quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

CARTAS (116)


SOBRE O CASO DO PROVÁVEL PROCESSO AO HPA – AGRADECIMENTOS

O grande lance de uma partida de xadrez é você não pensar somente na sua jogada de ataque e sim, também nos próximos passos do adversário. Pensando muito nas estratégias que terei que produzir nessa defesa pela retificação da liberdade de expressão, a liberdade que todos devemos ter de poder continuar criticando quando achar necessário, acredito que meu intento inicial, o de tornar pública a ação, esse primeiro passo foi alcançado plenamente. Quero agradecer o apoio irrestrito que recebi, manifestado pelos e-mails, pelo facebook, por telefonemas e pessoalmente. Fiquei muito sensibilizado com rapidez na resposta obtida. De tudo extraí algo muito simples, a grande maioria continua a favor da crítica, algo garantido pela própria constituição. Agradeço nesse momento a todos e todas.

Esse mafuento escrevinhador talvez não consiga acompanhar tudo o que está e que possa vir a acontecer, pois tem compromissos agendados fora de Bauru, alguns profissionais e outro, assumido nesse momento, que muito tomará do meu tempo. Juntei isso tudo e decidi não ficar martelando por aqui todo santo dia algo que já ficou bem claro. Nada possuo de pessoal contra as pessoas e instituições criticadas por mim. O faço embasado no meu direito de expressão e de assim agir, quando percebo algo de irregular, uma conduta não recomendável. Triste o jornalista que diante de um fato dessa natureza se omite, se esconde ou mesmo se cale. A crítica serve como alerta, como balizamento para abertura de um diálogo, não entre as partes, mas principalmente para que os criticados possam até rever seus posicionamentos refazerendo-os de forma diferente. O Brasil não mudou muito nos últimos tempo, motivado por intervenção de jornalistas e dos veículos de comunicação, através do direito de expressão, conquista inalienável do cidadão brasileiro. Quiçá, melhore cada vez mais e em todos os seus rincões!

Portanto, talvez não me vejam diariamente focando o mesmo tema, pois minha crítica não foi e  nunca será focada somente num tema, numa pessoa, numa instituição. Procuro ser o mais abrangente possível, tanto nos elogios como nas críticas. É o que continuarei fazendo, dia após dia. Quanto a esse provável processo, estarei juntando material para constituir minha defesa em algo bem fundamentado. Besteira fazer algo para provocar alguém. Essa nunca foi minha intenção. Quem me conhece sabe que não fujo da raia, mas também sei que, ser boquirroto em nada me ajudará. E os problemas dessa cidade, região, estado e país são tantos, que temas não me faltam para produzir meus textos. Quando algo sobre Agudos e seus mandatários estiver na pauta do dia, dar-lhe-eis texto novo. Hoje mesmo, tenho três sobre a mesa, todos variados, enfoques diferentes e uma boa parte do dia envolvido com questões externas, que me fazem permanecer mafuando fora do mafuá. Por fim, espero que os meus oponentes, protagonistas das minhas críticas, reflitam que a tônica dos meus escritos não é para o "quanto pior melhor", mas sim e tão somente para o "melhor". Melhor relação entre governantes e governados. Melhor relação entre público e privado. Melhor gestão do poder público e melhor participação popular com urbanidade.  

Continuo em exposição, sempre ao meu modo e jeito e sempre aberto ao diálogo.

HPA, 23.01.2014

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (39)


FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA – MAFUÁ ALAGADO...
A chuva de hoje pela manhã adentrou o lúdico espaço mafuento. Dois dedos de água. Algo ainda inexplicável (já acionei pai Lulinha do Tangará para as devidas explicações), pois a água adentrou por debaixo da porta, fez estragos no chão de taco, molhou tudo o que estava pela parte baixa e nada mais. Recuou e foi embora. Contei a história para Tatiana Calmon e ela foi mordaz: “deus é de direita”. Em Bauru os estragos foram generalizados. Não discuto aqui da cidade estar ou não preparada, pois o que percebi em curso hoje foi um daqueles fatos esporádicos, tempestade de grande proporção, algo inusitado. Caiu o mundo todo de uma vez no período das 6 até por volta das 7h10. O mundo veio abaixo em Bauru.

Aqui nas proximidades da Nuno de Assis, confluência com Inconfidência, o problema é a ponte. Quando mais baixa, a vazão do rio era pequena e as enchentes frequentes. Na administração Tidei de Lima uma obra e elevaram a ponte. A vazão do rio foi aumentada. Acredito termos ficado mais de 15 anos sem água dentro de casa. Hoje ela voltou e de forma inesperada, quando ninguém podia prever. Foi tudo vapt-vupt. Muita água no rio e quando ela não passa mais por debaixo da ponte, joga para os lados e daí essa água vem estacionar na minha quadra. Os bueiros não dão mais vasão e ela sobre invadindo as casas. Só quando o rio começa a passar por debaixo da ponte ela abaixa. Nosso problema é a ponte. Elevá-la seria ótimo, mas como? Ou rebaixar mais o leito do rio. Isso mais fácil. Pensemos no assunto. Esse o meu problema, mas como em Bauru hoje eles são variados e múltiplos, não tenho nem como me lamentar. Posto as fotos tiradas por mim, quando a coisa já estava mais suave e fico no rescaldo no restante do dia.

“Estas são as consequências de uma cidade que cresce de forma desordenada para atender os interesses dos grandes especuladores imobiliários. O poder executivo opera como gestor destes grandes negócios onde acaba prevalecendo o interesse privado em detrimento do interesse público. Poucos ganham muito dinheiro, enquanto a grande maioria paga a conta e sofre com estes e outros incidentes. A culpa não é da chuva, a responsabilidade é do poder público que se curva sempre de maneira vergonhosa às pressões dos grandes grupos que atuam no mercado imobiliário. Crescimento não é sinônimo de desenvolvimento, ao contrário, e as fotos mostram um pouco disso”, posicionamento do vereador Roque Ferreira PT, externado hoje pelas redes sociais.
EXTRA - EXTRA - EXTRA - NOTÍCIA DE ULTÍSSIMA HORA - PAREM AS ROTATIVAS: MAFUENTO TEM CASA INVADIDA PELA ÁGUA E É VÍTIMA DE BUEIRO ABERTO
Esse mafuento escrevinhador, intrépido contra malversadores e malversações generalizadas e genéricas, além de ter seu espaço invadido pelas águas do rio Bauru, que vieram beijar-lhe os tacos a revestir o piso de seu espaço de trabalho, foi surpreendido pelo imprevisto, tornando-se uma das tantas vítimas da catástrofe bauruense dessa manhã. Tendo que sair do reduto mafuento, quando achava que tudo já estava mais do que normalizado na cidade, dirigiu-se até as cercanias do restaurante Made in Brazil encontrar-se com o músico Vinicius Burda, tratando da finalização do jornal mensal deste. Passava pouco das 13h, sol a pino, HPA estaciona seu esmóbile e ao sair do mesmo, pisa em cheio num bueiro, o único com tampa dentre três juntos. A tampa virou e lá se foi para dentro do buraco, ralando parte considerável do seu braço direito. As escoriações podem ser vistas na foto ampliada e sem retoques publicada ao lado.

Diante da sequência de ter duas seguidas ocorrências de péssimo agouro no mesmo dia, HPA resolve entregar o caso para seu consultor espiritual, sempre de plantão, mestre LULINHA, do Templo de Umbanda do Tangarás, que já está tomando as devidas providências na identificação de quem foi que lhe endereçou tamanha uruca matinal. Diante de tudo, toma a seguinte decisão consultando seu Departamento Jurídico, publicada em Nota a seguir: “Não saia mais de casa no dia de hoje e se o fizer recomenda-se levar a tiracolo um sujeito bem parrudo, tipo o Camarada MARCOS PAULO, sempre ponto para o que der e vier”. Dessa forma, desmarco meus compromissos e vou cuidar, ainda do rescaldo do cheiro das águas ribeirinhas do ribeirão Bauru, misturadas a dejetos variados (quem não gostaria de me enviar uma caca bem fedida?) e seguindo conselho técnico, fico trancafiado dentro dos meus aposentos (não tão seguros) até ordem em contrário. Lulinha disse-me ainda agorinha mesmo que já cruzou os pauzinhos contra quem está armando ciladas para tão cândida pessoa. Seriam ações de declarados inimigos. Mas eu os tenho? Se tiver, preciso de algo além dos galhos de arruda atrás da orelha.
Em tempo: Rodrigo, a conta de minha recuperação estará chegando às suas mãos nas próximas horas, levada por emissário de confiança. Junto segue o número de minha conta corrente para o correspondente depósito.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CENA BAURUENSE (116)


A XIII MOSTRA DE TEATRO PAULO NEVES E O MOTIVO DELE CONTINUAR RESISTINDO
Ontem à noite foi um dia mais do que especial. Dia todo carregado, fluidos bons e outros negativos circulando pelo ar e quando o expediente se deu por findado, o que fazer, ei a questão. Ana dando aula até 23h, a opção entre ficar em casa espiando a novela ou ir bebericar algo num botequim qualquer, fiz uma terceira escolha, começando de forma atrasada minha participação na XIII MOSTRA DE TEATRO PAULO NEVES. Ontem foi dia 21 e a mostra havia começado dia 18, três dias de atraso, algo imperdoável para quem nos anos anteriores esteve bem por dentro do evento, que embala o começo de ano cultural em Bauru. Logo cedo recebo via email um convite para ir assistir “A SEDE QUE MATA”, de um grupo convidado de Garça, monólogo sobre o algo mais de uma pessoa diante da sede. Susy May Truzzi, uma agitadora cultural da vizinha cidade (que um dia já foi daqui), deu a dica, comprei a idéia e a ficha caiu. PÔ, o festival do Paulo Neves já começou. Parei de ficar brigando pela internet e cai de boca no que Paulo sabe mais fazer na vida, teatro.

O evento desse ano tem uma cara mais do que inovadora. Vai de 18/01 a 02/02 e dessa vez está mais do que nunca sabendo explorar outros espaços além do batido e sempre grandioso Teatro Municipal. Os organizadores, Paulo, seus filhos Thiago, Talita, Silvio Selva, entre outros captaram que espetáculos menores não podiam mesmo ser encenados num espaço para 450 lugares e daí a opção mais lógica, a utilização em grande intensidade da casa deles, a Casa de Cultura Celina Alves Neves, ali na Gerson França, antiga morada de dona Celina, a matriarca disso tudo. O quintal da casa com arquibancadas de tijolos comporta umas 40 pessoas e é ali que tudo tem acontecido de forma radiante. Além desse palco, outro, o Espaço Protótipo (que ainda não conheço) também abriu para um espetáculo. O Teatro Municipal será usado para os espetáculos maiores. Paulo e sua trupe são mais que doidos, pois são dezoito espetáculos, divididos nesses lugares e alguns deles sendo apresentados mais de uma vez.

Acontece tudo tão rápido, que é inevitável perder algo de bom, deixar de assistir uma peça pela qual todo mundo depois vai comentar, mas você acabou perdendo. Todo ano me acontece isso, mas nesse se perder num dia, ainda tem outra oportunidade. O Paulo envolve muita gente nisso tudo, busca apoio em lugares nunca dante navegados, cava patrocínios por todo o canto, reclama pra dedéu, mas não verga, continua como Aldir diz num dos seus sambas: “Envelheci, mas continuo em exposição, como sardinha de balcão”. Ele é o cara e quando escrevo dele, os demais lá não devem ficar chateados, pois sei do baita trabalho coletivo para colocar tudo isso pé e funcionando. Mas deixa eu paparicar o nosso mestre de cabelos brancos, pois ele nos últimos tempos está com uma aparência de muito cansaço e necessita de uns reparadores elogios. Gosto do Paulo assim de graça, só por saber da forma como ele dá sua suas aulas de História, como trata nossa história e de como segue em frente os ensinamentos recebidos de sua mãe, também repassados aos dois filhos.

Dito isso tudo, fui espiar a peça de Garça e na entrada recebo um pito. Victoria Galvão, uma menina, hoje moça, que vi nascer, filha dos queridos Norma e Alex me questiona de ter perdido a sua apresentação. Perdi uma, mas fico sabendo que haverá outra e essa não poderei perder. Assisto a peça e rimos da ausência do presidente do DAE, num tema sobre a secura da pessoa diante de uma água não encontrada de jeito nenhum. Peguei a programação e me encantei com os autores consagrados, desde Plínio Marcos a Ariano Suassuna, muita gente conhecida na direção, amigos de longa e de curta data. Não perco por nada desse mundo a "A Sarsa do advogado Pathelin", do Silvio Selva lá no parque Vitória Régia. E ainda tem uma festa lá no Jack Pub da Duque, com um musical dia 01/02. Toda a programação está devidamente explicitada no site www.cursospauloneves.com.br e desde já separo várias das próximas noites para o desgarrego necessário dos problemas diários, com a energização recebida nos palcos bauruenses.

Por fim, escrevo um algo mais do Paulo. Ele está cansado, demonstra isso nos movimentos e aos 65 anos busca forças num renovado namoro, com uma mineira do interior daquele estado. Encontros esporádicos, mais de trinta dias longe um do outro, mas quando ocorrem, escolhem a cidade de São Paulo, ele indo de Bauru para lá e ela de Minas. Alugam um barato hotel, quase sempre o Íbis e dali partem para um revigorante roteiro cultural, com muitas peças de teatro e livrarias. Juntos, esquecem da vida e o tempo passa rápido demais. Paulo, no retorno a Bauru cai de boca nas aulas de Histórias do D’incao e nos ensaios teatrais na Casa de Cultura. Terminado a Mostra está desde já envolvido com a Semana Latinoamericana do Colégio, sempre trazendo novidades de resistência dentre os povos latinos (estarei nessa). Paulo tem pouco descanso, mas disso tudo me confessou algo no final do papo, algo sobre como a vida vai sendo prolongada além do tempo: “Se não fosse essa Casa de Cultura e esses ensaios aqui, isso tudo que ocorre nesse espaço, acredito que não mais estaria por aqui. É isso que me mantém vivo”. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

FRASES (114)


O MOTIVO DE PROVÁVEL PROCESSO CONTRA O HPA
Eu não posso pedir apoio de ninguém se não explicitar o que de fato aconteceu, a motivação para estarem querendo me processar. Esclareço aqui esses motivos.

Recebo INTIMAÇÃO com AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO marcada para 20/02 no Fórum de Agudos, movida por Everton Octaviani (atual prefeito reeleito de Agudos), Auro Aparecido Octaviani (atual presidente da Câmara de Vereadores de Agudos, tio do prefeito e irmão do Carlão) e José Carlos Octaviani (popularmente chamado por Carlão, ex-prefeito e gerente destituído da cidade de Agudos, tio do atual prefeito e irmão do presidente da Câmara). Ação ajuizada pelo escritório MB Misquiati & Bahia, do advogado Claudio Jose Amaral Bahia.

Sou informado que os motivos foram esses: “No dia 19/06/2013, o sr HPA, ora acionado, fez comentários em um perfil de rede social, no qual faz menção aos autores (...), no referido comentário, o Réu disse que a família Octaviani ostenta um império nos bastidores de Agudos. E disse ainda que há existência de crueldade a olhos vistos. No bojo dos comentários, o Réu escreve op seguinte: ‘Falemos também do que ocorre nos bastidores da Prefeitura de Agudos. Crueldade a olhos vistos’”.

Daí o pedido de DANOS MORAIS. Será uma rara oportunidade de tornar público um amplo debate já ocorrendo nos bastidores da vida pública regional, versando sobre o tema. Acredito, poderei esmiuçar detalhadamente dos motivos de me posicionar contrário a uma sequência de atitudes tomadas pelos signatários da ação, não com intuito de difamar ninguém, mas simplesmente o de mostrar-se indignado com algo que não concordo e não aceito como posicionamentos adequados. Estarei agindo dentro do meu direito de manifestação, preservando a imagem das pessoas em si, mas não a de alguns dos seus atos e atitudes, condenáveis e em alguns casos até já com providências jurídicas e judiciais em andamento. A Justiça brasileira é pública e expondo isso, não a infrinjo, somente torno público o que já é público.

Peço a todos que me apoiarem, que assim como eu, não acusem ninguém de nada, pois incorrerão em possibilidade de intimações sobre suas pessoas. Peço sim, a todos e todas que também não concordam com alguns dos atos praticados pelos membros citados da família Octaviani quando investidos do poder Executivo e Legislativo em Agudos, que me auxiliem na construção dessa defesa. Certamente, será um documento dos mais ricos, uma amostragem ampla e abrangente de como agem alguns grupos familiares quando no poder. Como jornalista acredito que discordar faz parte da liberdade que temos de zelar, que é o direito a opinião e aí o ponto chave de minha crítica, quando se tenta eliminar quem faz a crítica, pelo simples fato de discordar e exercer o papel da crítica.

Era isso, por enquanto. Muita água deverá passar ainda por debaixo dessa ponte. Ninguém está acima de críticas e que elas continuem sendo feitas ad eternum, pois a “unanimidade é burra”, já diza Nelson Rodrigues.

Grato por tudo, principalmente aos amigos e amigas que abriram e participam de um grupo e da campanha na internet, a #‎oHenriqueémeuamigomexeucomelemexeucomigo
HPA, 21/janeiro/2014.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

MÚSICA (103)


HOJE É SEGUNDA E QUERO CONTINUAR FALANDO DOS “AMIGOS”
Sábado passado, 18/01, fui no aniversário de 60 anos da MARIZILDA, a eterna namorada (toc toc toc) do Carioca, o da banca de livros da Feira do Rolo. Foi numa chácara lá no Recanto dos Nobres. Festão bonito para endoidecer gente sã e na hora de cortar o bolo ela surpreende a todos, distribuindo um papel onde estava impresso uma música, desejo seu de ver todos os presentes cantando junto dela antes do Parabéns a Você. E assim foi feito, algo lindo. A música é essa aqui, a “A AMIZADE” (do Arlindo Cruz), do CD “O Quintal do Samba” (EMI, 2006), com a interpretação inconfundível e belíssima do grupo FUNDO DE QUINTAL. Ouçam e acompanhem seguindo a letra, clicando a seguir: http://www.vagalume.com.br/fundo-de-quintal/a-amizade.html. Uma jóia rara do verdadeiro samba brasileiro e glorificando algo tão em falta nos dias de hoje, a verdadeira amizade. Não me venham dizer que os possuidores de mais de 1400 ditos amigos no facebook (como eu), todos o sejam. Amigo mesmo conta-se nos dedos da mão e quando muito em uma só das mãos. É ótimo os tê-los e fico cada dia mais orgulhoso dos poucos que comigo comungam alegrias, tristezas, angústias, brigas, arruaças, confidências e como disse muito bem um outro poeta, Aldir Blanc, a simpatia (“simpatia é quase amor”). Hoje quero continuar escrevinhando deles e delas.

Eu choro por e com alguns dos meus verdadeiros amigos. Duilio Duka Zanni postou que não me abandonará, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e me derreto todo com ele. Leiam sua declaração:

“CAMPANHA: #oHenriqueémeuamigomexeucomelemexeucomigo ESTÁ LANÇADA! Precisamos dar um AVISO A ESSES NAVEGANTES POLÍTICOS que vivem do dinheiro público, que abusam da confiança do povo e ainda ameaçam processar quem os enfrenta. O Henrique Perazzi de Aquino através de seu Blog, o MAFUÁ DO HPA -www.mafuadohpa.blogspot.com
tem sido um verdadeiro porta-voz de quem não tem voz.  Ele fala/escreve aquilo que milhões de brasileiros queriam falar/escrever, buscando esclarecer a VERDADE e lutando por JUSTIÇA. E por causa disso ele está sendo ameaçado de responder Processo.
CONVIDO A TODOS E TODAS a subscreverem esta Campanha que ora lanço: #OHENRIQUEÉMEUAMIGOMEXEUCOMELEMEXEUCOMIGO!
BASTA!!! #oHenriqueémeuamigomexeucomelemexeucomigo
duiliodukadesouzazanni#duilioduka.
A FONTE da última foto é 
http://www.facebookimagens.com/mexeu-com-ele-mexeu-comigo-ta-avisado.html#
”.

Vendo isso exposto no facebook, muitos me procuram para saber dos detalhes. Conto a todos e percebo o olhar de perplexidade na maioria deles. Não vivemos só de elogios e criticar e ser criticado faz parte de nossas vidas, expostas nos mais diferentes lugares. A vida de quem opta pela exposição da atuação política expõe muito mais e é isso que precisa ser entendido e as liberdades democráticas mantidas. Agradeço as manifestações via facebook, email, telefone e as feitas pessoalmente. O imbróglio está só começando, mas muita água ainda vai passar por debaixo dessa ponte. Dentre muitos, o advogado Gilberto Truijo demonstrou seu apoio postado em letra maiúscula: “PARECE QUE VIVEMOS NUMA DEMOCRACIA, EMBORA ACHEM QUE ESTÃO SOB A ÉGIDE DA DITADURA MILITAR. ESSE ANO VAI SER FOGO, MAS ESTAMOS VIVOS E ATRAPALHANDO ESSES PSEUDOS POLITICOS E PRETENSOS CANDIDATOS A DEPUTADOS”.

Encerro esse relato sobre AMIZADE respondendo a pergunta feita pela amiga MARIA CRISTINA ZANIN SANT’ANNA: “Mas o que está acontecendo de fato?”. Eis como lhe respondi: “Zanin, eu te explico. Uma família que estará completando 16 anos no poder numa cidade vizinha, eu os critiquei pelo fato de estarem montando algo oligárquico e que isso é um perigo para o regime democrático, pois sufoca outras possibilidades na cidade. Estou sendo processado por causa disso. Para me defender, estarei fundamentando muito bem tudo o que disse, ou seja, a formação desses grupos de poder que se apossam e não mais querem sair do poder em certos lugares. Não me falta material nesse sentido e é o que estou montando nesse momento. Talvez até conte com a colaboração dos amigos no envio de mais informações. A liberdade de imprensa e de expressão me dá o direito de questionar, ser contra, opinar não só a favor, mas criticamente quando achar necessário e isso foi o que fiz e continuarei fazendo”. Daí o apoio dos amigos, o que muito me sensibiliza, tanto que repito a frase da letra do samba do Fundo de Quintal para todos e todas: “Valeu por você existir, amigo”.

PARA QUEM NÃO ME CONHECE, EIS COMO COMECEI A SEMANA NO FACEBOOK:
BOA SEMANA PARA TODOS E TODAS COM MENOS MENTIRAS - Para começar algo sobre as mentiras, falácias, montagens descabidas, textos que mesmo sendo deslavadas inverdades continuam sendo postadas, como se verdade fossem, tudo com o intuito de engambelar, pegar incautos e fazer com que caiam na ladainha do quanto pior melhor. Vamos nos insurgir contra esse rede de MENTIRAS? É o que proponho com a publicação da tira de hoje do Página 12 argentino, obra do Miguel Rep. Eu estou engajado nessa batalha contra os MENTIROSOS DE PLANTÃO e você?

domingo, 19 de janeiro de 2014

ALGO DA INTERNET (80)


DIA DESSES ESCREVI ISSO DELES... E HOJE VOLTO À CARGA
DUÍLIO DUKA, um de meus melhores amigos é tão apaixonado pela sua ROSANA ZANNI, que foi ao cartório e lá anexou ao seu nome algo mais e hoje se chama DUÍLIO DUKA ZANNI. Dia desses, 02/11/2013 contei aqui a história da perda de todo o conteúdo do seu computador:http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=duka+e+o+cunhado, motivado por um fuçado (e fuçador) cunhado. O HD do seu computador quase foi parar no Canadá, onde tentariam recuperar o que foi perdido. Quando ficou sabendo de quanto gastaria com a brincadeira, optou pela opção mais barata (custo zero), de deixar tudo aos meus cuidados e eu encaminhar para o também fuçado (e fuçador) companheiro MARCOS PAULO, que uma hora dessas já deve estar tentando conectar-se com o além para devolver à máquina os escritos do véio Duka Zanni. Os resultados serão aqui comentados. Em tempo: Rosana se redimiu, foi até as Casas Bahia e em 17 suaves prestações presenteou Duka com computador zero bala.

GILMAR DIAS é jornalista e comandou o BOM DIA BAURU desde seu lançamento até o início da dispersão. Irmão de um grande amigo, o músico GILSON DIAS, hoje morando na bucólica Copacabana. Dia desses levei até ele, trazida a mim pelo Gilmar uma guitarra, que hoje deve estar sendo manipulada nas escaldantes areias poluídas do mar carioca. GILSON é meu chapa e dia desses, exatamente em 16/01/2014, seu mano, o Gilmar teve publicado no Opinião do JC o seguinte texto, QUERO CONVERSAR!: http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=232465. Versa sobre alguém aé que arrazoou que, “Quem não tem face é supeito!”. Gilmar não tem e explicou dos motivos, pelos quais me torno mais seu chapa. Depois dele, só conheço outro que não quer esse negócio de jeito nenhum, o companheiro MARCOS PAULO.

O músico percussionista MAN, ou seja LUIZ ANTÔNIO DOS SANTOS, vim revê-lo na última quinta, 16/01, na festa de lançamento do Carnaval 2014 no Geisel, furdunço da Escola de Samba Coroa Imperial, quando diante da casa das irmãs do presidente Adelino, tomaram a rua e batucaram até por volta das 23h. Foi o dia onde os instrumentos foram desenferrujados, pois retirados de onde estavam guardados voltaram a ser utilizados. Nesse ainda insipiente início, pouco mais de vinte músicos e dentre eles um me chama muito a atenção (a coisa deve estar esquentando dia após dia). MAN é um dos maiores músicos que já vi batucando tambores. Mostrou um bocadinho disso lá na rua, tudo improvisado e nos intervalos foi contando um bocadinho de sua história, dos motivos de seu desaparecimento e do seu retorno. Continua morando longe, movendo-se a pé, de carona ou de ônibus, mas querendo muito contribuir, dar o seu quinhão para o carnaval dos amigos lá do Geisel. Foi indescritível observar o que ia fazendo com o instrumento de couro. Sabe tudo. Uma pessoa que merece uma noite especial no nosso Teatro Municipal, numa justa homenagem onde poderíamos dar uma bela de uma ajuda para ele dar um recomeço digno à sua vida. Dia desses, mais precisamente em 08/10/2013 o publiquei como o 274º perfil do meu PERSONAGEM SEM CARIMBO – O LADO B DE BAURU no facebook. Queria muito juntar forças por aqui e juntos fazermos algo por MAN.

JOSÉ ESMERALDI é um sujeito que criou sua própria rádio e nela botou um slogan dos mais precisos, “a rádio fora de moda”. Dele, dia desses (21/12/2013), escrevi isso dele por esse bat canal:http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=josé+esmeraldi. Hoje volto a carga por um motivo muito simples, sua rádio, a FREQUÊNCIA MEMÓRIA, fora de moda para uns, mas mais dentro impossível para outros, sintonizada pela internet aqui no http://www.frequenciamemoria.net/ e com o seguinte blog no facebook https://www.facebook.com/frequenciamemoria, dá uma colher de chá para esse mafuento. Sim, lá no site do Frequência tem um link para se cair direto no Mafuá do HPA. E assim, um fica sintonizado no dial do outro. Quem não der um CURTIR na rádio do Esmeraldi não sabe o que está perdendo.

sábado, 18 de janeiro de 2014

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (99)


CRITICOU, ELES NÃO QUEREM MAIS FALAR COM A GENTE – APOIANDO RAFAEL ANTONIO
Ouvindo a Jovem Auri-Verde pela manhã, o Chico Cardoso no seu programa a reverenciar a PM (hoje entrevistando o Luís Pires do Zôo), anunciou meu nome no ar e lascou: “Esse é bravo”. Respondo aqui: Não sou nada bravo, sou até manso (não corno, viu!). Sou é um cidadão incomodado com as sacanagens que ocorrem e as injustiças desse mundo. Se em algumas vezes sou mais incisivo (motivo pelo qual alguns me processam), deve-se ao fato de que acredito que quem entra na vida pública, passa a ter uma exposição maior e não pode e não deve permanecer numa zona de conforto onde só deva merecer elogios e afagos. Criticar faz parte do jogo e esse é o papel do verdadeiro cidadão que acompanha os acontecimentos. Quando mer perguntam dos motivos de apoiar os mensaleiros, respondo que não os apoio e sim, sou contra o massacre de querer imputar culpa só a eles, sendo que nesse país, os maiores corruptos continuam soltos e impunes, apoiados pelos que criticam os hoje condenados. Sou assim e assim continuarei minha trajetória.

Olha como as coisas acontecem divinalmente uma na sequência da outra. Confesso que não morro de amores pelo basquete (já gostei mais). Questão de gosto, preferência (ainda o futebol), mas liguei o rádio hoje à tarde e fiquei ouvindo a narração do Rafael Antonio no jogo lá em Goiânia (Bauru ganhou no finalzinho) para a Auri-Verde e a Jornada Esportiva. Não é que ele num certo momento informa que os jogadores do Bauru Basquete resolveram se juntar e não dar mais entrevista para ele. O motivo é claro e evidente, deve ter sido mais incisivo em alguma crítica a algum deles, todos acostumados a só receberem elogios e decidiram que não mais falariam nada. As duas rádios juntas fazem algo inédito que é transmitirem tudo o que se refere a esporte em Bauru (até jogo de malha e buraco lá estão eles) e isso merece elogios. Na hora juntei um monte de coisas, caraminholei algo e batuquei um texto para o Rafael. Esse a seguir:

Caro Rafael Antonio: Continuo sempre te ouvindo no rádio, inclusive agora no jornalismo da Auri-Verde. Isso que te acontece agora é exatamente o que ocorre quando eu critico algum político local com maior contundência. Temos que fazê-lo e hoje existe um pessoal muito mal acostumado, que gosta só de receber elogios e ser pararicado. Ao primeiro esboço de você perguntar algo mais ácido, ocorre isso, eles começam a te enxergar diferente. O papel do jornalista é exatamente esse que você tem, perguntar, instigar, provocar, enxergar e descrever o que está sentindo e vendo. Ouvi sua entrevista gravada com o prefeito de Agudos (sexta passada na rádio). Gostei dela, mas sabe o que faltou? Exatamente isso que você aplica no futebol e no basquete e que tantos problemas lhe causam. Não temos que só elogiar esses caras, temos que também saber ver onde estão errando, pisando na bola e expor isso. Isso vale para tudo, política, futebol, basquete e a vida num todo. Um grande abracito bauruense desse que te ouve sempre. Vamos nos falando. Se o problema foi esse exposto deles não te darem mais entrevistas, isso só demonstra uma coisa, você fez o serviço bem feito e isso incomodou. HPA

Agora minhas conclusões: Parte considerável do jornalismo bauruense quando entrevistando figurões, daqui e de fora, pisa literalmente em ovos. Em poucos casos perguntam o que realmente deveria ser perguntado. Deixam passar a oportunidade e mais elogiam do que criticam. Sabe-se que, em muitos casos, algumas empresas recebem propagandas vindas de meios políticos e isso quer queiramos ou não, interfere na postura do órgão de imprensa. Como vão encostar na parede alguém que compra espaço publicitário? Difícil e isso, me faz recordar novamente a famosa frase de Millôr Fernandes (já usada aqui algumas outras vezes):”Imprensa é oposição, o resto é balcão de secos e molhados”. Isso que aconteceu com Rafael serve como reflexão para outros episódios da vida cotidiana. Foi ótimo no que fez com o time de basquete claudicante em alguns momentos. A cobrança foi justa, necessária e precisa. Poderia ser assim com tudo o mais.

Para encerrar, hoje pelo facebook do jornalista Thiago Roque (ex-Bom Dia Bauru e hoje em Ribeirão Preto), uma frase: “Estou impressionado com a quantidade de gente reacionária que existe nesta Ribeirão Preto. Que os deuses nos protejam”. Respondi assim: “E em Bauru então...”. Mas o melhor foi uma resposta que li lá de um tal de Wilson Luiz Monaco Junior, para fechar a tampa do caixão: “UM PAÍS NÃO PODE DAR CERTO QUANDO OS POBRES SÃO DE DIREITA”.