Meu grande e único negócio nessa eleição é estar nas ruas - e lutas -, pois ciente de estarmos todos dentro de uma declarada guerra, quero poder contribuir de alguma forma. Hoje mesmo, sábado, 19/09, militantes estavam reunidos na denominada Esquina da Resistência, local já consagrado como espaço da esquerda em suas manifestações. Preferi estar em outro ato, porém passando pro lá, quando a confratenização sempre ocorre.
Estive junto de duas pessoas que gosto muito, Dulce Baté e Suzy Silva. Dulce vinha pras ruas, de ônibus, do distrito rural de Tibiriçá até Bauru, tudo para fazer campanha pelo deputado federal Vicentinho, o qual possui dívida de gratidão e do outro lado, Susy, que foi diretora lá em Tibiriçá, membro atuante da Apeoesp, o sindicato dos professores da escola pública estadual, vinha pras ruas defendendo a professora Bebel, na disputa por reeleição para deputada estadual. Todos gente boa, atuantes e merecedoras de minha confiança e voto.
Nos encontramos na praça Rui Barbosa, por volta das 10h e de lá, munidos de santinhos, bandeiras e um lindo estandarte feito pela Rose Barrenha, com uma toalha com a cara do Lula, descemos o Calçadão. Gritamos com o que temos de gás dentro de nossos pulmões e sei, demos o melhor de si, passamos o recado e paramos por todos os cantos, numa conversa que semrpe rende algo de positivo. Sempre tem um ou outro bolsonarista provocador, mas tiramos de letra. A rejeição para a mudança já foi maior e hoje, mais moderada, com o acirramento só ocorrendo pro causa dessa familícida, que insiste em querer nos conduzir para o extremismo de direita, o que afundará as esperanças do povo trabalhador de ter voz e direitos.
Gente como nós, os que descemos o Calçadão e estávam lá na esquina estamos nas ruas por causa do momento e por Lula. Acreditamos todos muito nele, no que faz e continuará fazendo por este país. E se estamos abobados de ver como pessoas conscientes podem querer votar numa excrescência como esse Flávio, nada como estar nas ruas e propor algum diálogo. Tem quem não mais aceite e cegamente segue rumo ao cadafalso, porém muitos estão mais perdidos que cegos num tiroteio e estão propostos a querer entender algo do que se passa.
E mais que tudo, estar numa atividade junto de pessoas queridas, ali nas ruas, sem nenhum soldo, só por acreditar na proposta apresentada, isso por si só, já me consola e me abastece. Eu sou daqueles que preciso muito disso, dessa oxigenação e reafirmação a cada instante, de estar com outros igual a mim, seguindo em frente, sempre acreditando. Estmos hoje dentro de um imenso mar de divergências, mas se for levar isso em consideração, nem saio mais de casa. Porém, quero continuar saindo, acreditando e botando o bloco na rua. Que mais posso esperar da vida, se não viver o que me resta de vida num país soberano, altaneiro e querendo ser livre? Com Lula, isso é mais do que possível, já com o tal do Flávio, além de todo banditismo envolvido junto dele, sei terei problemas nos próximos anos, pois creio, todos pensando diferente serão perseguidos, até caçados. Eu estou na ruas e lutas, pois sei não existir neste momento outro caminho, o de estar ao lado de Lula e querer eleger gente propositiva, que estará ao seu lado nos próximos quatro anos. E sempre, por menor que possa ser, o resultado deste confronto de estar nas ruas, sempre será positivo, pois estou me doando, de corpo e alma, em algo pelo qual acredito, luto e sei, será o melhor para o Brasil.
2.) NOROESTE VENCE NOS PÊNALTIS O PRIMAVERA E AGORA ESTÁ NA SEMIFINAL DA COPA PAULISTA - UM POUCO DE HISTÓRIA
Eu estive lá e aqui minha galeria de ilustres torcedores. O Noroeste é o time de minha aldeia, Bauru. Torço por essa agremiação desde os cueiros. Meu avô, José Perazzi, corintiano e noroestino, tendo inclusive jogado no Noroeste, anos 20, foi quem me fez pegar amor pelo negócio de ver 22 homens correndo atrás de uma bola. O ferroviário, Perazzi, tinha tudo para ser palmeirense, mas foi corintiano e assim, um dia mudei de lado. Cheguei bem lá atrás a torcer pelo verde, mas influenciado por ele virei corintiano. Sua casa ficava perto do estádio Alfredo de Castilho. Ele nunca me levou ao campo, pois tinha abolido de ir aos estádios, mas conversávamos muito sobre futebol. Ia aos domingos, com meu pais, para almoçar em sua casa e dali saia para ir até o Padilhão, ver algum jogo do varzeano bauruense ou seguia para ver o Noroeste.
Lembranças inenarráveis dos tempso em que chegava cedo ao estádio, quase sempre sentado do lado dos eucaliptos, com o rádio ligado ficava ouvindo o Galvão de Moura, num programa destes que nunca mais ouvi nada igual. E depois vinha o jogo. Presenciei quase de tudo desde meus tempos de moleque e hoje, continuo indo. Hoje mesmo, sábado, 19/09, convidei três amigos. Nenhum queria ir, mesmo o jogo sendo decisivo. Fui só e um deles, Aurélio Alonso, o jornalista, me liga e diz já estar por lá. Assistimos juntos o 1º tempo, junto de um amigo seu de Santa Cruz do Rio Pardo. Mais falamos de política, do descalabro ocorrendo nas entranhas mais sórdidas desta administração. Corrpção borbulhando por todos os poros.
No intervalo, ele não quis mudar de lado. Desde sempre, aqui em Bauru, o torcedor muda de lado no intervalo. Pode parecer estranho, mas sentamos do lado onde o Noroeste ataca, tudo para ver os prováveis gols de perto. Ele ficou já junto dos eucaliptos, que um dia um presidente derrubou e vendeu para quitar dívidas. Nada mudou no quesito resoluções contábeis e ficamos sem a generosa sombra. No 2º tempo, o jogo continuou modorrento. Continuei tirando minhas fotos e o empate, 0 x 0 foi o resultado final. Como estamos na fase do mata-mata, sendo que o primeiro jogo com o Primavera, de Indaiatuba, foi lá e o resultado 2 x 2, com outro empate, pênaltis para ver quem continuaria na competição. E ganhamos, pois os caras perderam quatro e nós fizemos três. Passamos para fase seguinte.
Eu gosto muito de ruar e ficar no meio dessa galera torcedora de futebol é muito bom. No meu caso, espaireço muito. Meu filho, que hoje mora em Araraquara, está em Bauru e passou em casa, tendo que me esperar pouco mais, pois os pênaltis e um apagão nos refletores no 1º tempo, atrasaram meu retorno. Voltei pouco mais feliz e mais contente, pelo papo na sequência, quando terminamos a conversa na praça da Paz, junto da barraca do original sanduíche Bauru, feito pelo Jóia, o filho do seu Zé do Skinão. Jóia, um dia, vendeu baurus dentro do Alfredão, quando o Damião da Kalunga era presidente. Naquela época, corria muita grana nos bastidores, pois Damião injetava muito nos cofres do clube e hoje, tudo capitaneado pela família Mandaliti, também com alguma grana, estamos novamente disputando a 1ª divisão do Paulista e pelo segundo ano consecutivo na elite do futebol paulista. Tudo mantido aos trancos e barrancos. Tem um projeto rolando e em curso, com esperança de um dia chegarmos ao que é hoje o Novorizontino e Mirassol, e nele o Noroeste ser inserido. Por enquanto, precisamos ganhar essa tal de Copa Paulista, para disputar a Copa do Brasil ou a 4ª Divisão do Brasileiro em 2027 e eu, e umas 500 pessoas, indo ao estádio, sempre que jogos aconteçam por lá, sendo que campeonato for. Meu negócio é espairecer e o Noroeste ajuda muito neste sentido.








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