Essa história merece um registro um tanto diferente e aqui o conto com a profundidade (ui!) de algo vivenciado, procurando entender todo seu significado. Eu, como todos que me acompanham sabem muito bem, sou petista, mas à moda antiga, destes realmente acreditando nas pessoas, se situando ao lado de um grupo delas, sempre no mesmo caminho e ideal de luta. Todos sabemos que, mesmo dentro do partido no qual militamos e acreditamos, nem tudo acontece da melhor forma possível. Daí, nada como seguir agrupado com quem realmente coaduna com o seu ideal de luta. Faço isso e assim não me decepciono. Podemos não constituir a maioria dentro do partido, mas de tudo, nunca me verão unidos a quem pisa no tomate e faz acordos com a parte contrária.
Este meu jeito e modo de militar. Hoje, diante desta declarada guerra nas ruas, me encontro dentro da trincheira de luta onde o ideal é eleger Haddad governador, sacando o vendilhão e sacana Tarcísio do poder. Mais que tudo, se faz mais do que necessário reeleger Lula presidente da República. Essas duas lutas me envolvem dos pés à cabeça pelos próximos dois meses. Quando me envolvo nessas duas lutas, penso primeiro no país que temos e no que queremos. Não podemos esmorecer e nem claudicar. Engulo meus sapos e muitos deles irei desdizer mais adiante, quando tudo isso passar e conseguirmos baixar a bola dessa extrema direita nos calcanhares da democracia brasileira.
Isso é uma coisa e outra foi o que fiz questão de estar ontem, me juntando ao ato em torno de um dos nomes mais atuantes hoje dentro da Câmara Federal dos Deputados, o de ERIKA HILTON, do PSOL. Quem a conhece e acompanha, difícil se manter indiferente e até contido. Quem já teve o prazer de dar aquela parada e ouvir um de seus pronunciamentos, prestando bem a atenção, uma só certeza, a de estar diante de algo novo, arrebatador. Eu já me encantei com muitos políticos e muitos deles sigo confiando meu voto e admiração, pois quando percebo uma retidão de atuação e interesses, presto meu reconhecimento desta forma e jeito, escrevinhando e sempre que posso, estando junto.
Dentro da guerra instalada nessa eleição, faltando poucos dias para a liberação da campanha eleitoral nas ruas, quem passa por Bauru na noite desta quinta, 13/8, dia dos 100 anos do nascimento de Fidel Castro é ERIKA HILTON. Ela chega trazida por organismos ligados à CUT - Central Unica dos Trabalhadores e muitas instituições ligadas à movimentos populares e, principalmente, à causa LGBT. E o lugar escolhido para seu contato com Bauru, não poderia ser mais significativo, o Ginásio Guilhermão, dentro do Campus da Unesp. Este mesmo campus, pouco mais de um mês atrás não autorizou a fala de Fernando Haddad, quando de sua passagem pela cidade, tendo este que falar em outro espaço, porém desta feita, peitou tudo o mais e ERIKA ali se apresentou.
O horário marcado para tudo ter início foi 19h e mesmo chegando, quinze minutos antes, tudo já estava devidamente lotado, ou melhor dizendo, abarrotado. Não existe como negar, a pessoa e tudo o que personifica ERIKA hoje é altamente contagiante, principalmente para o público jovem e quem não está ligado nisto tudo que está em curso e acontecendo, está ficando para trás, perdendo não só o bonde da história, como se mantendo com um discurso ultrapassado e sem atingir as massas. O vislumbrado por quem esteve presente no Guilhermão na noite desta quinta é uma amostragem bem nítida de como se faz para atingir um objetivo, sem se vergar, sem ter que modificar seu ideal de luta, porém, se adequando aos novos tempos. Toda a organização, com os tantos grupos envolvidos no evento em Bauru deram uma demonstração de, ao modo e jeito deles, um jeito bem peculiar e prático de chegar lá, ser ouvido, entendido, passar a mensagem e deixar todos satisfeitos, gente que como eu, tínhamos a certeza de na saída, estar recarregado para tudo o que ainda virá pela frente nas próximas semanas.
A construção do ato tem muito da cara atual do PSOL e na junção com o essa junção por Lula e Haddad, algo feito em conjunto, pensando seriamente no país que temos e o que queremos. A maioria do público presente era constituída de estudantes e muito além do meramente LGBT. Fiquei imensamente feliz por ver todos estes por lá e assim de soslaio vislumbrei algo novo despontando no ar, o surgimento de lideranças trans de muitas cidades do interior, todas dispostas a na próxima eleição municipal, disputar uma cadeira no Legislativo de suas cidades. Só para situar, dois exemplos marcantes, Pederneiras e Arealva. Isso, para mim, vai dar uma oxigenada em muitas Casas Legislativas por aí, como já vejo ocorrendo país afora. ERIKA tem muita responsabilidade nisso tudo.
E por fim, depois de todas as falas e participações, quando o microfone é entregue para ele, algo do que ainda não foi devidamente entendido por muitos políticos, muitos destes ligados ao expectro da esquerda. ERIKA não é só um fenômeno visual e do universo represerntado por ser uma melher trans, mas muito mais que isso. Ela está encabeçando uma alteração abrupta - e também necessária - no modo de fazer política e de fazer a mensagem chegar ao povo, eleitor e tudo o mais. Primeiro, sua atuação é impecável, depois ela pela sinceridade, objetividade e clareza no que diz e propõe, o jeito como trata o semelhante diante de si, diz muito de como falta muito na maioria dos políticos atuais. Ela veio aqui, ainda não para fazer campanha política, pois essa se inicia de fato no próximo domingo, 16/8, mas sim para falar sobre a Escala 6 x 1. Ela até fala disso, mas fala muito mais, ou seja, de tudo e muito mais, sempre com muita sensibilidade e sapiência, política e com uma vivência pessoal, de quem soube de fato extrair tudo o que a vida lhe proporcionou.
ERIKA é para mim hoje uma dessas políticas, não só de futuro, mas pela qual, devemos realmente prestar mais atenção. Ela cai como uma luva para, exatamente neste momento, façamos aquilo que todo ser humano precisa uma hora colocar em prática, o de dar um breque, ver o que está fazendo, como faz e sem alterar radicalmente, procurar entender de fato o que desponta destes novos tempos, a voz das ruas e não insistir em algo com uma roupagem mais antiga, uma pegada não mais atraindo como dantes. Ela nos ensina um caminhar um tanto diferente e quem não estiver atento, prestar atenção no que está sendo demonstrado, a tendência é ser atropelado pelo trator da História e depois, mesmo se queixando ao bispo, o carro já passou, a água já passou debaixo da ponte.
Eu fui lá no Guilhermão, me juntei a gente querida, conversei com quem pude, assuntei tudo dentro de minhas possibilidades e além de sair de lá recarregado, creio ter conseguido extrair o principal do evento, o néctar de tudo: este é um baita caminho, o de estar inserido em como fazer chegar a mensagem dessa necessária mudança, se utilizando de um discurso e prática, os dois muito bem alinhados, assim tocando um número cada vez maior de pessoas. Saio de lá com a certeza de que, ela está no caminho certo e errado está quem ainda não entendeu isso, não alterou sua rota. Se manter na lida e luta, porém, desflaudando uma bandeira com discursos que não mais atendem e nem chegam para todos é algo como perder tempo, falar para as paredes. O que vi ali acontecer no Guilhermão me abriu muito os olhos para tudo o mais que temos pela frente. Ela encontrou um caminho e além do encantamento, se faz necessário sair dali e colocá-lo em prática. Se já gostava dela, em todos os sentidos e meios, agora, ela é também um guia louvável para estarmos novamente nos fazendo entender quando nos dirigindo para essa imensidão hoje um tanto distante. ERIKA É DEZ.
Eis o que consegui gravar dela, um pequeno trecho de sua fala inicial no Guilhermão, onde por fim, falou por quase uma hora, com todos em estado de êxtase: https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/videos/927304190423677





























.jpg)

.jpg)












