A LUTA CONTINUAAmanhecemos, eu e Ana Bia no Recife PE, onde ela participa de um Congresso Acadêmico e eu irei pras ruas, não para passear, mas para dar continuidade na campanha da reeleição de Lula Presidente, algo mais que necessário. Me veio à mente logo ao acordar, a canção "Até o Fim", do Chico Buarque e saio para o café da manhã já cantarolando: "Já de saída a minha estrada entornou/ Mas vou até o fim/ .../ Um bom futuro é o que jamais me esperou/ Mas vou até o fim/ .../ Eu bem que tenho ensaiado um progresso/ Mas vou até o fim". Ou seja, perdemos no 1º Tempo, mas no 2º, estamos nos preparando para jogar um bolão. Estamos neste momento ouvindo a preleção no vestuário e quando adentrarmos novamente a cancha de jogo, sai de baixo. Eu e Ana estamos indo nos recarregar em Olinda PE, ouvindo e conversando com as pessoas e neste recarregamento de baterias, pois a gente não desiste fácil.
Em Tempo: De hoje, 5/10 até sábado, 10/10, não publico a Vitrolinha do HPA e nem o Cena Bauruense, mas ficarei por aqui, mais invocado que antes, publicando o que ainda posso fazer para alavancar e estar nas ruas por Lula e para salvar o país das mãos do fascismo.
LADO B - O RETORNO Nº 3
XIRUMBA AMORIM, 78 ANOS, FOTÓGRAFO UMA VIDA INTEIRA ENTRE OLINDA E RECIFE, NESTE MOMENTO, SE REENERGIZANDO PARA CONTINUAR E REELEGER LULA NO 2° TURNOFoi mais que um prazer conhecer e poder conversar com essa instituição de Olinda, mente aberta, personagem mais que importante culturalmente em todo Nordeste.
Xirumba Amorim, cujo nome de batismo é Arlindo de Souza Amorim, é um renomado fotógrafo e artista pernambucano, radicado em Olinda, amplamente conhecido por seus sensíveis e marcantes registros da cultura popular, do carnaval de Pernambuco e do cotidiano nordestino. Fotógrafo há mais de 40 anos é Autor do livro Deu Praia. É internacionalmente reconhecido através de suas exposições realizadas em Recife, Olinda, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Paris, Cidade do México, Guadalajara, Santiago de Cuba e Valência. Já prestou de serviços para shows, festivais, capas de livros, programas, revistas, jornais, trabalhos sociais com a ONG Tv Viva.
E hoje, do alto dos seus 78 anos, bate cartão quase todo dia no Barrio, um bar e restaurante dos mais tradicionais, na baixa Olinda, lugar onde bate um brisa mais que ótima e passam por suas mesas a nata da esquerda das cidades de Olinda e Recife. Além de todo seu trabalho com fotografia, ele é mais que um ativista político e social. Por estes dias está na lida e luta por LULA, mais que seu amigo pessoal. São velhos conhecidos de antanho e hoje, quando o amigo Lula precisa de sua ajuda para ser reeleito no 2º Turno das eleições presidenciais deste ano, ele se apresenta e de sua páginas nas redes sociais, não pára um só segundo, reproduz o que pode - e o que não pode - de informações sobre quem é e o que representa entregar o país nas mãos de alguém totalmente desqulificado como Flávio Bolsonaro. E é claro, fala muito de Lula, sua trajetória e a luta de uma vida inteira.
Numa conversa curta, pouco menos de 20 minutos, Xirumba abre seu coração para este forasteiro, o mafuento HPA e disseca algo de sua vida, enaltecendo seus princípios e onde esteve uma vida inteira, dentro da cancha de luta e resistência. Em Olida, participa de tudo o que seja defesa dos princípios democráticos, isso desde os tempos da ditadura militar e hoje, continua pela aí, aprontando das suas e esgrimando contra os vendilhões do templo e da maldade. O conheci através da amiga pernambucana Carmem Lucia Bezerra Bandeira, também ativista, professora aposentada e dessas que, como Xirumba Amorim, continuam dando a cara à tapa para continuar vendo este país dentro de caminhos recomendáveis. Ouví-lo e vê-lo falando é também, se oxigenar, se recarregar para dar continuidade nessa campanha iniciada hoje e que levará Lula ao seu 4º mandato como Presidente da República. Ele, além de tudo, é uma graça de pessoa, dessas que, ocorre uma admiração à primeira vista. É com estes que ando aqui por estes lados do país.
LADO B - O RETORNO Nº 4
UMA CONVERSA EM PEIXINHOS, DENTRO DA BIBLIOTECA NASCEDOURA, COM DOIS ATIVISTAS DAS CAUSAS SOCIAIS, CARMEM BEZERRA BANDEIRA E ROGÉRIO BEZERRA, NO CORAÇÃO PERIFÉRICO DE RECIFE/OLINDA.O que foi o Matadouro, inaugurado em 1919, fechado em 1970 e agora transformado na Biblioteca Multicultural Nascedouro e outras iniciativas, todas transformadoras para a comunidade local. Eles nos contam como se dá a contínua luta, não só de transformar mentes, como se manter vivos, quando o poder público prefere ver ali outras iniciativas. Se o lema "resistir é preciso" possui força e diz algo mais, vivenciei isso indo conhecer o local e mais que tudo, conversando com estes dois. Que essa prosa sirva de mote, de inspiração para tantas outras iniciativas populares, pois é mais que sabido, a transformação mesmo virá pela Educação. Carmem e Rogério sabem muito bem disso. Um escrito maior, com mais detalhes e muitas fotos está publicado num outro post.
Nessa semana onde o Brasil precisa ser revista, passado a limpo, para não perdermos tudo o que já foi conquistado, cá estou no Nordeste, lugar onde a esperança brota em cada virada de esquina. Eu estou aqui para me oxigenar e também me reenernizar para a continuidade da luta. Estar aqui não é, para mim, ficar visitando seus pontos turísticos - todos muito belos -, mas além de tudo, estar em lugares e conhecer pessoas do campo da resistência, dos que movimentam as mentes humanas no sentido de fazê-las compreender de fato o que acontece do lado de fora de nossa janela.
E, conhecendo a CARMEM BEZERRA BANDEIRA, através de minha esposa Ana Bia, essa esposa de um arretado professor, Urian Agria de Souza, que se foi alguns anos atrás, deixando legado de luta. Carmem tocou o barbo sempre adiante e sempre envolvida na luta pela transformação das pessoas através da Educação. Hoje, ela nos trouxe para conhecer uma experiência alvissareira, a do Centro Cultural e Desportivo Nascedouro de PEIXINHOS. Encravado no meio de uma comunidade periférica, advinda da ocupação de um antigo matadouro, fundado em 1874, inaugurado em 1919 e movimentando a vida das pessoas na região até 1970, quando fechou suas portas, em plena Copa do Mundo. O lugar esteve fechado, abandonado até a década de 80, quando ali foi instalado um CSU - Centro Social e Urbano, grande elefante branco para quem ali morava, funcionando sem nenhuma proposta de empoderamento coletivo e funcionando mais como uma ação assistencialista.
Carmem me apresenta o lugar, pois na sequência desponta no lugar algo realmente popular, reocupando o lugar para fins de propiciar a evolução da comunidade local. Surge a Biblioteca Multicultural NASCEDOURO, algo coletivo, uma ação permanente dentro do projeto do Boca do Lixo, sustentado por várias instituições, programas sociais, editais, com venda de serviços e produtos. E assim, junto de Peixinhos, "um rio por onde navegam um povo e suas histórias" (título de um livro escrito por Zuleide de Paula), já há 26 anos de muita luta, está fincado nessa edificação uma expiência arrebatadora de transformação social. O local é tombado pela Fundação de Cultura do Recife, hoje abrigando vários projetos, o da biblioteca, a Horta Dandara - só de mulheres -, um Grupo de Capoeira e outras iniciativas revolucionárias e transformadoras.
Só mesmo vendo e assim, nesta terça, 06/10, ali estivemos e de cara, um dos comandantes do projeto, ROGÉRIO BEZERRA, 51 anos, nascido e criado na região, sendo fruto de tudo o que ali hoje acontece. Não pensei duas vezes e diante destes dois ricos personagens da vida urbana e social destas plagas, propus uma conversa, uma gravação, onde me contassem algo mais e assim o fizemos. Queria ouvir deles mesmos, como isso tudo foi conseguido, um histórico e da luta de resistência em tocar adiante a belezura de ir transformando pessoas. Evidente que, junto disso, também ouvi sobre como vive, age e estão inseridos na vida local os habitantes de Peixinhos, assim conhecendo também um dos locais mais férteis da periferia de uma grande cidade nordestina.
A conversa com ambos está gravada e publicada num outro post, também meu LADO B - O RETORNO, nº 4, onde eles contam algo mais num bate papo de uns vinte minutos. É para mim mais que encantador vivenciar isso tudo e poder ir vendo in loco como se dá a verdadeira mobilização social. Ali percebi o quanto vale, justamente neste momento o corpo a corpo, o contato pessoal para tentar mudar o rumo do que foi visto nessa eleição, onde o país pode estar sendo conduzido para um regime fascista e miliciano, onde o povo não terá vez. Por aqui, mais que tudo, mais que a mobilização digital, o corpo a corpo é, além da conversa, o encontro olhos nos olhos. Isso é também transformador e revelador. Conheci de perto, me encantei e divulgo, publico as fotos do lugar e as falas de ambos, que para mim, repito, vale muito mais do que circular pelos pontos turísticos deste lugar. É com estes que toco minha vida e podendo divulgar essas experiências adiante, creio estar cumprindo meu papel. Espero que se emocionem, como o fui e estejamos todos unidos para não deixar este país e perder nas ondas perversas fundamentalistas, milicianas e fascistas. O povo vencerá, desde que continue lutando e demonstrando sua força, advinda de muita união.


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