sábado, 21 de março de 2026
AMIGO TRAZ DE LONGE PRESENTINHOS PRA MIM - ANTES GOSTAVA DE RECEBER JORNAIS, HOJE PERDERAM O FIO DA MEADA
Este texto é só para reforçar o quanto é gostoso sempre ter amigos por perto. Eu, de´cadas atrás, colecionava jornais, guardava as primeiras páginas de muitos deles. Tinha de várias partes do mundo. Ia pedindo para diletos amigos, em viagem por aí, para no retorno me trazerem um jornal daquele lugar. Eu também saindo por aí, trazia sempre jornais. Hoje, isso ficou bem mais difícil, primeiro porque, praticamente os jornais impressos estão desaparecendo e pior quer isso, perdi o tesão, diante da avalanche de jornais com tendência de atuação fora dos padrões da verdade factual dos fatos. A coleção de foi, creio eu numa das tantas enchentes lá pelos lados do antigo Mafuá, barrancas do rio Bauru.
Hoje, amigos saem por aí e dias atrás um destes, o sindicalista, agora recém aposentado Wellington Jorge Braga De Oliveira, passou quase uns dois meses em Porto Alegre RS. Falávamos sempre e poucoantes de voltar me diz o que gostaria que trouxesse para o amigo. Lembrei, derpcadas atrás, das tantas vezes em que, ans idas e vindas para Sampa, naquelas bancas ali nas redondezas da Ipiranga com a São João, jornais do pais inteiro. Trazia sempre um exemplar do gaúcho Zero Hora, creio que um dos pioneiros no formato berliner, igual ao do velho e saudoso Pasquim. A linha editorial atual é como as demais dos ditos jornalões brasileiros, todos conservadores, ou pior, fingindo não ser, lobos em pele de cordeiro.
Assim mesmo, disse para o amigo, "traga jornais gaúchos", quero ver como andam estes nas escrevinhações. E assim foi dito e feito. Na última quinta, ele me liga e diz se não podíamos nos encontrar ali no Bar do Wagnão, perto do Nipo. Vou lá, tomo uma cerva gelada com ele e ganho três exemplares de jornais gaúchos, o Zero Hora, Diário Gaúcho e Correio do Povo, todos edições de 12/03. Ganhou forte abraço e daí, me isolo em casa e vou folhear as páginas, matar saudade do cheiro produzido pelo papel dos jornais. De leitura mesmo, nada muito convidativo. Estes, como a maioria, perderam o fio da meada, estão se desmilinguindo aos poucos, padecimento em praça pública. Uma pena. Poderiam aproveitar melhor o que ainda resta de imprensa impressa, mas se repetem e nada apresentam para aguçar, buscar novos leitores.
A coelção faz parte do passado. Li o que consegui e muito agradecido fiquei, porém, o desapontamento foi grande. Talvez reste algo de bom paraquem goste de ler, nas edições de final de seman, algo que o nosso Jornal da Cidade, está também perdendo a oportunidade. Este, agora semanal, ficou menos interessante de quando era diário, ou seja, não soube aproveitar e se transformar num espaço com belas reportagens. Que fazer com jornais com os publicados hoje? Minha ex-sogra, mantém animais no quintal e sempre está a me pedir jornais. Guardo para ela.
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