PERDEMOS
domingo, 28 de junho de 2026
sábado, 27 de junho de 2026
A ERA DA INQUIETAÇÃO
Que o mundo atual anda uma aberração, disso não se tem a menor dúvida. Intragável, diria alguns. Eu, cá do meu canto, diria mesmo privilegiado, pois consegui me aposentar e ainda por cima, escrevinhar todo santo dia, publicando por estes meios ainda possíveris, o que vai dentro de minha conturbada cachola. Acrescentaria, ser o mundo uma aberração perigosa. E diante de tantos perigos já vividos, vivenciados, o que poderia me acrescentar de riscos os atuais? Eu, diante disso tudo, do que vejo ao abrir minha janela todas as manhãs não é nada alentador, porém, não posso - e não devo - ser subtraído e consumido pelo pessimismo. Não há esperanças, mas há muito o que fazer. Essa última frase é triste demais, mas tudo leva a crer que, a luta se intensificará, mais e mais daqui por diante, dentre os perversos propondo um mundo manada, onde o coletivo, o ser humano se consolidar como construção coletiva não mais possível, porém, continuarei fazendo parte dos que resistem, dos que ousam não me aquietar diante da catástrofe mais dio que anunciada. Pode até não haver mais esperanças, mas como sei ainda há muito coisa a fazer, não arredo pé de estar na lida e luta, propondo, escrevinhando, me posicionando e, quando possível, estando junto pessoalmente nas lutas todas ainda empreendidas mundo afora. Os de minha geração tínhamos como objetivo principal a esperança por algo novo, o tal do outro mundo possível e a partir disso, construímos nossas vidas, toda baseada nessa maravilhosa utopia, a da construção de um mundo palatável, onde as diferenças pudessem ser eliminadas e a opressão fosse contida. Isso moveu e move minha vida. E hoje, mesmo quando forças contrárias se impõem de uma forma violenta, brutal, sádica, não consigo me colocar quietinho aqui dentro de casa, calado, contido e vendo a vida passar sem nada fazer. Eu, aos 66 anos consegui me aposentar e poderia ter uma vidinha modorrenta, queitinha, lendo e vendo TV, às vezes viajando, batendo perna, sem omitir opiniões, sem ousar contestar mais nada, mas para mim isso é totalmente impossível.
Há algo no mundo atual suportando tudo o que lhe é imposto, ou seja, muitos estão vendo "a banda passar" e nada mais conseguem fazer para tentar modificar seu percurso. Eu morreria mais rapidamente se assim o fizesse. Há algo no mundo que carrega um nível muito alto de tristeza. Eu não apenas nasci em outro mundo, mas fui uma peça fundamental na ideia de que iríamos vencer, de que iríamos mudar o mundo. Mudamos muita coisa, interferimos em outras tantas, mas a perversidade ganhou e hoje impera mundo afora. Aqueles ideais todos de transformação nunca serão superados ou considerados como ultrapassados. Longe disso, pois aquilo tudo continua a me mover. A Era da Inquietação a que me refiro neste título, portanto, surge de um diálogo entre dois indivíduos social e politicamente engajados, separados por mais de 40 anos de vivência e estrada, muita poeira e algo realizado. Ela retrata um mundo contemporâneo assolado por ameaças econômicas, epidemiológicas e ecológicas, bem como pela violência cotidiana. Junto tudo isso, coloco tudo no balaio da vida e não desisto, sigo meu caminho, enfrentando dragões e moinhos, muitos de vento, outros nem tanto. E tenho a certeaza, desistir é não só perder, mas morrer.
Não podemos nos entregar e se dar ao luxo aristocrático de deixar pra lá, entregar os pontos e nada fazer. Se existe alguma possibilidade, nela estarei inserido - como estou e estarei, enquanto viver. Nunca desistirei do lado da esperança. Daí, temos muita coisa para fazer, talvez deixar o presente entre parênteses e se por a fazer, estar inserido em algo, não permitir ser derrotado sem ao menos ousar e estar engajado na luta pela transformação do mundo onde vivemos em algo muito mais palatável do que o presenciado. Guerras e devastação sempre existiram e nem por isso, outros desistiram. Chegamos até aqui e tudo fruto de intensa luta de classes, numa perde e ganha sem tréguas. Tenho em mente que tudo isso que nos aflige, um dia vai passar. Posso até não estar mais vivo para ver, mas posso ter feiito parte de uma intensa luta, onde não esmorecendo, nem entregando os pontos, algo foi conquistado. Tudo isso faz parte de uma luta, a de uma vida inteira. Isso me move, me faz acordar, abrir a janela e saber que, tudo pode ser transformado se, algo mais for feito. Resignação nunca.
Hoje falta muita coragem para assumir este mundo, com essa época, para assumir o presente, cada um no seu lugar. O significado da história era o progresso. Qualquer invenção tecnológica, qualquer coisa do gênero, era vista como um caminho para a libertação. Até mesmo a ideia de justiça social fazia parte do progresso, algo para o futuro. Hoje, esse significado se perdeu. A questão é a troca, cada um tendo sua própria verdade, o individualismo absoluto ou o relativismo cultural, cada cultura tendo sua própria verdade. Mas isso é guerra. Então, a pergunta é: como podemos encontrar significados concretos que não dependam do significado da história, de Deus ou dessa baboseira de individualismo? A ideia é tentar aprender a pensar sobre situações: migrantes, feminicídio, o envenenamento de populações pelo desmatamento e pela fumigação. Se aceitarmos o presente, há um sentido, mas é um sentido sem promessas. É isso que temos que suportar, e é difícil. Não sei em que tipo de mundo meu filho vai viver e isso me atormenta. Destruir tudo não é o mesmo que solidariedade, ou se agarrar à primeira promessa estúpida ou entrar para uma seita. Muitas pessoas, devido a genuínas fragilidades estruturais, não conseguem lidar com esta era. Então, os gurus são um paraíso. Você pode entender este caos, mas não se pode dizer. Perdemos até a coragem de dizer das coisas erradas, quanto mais de se posicionar e lutar contra elas.
Uma questão muito importante é o terror infligido aos jovens, impedindo-os de viver suas vidas. Em nome da ameaça do futuro, da dureza da vida, eles não têm permissão para serem jovens. Trata-se de discipliná-los, fazê-los esquecer suas afins, o que gostam, e obrigá-los a aprender coisas úteis. Sei que os pais fazem isso com boas intenções, mas, na realidade, é um desastre. É uma tendência muito forte de 20 ou 30 anos atrás, de cerceamento da juventude. Olho para eles e os vejo milutando menos que os de minha geração, mais preocupados com outras coisas e deixando a coisa rolar. E ela rola muito mal, na verdade nos apunhala, mas também nos impele a continuar na lida e luta. O mundo só será devidamente destruído, nosso sonhos aniquilados, quando deixamos, não só de sonhar, mas de resistir, de enfrentar tudo isso, com a garra que sempre tivemos. Reistir é preciso.
OBS.: Escrevo isso como mais um dos tantos desabafos escritos por mim nos últimos dias. Este o faço após ler uma ótima entrevista do filósofo argentino radicado na França, Miguel Benasayag, lançando seu livro que dá nome a este texto de minha lavra. Juntei o que li, com o que penso, mais minhas ações e vendo saídas, não deixo de nelas estar inserido.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
ALGO DA INTERNET (238)
HISTÓRIAS
1.) "A GENTE CORRE ATRÁS DA HISTÓRIA", NO MEU CASO DE HISTÓRIAS DE VIDAA frase não é minha, é do jornalista Jamil Chade, mas muito bem poderia ter sido escrita por mim, um que, mesmo diante de todas suas restrições, anda à cata de histórias. Saio para as ruas em busca delas e em cada curva da esquina, vendo algo novo, penso em como transformar o presenciando num relato. Jamil faz isso em outra escala, num outro patamar, conseguindo viajar mundo afora e incursionando por lugares inauditos, tudo em busca de boas histórias. Eu, mais modesto, tento fazer o mesmo e em cada incursão nas ruas, observo e reúno algo aqui, outro acolá e na junção de tudo, construo um roteiro e escrevo, dou a minha versão dos fatos.
Contar histórias é deixar algo registrado, algo que, retratando a história dos ditos insignificantes deste mundo é única. Procuro me identificar com algo que, pode parecer pequeno, porém, quando descrito e passado adiante, ganha outra importância, pois estará eternizado. Luiz Antonio Simas, um dos historiadores brasileiros que leio neste momento, disse certa feita e incorporei também para mim o termo de "Historiador das Insignificâncias". Talvez pudesse produzir muito mais e, espero assim fazê-lo, pois no que me resta de tempo de vida, quero aproveitá-la deste jeito e maneira, retratando pequenas histórias, pequenos grãos de areia dentro do contexto maior, mas também construtores de um tempo.
O que me estimula é ouvir algo e já querer retratar. Hoje pela manhã estava ouvindo um destes hoje contadores de histórias e algo me chamou a atenção. A do cidadão, desses que rala muito no dia a dia e acha que com seu trabalho de formiguinha um dia alcançará a fortuna. Querendo mostrar não existir milagres dentro do capitalismo, ouço o relato, na verdade uma estória, mas vale para ilustrar da dureza desta vida. O cara tinha somente dez reais e sem alternativas, compra maçãs e sai vendendo. Por sorte, naquele dia vende todas e consegue arrecadar R$ 40 reais. Com este dinheiro compra mais e mais maçãs e continua vendendo. De uma hora para outra o descobrem rico, fruto de uma herança. E lhe perguntam: mas e as maçãs? Aquilo era para sobreviver. Nunca ficaria rico com aquelas vendas, dando só para tocar a vida. A lição é que, por mais esforço, sem que algo ocorra, um golpe, ou de sorte ou uma maracutaia, impossível se tornar rico.
Essa é uma. Outras conto em outros posts.
Ambos trabalhavam juntos em ofício dentro do serviço público e o espertalhão, se achega e consegue, depois de muita embromação, convencer o amigo, para que seja aval num grande negócio. Atuando juntos, convivência estreita, este aceita e o passo é dado, um algo valor é levantado. Pouco tempo depois, já não mais trabalhando juntos, começa a receber informações de que, o antigo amigo, com a dívida feita e não paga, estava de mudança e assim foi feito, sumindo do mapa por uns tempos. O aval da dívida foi acionado e não conseguindo pagar, tudo foi se acumulando e hoje, o montante, além de impagável, lhe acarretou o bloqueio de todas suas contas.
O tal cara que sumiu, apareceu depois de longo tempo ausente, se recusa a pagar, sequer toca no assunto e este meu amigo, perdeu todas suas contas, pois tudo o que cai em sua conta é resgatado para pagar a dívida. Pelo meio pacífico, sem mais nenhuma possibilidade de ser feito um acordo entre as partes. E este meu amigo, muito boa praça, arcou com tudo e hoje trabalha sem registro, conseguindo pagar sua contribuição para a Previdência, com salário pago a ele em dinheiro e sem mais se utilizar de bancos. Toca sua vida, mal e porcamente, aos trancos e barrancos, enquanto o outro, o trapaceiro, segue sua vida sem percalços, também sem ter conseguido muita coisa de louvável ao longo dos anos e fazendo de conta que a dificuldade do outro nada tem a ver com algo por ele propiciado.
Tenho várias destas. Essa me causa muita dor, pois vejo a situação deste amigo, quero lhe ajudar a sair dessa, voltar a ter uma vida normal, algo que não conseguirá trabalhando normalmente como o faz. Sua vida levou uma trombada e os reparos, nem ele sabe se um dia vai conseguir efetuar os devidos reparos. Eu já lhe disse para denunciarmos o culpado disso tudo, mas ele, resignado prefere não mexer mais no vespeito, pois diz que, além de tudo, o cara representa um certo perigo.
Chega o final do período e a cada um destes alunos é pedido um resumo do que foi lido e tudo seguindo os ditames do exigido pelo conteúdo da matéria. Cada qual se esforça e apresenta seu resumo, todos lidos com a devida atenção pela professora. Ela, sabe quem de fato leu e quem a está enrolando, pois sequer se deu ao trabalho de tentar fazer a leitura solicitada. Ao final, aparece aquele trabalho final do aluno mais displicente do mundo, aquele que nunca se interessou por nada, fazendo questão de enrolar, levar na maciota e assim vendo o tempo passar. Pois o trabalho deste é o melhor de todos, porém, com palavras que, certamente o gajo nem sabe direito o seu significado e citando referências no final, variadas e múltiplas, numa erudição que, até ela velha mestra, teria dificuldade em produzir.
Ela pega o trabalho e tenta dialogar com o aluno. O chama apartadamente e o interpela de como conseguiu produzir algo com tamanha profundidade, citações variadas e uma conclusão que, até para ela era inesperada. Ela, com sua sapiência, via ali uma conjunção de, não só o solicitado, como uma mistura de um algo mais, tudo hoje conseguido sem grande esforço quando sugerido o tema para a IA apresentar um resultado. Ele jurando que, tudo havia saído de sua predigiosa cabeça, após intenso período de leitura, porém, desconhecia até mesmo o nome de autores citados na referência.
Este é o exemplo clássico da solução mais prática e usual sendo hoje apresentada como resultado final de trabalhos sendo feitos em casa. Este não conseguiu nem, diante da professora, fazer um breve resumo, uma sintese em poucas linhas do que havia lido e apresentado. Enfim, como resolver questões como essa e dar a devida nota. Na verdade, ela não quer desistir do tal aluno e diz estar pensando em algo mais para convencê-lo a ler algo edificante. Preferiu não desmoralizá-lo junto aos demais, mas intensificar as conversas e encontrar uma saída para fazê-lo conseguir ler ao invés de meramente ir atrás do tudo pronto e acabado. Disse a ela, estar diante de uma missão quase impossível e se conseguir seu intento, me contar, pois fiquei curioso.
Uma Copa do Mundo produz todo tipo de histórias. Uma delas hoje me chama a atenção, a do goleiro Fernando Muslera, que por décadas esteve dignamente representando o Uruguai como titular absoluto debaixo dos três paus. Está em vias de se aposentar, sendo essa, com certeza, sua última Copa. No jogo passado, pisou na bola quando saiu mal do gol e o Uruguai tomou o gol de empate contra o Cabo Verde. Tinha tudo para ganhar aquele jogo, mas da saída intempestiva, o atacante ficou cara a cara com o gol e o jogo terminou empatado. Uma fatalidade. Li que, seus companheiros pediram para que não fosse sacado do time, pois seu passado é de muita glória.
Veio o jogo de hoje e o Uruguai precisava de só um pontinho, mero empate contra a Espanha para passar para a fase seguinte da Copa, mas num chute meio desprentesioso, Muslera engoliu um sonoro frango, ainda no primeiro tempo. Veio o intervalo do jogo e ele não volta para o segundo tempo, substituído pelo Sergio Rochet, que defende o time do Internacional do Rio Grande do Sul. O que teria acontecido? Das especulações, talvez tivesse pedido para sair ou foi sacado pelo técnico? Ainda não se sabe, mas em breve tudo virá à tona. Por outro lado, outro goleiro, o mexicano Guilhermo "Memo" Ochoa, que por tantos anos defendeu o gol mexicano, tendo sua seleção vencido as duas primeiras partidas, time já classificado, hoje na reserva, o técnico o coloca nos últimos instantes do último jogo, como para abrilhantar sua despedida jogando com as cores da seleção de seu país. Tudo são histórias da bola e hoje, não queria estar na pele do Muslera, mas isso passa, pois tudo não passa de um mero jogo de futebol, mesmo me fazendo relembrar da história do goleiro brasileiro Castilho, na fatídica Copa do Mundo de 1950, quando perdemos exatamente para o Uruguai. Tudo são histórias.
Veio o jogo de hoje e o Uruguai precisava de só um pontinho, mero empate contra a Espanha para passar para a fase seguinte da Copa, mas num chute meio desprentesioso, Muslera engoliu um sonoro frango, ainda no primeiro tempo. Veio o intervalo do jogo e ele não volta para o segundo tempo, substituído pelo Sergio Rochet, que defende o time do Internacional do Rio Grande do Sul. O que teria acontecido? Das especulações, talvez tivesse pedido para sair ou foi sacado pelo técnico? Ainda não se sabe, mas em breve tudo virá à tona. Por outro lado, outro goleiro, o mexicano Guilhermo "Memo" Ochoa, que por tantos anos defendeu o gol mexicano, tendo sua seleção vencido as duas primeiras partidas, time já classificado, hoje na reserva, o técnico o coloca nos últimos instantes do último jogo, como para abrilhantar sua despedida jogando com as cores da seleção de seu país. Tudo são histórias da bola e hoje, não queria estar na pele do Muslera, mas isso passa, pois tudo não passa de um mero jogo de futebol, mesmo me fazendo relembrar da história do goleiro brasileiro Castilho, na fatídica Copa do Mundo de 1950, quando perdemos exatamente para o Uruguai. Tudo são histórias.
LACRO COM: "A HISTÓRIA NÃO LEVA AO FIM DA HISTÓRIA", SCHUMPETER
quinta-feira, 25 de junho de 2026
CARTAS (257)
O QUE VEM PELA FRENTE COM A NOVA INVESTIDA DE TRUMP CONTRA O BRASILDiante do que vejo Donald Trump propondo fazer com o país, interferindo não só nas suas eleições, como já planejando roubar descaradamente nossos metais raros, como o fez recentemente com o petróleo da Venezuela, além da revolta, lembro aqui de um texto lido do historiador – que gosto muito -, o Eduardo Bueno, Peninha, na abertura de um dos seus livros. “Mordaz como toda piada que se preza, uma velha anedota assegura que, tão logo botam os pés no Brasil, dois norte-americanos, surpreendidos com as benesses do clima, a beleza da paisagem e a fertilidade da terra, viram um para o outro e comentam: ‘Que lugar para fazer um país!’. Além de desnudar o sentimento de incompletude que os brasileiros têm da nação que vêm construindo há mais de 500 anos, outro aspecto inquietante da frase é a sensação de que ela talvez já tenha sido pronunciada em momento chave da trajetória do país. O discurso inaugural da história do Brasil – a profética carta de Pero Vaz de Caminha – traria, ele próprio, afirmação semelhante: ‘Nesta terra, em se plantando, tudo dá’.”.
Leio isso e me volto para o momento atual. Não é nenhuma novidade que, os norte-americanos sempre se dispuseram de bens de outros países na mão grande, ou seja, literalmente roubaram. Hoje, além de roubar interferem em eleições, algo que, também não vem a ser nenhuma novidade. Enfim, como eles mesmo hoje dizem na maior cara de pau, a América Latina deve se manter como o “quintal” deles. Lula é ousado, pois não só apregoa, como exerce uma soberania nacional sem estar atrelado a este domínio. Na verdade, diante do poderio bélico, hoje exacerbado, ele está mais do que brincando com fogo. Pior que tudo, além de já ter demonstrado pelas últimas declarações e ações, uma animosidade com o presidente Lula, mais do que claro, acabou o período de cordialidade.
Como bola da vez para se beneficiar disso tudo está essa infame e criminosa famiglia Bolsonaro, que com qualquer candidato carregando este nome, é mais do que perigoso, pois tratam-se de gente da pior espécie, vendilhões não só templo, mas de tudo o que encontrarem pela frente. E, sem tirar nem por, todos – mas todos mesmo -, os que estejam com eles aliados ou defendam algo com os mesmos interesses, são da mesma laia e inqualificação. Aqui em Bauru ou alhures, sendo bolsonarista, possui a perniciosidade de não só pensar, mas agir fora da lei. Bolsonaro e os seus são foras-da-lei e todo e qualquer os defendendo, depois de tudo o que já se sabe sobre suas ações, são também gente com a mesma qualificação.
Diante disto, enxergo claramente que, após a conclusão da Copa do Mundo, quando o mundo está um tanto inerte e absorto pelos jogos, algo de muito ruim tende a ter início. Lula e todos os defensores da plena soberania deste país estejamos preparados, pois Trump vai jogar pesado e sujo. A turma bolsonarista estará aliado a ele e assim sendo, o jogo sujo a ser concretizado nessas eleições será algo nunca visto. Com a derrocada da esquerda no Peru e na Colômbia, resta somente o Brasil na América do Sul. Aquilo da piada contada pelo Peninha, a “do que lugar para fazer um país” será implantado com toda força. Trump deve ser contido em novembro, quando das eleições para renovação do Congresso dos EUA, mas para nós, será tarde demais, pois a nossa é em outubro e até lá, não vejo como contar a fúria deste voraz pirata, pronto para nos devorar o quanto antes. Precisaremos de muita força, união, garra, disposição e coragem para vencer isso tudo. E começar desde já, sem querer esmorecer um só segundo.
Antônio MORALES Evangelista Camargo foi gerente regional e diretor de longa data do Senac Bauru, tendo recebido moções de aplauso na Câmara Municipal pelos projetos educacionais e desenvolvimento da unidade. Porém, suas atividades extrapolam e muito o longo período dentro da unidade local do Senac Bauru. Quem o conhece sabe muito bem do que estou a tratar. Olho para todas as instituições hoje, seus postos de comando e quando tento comparar com uma pessoa, altamente preparada como Morales, o querido TONHÃO, uma só constatação: falta hoje uma extensa bagagem cultural, este cabedal tão necessário para o exercício de cargos de liderança, onde o primordial deveria ser o pleno entendimento e aplicação de um comportamento mais social.
Esse comportamento imediatista reflete a urgência do mercado atual e a pressão por retorno financeiro, mas ignora a essência da formação superior: gerar impacto social e desenvolvimento. Profissionais que ignoram a coletividade perdem a credibilidade e a sustentabilidade a longo prazo. TONHÃO tinha isso de sobra, pois possuidor de extensa base teórica, essa conquistada ao longo do tempo, com leituras feitas desde sua adolescência. Quem o conheceu na sua intimidade sabe que, desde muito jovem teve um bela coleção de discos, a maioria em vinil e livros, tendo lido a maioria dos clássicos. Quem estivesse disposto a debater, ir além de uma conversa superficial, encontraria nele uma pessoa, não só preparada, mas muito qualificada, pronta para ouvir e saber, diante dessa sua visão ampliada de mundo, tomar as melhores decisões.
Hoje, ao tomar conhecimento de sua partida, a primeira coisa que me vêm à mente é exatamente isso. Tonhão era uma pessoa culta, pronta e preparada. Tudo o que consumiu uma vida inteira, trouxe a ele uma sapiência muito em falta nos dias atuais. Os profissionais de hoje podem ter amplo conhecimento teórico, mas saem das escolas preparados para o mercado, sem estar atentos para o social. Pessoas como ele não se formam num vapt-vupt, isso demanda muito tempo e nem todos possuem dentro de si, capacidade para discernir realmente o joio do trigo. Para que isso ocorra, se faz necessário cair de boca em prolongados estudos, o que a maioria não está mais disposta hoje. Ainda mais com o advento da IA, muitos acham que uma breve consulta via google é suficiente para sanar todas suas dúvidas. Daí, aquela imensidão de livros, em bibliotecas pessoais, como a dele, se tornam inúteis e assim sendo, a formação é deficitária, deixa a desejar.
Poderia descrever muitas outras qualidades no ser humano admirável que foi o TONHÃO, como carinhosamente o chamo. Fico nesta e com essas linhas de reconhecimento, enalteço alguém que, fará baita falta entre nós, os que ainda continuamos por aqui enfrentando este bestial touro fascista à unha. Ele foi mais que um democrático cidadão. Sabia o que estava falando, não falava por falar e hoje, neste mundo de pernas para o ar, creio que, até por possuir tanta bagagem teórica e discernimento decisório, pudesse ser considerado um esquerdista demodê, mas o vejo exatamente ao contrário. Soube exercer sua função de mando enxergando bem a condição social onde estamos enfincados e inseridos. Um baita exemplo para mim e todos os que, lutam por dias melhores, dentro de um mundo mais igualitário, justo e onde possamos continuar exercendo nossa plena liberdade de expressão.
Em tempo: Morales foi por demais generoso para comigo, quando meses atrás me chamou até sua casa, entregando aos meus cuidados boa parte de seus livros e discos, dizendo algo pelo qual nunca mais esquecerei: "estarão em muito boas mãos". Tenho, portanto, aqui comigo, muitos livros e discos carimbados e nele a identificação, MORALES. Guardarei eternamente dentro de mim, o reconhecimento por ver em mim, alguém a tocar diante este barco.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
FRASE DE LIVRO LIDO (232)
LIVROS LIDOS VERSANDO DE BOLAS E BOLEIROS, APÓS OS 3X0 DO BRASIL NA ESCÓCIAEu acabo de assistir aqui em casa, só eu e Ana Bia, aos 3 x 0 do Brasil diante da eterna saco de pancadas Escócia. Ela sempre está diante do Brasil em Copas e sempre perde, triste sina dos tocadores de foles. Hoje um show de Vini, que não merecia ter anulado um dos seus gols. Quanto a entrada de Neymar Jr, entrou e isso foi tudo, nada a acrescentar. O jogo foi o melhor dos três até então. Assisti e vi alguma evolução, porém não é disso que quero aqui versar e discorrer. Neste mês, completando hoje seis livros lidos, três deles, escolhidos à dedo, versam sobre a temática do futebol. Escolhi propositalmente estes para este mês, o mês da bola e da Copa. Creio ter cumprido magistralmente a missão proposta de ler algo envolvendo a temática da bola.
Comecei o mês lendo uma das tantas biografias do João Sem Medo, o saborosíssimo João Saldanha, que nas eliminatórias da Copa de 70, plena ditadura militar, ele sendo conhecido comunista, foi convidado para resolver o problema da seleção nas eliminatórias daquela Copa. Foi lá e resolveu, só que, para ir à Copa teria que se submeter a certas imposições do ditador de plantão, Garrastazzu Médici. Não chegou até a Copa, sendo sobstituído por Zagalo. No livro lido quase de uma só golfada, o "JOÃO SALDANHA", série Perfis do Rio, editora Relume Dumará RJ, 1996, 140 páginas, do jornalista João Máximo, terminado dia 11/junho, algo saboroso e salutar, algo de algupem que, segundo ele mesmo, "fui contrabandista de armas aos seis anos de idade, líder estudantil aos 20, dono de cartório aos 33, membro do Partido Comunista Brasileiro a vida toda. Também fui jogador e técnico de futebol, campeão de basquete, comentarista de rádio e televisão, analista de escola de samba, escritor e co-autor de enciclopédia, ator de cinema, candidato a vice-prefeito...". Enfim, com um currículo destes, só podia ter uma bela história de vida. João Saldanha tem tudo isso e muito mais.
A história deste João é dessas para se assombrar. Sua maior virtude é a coragem de dizer o que pensa a quem quer que seja e no momento em que achar conveniente, daí o nome que lhe impuseram ao longo do tempo, João Sem Mêdo". Primeiro, o fato de ter chegado ao Rio e ter se apaixonado, se tornado um carioca de fato e de direito. Transformou-se num carioca de bate pronto. Tinha grana, mas representou muito mais que isso, pois suas idéias sempre valeram mais que sua conta bancária. Assisto a Copa dos EUA e revejo uma de suas frases: "Ela, tão concorrida, tão sonhada por todos os países, era nada mais, nada menos, que uma competição tecnicamente calhorsa, com um sistema de disputa pelo qual o camperão raramente é o melhor". Esse é o adorável João.
Foi um frasista incondicional, irreverente e mordaz, crítico por excelência. "Os campeonatos mundiais do futuro vão ser entre equipes de clubes". Proférico. "Fossa para mim é o lugar onde se jogam os detritos" ou "O que seguro um governo não são é o futebol: são os tanques". Certa feita um fdp de um jornalista europeu veio ironizar perguntando a ele sobre a matança de índios no BRasil. Ele: "Em 469 anos de nossa história, matamos menos gente que vocês em dez minutos de uma guerra". Ou seja, não deixava passar nada. Atento e vibrante, não tinha mesmo como dirigir a seleção de 70, usada pelo regime militarista. É un destes livros para se ter orgasmo do início ao fim. Gozei várias vezes, orgasmo total.
Depois fui ler outro, um do José Roberto Torero, alguém com um texto primoroso quando tema é contar algo de nossa história, vide a contada por ele sobre o Chalaça, o anspeçada de D.Pedro I. Uma delícia ler as historias de cada Copa, numa forma romanceada, no "Futebol é bom pra cachorro - A história das Copas contada por personagens absurdos e excêntricos, ou seja, torcedores", Editora Panda Books SP, 2002, 152 páginas. Foi mais que ótimo para dar um tempo, refrescar a moringa e tirar a tensão. Torero e seu parceiro, Marcus Pimenta, versam de cada Copa, desde a de 1930 até a de 1998, na França, sempre com aquela pitada de bom humor.
Eu me deliciei, principalmente quando ironiza com, "aqui se verá história de um páis de miseráveis que conseguiu superar todo o resto do planeta por quatro vezes". Depois ainda houve uma quinta vez, não retratada pelo livro. As frases são mais que ótimas: "As copas nem sempre são ganhas só com futebol", "...assim como a beleza está nos olhos de quem vê, a música está nos ouvidos de quem ouve". Torero tem uma constatação óbvia sobre o que vem a ser a negócio do futebol: "Depois do bicampeonato , em 1958 e 1962, o futebol virou negócio de Estado no Brasil, e a CBD foi ficando cada vez mais parecida com o Congresso Nacional, de tanto político que aparecida por lá". Num momento onde essa Copa nos enche de apreensão, ele versa fogosamente: "Sexo e futebol são a mesma coisa. Nos dois há defesa, ataque, torcida, intervalo, torca de camisas, jogadas pelas pontas, avanços pelos meios, triangulações, penetração e, claro, gols!".
Vendo o jogo de hoje, o dos 3 x 0 contra a Escócia, no livro está lá: "Há dois tipos de jogos: os tranquilos e aqueles em que se sofre, se ri, se fica nervoso, se dá pulos e se tem vontade de morder o prórprio rabo". Hoje tudo foi muito tranquilo. Numa outra constatação, algo sobre os que brigam por causa de coisas da bola: "Se é verdade que uma meia dúzia de tolos briga por causa de futebol, muito maior é o número dos que se tornam amigos por causa dele". Ou seja, um livro desprentensioso, porém muito saboroso. Aprendo algo mais de cada Copa, detalhes inventados e outros relembrados.
Vendo o jogo de hoje, o dos 3 x 0 contra a Escócia, no livro está lá: "Há dois tipos de jogos: os tranquilos e aqueles em que se sofre, se ri, se fica nervoso, se dá pulos e se tem vontade de morder o prórprio rabo". Hoje tudo foi muito tranquilo. Numa outra constatação, algo sobre os que brigam por causa de coisas da bola: "Se é verdade que uma meia dúzia de tolos briga por causa de futebol, muito maior é o número dos que se tornam amigos por causa dele". Ou seja, um livro desprentensioso, porém muito saboroso. Aprendo algo mais de cada Copa, detalhes inventados e outros relembrados.
Por fim, um livro delicioso, o com a história de um ícone do futebol brasileiro, Almir Pernambuquinho, um desses jogadores sem comparação com qualquer outro. No livro "EU E O FUTEBOL", editado pela Bibliteca Esportiva Placar, ano de 1973, 146 páginas, o controvertido jogador abre seu coração e conta sua história, cheia de nuances mirabolantes. Ele sobreviveu numa época de ouro do futebol brasileiro, o de sua ascenção, jogando em times como Vasco da Gama, Corínthians, Boca Juniors, Fiorentina, Gênova, Santos, Flamengo e América RJ. "Alguns cronistas podem chamá-lo de bandido, mas isso não vai afetar Almir, que se julga uma espécie de justiceiro. E tenta fazer justiça aseu modo: brigando".
Ele foi lembrado mais por suas brigas em campo, do que por qualquer outra coisa. Eu sabia de sua fama, mas queria com a leitura, conhecer detalhes. E conheci e me encantei. O futebol nos anos 60, principalmente o carioca, até mais que o paulista, era um deslumbre. Almir chegou do Recife, menino descobrindo o Rio e nunca mais querendo sair de Copacabana, até sua morte, através de um tiro numa das esquinas onde sabia tocar sua vida. O espírito irreverente, revoltado de Almir marcou uma época, sendo um destes jogadores que queriam ganhar um jogo de qualquer jeito. Foi um bravo. Foi desses que, mesmo sabendo que a briga era desigual, topou a parada. Venceu muitas e perdeu a última, a de sua própria vida.
O que o acompanhou foi o de ser violento, mas observando pela leitura, ele só foi fruto de uma época de como a bola era jogada no país e no mundo afora. "Lá dentro do campo não tem isso de amigo, companheiro. É a lei do cão: ou eles ou nós", "Só a mim é que chamaram de marginal, embora todos os jogadores façam as mesmas coisas que eu fiz", "Comparada com a de meus companheiros de profissão, minha formação foi a melhor possível: a maioria dos jogadores mal assina o nome, nunca leu um livro" ou "Briguei muito, pratiquei jogadas desleais, mas dentro daquele limite normal no mundo do futebol, que não tem a pureza que se pensa". E depois, quando fala do Negão, como ele trata o Pelé, numa reverência eterna, linda de ser vista, como com o velho técnico Renganeschi, que por anos dirigiu o Flamengo e um dia chegou aqui no Noroeste de Bauru. Um livro para babar lendo página por página, entendendo de fato cmo se deu os bastidopres dos grandes times de épocas idas.
Meu amor pelo futebol passa por essas leituras, feitas não por mera coincidência, mas por escolhas, feitas exatamente para este momento. Estes meu momentos de futebol e Copa neste junho.
O CARRINHO DA MULTA ESTÁ PASSANDOUm tema obrigatório para o Bauru Sem Tomate é Mixto em 2027. Daria um textão...
Arte do Dirceu Mosquette Junior
Arte do Dirceu Mosquette Junior
Todo ano, o pessoal do bloco do Tomate corre atrás das ocorrências dentro do ano anterior, dentre os tantos que pisaram no tomate (ui!) em relação à Bauru e assim, expomos da forma mais irônica possível, numa forma de denúnciar e ridicularizar os vendilhões do templo. A atual administração municipal de Suéllen Rosin é sui generis, hour concurs neste quesito, pois nos fornece diariamente uma infinidade de temas. Eis um deste, o da vergonhosa atuação da EMDURB em relação à fiscalização com câmeras, realizadas com um carro, cheio de detectores, percorrendo as ruas da cidade e depois a expansão desmedida das placas com a denominada Zona Azul ampliada. Algo sem controle, sem nada devidamente estudado, mas sim, somente com o sentido arrecadador. De tudo, uma administração predatória, devastando a cidade num todo, algo pernicioso e pergioso, que um dia, não me canso de repetir, tudo ainda acabará dentro de um Plantão Policial (toc toc toc).
A JUSTIÇA NÃO VIRÁ COM ANDRÉ MENDONÇA - TENHO A MAIS ABSOLUTA CERTEZA
Por Julio Benchimol Pinto: "Sigilo não é cortina de fumaça e publicidade não é confete jurídico.
No caso Master, a pergunta não é se André Mendonça podia levantar o sigilo. Em tese, podia. A pergunta é outra: devia fazê-lo naquele momento, naquela extensão, com a investigação ainda respirando por aparelhos?
Publicidade é regra constitucional, mas sigilo investigativo também existe por uma razão: preservar prova, evitar combinação de versões, impedir destruição de documentos, proteger testemunhas e impedir que investigado transforme diligência em tutorial de fuga processual.
Por isso a irritação da PGR não é mero chilique corporativo; tem fundamento técnico.
Se o material já estava estabilizado, sem diligência pendente e sem risco prospectivo, a publicidade é defensável. Porém, se expôs linhas ainda abertas, interlocutores não ouvidos, trilhas financeiras, dados sensíveis ou hipóteses em apuração, aí o problema é sério.
Não há nulidade automática; é preciso demonstrar prejuízo concreto. Mas também não dá para brincar de transparência com investigação complexa como quem abre live no Instagram.
O caso Master já mistura banco, política, gabinete, dinheiro grosso, operador esperto e instituição demais para permitir vaidade processual. O STF precisa iluminar o que deve ser público e preservar o que ainda serve à prova."
CHEGOU OU PASSAMOS DA HORA?
No caso Master, a pergunta não é se André Mendonça podia levantar o sigilo. Em tese, podia. A pergunta é outra: devia fazê-lo naquele momento, naquela extensão, com a investigação ainda respirando por aparelhos?
Publicidade é regra constitucional, mas sigilo investigativo também existe por uma razão: preservar prova, evitar combinação de versões, impedir destruição de documentos, proteger testemunhas e impedir que investigado transforme diligência em tutorial de fuga processual.
Por isso a irritação da PGR não é mero chilique corporativo; tem fundamento técnico.
Se o material já estava estabilizado, sem diligência pendente e sem risco prospectivo, a publicidade é defensável. Porém, se expôs linhas ainda abertas, interlocutores não ouvidos, trilhas financeiras, dados sensíveis ou hipóteses em apuração, aí o problema é sério.
Não há nulidade automática; é preciso demonstrar prejuízo concreto. Mas também não dá para brincar de transparência com investigação complexa como quem abre live no Instagram.
O caso Master já mistura banco, política, gabinete, dinheiro grosso, operador esperto e instituição demais para permitir vaidade processual. O STF precisa iluminar o que deve ser público e preservar o que ainda serve à prova."
CHEGOU OU PASSAMOS DA HORA?
terça-feira, 23 de junho de 2026
BAURU POR AÍ (252)
CHOVE SOBRE BAURU E O QUE FAZER NUM DIA COMO ESTE??? - SE TIVER MANIFESTAÇÃO CONTRA SUÉLLEN SAIO DO SEBO E VOU PRA LÁO frio chegou - ou voltou? - e com ele, hoje a chuva. Essa combinação é tudo de bom para fazer algo: permanecer em casa, quietinho e sem grandes sobressaltos. Eu, inquieto, mesmo aposentado, saio para as obrigações de praxe e o que fazer além disto? Continuo aqui de minha trincheira espezinhando e fiscalizando as banalidades do que é proferido como ações diárias pela atual administração municipal. Estes não podem ter um só minuto de descanso, pois mesmo uma turma agindo nos seus calcanhares, aprontam pra dedéu. Imagine se ficassem à vontade. O caos está mais do que estabelecido na cidade. Hoje mesmo, vejo a turminha, o staff da alcaide Suéllen Rosin, tendo à frente sua estimada - para ela - mãe, fazendo uso da palavra para recepcionar o governador, num ato de inauguração feito entre eles poucos. Estes são cagões, pois sabem que, fazendo publicidade da presença do fundamentalista Tarcísio de Freitas por Bauru, a gente sai até na chuva e frio, mas iríamos lá promover uma baguncinha, a demonstrar o quando são, não só inábeis, como incompetentes e inadequados, insanos. Vejo as fotos e falas, inclusive a da mãe da alcaide, que pelo visto, está sendo preparada para ser a candidata a sua sucessão na Prefeitura de Bauru.
Então, num dia como esse, chuva e frio, poderíamos todos estar numa manifestação contrária aos rumos tomados pela atual administração municipal. Não estamos, pois pelo que vejo, não comunicam com alarde algo das inaugurações promovidas por eles, para evitar contato com mainesfatntes, que na verdade são os que continuam se opondo à bazófia governativa destes hoje encastelados no poder. Como fico sabendo dessa inesperada e intempestiva visita governamental à cidade, continuei fechadinho em meu casulo, lendo, vendo jogos da Copa e escrevinhando para quem ainda está disposto a ler meus escritos.
Algo me tirou de casa. Na falta de uma manifestação contra o que tem feito - na verdade nada fez - a alcaide municipal, vejo que o SEBO DO BAU está promovendo um bota fora, ou seja, uma promoção para diminuir o estoque de livros e discos lá em suas salas, com entrada na rua Treze de Maio, quase esquina com a Rodrigues Alves. Saio de casa com uma listinha de coisas para fazer, como buscar remédios do Farmácia Popular - viva Lula - e passo pelo sebo. Muita gente por lá. Pudera, o maluco do Roberto, proprietário da casa, coloca todo o acervo a módicos R$ 4 reais a unidades. Desde sábado tem gente saindo de lá com pacotes e pacotes. Eu mesmo saio com 15 livros, alguns de arte, estes de capa dura, outros achados incríveis, tudo pelo preço aqui citado.
Fui conferir pessoalmente, assim como não quer nada, porém ao começar a garimpagem, não consegui mais parar. Isso de ficar vasculhando estantes de um sebo é para mim algo comparável ao orgasmo. Permaneceria muitas horas ali, mas como fui no final da segunda, depois das 17h, mesmo eles ficando algum tempo abrto depois das 18h, tive que me retirar, pois corria o risco deles fecharem as portas e permanecer por ali durante uma noite - o que não seria assim tão ruim. Quando num lugar destes, esqueço até do frio, pois ao mergulhar naquela bagunça - a do primeiro andar é mais do que garimpagem -, a gente sabe quando entra nela, mas nunca como sai.
Confesso e repasso a dica: venham sujar suas mãos aqui no SEBO DO BAU, pois a promoção começou sábado e vai pelo menos até o fina ldeste mês. Roberto me disse não pensar em fechar a loja, mas estasva precisando dar cabo de uma boa parte do aacervo e assim, depois de revender boa parte por R$ 5 reais, agora inicia algo mais ousado, com tudo, mas tudo mesmo, por R$ 4 reais a unidade. Hoje, terça, não terei como voltar. Creio o faça amanhã, pois até lá estarei juntando uns caraminguás para tarzer algo mais. Para quem não conhece, este sebo tem uma certa organização no seu andar térreo, depois tem suas escadas todas abarrotadas de caixas e em cada, sempre mais que uma surpresa. Depois o andar de cima é uma incógnita, muitos LPS, sem muita organização e agora, como se fosse um chamarisco a mais, montes e montes de livros bem no centro da sala principal. É chegar e mergulhar. Porém, adianto, esse negócio é para quem sabe nadar, ou garimpar. Eu sei só um pouquinho, mas me arrisco.
E assim sendo, indico este lugar como um dos mais convidativos para quem ouse sair de casa por estes dias, debaixo de chuva ou enfrentando garbosamente o frio. Por outro lado, para botar a fuça fora de casa, só mesmo para uma manifestação contra os desmandos provocados por essa descapacitada administração municipal, comandada pela fundamentalista Suéllen Rosin. Me convidadndo para uma coisa ou outra, topo sair de casa, do contrário, permanecerei quietinho aqui no quentinho de minha casa.
mudando de assunto
MENSAGEM DOS BASTIDORES MAIS SECRETOS DESTA INSÓLITA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL “Chegamos a Los Angeles com orgulho, competimos com honra e partimos com dignidade”, dizia o bilhete manuscrito que a seleção iraniana deixou no vestiário do Estádio SoFi após o empate em 0 a 0 com a Bélgica. A mensagem homenageava as 168 meninas da escola Minab mortas em um ataque dos EUA, agradecia a Los Angeles “pela hospitalidade”, “a cada iraniano que nos acompanhou com sua voz, coração e alma durante esses 180 minutos” e pedia que “a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações”. O Irã deve deixar o território de Trump assim que as partidas terminarem. A equipe está hospedada em Tijuana, no México, o que representa um desafio singular na Copa do Mundo.
Publicada hoje na seção PIRULO DE TAPA, no diário argentino Página 12
Repórter pergunta para o craque francês Mbapeé: "Estou aqui na sua extrema-esquerda".
Sua resposta, em meio a muitas risadas: "Ufa" Ainda bem você nã oestava do outro lado".
Craque até fora do campo!
voltando os olhos para situação deplorável ocorrendo hostes bauruenses
UMA FÁBRICA DE PLACAS E MULTAS
Vive-se tempos em Bauru onde ocorre um despropósito de ações impostas pelos comandando a administração pública municipal, exagero em todos os sentidos e meios - diga-se Suéllen Rosin e equipe. Daí, reproduzo aqui no Cena Bauruense, pela primeira vez uma foto se utilizando de recursos do IA, para de forma irônica demonstrar melhor os excessos. A fotoarte é da Olga LM Marques é pega no pé, acertadamente, diante da imposição na cidade de sua Zona Azul ampliada e até com fiscalização com câmeras instaladas em carro. Diante de tantas aberrações contínuadas, nada como ser irônico, para ver se desta forma o objetivo é atingido com maior rapidez, enfim, as placas hoje são tantas e espalhadas por todos os lugares, chegando até nos lugares impossíveis e inimagináveis, como atingindo, se tudo continuar no ritmo atual, sua zona rural.![]() |
| Na continuidade, DIRCEU MOSQUETTE JUNIOR instala o carrinho de multa da alcaide ao lado das placas e Orlando Alves completa: "Nada que um prego no pneu não resolva" |
segunda-feira, 22 de junho de 2026
RELATOS PORTENHOS / LATINOS (159)
NÃO SE PODE COLOCAR A VIDA EM PAUSA QUANDO...Gente, esse envolvimento com a Copa do Mundo, querendo preencher tudo à nossa volta, sobrando pouco espaço para outros assuntos não cola comigo. Eu continuo atento, só escrevinhando menos, observando tuo, até mais e pronto para dar o pitaco, quando achar necessário. Agora mesmo, neste exato momento, fico muito preocupado com esse silêncio advindo das hostes do Palácio das Cerejeiras. Sei que, quando todos estamos distraídos com outra coisa, algo acontece nos nossos costados e sempre para pior. Todos sabem meu posicionamento de desconfiança de como se dá a forma de administração empreendida pela alcaide reeleita em Bauru, a denominada por mim como incomPrefeita Suéllen Rosin.
E daí queria desenvolver algo bem curto, refletindo sobre promessas feitas pela alcaide e nunca cumpridas. Ela, pelo que se vê, vive de lances de marketing, posts em suas redes sociais e assim alimenta sua claque, seus adeptos e seguidores, consequentemente incautos, a população não totalmente esclarecida de como acontece de fato seus movimentos políticos.
Daí, hoje pensei em tópicos em cima do jargão NÃO SE PODE COLOCAR A VIDA EM PAUSA QUANDO...
- alguém manda derrubar o chafariz da praça central da cidade, a Rui Barbosa, planta em seu lugar um gramado e promete refazer o chafariz, só que o tempo passa e tudo cai no esquecimento;
- como promessa de sua campanha de reeleição estava lá escrito e ela falou em alto e bom som que, a Estação da NOB seria restaurada e para lá seriam transferidos muitos órgãos municipais, inclusive o seu gabinete de prefeita, porém, nada ocorre e a promessa é renovada, desta feita sem data para sua realização;
- a cidade possui três museus municipais e nenhum deles funcionou um dia sequer dentro da atual administração municipal, sendo que um deles, o Municipal, com acervo descomposto, pois há mais de dez anos fechado, foi todo fragmentado e o local onde seria abraigado, praticamente pronto, a Estação da Cia Paulista, mesmo obras concluídas, nem sinal de sua reabertura;
- o aterro de água, mais conhecido como reservatório principal de abastacimento de água da cidade, proveniente do rio Batalha, teve até vídeo sobre sua recuperação, porém, o tempo passa e como neste pe´riodo ainda não precisaram ter ações de racionamento, a obra de ampliação do reservatório está paralisada e tudo cai no esquecimento;
- empréstimos são aprovados pela Câmara Municipal, numa expressiva votação favorável aos intentos da alcaide, os tais 17 x 4 e os valores, principalmente para ações dentro da autarquia do DAE, ficam só na promessa, ou seja, o derrame de dinheiro é aprovado, mas inexiste projeto sério para sua utilizaçõ;
- numa ação contestada a alcaide lacrou o Hotel Imperial na praça Machado de Mello, removendo sob promessa de instalação adequada para quem ali habitava, porém, até hoje não se sabe em que parâmetros foi feito o acordo com a então proprietária e o que se sabe é o que se vê: tudo por lá lacrado por tijolos e acentuando cenário de abandono no local;
- alco imcompreensível é o fato de Bauru estar na região considerada sertão paulista, enorme calor e a cidade importa uma secretaria do Meio Ambiente e sua ação principal é o corte desmedido de árvores, quando o contrário deveria estar sendo implantado para amenizar o calor;- a alça do viaduto da Treze de Maio é interditada e o viaduto por inteiro teve promessa de sua total liberação, algo dito como rápido, porém, o tempo passa, o tempo voa e tudo caminha em passos de tartaruga, sem previsão de liberação, com alcaide não se importando de ter prometido e não cumprido algo rápido;
- a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto, ETE Vargem Limpa, prometida para os primeiros anos de gestão, sofreu sucessivos atrasos, rescisões de contrato com construtoras e entrou em seu décimo ano de paralisação. O esgoto tratado na totalidade foi uma promessa de campanha de longa data, mas acaba caindo no esquecimento, pois alcaide não sabe o que fazer para concluir o prometido;
- nunca a cidade teve tantos cargos comissionados como na atual administração, criando até o inconcebível Secretário Adjunto, cuja função é assessorar, muito bem remunerado o secretário, ou seja, duas mesas para a mesma função, tornando a cidade o paraíso do apaniguados, imensa rede de incondicionais apoiadores da atual gestão;
- a promessa da construção do primeiro Hospital Municipal de Bauru avançou lentamente, sendo postergada para o segundo mandato da prefeita e agora, vez ou outra ela envia para o terreno um trator relimpar a área, tendo como novidade mesmo, a publicação pelo Diário Oficial de uma funcionária remunerada;
- a revitalização completa e o cronograma de entrega do calçadão da rua Batista de Carvalho sofreram alterações e longos períodos de atraso em relação aos prazos iniciais, sendo realizadas obras, quadra por quadra num compasso parecido com o andar de uma tartaruga, lentidão inexplicável;
- falta constante de merenda e material escolar para as escolas municipais, tendo em alguns casos, sendo concluído o semestre, sem que o uniforme chegasse aos alunos e
- e a ladainha de resolver o problema do aterro sanitário do lixo proveniente da cidade, que vai só engordando os cofres de empresas privadas, conrtatadas a toque de caixa, com renovações automáticas, postergando a solução do problema, sempre com promessas nunca cumpridas:
- ...
Lembra de mais alguns itens? Ajude a ampliar o leque de cobrança das promessas não cumpridas, as que não permitem pausar a cobrança junto de Suéllen Rosin, já muito conhecida, como PROMESSONA.
e por falar em Copa do Mundo, eis como ficamos eu e Ana Bia, após ver Messi em campo
COMO NÃO SE ENCANTAR COM O FUTEBOL APRESENTADO PELA ARGENTINA...Eu nem quero ficar encrevinhando muito sobre essa Copa do Mundo. Tenho assistido a alguns jogos, menos do que queria, mas não estou querendo me envolver mais do que já o faço. Gosto muito de futebol. Não perco jogo do meu Noroeste de Bauru. Ontem, mesmo gostando demais da história do goleiro Vozinha, da seleção de Costa do Marfim, torce demais para o Uruguai, nosso vizinho latinoamericano. Para eles a situação não está nada fácil e para nós, após os dois primeiros jogos, vi pouca evolução e comparando com algumas outras seleções, já com resultados práticos e demonstrando bom futebol, vejo que as nossas perespectivas não são nada boas. Claro, estarei sempre torcendo, mas hoje, ao assistir aqui em casa, eu e Ana Bia, foi impossível não torcer e não vibrar pelo bom futebol dos argentinos. Tudo bem, podem me dizer, que a Argentina é Messi, sei disso, mas ele resolve, o time joga em função dele e no caso brasileiro, não vejo a possibilidade do nosso time jogar em função de um jogador. Eu e Ana vestimos a camiseta argentina, pois como vamos pra lá todo ano num encontro acadêmico, isso há mais de 12 anos, peguei um baita amor pela cidade de Buenos Aires, tendo muitos amigos por lá. Sofro vendo a situação política deles, com a derrocada provocada pela insanidade de um desGoverno como o do fascista Milei. Nos últimos dois anos, temos acompanhado a precariedade com o que o povo argentino tenta sobreviver e isso nos comove. Lá sou peronista, fui Nestor, fui Cristina Kirchner e achei que o governo do Alberto poderia ter feito muito mais. Todo ano passo pela Praça de Maio e circulo numa quinta junto das Mães que tiveram seu filhos despárecidos pela ditadura militar lá deles, muito mais cruel e insana que a nossa. E eles amam demais o futebol. Conquistaram três títulos mundiais e nós cinco. Já fomos melhores que eles, mas hoje, não existe como tapar o sol com a peneira, eles estão numa fase melhor que a nossa. No passado, muitos jogadores brasileiros já jogaram em times argentinos, hoje devido crise financeira, ocorre o contrário e muitos deles jogam aqui, batendo um bolão. Lembro de quando fui ver o Hugo Chavez num comício no estádio do Ferrocarril, ano de 2007, vi por lá homenagens a um brasileiro que por lá jogou, Rodrigues Neto, que jogou também na nossa seleção. E tudo desemboca neste jogo que assisti hoje ao lado de Ana Bia. Ao me verem com a camisa argentina, não me substimem, pois não deixei de torcer pela nossa, mas tenho que reconhecer, eles estão batendo um bolão. E diante de seleções do resto do mundo, prefiro estar ao lado de uma latinoamericana, enfim, somos hermanos. Uma maravilha ver Messi jogar bola e uma grande bobagem isso de rivalidade, ódio para com eles. Tô fora disso. Prefiro Maradona, até pelo seus posicionamentos políticos, mas não posso tapar o sol com a peneira. Vamos ver como nossa seleção vai se sair contra a Escócia e depois voltamos a conversar. Um absurdo ver o quanto essa seleção argentina joga pra Messi ser o que é. Digam o que quiserem, mas o cara é demais.
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