SEU FUMINHO É RESISTÊNCIA PURA
Seu Osvaldo Santos Douza, o Fuminho, figura icônica e baluarte do movimento negro e do samba bauruense, nascido em 21 de fevereiro de 1937, ou seja, amanhã estará completando 89 anos de efervescente vida.
Isso, por si só, já é motivo de intensa euforia e paparicação. Teve mais, ou seja, irriquieta e incontida pessoa, não consegue permanecer trancafiado por muito tempo dentro de sua casa, lá no distante Rasi. Sobe e desce diariamente se utilizando do transporte coletivo, ciente de todos os horários, de ida para o centro e depois retorno. Com seu inseparável chapéu é personagem dos mais conhecidos, não só do Carnaval, como nas rodas de bate papo pelos lados do Calçadão da Batista.
Neste último Carnaval foi figura de proa no desfile do estreante bloco, reverenciando um dos locais épicos do movimento negro em Bauru, o Clube Icarahy. Sentado num dos seus carros alegóricos, acenou pra os apupos, estes vindos de todos os modos e lados. Depois da homenagem, ele nesta quarta esteve presente ali denfronte o Teatro Municipal, sol a pino, das 15 às 17h, na apuração do Carnaval. Entrou lá no reservado local da apuração e logo a seguir, circulou entre os presentes, sentadinho na!escada de entrada do Centro Cultural.
Os carnavalescos foram se despedindo do lugar e ele ali, com seus quase 89 e se preparando para ir a pé até a Rodrigues Alves, onde pegaria o circular para o Rasi. Fuminho não é dado a pedir carona, mas aceita quando lhe oferecem. O carro estava cheio, ele se apertou junto aos demais e não me deixou que o levasse em sua casa. "O circular passa defronte minha casa. Todos me conhecem, desde o ponto, o ônibus e no bairro. Já não pago passagem há um bom tempo", disse de forma altaneira. Fuminho é isso tudo e muito mais.
ONDE ESTOU ENFURNADO NESTE SÁBADO - ALGO BEM PESSOAL
1.) ANINHA EM CIRURGIA, EU LENDO E TENTANDO ME MANTER ACORDADO NA SALA DE ESPERA
Chegamos no Hospital Estadual às 6h da manhã. 7h ela adentra o Centro Cirúrgico. Logo depois, segundo o painel informa, tem início sua operação de varizes pelo dr Paulo Bernardi. Sentado, rodeado de suas vestes, leio. "Um homem chamado Maria", do Joaquim Ferreira dos Sanros, perfil primoroso de um dos maiores boêmios do Rio nos anos 50/60, o jornalista, escritor e compositor Antonio Maria. O sono me balança, mas as estripulias do Maria, primeiro na Lapa, depois em Copacabana, impedem que babe no sofá. Um bom livro tira meu sono, pois quero devorá-lo e do outro lado, Aninha em busca de solucionar seus problemas de forno. Com o passar dos anos estes se avolumam. Hoje, não me convidem pra nenhuma esbórnia, pois tirei o dia para paparicar quem comigo convive. Daqui sairemos para a reclusão do lar, onde deitadinhos, diante da TV e de leituras variadas, tocaremos o barco. Hoje coloco as leituras e o sono em dia.
1.) ANINHA EM CIRURGIA, EU LENDO E TENTANDO ME MANTER ACORDADO NA SALA DE ESPERA
Chegamos no Hospital Estadual às 6h da manhã. 7h ela adentra o Centro Cirúrgico. Logo depois, segundo o painel informa, tem início sua operação de varizes pelo dr Paulo Bernardi. Sentado, rodeado de suas vestes, leio. "Um homem chamado Maria", do Joaquim Ferreira dos Sanros, perfil primoroso de um dos maiores boêmios do Rio nos anos 50/60, o jornalista, escritor e compositor Antonio Maria. O sono me balança, mas as estripulias do Maria, primeiro na Lapa, depois em Copacabana, impedem que babe no sofá. Um bom livro tira meu sono, pois quero devorá-lo e do outro lado, Aninha em busca de solucionar seus problemas de forno. Com o passar dos anos estes se avolumam. Hoje, não me convidem pra nenhuma esbórnia, pois tirei o dia para paparicar quem comigo convive. Daqui sairemos para a reclusão do lar, onde deitadinhos, diante da TV e de leituras variadas, tocaremos o barco. Hoje coloco as leituras e o sono em dia.
2.) ANINHA SE RECUPERANDO DA CIRURGIA E SOB CUIDADOS DESTE DESTRAMBELHADO MAFUENTO
Ela está num quarto, comidinha de hospital, sem poder levantar da cama, eu a rodeando, igual barata tonta. As vezes dou uma dentro, dando comidinha em sua boca, paparicada até não mais poder. Estamos, ela vendo TV, novela velha, "Salve, Jorge" e eu já no segundo livro, "As armas e os barões", do Flávio Moreira da Costa, comendo pra dedéu e aguardando o médico passar. Provavelmente terá alta e penso na melhor maneira de levá-la pra dentro de casa, se nas costas ou mesmo sentada numa cadeira, com quatro a carregando até o 12° andar. Em breve, fagueira e serelepando pra cima pra baixo.
Em tempo: A primeira coisa pedida a mim quando adentrou o quarto na Unimed foi para que, lhe passasse às mãos o controle da TV. Ela ficou com os olhos grudados na telinha e eu em paginas de livros e revistas. Foi uma tarde e tanto.
Ela está num quarto, comidinha de hospital, sem poder levantar da cama, eu a rodeando, igual barata tonta. As vezes dou uma dentro, dando comidinha em sua boca, paparicada até não mais poder. Estamos, ela vendo TV, novela velha, "Salve, Jorge" e eu já no segundo livro, "As armas e os barões", do Flávio Moreira da Costa, comendo pra dedéu e aguardando o médico passar. Provavelmente terá alta e penso na melhor maneira de levá-la pra dentro de casa, se nas costas ou mesmo sentada numa cadeira, com quatro a carregando até o 12° andar. Em breve, fagueira e serelepando pra cima pra baixo.












