O QUE VEM PELA FRENTE COM A NOVA INVESTIDA DE TRUMP CONTRA O BRASIL
Diante do que vejo Donald Trump propondo fazer com o país, interferindo não só nas suas eleições, como já planejando roubar descaradamente nossos metais raros, como o fez recentemente com o petróleo da Venezuela, além da revolta, lembro aqui de um texto lido do historiador – que gosto muito -, o Eduardo Bueno, Peninha, na abertura de um dos seus livros. “Mordaz como toda piada que se preza, uma velha anedota assegura que, tão logo botam os pés no Brasil, dois norte-americanos, surpreendidos com as benesses do clima, a beleza da paisagem e a fertilidade da terra, viram um para o outro e comentam: ‘Que lugar para fazer um país!’. Além de desnudar o sentimento de incompletude que os brasileiros têm da nação que vêm construindo há mais de 500 anos, outro aspecto inquietante da frase é a sensação de que ela talvez já tenha sido pronunciada em momento chave da trajetória do país. O discurso inaugural da história do Brasil – a profética carta de Pero Vaz de Caminha – traria, ele próprio, afirmação semelhante: ‘Nesta terra, em se plantando, tudo dá’.”.
Leio isso e me volto para o momento atual. Não é nenhuma novidade que, os norte-americanos sempre se dispuseram de bens de outros países na mão grande, ou seja, literalmente roubaram. Hoje, além de roubar interferem em eleições, algo que, também não vem a ser nenhuma novidade. Enfim, como eles mesmo hoje dizem na maior cara de pau, a América Latina deve se manter como o “quintal” deles. Lula é ousado, pois não só apregoa, como exerce uma soberania nacional sem estar atrelado a este domínio. Na verdade, diante do poderio bélico, hoje exacerbado, ele está mais do que brincando com fogo. Pior que tudo, além de já ter demonstrado pelas últimas declarações e ações, uma animosidade com o presidente Lula, mais do que claro, acabou o período de cordialidade.
Como bola da vez para se beneficiar disso tudo está essa infame e criminosa famiglia Bolsonaro, que com qualquer candidato carregando este nome, é mais do que perigoso, pois tratam-se de gente da pior espécie, vendilhões não só templo, mas de tudo o que encontrarem pela frente. E, sem tirar nem por, todos – mas todos mesmo -, os que estejam com eles aliados ou defendam algo com os mesmos interesses, são da mesma laia e inqualificação. Aqui em Bauru ou alhures, sendo bolsonarista, possui a perniciosidade de não só pensar, mas agir fora da lei. Bolsonaro e os seus são foras-da-lei e todo e qualquer os defendendo, depois de tudo o que já se sabe sobre suas ações, são também gente com a mesma qualificação.
Diante disto, enxergo claramente que, após a conclusão da Copa do Mundo, quando o mundo está um tanto inerte e absorto pelos jogos, algo de muito ruim tende a ter início. Lula e todos os defensores da plena soberania deste país estejamos preparados, pois Trump vai jogar pesado e sujo. A turma bolsonarista estará aliado a ele e assim sendo, o jogo sujo a ser concretizado nessas eleições será algo nunca visto. Com a derrocada da esquerda no Peru e na Colômbia, resta somente o Brasil na América do Sul. Aquilo da piada contada pelo Peninha, a “do que lugar para fazer um país” será implantado com toda força. Trump deve ser contido em novembro, quando das eleições para renovação do Congresso dos EUA, mas para nós, será tarde demais, pois a nossa é em outubro e até lá, não vejo como contar a fúria deste voraz pirata, pronto para nos devorar o quanto antes. Precisaremos de muita força, união, garra, disposição e coragem para vencer isso tudo. E começar desde já, sem querer esmorecer um só segundo.
Antônio MORALES Evangelista Camargo foi gerente regional e diretor de longa data do Senac Bauru, tendo recebido moções de aplauso na Câmara Municipal pelos projetos educacionais e desenvolvimento da unidade. Porém, suas atividades extrapolam e muito o longo período dentro da unidade local do Senac Bauru. Quem o conhece sabe muito bem do que estou a tratar. Olho para todas as instituições hoje, seus postos de comando e quando tento comparar com uma pessoa, altamente preparada como Morales, o querido TONHÃO, uma só constatação: falta hoje uma extensa bagagem cultural, este cabedal tão necessário para o exercício de cargos de liderança, onde o primordial deveria ser o pleno entendimento e aplicação de um comportamento mais social.
Esse comportamento imediatista reflete a urgência do mercado atual e a pressão por retorno financeiro, mas ignora a essência da formação superior: gerar impacto social e desenvolvimento. Profissionais que ignoram a coletividade perdem a credibilidade e a sustentabilidade a longo prazo. TONHÃO tinha isso de sobra, pois possuidor de extensa base teórica, essa conquistada ao longo do tempo, com leituras feitas desde sua adolescência. Quem o conheceu na sua intimidade sabe que, desde muito jovem teve um bela coleção de discos, a maioria em vinil e livros, tendo lido a maioria dos clássicos. Quem estivesse disposto a debater, ir além de uma conversa superficial, encontraria nele uma pessoa, não só preparada, mas muito qualificada, pronta para ouvir e saber, diante dessa sua visão ampliada de mundo, tomar as melhores decisões.
Hoje, ao tomar conhecimento de sua partida, a primeira coisa que me vêm à mente é exatamente isso. Tonhão era uma pessoa culta, pronta e preparada. Tudo o que consumiu uma vida inteira, trouxe a ele uma sapiência muito em falta nos dias atuais. Os profissionais de hoje podem ter amplo conhecimento teórico, mas saem das escolas preparados para o mercado, sem estar atentos para o social. Pessoas como ele não se formam num vapt-vupt, isso demanda muito tempo e nem todos possuem dentro de si, capacidade para discernir realmente o joio do trigo. Para que isso ocorra, se faz necessário cair de boca em prolongados estudos, o que a maioria não está mais disposta hoje. Ainda mais com o advento da IA, muitos acham que uma breve consulta via google é suficiente para sanar todas suas dúvidas. Daí, aquela imensidão de livros, em bibliotecas pessoais, como a dele, se tornam inúteis e assim sendo, a formação é deficitária, deixa a desejar.
Poderia descrever muitas outras qualidades no ser humano admirável que foi o TONHÃO, como carinhosamente o chamo. Fico nesta e com essas linhas de reconhecimento, enalteço alguém que, fará baita falta entre nós, os que ainda continuamos por aqui enfrentando este bestial touro fascista à unha. Ele foi mais que um democrático cidadão. Sabia o que estava falando, não falava por falar e hoje, neste mundo de pernas para o ar, creio que, até por possuir tanta bagagem teórica e discernimento decisório, pudesse ser considerado um esquerdista demodê, mas o vejo exatamente ao contrário. Soube exercer sua função de mando enxergando bem a condição social onde estamos enfincados e inseridos. Um baita exemplo para mim e todos os que, lutam por dias melhores, dentro de um mundo mais igualitário, justo e onde possamos continuar exercendo nossa plena liberdade de expressão.
Em tempo: Morales foi por demais generoso para comigo, quando meses atrás me chamou até sua casa, entregando aos meus cuidados boa parte de seus livros e discos, dizendo algo pelo qual nunca mais esquecerei: "estarão em muito boas mãos". Tenho, portanto, aqui comigo, muitos livros e discos carimbados e nele a identificação, MORALES. Guardarei eternamente dentro de mim, o reconhecimento por ver em mim, alguém a tocar diante este barco.


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