Ela conseguiu
sábado, 5 de setembro de 2026
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Estou precosando fazer este desabafo, entalado aqui dentro de minha garganta. É que, ao passar, mais um vez diante do Museu Histórico e Militar de Bauru, sou praticamente seguro pelo seu idealizador, o militar da reserva Jorge dos Santos, que me leva mais uma vez para dentro e a partir daí, faz questão de mostrar, lugar por lular, peça por peça, tudo o que guarda ali dentro com tanto carinho. No museu idealizado por ele, não se encontram somente peças de cunho militar, mesmo este nome permanecendo gravado como oficial. Eu entendo o que vai pela cabeça do Jorjão e aqui tento descrever. Isso deste museu, creio que intensificado após sua aposentadoria é o que toca sua vida. Existem muitos projetos iguais a esse rolando mundo afora. Tratam-se de coleções pessoais sendo colocadas à visitação pública. No exterior, conseguem atingir uma conotação altamente positiva, obtendo grande apoio e consideração.
Analiso a seguir, não o fato em si, dele ser oriundo do meio militar, mas de seu amor pelo que faz. Eu e Jorge possuímos laços indissolúveis e irreconciliáveis ideológicos, ele num campo, eu noutro, porém, nunca deixamos de conversar. E neste momento volto a comprovar isso. Ele não ataca o segmento onde me encontro, aliás ele tenta me compreender e eu a ele, o que é um grande passo para o entendimento humano. Esclareço isso e vou para o campo do que faz. Jorge é um abnegado e conseguiu não só abir o seu "museu", como formas de mantê-lo e ir conseguindo benefícios, que me conta, não são pessoais e sim, para o empreendimento que toca. Conseguiu o prédio, instalações internas e mais que isso, peças de alto valor para a história de Bauru, de São Paulo e do Brasil.
Pergunto a ele se tem algum acompanhamento, algum pesquisador renomado a lhe aconselhar. Ele faz a maioria de tudo o que ali se vê pela sua cabeça, mas ouve muitos e desta forma, vai alterando rumos e se adequando. Ele sabe que, não dá para tocar tudo aquilo só pela sua cabeça. Isso , por si só já é um ótimo caminho. Ali dentro, vejo a cada retorno, peças que poderiam muito bem estar nos nossos museus públicos, mas não. Estão com ele por um único motivo, ele faz, acontece e mostra resultados e os três museus bauruenses - agora quatro, pois o do Lauro de Souza Lima também fechou - não abrem nem com reza braba. Ele possui coleções de cerâmicas que poucos lugares do Brasil possui. Isto tem um valor inestimável. Além de tudo, ele possui uma rede de gente que, viajando por aí ou se desfazendo de peças históricas, quando chega o momento de pensar em levá-las para algum lugar onde possa ser de fato preservada, escolhem deixá-las em suas mãos.
Sim, o Jorge, quer queiramos ou não, chegou neste patamar em Bauru e tudo isso paralelo ao descaso com que é tratado a questão museológica, dentro do serviço público municipal. É inconcebível todos nossos museus continuarem fechados, o maior deles, o ferroviário, sob a alegação de não ter liberação dos "bombeiros". Pera lá, essa justificativa atravessa mais de uma década, sem solução. Isso para mim tem outro nome. Como Jorge, sózinho e sem o respaldo de tudo o que existe por detrás dos museus públicos consegue e os nossos seguem estagnados, paralisados e lacrados ao atendimento ao público. Tem muito de comodidade e pouco caso nisso tudo.
Sabe o que ouvi dele? Para mim, um absurdo, mas plausível, pois se não existe quem faça dentro do público, ele está predisposto a fazer. "Se passarem os museus públicos de Bauru para eu administrar, eu reabro todos e os coloco em funcionamento", me disse. Fiquei estupefato com a decalaração. A entendo, não levando para o campo pessoal, de quem seja e o que representa o Jorge, mas pela sua vontade de fazer. Isso é inegável, ele possui vontade e faz. A prova é o que vejo dentro do seu espaço, o seu museu. Vejo ali junto de tudo o que faz, seu filho, jovem sendo formado para tocar o barco quando o pai cansar ou envelhecer demais. Jorge passou dos 60 anos e temos museus municipais com mais idade que isso, porém foram largados ao esquecimento. Do acervo que vejo exposto no do Jorge, penso em como deve estar o acervo do Museu Histórico Municipal, que a última vez que funcionou foi uma quadra dali, na rua Antonio Alves. Depois, fechado e acervo juntando teia de aranha.
E ele, assim como fazia o querido e saudoso PH, lá no Museu Ferroviário, seu último local de trabalho, ambos nos vendo passar pela rua, nos levavam para dentro e com suas histórias, todas detalhadas, tentavam nos fazer estar inseridos na importância do que estávamos vendo. Jorge e PH são pessoas únicas e hoje, quem mais possui essa abnegação? Sim, sei existir outros, tolhidos no seu fazer dentro da estagnação dos museus públicos municipais. Daí, dentro da paradeira dessa inepta administração pública municipal, capitaneada por gente despreparada, como Suéllen Rosin, nada se pode esperar para algo como a Cultura, principalmente a relacionada às questões do patrimônio histórico. Diante de como ela, a alcaide, pensa em resolver a questão dos hotéis tombados e abandonados ao largo da estação da NOB, já dá para se ter ideia de tudo o mais.
O intuito deste texto é somente um, o de olhar o que uma pessoas sózinha consegue fazer no quesito guarda de material histórico e o que se vê em curso dentro das hostes dos três municipais e agora, também outro, na mesma situação, o Lauro de Souza Lima. Façam como fiz, entrei lá para ser ciceroneado pelo Jorge e o fiz sem reservas, deixando de fora as restrições ideológicas e o que vi, quand ocomparado com o que vejo acontecendo com os museus públicos é como estar diante da água e do vinho. Creio que, numa nova administração, tudo precisa mudar, inclusive as direções, pois também permitiram ao se manterem isoladas e contritas dentro de uma espaço fechado, que tudo só piorasse. Ouvi também do Jorge, algo que, estarrece, mas é esclarecedor: "Se me passarem o Automóvel Clube em concessão, como tenho aqui do espaço onde me encontro, por 30 anos, renováveis, faço aquilo tudo acontecer". Olho para o que vejo em seu museu e constato. Ele fará mesmo e me pergunto aos meus botões: e se ele faz sózinho, por que até agora, nada acontece nos nossos? A desculpa da liberação dos "bombeiros" será usada ad eternum? E diante dela, o que fizeram para reverter isso? De onde vem essa decisão pela permanência dos museus fechados? E como os públicos nada fizeram, Jorge continua fazendo e recebe a cada dia novas doações, algumas de altíssimo valor, de pessoas que, diante do quadro bauruense, olham para quem faz e decidem, "este faz e preserva e é com ele que o material precisa ser entregue". É pra chorar de um lado e pra levar muito a sério de outro, pois Jorge, já pensa em como conseguir o dinheiro necessário para ter anexado ao museu um terreno, local onde hoje funciona um estacionamento de veículos na rua Antonio Alves. Enquanto isso, temos a Estação da Cia Paulista já pronta, restauro de algumas décadas e nenhuma informação de quando este museu voltará a ser reaberto ao público.
Em tempo: Aberto agora, dentro do museu o Café Barres. Após o fechamento do empório Barres, Júlio, seu idealizador, acerta com Jorge e agora, abertos no horário comercial, um café com muito estilo. Café com visual extraordiário e conversa que flui paar tudo, inclusive com placas trazidas de caffeiras da região e ali nas paredes, a demonstrar que, quem quer faz, quem não quer, vai deixando o tempo passar e são engolidos. Essa união é outro acontecimento a ser enaltecido e divulgado. Provei do café e também da água, trazida pelo Júlio de sua propriedade rural e recomendo. A porta principal do local - nas fotos, uma dele só e noutra eu -, Jorge me disse ter conseguido após a demolição de um dos mais antigos hóteis do centro bauruense e faz questão de apregoar, sem confirmação, ter por ela passado nada menos que Che Guevara, quando de sua passagem incógnita pela cidade, de forma anônima e à caminho da Bolívia. De cada peça, tem uma história para contar e confesso, vale a pena ouví-las.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (219)
SIMONE TEBET, FUTURA SENADORA POR SÃO PAULO, REVÊ BAURU E CIRCULA PELO CALÇADÃO DA BATISTAA matogrossense de Três Lagoas, onde já foi prefeita, Simone Tebet não é de esquerda, mas terá meu voto para senadora por São Paulo neste pleito. Creio nem se faça mais necessário explicações, mesmo eu sendo de esquerda e ela, de uma ala, antes considerada direita e hoje, liberal, não coadunando com a bestialidade praticada pela extrema-direita, hoje muito fascista. Isso a fez se aproximar do governo Lula, quando percebeu que, principalmente lá no estado onde se criou e nos confins deste país, terras dominadas pelo espectro do agronegócio, a ideologia vigente passou a ser de uma radicalização extremada bolsonarista, ou seja, sem possibilidades de diálogos producentes.
Viu que era chegada a hora de mudar de lado. Foi ser ministra de Lula e desde então, quase quatro anos, tem sido uma forte porta-voz, interlocutora entre o que representa hoje e os que ainda não se conscientizaram que, aliados do atraso bolsonarista teriam muito mais a perder do que se aliando a alguém como Lula, com uma proposta de diálogo e de avanços, que dificilmente ocorreriam quando portas se fecham, principalmente para os mercados em evidência, como por exemplo, o chinês. A Simone destes últimos tempos é tão recomendável, a ponto de ter sido escolhida pessoalmente por Lula, para capitanear uma necessária mudança nas eleição paulista, quando ela e Marina Silva, nenhuma petista, concorrerão as duas vagas ao Senado.
Hoje, pela manhã, ela passou por Bauru, nessa agenda maluca e cheia de compromissos que os políticos estão executando, percorrendo trechos inauditos em exatos trinta dias. Amanheceu em Bauru e percorreu com o ex-prefeito, candidato à deputado federal Rodrigo Agostinho, o Calçadão da Batista. Antes disso, conversou com a imprensa e apoiadores/eleitores debaixo das ainda restantes árvores da praça Rui Barbosa. Suas lembranças vão longe, pois desde criança circulou muito pela rodovia Marechal Rondon, desde muito antes dela ter sido duplicada e pedagiada. A ouvi dizendo que, de Bauru propriamente, poucas entradas, mas da estrada, conheceu cada posto de combustível, pois esse era o caminho de sua cidade, passar dentro de Bauru, no caminho para São Paulo.
Três Lagoas é logo ali, no final da Rondon, depois do grande rio, e muitos anos atrás estive por lá com o saudoso Darci Rodrigues, que serviu o Exército por lá e queria me mostrar a cidade. A prefeita era ela, chegamos a ir na Prefeitura, mas ela estava viajando. O revolucionário Darci, exilado político em Cuba, me contou histórias do pai dela, Rames Tebet, ex-prefeito, governador e senador, da ala antiga do PMDB, daquela que abrigou toda a esquerda, quando só podiam existir dois partidos políticos. Ela se gaba de apregoar, que a consciência de classe conquistada se deve muito ao seu pai, suas histórias e por todos os políticos que transitaram em sua casa. Hoje, infelizmente, o PMDB não é nem sombra daquele ajuntamento político, sendo massa de manobra do fascismo do desGoverno de Tarcísio de Freitas em São Paulo.
Simone não é paulista, mas adotou São Paulo e pelo que vejo, se sente em casa andando pelo interior. Ela deve se deparar com muita gente obtusa e não conseguindo enxergar o óbvio, o de um conservadorismo, que o faz já estar prestes a perder o posto de locomotiva da Federação. Em muitos quesitos já ficou para trás, como a Educação, hoje com estados nordestinos muito mais avançados na política pública do que aqui. Ela está muito atenta a isso e nessas incursões pelo interior, tenta fazer o que pode para, primeiro ser eleita, depois alavancar Haddad, Marina e, principalmente Lula. Ela tem muito carisma e hoje, algo muito mais importante, ela enxerga o Brasil de forma muito diferente de como chegou a fazê-lo tempos atrás. A convivência com Lula a amadureceu e a melhorou.
Eu, como petista, não me sinto nem um pouco constrangido em votar nela, pois assim como Geraldo Alckmin, os vejo não políticos contidos, mas políticos transformados. Algo mudou significativamente dentro deles e para melhor. E percebo, tanto ela quanto Alckmin, estão com um discurso afinadíssimo com as mudanças, como fim da escala 6 x 1, até maior que muitos petistas. Eu adoraria ver uma transformação radical neste país, mas sei isso não ocorrerá, pelo menos com a mentalidade hoje vigente no país, muito conservadora e sendo enganada pelas redes sociais. Lula espertamente soube enxergar quem poderia se aliar a ele e ajudá-lo a seguir adcionando conquistas positivas ao país. Ganhamos com ela, uma mulher das mais aguerridas e creio, sem possibilidade de ter condutas com o caráter predominante no meio do agronegócio. Ela conheceu o outro lado da moeda e se encantou. Tenho a mais absoluta certeza de que, se eleita, deixará corado o senador bauruense Marcos Pontes, um que nada fez no Senado e ainda teremos que aguentá-lo por 4 anos. Ela fazendo, propondo e agitando o pedaço, demonstrará para todos que o elegeram, como foi péssimo eleger um zero a esquerda. Estive na praça, a ouvi, aplaudi e segui alguns quarteirões na Batista. Ela ajudará em muito Lula em seu reeleição.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
MÚSICA (264)
Eis Erasmo cantando, como se fosse para André Mendonça:
https://www.youtube.com/watch?v=z46-0ItuN5g
Zico tá no Vasco, com Pelé/ Minas importou do Rio, a maré/ Beijei o beijoqueiro na televisão/ Acabou-se a inflação/ Barato é o marido da barata/ Amazônia preza a sua mata/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Já gravei um disco voador/ Disse a Castro Alves seu valor/ Em Copacabana não tem argentino/ Sou mais moço que um menino/ Vi papai Noel numa favela/ O Brasil não gosta de novela/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Sônia Braga é feia, não é boa/ Já não morre peixe, na lagoa/ Passa todo mundo no vestibular/ O amor vai se acabar/ Carnaval agora é um dia só/ Sem censura e guaraná em pó/ Pó, pó, pó/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima
Já gravei um disco voador/ Disse a Castro Alves seu valor/ Em Copacabana não tem argentino/ Sou mais moço que um menino/ Vi papai Noel numa favela/ O Brasil não gosta de novela/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Sônia Braga é feia, não é boa/ Já não morre peixe, na lagoa/ Passa todo mundo no vestibular/ O amor vai se acabar/ Carnaval agora é um dia só/ Sem censura e guaraná em pó/ Pó, pó, pó/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima
NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO
O ministro do STF, André Mendonça, o também denominado "terrivelmente evangélico" possui passagem não tão propositiva por Bauru. Foi aluno e, posteriormente, como professor do programa de mestrado e doutorado em Direito na Instituição Toledo de Ensino (ITE) em Bauru. Como aluno, não tenho informações, mas como professor, os comentários é que deixou muito a desejar. Já com compromissos assumidos com o desGoverno de Jair Bolsonaro, desprezava o curso e aparecia só quando queria, ou seja, quase nunca. Tudo tolerado pela direção, que nunca lhe chamou a atenção pelos atrasos nos compromissos assumidos. A direção da ITE, tão conservadora como ele, se fingia de morta e permitia as faltas e os atrasos nos trabalhos. Foi-se este tempo, enfim, ele a seguir foi o primeiro indicado pelo ex-presidente, hoje presidiário Jair Bolsonaro, aprovado como ministro no STF. A mais alta Casa das Leis, última instância de recursos jurídicos para muitos, não o recebeu bem, pois mesmo conservadora, ele representava, sem nunca esconder isso, estar ali para simplesmente exercer o direito de voto, sempre pendendo para os interesses bolsonaristas.
Isso não é mais novidade para ninguém. Enquanto Xandão, o ministro Alexandre de Moares representou algo de vital importância para a manutenção do Estado de Direito neste país, algo inquestionável, tanto que, gerou o ódio quase mortal dos bolsonaristas. Xandão ali chegou durante o desGoverno do golpista Michael Temer e causou muita desconfiança no início, porém, cumpriu papel exemplar, com mão de ferro, dentro do prescrito pela legislação e não permitiu que os golpistas virassem a mesa e conqusitassem o poder. Parte do país, os sensatos souberam lhe reconhcer isso. E, em todas as oportunidades de confronto, ele e André Mendonça trocaram farpas, muitas públicas. Ambos caíram nas graças de segmentos opostos deste país. Xandão, com galhardia, aniquilou a fama anterior e passou a ser paparicado como uma espécie de "salvador da Pátria", enquanto Mendonça, junto de outro aprovado no mesmo período do Seu Jair, Nunes Marques, representavam o pior do conservadorismo, também aliado ao fundamentalismo religioso neopentecostal.
Por uma dessas horrorosas coincidências do destino, coube a André Mendonça, dentro da sequência natural de rodízio dos magistrados, ser o homem forte, o que determina a última palavra nessa eleição, justamente a ocorrendo no momento em que o Brasil, passa por um momento crucial, o do avanço desmedido do fascismo. O fascismo tem nome e sobrenome hoje, com a extrema-direita sendo capitaneada pelos bolsonaristas. Assim sendo, alguns bobocas ainda esperavam que, Mendonça tivesse atitudes dentro das "quatro linhas", ou seja, dentro do que prescreve a legislação vigente. Ele, o que decide com a instauração de processos e outros procedimentos dos presidenciáveis. Flávio Bolsonaro, candidato da extrema-direita possui ficha corrida extensa e neste momento, além de todo um passado muito condenável, recebeu uma grana altíssima advinda do Banco Master, do indefectível Daniel Vorcaro. Mendonça finge nada existir contra ele, mas pega no pé do filho do presidente Lula, esse com meras ilações, algo dito por alguém.
Estava mais do que claro, em curso uma nova Lava Jato, quanto tentariam novamente incriminar injustamente Lula e dou outro lado, quem possui extensa folha corrida de irregularidades, no caso Flávio Bolsonaro, continuava isento de ser investigado. E agora, meros trinta dias para o pleito, com a improbabilidade de uma nova facada para reverter o curso eleitoral, algo precisava acontecer. Justamente no dia em que a revista Piauí ia às bancas com reprotagem, cheia de ricos detalhes, comprovando Flávio ter recebido muito mais de tudo o que já foi anunciado, advindo de Vorcaro, o que causariua mais estragos na campanha já combalida, só mesmo um fato novo e grandioso para tentar alterar o rumo do iminente desastre. É sabido que, ministros do STF não investigam e sim, julgam. Mendonça despreza o rito e jogar merda no ventilador, pedindo cassação de André Mendonça, pelo fato de gravações, onde supostamente ele e escritório de advocacia de sua esposa, teriam não só conversado, como recebido alguns zilhões do tal Vorcaro/Master.
O procedimento pode ter sido fora dos padrões, mas o estrago estava feito e ia conseguindo atingir seu objetivo, melando os processos do Master e alvancando a campanha de Flávio. Na verdade, o governo Lula não tem nada a ver com a dinheirama recebida por quem quer que seja do Master, mas o bolsonarismo usará isso, com apoio da mídia nativa, fazendo crear aos seus que, mesmo Flávio tendo recebido alta grana advinda de dinheiro sujo, por Xandão também tendo recebido, este seria representante do lulismo. Nada a ver, mas é essa a artimanha. Uma cartada de altíssimo risco. O STF já reagiu e o processo de cassação do Xandão não deve acontecer, ainda mais porque, nada como um dia após o outro. Na manhã de hoje, num cenário preocupante para o lado do Xandão, eis que pipocam gravações de visita do ministro Mendonça com Vorcaro e até um terno ganho de um chique alfaiate paulistano.
Ou seja, se um conversou, o outro também. Se um recebeu grana de forma irregular, pelo que se percebe, a história do terno é uma espécie de fio de um novelo a ser puxado, dissecado. Se Xandão deve ser afastado, pelo anunciado ontem, o mesmo deve ocorrer com Mendonça, pelo anunciado hoje. Muita água vai passar por debaixo dessa ponte e, como já se prenunciava, o país está se deparando com uma guerra sem precedentes, já em curso e daqui por diante, a cada dia, um novo capítulo. Mendonça estará sob forte pressão para tomar providências com relação aos fatos já comprovados de irregularidades com relação a Flávio Bolsonaro. Ambos estão, desde já, sob suspeita e sob os olhares da nação. Está estabelecida, desde já, uma queda de braços. Muito barulho neste segundo dia da contenda dentro do STF. O que parecia irreversível ontem, hoje já não o é com a mesma intensidade. Na verdade mesmo, tem um jogo muito sujo sendo tramado nos bastidores de todas essas ocorrências e revelações. Desbaratar isso é tambpem salvar o país de ser entregue nas mãos de um cruel e insano fascismo. E mais, se fizeram isso neste momento, aguardem mais, pois para não perder essa eleição, estarão dispostos a fazer muito mais.
Não tenho bola de cristal para prescrever o que acontecerá daqui por diante. Torço muito para Lula vencer o pleito presidencial, Haddad o do governo paulista, assim como renovarmos totalmente o Congresso Nacional, mas como sei, o país continua muito conservador e se deixando levar, principalmente quem não tem muito claro o que de fato está em curso, por essa onde perversa de fake news, algo ainda sem controle. Estes próximos trinta dias serão muito mais do que intensos. Eu acredito que, Lula irá vencer, mas tudo o mais será só conquistado debaixo de intensa luta. E quem não lutar, deixando a banda passar só observando, quer queira ou não, sofrerá igualmente se Lula não ganhar. Todos vimos o que ocorreu ao país nos quatro anos com Jair Bolsonaro no poder. Com Flávio, aliado de Trump, desgraçará o país de uma forma, onde o fundo do poço será inevitável. Portanto, lutar se faz necessário.
OBS.: Para os que repararam e poderiam me dizer, mas o que Bauru tem a ver com tudo isso. Primeiro, Bauru é tão conservadora como tantos outros locais deste país. Por aqui, o pérfido Bolsonaro teve 80% de votos em sua eleição e a fundamentalista Suéllen Rosin foi reeleita alcaide municipal no primeiro turno. E como citei, a passagem de Mendonça por Bauru, algo nada abonável, sem nenhum mérito, ou seja, sempre tem algo depreciativo com a chancela bauruense em fatos decisivos da vida nacional. Toc toc toc, até quando essa sina.
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terça-feira, 1 de setembro de 2026
INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (194)
DIANTE DAS ELEIÇÕES À VISTA: DIVIDIDOS JÁ ESTAMOS, E AGORA?Não é somente Bauru e o estado de São Paulo que se encontram à beira de um imenso abismo, mas o próprio Brasil. Vivemos tempos onde o fascismo tem ganhado terreno e avança sobre a democracia brasileira, pois é sabido que os adeptos da extrema-direita, espertalhões como poucos, ganham eleições pela via do voto, através do sistema vigente, porém, logo depois, o renegam e agem da forma mais autoritária possível. É exatamente sobre este tema que, o nosso intrépido Guardião, o super-heroi bauruense trata seu posicionamento a seguir, até porque o país está há pouco mais de trinta dias de um dos mais importantes pleitos eleitorais dos últimos tempos.
"O Brasil está diante de dois projetos bem distintos e no entorno dele, vemos todo o conglomerado político brasileiro. De um lado, o governo do presidente Lula avança com seu projeto, tornando o país cada vez mais soberano, independente de amarras que o impeçam de avançar, com atitudes de interesse popular. Do outro, o negacionismo, o atraso proposto pela família Bolsonaro, tudo fazendo para livrar o condenado Jair das garras da lei, escondendo toda a corrupção de anos, inclusive o envolvimento com o Banco Master, de Daniel Vorcaro e com a milícia. Para qualquer pessoa sensata é incomparável os dois lados dessa questão, porém, existe um lado ainda sendo enganado, ludibriado e continua acreditando, votando junto com seus algozes, os que nos anos do governo Bolsonaro já nos levaram para a bancarrota e neste momento, se um deles voltar a governar o país, a derrocada será irreversível", diz Guardião.
Diante dessa eleição, campanha com pouco mais de trinta dias, todo cuidado é pouco, pois num piscar de olhos estaremos no dia do pleito. É o que ressalta Guardião no prosseguimento de sua fala: "Eu vejo nitidamente o abismo diante de toda essa movimentação e campanha. Ou o Brasil abre os olhos, reconhece e entende de fato o que está acontecendo ou podemos cair no conto e artimanha dos piores, os que não possuem nenhum projeto para o Brasil, os mais corruptos e verdadeiros lobos em pele de cordeiro. Lula é hoje um dos maiores líderes mundiais, conduz o país de forma exemplar, reduz as nossas desigualdades e do outro lado, mais um Bolsonaro, propondo uma total subserviência para os EUA de Trump, nos tornando um mero quintal, extinguindo qualquer possibilidade do Brasil ser um país independente , livre no caminho da prosperidade".
Ele deixa claro, de um lado a prosperidade e do outro o fundo do poço. "Eu estou aqui em Bauru, observo como os tentáculos da extrema-direita estão espalhados por todos os lados, inclusive aqui na cidade. Os dois lados estão bem representados por todos os lados. Os desmandos da família Bolsonaro levaram Jair para a cadeia e todos seus filhos possuem casos, onde já deveria estar também presos. Não existe como ter dúvidas das reais intenções dos dois lados das questão. Um, o de Lula é além de tudo, impedir que caíamos nas mãos de uma extrema direita golpista, criminosa e perigosa, aliada ao retrocesso. E diante disso, se faz também necessário citar quem nos pede votos, mas está aliado, atua junto de quem joga junto com o fascismo. Não dá para empurrar com a barriga e achar que quem apóia retrocesso, pode ser considerado bonzinho ou mesmo palatável. Quem segue ao lado de Bolsonaro, mesmo ciente de tudo o que já fizeram, é no mínimo conivente. e com estes não existe conversa, devemos manter distância", conclui.
OBS: Guardião é obra do traço, sem ajuda de Iinteligência Artificial, do artista Leandro Gonçalez, aliado com pitacos escrevinhativos do mafuento HPA.
ALEXANDRE DE MORES, FLÁVIO BOLSONARO E DANIEL VORCARO - TODOS, SEM DISTINÇÃO, TENDO COMPROVADOS TEREM SE BENEFICIADOS DE DINHEIRO ESCUSO, PRECISAM SER INVESTIGADOS E PUNIDOS
As revelações de hoje, possibilitadas pelo ministro do STF, André Mendonça contra seu colega Alexandre de Moraes são perniciosas e deve ser entendida em todos os seus meandros.
Vamos ao fatos. Até o presente momento, ele, André Mendonça, mesmo ciente de toda falcatrua no entorno da dinheirama favorecendo o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, algo mais do que escandaloso, até o presente, sentou em cima das denpuncias e nada fez. Já age de forma despropositada ao denunciar o filho do presidente Lula, por ilações, algo sem nenhuma prova e não age contra Flávio e agora, de forma escandalosa, numa propositura fora dos padrões, age contra o colega Alexandre, sendo que, se for realmente comprovada a ilegalidade deste ministro, seriam imensamente menores dos valores recebidos por Flávio, com a suposta alegação de ser para filme contando a história de seu pai.
São dois pesos e duas medidas. Algo precisa ser feito para normalizar, não só as acusações, como o encaminhamento das ações judiciais. Se Alexandre de Moraes fez o que está sendo denunciado hoje, uma apuração deve ocorrer e ao mesmo tempo, a envolvendo Flávio Bolsonaro, pois ambas envolvem valores advindos de ações irregulares com o tal banqueiro. Leve em consideração que, algo ainda mais estranho, André Mendonça dá entrada no pedido contra Alexandre de Moraes, justamente no mesmo dia em que é divulgada pela revista piauí, edição de setembro, ter Flávio Bolsonaro recebido outra carga de dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro.
O que não pode ocorrer é um estardalhaço com o envolvimento do ministro Alexandre e nada ser feito com o de Flávio Bolsonaro. Se os dois se beneficiaram, por que somente um está sendo execrado? Flávio nem deveria ser mais candidato, sendo também afastado do Senado e, igualmente como pedem alguns congressistas bolsonaristas para Alexandre. No caso do Flávio, a grana está comprovada como já tendo passado pelas suas mãos e no de Alexandre, pelo que se divulga, faltam comprovações.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
BEIRA DE ESTRADA (212)
SETEMBRO VERMELHO, É TUDO OU NADAExatamente hoje, último dia de agosto, me coloco em total estado de alerta e nestes próximos trinta dias, mês de setembro inteiro, estarei não só a postos, como com dedicação exclusiva, dando o melhor de mim, para não permitir que caíamos no colo de um Estado fascista, autoritário e cujo destino todos conhecem - após os 4 anos com Jair Bolsonaro - que é o de levar o Brasil, com total dependÊncia e subserviência ao Império norte-americano, para o fundo do poço. Se temos soberania e plena liberdade, de expressão e de ação, isto se deve aos últimos governos petistas. Podem taxá-lo de tudo, menos de agor contra os preceitos democraticos. Podem taxar Lula de tudo, menos o de fazerde tudo e mais um pouco para que o Brasil enquanto continue avançando enquanto nação livre e soberana.
Não existe nenhum meio possível de comparação entre o que representa Lula e tudo o que sabemos, representa essa nefasta famiglia Bolsonaro. Eu, socialista declarado, evidentemente preferiria estarmos vivendo dentro de um regima muito mais igualitário, sem essa imensa diferença de classes, porém, como sei, meu país é constituído com um viés autoritário, isso desde seus nascedouro e assim sendo, não tenho como dar murros em ponta de faca. Lula não representa somente o melhor governo, mas o possível neste momento, onde teremos pela frente, mais 4 anos, para uma reviravolta de mentalidade, onde temos que fazer de tudo para reverter este boçal conservadorismo que nos domina.
Neste momento, diante do quadro fascista crescente, não só na América Latina, mas no mundo, ter alguém como Lula nos governando é mais que um alento. Temos sorte por podermos ter um governante com tamanha capacidade, de diálogo e ciente de como tratar as questões que nos cercam. Este privilégio precisa ser confirmado nas urnas, o reelegendo, mas não somente isso. Se faz mais do que necessário mudar o governo no Estado de São Paulo, o lugar onde vivo e está situado Bauru. Tarcísio de Freitas é até pior que qualquer Bolsonaro e está destruindo o até então estado mais rico da Federação. Não é possível a continuidade de um Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado com essa constituição fascista, retrógrada e entreguista. A luta será por Lula, Haddad, mas também pela renovação no Senado, aqui elegendo Marina Silva e Simone Tebet. E depois escolhendo dois belos nomes de luta, não necessariamente bauruenses, mas que representa a luta por um ideal combativo, tão em falta, para deputado estadual e federal. E tudo isso já pensando nas próximas eleições municipais, pois aqui em Bauru, temos pela segunda vez uma alcaide muito fundamentalista e uma bancada horrorosa de vereadores. Nenhuma cidade consegue avançar positivamente com gente assim nos seus postos de comando.
Ou seja, serão trinta dias de intensa campanha, onde estarei totalmente enfronhado nela, em muitas vezes, deixando de lado particularidades de minha vida pessoal, pois a questão irmanada e afunilada com essa eleição, diz respeito ao futuro de todos nós. Eu quero viver num país com muita justiça social, onde as desigualdes possam ir desaparecendo e não se acentuando. Agora mesmo, neste momento, acabo de assistir o candidato Fernando Haddad - PT, numa entrevista de 30 minutos para a TV Tem e logo mais à noite o verei novamente no Roda Viva, da TV Cultura. Essas falas vão se juntando a tudo o que já tenho constituído dentro de mim e me dão mais força, resistência para ir e estar na lida e luta. É onde me encontarão nos próximos trinta dias. Soldado da resistêncvia, tiro a bunda da cadeira e estarei pela aí, sendo, fazendo e acontecendo. Isso aqui não é questão de ser petista ou não, mas de defender um regime democrático ou não. Vamos juntos?
Diante de tantos comitês já em funcionamento nessa eleição, casas alugadas por curta temporada com a finalidade da existência de um ponto fixo, uma retaguarda, o alicerce onde todos podem se encontrar, debater, reunir forças e depois, na serquência, sair à luta, eis este, o unificado a reunir PT, PCdoB e PSOL, em prol da reeleição de Lula no plano nacional, pela eleição de Fernando Haddad ao governo paulista, Simone Tebet e Marina Silva ao Senado e todo o leque de candidatos para deputados estaduais e federais. O prazo de funcionamento é muito curto, pois a eleição já ocorre dia 4/10, portanto, com essa abertura, pelo menos neste curto espaço de tempo, creio devemos estar todos unidos para possibilitar, em primeiro lugar a continuidade de um Governo tendo à frente, Lula da Silva. Isso nos une, todas e todos irmanados e envolvidos dos pés à cabeça, 24h do dia e da noite. Tudo por Lula e por Haddad, por Tebet e por Marina. E depois nossos candidatos, onde cada eleitor possui o seu e luta também por ele, pois pouco adiantará ter Lula reeleito, Haddad como governador, sem uma forte bancada que os impulsine mais e mais para grandes realizações e a transformação necessário, tanto a já em curso no Brasil, como a necessária em São Paulo. Trago algum material e com ele dou continuidade numa campanha, que para mim, já teve início faz tempo e agora só se intensificou. Que este Comitê Intersindical sirva realmente para unificar a luta, onde todos estamos mais do que envolvidos. Cada um dos presentes e por todos os que, conscientemente já estão na lida, o que mais precisamos neste momento é pensarmos coletivamente num todo, no futuro desta cidade, estado e país. Marquei presença com este espírito. Isso é a confirmação de que, faça sol ou chuva, frio ou calor, eu cá estarei, envolvido e atuante, fazendo de tudo e mais um pouco pela transformação do lugar onde vivo, do país onde nasci, pois unidos, tudo já será difícil, daí imagino se, neste momento, nos fracionarmos mais e mais. Por Lula, pelo Brasil soberano e sem estes tentáculos fascistas, por estes eu não desisto. Aliás, insisto e continuarei resistindo. Eu faço parte do time dos que não conseguem ver a banda passar, sem querer dela participar.
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