O QUE AINDA FAZER NAS RUAS, SEM DESISTIR DE LUTAR ATÉ O ÚLTIMO MINUTOMeus caros e caras, deixa eu desabafar um pouco. Voltei agorinha mesmo das ruas. Tô cansado. Nos intervalos da chuva, que não pára de cair, fui planfletear nos pontos de ônibus da avenida Rodrigues Alves. Muita gente depois desses últimos dias, eis o que constatei e queria aqui compartilhar.
Creio eu, não adianta mais nenhum tipo de campanha, com folhetos ou mesmo pelas redes sociais em cima da candidatura majoritária. Quem vai votar em Lula ou Flávio já está mais do que decidido. Aconteça o que acontecer, daqui por diante, o que tinha que ser feito já foi. Eu entendo que, o eleitorado que vota no Flávio pode até não gostar dele, como gosta ainda do pai, não votarão em Lula de jeito nenhum. Aconteça o que acontecer, não mudarão seu voto. Já aconteceu quase de tudo. Flávio está envolvido em todas as falcatruas possíveis. Nada cola na mente desse eleitorado que os faça mudar da ideia de votar nele. Para mim, existe um ódio ao PT/Lula/esquerda e está enraizado até a medula. Não sei se esse povo cansou do PT ou tiveram a cabeça feita, a tal da lavagem cerebral, mas com estes nem que Flávio mate a mãe, não mudarão seu voto.
São Paulo e os estados sulistas continuarão muito conservadores. E se, o Nordeste novamente marcar presença, na demonstração do amor por Lula - não pelo PT, viu! - temos aqui uma enorme possibilidade de vitória. O que está valendo ainda estar nas ruas é pelas candidaturas ao Senado e para o Legislativo. Senti isso hoje, como uma população ainda bem indefinida em quem irá votar pro Senado e pras Assembléias. Quanto a Lula e Haddad, creio que a votação já esteja sacramentada.
Eu não desisto nunca, mas é mais do que perceptível esse ódio quando chego me apresentando como petista. Antes era pior. Na eleição passada corríamos o risco de apanhar e ser presos - e alguns foram. Hoje não mais, mas a rejeição, pelo menos aqui no Sudeste é gritante.
Volto também de um evento hoje num campus universitário público e por lá, uma aprovação imensa para Lula/Haddad. No meu entender, com estes não se faz necessário mais fazer campanha pro majoritário. O voto em Lula/Haddad será maioria, mas nas ruas o buraco é mais embaixo. Fazer campanha entre os que a gente já, mais ou menos conhece em quem vai votar é ficar feliz antes da hora, já sair pela aí, cidade afora, na amostragem, levo um susto a cada dia em que boto a cara na rua. São as minhas impressões e assim mesmo, creio, tomara que Lula vença no 1º Turno, pois ando tenso além de todos os meus limites.
Presidente Lula discursa na 81º Assembleia Geral da ONU. Assistam o pronunciamento, todo sem leitura de algo pronto, de improviso:
LULA NA ONU E A MANIPULAÇÃO DO JORNAL NACIONAL, trechos texto de Ângela Carrato
Qualquer estudante de primeiro período de Jornalismo sabe que a principal chamada do Jornal Nacional, na edição desta terça-feira (22/9), deveria ter sido para o discurso do presidente Lula, na abertura dos trabalhos da ONU.
Nos meios políticos, nacional e internacional, a fala de Lula estava sendo muito aguardada, porque representava um momento de confronto da posição multilateralista e em defesa da soberania nacional com o autoritarismo e o imperialismo expressos por Donald Trump. Apesar de ter feito um discurso exemplar, abordando a falência do atual modelo da ONU, em que algumas potências possuem o anacrônico poder de veto, de reafirmar a soberania nacional -"o Brasil não cabe no quintal de ninguém" - de criticar, sem citar nomes, os Estados Unidos pelas guerras em várias partes do mundo e pela ingerência na América Latina, os editores do JN, do alto de sua subserviência à família Marinho, decidiram que o assunto que deveria abrir a edição era a morte do cantor sertanejo Rick, num acidente de helicóptero. Morte de artista em acidente é sempre notícia, mas ela poderia ter sido dada no segundo, terceiro ou mesmo no último bloco do JN, como foi feito com a morte do consagrado jornalista Zuenir Ventura.
(...) Essas foram algumas pirotecnias contra o discurso de Lula, mas estavam longe de dar conta de toda a manipulação colocada em prática nesta edição do JN. Ao invés de mostrar a enorme repercussão e acolhida do discurso de Lula junto aos presidentes e líderes políticos presentes na sessão, como indicam os aplausos que recebeu, o JN diluiu o fato numa chamada insossa e burocrática do tipo: o primeiro dia na agenda de reunião da ONU.
E a manipulação não parou ai. Ao invés de mostrar o discurso de Lula na ordem em que aconteceu, após apenas o do secretário geral da entidade, Antônio Guterres, que se despediu do cargo, o JN se deu o direito de divulgar o discurso de Trump, que foi após o de Lula, antes do de Lula. Para quem não acompanha política internacional, a inversão pode ter passado despercebida, mas foi gravíssima. Ficou parecendo que Trump pautou o discurso de Lula, quando foi exatamente o contrário. Lula, com elegância, deixou nítida a prepotência e o imperialismo de Trump em relação ao Irã, a Venezuela e a Cuba e, sobretudo em relação ao próprio Brasil. Criticou a tentativa de ingerência nas eleições em outubro, reafirmou o compromisso democrático do seu governo e a excelência de nosso sistema eleitoral.
Ao discursar após Lula, Trump gastou 40 minutos - o dobro do tempo sugerido pelo evento - atacando meio mundo, dizendo que faz e acontece e insistindo em designar facções criminosas como o PCC e o CV como terroristas semelhantes à Al Quaeda. Na maior cara de pau, César Tralli, Renata Vasconcellos e alguns repórteres dedicaram minutos e mais minutos para explicar a nova relação de Trump com a Groenlandia, mas não falaram absolutamente nada sobre a pressão de Trump sobre as eleições brasileiras
(...) Ainda bem que Lula resolveu se confrontar a esta turma, ao denunciar o fascismo que ronda a nossa democracia. Ele é o único dentre os candidatos à presidência da República, que não quer privatizar, que é pela ampliação das políticas públicas e entende que riquezas, como petróleo e terras raras, devem ser exploradas em benefício da maioria da população. (...) Dito de outra forma, o JN está fingindo que cobre o governo Lula e a campanha eleitoral. Fingimento que se estende à tal "agenda dos candidatos". Neste espaço no JN, os candidatos de oposição falam qualquer coisa e não há contraditório. Jornalismo não é isso. O fato de ser candidato não isenta a pessoa de ter compromisso com os fatos. (...) Na ânsia de tentar derrotar Lula, o JN está se enterrando e enterrando o tal " "jornalismo profissional' que diz colocar em prática. Se Lula, com este magnífico discurso na ONU, fez história, esta edição do JN também vai entrar para a história. Só que pela porta dos fundos, como material para aula sobre manipulação jornalística.
e não deixando de lado, algo sobre a Terra do Sanduíche, Bauru
Este ignóbil presidente do DAE - ainda funcionando por aparelhos -, com sua declaração pública de incompetência, a de ser uma "Rainha da Inglaterra" dentro da estrutura da atual adninistração de Suéllen Rosin, mãos atadas e só atuando conforme a alcaide lhe envie as ordens é o sinal mais evidente da decrepitude do momento. Sim, todos sabemos, a prefeita deve dar a última palavra, enfim, ela foi a eleita, mas no caso bauruense tem um algo mais já revelado quando o GAECO escancarou como se dava os encaminhamentos para o desfrute da dinheirama derramada nos cofres, os tais 7 bilhões de reais - em 30 anos -, com o contrato do lixo. Algo foi interrompido e agora, outros prováveis esquemas estão em Estado Máximo de Alerta, pois supostamente podem ser descobertos, revelados e estancados.
Este ignóbil presidente do DAE - ainda funcionando por aparelhos -, com sua declaração pública de incompetência, a de ser uma "Rainha da Inglaterra" dentro da estrutura da atual adninistração de Suéllen Rosin, mãos atadas e só atuando conforme a alcaide lhe envie as ordens é o sinal mais evidente da decrepitude do momento. Sim, todos sabemos, a prefeita deve dar a última palavra, enfim, ela foi a eleita, mas no caso bauruense tem um algo mais já revelado quando o GAECO escancarou como se dava os encaminhamentos para o desfrute da dinheirama derramada nos cofres, os tais 7 bilhões de reais - em 30 anos -, com o contrato do lixo. Algo foi interrompido e agora, outros prováveis esquemas estão em Estado Máximo de Alerta, pois supostamente podem ser descobertos, revelados e estancados.
E daí, logo após o anúncio, com prisões e tudo, do desbaratamento de um grandioso esquema de corrupção, funcionando a pleno vapor dentro da atual administração, surge essa gravação, feita por um funcionário, revelando algo também grave. É do conhecimento geral que, a aprovação pela Câmara de Vereadores da entrega do DAE para as mãos da iniciativa privada, ocorrida nos mesmos moldes do Lixo, com maioria quase absoluta de votos, toque de caixa, sem nenhuma discussão, estava gerando muitas suspeitas. Mesmo assim, tendo maioria dentre os nobres (sic) vereadores, tudo foi consumado e agora, quando a concessionária está pelas ruas, mais perdida que cego em tiroteio, duas empresas atuando no mesmo serviço, bagunça generalizada, latente mal atendimento da população, eis que o presidente do DAE se declara para os funcionários, numa reunião interna e é gravado, com sua fala sendo divulgada aos quatro ventos. O fundo do poço não está próximo, Bauru já este nele.
E o que faz a alcaide? Nada. Ela está inerte, aguardando se algo lhe sobrará de ruim das investigações do outro caso, o do Lixo. O presidente do DAE veio a público, se manifestou ameaçando processar quem o gravou, mas não tocou no nervo ciático da questão, este num processo inflamatório, praticamente sem cura. Pelo visto, vai continuar no cargo. Ele, o presidente do falecido DAE, foi sincero e explicitou como são os procedimentos de sua nada auspiciosa atividade. Está em Bauru há poquíssimo tempo, sendo aqui convidado, como outros, vindo de lugares distantes, para o exercício de funções chaves dentro do desGoverno da incomPrefeita Suéllen Rosin. Dois dos que vieram de fora estão neste momento na cadeia, fazendo de tudo para serem soltos e se bobear, com a prisão se prolongando, prontinhos para contar detalhes do que faziam. A pergunta que menos importa é o fato de serem de fora e o que todos estariam aqui realizando. Nada contra forasteiros serem secretários municipais. Já tivemos alguns históricos em postos chave e se sairam muito bem. O que chama a atenção neste momento é o fato dos dentro da atual administração, terem vindo para o exercício de algo diferente, fora dos padrões da normalidade e do bom desempenho das funções públicas. Se isso for verdade, mais que um problema pela frente.
O temor, assunto de todas as rodas é de que, a administração de Suéllen Rosin seja um grande esquema de negócios ilícitos e que, o agora em evidência, o do Lixo, seja somente um deles. O Gaeco vai nos revelar nos próximos dias, se isso permeando as rodas de conversa pela cidade é mera conversa de comadres ou é algo realmente preocupante. O que todos têm absoluta certeza é que a Câmara de Vereadores aprovava tudo o que a alcaide lhe enviava de projetos, sempre a toque de caixa e nessas duas votações, a o Lixo e DAE, gerando dúvidas enormes, pois não possuiam embasamento suficiente, nem consistência para sua real efetivação. O presidente do DAE, o peixe, que neste momento está a morrer pela boca, só continua no cargo, pois a alcaide está inerte, num estado letárgico, quase vivendo por aparelhos, tanto ter deixado de gerar aqueles seus diários vídeos propagandistícos. Está mais contida e vai deixar a poeira baixar para tomar alguma atitude. E se não baixar, aguardemos o que virá pela frente, talvez até o seu vice, assumindo as rédeas e propondo novo rumo para a cidade.
Para mim, a administração Suéllen Rosin está com seus dias contados. Como estamos há doze dias de um pleito mais do que importante, os Rosin jogam todas suas fichas em eleger pelo menos a mãe dela como deputada estadual, mantendo-os com alguém da família eleito. Creio, muita água passará por debaixo dessa ponte, no quesito revelações escabrosas dos meandros do modus operandis dessa administração, decretando não só o seu fim, como desbaratando algo muito pior. Não foi por falta de aviso. Os sinais eram evidentes, latentes, pulsantes, gritantes, porém, a sensação de impunidade, de algo maior acobertando tudo, que com a facilidade da concretização, com os procedimentos adotados, inclusive os 17 x 4 dos votos dos vereadores, fizeram com que, alguns não mais tivessem os devidos cuidados e assim, algo veio a público. Agora é puxar o fio dessa meada e Bauru começar tudo de novo. Com esses aí já era. Devem rodar, com suas muitas "rainhas da Inglaterra" e tudo o mais.



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