sábado, 7 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
MILÃO, AS OLÍMPIADAS DE INVERNO E NÓS DOIS NO MEIO DISTO TUDO
São tantas coisas e tão pouco tempo para escrevinhações, que nos poucos encontrados, a busca por tentar deixar registrado algo significativo disso tudo sendo vivenciado. Só por pode conseguir circular mais uma vez pela cara Europa, reconheço, um baita esforço realizado e sendo concretizado. Vir até aqui pessoalmente conhecer algo do que foi deixado pelos aqui estiveram num passado histórico, ver com os próprios olhos é algo divinal, sem explicações. Ler e ver por imagens pelos neios disponíveis, porém distantes deste contato é bem diferente. Daí, tudo vale a pena, inclusive o cansaço que nos abate após a longa caminhada. Continuar a viagem e seguir o planejado não é algo fácil. Num roteiro com visitas diárias, uma atrás de outra, cidade após cidade, tudo embola na sua cabeça. No momento damos sequência e só depois, quando do retorno, após o descanso necessário, daí sim, poeira assentada, as avaliações da grandiosidade do vivenciado. Estamos na fase de continuação e assim temos pela frente mais alguns dias.
Ontem estávamos em Veneza, lá estivemos com o propósito de conhecer a experiência de uma famoso museu, o de Peggy Guggenheim e sua famosa coleção. Chegar por lá de trem, numa cidade marítima, patrimônio da humanidade e parte dela dentro do braço do mar, já é algo fora do comum. A cidade respira história. Foi uma passagem rápida, inclusive a viagem dentro dos barcos que fazem o transporte coletivo na cidade. Isso é único no mundo, um barco parando em lugares que possibilitem a caminhada por trechos sem água. E as construções todas envolvendo os visitantes. Por lá, uma intensa movimentação contrária a este número avassalador de turistas invadindo seu espaço. Passaram a cobrar uma taxa extra destes e mesmo assim, continuamos a chegar em larga escala. É necessário entender a visão do turista e mais que tudo, a do morador do lugar. Milão sempre viveu do turismo, mas hoje, pelo que vejo, ele precisa ser contido, ou melhor, controlado.
Vejam como se dá as coisas durante uma viagem, quando começo escrevendo de algo e quando me dou conta já estou em outro assunto. Todos são interligados. Deixamos Venezade trem e já aportamos em Milão, em busca de outras experiências. Elas despontam em cada caminhada. O andar de trem, malas pesadas sendo carregadas por diferentes estações ferroviárias é para mim, filho e neto de ferroviários é algo doído, diante do que já tivemos no Brasil de antanho e perdemos, deixamos que o lobby rodoviário, inclusive do seu Franciscato, exterminasse. As estações de trem européias funcionam e quando ocorrem atrasos, avisam pelo autofalante interno do trem da possibilidade de ressarcimento. Descemos na de Milão e o deslumbre se dá no visual. O local é lindo, construído numa época onde ssua existência valorizava a importância do trem para o transporte de passageiros. É além da praticidade ali vivenciada, uma obra de arte.
E caímos em Milão, que exatamente neste momento vive a abertura das Olímpiadas de Inverno, evento visto pelo mundo todo. A cidade está muito policiada e com reflexos disto por todos os lados. Os eventos marcantes da Olimpíada atraem gente do mundo todo e estamos aqui, nesta data por mero acaso. Não viemos pelo evento esportivo, mas ele, por sua grandiosidade, não existe como passar batido, indiferente. Juntamos o que viemos fazer com essa novidade. Sirenes a todos instante com passagem de delegações e autoridades, ruas interditadas e com ela, o acesso para museus. Perdemos uma vista por causa disto, o acesso ao Trienale Milano, com ingresso comprado. Não fomos neste, mas circulamos uma boa parte da tarde pelo belíssimo Castello, uma edificação murada imensa e na parte interna, um parque. Vários acontecimentos olímpicos ali também acontecendo. E depois o passeio pelo parque ao lado. Perde-se de um lado e ganha-se de outro, vantagens e desvantagens de qualquer passeio.
E depois de tudo, o desfrutar do que a cidade lher oferece. Tenho procurado me desligar de tudo o mais, mas no meu caso impossível, pois do outro lado do mundo, o bloco Bauru Sem Tomate é MiXto nos preparativos para mais um ano de apresentação, este ano com "Desde 2013 chinelando com quem pisa no tomate" e eu, um dos seus organizadores, cá estou com o pé em duas canoas e tentando remar ao mesmo tempo para dois lugares. Até o momento, dando tudo certo. Daqui para Paris, a última estada da viagem e depois Bauru e o Tomate. Parar mesmo, só depois do Carnaval, mas na sequência, a finalização de um bonito trabalho de Memória Oral em Tibiriçá, onde reúno depoimentos com personagens do distrito. Minha vida foi e será sempre assim. Se parar, feneço. Daí, sigo sempre em frente, tentando ser, fazer e acontecer. Algumas vezes, consigo...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
DIA DE IR DE FLORENÇA PARA VENEZA - PEQUENAS HISTÓRIAS RECOLHIDAS NAS RUAS - PARTE DOIS
5.) REGISTRANDO GRAFITES PELAS RUASDentre todas as fotos que vou tirando pelas andanças que faço, gosto muito de registrar as dos muitos grafites. Estes representam para mim uma manifestação das mais interessantes e instigantes nas paredes mundo afora. Nelas encontro e tomo conhecimento de muitos artistasd, a maioria anônimos, porém com trabalhos bem direcionados e posicionados. Por aqui não é diferente. Dentre a imensidão de fotos que vou tirando por onde passo, o grafite sempre estará presente. Neste aqui, alguém me informa tratar-se de um artista que, pode ser visto em muitos cantos de paredes, mais precisamente em esquinas e sempre com este óculos, misturando o passado e o presente, numa velada crítica e também, jogando um pouco mais de luz, algo de hoje no ontem. São muitas as manifestações e tento ir entendendo, primeiro a intenção, depois com o tempo, devido a uma atenção maior, consigo até ir identificando nomes famosos. Tem tanta gente hoje famosa tendo começado desta forma, se expressando nasruas. Tem quem critique tudo, misturando as bolas e confundindo estes com a pichação e tascando o pau, simplesmente por fazerem o que fazem em paredes alheias. Eu sei distinguir muito bem um do outro e até na pichação vejo e entendo seu significado, numa grafia muito parecidada mundialmente. Podem ir reparando nas publicações que faço, nos registros aqui deixados, tem muito disso tudo. Eu sempre tentando entender e decifrar as muitas mensagens deixadas pelas paredes. Paro tudo, peço para quem comigo caminhe, que espere um pouquinho, pois não deixo o momento passar, vou lá e clico.
Essa me fez voltar quando da entrada de uma igreja cheia de obras de arte e é a de um cidadão comum, sentado numa marquise, se protegendfo da garoa lá fora e lendo. Adoro encontrar com gente lendo. Isso para mim é muito encantador. Como leio muito, quando me deparo com outros fazendo a mesma coisa, no mínimo já quero ir lá e assuntar do título. No Brasil, infelizmente encontro cada vez menos gente lendo pelas ruas. O que encontro muito - por aqui também - são os com seus celulares nas mãos e com livros mesmo, não tanto como antes. Tenho notado que aqui também tem diminuido o número de livrarias abertas, porém, as que resistem são todas encantadoras. Ah, se soubesse italiano, com certeza, teria problemas mil com minha bagagem, pois certamente ultrapassaria a quantidade máxima de 23k para adentrar o avião sem incorrer em excesso de bagagem. Um luxo ter excesso devido a livros, porém o preço a pagar, como é salgado, melhor se segurar. E dai, quando vi este cidadão, com sua mochilinha e um pacote envolto em plástico, dando um tempo na vida, lendo numa boa, bateu aquela incontrolável vontade de ir lá sentar ao seu lado. Sou puxado para o que ali me trouxe, mas ao registrar me lembrarei dele para sempre.
Talvez poucas pessoas diante de um imensa igreja, recheada de obras de arte, reparem nos confessionários. Eu reparo em todos, mas não encontrei nenhum deles nas andanças por aqui, que estivessem em uso, ou seja, com algum fiel relatando seus pecados aos padres. Eu já fui em alguns destes quando ainda professava a fé católica e em todos, me lebro, ia assustado, pois me diziam teria que contar tudo e receber a penitência. Nunca que iria contar tudo para um padre. Contava algo, mas escondia sempre o mais picante, aquilo que não se conta pra ninguém. E por aqui, vejo confessionários de todas as formas e jeitos, pra todos os gostos e de acordo com a igreja visitada. Num templo grandão, confessionários que são também verdadeiras obras de artes, noutros mais modestos, mas todos presentes. Outro lugar que observo muito são os púlpitos, aquele lugar mais alto de onde o padre falava aos fiéis numa posição elevada, do alto, observando melhor sua platéia. Tem uns muito bonitos por aqui, mas creio, não sejam mais utilizados. Tudo isso faz parte do cenário mínimo de uma igreja católica. Como voraz registrador, vou captando alguns destes. Essa história de confessionário já foi registrado em muitas novelas e filmes, livros idem, com consequências inimagináveis. Imagine alguém com informações confidenciais de uma pessoa, tendo sob seus costados que, não poderia divulgar aquilo para ninguém, porém, como a "carne é fraca", tudo pode acontecer depois do fato revelado.
E por fim, observo muito os moradores em situação de rua. Dizem por aqui, que em sua maioria são imigrantes, porém, observo muitos de cada país também nessa situação. Não quero ficar deitando falação sobre dos motivos, pois cada caso é um caso. O que machuca o ser humano internamente é a situação, eu de um lado conseguindo passear, me divertir e outros tantos nem tendo o que comer, vivendo nas ruas. E aqui, com o agravante deste morador viver sob um clima totalmente desfavorável, frio intenso. Vê-los pelas ruas é pensar nisto tudo. Não dá para ficar indiferente em observar uma pessoa deitada quase que na chuva, enrolada num puído cobertor, no fim de uma escada que me levará para um visita paga dentro de um templo religioso. São estes os tais invisíveis deste mundo. E algo também observado por mim, como alguns de tanta convivência com os pássaros das paraças, principalmente os pombos, convivem com eles numa espécie de congraçamento. Parecem que interagem entre si, se conhecem e dividindo o mesmo espaço, sabem cada qual onde pisam. Fiquei a observar um destes, numa reverência para com os pombos. Queria ter gravado a cena, pois mostra muitos detalhes dessa convivência com tudo o que acontece nos lugares públicos. Ouvir as histórias destes é algo tocante. Observar de longe é uma coisa, se aproximar e estabelecer algum diálogo é outra coisa. Quando posso e consigo, sempre ganho muito, pois cada pessoa, por mais retraida que seja, tem histórias para contar.
Nestes quatro dias em Florença, o que mais fiz foi frequentar banheiros, pois a incontinência urinária anda pegando forte, depois a perdição absoluta que é sair sem rumo numa cidade como essa, fazendo questão de não seguir mapas. Se perder faz parte do negócio. Estive perdido, com um cartão nos bolsos e quando o calo doia, sacava do danado e me orientava. Acabava chegando ao hotel. Tivemos boas histórias, muitas debaixo de garoa por aqui. Nenhuma desagradável. Coisa mais chata e enfadonha é isso de seguir roteiros pré-estabelecidos, indo somente onde guias nos orientam. Quem gosta do ousado, adentra uma viela e segue em frente, sem saber no que vai dar ali na frente.
A cidade de Florença é uma perdição, pois as ruas são foram feitas simetricamente. São tortuosas e quebradiças. Começam aqui, logo ali terminam e desta começa outra, tudo isso sucessivamente. Ou seja, ótima para se perder. Na saída de algum lugar visitado, sendo levado de Uber ou mesmo pelos meios disponíveis, como ônibus ou metrô, o querer voltar caminhando sempre é uma boa aventura. desde que tenha tempo, adorável se perder e depois ir tentando se encontrar. Quando a língua ajuda, ótimo, mas quando se entende pouco, as dificuldades aumentam, junto com outros riscos. Placas indicativas ajudam muito, mas nerm sempre nos remetem a onde desejamos ir. Já segui muitas delas, mas desviado por outros interesses, sou levado para outros cantos.
E, como já disse, nada como se perder. Por aqui, se perder não é perigoso. Não presenciei nada de violência urbana e isso me faz ousar mais. Ouso dentro da medida do possível, pois ter tempo para fazê-lo, para vadiar é uma coisa e ter pouco tempo para fazê-lo é outra. E se perder com garoa nos costados, sacolas às mãos, isso não é lá muit oconfortável. Vivenciamos isso algujmas vezes por aqui e assim pudemos conhecer algo mais, que certamente se voltássemos de uber não o faríamos. Ruar é o mais gostoso de estar numa cidade diferente, ir descobrindo seus cheiros, sentindo com os pés seus detalhes. E o calçamento florentino é quase que em sua maioria constituído de pedras, lindo de ver. Ando bem nelas, sem percalços, mas quem possui alguma restrição neste sentido, sofre muito. O principal sofrimento é deixar de se perder pelos descaminhos possibilitados por um lugar como este.
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| Se perder por aí, virar uma esquina qualquer e seguir em frente, eis a alma do negócio. |
DIA DE IR DE FLORENÇA PARA VENEZA - PEQUENAS HISTÓRIAS RECOLHIDAS NAS RUAS
01.) UM PERUZZI, MUITO PRÓXIMO DE "PERAZZI"Certa feita, muitos anos atrás, localizei gente dos PERAZZI na Itália. Escrevi para eles e recebi de volta um catálogo do que fabricavam. Eram armadores, mas armas antigas, escopetas e afins, mais para guardar como recordação. Lindo catálogo. Nunca mais tive nenhum contato com ninguém na Itália com o sobrenome idêntico ao meu. Sei que alguns dos meus antepassados, parte de minha mãe, vieram da Itália. Nunca fui atrás de levantar a árvore genealógica. Meu irmão Edson tentou algo neste sentido, mas por falta de tempo, parou. Agora, aqui nas ruas molhadas de Florença - não pára de chover, leve garoa, mas incessante -, vejo essa loja com algo bem próximo. Não entro, pois sem tempo para especulações e ciente de que, pelo visto uma franquia ou mesmo filial, nada encontraria de concreto. Segui em frente, mas tiro a foto e sei, viemos os Perazzi de algum canto da Itália. Minha tia de segundo grau, Norma, aeromoça das antigas, aqui se estabeleceu e vive até hoje. Perdi o contato. Quando me perguntam de que região são os Perazzi, desconverso, pois nada sei, porém quando me deparo com algo próximo, a memória é reativada, ao menos por instantes. Este elo de ligação, para mim está perdido. Toco meu barco com os que conheço, Perazzi's ou mesmo os Aquino's. Vida que segue.
02.) O JORDANIANO E MEU NOVO CINTOMe desfaço de um cinto velho segurando minhas calças nas ruas molhadas de Florença. Compro um novo, 20 euros e junto um avental com o pinto do David, que levo para Bauru e nem sei o usarei. Compramos coisinha por serem vistosas, porém, a relegamos depois a permanecerem penduradas num canto qualquer da casa. Escrevia do cinto. Um simpático jordaniano me atende, corta a mesma, por ser grande demais e faz novos furos, tudo ali na rua. Um camelô ao estilo florentino, barraca como algumas que vejo no Brasil, atuando para um comerciante que os coloca nas ruas, tendo várias delas e o imigrante fica ali, exposto ao sol e chuva. Diz ganhar bem, pois já tem 20 anos de Itália. Conta histórias para mim do rei da Jordânia, traduzidas pela Ana Bia, que fez curso intensivo para aprender algo do italiano. Eu já nem gtento mais, pois meu chips, pelo visto não comporta mais comnhecimentos novos. Nem os velhos ele mantém guardados certos detalhes, quanto mais um novo. Gosto mesmo da conversa e da simpatia do jordaniano, que na sequência me apresenta um outro igual a ele, este também com quase 20 anos na cidade, advindo de Volta Redonda, portanto, faz questão de me ressaltar, "não sou carioca, sou fluminense". Prolongo a conversa na única língua que sei me comunicar a contento. Um brasileiro quando passa muito tempo fora de seu país, pelos menos em alguns que aqui contatei, falam em voltar, mas estão numa outra, vivenciaram algo bem diferente da vida no país nativo. Não sei explicar isso, mas neste, observei como possui um certo desdém do lugar onde veio, talvez meio de retroceder. Na vida, somos assim, caminhamos para lugares nunca dantes navegados e quando o fazemos, morremos de medo de voltar para trás. Meu novo cinto está firme na minha cintura e dele, toda vez que o ajustar nas calças que estarei vestindo, me lembrarei da fisionomia do jordaniano a me dizer: "Para mim foi muito bom ter saído do lugar de onde vim. Aqui conquistei algo mais".
Estávamos em dois casais e batendo perna pela cidade, logo depois da saída de um dos museus, chovia e numa das esquinas nos deparamos com uma das casas com culinária das mais conhecidas por aqui, a TRIPPA E LAMPREDOTTO DA VINATTIERI. Este nosso casal de amigos moram por aqui há alguns anos, portanto estava nos ciceroneando pelas vielas todas fora do padrão, nada simetricas. Ele havia me falado das maravilhas de comer algo bem próximo da dobradinha brasileira e aqui com este nome, "lampredotto". Na verdade, na panela lá do Vinattieri estavam as tripas de porcos e vaca, algo bem ao estilo do que já conhecemos muito bem no Brasil, que no Nordeste recebe o pomposo nome de buchada de bode.
As mulheres passaram ao largo, viraram o rosto, mas eu e o amigo caímos de boca. Tudo já estava mais ou menos pronto numa grande panela, fumacinha e cheiro bem à mostra. O atendente, que não sei se é o tal do Vinattieri, cortou no meio um imenso pão italiano, fofeou o meio e tascou o grude. Depois colocou numa prensa quente e serviu pelando de quente. Esperamos um tempinho para a fervura diminuir a caloria e mandamos ver. Comemos com gosto. A diferença que senti de algo feito lá no Brasil para essa é o tempero. Aqui o italiano e lá, o nosso. Foi algo para sujar a barba. O lugar é apertado, modesto, mas não param de chegar pedidos e não de turistas, mas de locais, diria mesmo de trabalhadores, ao estilo daqueles que no Brasil andam com aqueles caixotes às costas.
Sinceramente, gostei. Pode não ser uma sumidade culinária, pois segundo ouço deste amigo aqui residente, este tal de lampredotto pode ser comparado com a história da feijoada, quando os negros comiam o que sobravam, os restos dos animais e daí, com isso, jogaram tudo nas panelas e deu na iguaria hoje refinada da feijoada. Por aqui, algo parecido, quando os mais abastados comiam o filé sobrando para a patuléia o restolho, que jogado na panela, hoje se transformou numa iguaria muitoi procurada. Ana e a esposa do meu amigo, ficaram promegtendo que naquele dia não mais nos beijariam, mas isso peredurou pouco. Logo na frente, querendo resolver a questão, inventamos de parar num Starbuck, só para fazer xixi e, é claro, lavar o rosto, no meu caso a barbicha branca, toda com aquele sabor do outro mundo. Essa a história de como acabei provando a tal da dobradinha aqui dos florentinos.
OBS.: Estes relatos continuam, mas num outro post amanhã.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
AS VELHAS QUESTÕES QUE TODOS PERGUNTAM: MAS POR QUE NAS ESTÁTUAS SÓ MOSTRAM O SEXO MASCULINO E A FEMININA ESTÁ OCULTA?Fui em busca de quem pudesse me esclarecer com maior profundidade. Eu supostamente acreditava ser fruto de uma espécie de machismo da época, guardado todas a enorme diferenciação existente entre quanto foram feitas e o tempo presente. Enfim, o homem continua sendo o condutor, não só da História da Humanidade, como a sua versão é a que vingou ao longo do tempo. Se o homem decide, ele impôs que assim fosse feito, o falo masculino está presente na imensa maioria das estátuas e em nenhuma delas, a genitália feminina. No lugar da vagina, uma superfície lisa. E daí, essa pergunta atravessa os séculos e quando fui questionar a professora carioca de História da Arte, Ana Maria Rebello, ela antes de me dar uma aula sobre o assunto, me disse: "Essa pergunta todos os alunos sempre me fizeram".
"Henrique, eu costumava mostrar para meus alunos que essa questão tem várias perspectivas. Você pode olhar por diversos pontos de vista. Trata-se de uma construção histórica e cultural. Em cada época, em cada sociedade você tem um olhar, uma compreensão, que vai se atualizando a cada geração. Essa época que você me pergunta, o Renascimento, já tinha passado pela Idade Média. Já tinha tido também uma influência muito grande da religião, do Cristianismo nos costumes. O mecenato renascentista estava ligado a uma esfera de poder e uma das coisas que o Michel Foucault fala da história da Sexualidade, com a visão dele, é que as estruturas do poder também tem uma influência muito grande e havia por parte dos mecenas algumas exigências quando os artistas faziam as obras encomendadas por eles. E quando se tratava de Mitologia havia uma pequena liberdade para se criar os corpos. é claro que os atributos masculinos tem a ver como a sexualidade era narrada pela própria mitologia. O fauno é fauno, a gente sabe. Os artistas se sentiam um pouco mais livres para mostrar isso. Com relação à mulher, o Cristianismo fez com que, a maneira como fosse tratada a imagem feminina, bem mais discreta. Os artistas não podiam ultrapassar muito os limites dessa representação. No máximo seios à mostra, as formas dos corpos insinuada sob tecidos muito leves, transparentes, mas nunca uma exposição exagerada. Isso tem a ver com tudo, com o controle social, do poder, da entrada dos valores cristão. Esses mecenas patrocinavam inclusive obras para as igrejas. Nas igrejas tudo era muito mais controlado".
Ela me diz mais e aqui compartilho, enfim, seus alunos perguntavam muito disso: "Alunos querem saber de tudo. Eles nos pergutam porque é uma coisa que diz muito para eles, em relação às mudanças do olhar pra sexuaalidade que a gente está tendo na atualidade. A gente olha para essas imagens com os olhos do nosso momento atual, mas a gente tem que pensar que aquilo foi construído dentro de um outro contexto, outros olhares, outras necessidades, outros controles. O artista não podia simplesmente fazer o que ele queria. Realmente ele tinha limites. Todas as representações da arte, seja ela institucionalizada, qualquer forma, está ligado ao contexto cultural da época com que aquele artista pertence. E ele ao expressar-se expressa aquilo que vive no tempo em que está. Ele também expressa um pouco dele próprio. Isso da beleza dos corpos, do trazer de volta o classismo da Grécia, que havia uma correção na apresentação da anatomia, porém idealizada. O Renascimento procura tratar os corpos com uma realidade mais cuidada, mas ainda idealiza, embelezam, porque era essa a forma de reitenpretar o classicismo que os artistas do período incorporam. Esse assunto é pano pra manga, tenhho muito o que te explicar sobre este assunto e se quiser, me ligue com tempo e ficaremos horas neste debate".
Ana Rebello sabe tudo e me elucidaria muito os questionamentos. Perguntei mais, sobre os corpos esbeltos retratados, se representavam a realidade dos fatos. E sobre a explícita homossexualidade da mitologia grega, evidente nas imagens das estátuas. Enfim, os gregos adoravam seus corpos e assim se expressavam. Tá tudo isso muito bem exposto em obras fantásticas, atravessando séculos. Tive o prazer de ver muitas delas e isso tudo me encanta, me faz querer saber mais. No retorno vou prosear longamente com ela e depois volto ao assunto por aqui.
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| PINTO DO DAVI ESTÁ TAMBÉM NOS AVENTAIS DE COZINHEIROS |
pra não dizer que não falei do Carnaval do Tomate em Bauru
TOMATE ESQUENTANDO OS TAMBORINS PARA MAIS UMA SONORA CHINELADA NO CARNAVALQue a situação está fora de controle pelas ações intempestivas de Donal Trump ninguém tem mais dúvidas e aqui na terrinha varonil do sanduíche, mesmo tendo conseguido sua reeleição, a alcaide Suéllen Rosin possui uma somatória de ações que a mantém sob o fio da navalha. Ou seja, mantém junto com 17 vereadores, fazendo e acontecendo em investidas preocupantes para o destino da cidade de Bauru. A última é este direcionamento para manter o Plano Diretor atrelado a interesses imobiliários, algo não só incompreensível como preocupante. Diante destes dois personagens, o intrépido, burlesco, farsesco e algumas vezes carnavalesco BAURU SEM TOMATE É MIXTO promove sua 14º descida do Calçadão no Carnaval no "DESDE 2013 CHINELANDO COM PISA NO TOMATE", uma união entre a festa carnavalesca e um sério momento de denúncia do que estão a fazer com Bauru e com o mundo.
Chinelando, estaremos homenageando o original CHINELO, Antonio Pedroso Jr como nosso MUSO 2026, pois para fazer uso de um incisivpchinelo, nçao existia ninguém igual. Chinelo com certeza aprovaria a entrega do Prêmio DESATENÇÃO 2026 para a Família ROSIN, todos eles, os que aqui chegaram e se encastelaram, com igreja e tudo, até hacker e agora querem mandatos no Congresso Nacional e Alesp, tudo com as benções de 17 sombras, os vereadores que lhe dão sustentação.
Tomatear é carnavalizar a vida, porém de forma consciente, denunciando as mazelas desta cidade e de tudo o mais. Este o motivo de estarmos nas ruas há exatos 14 anos. E para tanto contamos, neste ano com os músicos da Escola de Samba Estação Primeiro de Agosto, do querido Tobias Terceiro, dando o toque que necessitamos para não deixar a peteca cair. Nossa marchinha/samba deste ano conta com a presença ilustre do casal Kátia Machado e Nél Marques, numa letra picante, ousada e a demonstrar claramente dos motivos pelos quais estamos nas ruas.
Junte tudo isto e venha conosco, sábado, 14/2, concentração na praça Rui Barbosa a partir das 11h, com alguma falação reverenciando positivamente o CHINELO e negativamente a FAMÍLIA ROSIN, com descida marcada para acontecer 12h, pelo Calçadão. Nossas camisetas, este ano contando novamente com o traço de FAUSTO BERBOCCE continuam sendo vendidas por R$ 50, preço normal e R$ 70 para apoiadores. Contatem VALQUIRIA VERA CORREA, pelo fone whatts PIX 14.996313102 e colabore com o Tomate. Somos assim mesmo, a gente "FAZ FESTA, MAS TÁ PUTO DA VIDA".
Junte-se a nós. Vamos...
HPA, pelos tomateiros de plantão...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
EM DIA DE TANTA CORRERIA A ESCREVINHAÇÃO FICA PREJUDICADA
DIA DE VISITA MUSEUS EM FLORENÇA (1): GALLERIE DEGLI UFFIZI - MICHELANGELLO, LEONARDO, RAFAEL E BOTTICELLIDIA DE VISITA MUSEUS EM FLORENÇA (2): E FICAMOS PAQUERANDO "DAVI" NA ACCADEMIA GALERIA ARTE
DIA VISITA MUSEUS EM FLORENÇA (3): DUOMO E OPERA DI SANTA MARIA DE FIORE
Só de estar aqui em Florença, Itália, estadia de quatro dias, uma das tantas cidades respirando Cultura por todos os poros, parar e querer ficar escrevinhando algo longo é meio que impensável. Ou escrevo ou vou pras tantas atividades marcadas e já agendadas. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Eu, como sabem, gosto de escrever, mas tem dias onde a escrevinhação fica por conta das fotos que tiro. Elas dizem muito e neste momento, dizem tudo. Assimilo tudo o que vejo em cada virada de esquina e com tudo isso destro da cachola, espero que, lá na frente, já em casa, escreva melhor sobre tudo isso. Por aqui, faço o que posso. E sigo em frente, pois a jornada por aqui ainda não terminou.
DAS CHINELADAS DO BLOCO DO TOMATE EM 2026
O maior medo de Donald Trump, segundoa sua sobrinha psicóloga Mary L. Trump:
"Diante da tempestade perfeita de sua incompetência, declínio crescente em diversas áreas (psicológica, cognitiva e física), e a sensação de estar perdendo o controle — de si mesmo e da narrativa — e o desespero que isso traz, era talvez inevitável que a humilhação o perseguisse a cada passo”, disse Mary L. Trump sobre o tio.
“Ele se humilha quase diariamente e, frequentemente, das maneiras mais públicas imagináveis. Parece uma espécie de justiça poética cósmica.”
Mary segue em sua análise. “Não precisamos de mais provas de que Donald é um homem com graves distúrbios psiquiátricos, mas, se precisássemos, mais evidências poderiam ser encontradas diariamente em seus acessos de raiva, sua hipersonia, sua alarmante falta de controle dos impulsos e sua crescente e evidente perversidade e corrupção”, pontua.
“Mais importante ainda, a resposta do Partido Republicano e de outras forças obscuras na América é que se mostra mais relevante e diagnóstica. Donald Trump ameaça desmantelar as instituições e a governança americanas e, com sua retórica belicosa e ameaças aos nossos aliados, destruir a ordem pós-Segunda Guerra Mundial.
O silêncio dos cúmplices de Donald Trump equivale à cumplicidade. Sua dedicação inabalável a um lunático e a uma agenda que ameaça desestabilizar os Estados Unidos, tanto interna quanto internacionalmente, revela tudo o que precisamos saber sobre o que estamos combatendo e contra quem precisamos travar essa luta".
“Deixando de lado a humilhação dos Estados Unidos, o que vimos em Davos foi o crescente reconhecimento, entre os líderes da UE e outros aliados, de que uma linha vermelha foi cruzada. Como disse sucintamente o primeiro-ministro belga, Bart De Wever: ‘Um país da OTAN está ameaçando outro país da OTAN com uma invasão militar'”, aponta.
"Diante da tempestade perfeita de sua incompetência, declínio crescente em diversas áreas (psicológica, cognitiva e física), e a sensação de estar perdendo o controle — de si mesmo e da narrativa — e o desespero que isso traz, era talvez inevitável que a humilhação o perseguisse a cada passo”, disse Mary L. Trump sobre o tio.
“Ele se humilha quase diariamente e, frequentemente, das maneiras mais públicas imagináveis. Parece uma espécie de justiça poética cósmica.”
Mary segue em sua análise. “Não precisamos de mais provas de que Donald é um homem com graves distúrbios psiquiátricos, mas, se precisássemos, mais evidências poderiam ser encontradas diariamente em seus acessos de raiva, sua hipersonia, sua alarmante falta de controle dos impulsos e sua crescente e evidente perversidade e corrupção”, pontua.
“Mais importante ainda, a resposta do Partido Republicano e de outras forças obscuras na América é que se mostra mais relevante e diagnóstica. Donald Trump ameaça desmantelar as instituições e a governança americanas e, com sua retórica belicosa e ameaças aos nossos aliados, destruir a ordem pós-Segunda Guerra Mundial.
O silêncio dos cúmplices de Donald Trump equivale à cumplicidade. Sua dedicação inabalável a um lunático e a uma agenda que ameaça desestabilizar os Estados Unidos, tanto interna quanto internacionalmente, revela tudo o que precisamos saber sobre o que estamos combatendo e contra quem precisamos travar essa luta".
“Deixando de lado a humilhação dos Estados Unidos, o que vimos em Davos foi o crescente reconhecimento, entre os líderes da UE e outros aliados, de que uma linha vermelha foi cruzada. Como disse sucintamente o primeiro-ministro belga, Bart De Wever: ‘Um país da OTAN está ameaçando outro país da OTAN com uma invasão militar'”, aponta.
Entendam os Privilégios criados para Poucos e as injustiças IMPOSTAS para a MAIORIA da população no Plano Diretor de Bauru.
O que é o Coeficiente de Aproveitamento 3 cedido pela FIPE e Prefeitura para quem já tem privilégio e o 1, 1,5 para as periferias, já segregadas e que para se desenvolver terão que pagar muito mais.
OFICIALIZARAM O APHARTEID SOCIAL. OS VEREADORES TEM OBRIGAÇÕES DE CORRIGIREM ESTAS INJUSTIÇAS E COBRAREM AS CONTRAPARTIDAS CORRETAS PARA TERMOS UMA CIDADE MAIS JUSTA E COM DISTRIBUIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO.
Isaias 10:1-2.
Ai daqueles que fazem leis injustas e decretos opressores aos mais humildes do meu povo.
Urbanista e Prof. José Xaides, Coordenador dos diversos Planos de Iniciativas Populares protocolados para debate do Executivo e Legislativo no Plano Diretor De Bauru.
O que é o Coeficiente de Aproveitamento 3 cedido pela FIPE e Prefeitura para quem já tem privilégio e o 1, 1,5 para as periferias, já segregadas e que para se desenvolver terão que pagar muito mais.
OFICIALIZARAM O APHARTEID SOCIAL. OS VEREADORES TEM OBRIGAÇÕES DE CORRIGIREM ESTAS INJUSTIÇAS E COBRAREM AS CONTRAPARTIDAS CORRETAS PARA TERMOS UMA CIDADE MAIS JUSTA E COM DISTRIBUIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO.
Isaias 10:1-2.
Ai daqueles que fazem leis injustas e decretos opressores aos mais humildes do meu povo.
Urbanista e Prof. José Xaides, Coordenador dos diversos Planos de Iniciativas Populares protocolados para debate do Executivo e Legislativo no Plano Diretor De Bauru.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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