quinta-feira, 29 de outubro de 2026

FRASES DE LIVROS LIDOS (236)


DEPOIS DO SUFOCO, DEIXA EU DIVAGAR UM POUCO: MEUS OITO LIVROS LIDOS EM OUTUBRO
Outubro foi um mês de intensa pauleira, dessas que, sem tréguas, vivemos todos algo inusitado em nossas vidas. Eu participei ativamente dessa campanha pela reeleição do presidente Lula e sem tempo para quase mais nada do que a intensa participação, não sei nem como, mas nas poucas horas de folêgo, até para distrair a mente e espairecer um bocadinho, eu lia. Cerreguei livros para todos os cantos por onde estive e quando a coisa estava pela hora da morte, para não enlouquecer, sentava no meio fio e lia. E consegui um grande feito, li até o dia de hoje oito belos livros. Emendei um noutro.
O mês começou com a final do final 1º turno e logo na sequência, tive o prazer de viajar para o Recife, onde na viagem, ainda com a caberça fervilhando com o segundo lugar, tentei desviar a atenção. Li na ida pra São Paulo, no aeroporto e depois no avião. Só aí foram dois livros devorados de cabo a rabo. No Recife, vivi intensamente uma semana de recarregamento de baterias e nas idas e vindas, ubers, táxis e ônibus, li mais um. Quando retornando pra Bauru, terminei o mais grosso de todos. Um outro queria emprestar para o filho, que aqui esteve pouco depois e varei uma madrugada para terminar. Não tem prazer maior de entregá-lo algo comprado no Recife, uma HQ sobre os tempos obscuros de ditadura na cidade e conversar longamente com ele sobre a obra.

Depois, nem sei como consegui finalizar mais dois. A campanha se intensificou e o tempo urgia, sumia e eu em transe. Creio ter conseguido devorar estes nas vezes em que fiquei esperando pela Ana Bia, a esposa, quando de consultas médicas e nos momentos em que a aguardava sair da fisioterapia. Assim foram mais dois. Confesso ter feito uma boa escolha, com autores divinais, como gaúcho Moacyr Scliar, o primeiro de todos, depois o Guto Lins, designer amigo da esposa. O do Rubem Braga, um dos nossos melhores cronistas eu devorei quase numa sentada, o do Ruy Castro, escrevendo sobre uma das cidades que mais amo, o Rio de Janeiro, foi como reviver uma paixão, detalhe por detalhe e o do Zélio - irmão do Ziraldo -, que desenha bem pra cacete e escreve com a devida galhardia. Os dois últimos, o da Bruna Lombardi, entrei em parafuso e o último, o do ator, cantor e escritor Mário Lago, o fiz com Lula já reeleito e eu feliz da vida.
Uma palavrinha de cada um deles a faço agora, já com a convulsão da cabeça quase normalizada.
continuo amanhã bem cedo, logo ao acordar...

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