01. O QUE NOS RESTA DE POLÍTICA? A saída é o enfrentamento com os devassos que hoje se aoderaram do poder constituído. Não existe outra saída. Desde o momento em que, por exemplo, Bolsonaro para ter governabilidade e paz, introduziu as tais emendas impositivas e do orçamento secreto, deixando a cargo dos deputados federais (hoje até estaduais e vereadores fazem uso de dinheirama distribuída aleatoriamente e sem nenhum caráter de projetos, tudo ao bel prazer destes) o derrame de dinheiro, tudo se perdeu mais um pouco.Tudo se transformou numa pouca vergonha. "Hoje há muito dinheiro nas mãos do Congresso, o que impede qualquer governante de fazer política pública e construir esse país na velocidade que necessitamos", leio em entrevista da ex-ministra Simone Tebet. Ela, faz questãode reafirmar ser de linhagem liberal, porém sensata e alinhada com Lula, por princípios compartilhados, o por exemplo, contrários à corrupção e ao descalabro da classe política atual. Hoje, Lula e Tebet sabem que, 40% de tudo o que sobra do orçamento, depois de pagar a folha, os aposentados e garantir o percentual mínimo de saúde e educação, acaba nas mãos do Congresso. Continuar vendo esses recursos serem utilizados sem nenhum planejamento estratégico, sem constatar se aquele recurso é realmente aquilo que interessa ao município é aceitar que o país continue indo para a bancarrota. Ou mudamos isso, com muita coragem e determinação ou continuaremos nas mãos de gente inescrupulosa, que, evidentemente, nãoquerem de jeito nenhum que a mamata termine.
02. A DETERIORAÇÃO DA ESTRUTURA PENAL PAULISTA, O CASO DE PIRAJUÍ - Acompanho com a devida atenção o que está em curso no sistema prisional de Pirajuí SP, presídio feminino, quando um servidor penal, sofrendo perseguições da direção da unidade onde atuava, não suportou a pressão e cometeu suícido. Não foi o único, mas o caso remete a algo em curso em todo sistema, ou seja, descaso do Governo Estadual, deixando tudo se deteriorar, precarizar, para quando o caos estiver instalado, ver como resolverá a questão. O drama familiar em curso, pois a esposa do morto é também servidora, pede transferência humanitária e tem seu pedido negado, relegado a segundo plano, tudo portanto não é caso isolado. Os servidores públicos - todos indistintamente, não só os prisionais - passam por situação depreciativa e de perdas de direitos. Este parece ser o modus operandis de administradores fundamentalistas, conservadores e pueris de bom senso. Ao olhar com mais atenção para este caso, não existe como não olhar para tudo o mais. O que o governador Tarcísio de Freitas promove é, pouco a pouco, a promoção de uma perda de direitos, não atendendo nenhuma das reivindicações dos servidores, com estes já estrangulados e quase mortos por asfixia. Não existe capacitação e recomposição do efetivo, isso servindo para todos os servidores públicos do estado de SP. É isso que SP quer como continuidade para governança do estado, ainda mais rico da Federação? Meus caros, diante de um Fernando Haddad e um Tarcísio de Freitas, quem opta pela continuidade do que vê sendo feito é maluco da ideia ou mesmo gente já perdida, apostando no quanto pior melhor. Cansei destes todos.
03. AO LER SOBRE O QUE O RJ FEZ COM A PREVIDÊNCIA DOS SEUS SERVIDORES, LOGO ME LEMBRO DA BAURUENSE FUNPREV - A FUNPREV (Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru) é a entidade responsável pela gestão previdenciária de mais de 12 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas. A fundação gerencia os benefícios, aposentadorias e pensões do funcionalismo público municipal. Essas fundações municipais possuem patrimônios dos mais sensíveis dentro do Estado brasileiro. Quando os valores dessas altas contas são submetidas a operações arriscadas ou temerárias, o prejuízo é altamente danoso, pois até aposentadorias podem ser interrompidas. O que o ex-governador ro Rio de Janeiro fez foi colocar em risco a segurança de quem depende desses benefícios para viver. Jogou toda a grana nas mãos de um inescrupuloso banqueiro, no caso o Vorcaro, do Master e pelo visto, até agora, nem preso foi. a dinheirama se perdeu com a bancarrota do banco e os servidores se danaram. Isso é um crime. O mínimo que a sociedade espera é total transparência e responsabilidade de quem administra estes altos valores, pois o fazem para toda uma categora. No caso bauruense, a Funprev, pelo que sei e conheço Gilson Gimenses Campos, presidente reeleito em janeiro deste ano, mais de 30 anos como servidor público municipal, tudo feito dentro de padrões muito sérios. Ele deve sofrer todo tipo de assédio para aplicações nada convencionais. Resistir é entender que, o dinheiro da previdência dos servidores não é capital especulativo. Não pode nunca ser tratado como tal. Mais que isso, no caso de Bauru, se faz necessário continuar denunciando o desvio da grana que, deveria ser repassada mensalmente pela atual administração municipal, capitaneada por Suéllen rosin e como se sabe, ocorre de forma incorreta, parcial e sem continuidade certa. Isso se traduz em excesso de riscos, pois, com certeza, a conta chegará e sem grana nos cofres, como pagar, por exemplo, o salário dos aposentados? A atual alcaide precisa ser cobrada disso a cada raiar de um novo dia.
04. ALGUM COMENTÁRIO SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DOS CORREIOS, PRINCIPALMENTE DA DIRETORIA DE BAURU - Estamos vivenciando o último ano do terceiro mandato de Lula como presidente e el alguns setores, até o momento, direções variadas continuam nas maõs de opositores. Diriam que isso se deve a tal da necessária governabilidade. Pode ser, mas algo precisa ser feito quando existe extrapolação de ações. Na Diretoria Regional dos Correios de Bauru, parece que o grupo no poder não é necessariamente ligado aos interesses atuais de como deve ser o novo papel dos Correios. Sabido existir um grupo aqui encastelado, ainda um tanto distante do papel do que representa de fato estar atuando dentro de um governo como o de Lula da Silva. Os Correios são hoje uma empresa com 12 mil pontos de atendimento no país, estando presente em 5570 municípios. Isso é muito, mesmo ainda sendo considerado como um modelo de negócios insustentável, dentro do novo quadro do serviço antes prestado. Se isso ocorre, nada como repensar a função e o modewlo de negócios dentro desse novo contexto. Mesmo com todos os problemas, enxergo os Correios ainda administrando um dos maiores conjuntos ativos operacionais do país. Com gente ocupando seu lugares de decisão sem entender isso, ainda precupadas com atendimento de favores e benesses, tudo piora. Lula faz de tudo e mais um pouco para reequilibrar as contas dos Correios, mas precisa ter substancial ajuda de quem age na ponta, inclusive de quem foi depositado cargos de confiança. Lá de cima devem vir o algo novo, a ampliação da oferta de novos produtos e formas de atendimento, mas a praticidade disso tudo precisa ser entendida de fato pro quem está na ponta. O país não avança com gente amarrando e atada a interesses outros.

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