terça-feira, 7 de novembro de 2023

ALFINETADA (234)


NUNCA TIVE DÚVIDA

ROSANA POLLI, DA FASCISTA AURI-VERDE, ESTÁ PREOCUPADA DOS MOTIVOS DO STF ESTAR VASCULHANDO OS PIXs DOADOS PARA O GENOCÍDA JAIR BOLSONARO
Quer que eu mesmo responda pra ela, dos motivos de sua preocupação hoje junto dos microfone da Auri-Verde?

Simples.
O Alexandre Pittolli já deve ter passado a ela, que mesmo ele tendo levado um pé na bunda do Grupo Jovem Pan, o rabo deixado continuará sendo investigado e assim sendo, como a Jovem Pan Bauru, na despirocada e fora da casinha administração, onde ele era o administrador da coisa, também fez uso do recebimento de PIX em profusão e sem conhecimento até agora da procedência e, pior que isso, de uma prestação de conta esclarecedora.

Com certeza estavam achando que isso aqui ainda era a Casa da Mãe Joana, dos tempos do seu Jair, o amigo íntimo dos milicianos e vizinho do matador de Marielle Franco.
Ele, o Pittolli sabe que, seu dia chegará e como também sabe, as investigações para cima de tudo o que fizeram continua, mais dia menos dia, chegarão a ele e tomaremos conhecimento de tudo de errado que aconteceu ali no interior da rádio mais anti-democrática deste país.

Rosana Polli, que fez e faz parte da equipe pidoncha de grana pelos microfones, também deve merecer investigação, até pela incessante divulgação feita por todos lá do staff do Pittolli, informando aos incautos ouvintes de como devia ser o procedimento para depositarem grana viva na conta da rádio. Outra que deve estar já se preparando para o pior é o dono da rádio Auri-Verde Bauru, a família Daré, pois se a rádio Jovem Pan tinha problemas mil pelo que Pittolli e os seus, incluindo Rosana Polli fez e faz, agora o CNPJ a ser cobrado será o da Auri-Verde. Estejam preparados, pois dias piores virão e como ela muito bem sabe, a investigação hoje ocorrendo nas contas do mentor deles todos, o indefectível Bolsonaro, também deverá ocorrer na Jovem Pan Bauru e Jovem Auri-Verde Bauru.

Calma Rosana Polli, a vez de vocês chegará. É só aguardar mais um bocadinho.

Rosana não gostou do escrito e me envia essa resposta: "Vergonha é o que vocês sem escrúpulo nenhum fazem com as pessoas!!! Julgando, ofendendo a honra... Henrique.
Você me conhece desde de sempre! Devo ser a jornalista de mais tempo de rádio, assessoria e professora universitária sim!!! Com muito orgulho, ensino o que aprendi com grandes profissionais, sem doutrinação... E também sem receber nenhum tostão de político algum!!
Lave a boca ou a caneta para falar e escrever sobre mim!! E prepare as provas... pq acusar é fácil! Minhasopiniões dizem respeito a mim. Isso chama-se jornalismo opinativo!! Não devo satisfação da minha vida pra você e nem seus seguidores ! E nao utilize mais fotos minhas para denegrir imagem.. Muita covardia!!!".

Respondo da seguinte forma: "Voltou pra defender o indefensável. Aceite ser criticada. Está numa rádio a exercer o pior papel de todas no momento atual. Triste momento. Grandes profissionais se envergonhariam de vê-la falando tanta besteira. O dia da prestação de contas da JP e, agora, da Auri-Verde está chegando. Tudo tem limite"

O DURO GOLPE NAS HOSTES DE SUÉLLEN E COMO ELA REAGE...
Sim, o baque da perda na votação foi grande dentro do seu reduto até então consolidado, tido como certo, o de votos majoritários dentro da Câmara de Vereadores de Bauru, quando por 11 x 5, muitos considerados mais que aliados, se bandearam para o lado oposto, numa clara demonstração de descontentamento pelo tratamento recebido.

Dizem os que estão presenciando os momentos pós-votação, que lá pelos lados da Prefitura, mais precisamente no 3º andar, local do Gabinete da Alcaide Suéllen Rosim, o clima é de desolação e consternação. Para tentar recolocar tudo no seu devido lugar ela toma uma atitude drástica, dessas que havia deixado de lado nos últimos tempos, mas teve que rever tudo e assim, desde hoje, terça, seu pai, o pastor de sua igreja, voltou a participar de tudo o que se passa por lá. Participou, segundo fontes da Rádio peão, de todas as reuniões agendadas da alcaide, com denotada atenção e participação. Isso, se confirmado é mais uma das aberrações sendo repetidas de forma desmedida pela alcaide, quando coloca seu pais para participarem de tudo o que ocorre de decisões importantes na cidade.

Isso não pode ser tratado como mera nota jornalística de um acontecimento trivial, pois não é. Trata-se de algo muito mais que surreal, de uma clara e nítida interferência de um objeto estranho as hostes de poder e este assumindo um papel totalmente insólito, pois mais desqualificado impossível. Se de fato, Bauru está tendo por parte da alcaide uma interferência direta de seus pais, pai e mãe, ouvindo e participando de tudo, creio eu, seria o momento para desqualificar a alcaide, pois já não reúne condições mínimas de continuar tomando decisões em nome da cidade de Bauru. Ou seja, pai é pai, mas tudo tem limite.

Já cansou isso de qualificar Bauru como Sucupira, a cidade fictícia de Dias Gomes, numa novela da TV Globo. A comparação pode ser justa, mas ela passa de todos os limites toleráveis, pois quando uma coisa ultrapassa o irônico, para se tornar realidade usual, dapi, só mesmo uma interferência direta para interromper e dar um basta em tudo. Se os vereadores não estão em condições de fazê-lo, só mesmo o MP - Ministério Público - e se este se mostrar indiferente, talvez uma reação popular de grande monta possa fazer com que, os com o poder de fazer retornar a cidade em seus momentos de normalidade, tomem uma atitude. O que não dá para continuar é a cidade assistir como normal o pai da alcaide decidindo pela cidade. Como ele reagiria se fossemos lá na sua igreja e tomarmos as rédeas da situação, propondo outros rumos para os que hoje lá ocorrem? Aceitaria ele de forma pacífica?

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

COMENDO PELAS BEIRADAS (138)


A BAURU QUE ENGANA, UMA QUE ENGANOU POR CERTO TEMPO E A QUE NUNCA NOS ENGANOU
Tem quem posa de bonzinho, mas na hora H vota a favor do lado contrário. Sempre é muito mais honesto aquele que, desde sempre mostra sua verdadeira face, não a oculta por nada e corajosamente assume onde está. Com estes, muito mais fácil de tratar, pois tendo um lado, a conversa se dá num tom, ambos cientes de representarem posições opostas. Já os que, se fingem de bonzinhos, mas já fizeram acordos com a parte contrária, dizem algo o tempo todo, se mostram pendentes pela razão, mas na hora do vamos ver, estão sempre votando ao lado de interesses escusos, com estes é difícil. A gente sabe que, a verdade um dia aparece e é praticamente impossível esconder a verdadeira face o tempo todo. Quando chega a hora da verdade, a das votações, estes não tem como não votar em quem lhes sustenta ou de acordo previamente feito. Não descumpre com quem fez acordo na surdina, mas trai toda uma cidade. São os denominados duas caras. Batman, o super-herói dos quadrinhos tinha um personagem a representar nitidamente essa triste e sorumbática pessoa. Os Duas Caras de Bauru já não conseguem mais esconder sua face.

OBS.: Peço a todos que aqui comentarem, não se faz necessário citar nomes e assim, na exaltação, correr o risco de um processo. Eles sabem que sabemos como agem e estão cada vez mais isolados politicamente e até pessoalmente. Enfim, quem é o maluco que vai querer permanecer muito tempo ao lado de pessoa com essa disposição? Só mesmo outro Duas Caras. E tenho dito.

PARA QUEM AINDA APREGOA DA MAIORIA DA PREFEITA NA CÂMARA, ELA PERDE AGORA POR 11 X 5
Que a alcaide continua toda poderosa lá dentro das hostes da Câmara, disso ainda não tenho dúvidas, mas os sinais contrários são mais do que evidentes. Na votação do relatório final da CEI das Contrapartidas, o mesmo era favorável a ela, ou seja, aos interesses da administração, mas fatos outros estão fazendo com que os votos de muitos vereadores ocorram ao contrário, mesmo muitos deles ainda se encontrando sob o seu reforçado guarda-chuva.

Sabe o que aconteceu? Simples. São tantos os fatos, a maioria robustos, com denúncias graves, uma atrás de outra e todas envolvendo gente e procedimentos da atual administração em algo suspeito, daí, os vereadores vendo o próximo pleito se aproximando, começam a se preocupar em ter seu nome com algo que pode explodir, daí, como se sabe, a reeleição deles estaria também sendo enviada ao espaço sideral. Na apuração da CEI do Contrapartidas, um relatório ligado à alcaide e tudo preparado, prontinho para a rejeição, só que, na somatória de tudo o que anda acontecendo pela cidade, alguns destes mudaram de opinião e votaram contra. Ao final, deu 11 x 5 e a prefeita perde feio. Um dos vereadores que já tinha declinado seu voto desde o princípio contrário, Lokadora, na saída desbafa: "Enfim, ganhamos uma".
Outras virão, tenha certeza. Na próxima semana a votação de outra CEI, a do Palavra Cantada e como nessa, tudo preparado e pronto para desdizer da apuração, concluindo por algo mais do que insólito, a de que tudo ocorreu dentro da mais absoluta normalidade. Se perdeu uma, pode muito bem perder outra, depois outra, mais outra, chegando assim ao pleito pela sua reeleição. A CEI das Contrapartidas não muda o decidido com a votação, ou seja, segundo foi apurado (sic), nada de irregular, mas com o resultado final, mais do que uma sugestão, diria mesmo, uma quase obrigação do MP - Ministério Público - em investigar e tocar adiante o algo mais, uma apuração mais detalhada do que anda acontecendo nos bastidores dessa claudicante administração.

Fica o recado. Que este seja somente o primeiro de tantos outros rounds a devassar o que anda ocorrendo e a merecer investigação mais apurada nas hostes da atual administração, a da fundamentalista Suéllen Rosim. Novos ares despontando na linha do horizonte e tudo o que até então parecia inquebrantável, já começa a demonstrar fragilidades.

RECADO DO HPA (27)*
Ele me contou, guardei na memória e agora passo adiante.

domingo, 5 de novembro de 2023

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (138)


"APELO À RAZÃO", SOU UM LIVRO ABERTO COMO PERRY WHITE, ENTREGO TUDO, SEM PRECISAR DE DOSSIÊ CONTRA MINHA DESABONADA PESSOA, PORTANTO, NEM TENTEM

“Tudo será revelado! A seu tempo. Sem espionar! Jornalismo é apuração!!!”, site Contraponto, do jornalista apurador de irregularidades Nélson GONÇALVES.

Tem coisas sérias que levo meio que na brincadeira, na base da ironia e assim, cutucando quem tem que ser cutucado, a mensagem chega mais rápido, é mais certeira. Nélson hoje deixa essa mensagem acima em sua página e isso, por si só, causa mais apreensão do que muita escrevinhação. Sabe por que? Simples. Do outro lado, a de quem contrata e produz dossiês, devem estar se revirando, incomodados com o que ele está querendo dizer. Será que ele já sabe de algo mais de quem contratou e está só esperando o momento certo para divulgar? Isso é ótimo, pois tem gente deixando de dormir aquele sono tranquilo e reparador só para tentar destrinchar o lado oculto de uma simples frase.

Eu vou na onda e seguindo o exemplo, poderia recomendar Nélson Gonçalves para continuar nessa linha. Eu, réu confesso, assumo ter sido admirador e fã do tal de Perry White, que lá pelos idos dos anos 80, fez o maior sucesso numa publicação que deixou saudade e tinha coragem de ironizar com todos os tais poderosos de plantão. E o fazia sem nenhum medo de ser investigado e de dossiês serem divulgados. Perry White era o diretor presidente d’O Planeta Diário, gozador por natureza e sem nenhum medo de ferir esse tal do politicamente correto. Sempre incorreto, segundo ele mesmo fazia questão de informar, tinha não só uma passado pecaminoso, como o presente e também pretendia continuar agindo na mesma forma e jeito no futuro. Ou seja, fazia o que fazia, escrevendo e publicando de tudo, ferindo suscetibilidades, sem nenhum receio de investigações a seu respeito. Já abria o jogo antecipadamente.

Não seriam meros dossiês contra sua pessoa que o fariam parar de bagunçar o coreto e perseguir os malversadores e detratores, principalmente os da coisa pública. No livro “Perry White – Apelo à Razão” (edição de 1986, informando quem estava por detrás – ui! -, ou seja, os reais autores das artimanhas, Cláudio Alves de Paiva, Hubert de Carvalho e Reinaldo Batista Figueiredo), evita a ocorrência de gastos desnecessários com dossiês, pois revela todos os seus podres:
“Sobre o autor – Há cinquenta anos, quem cruzasse pelas ruas de Chicago com o jovem Perry White, jamais poderia imaginar que um verme imundo como aquele viria a se tornar o proprietário do maior império jornalístico do mundo livre. Boy, girl, enxugador de gelo, empresário de galo de briga, engraxate de careca, lavador de patos, Perry White já fez de tudo na vida, menos beijar na boca. Durante a Lei Seca, fabricou querosene falsificado e, juntando as suas economias, veio para o Brasil num cargueiro, lavando o teto do convés. Aqui chegando, tentou abrir vários negócios com um pé-de-cabra. Depois que sua firma de lava-rápido para cachorro foi a falência, Perry White resolveu se dedicar ao jornalismo e ganhou o jornal O Planeta da Manhã numa rifa. Dono de uma personalidade efervescente e borbulhante, Perry White submeteu seu órgão a várias reformulações gráficas e editoriais que fizeram um verdadeiro pelling na face da imprensa brasileira. Em pouco tempo O Planeta da Manhã se transformou em o Planeta de S. Paulo, o Globo Diário, O Planeta de Vera cruz, O Planeta de Santa Cruz e, finalmente O Planeta Diário!”.

Esse sou eu, ou seja, fiz e faço coisas muito piores. As boas aqui citadas, são exclusividade do Perry, eu não, sou macabro, perverso e cruel, insano, aprontando todas e mais um pouco. E pior, não tenho medo algum de revelar isso ao grande público. Portanto, dossiês não me atingem, pois sou um livro aberto, claro, com algumas páginas arrancadas e sumariamente queimadas. Dossiês não me atingem e sei, também não atingirão o jornalista Nélson Gonçalves. Já os contratadores de dossiês, esses tem uma baita telhado de vidro e não aguentariam nenhum contra suas pessoas. Nélson, “eles” tem tudo a esconder. Eu declaro/escancaro tudo. Nélson é ficha pequena, daí, meu caro, continue e nos revele tudo o que investiga. Isso vale muito mais a pena do que ter revelado algumas impropriedades cometidas ao longo da vida. Sejamos mais Perry White!


*A CULPA É DO RUI!*
24 de junho é o *Dia* dos Discos Voadores; 10 de julho, *Dia* da Pizza; 13 de julho, *Dia* do Cantor Sertanejo; 13 de setembro, *Dia* Nacional da Cachaça... 5 de novembro (data de nascimento de Rui Barbosa), *Dia da Cultura*.

É só eu me lembrar, que comemoro todos eles. Afinal, celebrar é revolucionário. E eu celebro. Celebro tudo!!!

Da simplicidade do conceito freiriano de que “Cultura é tudo o que o homem faz”* (tudo o que não é natureza) a conceitos mais sofisticados, do caráter etimológico da expressão e outras matrizes teóricas, passando por frases bombásticas e neoliberais, do tipo: “Cultura é bom negócio” ou “Cultura gera emprego e renda”, definitivamente, a Cultura está na moda!
Tem gente que considera, até, que a Cultura seja um direito!

É uma pena que nesse entusiasmo de abrir as porteiras, para passar boi, acabe passando a boiada, confundindo Cultura com entretenimento.

Entretenimento, *também*, é Cultura (afinal, é o homem quem faz), mas Cultura é muito mais do que entretenimento. E não gera, necessariamente, nem emprego nem renda, além de, ainda por cima, exigir fomento, com recursos públicos ou privados.

E se não gera, necessariamente, emprego e renda, gera algo infinitamente maior do que isso: gera a identidade e independência de um povo!

A nossa cara!

Os brinquedos e seus brincantes podem até ser apropriados/cooptados, em alguma medida, pela indústria cultural do entretenimento, como no caso dos sambódromos do RJ e SP, bumbódromo de Parintins, forródromo de Campina Grande... mas suas raízes, fincadas nos chãos do Brasil profundo precisam ser preservadas a qualquer custo, para não permitir que o Brasil se transforme num mero cenário, tipo Las Vegas, com “releituras” estereotipadas dos nossos brinquedos populares, que não foram inventados por “projetos culturais”.

Por isso eu celebro o *Dia da Cultura* com um pouco mais de entusiasmo do que celebro outros Dias Festivos, como na intenção de um grito de alerta, para chamar a atenção da sociedade e do poder público, de que cuidar da Cultura é cuidar da gente que faz e que consome todo tipo de manifestação cultural.

E como cuidar da gente (do outro) é cuidar de mim e que cuidar de mim é cuidar de todos, entender o que é Cultura tem que ser um compromisso coletivo!!!

Bom *Dia da Cultura* para todos e todas!!!
Autoria de Davy Alexandrisky e lembrado por José Vinagre

PRIVATIZOU PIOROU, MAIS UM EXEMPLO
O apagão - sem previsão para ser resolvido - que atinge mais de 2 milhões de pessoas na grande São Paulo mostra o que significa a privatização de serviços públicos (obrigado FHC!): falta de investimentos, péssimos serviços e preços elevados. A Enel cinicamente confessa não saber a extensão do desastre. O impacto na vida das pessoas e na economia da maior cidade da América Latina deveria suscitar a abertura de um debate nacional sobre desestatização, no momento em que a refinaria da Petrobrás privatizada por Bolsonaro na Amazônia vende produtos 72% acima da média das estatais e em que o governador de São Paulo força a venda da Sabesp. O presidente Lula poderia se pronunciar sobre os desastres das privatizações e denunciar a negociata que se arma em São Paulo.
por GILBERTO MARINGONI.

sábado, 4 de novembro de 2023

FRASE DE LIVRO LIDO (194)


JOSÉ E PÍLAR*
* Termino hoje a leitura, feita muito rápida, pois leitura inebriante, o livro do filme, JOSÉ E PÍLAR e, como não poderia deixar de ser, venho com minhas citações. Preencho o sábado com elas e me esqueço detudo o mais. Esqueço dos tantos dossiês correndo na penumbra de uma Bauru cada vez idiotizada e domesticada, paralisada diante de tanta iniquidade, daí, nada melhor do que mergulhar em leituras pra lá de edificantes. Foi o que fiz. Gostaria de só ficar aqui postando algo assim, juntando frases e pensamentos encontrados aqui e ali, ir comentando-os, mas isso, por sí só, não move minha vida, pois vivo intensamente o que se passa do lado de fora de minha janela e nela, inserido e atolado até o pescoço, sigo adiante, ora escrevinhando de algo mais ameno, ora mais ácido, mas tudo feito com o que tenho de mais profundo dentro de mim, a crença de estar fazendo a coisa certa.

PÍLAR DEL RIO, ESPOSA DE JOSÉ SARAMAGO SOBRE OS SUÍCIDAS A VIVER DO LADO DOS PRIVILEGIADOS - CITAÇÃO UM
"Os países privilegiados são países privilegiados e as pessoas que vivem nos países privilegiados não sabem o que têm e se suicidam de puro privilégio, não é? E não tenho pena dos suícidas do privilégio, porque toda a minha compaixão está esgotada com as pessoas que neste momento estão cruzando o aceano tentando cavar a vida com um bebê nos braços, mortas de frio, está certo? Minha compaixão está com esses, minha compaixão está com as crianças de cinco anos que estão trabalhando treze ou catorze horas. Minha compaixão está com os que estão trabalhando de sol a sol, por um salário miserável, também em Portugal e também na Espanha, explorados por empresários que vão à missa e batem no peito. Minha compaixão está com todos esses, não com os suícidas do Primeiro Mundo, nem com os empresários maravilhosos que têm desgraças pequenas, pessoais, a mulher que lhe põe chifres e todas essas coisas. Desculpe, esses não são problemas meus. Esses não são problemas meus nem tenho e menor solidariedade, é como se machucassem os dedos... Não me interessa o mundo rico. Não posso ter compaixão por eles. (...) ...há muita miséria, muita tragédia no mundo, muito desespero para que estejamos ocupados com nossas pequenas coisas. Eu não estou, não posso estar e não posso me dar ao luxo de estar desesperada nem desesperançada nem triste. Porque tenho tudo. E mais, tenho até a força para lutar, que é o maior privilégio. (...) A gente tem que desdramatizar, ainda mais nós, os privilegiados, temos que desdramatizar de manhã e à noite. Tudo a gente pensa que é um problemaço, e se sente agoniada, e no fim não é nada, nada, não vale nada, é um hormônio louco. (...) A vida é grande. Se fôssemos todos muito mais generosos, muito mais abertos, muito mais solidários, nos daríamos conta que temos tanto trabalho pela frente que não teríamos tempo para nos suicidar. De acordo?", in página 171 do livro "Conversas Inéditas - José e Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes (Cia das Letras SP, 2012, trechos de entrevista, que se transformaram num filme sobre a vida a dois do português José Saramago e da espanhola Pílar del Río.

A FELICIDADE SEGUNDO PÍLAR DEL RÍO, NO LIVRO ONDE ELA E SARAMAGO CONTAM ALGO DA VIDA EM COMUM
"Vivemos em culturas. E deveríamos aprofundar nossas culturas. Não o fazemos porque quem manda em nós é o dinheiro. é o poder. Não vivemos em democracias. Vivemos em plutocracias. São uns tantos senhores reunidos numa parte do mundo que impõem e ditam, por isso os países se sentem, hum... sem projetos. Temos forma de nos relacionarmos com os outros. Isso não tem cotação em nenhuma bolsa, por isso ninguém defende isso. (...) Pensemos como podemos ser mais seres humanos a partir de nossos condicionantes, de nossas relações. Este é um projeto apaixonante, o processo de humanização. Imagine você humanizar povos. Isso seria maravilhoso. O projeto de aperfeiçoar as relações. (...) Faço-lhe uma teoria da felicidade. Quem pode ser felis neste mundo? Viu as notícias hoje? Realmente, quem disser que é feliz é um inconsciente. Não, rapaz, estou satisfeita e contente de contribuir na medida de minhas possibilidades para tentar que isto seja mais habitável. Pois acho que há gente que vive muito bem com o que tem e é feliz dentro de certos limites, isto é, eu sou feliz, vejo aqui essa paisagem, esse mar, esse verde, mas um pouco adiante, neste momento, com certeza há quarenta pessoas que estão tentando desesperadamente, num barquinho miserável, chegar a essa costa. Então, sou feliz relativamente. Tudo é relativo, dizia o outro. Se você tem ambições desmedidas e não consegue realizá-las, ficará amargo e ressentido, mas se é uma pessoa que sabe o que conta, pois então não tem por que ser mais amargo. Cada dia a mais na vida é um dia a mais que você soma. Que sorte, não é? Que sorte viver um dia a mais e amanhã ter um dia a mais. E ter uma ruga a mais...", in Conversas Inéditas, José e Pilar (livro da Cia das Letras SP, 2012).

SARAMAGO E PILAR E COMO ENTENDEM O PAPEL DA RELIGIÃO NA CABEÇA DAS PESSOAS - CITAÇÃO TRÊS
"Há uns sim, possuem grande necessidade de acreditar, têm essa necessidade, outros não. Então, a pergunta seria - por que é que as pessoas, muitas pessoas, têm uma enorme necessidade de crer e tal -, a outra pergunta também seria legítima - por que é que certas pessoas não têm nernhuma necessidade de crer. (...) Não sou capaz de crer na existência de um deus, tudo em mim rechaça essa ideia, se recusa a entrar nesse jogo, um deus que nunca ninguém viu, que não se sabe onde está, um deus de uma certa religião e não de outra. E depois, há coisas que já têm que ver com aquilo a que se poderia chamar de uma consciência moral. Qualquer pessoa que queira enfrentar a realidade dos fatos chega à conclusão - é muito f´pacil chegar a essa conclusão - de que as religiões nunca serviram para nada, porque nunca serviram para aquilo que fundamentalmente deveriam servir - para aproximar as pessoas uma das outras. (...) Quem é que inventou o pecado? A partir do momento em que se inventa o pecado, o inventor passa a dispor de um instrumento de domínio sobre o outro, tremendo. Se tu metes na cabeça de uma pessoa a ideia de que pecou, podes fazer dessa pessoa aquilo que quiseres. E foi o que a Igreja fez e já não faz tanto porque, coitados, já não têm nem metade do poder que tinham. É mais uma farsa, mais uma farsa trágica, que a Igreja representa todos os dias. (...) Realmente é triste como é que as pessoas não puderam, não conseguiram libertar-se dessa superstição paralisante. Deus onde está? Antigamente dizia-se 'deus está no céu', mas o céu não existe, pá. Não há céu, o que é isso de céu? Há o espaço , a treze bilhões de anos-luz. Mas quem quiser crer, crê e acabou. (...) A realidade continua a ser igual à de sempre - nascer, viver e morrer e acabou. Espero morrer lúcido e de olhos abertos", Saramago in "Conversas Inéditas - José e Pilar" (Cia das Letras SP, 2012).


futebol
BOCA JUNIOR EM COPACABANA - EIS O MELHOR DE TUDO
O Fluminense se sagrou campeão pela priimeira vez da Copa Libertadores da América, 2 x 1 no Boca Junior, da Argentina, tudo bem, nada a contestar. Para mim, o melhor de tudo nem foi o título, mas a interpretação da foto abaixo publicada. Isso me move...

"Na minha opinião, somos todos diferentes e é isso que é legal, no dia que soubermos respeitar isso, podem ter certeza que esse mundo vai se tornar um lugar maravilhoso, pois somos todos seres humanos!!! Sinceramente o futebol fica em segundo plano que foto fantástica!!!", A.C. Dias Mucama.

"Foi uma grande final , parabéns ao Boca e fluminense .. somos todos iguais , essa foto pode ser a imagem dessa final ..", Marcos Paulo Oliveira.

"Os dois jogaram bem ,uma final civilizada .Agora vamos aguardar um futuro melhor pro nossos vizinhos", Darcia Santana.

Eu, o HPA, gosto e continuarei gostando imensamente de futebol. Assisto aqui pela TV de casa, de tudo um pouco, quase nunca os campeonatos europeus, mas muito dos campeonatos daqui, principalmente o das divisões mais abaixo, a B, C e D. Torço para um time, mas muito mais para o fraco, o oprimido, o injustiçado e o que está na rabeira do campeonato. Neste momento, sou Vasco da Gama, para que escape do rebaixamento e mesmo corintiano, seria de bom alvitre ver o Botafogo se sagrar campeão do Brasileirão 2023, pelo conjunto da obra. Vibro com o Vitória e o Sport na B e fiquei contente em ver um time do Amazonas e do Pará subindo para essa série. E, é claro, continuarei indo ao campo, presenciando as contendas aqui no Alfredo de Castilho, o campo do meu Noroeste, o time de minha aldeia e do meu coração. Tive o prazer de assistir um único jogo no La Bombonera e gosto do Boca, até por circular pelo bairro, o La Boca, reduto de gente que vale a pena, não só a convivência, como entender como se dá o estado de espírito de quem ali vive. No mais, nos bastidores da bola, vejo Macri e Milei, se infiltrando no Boca e querendo destituir Riquelme, o craque hoje presidente, daí torço para que isso não ocorra, pelo bem da bola e do prazer de torcer por um time de massa. Sou corintiano, amo o que representa Sócrates para essa massa e entendo Riquelme, Maradona e outros. Torço pensando nisso tudo.


sexta-feira, 3 de novembro de 2023

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (166)


COMO AINDA VEJO O DAE, O PAPEL DE LEANDRO JOAQUIM – E OUTROS - E SUÉLLEN/MILEI, AMBOS MUITO PARECIDOS
Dia depois do feriado, nada como sentar e escrever algo mais profundo – não seria profano? Sento a bunda aqui na cadeira de casa, após passar ali diante da entrada lateral do DAE, na rua Antonio Alves e ver lá dentro vários carros, portão aberto e um dos setores da Prefeitura sempre abertos, haja sol ou chuva, feriado ou ponto facultativo. Não que seja o único, pois na Saúde o pau hoje deve estar comendo feio, com nossas UPAs, não só cheias, como quentes, pela falta de ventilação adequada e pelo congestionamento de muita procura. Observo a Prefeitura com minha lupa e sei quem de fato sua a camisa. São muitos e não fosse estes, os que tocam o barco mesmo sem um comando adequado, pois além de saberem como fazer, possuem dentro de si, o embrião de entender que o feito é pelo bem comum. Converso com muitos destes e os vejo como abnegados servidores públicos, não em extinção, mas hoje correndo muito perigo, pois os predadores estão à solta e todos agindo de forma diferente cheios de apreensão.

Hoje pelas ruas, vi duas delas interrompidas, com buracos abertos e lá dentro, funcionários do DAE, fazendo o que sabem fazer, resolver o problema de nossas tubulações e da água que chega em nossas residências. Se tivesse que dar um Prêmio Atenção, um verdadeiramente dado para quem labuta, luta, faz e acontece, este seria dados anonimamente para os funcionários do DAE e da Saúde. Estes estão hoje num patamar acima de todos os demais. Cada qual com sua importância, mas existem os que se sobressaem. Enxergo estes assim. Quando vi o portão aberto lá na central do DAE, na rua Antonio Alves, logo me lembrei de seu atual presidente, o Leandro Joaquim, um bonachão cidadão, destes em que, toda vez que cruzamos pela aí, irresistível uma boa prosa. Foi assim, quando o vi na saída do show do Paulinho da Viola, meses atrás, lá no SESC, ele e seu irmão, o Evandro. Tendo a sensibilidade de gostar de um Paulinho da Viola, não poderia estar a fazer o que faz.

Até hoje não entendo direito como o Leandro foi entrar numa barca furada como essa. Primeiro assumiu uma secretaria lá na administração da fundamentalista Suéllen Rosim. Isso, por si só já é algo pra lá de surreal e inconcebível, mas teve mais. Leandro, numa das reformulações – ou seria acomodação após turbulências e desavenças? -, ele aceita assumir a presidência da autarquia, até anos atrás conhecida como a Joia da Coroa. Este, ele sabe muito bem, é o pior momento para ele assumir o DAE, não pela situação do seu caixa, que não é assim tão ruim, mas pelo que estão fazendo com ele, numa preparação para sua privatização ou mesmo a tal da concessão, que por 30 anos, depois mais 30, ou seja, 60 longuíssimos anos, nas mãos da iniciativa privada. Choveu forte hoje em Bauru e pelo Facebook, o que mais leio sãos as reclamações de quem ficou sem luz, com a CPFL, atendimento somente via virtual, via Campinas e resolução do problema para não sei lá quando. Com o DAE, Leandro sabe disso, vai acontecer até pior.

Pois bem, Leandro, o bonachão, bom de prosa e pensamento bem diferente do da atual alcaide – impossível ele ter votado em Bolsonaro ou pensar algo parecido com este? -, está a fazer e ter seu nome relacionado com a desgraça sendo preparada para o DAE. Será uma daquelas marcas que o sujeito pode tomar banho com lavanda pro resto da vida e nunca mais sairá de seu corpo. Ficará totalmente impregnado. Não existe nenhum argumento convincente a estabelecer algo sério no que está sendo feito com o DAE. Privatização ou concessão, tanto faz, o fato é que estão entregando o DAE para outrem executar o que, até bem pouco tempo, a autarquia tinha o maior orgulho em realizar e o fazia com todo apreço, dedicação, profissionalismo e seriedade. Hoje ainda o faz, mas existem muitos na força contrária, já convencidos, por não se sabe o que, para denegrir o serviço, servidores e pregando a besteira de que, nas mãos da iniciativa privada, tudo será resolvido, quando sabem ser isso pura balela.

Eu comparo a atual mandatária bauruense ao candidato ultradireitista argentino Javier Milei. São da mesma linhagem política, uma possível nos últimos anos, ocupando um vácuo deixado mundo afora, quando estes se aproximaram do poder, ocuparam espaço e tentam demonstrar que o caos é o melhor, ou se existe um descontentamento, eis um fora da casinha pra propor consertar a coisa. Mera ilusão, pois suas propostas são passar nos cobres tudo o que é estatal, tornando o Estado cada vez mais um mero arrecadador e nunca mais executor de tarefas, sendo a principal delas, o atendimento da população em suas necessidades mais elementares, como Educação, Saúde, Transporte, Segurança, Moradia e Soberania. Vieram para embaralhar as mentes, donos de um discurso vazio, mas bem construído e na debilidade generalizada, conseguem ir se achegando. Quem me diz que com Suéllen não aconteceu algo assim? Foi exatamente desta forma e jeito. Ela, assim como aqui chegou, vai embora, tão logo não vença mais eleições e não tenha cargos regiamente pagos pelo erário público. Isso é elementar, básico e deve acontecer em breve.

Ficarão por aqui, depois de tudo consumado, os vereadores que no momento a seguem desbragadamente – ah, como gostaria de entender porque Marcos Souza, diz uma coisa e vota outra, sempre plugadinho no posicionamento da alcaide -, o secretário Leandro Joaquim, agora também, Arnaldinho Ribeiro – que até dias atrás falava horrores dela pela padarias da cidade – e um mestre da Unesp Bauru, Nilson Ghirardello, que me ensinou a entender o termo, “Bauru Terra de Passagem” e hoje posa todo sorridente ao lado de alguém que vai ter permanência muito curta na cidade, a atual secretária da Saúde, Giulia Puttomatti. Assim como, o atual chefe de gabinete, o agudense Rafael Lima Fernandes, que dizem quer concorrer à prefeito de Agudos. Quem fica terá pela frente no tempo que lhe restam de vida a pecha de terem participado deste mandato nada usual. Vão privatizar a água, o DAE, o tratamento e funcionamento da ETE, o atendimento na Saúde e vão ter que abaixar a cabeça diante de muitos que lhe cobrarão isso pelo resto de suas vidas. Precisa ter coragem, muita coragem para continuar e seguir adiante, quando a maré demonstra que uma tsunami está prestes a ocorrer.

Sigo escrevendo minhas reflexões, algumas ácidas, outras nem tanto. Continuo meu caminho, tendo a mais absoluta certeza de que, se quisessem, o DAE poderia já ter resolvido isso tudo onde estamos metidos hoje e encalacrados, sem solução à vista. O desmereceram seguidamente e a perversidade maior ainda não aconteceu, mas irá acontecer e como se viu na votação desta semana, quando a CEI do Palavra Cantada, mesmo diante de tanta barbaridade, foi jogada na lata do lixo, deverá mesmo, se o Ministério Público não tomar uma séria atitude, reestabelecendo a ordem nas hostes de quem detém o poder de execução na cidade. Deixando nas mãos dos vereadores, acontecerá como Marcos Souza fez, fala algo contra, mas vota a favor da prefeita. De lá não se espera nada e o que deve realmente acontecer será até o fechamento do portão do DAE, este que vi aberto hoje ali na rua Antonio Alves.

PELO MENOS RIMOS VENDO ISSO*
"POBRES BILIONÁRIOS:
Veja o que o artista indiano Gokul Pillai fez usando Inteligência Artificial (IA): rebaixou a pobretões os bilionários atuais mais conhecidos no mundo.
Ele se inspirou no filme "Slumdog Millionaire", cujo enredo é exatamente o contrário: um jovem favelado que se torna milionário de repente.
Pela ordem: Bill Gates, Mark Zuckerberg, Donald Trump, Elon Musk e Jeff Bezos.".
* Posto as fotos destes como ilustração para o texto acima, o DESABAFO sobre o DAE.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

CENA BAURUENSE (243)


DOIS TEXTOS COM A CARA DE BAURU E CENAS SACADAS DE ANDANÇAS

DRAPETOMIANIA BAURUENSE 
Confesso não conhecia o termo, até o encontrar num texto de Rita Von Hunty, a persona drag do ator Guilherme Terrini. Posso até já ter ligo algo no passado, mas a mente já não alcança quando. O fato é que, li e encontrei algo o misturando com a Bauru de hoje, uma que, creio, padeça deste mal, mais precisamente entre a maioriados vereadores da atual Câmara dos Vereadores desta cidade totalmente Sem Limites. A drapetomiania é algo inventado nos idos de 1851, na Lousiana, por Samuel A. Cartwright, cujo diagnóstico caracterizava como doentes as pessoas escravizadas que tentavam fugir dessa condição. Em Bauru, tudo bem, ocorre algo mais do que surreal, dentre os nobres edis municipais. Algo exatamente ao contrário, ou quando muito, em outra dimensão, vertente. Vereadores bauruenses, em sua maioria, padecem de um mal - ainda não se sabe existir cura -, o de terem sido cooptados e dominados em suas ações, quase que letargicamente, enxergando assim de uma hora para outra tudo de bom na administração deste atual desGoverno capitaneado por Suéllen Rosim. Ainda sem explicação como ocorreu tamanha aproximação e identificação. Quando alguns ainda com a razão no seu devido lugar tentam demovê-los, fazendo-os enxergar o óbvio, estes se revoltam, surtam e acusam estes de contaminados, quando na verdade, o que ocorre é exatamente o contrário. Creio eu, ser uma espécie ainda não identificada de Drapetomiania ao contrário.

CENA 01 - Em 23/09/2023 publiquei: "Em foto de Robison Oliveira, eis o melhor ângulo, neste começo de primavera, mesmo com todo calor do momento, na avenida Moussa Tobias, subindo pro PVA".

CENA 02 - Em 25/09/2023 publiquei: "Rua Monsenhor Claro, quatro 4, casa que sempre me chamou muito a atenção, creio eu pelos lindos recortes na área frontal".

CENA 03 - Em 26/09/2023 publiquei: O colégio mudou de nome, mas para a maioria dos bauruenses, ele continuará ad eternum denominado como Colégio La Salle, na rua Inconfidência, defronte unidade do Poupatempo, ao lado paróquia católica de Aparecida".

CENA 04 - Em 27/09/2023 publiquei: "Essa é a casa onde residia os superintendentes da Rede, os chefões da ferrovia, gente como o general Gorreta e sua esposa, que dizem era quem mandava de fato nos quadriláteros da pomposa casa, localizada na esquina da rua Primeiro de Agosto com a Nóbile de Piero, hoje sede da Edipro, a editora de livros do dono da Jalovi, o Jair Lott Vieira e seu escritório. Local de muitas histórias de poder, todas envolvendo os tempos áureos da ferrovia".

CENA 05 - Em 28/09/2023 publiquei: "Todo dia, no mesmo horário, 7h da manhã, o ônibus encosta naquela quadra da Nações, onde antes foi um posto de combustível e leva todos para o serviço diário. A cena se repete de segunda a sábado, faça sol ou chuva".

CENA 06 - Em 29/09/2023 publiquei: "Nessa foto do Social Bauru, visão aérea do Bosque da Comunidade, nos Altos da Cidade, reduto verde incrustado no coração desta cidade".

CENA 07 - Em 30/09/2023 publiquei: "Depois de anos fechada, tendo portas e janelas lacradas, paredes ruindo, ameaçando desabar sobre transeuntes, o antes ponto comercial na esquina da rua Araújo Leite com Júlio Prestes, após litígio longo de herdeiros, finalmente tem início sua demolição e em breve um terreno vazio".

CENA 08 - Em 02/10/2023 publiquei: "Rua defronte o Fórum bauruense, localizado logo na entrada do jardim Bela Vista. A foto é do Mauro Landolffi".

CENA 09 - Em 03/10/2023 publiquei: "Adentrando a rua Araújo Leite, sentido bairro centro, defronte praça Washington Luiz, a da igreja Aparecida".

CENA 10 - Em 04/10/2023 publiquei: "Nesta esquina, ruas Araújo Leite com Presidente Kenedy, funcionou por muitas décadas a concessionária Chevrolet, Martins Machado e depois, quando fecharam, sempre outras concessionárias. O estilo do prédio marcou época".

A PERIFERIA CONQUISTA O CENTRO?
Toda vez que me ponho a circular pela periferia, tento entendê-la, mesmo que ao meu modo e jeito. Eu sou um periférico assumido, mesmo hoje morando na Zona Sul, por esses descaminhos proporcionados pela vida. Não tiro os pés de onde vim. Hoje mesmo, li algo no diário Página 12, um que ainda leio, argentino e com o tradutor ligado, viajo diariamente por leituras onde a periferia é retratada, entendida e segue sendo guia para uma vida toda. Lá, algo assim, “em algum momento a periferia conquista o centro”. Penso a respeito. Sim, a construção da identidade se desenvolve a partir das tensões entre centro e periferia. A periferia é obrigada a conhecer a si mesma e também o centro, portanto, aí se desencadeiam lago do choque, do insólito encontro, porque o centro não precisa conhecer a periferia, não a odeia porque nem sequer a leva em conta. O centro, a Zona Sul, vive no seu mundinho fechado, castrador e para estes, único. O mais existe para lhes servir, nada mais. Já, a periferia vive o seu mundo e é obrigado a conviver com o mundo do centro. Vem trabalhar neste e o observa. Outro eixo importante é a eterna dicotomia entre civilização e barbárie, as negociações típicas que acontecem – por exemplo – em território suburbano. A lógica temperada raciocina mais ou menos assim: no Brasil todos sabem que o chefe do Governo da Cidade do Rio de Janeiro é Eduardo Paes, mas nos Estados Unidos ninguém sabe disso, não precisam disso; porém, nestas terras todos sabemos quem é Bruce Willis, Scarlett Johansson ou Harrison Ford, embora quase ninguém saiba o nome da parteira que o trouxe ao mundo. Somos o que a vida fez de nós. Eu viajo nessa linha de pensamento e em algum momento, sem ter certeza de nada, creio que, as assimetrias culturais se rompem e algo da periferia conquista o centro. Eu consigo enxergar isso, mesmo que eles não queiram.

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

PALANQUE - USE SEU MEGAFONE (183)


SÃO TANTAS COISAS
1.) DILEMA
Acordo, abro o jornal, como faço todos os dias e lá encontro algo sobre a morte de empresário, 68 anos, enfarte fulminante e EU, aos 63 me pergunto: quanto mais me resta de tempo por aqui até que tudo se finde? 

A certeza é somente uma, a de que falta cada vez menos tempo, daí o que fazer daqui em diante? 

Só me resta rosetar e tentar tirar o máximo de prazer, aproveitar melhor as oportunidades e não deixar pra amanhã o que ainda consigo fazer hoje. 

Se me virem por aí, por favor, dêem o maior incentivo. Continuarei tentando viver na sua essência.

2.) DINHEIRO PRA CULTURA LOCAL ZERO, MAS...
Lei Paulo Gustavo travada e sem abertura de edital a favorecer artistas locais.
Burocracia impera e domina ações, ou melhor, a falta delas.
E pra não dizer que a Cultura nada faz, a grana proveniente deste caixa paga dois shows dentro da Expo 2023, gratuitos para o público. Isso basta e é suficiente?

Isso é a ação cultural necessária para Bauru, algo sendo repetido, sem nenhum critério.
E nenhuma movimentação de artistas contrários à bestialidade em curso.

É suficiente somente protestos pelas redes sociais?
Suéllen faz a classe artística bauruense de gato e sapato.
Ri da nossa cara e desmobilização.
Até quando?

3.) EU GOSTO MESMO É DO SACI
"Viva a cultura brasileira!
A Lenda do Saci-Pererê
O saci-pererê é um ser mítico que habita as florestas e tem como grande característica o fato de ser travesso e pregar peças nas pessoas.
O Saci se tornou presente nas artes brasileiras a partir dos anos 1910, com um conto de Hugo de Carvalho Ramos e depois Monteiro Lobato em jornal de pesquisa sobre crenças.
Considerado uma das figuras mais emblemáticas do folclore brasileiro, o Saci-Pererê é um personagem muito travesso que se diverte fazendo brincadeiras com os animais e com as pessoas.
De acordo com as estórias, as suas principais travessuras são fazer tranças no rabo dos animais durante a noite, esconder objetos (como os dedais das costureiras), assobiar de maneira muito estridente para assustar os viajantes, trocar o recipiente de sal pelo de açúcar e distrair as cozinheiras para queimarem a comida.
O Saci é o guardião das ervas e das plantas medicinais, por isso, confunde as pessoas que tentam pegá-las sem autorização. Ele conhece as técnicas de preparo e sabe como utilizar as plantas para fins medicinais.
A lenda garante que para capturar o Saci-pererê, a pessoa deve arremessar uma peneira nos redemoinhos de vento. Dessa maneira, após capturá-lo, é necessário retirar-lhe o gorro para prendê-lo em uma garrafa.
Acredita-se que o Saci nasceu do broto de bambu, permanecendo ali até os sete anos e, após esse período, vive mais setenta e sete praticando suas travessuras entre os humanos e os animais", A Lanterna.

"Tem uma frase muito usada no gosto popular:
- Mais devagar que saci de patinete kkk
Em Botucatu, todo ano tinha a caça ao Saci.
Fui numa dessas excursões, pensei comigo, se estiver de patinete, vai ser fácil capturar esse muleque traquina.
Quando o avistamos e iniciamos a perseguição, ele abandonou o patinete, subiu num pé de vento e num redemoinho saiu gargalhando.
Não conseguimos captura lo, mas vimos ele. Realmente tinha um gorrinho vermelho com uma estrelinha desenhada, uma só perna, quando corria deixava para trás um rastro de fumaça do cachimbo.
Mas o traço mais marcante era, sempre, o sorriso no rosto. Ah! Muleque!!!", Décio de Souza, de Lençóis Paulista.

4.) VERGONHA DO RELATOR DA CEI DO PALAVRA CANTADA DEIXA EVIDENTE ALGO MAIS DO QUE ESTRANHO SE REPETINDO NA CÂMARA VEREADORES DE BAURU
A foto é do site do JC.
O que e a quem representa o vereador Serginho Brum, hoje já considerado como rejeitado dentro de seu partido, o PDT, pois assume descaradamente a defesa do indefensável Palavra Cantada.
Essa é mais uma demonstração de como a atual composição da Câmara bauruense está preocupando com suas decisões mais que desconsertantes, totalmente contrárias ao que tinha sido apurado. O relator da CEI, numa forma descarada, provocando a irritação de Chiara Ranieri, comprova que, a Câmara perdeu seu poder fiscalizador e daqui por diante, para a Justiça ser reparada só mesmo com ação do Ministério Público.
Encontro na Internet este curto trecho, entrevero entre os vereadores Chiara Ranieri, favorável à punição pelos responsável ao descalabro dos gatos com o Palavra Cantada e Serginho Brum, defensor intransigente de tudo o que a prefeita faz, não enxergando nada de errado numa compra totalmente fora da casinha:
Vergonha é pouco.

5.) PENSAMENTO VIVO DE EMIR SADER, CORROBORADO INTEGRALMENTE POR ESTE HPA
"Isso me fez lembrar quando fui visitar meu avô, ele colocou as mãos dele no meu ombro e disse: meu neto, nesse mundo um dia as pessoas vão perder tempo em ler o teu comentário", Ivo XP.