LIVROS LIDOS VERSANDO DE BOLAS E BOLEIROS, APÓS OS 3X0 DO BRASIL NA ESCÓCIAEu acabo de assistir aqui em casa, só eu e Ana Bia, aos 3 x 0 do Brasil diante da eterna saco de pancadas Escócia. Ela sempre está diante do Brasil em Copas e sempre perde, triste sina dos tocadores de foles. Hoje um show de Vini, que não merecia ter anulado um dos seus gols. Quanto a entrada de Neymar Jr, entrou e isso foi tudo, nada a acrescentar. O jogo foi o melhor dos três até então. Assisti e vi alguma evolução, porém não é disso que quero aqui versar e discorrer. Neste mês, completando hoje seis livros lidos, três deles, escolhidos à dedo, versam sobre a temática do futebol. Escolhi propositalmente estes para este mês, o mês da bola e da Copa. Creio ter cumprido magistralmente a missão proposta de ler algo envolvendo a temática da bola.
Comecei o mês lendo uma das tantas biografias do João Sem Medo, o saborosíssimo João Saldanha, que nas eliminatórias da Copa de 70, plena ditadura militar, ele sendo conhecido comunista, foi convidado para resolver o problema da seleção nas eliminatórias daquela Copa. Foi lá e resolveu, só que, para ir à Copa teria que se submeter a certas imposições do ditador de plantão, Garrastazzu Médici. Não chegou até a Copa, sendo sobstituído por Zagalo. No livro lido quase de uma só golfada, o "JOÃO SALDANHA", série Perfis do Rio, editora Relume Dumará RJ, 1996, 140 páginas, do jornalista João Máximo, terminado dia 11/junho, algo saboroso e salutar, algo de algupem que, segundo ele mesmo, "fui contrabandista de armas aos seis anos de idade, líder estudantil aos 20, dono de cartório aos 33, membro do Partido Comunista Brasileiro a vida toda. Também fui jogador e técnico de futebol, campeão de basquete, comentarista de rádio e televisão, analista de escola de samba, escritor e co-autor de enciclopédia, ator de cinema, candidato a vice-prefeito...". Enfim, com um currículo destes, só podia ter uma bela história de vida. João Saldanha tem tudo isso e muito mais.
A história deste João é dessas para se assombrar. Sua maior virtude é a coragem de dizer o que pensa a quem quer que seja e no momento em que achar conveniente, daí o nome que lhe impuseram ao longo do tempo, João Sem Mêdo". Primeiro, o fato de ter chegado ao Rio e ter se apaixonado, se tornado um carioca de fato e de direito. Transformou-se num carioca de bate pronto. Tinha grana, mas representou muito mais que isso, pois suas idéias sempre valeram mais que sua conta bancária. Assisto a Copa dos EUA e revejo uma de suas frases: "Ela, tão concorrida, tão sonhada por todos os países, era nada mais, nada menos, que uma competição tecnicamente calhorsa, com um sistema de disputa pelo qual o camperão raramente é o melhor". Esse é o adorável João.
Foi um frasista incondicional, irreverente e mordaz, crítico por excelência. "Os campeonatos mundiais do futuro vão ser entre equipes de clubes". Proférico. "Fossa para mim é o lugar onde se jogam os detritos" ou "O que seguro um governo não são é o futebol: são os tanques". Certa feita um fdp de um jornalista europeu veio ironizar perguntando a ele sobre a matança de índios no BRasil. Ele: "Em 469 anos de nossa história, matamos menos gente que vocês em dez minutos de uma guerra". Ou seja, não deixava passar nada. Atento e vibrante, não tinha mesmo como dirigir a seleção de 70, usada pelo regime militarista. É un destes livros para se ter orgasmo do início ao fim. Gozei várias vezes, orgasmo total.
Depois fui ler outro, um do José Roberto Torero, alguém com um texto primoroso quando tema é contar algo de nossa história, vide a contada por ele sobre o Chalaça, o anspeçada de D.Pedro I. Uma delícia ler as historias de cada Copa, numa forma romanceada, no "Futebol é bom pra cachorro - A história das Copas contada por personagens absurdos e excêntricos, ou seja, torcedores", Editora Panda Books SP, 2002, 152 páginas. Foi mais que ótimo para dar um tempo, refrescar a moringa e tirar a tensão. Torero e seu parceiro, Marcus Pimenta, versam de cada Copa, desde a de 1930 até a de 1998, na França, sempre com aquela pitada de bom humor.
Eu me deliciei, principalmente quando ironiza com, "aqui se verá história de um páis de miseráveis que conseguiu superar todo o resto do planeta por quatro vezes". Depois ainda houve uma quinta vez, não retratada pelo livro. As frases são mais que ótimas: "As copas nem sempre são ganhas só com futebol", "...assim como a beleza está nos olhos de quem vê, a música está nos ouvidos de quem ouve". Torero tem uma constatação óbvia sobre o que vem a ser a negócio do futebol: "Depois do bicampeonato , em 1958 e 1962, o futebol virou negócio de Estado no Brasil, e a CBD foi ficando cada vez mais parecida com o Congresso Nacional, de tanto político que aparecida por lá". Num momento onde essa Copa nos enche de apreensão, ele versa fogosamente: "Sexo e futebol são a mesma coisa. Nos dois há defesa, ataque, torcida, intervalo, torca de camisas, jogadas pelas pontas, avanços pelos meios, triangulações, penetração e, claro, gols!".
Vendo o jogo de hoje, o dos 3 x 0 contra a Escócia, no livro está lá: "Há dois tipos de jogos: os tranquilos e aqueles em que se sofre, se ri, se fica nervoso, se dá pulos e se tem vontade de morder o prórprio rabo". Hoje tudo foi muito tranquilo. Numa outra constatação, algo sobre os que brigam por causa de coisas da bola: "Se é verdade que uma meia dúzia de tolos briga por causa de futebol, muito maior é o número dos que se tornam amigos por causa dele". Ou seja, um livro desprentensioso, porém muito saboroso. Aprendo algo mais de cada Copa, detalhes inventados e outros relembrados.
Vendo o jogo de hoje, o dos 3 x 0 contra a Escócia, no livro está lá: "Há dois tipos de jogos: os tranquilos e aqueles em que se sofre, se ri, se fica nervoso, se dá pulos e se tem vontade de morder o prórprio rabo". Hoje tudo foi muito tranquilo. Numa outra constatação, algo sobre os que brigam por causa de coisas da bola: "Se é verdade que uma meia dúzia de tolos briga por causa de futebol, muito maior é o número dos que se tornam amigos por causa dele". Ou seja, um livro desprentensioso, porém muito saboroso. Aprendo algo mais de cada Copa, detalhes inventados e outros relembrados.
Por fim, um livro delicioso, o com a história de um ícone do futebol brasileiro, Almir Pernambuquinho, um desses jogadores sem comparação com qualquer outro. No livro "EU E O FUTEBOL", editado pela Bibliteca Esportiva Placar, ano de 1973, 146 páginas, o controvertido jogador abre seu coração e conta sua história, cheia de nuances mirabolantes. Ele sobreviveu numa época de ouro do futebol brasileiro, o de sua ascenção, jogando em times como Vasco da Gama, Corínthians, Boca Juniors, Fiorentina, Gênova, Santos, Flamengo e América RJ. "Alguns cronistas podem chamá-lo de bandido, mas isso não vai afetar Almir, que se julga uma espécie de justiceiro. E tenta fazer justiça aseu modo: brigando".
Ele foi lembrado mais por suas brigas em campo, do que por qualquer outra coisa. Eu sabia de sua fama, mas queria com a leitura, conhecer detalhes. E conheci e me encantei. O futebol nos anos 60, principalmente o carioca, até mais que o paulista, era um deslumbre. Almir chegou do Recife, menino descobrindo o Rio e nunca mais querendo sair de Copacabana, até sua morte, através de um tiro numa das esquinas onde sabia tocar sua vida. O espírito irreverente, revoltado de Almir marcou uma época, sendo um destes jogadores que queriam ganhar um jogo de qualquer jeito. Foi um bravo. Foi desses que, mesmo sabendo que a briga era desigual, topou a parada. Venceu muitas e perdeu a última, a de sua própria vida.
O que o acompanhou foi o de ser violento, mas observando pela leitura, ele só foi fruto de uma época de como a bola era jogada no país e no mundo afora. "Lá dentro do campo não tem isso de amigo, companheiro. É a lei do cão: ou eles ou nós", "Só a mim é que chamaram de marginal, embora todos os jogadores façam as mesmas coisas que eu fiz", "Comparada com a de meus companheiros de profissão, minha formação foi a melhor possível: a maioria dos jogadores mal assina o nome, nunca leu um livro" ou "Briguei muito, pratiquei jogadas desleais, mas dentro daquele limite normal no mundo do futebol, que não tem a pureza que se pensa". E depois, quando fala do Negão, como ele trata o Pelé, numa reverência eterna, linda de ser vista, como com o velho técnico Renganeschi, que por anos dirigiu o Flamengo e um dia chegou aqui no Noroeste de Bauru. Um livro para babar lendo página por página, entendendo de fato cmo se deu os bastidopres dos grandes times de épocas idas.
Meu amor pelo futebol passa por essas leituras, feitas não por mera coincidência, mas por escolhas, feitas exatamente para este momento. Estes meu momentos de futebol e Copa neste junho.
O CARRINHO DA MULTA ESTÁ PASSANDOUm tema obrigatório para o Bauru Sem Tomate é Mixto em 2027. Daria um textão...
Arte do Dirceu Mosquette Junior
Arte do Dirceu Mosquette Junior
Todo ano, o pessoal do bloco do Tomate corre atrás das ocorrências dentro do ano anterior, dentre os tantos que pisaram no tomate (ui!) em relação à Bauru e assim, expomos da forma mais irônica possível, numa forma de denúnciar e ridicularizar os vendilhões do templo. A atual administração municipal de Suéllen Rosin é sui generis, hour concurs neste quesito, pois nos fornece diariamente uma infinidade de temas. Eis um deste, o da vergonhosa atuação da EMDURB em relação à fiscalização com câmeras, realizadas com um carro, cheio de detectores, percorrendo as ruas da cidade e depois a expansão desmedida das placas com a denominada Zona Azul ampliada. Algo sem controle, sem nada devidamente estudado, mas sim, somente com o sentido arrecadador. De tudo, uma administração predatória, devastando a cidade num todo, algo pernicioso e pergioso, que um dia, não me canso de repetir, tudo ainda acabará dentro de um Plantão Policial (toc toc toc).
A JUSTIÇA NÃO VIRÁ COM ANDRÉ MENDONÇA - TENHO A MAIS ABSOLUTA CERTEZA
Por Julio Benchimol Pinto: "Sigilo não é cortina de fumaça e publicidade não é confete jurídico.
No caso Master, a pergunta não é se André Mendonça podia levantar o sigilo. Em tese, podia. A pergunta é outra: devia fazê-lo naquele momento, naquela extensão, com a investigação ainda respirando por aparelhos?
Publicidade é regra constitucional, mas sigilo investigativo também existe por uma razão: preservar prova, evitar combinação de versões, impedir destruição de documentos, proteger testemunhas e impedir que investigado transforme diligência em tutorial de fuga processual.
Por isso a irritação da PGR não é mero chilique corporativo; tem fundamento técnico.
Se o material já estava estabilizado, sem diligência pendente e sem risco prospectivo, a publicidade é defensável. Porém, se expôs linhas ainda abertas, interlocutores não ouvidos, trilhas financeiras, dados sensíveis ou hipóteses em apuração, aí o problema é sério.
Não há nulidade automática; é preciso demonstrar prejuízo concreto. Mas também não dá para brincar de transparência com investigação complexa como quem abre live no Instagram.
O caso Master já mistura banco, política, gabinete, dinheiro grosso, operador esperto e instituição demais para permitir vaidade processual. O STF precisa iluminar o que deve ser público e preservar o que ainda serve à prova."
CHEGOU OU PASSAMOS DA HORA?
No caso Master, a pergunta não é se André Mendonça podia levantar o sigilo. Em tese, podia. A pergunta é outra: devia fazê-lo naquele momento, naquela extensão, com a investigação ainda respirando por aparelhos?
Publicidade é regra constitucional, mas sigilo investigativo também existe por uma razão: preservar prova, evitar combinação de versões, impedir destruição de documentos, proteger testemunhas e impedir que investigado transforme diligência em tutorial de fuga processual.
Por isso a irritação da PGR não é mero chilique corporativo; tem fundamento técnico.
Se o material já estava estabilizado, sem diligência pendente e sem risco prospectivo, a publicidade é defensável. Porém, se expôs linhas ainda abertas, interlocutores não ouvidos, trilhas financeiras, dados sensíveis ou hipóteses em apuração, aí o problema é sério.
Não há nulidade automática; é preciso demonstrar prejuízo concreto. Mas também não dá para brincar de transparência com investigação complexa como quem abre live no Instagram.
O caso Master já mistura banco, política, gabinete, dinheiro grosso, operador esperto e instituição demais para permitir vaidade processual. O STF precisa iluminar o que deve ser público e preservar o que ainda serve à prova."
CHEGOU OU PASSAMOS DA HORA?


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