terça-feira, 2 de junho de 2026

RETRATOS DE BAURU (316)


FABIANO, UM SAPATEIRO E A HISTÓRIA DE BAURU NA PONTA DOS PÉS
Tinha uma bolsa para consertar e acabei, por indicação sendo levado, através deste recado, ao seu Fabiano: " Quem conhece o seu Fabiano? Um dos melhores sapateiros de Bauru e região. José Carlos Fabiano , 84 anos e ainda trabalha, trabalha muito. Ele faz sapatos lindos, faz botas dos mais diversos modelos. Ele fez muitos sapatos pra mim, na minha infância. Sapato do tecido do vestido. Era moda. Fez muitas bolsas pra minha mãe, sapatos também. O pai dele, seu Pedro Fabiano, usando essa máquina aí da foto, fazia as chuteiras do seu Dondinho, pai do Pelé. Seu Fabiano tem muitas histórias... Pessoa espetacular, muito educado, super caprichoso com o trabalho. Até hoje ele dá jeito nos meus sapatos e bolsas. Que Deus o fortaleça! A sapataria fica na Rua Azarias Leite quadra 8, lado esquerdo de quem desce. ".

Fui lá, conferi isso, o que precisa ser feito saiu na hora, não queria me cobrar, pois era coisa pequena e acabi passando um PIX para dona Ester, 69 anos, sua esposa, que o acompanha em suas jornadas, como uma espécie de partner. Sua trajetória é mesmo de arrepiar. Tudo isso informado no recado recebido - que não sei a autoria - é a mais pura verdade. Na rua Azarias Leite ele está há apenas 6 meses, vindo de seu último local, o comecinho da rua Quinze de Novembro, onde ficou 4 anos e só saiu porque o dono do imóvel precisou do local para ceder ao um filho. Antes, foram quase 50 anos na rua Célio Daiben, junto da praça Itália, bem pertinho de onde nasceu, a vila Falcão.

É mais que uma delícia observá-lo trabalhando e mai ainda conversar com ele - e sua esposa. Ele estará completando 84 anos nessa semanas, mais precisamente dia 5 de junho e em sua trajetória já viu e fez de tudo. Tudo começou com seu pai, um pequeno fabricante de botas, sandália e chuteiras. É mesmo verdade ele ter feito chuteiras para o Dondinho, o pai do rei pelé, como conta também ter saracoteado cidade afora junto do menino Pelé, andanças inesquecíveis, relembradas em detalhes. Num certo momento, olha pra mim e diz: "Muitos podem não acreditar, mas é a mais pura verdade. Para os que não acreditam, fica o dito pelo não dito, mas fiz muita arte, eu Pelé e a molecada da época".

Conta também, "Pelé tinha uma pelido de garoto, era Paçoca. Tinha um senhor, o Paçoca, que fazia doces, principalmente paçoca, tudo vendido nas ruas de Bauru. Eu saia na turma de moleques, junto de Paçoca e Pelé, cheguei a vender as paçocas, quebra-queixos com eles nas ruas, nuns tabuleiros e onde tinah campo, inevitável, paravamos para bater uma bola. E Pelé foi então apelidado dessa forma. Durou pouco, mas que foi foi". Na sapataria fala-se de tudo um pouco, neste momento, muito de futebol, pois estamos às vespéras de mais uma Copa do Mundo. Ele e dona Ester são incentivadores do neymar - mais ela -, pois entendem ele dominar bem esse ofício da bola. Fiacmos imaginando o que poderíamos fazer na vida se tivessemos um mês do salário do craque. Sonhamos juntos e ele lacra: "Fecharia a sapataria e ir viver no bem bom".

Um assunto puxa o outro e assim voltamos ao seu pai: "Seu João Jair Fabiano, meu pai deu aula de sapateiro no CIPS. O ofício aprendi com ele, algo que hoje, quando parar, não tenho ninguém querendo aprender e tocar esse barco. Somos pouquíssimos na cidade, heróis da resistência. Fala também que, 45 anos atrás deixou de morar na sua vila Falcão, que tanto gosta, para residir no Geisel, onde também fincou raízes. Acaba me revelando um segredo de polichinelo: "Sempre fiz chuteiras e remendei outras. Hoje o pessoal lá do Noroeste traz novas para mim, eu costuro o solado delas antes de ir ao campo, pois costumam soltar. Sou muito conhecido, vem gente de todo lugar. Conhece minha história dos sapatos para o pessoal do Carnaval?". Eu conhecia, pois Dulce Baté, do Estrela do Samba de Tibiriçá já havia me falado dele e, depois me contaram, todos esses sapatos revestidos e vistos brilhando no Carnaval possuem sua marca. Ou seja, seu Fabiano, ou como me diz, "me chamam de tudo, seu Zé, José, Fabi, Carlos e o importante é que, pelo que sei e vejo, Bauru me conhece e continuo por aí, sempre nas paradas de sucesso".

Digo a ele que, quero vir gravar com ele, tendo o cenário de sua sapataria ao fundo e ele, levanta a cabeça, mãos cheias de cola e me diz: "Fico te aguardando". Das mãos sujas de cola, me diz: "Se for trocar toda hora de pincel, não pagam o preço que cobro. Prefiro na mão, mais preciso". A esposa completa: "Depois esquento água e assim, devagar ele tira tudo. É algo que faz diariamente, fica com a mão mergulhada na água morna, esfrega muito e sai tudo, para no dia seguinte, vê-la colando novamente". E assim, me contando sobre os tantos sapatos, a maioria femininos, mostrando sua especialidade, revestí-los com tecidos, chegam mais clientes na loja e dou por encerrado nossa conversa, que duraria horas, pois o casal é envolvente e cativante, algo em falta nas muitas rodas de conversa cidade afora. Lá no seu salão, ele não sossega um minuto e acompanha a conversa mergulhado em muito trabalho. E daqui há três dias, completa mais um ano de vida.


e algo de outra labuta diária
FUI ATACADO, MAS ISSO É O DE MENOS, POIS QUEM OUSA ABRIR OS OLHOS ESTÁ SENDO TAMBÉM ATACADO, SEM DÓ E PIEDADE
O negócio do ódio não te mcura. A gente, que não envolvido por essa bestialidade até tentamos agir normalmente com quem sabemos é fascista por natureza. Estes, porém, não nos toleram e nos tratam mal. Hoje tentei dialogar com alguém que, conheço de longa data e sabemos estar cada qual num lado bem oposto do outro. Agi normalmente, mas levei uma patada e percebi, aquilo que havíamos tolerado por décadas estava quebrado, o vaso quebrado não mais se colaria. Para não ser deselegante, pois ele mais velho que eu, me despedi educadamente, dei-lhe as costas e me retirei.

Lembro disso e leio, coincidência da vida, ao chegar em casa, artigo de Jamir Chade, "Do próprio Veneno" e lá umas pérolas a exemplificar essa pavorosa divisão hoje acometendo o mundo, onde ons antes conversáveis, hoje já são irreconciliáveis. Saco da escrita do escriba, um dos mais gosto no momento: "Ninguém nasce odiando. A extrema-direita foi além e colocou o ódio como um instrumento político, como arma de mobilização. (...) ...eles realmente acreditam que, então, existe uma linha vermelha que não pode ser cruzada? (...) O ódio é intoxicante. A decadência econômica passa a ser culpa dos imigrantes, não da falta de investimentos em educação ou inovação. (...) Os fracassos pessoais tornam-se resultado de um sistema supostamente manipulado. (...) Um genocídio não começa no primeiro disparo, mas quando o ódio é autorizado, aplaudido e até recompensado. (...) A história revela que os movimentos construídos sob o ódio acabam se autodestruindo".

Hoje, essas milícias digitais, sendo difundidas pelas redes sociais assassinam tudo o que encontram pela frente, desde reputações, até fisicamente. Qualquer um a representar uma ameaça para estes corre perigo. Porém, algo ocorreu nestes últimos dias e além do vivenciado hoje comigo, vi alguns direitistas, os que ousaram enxergar, dizer o óbvio sobre o Flávio Bolsonaro. Estes padeceram e estão sendo crucificados juntamente conosco. Não existe um mínimo de tolerância para quem, do lado deles, ouse abrir os olhos. Existe uma ala da extrema-direita vigiando todos os seus e não os deixando abrir os olhos. Felizmente, vi gente querendo abrir os olhos e ao serem duramente atacados, percebo que nem tudo está lá maravilhoso e divinal do lado deles. Ponto para nós. Ao menos isso.

EU QUERO MUITO CONTINUAR LUTANDO, MAS EXISTE UMA FORÇA CONTRÁRIA ME PROPONDO DESISTIR - RESISTIR É PRECISO!!!
A frase atribuída a Clarice Lispector expressa um sentimento de recolhimento e busca por silêncio interior. Ela fala de um cansaço que não é apenas físico, mas também emocional, quando a convivência social deixa de trazer a mesma satisfação de antes e atividades mais introspectivas passam a oferecer conforto.
Ler, ouvir música e permanecer no próprio espaço podem representar uma necessidade de reencontro consigo mesmo, de descanso da agitação externa e de reflexão. Muitas pessoas passam por períodos em que a solitude se torna mais atraente do que a socialização.
Ao mesmo tempo, a frase não precisa ser entendida necessariamente como tristeza. Ela também pode revelar uma valorização da própria companhia, do silêncio e das pequenas experiências que alimentam a vida interior.
Como diria a própria Clarice em muitos de seus escritos, há momentos em que estar só não significa ausência, mas presença de si mesmo.
#ClariceLispector #Reflexão #Solitude #Autoconhecimento #Literatura
O que mais lhe chama atenção nessa frase: o cansaço, a vontade de ficar só ou o prazer encontrado nas coisas simples?

segunda-feira, 1 de junho de 2026

MEMÓRIA ORAL (333)


DONA VILMA, ABRE SUA CASA E OFERECE CAFÉ MATINAL PARA OS LATINOS NO ENTORNO DA USP/CENTRINHO
Circulo quase diariamente, passando defronte a quadra 9 da rua Maria José, duas quadras do portão principal da USP - Universidade de São Paulo e por lá, como sabemos, uma intensa movimentação de latinos, muitos profissionais dentistas vindo para o local em cursos variados de especialização. A região está tomada de latinos, principalmente oriundos da América Central e Andina. Vai e vem incessante, movimentação diferenciada e dentre muitos comércios espalhados para lhes atender, até uma casa de câmbio já existe e uma imobiliária se especializou em atendê-los.

E diante dessa efervescência, eis que vejo nas minhas caminhadas, uma garagem montada diriamente, mesa posta e nela variedades de pães, bolos, quitutes, lanches e muitas garrafas de café e sucos. O que seria aquilo?, me questionava. Hoje parei e fui assuntar. Dei de cara com a simpática Vilma Peireira, 75 anos, sentadinha lá nos fundos de sua casa e com uma bela história por detrás de tudo. "Meu filho, eu te conto tudo. Não faz nem um ano que tudo começou. Eu vivo aqui há décadas, perdi nesse tempo uma filha e o marido. Hoje moro com as netas e precisava de algo mais para preencher meu tempo, claro, também algo novo para fazer, complementar minha renda. Tivemos a ideia e ela se ampliou, ganhou corpo e hoje é isso que você vê, portas escancaradas e a mesa sempre posta", me diz.

É isso mesmo. A partirdaí não paro de ir perguntando e ela me contando tudo: "Eu atendocom esse café, abrindo as portas por volta das 7h e encerrando por volta das 10h30, 11h, onde tem de tudo um pouco. Tudo preparadopor mim e por uma neta, que neste momento está desempregada e me ajuda. E o público vai chegando, em sua maioria os latinos todos instalados aqui na região. Tem café com leite, chocolate, pão com presunto e queijo, suco e em algumas vezes até pão de queijo. Cobro o valor de R$ 10 reais e se servem à vontade. Aos domingos, a placa que você vê do frango assado é de um neto. Juntamos tudo".

O lugar é muito aconchegante, parecendo mesmo uma casa de família, onde poucas mesas e até os sofás de sua casa são utilizados quando chegam muitos de uma só vez. "Esse pessoal que vem de longe é carente de afeto, de carinho e isso eles encontram aqui. Muitos desses estudantes e mesmos profissionais já formados vem em busca de aperfeiçoamento no ofício de dentistas. Ontem mesmo, um destes me mandou uma mensagem pelo whatts, peruano, muito emocionante, dizendo que vai voltar em julho e que aqui encontrou a melhor comida de Bauru. Eles não encontram muita facilidade na cidade e eu lhes abro as portas. Carinho trocado. Quando paro com o café, lá pelas 11h, tem alguns que me pedem uma marmita. Combino preço e horário, faço e assim fico com as portas abertas o dia inteiro".

Ela me explica sobre a permanência de seus clientes na cidade: "Descobri que existe muita rotatividade. A maioria vem para um período muito curto, uma semana, dez dias, depois trocam e chegam outros. Muitos chegam e me dizem, 'o fulano me indicou'. E não são só eles. Aqui na região tem muitas construções e muitos destes trabalhadires, pedreiros e o pessoal dessas obras, começaram a vir, ou seja, me descobriram. Eles todos me ajudam e eu ajudo eles, com meu carinho, atenção e algo preparado com muito carinho e atenção".

Conta também sobre o que está vindo por aí de noviddades: "Como vejo que estão todos aqui em volta da casa, morando e trabalhando na região, já estou colocando salgados também, estes mais na parte da tarde. A ideia é por R$ 10 reais fazer um suco bom ou refrigerante, mais o salgado. Está começando a pegar. E eu, do meu jeito, fico feliz com tudo isso ter dado certo, tanto que, neste próximo domingo, vai ter uma feira aí no Vitória Régia e vou estar vendendo acarajé". Pergunto sobre o nome do seu estabelecimento, uma vez que só havia visto a placa anunciando o frango dominical: "Aqui é o Cantinho da Vilma ou mesmo Garagem da Vilma. Não se esqueça de falar também de minha neta, a Giovana, 23 anos, que me dá uma força incrível. Fico contente que tenho passado, reparado e veio conhecer. A minha maior propaganda é no boca a boca. Tudo tem se espalhado dessa forma. O pessoal que vem de fora faz isso e assim já há um ano estou abrindo minhas portas. Venha mais cedo para tomar um café gostoso e quentinho comigo. Aqui eu recebo todos, tem lugar pra todos. É também minha casa e passa a ser a extensão da casa de muitos dos que aqui aportam. São histórias que não acabam mais. Quando dão de contar algo deles, fico até emocionada. Quem está longe de casa fica mais sensível e eles encontraram aqui um lugar meio parecido com uma casa de família. Deram também novosignificado para minha vida".

O endereço exato é rua Maria José, nº 9-35, vila Guedes de Azevedo. Agora sei o que acontece naquela casa com mesa montada, cheia de guloseimas e me encantei com o que conheci, quando na manhã desta segunda, resolvo entrar e perguntar. Repasso isso tudo para tudo o mais, pois quando o café não acontecer a contento por aí, nada como aportar lá com dona Vilma e conhecer algo mais de seus clientes e amigos latinos. Trata-se de um lugar cheio de luz própria, irradiando algo mais do que bom, diria mesmo, revitalizante. Senti isso tudo só conversando com ela e já imagino chegando mais cedo para o café. 

e continuando dissecando algo mais nas entranhas da cabeça do eleitor brasileiro
COMO VOTA O BRASIL? COMO VOTA O POVO PAULISTA? COMO VOTA ESTE SENHOR AÍ AO TEU LADO, SEU VIZINHO E PARENTE PRÓXIMO?
Essas duas charges, publicadas na revista piauí, edição de maio de 2026, refletem mais do que bem o que estamos vivenciando aqui no comnfronto diário contra o fascismo se aproximando cada vez mais de nossas vidas. Se dependensse do povo paulista, do sul num todo, SP, PR, SC e RS, estaríamos já funbicados e enfurnados, atolados até o pescoço dentro de um regime mais que autoritário, excludente, racista e perveros contra os interesses populares. Ah, não fosse o Nordeste e neste momento, talvez nem pudesse estar ainda escrevendo algo como este simples texto. Daí, quando tento refletir sobre o que acabou se transformando o voto do povo paulista, este aqui mesmo onde vivo, é para causar desalento e perplexidade. Sempre o povo paulista foi conservador, medroso e esteve ao lado de quem nunca lhe atendeu de fato suas aspirações e anseios. Mesmo assim votou sempre nestes, só que agora, não votam mais na direita, mas na perversidade de uma ultra-direita, alguém que de moderado não tem nada, mas prega algo impensável até uns tempos. Não está mais existindo possibilidade de convivência com estes, sejam meros vizinhos, parentes ou mesmo amigos. A apartação já está estabelecida. No que vai dar isso tudo, ainda uma interrogação. O fato é que, se estes não abrirem suas mentes, não passarem a pensar de forma mais sensata, com o agravamento do acirramento de opiniões, em breve um confronto mais que estabelecido. Com as eleições se apeoximando, algo neste sentido já é anunciado. Se o diálogo já não mais existe e as cabeças continuam cada vez mais despirocadas, creio devemos estar mais do que preparados para o pior, seja lá o que isso venha a significar. O fato é que, não estou mais vendo luz no final deste túnel.

domingo, 31 de maio de 2026

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (191)


E QUEM SE ATREVE A APARECER NAS FOTOS AO LADO DE SUÉLLEN ROSIN?
Depois do que vimos nessa atribulada semana, quando dois irmãos fizeram de tudo e mais um pouco para tirar uma fotinho ao lado de Donald Trump, em plena Casa Branca, tudo para ficar se vangloriando de terem uma importância, essa resumida em alta traição à Pátria, tudo o mais é passível de contemplação e degustação, mesmo um sapo nos atravessando a garganta. Munino desta linha de pensamento, Guardião se pôs a observar a movimentação envolvendo o Palácio das Cerejeiras desta insólita e subserviente Bauru, terra hoje dominada pelo mais tacanho fundamentalismo, político e religioso.

"Diante da cena lá dos canalhas dentro da Casa Branca, olhando pela janela do que poderíamos imaginar como comparável com a Casa Branca, o 3º andar do Palácio das Cerejeiras, vejo que também, muitos fazem de tudo e mais um pouco para aparecerem na foto ao lado da alcaide Suéllen Rosin, uma que não se desconpatibilizou do cargo e continuou como prefeita, pois temia que, o vice botaria pra correr todos de sua família de dentro da administração. Continuou e desta forma, continua a fila dos dispostos a tirar foto com ele, numa demonstração, muito parecida com o que vimos nessa semana lá na Casa Branca", começa sua análise Guardião, o intrépido super-herói bauruense.

Evidentemente, ele concentra suas observações nos vereadores, que dentre 21 eleitos, pelo menos 17 a seguem cegamente, sem pestanejar e ousar tripudiar de votar ao seu lado. "Na foto lá na Casa Branca eram três bonecos e quando da foto histórica, só enfiar a cara no buraco e depois divulgar o feito. Se o mesmo for feito aqui entre nos vereadores, vai ser uma guerra, pois ninguém vai querer ficar de fora e assim sendo, uma fratricida disputa. Seria hilária a cena, mais até do já o é, quando vemos alguns destes versando quando longe da Câmara no que fazem para defender os interesses bauruenses e quando chega a hora de exercitar seus votos, nem mais abaixam a cabeça e cravam, sem querer fazer nenhuma discussão, no que a alcaide propõe", diz.

As situações são muito similares e nem um pouco complexas, aliás, muito bem entendíveis e a demonstrar como se dá as relações de poder dentro de muitas de nossas instituições. "Os caras irem lá e traiar descaradamente a nação é algo compreensível dentro de como estão sendo tocados e formatados a vida pública brasileira, no entendimento do segmento mais radical, o ultra-conservador e fascista. Trair e coçar é só começar e se bobear, nem cadeia dá mais. No caso bauruense, desde que Suéllen chegou ao poder, foi possibilitado um grupo de sustentação, desses onde tudo já está previamente decidido e o voto é mera consequência, sem possibilidade de recuo ou de mijar fora do penico. E depois, posam para fotos, como se nada houvesse acontecido, tudo normal e vida que segue. O visto com os irmãos se submetendo à vergonha de uma mera foto nos States é muito idêntico aos asseclas, fazendo de tudo e mais um pouco para posar em fotinhos fofas junto da alcaide bauruense. Se existem diferenças, mínimas e irrelevantes. Gabinetes hoje são palcos de atos de alta representação teatral", conclui.
Obs.: Guardião é cria da verve do artista do Traço Leandro Gonçalez, com pitacos escrevinhativos do mafuento HPA.

sábado, 30 de maio de 2026

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (213)


ENQUANTO BOMBAS NÃO CAEM SOBRE NOSSAS CABEÇAS (01)

UM PERIGOSO TRIO SE REUNE NA PADARIA DA ESQUINA
Estamos todos correndo riscos, mesmo não sendo terroristas, nem fazendo parte de organizações criminosas, mas como tudo hoje está sob uma forte suspeita e quando acusações malevólavas acontecem, até quem não tem nada a ver com o riscado, pode ser considerado como tal e daí, dá-lhe bombas nos costados. Este encontro se deu dias antes do Brasil ser considerado como reduto de duas organizações criminosas, o PCC e CV. Fálavamos sobre isso lá na mesa do bar da esquina, cujo dono ainda não se deu conta do risco incorrido em permitir que três pessoas de reputação duvidosa ali confabulem.

Neste dia, eu, o mafuento HPA havia combinado de trocar figurinhas - não da Copa do Mundo, pois já passamos dessa fase -, as sobre como ainda tocar o que nos resta de tempo na vida, com o sempre agente cultural bauruense, Orlando Alves, um que revolucionou o trato com a coisa pública e o envolvimento do fazer dentro das hostes da Estação da NOB/Museu Ferroviário. Matamos saudade e estávamos numa prosopopéia de dar gosto, quando chega sem anunciar - creio deve ter um chip nosso e consegue localizar onde ocorre a barafunda - um dos nossos melhores e mais versáteis jornalistas, Aurélio Alonso, que até bem pouco tempo estava nas hostes do ainda sobrevivente no mercado editorial bauruense, o Jornal da Cidade.

O rumo da conversa foi completamente alterado. Os radares norte-americanos ficaram com suas antenas todas direcionadas para a padaria, que passou a gravitar como sinalização mais que vermelha, quase candente. Aurélio é ourinhense e atuou em Santa Cruz do Rio Pardo por muito tempo, mais precisamente no semanal Jornal Debate, do falecido e saudoso Sergio Fleury. Quanta lembrança e dentre elas, o fato de todo arquivo do jornal ainda permanecer por lá, sem estar devidamente digitalizado. Quantas boas matérias foram ali relembradas e gravitaram durante a prosa.

Duas outras pessoas gravitaram na conversa. O ator globa le cinematográfico nascido em Santa Cruz, Umberto Magnani, inveterado boêmio e cujo irmão é desembargador, porém nunca possuiu nem sombra da popularidade deste, que dá nome hoje ao teatro da cidade. Quando todas as portas de bares se fechavam, ele e Aurélio se reuniam, só para continuar proseando e bebericando umas, nas mesas dos cabarés da cidade e só arredavam pé, quando os raios solares começavam a incomodar. Se os radares norte-americanos captaram tudo o que foi ali confabulado, creio, a padaria e o cemitério onde está Umberto correm sérios riscos. Depois, quem foi muito lembrada foi a irmã do Sergião Fleury, a Neusa Fleury Moraes, que foi professora, escritora, colaboradora de jornais regionais e uma figura de grande destaque na cena cultural. Ela ocupou o cargo de secretária de Cultura por três gestões em Ourinhos e também passou por Santa Cruz do Rio Pardo. Além de sua atuação como gestora — sendo uma das idealizadoras do tradicional Festival de Música de Ourinhos, hoje definhando. Orlando lembra de a ter indicado para ser a manager da Cultura em Bauru, mas Gazzetta, o então prefeito, não conseguiu levar adiante, o que alavancaria, com toda certeza o setor na cidade.

Escarafunchamos isso e muito mais, com riqueza de detalhes, que até o dono da padaria sentou na mesa ao lado para assuntar do que se tratava as altercações em nossa mesa. Por sorte, não passaram de pequenos solavancos, nada assemelhado ao anunciado para os próximos capítulos, quando estaremos sendo mais vigiados pelos norte-americanos. Tivemos que nos despedir, pois alguém, mais precisamente este que vos escreve, estava com seu álvara mais que vencido. Ficamos de continuar a conversação, porém, diante das normas regras de encontros fortuítos, podendo o local ser premeditamente bombardeado, creio que o dono da padaria, estará restringindo que sentemos em uma de suas mesas. Enquanto não sofremos nenhum tipo de molestação, ali estivemos. Daqui por diante, sabe-se quando isso poderá novamente ocorrer.

ENQUANTO BOMBAS NÃO CAEM SOBRE NOSSAS CABEÇAS (02)

CONVERSAÇÕES COLOCANDO EM PERIGO E RONDANDO O PEQUENO'S BAR
No último domingo ainda todos estávamos mais do que tranquilos e sem os radades norte-americanos nos nossos calcanhares. Eu estive marcando presença lá pelos lados do Pequeno's Bar, reduto conversativo e em alguns momentos atuando como bar, no meio da feira dominical, rua Gustavo Maciel e como combinado, uma prosopopéia sobre restauro de vagões ferroviários. Marquei com o Luiz Carlos, mais conhecido como Luizão Marceneiro, entendido do assunto, morador da vila Dutra, reduto de ferroviários de todas as espécies. Quando chego ele já me esperava e junto de outro ferroviário - nunca diga ex-ferroviário, pois eles abominam isso e se dizem, uma vez ferroviário, sempre ferroviário -, o conhecido Jesus Adriano, procér do lugar onde moram, a vila Dutra.

Conversar a gente o faz sempre, mas agora, diante de assuntos delicados, como algo não mais usual em Bauru, que desde muito tempo deixou de restaurar a imensidão de itens férreos abandonados cidade afora, esse assunto passou a ter uma conotação um tanto terrorista. O perigo ainda não nos rondava, pois o Brasil ainda não havia sido incluído na lista de ser mantenedor de grupos bandoleiros de alta periculosidade. Taxaram assim o PCC e o CV, mas se esqueceram de outros, como a Faria Lima e os milicianos bancados pelo bolsonarismo. Foi uma conversa, ainda sem drones nos sobrevoando e bisbilhotando o assunto sendo discutido. Aproveitamos o domingo, molhamos muito bem as palavras e até cheguei a petiscar um franguinho assado pela dona do estabelecimento.

Mas como, tudo agora é suspeito e deve passar pelo crivo dos olhos tecnológicos dos norte-americanos, sei lá como faremos para continuar o que deixamos para ser discutido em outras contendas. Luizão foi quem esteve à frente com sua equipe, da maioria dos restauros feitos em vagões e locomotivas na cidade. Os três lá no Poupatempo é obra dele e de sua equipe, todos muito subversivos, pois tiraram o trio de ser devastado pela ferrugem e os recuperaram. O danado fez tanto que hoje volta a ser sondado para recuperar outros. Ele sabe como fazer, domina a técnica e antes, com sua oficina lá dentro das Oficinas da NOB, hoje na vila Dutra, está apto a devolver à circulação muito do que se vê apodrecendo nos trilhos bauruenses.

Quer ato mais subversivo que este, o de querer devolver para utilização o que já está em estado lastimável. Jesus é outro inquieto cidadão, sempre atuante e se postando à frente de questionamentos estapafúrdios desta cidade. O Pequeno's Bar abriga um pá de gente com essa e outras características, escondendo-se atrás de uma banca de bananas e de frondosa árvore, onde disponibilizamos cadeiras, ali produzindo uma conversação mais do que perigosa, diria mesmo, inquietante para os acomodados destas plagas. Será que o que ali acontece nas manhãs dominicais não poderia estar sendo sondado como um perigo e daí, o bar e seus frequentadores, correndo riscos, tudo causado pela boçalidade bolsonarista a nos enfiar neste imbróglio, onde os perseguidos deveriam ser eles e não o país.

Voltaremos amanhã ao Pequeno's, mas com o devido cuidado, estaremos mais atentos, pois como sabemos, norte-americanos não sabem identificar lá muito bem o que venha a ser terrorista, subversivo ou mesmo traficante, bandido e mocinho. Misturam tudo e agem só em benefício próprio, daí, estamos todos com as barbas de molho. A gente só quer que o Luizão volte a restaurar seus vagões, sem ser importunado pelos piratas lá dos EUA, mas imaginamos eles não estarem entendendo nada do Brasil querer voltar a construir ferrovias, ainda mais com a ajuda da China. Corremos todos muitos riscos.

CENA BAURUENSE (277)


MAIS QUINZE CENAS DE MINHAS OBSERVAÇÕES E REGISTROS NAS RUAS
01. Publicado em 25/02/2026: Lá numa esquina da rua Guatemala, jd Tiritan, ponto de encontro de capivaras - quando o lençol de água não está transbordando -, uma inscrição enigmática, enfim, seria uma mensagem de amor ou o líder da região querendo se impor e mostrar presente? A conferir.

02. Publicado em 26/02/2026: O ponto final da linha Gasparini, rua das Secretárias, onde motorista pára por alguns momentos e descansa, junto do final do bairro, começo de sua área rural, antes de recomeçar o retorno para o Centro da cidade.

03. Publicado em 01/03/2026: As injustiças e desigualdades deste mundo estão todas muito bem expostas nas ruas de qualquer cidade deste planeta, basta querer enxergá-las e se propor a lutar pelo seu fim.

04. Publicado em 02/03/2026: "Olha esse absurdo. Há mais de um mês essa calçada da Rua Correia Junior, na Vila Pacífico, calçada do Esporte Clube Fortaleza, está assim, sem acessibilidade, localizada a duas quadras do Centro Administrativo da Prefeitura. Essa cidade está um lixão a céu aberto", foto e legenda da moradora Elizete Maria Barro, cansada de ver a cena repetida por mais de um mês, sem nenhuma movimentação para solucionar o impasse. Estamos vivenciando uma administração atuando dentro do lema: "Deixa assim pra ver como é que fica". E vai ficando...

05. Publicado em 04/03/2026: O interior da Padaria Aviação, rua Joaquim Fidélis, jardim Altinópolis, todo sendo pintado pelo também muralista Leandro Gonçalez, com motivos de pães misturados com a da aviação, principalmente no tocante a história que Bauru possui com planadores. Grandioso e merecendo elogios o comerciante valorizando o trabalho do excelente profissional do traço.

06. Publicado em 08/03/2026: Essa se deu defronte minha casa, na praça Salim Haddad Neto, a redonda detrás do Habib's da Nações. Num dos bancos, sempre tem gente meio que sem rumo. Param para descansar ou mesmo tentar ver qual vai ser o passo seguinte. Passo por ali e sobre o banco muitos papelões e um chinelo largado ao léu. Assunto, olho para os lados e alguém vem na minha direção. Ele gesticula e me chama: "Ei, posso lhe falar?". Nesses momentos, até como autodefesa, ficamos da defensiva. Bobeira pura, pois a abordagem não representava perigo algum. Na verdade, nos borramos por pouca coisa. Ele se aproxima e diz gostar demais daquela praça e me pergunta: "O senhor mora aqui por perto?". Respondo que sim e a partir daí iniciamos longa conversa, contando circular pela cidade inteira e gostando muito de ali descansar. "Tenho preferência pelos finais de tarde, quando os pássaros estão em revoada. Deito e fico vendo a festa nas árvores. A gente devia voar, como os pássaros, não acha?". O negócio foi longe. Poderia discorrer muito mais. Saio de lá e sigo meu caminho. Só depois me dei conta. Ele nada me pediu. Queria só conversar. Antes da despedida, pede para observar os pássaros: "Olhe, eles conversam muito entre si e eu sinto muito falta de conversar. Desculpe se lhe atrapalhei em algo". Obs: O moço chegando com o cão não tem nada a ver com o dono dos papelões. Ele só passava por ali, momentos depois do ocorrido.

07. Publicado em 09/03/2026: Impossível passar perto do famoso trevo que dá entrada - e saída - para Bauru, avenida Nações Unidas com rodovia Marechal Rondon e não recordar do ali ocorrido em 2022, quando dias antes um conglomerado de bauruenses se reune no pátio da Havan, justamente com um dos filhos de Bolsonaro. Logo a seguir, tudo combinado, plano engendrado em requintados lugares destas plagas, feito de comum acordo com muita gente graúda desta terra, recheada de golpistas, quando interrimpem o tráfego da rodovia e surge assim do nada, um caminhão de som, com um locutor esbravejando a favor da insurreição golpista. O local foi se enchendo de verdes-amarelos e a voz irradiando pelos microfones não era conhecida, ou seja, foi importada, veio atuar aqui a soldo de algo previamente preparado. Foram tempos sombrios, quando ser contra aquilo e circular pelas imediações era mais que perigoso. Lembro que, um dia ousei ir ao supermercado Confiança Flex, ali ao lado, com camiseta com temas contrários e a atendente do caixa me alerta: "Você é muito corajoso. Esse pessoal aí fora é muito perigoso. Eu vejo o que fazem e fico quietinha". Sim, a direitona fascista é perigosa, diria mesmo, criminosa. Aquilo tudo ali ocorrido hoje faz parte da história, porém não é coisa do passado, pois quem bancou aquilo tudo, os bauruenses que não só apoiaram, como financiaram a invasão e bloqueio da rodovia, depois aquela bazófia defronte o quartel da rua Bandeirantes estão quietinhos, impunes e como o avestruz, com a cabeça enfiada num buraco. Mas o que fizeram naqueles dias na rodovia, com cobertura policial de toda espécie, inclusive com helicóptero, é inesquecível e marca definitivamente o citado trevo.

08. Publicado em 10/03/2026: Este é o Edson, personagem mais do que popular das ruas bauruenses. Morador dos altos do Bela Vista, é visto circulando pela cidade inteira e sempre muito solicito quando de uma parada para conversações. Na maioria das vezes, sempre com um grande saco às mãos, recolhe material a ser reciclado. Possui histórico de participação em muitos dos atos realizados nas ruas da cidade, pois estando por todos os lugares, na maioria deles se faz presente. Difícil quem não pare para cumprimentá-lo e assim sendo, este registro só reforça a querência que todos mantemos cordialmente com ele, sendo dos mais populares desta cidade.

09. Publicado em 11/03/2026: Num paredão lá do Geisel, tendo ao meio uma torre elétrica, duas pichações: Bolsonaro Assassino e Palmeiras Campeão. Duas óbvias constatações.

10. Publicado em 13/03/2026: Essa foto não é de minha autoria e por não saber a autoria, peço que o autor se manifeste, para possibilitar e dizer da felicidade do flashe. Dois cavaleiros - existem alguns ainda circulando pelas ruas da cidade -, encurtam algum caminho, ao atravessar uma de nossas rodovias pelo alto. Não julgo o ato em si, mas a felecidade do fotógrafo estar passando por ali justamente quando vislumbra a bela foto.

11. Publicado em 14/03/2026: Aqui o registro de como se encontra a passagem de nível férrea lá na entrada do Jardim da Grama/Nova Esperança. Passo por local similar no jardim Santana, ao lado quartel da PM e o mato tomando conta dos trilhos. Ou seja, se findaram a circulação de qualquer trem de carga ou qualquer outro no trecho e assim mesmo não existe nenhuma movimentação oficial da Prefeitura/Cultura no sentido de, ao menos tentar conseguir liberação do trecho férreo urbano para devolver aos trilhos a composição turística da Maria Fumaça. É muita incompetência, a mesma mantendo todos os museus bauruenses fechados. Incompetência e conformismo, tudo junto.

12. Publicado em 17/03/2026: Num ponto de ônibus, bem defronte a Unesp Bauru, um adesivo ali fixado, por quem está entendendo perfeitamente a maldade sendo proporcionada ao mundo, pela truculência de Donald Trump e pelos Estados Unidos. Basta de subservientes e escravizados.

13. Publicado em 19/03/2026: "A propaganda é a alma do negócio", ouvi isso a vida inteira e numa parede lateral, residência no Geisel, bem ao lado de um praça, eis o anúncio de produtos ali revendidos, da forma como seus moradores acharam mais eficiente, sem nenhuma pompa, mas recado dado.

14. Publicado em 20/03/2026: Nada como circular na feira e ver estampada em camisetas, costados e frente, mensagens espalhadas, como fossem outdoors. Nesta, a Oração ao Zé Pilintra, circulando no coração da Feira do Rolo, na dominical feira dominical e fazendo com que, siga detrás da pessoa até conseguir ler tudo por inteiro.

15. Publicado em 24/03/2026: Alguns anos atrás, a administração do Íbis Hotel começou a levantar este prédio, onde futuramente estaria funcionando um grande hotel desta rede hoteleira. Algo aconteceu no percurso, pois a obra foi interrompida, quando já estava numa fase bem adiantada e a partir daí, a deterioração atual. Sua localização é bem ao lado da rodovia Marechal Rondon, quase atrás do posto da Polícia Rodoviária. Pelo que se sabe, nem sinal da retomada das obras.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

COMENTÁRIO QUALQUER (274)


CREIO, EXISTAM NO BRASIL ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS MAIS PERIGOSAS QUE O CV E O PCC - FALTOU INCLUIR A FAMIGLIA BOLSONARO E A FARIA LIMA
Chegou o grande dia, enfim não poderíamos ficar de fora do esdruxúlo enquadramento promovido pelo império norte-americano, capitaneado pelo pirata Donald Trump, um que faz de tudo e mais um pouco para roubar acintosamente riquezas mundo afora, tudo para juntar aos cofres dos EUA e aos seus próprios. Um acinte, permitido pelo simples fato dos EUA ainda serem os detentores do maior poderio militar do planeta. Dito isso, ontem, o Brasil foi enquadrado como possuidor de duas, ditas por eles, como Organizações Criminosas (vejam que fiz questão de fazê-las em letras maiíusculas), o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.

A intenção de Trump e seus asseclas são intimidar, amedrontar e isso já foi feito com vários países, todos com alguma situação de confronto ou desagravo por não concordar cegamente com os ditames impostos pelas regras de subserviência impostas por Trump. Discordou, tudo é possível. Quando não invade, tenta amedrontar, até para cercear e tentar calar a voz. 
Enfim, como já disse anteriormente credita a toda América Latina fazer parte de seu quintal.

E daí, após a vista do bando de foras-da-lei, dois representantes da famiglia Bolsonaro, naquela passagem meteórica pela casa Branca, quando posaram para fotos, depois se encontraram com outro perverso - e até mais cruel e insano - o secretário Marco Rubio, foi assinado o documento de enquadramento. O momento, ao meu ver, não é para ter mêdo ou ainda se intimidar com avisos advindos lá do descabido governo trumpista. Se assim querem, que assim seja. Creio que, com o ocorrido, seja o momento de intensificar a criminalização e penalização de quem age descaradamente contra o Brasil, com covardes atos de lesa Pátria, ou seja, quem trai a nação, merece exemplar punição. Os dois irmãos Bolsonaros, Flávio e Eduardo, já deveriam ter sido julgados e condenados. Que agora isso ocorra mais rapidamente.

Quanto a tal punição desferida pelo decreto assinado por Trump, devemos tratá-la como parcial, pois existem no Brasil, pelos menos numa avaliação feita apressadamente, duas Organizações Criminosas (novamente em maiúscula) muito mais perigosas e sanguinárias que as duas assim enquadradas: a Famiglia Bolsonaro e a Faria Lima. Ou os EUA estão brincando com o Brasil quando passam desapercebido e não incluem essas duas no rol das perigosas ou estão mancomunados com estes, daí, a pirataria estaria escancarada e liberada para atuar, sob vista grossa e permisividade, 100% de tolerância para o crime organizado.

Na qualidade de implacável fornecedor de dados para construção de laudos e perícias, para fins específicos e outros pouco - ou nada - recomendáveis, estarei me atendo nos próximos dias a agendar uma visita à Casa Branca, onde entregarei pessoalmente - como o fez Flavinho Rachadinha - vasta documentação comprobatória para que incluam mais essas duas dentro da qualificação, pois da forma como feita, deixa a desejar. Já que estamos sendo enquadrados, que o seja não deixando ninguém de fora. Não sejamos injustos isentando quem tanto mal faz ao Brasil.

CLARO, A COISA É MUITO MAIS SÉRIA DO QUE UMA MERA BRINCADEIRA - OS EUS NUNCA B RINCARAM QUANDO O ASSUNTO É MANTER SEU QUINTAL SUBMISSO
Brinquei num outro texto. Ironizei sobre termos, pelos menos dois grupos terroristas bem mais ativos do que os agora perserguidos pela gana norte-americana. Brinquei, mas é a mais pura verdade. Porém, sabemos que, o buraco é muito mais embaixo. O Brasil hoje, após ter sido enquadrado como reduto de organizações terroristas, pode sofrer sanções advindas do Governo dos EUA. Mesmo que ilegais, injustas e desqualificadas, como mandam em tudo nas relações comerciais no continente, pois possuidores do maior poder bélico do planeta, fazem o que querem ao seu bel prazer. Impõe as leis e sua execução. Daí, mesmo sem invadir ou jogar bombas em nosso território, algo até muito pior ou mais danoso pode estar sendo urdido e chegar a acontecer. Evidente, tudo com a intenção de prejudicar o Governo Lula em sua reeleição, com essa intenção declarada de se manter independente e querendo fazer o que quer, sem dar ouvidos ou seguir os ditames do Império. Muito arriscado isso nos dias atuais. Vemos com os próprios olhos a queda do Império norte-americano, mas isso não vai ocorrer de uma hora para outra. Tudo pode ser bem lento, mas inevitável a queda. As ações atuais são para retardar a abrupta queda. 

E o que pode nos acontecer? Escrevo o que imagino pode ocorrer. Dependendo do rumo dos acontecimentos, nada ou talvez, muito. Até agora não vi nenhuma resposta do Governo Lula. E se o Brasil peitar e querer enfrentar o todo poderoso? Imaginem algo como o Bradesco, por exemplo, numa hipótese só como exemplo, ser taxado de ter relações com os dois grupos terroristas e sendo impedido de qualquer transação comercial com os EUA. Quando isso ocorre não é o banco que não poderia mais ter alguma relação comercial, mas toda e qualquer empresa norte-americana estaria impedida de ter qualquer relação comercial com o banco. Imaginem o que resultaria nisso. Outro exemplo, a JBS, o forte império de exportação de carne, também sendo incluída como tendo relações com os grupos ditos como terroristas e na mesma situação anterior. Este é o caos que podem provocar. Tudo irregular, conversa pra boi dormir, algo inventado por eles, mas iremos e podemos recorrer para quem? Essa é a relação do planerta hoje com o decadente Império dos EUA. Aceita, pois está sem condições de reagir. E se dana por causa disto. 

O risco maior é o inevitável caos provocado por uma ação dessa natureza. Como estamos num ano eleitoral e como sabe-se, a cabeça de Trump e Rubio são mais que conservadoras, hoje totalmente voltadas para tentar salvaguardar o poder dos EUA no mundo, eles farão sempre tudo e mais um pouco para fazer valer os seus interesses. Daí, não existe saída milagrosa. Talvez, negociar e negociar. Lula é bom neste quesito. Deve estar tramando algo e saberemos disso nas próximas horas. Trump tem eleição interna em novembro, mas até lá muita coisa pode acontecer. Cuba pode ser invadida e tudo o mais. Tudo sem nenhuma previsibilidade. O fato é que, os irmãos e a famiglia Bolsonaro jogam contra os interesses brasileiros e precisam ser punidos. Como o serão, não imagino, pois nem com todas as evidências, o STF conseguiu prosseguir e iniciar um julgamento. Será que, os ministros Dino e Xandão aguentarão esse rojão? Vivemos hoje de incognitas e o que mais quero é que, a apuração do Banco Master prossiga e culpabilize logo todos esses corruptos. Se isso for de fato feito, nem sei como o país ficaria, diante da aproximação dessa eleição. Eu, como todo brasileiro sensato, faço hipóteses, torço muito e luto com minhas armas, para defender o que nos resta de soberania e independência. 

TEM COMO QUERER AMENIZAR O DIA TENSO? EU TENTO...
SEU TONINHO, MALEIRO E SUAS HISTÓRIAS COMO CAÇADOR DE JAVALIS
Eu precisei de seus serviços e assim o conheci melhor. Seu Toninho é meio que único noque faz aqui pelos lados de Bauru. Ele é um consertador de malas, ou seja, maleiro. Faz outras coisas, todas envolvendo isso de trabalhar com couros e arrebites, arruelas, grampos e colchetes. Ele é mais antigo na praça do que possamos imaginar. Eu quando criança, circulando muito ali pela rua Araújo Leite, quase esquina com a rua Marcondes Salgado, tinha uma selaria e eu me encantava com aquele senhor, trabalhando com couros, todos estes que envolvem os animais. O cheiro daquela loja me contagiava e passava por ali muito para sentir o cheiro dali irmanado. o tempo se foi, a loja fechou e aquelas cenas ficaram em minha memória. Agora fui descobrir que, seu Toninho foi sócio daquele senhor, ele muito mais jovem, mas tocou o negócio em parceria até o dia de seu fechamento. Engraçado isso de como muitas coisas se fundem, se juntam e se associam com o passar do tempo.

Então, cá estava eu na loja atual do seu Toninho, ali no cruzamento da rua Batista de Carvalho, numa rua que não sei o nome, mas sei, é a primeira contando lá do cemitério para baixo. Ele faz o horário dele conforme sua cabeça e seu dia funciona. Abre as 9h e vai até 11h, depois reabre às 12h e fica aberto até 16h, quando impreterivelmente fecha tudo, pendura o chapéu e vai gozar um pouco mais da vida. Todas minhas malas, aquelas rodinhas que se quebram eu levo até ele. Sempre deu jeito e além de tudo, basta puxar conversa. Sempre sai conversa longa, dessas começando no dia que deixo a mala pra executar o serviço e tentamos terminar quando a busco. Impossível passar por lá e permanecer de boca fechada. 

Dessa última vez, começou a prosa na terça e terminou na quinta. Não sei te dizer como começou, mas engrenamos uma conversa sobre caça de javalis, sua especialidade. Ele me disse ir quase todo final de semana num rancho num lugar conhecido, acho que o Paturi - creio ser isso, mas não tenho mais certeza. Por lá, me dizia, tem javali a dar com pau. E daí, com o passar dos anos, ele além do negócio de consertar malas, foi vendo aquele bando todo, crescendo a cada retorno e acabou aprendendo o ofício de ser caçador de javalis. Para tanto, isso reafirmou várias vezes, teve que se documentar e ter carteirinha, com registro, data de validade, certidão necessária para poder caçar os bichos.Tem tudo isso, tudo regulamentado, ele e o cunhado. Disse também que, as fêmeas javalis já estão no cio com quatro meses e daí, o bando só cresce e invadem tudo, devastação por onde passam. Fazem muito barulho e passam zoando. Até a espingarda tem que ser regulamentada pela Polícia Ambiental. Quanto ao tiro, como os bicho passam muito rápido, aprendeu, o tiro para ser certeiro, tem que ser dado não mirando o alvo, mas um pouco adiante, pois só assim acerta.

Foi me falando muita coisa. O que me marcou foi que, caça mas não come. Pelo jeito da criação dos javalis, acha eles muito nojentos, principalmente os machos. Caça, leva para o rancho e limpa tudo. Sabe todos os procedimentos para dessossar o bicho. A carne é doada para as creches da cidade vizinha. Toda ela, pois ele, nem o cunhado comem. Não se sente culpado de nada, pois sabe, o bando desses bichos, quando acuados matam e são violentos por natureza, sempre correndo, destruindo tudo por onde passam. Me diz que, hoje são considerados como pragas em muitas plantações. Eu ouvia tudo e tentava assimilar a conversa. Mostrou um chaveiro grandão, pendurado ali na loja, com o rabo de um dos grandões, este com mais de 90 quilos, ou seja, pesando mais que eu e ele - não juntos, mas separados. 

Ele beira hoje os 70 anos, tem um tipo característico de ser bom de prosa, com uma chapéus desses de malandro carioca, cheio de ilhoses, todos fixados por ele. Sua bancada é alta, preferindo trabalhar em pé e diz que, não é escravo de horário, quando dá na telha, como na semana que vem, vai fechar na quarta, pregando aviso na porta e depois só volta na outra semana. Diz já ter trabalhado muito e agora, mesmo precisando manter as portas abertas e gostando do que faz, precisa variar, para não cair numa rotina, dessas cansando o ser humano. Lá na sua loja, sempre de portas fechadas, tem um aviso do lado de fora, "bata na porta". Bateu, ele logo atende e a partir daí, além do motivo que ali o levou, cutuque ele para contar histórias de suas aventuras. Segundo me disse são dois profissionais como ele na cidade, profissão em extinção. Não sabe quem vai continuar com seu negócio, pois depois dele, na família, ninguém se interessou em continuar. Ele segue, bom conversador e também exímio no seu ofício. Mala de rodinhas quebra fácil nas rodoviárias e aeroportos da vida e ele ali está para dar um sobrevida para elas todas. E a módicos preços.