função maior sendo de fato exercida dando vazão para o atendimento das massas e não ficar dourando a pílula para as minorias. Ela percebeu isso e pratica isso no seu dia a dia.

Nessa eleição a tenho visto em todos os comícios onde o presidente Lula está presente. No do famoso de Vila Euclides, o primeiro oficial da campanha de Lula pela sua reeleição, quando foi reedidato algo histórico, o seu retorno para o lugar que o projetou como sindicalista em São Bernardo do Campo, estava com ela num dos ônibus que saiu de Bauru. Ela foi só, como o faz na maioria dos lugares por onde circule, mas não se sente nunca só, pois conhece muita gente e assim sendo, sempre estará envolvida num clima mais do que aconchegante. Algo ocorreu naquele dia. Enquanto a maioria vinda de Bauru preferiu permenecer sentadinha, observando de longe os acontecimentos, nas arquibancadas do estádio, ela viu que poderia dar um jeito de se aproximar, estar mais perto do palco e assim o fez. Foi chegando e quando nos demos conta, ela estava lá, junto dos grandões do mundo político da esquerda brasileira. Tirou fotos pra dedéu. Voltou toda pimpona, mas seu grande feito ainda estava por ser realizado.

Neste sábado, quando foi anunciado que, Lula estaria num comício em São José do Rio Preto, uns 200 km de Bauru e teríamos ônibus para lá levar interessados, deve ter sido uma das primeiras inscritas. Ela me instigou a ir, enviou recado, convocação e até intimação, mas desta feita tive que declinar. Estava, como sempre, muito propenso a ir, mas obrigações outras me impediam. Fiquei e ela foi. Nada sei da viagem, mas sei de antemão que, ela deve ter se acomodado nos primeiros lugares do onibus. E depois, na divulgação de como se deu mais este contato edificante de Lula com as massas, agora interioranas paulistas, eis que ela nos apresenta o seu grande feito.

DAMARIS não escondia de ninguém, lutava bravamente por conseguir uma foto ao lado do presidente Lula. Mas como, se diante de uma multidão, a imensa maioria queria a mesma coisa? Aguerrida, destemida, mais um vez, deu o seu jeito. Pelo que vejo, ciente de que, Lula está em suas andanças todas circulando por um corredor no palco, onde está junto das massas, ali se postou e por conta do acaso, ele além de passar, se curvou até onde ela se encontrava e tendo ao fundo, a imagem do grande fotógrafo Ricardo Stuckert, que acompanha Lula, ela fez a foto, tendo ambos dentro do seu enfoque.
ADORO ESCREVINHAR DESTES TODOS


Este escrito aqui é para mostrar da abnegação de tantos como DAMARIS que, estão pela aí, ouvindo tudo o que Lula tem dito e reafirmado, neste recaminho de sua confirmação para nos livrar deste bestial e criminoso fascismo nos espreitando. Ela sabe muito bem da necessidade que o Brasil possui de confirmar Lula para os próximos quatro anos. Ela, como a maioria do povo brasileiro, tem ciência de que, além da continuidade de um governo propondo, dentro de tudo o que lhe é possível fazer, tem feito e atendido reivindicações populares, cumpre também este papel de nos afastar de um desGoverno de extrema direita. E além de tudo, por ser ele quem é, com este passado de realizações e compromissos assumidos com o povo brasileiro ser o mais preparado para nos representar, com a dignidade que merecemos. Ela conseguiu não só a foto, como mostrar para todos nós, que só não consegue quem deixa de acreditar. Portanto, continuar acreditando, não só numa foto ao lado de Lula, mas por estarmos ajudando a construir um país livre, soberano, mais justo e onde as reivindicações populares sejam de fato entendidas e aprovadas, vide o que agora o plenário do Congresso Nacional vai ter que decidir, o fim da escala 6 x 1. Tenham certeza, eu e ela sabemos muito bem dos motivos de continuarmos indo atrás de Lula, onde ele estiver.

Essas histórias são para mim encantadoras e as continuarei contando por aqui, pois são elas o motor principal, conseguindo me manter em movimento e ação, melhor dizendo, vivo. Enfim, como está explícito na designação incorporada por mim, o mundo é dos "insignificantes", os maiores personagens destes e todos os tempos. Não existe maior importância, como a de retratar as entranhas, as vielas, as vicinais, os caminhos tortuosos e os personagens que fazem parte de tudo pela aí, no meu mundo, no nosso mundo. Isso vale realmente a pena continuar colocando em prática.

E ALGO MAIS, ADVINDO DELA MESMO
Que honra conhecê-lo.  Ricardo Stuckert
Fotógrafo oficial do Lula desde 2003 e assessor.
Extremamente educado, gentil, do Axé... Autor das melhores imagens do nosso presidente.
#fotografia #fotigrafias #lula - #lulapresidente #lula2026

E ele ainda voltou pra me dar um beijo... Amo o painho!
#Lula #LulaPresidente
#Lula2026 #emocionanteEis o vídeo dele, Lula, diante da Damaris, enfatizando, isso aqui não é IA e sim, o que de fato aconteceu hoje na praça central de São José do Rio Preto SP:

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

RETRATOS DE BAURU (319)


POR QUE ESTE MUSEU CONSEGUE E OS TRÊS PÚBLICOS DE BAURU PERMANECEM FECHADOS?
Estou precosando fazer este desabafo, entalado aqui dentro de minha garganta. É que, ao passar, mais um vez diante do Museu Histórico e Militar de Bauru, sou praticamente seguro pelo seu idealizador, o militar da reserva Jorge dos Santos, que me leva mais uma vez para dentro e a partir daí, faz questão de mostrar, lugar por lular, peça por peça, tudo o que guarda ali dentro com tanto carinho. No museu idealizado por ele, não se encontram somente peças de cunho militar, mesmo este nome permanecendo gravado como oficial. Eu entendo o que vai pela cabeça do Jorjão e aqui tento descrever. Isso deste museu, creio que intensificado após sua aposentadoria é o que toca sua vida. Existem muitos projetos iguais a esse rolando mundo afora. Tratam-se de coleções pessoais sendo colocadas à visitação pública. No exterior, conseguem atingir uma conotação altamente positiva, obtendo grande apoio e consideração.
Analiso a seguir, não o fato em si, dele ser oriundo do meio militar, mas de seu amor pelo que faz. Eu e Jorge possuímos laços indissolúveis e irreconciliáveis ideológicos, ele num campo, eu noutro, porém, nunca deixamos de conversar. E neste momento volto a comprovar isso. Ele não ataca o segmento onde me encontro, aliás ele tenta me compreender e eu a ele, o que é um grande passo para o entendimento humano. Esclareço isso e vou para o campo do que faz. Jorge é um abnegado e conseguiu não só abir o seu "museu", como formas de mantê-lo e ir conseguindo benefícios, que me conta, não são pessoais e sim, para o empreendimento que toca. Conseguiu o prédio, instalações internas e mais que isso, peças de alto valor para a história de Bauru, de São Paulo e do Brasil.
Pergunto a ele se tem algum acompanhamento, algum pesquisador renomado a lhe aconselhar. Ele faz a maioria de tudo o que ali se vê pela sua cabeça, mas ouve muitos e desta forma, vai alterando rumos e se adequando. Ele sabe que, não dá para tocar tudo aquilo só pela sua cabeça. Isso , por si só já é um ótimo caminho. Ali dentro, vejo a cada retorno, peças que poderiam muito bem estar nos nossos museus públicos, mas não. Estão com ele por um único motivo, ele faz, acontece e mostra resultados e os três museus bauruenses - agora quatro, pois o do Lauro de Souza Lima também fechou - não abrem nem com reza braba. Ele possui coleções de cerâmicas que poucos lugares do Brasil possui. Isto tem um valor inestimável. Além de tudo, ele possui uma rede de gente que, viajando por aí ou se desfazendo de peças históricas, quando chega o momento de pensar em levá-las para algum lugar onde possa ser de fato preservada, escolhem deixá-las em suas mãos.
Sim, o Jorge, quer queiramos ou não, chegou neste patamar em Bauru e tudo isso paralelo ao descaso com que é tratado a questão museológica, dentro do serviço público municipal. É inconcebível todos nossos museus continuarem fechados, o maior deles, o ferroviário, sob a alegação de não ter liberação dos "bombeiros". Pera lá, essa justificativa atravessa mais de uma década, sem solução. Isso para mim tem outro nome. Como Jorge, sózinho e sem o respaldo de tudo o que existe por detrás dos museus públicos consegue e os nossos seguem estagnados, paralisados e lacrados ao atendimento ao público. Tem muito de comodidade e pouco caso nisso tudo.
Sabe o que ouvi dele? Para mim, um absurdo, mas plausível, pois se não existe quem faça dentro do público, ele está predisposto a fazer. "Se passarem os museus públicos de Bauru para eu administrar, eu reabro todos e os coloco em funcionamento", me disse. Fiquei estupefato com a decalaração. A entendo, não levando para o campo pessoal, de quem seja e o que representa o Jorge, mas pela sua vontade de fazer. Isso é inegável, ele possui vontade e faz. A prova é o que vejo dentro do seu espaço, o seu museu. Vejo ali junto de tudo o que faz, seu filho, jovem sendo formado para tocar o barco quando o pai cansar ou envelhecer demais. Jorge passou dos 60 anos e temos museus municipais com mais idade que isso, porém foram largados ao esquecimento. Do acervo que vejo exposto no do Jorge, penso em como deve estar o acervo do Museu Histórico Municipal, que a última vez que funcionou foi uma quadra dali, na rua Antonio Alves. Depois, fechado e acervo juntando teia de aranha.
E ele, assim como fazia o querido e saudoso PH, lá no Museu Ferroviário, seu último local de trabalho, ambos nos vendo passar pela rua, nos levavam para dentro e com suas histórias, todas detalhadas, tentavam nos fazer estar inseridos na importância do que estávamos vendo. Jorge e PH são pessoas únicas e hoje, quem mais possui essa abnegação? Sim, sei existir outros, tolhidos no seu fazer dentro da estagnação dos museus públicos municipais. Daí, dentro da paradeira dessa inepta administração pública municipal, capitaneada por gente despreparada, como Suéllen Rosin, nada se pode esperar para algo como a Cultura, principalmente a relacionada às questões do patrimônio histórico. Diante de como ela, a alcaide, pensa em resolver a questão dos hotéis tombados e abandonados ao largo da estação da NOB, já dá para se ter ideia de tudo o mais.
O intuito deste texto é somente um, o de olhar o que uma pessoas sózinha consegue fazer no quesito guarda de material histórico e o que se vê em curso dentro das hostes dos três municipais e agora, também outro, na mesma situação, o Lauro de Souza Lima. Façam como fiz, entrei lá para ser ciceroneado pelo Jorge e o fiz sem reservas, deixando de fora as restrições ideológicas e o que vi, quand ocomparado com o que vejo acontecendo com os museus públicos é como estar diante da água e do vinho. Creio que, numa nova administração, tudo precisa mudar, inclusive as direções, pois também permitiram ao se manterem isoladas e contritas dentro de uma espaço fechado, que tudo só piorasse. Ouvi também do Jorge, algo que, estarrece, mas é esclarecedor: "Se me passarem o Automóvel Clube em concessão, como tenho aqui do espaço onde me encontro, por 30 anos, renováveis, faço aquilo tudo acontecer". Olho para o que vejo em seu museu e constato. Ele fará mesmo e me pergunto aos meus botões: e se ele faz sózinho, por que até agora, nada acontece nos nossos? A desculpa da liberação dos "bombeiros" será usada ad eternum? E diante dela, o que fizeram para reverter isso? De onde vem essa decisão pela permanência dos museus fechados? E como os públicos nada fizeram, Jorge continua fazendo e recebe a cada dia novas doações, algumas de altíssimo valor, de pessoas que, diante do quadro bauruense, olham para quem faz e decidem, "este faz e preserva e é com ele que o material precisa ser entregue". É pra chorar de um lado e pra levar muito a sério de outro, pois Jorge, já pensa em como conseguir o dinheiro necessário para ter anexado ao museu um terreno, local onde hoje funciona um estacionamento de veículos na rua Antonio Alves. Enquanto isso, temos a Estação da Cia Paulista já pronta, restauro de algumas décadas e nenhuma informação de quando este museu voltará a ser reaberto ao público.
Em tempo: Aberto agora, dentro do museu o Café Barres. Após o fechamento do empório Barres, Júlio, seu idealizador, acerta com Jorge e agora, abertos no horário comercial, um café com muito estilo. Café com visual extraordiário e conversa que flui paar tudo, inclusive com placas trazidas de caffeiras da região e ali nas paredes, a demonstrar que, quem quer faz, quem não quer, vai deixando o tempo passar e são engolidos. Essa união é outro acontecimento a ser enaltecido e divulgado. Provei do café e também da água, trazida pelo Júlio de sua propriedade rural e recomendo. A porta principal do local - nas fotos, uma dele só e noutra eu -, Jorge me disse ter conseguido após a demolição de um dos mais antigos hóteis do centro bauruense e faz questão de apregoar, sem confirmação, ter por ela passado nada menos que Che Guevara, quando de sua passagem incógnita pela cidade, de forma anônima e à caminho da Bolívia. De cada peça, tem uma história para contar e confesso, vale a pena ouví-las.

E POR FALAR EM PORTAS, EIS MAIS UMA...
Na foto o que restou de um dos, antigamente, mais requisitados hotéis do centro bauruense, o da família Milanese. Este o portal, dando acesso para escadaria de madeira, algo que fez história. Hoje, nem queiram saber das intenções da incomPrefeita Suéllen Rosin para com todos eles no largo da Estação da NOB - o Cariani, Estoril e Imperial. É estarrecedor como fazem de tudo para apagar algo das fontes do progresso de Bauru.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (219)


SIMONE TEBET, FUTURA SENADORA POR SÃO PAULO, REVÊ BAURU E CIRCULA PELO CALÇADÃO DA BATISTA
A matogrossense de Três Lagoas, onde já foi prefeita, Simone Tebet não é de esquerda, mas terá meu voto para senadora por São Paulo neste pleito. Creio nem se faça mais necessário explicações, mesmo eu sendo de esquerda e ela, de uma ala, antes considerada direita e hoje, liberal, não coadunando com a bestialidade praticada pela extrema-direita, hoje muito fascista. Isso a fez se aproximar do governo Lula, quando percebeu que, principalmente lá no estado onde se criou e nos confins deste país, terras dominadas pelo espectro do agronegócio, a ideologia vigente passou a ser de uma radicalização extremada bolsonarista, ou seja, sem possibilidades de diálogos producentes.

Viu que era chegada a hora de mudar de lado. Foi ser ministra de Lula e desde então, quase quatro anos, tem sido uma forte porta-voz, interlocutora entre o que representa hoje e os que ainda não se conscientizaram que, aliados do atraso bolsonarista teriam muito mais a perder do que se aliando a alguém como Lula, com uma proposta de diálogo e de avanços, que dificilmente ocorreriam quando portas se fecham, principalmente para os mercados em evidência, como por exemplo, o chinês. A Simone destes últimos tempos é tão recomendável, a ponto de ter sido escolhida pessoalmente por Lula, para capitanear uma necessária mudança nas eleição paulista, quando ela e Marina Silva, nenhuma petista, concorrerão as duas vagas ao Senado.

Hoje, pela manhã, ela passou por Bauru, nessa agenda maluca e cheia de compromissos que os políticos estão executando, percorrendo trechos inauditos em exatos trinta dias. Amanheceu em Bauru e percorreu com o ex-prefeito, candidato à deputado federal Rodrigo Agostinho, o Calçadão da Batista. Antes disso, conversou com a imprensa e apoiadores/eleitores debaixo das ainda restantes árvores da praça Rui Barbosa. Suas lembranças vão longe, pois desde criança circulou muito pela rodovia Marechal Rondon, desde muito antes dela ter sido duplicada e pedagiada. A ouvi dizendo que, de Bauru propriamente, poucas entradas, mas da estrada, conheceu cada posto de combustível, pois esse era o caminho de sua cidade, passar dentro de Bauru, no caminho para São Paulo.

Três Lagoas é logo ali, no final da Rondon, depois do grande rio, e muitos anos atrás estive por lá com o saudoso Darci Rodrigues, que serviu o Exército por lá e queria me mostrar a cidade. A prefeita era ela, chegamos a ir na Prefeitura, mas ela estava viajando. O revolucionário Darci, exilado político em Cuba, me contou histórias do pai dela, Rames Tebet, ex-prefeito, governador e senador, da ala antiga do PMDB, daquela que abrigou toda a esquerda, quando só podiam existir dois partidos políticos. Ela se gaba de apregoar, que a consciência de classe conquistada se deve muito ao seu pai, suas histórias e por todos os políticos que transitaram em sua casa. Hoje, infelizmente, o PMDB não é nem sombra daquele ajuntamento político, sendo massa de manobra do fascismo do desGoverno de Tarcísio de Freitas em São Paulo.

Simone não é paulista, mas adotou São Paulo e pelo que vejo, se sente em casa andando pelo interior. Ela deve se deparar com muita gente obtusa e não conseguindo enxergar o óbvio, o de um conservadorismo, que o faz já estar prestes a perder o posto de locomotiva da Federação. Em muitos quesitos já ficou para trás, como a Educação, hoje com estados nordestinos muito mais avançados na política pública do que aqui. Ela está muito atenta a isso e nessas incursões pelo interior, tenta fazer o que pode para, primeiro ser eleita, depois alavancar Haddad, Marina e, principalmente Lula. Ela tem muito carisma e hoje, algo muito mais importante, ela enxerga o Brasil de forma muito diferente de como chegou a fazê-lo tempos atrás. A convivência com Lula a amadureceu e a melhorou.

Eu, como petista, não me sinto nem um pouco constrangido em votar nela, pois assim como Geraldo Alckmin, os vejo não políticos contidos, mas políticos transformados. Algo mudou significativamente dentro deles e para melhor. E percebo, tanto ela quanto Alckmin, estão com um discurso afinadíssimo com as mudanças, como fim da escala 6 x 1, até maior que muitos petistas. Eu adoraria ver uma transformação radical neste país, mas sei isso não ocorrerá, pelo menos com a mentalidade hoje vigente no país, muito conservadora e sendo enganada pelas redes sociais. Lula espertamente soube enxergar quem poderia se aliar a ele e ajudá-lo a seguir adcionando conquistas positivas ao país. Ganhamos com ela, uma mulher das mais aguerridas e creio, sem possibilidade de ter condutas com o caráter predominante no meio do agronegócio. Ela conheceu o outro lado da moeda e se encantou. Tenho a mais absoluta certeza de que, se eleita, deixará corado o senador bauruense Marcos Pontes, um que nada fez no Senado e ainda teremos que aguentá-lo por 4 anos. Ela fazendo, propondo e agitando o pedaço, demonstrará para todos que o elegeram, como foi péssimo eleger um zero a esquerda. Estive na praça, a ouvi, aplaudi e segui alguns quarteirões na Batista. Ela ajudará em muito Lula em seu reeleição.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MÚSICA (264)


"PEGA NA MENTIRA, CORTA O RABO DELA, PISA EM CIMA"
Aqui confesso, gosto mais de ERASMO CARLOS, do que de ROBERTO CARLOS, ambos autores da canção hoje aqui compartilhada, a famosa "PEGA NA MENTIRA". Ela foi escolhida à dedo para este dia, justamente porque ontem, o ministro André Mendonça, o sentado em cima da abertura de processo contra Flavio Bolsonaro, tenta incriminar o colega Alexandre de Mores por vinculação com o banqueiro falido e bandido preso Daniel Vorcaro. Foi a comoção nacional do dia, só que nem bem passadas 24h, veio à tona revelações de que, ele também, o até então impoluto, tinha ganho um terninho de R$ 100 pilas, exatamente do Vorcaro. Ou seja, foi pego com a mão na botija, mentiroso e, mais que isso, perigoso, pois atua no tribunal, justamente julgando crimes vorcarianos, porém, recebeu benesses deste. Como pode? Só mesmo ouvindo ERASMO cantando em alto e bom som a tal canção. Está no LP "MULHER", selo Polydor, 1981. Cai como uma luva para o dia de hoje.

Eis Erasmo cantando, como se fosse para André Mendonça:
https://www.youtube.com/watch?v=z46-0ItuN5g


Zico tá no Vasco, com Pelé/ Minas importou do Rio, a maré/ Beijei o beijoqueiro na televisão/ Acabou-se a inflação/ Barato é o marido da barata/ Amazônia preza a sua mata/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Já gravei um disco voador/ Disse a Castro Alves seu valor/ Em Copacabana não tem argentino/ Sou mais moço que um menino/ Vi papai Noel numa favela/ O Brasil não gosta de novela/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Sônia Braga é feia, não é boa/ Já não morre peixe, na lagoa/ Passa todo mundo no vestibular/ O amor vai se acabar/ Carnaval agora é um dia só/ Sem censura e guaraná em pó/ Pó, pó, pó/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima

NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO
O ministro do STF, André Mendonça, o também denominado "terrivelmente evangélico" possui passagem não tão propositiva por Bauru. Foi aluno e, posteriormente, como professor do programa de mestrado e doutorado em Direito na Instituição Toledo de Ensino (ITE) em Bauru. Como aluno, não tenho informações, mas como professor, os comentários é que deixou muito a desejar. Já com compromissos assumidos com o desGoverno de Jair Bolsonaro, desprezava o curso e aparecia só quando queria, ou seja, quase nunca. Tudo tolerado pela direção, que nunca lhe chamou a atenção pelos atrasos nos compromissos assumidos. A direção da ITE, tão conservadora como ele, se fingia de morta e permitia as faltas e os atrasos nos trabalhos. Foi-se este tempo, enfim, ele a seguir foi o primeiro indicado pelo ex-presidente, hoje presidiário Jair Bolsonaro, aprovado como ministro no STF. A mais alta Casa das Leis, última instância de recursos jurídicos para muitos, não o recebeu bem, pois mesmo conservadora, ele representava, sem nunca esconder isso, estar ali para simplesmente exercer o direito de voto, sempre pendendo para os interesses bolsonaristas. 

Isso não é mais novidade para ninguém. Enquanto Xandão, o ministro Alexandre de Moares representou algo de vital importância para a manutenção do Estado de Direito neste país, algo inquestionável, tanto que, gerou o ódio quase mortal dos bolsonaristas. Xandão ali chegou durante o desGoverno do golpista Michael Temer e causou muita desconfiança no início, porém, cumpriu papel exemplar, com mão de ferro, dentro do prescrito pela legislação e não permitiu que os golpistas virassem a mesa e conqusitassem o poder. Parte do país, os sensatos souberam lhe reconhcer isso. E, em todas as oportunidades de confronto, ele e André Mendonça trocaram farpas, muitas públicas. Ambos caíram nas graças de segmentos opostos deste país. Xandão, com galhardia, aniquilou a fama anterior e passou a ser paparicado como uma espécie de "salvador da Pátria", enquanto Mendonça, junto de outro aprovado no mesmo período do Seu Jair, Nunes Marques, representavam o pior do conservadorismo, também aliado ao fundamentalismo religioso neopentecostal.

Por uma dessas horrorosas coincidências do destino, coube a André Mendonça, dentro da sequência natural de rodízio dos magistrados, ser o homem forte, o que determina a última palavra nessa eleição, justamente a ocorrendo no momento em que o Brasil, passa por um momento crucial, o do avanço desmedido do fascismo. O fascismo tem nome e sobrenome hoje, com a extrema-direita sendo capitaneada pelos bolsonaristas. Assim sendo, alguns bobocas ainda esperavam que, Mendonça tivesse atitudes dentro das "quatro linhas", ou seja, dentro do que prescreve a legislação vigente. Ele, o que decide com a instauração de processos e outros  procedimentos dos presidenciáveis. Flávio Bolsonaro, candidato da extrema-direita possui ficha corrida extensa e neste momento, além de todo um passado muito condenável, recebeu uma grana altíssima advinda do Banco Master, do indefectível Daniel Vorcaro. Mendonça finge nada existir contra ele, mas pega no pé do filho do presidente Lula, esse com meras ilações, algo dito por alguém. 

Estava mais do que claro, em curso uma nova Lava Jato, quanto tentariam novamente incriminar injustamente Lula e dou outro lado, quem possui extensa folha corrida de irregularidades, no caso Flávio Bolsonaro, continuava isento de ser investigado. E agora, meros trinta dias para o pleito, com a improbabilidade de uma nova facada para reverter o curso eleitoral, algo precisava acontecer. Justamente no dia em que a revista Piauí ia às bancas com reprotagem, cheia de ricos detalhes, comprovando Flávio ter recebido muito mais de tudo o que já foi anunciado, advindo de Vorcaro, o que causariua mais estragos na campanha já combalida, só mesmo um fato novo e grandioso para tentar alterar o rumo do iminente desastre. É sabido que, ministros do STF não investigam e sim, julgam. Mendonça despreza o rito e jogar merda no ventilador, pedindo cassação de André Mendonça, pelo fato de gravações, onde supostamente ele e escritório de advocacia de sua esposa, teriam não só conversado, como recebido alguns zilhões do tal Vorcaro/Master. 

O procedimento pode ter sido fora dos padrões, mas o estrago estava feito e ia conseguindo atingir seu objetivo, melando os processos do Master e alvancando a campanha de Flávio. Na verdade, o governo Lula não tem nada a ver com a dinheirama recebida por quem quer que seja do Master, mas o bolsonarismo usará isso, com apoio da mídia nativa, fazendo crear aos seus que, mesmo Flávio tendo recebido alta grana advinda de dinheiro sujo, por Xandão também tendo recebido, este seria representante do lulismo. Nada a ver, mas é essa a artimanha. Uma cartada de altíssimo risco. O STF já reagiu e o processo de cassação do Xandão não deve acontecer, ainda mais porque, nada como um dia após o outro. Na manhã de hoje, num cenário preocupante para o lado do Xandão, eis que pipocam gravações de visita do ministro Mendonça com Vorcaro e até um terno ganho de um chique alfaiate paulistano. 

Ou seja, se um conversou, o outro também. Se um recebeu grana de forma irregular, pelo que se percebe, a história do terno é uma espécie de fio de um novelo a ser puxado, dissecado. Se Xandão deve ser afastado, pelo anunciado ontem, o mesmo deve ocorrer com Mendonça, pelo anunciado hoje. Muita água vai passar por debaixo dessa ponte e, como já se prenunciava, o país está se deparando com uma guerra sem precedentes, já em curso e daqui por diante, a cada dia, um novo capítulo. Mendonça estará sob forte pressão para tomar providências com relação aos fatos já comprovados de irregularidades com relação a Flávio Bolsonaro. Ambos estão, desde já, sob suspeita e sob os olhares da nação. Está estabelecida, desde já, uma queda de braços. Muito barulho neste segundo dia da contenda dentro do STF. O que parecia irreversível ontem, hoje já não o é com a mesma intensidade. Na verdade mesmo, tem um jogo muito sujo sendo tramado nos bastidores de todas essas ocorrências e revelações. Desbaratar isso é tambpem salvar o país de ser entregue nas mãos de um cruel e insano fascismo. E mais, se fizeram isso neste momento, aguardem mais, pois para não perder essa eleição, estarão dispostos a fazer muito mais. 

Não tenho bola de cristal para prescrever o que acontecerá daqui por diante. Torço muito para Lula vencer o pleito presidencial, Haddad o do governo paulista, assim como renovarmos totalmente o Congresso Nacional, mas como sei, o país continua muito conservador e se deixando levar, principalmente quem não tem muito claro o que de fato está em curso, por essa onde perversa de fake news, algo ainda sem controle. Estes próximos trinta dias serão muito mais do que intensos. Eu acredito que, Lula irá vencer, mas tudo o mais será só conquistado debaixo de intensa luta. E quem não lutar, deixando a banda passar só observando, quer queira ou não, sofrerá  igualmente se Lula não ganhar. Todos vimos o que ocorreu ao país nos quatro anos com Jair Bolsonaro no poder. Com Flávio, aliado de Trump, desgraçará o país de uma forma, onde o fundo do poço será inevitável. Portanto, lutar se faz necessário. 

OBS.: Para os que repararam e poderiam me dizer, mas o que Bauru tem a ver com tudo isso. Primeiro, Bauru é tão conservadora como tantos outros locais deste país. Por aqui, o pérfido Bolsonaro teve 80% de votos em sua eleição e a fundamentalista Suéllen Rosin foi reeleita alcaide municipal no primeiro turno. E como citei, a passagem de Mendonça por Bauru, algo nada abonável, sem nenhum mérito, ou seja, sempre tem algo depreciativo com a chancela bauruense em fatos decisivos da vida nacional. Toc toc toc, até quando essa sina.
TUDO (OU QUASE) TUDO NESTE PAÍS, ROLA CONFORME A MÚSICA...