domingo, 1 de março de 2026


A IMINENTE GUERRA SE APROXIMANDO - E QUAL O MEU PAPEL? ONDE ME ENCONTRO E O QUE AINDA POSSO FAZER
Quando malucos, despirocados estão na liderança, no caso específico, de uma nação, ainda mais ela sendo liderança mundial, quem padece é tudo o mais. Gente com a cabeça já fora da casinha, se achando dono de tudo e ser impondo pela força é algo abominável. Vivemos hoje algo com essa concepção e quem padece é o mundo todo, pois pela continuidade de seus tresloucados atos, o planeta onde todos vivemos está prestes a ingressar numa nova guerra mundia, a Terceira e provavelmente com contornos cada vez mais imprevisíveis. 

Evidentemente, este líder é Donald Trump, o atual presidente norte-americano, hoje se intitulando dono do planeta e promovendo a cada dia, algo com intuito bem específico, o de benefiar o seu país, os Estados Unidos da América. Trump foi eleito num momento crucial para seu país, até então o todo poderoso do planeta, porém, a China já o ultrapassou no quesito poderio econômico. A jogada norte-americana é bem clara. Elegendo Trump, lá estará alguém, investido de todo poder para, fazer o que estiver ao seu alcance para resolver o problema, fazendo o que tem que ser feito para que voltem a ter o domínio mundial, não só o bélico, mas também o econômico. E daí, roubam descaradamente tudo o que podem, país por país, amealhando para si, sem contestação. São os piratas do século XXI. Estão aí para roubar, sacanear e espoliar quem se colocar no caminho da subserviência.

Agindo assim, a maioria aceita pacificamente, pois sem condições de reagir, melhor se aliar e padecer de perseguições. Cuba sofre retaliações e o país padece de um bloqueio econômico, desde que, em 1959, promoveu uma libertadora revolução. A Venezuela não provocava os EUA. Ela simplesmente queria sobreviver diante de outro bloqueio, tão criminoso quanto o impingido à Cuba. Como possui a maior reserva de petróleo do planeta hoje, teve seu presidente sequestrado. O que aconteceu com o Irã dias atrás não foi um mero assassinato de um prepopente, arbitrário e intolerante aiatolá muçulmano. Os EUA apoiam toda e qualquer ditadura, desde que essa esteje vergada aos seus interesses. Chavez, depois Maduro nã ose vergaram e o país teve seu presidente sequestrado. Trump teria que ser penalizado e condenado pelo brutal ato. Nada lhe acontece, assim como o que acaba de fazer ao Irã. A imprensa massiva ainda afirma ele estar certo em assassinar um ditador, porém, ele, Trump, não seria até pior do que o aitolá assinado? Evidentemente que, sim. 

Reflitindo sobre isso tudo, me volto para onde me encontro, ainda numa posição confortável em meu país, o Brasil. Temos um presidente que, dentro do que pode fazer, enfrentou o poderio e modo criminoso de ação de Trump. Até agora, conseguiu levar tudo numa boa, mas os riscos continuam enormes, não só para nosso país, como para o restante do planeta. Eu tenho a mais absoluta certeza de que, chegarão em nós, mais cedo ou mais tarde. Inevitável, um dia as armas que foram usadas contra a Venezuela, Irã e todos os países que ousaram contrariar o poderio deles, se voltará também contra nós. Algo precisa ser feito e não será individualmente. Sózinho não temos como enfrentar a insanidade norte-americana. A reação terá que ser coletiva e partir de um conglomerado de países. Um conglomerado que, pela sua expressão, represente poder bélico. Com Trump não existe negociação. Ou se mostra forte, com poder de fogo nas mãos ou a humilhação é iminente.

Agora mesmo, domingo, sol a pino, desço para a Feira do Rolo, um dos lugares onde quero continuar a frequentar. Por lá, poucos estão realmente preocupados com o que está acontecendo com o mundo. Converso com muitos. Os de minha laia sabem dos riscos que estamos correndo. Conversamos, sem chegar numa solução. Ela nos é inalcançável neste momento. Temos uma força contrária agindo bem ao nosso lado, com entreguistas prontos para entregar o país nas mãos de seu algoz. Quem luta hoje, o faz contra o que Trump representa e contra a bestialidade interna, construída por ideias fascistas, entreguistas e criminosas, pois dentro do pensamento da linha mais conservadora, a da ultradireita, pensam até na emiminação dos opositores. Ou seja, se esgrimar contra o que Trump representa, temos um inimigo interno aqui nos nossos calcanhares, tão ou até mais cruel e insano que o próprio presidente norte-americano.

A guerra bate à nossa porta. O planeta todo presente o perigo. E aqui no Brasil, além disso, temos pela frente uma outra fraticida luta. Neste ano, 2026, teremos uma decisiva eleição presidencial onde o destino do país estará em jogo. Ganhando Lula uma real possibilidade do pa´si continuar altaneiro e soberano. Lula é um ótimo estadista. Temos sorte de o tê-lo como presidente num momento como este. Imagine o que seria do Brasil, tivessemos reeleito Bolsonaro ou em seu lugar alguém com a característica de um Javier Milei? A Argentina, sabe-se, mesmo totalmente subserviente, será humilhada exatamente pelos EUA, que não dão ponto sem nó, ou seja, a descartarão, deixando-a na beira da estrada e sem recursos, numa penúria de dar dó. Eu tento ainda continuar saindo às ruas e me encontrando com gente querida, papeando e se mostrando pela aí. O faço, pois de que adiantaria me fechar em copas. 

Eu, Carlos e Fernandão, resistindo nas ruas e lutas.

Resisto ao meu modo, escrevo, ainda consigo publicar o que penso. Para a luta interna, essa se agravando nos próximos meses, desunidos perderemos na certa. Unidos, alguma chance. Trata-se de uma guerra e para tanto, ou nos preparamos ou seremos fragorosamente derrotados. A guerra hoje não é travada só por Trump. Ele defende os interesses das grandes corporações, nós aqui, estamos já envolvidíssimos numa outra guerra. Ou venceremos estes, os que apostam não só na subserviência aos EUA, como gente com a mentalidade bolsonarista a nos comandar, ou seremos envolvidos, engolidos e tragados, depois expelidos. Luto com todas minhas forças para não ver meu país subjugado, entregue a estes, pois pelos quatro anos com Bolsonaro, já deu para saber muito bem para onde iríamos. Resistir é preciso. Continuo nas ruas e lutas, indo às feiras, shows, eventos, manifestações e tudo o mais. Estar engajado e na luta se faz necessário. Saibam que, onde estiver, estarei sempre tentando fazer algo para que meu país não se renda. Eu não me entrego. Faço parte dos que, lutarão sempre, enquanto viver.

JORNALISMO DE MERDA DO ESTADÃO E DA FOLHA DE SÃO PAULO
Eu vou chorar pelo Irã!!! E, como jornalista, eu José Trajano, o Ultrajano, assino embaixo o precioso texto de Inez Oludé:

“ Li hoje uma manchete que me gelou a alma. Não pela novidade, mas pela confirmação de que o jornalismo brasileiro atingiu um novo patamar de miséria moral. “Ninguém vai chorar pelo Irã”, estampou o Estadão, como quem sentencia quem merece ou não ser pranteado neste mundo. Como quem define, de cima de um púlpito podre, quais vidas importam e quais podem ser reduzidas a escombros sem que uma lágrima seja derramada.

Trata-se, leitoras e leitores, de uma declaração de psicopatia travestida de análise geopolítica. Porque só um psicopata, desses que habitam os manuais de psiquiatria, é incapaz de sentir compaixão diante da dor alheia e ainda a transforma em manchete de jornal.

… Mas eu vou chorar, sim.Faço parte dos “alguéns” Vou chorar pelo Irã como chorei por cada país agredido pela sanha imperialista que, desde 1946, transforma o mundo num imenso cemitério. Chorei por Hiroshima e Nagasaki, varridas do mapa por bombas atômicas que incineraram civís como se fossem formigas. Chorei por Dresden, reduzida a cinzas numa noite de fogo que matou milhares de refugiados e crianças. Chorei pelo Vietnã, pelo Iraque, pela Líbia, pela Síria, pelo Afeganistão. Chorei pela Palestina, esquartejada dia após dia diante dos olhos cúmplices do Ocidente.
E agora, choro pelo Irã.

Choro por um povo que tem o direito de viver em paz, como qualquer outro povo neste planeta. Choro pelas 85 crianças e professoras assassinadas covardemente dentro de uma escola, vítimas da insanidade mental de homens que transformam a geopolítica num ringue de barbárie. Choro pelos civis que viram números, estatísticas, “danos colaterais” na frieza dos relatórios de guerra.

O que me estarrece, no entanto, não é apenas a violência dos que empunham as armas. É a violência dos que empunham as canetas e teclados para justificar o injustificável. É ver jornalistas brasileiros, desumanizados, coisificados pela ideologia, festejarem a destruição de países que ousam não se curvar aos ditames de Washington. É vê-los babando o ovo de políticos americanos, como se os EUA fossem uma entidade divina e não um império em decadência…”


DUAS AMEAÇAS CONCRETAS PARA O MUNDO: TRUMP E NETANYAHU

sábado, 28 de fevereiro de 2026

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI DE BAURU (189)


O BLÁ BLÁ BLÁ DOS PROVAVÉIS CANDIDATOS DE BAURU PARA NOS REPRESENTAR EM BRASÍLIA E SÃO PAULO
Quase toda eleição, desponta com aquele velho e batido discurso, surrado e sempre repetido, de que Bauru não consegue eleger nenhum candidato, seja para a Câmara dos Deputados em Brasília, como para a Alesp em São Paulo. "Acéfalos", diria muitos. Eu, cá com meus botões, cansados de ver bauruenses eleitos e nada fazerem, tipo o atual senador da República, o ex-astronauta, Marcos Pontes, que não apresentou nada de concreto e nunca o fará, pois não é de sua índole fazer nada de positivo sendo convicto bolsonarista, me mantenho com um pé mais do que atrás diante de tantas candidaturas, já na estrada.

Guardião, o nosso capa e espada, sempre atento com as questões locais, tem a mesma ideia e a explana a seguir: "Candidatos levantando a bandeira de serem aqui aqui da terrinha do Sanduíche, sempre existiram, porém, todos deixam a desejar. A maioria sabe de antemão que estão entrando na disputa não para ganhar, mas para marcar presença e tentar se cacifar para outros saltos lá na frente. Querem só fortalecer seus nomes, nada mais. Muitos disputam, isto em todo o país, mais em busca do valor que levantam pra fazer suas campanhas, do que pensando em ganhar. Enfim, a política brasileira não é feita para amadores. Entender seus meandros se faz necessário".

A lucidez do Guardião é evidenciado na continuidade de sua fala, primeiro explanando sobre a família Rosin: "As duas candidatas da família Rosin, mãe e filha, estão na disputa, para tentar chegar no que sempre o alvo da família, o de eleger Suéllen para a Câmara dos Deputados. Bauru sempre esteve no segundio plano. Como chegou primeiro, fizeram daí o trampolim para tudo o mais. Hoje, as duas numa encruzilhada. Se ganharem continuarão com alguma projeção política, perdendo estarão também dizendo adeus para Bauru, pois não possuem nenhum candidato que lhes darão sustentação para que a família Rosin continue dando as cartas na cidade. Será um adeus mais que preocupante, pois Bauru herdará uma dívida impagável deixada pela péssima administração destes dois mandatos. Suéllen sabe, joga todas suas cartas em conseguir um mandato e, consequentemente, imunidade parlamentar, algo mais do que necessário, para evitar os problemas que estarão despontando, depois de tanta estripulia administrativa".

Sua conclusão com os demais: "Sim, seria por demais interessante Bauru ter laguém a nos representar dignamente em Brasília, levando consigo não só o nome de Bauru, como da região e de tantas outras questões nacionais candentes. Este nome ainda não existe. Dos que se apresentam, nenhum com essa característica, ou seja, mesmo elegendo alguém, Bauru continuará esquecida e renegada ao trabalho de outros parlamentares. Já na Alesp, a Assembléia Paulista, além da necessidade de alcançar uma quantidade de votos alta, a maioria dos candidatos dentro da ala alé mdo conservadorismo, ou seja, atuando contra os interesses dos trabalhadores e do povo de maneira geral. Veja como os bolsonaristas agem quando de suas votações. No campo da esquerda, muita preocupação, pois precisamos de candidatos que não façam acordo com a parte contrária e isso, algo mais do que difícil no momento atual. No geral, Bauru precisa de políticos atuando não da boca para fora. E como eu, Guardião e o mafuento HPA enxergamos muito disso entre os postulantes, votar em gente de fora, mas com propósitos bem definidos, sem problema algum".
OBS.: Guardião é obra da arte do artista do traço Leandro Gonçalez, com pitadas escrevinhativas do mafuento HPA.

DEMISSÕES, ACOSTUMEM-SE, ESTE SERÁ O MUNDO DOMINADO PELA IA, SEM CHANCES PARA O TRABALHADOR - E O QUE SERÁ FEITO DO SER HUMANO, SEM TRABALHO E REMUNERAÇÃO, EIS A QUESTÃO?
A Block, empresa de tecnologia fundada por Jack Dorsey, criador do Twitter, anunciou que demitirá 4.000 de seus 10.000 funcionários. Em carta aos acionistas, a empresa explicou que a inteligência artificial "muda fundamentalmente o que significa criar e operar um negócio" e previu que "a maioria das empresas chegará à mesma conclusão e fará mudanças estruturais semelhantes". As ações da Block subiram mais de 20% no pregão estendido após o anúncio. A Amazon cortou 30.000 empregos nos últimos meses. Microsoft, Meta e Google também aumentaram as demissões à medida que o desenvolvimento da IA ​​avança", copiado da seção Pirulito del Tapa, Página 12, edição de 27/02/2026.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026


CAMISETA DO CHE ABRINDO PORTAS e OS DIÁLOGOS NADA PRODUTIVOS PELAS REDES SOCIAIS
São duas distintas histórias. Conto em separado. Ambas ocorreram por estes dias, uma num dia, outra noutro. No fundo, uma tem relação com a outra, ou seja, algo mais dessas intempestivas e tempestuosas,calorosas relações humanas destes tempos.

Na primeira, meu cão faleceu e fui perambular pela rua. Sai sem rumo pelo centro da cidade. Queria deixar o vento bater no meu rosto, deixar também a chuva me molhar um bocadinho. Estava sem rumo e desta forma, sentei na lanchonete no supermercado Confinança, o da rua Treze de Maio, enquanto aguardava terminarem a lavagem do meu carro. Pedi um suco, o salgado pedi por pedir, pois na verdade, não tinha fome nenhuma. Sentei e me pus a comer, tentando ler as páginas de uma revista. 

Na mesa do lado, duas senhoras, sentam e levam às mãos, prato cheio de salgados e ao me verem com uma vistosa camiseta com a estampa do eterno CHE GUEVARA - essa comprada em Cuba, quando de minha visita em 2007. A mais velha, antes de sentar, fala algo sobre Che e não consigo entender. Levanto a cabeça e peço para repetir, pois estava desatento.

- Achei linda sua camiseta. Fazia tempo que não via ninguém com uma camiseta com a cara do Che Guevara. Antes via muito mais, hoje acho estranho quando encontro alguém. Daí, quero lhe elogiar. O senhor assistiu ao Diário de Motocicleta?

- Sim - respondo. Precisamos, cada vez mais de gente como Che nos dias de hoje. Temos hoje, infelizamente, Che's de menos e bandoleiros demais. O mundo precisa de gente verdadeiramente revoluciuonária, que não aceita o que estão a fazer conosco, daí não só se revoltando, como nos defendendo. 

- É verdade. Na sua camiseta, uma estampa bonita do Che e não aquela lembrança, que não me sai da memória, a dele todo ensaguentado, sujo e já morto lá na Bolívia. Gente como Che aqui em Bauru, não permitiria, sem nada fazer, ver tudo o que essa prefeita está a fazer com a cidade e permanecer calado. Che se revoltou contra as injustiças e propôs enfrentar os que se apresentravam, como seus representantes, mas os apunhalavam.

Nisso, da mesa do lado, um casal. Enquanto ele se levanta para pagar a conta, ela se dirtige a nós:

- Agora mesmo, neste instante, nossa conta de água está subindo de forma exorbitante. Suéllen afirmou que nada subiria e a primeira coisa que fizeram foi subir o valor. Ela mente demais e reagirmos pouco. Faz falta um Che Guevara. Estava ouvindo a conversa de vocês e fiz questão de dar meu pitaco antes de ir embora.
Arte em IA de FERNANDO REDONDO.

Também me levanto, me despeço das duas senhoras e ao sair, um senhor numa outra mesa, olha para mim e com um sorriso nos lábios diz:

- Já estamos cansados das mentiras da prefeita. O povo votou nela, mas pelo visto, não entendeu qual a dela, não sacou de suas intenções. A cidade está feia e abandonada, como nunca vi em toda minha vida. Sua camiseta é mesmo muito bonita.

Saio e reflito sobre isso tudo. Ainda sentado na lanchonete, raciocinava sobre um diálogo com emérito bolsonarista, destes que, até a presente data, mesmo com suas repetitivas maléficas provocações, ainda não o deletei do rol dos presentes em meu Facebook. Ele postou e recebi sua provocação, sem conseguir me segurar. "Alguém sabe dizer o que aconteceu com a escola de samba que homenageou o LuIa? Ganharam?", escreve. Isso é o mais suave que consegue publicar, dentre suas últimas postagens. Sei que, não deveria ficar dando corda para idiotices, mas em algumas vezes, até gosto de provocá-los, para ver até onde conseguem prosseguir com a falta de raciocínio lógico e recomendável para um saudável ser humano.

Minha resposta: "Embora tenha sido rebaixada pela comissão julgadora do carnaval do Rio de Janeiro, como geralmente acontece com as escolas que subiram da série de ouro para o grupo especial no ano anterior, segundo a UOL, a Acadêmicos de Niterói foi a primeira colocada na preferência do povão, disparou 12 pontos percentuais à frente da segunda colocada, a Mocidade Independente de Padre Miguel, 37% e 25% respectivamente. De fato fez um desfile emocionante, e apresentou um enredo muito bonito, livre, satírico, e tocante. Nunca havia visto uma Escola de Samba mexer tanto com o Brasil, se tornando o centro das atenções. A Acadêmicos de Niterói terminou esse carnaval maior do que entrou, saiu da avenida e foi para a história, não apenas do samba, foi para a história de nossa democracia, com sua denuncia corajosa contra aqueles que recentemente tentaram golpea-la. Perdeu o campeonato mas levou consciência e ganhou o coração do povo".

Foi o bastante para impropérios surgir de todos os lados, num nível de latrina. Provoco estes e sei, deles não virá nenhuma possibilidade de enxergar nada de bom neste Governo Lula ou em qualquer outro com alguma conotação de esquerda. Estão dentro de uma bolha, onde só dão vazão para alguns sites pré-determinados e ficam repostando sempre as mesmas baboseiras. Seria divertido permanecer nas provocações, não fosse trágico. 

Concluo que, como aconteceu comigo lá na lanchonete, preferível hoje, travar conversações nas ruas, principalmente nas periferias da cidade - estava sentado na lanchonete de um supermercado, na boca de entrada no Bela Vista, local de um público reconhecidamente mais empobrecido e sofrendo do padecimento dos tempos atuais. Bater boca com bolsonaristas, já com a cabeça fora do prumo, perda de tempo. Mergulho a partir de agora em idas e vindas para conversações pessoais, as ditas presenciais, do que as online. Eis um caminho para daqui por diante.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


CHEGOU O DIA, MUITO TRISTE
Meu companheirão CHARLES, beirando os 17 anos se foi. Foi meu baluarte no antigo Mafuá, mascote de todas as horas. Se conseguir, escrevo algo logo mais...

ADÉLIO, O DA FACADA E O PORTEIRO, DO VIVENDAS DA BARRA, DOIS FORTES CANDIDATOS A PERSONAGENS DA MARVEL
Adélio é um gênio do crime, passou por 30 policiais federais na segurança do candidato; executou um atentado no único dia que a vítima não usou colete; deu uma facada milimétrica sem sair uma gota de sangue; foi pego mas saiu ileso de uma multidão; pobre e desconhecido, fez brotar advogados caros do chão; e com seu poder de manipulação psiônica, fez a vítima abrir mão do processo criminal por tentativa de assassinato.

Hoje este gênio do crime está preso, sem acusação ou processo, incomunicável como um 'Conde de Monte Cristo', estä considerado incapaz, sob alegações de demência e loucura, sem que sua família ou ninguém mais saiba sob quais substâncias o estão tratando, seja por via oral ou venal.

Incrível, né? O homem vai virar personagem da Marvel.
Vinícius Messina

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026


COMO SE DARÁ A LUTA DAQUI ATÉ A ELEIÇÃO E ONDE ESTAREI SITUADO
Que a contenda este ano vai ser pegada, disso ninguém duvida. A cartada de crueldade para com o país que a extrema-direita está botando em curso é pra arrepiar carecas. Estejamos mais que preparados, pois esses inescrupúlosos são capazes de tudo - e mais um pouco. E farão de tudo para ter o poder de volta. Golpe baixo e abaixo da linha da cintura serão corriqueiros. Veremos de tudo pelas redes sociais. Mentira sendo expelida toda dia e dá-lhe para sacar se o publicado é fake ou verdade. Como a direitona não é dada em basear o que faz em cima de verdades, espera-se um festival de imbecilidades, tudo para engambelar os incautos. Este jogo já coemeçou de deve se intensificar, na medida em que ser aproxima o pleito presidencial da sucessão do presidente Lula.

Eu, todos sabem, sou e continuarei sendo petista, porém, afastado de qualquer atividade dentro de qualquer tipo de cargo dentro do partido. Minha participação neste pleito será a de militante, forte, ativo, presente e sempre me posicionando. Eu e o grupo do Núcleo de Base DNA Petista saímos da direção local do partido por completo desentendimento com a linha adotada pelos que, constituiam maioria e hoje dominam o partido. Ciente de que, estavam constituídos numa maioria, conquistada de forma ultrajante, tudo foi denunciado para a Direção Estadual e Municipal. Optamos por sair e continuar a luta do lado de fora, mais petistas que nunca, porém, longe de tudo o que é decidido pela direção bauruense. Minha opção pessoal é a de se manter calado neste instante e lutar, estar engajado na campanha de reeleição de Lula e na que for indicada para reverter e derrotar Tarcisio de Freitas em São Paulo.

No grupo, estamos todos atuando, presentes e isso pode ser notado em cada manifestação social em Bauru. Estamos presentes, diferente da atual direção. Posso mer considerar um petista autêntico, à moda antiga. Lutei, luto e lutarei sempre pelos ideais que sempre nortearam o PT e a esquerda brasileira. Não fujo da raia e do alto dos meus 65 anos, nem poderia seer diferente. Sempre estive presente, desde algumas décadas, engajado numa incessante luta, não só em Bauru, como nos demsais temas nacionais. O momento exige a continuidade dessa luta e dela não me afastarei. Creio, nem precisava fazer essa declaração, mas quiz reafirmar, deixar clarpo, evidente, onde estarei e o que farei daqui por diante. Quem me conhece sabe de todos meus envolvimentos políticos. Temos em Lula, a certeza de que, essa a única opção plausível para manter o país soberano, dentro do que se diz, regime democrático. 

Analiso também todos os candidatos até aqui lançados para a Câmara de Deputados, tanto Estadual como Federal e até o presente momento, não vejo nenhum, onde possa estar realmente engajado e acreditando poderia ser, não só eleito, como bem nos representar. Essa conversa de que devemos votar em candidato de Bauru não cola comigo, pois não tendo ninguém correspondendo com a luta e o ideal que acredito e luto, escolho, sem nenhum problema outros candidatos. Pelo que vejo, dos até agora sugestionados, nenhum em condições de lá chegar. Todos querendo marcar presença, levantar fundos para a campanha e fortalecer/reforçar trajetória/caminhada. Voto em candidatos realmente de luta, compromissados com algo novo, revolcionário, disposto aos enfrentamentos todos necessários neste momento. Existe a real necessidade de desbancar essa maioria de ultra-direita hoje nos parlamentos. Penso muito nisso e para tanto, escreverei em meus espaços, destes todos, eternos lutadores e na propositura de mudar de fato, não só na aparência. 

Resumindo, "envelheci, mas continuo em exposição", sendo, fazendo e acontecendo. Na lida e luta, sempre, de forma ininterrupta, engrimando em todas as esquinas e cantos. Na camiseta que escolhi para usar no dia de hoje, quando os assassinos de Marielle Franco são condenados, a visto e sei, este caso ainda não está totalmente resolvido com essas condenações, pois todas aquelas perversas reuniões lá no Condomínio Vivendas da Barra, ainda precisam ser desvendadas. Tem muita água para passar debaixo dessa ponte, como da do Banco Master, onde poderoso tentam se safar. A luta em Bauru continua, numa incessante luta contra a família Rosin e seus 17 asseclas na Câmara, hoje ainda encastelada no poder, promovendo ações totalmente descabidas, prejudicando um futuro palatável para Bauru, ainda é algo que a Justiça deverá se dedicar com mais atenção. Nos vemos por aí...

EU ESCREVEREI SEMPRE, MESMO NÃO TENDO ONDE PUBLICAR E QUEM ME LEIA - NÃO VIVO SEM ESCREVINHAR ALGO NOVO A CADA DIA
Uma história de jornalismo – e de vida
Ouvi esse relato de Eric Nepomuceno, testemunha ocular dos acontecimentos e que depois transformou a história num conto:
Eric lembra que em julho de 1985, ele estava em Montevidéu, num jantar, ao lado dos jornalistas Fernando Morais, Hugo Alfaro e Ernesto González Bermejo, os dois últimos uruguaios.
O jantar seguia alegre, porém, em certo momento, Alfaro começou a contar que sobrevivera durante a ditadura militar vendendo enciclopédias. À época, Alfaro estava proibido de trabalhar em qualquer atividade ligada à imprensa. Ele então – com quase 60 anos – foi vender livros, de porta em porta. Anos depois, encabeçando um grupo de jornalistas que preparava um novo semanário, ele recordou que, na tarde daquele dia, ele passara horas buscando um livro sobre bromélias. Tratava-se de um pedido de uma antiga cliente.
Todos riram, menos ele. Alfaro explicou que muitos continuavam a procurá-lo, apesar de ele já não vender mais livros. Porém, argumentou que sentia o dever moral de atendê-las, não decepcionando quem o ajudara nos tempos difíceis.
Fernando Morais, então, perguntou como foi sobreviver sem poder, nem de longe, ser o que Alfaro havia sido a vida inteira: jornalista.
E Alfaro, então, contou.
Certa noite, numa cidadezinha onde fora vender enciclopédias, ele acabou no único cinema. Alfaro havia sido crítico de cinema. Assim, naquela noite, como sempre, ele viu o filme com olhos de um rigor implacável, achou a obra formidável, saiu comovido e, de tão empolgado, foi para o hotel. Numa velha Remington despejou no papel, em menos de meia hora, as 65 linhas regulamentares ocupadas por suas resenhas. Correu até o telefone, viu que estava a tempo de transmitir a crítica e, antes que suspirasse aliviado, percebeu: o jornal não existia. Seus colegas sumiram: a maioria no exílio, outros desaparecidos para sempre.
Eric concluiu lembrando que, quando Alfaro terminava de contar, ele e Fernando cruzaram-se no jardim da casa tentando disfarçar a maré dos olhos. “Tento imaginar como é escrever o que tem de ser escrito, e então perceber que não há mais jornal, não há mais o que deveria haver - sei, porém, que não terá sido em vão".
Texto de Márcio Pinheiro, acompanhado do escritor e jornalista Fernando Morais. 

outra coisa, mas na mesma pegada
O "TOMATE" E SUA CONTINUIDADE, NECESSIDADE DE ESCLARECER OS FATOS
O bloco, denominado como farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, Bauru Sem Tomate é MiXto, nasceu irreverente e muito crítico e assim precisa continuar, superando arestas e esclarecendo algo ocorrido e servindo para desestabilizá-lo. Assim como somos contundentes com a crítica feita, isso desde o incío, 14 anos atrás, precisamos ser rápidos, sérios e entender o que está em curso, sanando divergências, pois para continuar, se faz necessário coesão e não divisão. 

Tenho comigo que, todos deste bloco sabíamos desde o começo que, ano após ano, estaríamos "flopando" no Calçadão da Batista, pois um bloco, crítico ao "establishment", criticando abertamente a elite dominante, grupo de poder ou ordem instituída, teríamos pela frente fortes barreiras. E assim o fizemos, unidos, coesos, fazendo a necessária crítica e festando, pois o Carnaval é a maior festa popular brasileira. Um dos problemas deste país é a desunião da dita esquerda no contexto do embróglio de resistência e luta. Desunidos, tudo é sempre mais problemátrico e difícil, algo até intransponível. Se unido já não é fácil, desunido, sem condições. 

O Tomate só tem sentido de existir promovendo uma festa ampla, unido e sem arestas. Creio que, terminada a festa deste ano, se faz necessário sentarmos todas e todos, desarmados e cada qual chegando, não com intuito de puxar a brasa para o seu lado, mas expor de fato nossos problemas e buscar soluções. Evidente que, blocos com a pegada do Tomate se faz cada vez mais necessários, num mundo onde querem nos ver calados, contidos e humilhados, onde festa, alegria e união, nem pensar. 
MOTIVO PARA TOMATE CONTINUAR NA LUTA

Eu, de minha parte, tenho um relato a fazer e quero fazê-lo no coletivo. Desta forma, estou propondo um ENCONTRO, para data mais breve possível, talvez já na próxima semana, quando os presentes terão amplo espaço para expor suas ideias e explicações. Um conversa necessária, pois ideias pululam e dentro das iniciativas necessárias para a continuidade está a de promover ações contínuas o ano todo. Eu estou proposto a isso. Quem mais? Já foi até falado numa atividade carnavalesca para o Sábado de Aleluia, como nos velhos tempos. Outras iniciativas, como a impressão de adesivos e participação efetiva em atos variados, porém para tanto se faz necessário essa conversa preliminar. O que somos, o que fomos e o que queremos ser daqui por diante? Conversar é preciso, ainda mais por estarmos batendo às portas de uma eleição, onde o "pau vai comer feio", pois a extrema-direita investe pesado em fake news e mentira repetida de todas as formas e jeitos como forma de dominação. 

Seria bom a manifestação imediata dos tomateiros. A proposta está lançada e aqui sugerida. Não dá mais para empurrar o problema para a frente. Sentamos já, resolvemos e seguimos adiante ou iremos continuar divididos e enfraquecidos? Estar na lida e luta, fortalecidos e coesos, aprontando com quem pisa no tomate é o que nos resta fazer, flopando ou não, porém, coesos e unidos. O inimigo se mostra presente diante de nós e se já chegamos aqui, 14 anos, levar este barco adiante se faz necessário. Vejamos uma data e nela, um ajuste, mais do que necessário para seguir em frente. A continuidade dessa conversa se dará no Grupo do Tomate, no whatts e por lá, definiremos data e pauta. Vamos juntos?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026


ZANIN VOLTOU, ANA BIA FEZ ANOS E O HPA PRESENCIOU O FELIZ REENCONTRO
Isso vale uma bela e longa história. Duas valentes mulheres, uma chegando na casa da outra, depois de longa viagem, tudo para comemorar seu aniversário. Escrevo das duas.

Maria Cristina Zanin Sant'Anna é dessas abnegadas advogadas, das pessoas que, diante de tudo o que se vê acontecendo no mundo de hoje, distorções em cima de distorções, coloco sem nenhum problema a mão no fogo. Ela é muito mais do que se pode considerar como "gente fina". A conheço de militância verdadeira, não só pela causa da Justiça plena como na defesa dos Direitos Humanos. Zanin é lutadora das boas causas e amiga de longa data. Estava em viagem, problemas de saúde com o irmão, indo e vindo para Bauru e ao chegar, me liga e queria ver Ana Bia, essa recém saída de recente cirurgia de varizes.

É o tipo de sensibilidade a diferenciar as pessoas neste atribulado e confuso mundo onde vivemos. Zanin é assim e é exatmente por isso, que eu e Ana Bia, a aniversariante do dia, a admiramos, somos amigos e confiamos em tudo que faz. Encontro com ela num café, conversamos sobre essas tantas questões hoje nos atormentando e da intensa luta, essa ainda começando a ser travada, sobre a permanência deste país dentro do salutar Estado Democrático de Direito. Evidentemente, eu e todos os que ainda respeito e sigo junto na caminhada desta vida, temos por princípio nos esgrimar frontalmente contra o fascismo e essa ultrajante ultra-direita, capitaneada pelo bolsonarismo. Zanin é uma eterna militante desta causa e além de tudo, uma ótima advogada, dessas que, sempre que posso e a vejo por perto, faço questão de repetir, "nada como ter a salutar companhia de uma excelente causídica por perto". Sempre que ajo assim, ela ri e seguimos em frente, enfim, a luta de uma vida inteira, precisa muito de bons ao nosso lado.

E daí, a levo em casa e festejamos, desta forma, ao noso modo, mais um aniversário da companheira de todas as horas, Ana Bia. Uma gostosura chegar em casa de surpresa, com um bolo, doces e salgados debaixo do braço, montarmos uma mesa simples num canto da sala e ali, com uma velha vela, fazermos a festa. Foi o modo como encontrei para comemorar mais uma passagem de ano de Ana Bia. Comemos e brindamos com taças de vinho do Porto - só Ana não bebeu, por causa da convalecença da cirurgia -, mas rimos pra dedéu, trocamos confidências e relembramos boas histórias, dessas a mover sempre para frente nossas vidas.

Enfim, tenho certeza, Ana ficou feliz com a surpresa e Zanin, nos presenteou com sua presença, algo que sempre nos dignifica cada vez mais. Eu a tenho como uma das mais sinceras amizades, dessas que, me enchem de orgulho. Eu tenho esse orgulho comigo, carrego isso como algo inerente ao posiconamento e escolhas que fiz ao longo de minha vida, o de manter ao meu lado gente brava, disposta a colocar a cara a tapa por causa dessa causa, que nada mais é do que ver o Brasil continuar trilhando caminhos altaneiros. Somos de briga, não nos vergamos, nada mais nos amedronta, pois já vimos quase de tudo nesta vida e mesmo, diante de algumas decepções - umas certas, outras ainda surpreendendo -, não temos escolha e assim sendo, continuamos na incessante busca de outro mundo possível, bem mais palatável do que o atual, onde Trumps, Bolsonaros, Rosins, Tarcísios, Mileis, Pontes, Moros não nos vergarão. Antes tivemos Malufs, Collors, Figueiredos, Médices e outros quetais. Ou seja, a luta continua. Feliz aniversário, querida Ana Bia e vida longa para nossa causídica, Cristina Zanin, mulheres de fibra.

A FESTA QUE FAÇO AO REENCONTRAR PESSOAS QUERIDAS - ZANELLO É O CARA
Zanello é um velho bardo destas plagas. Eu sempre gostei demais da conta de escrevinhar, passar para o papel histórias de gente como ele. Mais simples que ele impossível. É um fotógrafo, no que essa profissão tem de mais sublime. Depois do advento do celular, este bravo cidadão teve que se reiventar para continuar conseguindo tirar fotos pela aí. Fez e aconteceu até quando deu. Já contei algumas de sua peripécias em antigos escritos. Na junção de muitos destes, com certeza, daria um belo livro. Qualquer dia ainda sento com ele, ouço tudo o que lhe vai pela cabeça e sai algo mais consistente sobre essa vida das mais empoderadas que conheço.

O gosto de reencontrar pessoas como ele pela rua é a festa que faz, ou seja, o danado fica contente em estar trombando comigo e eu idem. Somos dois bobões deste mundo. Podemos até ser chamados de bobos alegres, designação mais ajustada para seres como nós, demonstrando felicidade por continuar vivo e podendo continuar se vendo pela aí.
Neste último domingo, para minha felicidade, o vi na Feira do Rolo e ao meu ver, empunhou seu celular num pau de selfie e me disse: "Quero gravar algo contigo, nem sei o que, mas quando ligar o celular, a gente descobre do que vai falar". E assim foi feito. Estávamos pouco adiante da Banca do Carioca, o livreiro da feira, justamente defronte a do Betinho, um pioneiro, ele e seu pai, deste negócio de feirar. Este, também conhecido do Zanello se junta a nós e gravamos algo sobre os primordios da Feira do Rolo.

Zanello me diz estar agora gravando curtos vídeos. O faz tão logo bata de frente com gente conhecida e que caia no seu agrado, com algo para contar. Fico contente, pois me considerando deste time, fiz parte de uma dessas gravações. Ele liga o aparelhinho e deixa a coisa rolar. E tudo acontece espontaneamente, de uma forma divinal. Ele, assim como eu, até podemos ser considerados como diferentões, mas na verdade, somos o que somos, pois vemos que, em lugares como aquela feira, nada melhor do que querer se apresentar com algo a diferenciar dos demais. Eu cheguei junto envergando a camiseta deste ano bloco do Tomate, a chinelada na Suéllen e no Trump. Zanello não sai sem seu jaleco de fotógrafo e neste dia, estava com um chapéu típico de gaúcho, desses mais rasos e presente de um amigo sulista, pampeiro.

Passa mais uns dias, quwria postar as fotos e hoje recebo pelo whatts, mais um convite advindo do espevitado amigo. Ele vai fazer aniversário na sexta e me convida para ir vê-lo numa missa, onde vai tocar sua viola caipira e depois, quer que comemore com ele e alguns outros diletos considerados, seu aniversário. Diz, pelo menos para mim, que o "chopp será por minha conta". Nem precisava, pois estar com gente da estirpe do Zanello é para mim motivo de orgulho e contentamento. Sei que, compoarecendo no que me convida, terei mais, no mínimo, uma dezena de novas histórias, dessas que ouço e depois não me seguro, quero contar por aqui. Aguardem mais um bocadinho, creio que, semana que vem terei mais coisinhas pra contar do mundo "zenelista" de encarar isso tudo, que a vida, como a construímos e vivemos. Adoro ter comi sincero amigo, gente como este aqui fotografado dançando lá no meio da feira no domingo passado.

LULA É ISSO, TEXTO DO SITE "HORIZONTE ABERTO"
“Repórter americana pediu desculpas a Lula… e o gesto dele emocionou até os seguranças”
As câmaras já estavam posicionadas. A sala de conferências em Kuala Lumpur, na Malásia, estava repleta de jornalistas do mundo todo. O encontro entre Lula e Donald Trump tinha virado o assunto do momento. Dois líderes, dois estilos, um mesmo palco, mas ninguém imaginava o que aconteceria a seguir. Entre os repórteres estava Amy Collins, jornalista americana conhecida pelas suas duras críticas a Lula.
Ela chamava-lhe de populista, teatral, presidente de emoções e agora estava ali a poucos metros dele, com o microfone a tremer nas mãos. Quando Lula entrou, o ambiente mudou. Trump manteve o semblante firme, o mesmo olhar de empresário calculista. Já Lula, de fato simples e sorriso leve, cumprimentava todos, mesmo quem o evitava.
A câmara captou o instante em que os dois cumprimentaram-se. Um aperto de mão rápido, mas sincero. As luzes dos flashes rebentaram e no fundo da sala Amy respirou fundo. Era a primeira vez que via de perto o homem que anos atrás ela tinha chamado encenação política. O moderador anunciou: "Agora vamos abrir perguntas para a imprensa internacional.
Amy levantou a mão. Os olhos dela denunciavam nervosismo. O tradutor coxixou algo ao ouvido de Lula e este assentiu, olhando diretamente para ela. "Senhor presidente", começou Amy com a voz embargada. Há anos atrás, eu critiquei o senhor e hoje, depois de ver o senhor ao lado de Trump, percebi que talvez tenha julgado mal.
O auditório ficou em silêncio. Ninguém esperava uma pergunta destas, muito menos uma confissão. Ela continuou: "Eu disse que o senhor representava um país dividido, mas agora vejo que o senhor transporta algo que nós, jornalistas, nos esquecemos. Humanidade. Lula aproximou-se lentamente do microfone.
O seu rosto era sereno, quase paternal. Trump, ao lado, observava em silêncio. Lula olhou para repórter e disse apenas: "O mundo muda quando entendemos que o outro também sente". Amy tentou sorrir, mas as lágrimas vieram primeiro. Ela baixou o microfone e a sala explodiu em aplausos. Até os seguranças, habituados à frieza dos eventos diplomáticos, enxugavam discretamente os olhos.
E foi ali, naquela conferência longínqua, que uma simples repórter americana descobriu que o poder de Lula não estava nas palavras, mas na calma de quem já sofreu e mesmo assim aprendeu a perdoar. Depois da cena inesperada, o salão continuou em silêncio durante alguns segundos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026


QUANDO VEJO COMO SE DEU A VOTAÇÃO PARA A TAXAÇÃO DO LIXO EM BAURU, RECORRO AO LIDO NO LIVRO "UM HOMEM CHAMADO MARIA", PENSAMENTO DO JORNALISTA ANTONIO MARIA:
"(...) Minha admiração pelos homens que passam os dias inteiros na praia. São homens honrados. Não fazem negócios escusos, não emprestam dinheiro a 4%, nem ganham comissões nas empreitadas do governo. Ficam na praia, que é de graça, expostos às graças do sol, adquirindo a pugmentação necessária a essa vida úmida dos trópicos. Gosto mais dessa gente, dessa humanidade que não ajuda mas também não atrapalha. Gosto mais desses que dos outros, os que acordam às 6 e partem, às 7, magros e pálidos, para a chamada zona bancária. Aquele escritor, cujo nome é o mesmo do cachorro de Jacinto de Thormes, dizia que Júlio Cesar não gosta de homens magros. Pensam muito. Chegam a muitas conclusões. Gosta (o escritor, não o cachorro) dos homens luzidios. E são estes, os da praia de Copacabana, que passam óleo nas costas, no rosto e nos maus pensamentos".

Antonio Maria, pernambucano, se encharcou do que ia pelas ruas, principalmente as de Copacabana, seu grande cenário, e tirou dali material entre o sentimental e o repartarioso para retratos argutos da alma carioca, como este que publicou no jornal Última Hora, em janeiro de 1961.

Grifei este trecho, pois sabia, me serviria para exemplificar contra os que investem contra os praieiros, mas fazem/produzem coisas imensamente mais horrorosas do que estes.

Agora mesmo, num clássico exemplo, vejo os vestustos vereadores de Bauru - nenhum praieiro -, aprovando a taxação do lixo, a cobrança de impostos escorchantes para a população, jogando tudo para mais de 30 anos, fazendo vista grossa para o não término da Estação de Tratamento de Esgoto e achando o máximo, a incomprefeita Suéllen Rosin, vir a público com mais uma promessa, a de abrir licitação para iniciar o Hospital Municipal, ou mesmo, para reformar/restaurar o prédio da antiga Estação da NOB. 

Como podem? Podem, tanto que fizeram. Fariam muito mais pela cidade se estivessem na praia, não causando problemas para Bauru. No entanto, estão aqui e irão continuar, o que é pior.

UMA ALCAIDE QUE NÃO CONSEGUE RESOLVER O PROBLEMA DAS ENCHENTES EM BAURU E DIZ ESTAR PREPARADA PARA DAR O PONTAPÉ INICIAL NA CONSTRUÇÃO DE UM HOSPITAL ESTADUAL E REFORMA DE UMA ESTAÇÃO FÉRREA PARA ABRIGAR A PREFEITURA, ALÉM DE DESISTIR DE TERMINAR A ETE, ESTAÇÃO DE TRATAMENTO ESGOTO - SUÉLLEN É PROMESSONA
Reflexão feita após ver o vídeo do JC e ler texto abaixo: 
https://sampi.net.br/bauru/noticias/2963185/bauru-e-regiao/2026/02/chuva-rapida-alaga-vias-e-deixa-carro-ilhado-em-bauru-video?

"12mm de chuva, pouco mais que uma forte garoa já inundando Bauru, nos mostra o TOTAL descaso do Poder Público com a drenagem urbana. Esse é o preço do uso da impermeabilização do solo desassociado de estudos e implantação de projetos de drenagem, como chamaríz de votos nas eleições de prefeitos e vereadores. ACORDA BAURU!", ex-secretário municipal e diretor do Zoólogico Municipal de Bauru, Luiz Pires.