Dias atrás um amigo me envia uma foto e um texto sobre uma movimentação ocorrendo dentro do pátio ferroviário bem atrás e dos lados da Estação da NOB, com tudo podendo ser bem visualizado também da avenida Nuno de Assis. Eu postei: "Amigos (as) me provocam, passam por lugares, me enviam fotos e me instigam a escrever algo a respeito, como aqui no comecinho da avenida Rodrigues Alves, boca de entrada do pátio ferroviário, até bem pouco tempo todo abandonado, mato crescendo por todo canto e local de dormitório de muitos em situação de rua. Me dizem que, algo começou a acontecer por lá e está modificando o cenário, com limpeza em pleno andamento, não se sabe se feita pela empresa concessionária da malha férrea ou pela Prefeitura Municipal de Bauru - isso mais difícil. O fato é que - toc toc toc -, tomara algo de bom comece a vicejar pela região, pois o estado de abandono dos últimos tempos é mais que um Cartão Postal Negativo da cidade de Bauru, famoso pólo ferroviário, entroncamento de três grandes ferrovias, que fizeram história neste país, a Noroeste, Paulista e Sorocabana. Será?".
Quando tomo conhecimento do que está em curso, não levo um susto, pois sabia de antemão que, vindo da atual administração municipal, comandada pela fundamentalista Suéllen Rosin e em relação à ferrovia e suas edificações, assim como os bens férreos ainda sobre os trilhos, nada viria e agora, a notícia de que, a limpeza da área está sendo promovida pela concessionária da linha férrea, a Rumo, que desde que aqui se instalou, tem demonstrado anos após ano, estar sem nenhum rumo. Não houve nada de produtivo ou que pudesse ser devidamente comemorado desde a chegada destes, para administrar a malha férrea que corta Bauru e tem aqui na cidade um dos seus pontos de maior movimentação e atividades. Nosso entroncamento é conhecido por todos, o maior paulista e isso não impressiona quem chega somente com um intuito, o de fazer grana, quando na verdade o que mais é necessário no momento seja alguém que goste realmente de ferrovia e faça algo para salvá-la. Tiveram a faca e o queijo na mão e nada fizeram. Da atual administração municipal, se tivesse ido atrás do DNIT e o Governo federal, certamente teria conseguido boas parcerias para ajudar na recuperação do tanto de estrago aqui promovido no passado. Suéllen não possui nenhum interesse em conversar com Lula e, consequentemente, com quem possa fazer algo para ferrovia e a tal da Rumo, desde que aqui chegou, sugou mais um bocadinho do que ainda restava de possibilidades de fazer alguma grana com a utilização da malha, agora somente para uso de transporte de carga.
E diante de tudo, forma décadas de abandono, com um cenário tétrico espalhado pelo pátio. Quem passa por cima do viaduto JK e olha para o pátio tem uma amostragem, não só do abandono, mas do descaso. Aquele amontoado de itens férreos, carros de toda espécie, desde locomotivas, vagões de carga e passageiros, tudo abandonado a céu barto, se desgastando ao tempo. E neste momento, quando quase tudo já se perdeu, a proposta miraculosa é limpar tudo, tornando o visual mais apresentável. Dos vagões e carros férreos, a proposta é vender tudo como sucata e ainda levantar uma última grana. Isso tem nome e sobrenome, sacanagem e perversidade. Evidentemente que, o pessoal do atual staff da Prefeitura, sem nenhuma especialização ou amor para com a ferrovia, permanecerão calados e vendo a banda passar. Ou seja, se nada for feito neste exato momento, muita coisa ainda aproveitável irá para o leilão e, consequentemente, o forno.
Este o triste cenário do antes mais bonito pátio férreo do interior paulista, o abrigando as estações da Noroeste, da Paulista e da Sorocabana. Neste exato momento, diante do que ainda resta das ruínas da Sorocabana, diante da avenida Pedro de Toledo, um amontoado de madeira, tudo já cortadinho e perfilado para utilização como lenha, auferindo algum lucro para quem o cortou. Na região, muita coisa já foi devidamente cercada e com o matagal, que até poucotempo tomava conta de tudo, com área mais limpa, terá início a retirada dos vagões e carros férreos. Isso é uma grande vergonha para Bauru, que teve todo seu progresso proveniente da ferrovia, ver e pouco poder fazer, além de gritar, espernear e denunciar a maluquice em curso. Muita coisa ainda pode ser salva dessa sanha pérfida por fazer dinheiro de tudo o que encontram pela frente, pouco se importando com a história e o passado reluzente desta cidade. Este libelo escrevinhativo é para ser lido e entendido como uma DENÚNCIA, algo grave e precisando de alguém, gritando em alto e bom som: CHAMEM A POLÍCIA, pois amanhã será tarde demais. Mas, o que esperar de uma administração, cujos seus três museus permanecem fechados ao público e o Ferroviário, antes tão pujante, com o Projeto Ferrovia para Todos, que mantinha uma composição férrea turística circulando nessa malha, nada faz para tentar ao menos garantir mais alguns itens, para prováveis restauros? Como sabemos, nossa Estação da NOB permanecerá fechada e abandonada por Suéllen e agora, tudo o que ainda resta de itens reaproveitáveis, desaparacerão de uma hora para outra, com poucos ousando em contestar ou denunciar a pouca vergonha em curso.










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