quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MÚSICA (264)


"PEGA NA MENTIRA, CORTA O RABO DELA, PISA EM CIMA"
Aqui confesso, gosto mais de ERASMO CARLOS, do que de ROBERTO CARLOS, ambos autores da canção hoje aqui compartilhada, a famosa "PEGA NA MENTIRA". Ela foi escolhida à dedo para este dia, justamente porque ontem, o ministro André Mendonça, o sentado em cima da abertura de processo contra Flavio Bolsonaro, tenta incriminar o colega Alexandre de Mores por vinculação com o banqueiro falido e bandido preso Daniel Vorcaro. Foi a comoção nacional do dia, só que nem bem passadas 24h, veio à tona revelações de que, ele também, o até então impoluto, tinha ganho um terninho de R$ 100 pilas, exatamente do Vorcaro. Ou seja, foi pego com a mão na botija, mentiroso e, mais que isso, perigoso, pois atua no tribunal, justamente julgando crimes vorcarianos, porém, recebeu benesses deste. Como pode? Só mesmo ouvindo ERASMO cantando em alto e bom som a tal canção. Está no LP "MULHER", selo Polydor, 1981. Cai como uma luva para o dia de hoje.

Eis Erasmo cantando, como se fosse para André Mendonça:
https://www.youtube.com/watch?v=z46-0ItuN5g


Zico tá no Vasco, com Pelé/ Minas importou do Rio, a maré/ Beijei o beijoqueiro na televisão/ Acabou-se a inflação/ Barato é o marido da barata/ Amazônia preza a sua mata/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Já gravei um disco voador/ Disse a Castro Alves seu valor/ Em Copacabana não tem argentino/ Sou mais moço que um menino/ Vi papai Noel numa favela/ O Brasil não gosta de novela/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira
Sônia Braga é feia, não é boa/ Já não morre peixe, na lagoa/ Passa todo mundo no vestibular/ O amor vai se acabar/ Carnaval agora é um dia só/ Sem censura e guaraná em pó/ Pó, pó, pó/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima/ Bate nela, pega na mentira/ Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima

NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO
O ministro do STF, André Mendonça, o também denominado "terrivelmente evangélico" possui passagem não tão propositiva por Bauru. Foi aluno e, posteriormente, como professor do programa de mestrado e doutorado em Direito na Instituição Toledo de Ensino (ITE) em Bauru. Como aluno, não tenho informações, mas como professor, os comentários é que deixou muito a desejar. Já com compromissos assumidos com o desGoverno de Jair Bolsonaro, desprezava o curso e aparecia só quando queria, ou seja, quase nunca. Tudo tolerado pela direção, que nunca lhe chamou a atenção pelos atrasos nos compromissos assumidos. A direção da ITE, tão conservadora como ele, se fingia de morta e permitia as faltas e os atrasos nos trabalhos. Foi-se este tempo, enfim, ele a seguir foi o primeiro indicado pelo ex-presidente, hoje presidiário Jair Bolsonaro, aprovado como ministro no STF. A mais alta Casa das Leis, última instância de recursos jurídicos para muitos, não o recebeu bem, pois mesmo conservadora, ele representava, sem nunca esconder isso, estar ali para simplesmente exercer o direito de voto, sempre pendendo para os interesses bolsonaristas. 

Isso não é mais novidade para ninguém. Enquanto Xandão, o ministro Alexandre de Moares representou algo de vital importância para a manutenção do Estado de Direito neste país, algo inquestionável, tanto que, gerou o ódio quase mortal dos bolsonaristas. Xandão ali chegou durante o desGoverno do golpista Michael Temer e causou muita desconfiança no início, porém, cumpriu papel exemplar, com mão de ferro, dentro do prescrito pela legislação e não permitiu que os golpistas virassem a mesa e conqusitassem o poder. Parte do país, os sensatos souberam lhe reconhcer isso. E, em todas as oportunidades de confronto, ele e André Mendonça trocaram farpas, muitas públicas. Ambos caíram nas graças de segmentos opostos deste país. Xandão, com galhardia, aniquilou a fama anterior e passou a ser paparicado como uma espécie de "salvador da Pátria", enquanto Mendonça, junto de outro aprovado no mesmo período do Seu Jair, Nunes Marques, representavam o pior do conservadorismo, também aliado ao fundamentalismo religioso neopentecostal.

Por uma dessas horrorosas coincidências do destino, coube a André Mendonça, dentro da sequência natural de rodízio dos magistrados, ser o homem forte, o que determina a última palavra nessa eleição, justamente a ocorrendo no momento em que o Brasil, passa por um momento crucial, o do avanço desmedido do fascismo. O fascismo tem nome e sobrenome hoje, com a extrema-direita sendo capitaneada pelos bolsonaristas. Assim sendo, alguns bobocas ainda esperavam que, Mendonça tivesse atitudes dentro das "quatro linhas", ou seja, dentro do que prescreve a legislação vigente. Ele, o que decide com a instauração de processos e outros  procedimentos dos presidenciáveis. Flávio Bolsonaro, candidato da extrema-direita possui ficha corrida extensa e neste momento, além de todo um passado muito condenável, recebeu uma grana altíssima advinda do Banco Master, do indefectível Daniel Vorcaro. Mendonça finge nada existir contra ele, mas pega no pé do filho do presidente Lula, esse com meras ilações, algo dito por alguém. 

Estava mais do que claro, em curso uma nova Lava Jato, quanto tentariam novamente incriminar injustamente Lula e dou outro lado, quem possui extensa folha corrida de irregularidades, no caso Flávio Bolsonaro, continuava isento de ser investigado. E agora, meros trinta dias para o pleito, com a improbabilidade de uma nova facada para reverter o curso eleitoral, algo precisava acontecer. Justamente no dia em que a revista Piauí ia às bancas com reprotagem, cheia de ricos detalhes, comprovando Flávio ter recebido muito mais de tudo o que já foi anunciado, advindo de Vorcaro, o que causariua mais estragos na campanha já combalida, só mesmo um fato novo e grandioso para tentar alterar o rumo do iminente desastre. É sabido que, ministros do STF não investigam e sim, julgam. Mendonça despreza o rito e jogar merda no ventilador, pedindo cassação de André Mendonça, pelo fato de gravações, onde supostamente ele e escritório de advocacia de sua esposa, teriam não só conversado, como recebido alguns zilhões do tal Vorcaro/Master. 

O procedimento pode ter sido fora dos padrões, mas o estrago estava feito e ia conseguindo atingir seu objetivo, melando os processos do Master e alvancando a campanha de Flávio. Na verdade, o governo Lula não tem nada a ver com a dinheirama recebida por quem quer que seja do Master, mas o bolsonarismo usará isso, com apoio da mídia nativa, fazendo crear aos seus que, mesmo Flávio tendo recebido alta grana advinda de dinheiro sujo, por Xandão também tendo recebido, este seria representante do lulismo. Nada a ver, mas é essa a artimanha. Uma cartada de altíssimo risco. O STF já reagiu e o processo de cassação do Xandão não deve acontecer, ainda mais porque, nada como um dia após o outro. Na manhã de hoje, num cenário preocupante para o lado do Xandão, eis que pipocam gravações de visita do ministro Mendonça com Vorcaro e até um terno ganho de um chique alfaiate paulistano. 

Ou seja, se um conversou, o outro também. Se um recebeu grana de forma irregular, pelo que se percebe, a história do terno é uma espécie de fio de um novelo a ser puxado, dissecado. Se Xandão deve ser afastado, pelo anunciado ontem, o mesmo deve ocorrer com Mendonça, pelo anunciado hoje. Muita água vai passar por debaixo dessa ponte e, como já se prenunciava, o país está se deparando com uma guerra sem precedentes, já em curso e daqui por diante, a cada dia, um novo capítulo. Mendonça estará sob forte pressão para tomar providências com relação aos fatos já comprovados de irregularidades com relação a Flávio Bolsonaro. Ambos estão, desde já, sob suspeita e sob os olhares da nação. Está estabelecida, desde já, uma queda de braços. Muito barulho neste segundo dia da contenda dentro do STF. O que parecia irreversível ontem, hoje já não o é com a mesma intensidade. Na verdade mesmo, tem um jogo muito sujo sendo tramado nos bastidores de todas essas ocorrências e revelações. Desbaratar isso é tambpem salvar o país de ser entregue nas mãos de um cruel e insano fascismo. E mais, se fizeram isso neste momento, aguardem mais, pois para não perder essa eleição, estarão dispostos a fazer muito mais. 

Não tenho bola de cristal para prescrever o que acontecerá daqui por diante. Torço muito para Lula vencer o pleito presidencial, Haddad o do governo paulista, assim como renovarmos totalmente o Congresso Nacional, mas como sei, o país continua muito conservador e se deixando levar, principalmente quem não tem muito claro o que de fato está em curso, por essa onde perversa de fake news, algo ainda sem controle. Estes próximos trinta dias serão muito mais do que intensos. Eu acredito que, Lula irá vencer, mas tudo o mais será só conquistado debaixo de intensa luta. E quem não lutar, deixando a banda passar só observando, quer queira ou não, sofrerá  igualmente se Lula não ganhar. Todos vimos o que ocorreu ao país nos quatro anos com Jair Bolsonaro no poder. Com Flávio, aliado de Trump, desgraçará o país de uma forma, onde o fundo do poço será inevitável. Portanto, lutar se faz necessário. 

OBS.: Para os que repararam e poderiam me dizer, mas o que Bauru tem a ver com tudo isso. Primeiro, Bauru é tão conservadora como tantos outros locais deste país. Por aqui, o pérfido Bolsonaro teve 80% de votos em sua eleição e a fundamentalista Suéllen Rosin foi reeleita alcaide municipal no primeiro turno. E como citei, a passagem de Mendonça por Bauru, algo nada abonável, sem nenhum mérito, ou seja, sempre tem algo depreciativo com a chancela bauruense em fatos decisivos da vida nacional. Toc toc toc, até quando essa sina.
TUDO (OU QUASE) TUDO NESTE PAÍS, ROLA CONFORME A MÚSICA...

terça-feira, 1 de setembro de 2026

INTERVENÇÕES DO SUPER-HERÓI BAURUENSE (194)


DIANTE DAS ELEIÇÕES À VISTA: DIVIDIDOS JÁ ESTAMOS, E AGORA?
Não é somente Bauru e o estado de São Paulo que se encontram à beira de um imenso abismo, mas o próprio Brasil. Vivemos tempos onde o fascismo tem ganhado terreno e avança sobre a democracia brasileira, pois é sabido que os adeptos da extrema-direita, espertalhões como poucos, ganham eleições pela via do voto, através do sistema vigente, porém, logo depois, o renegam e agem da forma mais autoritária possível. É exatamente sobre este tema que, o nosso intrépido Guardião, o super-heroi bauruense trata seu posicionamento a seguir, até porque o país está há pouco mais de trinta dias de um dos mais importantes pleitos eleitorais dos últimos tempos.

"O Brasil está diante de dois projetos bem distintos e no entorno dele, vemos todo o conglomerado político brasileiro. De um lado, o governo do presidente Lula avança com seu projeto, tornando o país cada vez mais soberano, independente de amarras que o impeçam de avançar, com atitudes de interesse popular. Do outro, o negacionismo, o atraso proposto pela família Bolsonaro, tudo fazendo para livrar o condenado Jair das garras da lei, escondendo toda a corrupção de anos, inclusive o envolvimento com o Banco Master, de Daniel Vorcaro e com a milícia. Para qualquer pessoa sensata é incomparável os dois lados dessa questão, porém, existe um lado ainda sendo enganado, ludibriado e continua acreditando, votando junto com seus algozes, os que nos anos do governo Bolsonaro já nos levaram para a bancarrota e neste momento, se um deles voltar a governar o país, a derrocada será irreversível", diz Guardião.

Diante dessa eleição, campanha com pouco mais de trinta dias, todo cuidado é pouco, pois num piscar de olhos estaremos no dia do pleito. É o que ressalta Guardião no prosseguimento de sua fala: "Eu vejo nitidamente o abismo diante de toda essa movimentação e campanha. Ou o Brasil abre os olhos, reconhece e entende de fato o que está acontecendo ou podemos cair no conto e artimanha dos piores, os que não possuem nenhum projeto para o Brasil, os mais corruptos e verdadeiros lobos em pele de cordeiro. Lula é hoje um dos maiores líderes mundiais, conduz o país de forma exemplar, reduz as nossas desigualdades e do outro lado, mais um Bolsonaro, propondo uma total subserviência para os EUA de Trump, nos tornando um mero quintal, extinguindo qualquer possibilidade do Brasil ser um país independente , livre no caminho da prosperidade".

Ele deixa claro, de um lado a prosperidade e do outro o fundo do poço. "Eu estou aqui em Bauru, observo como os tentáculos da extrema-direita estão espalhados por todos os lados, inclusive aqui na cidade. Os dois lados estão bem representados por todos os lados. Os desmandos da família Bolsonaro levaram Jair para a cadeia e todos seus filhos possuem casos, onde já deveria estar também presos. Não existe como ter dúvidas das reais intenções dos dois lados das questão. Um, o de Lula é além de tudo, impedir que caíamos nas mãos de uma extrema direita golpista, criminosa e perigosa, aliada ao retrocesso. E diante disso, se faz também necessário citar quem nos pede votos, mas está aliado, atua junto de quem joga junto com o fascismo. Não dá para empurrar com a barriga e achar que quem apóia retrocesso, pode ser considerado bonzinho ou mesmo palatável. Quem segue ao lado de Bolsonaro, mesmo ciente de tudo o que já fizeram, é no mínimo conivente. e com estes não existe conversa, devemos manter distância", conclui.
OBS: Guardião é obra do traço, sem ajuda de Iinteligência Artificial, do artista Leandro Gonçalez, aliado com pitacos escrevinhativos do mafuento HPA.

ALEXANDRE DE MORES, FLÁVIO BOLSONARO E DANIEL VORCARO - TODOS, SEM DISTINÇÃO, TENDO COMPROVADOS TEREM SE BENEFICIADOS DE DINHEIRO ESCUSO, PRECISAM SER INVESTIGADOS E PUNIDOS 
As revelações de hoje, possibilitadas pelo ministro do STF, André Mendonça contra seu colega Alexandre de Moraes são perniciosas e deve ser entendida em todos os seus meandros.

Vamos ao fatos. Até o presente momento, ele, André Mendonça, mesmo ciente de toda falcatrua no entorno da dinheirama favorecendo o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, algo mais do que escandaloso, até o presente, sentou em cima das denpuncias e nada fez. Já age de forma despropositada ao denunciar o filho do presidente Lula, por ilações, algo sem nenhuma prova e não age contra Flávio e agora, de forma escandalosa, numa propositura fora dos padrões, age contra o colega Alexandre, sendo que, se for realmente comprovada a ilegalidade deste ministro, seriam imensamente menores dos valores recebidos por Flávio, com a suposta alegação de ser para filme contando a história de seu pai.

São dois pesos e duas medidas. Algo precisa ser feito para normalizar, não só as acusações, como o encaminhamento das ações judiciais. Se Alexandre de Moraes fez o que está sendo denunciado hoje, uma apuração deve ocorrer e ao mesmo tempo, a envolvendo Flávio Bolsonaro, pois ambas envolvem valores advindos de ações irregulares com o tal banqueiro. Leve em consideração que, algo ainda mais estranho, André Mendonça dá entrada no pedido contra Alexandre de Moraes, justamente no mesmo dia em que é divulgada pela revista piauí, edição de setembro, ter Flávio Bolsonaro recebido outra carga de dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro.

O que não pode ocorrer é um estardalhaço com o envolvimento do ministro Alexandre e nada ser feito com o de Flávio Bolsonaro. Se os dois se beneficiaram, por que somente um está sendo execrado? Flávio nem deveria ser mais candidato, sendo também afastado do Senado e, igualmente como pedem alguns congressistas bolsonaristas para Alexandre. No caso do Flávio, a grana está comprovada como já tendo passado pelas suas mãos e no de Alexandre, pelo que se divulga, faltam comprovações. 

Não dá para esculhambar com um e tratar o outro como algo normal. Tem algo de muito errado nessas ações do juiz André Mendonça. Ele não nada isentão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

CENA BAURUENSE (281)

BEIRA DE ESTRADA (212)


SETEMBRO VERMELHO, É TUDO OU NADA
Exatamente hoje, último dia de agosto, me coloco em total estado de alerta e nestes próximos trinta dias, mês de setembro inteiro, estarei não só a postos, como com dedicação exclusiva, dando o melhor de mim, para não permitir que caíamos no colo de um Estado fascista, autoritário e cujo destino todos conhecem - após os 4 anos com Jair Bolsonaro - que é o de levar o Brasil, com total dependÊncia e subserviência ao Império norte-americano, para o fundo do poço. Se temos soberania e plena liberdade, de expressão e de ação, isto se deve aos últimos governos petistas. Podem taxá-lo de tudo, menos de agor contra os preceitos democraticos. Podem taxar Lula de tudo, menos o de fazerde tudo e mais um pouco para que o Brasil enquanto continue avançando enquanto nação livre e soberana.

Não existe nenhum meio possível de comparação entre o que representa Lula e tudo o que sabemos, representa essa nefasta famiglia Bolsonaro. Eu, socialista declarado, evidentemente preferiria estarmos vivendo dentro de um regima muito mais igualitário, sem essa imensa diferença de classes, porém, como sei, meu país é constituído com um viés autoritário, isso desde seus nascedouro e assim sendo, não tenho como dar murros em ponta de faca. Lula não representa somente o melhor governo, mas o possível neste momento, onde teremos pela frente, mais 4 anos, para uma reviravolta de mentalidade, onde temos que fazer de tudo para reverter este boçal conservadorismo que nos domina.

Neste momento, diante do quadro fascista crescente, não só na América Latina, mas no mundo, ter alguém como Lula nos governando é mais que um alento. Temos sorte por podermos ter um governante com tamanha capacidade, de diálogo e ciente de como tratar as questões que nos cercam. Este privilégio precisa ser confirmado nas urnas, o reelegendo, mas não somente isso. Se faz mais do que necessário mudar o governo no Estado de São Paulo, o lugar onde vivo e está situado Bauru. Tarcísio de Freitas é até pior que qualquer Bolsonaro e está destruindo o até então estado mais rico da Federação. Não é possível a continuidade de um Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado com essa constituição fascista, retrógrada e entreguista. A luta será por Lula, Haddad, mas também pela renovação no Senado, aqui elegendo Marina Silva e Simone Tebet. E depois escolhendo dois belos nomes de luta, não necessariamente bauruenses, mas que representa a luta por um ideal combativo, tão em falta, para deputado estadual e federal. E tudo isso já pensando nas próximas eleições municipais, pois aqui em Bauru, temos pela segunda vez uma alcaide muito fundamentalista e uma bancada horrorosa de vereadores. Nenhuma cidade consegue avançar positivamente com gente assim nos seus postos de comando.

Ou seja, serão trinta dias de intensa campanha, onde estarei totalmente enfronhado nela, em muitas vezes, deixando de lado particularidades de minha vida pessoal, pois a questão irmanada e afunilada com essa eleição, diz respeito ao futuro de todos nós. Eu quero viver num país com muita justiça social, onde as desigualdes possam ir desaparecendo e não se acentuando. Agora mesmo, neste momento, acabo de assistir o candidato Fernando Haddad - PT, numa entrevista de 30 minutos para a TV Tem e logo mais à noite o verei novamente no Roda Viva, da TV Cultura. Essas falas vão se juntando a tudo o que já tenho constituído dentro de mim e me dão mais força, resistência para ir e estar na lida e luta. É onde me encontarão nos próximos trinta dias. Soldado da resistêncvia, tiro a bunda da cadeira e estarei pela aí, sendo, fazendo e acontecendo. Isso aqui não é questão de ser petista ou não, mas de defender um regime democrático ou não. Vamos juntos?

O COMITÊ DE LULA EM BAURU
Diante de tantos comitês já em funcionamento nessa eleição, casas alugadas por curta temporada com a finalidade da existência de um ponto fixo, uma retaguarda, o alicerce onde todos podem se encontrar, debater, reunir forças e depois, na serquência, sair à luta, eis este, o unificado a reunir PT, PCdoB e PSOL, em prol da reeleição de Lula no plano nacional, pela eleição de Fernando Haddad ao governo paulista, Simone Tebet e Marina Silva ao Senado e todo o leque de candidatos para deputados estaduais e federais. O prazo de funcionamento é muito curto, pois a eleição já ocorre dia 4/10, portanto, com essa abertura, pelo menos neste curto espaço de tempo, creio devemos estar todos unidos para possibilitar, em primeiro lugar a continuidade de um Governo tendo à frente, Lula da Silva.
 Isso nos une, todas e todos irmanados e envolvidos dos pés à cabeça, 24h do dia e da noite. Tudo por Lula e por Haddad, por Tebet e por Marina. E depois nossos candidatos, onde cada eleitor possui o seu e luta também por ele, pois pouco adiantará ter Lula reeleito, Haddad como governador, sem uma forte bancada que os impulsine mais e mais para grandes realizações e a transformação necessário, tanto a já em curso no Brasil, como a necessária em São Paulo. Trago algum material e com ele dou continuidade numa campanha, que para mim, já teve início faz tempo e agora só se intensificou. Que este Comitê Intersindical sirva realmente para unificar a luta, onde todos estamos mais do que envolvidos. Cada um dos presentes e por todos os que, conscientemente já estão na lida, o que mais precisamos neste momento é pensarmos coletivamente num todo, no futuro desta cidade, estado e país. Marquei presença com este espírito. Isso é a confirmação de que, faça sol ou chuva, frio ou calor, eu cá estarei, envolvido e atuante, fazendo de tudo e mais um pouco pela transformação do lugar onde vivo, do país onde nasci, pois unidos, tudo já será difícil, daí imagino se, neste momento, nos fracionarmos mais e mais. Por Lula, pelo Brasil soberano e sem estes tentáculos fascistas, por estes eu não desisto. Aliás, insisto e continuarei resistindo. Eu faço parte do time dos que não conseguem ver a banda passar, sem querer dela participar.
OBS.: O endereço dessa Casa de Apoio, Comitê Intersindical é Rua Sete de Setembro 6-30 centro Bauru SP.

CARTAS (259)


o antes
O QUE POUCA GENTE DIZ SOBRE A PARADA DA DIVERSIDADE
Seria muito desleal se tivesse algum posicionamento contrário a relaização da Parada da Diversidade de Bauru. Estive junto so staff que a criou, seu primeiro ano nas ruas, quando da última administração de Tuga Angerami (2005/2008) e dos primeiros passos, guardo inenarráveis recordações, todas positivas. Foi uma luta para vergar interesses outros, os que sempre se mostram contrários a qualquer tipo de manifestação popular. Para cad uma existe um preconceito na ponta da língua. vergamos todos eles e a Parada, não só vingou, como se firmou. Teve seus altos e baixos, resistiu ao tempo e hoje, olhando para trás, vejo como o seu ponto mais problemático, o quando a usaram para privilegiar um grupo político, em detrimento do evento no todo. A Paradas deve ser entendida e tocada diante como uma ação coletiva e nunca, como iniciativa de uma só pessoa ou grupo político.

Quando a deixaram, ano após ano, ir perdendo sua característica de protesto, de alavancar não só a questão maior, a da causa LGBT, ela insuflada por interesses pertinentes à atual administração, acabaou deixando ser uma Parada em movimento, para se tornar estática. Junto a isso, um dos grandes problemas foi o de pagar um alto cachê para um artista de renome e quase nada para os locais, que são muitos e bastante representativos. Inesquecível, anos atrás, ouvir de alguns destes, que se apresentariam gratuitamente, pois se não o fizessem, não mais seriam chamados para as apresentações numa específica casa noturna. O bonito de uma festa verdadeiramente democrática é saber também valorizar o artista local.

Neste momento, quando anunciam com grande pompa da Parada voltar a ser um desfile, vejo a mudança de local como algo ainda envolto em certa névoa. Por que não mais as Nações? A balela do impedimento de eventos musicais no Vitória Régia já foi desmontada, pois os dirigentes do Hospital das Clínicas, junto da USP, disseram que nunca partiu deles nada neste sentido. Ou seja, tudo da cabeça da alcaide. A Parada tem a cara das Nações, saindo da Praça da Paz e percorrendo a Nações Unidas até o parque Vitória Régia e lá um show, com congraçamento popular. Essa tentativa de criar um novo espaço é algo ainda esquisito. Precisa ser melhor entendida e discutida. A cidade não pode aceitar tudo o que lhe é imposto, sem reagir, contestar e sem sequer poder mostrar a viabilidade do contrário.

Fui lá na Nações Norte hoje pela manhã e vi dois trios elétrico posicionados lá no alto da avenida, quase na rotatória, perto da rodovia Bauru/Marília e uma longa distância, entre essa provável concentração e o local do palco, lá quase perto da rortatória final da avenida, quando se funde com a Nações Unidas. Achei o percurso longo demais e se for mantido, creio vai dar uma canseira desnecesária em todos os que estiverem prontos para festar nas ruas. O trajeto precisa ser diminuido, pois chegar cansado lá embaixo é algo meio que impraticável e impensável. No mais, torço para que, agora com várias insituições e agrupamentos ligados à causa tomando a dianteira, ocorra menos politicagem e mais o desfraldar das reais bandeiras do movimento que as criou.

Estar nas ruas se faz necessário e logo mais me junto a uma boa cambada de amigas (os) e juntos estaremos mais uma vez nas ruas. Tenho boas lembranças de quando tudo foi criado e, nas ruas, víamos gente de todas as matizes sociais e políticas da cidade, num congraçamento necessário. Só para terem uma ideia, o arquiteto Jurandy Bueno Filho, de saudosa memória, fez questão de estar nas ruas, com todo seu charme e fidalguia, sendo um dos marcos das primeiras. Ou seja, olhando para trás tem muita coisa boa que já aconteceu em função da realização das Paradas e quando a vejo levando gente para as ruas, trazendo tantas outras da região, não existe como ficar dentro de casa e ver a banda passar sem lá estar. Eu, este meu eterno olhar crítico, lá estarei e não só festando, mas se posicionando, de forma clara e límpida, como todos devemos fazer neste momento tão crucial para os destinso de nosso país.

o durante e o depois
PARADA EM BAURU, "A RUA É NOSSA", VOLTA A SER UMA DAS MAIORES MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS DESTA CIDADE
A Parada da Diversidade pode ter alguns problemas, como os tem, mas eles, todos reversíveis, não escamoteia algo que suplanta tudo, o de se constituir hoje na maior manifestação de rua bauruense. Pode olhar para todas as demais e constatar, sem medo de errar, é a que leva mais pessoas para as ruas. Bauru continua sendo um pólo regional e com a pegada da Parada sendo acionada, a quantodade de gente que converge para cá é imensa. Quando por lá, tomando minha cervejinha junto ao um dos pequenos comerciantes ali instalado, quase defronte o palco principal, tudo lotado, falamos sobre eventos como o que estávamos presenciando e ele, emocionado me diz: "Isso aqui não pode ter fim nunca. Olha o que está nos proporcionando. Não tem igual dentro de toda Bauru".

É a mais pura verdade e isso não tem como querer esconder, muito menos tapar o sol com a peneira. Eu, ainda pela manhã, quando fui espiar como tudo se daria, achei longo o percurso a pé que o pessoal teria pela frente. O das Nações era muito menor e nem o da avenida Paulista é tão longo. Mas quando vi os três trios elétricos descendo, eu indo de carro um trecho, estacionando e voltando para presenciar a descida, percebi que, o tempo ajudou, não tínhamos um sol de rachar de mamona e andando, cantando, se divertindo, conclamando pela possibilidade de ali estar, tudo fluiu de forma eficiente. Enfim, deu tudo certo. E até o slogan fixado nas laterais do trio elétrico tinha tudo a ver: "A rua é nossa".

Minha crítica é somente uma. O parada precisa urgentemente se soltar de ter um dono, alguém que se mostre como seu diretor maior. Ela sobrevive e deve fazê-lo cada vez melhor, quando conseguir de uma vez por todos se livrar deste peso. Hoje, com tantos agrupamentos querendo tomar a dianteira e o fazendo, ela ocorre com mais desenvoltura e isso é o primeiro reflexo de algo libertador. Muitas entidades na preparação, organização e dando ideias de como tudo deve ocorrer, isso é revolucionário, transformador. Os recursos todos alocados para a finalidade da Parada precisam ser administrados coletivamente e não por mão de ferro, concentrando-se num só agenciador. Quanto mais isso for decisão coletiva, do agrupamewnto reunido em torno do evento, melhor para tudo e todos. Isso deve acontecer já nos próximos, pois ficou evidente que, sem amarras tudo flui de forma considerável e imimitado.

Ouvi numa das poucas falar com direta ação política, algo realmente positivo sobre eleições e política. Talvez tenha passado batido por muitos, não por mim. Com o microfone nas mãos e sendo ouvido em alto e bom som, uma das grandes representantes de todos ali presentes, tendo suado a camisa em todas as Paradas disse algo assim: "Nós temos que votar em quem está do lado da gente". Creio eu, não se faz necessártio dizer mais nada. O voto dessa imensa comunidade e de todos no seu entorno, quiçá do Brasil, deve ser dado por quem nã ose mostra preconceituoso, não ofende e não expele fogo, imbecilidades contra toda e qualquer minoria - essa já deixou de ser há muito tempo - deste país. Não foi preciso ninguém fazer discursos eloquentes, pois o recado, creio eu, foi muito bem dado, "a gente deve votar em quem está do lado da gente".

Assim eu vi e presenciei a 19 Parada da Diversidade de Bauru. Abracei um tanto de pessoas que não via há muito tempo, abracei e fui abraçado, circulei incógnito no meio da massa humana, pois na Bauru de hoje é cada vez mais comum a gente não ser mais reconhecido em lugar nenhum. Poucos continuam possuindo o dom de ter conquistado ser reconhecido por quase todos. E é muito bom circular de forma incógnita no meio das massas, ouvindo e percebendo como elas se movimentam, tentando entender para onde caminham, com quem caminham e dos reais motivos delas estarem ali concentradas, unidas e compactadas numa direção. Não sei se consigo, mas tento construir isso tudo dentro de minha compreensão de como se dão as coisas neste mundo, principalmente, neste meu mundo, dentro da aldeia onde moro e promovo minhas maiores ações. Vejo a Parada como oxigenadora de muita coisa, ainda mais dentro deste mundo sendo cooptado por um tacanho conservadorismo, beirando um perigoso fascismo, que a tudo exclui e persegue. Unidos nas ruas o povo precisa entender que é cada mais imbatível. Sempre foi e assim será ad eternum, basta entender isso e colocar em prática isso de conduzir tudo o mais, sem medo de ser feliz.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

COMENTÁRIO QUALQUER (276)


COISA MAIS TRISTE PERDER A DANADA DA IVY WIENS
Essa foi uma daquelas notícias que te fazem desmoronar. A Ivy foi uma baita guerreira e depois de encantar Bauru, isso aqui ficou pequeno demais pra ela e foi bagunçar o coreto lá no Vale do Ribeira, mais precisamente na terra onde a família Bolsonaro deu o ar da graça, Eldorado. Deve ter criado um bocado de caso pros boçais todos com o sobrenome nada edificante, assim como, pelo trabalho que faz, arregaçando as mangas e indo à luta, sem pedir licença, balança o coreto por ande passe. Por Bauru, fez e aconteceu, lá no Vale, pelas notícias que íamos recebendo, sempre fez muito mais do que cavar um espaço, ela criava continuamente e com sua luz mais que própria, fez História - com "H" maiúsculo. Ela participou aqui conosco, além de tanta coisa que fez por aqui, do bloco farseco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomate é MiXto. Mesmo longe, comprava a camiseta e eu a enviada pelo Correio. Nos últimos tempos vivia me instigando para ir com os meus conhecer uma casa a abrigar amigos e pra quem gosta de natureza, além de lutar por todas essas questões que nos movem. Não fui e perdi grande oportunidade de colocar todas as conversas em dia. Ela tinha só 48 anos, dona de um sorriso inigualável e uma força de vontade pra executar todas as tarefas a ela designadas, deixando um enorme buraco dentro da gente. Essa notícia não é só triste, é muito mais que isso, é um rombo nessa resistência toda que continuamos a fazer, cada qual ao seu modo e jeito. Eu, mesmo não a vendo há um certo tempo, irei sentir muita saudade dela e de tudo o que representou para nos incentivar pra não desistir da empreitada dessa vida. Yvy foi demais da conta...
OBS.: Ivy era lindona de qualquer jeito, mas com a camiseta do Tomate, ficava ainda mais arrebatadora. E esse sorriso...

DEPOIS DO "LEIA A BÍBLIA", DESPONTA O "LEIA LIVROS"
Uma amiga me envia foto tirada por ela no estacionamento do Supermercado Tauste e ela, querendo algo igual me provoca: "Vamos fazer algo igual?". Respondo quase que instantâneamente: "Sim". 

Isso de ler somente um livro é muito limitador e quando existe uma reação para campanha espalhada pela cidade toda, nos instigando para não só reagir, como produzir algo no sentido contrário, ou seja, enquanto um segmento religioso propõe somente a leitura de um livro, começa a se esboçar uma reação, que deve suplantar a outra campanha, prescrevendo que o bom mesmo é LER LIVROS, muitos livros e autores diferentes, pois é dessa forma e maneira, que se sai de uma mente limitada e excludente. 

A diversidade, em tudo que fazemos, é sempre salutar e oxigenante.

A ÚLTIMA DA ENTREVISTA DE ONTEM
Minha amiga carioca, livreira, proprietária junto do filho de um dos melhores lugares para se ir na cidade do Rio de Janeiro, a Folha Seca, Maria Helena Ferrari esperou abaixar a poeira e hoje postou, assim como não quer nada: "Agora que todo mundo já comentou, só quero acrescentar uma coisa: COMO SÃO CANALHAS". 

Ela foi direta, reta e todo mundo entendeu para quem foi dado o recado.
Em tempo: a ilustração é do divinal Miguel Paiva.

JANDIRA FEGHALI DÁ AS DICAS PARA O FLÁVIO BOLSONARO NÃO PASSAR VERGONHA HOJE NA ENTREVISTA DA TV GLOBO
Há 10 anos a gente sabe que Flávio Bolsonaro treme diante de debates e entrevistas. A pressão cai, desmaia. Imagine hoje depois da postura firme de Lula ontem.

Como médica, tenho alguns conselhos para dar: se hidrate bem, respire fundo, evite laranjas e abacaxis e se ficar muito difícil sempre dá para recorrer a um novo desmaio.

Eis Jandira ironicamente prescrevendo o que poderá acontecer logo mais:
https://www.facebook.com/reel/1071708072015273

PEGA NA MENTIRA, ESSA É SUÉLLEN ROSIN
"A falta de palavra dos politicos,a falta de competência desses politicos,hora eleito doa o patrimônio Público e a conta fica para nós municipes pagar,pense nisso na hora do voto, só temos esses politicos ruins porque nós os elegemos,pesquise a vida pregressa do seu candidato antes de vc confiar seu voto,olha que exemplo ruim para nossa cidade,estamos sendo privatizado por falta de competência de nossa Prefeita !!! A Prefeitura tem toda uma estrutura administrativa montada, cabe a Prefeito ordenar de forma correta , mas ela não fez isso, aliás passou tudo para terceiros, a mas a conta a conta é nossa, isso é uma vergonha !!!", Osvaldo Pedro. 
Eis uma promessa da alcaide, logo na sequência gerando mais uma mentira:

FAÇA O MESMO QUANDO DE ALGO DESTRUÍDO PELA AÇÃO FASCISTA
Durante a ocupação n*zista de Paris, Pablo Picasso foi interrogado pela Gestapo, que investigava intelectuais e artistas considerados suspeitos.
O oficial que o recebeu falava francês fluentemente e mantinha uma postura aparentemente educada, apesar de representar um dos regimes mais brutais da história.
Sobre a mesa, havia uma fotografia de Guernica, a monumental obra que Picasso havia pintado em resposta ao bombardeio da cidade espanhola durante a Guerra Civil Espanhola, realizado por forças alemãs e italianas em apoio a Franco.
O oficial apontou para a imagem e perguntou:
— “Picasso, foi você quem fez isso?”
Picasso teria olhado para ele e respondido:
— “Não, foram vocês que fizeram. Eu apenas pintei.”
O guarda olhou novament para a pintura e admirado falou - genial.
A frase se tornou uma das histórias mais famosas associadas a Picasso.
Mais do que uma resposta provocadora, ela carregava uma acusação direta: a pintura não havia criado aquela destruição. Apenas a havia transformado em imagem.
Guernica permanece justamente por isso como um dos símbolos mais poderosos dos horrores da guerra.
História Perdida agradece por sua leitura.

PRECONCEITO AO SAPO BARBUDO (234)


LULA NA COVA DO LEÃO, FOI LÁ E RUGIU FORTE*
* Algumas considerações sobre entrevista do presidente Lula, candidato à sua própria reeleição, ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão

1 - UMA GOLEADA NO JORNAL NACIONAL
Lula mostra que, apesar de todas as críticas que se possa dirigir a ele, é um gigante, um líder histórico e de dimensões globais. César Tralli e Renata Vasconcellos começaram a entrevista de 40 minutos no JN num clima de Lava Jato, tensionando o presidente ao extremo. Os 25 minutos iniciais, de espancamento pessoal, só tiveram fim quando Lula jogou no colo da dupla a escandalosa divulgação do power point curitibano e a criação de Sergio Moro e Deltan Dalagnol, duas das mais nefastas figuras da vida pública brasileira da atualidade. A partir daí, o petista pautou a entrevista, colocou-se a cavaleiro da situação e debateu o Brasil, tema no qual não tem para ninguém. Tralli e Renata saíram minúsculos de uma troca de ideias que trataram como um embate. Lula não fica na defensiva nem na cadeia. Levou de goleada!
Gilberto Maringoni

2 - É inacreditável: a Globo entrevistou o Presidente da República em plena maior crise de soberania nacional e simplesmente ignorou o assunto. Nenhuma pergunta sobre Trump. Nenhuma sobre o tarifaço contra o Brasil. Nenhuma sobre interferência externa, ameaças à democracia ou sobre como o país pretende reagir à pressão de uma potência estrangeira. A Globo conduziu a sabatina como se estivéssemos diante de uma eleição absolutamente normal, isolada do cenário internacional e das pressões que o Brasil enfrenta. Talvez aí esteja justamente o problema: para uma parte da nossa imprensa, o golpismo, a pressão estrangeira e as ameaças às instituições parecem ter sido incorporados à paisagem. Isso também diz muito sobre esta eleição. (por George Marques)

3 - NA CARA, NÃO! 
Lula deu na cara da Globo com luva de pelica ao ser questionado sobre as contas públicas. O final foi inesperado!

Durante a sabatina da TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cobrado sobre a trajetória das contas públicas e o crescimento da dívida. Em vez de se irritar ou fugir do tema, Lula respondeu com firmeza, mas sem perder a educação — o famoso “com luva de pelica”.

Ele afirmou que a dívida pública não o preocupa e atribuiu o aumento à herança de déficit e aos juros altos. Lula argumentou que, com o crescimento da economia, a relação dívida/PIB tende a cair, e comparou a situação brasileira com a de países como Estados Unidos, Japão e Itália, que convivem com percentuais bem mais elevados.
O final foi inesperado: o presidente declarou que o país deve registrar superávit neste ano e se colocou como exemplo de responsabilidade fiscal. “Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, afirmou. A resposta educada, mas direta, virou um dos momentos mais comentados da entrevista e mostrou Lula controlando o ritmo da cobrança sem sair do tom. IVAN VIEIRA, Fora do Eixo.

4 - ELEIÇÕES 2026 | Como sabemos, as tradicionais sabatinas da TV Globo com presidenciáveis, realizadas desde 2002 – preferencialmente no Jornal Nacional (JN) –, são uma farsa. Os apresentadores escalados para a entrevista trocam o jornalismo pela inquisição. O interesse público é posto de lado em nome da estratégia de constranger o entrevistado, numa espécie de jornalismo de emboscada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sabia dessa armadilha e se saiu bem, nesta quinta-feira (27), ao participar da sabatina com César Tralli e Renata Vasconcellos, apresentadores do JN. Lula não passou recibo. Tanto que, quando informaram que a sabatina sairia de escândalos (não comprovados) de corrupção para temas do governo, o presidente soltou uma ironia: “Parecia que eu estava no Ministério Público”. Conforme esperado, Tralli começou a sabatina trazendo à tona acusações decorrentes de vazamentos ilegais contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e a empresária Roberta Luchsinger. A grande mídia os chama, respectivamente, de “Lulinha” e “lobista”, termos que nem Fábio nem Roberta usam. “Não tem acusações. São ilações, ilações e ilações, tiradas de telefonema”, lembrou Lula. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, disse o presidente. “Ele não será protegido por ser meu filho. Portanto, ele sabe o que fazer: ele tem que provar a inocência dele – e eu tenho certeza de que ele vai ser inocente.” Mesmo depois da resposta de Lula, a Globo insistiu por mais de 15 minutos numa sequência de acusações e suspeitas que buscavam estabelecer uma associação direta entre supostos escândalos e o presidente.
ANDRÉ CINTRA - Portal Vermelho

OLHA SÓ A CARINHA DELE PRA TUDO O QUE TENTARAM LHE APRONTAR NA GLOBO

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (177)


COISAS MUITO ESTRANHAS CONTINUAM ACONTECENDO EM BAURU
01. 
QUALQUER LEIGO SABE, O QUE FIZERAM AO DAE NÃO TEM COMO DAR CERTO

Quando tudo começa errado, não só a tendência, como probabilidades são para que tudo dê errado. Não adiantou demonstrar por A + B para a alcaide, a incomPrefeita Suéllen Rosin não ser necessário privatizar o DAE e sim, somente modernizá-lo, tornando-o mais ágil e competente, ou seja, dando-lhe condiçõesp ara executar o serviço a ele designado. Ela, a alcaide, insistiu e tendo maioria dentro da Câmara de Vereadores, os tais 17 x 4, passou nos cobres a autarquia. Até as pedras do reino mineral sabiam de antemão, que mais dia menos dia, tudo viria à tona e o descalabro seria desmontado. Não demorou quase nada e o serviço prestado pela ta lda CSB, não só gera reclamações, como tem se mostrado ineficiente, como incapaz.

Rafael Santana de Lima, munícipe sempre atento a meandros intestinais dessa administração escreveu e vaticinou desde muito tempo: "CSB ( COMPANHIA DA SUELEN DE BIRIGUI) continua causando, leiam com atenção. Concordo plenamente com tudo o que foi dito abaixo, digo mais, RICARDO CREPALDI, MARCIO TEIXEIRA que tal JUDICIALIZAREM MAIS ESSA, a população bauruense que já está virando CACHIMBO está acordando da hibernação, porquê virá "fumo de 30 anos".

Eu, na  qualidade de atento munícipe corroboro das reclamações e da forma mais pesada como está sendo feito a cobrança junto a quem promoveu a privatização e, agora, a implantação da tal empresa privada já atuando no setor. Diante da constatação de que, a alcaide fez tudo seguindo somente o que lhe vinha à mente, creio se deva, além de solicitar medidas imediatas junto ao MP - Ministério Público, uma permanente vigília de denúncias, pois se tudo já começa claudicante, imagino como tudo estará daqui a alguns anos? Deixar como está, permancendo caladinhos e contritos, veremos Bauru fenecer a olhos vistos. é isso o que queremos para com Bauru?

02. CSB - ME DIGAM, É PRA DESCONFIAR MUITO OU PRA CEGAMENTE ACREDITAR?
Essa tal de CSB - Companhia de Saneamento de Bauru ainda é pouco conhecida do público bauruense, mas pelo que se vê, já chega chegando, dizendo a que veio. Ela é a empresa, aberta exclusivamente para substituir o DAE - Departamento de Água e Esgoto. Isso por si só já assusta, pois até então tivemos o DAE como um dos melhores prestadores de serviço público dentro da cidade de Bauru. Vez ou outra falava-se na privatização deste serviço, atpé que essa última administradora, a atual alcaide bauruense, dita por mim - e por muitos - como incomPrefeita Suéllen Rosin, conseguiu a proeza, de obtendo maioria dentre os 21 vereadores, nos tais já eternizados em seu mandato como 17 x 4, privatizar a autarquia. O valor é alto e a cidade precisa estar atenta na utilização do tal valor expresso nas planilhas do contrato. Aqui em Bauru, ninguém duvida de nada, ou melhor, só até prova em contrário. 

O munícipe Carlos Alexandre posta isso: "Aberta há quatro meses. Cheiro de coisa bem podre por trás disso" e expõe uma cópia das Informações de registro da tal empresa, criada há apenas 4 meses e neste exato momento, já gerando problemas mil no desenrolar dos procedimentos básicos de atendimento para com a população. Num primeiro momento, assim de bate pronto, as contas começaram a pipocar em duplicidade na casa dos bauruenses e a desculpa, como não poderia deixar de ser, foi "falha do sistema". O antigo executor dos serviços, o DAE e o atual, a CSB emitiram boletos para os mesmos endereços e relativos ao mesmo mês. Enquanto isso, no palco dos acontecimentos, ou seja, onde os problemas acontecem de fato, nas ruas bauruenses, pelo que se ouve e vê, quem está resolvendo a parada são os antigos funcionários do DAE, pois a dependência é total para com estes. Não seria o caso de tudo ter continuado comestes no comando e sendo valorizados, incentivados e dando-lhes condições cada vez melhores para executar um serviço, do qual são mestres?

De Olga Marques, ainda na imagem compartilhada, algo mais de como o usuário está entendendo o imbróglio criado com a tal privatização, ainda muito mal explicada: "A cidade de Bauru vendida na liquidação!". Ou seja, como se constata na imensa maioria das privatizações, a emenda sai muito pior que o soneto. Privatizou, acabou de estragar. Tudo repassado para a iniciativa privada, com zilhões de reais no negócio e ao invés de melhorar, percebe-se que, antes era bem melhor. Não seria o caso de acionar desde já o MP - Ministério Público e constatar, mais uma vez, as condições deste contrato e dessa empresa hoje assumindo uma responsabilidade,que se percebe, irá executar suas ações? Por essas e outras, faço parte dessa Bauru com o pé atrás com tudo onde Suéllen Rosin tem tomado decisões, sempre referendada pelos tais 17 x 4, a expressiva votação dentro de nossa casa de Leis. Não seria o caso de investigar todos estes? 

03. 
QUANDO NOS DEPARAMOS COM UMA MANCHETE COMO ESSA DO SITE CONTRAPONTO, DO JORNALISTA NELSON GONÇALVES, PENSAMOS O QUE? ESTARIA TUDO CORRENDO NORMALMENTE NAS HOSTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL?
A manchete: "Bauru vai pagar dobro dos juros e acordo da dívida da Cohab atrasa". Ou mais: "Acordo da dívida atrasa e Caixa resiste a conceder desconto em multa de centena de milhões de Reais, aponta presidente da Cohab, Evérton Basílio. Indefinição por vários governos faz dívida multiplicar. Pior: Município até terá que pagar o dobro dos juros, mesmo se acordo sair até dezembro. Contrato terá juros de 6% e não mais 3%. Dívida brita sobe R$ 650 mil por dia e ...todo mundo sabe disso há anos", revela o jornalista Nelson Gongalves em seu site, o Contraponto.

Se todo mundo sabe disso há anos, por que toleramos? Por que, até a presente data pouco foi feito para resolver o imbróglio? Qual a causa de tudo continuar como dantes? Qual o impecílio para se tomar uma definição definitiva nos rumos dessa falida Cohab? Por que, o problema passa de administração em administração e na hora do vamos ver, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes? E o famoso cabide de empregos, com cargos acomodativos para apaniguados continua em pleno vapor ou foi estancado? Sabe aquela história do interventor no Estado do Rio de Janeiro, que ao assumir a função, após o impedimento do então governador em exercício, já exonerou mais de 6 mil pessoas, a maioria em cargos não necessitando nem de bater o ponto, quanto mais o de comparecer ao seu local de trabalho? Pois bem, e se algo parecido já tivesse sido iniciado? O que falta realmente para resolver de vez o problema da nossa Cohab? De uma coisa temos a mais absoluta certeza: ela não pode continuar gerando o montande de R$ 650 mil, só de juros diários. Isso é mais que um descalabro. Será, ainda temos vereadores se beneficiando com funcionários fantasmas lá dentro?

e por falar que ando quieto demais...
O VERDADEIROS LADRÕES, VENDILHÕES DO TEMPLO, POR EDUARDO GALEANO

terça-feira, 25 de agosto de 2026

PERGUNTAR NÃO OFENDE (237)


ALGO DESTES TEMPOS (01)- "PROCURA NA INTERNET"
Sai com Ana Bia procurando pela aí, entrando e saindo de várias lojas especializadas em um produto específico, algo danificado em uma pia de cozinha. Creio ter entrado em mais de cinco e em todas, não achamos nada igual ao que está instalado em nossa pia. Já estava me irritando, pois a peça não é assim tão velha e pelo que vejo, os modelos novos suplantaram o que temos e teríamos que trocar tudo. Não chegamos a tanto.

Sabe como resolvemos? Um senhor com mais idade que a minha, portanto, mais experiente, décadas atuando no ramo, vendo nossa situação, deu a solução para resolver o problema, quando nos disse, sem pestanejar: "Procure na internet". Era o que não queríamos fazer, enfim, tendo várias lojas e profissionais, acreditávamos iríamos encontrar a tal peça com venda presencial.

Fomos procurar a compra pela tal internet e pasmem, tudo foi mais rápido do que imaginávamos. Achamos a tal peça e ela nos veio por um preço muito mais em conta do que qualquer uma similar aqui da terrinha. E daí, a pergunta que não quer carlar: como competir com isso e como manter aberta as tais lojas de um serviço, sendo que, pela internet tudo pode ser encontrado por um preço muito mais em conta, entrega muito rápida? Sinais dos novos tempos, quando passaremos a comprar tudo, talvez de um só fornecedor e fazendo com que, se fechem mais portas e portas.

ALGO DESTES TEMPOS (02) - E POR QUE NÃO ESTAMOS TAMBÉM NA MESMA PEGADA?
Questionava um amigo dias atrás, indignado por ver pelas redes sociais muitos, gente totalmente desconhecida e estes gravando pequenos vídeos, nos mais diferentes lugares públicos, principalmente produzindo conteúdo com a temática da cidade. Perguntava a ele, um tanto indignado, ciente de que, a maioria destes produziam estes vídeos, com o intuito de serem mais conhecidos e daí, tentar galgar, por exemplo, concorrer à vereança na próxima eleição.

- E daí, Henrique. Não os vejo fazendo nada de errado. Eles fazem, estão tentando algo e vejo que esses, pelo menos tentam. Te devolvo a pergunta, observando tudo ao contrário. E nós, os ditos esquerdistas, por que não fazemos o mesmo? Quantos iguais a nós estão ao menos tentando fazer algo? Poderíamos fazer e acontecer, mas estamos vendo a banda passar e quando dermos conta, estes já tomaram a dianteira. O espaço existe, as redes sociais permitem a criação de textos assim e não estamos sabendo aproveitar os instrumentos todos aí disponíveis. Outros estão, por outra vertente, outra pegada, talvez até ruim ou condenável, mas e nós?

Pelo visto, continaremos vendo a tal da banda passar, reclamando e pouco fazendo.

ALGO DESTES TEMPOS (03) - O ANALFABETO INTERNÉTICO FICA PERDIDO NESTE MUNDO
Presenciei o que relato. Estive por algumas vezes neste semana lá no saguão do CDU - Centro Diagnósticos e Remédios da Unimed, na rua Agenor Meira. Bela edificação, tudo unificado, gente aos borbotões, ou seja, valeu o investimento todo. A maioria das consultas que faço hoje são ali centralizadas. Algo me chamou a atenção, o fato dos analfabetos internéticos ficarem perdidinhos com tamanha tecnologia tomando conta de tudo, até para pegar o resultado de uns exames. Não é só mais chegar e enfrentar uma fila, tendo que antes teclar algo, seu nome, códigos e esperar ser depois chamado, ou por voz ou espiando os telões ali defronte. Tudo moderno, eficiente, porém, sem ainda pensar no conglomerado de pessoas em busca do atendimento, os tais ainda com dificuldade de entender algo dessa nova tecnologia.

Espiei, pelo menos umas três pessoas, no pouco tempo ali passado e os vi mais perdidos que cegos em tiroteio. Num dos caso, a moça que ajuda a encaminhar as pessoas aos andares, via elevador, vendo um deles perdido, se dirigiu até ele e foi desvendar o que se passava. Não fosse ela, a pessoa permaneceria ali, olhando para todos os lados, sem definir o que teria que fazer primeiro. São estes os tais desplugados tecnológicos. Isso tudo, não é caso de criticar a Unimed, pois está dissumulado por tudo quanto é canto.

Não se faz mais nada sem essa praticidade, mas ainda vejo uns tantos, muita gente, perdida, cheia de dificuldades e batendo cabeça. Não sei se essa transição está ocorrendo muito rápida e para finalizar, vi uma pessoa dizendo a outra, que só vem em lugares assim, trazendo a tiracolo seu neto, pois este resolve tudo para ela. Ou seja, sózinho estava se vendo numa mato e sem cachorro. E outro, numa fila na padaria Copacabana, da rua Rio Branco, diante de um terminal onde se pode pagar sem necessidade da pessoa do outro lado do balcão: "Fui no Mc Donald's e sem ninguém para me auxiliar, desisti e fui comprar algo para comer em outro lugar".

ESTAMOS DOENTES

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (221)


ALGO MAIS DA PASSAGEM DO ARQUITETO NABIL BONDUKI POR BAURU E A QUESTÃO URBANÍSTICA E DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Estive nos três últimos, todos importantes, acontecimentos políticos envolvendo a presença do presidente Lula em São Paulo. No primeiro a Convenção do Haddad em Souza, distrito de Campinas, depois no Expo Center Norte, a Convenção do Lula e por fim, o incío de sua campanha, no estádio de vila Euclides, em São Bernardo do Campo. E depois disso, onde houver acontecimentos engrandecedores nesta campanha pela reeleição de Lula, também por contribuir pela eleição do Haddad governador, Mariana e Tebet para o Senado, tendo a possibilidade, lá estarei. Diante disso, passaram por Bauru duas pessoas pelas quais admiro muito, primeiro a candidata a deputada federal Erika Hilton e por último, o candidato também a deputado federal, vereador paulistano, arquiteto e urbanista paulistano NABIL BONDUKI e também compareci. É onde ando e com quem o faço, fazendo questão de fazer relatos por estes meus meios.

Nabil vem a Bauru para dar continuidade em sua campanha política, buscando ser mais conhecido no interior paulista e também para ministrar uma aula magna no curso de Arquitetura da FAAC Bauru, onde já esteve outras vezes. Seu currículo é extendo dentro do cabedal como professor sênior da FAU-USP e a primeira lembrança que dele tenho é como secretário municipal de Habitação do excelente governo municipal paulista de Luiz Erundina. De lá para cá seu nome não mais saiu das paradas de sucesso e hoje, confesso, sou um baita admirador do ele faz com seus pequenos vídeos, mostrando lugares de São Paulo - já expandidos para o Estado todo -, com aquela pitada do seu metiê, a Arquitetura e o Urbanismo. Ele faz, o que todos nós deveríamos fazer pela aí, ir aos lugares e descrevê-los, bela beleza, ressaltando sua importância e se for o caso, algo da luta pela sua preservação. Ele já deve ter uns 600 destes pequenos vídeos gravados e postados, com verdadeiras aulas urbanas. Sou fã e tive a honra de participar de um deles, quando estivemos juntos assistindo a um jogo no campo do Juventus, na Móoca.

Daí ele vem pra Bauru, depois de circular por outras cidades do interior paulista, aqui de nossa região. O primeiro lugar, seu ponto de chegada seria num lugar mais do que merecedor de um destes seus vídeos, o Bar Ubaiano, defronte o campus da Unesp Bauru. O horário, 17h30, e no convite para discussão, a propositura "roda de conversa sobre Cultura e Periferia". Fui e por lá me deparo com alguns conhecidos. Nabil estava atrasado, enroscado em outros lugares e estabelecemos uma conversação prévia. Quem por lá já estava era sua secretária, espécie de Assessora de todas as horas, a competente Rayssa Cortez e junto dela, o assessor de Imprensa, jornalista dos mais renomados e quiçá, bauruense, Gilson Ribeiro, junto de três amigos, o Diretor de Cultura de Arealva, Gilson Carraro, o ex-dirigente cultural Paulinho Pereira e o advogado e sempre militante político Arthur Monteiro Jr. Com estes todos ali juntos, o Nabil enroscado na estrada, produzimos nós mesmos a tal roda de conversa. Ubaiano circulou entre nós, reconheceu alguns, papeou e como não poderia deixar de ser, até porque o lugar sugestionava, abrimos algumas cervejas.

Falou-se de tudo um pouco e como não poderia de ser, até pelo longo de ausência em Bauru, registro algo das histórias relatadas pelo, agora visitante Gilson Ribeiro, que como jornalista já passou por redações variadas e caímos em personagens, pelos quais já escreveu dois belos livros. "Casagrande e seus demônios" e "Sócrates & Casagrande, uma história de amor", são os tais livros, dissecados de forma rápida ali com os cotovelos enconstados no balcão, isso tudo permeado com as lembranças dele por aqui, tendo estudado nos cueiros junto do Arthur. Ou seja, conversar ótimo para um ambiente como onde nos encontravámos. Eu e Carraro éramos expectadores e as vezes, com alguns pitacos, fizemos aquilo que a gente denomina como, grande motivador para se permanecer horas e horas dentro de um bar. Quando o papo é bom, a conversa é prolongada e se estende até não mais poder. Foi o que fizemos, pois Nabil, muito atrasado não pode vir ao Ubaiano e assim, com retribuição ,chegamos bocadinho atrasados em sua Aula Magna. 

Na Aula Magna, cujo tema é mais do que instigante, tema também de seru último livro, "Urbanismo na Corda Bamba - Crônicas para enfrentar a crise das cidades", coordenado pelo Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp, tendo à frente dois professores o acompanhando na conversação, Adalberto Retto Jr e Kelly Magalhães. Numa sala, onde me sentei ao lado do jornalista Aurélio Alonso, tendo logo atrás o professor Fábio Pallotta e o advogado Luiz Henrique Herrera, hoje vice-presidente do Codepac Bauru. E após as apresentações, feitas pela Kelly, a fala inicial do Adalberto, sem mais salamaleques, Nabil falou, principalmente para os estudantes presentes.

Não foi uma Aula Magna como de costume e sim, uma conversa franca, tendo ao fundo estes temas todos, alguns muito pertinentes ao dia a dia da rotina de uma cidade como Bauru. O danado, além de toda sua experiência, como administrador, legislador e professor, possui o dom da oratória e como tem currículo e conhecimento, experiência própria, vivência de ruar e construir algo pensando no bem coletivo urbano, deixou todas e todos impressionados. Foi uma conversa franca e objetiva, sem salamaleques, tocando em pontos nevrálgicos de nossos problemas diários. Cito dois exemplos, quando ele disse sobre algo bem explícito do que acontece hoje dentro das Câmaras de Vereadores, com "a maioria dos vereadores não lê mais os projetos". Passamos por isso, pois aqui, caindo como uma luva, não lêem, mas votam todos chegando com o voto decidido. Depois toca em outro ponto, também já vivenciado por aqui, o de que além da pouca análise técnica, os Conselhos de Patrimônio possuem hoje a maioria de seus membros dominada pelo poder público, ou seja, quando precisam votar algo, a decisão é quase sempre favorável ao interesse do mandante local.

Num certo momento desfere algo, pelo qual, não só aprecio, como comungo e pratico: "Fazer política é também escrever artigos". Ele o faz com cabedal, pois possui histórico, folha corrida de projetos junto aos movimentos sociais. "Quando a gente escreve algo estamos interferindo com a nossa opinião". Escreveu artigos para Carta Capital e semanalmente para a Folha de SP, até 2023, quando foi afastado. Quando o espaço impresso foi dificultado, migrou para as redes sociais e assim, como também descobri, "a rede social permite chegar em mais pessoas, com uma linguagem mais acessível". Enfim, sua fala foi apreciada por todos e acabo abrindo o rol das perguntas o questionando sobre o que ouvi: "Essa cidade, cujo progresso se deu por causa da ferrovia, já tivemos destombamentos, temos também o poder público dominando os conselhos municipais e assim, a dificuldade do entendimento da importância do tomabamento histórico é imensa. Já ouvi aqui de uma senhora, dona de um imóvel prestes a ser tombado, ela achando lindo ver isso na Europa, mas não no seu imóvel. Digo mais e de seua resposta, resumo tudo numa frase: "Patrimônio não pode ser Política de Governo e sim de Estado". A partir daí, entendimentos facilitados, porém, como isso não ocorre, padecemos e assim estamos constituídos, fracionados e eternos esgrimadores por uma causa mais do que justa, ingrata, porém salutar.

Ele é didático com todos os presentes: "O planejamento surge para bloquear e estancar um fazer sem controle, pois vivenciamos proceder onde os proprietários querem ter liberdade para fazer o que quiserem. A questão patrimonial é hoje uma das nossas maiores dificuldades, daí, o vanço através dos planos urbanísticos, tem que ocorrer através de um processo participativo. (...) É cada vez mais difícil uma intervenção nossa, quando fora da política, este o motivo para continuar participando e ir ocupando espaços. (...) Se a visão neoliberal predominar, perderemos os espaços públicos e irão destruir tudo o que foi já conquistado. (...) O que é a cidade saudável? Luto pela integração das políticas públicas, ou seja, uma cidade para as pessoas". Foi o que consegui captar e aqui descrevo. Das perguntas dos estudantes, algo marcante foi como os presentes estavam sintonizados, não só com o que aprendiam ali dentro da universidade, em seus cursos, Arquitetura e mesmo desugn, mas em como poderão exercer na prática algo pensando no coletivo das pesssoas vivendo nas cidades. Creio ser este o objetivo maior de suas falas por aí e quando tudo é afunilado para algo neste sentido, ele sai plenamento satisfeito das conversas.

Por fim, Nabil é candidato e circula pelo interior paulista. É um urbanista andarilho, observador atento do que se passa nos mais diferentes lugares, fazendo questão de não só anotar, mas registrar através de seus vídeos, algo de cada lugar. Difícil passar por um lugar sem registrar algo. De Bauru já fez algo no passado e hoje, está antenado com o o que acontece com a privatização da água, nosso DAE e a imensa área do Aeroclube, hoje em vias de se transformar num palco de especulação imobiliária. De lá, ainda o sigo até o restaurante com comida árabe - seu nome diz tudo -, o Lokma Café, onde conversas tiveram continuidade. De tudo, quando batido no liquidificador e depois coado, afunilado, o entendimento é de que, este HPA continuará nessa pegada, indo atrás de quem pode transformar este país e mais que tudo, não possui só discurso bonito, mas tem algo mais que comprovado de luta, resistência e compromisso popular. Daí, me verão indo e vindo aos lados destas e destes, os que me movem, tornando minha vida mais palatável e agradável. Lula, Haddad, Erika e Nabil, são alguns destes.

Eis algo gravado por mim da fala do Nabil em sua aula magna na Unesp Bauru: