Quando malucos, despirocados estão na liderança, no caso específico, de uma nação, ainda mais ela sendo liderança mundial, quem padece é tudo o mais. Gente com a cabeça já fora da casinha, se achando dono de tudo e ser impondo pela força é algo abominável. Vivemos hoje algo com essa concepção e quem padece é o mundo todo, pois pela continuidade de seus tresloucados atos, o planeta onde todos vivemos está prestes a ingressar numa nova guerra mundia, a Terceira e provavelmente com contornos cada vez mais imprevisíveis.
Evidentemente, este líder é Donald Trump, o atual presidente norte-americano, hoje se intitulando dono do planeta e promovendo a cada dia, algo com intuito bem específico, o de benefiar o seu país, os Estados Unidos da América. Trump foi eleito num momento crucial para seu país, até então o todo poderoso do planeta, porém, a China já o ultrapassou no quesito poderio econômico. A jogada norte-americana é bem clara. Elegendo Trump, lá estará alguém, investido de todo poder para, fazer o que estiver ao seu alcance para resolver o problema, fazendo o que tem que ser feito para que voltem a ter o domínio mundial, não só o bélico, mas também o econômico. E daí, roubam descaradamente tudo o que podem, país por país, amealhando para si, sem contestação. São os piratas do século XXI. Estão aí para roubar, sacanear e espoliar quem se colocar no caminho da subserviência.
Agindo assim, a maioria aceita pacificamente, pois sem condições de reagir, melhor se aliar e padecer de perseguições. Cuba sofre retaliações e o país padece de um bloqueio econômico, desde que, em 1959, promoveu uma libertadora revolução. A Venezuela não provocava os EUA. Ela simplesmente queria sobreviver diante de outro bloqueio, tão criminoso quanto o impingido à Cuba. Como possui a maior reserva de petróleo do planeta hoje, teve seu presidente sequestrado. O que aconteceu com o Irã dias atrás não foi um mero assassinato de um prepopente, arbitrário e intolerante aiatolá muçulmano. Os EUA apoiam toda e qualquer ditadura, desde que essa esteje vergada aos seus interesses. Chavez, depois Maduro nã ose vergaram e o país teve seu presidente sequestrado. Trump teria que ser penalizado e condenado pelo brutal ato. Nada lhe acontece, assim como o que acaba de fazer ao Irã. A imprensa massiva ainda afirma ele estar certo em assassinar um ditador, porém, ele, Trump, não seria até pior do que o aitolá assinado? Evidentemente que, sim.
Reflitindo sobre isso tudo, me volto para onde me encontro, ainda numa posição confortável em meu país, o Brasil. Temos um presidente que, dentro do que pode fazer, enfrentou o poderio e modo criminoso de ação de Trump. Até agora, conseguiu levar tudo numa boa, mas os riscos continuam enormes, não só para nosso país, como para o restante do planeta. Eu tenho a mais absoluta certeza de que, chegarão em nós, mais cedo ou mais tarde. Inevitável, um dia as armas que foram usadas contra a Venezuela, Irã e todos os países que ousaram contrariar o poderio deles, se voltará também contra nós. Algo precisa ser feito e não será individualmente. Sózinho não temos como enfrentar a insanidade norte-americana. A reação terá que ser coletiva e partir de um conglomerado de países. Um conglomerado que, pela sua expressão, represente poder bélico. Com Trump não existe negociação. Ou se mostra forte, com poder de fogo nas mãos ou a humilhação é iminente.
Agora mesmo, domingo, sol a pino, desço para a Feira do Rolo, um dos lugares onde quero continuar a frequentar. Por lá, poucos estão realmente preocupados com o que está acontecendo com o mundo. Converso com muitos. Os de minha laia sabem dos riscos que estamos correndo. Conversamos, sem chegar numa solução. Ela nos é inalcançável neste momento. Temos uma força contrária agindo bem ao nosso lado, com entreguistas prontos para entregar o país nas mãos de seu algoz. Quem luta hoje, o faz contra o que Trump representa e contra a bestialidade interna, construída por ideias fascistas, entreguistas e criminosas, pois dentro do pensamento da linha mais conservadora, a da ultradireita, pensam até na emiminação dos opositores. Ou seja, se esgrimar contra o que Trump representa, temos um inimigo interno aqui nos nossos calcanhares, tão ou até mais cruel e insano que o próprio presidente norte-americano.
A guerra bate à nossa porta. O planeta todo presente o perigo. E aqui no Brasil, além disso, temos pela frente uma outra fraticida luta. Neste ano, 2026, teremos uma decisiva eleição presidencial onde o destino do país estará em jogo. Ganhando Lula uma real possibilidade do pa´si continuar altaneiro e soberano. Lula é um ótimo estadista. Temos sorte de o tê-lo como presidente num momento como este. Imagine o que seria do Brasil, tivessemos reeleito Bolsonaro ou em seu lugar alguém com a característica de um Javier Milei? A Argentina, sabe-se, mesmo totalmente subserviente, será humilhada exatamente pelos EUA, que não dão ponto sem nó, ou seja, a descartarão, deixando-a na beira da estrada e sem recursos, numa penúria de dar dó. Eu tento ainda continuar saindo às ruas e me encontrando com gente querida, papeando e se mostrando pela aí. O faço, pois de que adiantaria me fechar em copas.
Resisto ao meu modo, escrevo, ainda consigo publicar o que penso. Para a luta interna, essa se agravando nos próximos meses, desunidos perderemos na certa. Unidos, alguma chance. Trata-se de uma guerra e para tanto, ou nos preparamos ou seremos fragorosamente derrotados. A guerra hoje não é travada só por Trump. Ele defende os interesses das grandes corporações, nós aqui, estamos já envolvidíssimos numa outra guerra. Ou venceremos estes, os que apostam não só na subserviência aos EUA, como gente com a mentalidade bolsonarista a nos comandar, ou seremos envolvidos, engolidos e tragados, depois expelidos. Luto com todas minhas forças para não ver meu país subjugado, entregue a estes, pois pelos quatro anos com Bolsonaro, já deu para saber muito bem para onde iríamos. Resistir é preciso. Continuo nas ruas e lutas, indo às feiras, shows, eventos, manifestações e tudo o mais. Estar engajado e na luta se faz necessário. Saibam que, onde estiver, estarei sempre tentando fazer algo para que meu país não se renda. Eu não me entrego. Faço parte dos que, lutarão sempre, enquanto viver.
JORNALISMO DE MERDA DO ESTADÃO E DA FOLHA DE SÃO PAULO
Eu vou chorar pelo Irã!!! E, como jornalista, eu José Trajano, o Ultrajano, assino embaixo o precioso texto de Inez Oludé:“ Li hoje uma manchete que me gelou a alma. Não pela novidade, mas pela confirmação de que o jornalismo brasileiro atingiu um novo patamar de miséria moral. “Ninguém vai chorar pelo Irã”, estampou o Estadão, como quem sentencia quem merece ou não ser pranteado neste mundo. Como quem define, de cima de um púlpito podre, quais vidas importam e quais podem ser reduzidas a escombros sem que uma lágrima seja derramada.
Trata-se, leitoras e leitores, de uma declaração de psicopatia travestida de análise geopolítica. Porque só um psicopata, desses que habitam os manuais de psiquiatria, é incapaz de sentir compaixão diante da dor alheia e ainda a transforma em manchete de jornal.
… Mas eu vou chorar, sim.Faço parte dos “alguéns” Vou chorar pelo Irã como chorei por cada país agredido pela sanha imperialista que, desde 1946, transforma o mundo num imenso cemitério. Chorei por Hiroshima e Nagasaki, varridas do mapa por bombas atômicas que incineraram civís como se fossem formigas. Chorei por Dresden, reduzida a cinzas numa noite de fogo que matou milhares de refugiados e crianças. Chorei pelo Vietnã, pelo Iraque, pela Líbia, pela Síria, pelo Afeganistão. Chorei pela Palestina, esquartejada dia após dia diante dos olhos cúmplices do Ocidente.
E agora, choro pelo Irã.
Choro por um povo que tem o direito de viver em paz, como qualquer outro povo neste planeta. Choro pelas 85 crianças e professoras assassinadas covardemente dentro de uma escola, vítimas da insanidade mental de homens que transformam a geopolítica num ringue de barbárie. Choro pelos civis que viram números, estatísticas, “danos colaterais” na frieza dos relatórios de guerra.
O que me estarrece, no entanto, não é apenas a violência dos que empunham as armas. É a violência dos que empunham as canetas e teclados para justificar o injustificável. É ver jornalistas brasileiros, desumanizados, coisificados pela ideologia, festejarem a destruição de países que ousam não se curvar aos ditames de Washington. É vê-los babando o ovo de políticos americanos, como se os EUA fossem uma entidade divina e não um império em decadência…”







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