quinta-feira, 29 de outubro de 2026

MÚSICA (265)


"NÃO ME CONVIDARAM PARA ESSA FESTA POBRE, QUE OS HOMENS ARMARAM PRA ME CONVENCER... NÃO ME SUBORNARAM, SERÁ QUE É O MEU FIM?"
Depois de um longo interregno - minha última Vitrolinha foi aqui publicada em 12/10 -, volto à carga e recomeço as cantorias matinais. Amanheço com algo rodando na tal Vitrolinha e hoje, alguns poucos dias depois da eleição que deu maravilhosamente a reeleição para Lula, onde disputou com um pérfido miliciano, vendo este fugindo do país, não posso deixar de relembrar a linda canção que Cazuza e GAL COSTA eternizaram, escancarando um bocadinho da verdadeira cara deste imenso país continente, a BRASIL, aurtoria dele e de George Israel e Nilo Romeiro. Cazuza a cantou pela primeira vez no LP Ideologia, ano 1988 e depois cantada pela Gal na abertura da novela Vale Tudo. Marcaram época. Em outubro de 1988, Cazuza se juntou a Gal Costa, gravando juntos a canção, ao vivo no Teatro Fêniz, para um especial em homenagem à Cazuza, o "Cazuza - Uma prova de amor". Desde então, a canção é utilizada para definir aberrações no desenrolar de nossa história recente, como o faço neste momento. Enfim, cantarolo BRASIL pelos cantos e lavo a alma quando vejo o maravilhamento que é continuar do lado certo deste país, ou seja, para estes bolsonaristas de merda, o "vale tudo" nunca acaba, sempre se renova e se multiplica, esmerdalhando tudo onde estão metidos. "Grande pátria desimportante, em nenhum momento eu vou te trair", poderia ser utilizada como uma luva para a fuga do bandidão miliciano, indo se acobertar nos braços de Trump. Eis os dois grandes da MPB juntos: https://www.youtube.com/watch?v=Nriw77gqctg

Não me convidaram pra esta festa pobre/ Que os homens armaram pra me convencer/ A pagar sem ver toda essa droga/ Que já vem malhada antes de eu nascer/ Não me ofereceram nenhum cigarro/ Fiquei na porta estacionando os carros/ Não me elegeram chefe de nada/ O meu cartão de crédito é uma navalha/ Brasil (mostra a tua cara)/ Quero ver quem paga (pra gente ficar assim)/ Brasil, qual é teu negócio?/ O nome do teu sócio/ Confia em mim (eh)/ Não me convidaram pra esta festa pobre/ Que os homens armaram pra me convencer/ A pagar sem ver toda essa droga/ Que já vem malhada antes de eu nascer/ Não me sortearam a garota do Fantástico/ Não me subornaram, será que é meu fim?/ Ver TV a cores na taba de um índio/ Programada pra só dizer sim, vai/ Brasil, mostra tua cara/ Quero ver quem paga pra gente ficar assim/ Brasil, qual é teu negócio?/ O nome do teu sócio/ Confia em mim/ Grande pátria desimportante/ Em nenhum instante eu vou te trair/ Não, não, não vou te trair/ Brasil (mostra a tua cara)/ Quero ver quem paga (pra gente ficar assim)/ Brasil, qual é teu negócio?/ O nome do teu sócio/ Confia em mim/ Brasil, mostra a tua cara/ Quero ver quem paga pra gente ficar assim/ Brasil, qual é teu negócio?/ O nome do teu sócio/ Confia em mim/ Confia em mim/ Confia em mim/ Brasil
 

SOBRE O DESCRÉDITO DA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU E DE MUITOS DO VEREADORES ELEITOS
Eles, os vereadores tem culpa no cartório. Se hoje, em todas as rodas pela cidade, o comentário principal é sobre o descrédito da atual Câmara de Vereadores, a culpa é toda deles mesmos. Pudera, após, as ocorrências de uma total submissão aos ditames do então secretário mór, o maridão da prefeita, votaram tudo o que a administração de Suéllen quis. Foi mais que uma pouca vergonha e neste momento, todos apreensivos, pois muitos deles já se encontram naquela situação denominada como "mato sem cachorro", ou seja, sem salvação possível. O GAECO já informou que, muitos deles receberam propina e os valores já foram até divulgados, faltando só a divulgação dos nomes dos beneficiados e , consequentemente, a prisão e perda do cargo. E diante deste cenário, como manter alguma credibilidade? Impossível. Creio eu, nunca nossa Câmara esteve tão em baixa, numa lona de dar dó. Os edis, que se rebaixaram e foram servis com as determinações de Renato Purini, cada um recebendo um soldo pelo serviço sujo prestado à Bauru, não tem de que reclamar. Tiveram suas contas bancárias recheadas, porém, agora chegou a conta. A única salvação possível é uma limpa ampla, geral e quase irrestrita. Bauru inteira aguarda os nomes dos corruptos e a consequente punição.

SOBRE O DESCRÉDITO DA FAMÍLIA BOLSONARO E DA EXTREMA-DIREITA FASCISTA
Que a extrema-direita não vale nada e beira ao nazismo, isso poucos ainda possuem alguma dúvida, porém, neste último pleito, incautos e aproveitadores se fingiram de cego e seguiram juntos, perfilados ao proposto pela famigerada famiglia Bolsonaro, os qwue nada valem. Tomaram na tarraqueta e não podia ser diferente. Até a direita brasileira se desligou deste segmento, sacramentando seu voto em Lula, reeleito assim para seu 4º mandato presidencial. Só mesmo alguém muito fora da casinha para, depois de tudo o que já tinha sido revelado, as aberrações criminosas, envolvimentos de verdadeira máfia constituida pelos Bolsonaros todos, em são consciência, ainda terem votos. Tiveram e muito, deixando bem claro que, parte considerada do Brasil se encontra enfurnada neste modo de agor e pensar, miliciano e bandido. Não dá para pensar algo diferente destes. Ninguém foi enganado, pois desde sempre as cartas estavam colocadas na mesa. Daí, diante da derrota e da vergonhosa fuga do pior filho do seu Jair, o Flávio para os EUA, usando uma rota que só fugitivo e bandidos fazem, a direita sabe que, para concorrer em alguma eleição séria, se faz necessário, no mínimo um candidato com sem ficha corrida criminal e a extrema-direita, hoje representada pelos Bolsonaros todos, estão perdidos e pelo que se espera, tendo que ajustar seus atos com a Justiça, sendo devidamente sepultados de alguma credibilidade para continuar atuando na vida pública brasileira. A fuga do Flávio escancara, mais uma vez, o modus operandis de todos os Bolsonaros, uns cagões. No primeiro aperto, se borram todos, fogem e buscam cobertura em quem também de ter alguma credibilidade, Donald Trump e Marco Rubio. Triste ver os EUA acobertando bandidos internacionais como os Bolsonaros, fugitivos da Justiça, ladrões de carteirinha, corruptos até não mais poder. Dos Bolsonaros nunca se espera nada mesmo de bom, já dos EUA, se ainda possuem algo de positivo, que seja expulsando estes criminosos de seu território.

FAZENDO O "L" COM PEDRO SANCHEZ NA ESPANHA
Quando um gesto ultrapassa as fronteiras de seu país de origem, ele deixa de ser apenas uma marca de campanha e se transforma em patrimônio cultural e semiótico. É exatamente esse o fenômeno que as redes sociais e os analistas políticos estão testemunhando: o tradicional gesto de formar o "L" com as mãos está se consolidando como um símbolo internacional de resistência antifascista.

Recentemente, em mobilizações políticas na Espanha — como nos atos do Frente Amplio na região de Madri —, multidões ergueram os braços repetindo o gesto nascido no Brasil. O que começou como apoio direto à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva expandiu seu significado original nas ruas europeias. Para além das nossas fronteiras, o "L" passou a ser lido em outros idiomas como a inicial de Libertad, Liberté, Liberty e Liberdade, funcionando como um contraponto visual direto aos antigos acenos autoritários e armamentistas da extrema-direita.

A história da arte e da política é feita dessa apropriação de signos. Símbolos de resistência contagiantes são fundamentais porque operam onde a burocracia partidária não chega: na cultura, no afeto e na identidade visual das ruas.

A disputa pelas ideias sempre se valeu da simplicidade de um sinal para unificar povos com demandas semelhantes. Ao ecoar pelo mundo, o gesto traduz que a defesa das instituições democráticas, dos direitos sociais e da pluralidade humana é uma pauta global, que não reconhece fronteiras.

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