Eu não me encontro em condições, nem físicas, muito menos mentais - de escrevinhar quase nada no dia de hoje. Cheio de atribuições, até as tampas, me reservo no direito de reproduzir alguma coisa que, porventura tenha cruzado meu caminho e aqui posto, com o intuito de preencher o vácuo diário, de quem se acha na obrigação de manter posts constantes, textos quase inisnterruptos. Hoje o bicho pegou...
Não sei se isso também se reflete no mundo da política. Sabíamos fazer política, a fizemos e soubemos enfrentar uma ditadura militar. Belas lembranças tenho da resistência da classe estudantil nas ruas, depois as operárias, com aquilo tudo que ocorreu lá pelas bandas de São Bernardo do Campo e adjacências. Estivemos todos envolvidíssimos numa luta de resistência, todos botando a cara para bater. Tudo foi se esaviando com o tempo e mesmo, nunca tendo abandonado o campo de jogo, creio deixamos nos levar por algo que nos fez perder este jogo. Fomos dominados e hoje, para reverter o placar, a luta está mais do queDo outro lado, os piores deste mundo, onde o campo político está sofrendo forte influência da extrema direita e essa, perversa como sempre o foi, nos apunhala em praça pública. Sangramos, ainda estamos vivos, porém respirando por aparelhos. Se juntarmos as forças, vejo isso bem nítido, dá para reverter isso tudo, mas estamos ficando só nas palavras, gestos pueris e pífia movimentação.
O que não queria escrevinhar hoje, saiu assim de uma só golfada. Um escrito envolvendo o futebol que as TVs nos mostram a cada instante, o desta insólita Copa nos States e esse jogo da política, não só brasileira, mas mundial, onde as forças reacionárias, conservadoras e radical de direita, fica nos apunhalando a todo instante, bem abaixo da linha da cintura e vamos reagindo lentamente. Ou vamos pra cima deles ou eles continuarão com este jogo mais que sujo, mentindo a todo instante e conquistando espaço e as mentes, destes tantos incautos, hoje mais preocupados com a sua sobrevivência, do que que com ideologia e saber escolher de fato quem de fato mereça dirigiar nossos rumos. Se o mundo continuar sendo conduzido pelos que, nos apunhalam pelas costas, amanhã, quando estiverem de fato nos governando, nos apunhalaram pela frente, mas daí será tarde demais. Quero e vou continuar resistindo. Na verdade, nem sei como, mas estou aí na lida e luta, pro que der e vier, ciente de minhas responsabilidades. Não me omito de colocar a cara à tapa, pois sei que, se hoje a coisa não está lá essas coisas, quando os perversos comandarem tudo, daí sim, o pior estará estabelecido.
Deixa continuar minha sina de ir tentando, neste momento, vencer as etapas de mais um dia. Se amanhã voltar aqui é porque consegui vencer mais um dia e assim a luta terá, de minha parte, continuidade.
Em tempo: A ilustração do doutor Sócrates é de autoria do endellnarkedmi, com interpretação livre da música "para Lennon e McCartney" composta por Lô Borges, Fernando Brant, Márcio Borges e cantada maravilhosamente por Milton Nascimento. Título da arte retirado do melhor programa sobre futebol e política em formato 'podcastal', segundo o autor da arte, o Fronteiras Invisíveis do Futebol. E assim, ele recomenda muito (mesmo que você não acompanhe futebol).
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AINDA SOBRE O FUTEBOL E NOSSA SELEÇÃO, CHEGUEI A PENSAR NESSA ALUSÃO
"ASSIM NOSSO TIME DE FUTEBOL, VAI MAU, NOSSO JOGADOR SÃO TUDO UNS PERNA DE PAU"Ando assistindo partidas de futebol até mais do que deveria, tudo por influência dessa Copa agindo nos nossos costados. Tento selecionar, algumas vezes gosto, outras desgosto e continuo torcendo, mesmo quando algumas seleções são o que, o grupo paulistano DEMÔNIOS DA GAROA descreveu certa feita, décadas atrás, num belo samba, o "TIME PERNA DE PAU" (Vicente Amar). Saboroso reviver a letra, ouví-los e assim tocar o barco adiante. Tomara a seleção brasileira acabe não se tornando o que prescreve o samba. A música "Time Perna de Pau" foi lançada originalmente pelos Demônios da Garoa em 1968 em um compacto simples (com "Timão" no lado A). No ano seguinte, em 1969, a faixa integrou o repertório do LP "Ói Nóis Aqui Tra Veis", lançado pela gravadora Chantecler, 1969. Cantarolo ela aqui nesta manhã, antes de botar as pernas nas ruas para minha caminhada matinal.
Eis esses demônios nos mostrando a existência de times pernas de pau: https://www.youtube.com/watch?v=P_nSvP6Wjeg
Assim nosso time de futebol, vai mau,
Nosso jogador são tudo,
São "tudo" uns "perna de pau",
Só "contratemo", quem "num" sabe nem "chutá",
Parecemos "muié" de malandro,
Só "sabemo" é "apanhá",
Mais os "curpado", são os nosso "diretô",
Que não dão aos "jogadô",
Assistência, "morá" nem "materiá",
Se "nós tirá" em "urtimo" lugar,
A "curpa" é do "ténico", que "num sabe orientá".
Bola, vai, bola, vem,
Nosso time, entra bem,
Num se "sarva" ninguém, da derrota,
Será "possíver", como é que pode,
Desse jeito eu morro,
"Nóis" grita, grita, grita,
E os nosso jogador,
Num fazem nem um "gorrô".































Também trabalhamos com camisetas do Tupac e estampas personalizadas!". Na verdade, a banca toda ornamentada com essa variação de estampas chama muito a atenção e aliado com a simpatia do casal, o sucesso é meio que garantido. Na mesma esquina, hoje rola uma animada conversa dominical, rodízio de mentes pensantes e pulsantes, inveterados amantes do prazer de desfrutar da tal "feiraterapia". E estes, tendo ao lado o abrigo seguro proporcionado pelo casal, atuam unidos para tornar o domingo algo sempre muito agradável.







