segunda-feira, 26 de outubro de 2026


O QUE DIZER, UM DIA APÓS A GRANDE VITÓRIA DE VIRADA
Essa segunda, dia 26/10, após intensa campanha pela reeleição de Lula, desabei. 
Nem sei se o termo exato seja este, mas o fato é que axcumulei cansaço, pois me empenhei o máximo que pude e creio, ter chegado no meu limite.
E assim sendo, tirei o dia de hoje para permanecer o máximo de tempo na cama.
Sai para fazer algo inusitado. De uns tempos para cá prometi para mim mesmo que não mais compraria os dois jornalões paulistas, a Folha de SP e o Estadão. Hoje o fiz, comprei a ambos, porém deixei a sacolinha com eles ao lado da cama e até agora estou adiando de folhera, quanto mais ler.
Hoje não estou com saco para leituras. O que fiz nos intervalos da correria foi ler livros. Nem sei como consegui, mas neste mês, nos poucos intervalos, até para amainar a tensão, sentava num canto e lia. Li sete livros e depois, num outro post comento deles. Hoje, quero sonecar.
Eu estou é contente demais da conta. Eu esperava, acreditava e muito. Sabia que tínhamos tudo para chegar lá, mas quando a vitória veio, botei os bofes pra fora.
Ontem à noite, depois da prorrogação, o coração estava pela boca e na reta final, depois de estarmos na frente, depois fomos ultrapassado e quando deu os 50%, ambos emparelhados, logo a seguir Lula ultrapassa e assumindo a liderança assim seguiu até ganhar o pleito.
Depois, com o carro ainda inteiro adesivado, não me deixaram tirá-lo da garagem.
Fiquei tentando ver as análises pela TV e principalmente pelas redes sociais, o ICL e o canal do Exército do Lula, onde gravitei por estes dias.
Ana botou ra rolar dentro da sala uma pá de MPB, todas dançantes e em alto e bom som.
Queria mais e quando o amigo pederneirense Maurício Passos, disse passaria por asqui, consegui o alvará e fomos ver a festa de perto, no parque Vitória Régia.
Foi muita emoção, uma atrás de outra.
O que mais me chamou a atenção é que, até bem pouco tempo, militei nas ruas como sempre faço, mas desde o início do 2º Turno, com o surgimento dos estudantes, da juventude assumindo o comando do festim nas ruas, eles tomaram conta de tudo e se conhecia todos nos atos, desde então, se conheço 10% das pessoas é muito. 
Acho isso lindo demais, essa renovação e oxigenação era tudo o que precisávamos.
Com a chegada destes, as ruas se encorparam e hoje, lá no Vitória, ouço do amigo Claudio Lago uma frase detreminante do que seja isso tudo: "Eu tinha em casa umas vinte a trinta bandeiras do PT e não sabia o que fazer com elas. Hoje, distribui todas e se tivesse 100 ou 200, todos a querem".
Isso é para demonstrar como tudo mudou de uma hora para outra.
A juventude comprou a ideia de defender o Brasil, de nos ajudar e levar adiante o enfrentamento para não deixar o país ser entregue para a extrema-direita bolsonarista, os vendilhões do país.
E eu, um cidadão já um tanto experimentado, não  mais crendo em algo assim, pelo menos na forma como acenteceu, cedi, pois percebi que os que estavam chegando tinham tudo o que precisávamos.
Chegaram com tudo e na festa da vitória, rodeado por estes, não conhecendo quase ninguém, a não ser os de sempre, extasiado, ia sendo reconhecido por muitos. Ou seja, muitos deles me conheciam, acredito de me verem durante a campanha e eu não reconhecia ninguém. Estão sendo muito generosos conosco e assim, tocamos este barco juntos, nós que sempre estivemos nessa luta e os que agora chegaram e nos ensinaram novos caminhos.
Não que a gente não conhecesse esses caminhos todos de luta, mas nos acomodamos ao longo do tempo, perdemos terreno e de uma certa forma, deixamos que outros ocupassem nosso espaço junto das massas.
Levamos uma chacoalhada e hoje, colocando a cabeça no travesseiro, confesso, se a chegada deles não tivesse se dado, estaríamos num mato e sem cachorro.
Esses jovens nos ensinaram não só algo novo, como nos deram uma baita injeção de ânimo.
E do outro lado, junto dessa revolução ocorrida nas ruas brasileiras, teve a barafunda ocorrida também pelas redes sociais.
Eu mesmo, escrevo por aqui diariamente, publico no blog, tento fazer algo pelo youtube, mas tudo de forma insipiente, sem conhecer de fato os instrumentos para alavancar a chegada da mensagem nos interregnos desse negócio denominado de algoritmo. 
Li muita coisa, mas sem entender direito, ainda não sacava como podia usifruir daquilo tudo a meu favor, ou a favor da causa que defendo. 
Veio o Janones, aderi sem pestanejar ao tal Exército do Lula e vi que tudo deu certo.
O cara prescreveu como um médico consciente doque faz, o passo a passo a ser seguido.
E não é que tudo deu certo. Lula ganhou e aquilo que nos dizia, de que, a luta das ruas só valeria a pena se aliada e com muito afinco, dedicação e entrega de publicações e orientações bem centralizadas.
Foco num objetivo comum, sem desvios e obstruções. 
E hoje me vejo comeorando a vitória, que só veio pela reorganização da campanha.
Se continuássemos na mesma toada do 1º Turno, creio eu, levaríamos um tunda doíada e Lula não seria vitorioso.
Ele, sem sombras de dúvidas é o melhor. O outro é um reação, um miliciano e dem deveria estar disputando o cargo, mas sim já julgado e condenado pelos seus crimes. Porém, o Brasil virado do avesso, com parcela significativa cega, endossando um miliciano.
Eu sei, tenho a mais absoluta certeza, só mesmo LULA, uma pessoa com o seu peso, para nos tirar pela segunda vez das mãos da extrema-direita.
Ganhamos meio que na bacia das almas, na prorrogação e com uma vitória retumbante.
Incontestável, porém, nos próximos quatro anos teremos pela frente, além de todas as adversidades, uma reconstrução, não só de militância, como de reafirmação de uma atuação.
Muito trabalho pela frente e como LULA mesmo disse na fala após a vitória, ele sabe necessitar de algo novo no mandato que se inicia em janeiro. 
Tem que estar junto dessa força popular o tempo todo. 
Éo povo organizado e nas ruas que vai lhe dar a sustentação para tudo o que pensa implantar. 
Agora mesmo, se o outro lado imagina num outro 8 de janeiro, terão que pensar duas vezes, pois sabem eles que, o povo está nas ruas e ons impedirá de fazer as besteiras todas que ousaram fazer tempos atrás.
E assim, depois dessa festa toda, volto para casa e antes de desmaiar, ainda permaneço um tempo plugado nas informações de como se deu essa virada.
Chego no dia de hoje, segundona e eu, estatelado, entregue, em recuperação.
Amanhã devo estar melhor. Hoje me reservo ao direito de flanar, ainda mais de tudo.
Esse LULA é mesmo phoda. O velhinho é batuta e me assim como me fez estar nas ruas nessa campanha, vai fazer com que continue na pegada de que o Brasil é nosso e não será entregue e jeito nenhum para interesses que não os nossos.
Eu acredito nele e no que ouvi dizendo vai fazer pelo país no novo mandato.
Muita luta pela frente, mas só a partir de amanhã. Hoje me reservo a continuar molenga e em recuperação.
Portanto, até amanhã.

domingo, 25 de outubro de 2026

LULA ALCANÇOU UMA HISTÓRICA VITÓRIA CONTRA O BOLSONARISMO E A EXTREMA-DIREITA

sábado, 24 de outubro de 2026

A MAIOR CARREATA QUE BAURU JÁ PRESENCIOU E A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

48H DA ELEIÇÃO E O POVO ESCOLHEU LULA
Mais do que nunca, a frase de Hannah Arendt continua mais atual que nunca: "O problema não é acreditar numa mentira. É quando a verdade já não importa".

Dito e entendido isso, tento descrever em poucas palavras o que sinto neste momento, pois o tempo urge e me ecnontro com a maior dificuldade para algum tipo de escrevinhação neste momento. O meu engajamento nessa reta final de campanha é tamanha que, tive que deixar de lado até as postagens diárias, as que faço por aqui desde 2007, quando comecei a escrevinhar meu blog pessoal, o Mafuá do HPA. Tudo o que penso, como é minha ação de vida, minha postura está lá revelada, dia após dia. é fácil conhecer o HPA e entender de que lado ele se encontra, diante dessas contendas todas mundo afora. Eu nunca tive medo ou receio de me posicionar e de defender o que sempre defendi. Eu sempre assinei embaixode tudo o que escrevo e quando o faço em nome de terceiros, o fazendo aqui, estou siomplesmente endossando e corroborando aquela linha de pensamento. O HPA é isso, uma pessoa franca e lúcida, buscando algo para o bem comum, de minha aldeia, a cidade onde nasci, cresci, trabalhei e moro, depois o estado, o ainda maior da Federação e por fim, o Brasil. Se ser nacionalista é fazer a intransigente defesa das coisas do Brasil e que elas sejam utilizadas em nosso benefício, sou e sempre serei assim. Nunca me verão clamando por invasões contra nossos costados, pois isso é jogar contra nosso próprio patrimônio. Minha luta, a de uma vida inteira sempre foi por um Brasil livre, soberano, altivo e lutando contra as enormes diferenças existentes no seio deste país. Eu combato as injustiças, a desigualdade e a perversidade de quem, hoje crê num bando de milicianos querendo dominar o país e transformá-lo numa terra de ninguém, num território onde uma minoria bandida vai dominar tudo e o restante do país vai ser obrigado a aceitar a perversidade como algo normal. Cá estou e cá estarei, lutando contra todos estes bolsonaros existentes e transformando a vida do brasileiro num inferno.

"Breves e modestos pitacos de um octogenário que faz política desde o ATO 5, em 1968: primeiro, a massiva presença da juventude nos atos públicos que se multiplicaram pelo país nesse final de campanha pró-Lula. Rodei o Brasil do Piaui ao Rio grande do Sul, passando por Teresina, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Curitiba, Florianópolis e POA e nunca tinha visto nada parecido. Segundo, mas que poderia ser primeiro: a monumental quantidade de gente na rua. Não vi nada igual, seja como jornalista, seja como militante político, em nenhuma manifestação. Nem nas diretas já. Isso mesmo, nem no ato da Candelária nem no do Anhangabaú. Por último, mas não por menos importante: quem mobilizou e colocou essas massas colossais nas ruas não foi o governo nem a CUT, o MST, as Comunidades Eclesiais de Base nem o MTST. Isso tudo contra a avalanche da mídia conservadora, contra as elites, contra a ação descarada de potências estrangeiras. A internet pode ter ajudado, mas ninguém mobiliza gente inconsciente. Começo a alimentar a esperança de que não tenhamos educado mal nossos filhos e netos. Independentemente do resultado da eleição, acho que ganhamos", escritor Fernando Morais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (164)


SOLDADO DO EXÉRCITO DE LULA E ALGO DO CONTEXTO MUNDIAL*
* Algomas das informações foram coletadas após leitura diária do jornal argentino Página 12, hoje, para mim, o melhor de todos, junto da aguerrida Carta Capital.
Eu até quero escrever de outros assuntos por estes dias, mas não consigo e acho, não devo. Justamente agora é intensificado dos motivos do Renato Purini estar enjaulado, com algo mais sendo difundido, os tais escabrosos detalhes de como era seu procedimento, sempre exisgindo mais e mais dinheiro da empresa que ainda cuida do Lixo em Bauru. Queria aaté ter feito uma live, eu e outra pessoa, cada qual com uma história sobre ele, mas creio, melhor deixar para depois da eleição. O assunto poderá até ter passado do ponto, mas o ponto agora é somente um, reeleger Lula, ainda mais porque a virada já está consolidada e como aprendemos, não se pode esmorecer, pois se o fizermos, corremos risco. E o risco maior, como sabido por todos, é perder a democracia para este abominável fascimos, diria mesmo, nazismo batendo à nossa porta. Gente, a mãe da prefeita, a que recebeu votação inexpressiva pra deputada estadual, vem à público falar que a igreja da família não vai fechar e poderia escrevinhar muita coisa, mas no momento quero centrar fogo em fazer o que posso, e o que não posso, tudo por Lula, nossa causa maior, o que me move e move mais da metada deste país neste intrincado momento.

E pra adentrar o assunto que aqui me traz e também me conduz, vejo que o canal do WhatsApp “Exército de Lula”, que tem 8,4 milhões de seguidores, divulga conteúdo em apoio ao presidente brasileiro e organiza ações para combater notícias falsas, angariar votos e competir por visibilidade nas redes sociais. Acabei sendo seduzido e agora faço parte do tal EXÉRCITO DO LULA, algo bolado pelo deputado federal André Janones MG, onde o país inteiro se engajou e hoje, somos trodos transformados em soldados, dentro de um Exército, que pelo visto, pelas redes sociais, está fazendo a diferença na finalização dessa campanha. Depois do advento maravilhoso, divinal da participação dos estudantes, nos levando com muita disposição para as ruas, agora isso, onde estou ainda engatinhando, mas aprendendo na cancha de luta a manusear todos estes algoritmos internéticos. Minha cabeça ainda é pelo modal antigo na condução das coisas que me movem, mas sei, se não me adaptar, além de ficar para trás, corremos o risco de perder a democracia, sigo junto, pois senti, percebi a boa intenção do Janones. Sua fala, mesmo que aos gritos, transmite confiança e se até o Lula, macaco muito mais velho que eu, se engajou, por que deveria ficar de fora? Cai de boca. E não me arrependo. Curto tudo, sigo orientações, assisto novos vídeos e agora a onda, diante de um novo vídeo advindo lá do Quartel General é Assistir, Curtir, Comentar e Compartilhar. Na qualidade de soldado, sigo as ordens recebidas e vejo, diante dos meus olhos, a possibilidade concreta da virada.


E para mim e esses milhões de soldados deste crescente Exército, o que vale mesmo é que o Partido dos Trabalhadores do Brasil intensificou sua luta contra o algoritmo. O canal do WhatsApp “Exército de Lula”, que tem 8,4 milhões de seguidores, divulga conteúdo em apoio ao presidente brasileiro e organiza ações para combater notícias falsas, angariar votos, competir por visibilidade nas redes sociais e nele estou inserido, de corpo e alma, cara e coragem. E dentro deste contexto, em pouco mais de um mês, quatro eleições cruciais, ocorrendo em quatro contextos completamente diferentes, definirão o atual panorama político da extrema-direita global, seus projetos, seus argumentos e, sobretudo, o nível de apoio que ainda goza junto ao público. Apesar de suas diferenças, essas quatro eleições poderão começar a moldar o rumo político da extrema-direita e, especialmente, suas agendas reacionárias e regressivas pelos próximos anos. E como estou no pleno combate delas, tenho que estar plugado e atento a estes movimentos. 

Tudo tem início aqui no Brasil, onde o segundo turno entre o presidente Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, em 25 de outubro, expressa, talvez como nenhuma outra disputa eleitoral, o contraste entre dois modelos completamente antagônicos de compreensão e prática da política. A Casa Branca, hoje capitaneada pelo pirata Trump, apoia explicitamente o candidato de extrema-direita, cujo sucesso derivou de maior cobertura midiática, melhor presença nas redes sociais e online, e retórica eficaz focada no combate ao crime e na promoção do ganho econômico individual. Isso não é novidade na ideologia clássica da extrema-direita neoliberal. Para Trump, o eventual sucesso de Flávio Bolsonaro significaria o triunfo de um modelo político construído exclusivamente em torno de si mesmo. De qualquer forma, o apoio à extrema direita seria fundamental para o livre acesso à enorme riqueza natural do Brasil, que, a começar pela água da Amazônia, inclui também petróleo, gás, ferro, ouro e, naturalmente, o cada vez mais cobiçado urânio, lítio e elementos de terras raras. Enquanto isso, a vitória de Lula abriria enormes possibilidades do país continuar trilhando seus caminhos pela soberania. 

A segunda eleição ocorre em 27/10, dois dias após o segundo turno das eleições no Brasil. Serão realizadas eleições gerais em Israel, onde será definido o futuro político de Benjamin Netanyahu, mas onde também será dada especial atenção à extrema-direita religiosa, representada por seus principais aliados. Logo  na sequência, as eleições de 3/11, nos Estados Unidos podem, sem dúvida, ser caracterizadas como a mãe de todas as disputas eleitorais, aquela da qual dependerá, em grande medida, o destino dos governos de extrema-direita da região. As previsões para Trump e sua administração não são animadoras: com uma imagem positiva em torno de 30%, tudo indica que o Partido Republicano sofrerá uma derrota retumbante para o Partido Democrata, que possivelmente retomará o controle da Câmara dos Representantes. Isso pode não significar muito, mas será uma reviravolta na concepção pirata trumpista mundo afora. E cenário horroroso para a família capirota Bolsonaro. Finalmente, a quarta, as eleições gerais na Espanha, em 29 de novembro, marcarão o fim deste breve, porém crucial, ciclo político. Diante das crescentes dificuldades em governar e manter uma maioria parlamentar efetiva ao longo do tempo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou eleições gerais antecipadas, esperando que, apesar da evidente queda de popularidade, numa medida ousada consiga se solidificar e manter a Espanha fora do espectro da extrema-deireita. Tudo é uma intensa luta, aqui e acolá, enfim por todos os cantos do planeta. 

As quatro disputas permanecem em aberto, - porém a do Brasil já com forte tendência de Lula vencer, desdeque não se esmoreça a luta pelos votos  - e sem respostas conclusivas quanto ao desempenho da extrema-direita, embora uma questão crucial paire sobre seu futuro imediato: como reagirão à possibilidade muito real de uma eventual derrota de Donald Trump em 3 de novembro? Não há garantia de que as expressões locais da extrema-direita não sofrerão também os efeitos de uma potencial crise do trumpismo, mas as repercussões externas serão, a longo prazo, inegáveis, enfim como é mais do que sabido, o império norte-americano é decadente e está nos seus extertores. Junto isso tudo e continuo plugadíssimo nas redes sociais, nessa atuação como soldado do EXÉRCITO DO LULA, além de um intenso trabalho pelas ruas. Aqui em Bauru, onde moro e atuo, teremos na sexta, 23/10, concentração no parque Vitória Régia a partir das 19h e depois no sábado, último dia de campanha, a partir das 15h, Carreata saindo da avenida Nuno de Assis. Estarei engajado em ambas e tudo o mais que puder participar. Nada é fácil e só por estar envovido, neste crucial momento da vida nacional, onde pela força popular estamos quase contendo o avanço da bestialidade, me sinto reconfortado e nem dou bola para o cansaço. 

O que vale mesmo é ter a certeza da continuidade de um país livre, leve e solto, sem as perversas e massacrantes amarras propostas pela extrema direita. Eu luto e não saio do campo de batalha. E depois, passado isso tudo, após um breve e merecido descanso, volto à carga com todas as efervecentes questões locais, pois pelo que se vê, a aldeia bauruense está também pegando fogo.



quarta-feira, 21 de outubro de 2026

PERGUNTAR NÃO OFENDE (239)


E ANTES DE COMEÇAR A TRATAR DE TANTOS OUTROS ASSUNTOS

O ORGULHO MAIOR, MEU FILHO SACAR MUITO BEM TUDO O QUE ACONTECE À SUA VOLTA
Gente, eu sinto o maior orgulho deste mundo pelo filho que tenho. Acompanho de perto o desespero de famílias completamente divididas, principalmente neste momento, desenlace provocado por uma desavença de ideias e ideais. Eu, que sempre segui o ideário da esquerda para tocar minha vida, pois tenho a mais absoluta certeza, essa entende o mundo de uma forma inomensuravelmente mais igualitária e justa do que se percebe pela concepção desta bestialidade denominada extrema-direita. A questão não é nem ser ou não comunista ou algo parecido, mas a pessoa não ser boçal a ponto de querer viver no bem bom e não desejar e lutar pelo mesmo para todo semelhante. Só o fato dele ser guiado por essa conduta já é mais que admirável. Só que, tem mais.

Meu filhão já passou dos 30 e hoje mora fora. Eu e sua mãe somos separados há um bom tempo, mantendo uma ótima amizade, o que ajuda muito. Ele sempre leu muito, cursou Letras e hoje está atuando numa multinacional. Ganha mais do que o pai e sempre por aqui aporta, fazendo questão de em cada visita, assistirmos juntos um filme, pela TV ou cinema, trocando também em cada reencontro livros. Nossas conversas versam muito disso, ele me indicando leituras e eu a ele. Nosso gosto musical é também muito parecido, o meu dentro da MPB e o dele, se ampliando com o novo despontando pela aí, algo que sempre me provoca a ouvir. Esse relacionamento só melhora e em cada reencontro, se solidifica.

Neste último domingo veio para Bauru para participar do ato em prol da reeleição de Lula. Vê-lo chegando, com uma bandeira debaixo do braço, junto da esposa e da mãe e se juntando a mim, Ana Bia e meus amigos, é algo para arrepiar. Ele não se deixa levar, muito menos ser enganado, ludibriado por essas falsas ilusões, essa hipocria reinante em quem procura seguir essa linhagem conservadora, predadora do ser humano harmonizado. É uma maravilha discutir tudo com quem lê muito, sabe diferenciar o joio do trigo melhor do que este velho pai. 
Escrevo este texto neste momento, pois quando observo esse distanciamento cada vez maior, linhas de pensamentos opostos, separando pais e filhos, sei o quanto fui agraciado. Essa dádiva é fruto de uma vida bem próxima, quando o fiz entender que, para vivermos bem, isso da continuidade dessa desigualdade só nos torna mais doentes. O ódio é difundido por quem pratica algo desconectado com a racionalidade inerente a uma vida saudável, a que deveria permear nossa passagem por essa vida. Meu maior orgulho é pelo fato de que, meu filho, por tudo o que consegui lhe transmitir, nunca conseguiria se aproximar de algo próximo desse modal de vida bolsonarista, o da extrema-direita. Ele sabe muito bem o que representou o nazismo ou algo parecido para o mundo. Chacoalhamos juntos a bandeira de Lula e contra a entrega do Brasil nas mãos da perversidade entreguista. Eu o amo mais que tudo.

OMISSÃO NÃO É SÓ MEDO
Não engulo observar gente esclarecida e se escondendo de omitir sua opinião sobre os destinos do país se o capiroto filho ganhar o pleito eleitoral do próximo domingo. Quando a pessoa sabe o que vai acontecer e assim mesmo se aquieta, se esconde, omite da dar opinião e age como se nada estivesse em curso e acontecendo, trata-se de uma pessoa desprezível. Entendo que, em algumas circunstâncias, existe uma pressão patronal, exercida de forma coercitiva e quando isso ocorre, pouca coisa pode ser feita, além da denúncia de quem oprime seu subordinado. Conheço muitos artistas da cidade que, preferem ficar quietos do que emitir opiniões políticas, pois sabem, seriam excluídos numa lista daqueles não mais chamados para atuar em muitos estabelecimentos. Compreendo e os repeito.

Já os que, trabalhando num ambiente onde a maioria já colocou a cara a tapa, onde a maioria já deixou claro não concordar com o que pode acontecer, não só com seu local de trabalho, mas com o país num todo e mesmo assim continuam quietinhos no seu canto, como se nada estivesse acontecendo, posicionamento igualzinho ao do avestruz que diante do perigo, enfia sua cabeça num buraco, estes não são medrosos. Estão passam ao largo do medo e se mostram perversos, pois quando poderiam estar se juntando a tantos outros que, corajosamente estão se expondo e dizendo o que deve acontecer com o país no caso da extrema-direita fascista ganhar, se mostram pessoas inertes, fracas e sem opinião. Trabalham como se tudo estivesse dentro da maior normalidade. E por que agem assim? Estariam já prevendo e tentando se mostrar para seus futuros patrões, também algozes? Chego a pensar nisso. 

O momento é de muita união, algo coletivo, quando todos emitindo sua opinião, assim a possibilidade de fortalecimento, não só do lugar de trabalho, mas de tudo o mais. Quem se mostra fraco ou indiferente agora, estará marcado e é desses que, decididamente não se pode conter em momentos de aflição coletiva, pois estarã a pensar somente em seus botões. Vejo um tanto assim de profissionais, principalmente no meio educacional público. Diante do que Tarcísio de Freitas comete de arbitrariedades e do que, certamente Flavio Bolsonaro fará com a Educação, se fingem de mortos. No mínimo, deixam de ser confiáveis e assim sendo, podem surpreender negativamente mais adiante. A omissão também é reveladora da personalidade da pessoa. Estejamso atentos.

A HISTÓRIA DA PROPAGANDA DO CAPIROTO JUNTO DAS SANTAS, NUMA LOJA DE APARECIDA DO NORTE
Um amigo foi levar o irmão por estes dias até Aparecida do Norte, a capital católica btrasileira, onde este pagaria promessa. Numa loja da cidade, dentre tantas vendendo imagens de santos da igreja católica, ele estava em busca de uma para trazer para a sogra, devota de Nª Sª Aparecida. O espanto se deu quando procurando, deu de cara com uma propaganda do capiroto filho no meio das imagens.

Foi até a dona da loja e se fazendo passar por devoto, disse a mesma de sua revolta, pois estava diante de uma heresia, a das imagens da santa junto do cara que está propondo atos contra a igreja católica e a própria santa. A dona ouviu calada, mas este concluindo sua fala, disse não poder comprar uma imagem numa loja que não respeita os católicos e bateu em retirada.

Saiu e depois de uns 40 minutos, passou defronte a mesma e o adesivo não mais lá estava. Pelo menos, a fala em alto e bom som serviu para sacar da vitrine a propaganda do capiroto filho. E diante de mais essa aberração vinculada a como se dá o voto da extrema-direita, fica demonstrado não existir nenhuma divisória religiosa, ou seja, o extremista dono da loja, nem se dá mais ao respeito e não faz nenhuma restrição em esconder sua preferência, fazendo essa no meio de imagens representando o lado oponente. 

O que vale mesmo, pelo que se constata, é o sacramentado dos votos do segmento mais radical, feito de forma escancarada, não respeitando nenhuma regra.

E PARA LACRAR O ASSUNTO

terça-feira, 20 de outubro de 2026

MEMÓRIA ORAL (337)


ENCONTROS DE CAMPANHA
PASSO NA CASA DELA, ADVOGADA ZANIN, PRA ME RECARREGAR E DAR CONTINUIDADE CAMPANHA

É de gente assim e com gente assim que adoro fazer campanha. Eu, pelas ruas da cidade, quando descubro estar perto da casa dela, M Cristina Zanin Sant'Anna, minha advogada sempre de plantão, resolvo parar, me reabastecer para continuar na lida da campanha. Tomo água e ela resolve percorrer seu bairro comigo, distribuindo adesivos e folhetos de Lula. Quase que a carrego no colo, mas por Lula, ela confirma, vale a pena. Conversamos com muitos e ela volta pra casa feliz da vida. Conseguimos votos e é isso, saindo pras ruas, cara a cara, os resultados sempre são positivos. Na despedida, além do abraço, nós dois recarregados. Eu só ando com gente igual a ela. Vamos reeleger Lula.

PASSANDO PELA INDEPENDÊNCIA, PARADA PARA REABASTECER COM VALQUIRIA
Valquiria Correa é a musa do Núcleo de Base DNA Petista e hoje, sol de rachar mamona, eu atravessando a vila Independência, onde distribui muitos adesivos do Lula, suando em bicas, faço um pit stop na casa dela. Mais uma aguinha pra refrescar a moringa e lhe deixar material de campanha. Por onde passo, casa de amigos, a recepção é calorosa. Val conta de suas peripécias, nas idas e vindas, levar o filho pra escola. Volta a pé, distribuindo santinhos e conversando com quem encontra pela frente. Diz estar pouco cansada, mas como eu, só vai parar com a vitória de Lula. Faço uso do seu banheiro, deixo material e ficamos de rodar lugares juntos na continuidade e fechamento dessa já vitoriosa campanha. Saio de sua casa animado pra hoje continuar rodando pela aí.

SUBINDO A RUA XV, UMA PARADA PARA OUVIR AS ÚLTIMAS COM A NÁDIA
Nádia Barnes secretaria o Sinergia CUT e de seu posto, na rua Quinze de Novembro, com um dia quente como hoje, eu no corre de campanha, após visitar pessoas queridas na parte baixa da vila Falcão, me deslocando para outras paragens, nada como me reabastecer com nova carga de energias positivas, com gente cheia delas pra distribuir. Descanço um bocadinho sentado e trocando confidências deste final de campanha lulista. Ela muito animada, me anima mais e assim, por onde passo vou me recarregando, buscando mais e mais energias contagiantes. É muito bom, no meio desse temporal, ouvir boas histórias e tomar conhecimento que, nosso trabalho traz resultados positivos. E assim, depois de breve parada, volto pras ruas e pra intensidade destes últimos dias. De cada uma ou um, cada reencontro, junto o que ouço de bom e volto à carga. Parar agora, nem pensar.

PASSEI PELA BANCA DO ADILSON, O GPS DO CENTRO BAURUENSE
Adilson Chamorro tem sua pequena grande banca, pleno funcionamento de décadas no centro bauruense. Eu o denomino de "GPS do Centro", pois creio, não exista pessoa mais bem informada sobre tudo o que acontece nessa região. E, como tudo vê, tudo sabe, ele nunca deixou de votar em Lula. Como bom observador, anos de estrada, já perdeu o receio de esconder seu voto por causa de seu ponto comercial. Todos frequentando sua banca, sabem muito bem, ele é lulista, pronto e acabado. Na verdade, ele sabe separar muito bem essas questões. Quem não sabe são alguns eleitores, principalmente os da linhagem direitista. Ele navega bem e vai tirando tudo de letra. Hoje, quando por lá passo e digo de tirar foto declarando seu voto, ele imediatamente aceita e diz, "todos já sabem em quem voto e em quem acredito". Adilson já passou da fase de discutir com quem pensa ao contrário. Ele até ouve, de tudo um pouco, mas na hora de um convencer o outro, diz convicto, ninguém o fará mudar de lado. E isso, não é de hoje. Eis alguém dos mais admiráveis. Só hoje, nessas andanças aqui relatadas, três não se deixaram fotografar.

ALTOS DO BELA VISTA, REVENDO PESSOAS QUERIDAS, AS IRMÃS IVANA E ETHEL
Ivana Da Selva/ Ivana Spetic Da Selva e Ethel Spetic da Selva, irmãs morando novamente juntas nos Altos do Bela Vista, a primeira trabalhando uma vida no Metrô paulistano, depois pedicure por aqui - adorava ter os pés massageados pelas suas hábeis mãos - e Ethel, outra vida inteira, nos Correios. Elas sabem, tinha mais que afinidade com outro irmão, Silvio Selva, compositor das marchinhas do bloco do Tomate. Afinidades muitas e uma delas, talvez a principal, todos lulistas. Ir lá nas imediações de onde moram, perto de onde fiz campanha, a UPA do bairro e não passar para uma aguinha e prosa seria desfeita. Passo, me aboleto, distribuo adesivos e elas dizem da família toda não se deixar enganar, todos Lula. Além de tudo, tomo licor de figo, estes colhidos próprio quintal. Me dizem acompanhar tudo, se posicionando e, como eu, acreditando que a virada já,aconteceu. Nos muitos lugares de parada nesta tarde de terça, todos lulistas e gente com muito carinho pelo próximo. Lulista é tutti buena gente.


PASSEI PELA CASA DA FATIMA BRASÍLIA SÓ PARA OUVIR DELA EM QUEM VAI VOTAR
Fatima Brasilia Faria é meu bom exemplo de bancária. Ela atuou por décadas na NCNB - Nossa Caixa Nosso Banco, depois Banco do Brasil, sempre na Praça Rui Barbosa, mas sua cancha de fibra e luta ela trouxe de sua época vivenciada na capital paulistana. Ouvir suas histórias é para mim uma das boas formas de se recarregar. Sempre que estou precisando de um gás extra vou ao seu encontro e nunca me decepciono. Hoje, ela já está há um tempinho aposentada, mas continuará sendo ad eternum minha conselheira de plantão. Passo diante de sua casa no corre de hoje e resolvo levar adesivos, as tais praguinhas, como desculpa para conversarmos. Ela, sempre atenciosa, dá um breque no que faz e predisposta a uma prosa, assim ficamos, um recarregando o outro. Conta histórias de outros embates e de como faz a campanha, sua participação para reeleger Lula. Permanece a maior parte do tempo pelas redes sociais, participando de tudo e na impossibilidade de estar nas ruas, faz o que pode sentadinha diante de seu computador. Diz já ter conseguido arrebanhar muita gente e que, como sei, boa de conversa, segue nas conversações e multiplicações de posts. Ela me diz se já faço parte dos tantos Exércitos por Lula e como já sabe minha resposta, seguiremos cada qual até sábado enfronhados nessa batalha de arregimentar pessoas, convencer outros tantos e assim, levar Lula aos píncaros da glória. Ela só interrompe sua saga lulista pelas redes, nas poucas horas dormidas por estes dias ou quando o neto aporta em sua casa, daí ele o único hoje com muito poder para fazê-la deixar por instantes a missão da qual está incumbida.

QUANDO JÁ VOLTAVA PRA CASA TENTAR DESCANSAR, EIS QUE HELENA E NAIR SAIAM PRA GARIMPAR VOTOS
Hoje foi um dia daqueles, onde dei o melhor de mim pela aí, tudo por Lula e para darmos cabo na extrema-direita. Depois de tudo, corres pra todos os lados, material distribuído pelos quatro cantos da cidade, muita conversa e saldo mais que positivo, passo pela casa da mana Helena Aquino, para uma troca de confidências antes de se recolher e eis que a encontro prontinha para uma escapulida noturnica, onde junto da amiga Nair Nasrala, estavam prontinhas para dar início a uma jornada noturnica de conversações, com prosas variadas e múltiplas, tudo para alavancar estes dias de um intenso trabalho por Lula. Helena foi bancária a maior parte de sua vida profissional e Nair, que comigo estudou na USC, foi professora de História. Hoje ambas estão aposentadas, porém na ativa e sempre prontas, bem dispostas e seguirem até o limite, espalhando aos quatro ventos das benesses de Lula ser reeleito e estancarmos o avanço dos milicianos. Depois de tudo, me contam, irão também reencontrar outras e outros como elas, lá no pit stop do Bar do Genaro, onde muitos se reencontram para aquela reenergização juntos, até para dar continuidade no dia seguinte com a bateria recarregada e elas prontas para todos os embates, os possíveis e os impossíveis. Vê-las com essa disposição sempre aguçada é para mim, quando estou me recolhendo, me certificar, essa nossa empreitada pela democracia não tem tempo livre. Enquanto um se recolhe, outros tantos saem pro campo de batalha. Assim venceremos.