PASSEATA DA VIRADA, AGORA NO CALÇADÃO BAURU - ESTOU RETORNANDO...Com a nossa força e disposição, galgando degraus, indo atrás de quem não votou, convencendo indecisos, percorrendo os bairros e neste momento, numa passeara pelo Calçadão da Batista. Não temos tempo a perder. Viraremos esse jogo. Lula continuará sendo nosso presidente.
Algo dessa manifestação, uma das maiores já vistas em Bauru:
2 - https://www.facebook.com/salvesalve.santo/posts/pfbid032F4AgZ5mdRv38ve7gKXXrhGDbq547BgZbdZ7vfWChKvNKWsUGkNBpoe3EagAaf6dl Arthur Monteiro e Lenharo na chamada.
5 - https://www.facebook.com/reel/1455663713438110 - Marcos Lenharo e a passeata na avenida Rodrigues Alves.
6 - https://www.facebook.com/reel/1509102037714889 - Naíara Martins com os estudantes da Rodrigues Alves
EU NEM BEM VOLTEI E JÁ SENTI A DIFERENÇA
Minha boa gente, que me vê e lê, fico cá eu e meus botões, sempre a me questionar: Como pode ocorrer tamanha disparidade de ideias e concepção de vida entre essa oxigenante experiência aqui vivida no Nordeste brasileiro, mais precisamente Recife e Olinda, cidades pernambucanas e a que vivencio em Sampa, capital e a aldeia de Bauru, onde nasci, cresci, vivi, estudei, namorei e casei, vivendo até hoje, com meus 66 anos? Tudo bem, compreendo muito bem isso do Brasil ser um continente, com os do lá do Norte tendo uma concepção de vida completamente da vivenciado por aqui nos rincões do Sudeste e Sul do país, mas a disparidade hoje é tão grande, que me faz passar da situação de abestado. Fico, na verdade, horrorizado em perceber, notar e constatar o quando o lugar onde moro se apequenou, tornando-se um dos redutos mais conservadores do país. Como pode, enfim, existir tanta luz do lado de cima e tanta treva aqui do lado de baixo? Que raios de influências são essas?
Todos fazendo a viagem que fiz passam por situação similar. Diria mesmo, inevitável. Essas duas cidades quando vistas pelas suas ruas, o sentimento é um e eu, hospedado num hotel, rodeado de turistas por todos os lados, gente dos mais diferentes lugares, sinto já algo diferente no ar. Quando saia para tomar o café da manhã, sempre com minhas camisetas e tendo adesivos estampas de Lula 2026, sentia aquele olhar atravessado, de quem "ainda" me suporta. Eu sei, o bolsonarista não suporta o diferente e se hoje se cala, amanhã ganhando as eleições iremos ser persegtuidos sem dó e piedade. Assim como já ocorrem incêndios nas resistentes universidades federais e em igrejas de cultos diferentes dos evangélicos neopentecostais. Tem um lado do país muito doente, cabeça já quase pérdida, tomada por uma lavagem cerebral que, além de lhe ferverem os miolos, já fizeram um considerável estrago mental, a ponto de não mais permitir nenhum tipo de diálogo ou se, mera conversa com quem pensa e age diferente. O Brasi lestá no limiar de uma Guerra, não Santa, mas muito profana, bestial e insana, quando os doentes mentais querem impor suas vontades e atutudes para todos os demais. se deixar, viraremos em breve, um Estado pior que o islâmico. Se bem que, creio eu, no islâmico ainda sejam permitidos algumas licenciosidades.
Eu me preparo para deixar Pernambuco e mesmo não querendo fazê-lo, tenho que deixar isso tudo aqui vivenciado para trás. Carmem ri e diz: "Venha morar aqui. Isso aqui, é muito mais a sua cara e de Ana do que lá onde vivem e são minoria. Venha viver onde seu pensamento seja maioria. Recife e Olinda, mesmo com alguma modificação, ainda é um dos lugares mais arejados do país". Concordo e não tenho como regatear. O estado fez os dois senadores pró-Lula, reelegeu a governadora e a maioria dos deputados, tanto estaduais, como federais são do time do Lula. Piauí, aqui pertinho, é o estado com maior percentual de lulistas, gente que, não só entende como se dá o jogo e de que lado deve continuar para ter uma vida mais saudável. Ou seja, os do lado de cá não jogam contra o seu próprio patrimônio, como o fazerm os paulistas. Aqui, gente como esse Tarcísio de Freitas não se elegeria nem para síndico de quarteirão, pois está estampado em sua carapuça ser um sujeito atuando para destruir tudo de conquista e benefícios para as classes populares, trabalhadores e afins. Enfim, São Paulo me dá bruta vergonha quando me puxam conversa. Digo fazer parte dos que resistem, conscientes, esclarecidos e lutando contra o estado opressor instalado nos nossos costados. Luta inglória, porém, a de uma vida inteira.
Escrevo isso tudo com muita dor interna, pois gosto de minha aldeia, Bauru, mas a cada dia não a reconheço mais. Isso já faz um tempo. As transformações são evidentes, profundas e pelo visto, incontornáveis. Todo o interior paulista se mostra hoje redutos não só de conservadorismo, mas de irracionalismo, mentalidade tacanha, já ultrapassando em muito o dito conservadorismo. Me dizem que isso sempre foi assim, mas como vivenciei momentos diferentes, quando se lutava e era percebido uma aderência, devo ter passado batido e não levado muito em consideração. Com o advento do bolsonarismo, essa mentalidade até então aquietada e contida veio á tona e agora estão todos pela aí, cada dia mostrando mais sua cara e para que vieram. Estão a cada dia aprontando mais, pois se mostram irredutíveis num ódio para tudo o que seja esquerda, com profunda adoração, quase devoção sem rédeas, para o algoz, o que lhe crava a estaca. Acreditam em tudo que lhe dizem suas atuais fontes de informação, advinda somente de sites liagados à essa linha de pensamento, a que lhe produziram alterações irereversíveis mentais. O paulista, o sulista de uma forma geral estão todos doentes, decrépitos, porém, resolutos no caminho do precopício e quando se derem conta já estarão mais que num mato e sem cachorro.
Bauru foi um forte reduto ferroviário, portanto, de luta de uma classe trabalhadora de muita resistência. Muitas lutas verdadeiramente marcantes e para dar orgulho já ocorreram por estas bandas do mundo, mas hoje, ocorre um desdem de tudo isso. Nem sei porque os trilhos ainda não forma retirados e enxotados, vendidos por quilo numa sucata, diante de tantos políticos perversos a nos comandar. Uma Câmara vergonhosa, que só disse amém para todos os projetos vendendo nossa cidade, passando tudo nos cobres, assim como essa última administração, dita por mim como da incomPrefeita Suéllen Rosin, sem nenhum projeto alvissareiro para cidade, fazendo de tudo um escuso negócio, como já foi visto quando das aberrações que foram a das questões do lixo e do esgoto. Ainda bem, não elegemos ninguém para nos representar nas assembléias legislativas e estadual e federal, pois passaríamos muita vergonha, diante de como já o fazem aqui, com uma atuação dúbia e insana.
É para este estado de coisa que volto neste domingo. Viajo com a cabeça em transe, polvorosa, pois saio de um lugar onde as ruas exprimem algo sincero, honesto, vibrante e realmente votando em quem os defenda, não em aventureiros, religiosos ou não, mas sem coração para interesses que não os comandandos por Vorcaros da vida. Tem outro tanto de boa gente resistindo e a esses me junto, buscando forças para continuar esgrimando e expondo as mazelas destas plagas. Hoje, infelizmente, existem uns tantos muito desavergonhados, pois agem não mais na calada da noite. Fazem tudo abertamente, sem medo de serem punidos ou cobrados. Existe uma pouca vergonha institucionalizada e em plena ação. Denunciamos todos estes, mas até a mídia por essas bandas, como em boa parte do país, deixa de cumprir sua missão, para como disse uma operadora de roubos, felizmente já presa, disse, "estão todos em nossas mãos". Por aqui, quase tudo está nas mãos dos seus algozes. Meu papel é denunciar isso tudo, mesmo que seja mero murro em ponta de faca. Uma hora alguns são pegos, como já ocorre na questão do Lixo e daqui a pouco com a da privatização do DAE.






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