É HOJE, BOA DISCUSSÃO SOBRE OS DESTINOS DO SAMBÓDROMO, NA CÂMARA DE VEREADORES - AINDA DÁ PARA ACREDITAR EM ALGO SÉRIO ADVINDO E DISCUTIDO DENTRO DESTE LUGAR?Ultimamente, diante de aprovações sem nenhum tipo de lastro, a Câmara de Vereadores de Bauru se tornou um lugar onde boas discussões deixaram de acontecer. O que me dizem de lugar, onde de 21 vereadores, no mínimo 17 se aliam cegamente aos interesses de uma família, a da atual mandatária da cidade e contrariando os reais interesses da cidade? Coisa boa não sai daí, já virou mantra na boca de quem segue o que vem de lá.
Daí, como ainda achar possível que, surge daí uma boa discussão sobre os destinos de um bem público abandonado? É difícil, mas não custa tentar. Quando vários atores políticos se juntam e se comprometem a comparecer, o que pode sair deste encontro é algo sobressaindo aos interesses políticos de alguns, que gostam de aparecer, postam fotos e falas, mas depois não prosseguem com a luta. Para fugir disso só mesmo a união de gente interessada em modificar o estado de coisas e lá, unidos, mostrar para quem quem aparecer que, algo de bom, salutar pode sair daí, mas não por causa da ação da vereança, mas sim dessa vontade coletiva, que extrapola o que acontece lá dentro da dita como Casa de Leis.
O que acontece com o Sambódromo de Bauru é mais uma das tantas vergonhas se repetindo dentro do cenário desta cidade. Onde já viu, nada ser feito pela administração pública municipal, deixar que um espaço como aqueles, que se bem aproveitado, poderia trazer tanto retorno pra cidade, se deteriorar e chegar num estado, onde o mais provável, não seja sua reforma, mas sim sua reconstração. Por que deixaram tudo chegar no estado de pleno abandono? Quais interesses estão por detrás disso? A cidade precisa entender isso e a partir deste entendimento, pressionar com toda força, para que ocorra uma modificação de procedimentos. Passivamente, só reclamando e nada propondo e exigindo, tudo continuará na decrepitude.
Ir lá hoje, nessa Audiência Pública é brigar por Bauru e contra o que vem sendo feito pela administração incompetente de Suéllen Rosin & Família, junto da maioria de seus vereadores. Não queremos ir lá na Câmara para alavancar nenhum político, mas para buscar soluções para o Sambódromo. Chega de muito "carnaval" em cima deste tema. Quero ouvir cada vez menos os vereadores, mas os dignos representantes do samba, do Carnaval (este com C maiúsculo), saber da comunidade no entorno, os moradores dali, os que sabem que, naquele local pode ressurgir um espaço público, não só destinado para a festa carnavalesca, mas com utilização o ano todo e para várias atividades culturais. É com este espírito que lá estarei e também a maioria dos presentes.
A AUDIÊNCIA SERVIU PARA REVELAR QUE ESSA ADMINISTRAÇÃO NADA FARÁ PELA RECUPERAÇÃO DO SAMBÓDROMO
Nenhuma novidade. Alguém aqui desconhece que, a alcaide bauruense, reeleita para seu segundo mandato, a dita por mim como incomPrefeita Suéllen Rosin detesta o Carnaval e mesmo dizendo algo fazer por ele, a maior festa popular brasileira, na verdade, empurra com a barriga decisões maiores pelo seu engrandecimento e valorização. O Sambódromo de Bauru, dito como o segundo a ser inaugurado no Brasil, está há mais de sete anos interditado, com problemas de drenagem, pois feito à beira de um barranco e depois de uma imensa cratera brotar no meio de sua pista, o perigo era tudo desbarrancar. Sete anos se passaram e hoje, mais uma AUDIÊNCIA PÚBLICA é realizada e nele convdados, desde a prefeita, como alguns secretários, como o da Cultura, Finanças e de Infraestrtura. Como sempre a prefeita não comparece, pois sabe, seria cobrado de forma dura. Deixa a batata quente nas mãos de quem trabalha sob suas ordens e direcionamentos, algo como Donald Trump faz com quem está sob o seu tacão. Estes vão lá, falam, expõem, mas não revelam o que de fato ocorre: quem decide de fato, quem dá a pultima palavra, não aceitando ser contrariada é Suéllen. Daí, mesmo com a discussão sendo edificante, sabe-se de antemão, nada será executado nessa administração, no sentido da recuparação do Sambódromo.
Resumo da ópera: duas representantes de duas secretárias fazem uso da palavra e deixam transparecer algo insólito. A Prefeitura, pelo que foi dito, já gastou em duas etapas, R$ 177 mil reais e depois mais R$ 200 mil reaqis para os tais estudos, que segundo ouvi, fazem uma prospecção na área, com sondas de até 30 metros. Confesso, nunca ouvi alguma notícia dessas sondas terem perfurado o local. Estranho, mas pelo dito, gastos já de quase R$ 400 mil reais. A certeza que possuem é a de que, uma obra dessa natureza se houvesse caixa para sua realização demoraria aproximadamente 14 meses. Como não existe dinheiro disponível, nem vontade política, pasmem, foi dito que, para sua realização, seria necessário a cidade (quem o faria?) ir atrás de recursos através de emendas ou leis de incentivo, junto aods governos estaduais (de Tarcício tenham certeza, outro fundamentalista, não viria nenhum centavo) ou do federal (só se Lula novamente salvar a Pátria). Uma das duas afirmou que, "o dinheiro que recebemos para fazer uso o ano inteiro é de R$ 17 milhões e essa obra, pelo orçamento que temos, ficaria em R$ 12 milhões". Ou seja, pelo conjunto da obra, sabe-se de antemão, a prefeita não moverá uma palha para qualquer tipo de ação de recuperação do Sambódromo.
Muitos foram convidados a dar depoimentos sobre, não só a importância da obra em si, mas do contexto envolvendo o Carnaval historicamente na cidade de Bauru. Carrijo, ex-vereador, da escola de samba Mocidade da Vila Falcão relembrou de seu pai, Guilberto Carrijo, quem dá nome ao Sambódromo e contou histórias. O ponto relevante foi quando, já cansado pelos anos sem solução, diz: "Já cansamos de justificativas. Precisamos de coisas objetivas. Quanto custa? Quanto tempo demoraria essa obra?". Recebeu as informações, mas o balde de água fria veio com a certeza, com Suéllen nada ocorreria. Dulce Baté, da escola de samba Estrela do Samba de Tribiriçá, muito educadamente, ao seu estilo, demonstra por A + B, que "quem faz precisa depois promover também a manutenção, porém, como isso não ocorreu, a situação chegou na calamidade atual". Jair Odria, 86 anos, prócer da escola de Samba Mocidade da Vila Falcão foi muito contundente, sem mais paciência, afirma "estar cansado e que a prefeita por ser evangélica, não gosta de Carnaval e assim sendo, nada fará pelo mesmo".
Ponto final, a Audiência poderia ter sido encerrada aí, porém outros ainda queriam se manisfestar. E o fizeram, Paulo Maia, ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Kelly Magalhães, arquiteta e professa da Unesp Bauru, Rose Barrenha, moradora das imediações do Sambódromo, representando os moradores e outros. Todos bateram na mesma tecla, a de que algo já deveria ter sido feito, a atual avenida onde ocorre o desfile é imprópria, inadequada e não atende um mínimo de respeito para com a festa. Fundado em 1991, interditado em 2019, a sina do local, pelo menos até o final dessa administração é permanecer no estado de ruínas, decrepitude comparável com os procedimentos usuais dessa esdrúxula administração, fundamentalista, conservadora e por fim, bolsonarista. Juntando estes três predicados, nada bonificantes, a certeza, o Carnaval nunca será prioridade e sem pressão, nada ocorrerá em prol da festa.
A discussão, diria mesmo, exposição de intenções e depoimentos de quem ama e não só gosta do Carnaval, como dele extrai néctar para tocar suas vidas é a de que, os momentos passados ali dentro da Câmara de Vereadores serviu para escancarar algo que, já era do conhecimento de todos. Cansa ouvir a repetição de uma antiga ladainha, sempre despontando pela boca de alguns, designados para ocupar cargos neste Governo: "o projeto está na fase final". Na verdade, não existe previsão nenhuma. Tudo conversa fiada. O próprio secretário de Cultura, Roger Barude afirma que, vai se movimentar e "irá atrás destes recursos", porém, sem nenhuma convicção. Um servidor da Casa de Leis, meu velho conhecido, vem até minha mesa, após ouvir parte das justificativas e me fala ao ouvido: "a questão é ideológica e não uma questão de custos. Simples assim. A prefeita não vai fazer, não quer fazer nada pelo Carnaval".
Ao final, uma só certeza, a de que, alguma movimentação ocorreá somente se alguém for buscar verba pública - notadamente federal - e se isso ocorrer, um gaiato me sopra nos ouvidos algo mais do que intrigante: "Meu caro, Bauru tem todo o dinheiro para concluir a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto -, a prefeita já vai para seis anos à frente da Prefeitura e nada avançou. Imagina se, em algo pelo qual abomina, irá fazer algo, mesmo tendo dinheiro para realizar a obra. Eu me lembro que, quando foi levantado o tema da recuperação da Casa dos Pioneiros, hoje em explícita ruína, ela aventou a possibilidade de fazer uma campanha junto a empresários, para ver se algum destes se prontificava a dar uma contrapartida para a cidade. E nunca mais tocou no assunto. Suéllen é a cara da inércia política". Muitos outros (as) tinham muito mais coisas para falar, discutir e expor, porém, ao final, a conclusão final é de que, tendo Suéllen Rosin como administradora, nem um milímetro avançará. Derrubar, lacrar e prometer ela é boa, pois derrubou o chafariz da praça, depois lacrou o Hotel Imperial e o Milanesi, na sequência, quando da reeleição prometeu um Hospital municipal, chegando a publicar nomeação de uma provável diretora, mas nem a capinação do terreno foi feita e por fim, afirmaou por várias vezes que, mudaria a sede da Prefeitura para a estação da NOB, mas essa, assim como o Sambódromo, continuam interditados. Ou seja, ninguém foi embora para casa com um pindo que fosse de esperança positiva.
ALGUMAS GRAVAÇÕES DESTE HPA, DISCURSOS OCORRIDOS NO EVENTO:
1 - Dulce Baté, da escola de Samba Estrela do Samba de Tibiriçá:
SEBO O LIVREIRO, VAI FECHAR SUAS PORTAS EM BREVE - ENTENDA COMO SE DÁ A DESPEDIDA DE REGINALDO FURTADOQuem gosta de livros e de ler, não tem como, conhece todos os recantos livrescos de uma cidade, seus sebos, livrarias, funcionários e donos das livrarias e afins. Reginaldo Furtado é um professor da dita velha guarda e depois de ficar viúvo, até para dar um novo rumo para sua vida, preenchê-la com mais atividades, juntou todos os livros que foi juntando ao longo de sua vida e montou um sebo. Juntou a fome com a vontade de comer quando, conheceu uma senhora, moradora da rua Saint Martin, que lhe cedeu um espaço, tudo para ver sua casa mais movimentada e ele, adorou a ideia, pois pode a partir disso montar o seu primeiro comércio de livros, um sebo dentro do formato como pensava poder ir dispondo seus livros.
Assim nasceu "O Livreiro", que há alguns anos está encravado ali no nº 15-07 da subida da Saint Martin, algumas quadras depois da avenida Rodrigues Alves. E desde que abriu, o negócio deste mais novo livreiro da praçá nunca foi o de enricar com a coisa. Na verdade, o lugar virou um local de encontro, muito bate papo e a partir daí, o comércio de livros. Ele criou seu horário, dentro de suas possibilidades e o que antes era uma área da residência dessa senhora, virou mais um ponto de encontro na cidade.
Isso perdurou até alguns meses atrás, quando foi comunicado da intenção dessa senhopra em vender a casa. Nada atribulado, tudo feito com a devida folga e fleuma, muita calma, mas com o passar dos meses, ele sabe, precisará fechar as portas, pelo menos neste endereço. Já pensa em, num curto espaço de tempo, encaixotar tudo, guardar em sua casa, descansar, resolver o imbróglio de sua aposentadoria esó depois, repensar num outro lugar e assim dar continuidade neste negócio, que confessa, gostou muito. E quem já esteve por lá também gostou muito. Reginaldo tem um preço justo para cada livro, mas regateando, aceita propostas e não deixa a pessoa ir embora sem levar alguma coisa.
Triste ele não está, pois sabe, depois de longo tempo de labuta, nada como tirar uma espécie de férias forçada, refletir melhor sobre dar continuidade, arrumar um outro ponto e tocar o barco adiante. Reginaldo tem livros a dar com pau e os separa muito bem. Tem os de sua coleção particular, os de sua preferência e os que foi juntando e estão nas prateleiras d'O Livreiro. Estes últimos, os que restarem da liquidação em curso, R$ 10 cada, irão para caixas e posteriormente voltarão para outras prateleiras. Ele, como se sabe, motociclista de quatro costados e pelo corre dos últimos tempos, encostou a máquina num canto. Agora, espera colocá-la em circulação novamente, desde a saúde assim o permitir. Tristeza mesmo é a constante reclamação pelos problemas nas articulações, dificultando o caminhar e, consequentemente, até o andar com sua possante. Driblando isto tudo, em breve o veremos novamente nas paradas de sucesso e O Livreiro reaberto por aí. Ele promete fazer a maior força, para que toda a interrupção demore o menor tempo possível, mas como nem tudo depende dele, cá do outro lado, tem uma grande torcida, dando a maior fé para que tudo dê muito certo nos seus planos. O Livreiro não pode se findar, pelo bem de uma imensa legião de fãs.