segunda-feira, 18 de maio de 2026


CAMAROTIZAÇÃO DA SOCIEDADE
Com o ocorrido em Bauru no último jogo do Noroeste lá no Alfredo de Castilho, o termo que dá título a este escrito voltou à baila. Ele não foi criado agora e representa algo a ser melhor entendido, a existência de uma turba de pessoas, dita e vista como privilegiados e estes, além de querer e se propor a ditar regras, fazem e acontecem, mas na maioria das vezes, quando o fazem, demonstram algo mais de como estão enraizados por inenarráveis preconceitos.

O "camarote" em si já explícita uma situação privilegiada. No caso do estádio bauruense, no jogo ocorrido e em todos os demais, o espaço assim denominado surgiu após a construção de cabines, que supostamente seriam utilizadas como cabines de imprensa. Por estarem num nível muito baixo foram de certa forma rejeitadas pelos profissionais da imprensa, preferindo continuarem com seus antigos locais, atrás das antigas arquibancadas cobertas, bem defronte o campo de jogo. E as tais cabines foram sendo, pouco a pouco reutilizadas ew ocupadas por convidados, até o momento em que a atual administração, comandada pela SAF Mandaliti as remodelou a assim foi instituído a existência dessa distinção de privilegiados nestes espaços.

A palavra "camarote", por si só deixa bem claro que nestes lugares, alguns privilegiados ali os ocupando. São lugares onde se paga mais para estar em situação privilegiada, vide em shows, quando alguns benefiados ficam em lugares mais na frente do palco e com condições a desfrutar de benesses, não disponibilizadas aos demais. Essa situação, a de quem paga mais e obtém um privilégio, a de quem pode ser chamado antes de todos os demais quando nas chamadas para adentrar um avião, assim como os lugares reservados para área vip. A tudo isso já e dado a denominação de "camarotização da sociedade", a ocupada por quem consegue estar acima da maioria dos pobres mortais.

O provável ato de racismo ocorrido no jogo do Noroeste com o Velo Clube, de Rio Claro, veio de uma pessoa de dentro de um dos camarotes, um bem defronte e acima do banco de reservas do time visitante. É sintomático ter vindo de alguém de um dos camarotes e não das arquibancadas. Num momento quando toda e qualquer denúncia de racismo no futebol é fortemente controlada e vigiada nos estádios brasileiros, era para se entender, deveria ser consenso e mesmo algo já não mais possível, a existência de atos dessa natureza. Persistindo e vindo exatamente de dentro de um local onde se concentram privilegiados, o que está subetendido e pode ser constatado em outras situações, tanto que a denominação já vem sendo largamente utilizada é que, os tais privilegiados são mais conservadores e preconceituosos que as demais camadas da sociedade. Poderiam ser estes lugares e seus frequentadores também considerados com uma espécie de salvo conduto para estar acima do bem e do mal, fazendo o que quiserem, sem se preocupar com as consequências, pois teriam "costa quente"? Essa a conclusão observada a grosso modo e praticamente impossível de ser contestada.
OBS.: as ilustrações são meramente ilustrativas.

A VERSÃO DA DIRETORIA NOROESTINA CARECE DE MELHOR APURAÇÃO - O FATO É QUE, ADMOESTAÇÕES RACISTAS, PROVENIENTES DO CAMAROTE, OU SEJA, PIPOCARAM DO LADO MAIS ABASTADO DOS PRESENTES AO ESTÁDIO
"BAURU não pode aceitar esse tipo de gente que ENVERGONHA nossa cidade. Que esse RACISTA seja identificado e RESPONDA CRIMINALMENTE PELO SEU ATO", Luiz Pires, ex-secretário municipal do Meio Ambiente e ex-diretor do Zoológico Municipal. 

Brasileirão Série D - Massagista do Velo Clube denuncia racismo e chora durante partida contra o Noroeste pela Série D. Domingo, maio 17, 2026
Funcionário relatou ter sido chamado de “macaco” por torcedores no estádio Alfredo de Castilho; protocolo antirracismo foi acionado pela arbitragem.
Foto: Ana Júlia Guerreiro / ge - Página O Curioso do Futebol.
Link: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2026/05/massagista-do-velo-clube-denuncia-racismo-em-jogo-contra-o-noroeste-pela-serie-d.html?m=1&fbclid=IwY2xjawR4iFJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEehfwvRNQLDCclZnLJH3pUWu8HDyCaa6jPQ5V80h8t100LyTl_ZmwCSBByzkc_aem_5p4HXKCl3ZkKzBIAVPb4Lw


SEMANA EM LAVRAS-MG E ADJACÊNCIAS... - O QUE VIM FAZER POR AQUI
Aconteceu novamente. Ana Bia, a esposa é convidada para presidir banca, concurso para novos professores na UFLA - Universidade Federal de Lavras MG, permanecendo nessa cidade de hoje, segunda, 18 até dia 22/05 e, consequentemente, o aposentado HPA, no caso seu marido, viaja a tiracola e conhecerá região do país pela qual ainda não havia pisado seus pés. Ela, viajou em carro oficial e eu, chegamos praticamente juntos, vim através de dois ônibus, empresas Prata e Guanabara. Por uma dessas coincidências da vida, eu sai de casa ontem 1h45, chegando em Sampa 7h e depois, mudando de terminal, para o Tietê, embarco 10h, chegando em Lavras por volta das 16h30. Ela, saiu com carro oficial no domingo, por volta das 8h30, chegando praticamente juntos.

E hoje, segunda, enquanto ela começa sua semana de intenso trabalho na aplicação, correção das provas e finalizando com a divulgação dos resultados, eu com todo o tempo do mundo, bato perna e vou conhecer Lavras e região. Hoje, dia nublado, querendo chover, perambulo pelo centro, adentro lugares, assunto pessoas, puxo conversa e assim, mineiramente tento ir me introduzindo nos modos e maneiras de me estabelecer, conhecendo bocadinho dessa cultura interiorana mineira, recheada com muitos queijos e pães variados, além de geléias, rocamboles e doces variados. Muito sofrimento, pois enquanto ela trabalha adoidado, eu vou lhe informando o que descubro, no intenso trabalho de desbravamento dessa região das Minas Geraes, que um dia foi também desvastada à cata de ouro, sendo tudo rapinado, não sobrando nada para quem chega por aqui neste momento. Porém, lhes conto, existem riquezas de intenso valor por estas bandas do mundo e como bom farejador, inicio neste exato momento um trabalho de averigação, garimpagem e coleta de dados, juntamente com itens dee alto teor degustativo.

Conto algo na medida do possível. Trago comigo a missão de tentar ao menos entender como este povo tão altaneiro e com uma passado tão sóbrio, conseguiu votar em alguém como o tal do governador Zema, um dos piores do reduto conservador fascista. Não sei se chegarei a alguma conclusão, pois nós, os paulistas, quatrocentões, ditos como muito entendedores de tudo, conseguimos também eleger uma besta quadrada como Tarcísio, além de estar querendo até reelegê-lo.

Estou no momento, vasculhando ruas, vielas e no momento, como me deparo com um belo de um sebo pela frente, creio passarei minha tarde por lá até que se dissipe este mal tempo, nuvens carregadas no céu. Achei um ótimo lugar para me abrigar.

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