sábado, 2 de maio de 2026


SEBOS DE VITÓRIA ES
1.) CHEGUEI EM VITÓRIA-ES E SOU DESENHADO NUM SEBO PERTO DO HOTEL
Agora eu conto. Eu e Ana Bia estaremos em Vitória, de hoje até a próxima sexta, 98/05. Ela a trabalho, como banca em concurso na Universidade Federal do Espírito Santo. Eu viajo de contrapeso, ela de avião, passagem paga, eu de ônibus, um tanto mais prolongada, porém saborosa. Eu sai de Bauru na manhã da sexta, 7h30, destino Sampa, pelo Expresso de Prata. Às 14h40 em barco na Barra Funda, destino para Vitória ES, pela Água Branca. Uma viagem e tanto, chegando só hoje, 7h da manhã no terminal rodoviário da grande Vitória. Nas duas viagens devorei o livro do Ruy Castro, "Era no tempo do rei - Um romance da chegada da corte", Edit.Objetiva/Prisa RJ, 2007, 240 páginas. Delicia de leitura e no mais, espiei pouco pela janela, ou lia ou dirmia. Nem percebi quando passava pela cidade que tanto gosto, o Rio de Janeiro.
Chego no destino, um uber para o hotel e como Ana só chegará final tarde, vou bater perna. Pergunto para a atendente do hotel se um sebo que descobri poela internet, no mesmo bairro, a Praia do Canto era longe. Era espantada me diz: "Fica perto, seis quadras, mas com tantos lugares, o primeiro que quer ir, tem certeza sder um sebo?". Nem precisam dizer minha resposta. Evidentemente que, quero começar pelo sebo, para estancar a tremedeira. E assim sigo para o Torre de Papel.
Na chegada, uma surpresa, três pessoas aquarelando a fachada e dentro mais uma pessoa. Assunto sobre o que se trata e me explicam ser hoje um dia mundial, onde algo assim ocorre e alguns se põe a pintar algo de livrarias e sebos mundo afora. Mostram como tudo ocorre pelo aplicativo USK Vitória. Vasculho o local e o encantamento se dá pelos livros locais. Meio que impossível chegar numa cidade e num sebo não pedir para vasculhar a estante dos escritores locais. A proprietária me acompanha e me orienta.
Rato de biblioteca, me encanto com a história do capixaba Cariê Lindenberg, jurista, que morou no Rio de 1957 a 1963, tornando-se amigo de gente da Bossa Nova. Conta de como isso se deu, entrelaçado por algo de como era isso de querer ir fazer a vida na então Capital Federal no "Memórias CAriocas & Outras Memórias", com contra-capa do Roberto Menescal. Li um breve relato em pé, ainda vasculhando este e outros. Trago este e ainda vejo um livro, que me deu coceira de comprar, com o bauruense Gustavo Duarte, com seu inconfundível traço e nele, duás páginas dedicadas ao nosso glorioso e centenário Noroeste. Creio até volte para buscá-lo. Quando saia, um dos que desenhavam lá do lado de fora me chama e mostra um desenho que havia feito de mim. Sacripanca demais da conta. DAí, me derreto ali na frente. Nem bem chego na cidade e já recebo este presentão.
Fotografo a cena em todas as posições possíveis. Fico tão emocionado que nem me lembro de negociar a desenho, para tê-lo comigo. Volto lá para ver se localizo o simpático senhor. A dona do Torre Papel - ela e seu filho abertos há duas décadas -, vendo estar com uma camiseta estampada com uma perua, me dá uma dica, "vá conhecer o sebo Catria e conheça a história da kombi literária de Vitória". Aguçou minha curiosidade. Fui, também querendo saber o que vem a ser isso de "catraia". Já gostei de tudo. A dona de um sebo, vendo que sou se fora, me indica para passar em outro. Isso acontece muito em sebos, lugares onde além de sempre conhecer gente mais que especial, astral comportamental diferenciado e magnetizante. Vou seguiro conselho, mas isso conto em outro post.

2.) CATRAIA SEBO, A HISTÓRIA DAS ESTRIPULIAS DA KOMBI LITERÁRIA E DE SEU IDEALIZADOR, SAULO RIBEIRO
Dia de surpresasliterárias. Essa a aewgunda. Tudo começou quando, lá perto do hotel, sei quadras, o sebo Torre de Papel e a indicação para conhecer o CATRAIA. Na verdade, não entendi direito o nome, achei que seria "catralha" e quando me perguntaram o que seria, disse que algo para se desfazer, coisa assim. Chego de uber e percebo o engano no nome. O Catraia Livros & Leitura é cria nova dentro do cenário literário na cidade, talvez o filho temporão, o último da fornada de lugares onde é propício a conversa literária.
Para quem chega parece uma garagem, mas se não é quando se entra pela frente, pela outra porta, sim, pois lá fica estacionada e guardada a tal da kombi literária, um serviço de quatro rodas levando livros e conversações neste sentido para os mais diferentes do estado capixaba. Pela frente, o casal que, investiu tudo o que possuia no negócio, estão ali para promover Cultura. Nas estantes, os indicativos do que vai ser encontrado em cada uma delas é um belo chamarisco. O exemplo que mais me chama a atenção: "Livros para atravessar a tirania".
Quando escolho um livro para trazer, dentre os autores locais, o jovem proprietário me indica escolher um do Saulo Ribeiro. Ouço algo dele, escritor, roteirista e editor de livros. De todos indicados, escolho o "Os incontestáveis", que acabou se transformando num filme. Um antigo Maverick, venvido pelo pai, ainda em vida é procurado pelos dois filhos, vasculhando o estado inteiro. Quando encontram, um fazendeiro violento - interpretado pelo Tonico Preira -, seu atual proprietário e um desfecho desconsertante. Sou convidado a procurar o filme pelo youtube e saber do desfecho. Trago o livro, que devo ler ainda antes de me despedir de Vitória.
Saulo e o casal de proprietários aprontam mais por aqui. A tal da Kombi é capitaneada pelo escritor e percorre, de forma mambembe inauditos lugares. A kombi deixa a garagem e o espaço recebe constantemente gente interessada em presenciar boas discussões e mesmo um concorrido cine clube. Me contam que, para entender de fato o que venha a ser os trilhos percorridos pela tal kombi, a "Literaluta", só mesmo pesquisando algo pelo youtube, pois se contarem não iria acreditar. O mistério irá se dissipar em breve quando terminar a leitura do livro ou chegar no hotel e pesquisar sobre o tal filme capixaba, "Os incontestáveis". Ou seja, a coisa ferve e muito neste que é, mais dos estados conservadores deste país, mas a resistência acontece e produz muita fumaça.
Por fim descubro que "catraia" é um pequeno barco, que atravessava e circulava entre as ilhas no entorno da cidade, algo como a trajetória antes feita por barcos na Baia de Guanabara, entre Rio e Niterói. Na poesia de Edivan Freitas, o Catreiro, eis a explicação: "Minha margem terceira/ Esta Baía/ Minha casa e raiz/ Esta catraia/ Entre um lado/ E outro/ É onde eu moro/ Meus vizinhos:/ O Penedo e o Cais". Tudo por aqui é assim, em cada circulada novas descobertas. Como Ana só vai chegar lá pelas 19h, aproveito para perambular pela cidade e ir desvendando algo dentre as portas que se fecham no meio de uma tarde de sábado. No sobe e desce, após almoçar num mercado popular, descubro mais um sebo. Conto a seguir.

3.) E NO SEBO "CHEIRO DE LIVRO", DE UM XARÁ QUE ENTENDE DO RISCADO
Deplis que Ana Bia Andrade chegar, tudo se acalmar por aqui, conto mais essa.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

 DIA 1° DE MAIO, DIA DO TRABALHADOR, POVO NAS RUAS CONTRA A ESCALA 6 X 1

quinta-feira, 30 de abril de 2026


NÃO SE TRATA DE FICÇÃO, OU AINDA É? EM BREVE TALVEZ DEIXE DE SER...
Recebo uma visita intempestiva, onde sou comunicado, estar sendo chamado para um provável acordo. Existindo a concordância de minha parte, me dizem, em me retratar e rever meus posicionamentos, estariam dispostos a me perdoar e assim sendo, não seria detido, nem depois formalmente preso por tempo indeterminado. Ouso perguntar dos motivos da prisão, enfim, se arrepender do que. Eles me respondem e pedem para não tentar enrolar, pois dizem, sei muito bem dos motivos deles ali estarem e do que tenho feito até então, com quem estive metido. Alerta que, nada adiantará tentar disfarçar ou tentar fugir, alegando desconhecimento das causas. Ainda tento um, "mas me redimir de que?". Enfim, o que poderia ter feito, chegando ao ponto de virem me propor acordo e dizendo também poder escapar da prisão? Perdão se capitular, ainda estava sem entender. Peço mais explicações. Riem alto e dizem aos gritos que, se refletir com as companhias onde ando me metendo, as quais estive nos últimos anos, tudo enfim me compromete. Percebo onde querem chegar e digo não me arrepender de nada e não ter de que me retratar. Sou, serei e ficarei ao lado de Lula nessa guerra pela sua reeleição. E daí, sem mais delongas, sou algemado, preso e conduzido ao cárcere. Tive a chance e ousaram ainda me dizer, "tu a desperdiçou. Era tão fácil, só abrir mão, abdicar dessa boba ideologia de querer resolver os problemas do mundo".

O CHORO, os 17 x 4 e o 41 x 34
Não adianta mais. Nem o choro salva mais Jorge Messias. A rejeição pelo Senado de seu nome como novo ministro do STF estava mais do que prevista, agora consolidada. Aqui em Bauru de um total de 21 vereadores, o placar é sempre 17 x 4. De nada adianta ficar discutindo por horas, quando já se conhece o resultado da votação. Pura perda de tempo. Com estes, os jogando contra e a favor do fascismo e do fundamentalismo, a ultradireita, eles tendo maioria, não se faz necessário tentar convencer quem já está mais do que decidido. Se mesmo depois de tudo o que já foi divulgado, os tais procedimentos nada recomendáveis, a votação não se altera, como querer convencer estes. Impossível. Conheço um que teve crise de consciência em Bauru, o vereador Márcio Teixeira e hoje, não sei porque cargas d'água ainda no PL, está votando parcialmente contra a imposição da pauta da bancada do atraso. No mais, o placar continua dilatado e até para ganhar tempo, creio que a votação deveria ocorrer antes das discussões, evitando perda de tempo.

Vejo a foto do Jorge Messias chorando após a derrota, que não foi só dele, mas da democracia. Está consolidado em Brasília, o poder dos que cravam a estaca nos interesses populares e não estão nem aí para nada. Como disse Tarcísio, quando tentaram lhe cobrar algo: "Pode chamar até a Liga da Justiça". De 81 votos, necessitando de 41 votos para sua aprovação, o placar foi de 41 x 34, pela não aprovação de seu nome. Alguma novidade? Era inevitável, mesmo ciente de ter ocorrido promessas mil para votos favoráveis. Quando o voto é secreto a traição corre solta e ninguém a controla.

Eu mesmo já chorei demais da conta em muitos momentos lamentáveis da História deste cidade, estado e país. Não tenho vergonha de fazê-lo. O choro é também um desabafo. Traições ocorreram e são lamentáveis. Já vivenciei muitas delas e mesmo no campo de luta onde atuo. Gente que diz uma coisa, da boca pra fora uma beleza, salvador da pátria e por dentro pão bolorento, pior que os adversários. Estes são piores do que os que jogam abertamente contra, pois ao menos são honestos. Qualquer dia, passado o pleito que se avizinha, escrevo contando alguns relatos dessas traições. Hoje o combate se dá em como reeleger Lula e se safar destes que atravancam o país, se vendem e enquanto lá estiverem, nos apunhalarão dia após dia.

Não existe diálogo possível com gente pensando e agindo como os que vi ontem descrevendo como votariam. São mais que vendilhões do templo, execráveis em todos os sentidos. Pérfidos e criminosos. Como a Justiça não encontra provas para incriminar um deputado com 400 mil em espécie dentro de casa e dizendo ter recebido o valor de uma residência vendida, quando nenhum cartório comprova essa transação? E ele se arvora de defensor da moral e dos bons costumes. Estamos nas mãos destes, tanto lá como cá, sem tirar nem por. Olho para a composição atual do Senado da República e da Câmara de Vereadores de Bauru e não vejo diferenças significativas em sua composição. Os placares das votações ocorrida, tanto lá como cá são idênticos e demonstram a mesmíssima coisa.
"Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil", é um dos ditados mais famosos da história agrícola e política brasileira. Ou acabamos com essa ultradireita retrógrada e apunhalando o país em cada votação ou eles acabarão conosco. E pra piorar hoje, no Congresso Nacional mais outra votação contra os interesses da democracia, quando estão fazendo de tudo e mais um pouco para livrar a cara dos condenados pela tentativa de golpe no 8/1. O PCC e o Comando Vermelho são fichinhas perto do que fazem com o país neste momento.

QUANDO ESTES COMEMORAM, UMA SÓ CERTEZA, O BRASIL INTEIRO PERDE
"Quando eles comemoram, é porque o povo brasileiro saiu derrotado. 318 x 144. Esse é o placar de hoje contra a democracia brasileira. Uma maioria formada pelo casamento do centrão com a extrema-direita para aliviar as penas dos golpistas do 8 de janeiro, em troca de enterrar a CPI do Banco Master. Esse placar precisa virar combustível para a eleição. Vamos pra cima, vamos vencer!", MARCELO FREIXO. 

quarta-feira, 29 de abril de 2026


CREIO, TEM GENTE QUE AINDA NÃO ENTENDEU ESTARMOS NO MEIO DE UMA GUERRA
Eu sou só um observador. Um mero e distraído observador. Sim, eu me distraio e as vezes me ponho a acreditar ainda que, certas questões e acontecimentos são meros acidentes do acaso. Mas não são. Estes raramente acontecem. Tudo hoje faz sentido e quando se juntam as peças na montagem do quebra cabeças, sempre a mesma engrenagem e pior, por detrás, os mesmos interesses e até pessoas. Eu já afirmei isso aqui em outras ocasiões e volto a repetir neste intrincado momento, quando ainda estamos um pouco distante do próximo pleito: estamos no meio de uma guerra. Quem ainda não entendeu isso, por favor, o momento é agora, pois ainda dá tempo de reverter a coisa. Até as pedras do reino mineral sabem que, eu não estou errado e não estou pirando, nem vendo fantasmas.

Vamos aos fatos. A rejeição de aprovação pelo Senado do mais novo candidato a ministro do STF - Supremo Tribunal Federal, o  ex-Advogado Geral da União José Messias, indicado por Lula só demonstra o tamanho do distanciamento e buraco existente entre o governar e quem está fazendo de tudo - e mais um pouco -, não mais para criar problemas para Lula eseu Governo, mas realmente executando ações de confronto. Sobre isso compartilho texto da vereadora de Araraquara, a Felipa Brunelli: "Essa derrota na indicação ao STF só será derrota se o governo escolher recuar. Porque, na política, recuo também é escolha e custa caro. Se vier mais um nome do Centrão, é capitulação. É entregar o Judiciário de bandeja para quem já sequestrou o Congresso. É dizer, na prática, que vale mais negociar poder do que defender projeto. Agora, se a escolha for uma mulher negra, com trajetória firme ao lado da classe trabalhadora, o jogo vira. Não é só uma indicação é um enfrentamento político, simbólico e histórico, que envolve a sociedade e a mobiliza para tensionar o senado e defender a escolha do governo. O Congresso dominado pela cretinice quer impor limites?Quer tensionar? Então que venha o confronto. Porque, quando a disputa é entre acomodação e coragem, não existe meio-termo. Ou enfrenta, ou se rende."

Compartilho seu escrito, pois penso do mesmo jeito. Ou enfrentamos logo tudo o que está aí posto contra os interesses, não só deste Governo, mas de toda uma nação, soberana e altaneira, ou estaremos capitulando para o que de pior temos. Para mim, pessoalmente, o nome de Messias pode ser até discutido, mas o que se viu é algo aterrador. Do outro lado, um Senado não mais demonstrando, mas executando uma explícita chantagem: ou faz tudo como queremos ou daqui para frente tudo ocorrerá desta forma e jeito. Entenderam? Eu já tinha entendido faz tempo, mas tem gente ainda achando que tudo é mera brincadeira e pode ser contornado com diálogo. Não dá mais, na verdade, nunca deu. No Brasil, após a chegada de Bolsonaro e os seus ao poder ficou escancarado algo muito mais perverso, um tanto diferente do que estávamos acostumados a conviver. A direita de hoje, deixou de ser direita e age descaradamente como fascistas, negacionistas, fundamentalistas e farão de tudo - e mais um pouco - para defenestrar de vez todo e qualquer que se opor aos seus sórdidos interesses. Isso faz parte de um jogo político e eles não estão para brincadeira. Falam e agem sério.

Estes tentáculos estão espalhados Brasil afora e são facilmente detectáveis. Bauru não é um paraíso, lugar onde o que ocorre lá em Brasília, passa ao largo da bestialidade. A bestialidade e pensamento/ação tacanha e retrógrada, contra qualquer interesse popular está muito mais presernte do que possamos imaginar. Basta observar atentamente a ação do quer ocorre hoje dentro da Câmara de Vereadores para uma rápida constatação. O mesmo pensamento e ação advinda lá de Brasília, capitaneada por esses partidos exigindo cada vez mais de transpolinagens políticas do que pensar a Nação. Esses 16/17 a 4 representa bem isso tudo. Fazem parte de um grupo, constituído e com regras bem definidas de ação, votando sempre da mesma forma e não se importando com a questão sendo votada. O voto destes já está definido, sacramentado em gabinete fechado e dane-se o resto. Bauru que se dane. O que ocorreu hoje no Senado é exatamente igual ao que vejo ocorrer toda semana aqui dentro da Câmara de Vereadores de Bauru.

Na verdade, o povo escolheu essas pessoas porque, ou pensa igual a eles ou foi induzido e levar a ser enganado. Evidente que, a maioria destes hoje nos representando, jogam descaradamente contra nossos interesses. Mas não foi o povo que os elegeu? Sim, foi. Abro hoje, neste exato as redes sociais e vejo pela quantidade de elogios ao ocorrido no senado um reflexo bem elucidativo do que ocorre. O povão continua sendo enganado. São postagens e postagens só nos engambelando, mostrando que "eles" são uns santos e o "comunista" Lula e o que propõe o pior dos mundos. Ou enfrentamos esse festival de mentiras ou não conseguiremos reverter a lavagem cerebral na cabeça e mente de parte significativa da população. Daí eu me pergunto: Como o povo, depois de tudo o que já foi revelado sobre estes empréstimos continuados, essa forma de governar em Bauru, o descalabro de uma dinheirama correndo solta e sem projetos convincentes, ainda pode querer continuar apoiando quem detém o poder? Simples, existe uma imensda propaganda sendo distribuída, uma rede de informações mais que estabelecida e pouca coisa na contramão, mostrando o contrário. Essa rede funciona de norte a sul, leste a oeste, ininterrupta e avassaladora. 

Não é só o Senado que está dominado. Tudo começa na minha aldeia, a cidade onde moro, Bauru e depois, quando olho para o estado onde todos estamos estabelecidos, São Paulo, a constatação de que, somos governados por alguém não só inepto, mas agindo contra todos nós. Tarcísio é bolsonaro, Suéllen é bolsonaro, o Senado e a Câmara dos Deputados é bolsonaro. Vigora este pensamento e linha de ação, que segue sua linha de entrega do país e em cada ação, algo conspirando contra quem luta por direitos para o trabalhador e defende todas benesses conquistadas - a duras penas - como direitos. Os "fdp" querem acabar até com o SUS, o Samu, tudo o que possa ter o nome envolvido com Direitos Humanos ou mesmo concessão de benesses para o povão. Hoje não existe mais aí na contenda aquela tal da Direita comportada, que debatia e aceitava perder. Hoje, além de não aceitar, propõe matar o oponente, não mais visto como adversário, mas como inimigo a ser morto. Quem ainda não entendeu isso, me desculpe, mas faz o jogo do cegueta e será defenestrado do mesmo jeito.

Não dá mais para ser esquerdinha "paz e amor". Já foi o tempo. Lula é campeão em conciliação e isso trouxe resultados auspiciosos para o Brasil. Ele, com tudo o que existe de força contrária neste país, conseguiu muito e conversando, dialogando, aceitando jogar, cedendo aqui e acolá. Chegamos até aqui, as conquistas estão aí, mas o jogo endureceu. Não dá mais para manter adversários com cargos e jogando abertamente para o lado contrário. Isso é só a ponto do iceberg. Eu não paparico mais com político fascista. Lula conseguiu trazer muitos de centro direita para, estando ao seu lado no seu Governo, entendo o que está em curso, demonstrassem algo positivo. Alguns entenderam, como Alckmin, Tebet e atpe mesmo a Kátia Abreu. Em alguns dá pra confiar, mudaram de fato, pensam e agem já de forma diferente, noutros nunca. Mas o momento exisge o fim da contemporização, do pegar leve, do engolir sapo e aceitar fazer o jogo. Estamos no final de abril e para a eleição somente alguns meses. Tudo ocorrerá muito rápido e se a situação não for revertida, não só no Senado, mesmo com Lula reeleito, sua governabilidade será quase nula. Eu nem tenho dormido direito. E você, aidna consegue deitar e dormir tranquilamento, imaginando ver o Brasil nas maõs do que de pior existe no mundo atual? Acha que os reflexos disso tudo não chegará a ti? Bobão, vai se fuder como nós todos, pois mais do que sabido, quando estes chegarem e tomarem o poder, estaremos num mato e sem cachorro. Se existe algo a ser feito é agora, neste momento, amanhã pode ser tarde demais. 

Minha gente, esse negócio de jogar livros numa caçamba e ir fechando mais e mais bibliotecas faz parte deste sórdido plano de dominação. O Congresso e nossas casas Legislativas se afastaram do povo e se aproximaram de interesses que ninguém elegeu. Ou a gente limpa isso nas urnas… ou vai ser engolido sem nem perceber. Começo compartilhando texto de gente amiga e encerro da mesma forma. "AGORA SAI DE BAIXO - Anistia do Jair & Curriola terá "corte cirúrgico" para só beneficiar golpistas. Os gritos selvagens de júbilo da oposição após a derrota imposta ao Executivo vai deflagrar uma avalanche de atrocidades políticas para soterrar, talvez irremediavelmente, o governo Lula. Amanhã será votado o Projeto de Dosimetria que nada mais é do que uma articulação do Congresso para tomar do Judiciário a prerrogativa de punir crimes contra a Ordem Democrática. Em outras palavras, eles irão deliberar pela redução drástica das penas já cominadas aos golpistas que tentaram derrubar o Estado de Direito brasileiro e tirar da cadeia, o mais breve possível, Jair Bolsonaro, que terá sua pena de prisão em regime fechado reduzida para apenas dois anos, e os generais que o acompanharam na intentona que se supunha derrotada. Anistia, ou golpe continuado, é o nome correto. Mas só para os golpistas. Para impedir que a nova lei, uma vez aprovada, beneficie perigosos bandidos comuns - uma lei posterior, mais benéfica, retroage "in mellius" - já foi anunciada a intenção de adotar um "corte cirúrgico" para impedir que eles sejam beneficiados. Como farão? Sabe-se lá. A lei neste país virou brinquedo de criança, daqueles que tomam a forma que a ele se quiser dar. A ciência dá como remota a possibilidade de avalanches provocadas por vibrações sonoras. As vibrações políticas, no entanto, podem causá-las. A ciência é racional; não conhece a política e os políticos do Brasil", jornalista Ricardo de Callis Pesce. E tenho dito. 

terça-feira, 28 de abril de 2026


BAURU NÃO PRECISA DE UM BOM DEPUTADO FEDERAL, POIS JÁ TEMOS VICENTINHO
A contundente frase que dá título a este texto é mais que significativa. Neste momento, quando vejo uma grande quantidade de candidatos, de todas as matizes políticas se arvorando como candidatos de Bauru, tanto a deputados estaduais como a federais, no próximo pleito e a continuidade daquele velho e batido discurso de Bauru não ter representantes eleitos, o que dificultaria a ação da cidade lá em São Paulo ou em Brasília, Vicentinho prova o contrário. Em primeiro lugar, não se faz necessário ser de Bauru, nem aqui residir, nem se arvorar de defender a cidade, nada existindo que o justifique de fato e sim, como no caso do até semana passada Deputado Federal Vicentinho - sua vaga até o final do mandato na Câmara voltou a ser ocupada por Paulo Teixeira -, um que, desde muito tempo produz ações contundentes, olhos voltados para os interesses daqui.

Isso posto, o vemos por três dias com agenda lotada na cidade, correndo de um lugar a outro, como tantos outros o fazem, em busca de resultados positivos no próximo pleito. Vicentinho, como se sabe, possui cabedal mais que positivo, um digno representante das forças democráticas dentro do Congresso Nacional. Neste momento, quando o PT está lançando vários novos candidatos, todos com muito potencial, nada como todos estarem na lida e luta, ou seja, no campo de disputa eleitoral. A presença de Vicentinho em Bauru se reveste não só deste motivo. Este um deles, mas está aqui também para confirmar e reafirmar posicionamentos, condutas e ações concretas realizadas em prol de Bauru. No caso dele, muito mais fácil circular pela cidade, onde na última eleição chegou perto de obter mil votos e pleitear, como o fez em seu discurso, ter sido um represerntante bauruense no Congresso Nacional. Pleiteia fazer muito mais, expõe seus feitos, relata como age e assim se mostra em plena condições de representar Bauru.

Em três dias por aqui, rodou a cidade de cabo a rabo. Tudo normal para um candidato. Ouço de alguém: "Por que tanta dedicação, tantos dias na cidade?". A única reposta, diante de tudo o que já escrevi: ele hoje, além de ter se identificado com a cidade, o que almeja, a defende. Isso é muito bom, o fato de ver alguém, com seu currículo, trilhando nos representar. Para mim, pessoalmente, um digno representante de tudo o que almejo de um político. Como sempre fiz, voto pela folha corrida do político e ao olhar a de Vicentinho, desses pelo qual não existe arrependimentos. E daí, chegamos neste evento marcado para a tarde dessa terça, 28/04, pelo militante petista Cavalinho, em seu local de trabalho, uma oficina na mecânica localizada nos altos do parque São Geraldo.

Assim como tantos outros convidados lá compareci e me juntei a eles todos. Um almoço, mais precisamente uma costelada, bancada totalmente pelo anfitrião. Chego e me vejo cercado de tantos outros, assim como este HPA, interessados em ouvir e conversar com Vicentinho. Todos já o conheciam, alguns não pessoalmente e assim a oportunidade estava se concretizando. Sento ao lado de Gibi, Wellington Jorge Braga De Oliveira, Jesus Garcia, Dulce Cosmo e tantos outros. As conversas fluem naturalmente, enfim, todos ali, cientes de que, este ano, um enfrentamento diferenciado, quanto teremos novamente, frente a frente, a continuidade de nossa democracia ou a entrega do país novamente para o fascismo.

De todos ali presentes, não consigo imaginar ninguém distoando de estar com Lula em sua luta pela necessária reeleição. Todos os encontros, daqui por diante, necessariamente devem ter este caráter, o de se posicionar ao lado de Lula. Neste vejo isso claramente demonstrado.

Cavalinho milita no PT local, foi candidato a vereador no último pleito e se apresenta como independente, uma espécie de "grilo falante" dentro do partido, sem "papas na língua". Age por instinto, seguindo o que lhe diz suas experiências de vida. Tem amizades por todos os lados, tanto no campo da esquerda petista, como dentro do atual quadro mais conservador da cidade. Expõe isso como forma de se mostrar e apresentar como independente, inclusive dentro do PT. E assim, agenda este almoço, bate papo e mais uma possibilidade de conversa com Vicentinho, nessa sua passagem pela cidade. A direção local do PT, hoje sem vida ativa demonstra, de forma infeliz não concordar com a realização do encontro. O mesmo acontece e o local bomba, com alta frequência para uma tarde de terça. O microfone é aberto, Cavalinho diz dos motivos de querer reunir todos ali e passa a palavra para todos os que quiseram fazer uso do mesmo. Muitos estão ali pela primeira vez, não conheciam pessoalmente o deputado, mas ocorre uma demonstração de amplo apoio, pois se não o conheciam pessoalmente, como age e atua já era do conhecimento de todos.

Isso tudo antes do almoço, fome apertando. Lideranças políticas, três segmentos religiosos, sindicalistas, professores, amigos e simpatizantes, todos puderam se expressar. E junto destes todos, Cavalinho, o anfitrião, convida o ex-prefeito Izzo Filho, cuja ação política, na época contestada pela maioria dos presentes. Este fala, educadamente é ouvido e diferentemente dos demais, permanece sentado logo atrás de quem faz uso do microfone. Ou seja, aparece em muitas fotos. Diz querer fazer campanha para Vicentinho. Sua participação fica nisso, nada mais. Da fala de Vicentinho, conta algo dse sua trajetória, desde a saída, muito jovem do Rio Grande do Norte, os mais de 25 anos como metalúrgico e sua trajetória política. Detalhes enriquecedores para quem não o conhecia. De tudo, um belo exemplo de vida, de luta, resistência, coragem e desprendimentada atuação. Uma reafirmação de algo já sabido.
E assim, depois de tudo, o almoço se consuma. E nele, evidentemente, as conversas vão fluindo de mesa em mesa. Vicentinho circula por todos e como disse, fazendo questão de olhar nos olhos de todos. Foi, ao meu ver, uma auspiciosa tarde, muito proveitosa e salutar, pincipalmente por estarmos vivenciando momentos onde não podemos claudicar, nem nos omitir. Estávamos todos lá, não só, repito, para reverenciar Vicentinho, mas reafirmar o apoio para Lula. Isso foi feito, magistralmente. Quem conhece Vicentinho, sabe que, ele é um dos bons candidatos no próximo pleito, inclusive para fazer a defesa, tão almejada de Bauru em Brasília. O encontro serviu também para agrupar, reunir pessoas de nuances, tonalidades ou variações diferenciadas, todas em busca de dias melhores para Bauru, São Paulo e o Brasil. Perceptível e salutar isso. E quando se juntam tantos, vindos e construídos de forma bem diferenciada, natural não ocorrer uma absoluta coesão. No frigir dos ovos, consenso, se faz necessário algo novo nestes três distintos locais onde flui política. Elegemos Lula dessa forma, ele conciliando e dialogando. Com alguns isso é mais do que possível, com outros nem tanto, porém, retroagir, andar para trás, sem conversar, isso já vimos, dá corda e força para o adversário, que joga sujo e está nos nossos calcanhares. Enfim, Bauru votou com 80% favorável para Bolsonaro, não nos esqueçamos disso. Precisamos de políticos como Vicentinho eleitos, pois defendem uma pauta plausível para o país continuar altaneiro e soberano. Este o principal motivo de marcar presença em seus atos e assim seguir adiante esgrimando contra este implacável dragão da maldade nos cercando.

SOBRE A PRESENÇA DO EX-PREFEITO IZZO FILHO NO EVENTO:
O encontro com Vicentinho, neste evento agendado pelo militante Cavalinho se mostrou grandioso e dele participei. No geral, vi ali, uma militância e tantos outros, interessados em estar ao lado de um político a oferecer para Bauru, seu honesto e eficiente trabalho, algo tão em falta neste momento. Gravei Vicentinho e em sua fala, a confirmação de uma vida de luta e resistência. Disse, diante de segmentos religiosos presentes, fazer parte da Teologia da Libertação, seguidor deste ideal, também de luta. Neste últimos tempos observo o quanto tem voltado suas ações para Bauru. Sua ação em  Brasília também me faz ser um dos seus defensores. Vi e entendo a presença do ex-prefeito Izzo Filho lá, não como um acidente de percurso, mas algo, pela forma como ocorreu, deglutível. Izso foi convidado pelo anfitrião Cavalinho, falou ao microfone. Não ocorreu uma deselegância para com ele, num momento em que o anfitirão o convida para falar. As fotos depois são inevitáveis. O que Izzo quer demonstrar hoje, saindo de sua toca é também repudiar o momento bauruense, talvez até revendo seu passado e olhando para o futuro. Muitos o fazem ao longo de sua trajetória. Deve se arrepender de muita coisa e se orgulhar de outras. Confesso que, após vê-lo lá, lendo, como o fiz, por exemplo, a biografia de Paulo Coelho escrita por Fernando Morais, qdo este contou tudo de seu passado para o biógrafo, me instigou a ousar fazer o mesmo com Izzo. E por que não ouvir Izzo, de forma isenta, jornalisticamente. Se ele estiver disposto a fazer uma revisão de todo o seu percurso, sem ocultar nada, construir uma bela biografia dele, é algo instigante, um belo documento jornalístico e histórico. Foi o que imaginei vendo-o ali naquele momento. No mais, para mim, nada além disso. Todos sabem muito bem o que representou a ação de Izzo naquele triste momento da história da cidade. Algo incontestável. Se Cavalinho, o tendo como alguém de sua lavra de considerados o leva aos microfones, o ouvimos. Todas as demais fotos demonstram claramente quem mais ali estava e muitos representam, dentro do contexto bauruense, uma luta inconteste por dias melhores. Sigo acreditando e muito em Vicentinho. Do Izzo, gostaria de escrever sua história, resgatando tudo, mas tudo mesmo. Se ele estiver disposto, daria o melhor de mim para retratar com exatidão o que foi sua vida, principalmente a política.

O JORNALISTA RICARDO SANTANA ESCREVE SOBRE MEU POSICIONAMENTO:
Que bom q o bichinho do jornalismo brilha em seus olhos, combinado com a questão da História, que compõe sua alma. A gente precisa falar dos fatos. Confrontar os boatos. Entender as versões. Perceber os lados com a maior variedade de nuances possível. Perceber as intenções. Principalmente, em um tempo marcado pela desinformação como método de dominação. Pra dar conta de tudo isso,  o método é ser radical . O que não representa ser extremista, insensível. Alheio à primavera, suas luz vibrante, cores, flores, folhas e frutos. Pra não cometer o equívoco próprio da imaturidade de se congelar em certezas absolutas. Bjo no ❤️✨️🎶🎼🎵🔊 #Vicentinho2026 #lula2026#PT

segunda-feira, 27 de abril de 2026


A TÁTICA DO CANDIDATO APROVEITADOR
Este ano teremos eleições e algo já está vicejando entre nós. Sabe aquele candidato que se apresenta em todos os lugares? Se deixar, pula em todos os bailes, desfila em todas as escolas de samba, adentra todos os bares, frequenta todas as feiras e circula pela região, como figurinha carimbada, conhecida e tentando ser paparicado por donde circule. Quer estar em todos os lugares. Faz vídeos em todos os lugares e se bobear, te enlaça para fotos, que depois expõe como incondicional apoio.

Na verdade - o horrendo da questão -, se cacifa para, juntando todas as gravações, daí possa pleitear junto aos prováveis interessados em fazer uma dobradinha com sua candidatura - estadual ou federal -, conseguindo de forma mais rápida amealhar valores altos. A estratégia é se mostrar ativo, operante e circulando por todos os lugares. Dirá aos prováveis e incautos parceiros se mostra ser possuidor de elevada quantidade de votos em todos os lugares. Na verdade, o único benefiado será ele mesmo, nenhum outro.

Já sabe de antemão, não chegará a lugar nenhum, mas ao final, terá arrecadado um valor considerável em muitas dobradinhas, podendo viver por mais um bom tempo sem percalços. Nada de vida dura. Este, com certeza, pela tática empregada levantará recursos como nenhum outro. Em toda campanha, se mostram de forma até abusiva, algo hoje considerado como pessoa influente e de sucesso.

Incautos caem fácil na artimanha, diria mesmo, arapuca. O discurso é sempre bonitinho, não necessitando nem ser muito coerente, bastando se utilizar de clichês, velhos conhecidos, muitos surrados, porém ainda mais que úteis. Poucos prestam a atenção neste detalhes, a maioria se deixa levar, acham até normal o procedimento. Como conseguem depois, lá na frente, promover o acerto de contas, isso é malabarismo que só mesmo uma matreirice infame dá conta. Portanto, todo cuidado é pouco. Se já não estão em ação, em breve na sua porta e na de quem está disposto a acreditar em sua prosopopéia de sempre. Cai quem quer.

UMA PLACA DEFRONTE O TEATRO MUNICIPAL E A IRONIA DE UM MORADOR
Sejamos sinceros, existem frases, postagens e cartazes, placas e pinturas expostas como uma espécie de piada pronta. O intrépido Fernando Vinicius de Lima, descia a Nações Unidas, leu algo fixado nas paredes do Teatro Municipal de Bauru, não aguentou, deu a volta no quarteirão, tudo para tirar a foto e registrar o insólito: "Que ?!?!?!...... Adorei a piada, fiz até a volta pra tirar foto
Floresce.......sei............. apodrece isso sim....!!!!!". Numa perspicaz interpretação do que viu exposto, creio eu, nada como, mostrar a outra face, expor os dois lados da mesma questão. Sim, a Cultura floresce e muito nesta cidade, verdade incontestável, mas muito pouco advindo das hostes do proposto pela SMC - Secretaria Municipal de Cultura, órgão ligado à Prefeitura Municipal de Bauru -, aliada aos interesses fundamentalistas da atual gestão.

COMENTÁRIOS DESAIROSOS:
- "A unica Cultura que floresce aqui no Evanjeguistão é a cultura Gospel dos crentes fundamentalistas! Que significa: Nada de cultura só fundamentalismo religioso...", Dirceu Mosquette Junior.
- "Quando li também ri da piada de mau gosto... muito marketing e pouca cultura.", Wellington Leite.
- "A frase deveria ser " Bauru é verso morto/ Onde a arte agoniza e a cultura apodrece!! Henrique, vamos trocar a placa?", Fernando Vinícius Lima.
- "A Cultura aqui ainda persiste, ainda não morreu, graças à persistência de nossos artistas, que insistem em aparecer e mostrar seus trabalhos. Muitos músicos fazem seus shows e apresentações... Cultura vindo da Administração, não temos nada, mas independentes , temos sim.", Helena Perazzi de Aquino, minha irmã.
- "Evidente, o espaço público é inoperante, inócuo e utilizado de forma nada usual. A Cultura em Bauru flui por outros poros, modos e maneiras, infelizmente. Eu mesmo, confesso, tive minha formação cultural, assistindo todos os shows possíveis, imagináveis e inimagináveis lá no Sesc Bauru. Sim, presenciei algo dentro da estrutura municipal e estadual, porém, muito pouco e sem continuidade. Hoje, decepção absoluta. Circulo pela cidade e vejo colado nas cercas, os cartazesdo do que estará sendo apresentado no nosso Teatro Municipal e fico ruborizado. Não existe nem a intenção de procurar algo diferente. Se algo diferente ali se apresenta, não é por terem procurado, ido atrás, mas por estes terem procurado o espaço público municipal para as apresentações. Estamos parados no tempo. Eu fui ver a apresentação da Denise Amaral, dentro do Baluartes, da Cia Estável de Dança, lá no teatro de Pederneiras, depois via a Suka Miranda cantando em Tibiriçá, junto do Clube da Viola e recentemente assisti espetáculo do Galpão de BH, pelo SESC, que alugou nosso Teatro Municipal. Algo continua acontecendo, nossos cantantes são mais que bons, porém o incentivo municipal praticamente inexiste. Nem o festival de teatro do Paulo Neves e do Fábio Valério acredito continuem. O Paulo encerrou atividades e o Fábio desistiu. Musicalmente continuamos fortes, mas não vivemos um bom momento no quesito teatro e isso também se deve a falta de interesse da Cultura em patrocinar novas iniciativas. Terminamos uma Feira do Livro por lá e o resultado foi desalentador. O que se pode esperar de uma cidade hoje conhecida por fechar a maioria de suas bibliotecas públicas municipais e tendo quatro museus, nenhum está de portas abertas. Aliás, nenhum deles abriu suas portas, sequer um dia nessa administração, que totalizará em breve 8 anos.", eu, o mafuento HPA, apimentando mais a discussão.
- "Mas o que eu disse, mano ... Não podemos esperar muito dessa Administração que aí está. Eles não vão mudar, mas o pessoal tá se virando. O que vc pode esperar de uma Feira de Livros que não tem livros?", mana Helena lacrando a questão. 


TIBIRIÇÁ, CLUBE DA VIOLA, DEPUTADO VICENTINHO, TUDO JUNTO NO QUINTAL DOS BATÉ, DISTRITO RURAL, TARDE DE DOMINGO
Continuo escrevinhando mais e mais sobre o que vem a ser essa tão real e palatável REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIBIRIÇÁ, pois dela me utilizo como exemplo de vida, diante de tanta deturpação no modus como vivemos hoje nas nossas ditas "democracias". "Em Tibiriçá tudo ocorre de forma diferente, outro formato e a vida flui mais saborosa, sem os sobressaltos de uma cidade dita como normal", diriam muitos. Sim, lá tudo é diferente e muito do que vejo por lá tem um endereço, o quintal dos Baté, mais precisamente a residência oficial de dona Irene Cosmo, a que melhor personifica essa família, também chamada Baté. Creio eu, para entender tudo o que por lá ocorre, talvez um amplo estudo acadêmico. Eu não me ponho mais em nada desde tipo, pois já nas beiradas de completar 66 anos de vida, quero desfrutar o que me resta em lugares como este. É o que faço e aqui contando da última incursão no distrito rural, distante uns 15km da fundametalista e conservadora Bauru dos anos atuais.

Pois então, vamos aos fatos, uma tarde de domingo e um evento reunindo tudo o que existe de proposta familiar a envolver os Baté/Cosmo, quando em reunião familiar, fazem e acontecem. Como última novidade no espaço da residência da matriarca, conquistada ao longo de décadas, como lugar de festa e reunião, congraçamento humano. Daí, pensando novamente nisso do estar juntos, algo mais para se reunirem e demonstrar como se deve tocar a vida, convidam o Clube da Viola para ser o epicentro deste evento dominical. Nada menos que a dupla Suka & Miranda, esposa e marido cantadores de viola caipira tradicional como condutores e o chamarisco para também atrair mais gente. Elas viriam de qualquer jeito, pois um chamado dos Baté é sempre algo arrebatador.

Um palco é montado no meio do quintal, com bom som, uma lona para se refugiar do inclemente sol, que insiste em continuar forte, mesmo em pleno outono. No chamado convite pedem para levar um coller com suas bebidas e trazer um kit churrasco, desfrutando de tudo o mais. Muitos o fazem, mas o grosso da coisa já está montado e pronto. Chegou, viu, participou, comeu, está inserido no contexto. Do palco a renovação de cantantes do Clube da Viola, sob a batuta da Suka, que um dia foi Sueli - tempos quando foi servidora da Unesp Bauru - e hoje só a conhecem pelo nome artístico, dos mais conhecidos e requisitados no mundo do sertanejo raiz regional. Os Baté, quando o assunto é chamar os seus e os apreciadores deste modal de vida diferenciado para ali estarem, são expoentes de algo único, o fazendo com maestria e sapiência, algo em falta hoje pela aí. O clima diferenciado já é sentido na chegada e adentrando o portão da casa, com uma grafite de dona Irene bem ao lado, a demonstrar quem é de fato a rainha ali naquela REPÚBLICA, chamada também de Distrito Rural de Bauru. Chegará o dia em que, essa República irá emborcar e tomar conta de toda Bauru, para a felicidade geral dos bauruenses.

Pois bem, assim a festa rola e só mesmo eles para fazerem tudo funcionar como um relojinho. Onde tem tudo para dxar errado, por lá, pode ter certeza, tudo acabará dando certo. Sempre deu e mesmo quando a perfeição passa ao largo, o resultado positivo é sempre grandioso. No vento deste domingo, só a confirmação do que aqui tento descrever em palavras. Uma paeja sertaneja, com produtos, a maioria ali mesmo oriundo de produção do distrito, a cantoria rolando solta pelo potente microfone e nas mesas, uma rica troca de informações e "figurinhas", sempre pelo viés positivo. Por lá, felizmente, não existe espaço para o negacionismo, nem o fundamentalismo, seja ele qual for. Os Batés são festeiros por natureza e também religiosos, sem misturar a baboseira de que, festa não é coisa divina. Estão em todos, desde o Carnaval, com a agora Escola de Samba Estrela do Samba de Tibiriçá, como no real sincretismo religioso ali proposto e executado.

E por fim, como epicentro e lacração dessa festa fantástica, os Batés propuseram algo mais de reconhecimento para quem lhe ajuda, apóia e permanece ao lado deles, a recepção para o Deputado Federal Vicentinho PT/SP, que ali comparece e circula com desenvoltura entre tudo e todos. O deputado veio uma vez, assuntou, sentiu como as coisas aconteciam por ali e a partir daí, passou a dar o seu quinhão de ajuda e contribuição. E assim, acabou logo aceito como mais um integrante da grande Família Baté. É assim que as coisas se dão por lá. Nada lhes é imposto. A pessoa pode chegar, sem problemas, mas para ter aquele sorriso estampado no rosto de todos, precisa mostrar a que veio. Vicentinho o fez e hoje, além da homenagem é já visto como parte integrante do grande conglomerado Baté/Cosmo/Tibiriçá.

Escrevo pouco mais de Vicentinho. Um bom político não póde querer viver só de belas palavras. Tem que mostrar a que veio, com interesse real e comprovado pelas questões do lugar. Ele, com muita experiência de vida, sabe onde pisa e como pisa. Sabe ser ali um solo sagrado e chegou devagar, ouvir muito, viu tudo e propos algo mais, onde poderia ajudar a melhorar a qualidade de vida daquela população. Foi aceito, pela sinceridade demonstrada e assim, neste domingo só mais um capítulo, não de uma aproximação, mas consolidação de amizade e compromisso. E depois, vê-lo livre, leve e solto, de mesa em mesa, pessoa por pessoa, sózinho, sem acompanhento, é a prova mais concreta de que, já é da casa, está entre os seus.

Junto tudo e finalizo sobre os objetivos dessa união, quando fica demonstrado a comprovação de que, neste mundo cada vez mais insano e doente, existe bolsões de realidade, onde a vida insiste em fluir de forma salutar, saudável, simples, generosa e recheada de um impagável prazer pela vida. Isso é a Tibiriçá proposta pela Família Cosmo, festeira e com os pés no chão. Sofreram muito para chegar altaneiros até aqui. Neste domingo, quando juntam o Clube da Viola, o convite coletivo para estarem todos juntos e nele inserido o deputado que está ao lado e junto deles, isso tudo junto e misturado é a cara deste modal de vida, onde o que vale mesmo é a felicidade humana. Por lá não cabem os aproveitadores e sabotadores da belezura de uma vida sem aborrecimentos. Sim, eles existem, mas quando juntos, essa demonstração ali encontrada de FELICIDADE.

Conto uma historinha. Estava já indo embora, cansado, lá pelas 16h - afesta perduraria até as forças se esavirem do corpo, ou seja, noite adentro -, quando sou abordado tirando o carro de onde o estacionei. Dois jovens num carro, vindos da vizinha Presidente Alves e perguntando se aquela movimentação era uma festa paqrticular, pois rodaram o distrito e vendo aquela imensidão de carros parados, queriam assuntar. Na verdade, deu para perceber, queriam encontrar algo onde reinasse a FELICIDADE, para aportar e participar. Contei do que se tratava e que, seriam bem vindos, podendo claro, paricipar. Vi seus olhos brilharem, pois creio eu, disso isso a eles, não encontariam lugar no domingo mais alvissareiro para participar. Para quem chega pela primeira vez, talvez até assuste como tudo rola por lá, pois não estamos mais assim tão acostumados com um lugar tão democrático e reinando essa tal de felicidade plena, sem precisar de condições ultrajantes para estar inseridos no grupo. Não sei se foram conferir, mas todos lá dentro do portão da casa de dona Irene, viveram uma tarde das mais felizes de suas vidas e todos, indistintamente, saíram felizes com o que viram, presenciaram e, mais que tudo, participaram. Este um motivos por me verem escrevinhando mais e mais deste distrito e dos Baté, destes Cosmos, que já fizeram minha cabeça.